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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

BARACK OBAMA E NICOLAS SARKOZY




O PARADOXO
(Um paradoxo é uma declaração aparentemente
verdadeira que leva a uma contradição lógica).



BARACK OBAMA

(PRÊMIO NOBEL DA PAZ em 2009)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, venceu o prêmio Nobel da Paz em 2009 por seus esforços para reduzir os estoques de armas nucleares e por seu trabalho pela paz mundial.

Primeiro presidente americano de origem AFRICANA, Obama também trabalhou para reiniciar o estagnado processo de paz no Oriente Médio desde que assumiu o cargo.

O prêmio no valor de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhões) foi entregue em Oslo, a capital da Noruega.

Nesta época o então secretário do Comitê Nobel, Thorbjorn Jagland, disse que a defesa das instituições internacionais para resolver conflitos de forma pacífica foi decisiva ao longo da história do prêmio.

Ao conceder o Nobel da Paz ao "VISIONÁRIO" Obama, o comitê pretendia "reforçar" a diplomacia e as instituições internacionais e enviar um "sinal claro" ao mundo, explicou Jagland.

"Durante 108 anos, o Comitê Nobel Norueguês buscou estimular precisamente essa política internacional e essas atitudes das quais Obama foi considerado o novo porta-voz mundial".

Os Estados Unidos prometeram ratificar o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, mas ainda não fez isso, como também não se uniu ao tratado para proibição das bombas de fragmentação, além disso, Obama se comprometeu também a fechar a prisão de Guantânamo.

Barack Obama ocupou a presidência dos EUA prometendo retirar as tropas americanas do Iraque e do Afeganistão

Obama (Prêmio Nobel da Paz) continua com a guerra no Afeganistão e o ano de 2010 foi o mais violento dos nove anos de conflito para as forças internacionais.

Obama (Prêmio Nobel da Paz) anuncia em 2011 o início da operação aliada "Odisséia do amanhecer".

Em sua visita ao Brasil Obama se pronunciou: "Hoje autorizei as Forças Armadas dos Estados Unidos a lançarem uma ação contra a Líbia".

Em atitude que viola as regras da hospitalidade, constrangendo o povo brasileiro, Obama simplesmente desonrou o Brasil, ao fazer uma declaração de guerra no país que por princípio constitucional e tradição advoga a solução pacífica dos conflitos internacionais.

O presidente dos Estados Unidos (Prêmio Nobel da Paz) ignorou o fato de que o Brasil se absteve na votação da resolução do Conselho de Segurança da ONU que abriu a via legal para a agressão, “por não estar seguro de que o uso da força é o melhor caminho”.



NICOLAS SARCOZY

(um dos indicados ao Prêmio Nobel da Paz em 2009)

O Presidente da França Nicolas Sarkozy foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2009 por sua atuação para mediar à paz no conflito entre Rússia e Geórgia e no Oriente Médio.

Nicolas Sarcozy (Indicado ao Prêmio Nobel da Paz) faz um pronunciamento em 2011 em Paris confirmando, que enviou aviões franceses para bombardear a Líbia.


Quem ganhará o Prêmio Nobel da Paz em 2011?


Benjamin Netanyahu?



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Guerra na Líbia - Qual será o próximo País?


Qual será o próximo destino das tropas da OTAN?

Quem será o próximo País que será Massacrado?

Coréia do Norte?
A embaixada da Coreia do Norte foi um dos alvos da NATO em Trípoli.

China?
Motivo: Cooperação energética entre China e Rússia?

Venezuela? Com a desculpa de tirar o suposto "Ditador" Hugo Chavez e salvar o povo venezuelano? Com a mesma desculpa usada na Líbia?
E depois de bombardear a Venezuela?

Virão ao Brasil? Com a suposta desculpa de "defender" a Amazônia dos rebeldes venezuelanos? E se apossar da Amazônia com a desculpa de estarem "defendendo" a maior biodiversidade do mundo?




PETRÓLEO? QUE NADA! O IMPERIALISMO QUER O BANCO CENTRAL DA LÍBIA

(Reproduzo aqui esse post do Blog Democracia & Politica de 18/04/2011)

Enquanto a ONU trabalha febrilmente para condenar
o ataque de Muammar al-Qaddafi contra manifestantes,
o Conselho de Direitos Humanos preparava-se para
divulgar relatório carregado de elogios à Líbia,
no quesito direitos humanos"
.

REVELADA A VERDADEIRA CAUSA DA DEMONIZAÇÃO DO IRAQUE, IRÃ, LÍBIA, SÍRIA, SOMÁLIA, LÍBANO E SUDÃO

“Caso o governo Gaddafi caia, será interessante observar se o novo banco central líbio recém-criado associar-se-á ao Banco de Compensações Internacionais, se a indústria do petróleo líbio será imediatamente privatizada e vendida a investidores globais e se continuará a haver água, educação e assistência médica universais e gratuitas na Líbia.

Por Ellen Brown no “Asia Times Online”

Vários comentaristas e analistas de economia já observaram o estranho fato de os rebeldes líbios terem tido tempo, em plena rebelião, para criar, em março, seu próprio banco central ‘rebelde’ –antes até de haver governo ou Estado. Robert Wenzel escreveu, no “Economic Policy Journal”: “Mais um recorde para o livro Guiness. Nunca antes ouvi falar de rebeldes que, com alguns dias de rebelião, já criaram um banco central. O movimento sugere que haja algo mais, naqueles rebeldes, além do exército de voluntários, e que podem estar em ação, ali, projetos muito mais sofisticados” (em http://www.economicpolicyjournal.com/2011/03/libyan-rebels-form-central-bank.html).

Alex Newman escreveu, no “New American”: “Em declaração distribuída semana passada, os rebeldes líbios relataram resultados de reunião realizada dia 19/3. Dentre outros informes, os supostos rebeldes esfarrapados anunciaram “a designação do Banco Central de Benghazi como autoridade monetária competente para definir as políticas monetárias da Líbia, o qual terá sede provisória em Benghazi” (em http://www.thenewamerican.com/world-mainmenu-26/africa-mainmenu-27/6915-libyan-rebels-create-central-bank-oil-company).

Newman citou o editor-chefe da “rede CNBC” John Carney, que comentou: “Parece-me que seja a primeira vez no mundo que grupo revolucionário cria banco central ainda durante os combates pelo poder político. Sinal de o quanto são poderosos os banqueiros centrais que estão surgindo nesses tempos extraordinários.”

Outra anomalia também chama a atenção, na justificativa para que os EUA alinhem-se oficialmente ao lado dos rebeldes. Fala-se das violações dos direitos humanos, mas há contradições. Segundo artigo publicado na página internet da rede “Fox News”, dia 28/2:

Enquanto a ONU trabalha febrilmente para condenar o ataque de Muammar al-Qaddafi contra manifestantes, o Conselho de Direitos Humanos preparava-se para divulgar relatório carregado de elogios à Líbia, no quesito direitos humanos".

O relatório registra aumento de oportunidades educacionais e louva a posição oficial de fazer dos direitos humanos “uma prioridade” para aprimorar “o quadro constitucional”. Vários países, entre os quais o Irã, Venezuela, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Canadá deram notas positivas à Líbia no quesito proteção legal aos cidadãos –os mesmos que agora se estariam levantando contra o governo e sendo cruelmente atacados pelo mesmo governo
” (em http://nation.foxnews.com/united-nations/2011/03/01/un-poised-praise-libyas-human-rights-record).

Sejam quais forem os crimes pessoais de Gaddafi, o povo líbio parecia viver muito bem. Uma delegação de médicos russos, ucranianos e bielorrussos escreveram carta aberta ao presidente Dmitry Medvedev e ao primeiro-ministro Vladimir Putin da Rússia, em que dizem que, depois de habituados à vida na Líbia, são de opinião que poucos países vivem em condições tão favoráveis quanto os líbios: "[Os líbios] têm tratamento médico gratuito e seus hospitais oferecem o que há de melhor, no mundo, em tratamentos e equipamentos médicos. A educação é universal e gratuita, muitos jovens recebem bolsas de estudo no exterior, pagas pelo Estado. Ao casar, cada casal líbio recebe empréstimo sem juros de 60 mil dinares líbios (cerca de 50 mil dólares), como auxílio do estado para constituir família. Há empréstimos oficiais sem juros e, pelo que vimos, sem prazo. Dados os subsídios que o Estado paga, o preço de carros é muito inferior ao que se vê na Europa e, praticamente, todas as famílias têm carro. Gasolina e pão são subsidiados e baratíssimos, e os agricultores são isentos de impostos. O povo líbio é pacífico e calmo, não é dado a beber e os líbios são muito religiosos" (em http://alexandravaliente.wordpress.com/2011/03/26/nato-u-s-war-crimes-open-letter-from-citizens-of-ukraine-belarus-and-russia-working-and-living-in-libya/).

Os médicos insistem que falta informação à comunidade internacional sobre a luta contra o regime. “Quem, afinal, se rebelaria contra o governo que vemos aqui?” – perguntam.

Ainda que muito disso não passe de propaganda, não há como negar, pelo menos, uma grande realização do governo de Gaddafi: há água farta para a população, e gratuita. O Estado construiu grande aqueduto que traz água ao deserto e implantou na Líbia o maior e mais caro projeto de irrigação que há no mundo (o Projeto “Grande rio feito pelo homem” [ing. GMMR, Great Man-Made River] custou US$33 bilhões). Na Líbia, a água é muito mais crucialmente importante, para os cidadãos, que o petróleo.




O GMMR abastece 70% da população com água potável e para irrigação, bombeada do imenso “Sistema Aquífero de Arenito Níbio”, do sul até as áreas urbanizadas no litoral, localizadas ao norte, a 4 mil quilômetros de distância da fonte. Isso, pelo menos, não há dúvida de que o governo de Gaddafi fez bem feito.




Outro argumento que se tem usado para explicar o ataque à Líbia é que se trataria “do petróleo”, ideia que também apresenta inúmeras contradições. Como observou o “National Journal”, a Líbia produz apenas 2% do petróleo mundial. Somente a Arábia Saudita, só ela, tem capacidade para aumentar a oferta de petróleo e suprir qualquer demanda que se criasse pela falta do petróleo líbio, mesmo que a Líbia fosse varrida do mapa. Além do mais, se se trata de petróleo, por que tanta pressa para criar um novo banco central?

Outros dados intrigantes voltam a circular na Internet, mostrando entrevista realizada em 2007, pela página “Democracy Now”, com o general General Wesley Clark, general da reserva. Naquela entrevista, o general Clark diz que 10 dias depois do 11 de setembro de 2001, um general lhe disse que já estava tomada a decisão de invadir o Iraque. Clark conta que a notícia o supreendeu e que perguntou por quê. “Não sei”, foi a resposta, “Acho que é porque ninguém sabe o que fazer!” Mais tarde, o mesmo informante contou ao general Clark que havia planos para invadir sete países em cinco anos: Iraque, Síria, Líbano, Somália, Sudão e Irã.

O que há de comum entre esses sete países? Nós, que estudamos o sistema bancário e os bancos centrais em todo o mundo, sabemos que nenhum desses países aparece na lista dos 56 países filiados ao “Bank for International Settlements” (BIS) [Banco de Compensações Internacionais; é o ‘banco central’ dos bancos centrais; organização internacional responsável pela supervisão bancária, que visa a “promover a cooperação entre os bancos centrais e outras agências na busca de estabilidade monetária e financeira” mundial, com sede na Basileia, Suíça (NT: com informações de http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_Compensa%C3%A7%C3%B5es_Internacionais)].

Se não fazem parte do BIS, esses países estão fora do campo regulatório dos banqueiros centrais reunidos no BIS, na Suíça.

Os renegados mais resistentes são, precisamente, a Líbia e o Iraque –dois países que já foram diretamente atacados. Kenneth Schortgen Jr, escrevendo em “Examiner.com”, observou que “seis meses antes de os EUA atacarem o Iraque, o Iraque passou a exigir euros, em vez de dólares, nas vendas de petróleo –o que converteu o Iraque em ameaça mortal, porque ameaçava o domínio do dólar como moeda internacional de reserva, na modalidade de petrodólar” (em http://wn.com/pre_market_movers_february_4th,_2011?orderby=relevance&upload_time=today)

Segundo matéria publicada em jornal russo dia 28/3/2011, “Bombing of Líbia - Punishment for Ghaddafi for His Attempt to Refuse US Dollar” (em http://kir-t34.livejournal.com/14869.html), Gaddafi fez movimento semelhante ao dos iraquianos: começou a recusar dólares e a exigir euros, e conclamou os países árabes e africanos a usar uma nova moeda, o dinar de ouro. Gaddafi planejava conseguir que toda a África, seus 200 milhões de habitantes, passassem a viver com essa nova moeda única.

Ao longo do ano passado, vários países árabes e muitos países africanos aprovaram a nova moeda. Restaram contra só a África do Sul e alguns países da cúpula da Liga Árabe. A iniciativa não foi vista com bons olhos pelos EUA e pela União Europeia. O presidente Nicolas Sarkozy declarou que a Líbia seria ameaça à segurança financeira da humanidade. Gaddafi não se impressionou e prosseguiu na sua campanha para criar uma moeda da África.

Com o que, afinal, podemos voltar ao mistério do novo banco central ‘rebelde’, na Líbia. Em artigo publicado em “Market Oracle”, Eric Encina escreve:

“Fato raramente mencionado pelos ‘especialistas’, ‘comentaristas’, ‘analistas’, ou políticos ocidentais é que o Banco Central da Líbia é 100% banco público. Hoje, o governo da Líbia cria a própria moeda, o dinar líbio, graças ao uso que dá ao seu banco central público nacional. Ninguém pode dizer que a Líbia não seja nação soberana, rica em recursos naturais e capaz de comandar o próprio destino econômico. O principal problema dos cartéis dos bancos globais é que, para negociar com a Líbia, têm de negociar através do Banco Central Líbio e em moeda nacional líbia. Nessas condições, não têm controle sobre a negociação nem meios para manipular os preços e condições de negociação.





O objetivo de derrubar o Banco Central Líbio (CBL) não aparece nos discursos de Obama, Cameron e Sarkozy, mas não há dúvida de que é objetivo prioritário na agenda da grande finança globalista: incluir a Líbia na lista de países financeiramente obedientes” (em http://www.marketoracle.co.uk/Article27208.html).

A Líbia não tem só petróleo e água. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o banco central líbio mantém lastro de cerca de 144 toneladas de ouro. Com esse tipo de moeda-lastro, quem precisa de BIS, FMI e seus ‘aconselhamentos’?

Dadas essas evidências, é preciso, agora, considerar mais de perto as regras do Banco de Compensações Internacionais e o efeito que têm nas economias locais. Artigo que se lê na página do BIS na internet (http://www.bis.org/about/index.htm) declara que os bancos centrais reunidos na “Rede de Governança dos Bancos Centrais” devem manter, como seu objetivo único ou básico, “preservar a estabilidade de preços”.

Devem ser independentes dos governos nacionais, para garantir que nenhuma consideração política interfira no funcionamento. “Estabilidade de preços” significa manter suprimento estável de moeda, mesmo que isso implique castigar a população com pesadíssimas dívidas externas. Os bancos centrais ‘coligados’ são encorajados a não aumentar o suprimento de moeda mediante emissão de dinheiro e devem usar o dinheiro em benefício do Estado, diretamente ou mediante empréstimos.

Em artigo de 2002 em “Asia Times Online”, intitulado “The BIS vs national Banks” (14/5/2002), Henry Liu dizia:

As regulações do BIS têm o único objetivo de fortalecer o sistema bancário internacional privado, mesmo que à custa das economias nacionais. O BIS faz para os sistemas bancários nacionais o mesmo que o FMI fez aos regimes monetários nacionais.

Economias nacionais que sirvam aos interesses da finança globalizada deixam de servir a interesses nacionais.

... O FDI [em inglês: “foreign direct investment”, investimento estrangeiro direto] com valor nominal em moedas estrangeiras, quase sempre o dólar, condenou muitas economias nacionais a desenvolvimento sem equilíbrio, voltado para exportar, sobretudo para gerar pagamentos em dólar aos investidores estrangeiros diretos, com mínimo benefício às economias nacionais
” (http://www.atimes.com/global-econ/DE14Dj01.html).

E acrescentava: “Se se aplica a “Teoria do Dinheiro do Estado” de Knapp, qualquer governo pode pagar com a própria moeda todas as necessidades do seu próprio desenvolvimento, para manter o pleno emprego sem inflação”. A “Teoria do Dinheiro do Estado” refere-se a dinheiro criado por governos, não por bancos privados.

A pressuposição da lei que manda não tomar empréstimos do próprio banco central do governo é que esses empréstimos seriam inflacionários, e que tomar empréstimos do dinheiro que haja em bancos estrangeiros ou do FMI não seria inflacionário. Mas, hoje, todos os bancos criam, de fato, o dinheiro que emprestam, seja dinheiro público ou privado. A maior parte do dinheiro novo, hoje, vem de empréstimos bancários. Tomar empréstimos do próprio banco central governamental tem a vantagem de que o empréstimo é praticamente sem juros. Já se sabe que, se se eliminam os juros, o custo dos projetos públicos caem em média 50%.

Tudo faz crer que o sistema líbio funciona desse modo. Segundo a Wikipedia, entre as funções do Banco Central da Líbia está incluída a de “emitir e regulamentar os créditos e moedas circulantes na Líbia” e “gerenciar e emitir todos os empréstimos estatais”. O banco central da Líbia, público, pode administrar e administra a moeda nacional e faz empréstimos com vistas a atender, em primeiro lugar, os interesses do estado líbio.

Só assim se entende que a Líbia tenha recursos para oferecer educação e atendimento médico universal e gratuito, e para dar a cada novo casal, como presente de núpcias, 50 mil dólares em empréstimo que o Estado faz, sem juros. Só assim se entende que o país tenha tido meios para pagar os 33 bilhões de dólares que lhe custaram o projeto do GMMR. Hoje, os líbios temem que os ataques aéreos da OTAN cheguem aos aquedutos desse projeto, o que, sim, geraria mais um desastre humanitário.

Difícil crer, nesse quadro, que os ataques à Líbia tenham a ver, exclusivamente, com o petróleo. Quase certamente têm a ver, também, com a independência radical do banco central líbio. Com energia, água e crédito abundante para desenvolver a infraestrutura para que energia e petróleo sejam postos a serviço do bem estar dos líbios, a Líbia pode sobreviver à distância das garras dos financiadores/credores estrangeiros. E aí, afinal, está a real ameaça que a Líbia traz: a Líbia pode provar ao mundo que é possível fazer o que a Líbia faz.

Inúmeros países não têm petróleo, mas estão em desenvolvimento novas tecnologias que podem tornam nações não produtoras de petróleo independentes, em termos energéticos, sobretudo se os custos para construir a infraestrutura são reduzidos à metade, porque os empréstimos saem do próprio banco central nacional e público, gerido em nome de interesses públicos. A independência no campo da energia, libertará os governos da rede dos banqueiros internacionais, e da necessidade de direcionar a produção doméstica para os mercados estrangeiros, para pagar o serviço das dívidas.

Caso o governo Gaddafi caia, será interessante observar se o novo banco central líbio, recém criado, associar-se-á ao Banco de Compensações Internacionais, se a indústria do petróleo líbio será imediatamente privatizada e vendida a investidores globais e se continuará a haver água, educação e assistência médica universais e gratuitas na Líbia.”



FONTE:
escrito por Ellen Brown, publicado no “ Asia Times Online” e transcrito no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=152121&id_secao=2) [entre colchetes e imagens do Google adicionadas por este blog].


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Que os Seres Humanos só tenham pensamentos positivos



Manifesto de Gandhi sobre os judeus na Palestina


M. K. Gandhi
Harijan, 26 de novembro de 1938

In M.K.Gandhi, My Non-Violence
Editado por Sailesh K. Bandopadhaya
Navajivan Publishing House
Ahmedabad, 1960

Recebi muitas cartas solicitando a minha opinião sobre a questão judaico-palestina e sobre a perseguição aos judeus na Alemanha. Não é sem hesitação que ouso expor o meu ponto-de-vista.
Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu os conheci intimamente na África do Sul. Alguns deles se tornaram grandes amigos. Através destes amigos aprendi muito sobre as perseguições que sofreram. Eles têm sido os "intocáveis" do cristianismo; há um paralelo entre eles, e os "intocáveis" dos hindus. Sanções religiosas foram invocadas nos dois casos para justificar o tratamento dispensado a eles. Afora as amizades, há a mais universal razão para a minha simpatia pelos judeus. No entanto, a minha simpatia não me cega para a necessidade de Justiça.
O pedido por um lar nacional para os judeus não me convence.
Por quê eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar?
A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.
É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.
O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses.
Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a idéia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?
Este pedido por um lar nacional oferece várias justificativas para a expulsão dos judeus da Alemanha. Mas a perseguição dos alemães aos judeus parece não ter paralelo na História. Os antigos tiranos nunca foram tão loucos quanto Hitler parece ser.
E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um ato de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável.
Se houver sempre uma guerra justificável em nome da humanidade, a guerra contra a Alemanha para prevenir a perseguição desumana contra uma raça inteira seria totalmente justificável. Mas eu não acredito em guerra nenhuma. A discussão sobre a conveniência ou inconveniência de uma guerra está, portanto, fora do meu horizonte. Mas se não pode haver guerra contra a Alemanha, mesmo por crimes que estão sendo cometidos contra os judeus, certamente não pode haver aliança com a Alemanha. Como pode haver aliança entre duas nações que clamam por justiça e democracia e uma se declara inimiga da outra? Ou a Inglaterra está se inclinando para uma ditadura armada, e o que isso significa?
A Alemanha está mostrando ao mundo como a violência pode ser eficientemente trabalhada quando não é dissimulada por nenhuma hipocrisia ou fraqueza mascarada de humanitarismo; está mostrando como é hediondo, terrível e assustador quando isso aparece às claras, sem disfarces. Os judeus podem resistir a esta organizada e desavergonhada perseguição? Existe uma maneira de preservar a sua auto-estima e não se sentirem indefesos, abandonados e infelizes? Eu acredito que sim. Ninguém que tenha fé em Deus precisa se sentir indefeso, ou infeliz. O Jeová dos judeus é um Deus mais pessoal que o Deus dos cristãos, muçulmanos ou hindus, embora realmente, em sua essência, Ele seja comum a todos. Mas como os judeus atribuem personalidade a Deus e acreditam que Ele regula cada ação deles, estes não se sentiriam desamparados.
Se eu fosse judeu e tivesse nascido na Alemanha e merecido a minha subsistência lá, eu reivindicaria a Alemanha como o meu lar, do mesmo modo que um "genuíno" alemão o faria, e desafiaria qualquer um a me jogar na masmorra; eu me recusaria a ser expulso ou a sofrer discriminação. E fazendo isso, não deveria esperar por outros judeus me seguindo em uma resistência civil, mas teria confiança que no final estariam compelidos a seguir o meu exemplo.

E agora uma palavra aos judeus na Palestina:

Não tenho dúvidas de que os judeus estão indo pelo caminho errado. A Palestina, na concepção bíblica, não é um tratado geográfico. Ela está em seus corações. Mas se eles devem olhar a Palestina pela geografia como sua pátria mãe, está errado aceitá-la sob a sombra do belicismo britânico. Um ato religioso não pode acontecer com a ajuda da baioneta ou da bomba. Eles poderiam estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos palestinos. Eles deveriam procurar convencer o coração palestino. O mesmo Deus que rege o coração árabe, rege o coração judeu. Só assim eles teriam a opinião mundial favorável às suas aspirações religiosas. Há centenas de caminhos para uma solução com os árabes, se descartarem a ajuda da baioneta britânica.
Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.
Eu não estou defendendo as reações dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, corretamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.
Deixemos os judeus, que clamam serem os Escolhidos por Deus, provar o seu título escolhendo o caminho da não-violência para reclamar a sua posição na Terra. Todos os países são o lar deles, incluindo a Palestina, não por agressão mas por culto ao amor.
Um amigo judeu me mandou um livro chamado A contribuição judaica para a civilização, de Cecil Roth. O livro nos dá uma idéia do que os judeus fizeram para enriquecer a literatura, a arte, a música, o drama, a ciência, a medicina, a agricultura etc., no mundo. Determinada a vontade, os judeus podem se recusar a serem tratados como os párias do Ocidente, de serem desprezados ou tratados com condescendência.
Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites. Eles podiam somar às suas várias contribuições, a contribuição da ação da não-violência.


"Todos os homens tem direito a liberdade de opiniao e expressao; este direito inclui a liberdade de, sem interferencias, ter opinioes e de procurar, receber e transmitir informacoes e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."
Artigo XIX, Declaracao Universal dos Direitos Humanos, Paris, 1948.


Fonte:www.alfredo-braga.pro.br

Não podemos esquecer de GAZA

Estamos quase no final de 2011 e...

A realidade atual em Gaza continua a mesma das imagens de 2010.


Vídeo de 2010


Tomada de Trípoli, uma mentira?

A primeira vítima da guerra é a verdade!!!!






fonte: mundoconmisojos.blogspot.com

domingo, 28 de agosto de 2011

NÃO SEJA INDIFERENTE A GUERRA





"EU SÓ PEÇO A DEUS QUE OS SERES HUMANOS NÃO SEJAM INDIFERENTES A GUERRA"
(Burgos Cãogrino)










UM CÃO CANTANDO PELA PAZ NA AFRICA

O MUNDO ANIMAL ESTÁ CHORANDO PELOS AFRICANOS QUE FORAM E ESTÃO SENDO MASSACRADOS PELA NATO


VOU CONTINUAR CANTANDO PELA PAZ,
ATÉ QUE O MUNDO INTEIRO ME OUÇA!!!!!!




TALVEZ UM CÃO FAÇA A DIFERENÇA





VOCÊ É VERDADEIRAMENTE UM SER HUMANO?

ENTÃO MOSTRE,

CANTE COMIGO!!!!!!







fonte da música: Roupa Nova

sábado, 27 de agosto de 2011

CHEGA DE GUERRA!!!!!!!!

"Uma só voz cantando poucos ouvirão,
mas todas as vozes
reunidas cantando,
o mundo inteiro ouvirá"
.
(Burgos Cãogrino)


CHEGA DE GUERRA!!!!!!!!!!!


"NÃO
EXISTE UM CAMINHO PARA A PAZ. A PAZ É O CAMINHO..."

(Mahatma Gandhi
)


Vamos cantar a Paz ao Mundo!










Autor da música: Nando Cordel

MARIA

UM BOM EXEMPLO!


Tomo a liberdade de reportar aqui um comentário de Maria feito no Blog Informação Incorrecta



Maria
disse:


Olá todos

Max nos brinda com informações objetivas bem organizadas, que da minha parte agradeço muito.

Sei lá quem disse uma coisa interessante: Pensar globalmente, agir localmente. Mesmo sem grandes informações, tateando meio que intuitivamente, me parece que para quem busca alternativas de sobrevivência não seria oportuno gastar energia com organização de grandes massas, até porque a humanidade em geral esteve e está condenada a burrice crônica.

Que tal arranjar uma terrinha, plantar sua comidinha, como eu faço e me dou bem, embora nem por isso fique livre dos pesticidas que estão nas sementes já globalmente manipuladas!?

Que tal praticar pequenas trocas com o excedente com vizinhos? Por exemplo: eu troco ovos por farinha, troco feijão por mel, e nisso sem alarde, em 10 anos, nos envolvemos 50 pessoas, dessas que não sabem nada de política global, mas sabem economizar o pouco que têm e ainda sabem distinguir pelo cheiro ou ausência de, comida de veneno puro!?

Que tal construir uma casinha boa e confortável básicamente com o que os idiotas jogam fora e não entendem ser material de construção!?

Que tal fazer um grande buraco no chão até encontrar água pura, potável (no meu caso foram 7m e meio, pedras abaixo)e eis a autosuficiência no líquido mais precioso no mundo!?

Que tal buscar um controle pessoal da energia elétrica que utiliza!? No meu caso, tenho um bom geradorzinho (na verdade ainda não encontrei petróleo, nem sei como refiná-lo em óleo disel HIhihi...) mas melhor que pagar a luz tão cara por estes pagos do sul do Brasil!?

Que tal arranjar umas placas de energia solar e ter água quentinha a disposição!?

Que tal subir bem alto, bem alto, fincar uma torre de radio transmissão, captar sinal dos satélites a girar em torno do planetinha terra e dispor de internet, que está longe de ser uma maravilha mas me permite ler o Max e falar com vocês!?

Que tal gastar o mínimo dos mínimos em roupa, faze-las em casa, brincar de inventar modas pessoais em vestuário, utesílios domésticos e móveis!?

Que tal não se deixar seduzir por nada que consuma inadvertidamente!?

Que tal testar e fazer funcionar os próprios remédios que um corpo já desgastado pela idade, como o meu estão exigindo!?

Que tal valer-se dos amigos bichos e de sua inteligência e amizade real para garantir a segurança da sua toca/casa/paraíso possível!?

Que tal usar o precioso tempo para trabalhar nisso tudo, estudar isso e muito mais com paciência e afinco, conversar com quem sabe das coisas práticas, possíveis de serem feitas, exequíveis, e ensinar aos que estão próximos/distantes como sobreviver nesse mundinho que o Max descreve com precisãqo cirúrgica!?

E,muito mais que sobreviver, inverter a ordem desejada das coisas no único espaço onde cada um tem controle da situação: a sua própria vida!?

Sei que vários de vocês vão me achar simplória, talvez idiota, mas sinceramente, até agora eu não encontrei sabotagem mais gostosa, prazeirosa e rendosa para fazer.

Muitos abraços.

27.8.11


Muito obrigado Maria

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O QUE FEZ MUAMMAR AL KHADAFI PELO SEU POVO?



Vamos saber com detalhes o que fez Muammar al-Khaddafi pelo seu povo.

A Líbia ficou independente no dia 1º de janeiro de 1952, data em que se reuniu os territórios da antiga Líbia num único Estado Federal e com o nome de Reino Unido da Líbia. O líder religioso dos sanusis, o emir Sayid Idris, em 1951, foi coroado rei com o nome de Idris I. O seu governo monárquico foi por demais autoritário, sem nenhuma ligação com os anseios das classes mais pobres.
E em 1953 a Líbia foi admitida na Liga Árabe e no ano seguinte (1954), Idri I, aceitou a implantação de bases estrangeiras no território líbio, com a concessão de bases militares e aéreas aos norte-americanos. A influência econômica dos Estados Unidos e da Inglaterra tornou-se cada vez mais poderosa.
Já a descoberta, em 1961, de jazidas de petróleo, na Líbia, ocasionou graves atritos, devido a ambição dos EUA e da Inglaterra, no petróleo líbio e houve gente do governo, Idri I, que exigiu a saída das tropas estrangeiras da Líbia. E ainda assim, os EUA ficou durante anos com quase 50% do petróleo líbio e de graça.
Em 1966, Muammar al-Khaddafi, (21 anos) filho de beduínos nômades, que havia ingressado no exército, enquanto estudava em Londres, fundou a “União dos Oficiais Livres”, e, após o retorno à sua terra natal, continuou o trabalho de conspiração política dentro do exército.
E Kadhafi, 18 anos depois da posse de Idri I, no dia 1º de setembro de 1969, era major, tinha 27 anos e participou ativamente da queda de Idri I, que teve início em Sabha em uma insurreição, todavia só depois que os coronéis líbios invadiram Trípoli, é que foi derrubada a monarquia e sem derramamento de sangue. A “União dos Oficiais Livres” era uma associação de oficiais radicais islâmicos, que após a tomada do poder, criaram Conselho da Revolucionário da Líbia, formado pelos coronéis que derrubaram Idri I.
E um ano depois (1970) da queda de Idri I, o Conselho Revolucionário promoveu Kadhafi, então com 28 anos de idade, à coronel, para colocá-lo na chefia do governo, que tão logo que assumiu revelou que o seu governo era islâmico, nasserista (palavra derivada do egípcio Abdel Gamal Nasser, o maior líder nacionalista do Oriente Médio) e socialista! Foram suspensos os contratos das bases militares, impôs severos controles sobre a atividade de empresas transnacionais petrolíferas instaladas na década de 60.
Kadhafi decretou a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país, e expulsou os norte-americanos, britânicos, franceses e israelenses do país!
E com a exploração do petróleo houve uma grande melhoria de vida da população do país, principalmente a dos pobres e miseráveis.
Muamar Kadhafi, pôs em prática um projeto de ensino e assitência médica gratuitos, distribuição de casas populares de graça e deu ênfase na agricultura, através de uma reforma agrária que distribuiu para cada família rural dez hectares de terra, um trator, uma casa, ferramentas e irrigação. Foram perfurados mais de 1.500 poços artesianos e 2 milhões de hectares do deserto começaram a receber irrigação artificial. A Líbia cresceu tão rápido, que pôde receber imigrantes de outros países árabes e trabalhadores qualificados de todo o mundo.
Nas cidades, Khaddafi criou um sistema de previdência social e incentivos às famílias numerosas.
Os trabalhadores da indústria tiveram direito à participação de 25% nos lucros das empresas.
A Líbia, em cinco anos, deixou de ser o país mais pobre do norte da África e passou a ter a maior renda per capita do continente: 4.000 dólares ao ano.
Em 1973, Kadhafi publicou o Livro Verde sobre suas idéias políticas que rejeitam o capitalismo e o marxismo e sim uma maior participação popular na política através de Comitês populares e do Congresso Geral do Povo.
A Líbia em 1977, passou a se chamar “Jamahiriya (Estado das Massas) Árabe”.

A Líbia antes da NATO atacar crescia a 10,4 % ao ano, tinha uma renda per-capita de 17.000 dólares.
Detalhe que devia matar os EUA e a União Européia de raiva!

Eles querem é os 32 bilhões de dólares do governo líbio, que estão no banco da Inglaterra, os bilhões de dólares em ouro que estão nos cofres do governo líbio em Trípoli e o petróleo líbio, que desse já foi roubado um navio-tanque cheio dele e que foi vendido (ninguém sabe para quem) por 130 milhões de dólares!


COM A DESCULPA DE DEFENDER O POVO LÍBIO DO KADHAFI E INSTAURAR A "DEMOCRACIA" NA LÍBIA, BOMBARDEARAM O PAÍS OCASIONANDO A DESTRUIÇÃO DOS BENS MATERIAIS, MATANDO E FERINDO PESSOAS INOCENTES.

O RESULTADO FINAL DA INVASÃO DA LÍBIA, COMO NO IRAQUE E AFEGAQNISTÃO, SERÁ O BEM ESTAR FINANCEIRO DOS PAÍSES INVASORES!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A "DEMOCRACIA" dos EUA

O que é a Democracia?

A Democracia é: Todo poder emana do povo.


Segundo o meu modo de ver a "Democracia" dos EUA não passa de uma grande idéia para distrair e manter as mentes ocupadas, nada mais é do que um belo sofisma no seu conteúdo, sendo este o primeiro raciocínio falso, achar que democracia existe, pois quem elege os representantes é o poder econômico e não o discernimento do povo, por outra, os EUA dizem ter o monopólio da verdade.



O Governo Americano diz estar semeando a "Democracia" no mundo.

Semear "democracia" não significa bombardear com mísseis e bomba atômica como o dito país vem fazendo até hoje em nome da tal "Democracia".


Que mundo é este de "humanos" que esqueceram que o dito "País Democrático" foi o único a lançar uma bomba atômica em Seres Humanos?



No dia 6 de agosto de 1945 EUA lança Bomba Atômica no Japão. Em décimos de segundo, Hiroshima fica branca, Prédios e casas levitam. Pessoas e animais evaporam, telhados e tijolos derretem. Uma onda de calor de 5,5 milhões de graus Celsius e ventos de 385 Km/h arrasam a cidade. Tudo que se encontrava a 500 metros do epicentro da explosão foi imediatamente incinerado. Segundos depois, a onda de choque atingia um raio de 7 quilômetros. Menos de uma hora depois da explosão, 78 mil pessoas tinham morrido e 10 mil simplesmente evaporaram. Foram 37 mil feridos e milhares de pessoas foram morrendo nos dias, meses e anos seguintes.
Durante muitos anos nasceram crianças deficientes devido a radiação a que as mães tinham sido expostas. A explosão liberou uma quantidade absurda de radiação e o mundo conheceu pela primeira vez a imagem do temido Cogumelo Atômico.
Ao todo morreram cerca de 300 mil pessoas em consequência direta do ataque. Quem não morreu queimado, esmagado ou pulverizado sofreu mais tarde com os efeitos da radiação.


Três dias depois , em 9 de agosto, EUA lança outra Bomba Atômica em Nagasaki.
Dos 250 mil habitantes, 36 mil morreram nesse dia. A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade.
Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil.
Em 1950, o censo nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. E os que sobreviveram carregaram este estigma para o resto de suas gerações.



Historiadores e analistas militares consideraram o ataque atômico às duas cidades japonesas totalmente desnecessários, além de DESUMANO.
O mundo inteiro já sabia que o Japão estava derrotado.









Em 1964, EUA bombardeia o Vietnan.
















Em 1991, EUA atacam o Iraque, é o início da Guerra do Golfo.













Em 2001, EUA em guerra com o Afeganistão.











Em 2003, sem o consentimento do Conselho de Segurança da ONU, EUA e Reino Unido lideram um ataque ao Iraque.












Em 2011, guerra com a Líbia.
"Não intervir na Líbia sería trair quem somos", diz presidente dos EUA Barak Obama.








O mundo animal pergunta:


Quem são vocês (humanos) que falam em nome da tal "DEMOCRACIA"?



Quantas crianças, famílias, povos, países ainda vão ser bombardeados pelos EUA em nome da tal "DEMOCRACIA"?





O que é Ditadura?


Ditadura: é o regime autoritário em que os poderes legislativos, executivo e judiciário estão nas mãos de uma única pessoa ou grupo de pessoas, que exerce o poder de maneira absoluta sobre o povo.
Com o ressurgimento da Democracia no século XIX, o termo ditadura tem o significado de oposição à democracia, onde o modelo democrático-liberal deixa de existir e a legitimidade passa a ser questionada, pois as ditaduras modernas são um movimento totalitário com a supressão dos direitos individuais e a invasão pelo Executivo dos demais poderes constituídos, (legislativo, judiciário, e, equivalentes).
Esta invasão se dá pela força, e a supressão das liberdades individuais passa a ser por decreto.
O regime ditatorial se baseia num líder ou um pequeno grupo que exerce o poder absoluto sem prestar contas aos governados, independentemente de sua aprovação ou não.
Sempre vemos a mídia dizer em alto e bom som: O ditador da Líbia, o ditador da Síria, o ditador de não sei mais onde..., e os mais desavisados acabam criando na sua memória a idéia mais terrível de uma ditadura.


E no entanto, segundo o conceito citado, se fizermos um exercício de reflexão poderemos observar o seguinte:


As religiões estão a milhares de anos no poder, e a mídia não diz nada...

As oligarquias estão a milhares de anos no poder, e a mídia não diz nada...


Os "Estados democráticos" estão a centenas de anos no poder, e a mídia não diz nada...
(afinal é a democracia, intocável na sua "essência", não é mesmo?)

Deus e o Diabo estão a milhares de anos no poder, fala-se muito, mas não se faz nada...


Os intelectuais estão a centenas de anos no poder ditando idéias e comportamentos.


A mídia está a centenas de anos no poder, deturpando notícias, manipulando a verdade e fazendo o mundo ver só o que eles querem.


As instituições bancárias estão governando o mundo, usando seu poder econômico para manipular a tal "democracia" a centenas de anos também.



Então podemos ver que: A idéia de Democracia ou Ditadura é meramente um conceito de conveniência usado pelos que detêm o maior poder econômico, o maior poder nos meios de comunicação e as melhores armas bélicas, e principalmente quando detêm os três poderes juntos.



Quantos países ainda precisam ser Bombardeados por armas e por palavras, causando a morte de pessoas inocentes em nome da dita "Democracia dos EUA" para que o mundo se torne "DEMOCRÁTICO e "FELIZ"?????



Nós, do Mundo Animal (chamados pelos humanos de irracionais) estamos esperando a resposta.


Autor: Burgos Cãogrino
(Um cão peregrino e com opinião)

Chávez transfere reservas internacionais da Venezuela para “países amigos”



Chávez justifica medida com a crise financeira "no Norte"

A pouco mais de um ano das eleições presidenciais na Venezuela, Hugo Chávez ordenou a transferência das reservas internacionais depositadas em bancos nos Estados Unidos ou na Europa para outros “países amigos”, como a Rússia, China ou Brasil.
A decisão foi confirmada depois de o Presidente venezuelano ter anunciado que irá nacionalizar a produção de ouro da Venezuela e o objectivo, segundo a oposição e vários analistas, será blindar as reservas internacionais contra eventuais sanções ou embargos contra o Governo, sublinhou o “El País”. O próprio Chávez o deu a entender. “Olhem para o que se está a passar no mundo árabe com o uso de reservas internacionais... esses recursos são praticamente confiscados, e isso é coisa que temos de evitar a qualquer custo”, disse, referindo-se ao congelamento das reservas dos regimes líbio e sírio. As reservas internacionais da Venezuela rondam os 29.100 milhões de dólares e, desse montante, 63 por cento são cerca de 364 toneladas de lingotes de ouro. A maior parte, 211 toneladas, está depositada no estrangeiro. O que o Governo pretende agora fazer é trazer de volta esse ouro para Caracas e, para além disso, transferir também 6300 milhões de dólares que tem depositado em diferentes bancos para instituições bancárias de países aliados como a Rússia, China ou Brasil. Chávez defende que se trata de uma medida “sensata”, tendo em conta a crise financeira “no Norte”, mas vários analistas consideram que esta decisão poderá aumentar a desconfiança dos investidores. Rodrigo Cabezas, deputado do partido de Chávez, justificou a decisão ao dizer que “os países emergentes não têm hoje convulsões económicas ou políticas e serão uma garantia para as reservas da Venezuela”. O anúncio estará relacionado com o receio de um aumento da instabilidade na Venezuela quando já se aproximam as eleições previstas para Dezembro do próximo ano, nas quais Chávez – que se encontra no poder há 13 anos – procurará ser reeleito. A oposição vê neste escrutínio uma oportunidade para derrubar o “chavismo” e o estado de saúde do Presidente, que sofre de cancro e tem sido submetido a tratamentos de quimioterapia, aumenta a incerteza. O país está a atravessar um momento político decisivo. É o principal exportador de petróleo da América do Sul e vários analistas consideram que a transferência de reservas tornará mais opaca a situação financeira da Venezuela. “É uma medida que não tem justificação económica, só política”, disse à AFP Asdrubal Oliveros, director da consultora venezuelana Ecoanalítica. “Terá efeitos negativos na percepção de transparência da Venezuela e no seu perfil de risco, que já está bastante afectado.”

(Reuters)

EUA tentam roubar US$1,5 bilhões da Líbia





EUA tentam roubar US$1,5 bi para pagar rebeldes líbios




Na terça-feira, 9 de agosto de 2011, Sana Khan – secretária do Comitê de Sanções criado em virtude da resolução 1970 do Conselho de Segurança da ONU – transmitiu aos membros do comitê um aviso emitida pela embaixadora Susan Rice, representante permanente dos Estados Unidos na ONU.

Por Thierry Meyssan
Cada míssil Tomahawk lançado na Libia pelos EUA custa US$ 1milhão
Nesse comunicado, do qual a Rede Voltaire conseguiu obter uma cópia, Washington informa ao Comitê sobre a sua intenção de descongelar 1,5 bilhões de dólares pertencentes ao Banco Central da Líbia, à Autoridade Líbia de Investimentos, ao Banco Exterior da Líbia, à Carteira de Investimentos na África e à Companhia Nacional Líbia de Petróleo.

Afirmando que o descongelamento é legal quando se trata de fundos destinados a fins humanitários ou civis (artigo 10 da Resolução 1970 [1]), Washington anuncia sua intenção unilateral de distribuir a mencionada soma da seguinte forma:

- 500 milhões de dólares para organizações humanitárias escolhidas [pelos EUA] “para responder às atuais necessidades humanitárias e a outras que sejam possíveis de antecipar, conforme o chamado das Nações Unidas e suas atualizações previsíveis”;

- 500 milhões de dólares para “empresas de fornecimento de combustível e de bens humanitários necessários”;

- 500 milhões de dólares para o Temporary Financial Mechanism (TFM) para “pagar os salários e gastos de funcionamento dos funcionários líbios, gastos em alimentação, eletricidade e outras compras humanitárias.” Deste último montante, 100 milhões de dólares serão destinados mais às necessidades humanitárias dos líbios sob controle do Conselho Nacional de Transição (CNT), quando este último tenha estabelecido “um mecanismo crível, transparente e eficaz” para fazer com que cheguem até eles.

Falando claramente, os Estados Unidos anunciaram ao Comitê de Sanções sua intenção de apoderar-se de 1,5 bilhão de dólares e de entregar um terço desta quantia a seus próprios serviços humanitários (USAID), um terço a suas próprias empresas multinacionais (Exxon, Halliburton, etc.) e o último terço ao TFM, um escritório do LIEM, que nada mais é que um órgão não-oficial criado por Washington e aprovado pelo Grupo de Contato para administrar a Líbia [2].

Washington também fez saber que consideraria que contava com a aprovação tácita do Comitê de Sanções no prazo de 5 dias de seu recebimento pela comissão.

Infelizmente, não fazendo parte do Comitê, a Líbia não tinha como se opor ao roubo. Na verdade, o embaixador da Líbia na ONU desertou desde o início e – em violação aos compromissos contidos no Acordo de Sede das Nações Unidas, assinado pelos Estados Unidos-, o Departamento de Estado ainda não concedeu um visto para o novo embaixador da Líbia .

Washington esperava aproveitar a ausência, forçosa, para apoderar-se dos despojos. Por sua vez, a França abriu uma brecha ao roubar 128 milhões de dólares, nas mesmas condições.

Foi, finalmente, o representante permanente da África do Sul, o embaixador Baso Sangqu, que bloqueou a jogada.

Além de destacar a voracidade dos Estados Unidos, este episódio inédito confirma que não é o Conselho Nacional de Transição quem governa a auto-proclamada “Líbia livre” a partir de Benghazi e Misurata. Este Conselho não é mais que uma fachada, por certo bastante rachada. A Líbia oriental, sob controle da Otan, está sendo administrado pelo Libyan Information Exchange Mechanism (Liem), um órgão informal, sem personalidade jurídica, criado em Nápoles unicamente pelos Estados Unidos, embora tenha alguns funcionários italianos.

Os recursos apresentados como somas entregues ao Conselho Nacional de Transição, na verdade, passam para as mãos de Liem, que os utiliza para pagar salários aos membros do dito conselho e seus próprios funcionários, bem como aos funcionários do conselho. A diferença é, portanto, enorme, já que o Conselho Nacional de Transição não tem uma política própria, mas se limita a implementar a política dos Estados Unidos. Isto não tem nada de surpreendente para aqueles que sabem que o CNT não surgiu como resultado dos acontecimentos em Benghazi, mas há vários anos, em Londres, como um governo provisório no exílio.

Portanto, o verdadeiro objetivo da ação militar dos Estados Unidos e seus aliados da Otan e do Conselho de Cooperação do Golfo não é assegurar a proteção de civis, como estipulado na resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, muito menos “libertação dos líbios”, mas a colonização do país.

[1] «Résolution 1970 sur la Libye», Réseau Voltaire, 26 de febrero de 2011.

[2] «Libye: Washington prépare sa revanche», por Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 21 de julio de 2011.

Fonte: Cuba Debate

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Relato de Brizola neto a sua viagem a Líbia





"Quem acredita no absurdo
transcende a mediocridade.

Embora, pior do que ser medíocre,
é duvidar da incerteza da verdade.
E acreditar no absurdo da mentira"


(Burgos Cãogrino)



Muito obrigado Brizola Neto por nos trazer a verdade dos fatos.


Relato de Brizola neto a sua viagem a Líbia


Fonte: http://www.tijolaco.com


O Blog do Brizola Neto

Líbia: o relato da viagem frustrada

Cheguei ao Rio sem condições de relatar,com o devido detalhamento, a viagem que se destinava à Líbia mas que foi, pelas razões que são de conhecimento geral, interrompida na Tunísia, por falta de condições de segurança. Farei isso agora, com a minuta do relatório que apresentarei, com o deputado Protógenes Queiroz, sobre tudo aquilo que fizemos, vimos e ouvimos.

Quero, também, esclarecer às pessoas que indagaram – e também às que criticaram sem saber o que diziam – que a viagem não foi custeada com um centavo de dinheiro público. Apenas as passagens foram adquiridas pelo Movimento Democracia Direta e nossas estadias e demais despesas foram custeadas pessoalmente.

Quem acha que viajar para a Líbia, em plena guerra, é fazer turismo, deveria pensar um pouquinho e refletir que nem todo mundo tem este tipo de relação com a política.

Feito este esclarecimento, e pedindo desculpas por termos parado o blog enquanto eu fazia o relatório – não dava para falar de outras coisas antes de prestar contas da viagem – publico a minuta do relato, que pode sofrer ainda algum ajuste, para incluir algum detalhe que tenha ficado esquecido.

Esta é a minuta do relatório:

“Excelentíssimo Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia

Nos termos do ofício nº 2492/11/GP, pelo o qual esta Casa conferiu caráter oficial à viagem que realizamos com destino a República Árabe Líbia, vimos apresentar o relatório para informação e apreciação da Comissão de Relações Exteriores e dos demais integrantes da Câmara dos Deputados.

Em primeiro lugar, como é de conhecimento público, os acontecimentos frustraram nosso propósito de observar in loco a situação de conflito que se desenvolve naquele país desde que, em março do corrente ano surgiram os primeiros movimentos rebeldes, notadamente na cidade de Benghazi, localizada na costa oriental líbia.

De igual forma, é sabido que, a partir daí a Organização das Nações Unidas (ONU), através das Resoluções 1970 ratificada pelo governo brasileiro e na 1973, autorizou, apenas, ações – militares, inclusive – que visassem a proteger os direitos das populações civis e impedir o uso desproporcional de força, sobretudo a aérea, contra protestos desarmados.

Frise-se que este posicionamento foi absolutamente consentâneo com a tradição diplomática de nosso país, que se funda no respeito do auto determinação dos povos, a não-violência, e o respeito a disputa democrática do poder nacional. Houve, durante esses meses, inúmeras manifestações internacionais, sobretudo por parte da República Russa e da União Africana, de que tal mandato, ao ser extrapolado com ações bélicas que visavam enfraquecer e vulnerar o governo da Republica Líbia, estaria se configurando um ato de abuso de força e, na prática, de intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) naquele país.

Foi para constatar se era, de fato, isso que ocorria, significando uma violação do mandato internacional o qual nosso país subscreveu, que se destinou nossa missão.

Fixados os objetivos da viagem, passamos a narrar os fatos que nela sucederam.

Chegamos a Tunis, capital da Tunísia, no final da noite do dia 15 do corrente mês. No dia seguinte, nossa primeira providência foi buscar contato com a representação diplomática brasileira na capital tunisina, o que, infelizmente foi impossível e só veio ocorrer na quarta-feira quando nos reunimos com os senhores Márcio Augusto dos Anjos, primeiro secretário da embaixada brasileira na Líbia e pelo senhor, André Rosa Bueno, que nos informaram da dificuldade de obter garantias de segurança para o procedimento da viagem (documento anexo), o que já nos havia sido dito na véspera pelo Dr. Wael Al Faresi, professor universitário e membro do Comitê Olímpico, e naquele momento membro do “Comitê Voluntário de Apoio” ao governo líbio.

Note-se que, pela precariedade do trânsito entre a Tunísia e a fronteira oeste líbia – até então livre de conflitos militares, a comunicação do Dr. Al Faresi com nossa delegação foi feita por intermédio de videoconferência.

Expressando-se em português, o Dr. Al Faresi disse nos que o exército líbio havia recuado de suas posições naquela região após fortes bombardeios realizados pela aviação da Otan. Segundo ele, as ações militares visavam não apenas desalojar as tropas leais do governo como, sobretudo, interromper o funcionamento da infraestrutura e dos canais de abastecimento daquele país.

Disse-nos, inclusive, que teria sido bombardeada uma usina de geração termoelétrica que abastecia de energia a cidade. No diálogo com os representantes diplomáticos brasileiros o Senhor Márcio dos Anjos, além de confirmar a instabilidade da situação militar nas vias de acesso à Trípoli, confirmou que até a data que deixou a capital líbia, 15 dias antes do nosso encontro que os bombardeios danificavam progressivamente os serviços de infraestrutura da cidade, levando a interrupções no fornecimento de energia e telecomunicações, provocando elevação nos preços dos alimentos e mercadorias em geral, pela escassez de suprimentos.

Numa explanação mais ampla, o secretário Márcio dos Anjos descreveu-nos a Líbia como uma sociedade onde a maioria da população gozava de bons níveis de bem-estar, inclusive com políticas públicas de educação, saúde, habitação gratuitas e como a maior renda per capita do continente Africano. Disse-nos, ainda, que o país estimulava o intercâmbio de estudantes e profissionais com outras nações, à custa do governo. Ressaltou que o governo possuía recursos derivados do fato de ter a exploração de petróleo regulada por contratos que garantiam que cerca de 90% do lucro obtido pelas petroleiras fosse recolhido aos cofres públicos.

Com isso, informou, o Estado Líbio desenvolvia um grande programa de habitação, levando 80% da população a possuir moradia própria e projetando a construção de mais 500 mil casas e apartamentos, um número que se torna impressionante quando se considera que a população daquele país é composta por pouco mais de seis milhões de habitantes.

No aspecto político, o secretário Márcio dos Anjos disse não ter observado, em Trípoli, manifestações de adesão ao movimento rebelde e muito menos a presença de qualquer grupo insurreto. Havia, ao contrário, segundo seu relato, restrições ao chamado movimento rebelde mesmo entre aquelas pessoas que não apoiavam o comportamento de Muammar Gaddafi.

O relato do secretário, Márcio dos Anjos, foi corroborado pelo Ministro conselheiro Luis Eduardo Maya Ferreira, que chefia interinamente a embaixada brasileira em Tunis, ao definir o Sr. Márcio como um dos diplomatas de nosso país mais habilitado a descrever a situação líbia.

Impedidos, portanto, de seguir em nossa missão, aguardamos três dias por uma eventual melhoria nas condições de segurança, o que não ocorreu. Nestes dias, com ajuda de interpretes, pudemos observar nos meios de comunicação locais e regionais um amplo noticiário sobre o conflito, dividido, basicamente, em duas linhas de abordagem. Uma, da emissora Al Jazeera, sediada no Qatar, bastante semelhante ao noticiário que temos recebido, aqui no Brasil, pelas agências internacionais. Outra, com tom diferente, nas emissoras tunisinas e de outros países da região, onde, ao lado das imagens dos movimentos insurrecionais se exibiam também imagens das manifestações pró-Muammar Gaddafi. Pudemos, também, assistir às transmissões da TV estatal líbia, na qual se veiculavam inúmeras convocações à população para defesa da capital e de seu entorno, chamando à população civil, inclusive a feminina, para participar da resistência.

No esforço para tentar obter informações, deslocamos-nos até Bem Gardan, a última cidade tunisina antes da fronteira líbia, a cerca de 50 km dela, e, mesmo tentando ir adiante, isso foi recusado pelo motorista do veículo que locamos em Tunis para este deslocamento, alegando falta de segurança. Naquela localidade, pudemos observar duas situações dignas de nota. A primeira, o forte movimento de tropas e veículos blindados da Tunísia, para prevenir violações de seu território. A segunda, um grande acúmulo de alimentos e outros itens de primeira necessidade, inclusive combustível, que já não podiam ser levados à população líbia pelo acirramento do conflito.

Em resumo, a limitação de nossos movimentos, malgrado todos os esforços que fizemos para o pleno cumprimento de nossa missão, não nos permite expressar, com a força do testemunho pessoal, a situação interna da Líbia. Pudemos observar, entretanto, nos diálogos que realizamos, que é praticamente unânime a percepção na região de que o desfecho desses acontecimentos reflete muito mais os efeitos da intervenção militar ocidental do que propriamente o enfrentamento dos grupos pró e antigoverno daquele país. Mesmo com a impossibilidade de penetrarmos no território da Líbia, fizemos contatos com vários cidadãos daquele país, apoiadores ou opositores do regime e todos destacavam, não apenas o poder dos ataques da Otan como, até mesmo, o fato de muitas das operações de bombardeio atingirem alvos civis, a infraestrutura, e, ironicamente, até mesmo as tropas insurretas que visavam apoiar. Pelo que foi possível recolher de testemunhas não foi uma ação bélica condizente com a delegação internacional que a Otan recebeu da Onu.

Por fim, cabe assinalar que em todos os momentos nossa delegação insistiu numa posição de apoio ao fim, por ambas as partes, dos conflitos armados. E pela convocação do povo líbio a uma ampla e democrática consulta sobre os rumos da nação. Cumprimos, no limite de nossas possibilidades, a missão que nos foi delegada oficialmente por esta Casa, sem ônus para os cofres públicos, e colocamo-nos à inteira disposição dos senhores Deputados para qualquer esclarecimento adicional.

É o que temos a relatar.

Brasília, 22 de agosto de 2011

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