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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Crise sistémica global 4º trim./2011: Fusão implosiva dos activos financeiros mundiais

por GEAB

Como antecipado desde Novembro de 2010 pelo LEAP/E2020, e reiterado várias vezes até Junho de 2011, o segundo semestre de 2011 começou por uma recaída brutal e gigantesca da crise. Cerca de US$10 milhões de milhões dos 15 milhões de milhões de activos fantasmas anunciados no GEAB nº 56 já desapareceram como fumo. O resto (e provavelmente muito mais) vai desvanecer-se no decorrer do 4º trimestre de 2011 que será marcado por aquilo que a nossa equipe chama de "fusão implosiva dos activos financeiros mundiais". São os dois principais centros financeiros mundiais, Wall Street em Nova York e a City em Londres, que vão ser os "reactores privilegiados" desta fusão. E, tal como previsto pelo LEAP/E2020 desde há vários meses, é a solução dos problemas da dívida pública de certos Estados da Eurolândia que vai permitir que esta reacção atinja sua massa crítica, após a qual nada mais será controlável. Mas é nos Estados Unidos que se encontra o essencial do combustível que vai alimentar a reacção e transformá-la em choque planetário real [1] . Desde Julho de 2011 não fizemos senão encetar o processo que conduz a esta situação: o pior portanto está diante de nós e muito próximo!

Neste comunicado público do GEAB nº 57 escolhemos abordar muito directamente a imensa operação de manipulação que está organizada em torno da crise grega e do Euro [2] , descrevendo sempre a sua ligação directa com o processo de fusão implosiva dos activos financeiros mundiais. Igualmente, neste GEAB nº 57, o LEAP/E2020 apresenta suas antecipações do mercado do ouro para o período 2012-2014 assim como suas análises sobre o neo-proteccionismo que se vai por em acção a partir do fim de 2012. Além das nossas recomendações mensais sobre a Suíça e o Franco suíço, o imobiliário e os mercados financeiros, apresentamos igualmente nossos conselhos estratégicos destinados aos dirigentes do G20 a menos de dois meses da cimeira do G20 que haverá em Cannes.


Crise grega e Euro: estado da vasta operação de manipulação em curso


Mas retornemos pois à Grécia e àquilo que começa a ser um "antigo cenário muito repetitivo" [3] , o qual já explicámos que retorna à frente da cena mediática cada vez que Washington e Londres entram em graves dificuldades [4] . Então, como por acaso, o Verão foi catastrófico para os Estados Unidos que a partir daí entraram em recessão [5] , que viram a sua classificação financeira degradada (um acontecimento que há apenas seis meses a totalidade dos "peritos" considerava impensável) e que expôs ao mundo espantado o estado de paralisia geral do seu sistema político [6] , estando sempre incapazes de por em acção a menor medida séria de redução dos seus défices [7] . Paralelamente, o Reino Unido afunda-se na depressão [8] com tumultos de uma rara violência, uma política de austeridade que fracassa dominar os défices orçamentais [9] mergulhando o país numa crise social sem precedentes [10] e uma coligação no poder que já não sabe sequer porque governa juntamente com o pano de fundo do escândalo do conluio entre líderes políticos e o império Murdoch. Não há dúvida, num tal contexto, tudo estava maduro para um relançamento pelos media da crise grega e o seu corolário, o fim do Euro!

Se o LEAP/E2020 tivesse de resumir o cenário à "moda de Hollywood" ou da "FoxNews" [11] obter-se-ia a seguinte sinopse: "Enquanto o iceberg EUA está em vias de chocar-se com o Titanic, a tripulação treina os passageiros na busca de perigosos terroristas gregos que teriam colocado bombas a bordo!" Em termos de propaganda, a receita é bem conhecida: consiste em fazer diversionismos para permitir primeiro salvar os passageiros que se quer (as elites informadas que sabem muito bem que não há terroristas gregos a bordo) uma vez que nem todos poderão ser salvos; e a seguir mascarar o mais longo tempo possível a verdadeira natureza do problema para evitar uma revolta a bordo (inclusive de uma parte da tripulação que acredita existirem realmente bombas a bordo).

Para concentração nas questões de fundo, deve-se sublinhar que os "promotores" de uma crise grega que seria fatal para o Euro passam o seu tempo a repetir isso desde há cerca de dois anos sem que qualquer que seja das suas previsões se realize [12] (pondo de parte continuar a falar do assunto). Os factos são teimosos: apesar desta fúria mediática que teria arrastado numerosas economias ou moedas [13] , o Euro é estável, a Eurolândia deu passos de gigante em matéria de integração [14] e prepara-se para transpor novas etapas ainda mais espectaculares [15] , os países emergentes continuam a diversificar-se para fora dos Títulos do Tesouro dos EUA e a comprar dívidas da Eurolândia e a saída da Grécia da zona Euro continua sempre totalmente inconcebível excepto nos artigos dos media anglo-saxónicos cujos autores em geral não têm a menor ideia do funcionamento da UE e menos ainda das tendências fortes que a animam.

Agora nossa equipe nada pode fazer em relação àqueles que querem continuar a perder dinheiro apostando num afundamento do Euro [16] , numa paridade Euro-Dólar ou numa saída da Grécia da Eurolândia [17] . Os mesmos tiveram de despender muito dinheiro para se prevenirem contra a chamada "epidemia mundial da gripe H1N1" que peritos, políticos e medias de todo género "venderam" durante meses às populações mundiais e que se verificou ser uma enorme mascarada alimentada em parte pelos laboratórios farmacêuticos e cliques de peritos às suas ordens [18] . O resto, como sempre, é auto-alimentado pela falta de reflexão [19] , pelo sensacionalismo e pelo conformismo dos media dominantes. No caso da crise Euro-grega, o cenário é análogo, com a Wall Street e a City nos papel dos laboratórios farmacêuticos [20] .


Recordamos com efeito que o que aterroriza a Wall Street e a City são os ensinamentos que os dirigentes e os povos europeus estão em vias de extrair destes três anos de crise e de soluções ineficazes que foram aplicadas. A natureza da Eurolândia cria um espaço de discussão sem equivalente no seio das elites e das opiniões públicas americanas e britânicas. E é exactamente isso que aborrece a Wall Street e a City, que procuram sistematicamente matar este espaço de discussão, seja tentando mergulhá-lo no pânico com anúncios sobre o fim do Euro, por exemplo, seja reduzindo-o a uma perda de tempo e fazendo disso uma prova da ineficácia da Eurolândia, da sua inaptidão para resolver a crise. O que é o cúmulo quando se tem em conta a paralisia completa que prevalece em Washington. [NR]

No entanto, é realmente este espaço de discussão que permite aos eurolandeses avançar no caminho de uma solução durável para a crise actual. Este espaço de discussão faz parte integrante da construção europeia ou das visões contraditórias dos métodos e das soluções que se confrontam antes de finalmente chegar a um compromisso (e este é o caso como o provam as decisões muito importantes tomadas desde Maio de 2010). Amplia-se assim o debate a uma multidão de actores, vindos de 17 países diferentes, de várias instituições comuns, e ele está ancorado nos debates de 17 opiniões públicas [21] . Ora, é do confronto de ideias que emana a luz: da confrontação brutal das ideias, o filósofo grego Heráclito dizia há 2500 anos, "alguns fazem-se deuses, alguns fazem-se homens, alguns fazem-se escravos, alguns fazem-se homens livres". Os cidadãos da Eurolândia recusam que esta crise os transforme em escravos e é para isso que os actuais debates intra-europeus são necessários e úteis. Em três anos, entre 2008 e 2011, eles permitiram nomeadamente duas coisas essenciais para o futuro:

  • relançaram a integração europeia em torno da Eurolândia e colocaram-na doravante numa trajectória de integração acelerada. Nossa equipe antecipa doravante uma forte relançamento da Europa política a partir do fim de 2012 (análogo à dos anos 1984-1985) com, nomeadamente, um tratado de integração política da Eurolândia que será submetido a um referendo trans-Eurolândia daqui até 2015 [22] .

  • permitiram a emergência progressiva de duas ideias simples mas muito fortes: salvar os bancos privados de nada serve para resolver a crise é necessário que os mercados (ou seja, essencialmente os grandes operadores financeiros da Wall Street e da City) assumam integralmente os seus riscos, sem mais garantias por parte dos Estados. Hoje, estas duas ideias são o cerne de um debate eurolandês, tanto na opinião pública como nas elites ... e elas ganham terreno a cada dia. É isso que provoca o medo da Wall Street e da City e dos grandes operadores financeiros privados. É esta a mecha já bem gasta que vai desencadear a fusão implosiva dos activos financeiros mundiais no 4º trimestre (naturalmente, no contexto dominante da recessão estado-unidense e da sua incapacidade de reduzir os défices públicos). Se os mercados começam a antecipar um desconto de 50% nos títulos gregos ou espanhóis é porque sentem muito bem a direcção que tomam os acontecimentos na Eurolândia. Para o LEAP/E2020, não há qualquer dúvida de que os espíritos estão maduros, um pouco por toda parte na Eurolândia, para se orientarem em direcção a uma contribuição de 50%, ou até mais, dos credores privados a fim de resolver os futuros problemas de endividamento público. Isto é um problema para os bancos europeus, sem dúvida, mas ele será gerido para garantir os poupadores. Os accionistas vão ter de assumir plenamente a sua responsabilidade: isto é certamente o fundamento do capitalismo!

A Wall Street e a City, e os seus porta-vozes mediáticos, desejariam desesperadamente que este debate não se verificasse, que fosse encerrado pelo pânico, que os governantes fossem obrigados a ouvir seus "peritos" que lhes asseguram que o único meio é continuar a recapitalizar os bancos, a inundá-los de liquidez [23] ... como se passa em Washington e Londres. Dois países onde os estabelecimentos financeiros manipulam a seu bel prazer os governos.

O combate faz estrondo igualmente em torno do BCE como havíamos mencionado no GEAB anterior: a nomeação de Mario Draghi, antigo responsável da Goldman Sachs, a demissão de Jurgend Stark [24] , ... reflectem estas tentativas de por Frankfort sob a mesma tutela de Londres e Washington. Mas elas estão condenadas antecipadamente pelo facto mesmo deste espaço aberto, estruturalmente inscrito na construção europeia, onde as discussões são alimentadas pelo fracasso das políticas de 2008 e a irrupção crescente das opiniões públicas no debate. "Qui va piano va sano e qui va sano va lontano" [25] dizem os italianos. Esta crise é de amplitude histórica como temos recordado desde Fevereiro de 2006. As medidas a tomar para atravessá-la da melhor maneira e sair mais fortes (homens livres e não escravos para retomar Heráclito) exigem portanto debates sérios e profundos [26] ... portanto tempo. E tempo gasto pelos eurolandeses é dinheiro perdido para os mercados ... o que explica os seus temores. O LEAP/E2020 pensa naturalmente que também é preciso agir e desde Maio de 2010 temos sublinhado que as acções empreendidas na Eurolândia eram de uma amplitude sem precedente na história europeia recente. E consideramos que é preciso dar tempo ao segundo plano de ajuda à Grécia para se por em marcha. Quanto ao resto, sabemos também que os actuais dirigentes na sua maior parte estão em "fim de rota" e que é preciso esperar os meados de 2012 para assistir a uma nova grande aceleração da integração da Eurolândia [27] .

Durante este tempo, com US$340 mil milhões a encontrar em 2012 [28] para se refinanciar, os bancos europeus e americanos vão continuar a matarem-se entre si tentando sempre manter a situação pré crise que lhes assegurava um apoio ilimitado dos bancos centrais. Para a Eurolândia, eles arriscam-se a ter uma surpresa muito má.

O 4º trimestre de 2011 marca o fim dos dois paradigmas chave do mundo anterior à crise

Assim, a fusão implosiva do 4º trimestre vai resultar do encontro entre duas novas realidades que contradizem duas condições fundamentais de existência do mundo anterior à crise:

  • uma, nascida na Europa, consiste em rejeitar doravante a ideia de que os operadores financeiros privados, de que a Wall Street e a City são a encarnação por excelência, não são plenamente responsáveis pelos riscos que assumem. Ora, desde há várias décadas, esta era a ideia dominante que alimentou o formidável desenvolvimento da economia financeira: "Cara eu ganho, coroa tu me salvas". A própria existência dos grandes bancos e seguradoras ocidentais tornou-se intrinsecamente ligada a esta certeza. Os balanços dos grandes actores da Wall Street e da City (e de numerosos grandes bancos da Eurolândia e do Japão) são incapazes de resistir a esta formidável mudança de paradigma [29] .

  • a outra, gerada nos Estados Unidos, é o fim reconhecido do motor estado-unidense do crescimento mundial [30] num fundo de paralisia política completa do país que de facto vai terminar o ano de 2011 tal como a Grécia terminou o ano de 2009: o mundo descobre pouco a pouco que o país tem uma dívida que já não é capaz de assumir, que seus credores não querem mais emprestar e que sua economia é incapaz de enfrentar uma austeridade significativa sem mergulhar numa profunda depressão [31] . De certa maneira, a analogia pode ir mais longe: assim como a UE e os bancos, de 1982 a 2009, emprestaram generosamente à Grécia ... e sem lhe pedir contas seriamente, no mesmo período o mundo emprestou generosamente aos Estados Unidos acreditando na palavra dos seus dirigentes quanto ao estado da economia e das finanças do país. E em ambos os casos, o dinheiro foi dissipado em booms imobiliários sem futuro, em políticas de clientelismo dispendiosas (nos Estados Unidos, o clientelismo, está na Wall Street, na indústria petrolífera, nos operadores de saúde), em despesas militares improdutivas. E em ambos os casos, todo o mundo descobre que não se pode em alguns trimestres reparar décadas de inconsciência.

A "perfeita tempestade" político-financeira dos EUA de Novembro de 2011

Assim, em Novembro de 2011 prepara-se nos Estados Unidos uma "perfeita tempestade" político-financeira que fará com que os problemas do Verão pareçam-se a uma ligeira brisa do mar. Os seis elementos da futura crise já estão reunidos [32] :

  • o "supercomité" [33] encarregado de decidir cortes orçamentais para os quais não houve qualquer acordo neste Verão verificará ser incapaz de resolver as tensões entre os dois partidos [34]

  • o automatismo dos cortes orçamentais que supostamente vai ser executado sem acordo implicará uma crise política de grande magnitude em Washington e tensões crescentes nomeadamente com os militares e os beneficiários das ajudas sociais. Ao mesmo tempo, este "automatismo" (uma verdadeira abdicação do poder decisional por parte do Congresso e da Presidência dos Estados Unidos) gerará grandes perturbações no funcionamento do aparelho de Estado.

  • as outras grandes agências de classificação juntar-se-ão à S&P na degradação da classificação dos EUA e a diversificação para fora dos Títulos do Tesouro estado-unidenses será acelerada, sabendo que os Estados Unidos doravante dependem essencialmente de financiamento a curto prazo [35] .

  • a incapacidade do Fed em fazer outra coisa senão falar e manipular as bolsas ou os preços do combustível nos Estados Unidos [36] daqui em diante torna impossível qualquer "salvamento" de último minuto.

  • no decurso dos próximos três meses, o défice público dos EUA vai aumentar consideravelmente pois as receitas fiscais actualmente já estão em vias de afundar-se sob o efeito da recaída em recessão [37] . Isto equivale a dizer que o tecto de endividamento acrescido votado há algumas semanas será atingido muito antes das eleições de Novembro de 2012 [38] ... e isto é uma informação que se vai difundir como um rastilho de pólvora no 4º trimestre de 2011 ... reforçando todos os temores dos investidores de verem os Estados Unidos seguirem o exemplo da Eurolândia para a Grécia e obrigarem seus credores a assumir perdas pesadas.

  • o novo plano de Barack Obama em matéria de luta contra o desemprego não terá qualquer efeito significativo. Por um lado, ele não está à altura do desafio e não pode por isso mobilizar as energias do país; e por outro, ele vai ser despedaçado pelos republicanos que não conservarão senão as reduções de impostos ... cujo resultado único será aumentar ainda mais o endividamento do país [39] .

Para o LEAP/E2020, é portanto a conjunção de todos estes elementos no fim de 2011 que vai desencadear este grande choque financeiro ... uma espécie de choque final projectando definitivamente o planeta para fora do mundo anterior à crise. Mas restará construir o mundo posterior pois vários futuros são possíveis, a partir de 2012. Como antecipa Franck Biancheri no seu livro, o período 2012-2016 constitui uma encruzilhada histórica. Há que tentar não se enganar de caminho! [40]

Notas:

(1) No momento, e como repetimos desde há vários trimestres, a histeria mediática e financeira em torno da crise grega pertence essencialmente ao domínio da propaganda e da manipulação. Para perceber isso, basta constar que, fora da Grécia, nenhum cidadão da Eurolândia perceberia que há uma crise na Grécia se os media não publicassem regularmente manchetes a este respeito. Ao passo que nos Estados Unidos, as devastações quotidianas da crise não precisam de cobertura mediática para serem duramente ressentidas por dezenas de milhões de americanos.

(2) Pois ela visa confundir e manipular a percepção da realidade ao passo que o nosso trabalho visa, ao contrário, tentar revelar esta mesma realidade.

(3) A cada três ou quatro meses, há uma "lufada" de crise grega/fim do Euro, que se desvanece tão rapidamente quanto chegou quando todo o mundo acaba por constatar que não se passa nada senão o prosseguimento do processo tortuoso de decisão da Eurolândia e da lenta saída da Grécia do seu "buraco negro orçamental". Os que os disparam naturalmente variam pois do contrário o público não engoliria: num trimestre vai-se utilizar "a revolta dos gregos contra a austeridade" para explicar que tudo se vai incendiar ... inclusive o Euro (os encadeamentos que conduzem de Atenas ao conjunto da Eurolândia são sempre muito vagos ou simplistas, mas pouco importa uma vez que os jornalistas não colocam questões); no trimestre seguinte, como por exemplo neste Verão, utilizar-se-á uma queda das bolsas mundiais para designar um culpado ... a Grécia ... mil vezes mais importante naturalmente que acontecimentos tão insignificantes como a entrada dos EUA em recessão ou a degradação da classificação estado-unidense! E assim por diante. Os deuses gregos estão decididamente sempre bem vivos e muito poderosos para chegarem a fazer o mundo tremer desta maneira.

(4) Ver este extracto do GEAB n°55

(5) Fontes: MarketWatch , 14/09/2011; New York Times , 13/09/2011; USAToday , 07/09/2011; La Tribune , 05/09/2011; Mish's , 29/08/2011; USAToday , 29/08/2011; CNBC , 17/06/2011

(6) Isso não deve surpreender os leitores do GEAB, uma vez que no GEAB nº 49 de Novembro de 2010 havíamos antecipado "a paralisia política geral e a entrada dos EUA na austeridade em 2011".

(7) Para descansar com um assunto sério, pode-se assistir a este clip de rap com tema muito político: "Aumenta o tecto da dívida". Fonte: Telegraph , 29/07/2011

(8) Fonte: Telegraph , 31/08/2011

(9) Assim, acumulando dívida privada e pública, o Reino Unido é o país mais endividado do mundo. Fonte: Arabian Money , 28/08/2011

(10) As associações humanitárias e sociais do país lutam actualmente pela sua sobrevivência financeira devido à falta de doações e subvenções. Fonte: Guardian , 02/08/2011

(11) Os dois tratam a informação aproximadamente da mesma maneira.

(12) Mesmo a Suíça daqui em diante atrelou ("peg") a sua divisa ao Euro. O que deveria fazer reflectir os eurocépticos como o título da Spiegel de 07/09/2011

(13) Imagine-se o estado do Dólar e da Libra se os media e peritos dedicassem a mesma energia a descrever e fantasiar todos os problemas dos Estados Unidos ou do Reino Unido. Se por exemplo se tirasse para a Grã-Bretanha aquando dos tumultos do Verão o mesmo tipo de conclusões que aquelas tiradas para as bem sensatas manifestações gregas (comparadas à violência inglesa).

(14) Assim, a UE aumenta significativamente seu orçamento para a investigação ao passo que as restrições multiplicam-se nos Estados Unidos. Fonte: Nature , 05/07/2011

(15) Mesmo o Wall Street Journal de 12/09/2011, pouco suspeito de eurofilia aguda, reconhece que a Eurolândia prepara-se para passar a uma nova etapa de integração via um novo tratado. A Spiegel de 02/09/2011 confirma esta tendência.

(16) Como explica claramente John Tammy no Real Clear Markets de 25/08/2011: "O problema da Europa não é realmente o Euro".

(17) Sublinhamos a propósito que a antecipação política , metodologia sobre a qual são fundamentados os trabalhos do LEAP/E2020, não visa agradar tomando seus sonhos (ou seu pesadelos) por realidades (abordagem ideológica por excelência), mas é um instrumento de ajuda à decisão, bem ancorada no mundo real. E aconselhamos os leitores a guardar na memória um teste muito simples para verificar a diferença entre as duas abordagens e determinar assim qual grau de fiabilidade conceder a uma análise sobre a evolução da crise: as análises passadas permitiram prever correctamente e de modo regular os desenvolvimentos da crise? Ou, muito pelo contrário, nada ou quase nada do que foi anunciado realizou-se? A seguir, cabe a vós escolher o que quer utilizar para tomar vossas decisões; mas ao menos fará com conhecimento de causa!

(18) A este respeito, no que se refere à crise actual, o LEAP/E2020 considera que a tomada de consciência crescente, no seio dos dirigentes e das opiniões públicas da Eurolândia, devido ao facto de que há no mínimo uma operação de propaganda vinda do outro lado da Mancha e do outro lado do Atlântico destinada a "quebrar a confiança no Euro", vai implicar no próximo ano uma revisão radical das referências e da credibilidade dos jornalistas e dos peritos que tratam da crise. Pois quem diz manipulação ou complot, para retomar as palavras de Laurence Parisot , a presidente do MEDEF , organismo que reúne os patrões das grandes empresas francesas, diz ligações inconscientes ou agentes manipuladores. E a Eurolândia que se acreditava, ainda há pouco, numa grande fraternidade com os Estados Unidos e o Reino Unido descobre que as coisas são muito mais complicadas do que isso. Em 2012 consideramos portanto que um certo número de medias da Eurolândia vai começar a questionar a objectividade, mesmo a honestidade, de jornalistas formados quase exclusivamente nos Estados Unidos ou no Reino Unido e/ou nos grandes media anglo-saxónicos na vanguarda em matéria de ataque contra o Euro. O canal France2, onde a situação descrita acima é muito frequente, acaba de fornecer um exemplo notável. Entrevistando a presidente do MEDEF sobre suas declarações a propósito de um complot americano contra o Euro ( France24 , 05/09/2011), a jornalista Stéphanie Antoine não cessou de por em dúvida sem argumento a posição de Laurence Parisot, acrescentando caras eloquentes para mostrar que não acreditava nem uma palavra do que dizia a sua interlocutora. O CV de Stéphanie Antoine na Wikepedia é claro: ela trabalhou em Nova York e Londres para a ABC, CNBC e Bloomberg. Como Laurence Parisot acusava nomeadamente os media dos EUA, compreende-se melhor a ausência de objectividade da jornalista sobre este assunto. Para a nossa equipe, é certo que os jornalistas e peritos dotados deste tipo de referências, essencialmente e mesmo unicamente os EUA e Reino Unido, vão ser progressivamente postos de lado durante o próximo ano no conjunto dos grandes media da Eurolândia. Também neste domínio o mundo de antes está em vias de desaparecer.

(19) Há um bom exemplo com a entrevista do antigo ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück , realizada por dois jornalistas da Spiegel em 12/09/2011. O primeiro diálogo é eloquente: os jornalistas começam por afirmar que o Euro não pode ser salvo. O antigo ministro perguntam-lhes de onde tiraram esta "verdade" e os jornalistas justificam-se repetindo um cliché veiculado pelos eurocépticos de todo tipo desde há ano: "porque de facto não pode funcionar pois nossas economias são diferente". Dois ensinamentos a extrair deste exemplo: os jornalistas posicionam-se como "peritos" ... é o político que eles entrevistam que é obrigado a colocar-lhes perguntas sobre a legitimidade das suas afirmações. E na ausência de conhecimento, eles não fazem senão repetir lugares comuns sem nenhuma análise do assunto que devem tratar. Esta é infelizmente a situação dominante nos media europeus desde há meses sobre tal assunto. Em desculpa dos jornalistas, eles são vítimas da incapacidade dos actuais dirigentes da Eurolândia para apresentar uma visão a longo prazo. Este simples facto permitiria dissipar este "nevoeiro de guerra" em um minuto. Os comentários de Peer Steinbrück são muito interessantes e descrevem, segundo LEAP/E2020, bastante fielmente o processo dos próximos meses.

(20) E os eurocépticos de direita e de esquerda em manobra no continente europeu, que crêem ter encontrado a justificação das suas análises mesmo que as mesmas sejam desmentidas a cada dia pelos factos e os progressos da integração europeia. Eles seriam mais avisados se se concentrassem sobre a maneira de obter uma democratização da governação da Eurolândia que está em vias de se estabelecer, ao invés de sonhar seus "amanhãs que cantam" e que já caíram no esquecimento da História.

(21) Pode-se ler este artigo muito interessante retomado da Vanguardia pela PressEurop de 08/09/2011 sobre as duas maneiras de estar em crise, comparando a Itália e a Espanha.

(22) Retornaremos daqui até o fim de 2011 à antecipação pormenorizada da evolução da Eurolândia no horizonte de 2015; mas uma coisa já é certa: Londres não pode mais se opor e será visto nas próximas semanas que o Reino Unido procurará unicamente negociar algumas vantagens em troca da sua inelutável aprovação à integração acrescida da Eurolândia. Londres tão pouco pode permitir-se o menor choque económico suplementar sob pena de ver a economia britânica entrar em colapso. Fonte: Telegraph , 15/09/2011

(23) A decisão 15/09/2011 dos bancos centrais ocidentais de recomeçar a inundar de dólares os grandes bancos não terá mais efeito durável do que anteriormente. Isso não faz senão confirmar a situação muito frágil de todos os estabelecimentos financeiros ... supostos terem passado nos "stress tests" que garantiriam a sua solidez. De resto, isso pressiona os bancos da zona Euro a emprestar em Euro: 2012 deveria ver tal situação impor-se rapidamente. Fontes: MarketWatch , 15/09/2011; Les Echos , 12/09/2011

(24) Mas não unicamente: com Weber e Stark assiste-se também ao fim da geração dos "Bundesbankers" da RFA. Sua visão das coisas era certamente adaptada à gestão do banco central da Alemanha do Oeste, mas os desafios do BCE para os próximos anos são de outra ordem. A geração "Erasmus" dos banqueiros centrais deve agora tomar o seu lugar por inteiro. E quaisquer que sejam suas convicções, esta geração sabe da importância estratégica do debate entre europeus antes de se lançar em grandes reformas. Entre a urgência da crise e o necessário debate de fundo entre europeus, é mais do que tempo de renovar as elites alemãs e francesas em particular uma vez que elas estão no núcleo do processo: acabadas as certezas "científicas" dos peritos/decisores alemães e terminada a arrogância brilhante dos tecnocratas/decisores franceses. Dos dois lados assiste-se à necessidade de pessoas que saibam trabalhar com a equipe Eurolândia: uma qualidade que todos os eurolandeses devem manter em mente antes de eleger seus próximos dirigentes.

(25) "Quem vai lentamente vai saudavelmente e quem vai saudavelmente vai longe".

(26) Esta é igualmente a grande evolução de 2011 do debate sobre a crise na Alemanha: acabados os delírios de 2010 sobre o retorno ao Deutsche Mark, existe doravante na Alemanha um debate real e sério sobre os melhores meios de vencer a próxima etapa de integração da Eurolândia. É lamentável que em França não exista um tal debate. Será preciso aguardar a eleição do ou da candidata socialista em Maio de 2012 para poder franquear esta etapa. Neste momento, os dois países poderão desempenhar novamente um verdadeiro papel motor. Actualmente eles actuam sobretudo em posição defensiva: é necessário mas não suficiente para 2012.

(27) Dito isto, os Eurobonds estão doravante ao alcance da mão. Fonte: MarketWatch , 30/08/2011

(28) Fonte: International Financing Review , 02/09/2011

(29) Já os hedge funds saem exangues do Verão de 2011. Fonte: Les Echos , 01/09/2011

(30) Pode-se ler este artigo interessante de The Nation de 19/07/2011 que descreve a passagem dos Estados Unidos, em 50 anos, de uma prosperidade em massa a uma recessão duradoura.

(31) As famílias americanas estão efectivamente ainda mais endividadas que o seu governo! Fontes: MSNBC , 09/09/2011; AlJazeera , 04/09/2011; Yahoo Finance , 28/07/2011

(32) No próximo GEAB nossa equipe desenvolverá suas antecipações sobre os Estados Unidos no horizonte 2015.

(33) Fontes: Washington Post , 14/09/2011; The Hill , 08/09/2011

(34) Fonte: Washington Post , 14/09/2011

(35) Fontes: Financial Post , 01/09/2011; CNBC , 08/08/2011

(36) Um número crescente de questões colocam-se sobre a estranha diferença entre o preço do petróleo bruto nos Estados Unidos e o do mercado londrino. Mesmo o Financial Times entrou na dança. E os índices tendem a orientar para um dos múltiplos intermediários do Fed que manteriam artificialmente baixo o preço de referência dos EUA para evitar uma alta do preço do combustível na bomba. As próximas semanas deveriam revelar mais elementos sobre esta história intrigante mas reveladora do ambiente de suspeição em relação a instituições federais que doravante reinam nos Estados Unidos. Fonte: Le Monde, 06/09/2011

(37) Fonte: ZeroHedge , 02/09/2011

(38) Fonte: ZeroHedge , 08/08/2011

(39) Fontes: USAToday , 09/09/2011

(40) Este será igualmente um dos temas abordados na conferência "Qual relação transatlântica após a crise global?" que haverá em Houston dias 3 e 4 de Outubro próximo, nomeadamente com a participação de dois responsáveis do LEAP/E2020, Franck Biancheri e Harald Greib.

[NR] Resistir.info publica este artigo para informa��o dos seus leitores, mas isso n�o significa um endosso a todo o seu conte�do. Quanto ao dito "espa�o de discuss�o" junto � opini�o p�blica criado pela UE, os autores parecem de um optimismo delirante — eles parecem muito l�cidos em detectar as mazelas do d�lar americano, mas altamente benevolentes em rela��o �s do euro. Deve-se assinalar que o tipo de an�lise que efectuam evacua as rela��es de classe no interior da UE. Em rela��o � Gr�cia, descartam a possibilidade de vir a ser expulsa da zona euro mas nem sequer afloram a possibilidade de o pr�prio povo grego optar pela seu afastamento do euro e da UE. O tratamento b�rbaro que a UE est� a infligir � Gr�cia – e que agora come�a a ser aplicado a Portugal – aponta nesse sentido. Embora os autores neguem que a sua an�lise seja ideol�gica, na verdade o seu europe�smo sem banqueiros tamb�m � uma posi��o ideol�gica...

15/Setembro/2011

[*] Global Europe Anticipation Bulletin.

O original encontra-se em www.leap2020.eu/...
Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .
A pedido de Fada do Bosque

Futuro?


Quantas vidas vamos ter, para o futuro que vai vir?

Quantos ainda vão morrer?


Até quando você vai fechar os olhos para não ver o óbvio?

Israel usa arma de som para dispersar os palestinos

LRAD (Dispositivo Acústico de Longo Alcance) é uma arma acústica, produzidas pela American Technology Corporation em os EUA. Principal 2 usa, a emissão de mensagens de difusão e sons dolorosos. É usado em situações de guerra e para controlar fluxos de pessoas. A atual versão 1000 LRAD pode emitir um som de 151 decibéis a uma distância de 1 metro e transmitir instruções para distâncias de até 1.200 metros. O dispositivo é circular, tem um diâmetro de 83 centímetros e pesa 29 kg. Na foto, uma dessas armas acústicas fotografada em uma manifestação na Califórnia.


O Exército israelense usou uma nova arma de som hoje para dispersar manifestantes palestinos, um sistema revolucionário que faz parte do equipamento não-letal adquiridos para a candidatura da Palestina à ONU.

O "Scream" ou "Scream" foi usado hoje na passagem de Qalandia, entre Ramallah e Jerusalém, para dispersar os jovens que tinham queimado alguns pneus nas ruas levando ao posto de controle israelense.

De acordo com a agência de notícias palestina Wafa, em segundo o ruído emitido pela nova arma "desestabilizou" os manifestantes, muitos deles "caíram de joelhos."

O dispositivo, que é capaz de transferir até bonés, também provoca tonturas e náuseas, e pode até causar danos irreversíveis ao aparelho auditivo, nos casos de exposição prolongada.

O efeito da nova arma rapidamente dispersou os manifestantes e foi capaz de confirmar Efe pneus em chamas no local na estrada principal de acesso à passagem, a principal entre as duas cidades.

Dezenas de pessoas, segundo a agência palestina, foram danificados pelos efeitos de "Scream" e um está em estado grave pelo impacto de um botijão de gás em um olho.

O Exército de Israel gastou mais de 100 milhões de shekels nos últimos meses na aquisição de todos os tipos de equipamentos de choque, de novo e melhorado granadas de gás lacrimogéneo que emitem um odor fétido desagradável, através de bolas e balas de borracha.

A polícia israelense também, que, ao contrário do Exército é responsável pela segurança em Jerusalém e em áreas habitadas por população árabe de Israel, informou a compra de grandes quantidades destas equipas.

Com eles, Israel quer evitar mortes de civis palestinos e que os níveis de apoio à candidatura da ONU para se transformar em um confronto armado, como aconteceu durante a Segunda Intifada em setembro de 2000.



Como o mundo inteiro está voltado para a causa Palestina em decorrência da Assembléia Geral da ONU, Israel resolveu em vez de matar, torturar
um "pouquinho" o povo palestino atravéz dessa "maravilhosa máquina moderna" feita sob encomenda pelos "irmãos americanos". (Burgos Cãogrino)



Fonte: cubadebate
tradução: google

Brasil na ONU - O recado foi dado


Dilma deixa claro que o Brasil é a favor do Estado da Palestina, que o Brasil é contra as intervenções Imperialistas.

Comparando o discurso de Dilma com o do Barack Obama fica evidente que nessa Assembléia Geral da ONU será um divisor de águas, ou a ONU toma uma providência no sentido de buscar uma solução justa para resolver os problemas do mundo ou deixa de existir como entidade representativa dos povos do mundo perante a opinião pública .

Barack Obama deixa claro as suas contradições, apóia intervenções em outros países mas no caso Israel e Palestina lava as mãos como se fosse Pôncio Pilatos, deixando claro que o mundo não deve se intrometer e nem defender a Palestina das atrocidades de Israel.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

A historia da invasão sionista na Palestina



reproduzido do Blog Jader Resende

Muito obrigado Jader

Israel esconde do mundo as atrocidades que comete contra o Povo Palestino


Israel testa novas armas na população da Faixa de Gaza

Médicos denunciam que Israel testa suas novas armas na população da Faixa de Gaza, provocando mutilações, queimaduras e ferimentos


O garoto de 13 anos joga futebol com os amigos na tarde ensolarada. De repente, aviões israelenses surgem no céu. Os meninos não têm tempo nem de correr: um míssil cai sobre eles.

A ambulância chega rapidamente e os leva ao hospital Al-Shifa, o maior da Cidade de Gaza, a capital da Faixa de Gaza. Alguns dos garotos estão inconscientes. Outros estão mortos.

Dias depois, o médico Ayman Al Sahbani, diretor do departamento de emergências do hospital, mostra o menino de 13 anos na cama de um cubículo cheio de aparelhos médicos. Vários pontos do corpo, todo coberto por faixas brancas, estão plugados nos aparelhos. Uma perna apoia-se numa espécie de mesinha de ferro. Os braços estendem-se ao lado do corpo. Só os braços. As mãos foram perdidas no ataque israelense.

“Quando o pessoal do socorro o trouxe, pensei que ele estivesse morto. Então o ouvi gritar: ‘Ai, mamãe!’. Levei-o de imediato para a sala de cirurgia e o operei. Várias vezes. Já faz cinco dias, e ele continua vivo. Tem queimaduras terríveis e estilhaços de metal por todo o corpo. Será que vai poder jogar futebol de novo? Não tenho ideia.”

Ninguém sabe quem é o garoto. E essa é uma situação comum nos hospitais. Os feridos chegam, queimados, mutilados, os corpos perfurados por pedaços de metal, e são atendidos por médicos e enfermeiros exaustos, angustiados, tentando fazer com que o pouco material de que dispõem seja suficiente para todos.

Novas armas


Ali, no setor de emergência cheirando a antisséptico, o ruído dos ventiladores mistura-se ao bipe dos monitores e aos passos apressados dos profissionais cuja tarefa é salvar as vidas daqueles que chegam. A identidade dos feridos é o que menos importa nessa hora.

“As vítimas, em sua maior parte, são mulheres e crianças”, explica o médico Al Sahbani. “Vítimas civis”, ressalta. “Chegam aos pedaços, alguns queimados de tal modo que se tornam irreconhecíveis. Há 20 crianças aqui, com ferimentos que nunca vi, nem na Operação Chumbo Fundido, quando observei pela primeira vez as queimaduras provocadas pelo fósforo branco. As armas de agora são piores, causam lesões terríveis, despedaçam pés, pernas, mãos, enchem os corpos com centenas de pequenas peças de metal.”

Operação Chumbo Fundido foi o nome dado aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que causaram cerca de 1.500 mortes, em sua grande maioria, de civis.

Al Sahbani continua, depois de uma pausa: “Meu filho de 11 anos me pergunta por que isso acontece, por que Israel nos ataca assim. O que posso responder a ele?”.

Uma das respostas possíveis seria cruel demais para uma criança: Israel está testando, mais uma vez, suas novas armas em alvos vivos. Em seres humanos que há mais de 60 anos vivem sob ocupação israelense, e que antes disso sofreram massacres e expulsões, e viram suas casas e cidades serem destruídas ou tomadas por grupos paramilitares sionistas.

Como lembrou o diretor do departamento de emergências do hospital Al-Shifa, não é a primeira vez que essas substâncias são experimentadas na população de Gaza. Israel admitiu o uso do fósforo branco em 2006 e em 2008- 2009, na Operação Chumbo Fundido. O que os sionistas não contaram, porém, foi a adição de metais tóxicos ao fósforo branco.

Metais cancerígenos


Mas o New Weapons Committee (NWRG), grupo de pesquisadores, acadêmicos e profissionais de mídia que estuda os efeitos das novas tecnologias de guerra, descobriu e divulgou. Embora a mídia corporativa não tenha dito uma única palavra sobre isso, o relatório do NWRG foi publicado em maio de 2010 e está à disposição de quem quiser consultá-lo: www.newweapons.org/files/20100511pressrelease_eng.pdf.

De acordo com o informe, análises em tecidos humanos enviados ao comitê por médicos de Gaza, retirados de “ferimentos provocados por armas que não deixam fragmentos nos corpos das vítimas”, encontraram “metais tóxicos e cancerígenos, capazes de produzir mutações genéticas. [...] Isso mostra que foram utilizadas armas experimentais, cujos efeitos ainda são desconhecidos”.

A pesquisa seguiu dois estudos anteriores do NWRG. O primeiro, publicado em 17 de dezembro de 2009, estabeleceu a presença de metais tóxicos em áreas ao redor das crateras provocadas pelo bombardeio israelense na Faixa de Gaza. O último, publicado em 17 de março de 2010, apontou a presença de metais tóxicos em amostras de cabelo de crianças da região.

Ambos indicam contaminação ambiental, agravada pelas condições de vida naquele território, que propiciam o contato direto com o solo. Os abrigos expostos ao vento e à poeira, devido à impossibilidade de reconstrução das moradias – Israel não permite a entrada de materiais de construção e ferramentas necessárias – também facilitam o contato com as substâncias tóxicas espalhadas no ambiente.

Danos à saúde

O trabalho, realizado pelos laboratórios das universidades Sapienza de Roma (Itália), Chalmers (Suécia) e Beirute (Líbano), foi coordenado pelo NWRG e comparou 32 elementos encontrados nos tecidos das vítimas. “A presença de substâncias tóxicas e cancerígenas nos metais detectados nos ferimentos é relevante e indica riscos diretos para os sobreviventes, além da possibilidade de contaminação ambiental”, diz o relatório.

“Alguns dos elementos encontrados são cancerígenos (mercúrio, arsênio, cádmio, cromo, níquel e urânio); outros são potencialmente carcinogênicos (cobalto e vanádio); e há também substâncias que contaminam fetos (alumínio, cobre, bário, chumbo e manganês). Os primeiros podem produzir mutações genéticas, os segundos podem ter o mesmo efeito em animais (ainda não há comprovação em seres humanos), os terceiros têm efeitos tóxicos sobre pessoas e podem afetar também o embrião ou o feto em mulheres grávidas”, alerta o documento.

Há mais, segundo o relatório de 2010: “Todos os metais, encontrados em quantidades elevadas, têm efeitos patogênicos em humanos, danificando os órgãos respiratórios, o rim, a pele, o desenvolvimento e as funções sexuais e neurológicas”.

Paola Manduca, professora e pesquisadora de genética da Universidade de Gênova e porta-voz do NWRG, comentou, referindo-se às análises do material recolhido em 2006 e 2008-2009: “Concentramos nossos estudos nos ferimentos provocados por armas que, segundo os médicos de Gaza, não deixavam fragmentos. Queríamos verificar a presença de metais na pele e na derme.
Suspeitava- se que esses metais estivessem presentes nesse tipo de armas [que não deixam fragmentos], mas isso nunca tinha sido demonstrado. Para nossa surpresa, mesmo as queimaduras provocadas por fósforo branco contêm alta quantidade de metais. Além disso, a presença desses metais nas armas implica que eles se dispersaram no ambiente, em quantidades e com alcance desconhecidos, e foram inalados pelas vítimas e por aqueles que testemunharam os ataques. Portanto, constituem um risco para os sobreviventes e para as pessoas que não foram diretamente atingidas pelo bombardeio”.

Testes bélicos

Um risco de longo alcance: um dos metais utilizados, o urânio, radioativo, é utilizado em usinas nucleares e na produção de bombas atômicas. Ele tem vida útil de aproximadamente 4,5 bilhões de anos (urânio 238) e 700 milhões de anos (urânio 235).

Em relação aos ataques atuais, de agosto de 2011, pesquisadores do NWRG comentaram, ao ver imagens de feridos, transmitidas por uma estação de TV de Gaza, que o exército israelense parecia utilizar as mesmas armas da Operação Chumbo Fundido. Engano. As de agora são mais devastadoras, segundo o médico Ayman Al Sahbani, do hospital Al-Shifa.

E permitem concluir que a nova investida contra Gaza não está ligada apenas à tentativa de tirar os indignados israelenses dos noticiários ou de deter os foguetes que brigadas como a Jihad Islâmica atiram no sul de Israel. Os ataques também servem ao propósito de observar os efeitos da mistura de novas substâncias, às quais se acrescentou a tecnologia das bombas de fragmentação.

O médico Al-Sahbani deplora a situação, pedindo que o mundo todo conheça o drama de Gaza e faça algo para detê-lo. “Somos humanos e só queremos viver com liberdade, trabalhar corretamente, ver nossos filhos crescerem livres, como em outros países”, declara. “Em outros países, as crianças jogam futebol, nadam em piscinas sem o risco de ser bombardeadas, amputadas e mortas, como acontece em Gaza. Que tipo de vida é esse para uma criança?”

As forças armadas de Israel utilizam bombas químicas de fósforo branco (como as da foto acima), que são proibidas pela Convenção de Genebra de 1980 devido às graves queimaduras que causa nas pessoas situadas em seu raio de alcance. Esta substância provoca queimaduras diferentes das do fogo que conhecemos, ela penetra na pele e chega até os órgãos internos, queimando tudo. Estas bombas tem efeitos devastadores, pois a Faixa de Gaza é uma das regiões mais densamente povoadas do Planeta.
Israel está cometendo crimes de guerra terríveis que devem ser repudiados por toda humanidade.


Fonte: Brasil de Fato, Vermelho.org, ujccuritiba.info

Porque Israel tem medo que seja reconhecido o Estado da Palestina?

Se o Estado da Palestina for aprovado pela Assembléia Geral da ONU, Israel será levado ao Tribunal Internacional de Haia para responder por todos os crimes cometidos ao povo palestino.



Exército de Israel está em "ALERTA MÀXIMO"

Israel mostra nervosismo diante de reivindicação palestina

Israel mostrou, nesta terça-feira (20), grande nervosismo ante a ofensiva diplomática palestina na ONU, e disse que suas forças de segurança completaram treinamentos antimotins e um plano destinado supostamente a neutralizar reações nos territórios ocupados.


Segundo o diário The Jerusalem Post, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apresentou uma lista do que ele chamou de "gestos de boa vontade" frente à avalanche de críticas estrangeiras e nacionais por sua relutância a respeito do rechecimento, na ONU, de um Estado independente palestino.

Na véspera da votação prevista para sexta-feira, os israelenses têm reduzido as operações de suas forças de ocupação dentro das cidades e aldeias palestinas, no território definido como Área A, que está sob total controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

No entanto, os sionistas deixaram aberta a possibilidade de executar ataques e outras ações repressivas em caso de "iminente ataques terroristas", um termo usado para se referir à resistência.

O plano - que seria aplicado em um cenário previsível de fracasso da iniciativa palestina devido ao já antecipado veto dos EUA no Conselho de Segurança - concede permissão para projetos de construção na área C e mais liberdade de movimento na Cisjordânia.

Esta zona está sob administração militar e civil de Israel, mas a ANP preparou cerca 20 projetos que planeja executar nessa área, caso prospere seu pedido de reconhecimento como um estado de pleno direito na ONU.

Paralelamente, o comando central do exército israelense continua em "alerta máximo" por eventuais protestos palestinos, e desenvolveu um programa de segurança individual para os colonos que vivem em assentamentos judeus ilegais na Cisjordânia.

Além de coordenar ações com as forças de segurança palestinas para minimizar as manifestações na Cisjordânia, o primeiro-ministro israelense propôs ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, a retomada das negociações diretas na sede da ONU em Nova York.

No entanto, Netanyahu e seu gabinete descartaram que, em eventuais negociações com a liderança palestina, renunciem à exigência de que se reconheça Israel como Estado do povo judeu - o que Abbas rejeita, porque laceraría o direito de retorno de milhões de refugiados à sua pátria.

Fonte: Prensa Latina

O Brasil apóia a Palestina


20 de Setembro de 2011

“Estar aqui neste momento é uma honra”, diz Socorro Gomes


Uma delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP), liderada pela presidente da entidade, a brasileira Socorro Gomes, está em missão na Palestina. Doze organizações de 10 países integram o grupo. Para o CMP, trata-se de um momento histórico e único, diante dos fatos e do que está em jogo.
A presidente do CMP, Socorro Gomes, reunida com lideranças locais / crédito: divulgação CMP

Amanhã (21), começará a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, defenderá a criação do Estado palestino, com base nas fronteiras estabelecidas antes da guerra de 1967.

“Estar aqui neste momento histórico é uma honra. Poder acompanhar os fatos em terras palestinas neste setembro de 2011 é de grande importância”, reforçou a presidente do CMP.

Para ela, a presença no território que é alvo de disputa representa o compromisso político da entidade mundial com a luta do povo palestino. Durante a visita, ela enfatizou que a decisão de levar o reconhecimento do Estado da Palestina à Assembleia das Nações Unidas possui amplo apoio entre as nações do mundo, o que demonstra o isolamento de Israel e de seu aliado, os Estados Unidos.

“A comunidade internacional tem a responsabilidade, política e moral, de dar respaldo à demanda do povo palestino para pôr fim ao genocídio e às ocupações”, completou Socorro.
A delegação presente é composta por representantes da Bélgica, Chipre, Estados Unidos, Grécia, Índia, Israel, Panamá, Portugal e Turquia, além do Brasil – presentes em três continentes. Em seu primeiro dia de atividades (ontem), a delegação se concentrou em Ramallah, centro político palestino, e se encontrou com diversos líderes locais como Bassan Salhi, secretário geral do Partido do Povo da Palestina; Hassan Hatib, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina; e representantes do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Encontro do CMP com lideranças na Palestina / crédito: divulgação CMP

Durante os encontros, ficou claro que é unânime entre todas as organizações presentes o fato de que, após 20 anos de negociações realizadas com a presença dos EUA, é chegado o momento de estabelecer nova estratégia, envolver novos atores na negociação para internacionalizar efetivamente o processo.


“É necessário parar imediatamente a ocupação do território e avançar a constituição do Estado da Palestina”, declarou Bassan Salhi.

Já a OLP enfatizou a necessidade de avançar na constituição das instituições e da própria infraestrutura do território. Para a organização, avançar nesse sentido colocará a luta em outro
patamar.
Delegação do CMP em Ramallah / crédito: divulgação CMP

Ramallah “enfeitada”


Segundo relatos de integrantes da delegação, Ramallah está com suas “esquinas todas enfeitadas com bandeiras e cartazes com motivo da votação na ONU”. O grupo também participou de uma atividade cultural, onde foram apresentadas danças folclóricas e músicas típicas da Palestina.

Hoje, mais de 200 crianças visitarão a representação da Organização das Nações Unidas em Ramallah para entregar cartas que serão enviadas ao secretário-geral da ONU, pedindo que o órgão internacional considere o pedido de criação do Estado.

O momento mais esperado, entretanto, é o discurso do presidente da ANP na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sexta-feira (23). Diversas pessoas acompanharão reunidas em grupos.


Torcida

Para reforçar o apoio do Brasil à causa palestina, Rubens Diniz, em nome do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entregou ao representante da ANP uma camiseta da seleção brasileira de futebol para ser entregue ao presidente Abbas, afirmando que “a torcida brasileira está com a Palestina”.
Diniz, Cebrapaz, entrega camiseta da seleção brasileira para a ANP / crédito: divulgação CMP

“Há amplo apoio de todas as camadas da sociedade brasileira em defesa da constituição do Estado da Palestina, inclusive, há o apoio da presidente Dilma Rousseff, que abrirá a assembleia da ONU defendendo o Estado da Palestina Já”, afirmou Diniz.



Fonte: vermelho.org.br

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O BRASIL NA VISÃO DOS AMERICANOS


Qual a intenção dos EUA em pesquisar sobre o povo brasileiro?

Estão subestimando nossa inteligência?
Acham que no Brasil só pensamos em futebol e carnaval?

Somos um povo pacífico e solidário, mas com certeza não deixaremos que os EUA continuem a nos explorar e nem tampouco nos humilhar.

Os brasileiros estão acordando, e o EUA não fará do Brasil sua salvação econômica. Não vamos continuar apoiando essa "democracia americana" que vem a muito tempo sugando os países da América do Sul.

(Burgos cãogrino)



O BRASIL E SEU ESTRATÉGICO NIÓBIO




O nióbio serve hoje para manter o domínio tecnológico e a qualidade de vida dos países da OCDE. Sem nióbio não existiriam aços especiais, supercondutores, ligas para os programas espaciais mundo afora; talvez nem aviões a jato ou satélites.

As reservas nacionais medidas de nióbio (Nb2O5) aprovadas pelo DNPM totalizam 212.487.575 t de minério, com teor médio de 2,02%, ou 4.302.248 t de nióbio contido. Elas estão concentradas nos Estados de Minas Gerais (73,11%), Amazonas (25,42%) e Goiás (1,47%).

Analisando o total de reservas nacionais de nióbio, o percentual de participação dos Estados, com relação à soma de suas reservas medida, indicada e inferida, aponta em primeiro lugar o Amazonas, cujas reservas de nióbio representam 87,36% do total do país e estão localizadas no município de São Gabriel da Cachoeira.

Em Minas Gerais, atingem a 12,47%, distribuídas entre os municípios de Araxá (391.993.876 t) e Tapira (21.590.000 t); e em Goiás as reservas de nióbio coluvionar totalizam 0,18%, situadas no município de Ouvidor, com 3.870.047 t, e Catalão, com 1.997.476 t.

Ou seja, das reservas mundiais de mais de 4,4 milhões de toneladas efetivas, o Brasil possui SÓ 4,3 milhões de toneladas, ou 98% do total. Mesmo assim, a produção mundial aproximada de nióbio é de 90% no Brasil e 10% no Canadá.


As maiores jazidas mundiais de nióbio estão no Amazonas (São Gabriel da Cachoeira) e em Roraima (na famosa Reserva Raposa – Serra do Sol).

São Gabriel da Cachoeira está localizada bem próximo à fronteira com a Colômbia. Esse município deteria, de acordo com o próprio governo, 2,9 bilhões de toneladas do minério.

Considerando-se apenas o teor médio nacional de 2,02 %, seriam inimagináveis 58,58 milhões de toneladas do minério que, cotado a US$ 180,00 O QUILO, com alto grau de pureza – 99,9% -, valeriam espantosos US$ 10,544 trilhões. Isso mesmo! Mais de US$ 10,5 TRILHÕES, ou 5 vezes nosso PIB de 2010!

Entendem agora que é muito barato para os EUA gastarem algumas centenas de milhões de dólares na montagem dessa estrutura toda (as bases na Colômbia) e estarem "do lado" de um tesouro dessas proporções?

Agora, o Brasil, sendo virtualmente o único detentor do nióbio no mundo, não deveria estabelecer o preço desse minério no mercado de acordo com seus próprios interesses?

Não deveríamos, ao invés de exportar minério bruto, atrelar o abastecimento mundial desse mineral estratégico à mais ampla transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para a nossa indústria?

Não teríamos, dentro de alguns anos e com maciços investimentos em educação/qualificação profissional, a capacidade de abastecer o mundo com ligas metálicas dos mais variados tipos 100% Made in Brazil?

Na comparação que fazemos sempre entre o petróleo cru no barril e o petróleo já com valor agregado em 40 vezes, um barril equivalente saltaria de US$ 100 para US$ 4 mil.

Como o valor do nióbio é muito mais estratégico para a humanidade que forminhas de plástico para guardar alimentos no freezer, podemos multiplicar essa agregação, digamos, só para dar uma ideia da bobeira brasileira, em mais 5 vezes = 40 x 5 = 200.

Isso se usarmos o metal para fins mais nobres e de alto valor científico do que tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias. Como exemplo, sabemos que o nióbio se converte em um supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas.

Portanto, nessa comparação entre o nióbio bruto e puro com valor agregado em 200 vezes, esse quilo equivalente saltaria de US$ 180 para US$ 36 mil. Assim, nossas reservas de nióbio hoje estimadas em algo como US$ 10,5 trilhões passariam a ser tratadas pelo valor de US$ 2,1 QUADRILHÕES. Esse minério agregado valeria 1 mil vezes o PIB brasileiro de 2010.

A FUNÇÃO DO LEGISLATIVO

Essas opções de recursos também poderão ser desenvolvidas e apresentadas à avaliação do LEGISLATIVO no próximo Congresso Nacional, que poderá criar leis específicas para a destinação de verbas para os 3 Comandos e o Ministério da Defesa já a partir de 2012.

Ressalte-se que o Congresso deverá aprovar uma Lei que vincule a devida aplicação de todos os recursos, impossibilitando cortes futuros de terceiros de modo a não prejudicar, irresponsavelmente, o planejamento e seus empreendimentos construtivos de longo prazo. Outra opção, recentemente levantada, refere-se ao recolhimento direto desses impostos do MD junto aos seus pagadores.

Esse será um enorme progresso e uma vitória para qualquer planejamento a ser feito no Brasil, inclusive sobre os absurdos, irresponsáveis e irrecuperáveis contingenciamentos de projetos (como o do FX-2) sendo feitos desde 2003, e mais ainda sobre os Royalties da MB.

Ressalte-se, por último, que o Projeto de Lei nº 5.520/2001, do ex-Deputado Federal Clementino Coelho (PPS-PE), retira dos municípios e estados produtores de petróleo os benefícios dos Royalties advindos da Plataforma Continental, basicamente, pelo mal uso que vem sendo feito de tão importantes verbas.
Reconhecidamente, os Municípios beneficiários nem de longe aplicam esse dinheiro como deveriam, já que ele não vem sendo empregado em saneamento e melhoria urbana, e muito menos em saúde e políticas sociais.
A maioria apresenta problemas como fraudes, corrupção e tráfico de influência, tudo rezando pela manutenção dos elevados índices de miséria e desajustes sociais de toda ordem.
Passariam a receber tais Royalties o Comando da Marinha, o Ministério da Ciência e Tecnologia e um fundo especial para os Municípios e Estados da federação para distribuição, sob um argumento simples: os recursos naturais pertencem à União e por isso todos os entes da federação deveriam ser beneficiados. Encontra-se hoje arquivado à espera de momento oportuno e interessados, caso seja necessário.


Fonte: http://www.defesabr.com/MD/md_recursos_origem.htm#Niobio
Retirado do site walfredo.net

Geopolítica dos minerais: disputas estratégicas



Esse material é muito interessante sobre as disputas geopolíticas que se armam neste mundo em transição. Marcam o futuro. A China já aponta como “Everest” na matéria. Quanto ao Brasil, a questão do Nióbio é estratégica. Um novo Código mineral está sendo preparado pelo governo, vamos manter em foco de atenção.

Veja



Elementos de risco

O Serviço Geológico Britânico divulgou uma lista de “elementos ameaçados de fornecimento”.

Não é uma lista de elementos raros ou “ameaçados de esgotamento”, mas daqueles elementos mais importantes economicamente com risco de sofrerem quebra na cadeia de fornecimento global.

“A lista dá uma indicação do risco relativo para o fornecimento dos elementos químicos ou grupos de elementos que precisamos para manter nossa economia e nosso estilo de vida,” afirma o órgão britânico, em tom pouco diplomático.

A posição de cada elemento na lista é determinada por fatores que podem impactar sua oferta, incluindo a abundância de cada elemento na crosta terrestre, a localização da produção e das reservas atuais, e a estabilidade política desses locais.

Minerais tecnológicos

Os dados destacam a importância da China na mineração mundial, sobretudo nesta área dos chamados “minerais tecnológicos.

O Brasil está presente entre os elementos com sinal vermelho, graças ao nióbio – o país fornece quase a totalidade do nióbio do mundo, um elemento importante na indústria do aço, eletrônica, supercondutores e até dos experimentos com a fusão nuclear.

A lista é encabeçada por minerais como as terras raras, grupo da platina, o nióbio e o tungstênio.

Segundo os organizadores da lista, não há nenhum risco de esgotamento das reservas de nenhum dos minerais listados, sendo que os maiores riscos ao fornecimento são “fatores de risco humanos” – geopolítica e nacionalismo – e acidentes.


Fonte: Blog do Sorrentino, http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias

/noticia.php?artigo=metais-mais-raros-terra-lista-risco&id=010125110915


domingo, 18 de setembro de 2011

CUBA 50 anos sendo vítima da DITADURA AMERICANA


CUBA - Governo exige em Genebra direito ao desenvolvimento sem bloqueio

Genebra, (Prensa Latina) Cuba reiterou nesta quinta (15) seu compromisso com o desenvolvimento a pesar do bloqueio que por mais de 50 anos mantém os Estados Unidos, em uma intervenção no Conselho de Direitos Humanos (CDH) de Nações Unidas.

O delegado cubano Juan Antonio Quintanilla destacou que o principal obstáculo à realização do direito ao desenvolvimento do povo cubano o constitui o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington.

Constitui uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo um povo, em particular o direito ao desenvolvimento, enfatizou.

Entre seus argumentos, o diplomata indicou que o dano econômico direto ocasionado pelo bloqueio até dezembro de 2010, a preços correntes, calculados de forma muito conservadora, supera os 104 bilhões de dólares.

"Cuba continuará denunciando esta política unilateral, absurda, ilegal e moralmente insustentável, que não tem cumprido, nem cumprirá o propósito de doblegar a decisão patriótica do povo cubano de preservar sua soberania", precisou.

De outro lado, comentou que os progressos atingidos graças a iniciativas de cooperação e integração solidarias como a ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) não dependem da ajuda dos países desenvolvidos, a qual é quase inexistente.

Anotou que o intercâmbio desigual se aprofundou; a assistência oficial ao desenvolvimento contraiu-se em termos reais e a transferência de tecnologia segue sendo muito limitada e altamente condicionada.

A ausência de solução aos problemas mais graves do desenvolvimento e aos padecimentos dos milhares de milhões de pessoas que vivem em condições de pobreza e subdesenvolvimento, afetará também às sociedades industrializadas, sentenciou.



Fonte: Pátria Latina
Imagem: google

Protesto nos EUA (Feitiço começa a virar contra feiticeiro)





Protestos de rua chegam aos EUA

Por Idelber Avelar

Não foi uma multidão de proporções egípcias mas, para o contexto dos EUA, é extremamente significativo e ela promete não ir embora. Começou a ocupação de Wall Street. Alguns poucos milhares de pessoas saíram às ruas, neste sábado, no sul da ilha de Manhattan, o coração do capital financeiro dos EUA. Elas prometem permanecer lá e muitos apostam que a concentração vai crescer neste domingo.


Completamente ignorada pela mídia televisionada e impressa, o movimento se articulou pela internet. Convocada pelo movimento Ocupar Wall Street, dentro do qual se faz presente o Anonymous, a manifestação inclui uma série de demandas que há muito tempo não eram vistas na esfera pública estadunidense:



1. Que os protestos continuem ativos nas cidades. Que cresçam, se organizem, se conscientizem. Nas cidades em que não há protestos, que eles sejam organizados e quebrem o sistema.

2. Convocamos os trabalhadores não apenas a entrar em greve, mas a tomar coletivamente os seus locais de trabalho e organizá-los democraticamente. Convocamos professores e alunos a agirem juntos e a lecionar democracia, não apenas os professores aos alunos, mas os alunos aos professores. Ocupem as salas de aula e libertem as cabeças juntos.

3. Convocamos os desempregados a se apresentarem como voluntários, a aprenderem, a ensinarem, a usarem as habilidades que tenham para se sustentarem como parte da comunidade popular que se revolta.

4. Convocamos a organização de assembleias populares em cada cidade, cada praça, cada câmara municipal.

5. Convocamos a ocupação e o uso de prédios abandonados, de terras abandonadas, de todas as propriedades ocupadas e abandonadas pelos especuladores, para o povo e para cada grupo que organize o povo.


Mostrando que a democracia dos EUA já não é a mesma, a polícia bloqueou os quarteirões de Wall Street que ficam entre as ruas Broadway e William. Não houve grandes distúrbios neste sábado, mas a polícia nitidamente se confundiu com o caráter descentralizado da manifestação. Vários presentes relataram que era insistente a demanda “queremos falar com o líder”, ante a qual a resposta recebida era invariavelmente “não há líder”.



Há um total blecaute midiático sobre o movimento. Fox News, CNN e MSNBC, os três principais canais de notícias da TV a cabo, não noticiaram nada. As quatro principais emissoras da TV aberta, ABC, CBS, FOX e NBC, também não. Na seção de tecnologia de seu site, a CNN deu uma bizarra matéria que dizia que o movimento "tentava imitar o Irã". O New York Times não deu uma linha no jornal propriamente dito, mas só uma notinha no blogue.



Na noite de sábado, a assembleia popular decidiu passar a noite lá e, neste domingo, espera-se a chegada de mais gente. Muitos manifestantes falam em permanecer em Wall Street durante semanas ou meses, num grito de revolta contra o capital financeiro. Na segunda-feira, evidentemente, a polícia já não terá como fechar Wall Street, e é nisso que o movimento aposta.



Há algumas fontes para acompanhar esse auspicioso acontecimento. A tag no Twitter é #OccupyWallStreet. Neste domingo, deve se reiniciar a transmissão ao vivo do protesto no site do Global Revolution. Também deve haver streaming todo o dia no AdBusters, que é parte da organização. O Anonymous está postando vídeos. A pequena cadeia de televisão de Washington RT Television está cobrindo o evento. Também há notícias e vídeos no Scoop it.



Dada a acumulação de revolta contra o capital financeiro nos EUA, o movimento tem muito potencial para crescer. Pode ser que fique interessante a coisa.



Texto: / Postado em 18/09/2011 ás 17:20
Fonte: Revista Fórum, Pátria Latina
Imagem: retirada de Pátria Latina






E SE A PRIMAVERA ÁRABE VIRAR UM PESADELO ?


Por Rui Martins, de Berna, Suiça

“E se a primavera árabe virar um pesadelo ? As primeiras suspeitas surgiram com o primeiro discurso do chefe do Conselho Nacional de Transição da Líbia, o ex-ministro de Kadafi, Mustafá Abdel Jalil.

Surpreendendo muitos ocidentais que apoiaram a iniciativa de Sarkozy e Cameron de atacar a Líbia e que levaram a OTAN a criar, com seus bombardeios, condições para a queda de Kadafi, o novo homem forte na Líbia declarou que a religião islamita será a principal fonte da legislação no país. E citou, claramente, a “chariá”, conjunto dos mandamentos de Deus constantes do Corão muçulmano, de retorno à sociedade líbia.

Assim como Moisés definiu no “Pentateuco” do Velho Testamento as principais exigências ao povo hebreu, inclusive relacionadas com o comportamento, alimentação, vida familiar, assim também a “chariá” engloba os cinco preceitos principais –obrigatórios, recomendados, permitidos, desaconselhados e proibidos. A “chariá” é a lei em países como a Arábia Saudita, Irã, Sudão, uma parte do Paquistão e no Afeganistão dos talibãs.

Diga-se de passagem, nos países onde se faz a leitura literal do Corão e dos preceitos e tradições da “chariá”, trata-se de uma lei cruel, rejeitada pela União Européia, pela qual as mulheres perdem, praticamente, todos os direitos conquistados durante o governo Kadafi. E, se a pressão dos fundamentalistas aumentar, como pode ocorrer, já que alguns dos chefes vitoriosos fizeram treinamentos no Afeganistão como militantes da Al Qaeda, as mulheres poderão ser obrigadas a utilizar a burca. Em todo o caso, o “chador” ou véu voltará a ser obrigatório.

Em termos de geopolítica, a implantação de governos teocráticos ou fundamentalistas islamitas na Líbia e no Egito (parece mais difícil na Tunísia, onde a tradição secular é mais arraigada) do outro lado do mar Mediterrâneo irá, sem dúvida, fragilizar a União Européia e poderá influir no comportamento da população européia, com alguns países aceitando a aplicação da “chariá” dentro das comunidades muçulmanas (e elas são importantes na Alemanha, na França, na Inglaterra e na Holanda), como tinha proposto há dois anos, provocando escândalo, o cardeal de Cantebury em Londres. Ou, no sentido inverso, provocando uma reação dos cristãos e iluministas contra o teocracismo.

Não passou despercebido da imprensa européia o fato de alguns líderes da revolução no Egito levantarem a hipótese de se proibir às turistas o uso do biquini, mesmo se o turismo é a fonte de renda principal para esse país.

As revoluções se fazem, mas no momento de se decidir quem assume o poder, podem acontecer imprevistos, já que podem ocorrer ajustes de contas entre grupos que antes lutavam juntos contra o inimigo comum.

O exemplo mais marcante na história ocidental foi o registrado após a Revolução Francesa, onde os vencedores guilhotinavam seus adversários, para depois serem por sua vez guilhotinados. Isso provocou, do revolucionário francês Georges Danton, a frase «a revolução é como Saturno (figura da mitologia grega) e devora seus próprios filhos».

Em todo caso, uma rápida análise das intervenções ou novas cruzadas dos ocidentais no mundo árabe revela erros gritantes. O presidente americano Bush abriu a Caixa de Pandora no Oriente Médio ao destruir o Iraque, país laico, que garantia o equilíbrio na região e continha os xiitas iranianos.

Sarkozy, Cameron e OTAN imitaram Bush ao destruir a Líbia de Kadafi (sem dúvida um tirano, mas um tirano vindo do panarabismo laico de Nasser) e podem ter aberto as portas para o controle da região por combatentes da Al Qaeda, trazendo o islamismo fundamentalista e sua “chariá” para perto da Europa, mesmo porque, se a Líbia virar fundamentalista, logo será a Argélia e o Marrocos que seguirão

E, parodiando-se Danton, se terá pervertido a primavera árabe e, como aconteceu com o aitolá Komeini, que derrubou o Xá, mas criou no lugar um governo teocrático, igual à época medieval dos cristãos europeus. E como Danton, muitos jovens que lutaram pela democracia e liberdade poderão ser as primeiras vítimas.

Só me resta uma esperança, a de estar enganado.”



Comentário: A "Primavera Árabe" é somente um pretexto no jogo de xadrez da geopolítica internacional para desestabilizar o Oriente Médio e implantar teocracias fundamentalistas? Será o Corão x Torá? Será isso tudo que Israel precisa para justificar depois uma ação militar sem precedentes e fazer uma mudança do eixo político econômico e militar dos EUA e Inglaterra para Jerusalém? E assim poder deflagrar uma possível terceira guerra mundial?
É bem possível que isso aconteça, afinal eles são a raça escolhida pelo "Deus" deles.

(Burgos Cãogrino)




FONTE:
escrito por Rui Martins, jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura, líder emigrante, ex-membro eleito no primeiro conselho de emigrantes junto ao Itamaraty. Criou os movimentos “Brasileirinhos Apátridas” e “Estado dos Emigrantes”, vive em Berna, na Suíça. Escreve para o “Expresso”, de Lisboa, “Correio do Brasil” e agência “BrPress”. Artigo publicado no site “Direto da Redação” (http://www.diretodaredacao.com/noticia/e-se-a-primavera-arabe-virar-um-pesadelo).

Texto e imagem reproduzido de: http://democraciapolitica.blogspot.com/2011/09/e-se-primavera-arabe-virar-um-pesadelo.html

Dilma dará apoio a palestinos


O reconhecimento do Estado palestino entra em debate na 66ª Assembleia-Geral da ONU por meio da presidente Dilma Rousseff. No discurso, que abre o encontro, na quarta-feira, Dilma dirá que passou da hora de o mundo reconhecer a existência da Palestina. Ignorando o desconforto que o apoio explícito pode criar entre americanos e israelenses, a presidente pretende reforçar a posição de líder internacional que o Brasil busca.

O discurso ainda não está pronto. Além dos tópicos que Dilma escolheu e das linhas gerais traçadas pelo Itamaraty, pouco foi desenvolvido. A versão final deve ser feita mesmo em Nova York, nos dias que antecedem à abertura da Assembleia-Geral.

A situação palestina não será um tema central, mas se encaixa em um dos tópicos preferenciais do Brasil: a mudança da geopolítica mundial, a necessidade de reforma da governança global e a abertura de espaço para novos atores internacionais.

Conselho de Segurança da ONU é "Democraticamente uma Ditadura Americana"


Coloco abaixo um texto escrito em 2010, que considero bastante atual tendo em vista os acontecimentos que estão por vir no dia 23/09 na próxima reunião da Assembléia Geral da ONU.




Anna Malm é correspondente de Pátria Latina em Estocolmo na Suecia.

Texto: / Postado em 23/06/2010 ás 16:20

PARA QUE SERVE A ONU?

Por: Anna Malm

A ONU é uma entidade impotente que só tem servido para defender os interêsses americanos e isso se nota pelas consequências que resultam das ações arrogantes dos Estados Unidos e dos seus protegidos quando não disciplinados por nenhum mecanismo de contenção internacional.
O acôrdo Brasil/Turquia/Irã deixou, pelo que todas as aparências indicam, a representate americana, a Sra. Hillary Clinton, possessa. Ela foi desacreditada perante o mundo, o que pode ter sido desagradável para ela, mas que para muitos traz alguns benefícios. O desenrolar dos acontecimentos demonstrou, acima de todas as expectativas, para o mundo inteiro poder observar, com calma e em technicolor, os verdadeiros motivos americanos em relação ao Irã.
O motivo não é complicado. Trata-se de tirar o petróleo ao Irã e ao mesmo tempo que fazer a felicidade do complexo industrial militar. Digo que o problema é simples porque para isso são especialistas, com muitos e muitos anos, assim como muitas e muitas guerras na sua lista de méritos.
Irã tem a segunda maior reserva de petróleo do mundo, no valor de 300*. A primeira reserva do mundo, a da Saudi Arábia, tendo um valor de 303* Em terceiro lugar vem o valor de 169* do Quatar, seguido do valor 134* do Iraque. Venezuela é a quinta maior reserva de petróleo do mundo com um valor de 128.*
Mesmo que não se goste muito de matemática só se pode admitir que os numeros especificados falam por si mesmos. Podemos acrescentar que além das reservas de petróleo também podemos apreciar o problema de um outro ponto de vista, sendo êsse o das companhias de gás e petróleo que lideram o setor energético mundial. Essas companhias sendo as da Saudi Arábia e do Irã, a que se seguem as de Quatar, Iraque e Venezuela.
Lembrando-se que 65% das reservas de gás e petróleo mundiais se encontram no Oriente médio e que os coitados do Estados Unidos só tem 2% , digo dois procento das reservas mundiais de petróleo e a de-facto situação de terem conseguido se meter através das instituições financeiras da Wall Street numa situação financeira desesperadora especificamos.
A dívida oficial dos EUA no mercado de crédito é de 90% do PIB norte americano. Juntando se a isso as dívidas do setor industrial-corporativo assim como dos indivíduos particulares especifica-se uma dívida de 360% do PIB do país. Sem se correr o risco de difamar ninguem pode se afirmar que isso está falido.
Agora, para que serve a ONU? Para impôr “sanções” ao Irã por não se deitar de barriga para cima enquanto os EUA se apropriam do seu petróleo à mão armada? A ONU também não serviu para nada quando da guerra imoral e ilegal contra o Iraque, guerra essa que também teve como seu objetivo principal o garanitr o petróleo do Iraque para a hegemonia ocidental. Daquela vez era o petróleo do Iraque, agora é do Irã. Com boa memória lembramo-nos que já em 2000 se especificava nos Estados Unidos que por volta de 2010 se precisariam de seis Saudi Arábias para garantir o consumo do cobiçado petróleo pela tal hegemonia.
Se o interêsse não é o petróleo mas território para os seus afilhados, temos a história do veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU. Para um leigo poderia parecer que de 1967 até hoje 90% das resoluções apresentadas pela Assembléia Geral à respeito de Israel não se concretizaram por causa do poder de veto dos Estados Unidos, e isso não estaria muito errado. Concretamente temos:
De 1948 à 2009 foram apresentadas no Conselho de Segurança da ONU 223 resoluções à respeito de Israel, das quais os Estados Unidos puseram seu veto em todas as resoluções realmente importante, ou seja:-
Condenar a política de instalações e colonizações israelenses em territórios ocupados. Condenar a ação de Israel no sul do Líbano. Deplorar as medidas repressivas de Israel contra a população Árabe. Condenar as práticas de Israel contra a população civil no sul do Líbano. Chamar Israel à respeitar os lugares sagrados Islamitas. Insistir para que Israel respeitasse a quarta Convenção de Geneva, anulando a ordem para deportação de Palestinos. Condenar práticas violentando os direitos humanos dos Palestinos. Deplorar a contínua falta de consideração de Israel pelas relevantes decisãoes da ONU. Respeitar as exigências internacionais e parar com as contruções de instalações israelenses no leste de Jerusalém. Aceitar o convite internaciomal para se colocar observadores da ONU nos territórios ocupados. Condenar o assassinato de vários empregados, assim como a destruição do armazém do Programa de Alimentação da ONU. Condenar Israel pelo assassinato de Ahmed Yassin. Chamar Israel a terminar o ataque à Gaza.
Tudo vetado pelos Estados Unidos.
Agora, como bom exemplo apresentamos uma resolução que os Estados Unidos aceitaram:- A Resolução 1701, resolução essa esboçada pela França, Estados Unidos “e Israel”. Infelizmente, para começar essa resolução é em si mesma uma violação da Carta de Diretivas da ONU e do código de Conduta Internacional. O texto dessa resolução – Resolução 1701 passou unanicamente pelo Conselho de Segurança da ONU.
O sistema de trabalho do Conselho de Segurança da ONU me incomoda. Na minha opinião, além de todo o especificado acima ainda temos essa última história com o pedido de sanções contra o Irã. Tendo o acôrdo com o Irã sido assinado pelo Brasil e a Turquia tudo não passa de uma demonstração arrogante. Aqui quem manda somos nós e pronto. Tome lá. Todo mundo vai ver quem somos nós. É, realmente. Realmente. Graças a Deus o mundo inteiro vai ver.
Certo. É uma afronta e um insulto conscientemente elaborados pelos Estados Unidos e dirigidos à Turquia e ao Brasil. Mas, como o mundo todo pôde observar de perto, e como nem todos no mundo são idiotas declarados, as consequências a se esperar dessa última demonstração de incompetência e arrogância vai ser muito simplesmente o caso do feitiço virando contra o feiticeiro. É só esperar para ver. Quanto mais fizerem melhor, porque êles mesmos estão por conta própria preparando o terreno onde vão se atolar de vez. Deus que me perdoe se desejar que êles se engasguem com todo o petróleo iraniano.
Quanto a ONU para que possa cumprir os objetivos que lhe cabem tem que ter sua maneira de trabalho renovada. Uma coisa é certa. O seu Conselho de Segurança tem que ser reestruturado de maneira tal que espelhe a realidade de 2010 e não a de 1945. Quanto ao sistema do veto... Bom, para isso nem consigo achar palavras apropriadas. É uma vergonha que tem que ser excluida e esquecida. Se de alguma maneira fôr continuar é indo para o cabinete dos horrores da historia, para que apesar da vergonha que se possa sentir, a lição aprendida não seja esquecida tão cedo.



Fonte: Patria Latina
Imagem: google

Notas:
300*; 303*; 169*; 134*; 128*; referem-se ao valor para reservas totais de petróleo em medidas equivalentes a milhões de barris.

*

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