A Guerra que voce nao ve - The War You Dont See (2010) Legendado PT from MDDVTM TV11 on Vimeo.
sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A HIPOCRISIA AMBIENTALISTA 2
(Burgos Cãogrino)
Ambientalismo internacional – Parte 2
Postado por Husc em 10 outubro, 2010[Nos USA, Robert O. Anderson (o da Atlantic) financiou diretamente (com US$ 200.000) o “Dia da Terra” – a primeira manifestação popular do movimento ambientalista de massas – contra a «destruição do meio ambiente» (em 22/04/1970). Contou com a participação de dezenas de milhares de estudantes, recrutados entre as hostes da “nova esquerda”, infestada pela contracultura.]
O petróleo financia as ONGs ambientalistas!
Com outra doação de US$ 200.000, Anderson garantiu a criação dos Amigos da Terra (Friends of the Earth), uma das primeiras entre as milhares de ONGs que viriam a formar as “tropas de choque” do movimento ambientalista. Vários dos principais fundadores dos Amigos da Terra foram recrutados entre os quadros dos Federalistas Mundiais e dos Cidadãos Planetários – estes últimos criados no pós-guerra como centros de difusão do “governo mundial”, por ideólogos oligarcas tais como Bertrand Russell, H. G. Wells e Robert Hutchins (reitor da Universidade de Chicago), este um fanático do “crescimento zero”.
A difusão da ideologia ambientalista na Europa foi amplamente financiada pela Shell, dirigida a partir da Sociedade Européia de Cultura de Amsterdan, outra criação de Julian Huxley. A Sociedade organizou o “Projeto Europa-2000”, de cujas recomendações foi estabelecido, no início dos anos 1970, o Instituto para a Política Européia de Meio Ambiente.
Este, juntamente com o IIED – Instituto Internacional para o Meio Ambiente e organizações coligadas dos EUA, como o Instituto Aspen e as fundações Ford e Rockefeller, têm sido as mais ativas instituições envolvidas na elaboração da “agenda verde global”. Esse esforço foi a contrapartida européia para a realização da Conferência de Estocolmo, em junho/1972.
Três manifestos ambientalistas históricos
Além da Conferência de Estocolmo, também foram divulgados em 1972, três famosos manifestos ambientalistas:
① O relatório «Blueprint For Survival» («Roteiro Para a Sobrevivência») – editado pela revista inglesa The Ecologist (dirigida por Edward Goldsmith e patrocinada por seu irmão sir James Goldsmith e por lord Victor Rothschild;
② A «Carta Mansholt» – redigida pelo então secretário da Comissão da Comunidade Européia, o francês Sicco Mansholt (protegido de lord Rothschild); e
③ O relatório do Clube de Roma, «Limites Do Crescimento». — Os três documentos batem na mesma tecla: a impossibilidade de expansão contínua da sociedade industrial e da população do planeta.
Uma agenda para acabar com a civilização…
«The Unfinished Agenda» («A Agenda Inacabada») – documento de 1977, patrocinado pelo Rockefeller Brothers Fund (Fundo dos Irmãos Rockefeller) – recomendava uma série de medidas que representavam uma degradação deliberada dos setores intensivos em tecnologia da economia dos EUA, com a conseqüente imposição de um regime de “crescimento zero”, coerente com as sugestões explícitas dos relatórios do Clube de Roma. Entre outras recomendações, a «Agenda Inacabada» sugeria:
① Estabelecer a redução populacional como meta nacional;
② Promover uma política de esterilização feminina nos países do Terceiro Mundo;
③ Imposição de fortes restrições à imigração para os EUA, especialmente a proveniente de países pobres;
④ Vincular a ajuda alimentícia aos países pobres a metas de redução das taxas de natalidade;
⑤ Reduzir a intensidade energética da agricultura estadunidense;
⑥ Eliminar a utilização de fertilizantes e pesticidas na agricultura;
⑦ Eliminar a fissão nuclear como fonte energética; e
⑧ Fomentar o uso de fontes energéticas de pequena escala.
Na conclusão é abertamente admitido que o objetivo do projeto do movimento ambientalista não é resolver o problema de recursos escassos, mas promover uma mudança de valores na Sociedade, afastando-a do compromisso com o progresso: «Aqueles que vivem no ambiente comum do planeta estão agora experimentando a transição da abundância para a escassez. Os desafios imediatamente à frente não são os limites físicos ao crescimento, mas o desafio de uma grande transformação nos valores humanos.»

Mitterrand: sugestão de renúncia à nossa soberania!
Sicco Mansholt (imagem à direita), tornou-se um dos principais líderes intelectuais do “ambientalismo” europeu, tendo sido também um dos incentivadores da criação do Clube de Roma, em 1968. As idéias de Mansholt foram largamente adotadas pelas lideranças da Internacional Socialista. François Mitterrand endossou a «Carta Mansholt», o que evidencia que ele e seu chanceler Michel Rocard não tenham cometido um mero deslize diplomático, ao exigirem do Brasil, na Conferência de Haia, em março/1989, a «renúncia a parcelas de soberania» para facilitar a solução de problemas ambientais. Tal preceito constitui elemento fundamental da estratégia da oligarquia européia, e de seus títeres na Internacional Socialista.
O CFR e a Comissão Trilateral na área
A ascensão de Jimmy Carter à Presidência dos USA, em 1977, representou a consolidação política de todas as diretrizes oligárquicas no país mais poderoso do mundo, e resultou de um projeto gestado, diretamente, no interior do CFR – Council for Foreign Relations e da Comissão Trilateral.
A intenção do CFR na agenda ambiental ficou explícita com o artigo do diplomata George Kennan, intitulado «Para Evitar um Desastre Mundial» (publicado em abril/1970 na revista da organização: Foreign Affairs). Kennan, um dos mais importantes estrategistas do establishment estadunidense, enfatiza três pontos:
① a crise ambiental representa uma ameaça global tão grande que ameaça a vida na Terra;
② A crise deveria ser controlada por uma parceria entre governos e o empresariado, operando sob a supeervisão de uma super-agência ambiental mundial;
③ Parte dos recursos necessários para esse esforço deveriam provir dos orçamentos de defesa nacional.

Em 1973, simultaneamente com a criação da Comissão Trilateral, foi criada uma força-tarefa, o “Projeto dos Anos 80”, organizada pelo CFR, com o objetivo de elaborar diretrizes de governo nos campos estratégico, econômico e social, visando a promoção de uma «desintegração controlada da economia mundial». Entre seus organizadores estavam Zbigniew Brzezinski, Cyrus Vance e outros indivíduos que, posteriormente, ocuparam importantes cargos no Governo de Jimmy Carter.
A década de 1990, a Rio-92 e a Agenda 21
Se a década de 1970 foi a da popularização do ambientalismo, a de 1990 ficaria marcada pela elevação do mesmo ao plano superior da formulação de políticas públicas e das relações internacionais.
Elemento crucial para o processo de formulação de políticas públicas do ambientalismo foi a realização da Rio-92, chamada “Cúpula da Terra”, no Rio de Janeiro, em junho de 1992 – da qual resultaram convenções (Protocolo de Montreal para a Proteção da Camada de Ozônio; a Convenção Quadro de Mudanças Climáticas; Convenção Sobre Diversidade Biológica etc) e a chamada “Agenda 21”, um enorme conjunto de diretrizes destinado a introduzir o elemento ambiental, principalmente o conceito de “desenvolvimento sustentado”, em, praticamente, todos os ramos das atividades humanas.
Elaine Dewar reage
Assim falou Elaine Dewar sobre a Rio-92: «Propagandeada como a “maior cúpula do mundo”, a conferência do Rio era publicamente descrita como uma negociação global para reconciliar a necessidade de proteção ambiental com a necessidade de crescimento econômico. Os bem-informados entendiam que havia outros objetivos bem mais profundos. Estes, envolviam a transferência de poderes regulamentadores nacionais para vastas autoridades regionais; a abertura de todas as economias nacionais fechadas a interesses multinacionais; o reforço de estruturas de tomada de decisões muito acima e muito abaixo do alcance de democracias nacionais recém-estabelecidas; e, acima de tudo, a integração dos impérios soviético e chinês no sistema de mercado global. Eu não havia ouvido ninguém usar qualquer nome para esta agenda bastante grande, de modo que, mais tarde, eu mesma a batizei – a “Agenda de Governança Global”.»
Rio-92: V0 da “nova ordem mundial”
A chamada Rio-92 já está cumprindo o seu objetivo primário de provocar uma mudança nos chamados “paradigmas culturais”. Nas escolas, as crianças não falam senão da proteção à Natureza e da maldade intrínseca às atividades humanas. [...] Não é acidental, porque o propósito da Rio-92 – organizada para ser o mais importante advento do nosso século, a conferência que para alguns inauguraria a “nova ordem mundial” do presidente George Bush – era estabelecer princípios que constituem essencialmente um ataque aos valores cristãos mais fundamentais, colocando as preocupações com a Natureza per se em plano idêntico, senão superior, àquelas com o homem e sua luta para reproduzir e ampliar as bases da civilização, que foram a força motriz das descobertas marítimas e a própria alma da evangelização.
A verdade sobre o tema central que se tentará impor à Rio-92 (em palestra de Lorenzo Carrasco em 18/05/1992): na realidade a chamada “agenda ambiental” das oligarquias do “governo mundial” não é nenhuma novidade – apenas utiliza o velho conceito malthusiano de que os recursos naturais são finitos, como também é limitada a população que deles pode usufruir. Por conseguinte, a estratégia delas (das oligarquias) exigiria, fundamentalmente, o controle do crescimento populacional dos países subdesenvolvidos, assim como impedir o seu desenvolvimento científico-tecnológico-econômico.
“Desenvolvimento sustentável”: mais para os ricos, menos para os pobres
São esses os propósitos escondidos pela pomposa denominação de “desenvolvimento sustentado” – que pressupõe que os limitados recursos naturais do planeta e a igualmente restrita capacidade de sustentação da biosfera, não permitem a expansão dos benefpicios da sociedade industrial moderna a todos os povos do planeta, o que não só é cientificamente incorreto, mas também moralmente inaceitável. [...] os promotores desse “desenvolvimento” propõem agora uma divisão das restrições ao desenvolvimento econômico, a qual, se levada às últimas conseqüências, significará um virtual congelamento do progresso da civilização em nível muito inferior ao possível, e exigido pela dignidade humana. Repetindo: este é o tema central da Rio-92.
Protocolo de Montreal
Este, que vinha sendo negociado desde 1987, determinou o precedente para os grandes tratados ambientais internacionais. Pelos seus termos, toda uma família de produtos supostamente deletérios para a camada de ozônio (CFCs, halons etc) tiveram seus usos suprimidos até 2010. O Protocolo foi implementado a despeito das objeções de grande parte da comunidade científica e das advertências de que o custo da substituição dos produtos banidos chegaria à casa de centenas de bilhões de dólares em todo o mundo.
A convenção Quadro de Mudanças Climáticas
Esta prometia efeitos ainda piores. Seu objetivo era o de restringir a utilização de combustíveis fósseis – sob o pretexto de combater o chamado “aquecimento global”. A meta prevista era obter até 2010 uma redução dos níveis de emissões dos “gazes de efeito estufa”, principalmente o gás carbônico, aos níveis vigentes em 1990. Em escala global isso implica em um virtual congelamento da utilização de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), que respondem por 3/4 da produção mundial de energia, com um impacto conseqüente nos planos de desenvolvimento de cada país.
MDL – “mecanismos de desenvolvimento limpo”
Idealizado por Maurice Strong (à esquerda, que presidiu a Rio-92), tem como objetivo a “comercialização” de direitos de emissão de “gazes de efeito estufa”. Assim, os planejadores da agenda ambiental pretendiam estabelecer um sistema de “cotas de emissões” para cada país. Por meio dos MDLs, os países interessados poderiam negociar a compra ou a venda de “cotas” segundo seus interesses momentâneos – o que, na prática, significaria a mercantilização do direito ao desenvolvimento.Novamente Elaine Dewar adverte
Assim falou Elaine Dewar: «Ao final de 1991, eu havia me tornado altamente cética sobre os motivos dos participantes do circuito (ambientalista). Eu havia chegado à conclusão de que a poluição transfronteiriça estava sendo usada como um instrumento de mercado para vender aos que ainda tinham dúvidas, a necessidade de adoção de níveis de governança regionais e globais. O “pense globalmente, aja localmente”, era apenas outro slogan propagandístico. [...] Por volta do ano 2000, haveria poucas entidades nacionais independentes capazes de defender as comunidades locais dos leviatãs internacionais. As comunidades locais competiriam entre si pelos favores dos grandes interesses (vide a venda de “cotas” – MDLs – de Maurice Strong). Aqueles de nós que vivêssemos nas periferias brutais dessas novas potências mundiais se veriam agradecidos por comercializar com qualquer um, a qualquer preço.»
Uma obstaculização completa ao desenvolvimento
Como as outras duas principais fontes energéticas que se seguem em importância aos combustíveis fósseis – a hidroelétrica e a nuclear – se encontram, igualmente, na alça-de-mira dos ambientalistas, não é difícil perceber que a plena implementação da “Agenda Verde” implicará num obstáculo quase intransponível para as prespectivas de progresso dos países que ainda lutam para atingir um nível de desenvolvimento pleno.
A Convenção sobre Diversidade Biológica
Esta, parte do pressuposto de que as atividades humanas estão destruindo a biodiversidade que a Natureza levou bilhões de anos para desenvolver, e estabelece um marco legal para a proteção dos ecossistemas julgados ameaçados. A sua interpretação e aplicação irrestritas tem o potencial de obstaculizar um grande número de atividades econômicas. [...] Com todo esse aparato legal, que vem sendo constantemente ampliado com novas iniciativas, o fator ambiental da estratégia hegemônica da oligarquia adquire uma relevância crucial para a determinação do futuro imediato de nossa civilização.
Estrutura do movimento ambientalista internacional
Organizado hierarquicamente, a partir dos círculos mais elevados do establishment oligárquico, reunido no chamado Clube das Ilhas – pode ser dividido em três escalões:
① “Estado-maior” – diretamente ligado à cúpula do establishment, onde são elaboradas as diretrizes gerais do movimento: UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza e o WWF – World Wilde Fund for Nature – que recebem apoio financeiro direto do Clube 1001 e de outras fontes oligárquicas.
② “Comando operacional e logístico” – onde as diretrizes são transformadas em ações, envolvendo tanto governos nacionais como ONGs:
ⓐ entidades da ONU, tais como o PNUMA, PNUD, UNESCO, Organização Meteorológica Mundial etc;
ⓑ o Clube de Roma, coordenando atividades de uma série de organizações internacionais encarregadas da difusão da ideologia malthusiana dos “limites do crescimento”;
ⓒ Instituto Tavistock, responsável pelos programas de “engenharia social”, para tornar o ambientalismo socialmente aceitável;
ⓓ organizações “de inteligência” – como o World Resources Institute e o Worldwatch Institute;
ⓔ o aparato de financiamento dos programas, das ONGs e da formação dos quadros especializados necessários, integrado por agências de ajuda internacional de governos como os dos USA, Grã-Bretanha, Canadá etc, e de findações familiares e uma rede de empresas “fita azul” do Establishment.
③ “Tropas de choque” – representadas pelas ONGs de “ação direta”. Estas, por sua vez, podem ser divididas entre um seleto grupo de “organizações respeitáveis” – dirigidas por “cidadãos acima de qualquer suspeita” (Nature Conservancy, Environmental Defense Fund, Conservation International, Nature Resources Defense Council etc); e as organizações radicais, como o Greenpeace, Amigos da Terra etc, que geralmente protagonizam ações de grande impacto. Entre esses níveis de radicalismo, chega-se a organizações proto-terroristas e abertamente terroristas.
O alarmista Thomas Lovejoy (WWF)
Juntamente com o biólogo Norman Myers, Thomas Lovejoy (do WWF) tornou-se o maior propagandista de um dos temas preferidos do alarmismo ambientalista, a extinção das espécies. A partir da publicação do livro de Myers, «The Sinking Ark» («A Arca Que Está Afundando»), em 1979, ambos começaram a difundir a tese – infundada – de que a ação humana estaria causando a extinção de até 100 espécies de organismos por dia, principalmente nas grandes floresras tropicais. Embora absurda e contestada por um grande número de cientistas, em pouco tempo, tal cifra passou a aparecer com destaque cada vez maior na prolífica literatura “eco-alarmista”.
Debt-for-nature swaps – idéia de Lovejoy
Em 1987, Thomas Lovejoy apresentou a proposta do mecanismo de troca de “dívida por natureza” (debt-for-nature swaps), pelo qual os países subdesenvolvidos poderiam abater parcelas de suas dívidas externas para utilizar tais recursos em programas de proteção ambiental – evidentemente, supervisionados e executados por ONGs internacionais. Recebida com entusiasmo entre as redes ambientalistas brasileiras, a proposta praticamente não chegou a ser implementada no país, mas volta-e-meia insiste em reaparecer.
Este é o WWF que ninguém conhece
Em entrevista divulgada em abril/1983, Lovejoy falou abertamente sobre os objetivos da estratégia ambientalista: «Quero esclarecer uma coisa agora mesmo: algumas pessoas têm circulado histórias maldosas de que o WWF está tentando parar todo o investimento no setor em desenvolvimento, que não queremos nenhuma indústria, e que tudo em que estamos interessados são plantas e animais. Isso é uma mentira» … – Perguntando se o WWF não coloca os animaizinhos e plantas exóticas contra o desenvolvimento industrial e de exploração de recursos naturais em certas áreas, Lovejoy respondeu: «Certamente. Mas isso não significa que somos contra o desenvolvimento. Somos contra o desenvolvimento descuidado. Quem você pensa que eu sou? Você sabe realmente quem eu sou? Sou o presidente do comitê executivo da diretoria da [seguradora] Metropolitan Life. Você sabe quem é realmente Russell Train (na época presidente do WWF-USA e ex-alto funcionário da NATO)? Quem diabos, você pensa que faz investimentos no setor em desenvolvimento? Quem ganha dinheiro? Dê uma olhada na diretoria do WWF e você encontrará os líderes da comunidade empresarial e financeira! Somos nós que investimos. Lucramos e queremos continuar assim – ao mesmo tempo em que estamos protegendo os animaizinhos… O maior problema são esses malditos setores nacionalistas desses países em desenvolvimento. Esses países pensam que podem ter o direito de desenvolver seus recursos como lhes convém. Eles querem se tornar potências, estados soberanos e elaboram suas estratégias… Nós achávamos que podíamos controlar melhor as coisas argumentando com esses líderes, esses tolos nacionalistas. Superestimamos a nossa capacidade de controlar as pessoas e vamos ter que ajustar isso. Será um ajuste doloroso, sem dúvida. Não, o problema real é esse nacionalismo estúpido e os projetos de desenvolvimento aos quais ele leva.» E continuando: «Antes de tudo, precisamos ter certo controle sobre os ministros de planejamento nesses países, especialmente os países maiores. [...] Talvez seja possível quebrar alguns setores nacionais, como o petróleo no México, porque é ineficiente e requer muito capital.» {grifos do Editor deste site}.
Novamente a pressão francesa sobre a soberania brasileira e a ação das ONGs
Em fevereiro-março/1989, em Haia, Holanda, ocorreram duas conferências internacionais sobre o meio ambiente, às quais compareceram os chefes de Estado de 23 países. Na ocasião, O presidente francês François Mitterrand e seu chanceler Michel Rocard, afirmaram, explicitamente, que países como o Brasil deveriam abrir mão de “parcelas de soberania” sobre ecossistemas como a floresta amazônica, para facilitar a sua preservação como um “patrimônio da humanidade”.
Nesse período, manifestações “populares” contra a suposta insensibilidade ambiental do Brasil ocorreram em vários países. [...] Simultaneamente a esses protestos contra a “devastação da Amazônia” houve a publicação de importante editorial da revista The Economist sobre a Amazônia – o que se constituiu, a par das ações de rua, apenas uma das pontas visíveis de uma bem articulada campanha que insistia em levantar a velha bandeira de que «a imensa riqueza da floresta amazônica deveria ser explorada em benefício da humanidade». Participando diretamente da ação estavam ONGs, como a Friends of the Earth, Survival International (a qual se propunha a sabotar todos os fluxos financeiros internacionais destinados a projetos na Amazônia – até que o governo brasileiro reconhecesse os «legítimos direitos dos indígenas»), Greenpeace, Oxfam, Forest Peoples Support Group e outras.
A rodovia BR-364 prejudicada
Ao mesmo tempo, o governo de George Bush (pai), sob instigação da promeira-ministra britânica Margaret Thatcher, e trazendo a tiracolo o presidente francês François Mitterrand, apressaram-se em surgir como “campeões do meio ambiente”, denotando a crescente relevância temática ambiental nas relaçoes internacionais e o maldisfarçado intento de obstaculizar as aspirações de desenvolvimento das nações do Sul. O próprio Bush pressionou diretamente o governo do Japão para impedir a concessão ao Brasil de um financiamento para a conclusão da pavimentação da rodovia BR-364, no trecho que liga o Acre ao Peru, permitindo o acesso rodoviário aos portos deste país. Thatcher, por sua vez, apoiou uma série de esforços para vincular o pagamento da dívida externa de países como o Brasil, à venda de recursos naturais destes.
Nobres preocupações estrangeiras com o Brasil!
Durante todo o ano de 1989, o Brasil recebeu visitas de várias delegações estrangeiras, principalmente dos EUA, inclusive com a presença do vice-primeiro ministro holandês Rudolf Koorte, que vieram professar in loco suas preocupações com o meio ambiente brasileiro, e aproveitando a oportunidade para promover a “menina dos olhos” da campanha ambientalista internacional – as conversões de “dívida por natureza”. A despeito de contar com vários aliados aqui mesmo no Brasil, essa proposta não foi adiante naquele momento.
“Africanização”,… também do Brasil?
O predomínio britânico se tornou evidente no sistema de parques naturais, que, à época da independência, já representavam mais de 20% do território das antigas colônias britânicas na África. Os diretores dos parques, chefes de polícia dos mesmos, e suas juntas diretoras, continuaram nas mãos dos súditos britânicos. [...] Um grande número desses parques, e em alguns casos todo o sistema, foi colocado sob o comando de ONGs, manejadas por juntas internacionais ou por procuradores, sem supervisão alguma por parte dos governos locais. Hoje em dia, os sistemas de parques do Quênia, Tanzânia, Congo, são administrados por entidades privadas. Chegou-se ao extremo de, por exemplo, na Tanzânia, cerca de 40 % do seu território estar contido no sistema de parques naturais, administrado pela ONG Parques Naturais da Tanzânia.
O tamanho total desses parques e complexos é surpreendente: 8,2 % da superfície total da África subsaariana. Muito mais surpreendente é que grande parte dos parques e reservas naturais está situada nas fronteiras nacionais. (obs: essas fronteiras dos Estados africanos foram desenhadas arbitrariamente pelas potências européias em suas conferências imperiais).
A situação dos parques naturais em tais regiões visa o genocídio e à desestabilização contínua da África. Por outro lado, os parques fizeram estragos na economia e ecologia africanas. A rede de parques diminuiu o fluxo de energia de todo o sistema ecológico, o que fez proliferar parasitas e enfermidades. Essa degradação do ambiente humano ajudou a criar as condições pelas quais as novas enfermidades (AIDS) se generalizaram entre a população esgotada.
Os parques têm vários objetivos geopolíticos:
① eliminar grandes extensões de terra para fins econômicos produtivos; a criação dos parques é a maior operação de expulsão conhecida desde que a horda de mongóis de Gengis-Khan assolou a Ásia Central no século 13. Como disse um especialista britânico: «Quando os britânicos desejam expulsar o povo de uma região, sua tendência é converter a mesma em um parque selvagem, o que lhe dá a sua razão de ser»;
② enquanto impedem o aproveitamento desses territórios, as reservas se situam com freqüência sobre jazidas de recursos estratégicos. Exemplo: os parques das zonas fronteiriças do Níger, estão sobre uma jazida de urânio;
③ o fato dos parques serem administrados por organismos supranacionais, como o WWF – World Wilde Fund for Nature, é um ataque à soberania nacional. A pretexto de combater caçadores furtivos, a administração inclui muitas vezes forças paramilitares. Outros parques são administrados por outros organismos internacionais, como o PNUD, a FAO – Organização para a Alimentação e Agricultura, da ONU, ou a UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza;
④ os parques são refúgio e zonas de treinamento de tropas dos grupos guerrilheiros mais diversos. Vários estão localizados nas fronteiras dos países, e funcionam como “zonas militarizadas”. Exemplo: o WWF administrava o programa de gorilas no Parque Virunga, enquanto a FPR – Frente Patriótica de Ruanda usava o mesmo para entrar em Ruanda. Sem exagero, podemos afirmar que, sem as zonas de refúgio que a rede de parques que a família real britânica oferece, as prolongadas guerras civis e fronteiriças que afligem a África, desde os anos 1970, teriam sido impossíveis.

«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»
Créditos: este post é um extrato realizado a partir do livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», em seus vários capítulos, quando é tratado, de alguma forma, o tema do movimento ambientalista internacional. Assim, muitas partes da presente matéria poderão ser mais ou menos desconectadas, mas procurei “costurá-las” a fim de um melhor entendimento por parte do leitor. Eventualmente, introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura, bem como para organizar o texto. Imagens: Google – Imagens.
Observação: o segundo volume da série “Máfia Verde” («Máfia Verde 2 – Ambientalismo, Novo Colonialismo») também fala muita coisa sobre o movimento ambientalista internacional, matérias que serão, oportunamente, inseridas neste site.
Os livros a ler são: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» dos editores (Capax Dei Editora); e «Uma Demão de Verde», da jornalista canadense Elaine Dewar (também editado pela Capax Dei Editora).
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Blog do Ambientalismo
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Moniz Bandeira: “PARA INVADIR A AMAZÔNIA, EUA, GRÃ-BRETANHA E FRANÇA PODEM ALEGAR “DEFESA DA POPULAÇÃO INDÍGENA”

"A CIA SE CONVERTEU EM UMA ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR", diz Moniz Bandeira
Em entrevista à “Carta Maior”, o historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira aponta a ação clandestina de forças especiais dos Estados Unidos, Inglaterra e França nos conflitos da Líbia e Síria e critica a política externa do governo Barack Obama, que usa os "direitos humanos" para justificar intervenções em qualquer parte do mundo. "A CIA, mais e mais, se torna uma força paramilitar, deixando de ser uma agência de espionagem e coleta de inteligência. Os drones, aviões sem pilotos, teleguiados pela CIA, já mataram, desde 2001, mais de 2.000 supostos militantes e civis em vários países", afirma Moniz Bandeira.
Leia, a seguir, a entrevista concedida por email pelo professor Moniz Bandeira à “Carta Maior”, desde a Alemanha. Nela, entre outras coisas, ele defende que "a questão dos direitos humanos e defesa das populações civis virou uma panacéia que serve para os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha violarem os direitos humanos, com rigorosos embargos comerciais, e massacrar populações civis, como o fizeram na Líbia". Além disso, sustenta, o presidente Obama pretende continuar, por outros meios, a política do presidente George W. Bush, mudando o conceito da OTAN e contrariando o próprio tratado que a criou, ao dar-lhe capacidade de polícia global.
Carta Maior: Qual sua avaliação sobre a participação das grandes potências ocidentais, especialmente, Estados Unidos, Inglaterra e França nos conflitos da Líbia e da Síria. Há uma mesma lógica atuando nos dois casos?
Moniz Bandeira – Não se trata de teoria conspiratória. Mas parece que há a mesma lógica na sucessão de levantes, que começaram na Tunísia, em dezembro de 2010, depois, simultaneamente, se estenderam ao Egito e à Síria, em 25/26 de janeiro de 20011, e à Líbia, em 17 de fevereiro.
As condições econômicas, sociais e políticas estavam maduras. Em todos esses países, há enorme taxa de desemprego, afetando grande parte da juventude, extrema pobreza, inflação, alta dos preços dos alimentos e o ressentimento político provocado pela repressão das ditaduras.
Está provado, porém, que militares das forças especiais dos Estados Unidos, Inglaterra e França, vestidos como árabes, os 'false-flaggers', i. e., um “illegal team”, com identidade de outros países de modo que não sejam identificados como ingleses, americanos ou franceses, estão abertamente na Líbia e não se pode descartar a possibilidade de que agentes da CIA e do MI-6 estejam também na Síria. [...]
O WikiLeak, há poucos meses, revelou um despacho secreto, da Embaixada dos Estados Unidos em Damasco, sobre “Next Steps For A Human Rights Strategy”, informando que, de 2005 até setembro de 2010, os Estados Unidos, com os recursos do “Middle East Partnership Initiative” (MEPI), tinham destinado secretamente aos grupos da oposição, na Síria, um montante de US$ 12 milhões, bem como financiado a instalação de um canal de TV via satélite, transmitindo para dentro do país programas contra o regime de Bashar al-Assad.
Carta Maior - Além desse encorajamento estrangeiro, que outros fatores estariam contribuindo para alimentar os protestos na Síria?
Moniz Bandeira - Há fortes fatores religiosos. A maioria da população, na Síria, é salafista, uma das correntes fundamentalistas do Islã, que pretende restabelecer os primitivos princípios religiosos do Corão. É similar ao wahhabismo, doutrina defendida por Muhammad ibn Abd-al-Wahhab e prevalecente na Arábia Saudita. Bashar al-Assad, porém, é um alauita, outro segmento do Islã, que dissimula sua doutrina com a taqiyya, uma prática xiita, seita islâmica dominante no Irã e da qual mais se aproxima. Os alauitas constituem apenas 10% da população da Síria, mas dominam e controlam todo o aparelho do Estado há várias décadas, pelo menos desde os anos 1970, quando Hafez al-Assad, do Partido Ba’ath, assumiu a presidência da Síria.
O Partido Ba’ath, fundado em Damasco em 1946, mesclava ideais igualitários, socializantes, interesses nacionalistas e objetivos pan-árabes, contrários à política imperialista das potências ocidentais. Alguns dos seus ramos surgiram em outros países do Oriente Médio, como o Iraque, onde deteve o poder até a queda de Sadam Hussein, em 2003.
Carta Maior - A Síria tem pouco petróleo. Qual ou quais os interesses dos Estados Unidos, França e Inglaterra na derrubada do regime de Bashar al-Assad?
Moniz Bandeira – Esses países têm interesses estratégicos, como, e.g., assumir o controle de todo o Mediterrâneo e isolar politicamente o Irã, que está aliado à Síria, bem como restringir a influência de Rússia e China no Oriente Médio. A Rússia, desde 1971, opera o porto de Tartus, na Síria, e projeta reformá-lo e ampliá-lo como base naval, em 2012, de modo que possa receber grandes navios de guerra, garantindo assim sua presença no Mediterrâneo. Consta que a Rússia também planejava instalar bases navais na Líbia e no Yemen. E, conforme se pode deduzir do telegrama da Embaixada dos EUA em Damasco, publicado pelo WikiLeaks, tudo indica que o financiamento da oposição, na Síria, desde, pelo menos, 2005, visou à derrubada do regime de Bashar al-Assad, de modo a impedir o aprofundamento, no âmbito naval, de suas relações com a Rússia.
Daí que, dificilmente, os Estados Unidos conseguirão estender à Síria a mesma estratégia que desenvolveu na Líbia, juntamente com a Grã-Bretanha e a França. A Rússia, ainda percebida pelos Estados Unidos como seu grande rival, e a China, opõem-se até mesmo às sanções contra o regime de Bashar al-Assad.
Carta Maior - Nesse contexto, como pode ser entendida a doutrina do presidente Barack Obama no que se refere à política externa dos EUA?
Moniz Bandeira – Em discurso pronunciado na “George Washington University”, em 28 de março de 2011, o presidente Obama declarou que, mesmo não estando a segurança dos americanos diretamente ameaçada, a ação militar pode ser justificada –no caso de genocídio, por exemplo– os Estados Unidos podem intervir, mas não atuarão isoladamente. Sua doutrina ele também delineou, claramente, em discurso que pronunciou no Parlamento britânico, durante a visita de Estado que fez ao Reino Unido entre 24 e 16 de maio de 2011. O presidente Obama disse que “we do these things because we believe not simply in the rights of nations; we believe in the rights of citizens”. E mais adiante declarou que carece de peso o argumento segundo o qual “a nation’s sovereignty is more important than the slaughter of civilians within its borders” e reafirmou que “nós” pensamos de modo diferente, aceitamos uma responsabilidade maior, i. e. que a comunidade Internacional deve atuar quando um líder está ameaçando massacrar seu povo.
Tais palavras significam que os Estados Unidos, juntamente com a Grã-Bretanha e França, não mais respeitarão as normas do Direito Internacional, estabelecidas desde o Tratado de Westphalia, com base nos princípios de soberania do Estado nação, e poderão intervir em qualquer país, a pretexto de razões “humanitárias” ou de “defesa da população civil”, mas [na verdade] para defender seus interesses econômicos e estratégicos.
Assim, os chefes de governo dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, se quiserem, podem alegar defesa da população indígenas ou do meio ambiente e invadir a Amazônia.
A questão dos direitos humanos e defesa das populações civis virou uma panacéia que serve para os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha violarem os direitos humanos, com rigorosos embargos comerciais, e massacrar populações civis, como o fizeram na Líbia.
Também, o que pretende o presidente Obama a continuar, por outros meios, a política do presidente George W. Bush, é mudar o conceito da OTAN, contrariando o próprio tratado que a criou, e dar-lhe capacidade de polícia global (global cop) para enfrentar as “novas ameaças”, como "terrorism and piracy, cyber attacks and ballistic missiles”.
Isso significa que a OTAN deixará de ser uma organização de defesa da Europa Ocidental, objetivo de sua criação no tempo da Guerra Fria, e tornar-se-à instrumento de agressão, pronta para intervir em todos os continentes, com ou sem autorização da ONU.
As sanções contra a Síria são iguais às que foram aplicadas contra a Líbia, logo no início da rebelião. É a primeira forma de intervir num conflito interno em qualquer outro país, onde o governo, que não convém à Santa Aliança, reprima as manifestações para derrubá-lo. Mas, evidentemente, que as manifestações populares contra as ditaduras na Arábia Saudita, Bahrein e Jordânia, clientes dos Estados Unidos, não podem esperar qualquer "ajuda".
Carta Maior - Qual seria, mais especificamente, essa estratégia dos Estados Unidos no Oriente Médio e norte da África e quais as forças especiais estariam atuando na Líbia e, provavelmente, na Síria?
Moniz Bandeira - A estratégia atual dos Estados Unidos, implementada pelo presidente Obama, que bem mereceu o Prêmio Nobel da Paz [sic!], é ampliar o uso de drones, aviões armados e manejados eletronicamente pela CIA, para matar supostos terroristas, militantes da al-Qa’ida e Talibans, bem como centenas de civis desarmados, atingindo-os, como o faz na Líbia, Afeganistão, Paquistão e Yemen. Essa é a nova tarefa da CIA, que mais e mais se torna força paramilitar, deixando de ser agência de espionagem e coleta de inteligência. Os drones (General Atomics MQ-1 Predator), esses aviões sem pilotos, teleguiados pela CIA, já mataram, desde 2001, mais de 2.000 supostos militantes e civis, e o Centro Contra-Terrorismo (CTC) dispõe atualmente de cerca de 2.000 empregados que trabalham na localização dos alvos e em atacá-los.
O presidente Obama incrementou essas operações sem arriscar a vida de seus soldados, bem como com o emprego de uma outra organização militar, que matou e interrogou mais supostos terroristas e Talibans do que a CIA, desde 2001. Trata-se do “Joint Special Operations Command” (JSOC), à qual está subordinada a “U.S. Navy SEAL’s” (Sea, Air and Land Teams), integrante do Comando de Operações Especiais (USSOCOM), unidade encarregada de operações terrestres e marítimas, guerra não-convencional, resgate, terrorismo e contraterrorismo etc. Um comando do SEAL’s recebeu a missão de assassinar Osama Bin Laden, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Essa é tarefa da qual o “Joint Special Operations Command” (JSOC) está incumbido, executando o programa desenvolvido pelo general David Petraeus, atual diretor da CIA, quando comandava as tropas americanas no Afeganistão .
O programa consiste em “kill/capture”, i. e. matar/capturar, em qualquer região do mundo, terroristas e Talibans, constantes de uma “Joint Prioritized Effects List” (JPEL), que inclui até americanos, com fundamento em premissa legal ou extralegal, conforme diretriz classificada do presidente Obama. O tenente-coronel John Nagl, assessor de contrainsurgência do general David Patraeus no Afeganistão, considerou o JSOC uma máquina de matar contra o terrorismo em uma escala quase industrial ("an almost industrial-scale counterterrorism killing machine"). Trata-se, na realidade, de um comando de esquadrões da morte do Pentágono.
Comandos do SEAL’s atuaram na Líbia, assim como da “Direction générale de la sécurité extérieure” (DGSE), da “Brigade des forces spéciales terre” (BFST), subordinada ao “Commandement des opérations spéciales” (COS), M16 (Inteligence Service) e “Special Air Service SAS” (Special Air Service) como se fossem árabes. [Sem eles] os chamados “rebeldes” não teriam avançado muito além de Benghazi. No dia 20 de agosto, dia em que acabou o jejum do Ramandan, um navio da OTAN desembarcou no litoral da Líbia armamentos pesados, antigos jihadistas e tropas especiais do JSOC, dos Estados Unidos, BFST, da França, e SAS, do Reino Unido, sob o comando de oficiais da OTAN, que então procederam à conquista de Trípoli.
O balanço da “Operation Odyssey Dawn”, após 100 dias de bombardeios da OTAN, é trágico: 6.121 civis mortos e feridos. De acordo com as estatísticas, 3.093 homens foram mortos ou feridos; 260 mulheres mortas e 1.318 feridas; 141 crianças mortas e 641 feridas. A OTAN, por sua vez, informa que, nos primeiros 90 dias, executou um total de 13.184 saídas, entre as quais 4.963 ataques, danificando ou destruindo mais de 2.500 alvos militares, 460 instalações militares, 300 sistemas de radar depósitos, além de, aproximadamente, 170 locais de controle e comando, e cerca de 450 tanques. O informe não se refere aos escombros que os bombardeios deixaram nem às milhares de vítimas civis, mortos, feridos, desabrigados e refugiados.
Esse foi o resultado da Resolução nº 1.973 do Conselho de Segurança da ONU, autorizando a Santa Aliança (Estados Unidos, Inglaterra e França) a “proteger os civis” na Líbia e que ela [Santa Aliança] aproveitou para legitimar o direito de “intervenção humanitária”, para defender seus próprios interesses econômicos, geopolíticos e estratégicos no Mediterrâneo.
Esse é modo americano de fazer guerra (American Way of War) adotado pelo presidente Obama. Mas os objetivos são os mesmos do presidente George W. Bush, atendendo aos interesses do complexo industrial-militar. Sem agir unilateralmente, ele deseja realizá-los, transformando, por meio da OTAN, de forma a repartir os custos com seus membros, principalmente Inglaterra, França e Alemanha, a fim de evitar que a guerra seja percebida como entre os Estados Unidos e a Líbia ou outro qualquer país.
Carta Maior - Qual deve ser o futuro da Líbia? O senhor acredita que Kadafi possa resistir e permanecer como um agente político influente no conflito?
Moniz Bandeira – É difícil predizer. A Líbia é um país ainda divido em tribos e a lealdade é essencial entre seus membros. De qualquer modo, vivo ou morto, o espectro de Kadafi, como comandante ou mito, estará por trás da resistência, que mais dias menos dias começará a ocorrer, porque as tribos não aceitarão a presença de tropas estrangeiras no seu território. Porém, uma das consequências da “intervenção humanitária” na Líbia será, provavelmente, a proliferação das armas nucleares. Como muito bem observou Leonam dos Santos Guimarães, especialista em energia nuclear e assistente da presidência da Eletrobrás – Eletronuclear, a queda do regime de Kadafi faz supor que a aquisição de armas nucleares se tornará atraente para países que se sintam ameaçados pelo Ocidente.
Kadafi, em dezembro de 2003, concordou em abandonar seu programa de armas nucleares, com base em importações clandestinas de urânio natural, centrífugas e equipamentos de conversão, bem como a construção de instalações em escala piloto. Se ele tivesse avançado no seu programa de armas nucleares, a campanha de bombardeios da OTAN teria ocorrido? –perguntou Leonam dos Santos Guimarães. A resposta seria certamente não. O direito internacional só é respeitado quando há certo equilíbrio de poder e as nações ameaçadas têm possibilidade de retaliar. Daí que é quase impossível impedir que o Irã desenvolva suas armas nucleares, não para atacar Israel, mas para defender-se da Santa Aliança ocidental.
Carta Maior - No caso da Síria, qual sua avaliação sobre a posição de outras nações árabes e de Israel frente esse conflito?
Moniz Bandeira – Não há informações sobre o envolvimento de outras nações árabes nem de Israel na Síria, onde ainda não há propriamente uma guerra civil, mas uma onda de protestos. Todos estão a observar o desdobramento da crise. A Síria é, também, um país dividido em muitas tribos e o governo conta com o respaldo do Irã, que provavelmente lhe fornece ou pode fornecer armamentos. São muito estreitas suas conexões com o Hizbollah, uma força política e paramilitar xiita, com sede no Líbano. Consta que o Hizbollah dispõe de 30.000 a 40.000 mísseis apontadas para Israel e difíceis de localizar, porque estão instalados em casas de família. Essa é uma das razões –e há outras– pelas quais nem os outros países árabes nem Israel querem envolvimento [direto] nos protestos que ocorrem na Síria.
Carta Maior - Os tambores da guerra estão soando em Israel, diante da perspectiva do reconhecimento do Estado palestino na ONU, em setembro. Há, na sua avaliação, possibilidade de generalização de conflitos no Oriente Médio?
Moniz Bandeira - Está previsto que Mahmoud Ridha Abbas (Abu Mazen), como presidente da Autoridade Palestina, pronunciará um discurso, na 66ª Assembléia Geral da ONU, a realizar-se entre 21 e 27 de setembro, no qual solicitará o reconhecimento do Estado palestino. A admissão de um novo membro requer o apoio de 2/3 dos Estados presentes na Assembléia Geral. Se obtiver esse quorum, a Autoridade Palestina, como Estado, será admitida apenas na condição de observador, pois o reconhecimento como membro pleno depende de aprovação do Conselho de Segurança da ONU e, por conseguinte, do voto dos Estados Unidos.
Há uma enorme expectativa em Israel, com respeito à posição que os Estados Unidos tomarão na Assembléia Geral, posto que, no dia 5 de setembro, vazou para a imprensa a informação de que o ex-secretário de Defesa do presidente Barack Obama, Robert Gates, antes de aposentar-se este ano, criticou duramente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanjahu em reunião do “National Security Council Principals Committee” dos Estados Unidos. Gates chamou Israel de “an ungrateful ally” (aliado ingrato) e disse que a política de Netanyahu põe seu país em perigo, recusando-se a negociar, em meio a um crescente isolamento e o desafio demográfico, se mantém o controle da Faixa de Gaza. Presume-se que a notícia vazou, com o beneplácito de Obama, como advertência a Netanyahu.
O que se teme, em Tel Aviv, é que milhões de palestinos, exilados nos demais países árabes, marchem para as fronteiras de Israel [fronteiras essas muito ampliadas com as ilegais invasões e ocupações] após e avancem sobre seu território, se a Assembléia Geral da ONU reconhecer o Estado palestino, ainda que como observador. Os palestinos exilados não dispõem de outra nacionalidade porque, nos anos 1950, a Liga Árabe decidiu não concedê-la, a fim de manter na agenda a necessidade de criar o Estado palestino."
FONTE: publicado no site “Carta Maior” e transcrito no portal do jornalista Luis Nassif (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18413) e (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-cia-se-converteu-em-uma-organizacao-paramilitar-diz-moniz-bandeira#more)
blog democracia&política
[imagem do Google, título e trechos entre colchetes adicionados pelo blog ‘democracia&política’].
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
RESTAURAÇÃO DO COLONIALISMO
“Quando George W. Bush decidiu pela segunda guerra ao Iraque, culminada pela deposição e enforcamento de seu presidente, reuniu as grandes potências europeias determinando que elas iriam mandar tropas e ajudar na aparência de legitimidade da operação, para dividir com elas o botim. Acertaram previamente a partilha do petróleo e o saque das divisas acumuladas. E, por fim, o negócio da reconstrução, de que tão bem se encarregou [e se locupletou] a empresa do vice-presidente americano.
PARA TORTURAR, SERVIA
Descobre-se, agora, que adversários dos Estados Unidos eram torturados na Líbia para que não recaísse culpa sobre Washington. Um dos líderes rebeldes se queixa das torturas que sofreu durante sete anos.
IMPARCIALIDADE
Agora, contra a Líbia, o presidente americano fingiu não comandar a guerra, embora, do Rio de Janeiro, onde se encontrava, a tivesse decretado, talvez para alertar os brasileiros quanto à [futura e próxima] divisão do óleo do pré-sal, no qual lançou olhares de intenso desejo. E incumbiu as forças da OTAN de desmontar a aparentemente imbatível força de defesa de Kadafi. Tudo a pretexto de “preservar vidas humanas”. E haja bombardeio sobre a Líbia. Até agora, a OTAN já matou mais de 50 mil líbios, porque é assim que Europa e América do Norte “preservam vidas” orientais. A OTAN ainda disse que continuará a comandar a Líbia, no tempo que for necessário. Cumpre as ordens de Washington, de olho no que vai poder saquear.
DOCUMENTO
Desta vez, a partilha do botim está sendo na medida em que a operação militar de esmagamento do exército líbio prossegue. Agora, o jornal francês "Liberation" divulgou carta, datada de abril, em que o “Conselho Nacional de Transição para Líbia” se compromete a destinar à França, em troca do seu reconhecimento como governo legítimo, 35 por cento da produção do petróleo líbio. As reservas cambiais já começam a ser liberadas e distribuídas entre as forças de ocupação. O que restar delas e o que ficar no país, do apurado da exploração do ouro negro, será destinado às empresas de reconstrução americanas, cujo Exército foi o principal responsável pela guerra.
A operação Líbia só teve um objetivo, saquear o país em suas riquezas.
Importa na restauração do colonialismo do Velho Mundo e o de Washington no Oriente.”
FONTES: escrito por Lustosa da Costa em sua coluna no Diário do Nordeste (http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1037635&coluna=1),
democraciapolitica.blogspot.com
Um "brasileiro" e uma BRASILEIRA

Tomo a liberdade de colocar aqui um post do blog Informacão incorrecta.
Quando lí o post, fiquei indignado, pois não é possível que no século XXI ainda exista uma pessoa tão preconceituosa em relação a uma deficiência física, preconceituosa quanto a formação educacional escolar, e pior subestimando a inteligência de um povo.
Quero deixar claro aqui que não sigo nenhum partido politico. Fui imediatamente responder com um comentário, mas para minha surpresa e alegria, já tinham respondido.
Quem respondeu? MARIA, a mesma "Maria, um bom exemplo" que postei aqui a alguns dias atrás, ela que nos deu um verdadeiro exemplo de como viver. A resposta de Maria para esse "brasileiro" com certeza foi a que todos os cidadão que tiveram Educação Familiar aqui no nosso país chamado Brasil gostaríamos de ter dado. Então, pensando melhor senti que tinha todo o direito de tomar essa liberdade de postar aqui em meu blog pelo assunto se tratar de meu País Brasil.
Abaixo reporto o post junto com os comentários
A cada um o seu lugar
Eis o que diz J.:
Eu estava lendo teu post hoje e tive um insight, impossível, mas que ajudaria muito a acabar com essa classe política burra, que existe aqui no Brasil, e provavelmente em Portugal, na Espanha, Itália, Grécia, ou qualquer pais do mundo, tirando os Nórdicos.
Sem muitas diferenças, é o mesmo percurso que existe em Italia, em Portugal...Então vamos la, se tu queres ser um medico, que tens que fazer? Uma faculdade de medicina, no Brasil são 6 anos mais 3 ou 4 ou 5 de especialização; se queres ser Engenheiro, são 5 anos, se queres ser bom, mais 2 anos de mestrado e 3 de doutorado; se queres ser Advogado, outros 5 anos mais uma prova para poder ser aceito pela OAB (Organização dos Advogados do Brasil) e poder exercer a profissão; se queres ser Economista, também 5 anos de estudo e assim vai.
De facto é assim.Agora, pera ser político, basta ter sido uma pessoa famosa e falar bonito ou quem sabe ter só 4 dedos em uma mão e nem português falar direito, quem sabe ser dono de terras no Nordeste brasileiro e poder comprar o voto de um monte de ignorantes (não estou falando de forma pejorativa).
A maioria dos políticos têm uma licenciatura: que, todavia, nada tem a ver com o cargo desenvolvido. Que sabe um advogado de medicina?
Depois há o problema da "territorialidade", por assim dizer: alguns políticos conseguem os votos graças ao facto de ser pessoas "importantes" no lugar de origem, o que fornece uma boa quantidade de votos. Bom exemplo é o caso do Sul da Italia.
No nível nacional, a "territorialidade" é substituída com a capacidade de favorecer determinadas pessoas ou grupos. Em Portugal, por exemplo, são conhecidos como "boys" os que são assumidos na máquina do Estado só pelo facto de ter apoiado o vencedor. O actual governo acabou de "arranjar" lugar para 500 boys...
Para mim fica claro que o político brasileiro não e preparado para o cargo que exerce, então porque não profissionalizar a política? Criar uma faculdade voltada para isso. Seria interessante os políticos, falo como brasileiro, estudarem um pouco de Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Tributário, Historia Brasileira, Historia da Política Brasileira, Historia Mundial, Historia da Política Mundial, Administração, alguma coisa de Economia (o mínimo para poder tomar uma decisão), quem sabe um pouco de Logística dos Transportes, um pouco de Engenharia.
E após a faculdade, deveriam fazer um teste valido por 10 anos para poder se eleger, e só os que passassem por estes testes seriam aptos ao cargo, um concurso publico como todas as outras profissões que são pagas pelo Estado Brasileiro.
O facto é que esta "escola" existe já: é a faculdade de Ciência Políticas. Quantos políticos que completaram o tal curso alcançaram importância nacional? Nenhum, acho. E isso porque a máquina política não deseja políticos, mas pessoas com outras características. Inúteis em teoria e para a sociedade, úteis na prática e para a classe dirigente..
O que faz sentido.Para o cargo de Juiz federal o cara já tem que ser juiz por um certo tempo, para o cargo de Ministro, acho eu que deveria ser um expoente da Área, Ministro de Minas e Energia: quem sabe, uma pessoa com doutorado na Área; Ministro dos Esportes; quem sabe, um profissional formado em Educação Física e não um ex jogador de Futebol; Ministro da Educação, quem sabe, um ex professor, com mestrado, doutorado e alguns anos de Escola, que saiba quais são os problemas da educação Brasileira; Ministro da Saúde, um medico com alguns anos de profissão (em hospital PUBLICO).
São algumas medidas que para mim parecem óbvias.Se tu queres que uma empresa funcione, tu escolhe os melhores profissionais e qualificados para a área e não qualquer um que nem escrever direito saiba.
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| Educação - Ciência | Nuno Crato | Matemático | |
| Segurança Social e Solidariedade | Pedro Mota Soares | Advogado |
Jean Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, é um administrador público, não um economista.
Christine Lagarde, presidente do Fundo Monetário Internacional, é uma advogada.
Moral: se a ideia é ser político, a coisa melhor é estudar para advogado. Depois um lugar encontra-se sempre.
Assim temos advogados que tratam da Agricultura, da Pecuária, do Abastecimento, das Cidades, do Turismo, da Defesa, da Administração, da Segurança Social e, olhem só, até de Justiça.
Depois seriam oportunas algumas perguntas: que faz um geólogo nas Comunicações? Um historiador no Desenvolvimento Agrário? Um jornalista nas Minas e um Metalúrgico na Pesca? Um gestor na Saúde?
Em muitos casos, infelizmente não conta a formação ou os méritos adquiridos ao longo da própria carreira. É, ainda uma vez, o velho discurso do mérito: basicamente inúteis.
Atenção: aqui ninguém defende um governo de técnicos, a política tem que pertencer aos políticos. Mas políticos que tenham uma adequada formação, experiência e resultados reconhecidos no sector que devem administrar.
Uma escola e um percurso como aqueles indicados por J. parece uma coisa boa e justa.
Por isso não tem futuro.
Comentários:
J. V. disse...
Fala Max, fui eu quem te enviou o e-mail, com o tempo vou acabar te enviando mais e-mails e não vejo nenhum problema se publicares meu nome, mas também não preciso de créditos. Bom quanto a isto, estive conversando com algumas pessoas da área do direito e andaram me falando que seria uma atitude inconstitucional obrigar os politicos a terem uma capacitacão e a maior defesa que me falam é com relacão ao LULA, pelo jeito eles não gostariam de um pais funcionando melhor mesmo.
Maria, mais uma vez quero te deixar o meu Muito Obrigado, pois novamente tu foi e é um verdadeiro exemplo de BRASILEIRA.
E agora deixo para o "brasileiro" acima citado as constatações do governo daquele que tem "deficiência física" e que "não sabe falar o português correto", mas conseguiu melhorar a condição de muitos BRASILEIROS que eram subjugados por pessoas iguais a esse "brasileiro".
BALANÇO GOVERNO LULA
E O BALANÇO DO GOVERNO FHC
O Brasil vive um grande momento. Há mais de sete anos, o país cresce, distribui renda, controla a inflação, aumenta a oferta de crédito. Tudo isso aliado a uma vigorosa política social.
Os indicadores econômicos e sociais que elencamos abaixo comprovam que a população está vivendo melhor, com mais comida na mesa, maior poder de consumo e mais oportunidade de crescer na vida, com trabalho e renda em alta.
Economia
Salário Mínimo - o salário mínimo passou de R$ 200,0 em 2002 para R$ 510,0 em 2010. Na comparação com o dólar, passou de US$ 81,0 para US$ 288,0 no mesmo período. O poder de compra do mínimo subiu de 1,4 cestas básicas em jan/03, para 2,4 cestas básicas em jul/10.
Emprego Formal - o Governo Lula gerou 14,7 milhões de empregos (jan/03 a set/10), enquanto o Governo FHC (1995 a 2002) criou apenas 700 mil empregos formais. Pela primeira vez, o Brasil tem mais empregos formais do que informais.
Taxa de desemprego - em 2002, a taxa de desemprego era 9,2%. Em set/10, chegou a 6,2%, a menor taxa desde o início da medição pelo IBGE.
Inflação - a inflação baixou de 12,53% a.a., em 2002, para 4,31% a.a. em 2009.
Exportações - subiram de US$ 60,3 bilhões, em 2002, para US$ 152,9 em 2009.
Reservas internacionais - passaram de US$ 38,0 bilhões em 2002 para US$ 275,0 bilhões em 2010.
Dívida com o FMI - FHC entregou o governo com uma dívida acumulada de US$ 20,8 bilhões, em 2002. O Governo Lula quitou toda a dívida em 2005, e, hoje, é credor externo, tendo emprestado US$ 10,0 bilhões ao FMI em 2009.
Investimento Público (Governo Federal e estatais) - a taxa de investimento passou de 1,4% do PIB em 2003, para 3,2% do PIB (abr/10).
Risco Brasil - teve pico de 1.439 pontos base em 2002. Com o Governo Lula, chegou a 206 pontos em set/10.
Dívida pública líquida - a razão da dívida pública sobre o PIB estava em 60,6% em 2002, último ano do Governo FHC. Com o Governo Lula, esta razão caiu para 41,4%.
Agricultura
Safra de grãos - em 2002, foram colhidas 97,7 milhões de toneladas de grãos. Já em 2010, são 148 milhões de toneladas - a maior safra da história.
Pronaf - o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinou, na safra 2002/2003, R$ 2,4 bilhões para os pequenos produtores brasileiros. Na safra 2010/2011, esse valor subiu para R$ 16,0 bilhões.
Programa de Aquisição de Alimentos - com o programa, o Estado compra diretamente a produção de 92.642 pequenos agricultores brasileiros, dando segurança à agricultura familiar. O programa não existia no Governo FHC.
Eletrificação Rural - o Programa Luz no Campo, de FHC e Serra, realizou 290,7 mil ligações de energia elétrica no campo brasileiro. Já o Luz Para Todos, de Lula e Dilma, já acumula 2,5 milhões de ligações.
Reforma agrária - no Governo Lula, foram incorporados 46,7 milhões de hectares no Programa de Reforma Agrária, beneficiando 574.609 famílias, com a criação de 3.348 assentamentos. Até então, havia pouco mais de 330 mil famílias assentadas.
Desenvolvimento Social
Estrutura social - em 2002, 44,7% da população brasileira era pobre, ou seja, tinha renda per capita mensal de até meio salário mínimo. Em 2009, somente 29,7% da população era considerada pobre. Isso significa que 27,9 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2009. E 35,7 milhões de pessoas ascenderam às classes AB e C. Pela primeira vez na história, a classe média é maioria no país.
Desigualdade de renda - o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu de 0,587, em 2002, para 0,539 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, mais desigualdade, quanto mais próximo de zero, menos desigualdade.
Índice de Desenvolvimento Humano - subiu de 0,790 para 0,813 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, melhor a qualidade de vida da população.
Programas de transferência de renda - a soma de todos os programas de transferência de renda do Governo FHC no ano de 2002 é de R$ 2,3 bilhões. O Bolsa Família, em 2010, soma recursos de R$ 14,7 bilhões.
Benefício de Prestação Continuada (BPC) - o BPC, que atende idosos e pessoas com deficiência, chegava a apenas 1,6 milhão de pessoas em 2002, com recursos de R$ 3,4 bilhões. Hoje, o programa possui mais de 3,3 milhões de beneficiários, com recursos de R$ 20,1 bilhões.
Equipamentos sociais - já são quase 7 mil Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que são a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, criado pelo Governo Lula. No Governo FHC, não havia CRAS nenhum.
Restaurante popular - não existia nenhum restaurante popular no Governo FHC. Com Lula e Dilma, 89 já estão em funcionamento.
Liderança mundial no combate à fome - o Brasil ficou no topo do ranking dos países em desenvolvimento na luta contra a fome, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo.
Saúde
Desnutrição infantil - caiu 61%, passando de 12,5% em 2003, para 4,8% em 2008.
Taxa de mortalidade infantil - caiu de 24,3 mortes por mil nascidos vivos em 2002, para 19,3 por mil em 2007.
Saúde da Família - em 2002, 4.163 municípios eram atendidos por 16.734 equipes. Já em 2010, 5.275 municípios são atendidos por 31.500 equipes.
Agentes comunitários de saúde - eram 175.463 agentes em 5.076 municípios em 2002. Hoje, são 243.022 agentes em 5.364 municípios.
Equipes de saúde bucal - eram 4.261 em 2002. Hoje, são 20.103 equipes de saúde bucal, que cobrem quase metade da população brasileira.
Serviços de reabilitação - os recursos do Ministério da Saúde destinados ao atendimento de pessoas com deficiência saltou de R$ 129,6 milhões em 2002, para R$ 538,4 milhões em 2009.
SAMU 192 - Hoje, 1.437 municípios são atendidos pelo SAMU, que não existia antes do Governo Lula. São 1.956 ambulâncias que correm o Brasil atendendo casos de urgência.
Assistência farmacêutica - os recursos do Ministério da Saúde destinados para a distribuição de medicamentos no SUS passou de R$ 660,16 milhões em 2002 para R$ 2,36 bilhões em 2010.
Educação
Analfabetismo - a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 11,9% da população, em 2002, para 9,6% em 2009.
Ensino Técnico - o número de Escolas Técnicas Federais cresceu 2 vezes e meia com o Governo Lula. Entre 1909 e 2003 foram construídas 140 Escolas Técnicas e o PT em oito anos deixará 214 novas unidades. Serra e FHC só fizeram 11 escolas.
Prouni - com o Prouni, 748,7 mil jovens de baixa renda receberam bolsas de estudos para entrar no ensino superior. Com FHC e Serra, o Prouni não existia.
Universidades Federais - Lula e Dilma criaram 15 novas Universidades Federais, e até o final de 2010 terão inaugurado 124 novos campi, a maioria pelo interior do país. Serra e FHC só criaram 1 Universidade, em função da criação do Estado de Tocantins.
Matrículas no ensino superior - o número de matrículas no ensino superior cresceu 63% entre 2003 e 2009, passando de 3,94 milhões para 6,44 milhões.
Educação especial - o número de salas de aula com recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência passou de 250 em 2005 para 10.000 em 2009.
Orçamento do MEC - o orçamento total do MEC no Governo FHC (1995-2002) foi de R$ 214,8 bilhões. Já no Governo Lula (2002-2010), os recursos destinados ao Ministério somam R$ 517,2 bilhões.
Alunos inscritos no ENEM - no Governo FHC, 4,35 milhões de estudantes prestaram a prova do ENEM. Com o Governo Lula, a prova passou a ser utilizada como porta de entrada do Prouni e das Universidades Federais. Com isso, o número de estudantes que fizeram a prova foi para 21,93 milhões (2003-2009).
Alimentação escolar - o número de estudantes que recebem alimentação na escola saltou de 36,9 milhões, em 2002, para 47,0 milhões em 2009.
Segurança Pública
Investimentos federais - os recursos destinados para a Segurança Pública pelo Governo Federal eram de R$ 906,9 milhões em 2002, último ano do Governo FHC. Em 2010, último ano do Governo Lula, serão mais de R$ 3,3 bilhões.
Política urbana
Investimentos em Habitação - os recursos aplicados em habitação eram R$ 7,0 bilhões em 2002. Em 2009, foram R$ 63,3 bilhões.
Minha Casa, Minha Vida - o Governo Lula criou o
"Minha Casa, Minha Vida", que vai construir 1 milhão de moradias - a maior parte destinada para a população mais pobre. No Governo FHC, não existia nenhum grande programa de habitação popular.




olá Max, J.V., e quem interessar possa: já perceberam que tem muita ponte que cai pela incompetência do engenheiro, muito paciente que morre pela desatenção do médico, muito vestido mal feito pela incapacidade da modista com graduação em moda? Por acaso não conhecem antas doutoradas e não escolarizados inteligentíssimos? Eu conheço vários. Já constaram a existência de auto didatas executando tarefas ou manifestando idéias com muito maior qualidade que profissionais com diplomas? Pois eu já. Por sinal os jornalistas mais decentes que conheço, não o são por formação acadêmica e sim por atitude militante. E até um presidente da república quase analfabeto revelou-se um gênio de comunicação com o povo e com muitos intelectuais e diplomatas pelo mundo afora, a ponto de hoje receber por uma conferência 5 vezes mais que um antecessor seu com pós graduação em sociologia, professor universitário e autor de livros.
Sugiro: político não é profissão, é prestação de serviço por um período de tempo , nada mais. Político eleito que não cumpre o que promete em campanha deveria ser deposto por força de lei.Político deveria ser considerado um cidadão comum, ou seja, sem imunidade partidária e sem benefícios extras. A posição de político jamais deveria ser remunerada, e muito menos agraciada com aposentadoria. Finalmente, mais do que nada, se aprende fazendo, ou seja,exercendo a política, que é uma arte exercida por todos bem ou mal a cada momento. Quanto ao conhecimento das coisas, trata-se de uma questão de inteligência, curiosidade e busca. Quanto ao manejo adequado e justo da política e da administração, isso só depende da índole do cidadão. Não se aprende a ter vergonha na cara na escola, por favor. Abraços
6.9.11
Bom Maria, respeito o teu ponto, aceito que o Lula foi um bom presidente, com certeza existem erros de médicos e engenheiros, afinal nem todos são bons profissionais. A política, ideológicamente é não é uma profissão, porém não é o que acontece na realidade, um Sarney a 1000 anos como senador, com aposentadoria e tudo o mais já mostra o quanto os politicos se consideram profissionais e como tal deveria ter um minimo de formacão. Como que eles querem legislar sem ter um mínimo de conhecimento da Constituicão, como administrar sem ter o minimo de conhecimento sobre administracão? Eu apenos quero politicos mais capacitados, um concurso publico para demonstrar um minimo de conhecimento como acontece para qualquer cargo público no Brasil seria interessante, o Brasil é o que é atualmente por um milagre se tivessemos politicos competentes, administradores competentes, estariamos bem melhores, provavelmente não encotrariamos hospitais com as portas fechadas, professor passando fome, politico nadando em piscina de $$. O que eu quis com o e-mail é justamente iniciar uma discussão, pra ver se eventualmente o povo acorde pra necessidade de uma reforma politica para o povo e não para os atuais politicos.
7.9.11
Pois é Valentini, também respeito a tua opinião que alguns conhecimentos ajudariam, mas não te iludas. Mesmo nesse sistema político democrático viciado qualquer ignorante eleito que tenha boas intenções está cercado de acessores de todo tipo que lhe informa o necessário sobre todo o tipo de assunto, caso o sujeito esteja realmente querendo saber. Então, pensa comigo: não é por falta de conhecimento disponível que os políticos erram, mas por se engajarem perfeitamente com um sistema viciado corrupto e corruptível. Como o Max já postou aqui um dia destes, a democracia representativa, indiscutível e inquestionável valor da nossa época deveria ser mais questionada, como ele fez no post, e inclusive por pessoas como tu, interessadas em repensar a política.
7.9.11