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terça-feira, 4 de outubro de 2011

A ameaça silenciosa à América do Sul


CONTRA FATOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS!!!


Em 03 de outubro de 2011

Especialistas alertam para ameaças potenciais ao Brasil


Embora não se identifique nenhuma ameaça concreta de curto prazo à integridade do país, o Brasil precisa levar em conta ameaças potenciais ao traçar a sua estratégia de segurança nacional. A recomendação foi feita nesta segunda-feira (3) por especialistas na área de defesa que participaram de mais uma audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), dentro do ciclo intitulado Rumos da Política Externa Brasileira (2011-2012).



O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, defendeu maior integração entre a diplomacia e a defesa nacional. Ele lamentou que as lideranças militares brasileiras tenham sido, como observou, “alijadas do núcleo decisório de Estado”. E alertou que as “áreas de fricção” internacionais começam a aproximar-se da costa ocidental da África e do Atlântico Sul.

É necessária uma estratégia, na opinião do general, para proteger os aquíferos do país, seus minerais estratégicos, sua biodiversidade, petróleo e gás. Para ele, o estado de Roraima já pode ser considerado um alvo de ameaça, assim como a região da foz do Amazonas. Ele lembrou ainda a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e com dois países – Suriname e Guiana – muito ligados a potências europeias que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

- As Guianas são uma cabeça de ponte da Otan. Precisamos encarar os conflitos enquanto eles são ainda apenas possíveis e fazer o possível para que não se tornem prováveis, pois aí já seria tarde demais. Defesa não se improvisa – afirmou Paiva durante o painel sobre “O papel das Forças Armadas”, ao qual compareceram diplomatas de países como Cuba, Venezuela, Irã e Índia.

O poder de influência da Otan também foi ressaltado por João Quartim de Moraes, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele recordou que a organização não foi dissolvida após o fim da Guerra Fria. Ao contrário, alertou, ela se fortaleceu a mostrou “maior agressividade do que tinha mostrado até então”. Em vez do período de paz que se esperava no início da década de 90, disse o professor, teve início uma “sequência quase ininterrupta de agressões abertas e descaradas”, como parte do que chamou de “recolonização planetária” pela Otan.

- É perceptível uma ameaça ao Brasil do bloco da Otan? Não. Mas devemos desencorajar expectativas de alguém que queira apoderar-se daquilo que nós temos e os demais não têm. Ou então renunciamos à política externa independente – disse Quartim.

O consultor Joanisval Brito Gonçalves, do Senado Federal, lamentou o desinteresse dos formadores de opinião, no Brasil, a respeito do tema da defesa nacional. A seu ver, falta à sociedade brasileira uma “percepção clara” das ameaças às quais o Brasil estaria submetido.

O presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), recordou que, na época de seu governo, no início da década de 90, imaginava-se que o século 21 seria marcado apenas por guerras comerciais, o que “infelizmente não tem sido possível”, como observou. Ele ressaltou, por outro lado, que não foram os países emergentes, neste início de século, os responsáveis pelos “dissabores” provocados pelas crises econômicas mundiais de 2008 e de 2010.

- Não fomos nós que criamos a crise. Foram os países mais ricos, que sempre souberam de tudo – disse Collor.

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Em outubro de 2010:

Brasil Rejeita ação da OTAN no Atlântico Sul. Mercosul repudia ação da Inglaterra nas Malvinas

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.
A tese da “atlantização” da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

“O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte”, afirmou Jobim ao Estado. “A Otan não pode substituir a ONU”, acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de “atlantização” da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Chanceleres do Mercosul rejeitam manobras militares nas Malvinas

Os chanceleres do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, expressaram nesta segunda-feira em comunicado conjunto seu “mais direto protesto” pela decisão do governo britânico de realizar manobras militares nas ilhas Malvinas.

Os ministros, que se encontram em Montevidéu para participar das reuniões do parlamento do Mercosul (Parlasul), ratificaram a “preocupação” do bloco por essa decisão do Reino Unido e apoiaram as recentes declarações da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Grupo do Rio neste sentido.

Também expressaram rejeição às declarações formuladas por fontes britânicas à imprensa nas quais indicavam que as manobras seriam “exercícios rotineiros” realizados há 20 anos nas ilhas.

Segundo os chanceleres do Mercosul, a conduta britânica gera “preocupação” e constituiria uma violação das normas de segurança da navegação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Argentina apresentou, na última semana, um protesto formal perante a OMI e remeteu à ONU uma cópia do protesto que fez chegar ao Reino Unido por estas manobras nas ilhas, que os britânicos invadiram em 1833 e ocupam desde então.

Argentina e Reino Unido protagonizaram, em 1982, um enfrentamento bélico pelas Malvinas que deixou cerca de mil mortos e, desde então, o país sul-americano não deixou de reivindicar perante a ONU e outros organismos internacionais a soberania das ilhas, situadas a 400 milhas marítimas de seu litoral.

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Em junho de 2011
:

OTAN instala fortaleza militar nas Malvinas

Movimento contra bases militares discute estratégias de luta

“Na Argentina lutamos pela descolonização das Malvinas e
denunciamos a instalação de uma fortaleza militar da Otan”

Realizou-se em 17 de junho de 2011 em São Paulo uma reunião continental da campanha
“América Latina e Caribe, uma Região de Paz: Fora Bases Militares Estrangeiras”, onde
representantes de organizações sociais da América Latina, mundo árabe e países asiáticos
puderam compartilhar ações realizadas em seus países e debater estratégias para fortalecer a
iniciativa.

No encontro o secretário geral do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Rubens Diniz, afirmou que nos últimos dez meses a campanha conseguiu alcançar os objetivos propostos e citou ações como a Jornada de Solidariedade a Honduras que, dentre outros atos, pretende lançar no país uma convocação para a “Assembleia Nacional Constituinte originária, participativa, inclusiva, democrática e pela refundação de Honduras”.

O membro do comitê propulsor da Coalizão Colômbia Não às Bases, Enrique Daza, chamou a
atenção para a política dos Estados Unidos. “Depois do fracasso de (Barack) Obama no Brasil
e no Chile, eles relançarão sua política na América Latina de alguma maneira”, disse. Ele
também lembrou que os norte-americanos mantêm exercícios militares no Panamá, na região
do Canal, e sugeriu que a campanha trabalhe com este tema.

Rina Bertaccini, coordenadora do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os
Povos (Mopassol) da Argentina, falou sobre o caso das Ilhas Malvinas. “Na Argentina lutamos
pela descolonização das Malvinas e denunciamos a instalação de uma fortaleza militar da
Otan”, afirmou. Para ela é importante definir em cada país o conceito de base militar e a partir
daí estudar estratégias de ações contra o imperialismo norte-americano.

No caso de Cuba, o presidente do Movimento Cubano pela Paz, José Ramon Rodriguez,
explicou que a base militar em Guantânamo é uma ameaça ao povo. Já o peruano Guillermo
Borneu fez um alerta: “O Peru não é uma apenas uma base, é uma plataforma militar dos
Estados Unidos”, disse. Para ele a eleição de Ollanta Humala foi uma conquista, mas não será
fácil que a presença imperialista deixe a região. “O país é uma engrenagem importante na
estratégia da guerra que foi imposta pelos EUA”, declarou.

A coordenadora geral do Comitê de Familiares de Detentos Desaparecidos em Honduras
(COFADH) e da Comissão da Verdade, Bertha Oliva, falou sobre a vulnerabilidade do país,
principalmente depois do golpe de Estado, em 2009. “A primeira medida do governo foi
assinar com os Estados Unidos a instalação de bases militares”, afirmou. Segundo ela, os
direitos humanos no pais estão sendo constantemente violados.

Hegemonia norte-americana

J.K. Suleiman Rachid, da Palestina, lembrou que os norte-americanos, nos últimos 40 anos,
têm feito muitas guerras para poder manter sua hegemonia e ressaltou. “Temos que pensar
em diferentes formas de lutar contra as bases”, disse. Para o representante do Vietnã, Nguyen
Huynh, membro do Conselho Vietnamita pela Paz, uma ação importante é explicar para o
povo o que está acontecendo e compartilhar as informações dos diferentes países.

Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, finalizou as
intervenções. “Neste momento acredito que o desafio maior é a luta contra a militarização
imperialista que agride os povos e as nações, devemos aprofundar e ampliar a campanha
contra as bases militares”, disse. Socorro agregou que esta luta está relacionada com outras duas de caráter global: pelo desmantelamento da Otan e a abolição das armas nucleares.

No final da reunião foram apresentadas estratégias de comunicação como a criação de um site
e a realização de um documentário. Chegou-se à conclusão de que a campanha vai ter um
formato de acordo com a realidade de cada país.

Além disso, foram propostas outras ações: priorizar o funcionamento de uma instância
interna de coordenação; realizar consultas a cada 15 dias, mantendo uma dinâmica ativa de
contato e compartilhamento das tarefas; estimular a realização de encontros nacionais e
regionais temáticos, como forma de ir consolidando a campanha nos níveis nacional e
continental; aproveitar a realização de eventos para coordenar ações da campanha em
conjunto; estabelecer alguns temas e países como prioridade; editar algumas publicações
especificas sobre o tema.



Fontes: Agência Senado, DefesaBr, Plano Brasil, blog Sempre guerra, redação do Cebrapaz, Gilson Sampaio

domingo, 2 de outubro de 2011

O Império Americano Contra ataca

Imprensa oficial chinesa faz fortes críticas aos EUA

Agência oficial da China critica pressões para que o país mude política cambial; China mantém moeda desvalorizada para exportar

A agência de notícias oficial da China fez duras críticas neste domingo aos esforços de legisladores norte-americanos para pressionar a política cambial chinesa.

"Isso se tornou uma prática comum - quando a economia (dos EUA) está desacelerada, sempre que uma eleição está chegando, surgem vozes por todas as partes dos Estados Unidos pedindo o aumento do renminbi", disse a Xinhua, referindo-se ao yuan pelo seu nome oficial.

As observações foram veiculadas um dia antes de o Senado dos EUA decidir se adota uma legislação que vai permitir às empresas buscarem direitos compensatórios contra países com moedas desvalorizadas, o que poderia ser considerado um subsídio injusto.

Legisladores dos EUA afirmam que a China desvaloriza sua moeda entre 25 por cento a 40 por cento, dando aos produtos chineses uma concorrência desleal e vantagens em mercados globais, resultando em milhões de desempregados.

A Xinhua disse em seu comentário o único elemento "inovador" no projeto de lei foi ligar a "manipulação cambial" diretamente a "subsídios comerciais", tornando mais fácil para as empresas norte-americanas travarem uma guerra comercial com a China.

"A corrida para a eleição presidencial dos EUA foi intensificada, e a taxa de câmbio do yuan é agora, mais uma vez, o alvo", afirmou a Xinhua, concluindo que "as opiniões dos defensores do projeto de lei são coniventes e superficiais."


Fonte: google

"Democracia Americana"







Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.

Embora existam pequenas diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas distinguem o governo democrático de outras formas de governo.

  • Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.

  • Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.

  • A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.

  • As democracias protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível.

  • As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.

  • As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.

  • A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema judiciário.

  • As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes.

  • Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.

  • As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável.

  • Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.

  • O "Democrático" Barack Obama reprime livre manisfestação dos Americanos?





    Será que o povo americano resolveu aplicar na prática o que o Presidente Barack Obama disse em seu discurso na ONU?

    Será que o discurso e a prática só valem para outros Povos?

    A "Democracia" de manifestação popular só é apoiada por Barack Obama quando é fora dos EUA?






    Milhares de manifestantes do movimento Occupy Wall Street estiveram presentes na Ponte do Brooklyn e mais de 700 foram presos neste sábado pela Polícia de Nova Iorque – NYPD (sigla inglesa).

    Palavras de Barack Obama na ONU:
    "O Conselho de Segurança, liderado pelos Estados Unidos, Nigéria e França, apoiou a vontade do povo."



    Cerca de 700 pessoas foram presas durante protesto que bloqueou a rodovia da Ponte do Brooklyn. Um verdadeiro exército de policiais tomou conta da ponte quando o movimento buscava atravessar a ponte. O movimento interrompeu o tráfico de carros na ponte por cerca de três horas.

    Palavras de Barack Obama na ONU:

    Há um ano, as esperanças dos cidadãos da Tunísia foram suprimidas. Mas ela preferiu a dignidade dos protestos pacíficos em vez de um governo de mão de ferro. Em face de uma forte repressão, os estudantes soletraram a palavra liberdade. A balança do medo se inclinou do lado do governante para o dos governados. Hoje a população da Tunísia se prepara para eleições, mais um passo na direção da democracia que ela merece.

    Manifestantes disseram que os policiais armaram uma emboscada contra o movimento, enquanto o porta-voz do NYPD, Paul Browe, insistiu que as prisões vieram após os manifestantes terem sido avisados múltiplas vezes para ficarem fora da rodovia.

    Palavras de Barack Obama na ONU:Há um ano o Egito tinha um presidente que governava há quase 30 anos. Mas, durante 18 dias, os olhos do mundo se voltaram para a Praça Tahrir, onde egípcios de todas as camadas sociais - homens e mulheres, jovens e idosos, muçulmanos e cristãos - exigiram seus direitos universais. Vimos naqueles manifestantes a força moral da não violência que incendiou o mundo de Nova Délhi a Varsóvia; de Sela à África do Sul - e sabíamos que a mudança chegara ao Egito e o mundo árabe.

    A marcha teve início no Parque Zuccotti, base do protesto que vem sendo feito há duas semanas contra os abusos das corporações no país.


    Palavras de Barack Obama na ONU:

    "Há um ano, o povo líbio era governado por um dos ditadores há mais tempo no poder. Mas, enfrentando balas e bombas e um ditador que ameaçou persegui-los como ratos, os líbios mostraram uma coragem implacável". Nunca esqueceremos as palavras do líbio que se levantou nos primeiros dias da revolução e disse: "Nossas palavras são livres agora. É um sentimento que não se pode explicar". "Algo está sucedendo no nosso mundo. As coisas não serão mais como foram. O domínio humilhante da corrupção e da tirania está sendo eliminado à força". A tecnologia está colocando poder nas mãos das pessoas. Os jovens estão contestando a ditadura e rejeitando a mentira de que algumas raças, religiões e etnias não desejam a democracia. "A promessa escrita de que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos está cada vez mais ao alcance das mãos".

    "Mas sempre defenderemos os direitos universais estabelecidos por esta Assembleia: eleições livres e justas; uma governança que seja transparente e preste contas aos seus cidadãos; o respeito pelos direitos das mulheres e minorias; e uma justiça equânime e imparcial. É isto que os nossos povos merecem. Estes são elementos de uma paz duradoura".
    "Proibimos aqueles que abusam dos direitos humanos de ingressar no nosso país e adotamos sanções contra os que menosprezam os direitos humanos em outras partes do mundo. E sempre seremos uma voz para aqueles que foram silenciados".



    Este é o Paradoxo da Democracia Americana.

    sexta-feira, 30 de setembro de 2011

    Exército na Petrobras???

    Integrantes do Exército em exercícios realizados na Refinaria do Paraná

    A força de trabalho da Repar teve a oportunidade de conferir, no dia 20 de setembro, uma palestra com integrantes da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão do Exército. O objetivo foi esclarecer ao público sobre a operação Ouro Negro que vem sendo realizada na Repar.

    Major Benetti fez uma abertura destacando que as forças armadas precisam estar sempre preparadas. “Para se manterem adestradas a Artilharia realiza esses exercícios, como os que estão sendo realizados na Repar”.
    Na sequência, o Major Mattos Junior explicou o próximo exercício, que acontecerá no dia 29 de setembro, em que os trabalhos serão voltados à segurança das instalações da Repar. “Utilizaremos todo o material militar necessário para o cumprimento da missão. Desde o armamento individual até carros de combate”.
    A palestra realizada teve o apoio da Segurança Patrimonial da Repar e do GAPRE/SE/REGCWB. Na ocasião, Jacson Nazareno de Godoi (GAPRE/SE/REGCWB) destacou a importância de esclarecer aos interessados sobre os exercícios realizados dentro da refinaria e também ressaltou o trabalho em conjunto com o Exército. “Essa parceria é fundamental para o sucesso de nossos trabalhos”.

    Refinaria da Petrobras no Paraná (REPAR)

    Operação Ouro Negro





    Carros de combate, tanques e armamentos de artilharia pesado, o que será que está por trás dessa movimentação das Forças Armadas do Brasil?
    Um fato incomum desses deveria ser informado pela mídia, mas não se encontra absolutamente nada sobre essa Operação do Exército, é de estranhar tais atitudes.
    Só tive conhecimento por fontes de dentro da Petrobras, que pediram para se manterem anônimas.

    quinta-feira, 29 de setembro de 2011

    50 mil mortos para salvar os Bancos Franceses

    Os assassinos comemorando


    – A intervenção da OTAN é para resgatar bancos franceses e o euro

    Reproduzo este texto para que chegue ao conhecimento do maior número de pessoas. A humanidade tem que acordar para a verdade.

    por Xander Meyer

    Nestes últimos meses demasiados absurdos têm sido anunciados acerca da guerra "humanitária" da OTAN contra a Líbia, chamada de necessária mas de fato escandalosa, na qual pereceram cerca de 50 mil pessoas. Assim, colocamos lado a lado alguns fatos que mostram as razões reais para expulsar Kadafi. Elas nada têm a ver com o seu não existente "derramamento de sangue", mas tudo a ver com o resgate dos perturbados bancos franceses e com eles o euro. Veja como – mais uma vez – você foi terrivelmente enganado pelos políticos e os media.

    É um fato que em relação a países como o Bahrain, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos não foram planeadas quaisquer intervenções para expulsar os ditadores que os dominam. Ao contrário: países europeus como a Alemanha oferecem a estes regimes conhecimento profissional e armas. Então, por que uma intervenção na Líbia?

    Em Outubro de 2010, Nuri Mesmari, chefe do secretariado de Kadafi, foi interrogado em Paris pelos serviços secretos franceses. Em medias asiáticos, dentre outros, foi informado que Mesmari teria revelado segredos de estado líbios contra um importante pagamento. Para o presidente Sarkozy isto foi uma bofetada na cara, em particular porque Kadafi teria a intenção de retirar todos os milhares de milhões líbios da Europa. Estes ativos estavam em especial com bancos franceses e seriam transferidos para a Ásia.

    Medo do colapso de bancos franceses

    Sarkozy temia que este passo tivesse conseqüências de longo alcance para os bancos franceses que de qualquer forma já estavam com perturbações e que não sobreviveriam à retirada dos milhares de milhões do petróleo líbio. E se bancos franceses entrassem em colapso, a França não seria capaz de participar mais nos Fundos de Resgate Europeus, os quais também fracassariam. Haveria uma cadeia de reações que poriam em perigo a continuação do euro e toda a zona euro.

    Também desempenhou um papel o fato de Kadafi ter anunciado que já não compraria o avião caça francês Rafale e de qualquer forma não encomendaria a construção de uma central nuclear líbia à França. A corporação francesa Total queria novos contratos de petróleo na Líbia, mas Kadafi concedeu-os à companhia italiana ENI (Kadafi e o primeiro-ministro italiano, Berlusconi, são bons amigos).

    O resto passou-se aproximadamente como o golpe de estado no Irão em 1953. Então foi a CIA que o pôs de pé, agora foi a França que fez o mesmo na Líbia. No respeitado Asia Times está tudo descrito em pormenor. Primeiro a França assegurou-se do apoio da Arábia Saudita e do Bahrain com a promessa de deixar estes regimes em paz com as suas violações de direitos humanos. Ambos os regimes árabes arranjariam o apoio da Liga Árabe. "Naturalmente", os EUA, juntamente com alguns países europeus (dentre os quais a Holanda) também participaram para impedir o colapso dos bancos franceses.

    Insurgência dos rebeldes organizada pela França

    Bernard Henri-Lévy, filósofo francês e querido dos media, foi despachado para Bengazi a fim de se tornar o porta-voz do "movimento rebelde" que foi amalgamado pelos serviços secretos ocidentais. Na presença dos media a trombetearem, Henri-Lévy telefonou de Bengazi para Sarkozy e anunciou o início do movimento democrático líbio que destituiria Kadafi. A seguir, os saldos líbios na banca foram congelados e os bancos franceses foram – temporariamente – resgatados.

    Todo o circo parecia bastante convincente para os povos do ocidente. Na Líbia, a rivalidade existente entre diferentes tribos foi explorada para fazer com que os media relatassem passo a passo acerca de conquistas fictícias de territórios. A fase seguinte também foi planeada previamente: o apoio a estes rebeldes por parte da OTAN.

    Há informações de que a CIA teria transferido 1500 caças do Afeganistão para a Líbia a fim de apoiar os rebeldes vieram de círculos governamentais paquistaneses, cujo relacionamento com a CIA esfriou abaixo do ponto de congelamento. Desde a eliminação de Osama bin Laden, o Paquistão, irritado, começou a difundir toda espécie de falsos rumores acerca da CIA. Um dos rumores foi a transferência de centenas de persas e uzbeques para a Líbia. Mas numerosos jornalistas na Líbia que estavam constantemente a acompanhar os rebeldes não encontraram ali um único persa ou uzbeque.

    Acordo de petróleo em troca do apoio à insurgência

    Retorno à França. Aqui os milhares de milhões do petróleo líbio permanecerão, quanto à parte principal, em mãos de bancos franceses. De provavelmente mais de €10 mil milhões, a França quer entregar no máximo €1,5 mil milhão ao novo governo líbio. E, a propósito, bancos em outros países da UE agora também se podem sentir aliviados. Além disso, em troca destes milhares de milhões eles podem vender um bocado de mercadorias à Líbia. Finalmente, o novo governo líbio terá de mostrar sua gratidão pela "libertação" do seu país. Os media anunciaram hoje (1/Setembro/2011) que a França na verdade fez um acordo petrolífero secreto com os rebeldes em troca do apoio francês à rebelião contra Kadafi.

    Logo se verificará se a Líbia ainda decidirá comprar os caças a jacto franceses, encomendar a construção de uma central nuclear aos franceses e conceder concessões petrolíferas à Total francesa. Além disso, os serviços secretos terão de descobrir como podem fornecer trabalho novo aos seus diferentes contactos. A dama holandesa proxeneta de Kadafi já foi interrogada pelo AIVD, o serviço de segurança e inteligência holandês. Ela havia fornecido as prostitutas necessárias ao regime e talvez possa fazer o mesmo para as novas pessoas no poder.

    França distribui o botim de guerra

    De modo que agora se sabe como o "democrático" movimento líbio de rebelião saiu cá para fora e o que estava por trás deles. Cerca de 50 mil pessoas deram as suas vidas para evitar o colapso de bancos franceses e adiar por algum tempo o colapso do euro. Hoje (01/Setembro/2011) há uma conferência da "reconstrução" em Paris, onde mais de €34 mil milhões que a Líbia tem em contas bancárias ocidentais serão "distribuídos". Sarkozy posicionou-se como o grande homem da reconstrução da Líbia. Dizendo isto de outro modo: ele manterá a maior parte do botim em França por meios de contratos de milhares de milhões de euros com os novos líbios no poder.

    Sábado passado anunciamos que brigadas relacionadas com a Al Qaeda se tornaram as mestras de Tripoli. Ontem o presidente dos EUA, Obama, confirmou isto. Em suma: as pessoas contra as quais o ocidente combate em países como Afeganistão e Iraque, a Al Qaeda, são os mesmos extremistas muçulmanos que a OTAN colocou sobre a sela na Líbia. É mais uma prova de que os princípios do ocidente são de valor nulo desde que dinheiro (grande) esteja envolvido. As senhoras proxenetas reais encontram-se na elite do poder financeiro e político.

    Médio Oriente em chamas e fogo?

    Enquanto isso, o grande jogo (final) continua. Sarkozy já anunciou publicamente que a República Islâmica do Irão pode ser o próximo alvo. Também os preparativos turco-sauditas para intervenção militar na Síria estão encaminhados. Você verá que a próxima grande guerra, que pode atear fogo a todo o Médio Oriente – e talvez mesmo países de fora dele – será apresentada pelos media como uma "surpresa completa", exactamente como a revolução líbia planejada pela França.


    O original (em holandês) encontra-se em

    http://xandernieuws.punt.nl/?id=639168&r=1&tbl_archief

    A versão em inglês encontra-se em

    http://www.courtfool.info/en_NATO_rescues_euro_in_Libya.htm

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ e

    http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=672cf3025399742b1a047c8dc6b1e992&cod=8615

    Imagens colocadas por este Blog foram retiradas do google

    Império Americano e sua Mídia mentirosa




    Chávez rebate rumores sobre agravamento de sua saúde e ataca oposição

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, respondeu nesta quinta-feira os rumores gerados sobre sua internação por um suposto agravamento do câncer acusando a oposição de querer gerar incerteza e chamou-os a se comprometer e aceitar os resultados da eleição de 2012.

    Como tem acontecido nas últimas semanas, Chávez recorreu a um telefonema à emissora estatal "VTV" para reafirmar que sua recuperação "vai bem" e pedir aos venezuelanos que não façam caso dos rumores sobre o suposto agravamento de sua doença.

    O líder venezuelano fez os comentários depois de no dia anterior o jornal "El Nuevo Herald de Miami", dos Estados Unidos afirmasse que o líder havia sido internado de emergência na terça-feira no Hospital Militar e que seus médicos avaliavam sua transferência para outra instituição de saúde privada para ser tratado de problemas de insuficiência renal.

    O jornal fundamentou a informação baseado-se em "fontes ligadas ao assunto" (sem citar nomes) e garante que o presidente tinha sido internado em "estado geral comprometido" e "bastante grave".

    "Eu seria o primeiro, a população me conhece, eu seria o primeiro de todos os venezuelanos a dizer, a explicar e a comunicar qualquer dificuldade no processo (de tratamento). Não surgiu nenhum fato além do normal", garantiu o governante, que teve um tumor cancerígeno retirado em 20 de junho em Cuba.

    Chávez considerou que essas mensagens buscam "gerar incerteza" e não hesitou em acusar os "laboratórios de guerra psicológica, principalmente a oposição política" na Venezuela e suas "conexões com o império ianque" de estar por trás deles.

    "Se estou internado, eu não sei onde é. Eu estou aqui em meu lugar de trabalho e trabalhando", insistiu Chávez, que na semana passada concluiu o quarto ciclo de quimioterapia em Cuba e afirmou repetidamente que já não há células cancerígenas em seu corpo.

    Ele afirmou que com este tipo de informações o que querem é mostrá-lo debilitado como parte de uma estratégia que, previu, "vai sucumbir diante da realidade.

    "Eu peço ao povo venezuelano que não faça caso desses rumores", acrescentou, ao comentar que continua o "tratamento duro" que representa os quatro ciclos de quimioterapia e com "muita disciplina" em seu processo de recuperação.

    O governante acrescentou que "é bom responder sobre isso", e explicou que na quarta-feira esteve com seu chanceler, Nicolás Maduro, após o retorno da Assembleia Geral da ONU e segue fazendo "suas tarefas em parte".

    Chávez aproveitou seu discurso para atacar a oposição e fazer um pedido a eles: assinem um documento se comprometendo a aceitar os resultados eleitorais das presidenciais de 7 de outubro de 2012.

    Além disso, ele desqualificou os pré-candidatos que aspiram ganhar as prévias internas da oposição de 12 de fevereiro, quem classificou como pessoas que se ajoelham aos pés dos Estados Unidos, que defendem a corrupção e "o indefensável: o capitalismo".

    "Eu peço que exista um candidato, mas um verdadeiro candidato nacional, com o qual fosse possível debater, mas com estes que estão ai, que debate (pode acontecer)?", questionou.

    O ministro de Comunicação venezuelano, Andrés Izarra, respondeu na quarta-feira à noite a publicação feita pelo "El Nuevo Herald": "Quem precisa de internação são os jornalistas do "Nuevo Herald", mas em um hospício", indicou Izarra em um comentário em sua conta @IzarraDeVerdad da rede social Twitter.

    Nesta quinta-feira, por meio do mesmo veículo, o ministro afirmou: "Nuevo Herald rompe seu próprio recorde de mentiras" e acrescentou que "a campanha de rumores vai ser revertida.

    Na mesma plataforma, ele defendeu o governante, dizendo que "@chavezcandanga (usuário no Twitter do presidente venezuelano) seguirá crescendo e os canalhas caindo", em alusão à oposição.

    O governante retornou a Caracas há uma semana após dar por concluído o tratamento de quimioterapia que iniciou em julho.

    E se fossem seus filhos? O que vocês fariam?

    Em apoio ao post Imagens infames: soldados de Israel prendem crianças palestinas por brincar com armas de brinquedo. Blog Professor Jeovane "Esquerdopata"

    O texto abaixo foi extraído de um texto maior intitulado "AS CRIANÇAS PALESTINAS SÃO MENOS IMPORTANTES?" (Are the Palestinian children less worthy?"), de autoria de Joseph Massad intelectual e historiador, professor associado de Historia Política Árabe Contemporânea da Universidade de Columbia e autor do livro The Persistence of the Palestinian Question (sem tradução no Brasil).

    Em seu texto, o professor Josseph expõe as contradições da política Norte-Americana no Oriente Médio, em especial pela análise do discurso do presidente Barak Obama em relação a judeus e árabes e o engajamento cúmplice da imprensa ocidental com relação a esta mesma política e em relação as prisões e massacres de crianças Palestinas perpetuados por Israel na região.

    Assassinando crianças árabes

    A história de crianças árabes, especialmente as palestinas, não é somente trágico no contexto da violência israelense, mas também continua a ser ignorada, deliberadamente marginalizada, propositalmente suprimida nos EUA e na mídia ocidental - no discurso político ocidental.

    Quando terroristas sionistas começaram a atacar os civis palestinos em 1930 e 1940, as crianças palestinas foram vítimas. O mais famoso destes ataques incluíram explosões de cafés palestinos por sionistas com granadas (como ocorreu em Jerusalém, em 17 de março de 1937) e na colocação de minas eletricamente cronometradas em feiras lotadas (usado pela primeira vez contra os palestinos, em Haifa em 06 de julho de 1938) .

    Enquanto a violência da década de 1930 foi uma introdução para o Oriente Médio das horríveis violências, é na invasão sionista de 1947-1948 nas vilas e cidades palestinas que crianças palestinas não foram poupadas deliberadamente por tais terroristas.

    Em dezembro de 1947, o alvo foi a aldeia Khisas, na Galiléia, 4 crianças palestinas foram mortas em um dos primeiros ataques da Haganah (exército paramilitar sionista). Comparado aos ataques subseqüentes,contra os palestinos, este provou ser um número pequeno. Na aldeia de Al-Dawayimah, onde um massacre da Haganah cometido em outubro de 1948, um soldado do exército israelita, citado pelo historiador israelense Benny Morris, descreveu a cena, tais como:

    A primeira [onda] os invasores mataram cerca de 80 a 100 [pessoas] árabes, mulheres e crianças. As crianças foram mortas quebrando suas cabeças com paus. Não era uma casa sem mortos ... Um comandante mandou um sapeador colocar duas mulheres idosas em uma determinada casa ... e explodir a casa com elas. Os sapeadores se recusaram ... O comandante, então, ordenou aos seus homens que colocassem as mulheres velhas na casa e o mal foi feito. Um soldado se vangloriou de ter estuprado uma mulher e depois atirado nela. Uma mulher com um bebê recém-nascido nos braços foi empregado para limpar o pátio onde os soldados comiam. Ela trabalhou um dia ou dois. No final, eles atiraram nela e seu bebê.

    Crianças palestinas foram assassinadas junto com adultos em abril de 1948 no massacre de Deir Yassin, para citar o abate mais conhecido de 1948. Isso continuaria não só durante as guerras de Israel contra os árabes em 1956, 1967, 1973, 1978, 1982, 1996, 2006 e 2008, quando indiscriminados bombardeios dos israelenses vitimaram milhares de crianças palestinas, mas também em mais massacres definitivos, tais como: em Qibya em 1953 onde até mesmo uma escola não foi poupada da destruição de Israel; em Kafr Kassem, em 1956, onde o Exército israelense massacrou 46 cidadãos palestinos desarmados em de Israel, sendo que 23 dos quais eram crianças.

    Esta tendência iria continuar. Em abril de 1970, durante a Guerra de Atrito com o Egito, Israel bombardeou uma escola primária na cidade egípcia de Bahr al-Baqar. Das 130 crianças presentes na escola, 46 foram mortas e mais de 50 feridas, muitas delas mutiladas. A escola foi totalmente demolida. O primeiro massacre israelense em Qana, no Líbano, em 1996, não se poupou uma criança ou o adulto, e no segundo massacre na mesma aldeia em 2006 fez-se o mesmo - os adultos fora os adultos - 16 crianças foram mortas neste ano.

    O número de crianças palestinas mortas por soldados israelenses na primeira Intifada (1987-1993) foi de 213, sem contar as centenas de abortos induzidos por granadas de gás lacrimogêneo, lançadas dentro de áreas fechadas destinadas às mulheres grávidas, e para além de o número de feridos.

    A filial sueca da Save the Children estima que "23.600 a 29.900 crianças precisaram de tratamento médico por ferimentos nos dois primeiros anos da Intifada", um terço das quais crianças com idade inferior a dez anos de idade. No mesmo período, os ataques palestinos resultaram na morte de cinco filhos de Israel.

    Na segunda intifada (2000-2004), soldados israelenses mataram mais de 500 crianças, tendo,pelo menos, 10.000 feridas e 2.200 crianças presas. Na televisão, assassinato da criança palestina Muhammad al-Durra abalou o mundo - mas não os judeus israelenses, cujo governo inventou a mais escandalosa e criminosa das histórias para exonerar Israel.

    No ataque israelense em Gaza em dezembro de 2008, 1.400 palestinos foram mortos, dos quais 313 eram crianças.

    Esta exposição de atrocidades não é simplesmente um regurgitar da história passada e presente de assassinatos de Israel a crianças árabes nas últimas seis décadas e mais além – esta é uma história bem conhecida em todo o mundo árabe - mas sim, para demonstrar como são obscenas as referências de Obama sobre as crianças judias, quando ele insiste em afirmar que os árabes deveriam demonstrar solidariedade com as crianças judias, sem nunca ter convocado os judeus para mostrar sua solidariedade para com um número muito maior de crianças árabes mortas pelos judeus. Mas o próprio Obama não demonstra simpatia para com as crianças árabes. Se ele tivesse tentado lamentar a taxa de crianças árabes, que caíram vítimas da violência israelense a uma taxa de centenas, senão milhares, de crianças árabes por uma criança judia, os árabes poderiam te-lo perdoado pela indiscrição.


    Infelizmente, Obama não tem lugar no seu coração para as crianças árabes, apenas para os judeus. Ele ainda consegue infantilizar soldados israelenses judeus que matam palestinos, como sendo, nada menos que crianças inocentes, cujas famílias sentem saudades deles. Em seu discurso AIPAC, Obama exorta o Hamas "para libertar Gilad Shalit, que foi mantido longe de sua família durante cinco longos anos", mas não exorta Israel a libertar os 6.000 presos políticos palestinianos, entre os quais 300 crianças palestinas, trancafiados nas masmorras de Israel por muitos mais anos. Obama poderia, pelo menos, mencionar os relatos emitidos por grupos israelenses de direitos humanos sobre “a tortura de crianças palestinas detidas no final de 2010, por soldados israelenses”. No caso, dos alunos palestinos da sexta série que detidos, além de serem espancadas e privadas de sono por soldados israelenses, duas crianças de treze anos de idade testemunharam que, segundo o relato de um deles: "a coisa mais terrível que aconteceu, foi quando os soldados iam ao banheiro e faziam xixi em nós para não usar o sanitário”.


    fonte:http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/05/20115291157953...
    http://www.luisnassif.com/profiles/blogs/o-assassinato-de-criancas
    vídeos: youtube

    quarta-feira, 28 de setembro de 2011

    Bombas de Fragmentação na Líbia

    OTAN joga Bombas de Fragmentação na Líbia




    Para quem não tem conhecimento sobre o que significa Bomba de Fragmentação:

    Bomba de Fragmentação




    Bomba de fragmentação
    (em inglês: cluster bombs ou cluster munitions) é um artefato explosivo que, quando acionado, libera uma certa quantidade de projéteis ou fragmentos menores, com a finalidade de causar grande número de vítimas, já que, além da concussão causada pela explosão em si, os fragmentos são lançados a alta velocidade em todas as direções, provocando ferimentos graves ou mesmo mortais dentro de uma grande área. Seu efeito sobre uma tropa é devastador: além dos mortos e feridos, causa um pânico generalizado, devido exatamente à sua crueza e brutalidade.








    Pode ser usada também contra outros alvos - veículos, linhas de transmissão e abrigos - e lançada a partir do ar, do solo. Pode também ser usada como mina terrestre. A médio prazo, causa ferimentos e morte nas populações civis.



    A definição de armas de fragmentação inclui toda munição, como granadas, foguetes e bombas, que contenha um grande número de bombas menores que, ao serem lançadas, espalham-se sobre uma grande área. Esses pequenos explosivos podem permanecer intactos por muitos anos e representam um perigo iminente para a população, podendo causar mutilações ou mortes no momento em que explodem. A maioria das vítimas são civis.



    As submunições lançadas têm coeficiente de falha de 5% a 40%, podendo as bombas ficar enterradas, sem explodir, por muito tempo depois de terminada a guerra. Alguns especialistas estimam que pelo menos dez mil inocentes foram mortos, e um número muito maior de pessoas foram mutiladas pelas bombas de fragmentação em zonas de conflito, desde 1965 espalhadas pelo mundo.





    Segundo o ex-soldado Simon Conway, da Cluster Munition Coalition (CMC), "no verão de 2006, o exército de Israel lançou milhões de pequenas bombas nas vilas xiitas empobrecidas do sul do Líbano, causando a morte de quase 300 pessoas, a maioria crianças. Elas costumam pegar esses objetos caídos no chão, o que já é o suficiente para que as minas sejam detonadas". Por curiosidade, as crianças agarram os pequenos projéteis não explodidos, que tem formas chamativas, como bolinhas de tênis ou latas de refrigerantes, mas são basicamente minas antipessoais.


    Vários países usaram este tipo de arma em diferentes conflitos. A Rússia utilizou essas bombas na Geórgia; a OTAN as usou na Sérvia, e no Iraque; Israel usou no Líbano, em 2006; os Estados Unidos utilizou-as no Afeganistão, na Sérvia, no Laos e no Iraque, entre outros. No Iraque estima-se que os Estados Unidos e o Reino Unido já tenham sido lançados cerca de um milhão desses artefatos.



    Por se constituir em sério problema de Direito Humanitário Internacional, uma campanha contra esses explosivos foi estabelecida em 2003.

    No final da Conferência Diplomática realizada entre 19 e 30 de Maio de 2008, em Dublin, 107 países adotaram a Convenção sobre Munições de Fragmentação, comprometendo-se a assinar, até ao final de 2008, um instrumento legal vinculativo destinado a proibir a sua utilização, produção, transferência e armazenamento. A assinatura da Convenção sobre Munições de Fragmentação teve início em 3 de Dezembro, em Oslo, para vigorar seis meses após o depósito, por parte de 30 Estados, dos instrumentos de ratificação da Convenção na Organização das Nações Unidas.

    Muitos governos, organizações não governamentais e entidades como a Cruz Vermelha Internacional têm respondido positivamente em favor do banimento da munição de fragmentação.

    A Conferência de Dublin deve ser a última de uma série de conferências internacionais para se chegar ao fim do uso de armas de fragmentação. Mas os maiores fabricantes e usuários dessas armas - Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Paquistão e Israel - nem compareceram à conferência. Rússia, China e Estados Unidos também são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, sem o voto deles, a assinatura de um tratado de proibição do uso de armas de fragmentação se torna improvável.

    Palestinos e América Latina: coincidências, divergências, decências





    As presidentes da primeira e da terceira economia da América Latina, e que são as duas maiores da América do Sul, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, apoiaram de forma clara e contundente a Palestina. Seus estrategistas de relações exteriores se mobilizaram para conseguir a adesão unânime dos chanceleres sul-americanos a uma declaração conjunta dos países árabes e dos governos da América do Sul em defesa dos palestinos. Quase conseguiram: faltou um. O governo da Colômbia. O artigo é de Eric Nepomuceno.

    De tudo que aconteceu nesses últimos dias na ONU, alguns momentos merecem atenção – e não me refiro aqui ao mais óbvio de todos, o discurso, esse sim histórico, do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, pedindo para seu país ser aceito como estado-membro.

    Também merece atenção um fato que diz respeito à América Latina: as posições adotadas pela região diante da reivindicação palestina mostram indícios de uma clara divergência, e que essa divergência reflete, por sua vez, um grau maior ou menor de alinhamento – ou dependência, conforme o ponto de vista – diante de Washington.

    As presidentes da primeira e da terceira economia da América Latina, e que são as duas maiores da América do Sul, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, apoiaram de forma clara e contundente a reivindicação palestina. E mais: seus estrategistas de relações exteriores se mobilizaram rapidamente para conseguir a adesão unânime dos chanceleres sul-americanos a uma declaração conjunta dos países árabes e dos governos da América do Sul em defesa dos palestinos.

    Quase conseguiram: faltou um. O governo da Colômbia, terceira economia sul-americana e quarta da América Latina, preferiu não mandar seu chanceler ao encontro em que os termos do documento foram negociados. O próprio presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ao sair de um encontro privado com Dilma Rousseff, repetiu o que havia feito antes, em seu discurso na Assembléia Geral: um pedido para que Israel e os palestinos voltem a negociar ‘assim que possível’.

    Outro país que preferiu manter-se à margem foi o México, segunda economia da América Latina. Em seu discurso na ONU, o presidente Felipe Calderón falou da turbulência que afeta seu país, criticou o tráfico de drogas, voltou a pôr a culpa dos estragos padecidos pelo México nos Estados Unidos, disse que 30% dos jovens norte-americanos são consumidores de drogas. Na hora de falar da reivindicação dos palestinos, disse que não era favorável e defendeu o diálogo com Israel. De peso político e econômico muito menor, a Guatemala também virou as costas para os palestinos.

    O que chama a atenção, porém, é o fato de as quatro maiores economias latino-americanas estarem claramente divididas entre uma posição pró-palestina e outra, pró-Israel e pró-Washington.

    É sabido e reconhecido que os países latino-americanos estão, hoje, muito melhor preparados que há dois anos para enfrentar as crises globais, cujo eixo saiu dos Estados Unidos e passou para a Europa. Isso deveria, ao menos em tese, permitir que pudessem adotar posições próprias, o que faria com que na hora de entrar em outras searas – os organismos financeiros multilaterais, por exemplo – estivessem fortalecidos para, juntos, defender interesses comuns.

    Claro que há de se considerar a real possibilidade de que tanto Juan Manuel Santos como Felipe Calderón estejam realmente convencidos de que os palestinos não devem reivindicar nada e sentar-se com Israel para ver o que conseguem. Claro que pode acontecer que, de fato, haja uma plena coincidência com a intransigente posição de Washington, e que tudo não passe disso: uma coincidência.

    Há outras coincidências, porém, que não podem ser ignoradas. Os dois países dependem visceralmente dos Estados Unidos. A Colômbia chegou a provocar fortes turbulências com seus vizinhos sul-americanos ao aceitar um pacto militar, em 2009, que previa a instalação de mais cinco bases dos Estados Unidos em seu território. Foi preciso a dura intermediação de vários presidentes sul-americanos, com Lula da Silva à cabeça, para impedir, na última hora, que o acordo fosse assinado. O México, por sua vez, depende a tal ponto da economia norte-americana que seu alinhamento com as posições de Washington é praticamente automático. Foram-se os tempos de uma política externa que mantinha independência e freqüentemente se chocava de frente com os ditames imperiais vindos da fronteira norte.

    De coincidência em coincidência, vale também relembrar outra: não é de hoje que, apesar de todos os conflitos em seu comércio bilateral, Brasil e Argentina caminham por numa vereda cheia de pontos de encontro em suas políticas externas. Isso vem acontecendo desde 2003. Nestor Kirchner e Lula da Silva foram parceiros na hora de rejeitar a esdrúxula idéia norte-americana de criar a ALCA, a nefasta Aliança de Livre Comércio das Américas, liquidaram as dívidas de seus países com o FMI quase que na mesma época, atuaram juntos para impedir golpes de Estado na Bolívia, na Venezuela e no Equador. E essa coincidência se se repete agora, de forma sólida, com Dilma Rousseff e Cristina Kirchner.

    Como se pode notar, há coincidências boas e coincidências ruins. Tudo depende do ponto de vista de quem observa. Há quem ache que atuar de maneira correta e consistente é ter plena liberdade para fazer tudo que seu mestre mandar. Há quem ache que atuar de maneira correta e consistente é ter integridade para fazer o que é mais digno. E não há coincidência possível entre uma e outra postura.


    Fonte: reproduzido de Patria Latina/Carta Maior

    terça-feira, 27 de setembro de 2011

    E o drama dos Palestinos continua...


    Israel permite mais 1.100 casas para colonos em Jerusalém Oriental

    Responde Benjamin Netanyahu:

    Israel aprovou um plano para construir 1.100 casas para colonos em Jerusalém Oriental, disse terça-feira o Ministério do Interior israelense.

    O público tem 60 dias para apresentar qualquer objeção a esse plano, que acaba de ser aprovado pela comissão do ministério do desenvolvimento, segundo o comunicado, informou a AFP.

    O comitê irá rever essas objeções possíveis antes de chamar à apresentação de propostas para a construção de habitação, um porta-voz do ministério.

    Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deu a entender que ele não tinha a intenção de congelamento dos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental novamente, a cidade ocupada e anexada por Israel em 1967, para tentar reabrir as negociações com os palestinos.

    um pretexto utilizados e reutilizados, mas muitas pessoas ver que é uma manobra para evitar negociações diretas", disse ao Jerusalem Post, referindo-se aos palestinos que exigem que Israel congele para
    acordo e retomar as conversações entre as duas partes.

    Fonte: cubadebate, tradução google

    segunda-feira, 26 de setembro de 2011

    Exército Brasileiro em Refinarias da Petrobras?


    Curiosamente no Brasil, as Forças Armadas do Exército resolvem fazer
    treinamento nas Refinarias da Petrobras

    O objetivo desta operação chamada (Operação Ouro negro) consiste no adestramento das tropas
    de Artilharia do Exército em instalações de interesse sob sua área de responsabilidade. Major Benetti destacou que as forças armadas precisam estar sempre preparadas, e o Major Mattos Junior explicou que o treinamento é voltado para a segurança das instalações nas Refinarias da Petrobras e também disse: "Utilizaremos todo o material militar necessário para o cumprimento da missão. Desde o armamento individual até carros de combate".


    O que está por trás dessa "Operação Ouro Negro" na Petrobras?

    O Brasil está se sentindo ameaçado em sua soberania energética?



    Fatos que nos chamam a atenção:


    Após a descoberta da camada Pré-Sal o Brasil está entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente da Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.
    Em razão da descoberta do Pré-Sal o Governo Brasileiro mudou o sistema de exploração, as exploradora estrangeiras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo "donas" do petróleo por um determinado tempo.

    No Pré-Sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso ficou estabelecido que a Petrobras será a operadora exclusiva.
    Isso não agradou nada as exploradoras estrangeiras.

    Na ocasião a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda disse: "A Petrobras terá todo o controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderá prejudicar os fornecedores americanos".
    Uma das maiores preocupações dos americanos era que isso favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.



    09/06/2011
    A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que descobriu indícios de petróleo e gás em águas profundas no bloco BM-PAMA3, na bacia Pará-Maranhão. Foi o primeiro registro de indícios de óleo feita pela estatal brasileira em parceria fechada em abril deste ano com a chinesa Sinopec e a segunda neste campo.

    China lidera importação de petróleo do Brasi
    l

    Graças ao acerto entre Petrobrás e Sinopec, o ritmo de crescimento das vendas de petróleo para a China foi exponencial. Em 2004, os chineses estavam na sexta colocação entre os clientes do Brasil, atrás de países como Chile e Portugal. Em 2003, sequer apareciam nas estatísticas. O comércio com a Índia é ainda mais recente e só ganhou volume no ano passado.

    Mesmo assim, o Brasil ainda é um fornecedor irrelevante para os chineses, cujas importações líquidas chegaram a 1,4 milhão de barris por dia em setembro. Os Estados Unidos são o maior comprador de petróleo do mundo, mas os chineses já são o maior consumidor de energia. Com as vendas de carros batendo recorde, a sede do gigante asiático por gasolina é cada vez maior.

    Segundo estimativas da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), o consumo chinês de petróleo deve crescer 5,14% em 2011, muito acima da alta de 1,36% prevista para a demanda global.


    Outro fato que chama a atenção:

    Em 2009 houve pressão do Governo Americano sobre parceria entre Brasil e Ucrânia para
    reconstrução da Base de Alcântara.
    O governo dos Estados Unidos não quería que o Brasil tivesse um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionaram parceiros do país nessa área – como a Ucrânia – a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.


    Energia nuclear - Parceria Brasil/Ucrânia

    26/09/2011Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, disse hoje que a Ucrânia integralizará sua parte da sociedade na Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada para comercializar serviços comerciais de foguetes e satélite a partir do Maranhão. “Já temos os recursos, da ordem de US$ 250 milhões, que serão investidos a partir de outubro próximo. Também estamos abertos a transferir tecnologia para um novo lançador de satélites, o Cyclone 5, que será produzido em
    conjunto com o Brasil”, garantiu.
    O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a ACS é um projeto estratégico para o Brasil. “A maior parte do programa está sob controle da Agência Espacial Brasileira, o Ministério da Defesa tem apenas uma pequena participação, mas o aporte prometido é uma excelente notícia, que abre boas perspectivas de cooperação tecnológica entre os dois países”, comemorou.
    Mykhailo Bronislavovych Yezhel chegou ao prédio do Ministério da Defesa brasileiro às 11h30. O
    ministro Celso Amorim recebeu-o na entrada. Em seguida, no Salão Nobre, apresentou-o ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e aos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri.
    A comitiva ucraniana incluiu representantes das maiores empresas de defesa do país, como a
    Antonov, fabricante de aviões de carga, e da Agência Ucraniana de Estaleiros, holding que controla a indústria naval, responsável pela construção de todos os porta-aviões e metade da esquadra de superfície da ex-União Soviética.
    Durante a reunião bilateral, o ministro ucraniano propôs a fabricação de naviospatrulha de 500 toneladas e destacou o interesse de seu país em participar da
    concorrência para a construção, no Brasil, de cinco navios escolta de 6.200 toneladas e de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas. Também levantou possibilidades de cooperação no desenvolvimento de mísseis terra-terra de 300 quilômetros de alcance e de mísseis antiaéreos.
    Yezhel fez amplo relato das potencialidades da indústria militar ucraniana na área de blindados e no campo aeronáutico.
    Ressaltou as qualidades do cargueiro Antonov An-70, capaz de carregar 38 toneladas e pousar em pistas não-preparadas e curtas, e do avião de patrulha Antonov An-168, com autonomia de 12 horas.
    Depois de elogiar as oportunidades oferecidas pelo Cyclone 5, o ministro Amorim lembrou que o
    Brasil já investe em um avião cargueiro de projeto nacional, o KC-390, da Embraer; na produção
    de blindados sobre rodas, o Guarani, e de um navio-patrulha de 500 toneladas. Ao mesmo tempo, mostrou interesse no avião-patrulha e na possibilidade de cooperação com a Ucrânia para
    desenvolver um projeto de navio-aeródromo.
    “Nosso maior interesse é obter tecnologia para desenvolver a indústria nacional e já
    desenvolvemos inúmeros projetos”, disse o ministro brasileiro. “Podemos verificar, com o Estado
    Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e os comandos das Forças, onde existe
    complementaridade para que possamos desenvolver programas de cooperação.”

    Acordos


    Brasil e Ucrânia assinaram dois acordos-quadro, de cooperação tecnológico-militar e de segurança de informações, em outubro de 2010, ainda não ratificados pelo Congresso Nacional. Estão previstas várias áreas de atuação conjunta na área de preparação de pessoal e nos campos
    aeronáutico, espacial, de equipamentos terrestres e naval. Segundo Yezhel, o Ministério da Defesa do seu país já implantou os grupos de trabalho para estudar possíveis nichos de cooperação.



    Dois fatos que possívelmente o Brasil terá que se preocupar com a defesa da Nação Brasileira, pois, são fatos que não agradaram em nada ao "Democrático" Império (falido) Americano.




    Fontes: defesa.gov.br, r7.com, imagens retiradas do google

    domingo, 25 de setembro de 2011

    OS VAMPIROS DO BRASIL



    (Reproduzo na íntegra este excelente texto para que chegue ao conhecimento da maioria dos brasileiros)


    OS VAMPIROS, AS REMESSAS DE LUCRO E A TRAGÉDIA DA DESNACIONALIZAÇÃO
    Por Mauro Santayana, em seu blog

    “A informação de que as remessas de lucros e dividendos por parte de multinacionais –especialmente do setor financeiro e de telecomunicações– atingiram mais de 34 bilhões de dólares nos últimos 12 meses dá uma idéia da sangria com a qual estamos alimentando –com a nossa força de trabalho e de consumo– nossas ex-metrópoles coloniais, cada vez mais parecidas com um bando decrépito de vampiros lutando para não voltar ao pó.

    Essa soma, de 34 bilhões de dólares, representa mais de 60% do total do déficit em conta corrente, que deve passar de 50 bilhões de dólares neste ano, apesar do aumento –que mais uma vez colocou em xeque as agourentas “previsões” dos “agentes” do “mercado”– de mais de 70% no superávit comercial deste ano.

    Um caudaloso amazonas de dinheiro, que está indo para o exterior, todos os anos, em troca de absolutamente nada.

    De lá, como nos tempos das caravelas, as naus só tem trazido duas coisas:

    Espelhinhos, em forma de ‘press-releases’, que depois são publicados aqui pelos mesmos enganadores que continuam defendendo, na mídia, que fizemos um excelente negócio entregando para os estrangeiros nossas empresas estratégicas e nosso mercado interno nos anos 90.
    parte dos culpados alinhados para fotografia

    E centenas de “técnicos” e “executivos”, que estão invadindo, todas as semanas, nosso mercado de trabalho –ao ritmo de mais de 50 mil licenças expedidas pelas autoridades nos últimos meses– vindos de países em crise que, como é o caso da Espanha, estão com uma taxa de desemprego de mais de 20%.

    Isso quer dizer que, enquanto o Brasil luta, desesperadamente, para desvalorizar o real e aumentar as exportações, minadas por um dólar artificialmente baixo, nosso dinheiro vai para o ralo, para salvar da quebra empresas incompetentes de países idem, que só conseguiram aportar aqui nos anos 90, graças a dinheiro subsidiado da União Européia e a financiamentos –pasmem– do próprio BNDES.

    Para citar apenas um caso –de uma empresa não necessariamente europeia, mas de um país que está hoje com uma dívida de mais de 4 trilhões de dólares, por estar sustentando duas guerras perdidas– a “American Southern Energy” [AES] comprou a Eletropaulo, que tinha centenas de milhões de reais em caixa, com financiamento a juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

    Não satisfeita de botar a mão nesse dinheiro, e de não investir o que devia na expansão da infraestrutura da empresa, a AES atrasou várias prestações durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, a ponto de o Governo Lula ter sido obrigado a entrar na justiça em Nova Iorque para recuperar ao menos parte do prejuízo, conseguindo fazer isso com a constituição da Brasiliana, holding que reúne os ativos desse grupo no Brasil, e da qual o BNDES teve de ficar sócio.

    E o que ganhamos com o maior processo de esquartejamento, desmonte e desnacionalização da economia brasileira em 500 anos de história, feito a toque de caixa e vendido como a grande panacéia para a situação do país naquele momento?
    [o então Ministro do Planejamento José Serra comemora com a diretora do BNDES a “privatização” (!?!) da Light para estatal francesa]


    A dívida líquida praticamente dobrou em oito anos. O dólar estava a quase quatro reais em 2002. No mesmo ano, o salário mínimo valia cerca de 80 dólares. Um saco de arroz chegava a custar 12 reais no supermercado da esquina. A SELIC estava em quase 25% ao ano. Devíamos 40 bilhões de dólares ao FMI. Nossas reservas internacionais líquidas eram de menos de 20 bilhões de dólares. E isso sem contar a dívida externa do setor privado e o que devíamos ao Clube de Paris.

    Para completar o descalabro, pagamos, hoje, graças a essas competentes privatizações, as mais altas tarifas do mundo em telefonia celular e internet, segundo pesquisa feita em 187 países pela União Internacional de Telecomunicações.

    Agora, cada vez que um brasileiro que cai no conto das multinacionais compra um chip da Vivo, da OI, da TIM ou da Claro, paga uma conta de luz –dependendo da distribuidora– ou faz uma operação bancária com o Santander, estamos mandando esse dinheiro para uma viagem sem volta, com passagem só de ida, para países que, na época, não tinham nenhuma empresa que pudesse se comparar à Telebras, e que, como desenvolvedores de tecnologia de telefonia celular, eram excelentes produtores de bacalhau e azeitonas.

    Povos que ostentam uma renda per capita 3 ou 4 vezes maior do que a nossa –o que muitos brasileiros acham uma grande vantagem– mas que tem uma dívida per capita 4 ou 5 vezes superior à sua renda.

    Controlados por governos tão competentes e avançados na administração de sua economia que estão agora, com a discutível exceção do México, literalmente quebrados, e dependendo, para continuar em pé, do nosso dinheiro e dos nossos mercados.

    E agora, o que fazer para sair dessa armadilha?

    Como desmontar mais essa bomba-relógio financeira –a outra é a dos juros– que montaram para nós, alegre e despreocupadamente, nos últimos anos do século passado?

    Fazer uma campanha na internet para que os brasileiros consumam com um mínimo de consciência e boicotem produtos e serviços das empresas multinacionais que estão sangrando o país ?

    Exigir que parte dessa fabulosa quantia fique no Brasil, onde poderia, não fosse a criminosa irresponsabilidade de quem vendeu a nação a preço de banana, estar gerando renda e emprego para milhões de brasileiros?

    Por muito menos, quando se falou em taxar a remessa de lucros das multinacionais, os Estados Unidos promoveram e financiaram o Golpe Militar de 1964.

    Criar grandes estatais brasileiras para conquistar ao menos uma parcela desse mercado e segurar parte desse dinheiro dentro do Brasil?

    Isso seria um deus nos acuda! Basta ver a reação hidrófoba com que foi brindado o governo quando se falou em colocar a Telebras para trabalhar direto com o público na prestação de serviços de banda larga.

    Emprestar dinheiro do BNDES para as empresas de capital nacional, para diminuir o tamanho da sangria?

    Isso também não pode, como se viu no caso da OI. Atrapalha a “livre” concorrência. Para os “agentes” do “mercado”, o normal é o BNDES fazer o contrário: emprestar dinheiro para grupos estrangeiros comprarem nossas empresas dentro do Brasil.

    O Governo, como sempre acontece, vai ser acusado de estar reestatizando a economia e interferindo no mercado, como se, no mundo em que a China está prestes a dominar, as maiores empresas não fossem estatais, e cada país não defendesse, descaradamente, os interesses de seus grupos e marcas em seus mercados internos ou no exterior.

    Como a questão é urgente –a Nação não agüenta um rombo maior do que esse no balanço de conta corrente no ano que vem– sugiro o caminho mais curto e mais contundente.

    Se não for possível aplicar várias dessas saídas ao mesmo tempo, aproveitar a baixa das bolsas para a compra direta de participação nessas empresas, dentro ou fora do Brasil, usando recursos do fundo soberano ou das reservas internacionais, para recuperar ao menos uma parcela dos gigantescos recursos que estão nos seqüestrando, à base de quase 100 milhões de dólares a cada dia.

    Não podemos continuar tirando dinheiro do bolso de milhões de brasileiros para sustentar, em Madrid ou Barcelona, a boa vida dos acionistas da Vivo ou as estripulias e as fraudes do Sr. Emilio Botin.”



    FONTE:
    escrito pelo jornalista Mauro Santayana em seu blog e transcrito no blog “Escrivinhador” (http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/os-vampiros-as-remessas-de-lucro-e-a-tragedia-da-desnacionalizacao.html) [título, imagens do Google e entre colchetes adicionados pelo blog ‘democracia&política’].
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