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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Exército Brasileiro em Refinarias da Petrobras?


Curiosamente no Brasil, as Forças Armadas do Exército resolvem fazer
treinamento nas Refinarias da Petrobras

O objetivo desta operação chamada (Operação Ouro negro) consiste no adestramento das tropas
de Artilharia do Exército em instalações de interesse sob sua área de responsabilidade. Major Benetti destacou que as forças armadas precisam estar sempre preparadas, e o Major Mattos Junior explicou que o treinamento é voltado para a segurança das instalações nas Refinarias da Petrobras e também disse: "Utilizaremos todo o material militar necessário para o cumprimento da missão. Desde o armamento individual até carros de combate".


O que está por trás dessa "Operação Ouro Negro" na Petrobras?

O Brasil está se sentindo ameaçado em sua soberania energética?



Fatos que nos chamam a atenção:


Após a descoberta da camada Pré-Sal o Brasil está entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente da Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.
Em razão da descoberta do Pré-Sal o Governo Brasileiro mudou o sistema de exploração, as exploradora estrangeiras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo "donas" do petróleo por um determinado tempo.

No Pré-Sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso ficou estabelecido que a Petrobras será a operadora exclusiva.
Isso não agradou nada as exploradoras estrangeiras.

Na ocasião a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda disse: "A Petrobras terá todo o controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderá prejudicar os fornecedores americanos".
Uma das maiores preocupações dos americanos era que isso favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.



09/06/2011
A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que descobriu indícios de petróleo e gás em águas profundas no bloco BM-PAMA3, na bacia Pará-Maranhão. Foi o primeiro registro de indícios de óleo feita pela estatal brasileira em parceria fechada em abril deste ano com a chinesa Sinopec e a segunda neste campo.

China lidera importação de petróleo do Brasi
l

Graças ao acerto entre Petrobrás e Sinopec, o ritmo de crescimento das vendas de petróleo para a China foi exponencial. Em 2004, os chineses estavam na sexta colocação entre os clientes do Brasil, atrás de países como Chile e Portugal. Em 2003, sequer apareciam nas estatísticas. O comércio com a Índia é ainda mais recente e só ganhou volume no ano passado.

Mesmo assim, o Brasil ainda é um fornecedor irrelevante para os chineses, cujas importações líquidas chegaram a 1,4 milhão de barris por dia em setembro. Os Estados Unidos são o maior comprador de petróleo do mundo, mas os chineses já são o maior consumidor de energia. Com as vendas de carros batendo recorde, a sede do gigante asiático por gasolina é cada vez maior.

Segundo estimativas da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), o consumo chinês de petróleo deve crescer 5,14% em 2011, muito acima da alta de 1,36% prevista para a demanda global.


Outro fato que chama a atenção:

Em 2009 houve pressão do Governo Americano sobre parceria entre Brasil e Ucrânia para
reconstrução da Base de Alcântara.
O governo dos Estados Unidos não quería que o Brasil tivesse um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionaram parceiros do país nessa área – como a Ucrânia – a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.


Energia nuclear - Parceria Brasil/Ucrânia

26/09/2011Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, disse hoje que a Ucrânia integralizará sua parte da sociedade na Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada para comercializar serviços comerciais de foguetes e satélite a partir do Maranhão. “Já temos os recursos, da ordem de US$ 250 milhões, que serão investidos a partir de outubro próximo. Também estamos abertos a transferir tecnologia para um novo lançador de satélites, o Cyclone 5, que será produzido em
conjunto com o Brasil”, garantiu.
O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a ACS é um projeto estratégico para o Brasil. “A maior parte do programa está sob controle da Agência Espacial Brasileira, o Ministério da Defesa tem apenas uma pequena participação, mas o aporte prometido é uma excelente notícia, que abre boas perspectivas de cooperação tecnológica entre os dois países”, comemorou.
Mykhailo Bronislavovych Yezhel chegou ao prédio do Ministério da Defesa brasileiro às 11h30. O
ministro Celso Amorim recebeu-o na entrada. Em seguida, no Salão Nobre, apresentou-o ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e aos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri.
A comitiva ucraniana incluiu representantes das maiores empresas de defesa do país, como a
Antonov, fabricante de aviões de carga, e da Agência Ucraniana de Estaleiros, holding que controla a indústria naval, responsável pela construção de todos os porta-aviões e metade da esquadra de superfície da ex-União Soviética.
Durante a reunião bilateral, o ministro ucraniano propôs a fabricação de naviospatrulha de 500 toneladas e destacou o interesse de seu país em participar da
concorrência para a construção, no Brasil, de cinco navios escolta de 6.200 toneladas e de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas. Também levantou possibilidades de cooperação no desenvolvimento de mísseis terra-terra de 300 quilômetros de alcance e de mísseis antiaéreos.
Yezhel fez amplo relato das potencialidades da indústria militar ucraniana na área de blindados e no campo aeronáutico.
Ressaltou as qualidades do cargueiro Antonov An-70, capaz de carregar 38 toneladas e pousar em pistas não-preparadas e curtas, e do avião de patrulha Antonov An-168, com autonomia de 12 horas.
Depois de elogiar as oportunidades oferecidas pelo Cyclone 5, o ministro Amorim lembrou que o
Brasil já investe em um avião cargueiro de projeto nacional, o KC-390, da Embraer; na produção
de blindados sobre rodas, o Guarani, e de um navio-patrulha de 500 toneladas. Ao mesmo tempo, mostrou interesse no avião-patrulha e na possibilidade de cooperação com a Ucrânia para
desenvolver um projeto de navio-aeródromo.
“Nosso maior interesse é obter tecnologia para desenvolver a indústria nacional e já
desenvolvemos inúmeros projetos”, disse o ministro brasileiro. “Podemos verificar, com o Estado
Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e os comandos das Forças, onde existe
complementaridade para que possamos desenvolver programas de cooperação.”

Acordos


Brasil e Ucrânia assinaram dois acordos-quadro, de cooperação tecnológico-militar e de segurança de informações, em outubro de 2010, ainda não ratificados pelo Congresso Nacional. Estão previstas várias áreas de atuação conjunta na área de preparação de pessoal e nos campos
aeronáutico, espacial, de equipamentos terrestres e naval. Segundo Yezhel, o Ministério da Defesa do seu país já implantou os grupos de trabalho para estudar possíveis nichos de cooperação.



Dois fatos que possívelmente o Brasil terá que se preocupar com a defesa da Nação Brasileira, pois, são fatos que não agradaram em nada ao "Democrático" Império (falido) Americano.




Fontes: defesa.gov.br, r7.com, imagens retiradas do google

domingo, 25 de setembro de 2011

OS VAMPIROS DO BRASIL



(Reproduzo na íntegra este excelente texto para que chegue ao conhecimento da maioria dos brasileiros)


OS VAMPIROS, AS REMESSAS DE LUCRO E A TRAGÉDIA DA DESNACIONALIZAÇÃO
Por Mauro Santayana, em seu blog

“A informação de que as remessas de lucros e dividendos por parte de multinacionais –especialmente do setor financeiro e de telecomunicações– atingiram mais de 34 bilhões de dólares nos últimos 12 meses dá uma idéia da sangria com a qual estamos alimentando –com a nossa força de trabalho e de consumo– nossas ex-metrópoles coloniais, cada vez mais parecidas com um bando decrépito de vampiros lutando para não voltar ao pó.

Essa soma, de 34 bilhões de dólares, representa mais de 60% do total do déficit em conta corrente, que deve passar de 50 bilhões de dólares neste ano, apesar do aumento –que mais uma vez colocou em xeque as agourentas “previsões” dos “agentes” do “mercado”– de mais de 70% no superávit comercial deste ano.

Um caudaloso amazonas de dinheiro, que está indo para o exterior, todos os anos, em troca de absolutamente nada.

De lá, como nos tempos das caravelas, as naus só tem trazido duas coisas:

Espelhinhos, em forma de ‘press-releases’, que depois são publicados aqui pelos mesmos enganadores que continuam defendendo, na mídia, que fizemos um excelente negócio entregando para os estrangeiros nossas empresas estratégicas e nosso mercado interno nos anos 90.
parte dos culpados alinhados para fotografia

E centenas de “técnicos” e “executivos”, que estão invadindo, todas as semanas, nosso mercado de trabalho –ao ritmo de mais de 50 mil licenças expedidas pelas autoridades nos últimos meses– vindos de países em crise que, como é o caso da Espanha, estão com uma taxa de desemprego de mais de 20%.

Isso quer dizer que, enquanto o Brasil luta, desesperadamente, para desvalorizar o real e aumentar as exportações, minadas por um dólar artificialmente baixo, nosso dinheiro vai para o ralo, para salvar da quebra empresas incompetentes de países idem, que só conseguiram aportar aqui nos anos 90, graças a dinheiro subsidiado da União Européia e a financiamentos –pasmem– do próprio BNDES.

Para citar apenas um caso –de uma empresa não necessariamente europeia, mas de um país que está hoje com uma dívida de mais de 4 trilhões de dólares, por estar sustentando duas guerras perdidas– a “American Southern Energy” [AES] comprou a Eletropaulo, que tinha centenas de milhões de reais em caixa, com financiamento a juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Não satisfeita de botar a mão nesse dinheiro, e de não investir o que devia na expansão da infraestrutura da empresa, a AES atrasou várias prestações durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, a ponto de o Governo Lula ter sido obrigado a entrar na justiça em Nova Iorque para recuperar ao menos parte do prejuízo, conseguindo fazer isso com a constituição da Brasiliana, holding que reúne os ativos desse grupo no Brasil, e da qual o BNDES teve de ficar sócio.

E o que ganhamos com o maior processo de esquartejamento, desmonte e desnacionalização da economia brasileira em 500 anos de história, feito a toque de caixa e vendido como a grande panacéia para a situação do país naquele momento?
[o então Ministro do Planejamento José Serra comemora com a diretora do BNDES a “privatização” (!?!) da Light para estatal francesa]


A dívida líquida praticamente dobrou em oito anos. O dólar estava a quase quatro reais em 2002. No mesmo ano, o salário mínimo valia cerca de 80 dólares. Um saco de arroz chegava a custar 12 reais no supermercado da esquina. A SELIC estava em quase 25% ao ano. Devíamos 40 bilhões de dólares ao FMI. Nossas reservas internacionais líquidas eram de menos de 20 bilhões de dólares. E isso sem contar a dívida externa do setor privado e o que devíamos ao Clube de Paris.

Para completar o descalabro, pagamos, hoje, graças a essas competentes privatizações, as mais altas tarifas do mundo em telefonia celular e internet, segundo pesquisa feita em 187 países pela União Internacional de Telecomunicações.

Agora, cada vez que um brasileiro que cai no conto das multinacionais compra um chip da Vivo, da OI, da TIM ou da Claro, paga uma conta de luz –dependendo da distribuidora– ou faz uma operação bancária com o Santander, estamos mandando esse dinheiro para uma viagem sem volta, com passagem só de ida, para países que, na época, não tinham nenhuma empresa que pudesse se comparar à Telebras, e que, como desenvolvedores de tecnologia de telefonia celular, eram excelentes produtores de bacalhau e azeitonas.

Povos que ostentam uma renda per capita 3 ou 4 vezes maior do que a nossa –o que muitos brasileiros acham uma grande vantagem– mas que tem uma dívida per capita 4 ou 5 vezes superior à sua renda.

Controlados por governos tão competentes e avançados na administração de sua economia que estão agora, com a discutível exceção do México, literalmente quebrados, e dependendo, para continuar em pé, do nosso dinheiro e dos nossos mercados.

E agora, o que fazer para sair dessa armadilha?

Como desmontar mais essa bomba-relógio financeira –a outra é a dos juros– que montaram para nós, alegre e despreocupadamente, nos últimos anos do século passado?

Fazer uma campanha na internet para que os brasileiros consumam com um mínimo de consciência e boicotem produtos e serviços das empresas multinacionais que estão sangrando o país ?

Exigir que parte dessa fabulosa quantia fique no Brasil, onde poderia, não fosse a criminosa irresponsabilidade de quem vendeu a nação a preço de banana, estar gerando renda e emprego para milhões de brasileiros?

Por muito menos, quando se falou em taxar a remessa de lucros das multinacionais, os Estados Unidos promoveram e financiaram o Golpe Militar de 1964.

Criar grandes estatais brasileiras para conquistar ao menos uma parcela desse mercado e segurar parte desse dinheiro dentro do Brasil?

Isso seria um deus nos acuda! Basta ver a reação hidrófoba com que foi brindado o governo quando se falou em colocar a Telebras para trabalhar direto com o público na prestação de serviços de banda larga.

Emprestar dinheiro do BNDES para as empresas de capital nacional, para diminuir o tamanho da sangria?

Isso também não pode, como se viu no caso da OI. Atrapalha a “livre” concorrência. Para os “agentes” do “mercado”, o normal é o BNDES fazer o contrário: emprestar dinheiro para grupos estrangeiros comprarem nossas empresas dentro do Brasil.

O Governo, como sempre acontece, vai ser acusado de estar reestatizando a economia e interferindo no mercado, como se, no mundo em que a China está prestes a dominar, as maiores empresas não fossem estatais, e cada país não defendesse, descaradamente, os interesses de seus grupos e marcas em seus mercados internos ou no exterior.

Como a questão é urgente –a Nação não agüenta um rombo maior do que esse no balanço de conta corrente no ano que vem– sugiro o caminho mais curto e mais contundente.

Se não for possível aplicar várias dessas saídas ao mesmo tempo, aproveitar a baixa das bolsas para a compra direta de participação nessas empresas, dentro ou fora do Brasil, usando recursos do fundo soberano ou das reservas internacionais, para recuperar ao menos uma parcela dos gigantescos recursos que estão nos seqüestrando, à base de quase 100 milhões de dólares a cada dia.

Não podemos continuar tirando dinheiro do bolso de milhões de brasileiros para sustentar, em Madrid ou Barcelona, a boa vida dos acionistas da Vivo ou as estripulias e as fraudes do Sr. Emilio Botin.”



FONTE:
escrito pelo jornalista Mauro Santayana em seu blog e transcrito no blog “Escrivinhador” (http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/os-vampiros-as-remessas-de-lucro-e-a-tragedia-da-desnacionalizacao.html) [título, imagens do Google e entre colchetes adicionados pelo blog ‘democracia&política’].

Discurso ou Debate na Assembléia Geral da ONU?


Humanos, pensem comigo.

Todos os anos temos uma Assembléia Geral da ONU com os representantes de vários países, e nunca vemos resultados significativos para o mundo.


Em vez de Discursos não sería melhor haver na ONU debates entre os governantes, apresentado ao vivo para o mundo todo?


Onde os governantes pudessem fazer perguntas e obterem respostas? E o mundo todo pudesse ver com clareza quem diz a verdade e quem se esconde atrás de mentiras?


Houve inúmeros questionamentos na Assembléia Geral da ONU, mas não houve nenhuma resposta.

Isso é certo? Isso é democrático para a população mundial?


Pensem nisso!!!

(Burgos Cãogrino)

Discurso de Obama na ONU é um Monumento ao Cinismo


O presidente Hugo Chávez catalogou o discurso como um monumento cínico do presidente
dos EUA Barack Obama na quarta-feira antes da Assembléia Geral da ONU em Nova York.

Então, disse o líder venezuelano em sua chegada na Venezuela, vindo de Cuba, onde concluiu

com êxito o tratamento com quimioterapia seguido nas últimas semanas.
Foi "um monumento ao cinismo, o discurso de Obama", disse o líder bolivariano, destacando
que a conversa contraditória de paz, o líder do poder mundial que promove mais ataques e
intervenções militares contra outras nações.
"Seu próprio rosto deu-lhe longe, seu rosto era um poema. Pedindo paz, Obama: com que
moralidade? ".

Em suas reflexões sobre o presidente Chávez em contraste a posição do dirigente dos EUA com

outros líderes do hemisfério.
Ele mencionou "discursos precisos, como a presidente Dilma Rousseff (Brasil), discursos de alto
valor ético que o presidente (da Bolívia) Evo Morales", e os conselheiros discursos, como o
presidente paraguaio Fernando Lugo.

"As pessoas, pessoas honestas, pessoas de boa vontade neste mundo tem de se levantar, você

tem que levantar a voz para parar a loucura do imperialismo, o fogo que ameaça o planeta",
disse ele.

Hugo Chávez foi enfático ao afirmar que "nós não somos inimigos do povo americano, nós

somos irmãos do povo e que as pessoas têm um papel importante a desempenhar na salvação
do mundo."

Ele disse que a consciência do povo americano precisa acordar, e reafirmou sua vontade de

lutar por um mundo de paz.

"A loucura imperialista deve ser interrompido, deve parar, deve ser neutralizado e Venezuela

pode muito bem desempenhar um papel, juntamente com os países do Bolivariana e do
Caribe, Oriente Médio, Ásia, Europa e movimentos sociais", disse ele.

Ele reiterou o apelo para a cimeira da cúpula, a ser realizada nos dias 2 e 3 de dezembro, em

Caracas, e recordou que em breve também espera realizar a reunião presidencial da Alba e da
Petrocaribe.

Obama e Ahmadinejad - Quem é o verdadeiro Ditador?



Quem questiona sobre a guerra?













Ou quem bombardeia e mata milhões em nome da "Democracia"?






Comparem os discursos de Obama e Ahmadinejad e reflitam sobre isso.



Discurso na 65ª sessão da assembleia-geral da ONU

por Mahmoud Ahmadinejad

Senhor Presidente (etc.),

Agradeço a Alá, o Magnífico, o Generoso, que me deu, mais uma vez, a oportunidade de falar a essa assembleia mundial. Tenho o prazer de manifestar meu agradecimento sincero a Sua Excelência Joseph Deiss, presidente da 65ª sessão, por seus imensos esforços durante seu mandato. Congratulo-me também com Sua Excelência Nassir Abdulaziz Al-Nasser, pela eleição para presidir essa 65ª sessão das Nações Unidas e desejo-lhe pleno sucesso.

Permitam que aproveite a oportunidade para homenagear todos os mortos do ano que passou, sobretudo as vítimas da trágica fome que atinge a Somália e das devastadoras inundações que agrediram o Paquistão. Conclamo todos a que ampliem as ações de ajuda e assistência às populações afetadas naqueles países.

Ao longo de vários anos, falei aqui sobre várias questões globais e sobre a necessidade de se introduzirem mudanças fundamentais na atual ordem mundial.

Hoje, considerando os eventos internacionais, tentarei analisar a atual situação, de um ângulo diferente.

Como todos sabem, o domínio e a superioridade dos seres humanos sobre outras criaturas dependem da própria natureza e verdade da humanidade, que são dons de Deus e manifestação da corporificação do espírito divino:

– A fé em Deus, que é criador eterno de todo o universo.

– A compaixão, o amor aos outros, a generosidade, a busca de justiça e integridade de palavras e ações.

– A busca por dignidade para alcançar os cumes da perfeição, a aspiração de cada um a elevar a própria vida, material e espiritualmente, e o anseio por realizar a liberdade.

– A oposição à opressão, à corrupção e a discriminação, e o emprenho para apoiar os oprimidos.

– A busca por felicidade, por prosperidade e segurança duradouras, para todos.

Eis algumas das manifestações dos atributos comuns, divinos e humanos, que se deixam ver claramente nas aspirações históricas dos seres humanos, refletidas na herança que recebemos da mesma busca, pela arte, pela literatura, em prosa e em verso, e pelos movimentos socioculturais e políticos que traçam a trajetória humana ao longo da história.

Todos os profetas divinos e todos os reformadores sociais convidaram os seres humanos a trilhar esse caminho bom e reto. Deus deu dignidade à humanidade para elevá-la à altura Dele, para que, assim elevada, a humanidade possa assumir o papel de Seu sucessor, na Terra.

Caros colegas e amigos:

É vivamente claro que, apesar de todas as realizações históricas, inclusive a criação da ONU – que foi produto de incansáveis lutas e esforços de homens de pensamento livre e amantes da justiça, que nunca desistiram de buscá-la, e da cooperação internacional –, as sociedades humanas ainda estão longe de ter alcançado todos os seus nobres desejos e aspirações. Muitas nações em todo o mundo sofrem hoje, sob as atuais circunstâncias internacionais.

E – apesar do desejo e do ímpeto para promover a paz e a fraternidade –, as guerras, os assassinatos em massa, a miséria que se alastra, crises socioeconômicas e políticas continuam a agredir o direito e a soberania das nações, deixando atrás de si danos irreparáveis, em todo o mundo.

Aproximadamente três mil milhões de seres humanos em todo o mundo vivem com menos de 2,5 dólares por dia; e mais de mil milhões de seres humanos não comem sequer uma refeição suficiente, e regularmente, por dia. Quarenta por cento das populações mais pobres do mundo partilham apenas 5% do rendimento global. E 20% dos mais ricos do mundo dividem entre si 75% do rendimento global total. Mais de 20 mil crianças inocentes e pobres morrem diariamente no mundo, devido à pobreza. Oitenta por cento dos recursos financeiros dos EUA são controlados por 10% da população dos EUA; 90% da população tem de sobreviver com apenas 20% desses recursos.

Quais as causas e as razões que subjazem por trás dessas desigualdades? Como se pode remediar tal injustiça?

Os que dominam e comandam os centros do poder econômico global culpam ou o desejo do povo por religião e a busca por trilhar o caminho dos divinos profetas, ou a fraqueza das nações, ou o mau desempenho de grupos de indivíduos. Afirmam que só o que aqueles mesmos centros do poder econômico global pensem, decidam e prescrevam poderia salvar a humanidade e a economia mundial.

Caros colegas e amigos

Não lhes parece que as causas-raizes desses problemas devam ser procuradas na ordem que hoje domina o mundo, ou no modo como o mundo é governado? Gostaria de chamar a gentil e atenta atenção de todos para as seguintes questões: Quem arrancou à força dezenas de milhões de pessoas de seus lares na África e em outras regiões do mundo, durante o sombrio período da escravidão, fazendo daquelas pessoas vítimas da mais cega ganância materialista? Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos, a todo aquele mundo? Quem ocupou terras e massivamente assaltou recursos naturais que eram patrimônio de outros povos, quem destruiu talentos e empurrou para a destruição os idiomas, as culturas e as identidades de tantos povos? Quem deflagrou a primeira e a segunda guerras mundiais, que fizeram 70 milhões de mortos e centenas de milhões de feridos, de mutilados e de sem-tetos? Quem criou a guerra na península da Coreia e no Vietnã? Quem, servindo-se de hipocrisia e ardis, impôs os sionistas, durante 60 anos de guerras, destruição, terror, assassinatos em massa, na região do mundo onde ainda estão? Quem impôs e apoiou durante décadas ditaduras militares e regimes totalitários em países da Ásia, da África e da América Latina? Quem atacou com armas atômicas populações indefesas e desarmadas e guarda milhares de ogivas nucleares em seus arsenais? Quais são as economias que dependem, para crescer, de criar guerras e vender armas? Quem provocou e estimulou Saddam Hussein a invadir e impor um guerra de oito anos contra o Irã? Quem o assessorou e o equipou para que atacasse nossas cidades e nosso povo com armas químicas?

Quem usou os misteriosos incidentes de 11 de setembro como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque – matando, ferindo, deslocando milhões de seres humanos de seus locais tradicionais de vida nos dois países –, exclusivamente para alcançar a ambição de controlar o Oriente Médio e seus recursos de petróleo?

Quem aboliu o sistema de Breton Woods e imprimiu milhões de milhões (trillions) de dólares sem qualquer lastro em ouro ou em moeda equivalente? Esse movimento desencadeou feroz inflação em todo o mundo, que serviu para facilitar a pilhagem de ganhos econômicos que outras nações tivessem.

Qual o país cujos gastos militares superam anualmente uma centena de milhar de milhões de dólares, mais que todos os orçamentos militares de todos os povos do mundo, somados?
Qual, de todos os governos do mundo, é hoje o mais endividado?

Quem domina os establishments da política econômica em todo o mundo?

Quem é responsável pela recessão econômica mundial, que hoje impõe suas pesadas consequências aos povos de EUA e Europa e de todo o planeta?
Que governos estão sempre prontos a bombardear com milhares de bombas outros países, mas sempre são lerdos e hesitantes, quando se trata de distribuir comida, para povos atormentados pela fome, como na Somália e em outros pontos?

Quem domina o Conselho de Segurança da ONU, ao qual caberia zelar pela segurança internacional?

E há outras dezenas de perguntas semelhantes e, para todas elas, as respostas são claras.

A maioria das nações e governos do mundo não têm qualquer culpa ou responsabilidade na criação das atuais crises globais e, de fato, são, elas, sim, vítimas daquelas políticas que geram crises.

É claro como a luz do dia que os mesmos senhores de escravos e potências coloniais que, antes, provocaram as duas guerras mundiais, causaram toda a miséria e a desordem que, desde então, são causa de efeitos que se vêem em todo o planeta.

Caros colegas e amigos,

Teriam, aqueles poderes arrogantes, a competência e a habilidade para comandar ou governar o mundo, ou seria aceitável que se autodesignem os únicos defensores da liberdade, da democracia, dos direitos humanos, enquanto seus exércitos atacam e ocupam outros países?

Como poderá algum dia a flor da democracia brotar dos mísseis, das bombas e dos canhões da NATO?

Senhoras e senhores,

Se alguns países europeus ainda se servem do Holocausto, depois de sessenta anos, como pretexto, para continuar a pagar resgate, pagar à chantagem dos sionistas, não será também obrigação daqueles mesmos senhores de escravos e potências coloniais pagar indenizações às nações afetadas?

Se os danos e perdas do período da escravidão e do colonialismo tivessem sido de fato indenizados, o que teria acontecido aos manipuladores e potências que se escondem nos porões da cena política nos EUA e na Europa? E haveria ainda divisão entre o norte e o sul do mundo?

Se os EUA e seus aliados da NATO cortassem pela metade seus gastos militares e usassem esses valores para ajudar a resolver os problemas econômicos em seus próprios países, estariam aqueles povos padecendo os sofrimentos da atual crise econômica mundial? Que mundo teríamos, se a mesma quantidade de recursos fosse alocada às nações mais pobres?
O que pode justificar a presença de centenas de bases militares e de inteligência dos EUA em diferentes partes do mundo – 268 bases na Alemanha, 124 no Japão, 87 na Coreia do Sul, 83 na Itália, 45 no Reino Unido e 21 em Portugal? O que significa isso, senão ocupação militar?
E as bombas armazenadas nessas bases não criam risco de segurança para outras nações?

Senhoras e senhores,

A principal pergunta tem de interrogar sobre a causa que serve de base a essas atitudes. A principal razão tem de ser buscada nas crenças e tendências do establishment.

Assembleias de pessoas em contradição com valores e instintos humanos básicos, sem fé em Deus e sem atenção à via ensinada pelos divinos profetas, impõem a ganância, a sede de poder e seus objetivos materialistas, e tentam calar todos os superiores valores humanos e divinos.

Para eles, só o poder e a riqueza contam. E justificam-se todos e quaisquer atos que promovam essas metas sinistras.

Nações oprimidas sobrevivem sem qualquer esperança de verem restaurados e protegidos os seus direitos legítimos de resistir e opor-se àquelas potências.
Aquelas potências visam só ao progresso delas próprias, prosperidade e dignidade só para elas mesmas, e miséria, humilhações e aniquilação para todos os demais povos.

Consideram-se superiores às demais nações da Terra e por isso fariam jus a concessões e privilégios. Nada respeitam, não respeitam ninguém e violam, sem qualquer consideração, direitos de todas as demais nações e governos e povos do mundo.

Proclamam-se, elas mesmas, guardiãs indiscutíveis de todos os governos e nações. Para tanto, servem-se da intimidação, de ameaças e da força. E fazem mau uso, uso abusivo, de mecanismos internacionais. Quebram, burlam, simplesmente, todas as leis e regulações internacionalmente reconhecidas e respeitadas. Insistem em impor a todos o seu estilo de vida e suas crenças. Apóiam oficialmente o racismo. Enfraquecem países mediante a intervenção militar – destroem a infraestrutura que encontrem naqueles países, para mais facilmente conseguirem saquear recursos naturais, tornando cada vez mais dependentes, nações e povos que querem ser independentes e soberanos. Semeiam sementes de ódio e hostilidade entre nações e povos de diferentes crenças, para impedi-los de alcançar seus objetivos de desenvolvimento e progresso. Todas as culturas, a vida, os valores e toda a riqueza de cada nação, as mulheres, os jovens, as famílias, além da riqueza material de cada nação, são sacrificadas ante o altar daquelas ambições hegemonistas e de uma inclinação doentia para escravizar e submeter os diferentes. Hipocrisia e todos os tipos de fingimento e mentira são admitidos, se ajudam a promover os interesses imperialistas. Admitem o tráfico de drogas e a matança de inocentes, se lhes parece que, com isso, facilitam a rota para que alcancem seus objetivos diabólicos. A NATO está há muito tempo extremamente ativa no Afeganistão ocupado. E, apesar disso, houve ali aumento dramático na produção de drogas ilícitas.
Não admitem nenhuma opinião divergente, nenhum questionamento, nenhuma crítica. Mas, em lugar de tentar oferecer alguma explicação para o que fazem, põem-se, eles mesmos, na posição de vítimas. Servindo-se de uma rede imperial de imprensa e comunicações, que sempre esteve como ainda está sob a influência do pensamento colonialista, ameaçam qualquer opinião que discuta a versão oficial do Holocausto, do 11 de setembro e da violência dos exércitos invasores e ocupantes.
No ano passado, quando se impôs, em todo o mundo, a necessidade de fazer-se investigação séria sobre os segredos ocultados nos incidentes de 11/Setembro/2001 – ideia apoiada por todas as nações e governos independentes e pela maioria da população dos EUA –, meu país e eu, pessoalmente, fomos pressionados e ameaçados pelo governo dos EUA. Em lugar de nomear equipe para investigar com seriedade o que realmente acontecera, assassinaram o perpetrador e jogaram o cadáver ao mar. Não teria sido razoável levar à justiça e processar abertamente o principal perpetrador do incidente a fim de identificar os elementos por trás do espaço seguro proporcionado para os aviões introduzirem-se e atacarem as torres gêmeas do World Trade? Por que não se cogitou de usar o julgamento de um suspeito, para realmente descobrir quem mobilizou terroristas e levou a guerra e tantas outras misérias a tantas partes do mundo? Há informação secreta que tenha de permanecer secreta? Considerar o sionismo visão ou ideologia sagrada é como obrigação imposta ao mundo. Toda e qualquer discussão sobre os fundamentos e a história do sionismo são pecados imperdoáveis. Mas eles permitem e endossam todos os sacrilégios e insultam todas as demais religiões.
Liberdade real, dignidade plena, bem-estar e segurança estáveis e duradouros são direitos de todos os povos.

Nenhum desses valores é alcançável enquanto tantos dependerem do atual e ineficiente sistema de governança mundial, nem ninguém jamais os alcançará mediante intervenção militar comandada por potências arrogantes e sob fogo dos aviões mortíferos da NATO.
Aqueles valores só se podem realizar em contexto de independência reconhecida, de reconhecimento dos direitos dos diferentes, mediante cooperação harmônica.

Haverá meio para resolver os problemas e desafios que atormentam o mundo, no contexto dos mecanismos e ferramentas que dominam o quadro internacional hoje? Há meios para ajudar a humanidade a atingir sua eterna aspiração por igualdade, segurança e paz?

Todos os que tentaram introduzir reformas que preservassem as normas e tendências hoje existentes fracassaram. Os importantes esforços conduzidos pelo Movimento dos Não Alinhados e pelos Grupos 77 e 15 (G-77 e G-15), e por tantos destacados indivíduos, fracassaram também e não conseguiram introduzir mudanças fundamentais.
A administração e o governo mundiais exigem reformas nos fundamentos. O que temos de fazer agora?

Caros Colegas e amigos,

Temos de trabalhar com decisão firme e em cooperação coletiva para traçar outro plano, que considere os princípios e os valores humanos fundamentais como o monoteísmo, a justiça, a liberdade, o amor e a busca pela felicidade.

A criação da Organização das Nações Unidas ainda é dos maiores feitos históricos da humanidade. É preciso reverenciar a importância desse feito e usar o mais extensamente possível as capacidades dessa organização como ferramentas para alcançar os mais nobres projetos de toda a humanidade.

Não podemos permitir que a organização planetária que manifesta o desejo coletivo de todos e as aspirações de toda a comunidade de nações seja desviada de seu bom curso e convertida, também ela, em arma a serviço das potências mundiais armadas.

Temos de construir condições que assegurem a participação coletiva e o envolvimento de todas as nações, num esforço que leve à paz e à segurança para todos os povos do mundo. É preciso dar sentido profundo e real à governança partilhada e coletiva do mundo. Esse sentido profundo e real deve considerar e respeitar os princípios do direito internacional. A ideia de justiça deve servir de critério e base efetiva para todas as decisões e ações no plano internacional. Todos temos de reconhecer que não há outro modo para governar o mundo e pôr fim à violência, à tirania, a todas as discriminações. Não há outra via que leve a sociedade humana à prosperidade e ao bem-estar. Essa é verdade viva e reconhecida. Ao reconhecer essa verdade, deve-se reconhecer também que o que temos ainda não é suficiente. E temos de abraçar com fé o trabalho, que terá de ser incansável, para conseguir o que ainda não temos.
Caros Colegas e Amigos

Governança partilhada e coletiva do mundo é direito legítimo de todas as nações, e nós, como representantes delas, temos o dever de defender os direitos dos povos do mundo.

Embora algumas potências tentem insistentemente frustrar todos os esforços internacionais que visem promover a cooperação coletiva, temos, mesmo assim, de fortalecer nossa certeza de que alcançaremos o objetivo comum de construir cooperação coletiva e partilhada para governar o mundo.

As Nações Unidas foram criadas para tornar possível que todas as nações participassem do processo internacional de tomar decisões.

Todos sabemos que esse objetivo ainda não foi alcançado porque falta justiça nas estruturas e mecanismos hoje vigentes nas Nações Unidas.

A composição do Conselho de Segurança é injusta e desigual. Portanto, mudanças ali e a reestruturação das Nações Unidas são exigências basilares das nações, às quais a Assembleia Geral tem de dar atenção.

Na sessão inaugural da reunião do ano passado, destaquei a importância dessa questão e propus que essa década fosse declarada década da Governança Global partilhada e coletiva.

Quero hoje reiterar aquela proposta. Estou certo de que, mediante a cooperação internacional diligente, e com esforços de todos os líderes e governos do mundo, todos comprometidos com construir relações de justiça, e com o apoio das demais nações, conseguiremos construir um brilhante futuro comum.

Esse movimento trilha com certeza o caminho certo para criar o que temos de criar, para assegurar futuro promissor a toda a humanidade.

Futuro que será construído quando iniciativas da humanidade ouçam o que ensinam os divinos profetas, sob a liderança iluminada do Imã al-Mahdi, salvador da humanidade e herdeiro de todas as palavras divinas, dos líderes e da descendência de nosso grande Profeta.

A criação de uma sociedade suprema e ideal, com a chegada de um ser humano perfeito, que ama verdadeira e sinceramente todos os seres humanos, garantida promessa de Alá.

Virá com Jesus Cristo, para liderar os amantes da liberdade e da justiça que erradicarão a tirania e a discriminação e promoverão o conhecimento, a paz, a justiça, a liberdade e o amor por todo o mundo. Cada indivíduo conhecerá a beleza do mundo e as coisas boas e os atos justos trarão felicidade à humanidade.

As nações, hoje, já despertaram e, aumentando a consciência entre todos, as nações já não sucumbirão à opressão e à discriminação. O mundo testemunha hoje, mais que nunca, o amplo despertar em terras islâmicas, na Ásia, na Europa e na América. Esses são movimentos em expansão, em influência e alcance, que visam a fazer justiça, criar liberdade e construir melhor futuro para todos. O Irã, nossa grande nação, permanece pronta para dar a mão a outras nações nessa bela via de harmonia, alinhados, todos nós, com as justas aspirações de igualdade de toda a humanidade. Saudemos mais uma vez o amor, a liberdade, a justiça, o conhecimento e o futuro luminoso pelo qual a humanidade espera.


Mahmoud Ahmadinejad

Presidente do Irã.


Discurso na 65ª sessão da assembleia-geral da ONU Por Barack Obama

Por Barack Obama

Senhor Presidente, Senhor Secretário Geral, caros delegados, senhoras e senhores: gostaria de abordar um assunto que está na essência das Nações Unidas - a busca da paz num mundo

Convivemos com guerras e conflitos desde o início da civilização. Mas na primeira parte do século 20, o desenvolvimento de armamentos modernos levou a morte a uma dimensão aterradora. E esses assassinatos compeliram os fundadores deste órgão a criar uma instituição concentrada não só em acabar com as guerras, mas impedir outras; uma união de Estados soberanos que busca evitar conflitos, mas também, ao mesmo tempo, afrontar as suas causas.

Nenhum americano fez mais para alcançar este objetivo do que o presidente Franklin Roosevelt. Ele sabia que a vitória numa guerra não era suficiente. Como disse numa das primeiras reuniões com vistas à criação das Nações Unidas, "Temos que fazer não apenas uma paz, mas uma paz duradoura".

Os homens e mulheres que fundaram esta instituição compreenderam que a paz é mais do que ausência de guerra. Uma paz duradoura - para nações e indivíduos - implica um sentimento de justiça e oportunidade; de dignidade e liberdade, exige luta e sacrifício; um compromisso e um sentido de humanidade.

Uma delegada na conferência de San Francisco que criou as Nações Unidas definiu isso muito bem : "Muitas pessoas", disse ela, "falaram como se todos nós, para conseguirmos a paz, tivéssemos que dizer em voz alta e frequentemente que amamos a paz e odiamos a guerra. Agora sabemos que não importa o quanto amamos a paz e odiamos a guerra, o fato é que não podemos evitar o irrompimento de uma guerra se existem convulsões em outras partes do mundo".

O fato é que a paz é difícil, mas nossos povos a exigem. Durante quase sete décadas, mesmo que as Nações Unidas tenham contribuído para impedir uma terceira Guerra Mundial, ainda vivemos num mundo marcado por conflitos e assolado pela pobreza. Embora proclamemos nosso amor pela paz e o ódio da guerra, existem convulsões em nosso mundo que nos colocam em perigo.

Assumi o governo numa época em que os Estados Unidos estavam envolvidos em duas guerras. E extremistas radicais que nos empurraram para essas guerra, - Osama bin Laden e sua organização, a Al-Qaeda - continuavam foragidos. Hoje, estabelecemos uma nova direção.

No final deste ano, as operações militares americanas no Iraque serão encerradas. Teremos uma relação normal com uma nação soberana e membro da comunidade das nações. Essa parceria de igual para igual será reforçada com o nosso apoio ao Iraque - para o seu governo e forças de segurança; para a população e suas aspirações.

À medida que encerramos a guerra no Iraque, os Estados Unidos e seus parceiros de coalizão iniciam uma transição no Afeganistão. Até 2014, um governo afegão e as suas forças de seguranças cada vez mais capacitadas assumirão a responsabilidade pelo futuro do país. E à medida que isso ocorrer, reduziremos nossas próprias forças no país, criando ao mesmo tempo uma parceria duradoura com a população afegã.

Portanto, que não haja dúvidas: a tendência à guerra está retrocedendo. Quando assumi o governo, cerca de 180.000 americanos serviam no Iraque e no Afeganistão. No fim deste ano, esse número estará reduzido à metade e continuará a diminuir. Isto é crucial para a soberania do Iraque e do Afeganistão e para o fortalecimento dos Estados Unidos à medida que, internamente, construímos nossa nação.

Além disso, estamos dispostos a por fim a essas guerras numa posição de força. Há dez anos, havia uma ferida aberta por aço retorcido e corações partidos nesta cidade. Hoje, uma nova torre que se eleva no Marco Zero simboliza a renovação de Nova York; a Al-Qaeda está mais pressionada do que nunca. Sua liderança tem se degradado. E Osama bin Laden, o homem que assassinou milhares de pessoas de dezenas de países, nunca mais colocará em risco a paz do mundo novamente.

Sim, foi uma década difícil. Mas hoje chegamos a uma encruzilhada da história com a chance de caminharmos decisivamente na direção da paz. Para isso, precisamos reincorporar a sabedoria daqueles que criaram esta instituição. A Carta das Nações nos exorta a "unir nossas forças para manter a paz e a segurança internacionais". E o Artigo Primeiro da Declaração Universal de Direitos Humanos desta Assembleia Geral nos lembra que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos". Essa crença fundamental - na responsabilidade dos Estados e nos direitos de homens e mulheres - tem que ser nosso guia.

Neste sentido, temos razões para ter esperança. Este foi um ano de transformação. Mais nações adotaram medidas para manter a paz e a segurança internacionais. E mais indivíduos estão reivindicando seu direito universal de viver em liberdade e com dignidade.

Há um ano, quando nos reunimos aqui em Nova York, a perspectiva de um referendo, levado a termo com êxito no Sul do Sudão, ainda era duvidosa. Mas a comunidade internacional superou antigas divisões para apoiar o acordo que foi negociado para a autodeterminação do Sul do Sudão. E no verão do ano passado, quando uma nova bandeira foi içada em Juba, antigos soldados depuseram suas armas; homens e mulheres choraram de alegria; e as crianças finalmente tiveram a perspectiva de um futuro que elas forjarão.

Um ano atrás, a população da Costa do Marfim se aproximava de uma eleição histórica. Quanto o presidente então titular foi vencido e recusou-se a aceitar o resultado das urnas, o mundo não fez vista grossa. Forças de manutenção da paz foram perseguidas, mas não deixaram seu posto. O Conselho de Segurança, liderado pelos Estados Unidos, Nigéria e França, apoiou a vontade de povo. E a Costa do Marfim hoje é dirigida pelo homem que foi eleito para governar.

Há um ano, as esperanças dos cidadãos da Tunísia foram suprimidas. Mas ela preferiu a dignidade dos protestos pacíficos em vez de um governo de mão de ferro. Um vendedor de frutas ateou fogo no seu próprio corpo, tirando sua própria vida, mas inflamando um movimento. Em face de uma forte repressão, os estudantes soletraram a palavra liberdade. A balança do medo se inclinou do lado do governante para o dos governados. Hoje a população da Tunísia se prepara para eleições, mais um passo na direção da democracia que ela merece.

Há um ano o Egito tinha um presidente que governava há quase 30 anos. Mas, durante 18 dias, os olhos do mundo se voltaram para a Praça Tahrir, onde egípcios de todas as camadas sociais - homens e mulheres, jovens e idosos, muçulmanos e cristãos - exigiram seus direitos universais. Vimos naqueles manifestantes a força moral da não violência que incendiou o mundo de Nova Délhi a Varsóvia; de Sela à África do Sul - e sabíamos que a mudança chegara ao Egito e o mundo árabe.

Há um ano, o povo líbio era governado por um dos ditadores há mais tempo no poder. Mas, enfrentando balas e bombas e um ditador que ameaçou persegui-los como ratos, os líbios mostraram uma coragem implacável. Nunca esqueceremos as palavras do líbio que se levantou nos primeiros dias da revolução e disse: "Nossas palavras são livres agora. É um sentimento que não se pode explicar".

Dia após dia, enfrentando balas e bombas, os cidadãos líbios se recusaram a renunciar a esta liberdade. E quando foram ameaçados pelo tipo de atrocidade em massa que prevaleceu, inconteste, no século passado, as Nações Unidas agiram nos termos da sua carta de constituição. O Conselho de Segurança autorizou a adoção de todas as medidas necessárias para impedir um massacre. A Liga Árabe apelou aos países árabes, que se uniram numa coalizão liderada pela OTAN que conteve o avanço das forças de Kadafi.

Nos meses seguintes, a disposição da coalizão se manteve inquebrantável, e a determinação da população líbia não pode ser negada. Foram 42 anos de tirania que acabaram em seis meses. De Tripoli a Misratah e Benghazi, hoje a Líbia está livre.

Ontem, os líderes de uma nova Líbia assumiram seu lugar legítimo ao nosso lado e esta semana os Estados Unidos estão reabrindo sua embaixada em Tripoli. É desta maneira que a comunidade internacional deve trabalhar - nações se unindo em prol da paz e da segurança; indivíduos reivindicando seus direitos. Hoje, todos nós temos a responsabilidade de apoiar o novo governo líbio num momento em que enfrenta o desafio de transformar este momento promissor numa paz justa e duradoura para todos os líbios.

De maneira que foi um ano notável. O regime de Kadafi acabou. Ben Ali e Mubarak não estão mais no poder. Osama bin Laden desapareceu e a noção de que as mudanças só podem se realizar por meio da violência foi enterrada com ele. Algo está sucedendo no nosso mundo. As coisas não serão mais como foram. O domínio humilhante da corrupção e da tirania está sendo eliminado à força. A tecnologia está colocando poder nas mãos das pessoas. Os jovens estão contestando a ditadura e rejeitando a mentira de que algumas raças, religiões e etnias não desejam a democracia. A promessa escrita de que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos" está cada vez mais ao alcance das mãos.

Mas é bom lembrar: a paz é difícil. O progresso pode ser revertido. A prosperidade pode vir lentamente. As sociedades podem sofrer divisões. Nosso sucesso só pode ser avaliado em relação aos cidadãos, se estão conseguindo viver em liberdade, dignidade e segurança e de uma maneira sustentada. E as Nações Unidas e os seus Estados membros necessitam fazer a sua parte para apoiar essas aspirações fundamentais.

No Irã, temos visto um governo que não quer reconhecer os direitos dos seus próprios cidadãos. E enquanto, hoje, aqui estamos reunidos, homens, mulheres e crianças estão sendo torturados, presos e assassinados pelo regime sírio. Milhares foram mortos, muitos durante o período sagrado do Ramadã. Outros milhares fugiram através das fronteiras sírias. A população da Síria tem demonstrado dignidade e coragem na sua busca por justiça - protestando pacificamente, manifestando silenciosamente nas ruas, morrendo pelos mesmos valores que esta instituição representa. A questão para nós é clara: estamos com o povo sírio ou com seus opressores?

As Nações Unidas já estabeleceram sanções severas contra os líderes sírios. Apoiamos uma transferência de poder que leve em conta os desejos e necessidades da população síria. Muitos dos nossos aliados se juntaram a nós nesta iniciativa. Mas para o bem da Síria - e da paz e da segurança do mundo - precisamos falar a uma só voz. Não há desculpa para a inação. Este é o momento do Conselho de Segurança das Nações Unidas punir o regime sírio e se colocar ao lado dos cidadãos do país.

Por toda a região, teremos que responder aos apelos por mudanças. No Iêmen, milhares de homens, mulheres e crianças reúnem-se em cidades e praças diariamente, na esperança de que a sua determinação e o sangue derramado vença um sistema corrupto. Os EUA apoiam suas aspirações. Precisamos trabalhar com os países vizinhos do Iêmen e os nossos parceiros em todo o mundo para encontrar um caminho que permita uma transição pacífica do poder do presidente Saleh, e um movimento para a realização de eleições justas e livres o mais breve possível.

No Bahrein, medidas vêm sendo adotadas com vistas a reformas e a prestação de contas, mas é preciso muito mais. Os Estados Unidos são um país amigo do Bahrein e continuaremos a apelar ao governo e ao principal bloco de oposição - o Wifaq - para prosseguirem com um diálogo positivo que propicie uma mudança pacífica que atenda aos interesses da população. E acreditamos que o patriotismo que une os cidadãos do Bahrein deve ser mais poderoso do que as forças sectárias que podem dividi-los.

Cada nação precisa estabelecer a sua própria trajetória para atender as aspirações dos seus cidadãos, e os Estados Unidos não querem entrar em acordo com cada partido ou pessoa que se expresse politicamente. Mas sempre defenderemos os direitos universais estabelecidos por esta Assembleia: eleições livres e justas; uma governança que seja transparente e preste contas aos seus cidadãos; o respeito pelos direitos das mulheres e minorias; e uma justiça equânime e imparcial. É isto que os nossos povos merecem. Estes são elementos de uma paz duradoura.

Além disso, os Estados Unidos continuarão a defender todas aquelas nações que fizerem sua transição para a democracia - com mais investimentos e atividades comerciais, de modo que a liberdade seja acompanhada de oportunidades. Vamos nos engajar de maneira mais profunda com os governos, mas também em com a sociedade civil - estudantes e empresários, partidos políticos e imprensa. Proibimos aqueles que abusam dos direitos humanos de ingressar no nosso país e adotamos sanções contra os que menosprezam os direitos humanos em outras partes do mundo. E sempre seremos uma voz para aqueles que foram silenciados.

Ora, sei que para muitas pessoas aqui presentes, existe uma questão que constitui um teste para estes princípios - e para a política externa americana: o conflito entre israelenses e palestinos.

Um ano atrás, discursei deste pódio e pedi a criação de uma Palestina independente. Naquela época, eu acreditava - e acredito hoje - que o povo palestino merece um Estado próprio. Mas eu também disse que a verdadeira paz só pode ser posta em prática pelos próprios israelenses e palestinos. Um ano depois, apesar dos enormes esforços dos Estados Unidos e de outros países, as duas partes não dirimiram suas divergências. Diante deste impasse, em maio, apresentei uma nova base para as negociações. Esta base é clara, e bastante conhecida por todos os que estão aqui. Os israelenses devem saber que todo acordo oferece garantias para a sua segurança. Os palestinos merecem conhecer a base territorial do seu Estado.

Sei que muitos estão frustrados pela falta de progresso. Eu também. Mas a questão não é o objetivo que procuramos alcançar - a questão é como alcançá-lo. E estou convencido de que não existe um atalho para pôr fim a um conflito que dura dezenas de anos. A paz não nascerá de declarações e resoluções da ONU - se fosse tão fácil, a esta altura já teria sido alcançada. Em última análise, são os israelenses e os palestinos que devem conviver lado a lado. Em última análise, são os israelenses e os palestinos - e não nós - que devem chegar a um acordo a respeito dos problemas que os dividem: sobre fronteiras e segurança; sobre os refugiados e Jerusalém.

A paz exige compromissos entre as pessoas que devem conviver muito depois que nossos discursos terminarem, e depois que estiver concluída a contagem dos nossos votos. Esta é a lição que aprendemos da Irlanda do Norte, onde antigos antagonistas dirimiram suas divergências. Esta é a lição que aprendemos do Sudão, onde um acordo negociado permitiu criar um Estado independente. E este é o caminho para um Estado palestino.

Buscamos um futuro em que os palestinos possam viver em um Estado soberano próprio, sem sofrerem restrições para o que decidirem realizar. É inquestionável que os palestinos viram esta possibilidade ser adiada por um tempo excessivamente longo. E é exatamente por acreditarmos tão firmemente nas aspirações do povo palestino que os Estados Unidos investiram tanto tempo e esforços na criação de um Estado palestino, e nas negociações que permitirão realizá-lo na prática.

O compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Israel é inabalável, e nossa amizade com Israel é profunda e duradoura. Portanto acreditamos que toda paz destinada a perdurar deve reconhecer as preocupações com a segurança real com as quais Israel se defronta a cada dia. Sejamos honestos: Israel está cercado por vizinhos que frequentemente travaram guerras contra ele. Cidadãos de Israel foram mortos por foguetes disparados contra suas casas e por bombas de terroristas suicidas em seus ônibus. As crianças de Israel crescem sabendo que em toda a região, outras crianças são ensinadas a odiá-las. Israel, um pequeno país de menos de oito milhões de habitantes, olha para um mundo onde os líderes de nações muito maiores ameaçam varrê-lo do mapa. O povo judeu carrega o ônus de séculos de exílios, perseguições e a lembrança recente do genocídio de seis milhões de pessoas mortas simplesmente por sua origem.

Não podemos negar estes fatos. O povo judeu criou um Estado bem-sucedido em sua pátria histórica. Israel merece este reconhecimento. Merece relações normais com seus vizinhos. E os amigos dos palestinos não lhes fazem nenhum favor a estes por ignorarem esta verdade, assim como os amigos de Israel devem reconhecer a necessidade de buscar uma solução que contemple dois Estados com Israel com a garantia de sua segurança ao lado de uma Palestina independente.

É esta verdade - a de que cada lado tem aspirações legítimas - que torna a paz tão difícil. E o impasse só poderá ser rompido quando cada um deles aprender a se colocar no lugar do outro. É esta atitude que deve ser incentivada. Este corpo - fundado, como foi, das cinzas da guerra e do genocídio; dedicado, como de fato é, à dignidade de cada pessoa - deve reconhecer a realidade vivida tanto por palestinos quanto por israelenses. Nossas ações devem sempre levar em conta a defesa do direito das crianças israelenses e palestinas de viverem em paz e segurança, com dignidade e oportunidade. Nós só teremos sucesso nesta empreitada se pudermos encorajar cada uma das partes a se sentar à mesa de negociações, a ouvir o que a outra tem a dizer, e a compreender as esperanças e os temores da outra parte. É este o projeto em que os Estados Unidos estão empenhados. E é nele que as Nações Unidas deveriam se concentrar nas próximas semanas e meses.

Agora, enquanto nos defrontamos com os desafios do conflito e da revolução, também devemos reconhecer mais uma vez que a paz não é apenas a ausência de guerra. A verdadeira paz implica a criação de oportunidades que façam com que valha a pena viver. E para tanto, devemos enfrentar os inimigos comuns do ser humano: as armas nucleares e a pobreza; a ignorância e as doenças. Estas forças corroem a possibilidade de uma paz duradoura, e é juntos que deveremos enfrentá-las.

Para acabar com o fantasma da destruição em massa, devemos nos unir para buscar a paz e a segurança num mundo sem armas nucleares. Nos dois últimos anos, começamos a trilhar este caminho. Desde a nossa Cúpula sobre Segurança Nuclear em Washington, cerca de 50 nações adotaram medidas para impedir que o material nuclear caia nas mãos de terroristas e contrabandistas. Em março do próximo ano, se realizará em Seul uma Cúpula em que apresentaremos os nossos esforços para bani-lo totalmente. O Novo Tratado START entre Estados Unidos e Rússia reduzirá os nossos arsenais instalados ao seu nível mínimo neste meio século, e nossas nações realizam conversações visando a uma maior redução. Os Estados Unidos continuarão trabalhando para conseguir a proibição dos testes de armas nucleares, e da fabricação do material físsil necessário para a sua produção.

À medida que cumprimos nossas obrigações, fortalecemos os tratados e as instituições que contribuem para impedir a difusão destas armas. Para tanto, devemos continuar fazendo com que as nações que os desprezam sejam obrigadas a prestar contas dos seus atos. O governo iraniano não pode demonstrar que seu programa é pacífico, ele não cumpriu suas obrigações, e rejeitou as ofertas que lhe proporcionariam poderio nuclear para fins pacíficos. A Coreia do Norte ainda não tomou medidas concretas para abandonar suas armas, e continua empreendendo ações beligerantes contra o Sul. As oportunidade futuras para os povos destas nações serão muito maiores se seus governos cumprirem suas obrigações. Mas se continuarem trilhando um caminho que desconhece as leis internacionais, deverão se defrontar com mais pressões e um isolamento maior. É o que exige nosso compromisso com a paz.

Para trazer a prosperidade ao nosso povo, devemos promover o crescimento que cria oportunidades. Neste sentido, não devemos esquecer de que fizemos enormes progressos nas últimas décadas. Sociedades fechadas deram lugar a mercados abertos.

A inovação e o espírito empreendedor transformaram o nosso modo de vida e a nossa maneira de agir. As economias emergentes da Ásia às Américas tiraram centenas de milhões de pessoas da pobreza. Entretanto, há três anos, sofremos a mais grave crise financeira dos últimos oitenta anos. A crise provou um fato que se torna mais claro a cada ano que passa - nossos destinos estão interligados; numa economia global, as nações se levantarão ou cairão juntas.

Hoje, estamos diante dos desafios que se seguiram a esta crise. A recuperação é frágil. Os mercados são voláteis. Um número excessivo de pessoas não tem trabalho. Nós nos empenhamos juntos para evitar uma Depressão em 2009. Mais uma vez, devemos adotar medidas urgentes e coordenadas. Aqui nos Estados Unidos, anunciei um plano para que os americanos voltem a trabalhar e impulsionem a nossa economia, e eu me comprometi a reduzir substancialmente nosso déficit ao longo do tempo. Apoiamos nossos aliados europeus enquanto reformulam as suas instituições e procuram resolver o seu problema fiscal. Os líderes de outros países enfrentam desafios diferentes enquanto transformam suas economias a fim de se tornarem mais autossuficientes, aumentando a demanda interna, reduzindo ao mesmo tempo a inflação. Portanto, cooperaremos com as economias emergentes que apresentaram uma recuperação vigorosa, para que o aumento do padrão de vida crie novos mercados de forma a promover o crescimento global. É o que exige o nosso compromisso com a prosperidade.

Para combater a pobreza que castiga os nossos filhos, devemos agir com a convicção de que libertar-se da necessidade é um direito humano fundamental. Um dos objetivos do compromisso dos Estados Unidos no exterior é ajudar pessoas a se alimentarem. E hoje, quando a seca e os conflitos levam a fome ao Chifre da África, nossa consciência nos insta a agir. Juntos, devemos continuar a dar assistência e a financiar as organizações que podem chegar até os necessitados. E juntos, devemos insistir no acesso irrestrito da ajuda humanitária para podermos salvar a vida de milhares de homens, mulheres e crianças. O que está em jogo é a nossa própria humanidade. Vamos mostrar que a vida de uma criança da Somália e tão preciosa quanto qualquer outra. É o que exige o nosso compromisso para com os nossos semelhantes.

Para deter as doenças que se espalham através das fronteiras, devemos fortalecer nossos sistemas de saúde pública. Continuaremos lutando contra o HIV/AIDS, a tuberculose e a malária. Cuidaremos particularmente da saúde das mães e das crianças. E devemos nos unir para prevenir, detectar e combater todo tipo de ameaça biológica - seja ela pandêmica como a H1N1, uma ameaça terrorista ou uma doença passível de tratamento. Esta semana, os Estados Unidos assinaram um acordo com a Organização Mundial da Saúde para afirmar nosso empenho em enfrentar este desafio. Hoje, peço a todas as nações que se uniam a nós para alcançar o objetivo da OMS que é garantir que todas as nações disponham de capacidade própria para tratar de emergências de saúde pública até 2012. É o que exige nosso compromisso para com a saúde do nosso povo.

Para preservar o nosso planeta, não devemos adiar as medidas exigidas pelas mudanças climáticas. Devemos explorar o poder da ciência para salvar recursos que são escassos. Juntos, devemos continuar nosso trabalho para ampliar o progresso conseguido em Copenhague e em Cancun, de maneira que todas as principais economias aqui representadas, hoje, também cumpram os compromissos que foram assumidos. Juntos, devemos trabalhar para transformar a energia que alimenta nossas economias, e apoiar outras que percorrerem este caminho. É o que exige nosso compromisso para com a próxima geração.

E para que nossas sociedades realizem seu potencial, devemos permitir que os nossos cidadãos realizem seu potencial pessoal. Nenhum país pode ser condescendente com o câncer da corrupção. Juntos, devemos conter o poder de sociedades abertas e de economias abertas. É por isso que nos associamos a países de todo o globo para lançar uma nova parceria entre Governos Transparentes que garanta a concessão de poderes aos seus cidadãos e para que estes se tornem mais responsáveis pelos próprios atos. Nenhum país deveria negar às pessoas seus direitos por causa de suas preferências de gênero, e é por isso que devemos defender o direito de gays e lésbicas em todo o mundo. E nenhum país pode realizar o seu potencial se a metade da sua população não consegue realizar o próprio potencial pessoal. Esta semana, os Estados Unidos assinaram uma nova Declaração referente à Participação das Mulheres.

No próximo ano, cada um de nós deveria anunciar as medidas que está disposto a adotar para quebrar as barreiras políticas e econômicas que tolhem a contribuição de mulheres e jovens. É o que exige nosso compromisso para com o progresso humano.

Sei que não existe uma linha reta até o progresso, não há um único caminho para o sucesso. Cada um de nós vem de uma cultura diferente, e traz consigo diferentes histórias. Mas nunca devemos esquecer de que enquanto estamos aqui reunidos na qualidade de líderes de diferentes governos, representamos cidadãos que compartilham das mesmas aspirações básicas - viver com dignidade e liberdade; ter acesso à educação e a oportunidades; amar nossas famílias e o nosso Deus. Viver na paz que faz com que valha a pena viver.

É próprio da natureza do nosso mundo imperfeito sermos obrigados a aprender esta lição inúmeras vezes. O conflito e a repressão perdurarão enquanto algumas pessoas se recusam a tratar os outros como gostariam de ser tratadas. Entretanto, é precisamente por esta razão que criamos instituições como esta em que nos encontramos que unem os nossos destinos - porque os que aqui vieram acreditam que a paz é preferível à guerra; a liberdade é preferível à supressão; e a prosperidade é preferível à pobreza. Esta é a mensagem que vem não das capitais mas dos seus cidadãos.

No lançamento da pedra fundamental deste edifício, o presidente Truman veio a Nova York e disse: "Os Estados Unidos são essencialmente uma expressão do caráter moral das aspirações do homem". Como vivemos em um mundo que muda a um ritmo alucinante, nunca deveremos esquecer desta lição.

A paz é difícil, mas sabemos que é possível. Juntos, vamos decidir o que fazer com base nas nossas esperanças e não nos nossos medos. Juntos, vamos trabalhar para fazer não apenas a paz, mas uma paz que seja duradoura. Obrigado.

Barack Obama
Presidente do EUA

"Democracia" nos EUA


Indignados nova-iorquinos denunciam forte repressão policial nos EUA

Washington, 25 set O movimento estadounidense de protesto social Occupy Wall Street (Ocupar Wall Street) confirmou hoje que entre 85 e cem de seus ativistas civis têm sido detidos por forças policiais de Nova York durante as últimas 50 horas.

A organização, também conhecida como Os Indignados Nova-iorquinos, informou em seu site digital neste domingo que o departamento de segurança pública da "Grande Maçã" incrementou suas ações violentas contra os manifestantes, no oitavo dia de mobilizações.

"Temos recebido informações sobre uns 85 presos, mas o Gremio Nacional de Advogados indica-nos que o número real de pessoas sob custodia das autoridades é uma centena", explicou um comunicado do grupo.

"Neste momento nossos militantes discutem na Liberty Square sobre como responder a este nível de agressão policial sem precedentes. Têm colocado um policial para cada dois manifestantes".

De acordo com Occupy Wall Street, a maioria dos detentos foram acusados por obstrução do tráfico veicular, ainda que alguns inclusive tenham ido presos por tirar fotos ou criticar os policiais.

Agentes nova-iorquinos usaram barricadas, redes especiais laranjas, cacetetes e pistolas elétricas para controlar os cidadãos. O grupo negou no entanto que a polícia, até o momento, tenha disparado gases contra as multidões.

Em 17 de setembro o movimento saiu às ruas para denunciar a crise econômica e política global. Desde a quinta-feira passada, protestam ademais contra as ajudas com dinheiro público aos bancos e a execução em Georgia de Troy Davis, um afroestadunidense cujo caso gerou muitas dúvidas sobre sua culpabilidade.

Os Indignados Nova-iorquinos começaram suas marchas e acampamentos com a intenção de ocupar Wall Street, mas o grande movimento policial em frente à sede da bolsa reprimiu este avanço e a maioria do grupo instalou-se no parque Zucotti e na praça Liberty.

Um porta-voz dos manifestantes, Patrick Bruner, sublinhou que estão cada vez mais convencidos da necessidade desta organização popular. "Agora mais que nunca estamos convencidos de estar fazendo algo necessário e correto", enfatizou.

A passada terça-feira foi um dos dias mais agitados desde que começou o protesto, que tem reunido centenas de pessoas no coração financeiro de Nova York, onde estão instalados alguns dos principais bancos da primeira economia mundial e o maior mercado acionário.

"Manifestamos nossa solidariedade com (os indignados de) Madri, San Francisco, Los Angeles, Madison, Toronto, Londres, Sydney, Stuttgart, Tokio, Milão, Amsterdam, Tel Aviv, Portland, Chicago e da Palestina", ressaltou a comunicação de Occupy Wall Street.

"Cedo estaremos também em Phoenix, Montreal, Cleveland, Atlanta, Kansas City, Dallas, Orlando e Miami. Cresceremos e persistiremos na luta até ver ações reais para mudar este país e o mundo", conclui o texto difundido na Internet.

Fonte: Prensa Latina

Será que os EUA precisam de um "Conselho Nacional de Transição"?
Será que a OTAN junto com seus "aliados"vai intervir nos EUA para salvar os cidadãos norteamericanos que estão sendo reprimidos?
Será que a OTAN bombardeará os manifestantes de Wall Street com gás mostarda como fez na Líbia? Provavelmente não, como diz o ditado: "Pimenta nos olhos dos outros é festa".
O governo americano é uma farsa, um regime democrático falido em sua base maior, que é a liberdade de expressão.
Os americanos estão sentindo na própria pele a "democracia americana"
(Burgos Cãogrino)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Líder da União Africana critica a fraude na ONU


O presidente em exercício da União AfricanaTheodore Obiang Nguema Mbasogo afirmou na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, que a ONU “está a ser usada fraudulentamente sob o pretexto de intervenções humanitárias para violar os direitos humanos dos povos mais afetados” e condenou o uso da força na resolução dos conflitos.

Ao discursar na quarta-feira na 66ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Theodore Obiang Nguema Mbasogo denunciou que a África “enfrenta uma nova versão neocolonialista de intervenção de forcas por razões e princípios humanitários e de liberdades democráticas” e pediu ao continente “para fazer valer a União Africana e a sua personalidade politica internacional”.

O também presidente da GuinÉ Equatorial sublinhou que o uso da força “não é factor de aglutinação mas de divisão e destruição” e que África sempre se manifestou a favor de uma solução pacífica dos conflitos, mediante o diálogo, a mediação e a negociação.
“O uso da força nunca deu uma solução definitiva aos conflitos desde a criação das Nações Unidas, como se pode comprovar pelos diferentes conflitos havidos nos últimos 50 anos”, frisou o líder em exercício da União Africana.
Obiang Nguema defendeu que as Nações Unidas devem dar voz aos menos poderosos e que isso passa pela democratização de todos os seus órgãos. “A Organização das Nações Unidas deve ser reformada e retomar o seu carácter de representatividade mais equitativa e justa diante da actual tendência de se converter num clube de poderosos”, acrescentou Obiang Nguema.
As críticas do presidente da União África surgem na sequência da intervenção aérea da OTAN na Líbia com o respaldo das Nações Unidas e sem que a organização continental fosse tida em conta.

Zuma pede imparcialidade

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, defendeu, no seu discurso na Assembleia Geral, a independência e imparcialidade das Nações Unidas e a promoção dos princípios da sua Carta constitutiva em caso de conflitos e crises. “As Nações Unidas nunca deveriam tomar partido num conflito, mas manter sempre a imparcialidade”, frisou o líder sul-africano, que acrescentou: “as Nações Unidas não devem permitir que seja usada por qualquer país, independentemente da sua história ou tamanho”.
Jacob Zuma considerou que desenvolvimentos internacionais recentes tornaram mais urgente a necessidade de se intensificar a agenda de reforma das Nações Unidas, particularmente do Conselho de Segurança e das instituições de Bretton Woods, designadamente o FMI e o Banco Mundial.
Jacob Zuma reafirmou o apelo para que África seja representada como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU e defendeu reformas substantivas no órgão decisório da organização.
O conselho de segurança, frisou, deve primar pelo princípio equitativo da representação geográfica.
O estadista sul-africano destacou a importância das organizações regionais na resolução de conflitos e nos processos de mediação e negociação, e defendeu o reforço do papel desses organismos na gestão dos diferentes conflitos.

Valorizar a mediação

Ao intervir no debate geral, o presidente de Moçambique pediu a valorização da mediação das Nações Unidas e das organizações regionais e sub-regionais e recordou que o carácter universal da ONU confere ao organismo “um papel fundamental na promoção da paz e segurança internacionais com recurso a meios pacíficos na resolução de disputas”.
Armando Guebuza defendeu a conclusão do processo de reformas das Nações Unidas e a revitalização da Assembleia Geral como órgão mais representativo e legítimo da organização.
Para o Chefe de Estado moçambicano, “só uma Assembleia Geral forte, dotada da necessária autoridade e competência e de recursos adequados estará à altura dessas responsabilidades e dos desafios da actualidade internacional”.
Os líderes presentes na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas deram as boas vindas ao mais novo Estado membro das Nações Unidas, o Sudão do Sul, e pediram o reforço da assistência humanitária para acudir as vítimas da seca e da crise de fome na Somália e na região do Corno de África.


Fonte: Jornal de Angola

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