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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Futuro?


Quantas vidas vamos ter, para o futuro que vai vir?

Quantos ainda vão morrer?


Até quando você vai fechar os olhos para não ver o óbvio?

Israel usa arma de som para dispersar os palestinos

LRAD (Dispositivo Acústico de Longo Alcance) é uma arma acústica, produzidas pela American Technology Corporation em os EUA. Principal 2 usa, a emissão de mensagens de difusão e sons dolorosos. É usado em situações de guerra e para controlar fluxos de pessoas. A atual versão 1000 LRAD pode emitir um som de 151 decibéis a uma distância de 1 metro e transmitir instruções para distâncias de até 1.200 metros. O dispositivo é circular, tem um diâmetro de 83 centímetros e pesa 29 kg. Na foto, uma dessas armas acústicas fotografada em uma manifestação na Califórnia.


O Exército israelense usou uma nova arma de som hoje para dispersar manifestantes palestinos, um sistema revolucionário que faz parte do equipamento não-letal adquiridos para a candidatura da Palestina à ONU.

O "Scream" ou "Scream" foi usado hoje na passagem de Qalandia, entre Ramallah e Jerusalém, para dispersar os jovens que tinham queimado alguns pneus nas ruas levando ao posto de controle israelense.

De acordo com a agência de notícias palestina Wafa, em segundo o ruído emitido pela nova arma "desestabilizou" os manifestantes, muitos deles "caíram de joelhos."

O dispositivo, que é capaz de transferir até bonés, também provoca tonturas e náuseas, e pode até causar danos irreversíveis ao aparelho auditivo, nos casos de exposição prolongada.

O efeito da nova arma rapidamente dispersou os manifestantes e foi capaz de confirmar Efe pneus em chamas no local na estrada principal de acesso à passagem, a principal entre as duas cidades.

Dezenas de pessoas, segundo a agência palestina, foram danificados pelos efeitos de "Scream" e um está em estado grave pelo impacto de um botijão de gás em um olho.

O Exército de Israel gastou mais de 100 milhões de shekels nos últimos meses na aquisição de todos os tipos de equipamentos de choque, de novo e melhorado granadas de gás lacrimogéneo que emitem um odor fétido desagradável, através de bolas e balas de borracha.

A polícia israelense também, que, ao contrário do Exército é responsável pela segurança em Jerusalém e em áreas habitadas por população árabe de Israel, informou a compra de grandes quantidades destas equipas.

Com eles, Israel quer evitar mortes de civis palestinos e que os níveis de apoio à candidatura da ONU para se transformar em um confronto armado, como aconteceu durante a Segunda Intifada em setembro de 2000.



Como o mundo inteiro está voltado para a causa Palestina em decorrência da Assembléia Geral da ONU, Israel resolveu em vez de matar, torturar
um "pouquinho" o povo palestino atravéz dessa "maravilhosa máquina moderna" feita sob encomenda pelos "irmãos americanos". (Burgos Cãogrino)



Fonte: cubadebate
tradução: google

Brasil na ONU - O recado foi dado


Dilma deixa claro que o Brasil é a favor do Estado da Palestina, que o Brasil é contra as intervenções Imperialistas.

Comparando o discurso de Dilma com o do Barack Obama fica evidente que nessa Assembléia Geral da ONU será um divisor de águas, ou a ONU toma uma providência no sentido de buscar uma solução justa para resolver os problemas do mundo ou deixa de existir como entidade representativa dos povos do mundo perante a opinião pública .

Barack Obama deixa claro as suas contradições, apóia intervenções em outros países mas no caso Israel e Palestina lava as mãos como se fosse Pôncio Pilatos, deixando claro que o mundo não deve se intrometer e nem defender a Palestina das atrocidades de Israel.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

A historia da invasão sionista na Palestina



reproduzido do Blog Jader Resende

Muito obrigado Jader

Israel esconde do mundo as atrocidades que comete contra o Povo Palestino


Israel testa novas armas na população da Faixa de Gaza

Médicos denunciam que Israel testa suas novas armas na população da Faixa de Gaza, provocando mutilações, queimaduras e ferimentos


O garoto de 13 anos joga futebol com os amigos na tarde ensolarada. De repente, aviões israelenses surgem no céu. Os meninos não têm tempo nem de correr: um míssil cai sobre eles.

A ambulância chega rapidamente e os leva ao hospital Al-Shifa, o maior da Cidade de Gaza, a capital da Faixa de Gaza. Alguns dos garotos estão inconscientes. Outros estão mortos.

Dias depois, o médico Ayman Al Sahbani, diretor do departamento de emergências do hospital, mostra o menino de 13 anos na cama de um cubículo cheio de aparelhos médicos. Vários pontos do corpo, todo coberto por faixas brancas, estão plugados nos aparelhos. Uma perna apoia-se numa espécie de mesinha de ferro. Os braços estendem-se ao lado do corpo. Só os braços. As mãos foram perdidas no ataque israelense.

“Quando o pessoal do socorro o trouxe, pensei que ele estivesse morto. Então o ouvi gritar: ‘Ai, mamãe!’. Levei-o de imediato para a sala de cirurgia e o operei. Várias vezes. Já faz cinco dias, e ele continua vivo. Tem queimaduras terríveis e estilhaços de metal por todo o corpo. Será que vai poder jogar futebol de novo? Não tenho ideia.”

Ninguém sabe quem é o garoto. E essa é uma situação comum nos hospitais. Os feridos chegam, queimados, mutilados, os corpos perfurados por pedaços de metal, e são atendidos por médicos e enfermeiros exaustos, angustiados, tentando fazer com que o pouco material de que dispõem seja suficiente para todos.

Novas armas


Ali, no setor de emergência cheirando a antisséptico, o ruído dos ventiladores mistura-se ao bipe dos monitores e aos passos apressados dos profissionais cuja tarefa é salvar as vidas daqueles que chegam. A identidade dos feridos é o que menos importa nessa hora.

“As vítimas, em sua maior parte, são mulheres e crianças”, explica o médico Al Sahbani. “Vítimas civis”, ressalta. “Chegam aos pedaços, alguns queimados de tal modo que se tornam irreconhecíveis. Há 20 crianças aqui, com ferimentos que nunca vi, nem na Operação Chumbo Fundido, quando observei pela primeira vez as queimaduras provocadas pelo fósforo branco. As armas de agora são piores, causam lesões terríveis, despedaçam pés, pernas, mãos, enchem os corpos com centenas de pequenas peças de metal.”

Operação Chumbo Fundido foi o nome dado aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que causaram cerca de 1.500 mortes, em sua grande maioria, de civis.

Al Sahbani continua, depois de uma pausa: “Meu filho de 11 anos me pergunta por que isso acontece, por que Israel nos ataca assim. O que posso responder a ele?”.

Uma das respostas possíveis seria cruel demais para uma criança: Israel está testando, mais uma vez, suas novas armas em alvos vivos. Em seres humanos que há mais de 60 anos vivem sob ocupação israelense, e que antes disso sofreram massacres e expulsões, e viram suas casas e cidades serem destruídas ou tomadas por grupos paramilitares sionistas.

Como lembrou o diretor do departamento de emergências do hospital Al-Shifa, não é a primeira vez que essas substâncias são experimentadas na população de Gaza. Israel admitiu o uso do fósforo branco em 2006 e em 2008- 2009, na Operação Chumbo Fundido. O que os sionistas não contaram, porém, foi a adição de metais tóxicos ao fósforo branco.

Metais cancerígenos


Mas o New Weapons Committee (NWRG), grupo de pesquisadores, acadêmicos e profissionais de mídia que estuda os efeitos das novas tecnologias de guerra, descobriu e divulgou. Embora a mídia corporativa não tenha dito uma única palavra sobre isso, o relatório do NWRG foi publicado em maio de 2010 e está à disposição de quem quiser consultá-lo: www.newweapons.org/files/20100511pressrelease_eng.pdf.

De acordo com o informe, análises em tecidos humanos enviados ao comitê por médicos de Gaza, retirados de “ferimentos provocados por armas que não deixam fragmentos nos corpos das vítimas”, encontraram “metais tóxicos e cancerígenos, capazes de produzir mutações genéticas. [...] Isso mostra que foram utilizadas armas experimentais, cujos efeitos ainda são desconhecidos”.

A pesquisa seguiu dois estudos anteriores do NWRG. O primeiro, publicado em 17 de dezembro de 2009, estabeleceu a presença de metais tóxicos em áreas ao redor das crateras provocadas pelo bombardeio israelense na Faixa de Gaza. O último, publicado em 17 de março de 2010, apontou a presença de metais tóxicos em amostras de cabelo de crianças da região.

Ambos indicam contaminação ambiental, agravada pelas condições de vida naquele território, que propiciam o contato direto com o solo. Os abrigos expostos ao vento e à poeira, devido à impossibilidade de reconstrução das moradias – Israel não permite a entrada de materiais de construção e ferramentas necessárias – também facilitam o contato com as substâncias tóxicas espalhadas no ambiente.

Danos à saúde

O trabalho, realizado pelos laboratórios das universidades Sapienza de Roma (Itália), Chalmers (Suécia) e Beirute (Líbano), foi coordenado pelo NWRG e comparou 32 elementos encontrados nos tecidos das vítimas. “A presença de substâncias tóxicas e cancerígenas nos metais detectados nos ferimentos é relevante e indica riscos diretos para os sobreviventes, além da possibilidade de contaminação ambiental”, diz o relatório.

“Alguns dos elementos encontrados são cancerígenos (mercúrio, arsênio, cádmio, cromo, níquel e urânio); outros são potencialmente carcinogênicos (cobalto e vanádio); e há também substâncias que contaminam fetos (alumínio, cobre, bário, chumbo e manganês). Os primeiros podem produzir mutações genéticas, os segundos podem ter o mesmo efeito em animais (ainda não há comprovação em seres humanos), os terceiros têm efeitos tóxicos sobre pessoas e podem afetar também o embrião ou o feto em mulheres grávidas”, alerta o documento.

Há mais, segundo o relatório de 2010: “Todos os metais, encontrados em quantidades elevadas, têm efeitos patogênicos em humanos, danificando os órgãos respiratórios, o rim, a pele, o desenvolvimento e as funções sexuais e neurológicas”.

Paola Manduca, professora e pesquisadora de genética da Universidade de Gênova e porta-voz do NWRG, comentou, referindo-se às análises do material recolhido em 2006 e 2008-2009: “Concentramos nossos estudos nos ferimentos provocados por armas que, segundo os médicos de Gaza, não deixavam fragmentos. Queríamos verificar a presença de metais na pele e na derme.
Suspeitava- se que esses metais estivessem presentes nesse tipo de armas [que não deixam fragmentos], mas isso nunca tinha sido demonstrado. Para nossa surpresa, mesmo as queimaduras provocadas por fósforo branco contêm alta quantidade de metais. Além disso, a presença desses metais nas armas implica que eles se dispersaram no ambiente, em quantidades e com alcance desconhecidos, e foram inalados pelas vítimas e por aqueles que testemunharam os ataques. Portanto, constituem um risco para os sobreviventes e para as pessoas que não foram diretamente atingidas pelo bombardeio”.

Testes bélicos

Um risco de longo alcance: um dos metais utilizados, o urânio, radioativo, é utilizado em usinas nucleares e na produção de bombas atômicas. Ele tem vida útil de aproximadamente 4,5 bilhões de anos (urânio 238) e 700 milhões de anos (urânio 235).

Em relação aos ataques atuais, de agosto de 2011, pesquisadores do NWRG comentaram, ao ver imagens de feridos, transmitidas por uma estação de TV de Gaza, que o exército israelense parecia utilizar as mesmas armas da Operação Chumbo Fundido. Engano. As de agora são mais devastadoras, segundo o médico Ayman Al Sahbani, do hospital Al-Shifa.

E permitem concluir que a nova investida contra Gaza não está ligada apenas à tentativa de tirar os indignados israelenses dos noticiários ou de deter os foguetes que brigadas como a Jihad Islâmica atiram no sul de Israel. Os ataques também servem ao propósito de observar os efeitos da mistura de novas substâncias, às quais se acrescentou a tecnologia das bombas de fragmentação.

O médico Al-Sahbani deplora a situação, pedindo que o mundo todo conheça o drama de Gaza e faça algo para detê-lo. “Somos humanos e só queremos viver com liberdade, trabalhar corretamente, ver nossos filhos crescerem livres, como em outros países”, declara. “Em outros países, as crianças jogam futebol, nadam em piscinas sem o risco de ser bombardeadas, amputadas e mortas, como acontece em Gaza. Que tipo de vida é esse para uma criança?”

As forças armadas de Israel utilizam bombas químicas de fósforo branco (como as da foto acima), que são proibidas pela Convenção de Genebra de 1980 devido às graves queimaduras que causa nas pessoas situadas em seu raio de alcance. Esta substância provoca queimaduras diferentes das do fogo que conhecemos, ela penetra na pele e chega até os órgãos internos, queimando tudo. Estas bombas tem efeitos devastadores, pois a Faixa de Gaza é uma das regiões mais densamente povoadas do Planeta.
Israel está cometendo crimes de guerra terríveis que devem ser repudiados por toda humanidade.


Fonte: Brasil de Fato, Vermelho.org, ujccuritiba.info

Porque Israel tem medo que seja reconhecido o Estado da Palestina?

Se o Estado da Palestina for aprovado pela Assembléia Geral da ONU, Israel será levado ao Tribunal Internacional de Haia para responder por todos os crimes cometidos ao povo palestino.



Exército de Israel está em "ALERTA MÀXIMO"

Israel mostra nervosismo diante de reivindicação palestina

Israel mostrou, nesta terça-feira (20), grande nervosismo ante a ofensiva diplomática palestina na ONU, e disse que suas forças de segurança completaram treinamentos antimotins e um plano destinado supostamente a neutralizar reações nos territórios ocupados.


Segundo o diário The Jerusalem Post, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apresentou uma lista do que ele chamou de "gestos de boa vontade" frente à avalanche de críticas estrangeiras e nacionais por sua relutância a respeito do rechecimento, na ONU, de um Estado independente palestino.

Na véspera da votação prevista para sexta-feira, os israelenses têm reduzido as operações de suas forças de ocupação dentro das cidades e aldeias palestinas, no território definido como Área A, que está sob total controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

No entanto, os sionistas deixaram aberta a possibilidade de executar ataques e outras ações repressivas em caso de "iminente ataques terroristas", um termo usado para se referir à resistência.

O plano - que seria aplicado em um cenário previsível de fracasso da iniciativa palestina devido ao já antecipado veto dos EUA no Conselho de Segurança - concede permissão para projetos de construção na área C e mais liberdade de movimento na Cisjordânia.

Esta zona está sob administração militar e civil de Israel, mas a ANP preparou cerca 20 projetos que planeja executar nessa área, caso prospere seu pedido de reconhecimento como um estado de pleno direito na ONU.

Paralelamente, o comando central do exército israelense continua em "alerta máximo" por eventuais protestos palestinos, e desenvolveu um programa de segurança individual para os colonos que vivem em assentamentos judeus ilegais na Cisjordânia.

Além de coordenar ações com as forças de segurança palestinas para minimizar as manifestações na Cisjordânia, o primeiro-ministro israelense propôs ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, a retomada das negociações diretas na sede da ONU em Nova York.

No entanto, Netanyahu e seu gabinete descartaram que, em eventuais negociações com a liderança palestina, renunciem à exigência de que se reconheça Israel como Estado do povo judeu - o que Abbas rejeita, porque laceraría o direito de retorno de milhões de refugiados à sua pátria.

Fonte: Prensa Latina

O Brasil apóia a Palestina


20 de Setembro de 2011

“Estar aqui neste momento é uma honra”, diz Socorro Gomes


Uma delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP), liderada pela presidente da entidade, a brasileira Socorro Gomes, está em missão na Palestina. Doze organizações de 10 países integram o grupo. Para o CMP, trata-se de um momento histórico e único, diante dos fatos e do que está em jogo.
A presidente do CMP, Socorro Gomes, reunida com lideranças locais / crédito: divulgação CMP

Amanhã (21), começará a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defenderá a criação do Estado palestino, com base nas fronteiras estabelecidas antes da guerra de 1967.

“Estar aqui neste momento histórico é uma honra. Poder acompanhar os fatos em terras palestinas neste setembro de 2011 é de grande importância”, reforçou a presidente do CMP.

Para ela, a presença no território que é alvo de disputa representa o compromisso político da entidade mundial com a luta do povo palestino. Durante a visita, ela enfatizou que a decisão de levar o reconhecimento do Estado da Palestina à Assembleia das Nações Unidas possui amplo apoio entre as nações do mundo, o que demonstra o isolamento de Israel e de seu aliado, os Estados Unidos.

“A comunidade internacional tem a responsabilidade, política e moral, de dar respaldo à demanda do povo palestino para pôr fim ao genocídio e às ocupações”, completou Socorro.
A delegação presente é composta por representantes da Bélgica, Chipre, Estados Unidos, Grécia, Índia, Israel, Panamá, Portugal e Turquia, além do Brasil – presentes em três continentes. Em seu primeiro dia de atividades (ontem), a delegação se concentrou em Ramallah, centro político palestino, e se encontrou com diversos líderes locais como Bassan Salhi, secretário geral do Partido do Povo da Palestina; Hassan Hatib, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina; e representantes do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Encontro do CMP com lideranças na Palestina / crédito: divulgação CMP

Durante os encontros, ficou claro que é unânime entre todas as organizações presentes o fato de que, após 20 anos de negociações realizadas com a presença dos EUA, é chegado o momento de estabelecer nova estratégia, envolver novos atores na negociação para internacionalizar efetivamente o processo.


“É necessário parar imediatamente a ocupação do território e avançar a constituição do Estado da Palestina”, declarou Bassan Salhi.

Já a OLP enfatizou a necessidade de avançar na constituição das instituições e da própria infraestrutura do território. Para a organização, avançar nesse sentido colocará a luta em outro
patamar.
Delegação do CMP em Ramallah / crédito: divulgação CMP

Ramallah “enfeitada”


Segundo relatos de integrantes da delegação, Ramallah está com suas “esquinas todas enfeitadas com bandeiras e cartazes com motivo da votação na ONU”. O grupo também participou de uma atividade cultural, onde foram apresentadas danças folclóricas e músicas típicas da Palestina.

Hoje, mais de 200 crianças visitarão a representação da Organização das Nações Unidas em Ramallah para entregar cartas que serão enviadas ao secretário-geral da ONU, pedindo que o órgão internacional considere o pedido de criação do Estado.

O momento mais esperado, entretanto, é o discurso do presidente da ANP na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sexta-feira (23). Diversas pessoas acompanharão reunidas em grupos.


Torcida

Para reforçar o apoio do Brasil à causa palestina, Rubens Diniz, em nome do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entregou ao representante da ANP uma camiseta da seleção brasileira de futebol para ser entregue ao presidente Abbas, afirmando que “a torcida brasileira está com a Palestina”.
Diniz, Cebrapaz, entrega camiseta da seleção brasileira para a ANP / crédito: divulgação CMP

“Há amplo apoio de todas as camadas da sociedade brasileira em defesa da constituição do Estado da Palestina, inclusive, há o apoio da presidente Dilma Rousseff, que abrirá a assembleia da ONU defendendo o Estado da Palestina Já”, afirmou Diniz.



Fonte: vermelho.org.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O BRASIL NA VISÃO DOS AMERICANOS


Qual a intenção dos EUA em pesquisar sobre o povo brasileiro?

Estão subestimando nossa inteligência?
Acham que no Brasil só pensamos em futebol e carnaval?

Somos um povo pacífico e solidário, mas com certeza não deixaremos que os EUA continuem a nos explorar e nem tampouco nos humilhar.

Os brasileiros estão acordando, e o EUA não fará do Brasil sua salvação econômica. Não vamos continuar apoiando essa "democracia americana" que vem a muito tempo sugando os países da América do Sul.

(Burgos cãogrino)



O BRASIL E SEU ESTRATÉGICO NIÓBIO




O nióbio serve hoje para manter o domínio tecnológico e a qualidade de vida dos países da OCDE. Sem nióbio não existiriam aços especiais, supercondutores, ligas para os programas espaciais mundo afora; talvez nem aviões a jato ou satélites.

As reservas nacionais medidas de nióbio (Nb2O5) aprovadas pelo DNPM totalizam 212.487.575 t de minério, com teor médio de 2,02%, ou 4.302.248 t de nióbio contido. Elas estão concentradas nos Estados de Minas Gerais (73,11%), Amazonas (25,42%) e Goiás (1,47%).

Analisando o total de reservas nacionais de nióbio, o percentual de participação dos Estados, com relação à soma de suas reservas medida, indicada e inferida, aponta em primeiro lugar o Amazonas, cujas reservas de nióbio representam 87,36% do total do país e estão localizadas no município de São Gabriel da Cachoeira.

Em Minas Gerais, atingem a 12,47%, distribuídas entre os municípios de Araxá (391.993.876 t) e Tapira (21.590.000 t); e em Goiás as reservas de nióbio coluvionar totalizam 0,18%, situadas no município de Ouvidor, com 3.870.047 t, e Catalão, com 1.997.476 t.

Ou seja, das reservas mundiais de mais de 4,4 milhões de toneladas efetivas, o Brasil possui SÓ 4,3 milhões de toneladas, ou 98% do total. Mesmo assim, a produção mundial aproximada de nióbio é de 90% no Brasil e 10% no Canadá.


As maiores jazidas mundiais de nióbio estão no Amazonas (São Gabriel da Cachoeira) e em Roraima (na famosa Reserva Raposa – Serra do Sol).

São Gabriel da Cachoeira está localizada bem próximo à fronteira com a Colômbia. Esse município deteria, de acordo com o próprio governo, 2,9 bilhões de toneladas do minério.

Considerando-se apenas o teor médio nacional de 2,02 %, seriam inimagináveis 58,58 milhões de toneladas do minério que, cotado a US$ 180,00 O QUILO, com alto grau de pureza – 99,9% -, valeriam espantosos US$ 10,544 trilhões. Isso mesmo! Mais de US$ 10,5 TRILHÕES, ou 5 vezes nosso PIB de 2010!

Entendem agora que é muito barato para os EUA gastarem algumas centenas de milhões de dólares na montagem dessa estrutura toda (as bases na Colômbia) e estarem "do lado" de um tesouro dessas proporções?

Agora, o Brasil, sendo virtualmente o único detentor do nióbio no mundo, não deveria estabelecer o preço desse minério no mercado de acordo com seus próprios interesses?

Não deveríamos, ao invés de exportar minério bruto, atrelar o abastecimento mundial desse mineral estratégico à mais ampla transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para a nossa indústria?

Não teríamos, dentro de alguns anos e com maciços investimentos em educação/qualificação profissional, a capacidade de abastecer o mundo com ligas metálicas dos mais variados tipos 100% Made in Brazil?

Na comparação que fazemos sempre entre o petróleo cru no barril e o petróleo já com valor agregado em 40 vezes, um barril equivalente saltaria de US$ 100 para US$ 4 mil.

Como o valor do nióbio é muito mais estratégico para a humanidade que forminhas de plástico para guardar alimentos no freezer, podemos multiplicar essa agregação, digamos, só para dar uma ideia da bobeira brasileira, em mais 5 vezes = 40 x 5 = 200.

Isso se usarmos o metal para fins mais nobres e de alto valor científico do que tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias. Como exemplo, sabemos que o nióbio se converte em um supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas.

Portanto, nessa comparação entre o nióbio bruto e puro com valor agregado em 200 vezes, esse quilo equivalente saltaria de US$ 180 para US$ 36 mil. Assim, nossas reservas de nióbio hoje estimadas em algo como US$ 10,5 trilhões passariam a ser tratadas pelo valor de US$ 2,1 QUADRILHÕES. Esse minério agregado valeria 1 mil vezes o PIB brasileiro de 2010.

A FUNÇÃO DO LEGISLATIVO

Essas opções de recursos também poderão ser desenvolvidas e apresentadas à avaliação do LEGISLATIVO no próximo Congresso Nacional, que poderá criar leis específicas para a destinação de verbas para os 3 Comandos e o Ministério da Defesa já a partir de 2012.

Ressalte-se que o Congresso deverá aprovar uma Lei que vincule a devida aplicação de todos os recursos, impossibilitando cortes futuros de terceiros de modo a não prejudicar, irresponsavelmente, o planejamento e seus empreendimentos construtivos de longo prazo. Outra opção, recentemente levantada, refere-se ao recolhimento direto desses impostos do MD junto aos seus pagadores.

Esse será um enorme progresso e uma vitória para qualquer planejamento a ser feito no Brasil, inclusive sobre os absurdos, irresponsáveis e irrecuperáveis contingenciamentos de projetos (como o do FX-2) sendo feitos desde 2003, e mais ainda sobre os Royalties da MB.

Ressalte-se, por último, que o Projeto de Lei nº 5.520/2001, do ex-Deputado Federal Clementino Coelho (PPS-PE), retira dos municípios e estados produtores de petróleo os benefícios dos Royalties advindos da Plataforma Continental, basicamente, pelo mal uso que vem sendo feito de tão importantes verbas.
Reconhecidamente, os Municípios beneficiários nem de longe aplicam esse dinheiro como deveriam, já que ele não vem sendo empregado em saneamento e melhoria urbana, e muito menos em saúde e políticas sociais.
A maioria apresenta problemas como fraudes, corrupção e tráfico de influência, tudo rezando pela manutenção dos elevados índices de miséria e desajustes sociais de toda ordem.
Passariam a receber tais Royalties o Comando da Marinha, o Ministério da Ciência e Tecnologia e um fundo especial para os Municípios e Estados da federação para distribuição, sob um argumento simples: os recursos naturais pertencem à União e por isso todos os entes da federação deveriam ser beneficiados. Encontra-se hoje arquivado à espera de momento oportuno e interessados, caso seja necessário.


Fonte: http://www.defesabr.com/MD/md_recursos_origem.htm#Niobio
Retirado do site walfredo.net

Geopolítica dos minerais: disputas estratégicas



Esse material é muito interessante sobre as disputas geopolíticas que se armam neste mundo em transição. Marcam o futuro. A China já aponta como “Everest” na matéria. Quanto ao Brasil, a questão do Nióbio é estratégica. Um novo Código mineral está sendo preparado pelo governo, vamos manter em foco de atenção.

Veja



Elementos de risco

O Serviço Geológico Britânico divulgou uma lista de “elementos ameaçados de fornecimento”.

Não é uma lista de elementos raros ou “ameaçados de esgotamento”, mas daqueles elementos mais importantes economicamente com risco de sofrerem quebra na cadeia de fornecimento global.

“A lista dá uma indicação do risco relativo para o fornecimento dos elementos químicos ou grupos de elementos que precisamos para manter nossa economia e nosso estilo de vida,” afirma o órgão britânico, em tom pouco diplomático.

A posição de cada elemento na lista é determinada por fatores que podem impactar sua oferta, incluindo a abundância de cada elemento na crosta terrestre, a localização da produção e das reservas atuais, e a estabilidade política desses locais.

Minerais tecnológicos

Os dados destacam a importância da China na mineração mundial, sobretudo nesta área dos chamados “minerais tecnológicos.

O Brasil está presente entre os elementos com sinal vermelho, graças ao nióbio – o país fornece quase a totalidade do nióbio do mundo, um elemento importante na indústria do aço, eletrônica, supercondutores e até dos experimentos com a fusão nuclear.

A lista é encabeçada por minerais como as terras raras, grupo da platina, o nióbio e o tungstênio.

Segundo os organizadores da lista, não há nenhum risco de esgotamento das reservas de nenhum dos minerais listados, sendo que os maiores riscos ao fornecimento são “fatores de risco humanos” – geopolítica e nacionalismo – e acidentes.


Fonte: Blog do Sorrentino, http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias

/noticia.php?artigo=metais-mais-raros-terra-lista-risco&id=010125110915


domingo, 18 de setembro de 2011

CUBA 50 anos sendo vítima da DITADURA AMERICANA


CUBA - Governo exige em Genebra direito ao desenvolvimento sem bloqueio

Genebra, (Prensa Latina) Cuba reiterou nesta quinta (15) seu compromisso com o desenvolvimento a pesar do bloqueio que por mais de 50 anos mantém os Estados Unidos, em uma intervenção no Conselho de Direitos Humanos (CDH) de Nações Unidas.

O delegado cubano Juan Antonio Quintanilla destacou que o principal obstáculo à realização do direito ao desenvolvimento do povo cubano o constitui o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington.

Constitui uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo um povo, em particular o direito ao desenvolvimento, enfatizou.

Entre seus argumentos, o diplomata indicou que o dano econômico direto ocasionado pelo bloqueio até dezembro de 2010, a preços correntes, calculados de forma muito conservadora, supera os 104 bilhões de dólares.

"Cuba continuará denunciando esta política unilateral, absurda, ilegal e moralmente insustentável, que não tem cumprido, nem cumprirá o propósito de doblegar a decisão patriótica do povo cubano de preservar sua soberania", precisou.

De outro lado, comentou que os progressos atingidos graças a iniciativas de cooperação e integração solidarias como a ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) não dependem da ajuda dos países desenvolvidos, a qual é quase inexistente.

Anotou que o intercâmbio desigual se aprofundou; a assistência oficial ao desenvolvimento contraiu-se em termos reais e a transferência de tecnologia segue sendo muito limitada e altamente condicionada.

A ausência de solução aos problemas mais graves do desenvolvimento e aos padecimentos dos milhares de milhões de pessoas que vivem em condições de pobreza e subdesenvolvimento, afetará também às sociedades industrializadas, sentenciou.



Fonte: Pátria Latina
Imagem: google

Protesto nos EUA (Feitiço começa a virar contra feiticeiro)





Protestos de rua chegam aos EUA

Por Idelber Avelar

Não foi uma multidão de proporções egípcias mas, para o contexto dos EUA, é extremamente significativo e ela promete não ir embora. Começou a ocupação de Wall Street. Alguns poucos milhares de pessoas saíram às ruas, neste sábado, no sul da ilha de Manhattan, o coração do capital financeiro dos EUA. Elas prometem permanecer lá e muitos apostam que a concentração vai crescer neste domingo.


Completamente ignorada pela mídia televisionada e impressa, o movimento se articulou pela internet. Convocada pelo movimento Ocupar Wall Street, dentro do qual se faz presente o Anonymous, a manifestação inclui uma série de demandas que há muito tempo não eram vistas na esfera pública estadunidense:



1. Que os protestos continuem ativos nas cidades. Que cresçam, se organizem, se conscientizem. Nas cidades em que não há protestos, que eles sejam organizados e quebrem o sistema.

2. Convocamos os trabalhadores não apenas a entrar em greve, mas a tomar coletivamente os seus locais de trabalho e organizá-los democraticamente. Convocamos professores e alunos a agirem juntos e a lecionar democracia, não apenas os professores aos alunos, mas os alunos aos professores. Ocupem as salas de aula e libertem as cabeças juntos.

3. Convocamos os desempregados a se apresentarem como voluntários, a aprenderem, a ensinarem, a usarem as habilidades que tenham para se sustentarem como parte da comunidade popular que se revolta.

4. Convocamos a organização de assembleias populares em cada cidade, cada praça, cada câmara municipal.

5. Convocamos a ocupação e o uso de prédios abandonados, de terras abandonadas, de todas as propriedades ocupadas e abandonadas pelos especuladores, para o povo e para cada grupo que organize o povo.


Mostrando que a democracia dos EUA já não é a mesma, a polícia bloqueou os quarteirões de Wall Street que ficam entre as ruas Broadway e William. Não houve grandes distúrbios neste sábado, mas a polícia nitidamente se confundiu com o caráter descentralizado da manifestação. Vários presentes relataram que era insistente a demanda “queremos falar com o líder”, ante a qual a resposta recebida era invariavelmente “não há líder”.



Há um total blecaute midiático sobre o movimento. Fox News, CNN e MSNBC, os três principais canais de notícias da TV a cabo, não noticiaram nada. As quatro principais emissoras da TV aberta, ABC, CBS, FOX e NBC, também não. Na seção de tecnologia de seu site, a CNN deu uma bizarra matéria que dizia que o movimento "tentava imitar o Irã". O New York Times não deu uma linha no jornal propriamente dito, mas só uma notinha no blogue.



Na noite de sábado, a assembleia popular decidiu passar a noite lá e, neste domingo, espera-se a chegada de mais gente. Muitos manifestantes falam em permanecer em Wall Street durante semanas ou meses, num grito de revolta contra o capital financeiro. Na segunda-feira, evidentemente, a polícia já não terá como fechar Wall Street, e é nisso que o movimento aposta.



Há algumas fontes para acompanhar esse auspicioso acontecimento. A tag no Twitter é #OccupyWallStreet. Neste domingo, deve se reiniciar a transmissão ao vivo do protesto no site do Global Revolution. Também deve haver streaming todo o dia no AdBusters, que é parte da organização. O Anonymous está postando vídeos. A pequena cadeia de televisão de Washington RT Television está cobrindo o evento. Também há notícias e vídeos no Scoop it.



Dada a acumulação de revolta contra o capital financeiro nos EUA, o movimento tem muito potencial para crescer. Pode ser que fique interessante a coisa.



Texto: / Postado em 18/09/2011 ás 17:20
Fonte: Revista Fórum, Pátria Latina
Imagem: retirada de Pátria Latina






E SE A PRIMAVERA ÁRABE VIRAR UM PESADELO ?


Por Rui Martins, de Berna, Suiça

“E se a primavera árabe virar um pesadelo ? As primeiras suspeitas surgiram com o primeiro discurso do chefe do Conselho Nacional de Transição da Líbia, o ex-ministro de Kadafi, Mustafá Abdel Jalil.

Surpreendendo muitos ocidentais que apoiaram a iniciativa de Sarkozy e Cameron de atacar a Líbia e que levaram a OTAN a criar, com seus bombardeios, condições para a queda de Kadafi, o novo homem forte na Líbia declarou que a religião islamita será a principal fonte da legislação no país. E citou, claramente, a “chariá”, conjunto dos mandamentos de Deus constantes do Corão muçulmano, de retorno à sociedade líbia.

Assim como Moisés definiu no “Pentateuco” do Velho Testamento as principais exigências ao povo hebreu, inclusive relacionadas com o comportamento, alimentação, vida familiar, assim também a “chariá” engloba os cinco preceitos principais –obrigatórios, recomendados, permitidos, desaconselhados e proibidos. A “chariá” é a lei em países como a Arábia Saudita, Irã, Sudão, uma parte do Paquistão e no Afeganistão dos talibãs.

Diga-se de passagem, nos países onde se faz a leitura literal do Corão e dos preceitos e tradições da “chariá”, trata-se de uma lei cruel, rejeitada pela União Européia, pela qual as mulheres perdem, praticamente, todos os direitos conquistados durante o governo Kadafi. E, se a pressão dos fundamentalistas aumentar, como pode ocorrer, já que alguns dos chefes vitoriosos fizeram treinamentos no Afeganistão como militantes da Al Qaeda, as mulheres poderão ser obrigadas a utilizar a burca. Em todo o caso, o “chador” ou véu voltará a ser obrigatório.

Em termos de geopolítica, a implantação de governos teocráticos ou fundamentalistas islamitas na Líbia e no Egito (parece mais difícil na Tunísia, onde a tradição secular é mais arraigada) do outro lado do mar Mediterrâneo irá, sem dúvida, fragilizar a União Européia e poderá influir no comportamento da população européia, com alguns países aceitando a aplicação da “chariá” dentro das comunidades muçulmanas (e elas são importantes na Alemanha, na França, na Inglaterra e na Holanda), como tinha proposto há dois anos, provocando escândalo, o cardeal de Cantebury em Londres. Ou, no sentido inverso, provocando uma reação dos cristãos e iluministas contra o teocracismo.

Não passou despercebido da imprensa européia o fato de alguns líderes da revolução no Egito levantarem a hipótese de se proibir às turistas o uso do biquini, mesmo se o turismo é a fonte de renda principal para esse país.

As revoluções se fazem, mas no momento de se decidir quem assume o poder, podem acontecer imprevistos, já que podem ocorrer ajustes de contas entre grupos que antes lutavam juntos contra o inimigo comum.

O exemplo mais marcante na história ocidental foi o registrado após a Revolução Francesa, onde os vencedores guilhotinavam seus adversários, para depois serem por sua vez guilhotinados. Isso provocou, do revolucionário francês Georges Danton, a frase «a revolução é como Saturno (figura da mitologia grega) e devora seus próprios filhos».

Em todo caso, uma rápida análise das intervenções ou novas cruzadas dos ocidentais no mundo árabe revela erros gritantes. O presidente americano Bush abriu a Caixa de Pandora no Oriente Médio ao destruir o Iraque, país laico, que garantia o equilíbrio na região e continha os xiitas iranianos.

Sarkozy, Cameron e OTAN imitaram Bush ao destruir a Líbia de Kadafi (sem dúvida um tirano, mas um tirano vindo do panarabismo laico de Nasser) e podem ter aberto as portas para o controle da região por combatentes da Al Qaeda, trazendo o islamismo fundamentalista e sua “chariá” para perto da Europa, mesmo porque, se a Líbia virar fundamentalista, logo será a Argélia e o Marrocos que seguirão

E, parodiando-se Danton, se terá pervertido a primavera árabe e, como aconteceu com o aitolá Komeini, que derrubou o Xá, mas criou no lugar um governo teocrático, igual à época medieval dos cristãos europeus. E como Danton, muitos jovens que lutaram pela democracia e liberdade poderão ser as primeiras vítimas.

Só me resta uma esperança, a de estar enganado.”



Comentário: A "Primavera Árabe" é somente um pretexto no jogo de xadrez da geopolítica internacional para desestabilizar o Oriente Médio e implantar teocracias fundamentalistas? Será o Corão x Torá? Será isso tudo que Israel precisa para justificar depois uma ação militar sem precedentes e fazer uma mudança do eixo político econômico e militar dos EUA e Inglaterra para Jerusalém? E assim poder deflagrar uma possível terceira guerra mundial?
É bem possível que isso aconteça, afinal eles são a raça escolhida pelo "Deus" deles.

(Burgos Cãogrino)




FONTE:
escrito por Rui Martins, jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura, líder emigrante, ex-membro eleito no primeiro conselho de emigrantes junto ao Itamaraty. Criou os movimentos “Brasileirinhos Apátridas” e “Estado dos Emigrantes”, vive em Berna, na Suíça. Escreve para o “Expresso”, de Lisboa, “Correio do Brasil” e agência “BrPress”. Artigo publicado no site “Direto da Redação” (http://www.diretodaredacao.com/noticia/e-se-a-primavera-arabe-virar-um-pesadelo).

Texto e imagem reproduzido de: http://democraciapolitica.blogspot.com/2011/09/e-se-primavera-arabe-virar-um-pesadelo.html

Dilma dará apoio a palestinos


O reconhecimento do Estado palestino entra em debate na 66ª Assembleia-Geral da ONU por meio da presidente Dilma Rousseff. No discurso, que abre o encontro, na quarta-feira, Dilma dirá que passou da hora de o mundo reconhecer a existência da Palestina. Ignorando o desconforto que o apoio explícito pode criar entre americanos e israelenses, a presidente pretende reforçar a posição de líder internacional que o Brasil busca.

O discurso ainda não está pronto. Além dos tópicos que Dilma escolheu e das linhas gerais traçadas pelo Itamaraty, pouco foi desenvolvido. A versão final deve ser feita mesmo em Nova York, nos dias que antecedem à abertura da Assembleia-Geral.

A situação palestina não será um tema central, mas se encaixa em um dos tópicos preferenciais do Brasil: a mudança da geopolítica mundial, a necessidade de reforma da governança global e a abertura de espaço para novos atores internacionais.

Conselho de Segurança da ONU é "Democraticamente uma Ditadura Americana"


Coloco abaixo um texto escrito em 2010, que considero bastante atual tendo em vista os acontecimentos que estão por vir no dia 23/09 na próxima reunião da Assembléia Geral da ONU.




Anna Malm é correspondente de Pátria Latina em Estocolmo na Suecia.

Texto: / Postado em 23/06/2010 ás 16:20

PARA QUE SERVE A ONU?

Por: Anna Malm

A ONU é uma entidade impotente que só tem servido para defender os interêsses americanos e isso se nota pelas consequências que resultam das ações arrogantes dos Estados Unidos e dos seus protegidos quando não disciplinados por nenhum mecanismo de contenção internacional.
O acôrdo Brasil/Turquia/Irã deixou, pelo que todas as aparências indicam, a representate americana, a Sra. Hillary Clinton, possessa. Ela foi desacreditada perante o mundo, o que pode ter sido desagradável para ela, mas que para muitos traz alguns benefícios. O desenrolar dos acontecimentos demonstrou, acima de todas as expectativas, para o mundo inteiro poder observar, com calma e em technicolor, os verdadeiros motivos americanos em relação ao Irã.
O motivo não é complicado. Trata-se de tirar o petróleo ao Irã e ao mesmo tempo que fazer a felicidade do complexo industrial militar. Digo que o problema é simples porque para isso são especialistas, com muitos e muitos anos, assim como muitas e muitas guerras na sua lista de méritos.
Irã tem a segunda maior reserva de petróleo do mundo, no valor de 300*. A primeira reserva do mundo, a da Saudi Arábia, tendo um valor de 303* Em terceiro lugar vem o valor de 169* do Quatar, seguido do valor 134* do Iraque. Venezuela é a quinta maior reserva de petróleo do mundo com um valor de 128.*
Mesmo que não se goste muito de matemática só se pode admitir que os numeros especificados falam por si mesmos. Podemos acrescentar que além das reservas de petróleo também podemos apreciar o problema de um outro ponto de vista, sendo êsse o das companhias de gás e petróleo que lideram o setor energético mundial. Essas companhias sendo as da Saudi Arábia e do Irã, a que se seguem as de Quatar, Iraque e Venezuela.
Lembrando-se que 65% das reservas de gás e petróleo mundiais se encontram no Oriente médio e que os coitados do Estados Unidos só tem 2% , digo dois procento das reservas mundiais de petróleo e a de-facto situação de terem conseguido se meter através das instituições financeiras da Wall Street numa situação financeira desesperadora especificamos.
A dívida oficial dos EUA no mercado de crédito é de 90% do PIB norte americano. Juntando se a isso as dívidas do setor industrial-corporativo assim como dos indivíduos particulares especifica-se uma dívida de 360% do PIB do país. Sem se correr o risco de difamar ninguem pode se afirmar que isso está falido.
Agora, para que serve a ONU? Para impôr “sanções” ao Irã por não se deitar de barriga para cima enquanto os EUA se apropriam do seu petróleo à mão armada? A ONU também não serviu para nada quando da guerra imoral e ilegal contra o Iraque, guerra essa que também teve como seu objetivo principal o garanitr o petróleo do Iraque para a hegemonia ocidental. Daquela vez era o petróleo do Iraque, agora é do Irã. Com boa memória lembramo-nos que já em 2000 se especificava nos Estados Unidos que por volta de 2010 se precisariam de seis Saudi Arábias para garantir o consumo do cobiçado petróleo pela tal hegemonia.
Se o interêsse não é o petróleo mas território para os seus afilhados, temos a história do veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU. Para um leigo poderia parecer que de 1967 até hoje 90% das resoluções apresentadas pela Assembléia Geral à respeito de Israel não se concretizaram por causa do poder de veto dos Estados Unidos, e isso não estaria muito errado. Concretamente temos:
De 1948 à 2009 foram apresentadas no Conselho de Segurança da ONU 223 resoluções à respeito de Israel, das quais os Estados Unidos puseram seu veto em todas as resoluções realmente importante, ou seja:-
Condenar a política de instalações e colonizações israelenses em territórios ocupados. Condenar a ação de Israel no sul do Líbano. Deplorar as medidas repressivas de Israel contra a população Árabe. Condenar as práticas de Israel contra a população civil no sul do Líbano. Chamar Israel à respeitar os lugares sagrados Islamitas. Insistir para que Israel respeitasse a quarta Convenção de Geneva, anulando a ordem para deportação de Palestinos. Condenar práticas violentando os direitos humanos dos Palestinos. Deplorar a contínua falta de consideração de Israel pelas relevantes decisãoes da ONU. Respeitar as exigências internacionais e parar com as contruções de instalações israelenses no leste de Jerusalém. Aceitar o convite internaciomal para se colocar observadores da ONU nos territórios ocupados. Condenar o assassinato de vários empregados, assim como a destruição do armazém do Programa de Alimentação da ONU. Condenar Israel pelo assassinato de Ahmed Yassin. Chamar Israel a terminar o ataque à Gaza.
Tudo vetado pelos Estados Unidos.
Agora, como bom exemplo apresentamos uma resolução que os Estados Unidos aceitaram:- A Resolução 1701, resolução essa esboçada pela França, Estados Unidos “e Israel”. Infelizmente, para começar essa resolução é em si mesma uma violação da Carta de Diretivas da ONU e do código de Conduta Internacional. O texto dessa resolução – Resolução 1701 passou unanicamente pelo Conselho de Segurança da ONU.
O sistema de trabalho do Conselho de Segurança da ONU me incomoda. Na minha opinião, além de todo o especificado acima ainda temos essa última história com o pedido de sanções contra o Irã. Tendo o acôrdo com o Irã sido assinado pelo Brasil e a Turquia tudo não passa de uma demonstração arrogante. Aqui quem manda somos nós e pronto. Tome lá. Todo mundo vai ver quem somos nós. É, realmente. Realmente. Graças a Deus o mundo inteiro vai ver.
Certo. É uma afronta e um insulto conscientemente elaborados pelos Estados Unidos e dirigidos à Turquia e ao Brasil. Mas, como o mundo todo pôde observar de perto, e como nem todos no mundo são idiotas declarados, as consequências a se esperar dessa última demonstração de incompetência e arrogância vai ser muito simplesmente o caso do feitiço virando contra o feiticeiro. É só esperar para ver. Quanto mais fizerem melhor, porque êles mesmos estão por conta própria preparando o terreno onde vão se atolar de vez. Deus que me perdoe se desejar que êles se engasguem com todo o petróleo iraniano.
Quanto a ONU para que possa cumprir os objetivos que lhe cabem tem que ter sua maneira de trabalho renovada. Uma coisa é certa. O seu Conselho de Segurança tem que ser reestruturado de maneira tal que espelhe a realidade de 2010 e não a de 1945. Quanto ao sistema do veto... Bom, para isso nem consigo achar palavras apropriadas. É uma vergonha que tem que ser excluida e esquecida. Se de alguma maneira fôr continuar é indo para o cabinete dos horrores da historia, para que apesar da vergonha que se possa sentir, a lição aprendida não seja esquecida tão cedo.



Fonte: Patria Latina
Imagem: google

Notas:
300*; 303*; 169*; 134*; 128*; referem-se ao valor para reservas totais de petróleo em medidas equivalentes a milhões de barris.

*

Israel ameaça com 'consequências graves e duras' contra a Palestina se solicitar o seu Estado




Diário Liberdade - O chanceler israelita, o utradireitista Avigdor Lieberman (foto), ameaçou nesta quarta-feira com "consequências graves e duras" à Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), caso esta solicitar à ONU o reconhecimento internacional de um estado soberano. Disse-o numa conferência sobre agricultura no kibutz Revivim, sediado no sul de Israel, reunião em que sublinhou que o seu país mostrou "enorme generosidade com os palestinianos" apesar de que isso "não nos trouxe a paz".

O chefe da diplomacia sionista não especificou quais seriam essas "consequências", mas o vice-chanceler, Dany Ayalon, assinalou que podem ser novos projetos construção de assentamentos de colonos ou uma mudança no estatus de alguns setores da Cisjordânia, parte dos territórios ocupados por Israel.

Lieberman ameaçou também com que Israel não acatará nenhuma declaração unilateral palestiniana e mostrou-se com esperança de que "o senso comum prevaleça" e seja possível "atingir um modus vivendi que permita as negociações".

O governo sionista mostra assim grande nervossismo já que a nível mundial a causa palestiniana conta com grande simpatia e uma maioria esmagadora de estados apoia a criação de um estado palestiniano frente ao holocausto sionista comandado por Israel.

O titular da ANP, Mahmud Abbas, confirmou no Cairo a decisão "irreversível" de pedir na semana próxima perante a Assembleia Geral da ONU o reconhecimento internacional do estado palestiniano com as fronteiras anteriores à guerra de 1967.

Nesta sexta (16), o negociador palestiniano Mohamed Shtaye confirmou -numa breve declaração perante jornalistas- que Abbas submeterá o pedido ao Conselho de Segurança dantes do seu discurso no seio da ONU, previsto para sexta-feira 23 de setembro.

Os palestinianos pedirão ser membros com pleno direito e "com as fronteiras de 1967", sublinhou disse Shtaye.

De ser aprovado, a Palestina seria o país número 194 em Nações Unidas, agregou o negociador, depois de explicar que por agora não vai pedir-se perante a Assembleia Geral o direito político, mas disse que não se decarta essa possibilidade se o Conselho de Segurança recusa o rendimento, tal como anunciou os Estados Unidos que adiantou o seu veto.

"São coisas que não se podem fazer ao mesmo tempo", enfatizou Shtaye sobre ambas as possibilidades, e agregou que "se não passa no Conselho então veremos que fazer".

"A decisão de ir à ONU faz parte de uma estratégia para passar de um enquadramento bilateral de conversas a um enquadramento multilateral", afirmou Shtaye.

Mais de 140 países apoiam a criação de um Estado palestiniano com as fronteiras de 1967.

Segundo Shtaye, "não há nenhuma contradição entre ir à ONU e as negociações com Israel, às que estamos abertos se há uns termos claros de referência".




Fonte: Patria Latina

Imagem: google

sábado, 17 de setembro de 2011

"DIVIDOCRACIA" - VEJA, PENSE E COMECE A AGIR


HUMANOS, vejam esse vídeo!
Mostra como funciona o Capitalismo Mundial e as dívidas dos países, e a partir disso poderemos entender o que acontece e o que aconteceu a vários países, não só na União Européia, mas também na America do Sul, como Argentina, Equador, ect...

E nós do Brasil, que pagamos os juros mais altos do mundo?

Qual será nosso futuro?


Devemos começar uma Auditoria como fez o Equador?





Milhões de pessoas já viram este documentário. “Debtocracy”, “Dividocracia”, na sua versão legendada em português, é um filme grego sobre o caminho através do qual chegamos à crise das dívidas soberanas, sobre o modo perverso como o capitalismo foi protelando as suas crises sucessivas até o momento em que nos encontramos. Um documentário sobre a crise capitalista mundial, não apenas sobre os problemas da Grécia, Portugal ou Irlanda – como se tudo se reduzisse a essas situações, bem ao estilo das teses do “bode expiatório” – mas também sobre as soluções possíveis que têm sido escondidas, travadas, tolhidas pela mentira oficial de governos e comunicação social dominante.

O movimento grego de cidadania “Dividocracia” produziu e disponibilizou mundialmente este trabalho sem encargos para quem dele pode usufruir.

Os jornalistas Katerina Kitidi e Aris Chatzistefanou elaboraram-no com base em pesquisa de Leonidas Vatikiotis.

Indispensável ver para aprofundar reflexões, mobilizar e fazer convergir ações e respostas.

Divulgamo-lo simbolicamente no dia em que se comemoram 222 anos sobre a Tomada da Bastilha e o início da Revolução Francesa.

O mundo é feito de mudança.





Fonte: be internacional - (http://www.beinternacional.eu/pt/destaques/1981-dividocracia-para-ver-pensar-e-agir)

Rússia e Venezuela querem nova instituição financeira internacional

Durante a recente visita do chanceler russo Sergei Lavrov à Venezuela, foi ventilada a intenção dos dois países de criar uma nova instituição financeira internacional, para financiar projetos conjuntos. A informação foi divulgada pelo jornal Kommersant, citando fontes da delegação russa (El Universal, 27/08/2011).


Um “Banco Mundial” menor…

A entidade seria modelada no Banco Mundial, em menor escala. Em 2010, os dois governos assinaram um acordo para o estabelecimento de um banco do gênero, com capital inicial de 4 bilhões de dólares. O novo banco teria, também, um escritório em Pequim, o que sugere a intenção de atrair a China para integrá-lo.

Precauções venezuelanas

Em meio ao aprofundamento da crise sistêmica global, a proposta se enquadra no contexto de outras iniciativas que vários governos começam a tomar e considerar, no sentido de proteger as economias nacionais dos efeitos de uma implosão do sistema financeiro internacional, que um número crescente de analistas considera uma questão de tempo. A própria Venezuela determinou, recentemente, medidas ousadas, como a repatriação parcial de suas reservas de ouro, a transferência de parte de suas reservas cambiais para a Rússia, China e Brasil e a nacionalização da única mina de ouro de grande porte do país (MSIa Informa, 25/08/2011).

Por que não o BNDES?

A criação de um banco de fomento para projetos conjuntos já foi, igualmente, considerada pelos integrantes do grupo BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), embora a proposta ainda não tenha passado de conjectura. Se for implementada, uma entidade que funcionasse nos moldes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) brasileiro, um “BNDES do BRICS”, teria duas grandes vantagens. Uma, proporcionar enormes benefícios aos membros do bloco, em termos do financiamento de projetos de infraestrutura e industriais, fora das limitações geralmente impostas pela arquitetura financeira internacional existente, em que os planos nacionais de desenvolvimento ficam em grande medida suabordinados aos apetites voláteis dos “investidores internacionais”. Ademais, ela teria um enorme potencial de influenciar uma mais que necessária “mudança de paradigma” nas práticas financeiras globais, em um momento em que as instituições existentes demonstram cabalmente a sua disfuncionalidade em relação aos requisitos das crescentemente complexas e interdependentes economias do século XXI.

China, lá e cá

Um importante aspecto adicional seria o fato de que uma instituição do gênero possibilitaria que a China pudesse utilizar uma parcela signficativa das suas colossais reservas internacionais em projetos de desenvolvimento, tornando-a parceira do processo, de uma forma menos intrusiva e com menos efeitos negativos do que as meras transações comerciais envolvendo importações de matérias-primas e recursos energéticos e exportações de produtos industrializados ultrabaratos, indutores de desindustrialização em países como o Brasil. Para os interesses estratégicos de longo prazo da China, a integração física da América do Sul, para a qual poderia contribuir consideravelmente, é perfeitamente harmônica com o desenvolvimento do interior eurasiático (ademais, a mesma estratégia geopolítica gestada em Londres e exportada para a outra margem do Atlântico foi grandemente responsável pelo retardo no desenvolvimento dos dois “hinterlands” continentais).



Movimento de Solidariedade Íbero-americana

Créditos este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico MSIa INFORMA, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Vol. III, No 16, de 01 de setembro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.

Fonte: retirado do Blog do Ambientalismo
Imagem: folha.uol


Rússia Estuda Comércio Com Brasil Sem Utilizar Dólar


A Rússia e o Brasil podem abandonar o dólar no comércio bilateral, substituindo-o por suas moedas
nacionais, afirmou o banco central russo.
O Banco da Rússia divulgou a declaração após encontros com autoridades brasileiras, sem informar
quando a medida será implementada.
“A questão do uso de nossas moedas nacionais no comercio bilateral foi tema central de nossas
discussões”, disse o BC russo. “Os planos mais adequados parecem ser os que usam acertos em moeda
nacional por meio de bancos comerciais.”
A Rússia vem há anos pedindo o abandono do dólar em transações internacionais e como moeda de
reserva.

A China e a Rússia começaram no ano passado a usar o rublo e o iuane em seu comércio bilateral de US$
40 bilhões por ano e o par de moedas vem sendo negociado no índice Micex de Moscou desde dezembro.
O comércio bilateral entre o Brasil e a Argentina cresceu 60,27% entre o primeiro semestre de 2010 e o
mesmo período deste ano, por meio do Sistema de Moeda Local (SML). De acordo com os dados do
Banco Central (BC).
As exportações brasileiras para o país vizinho subiram 60,8% na análise do mesmo período, ao marcarem
R$ 913 milhões em 2011 e R$ 567,8 milhões no ano passado.
Segundo especialistas em comércio exterior, o valor obtido nas operações de SML corresponde a 8% do
valor total do comércio bilateral dos países. Contudo, a projeção é que este percentual praticamente dobre
em 2012 e marque entre 12% e 15%.

Tecnologia militar
Outra questão entre a Rússia e o Brasil são as negociações para a criação conjunta de novas tecnologias
militares, segundo o diretor da agência russa Rosoboronexport, Anatolii Isaikin.
De acordo com Isaikin, as perspectivas para a colaboração técnico-militar entre Rússia e Brasil são muito
boas, não só no âmbito de exportações russas para o Brasil, mas também na cooperação com as empresas
do complexo industrial militar brasileiro.
Ano passado, os russos iniciaram negociações com as autoridades brasileiras para a venda de blindados
Tigre, que chegaram a ser testados pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. Além disso, os russos também
tentam negociar com a venda de caças Su-35.


Fonte: defesabr, www.brasil-russia.org.br
imagem retirada do google
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