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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um "brasileiro" e uma BRASILEIRA


Tomo a liberdade de colocar aqui um post do blog Informacão incorrecta.


Quando lí o post, fiquei indignado, pois não é possível que no século XXI ainda exista uma pessoa tão preconceituosa em relação a uma deficiência física, preconceituosa quanto a formação educacional escolar, e pior subestimando a inteligência de um povo.
Quero deixar claro aqui que não sigo nenhum partido politico. Fui imediatamente responder com um comentário, mas para minha surpresa e alegria, já tinham respondido.
Quem respondeu? MARIA, a mesma "Maria, um bom exemplo" que postei aqui a alguns dias atrás, ela que nos deu um verdadeiro exemplo de como viver. A resposta de Maria para esse "brasileiro" com certeza foi a que todos os cidadão que tiveram Educação Familiar aqui no nosso país chamado Brasil gostaríamos de ter dado. Então, pensando melhor senti que tinha todo o direito de tomar essa liberdade de postar aqui em meu blog pelo assunto se tratar de meu País Brasil.

Abaixo reporto o post junto com os comentários

A cada um o seu lugar

Recebi há pouco um mail que julgo ser bem interessante. Como não tive tempo para pedir autorização, não publico o nome do Autor. Que, entretanto, agradeço e vamos chamar J..

Eis o que diz J.:
Eu estava lendo teu post hoje e tive um insight, impossível, mas que ajudaria muito a acabar com essa classe política burra, que existe aqui no Brasil, e provavelmente em Portugal, na Espanha, Itália, Grécia, ou qualquer pais do mundo, tirando os Nórdicos.
Então vamos la, se tu queres ser um medico, que tens que fazer? Uma faculdade de medicina, no Brasil são 6 anos mais 3 ou 4 ou 5 de especialização; se queres ser Engenheiro, são 5 anos, se queres ser bom, mais 2 anos de mestrado e 3 de doutorado; se queres ser Advogado, outros 5 anos mais uma prova para poder ser aceito pela OAB (Organização dos Advogados do Brasil) e poder exercer a profissão; se queres ser Economista, também 5 anos de estudo e assim vai.
Sem muitas diferenças, é o mesmo percurso que existe em Italia, em Portugal...
Agora, pera ser político, basta ter sido uma pessoa famosa e falar bonito ou quem sabe ter só 4 dedos em uma mão e nem português falar direito, quem sabe ser dono de terras no Nordeste brasileiro e poder comprar o voto de um monte de ignorantes (não estou falando de forma pejorativa).
De facto é assim.
A maioria dos políticos têm uma licenciatura: que, todavia, nada tem a ver com o cargo desenvolvido. Que sabe um advogado de medicina?

Depois há o problema da "territorialidade", por assim dizer: alguns políticos conseguem os votos graças ao facto de ser pessoas "importantes" no lugar de origem, o que fornece uma boa quantidade de votos. Bom exemplo é o caso do Sul da Italia.

No nível nacional, a "territorialidade" é substituída com a capacidade de favorecer determinadas pessoas ou grupos. Em Portugal, por exemplo, são conhecidos como "boys" os que são assumidos na máquina do Estado só pelo facto de ter apoiado o vencedor. O actual governo acabou de "arranjar" lugar para 500 boys...
Para mim fica claro que o político brasileiro não e preparado para o cargo que exerce, então porque não profissionalizar a política? Criar uma faculdade voltada para isso. Seria interessante os políticos, falo como brasileiro, estudarem um pouco de Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Tributário, Historia Brasileira, Historia da Política Brasileira, Historia Mundial, Historia da Política Mundial, Administração, alguma coisa de Economia (o mínimo para poder tomar uma decisão), quem sabe um pouco de Logística dos Transportes, um pouco de Engenharia.
E após a faculdade, deveriam fazer um teste valido por 10 anos para poder se eleger, e só os que passassem por estes testes seriam aptos ao cargo, um concurso publico como todas as outras profissões que são pagas pelo Estado Brasileiro.

O facto é que esta "escola" existe já: é a faculdade de Ciência Políticas. Quantos políticos que completaram o tal curso alcançaram importância nacional? Nenhum, acho. E isso porque a máquina política não deseja políticos, mas pessoas com outras características. Inúteis em teoria e para a sociedade, úteis na prática e para a classe dirigente..

Falo isso para os cargos de Deputados, Senadores e Presidente.
Para o cargo de Juiz federal o cara já tem que ser juiz por um certo tempo, para o cargo de Ministro, acho eu que deveria ser um expoente da Área, Ministro de Minas e Energia: quem sabe, uma pessoa com doutorado na Área; Ministro dos Esportes; quem sabe, um profissional formado em Educação Física e não um ex jogador de Futebol; Ministro da Educação, quem sabe, um ex professor, com mestrado, doutorado e alguns anos de Escola, que saiba quais são os problemas da educação Brasileira; Ministro da Saúde, um medico com alguns anos de profissão (em hospital PUBLICO).
O que faz sentido.
São algumas medidas que para mim parecem óbvias.
Se tu queres que uma empresa funcione, tu escolhe os melhores profissionais e qualificados para a área e não qualquer um que nem escrever direito saiba.
E este o problema, são medidas óbvias ou, para melhor dizer, que fazem todo o sentido. Por isso são ignoradas.
Esta é a lista dos actuais Ministros do Brasil. Por cada Ministério é indicado o Ministro e a formação dele.

Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Mendes Ribeiro Advogado


Cidades
Mário Negromonte Advogado


Ciência e Tecnologia
Aloizio Mercadante Economista


Comunicações
Paulo Bernardo Curso de Geologia


Cultura
Ana de Hollanda Cantora


Defesa
Celso Amorim Diplomata


Desenvolvimento Agrário
Afonso Florence História


Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Fernando Pimentel Economista


Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Tereza Campello Economista


Educação
Fernando Haddad Direito e Economia


Esporte
Orlando Silva Junior Direito


Fazenda
Guido Mantega Economista


Integração Nacional
Fernando Bezerra Coelho Administração


Justiça
José Eduardo Cardozo Jurista


Meio Ambiente
Izabella Teixeira Biologia


Minas e Energia
Edison Lobão Jornalista


Pesca e Aquicultura
Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira Metalúrgico


Planejamento, Orçamento e Gestão
Mirian Belchior Engenheira de alimentos


Previdência Social
Garibaldi Alves Filho Jornalista Advogado


Relações Exteriores
Antonio Patriota Diplomata


Saúde
Alexandre Padilha Médico


Trabalho e Emprego
Carlos Lupi Nenhuma


Transportes
Paulo Sérgio Passos Economia


Turismo
Pedro Novais Advogado

Em Portugal?

Estado e das Finanças
Vítor GasparEconomista
Estado e Relacionamentos Exteriores
Paulo PortasJurista
Defesa
José P. A. BrancoAdvogado
Administração Interna
Miguel MacedoAdvogado
Justiça
Paula T. da CruzAdvogada
Assuntos Parlamentares
Miguel RelvasRelações Internacionais
Economia e Emprego
Álvaro Santos Pereira Economista
Agricultura e Ambiente
Assunção CristasJurista
Saúde
Paulo MacedoGestão
Educação - Ciência
Nuno CratoMatemático
Segurança Social e Solidariedade
Pedro Mota SoaresAdvogado

Jean Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, é um administrador público, não um economista.
Christine Lagarde, presidente do Fundo Monetário Internacional, é uma advogada.

Moral: se a ideia é ser político, a coisa melhor é estudar para advogado. Depois um lugar encontra-se sempre.
Assim temos advogados que tratam da Agricultura, da Pecuária, do Abastecimento, das Cidades, do Turismo, da Defesa, da Administração, da Segurança Social e, olhem só, até de Justiça.

Depois seriam oportunas algumas perguntas: que faz um geólogo nas Comunicações? Um historiador no Desenvolvimento Agrário? Um jornalista nas Minas e um Metalúrgico na Pesca? Um gestor na Saúde?

Em muitos casos, infelizmente não conta a formação ou os méritos adquiridos ao longo da própria carreira. É, ainda uma vez, o velho discurso do mérito: basicamente inúteis.

Atenção: aqui ninguém defende um governo de técnicos, a política tem que pertencer aos políticos. Mas políticos que tenham uma adequada formação, experiência e resultados reconhecidos no sector que devem administrar.

Uma escola e um percurso como aqueles indicados por J. parece uma coisa boa e justa.
Por isso não tem futuro.

Comentários:

J. V. disse...

Fala Max, fui eu quem te enviou o e-mail, com o tempo vou acabar te enviando mais e-mails e não vejo nenhum problema se publicares meu nome, mas também não preciso de créditos. Bom quanto a isto, estive conversando com algumas pessoas da área do direito e andaram me falando que seria uma atitude inconstitucional obrigar os politicos a terem uma capacitacão e a maior defesa que me falam é com relacão ao LULA, pelo jeito eles não gostariam de um pais funcionando melhor mesmo.


maria disse...

olá Max, J.V., e quem interessar possa: já perceberam que tem muita ponte que cai pela incompetência do engenheiro, muito paciente que morre pela desatenção do médico, muito vestido mal feito pela incapacidade da modista com graduação em moda? Por acaso não conhecem antas doutoradas e não escolarizados inteligentíssimos? Eu conheço vários. Já constaram a existência de auto didatas executando tarefas ou manifestando idéias com muito maior qualidade que profissionais com diplomas? Pois eu já. Por sinal os jornalistas mais decentes que conheço, não o são por formação acadêmica e sim por atitude militante. E até um presidente da república quase analfabeto revelou-se um gênio de comunicação com o povo e com muitos intelectuais e diplomatas pelo mundo afora, a ponto de hoje receber por uma conferência 5 vezes mais que um antecessor seu com pós graduação em sociologia, professor universitário e autor de livros.
Sugiro: político não é profissão, é prestação de serviço por um período de tempo , nada mais. Político eleito que não cumpre o que promete em campanha deveria ser deposto por força de lei.Político deveria ser considerado um cidadão comum, ou seja, sem imunidade partidária e sem benefícios extras. A posição de político jamais deveria ser remunerada, e muito menos agraciada com aposentadoria. Finalmente, mais do que nada, se aprende fazendo, ou seja,exercendo a política, que é uma arte exercida por todos bem ou mal a cada momento. Quanto ao conhecimento das coisas, trata-se de uma questão de inteligência, curiosidade e busca. Quanto ao manejo adequado e justo da política e da administração, isso só depende da índole do cidadão. Não se aprende a ter vergonha na cara na escola, por favor. Abraços

6.9.11

Anónimo J.V. disse...

Bom Maria, respeito o teu ponto, aceito que o Lula foi um bom presidente, com certeza existem erros de médicos e engenheiros, afinal nem todos são bons profissionais. A política, ideológicamente é não é uma profissão, porém não é o que acontece na realidade, um Sarney a 1000 anos como senador, com aposentadoria e tudo o mais já mostra o quanto os politicos se consideram profissionais e como tal deveria ter um minimo de formacão. Como que eles querem legislar sem ter um mínimo de conhecimento da Constituicão, como administrar sem ter o minimo de conhecimento sobre administracão? Eu apenos quero politicos mais capacitados, um concurso publico para demonstrar um minimo de conhecimento como acontece para qualquer cargo público no Brasil seria interessante, o Brasil é o que é atualmente por um milagre se tivessemos politicos competentes, administradores competentes, estariamos bem melhores, provavelmente não encotrariamos hospitais com as portas fechadas, professor passando fome, politico nadando em piscina de $$. O que eu quis com o e-mail é justamente iniciar uma discussão, pra ver se eventualmente o povo acorde pra necessidade de uma reforma politica para o povo e não para os atuais politicos.

7.9.11

Anónimo maria disse...

Pois é Valentini, também respeito a tua opinião que alguns conhecimentos ajudariam, mas não te iludas. Mesmo nesse sistema político democrático viciado qualquer ignorante eleito que tenha boas intenções está cercado de acessores de todo tipo que lhe informa o necessário sobre todo o tipo de assunto, caso o sujeito esteja realmente querendo saber. Então, pensa comigo: não é por falta de conhecimento disponível que os políticos erram, mas por se engajarem perfeitamente com um sistema viciado corrupto e corruptível. Como o Max já postou aqui um dia destes, a democracia representativa, indiscutível e inquestionável valor da nossa época deveria ser mais questionada, como ele fez no post, e inclusive por pessoas como tu, interessadas em repensar a política.

7.9.11

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Maria, mais uma vez quero te deixar o meu Muito Obrigado, pois novamente tu foi e é um verdadeiro exemplo de BRASILEIRA.

E agora deixo para o "brasileiro" acima citado as constatações do governo daquele que tem "deficiência física" e que "não sabe falar o português correto", mas conseguiu melhorar a condição de muitos BRASILEIROS que eram subjugados por pessoas iguais a esse "brasileiro".



BALANÇO GOVERNO LULA
E O BALANÇO DO GOVERNO FHC


O Brasil vive um grande momento. Há mais de sete anos, o país cresce, distribui renda, controla a inflação, aumenta a oferta de crédito. Tudo isso aliado a uma vigorosa política social.

Os indicadores econômicos e sociais que elencamos abaixo comprovam que a população está vivendo melhor, com mais comida na mesa, maior poder de consumo e mais oportunidade de crescer na vida, com trabalho e renda em alta.

Economia

Salário Mínimo - o salário mínimo passou de R$ 200,0 em 2002 para R$ 510,0 em 2010. Na comparação com o dólar, passou de US$ 81,0 para US$ 288,0 no mesmo período. O poder de compra do mínimo subiu de 1,4 cestas básicas em jan/03, para 2,4 cestas básicas em jul/10.

Emprego Formal - o Governo Lula gerou 14,7 milhões de empregos (jan/03 a set/10), enquanto o Governo FHC (1995 a 2002) criou apenas 700 mil empregos formais. Pela primeira vez, o Brasil tem mais empregos formais do que informais.

Taxa de desemprego - em 2002, a taxa de desemprego era 9,2%. Em set/10, chegou a 6,2%, a menor taxa desde o início da medição pelo IBGE.

Inflação - a inflação baixou de 12,53% a.a., em 2002, para 4,31% a.a. em 2009.

Exportações - subiram de US$ 60,3 bilhões, em 2002, para US$ 152,9 em 2009.

Reservas internacionais - passaram de US$ 38,0 bilhões em 2002 para US$ 275,0 bilhões em 2010.

Dívida com o FMI - FHC entregou o governo com uma dívida acumulada de US$ 20,8 bilhões, em 2002. O Governo Lula quitou toda a dívida em 2005, e, hoje, é credor externo, tendo emprestado US$ 10,0 bilhões ao FMI em 2009.

Investimento Público (Governo Federal e estatais) - a taxa de investimento passou de 1,4% do PIB em 2003, para 3,2% do PIB (abr/10).

Risco Brasil - teve pico de 1.439 pontos base em 2002. Com o Governo Lula, chegou a 206 pontos em set/10.

Dívida pública líquida - a razão da dívida pública sobre o PIB estava em 60,6% em 2002, último ano do Governo FHC. Com o Governo Lula, esta razão caiu para 41,4%.

Agricultura

Safra de grãos - em 2002, foram colhidas 97,7 milhões de toneladas de grãos. Já em 2010, são 148 milhões de toneladas - a maior safra da história.

Pronaf - o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinou, na safra 2002/2003, R$ 2,4 bilhões para os pequenos produtores brasileiros. Na safra 2010/2011, esse valor subiu para R$ 16,0 bilhões.

Programa de Aquisição de Alimentos - com o programa, o Estado compra diretamente a produção de 92.642 pequenos agricultores brasileiros, dando segurança à agricultura familiar. O programa não existia no Governo FHC.

Eletrificação Rural - o Programa Luz no Campo, de FHC e Serra, realizou 290,7 mil ligações de energia elétrica no campo brasileiro. Já o Luz Para Todos, de Lula e Dilma, já acumula 2,5 milhões de ligações.

Reforma agrária - no Governo Lula, foram incorporados 46,7 milhões de hectares no Programa de Reforma Agrária, beneficiando 574.609 famílias, com a criação de 3.348 assentamentos. Até então, havia pouco mais de 330 mil famílias assentadas.

Desenvolvimento Social

Estrutura social - em 2002, 44,7% da população brasileira era pobre, ou seja, tinha renda per capita mensal de até meio salário mínimo. Em 2009, somente 29,7% da população era considerada pobre. Isso significa que 27,9 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2009. E 35,7 milhões de pessoas ascenderam às classes AB e C. Pela primeira vez na história, a classe média é maioria no país.

Desigualdade de renda - o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, caiu de 0,587, em 2002, para 0,539 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, mais desigualdade, quanto mais próximo de zero, menos desigualdade.

Índice de Desenvolvimento Humano - subiu de 0,790 para 0,813 em 2009. Quanto mais próximo de 1,0, melhor a qualidade de vida da população.

Programas de transferência de renda - a soma de todos os programas de transferência de renda do Governo FHC no ano de 2002 é de R$ 2,3 bilhões. O Bolsa Família, em 2010, soma recursos de R$ 14,7 bilhões.

Benefício de Prestação Continuada (BPC) - o BPC, que atende idosos e pessoas com deficiência, chegava a apenas 1,6 milhão de pessoas em 2002, com recursos de R$ 3,4 bilhões. Hoje, o programa possui mais de 3,3 milhões de beneficiários, com recursos de R$ 20,1 bilhões.

Equipamentos sociais - já são quase 7 mil Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que são a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, criado pelo Governo Lula. No Governo FHC, não havia CRAS nenhum.

Restaurante popular - não existia nenhum restaurante popular no Governo FHC. Com Lula e Dilma, 89 já estão em funcionamento.

Liderança mundial no combate à fome - o Brasil ficou no topo do ranking dos países em desenvolvimento na luta contra a fome, elaborado pela ONG Action Aid, pelo 2º ano consecutivo.

Saúde

Desnutrição infantil ­- caiu 61%, passando de 12,5% em 2003, para 4,8% em 2008.

Taxa de mortalidade infantil - caiu de 24,3 mortes por mil nascidos vivos em 2002, para 19,3 por mil em 2007.

Saúde da Família - em 2002, 4.163 municípios eram atendidos por 16.734 equipes. Já em 2010, 5.275 municípios são atendidos por 31.500 equipes.

Agentes comunitários de saúde - eram 175.463 agentes em 5.076 municípios em 2002. Hoje, são 243.022 agentes em 5.364 municípios.

Equipes de saúde bucal - eram 4.261 em 2002. Hoje, são 20.103 equipes de saúde bucal, que cobrem quase metade da população brasileira.

Serviços de reabilitação - os recursos do Ministério da Saúde destinados ao atendimento de pessoas com deficiência saltou de R$ 129,6 milhões em 2002, para R$ 538,4 milhões em 2009.

SAMU 192 - Hoje, 1.437 municípios são atendidos pelo SAMU, que não existia antes do Governo Lula. São 1.956 ambulâncias que correm o Brasil atendendo casos de urgência.

Assistência farmacêutica - os recursos do Ministério da Saúde destinados para a distribuição de medicamentos no SUS passou de R$ 660,16 milhões em 2002 para R$ 2,36 bilhões em 2010.

Educação

Analfabetismo - a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 11,9% da população, em 2002, para 9,6% em 2009.

Ensino Técnico - o número de Escolas Técnicas Federais cresceu 2 vezes e meia com o Governo Lula. Entre 1909 e 2003 foram construídas 140 Escolas Técnicas e o PT em oito anos deixará 214 novas unidades. Serra e FHC só fizeram 11 escolas.

Prouni - com o Prouni, 748,7 mil jovens de baixa renda receberam bolsas de estudos para entrar no ensino superior. Com FHC e Serra, o Prouni não existia.

Universidades Federais - Lula e Dilma criaram 15 novas Universidades Federais, e até o final de 2010 terão inaugurado 124 novos campi, a maioria pelo interior do país. Serra e FHC só criaram 1 Universidade, em função da criação do Estado de Tocantins.

Matrículas no ensino superior - o número de matrículas no ensino superior cresceu 63% entre 2003 e 2009, passando de 3,94 milhões para 6,44 milhões.

Educação especial - o número de salas de aula com recursos multifuncionais para atender alunos com deficiência passou de 250 em 2005 para 10.000 em 2009.

Orçamento do MEC - o orçamento total do MEC no Governo FHC (1995-2002) foi de R$ 214,8 bilhões. Já no Governo Lula (2002-2010), os recursos destinados ao Ministério somam R$ 517,2 bilhões.

Alunos inscritos no ENEM - no Governo FHC, 4,35 milhões de estudantes prestaram a prova do ENEM. Com o Governo Lula, a prova passou a ser utilizada como porta de entrada do Prouni e das Universidades Federais. Com isso, o número de estudantes que fizeram a prova foi para 21,93 milhões (2003-2009).

Alimentação escolar - o número de estudantes que recebem alimentação na escola saltou de 36,9 milhões, em 2002, para 47,0 milhões em 2009.

Segurança Pública

Investimentos federais - os recursos destinados para a Segurança Pública pelo Governo Federal eram de R$ 906,9 milhões em 2002, último ano do Governo FHC. Em 2010, último ano do Governo Lula, serão mais de R$ 3,3 bilhões.

Política urbana

Investimentos em Habitação - os recursos aplicados em habitação eram R$ 7,0 bilhões em 2002. Em 2009, foram R$ 63,3 bilhões.

Minha Casa, Minha Vida - o Governo Lula criou o
"Minha Casa, Minha Vida", que vai construir 1 milhão de moradias - a maior parte destinada para a população mais pobre. No Governo FHC, não existia nenhum grande programa de habitação popular.






domingo, 4 de setembro de 2011

NATO contaminando as águas da Líbia com urânio empobrecido

Por Leonor en Libia


Parte dos crimes de guerra da Otan são a poluição das reservas de água. Este vídeo termina, porque nós temos "cut-off '.

Enviado em 02 de setembro de 2011 por coto2admin




Tradução do texto: google tradutor


EUA usando o urânio empobrecido em “intervenção humanitária”

Press TV
27 mar 2011

Apenas alguns dias depois dos ataques norte-americana na Líbia, tem havido relatos de 45 £ 2.000 bombas contendo urânio empobrecido sendo caiu sobre a Líbia por os EUA B-2s nas primeiras 24 horas após o ataque. stopwar.org

David Wilson da Stop the War Coalition, diz que as bombas maciças, junto com os mísseis de cruzeiro lançados de aviões britânicos e franceses e navios, todos de urânio contido empobrecido (DU) ogivas.

Vice-almirante William E. Gortney, diretor do Estado-Maior Conjunto no Pentágono, no entanto, diz que não tem conhecimento de qualquer uso de munições de urânio empobrecido na Líbia e que apenas munições convencionais foram usados
​​por aviões dos EUA.

"Os jatos de fabricação britânica Harrier usado por forças aéreas britânicas naval e também por pilotos da Marinha dos EUA, são freqüentemente equipados com pod-montados canhões que disparam 20 milímetros conchas conchas que muitas vezes têm projéteis de urânio destinada a penetrar armaduras pesadas", diz o jornalista americano Dave Lindorff. thiscantbehappening.net

DESTAQUES
Em 17 de março de 2011, o governo dos EUA agiu rapidamente para pressionar por uma Nações Unidas Resolução do Conselho de Segurança apelando a uma "zona de exclusão aérea" e de intervenção na Líbia. Citando "preocupação humanitária iminente", um dos EUA e seus aliados lançaram ataques bater as defesas aéreas da Líbia e as forças terrestres.

A zona de exclusão aérea sobre a Líbia é dito ter custado mais de US $ 100 milhões para os EUA em mísseis sozinho.

Todd Harrison, um membro sênior do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamental, disse em 21 de março que os custos dos EUA poderia "facilmente passar a marca de US $ 1 bilhão com essa operação, independentemente de quão bem as coisas vão".

Agrupamento Internacional para a Proibição de Armas de Urânio (ICBUW) diz que "está preocupado que o uso atual dos EUA Marine Corps AV-8B Harrier aeronaves de ataque ao solo pode levar à contaminação DU deve ser implantado seu canhão contra alvos terrestres. ICBUW também está preocupado que o potencial de contaminação podem aumentar significativamente como o conflito se desenvolve Força Aérea dos EUA A-10 Thunderbolt aeronaves de ataque ao solo são implantados. "

"A maioria das plataformas que o fogo DU são terrestres, embora algumas plataformas aéreas e marítimas com base também têm sido desenvolvidos. O único ar plataformas baseadas atualmente em serviço com os países actualmente envolvidos no conflito são os EUA A-10 Thunderbolt e do AV-8B Harrier ". ICBUW

Fatos e Números
Urânio empobrecido foi usado amplamente em 2003, especialmente em Bagdá, Samara, Mosul e outras grandes cidades iraquianas. pubrecord.org

Enquanto o Pentágono continuou a afirmar, contra toda a evidência científica, que não há perigo representado pelo urânio empobrecido, as tropas dos EUA no Iraque teria sido instruídos a evitar sites onde essas armas foram usadas. pubrecord.org

Cidades no Iraque, onde armas de urânio empobrecido foram muito utilizadas, como Basra, Samara, Bagdá, Mosul e, provavelmente, especialmente Fallujah, que estava praticamente nivelado em um assalto novembro Marinho 2004, estão mostrando altas taxas de defeitos de nascimento, muitos dos quais, juntamente com invulgarmente altas taxas de leucemia, os médicos especialistas dizem que são emblemáticas de danos da radiação fetal. thiscantbehappening.net

Há relatos de um aumento dramático na incidência de bebês deformados ter nascido na cidade de Fallujah, onde as armas DU foram largamente utilizado durante o assalto em novembro de 2004 naquela cidade pelos EUA Marines. pubrecord.org

A Universidade de Michigan publicado em dezembro de 2010 constatou que de 547 partos no Hospital Geral de Fallujah, em maio de 2010, seis anos após o all-out assalto dos EUA em que a cidade de 300.000, em que armas de urânio empobrecido foram alegadamente utilizadas amplamente, 15% dos bebês tinha defeitos, uma taxa de natalidade mais de cinco vezes superior à média global de 2-3%. thiscantbehappening.net

Em setembro de 2009, Hospital Geral de Fallujah, com 170 bebês nascidos, 24 por cento dos quais morreram dentro de sua primeira semana de vida. Isso se compara a agosto de 2002, seis meses antes da invasão dos EUA, quando 530 nascidos vivos foram relatados, com apenas seis morrem na primeira semana.

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Carta aberta aos povos da África e do mundo


A Líbia, a África e a Nova Ordem Mundial

– Carta aberta aos povos da África e do mundo

"Carta assinada por mais de 200 africanos eminentes, incluindo Jesse Duarte, membro executivo nacional do African National Congress (ANC), o analista político Willie Esterhuyse da Universidade de Stellenbosch, o antigo ministro da inteligência Ronnie Kasrils, o jurista Christine Qunta, o antigo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Aziz Pahad, o antigo ministro na presidência Essop Pahad, Sam Moyo do African Institute for Agrarian Studies, o porta-voz do ex-presidente Thabo Mbeki, Mukoni Ratshitanga e o poeta Wally Serote". – Concerned Africans Criticise Nato , 24/Agosto/2011

Nós, os signatários, somos cidadãos comuns da África que estão imensamente aflitos e irados por companheiros africanos estarem e terem sido sujeitos à fúria da guerra por potências estrangeiras, as quais repudiaram claramente a nobre e muito relevante visão corporificada na Carta das Nações Unidas.

Nossa acção ao emitir esta carta é inspirada pelo nosso desejo, não de tomar partido mas sim de proteger a soberania da Líbia e o direito do povo líbio de escolher seus líderes e determinar o seu próprio destino.

A Líbia é um país africano.

Em 10 de Março, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana adoptou uma importante Resolução (3) a qual explanava o roteiro para tratar o conflito líbio, consistente com as obrigações da União Africana (UA) sob o Capítulo VIII da Carta da ONU.

Quando o Conselho de Segurança da ONU adoptou a sua Resolução 1973 , estava consciente da decisão da UA a qual fora anunciada sete dias antes.

Ao decidir ignorar este facto, o Conselho de Segurança mais uma vez e conscientemente contribuiu para a subversão do direito internacional bem como para a impugnação da legitimidade da ONU aos olhos do povo africano.


De outras formas desde então, ele ajudou a promover e fortalecer o processo imensamente pernicioso da marginalização internacional da África mesmo em relação à resolução dos problemas do continente.

Contrariando as disposições da Carta da ONU, o Conselho de Segurança da ONU declarou a sua própria guerra à Líbia em 17 de Março de 2011.

O Conselho de Segurança permitiu-se ser informado [apenas] por aquilo que o International Crisis Group (ICG) no Relatório de 6 de Junho de 2011 sobre a Líbia caracteriza como o "mais sensacional relato de que o regime estava a usar a sua força aérea para massacrar manifestantes".

Sobre esta base ele adoptou a Resolução 1973 a qual mandatava a imposição de uma "zona de interdição de voo" sobre a Líbia e resolveu "tomar todas as medidas necessárias ... para proteger civis e áreas populadas por civis sob ameaça de ataque na Jamahiriya Árabe Líbia".

Portanto, em primeiro lugar, o Conselho de Segurança utilizou a questão ainda não resolvida no direito internacional do "direito a proteger", o chamado R2P, para justificar a intervenção militar na Líbia sob o Capítulo VII.


Neste contexto o Conselho de Segurança da ONU cometeu uma lista interminável de ofensas as quais enfatizaram a ulterior transformação do Conselho num instrumento aquiescente dos mais poderosos dos seus Estados Membros.

Portanto o Conselho de Segurança não produziu evidência para provar que a sua autorização da utilização da força sob o Capítulo VII da Carta da ONU era resposta proporcionada e adequada para o que na realidade se havia desenvolvido na Líbia: uma guerra civil.

Ele então procedeu à terciarização (outsource) ou sub-contratação da implementação das suas resolução à NATO, mandatando esta aliança militar para actuar como uma "coligação das vontades".


Ele não estabeleceu qualquer mecanismo e processo para supervisionar o "sub-contratado", para assegurar que ele honrasse fielmente as disposições das suas Resoluções.


Ele não fez qualquer esforço de outras formas para monitorar e analisar as acções da NATO a este respeito.

Ele permitiu o estabelecimento de um legalmente não autorizado "Grupo de Contacto", mais uma "coligação das vontades", o qual deslocou-o como a autoridade que tinha a responsabilidade efectiva de ajudar a determinar o futuro da Líbia.

Para confirmar esta realidade inaceitável, a reunião de 15 de Julho de 2011 do "Grupo de Contacto", em Istambul , "reafirmou que o Grupo de Contacto permanece a plataforma adequada para a comunidade internacional a fim de ser um ponto focal de contacto com o povo líbio, coordenar a política internacional e ser um fórum para discussão de apoio humanitário e pós conflito".

Devidamente autorizado pelo Conselho de Segurança, as duas "coligações de vontade", a NATO e o "Grupo de Contacto", efectivamente e praticamente reescreveram a Resolução 1973.


Dessa forma eles concederam-se poderes a si próprios para abertamente prosseguir o objectivo da "mudança de regime" e portanto para a utilização da força e de todos os outros meios para derrubar o governo da Líbia, objectivos completamente em desacordo com as decisões do Conselho de Segurança da ONU.


Por causa disto, em desrespeito das Resoluções 1970 e 1973 do Conselho de Segurança da ONU, eles atreveram-se a declarar o governo da Líbia ilegítimo e a proclamar o "Conselho Nacional de Transição" baseado em Bengazi como "a autoridade governante legítima na Líbia".


O Conselho de Segurança deixou de responder à pergunta de como as decisões tomadas pela NATO e pelo "Grupo de Contacto" tratam a questão vital de "facilitar o diálogo para levar à reformas políticas necessárias para encontrar uma solução pacífica e sustentável".


As acções dos seus "sub-empreiteiros", a NATO e o "Grupo de Contacto", posicionaram as Nações Unidas como um partido beligerante no conflito líbio, ao invés de ser um pacificador comprometido mas neutro posicionando-se de modo equidistante das facções armadas líbias.

O Conselho de Segurança mais uma vez decidiu deliberadamente repudiar as regras do direito internacional ao conscientemente ignorar as disposições do Capítulo VIII da Carta da ONU relativas ao papel das instituições regionais legítimas.

A guerra de George W. Bush contra o Iraque começou em 20 de Março de 2003.

No dia seguinte, 21 de Março, o jornal britânico The Guardian publicou um artigo abreviado, do eminente neo-conservador estado-unidense Richard Perle, intitulado " Graças a Deus pela morte da ONU ".

Mas a arquitectura global pós Segunda Guerra Mundial para a manutenção da paz e da segurança internacional centrava-se no respeito pela Carta da ONU.

O Conselho de Segurança da ONU deve portanto saber que, pelo menos em relação à Líbia, actuou de uma maneira que resultará, e efectivamente levou, à perda da sua autoridade moral para presidir sobre os processos críticos de alcançar a paz global e a realização do objectivo da coexistência pacífica entre diversos povos do mundo.

Ao contrário das disposições da Carta da ONU, o Conselho de Segurança da ONU autorizou e permitiu a destruição e a anarquia na qual desceu o povo líbio.


No fim de tudo isto:


. muitos líbios morreram e foram mutilados

. muita infraestrutura terá sido destruído, empobrecendo mais o povo líbio
. a amargura e a animosidade mútua entre o povo líbio terá sido mais fortalecida
. a possibilidade de chegar a um acordo negociado, inclusivo e estável ter-se-á tornado muito mais difícil
. a instabilidade terá sido reforçada entre os países vizinhos da Líbia, . especialmente os países do Sahel africano, tais como o Sudão, Chade, Níger, Mali e Mauritânia
. a África herdará um desafio muito mais difícil para tratar com êxito da questão da paz e da estabilidade e, portanto, da tarefa do desenvolvimento sustentado
. aqueles que intervieram para perpetuar a violência e a guerra na Líbia terão a possibilidade de estabelecer os parâmetros dentro dos quais os líbios terão a possibilidade de determinar o seu destino e, mais uma vez portanto, constrangerão o espaço para os africanos exercerem o seu direito à auto-determinação.

Como africanos baseámos o nosso futuro como actores relevantes num sistema equitativo de relações internacionais na expectativa de que as Nações Unidas na verdade serviriam como "fundamento da nova ordem mundial".

O Relatório ICG a que nos referimos diz:

"A perspectiva para a Líbia, mas também para a África do Norte como um todo, é cada vez mais agourenta, a menos que algum caminho possa ser encontrado para induzir os dois lados no conflito armado a negociarem um compromisso permitindo uma transição ordeira para um estado pós Kadafi, pós Jamahiriya que tenha legitimidade aos olhos do povo líbio. Uma ruptura política é de longo o melhor caminho de saída da custosa situação criada pelo impasse militar..."

Quando Richard Perle escreveu em 2003 acerca do "fracasso abjecto das Nações Unidas", ele estava a lamentar a recusa da ONU em submeter-se ao ditado da única super-potência mundial, os EUA.

A ONU tomou esta posição porque era consciente e era inspirada pela sua obrigação de actuar como uma verdadeira representante de todos os povos do mundo, consistente com as palavras de abertura da Carta da ONU – "Nós os povos nas Nações Unidas..."

Contudo, tragicamente, oito anos depois, em 2011, o Conselho de Segurança da ONU abandonou seu compromisso com esta perspectiva.

Punido pela humilhante experiência de 2003, quando os EUA demonstraram que poder é direito, ele decidiu que era mais conveniente submeter-se às exigências do poderosos ao invés de honrar sua obrigação de respeitar o imperativo de defender a vontade dos povos, incluindo as nações africanas.

Dessa forma ele comunicou a mensagem de que se tornou não mais do que um instrumento nas mãos e ao serviço dos mais poderosos dentro do sistema de relações internacionais e portanto do processo vital do ordenamento pacífico dos assuntos humanos.

Como africanos não temos opção excepto defender e reafirmar nosso direito e dever de determinar nosso destino na Líbia e por toda a parte no nosso continente.

Pedimos que todos os governos, por toda a parte do mundo, incluindo a África, os quais esperam respeito genuíno pelos governados, tais como nós, actuem imediatamente para afirmar "o direito pelo qual todas as nações podem viver em dignidade".


Pedimos que:


. a guerra de agressão da NATO na Líbia cesse imediatamente

. a UE seja apoiada para implementar seu Plano para ajudar o povo líbio a alcançar paz, democracia, prosperidade partilhada e reconciliação nacional numa Líbia unida

. o Conselho de Segurança da ONU deve actuar imediatamente para desempenhar suas responsabilidades tal como definidas na Carta da ONU.


Aqueles que hoje trouxeram uma chuva mortal de bombas à Líbia não deveriam iludir-se a si próprios acreditando que o silêncio aparente dos milhões de africanos significa a aprovação da África à campanha de morte, destruição e dominação que tal chuva representa.


Estamos confiantes em que amanhã emergiremos vitoriosos, apesar da busca de poder mortal dos mais poderosos exércitos do mundo.


A resposta que devemos dar na prática, e como africanos, é – quando e de que modos actuaremos resolutamente e significativamente para defender o direito dos africanos da Líbia a decidirem seu futuro e portanto o direito e o dever de todos os africanos a determinarem o seu destino.


O Roteiro da União Africana permanece o único caminho de paz para o povo da Líbia.




Esta carta aberta foi publicada primeiramente pelo Pambazuka News em 09/Agosto/2011. Cf. Peace and Security Council of the African Union, " AU Calls for Inclusive Transitional Government in Libya " (MRZine, 26 August 2011). O original encontra-se em http://mrzine.monthlyreview.org/2011/libya270811.html Esta carta aberta encontra-se em http://resistir.info/ .

Obs.: Agradeço informações de Fada do bosque


A indústria do medo agora explora o islã



Medo S/A: A rede da islamofobia nos Estados Unidos



Em 22 de julho um homem plantou uma bomba em um prédio governamental de Oslo, que matou oito pessoas. Algumas horas depois da explosão, ele atirou e matou 68 pessoas, a maioria adolescentes, num acampamento da juventude do Partido do Trabalho da Noruega, na ilha de Utoya.

Ao meio-dia, comentaristas da TV americana especulavam sobre quem tinha perpetrado o maior massacre da história norueguesa desde a Segunda Guerra Mundial. Várias empresas de mídia, inclusive o New York Times, o Washington Post e a [revista] Atlantic especularam sobre uma conexão da Al Qaeda e uma motivação ‘jihadista’ por trás dos ataques. Mas na manhã seguinte estava claro que o matador era um homem branco de 32 anos de idade, de cabelos loiros e olhos azuis, um norueguês de nome Anders Breivik. Ele não era um muçulmano, mas se descreve como um conservador cristão.

De acordo com seu advogado, Breivik assumiu responsabilidade pelo que chamou de ações “abomináveis mas necessárias”. Em 26 de julho, Breivik disse a um juiz que a violência era “necessária” para salvar a Europa do marxismo e da islamização. Em seu manifesto de 1.500 páginas, que detalhou meticulosamente seus métodos de ataque e o objetivo de inspirar outros à violência extremista, Breivik promete “operações brutais e de tirar o fôlego que vão resultar em baixas” na sua alegada luta contra “a colonização islâmica da Europa”.

O manifesto de Breivik contém numerosas notas e citações a blogueiros e comentaristas norte-americanos, mencionados como especialistas na “guerra do islã contra o Ocidente”. Este pequeno grupo de indivíduos e organizações anti-muçulmanas é obscuro para a maioria dos norte-americanos, mas tem grande influência no debate político nacional e internacional. Os nomes deles são celebrados dentro de comunidades que estão ativamente se organizando contra o islã e transformando os muçulmanos em alvos nos Estados Unidos.

Breivik citou em seu manifesto, por exemplo, Robert Spencer, um dos acadêmicos da desinformação anti-muçulmana sobre o qual falamos neste relatório, e o seu blog, Jihad Watch, 162 vezes. O site de Spencer, que “monitora tentativas do islã radical de subverter a cultura ocidental”, se orgulha de outro membro da rede de islamofobia dos Estados Unidos, David Horowitz, do site Freedom Center. Pamela Geller, frequente colaboradora de Spencer, e seu blog, Atlas Shrugs, foi mencionada 12 vezes [no manifesto de Breivik].

Geller e Spencer são co-fundadores da organização Stop Islamization of America, um grupo cujas ações e retórica foram definidas pela Anti-Defamation League como “promotoras de uma agenda conspiratória anti-muçulmana sob o disfarce de lutar contra o islã radical. O grupo busca despertar medo público com consistente vilificação da fé islâmica e promovendo a existência de uma conspiração islâmica para destruir ‘valores americanos’”. Baseados no número de citações e referências feitas por Breivik aos escritos destes indivíduos, fica claro que ele leu e se baseou na ideologia de ódio anti-muçulmano de um número de homens e mulheres que citamos neste relatório e num punhado de acadêmicos e ativistas que trabalham juntos para criar e promover desinformação sobre muçulmanos.

Se é verdade que estes blogueiros e comentaristas não são responsáveis pelos ataques mortais de Breivik, seus escritos sobre o islã e o multiculturalismo parecem ter ajudado a criar a visão de mundo do solitário atirador norueguês, que vê o islã em guerra com o Ocidente e o Ocidente precisando se defender. De acordo com o ex-agente da CIA e consultor sobre terrorismo Marc Sageman, assim como o extremismo religioso “é a infraestrutura sobre a qual emergiu a Al Qaeda”, os escritos destes especialistas em desinformação anti-muçulmana são “a infraestrutura sobre a qual Breivik emergiu”. Sageman acrescenta que a retórica deles não é “custo zero”.

Estes comentaristas e blogueiros, no entanto, não são os únicos membros da infraestrutura da islamofobia. O manifesto de Breivik também cita institutos, como o Center for Security Policy, o Middle East Forum e o Investigative Project on Terrorism — três organizações das quais tratamos neste relatório. Juntos, este grupo de indivíduos e organizações manufaturam ou exageram as ameaças da “sharia”, a dominação islâmica do Ocidente e a suposta promoção de violência obrigatória contra os não-muçulmanos feita no Corão.

Essa rede do ódio não é nova nos Estados Unidos. Na verdade, sua habilidade para organizar, coordenar e disseminar sua ideologia através de organizações de base cresceu dramaticamente nos últimos dez anos. Além disso, sua capacidade de influenciar os discursos políticos e a criação de temas divisivos para as eleições de 2012 tornou corrente uma retórica que antes era da minoria extremista.

E tudo começa com o dinheiro que flui de um grupo de fundações. Um pequeno grupo de fundações e doadores ricos são os responsáveis pela rede de islamofobia nos Estados Unidos, providenciando o financiamento crítico para um grupo de institutos de direita que vendem ódio e medo de muçulmanos e do islã na forma de livros, relatórios, sites, blogs e um discurso cuidadosamente preparado para as organizações de base anti-islã e para alguns grupos religiosos que usam isso como propaganda para seus seguidores.

Algumas destas fundações e doadores ricos também dão fundos diretamente para organizações de base anti-islã. De acordo com nossa análise, aqui estão os sete principais contribuintes para promover a islamofobia em nosso país:

Donors Capital Fund
Fundações Richard Mellon Scaife
Fundação Lynde e Harry Bradley
Fundações e Fundo de Benemerência Newton D. & Rochelle F. Becker
Fundação Russell Berrie
Fundo de Benemerência Anchorage e Fundo da Família William Rosenwald
Fundação Fairbrook

Juntos, estes grupos de benemerência deram U$ 42,6 milhões para os institutos de islamofobia entre 2001 e 2009 — financiamento que apoia acadêmicos e especialistas que estão no próximo capítulo de nosso relatório, além de organizações de base mencionados no capítulo 3.

E o que esse dinheiro financia? Bem, aqui está um dos casos: em julho passado, o ex-líder da Câmara dos Deputados Newt Gingrich alertou uma audiência de conservadores no American Enterprise Institute que a prática islâmica da sharia era “uma ameaça mortal à sobrevivência da liberdade nos Estados Unidos e no mundo como o conhecemos”. Gingrich foi adiante para dizer que “a sharia em sua forma natural tem princípios e punições que são totalmente abomináveis para o mundo ocidental”.

A sharia, ou código religioso muçulmano, inclui práticas como a benemerência, as orações ou a honra em relação aos pais — preceitos virtualmente idênticos aos do cristianismo ou judaísmo. Mas Gingrich e outros conservadores promovem noções alarmantes sobre uma religião de 1.500 anos por uma variedade de sinistros motivos políticos, financeiros ou ideológicos. Em sua fala naquele dia, Gingrich copiou a linguagem do analista conservador Andrew McCarthy, que co-escreveu um relatório que descreve a sharia como “a proeminente ameaça totalitária de nosso tempo”. Tais similaridades não são acidentais. É só ver qual foi a organização que difundiu o relatório de McCarthy: o acima citado Center for Security Policy, que é uma central da rede anti-muçulmana e promotor ativo da mensagem anti-sharia e da retórica anti-islâmica.

Na verdade, o CSP é uma fonte-chave de políticos direitistas, comentaristas e organizações de base, produzindo para elas uma torrente de relatórios que distorcem o islã e providenciando alertas sobre os perigos representados pelo islã e pelos muçulmanos norte-americanos. Operando sob a liderança de Frank Gaffney, a organização é financiada por um pequeno grupo de fundações e doadores que tem profundo conhecimento de como influenciar a política dos Estados Unidos promovendo ameaças alarmantes à nossa segurança nacional. A CSP divide este negócio lucrativo com outras organizações anti-islã, como a Stop Islamization of America e Society of Americans for National Existence. Muitos dos líderes destas organizações são bem treinados na arte de despertar a atenção da mídia, especialmente da Fox News, das páginas editoriais do Wall Street Journal, do Washington Times e de uma variedade de sites de direita e de emissoras de rádio.

Experts em desinformação como Gaffney são consultores ou trabalham para organizações direitistas de base como ACT! for America e o Eagle Forum, assim como grupos religiosos como Faith and Freedom Coalition e American Family Association, que espalham a mensagem. Falando em conferências, escrevendo em sites ou dando entrevistas em emissoras de rádio, estes especialistas atacam o islã e espalham suspeição sobre os muçulmanos norte-americanos. Muito da propaganda feita por eles é usada em campanhas de arrecadação de organizações de base e de grupos religiosos de direita. O dinheiro que eles arrecadam entra no processo político e ajuda a financiar políticos que fazem eco aos alertas alarmistas ou financia ataques anti-muçulmanos.

Estas campanhas fazem relembrar os episódios mais obscuros da história dos Estados Unidos, nos quais minorias religiosas, étnicas e raciais foram discriminadas e perseguidas. De católicos a mórmons, de japoneses-americanos a imigrantes europeus, de judeus a afro-americanos, a história dos Estados Unidos é uma luta para colocar em prática os ideais fundadores. Infelizmente, os muçulmanos e o islã são o mais recente capítulo numa longa luta contra a exploração de bodes espiatórios baseada em religião, raça ou crença.

Devido em parte à campanha deste pequeno grupo de indivíduos e organizações, o islã é agora a religião que desperta as opiniões mais negativas nos Estados Unidos. Somente 37% dos americanos tem uma opinião favorável do islã: o pior nível desde 2001, de acordo com uma pesquisa da ABC News/Washington Post de 2010. De acordo com uma pesquisa da revista Time de 2010, 28% dos eleitores norte-americanos acreditam que muçulmanos não deveriam ter assento na Suprema Corte e quase um terço do país acha que os seguidores do islã deveriam ser barrados de disputar a Casa Branca.



fonte: viomundo, nation of change
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