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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A guerra ao terror é uma falsificação


por Paul Craig Roberts

Na década passada, Washington matou, mutilou, deslocou e tornou viúvas e órfãos milhões de muçulmanos em seis países, tudo em nome da "guerra ao terror". Os ataques de Washington a outros países constituem agressão nua e impactam primariamente populações civis e infraestrutura – e, por isso, constituem crimes de guerra segundo a lei. Nazis foram executados precisamente pelo que Washington está hoje a fazer.

Além disso, as guerras e ataques militarem custaram aos contribuintes americanos em prejuízos e custos a serem incorridos no futuro pelo menos 4 milhões de milhões de dólares – um terço da dívida pública acumulada – o que resultou numa crise do défice dos EUA que ameaça a segurança social, o valor do US dólar e o seu papel de divisa de reserva, enquanto enriquece para além de tudo o já visto na história o complexo militar/segurança e seus apologistas.

Talvez o mais elevado custo da "guerra ao terror" de Washington tenha sido pago pela Constituição dos Estados Unidos e as suas liberdades civis. Qualquer cidadão dos EUA que Washington acuse é privado de todos os direitos legais e constitucionais. Os regimes Bush-Cheney-Obama arruinaram a maior conquista da humanidade – a responsabilidade do governo perante a lei.

Se olharmos em torno para o terror de que a polícia de estado e uma década de guerra alegadamente nos protegeu, o terror é difícil de descobrir. Excepto para o próprio 11/Set, assumindo que aceitamos a improvável teoria conspirativa do governo, não houve ataques terroristas nos EUA. Na verdade, como destacou o RT em 23/Agosto/2011, um programa de investigação da Universidade da Califórnia descobriu que as "tramas de terror" interno publicitadas nos media foram preparadas por agentes do FBI. http://rt.com/usa/news/fbi-terror-report-plot-365-899/

O número de agentes encobertos do FBI agora ascende a 15 mil, dez vezes o número existente durante os protestos contra a guerra do Vietname quando manifestantes eram acusados de simpatias comunistas. Como aparentemente não há conspirações reais de terror para esta enorme força de trabalho descobrir, o FBI justifica seu orçamento, alertas de terror e buscas invasivas de cidadãos americanos criando "tramas de terror" e descobrindo alguns indivíduos dementes para capturar. Exemplo: a trama da bomba no Metro de Washington DC, a trama do metro na cidade de Nova York, a trama para explodir a Sears Tower em Chicago foram todos estratagemas organizados e geridos por agentes do FBI.

O RT informa que apenas três destas tramas podem ter sido independentes do FBI, mas como nenhuma das três funcionou elas obviamente não foram obra de uma organização profissional de terror como se pretende que seja a Al Qaeda. O carro bomba na Times Square não explodiu e aparentemente não podia ter explodido.

O mais recente laço armado pelo FBI é um homem de Boston, Rezwan Ferdaus, o qual é acusado de planear atacar o Pentágono e o Capitólio dos EUA com modelos de aviões carregados com explosivos C-4. O Promotor dos EUA, Carmen Ortiz, assegurou aos americanos que eles nunca estiveram em perigo porque os agentes encobertos do FBI estavam a controlar a trama. usatoday.com/news/washington/story/2011-09-28/DC-terrorist-plot-drone/50593792/1

A trama de Ferdaus organizada pelo FBI para explodir o Pentágono e o Capitólio com modelos de aviões provocou acusações de que ele proporcionou "apoio material a uma organização terrorista" e conspirou para destruir edifícios federais – a acusação mais grave, a qual implica 20 anos de aprisionamento por cada edifício alvejado.

Qual é a organização terrorista a que serve Ferdaus? Certamente não a al Qaeda, a qual alegadamente passou a perna a todos os 16 serviços de inteligência, todos os serviços de inteligência dos EUA, NATO, israelenses, NORAD, o National Security Council, Air Traffic Control, Dick Cheney e a segurança de aeroportos estado-unidenses quatro vezes em uma hora na mesma manhã. Uma organização de terror tão altamente capaz não estaria envolvida numa trama tão sem sentido como explodir o Pentágono com um modelo de avião.

Como um americano que esteve no serviço público durante anos e que sempre defendeu a Constituição, um dever patriótico, devo esperar que a pergunta já tenha disparado nas cabeças dos leitores: por que esperam que acreditemos que um pequeno avião modelo seja capaz de explodir o Pentágono quando um avião 757 carregado com jet fuel foi incapaz de efectuar a tarefa, fazendo meramente um buraco não suficientemente grande para um avião de carreira.

Quando observo a credulidade dos meus concidadãos para com as absurdas "tramas de terror" que o governo dos EUA fabrica, isso leva-me a perceber que o medo é a mais poderosa arma que tem qualquer governo para avançar uma agenda não declarada. Se Ferdaus for levado a julgamento, não há dúvida de que um júri o condenará por uma trama para explodir o Pentágono e o Capitólio com aviões modelo. Mais provavelmente ele será torturado ou coagido a um acordo de cooperação (plea bargain).

Aparentemente, os americanos, ou a maior parte deles, estão tão dominados pelo medo que não sofrem remorsos pelo facto de o "seu" governo assassinar e deslocar milhões de pessoas inocentes. Na mente americana, mil milhões de "cabeças de pano" (towel-heads) foram reduzidas a terroristas que merecem ser exterminados. Os EUA estão no caminho de um holocausto que tornam os terrores dos judeus face ao nacional-socialismo um mero precursor.

Pense acerca disto: Não será admirável que após uma década (2,5 vezes a extensão da II Guerra Mundial) de matança de muçulmanos, de destruição de famílias e das suas perspectivas em seis países não haja eventos terroristas reais nos EUA?

Pense por um minuto quão fácil seria o terrorismo nos EUA se houvesse quaisquer terroristas. Será que um terrorista da Al Qaeda, a organização que alegadamente conseguiu o 11/Set – a mais humilhante derrota sofrida por uma potência ocidental, ainda mais "a única superpotência do mundo" – mesmo face a toda a filtragem ainda estaria a tentar sequestrar ou explodir um avião?

Certamente não quando há tantos alvos fáceis. Se a América estivesse realmente infectada por uma "ameaça terrorista", um terrorista simplesmente entraria nas maciças filas de espera da "segurança" de aeroportos e largaria ali a sua bomba. Isso mataria muito mais pessoas do que poderia ser alcançado explodindo um avião e tornaria completamente claro que "segurança de aeroporto" não significa que o mesmo seja seguro.

Seria uma brincadeira de criança para terroristas explodir subestações eléctricas pois ninguém está ali, nada excepto um cadeado na cerca de arame. Seria fácil para terroristas explodirem centros comerciais. Seria fácil para terroristas despejarem caixas de pregos em ruas congestionadas e auto-estradas durante horas de ponta, interrompendo o tráfego de artérias importantes durante dias.

Antes, caro leitor, de me acusar de dar ideias terroristas, pensa realmente que elas já não teriam ocorrido a terroristas capazes de executar o 11/Set?

Mas nada acontece. Então o FBI prende um rapaz por planear explodir a América com modelos de aviões. É realmente deprimente [verificar] quantos americanos acreditarão nisto.

Considere também que neoconservadores americanos, os quais orquestraram a "guerra ao terror", não tem seja o que for de protecção e que a protecção do Serviço Secreto de Bush e Cheney é mínima. Se a América realmente enfrentasse uma ameaça terrorista, especialmente uma tão profissional como a que executou o 11/Set, todo neoconservador juntamente com Bush e Cheney podiam ser assassinados dentro uma hora numa manha ou numa noite.

O facto de neoconservadores tais como Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld, Condi Rice, Richard Perle, Douglas Feith, John Bolton, William Kristol, Libby, Addington, et. al., viverem desprotegidos e livres do medo é prova de que a América não enfrenta ameaça terrorista.

Pense agora acerca da trama do sapato-bomba, da trama do champô engarrafado e da trama da bomba nas cuecas. Peritos, outros que não as prostitutas contratadas pelo governo estado-unidense, dizem que tais tramas não têm sentido. O "sapato-bomba" e a "bomba nas cuecas" eram fogos de artifício coloridos incapazes de explodir uma lata de comida. A bomba líquida, alegadamente misturada na toilete de um avião, foi considerada pelos peritos como fantasia.

Qual a finalidade destas tramas falsas? E recorde que todas as informações confirmam que a "bomba nas cuecas" foi trazido para dentro do avião por um oficial, apesar do facto de o "bombista de cuecas" não ter passaporte. Nenhuma investigação foi efectuada pelo FBI, CIA ou quem quer que seja quanto à razão porque foi permitido um passageiro sem passaporte num voo internacional.

A finalidade destas pretensas tramas é despertar o nível de medo e criar oportunidade para o ex czar da Homeland Security, Michael Chertoff, ganhar uma fortuna a vender porno-scanners à Transportation Security Administration (TSA).

O resultado destes publicitadas "tramas terroristas" é que todo cidadão americano, mesmo com altas posições no governo e certificados de segurança, não podem embarcar num voo comercial sem tirar os sapatos, o casaco, o cinto, submeter-se a um porno-scanner ou ser sexualmente apalpado. Nada podia tornar as coisas mais simples do que uma "segurança de aeroporto" que não pode distinguir um terrorista muçulmano de um entusiástico patriota americano, de um senador, de um general da Marinha ou de um operacional da CIA.

Se um passageiro precisa por razões de saúde ou outras quantidades de líquidos e cremes para além dos limites impostos à pasta de dente, champô, alimentos ou medicamentos, ele deve obter previamente autorização da TSA, a qual raramente funciona. Um dos mais admiráveis momentos da América é o caso, documentado no UTube, de uma mulher moribunda numa cadeira de rodas, que exige alimentação especial, tendo o seu alimento jogado fora pela gestapo TSA apesar da aprovação escrita da Transportation Safety Administration, com a sua filha presa por protestar e a mulher moribunda abandonada sozinha no aeroporto.

Isto é a América de hoje. Estes assaltos a cidadãos inocentes são justificados pela extrema-direita estúpida como "protegendo-nos contra o terrorismo", uma "ameaça" que toda evidência mostra que não é existente.

Nenhum americano hoje está seguro. Sou um antigo associado da equipe do subcomité da House Defense Appropriations. Requeria altas autorizações (clearances) de segurança pois tenho acesso a informação respeitante a todos os programas americanos de armas. Como economista chefe do House Budget Committee tenho informação respeitante aos orçamentos militares e de segurança dos EUA. Quando secretário assistente do Tesouro dos EUA, era-me fornecida toda manhã o relatório da CIA ao Presidente bem como infindável informação de segurança.

Quando deixei o Tesouro, o Presidente Reagan nomeou-me para um comité super-secreto destinado a investigar a avaliação da CIA da capacidade soviética. Resumindo, eu era consultor do Pentágono. Tinha toda espécie de autorização de segurança.

Apesar do meu registo das mais altas autorizações de segurança e da confiança do governo dos EUA em mim, incluindo confirmação pelo Senado numa nomeação presidencial, a polícia aérea não pode distinguir-me de um terrorista.

Se eu brincasse com modelismo de aviões ou comparecesse a manifestações anti-guerra, há pouca dúvida de que também seria preso.

Após o meu serviço público no último quartel do século XX, experimentei durante a primeira década do século XXI todas as conquistas da América, apesar das suas falhas, serem apagadas. No seu lugar foi erigido um monstruoso desejo de hegemonia e de riqueza altamente concentrada. A maior parte dos meus amigos e concidadãos em geral são capazes de reconhecer a transformação da América num estado policial belicista que tem a pior distribuição de rendimento de qualquer país desenvolvido.

É extraordinário que tantos cidadãos americanos, cidadãos da única superpotência do mundo, realmente acreditem que estão a ser ameaçados por povos muçulmanos que não têm unidade, nem marinha, nem força aérea, nem armas nucleares, nem mísseis capazes de cruzar os oceanos.

Na verdade, grandes percentagens destas "populações ameaçadoras", especialmente entre os jovens, estão enamoradas da liberdade sexual que existe na América. Mesmo os iranianos tolos da "Revolução Verde" orquestrada pela CIA esqueceram o derrube por Washington na década de 1950 do seu governo eleito. Apesar de uma década de acções militares abusivas contra povos muçulmanos, muitos muçulmanos ainda olham para a América para a sua salvação.

Seus "líderes" são simplesmente subornados com grandes somas de dinheiro.

Com a "ameaça terrorista" e a Al Qaeda esvaziada com o alegado assassínio pelo presidente Obama do seu líder, Osama bin Laden, o qual fora deixado desprotegido e desarmado pela sua "organização terrorista de âmbito mundial", Washington produziu um novo bicho-papão – os Haqqanis.

Segundo John Glaser e anónimo responsáveis da CIA, o presidente do US Joint Chiefs of Staff, Mike Mullen, "exagerou" o caso contra o grupo insurgente Haqqani quando afirmou, determinando uma invasão estado-unidense do Paquistão, que os Hagganis eram um braço operacional do serviço secreto do governo do Paquistão, o ISI. O almirante Mullen está agora a afastar-se do seu "exagero", um eufemismo para uma mentira. Seu ajudante, capitão John Kirby, disse que as acusações de Mullen foram destinadas a influenciar os paquistaneses a romper a Rede Haqqani". Por outras palavras, os paquistaneses deveriam matar mais gente do seu próprio povo para salvar os americanos de perturbações.

Se não sabe o que é a Rede Haqqani, não fique surpreendido. Você nunca ouviu falar da Al Qaeda antes do 11/Set. O governo dos EUA cria não importa a que seja de novos bicho-papão e são necessários incidentes para proover a agenda neoconservadora de hegemonia mundial e de lucros mais altos para a indústria de armamentos.

Durante dez anos, a população da "superpotência" americana sentou aí, sendo apavorada pelas mentiras do governo. Enquanto americanos assentam no medo de "terroristas" não existentes, milhões de pessoas em seis países tiveram suas vidas destruídas. Tanto quanto existe de evidência, a vasta maioria dos americanos não está perturbada pelo assassínio desumano de outras pessoas em países que não são capazes de localizar nos mapas.

Realmente, a Amerika é uma luz para o mundo, um exemplo para todos.



O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=26866

Fonte: http://somostodospalestinos

Brasil aconselha, mas é chamado de hipócrita


Os europeus resistem em admitir a gravidade da situação que vivem hoje e, para piorar, rosnam para quem ousa opinar ou dar conselhos sobre como sair da pior crise econômica que o continente já enfrenta e deverá conviver por muito tempo.

O blog “Beyondbrics” do jornal “Financial Times” acaba de chamar de “hipocrisia” os conselhos
dados por Dilma Rousseff durante a visita da presidente à Bélgica para o Fórum Empresarial
Brasil-União Europeia, em Bruxelas.

O artigo assinado por Samantha Pearson cita uma fala do discurso de Dilma no encerramento do
Fórum: “Rousseff adverte União Europeia sobre os riscos dos impostos restritivos” e completa:
“Sim, você leu certo. O país que ocupa a 152ª posição no ranking do Banco Mundial por causa do
seu sistema tributário desajeitado e pesado, está dando conselhos sobre impostos restritivos”.

“Além de irrealista, o conselho vindo do Brasil também soa como hipócrita”, diz Pearson, atacando a presidente brasileira por receitar medidas que incentivem o consumo e a criação de empregos para tirar a Europa da crise, evitando políticas fiscais muito restritivas que, segundo Dilma “durante a crise dos anos 80 vivida pelo Brasil, só fez aprofundar a estagnação da economia”.

O blog segue criticando os “políticos brasileiros que recentemente vêm se encarregando de resolver a crise financeira global, dando conselhos ao mundo desenvolvido”, num tom quase preconceituoso.

O artigo no “FT”, um dos jornais mais respeitados do mundo, cita ainda a tentativa do ministro
Guido Mantega de coordenar uma ajuda dos Brics (Brasil, Russia, India, China e África do Sul) aos países europeus, “sem ter consultado os parceiros”.

“Guido Mantega, ministro do Brasil, tem sido um dos pioneiros nesse sentido. Depois de uma subida para a fama graças ao seu discurso contra a “guerra cambial”, Mantega propôs um pacote de resgate um pouco maluco para a zona do euro. O problema é que ele não consultou os outros países do Brics”.

Em outro momento, insinuando uma audácia do Brasil, que a autora chama de “recém-descoberto global”, o artigo questiona como o país poderia ajudar países como a Itália, que tem um PIB per capita três vezes maior que o brasileiro.

A reação do blog do “FT” contra o Brasil repete uma atitude frequente e recente dos europeus
contra os “colonizados” que queiram ajudar o continente.
Na última visita que fez para reunião dos ministros das finanças dos principais países da Europa na Polônia, há 25 dias, o secretário doTesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, foi praticamente escorraçado do encontro.

Muitos líderes europeus falaram abertamente que os americanos tinham problemas maiores para resolver antes de dar conselhos aos europeus.

A negação dos líderes europeus e o artigo do “FT” podem reforçar o que muitos analistas temem
como efeito perigoso da crise na Europa. O fortalecimento de um movimento nacionalista, fechando as portas para o diálogo, a coordenação e um consenso sobre os caminhos possíveis.

A crise pode ter começado na Europa, mas já se espalhou pelo mundo e vai se abater sobre sociedades, economias, sem escolher o tamanho do PIB ou quem tem o melhor sistema tributário do mundo.


Fonte: defesabr.com, Financial Times

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A ameaça silenciosa à América do Sul


CONTRA FATOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS!!!


Em 03 de outubro de 2011

Especialistas alertam para ameaças potenciais ao Brasil


Embora não se identifique nenhuma ameaça concreta de curto prazo à integridade do país, o Brasil precisa levar em conta ameaças potenciais ao traçar a sua estratégia de segurança nacional. A recomendação foi feita nesta segunda-feira (3) por especialistas na área de defesa que participaram de mais uma audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), dentro do ciclo intitulado Rumos da Política Externa Brasileira (2011-2012).



O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, defendeu maior integração entre a diplomacia e a defesa nacional. Ele lamentou que as lideranças militares brasileiras tenham sido, como observou, “alijadas do núcleo decisório de Estado”. E alertou que as “áreas de fricção” internacionais começam a aproximar-se da costa ocidental da África e do Atlântico Sul.

É necessária uma estratégia, na opinião do general, para proteger os aquíferos do país, seus minerais estratégicos, sua biodiversidade, petróleo e gás. Para ele, o estado de Roraima já pode ser considerado um alvo de ameaça, assim como a região da foz do Amazonas. Ele lembrou ainda a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e com dois países – Suriname e Guiana – muito ligados a potências europeias que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

- As Guianas são uma cabeça de ponte da Otan. Precisamos encarar os conflitos enquanto eles são ainda apenas possíveis e fazer o possível para que não se tornem prováveis, pois aí já seria tarde demais. Defesa não se improvisa – afirmou Paiva durante o painel sobre “O papel das Forças Armadas”, ao qual compareceram diplomatas de países como Cuba, Venezuela, Irã e Índia.

O poder de influência da Otan também foi ressaltado por João Quartim de Moraes, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele recordou que a organização não foi dissolvida após o fim da Guerra Fria. Ao contrário, alertou, ela se fortaleceu a mostrou “maior agressividade do que tinha mostrado até então”. Em vez do período de paz que se esperava no início da década de 90, disse o professor, teve início uma “sequência quase ininterrupta de agressões abertas e descaradas”, como parte do que chamou de “recolonização planetária” pela Otan.

- É perceptível uma ameaça ao Brasil do bloco da Otan? Não. Mas devemos desencorajar expectativas de alguém que queira apoderar-se daquilo que nós temos e os demais não têm. Ou então renunciamos à política externa independente – disse Quartim.

O consultor Joanisval Brito Gonçalves, do Senado Federal, lamentou o desinteresse dos formadores de opinião, no Brasil, a respeito do tema da defesa nacional. A seu ver, falta à sociedade brasileira uma “percepção clara” das ameaças às quais o Brasil estaria submetido.

O presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), recordou que, na época de seu governo, no início da década de 90, imaginava-se que o século 21 seria marcado apenas por guerras comerciais, o que “infelizmente não tem sido possível”, como observou. Ele ressaltou, por outro lado, que não foram os países emergentes, neste início de século, os responsáveis pelos “dissabores” provocados pelas crises econômicas mundiais de 2008 e de 2010.

- Não fomos nós que criamos a crise. Foram os países mais ricos, que sempre souberam de tudo – disse Collor.

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Em outubro de 2010:

Brasil Rejeita ação da OTAN no Atlântico Sul. Mercosul repudia ação da Inglaterra nas Malvinas

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.
A tese da “atlantização” da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

“O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte”, afirmou Jobim ao Estado. “A Otan não pode substituir a ONU”, acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de “atlantização” da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Chanceleres do Mercosul rejeitam manobras militares nas Malvinas

Os chanceleres do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, expressaram nesta segunda-feira em comunicado conjunto seu “mais direto protesto” pela decisão do governo britânico de realizar manobras militares nas ilhas Malvinas.

Os ministros, que se encontram em Montevidéu para participar das reuniões do parlamento do Mercosul (Parlasul), ratificaram a “preocupação” do bloco por essa decisão do Reino Unido e apoiaram as recentes declarações da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Grupo do Rio neste sentido.

Também expressaram rejeição às declarações formuladas por fontes britânicas à imprensa nas quais indicavam que as manobras seriam “exercícios rotineiros” realizados há 20 anos nas ilhas.

Segundo os chanceleres do Mercosul, a conduta britânica gera “preocupação” e constituiria uma violação das normas de segurança da navegação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Argentina apresentou, na última semana, um protesto formal perante a OMI e remeteu à ONU uma cópia do protesto que fez chegar ao Reino Unido por estas manobras nas ilhas, que os britânicos invadiram em 1833 e ocupam desde então.

Argentina e Reino Unido protagonizaram, em 1982, um enfrentamento bélico pelas Malvinas que deixou cerca de mil mortos e, desde então, o país sul-americano não deixou de reivindicar perante a ONU e outros organismos internacionais a soberania das ilhas, situadas a 400 milhas marítimas de seu litoral.

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Em junho de 2011
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OTAN instala fortaleza militar nas Malvinas

Movimento contra bases militares discute estratégias de luta

“Na Argentina lutamos pela descolonização das Malvinas e
denunciamos a instalação de uma fortaleza militar da Otan”

Realizou-se em 17 de junho de 2011 em São Paulo uma reunião continental da campanha
“América Latina e Caribe, uma Região de Paz: Fora Bases Militares Estrangeiras”, onde
representantes de organizações sociais da América Latina, mundo árabe e países asiáticos
puderam compartilhar ações realizadas em seus países e debater estratégias para fortalecer a
iniciativa.

No encontro o secretário geral do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Rubens Diniz, afirmou que nos últimos dez meses a campanha conseguiu alcançar os objetivos propostos e citou ações como a Jornada de Solidariedade a Honduras que, dentre outros atos, pretende lançar no país uma convocação para a “Assembleia Nacional Constituinte originária, participativa, inclusiva, democrática e pela refundação de Honduras”.

O membro do comitê propulsor da Coalizão Colômbia Não às Bases, Enrique Daza, chamou a
atenção para a política dos Estados Unidos. “Depois do fracasso de (Barack) Obama no Brasil
e no Chile, eles relançarão sua política na América Latina de alguma maneira”, disse. Ele
também lembrou que os norte-americanos mantêm exercícios militares no Panamá, na região
do Canal, e sugeriu que a campanha trabalhe com este tema.

Rina Bertaccini, coordenadora do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os
Povos (Mopassol) da Argentina, falou sobre o caso das Ilhas Malvinas. “Na Argentina lutamos
pela descolonização das Malvinas e denunciamos a instalação de uma fortaleza militar da
Otan”, afirmou. Para ela é importante definir em cada país o conceito de base militar e a partir
daí estudar estratégias de ações contra o imperialismo norte-americano.

No caso de Cuba, o presidente do Movimento Cubano pela Paz, José Ramon Rodriguez,
explicou que a base militar em Guantânamo é uma ameaça ao povo. Já o peruano Guillermo
Borneu fez um alerta: “O Peru não é uma apenas uma base, é uma plataforma militar dos
Estados Unidos”, disse. Para ele a eleição de Ollanta Humala foi uma conquista, mas não será
fácil que a presença imperialista deixe a região. “O país é uma engrenagem importante na
estratégia da guerra que foi imposta pelos EUA”, declarou.

A coordenadora geral do Comitê de Familiares de Detentos Desaparecidos em Honduras
(COFADH) e da Comissão da Verdade, Bertha Oliva, falou sobre a vulnerabilidade do país,
principalmente depois do golpe de Estado, em 2009. “A primeira medida do governo foi
assinar com os Estados Unidos a instalação de bases militares”, afirmou. Segundo ela, os
direitos humanos no pais estão sendo constantemente violados.

Hegemonia norte-americana

J.K. Suleiman Rachid, da Palestina, lembrou que os norte-americanos, nos últimos 40 anos,
têm feito muitas guerras para poder manter sua hegemonia e ressaltou. “Temos que pensar
em diferentes formas de lutar contra as bases”, disse. Para o representante do Vietnã, Nguyen
Huynh, membro do Conselho Vietnamita pela Paz, uma ação importante é explicar para o
povo o que está acontecendo e compartilhar as informações dos diferentes países.

Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, finalizou as
intervenções. “Neste momento acredito que o desafio maior é a luta contra a militarização
imperialista que agride os povos e as nações, devemos aprofundar e ampliar a campanha
contra as bases militares”, disse. Socorro agregou que esta luta está relacionada com outras duas de caráter global: pelo desmantelamento da Otan e a abolição das armas nucleares.

No final da reunião foram apresentadas estratégias de comunicação como a criação de um site
e a realização de um documentário. Chegou-se à conclusão de que a campanha vai ter um
formato de acordo com a realidade de cada país.

Além disso, foram propostas outras ações: priorizar o funcionamento de uma instância
interna de coordenação; realizar consultas a cada 15 dias, mantendo uma dinâmica ativa de
contato e compartilhamento das tarefas; estimular a realização de encontros nacionais e
regionais temáticos, como forma de ir consolidando a campanha nos níveis nacional e
continental; aproveitar a realização de eventos para coordenar ações da campanha em
conjunto; estabelecer alguns temas e países como prioridade; editar algumas publicações
especificas sobre o tema.



Fontes: Agência Senado, DefesaBr, Plano Brasil, blog Sempre guerra, redação do Cebrapaz, Gilson Sampaio

domingo, 2 de outubro de 2011

O Império Americano Contra ataca

Imprensa oficial chinesa faz fortes críticas aos EUA

Agência oficial da China critica pressões para que o país mude política cambial; China mantém moeda desvalorizada para exportar

A agência de notícias oficial da China fez duras críticas neste domingo aos esforços de legisladores norte-americanos para pressionar a política cambial chinesa.

"Isso se tornou uma prática comum - quando a economia (dos EUA) está desacelerada, sempre que uma eleição está chegando, surgem vozes por todas as partes dos Estados Unidos pedindo o aumento do renminbi", disse a Xinhua, referindo-se ao yuan pelo seu nome oficial.

As observações foram veiculadas um dia antes de o Senado dos EUA decidir se adota uma legislação que vai permitir às empresas buscarem direitos compensatórios contra países com moedas desvalorizadas, o que poderia ser considerado um subsídio injusto.

Legisladores dos EUA afirmam que a China desvaloriza sua moeda entre 25 por cento a 40 por cento, dando aos produtos chineses uma concorrência desleal e vantagens em mercados globais, resultando em milhões de desempregados.

A Xinhua disse em seu comentário o único elemento "inovador" no projeto de lei foi ligar a "manipulação cambial" diretamente a "subsídios comerciais", tornando mais fácil para as empresas norte-americanas travarem uma guerra comercial com a China.

"A corrida para a eleição presidencial dos EUA foi intensificada, e a taxa de câmbio do yuan é agora, mais uma vez, o alvo", afirmou a Xinhua, concluindo que "as opiniões dos defensores do projeto de lei são coniventes e superficiais."


Fonte: google

"Democracia Americana"







Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.

Embora existam pequenas diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas distinguem o governo democrático de outras formas de governo.

  • Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.

  • Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.

  • A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.

  • As democracias protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível.

  • As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.

  • As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.

  • A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema judiciário.

  • As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes.

  • Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.

  • As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável.

  • Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.

  • O "Democrático" Barack Obama reprime livre manisfestação dos Americanos?





    Será que o povo americano resolveu aplicar na prática o que o Presidente Barack Obama disse em seu discurso na ONU?

    Será que o discurso e a prática só valem para outros Povos?

    A "Democracia" de manifestação popular só é apoiada por Barack Obama quando é fora dos EUA?






    Milhares de manifestantes do movimento Occupy Wall Street estiveram presentes na Ponte do Brooklyn e mais de 700 foram presos neste sábado pela Polícia de Nova Iorque – NYPD (sigla inglesa).

    Palavras de Barack Obama na ONU:
    "O Conselho de Segurança, liderado pelos Estados Unidos, Nigéria e França, apoiou a vontade do povo."



    Cerca de 700 pessoas foram presas durante protesto que bloqueou a rodovia da Ponte do Brooklyn. Um verdadeiro exército de policiais tomou conta da ponte quando o movimento buscava atravessar a ponte. O movimento interrompeu o tráfico de carros na ponte por cerca de três horas.

    Palavras de Barack Obama na ONU:

    Há um ano, as esperanças dos cidadãos da Tunísia foram suprimidas. Mas ela preferiu a dignidade dos protestos pacíficos em vez de um governo de mão de ferro. Em face de uma forte repressão, os estudantes soletraram a palavra liberdade. A balança do medo se inclinou do lado do governante para o dos governados. Hoje a população da Tunísia se prepara para eleições, mais um passo na direção da democracia que ela merece.

    Manifestantes disseram que os policiais armaram uma emboscada contra o movimento, enquanto o porta-voz do NYPD, Paul Browe, insistiu que as prisões vieram após os manifestantes terem sido avisados múltiplas vezes para ficarem fora da rodovia.

    Palavras de Barack Obama na ONU:Há um ano o Egito tinha um presidente que governava há quase 30 anos. Mas, durante 18 dias, os olhos do mundo se voltaram para a Praça Tahrir, onde egípcios de todas as camadas sociais - homens e mulheres, jovens e idosos, muçulmanos e cristãos - exigiram seus direitos universais. Vimos naqueles manifestantes a força moral da não violência que incendiou o mundo de Nova Délhi a Varsóvia; de Sela à África do Sul - e sabíamos que a mudança chegara ao Egito e o mundo árabe.

    A marcha teve início no Parque Zuccotti, base do protesto que vem sendo feito há duas semanas contra os abusos das corporações no país.


    Palavras de Barack Obama na ONU:

    "Há um ano, o povo líbio era governado por um dos ditadores há mais tempo no poder. Mas, enfrentando balas e bombas e um ditador que ameaçou persegui-los como ratos, os líbios mostraram uma coragem implacável". Nunca esqueceremos as palavras do líbio que se levantou nos primeiros dias da revolução e disse: "Nossas palavras são livres agora. É um sentimento que não se pode explicar". "Algo está sucedendo no nosso mundo. As coisas não serão mais como foram. O domínio humilhante da corrupção e da tirania está sendo eliminado à força". A tecnologia está colocando poder nas mãos das pessoas. Os jovens estão contestando a ditadura e rejeitando a mentira de que algumas raças, religiões e etnias não desejam a democracia. "A promessa escrita de que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos está cada vez mais ao alcance das mãos".

    "Mas sempre defenderemos os direitos universais estabelecidos por esta Assembleia: eleições livres e justas; uma governança que seja transparente e preste contas aos seus cidadãos; o respeito pelos direitos das mulheres e minorias; e uma justiça equânime e imparcial. É isto que os nossos povos merecem. Estes são elementos de uma paz duradoura".
    "Proibimos aqueles que abusam dos direitos humanos de ingressar no nosso país e adotamos sanções contra os que menosprezam os direitos humanos em outras partes do mundo. E sempre seremos uma voz para aqueles que foram silenciados".



    Este é o Paradoxo da Democracia Americana.

    sexta-feira, 30 de setembro de 2011

    Exército na Petrobras???

    Integrantes do Exército em exercícios realizados na Refinaria do Paraná

    A força de trabalho da Repar teve a oportunidade de conferir, no dia 20 de setembro, uma palestra com integrantes da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão do Exército. O objetivo foi esclarecer ao público sobre a operação Ouro Negro que vem sendo realizada na Repar.

    Major Benetti fez uma abertura destacando que as forças armadas precisam estar sempre preparadas. “Para se manterem adestradas a Artilharia realiza esses exercícios, como os que estão sendo realizados na Repar”.
    Na sequência, o Major Mattos Junior explicou o próximo exercício, que acontecerá no dia 29 de setembro, em que os trabalhos serão voltados à segurança das instalações da Repar. “Utilizaremos todo o material militar necessário para o cumprimento da missão. Desde o armamento individual até carros de combate”.
    A palestra realizada teve o apoio da Segurança Patrimonial da Repar e do GAPRE/SE/REGCWB. Na ocasião, Jacson Nazareno de Godoi (GAPRE/SE/REGCWB) destacou a importância de esclarecer aos interessados sobre os exercícios realizados dentro da refinaria e também ressaltou o trabalho em conjunto com o Exército. “Essa parceria é fundamental para o sucesso de nossos trabalhos”.

    Refinaria da Petrobras no Paraná (REPAR)

    Operação Ouro Negro





    Carros de combate, tanques e armamentos de artilharia pesado, o que será que está por trás dessa movimentação das Forças Armadas do Brasil?
    Um fato incomum desses deveria ser informado pela mídia, mas não se encontra absolutamente nada sobre essa Operação do Exército, é de estranhar tais atitudes.
    Só tive conhecimento por fontes de dentro da Petrobras, que pediram para se manterem anônimas.

    quinta-feira, 29 de setembro de 2011

    50 mil mortos para salvar os Bancos Franceses

    Os assassinos comemorando


    – A intervenção da OTAN é para resgatar bancos franceses e o euro

    Reproduzo este texto para que chegue ao conhecimento do maior número de pessoas. A humanidade tem que acordar para a verdade.

    por Xander Meyer

    Nestes últimos meses demasiados absurdos têm sido anunciados acerca da guerra "humanitária" da OTAN contra a Líbia, chamada de necessária mas de fato escandalosa, na qual pereceram cerca de 50 mil pessoas. Assim, colocamos lado a lado alguns fatos que mostram as razões reais para expulsar Kadafi. Elas nada têm a ver com o seu não existente "derramamento de sangue", mas tudo a ver com o resgate dos perturbados bancos franceses e com eles o euro. Veja como – mais uma vez – você foi terrivelmente enganado pelos políticos e os media.

    É um fato que em relação a países como o Bahrain, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos não foram planeadas quaisquer intervenções para expulsar os ditadores que os dominam. Ao contrário: países europeus como a Alemanha oferecem a estes regimes conhecimento profissional e armas. Então, por que uma intervenção na Líbia?

    Em Outubro de 2010, Nuri Mesmari, chefe do secretariado de Kadafi, foi interrogado em Paris pelos serviços secretos franceses. Em medias asiáticos, dentre outros, foi informado que Mesmari teria revelado segredos de estado líbios contra um importante pagamento. Para o presidente Sarkozy isto foi uma bofetada na cara, em particular porque Kadafi teria a intenção de retirar todos os milhares de milhões líbios da Europa. Estes ativos estavam em especial com bancos franceses e seriam transferidos para a Ásia.

    Medo do colapso de bancos franceses

    Sarkozy temia que este passo tivesse conseqüências de longo alcance para os bancos franceses que de qualquer forma já estavam com perturbações e que não sobreviveriam à retirada dos milhares de milhões do petróleo líbio. E se bancos franceses entrassem em colapso, a França não seria capaz de participar mais nos Fundos de Resgate Europeus, os quais também fracassariam. Haveria uma cadeia de reações que poriam em perigo a continuação do euro e toda a zona euro.

    Também desempenhou um papel o fato de Kadafi ter anunciado que já não compraria o avião caça francês Rafale e de qualquer forma não encomendaria a construção de uma central nuclear líbia à França. A corporação francesa Total queria novos contratos de petróleo na Líbia, mas Kadafi concedeu-os à companhia italiana ENI (Kadafi e o primeiro-ministro italiano, Berlusconi, são bons amigos).

    O resto passou-se aproximadamente como o golpe de estado no Irão em 1953. Então foi a CIA que o pôs de pé, agora foi a França que fez o mesmo na Líbia. No respeitado Asia Times está tudo descrito em pormenor. Primeiro a França assegurou-se do apoio da Arábia Saudita e do Bahrain com a promessa de deixar estes regimes em paz com as suas violações de direitos humanos. Ambos os regimes árabes arranjariam o apoio da Liga Árabe. "Naturalmente", os EUA, juntamente com alguns países europeus (dentre os quais a Holanda) também participaram para impedir o colapso dos bancos franceses.

    Insurgência dos rebeldes organizada pela França

    Bernard Henri-Lévy, filósofo francês e querido dos media, foi despachado para Bengazi a fim de se tornar o porta-voz do "movimento rebelde" que foi amalgamado pelos serviços secretos ocidentais. Na presença dos media a trombetearem, Henri-Lévy telefonou de Bengazi para Sarkozy e anunciou o início do movimento democrático líbio que destituiria Kadafi. A seguir, os saldos líbios na banca foram congelados e os bancos franceses foram – temporariamente – resgatados.

    Todo o circo parecia bastante convincente para os povos do ocidente. Na Líbia, a rivalidade existente entre diferentes tribos foi explorada para fazer com que os media relatassem passo a passo acerca de conquistas fictícias de territórios. A fase seguinte também foi planeada previamente: o apoio a estes rebeldes por parte da OTAN.

    Há informações de que a CIA teria transferido 1500 caças do Afeganistão para a Líbia a fim de apoiar os rebeldes vieram de círculos governamentais paquistaneses, cujo relacionamento com a CIA esfriou abaixo do ponto de congelamento. Desde a eliminação de Osama bin Laden, o Paquistão, irritado, começou a difundir toda espécie de falsos rumores acerca da CIA. Um dos rumores foi a transferência de centenas de persas e uzbeques para a Líbia. Mas numerosos jornalistas na Líbia que estavam constantemente a acompanhar os rebeldes não encontraram ali um único persa ou uzbeque.

    Acordo de petróleo em troca do apoio à insurgência

    Retorno à França. Aqui os milhares de milhões do petróleo líbio permanecerão, quanto à parte principal, em mãos de bancos franceses. De provavelmente mais de €10 mil milhões, a França quer entregar no máximo €1,5 mil milhão ao novo governo líbio. E, a propósito, bancos em outros países da UE agora também se podem sentir aliviados. Além disso, em troca destes milhares de milhões eles podem vender um bocado de mercadorias à Líbia. Finalmente, o novo governo líbio terá de mostrar sua gratidão pela "libertação" do seu país. Os media anunciaram hoje (1/Setembro/2011) que a França na verdade fez um acordo petrolífero secreto com os rebeldes em troca do apoio francês à rebelião contra Kadafi.

    Logo se verificará se a Líbia ainda decidirá comprar os caças a jacto franceses, encomendar a construção de uma central nuclear aos franceses e conceder concessões petrolíferas à Total francesa. Além disso, os serviços secretos terão de descobrir como podem fornecer trabalho novo aos seus diferentes contactos. A dama holandesa proxeneta de Kadafi já foi interrogada pelo AIVD, o serviço de segurança e inteligência holandês. Ela havia fornecido as prostitutas necessárias ao regime e talvez possa fazer o mesmo para as novas pessoas no poder.

    França distribui o botim de guerra

    De modo que agora se sabe como o "democrático" movimento líbio de rebelião saiu cá para fora e o que estava por trás deles. Cerca de 50 mil pessoas deram as suas vidas para evitar o colapso de bancos franceses e adiar por algum tempo o colapso do euro. Hoje (01/Setembro/2011) há uma conferência da "reconstrução" em Paris, onde mais de €34 mil milhões que a Líbia tem em contas bancárias ocidentais serão "distribuídos". Sarkozy posicionou-se como o grande homem da reconstrução da Líbia. Dizendo isto de outro modo: ele manterá a maior parte do botim em França por meios de contratos de milhares de milhões de euros com os novos líbios no poder.

    Sábado passado anunciamos que brigadas relacionadas com a Al Qaeda se tornaram as mestras de Tripoli. Ontem o presidente dos EUA, Obama, confirmou isto. Em suma: as pessoas contra as quais o ocidente combate em países como Afeganistão e Iraque, a Al Qaeda, são os mesmos extremistas muçulmanos que a OTAN colocou sobre a sela na Líbia. É mais uma prova de que os princípios do ocidente são de valor nulo desde que dinheiro (grande) esteja envolvido. As senhoras proxenetas reais encontram-se na elite do poder financeiro e político.

    Médio Oriente em chamas e fogo?

    Enquanto isso, o grande jogo (final) continua. Sarkozy já anunciou publicamente que a República Islâmica do Irão pode ser o próximo alvo. Também os preparativos turco-sauditas para intervenção militar na Síria estão encaminhados. Você verá que a próxima grande guerra, que pode atear fogo a todo o Médio Oriente – e talvez mesmo países de fora dele – será apresentada pelos media como uma "surpresa completa", exactamente como a revolução líbia planejada pela França.


    O original (em holandês) encontra-se em

    http://xandernieuws.punt.nl/?id=639168&r=1&tbl_archief

    A versão em inglês encontra-se em

    http://www.courtfool.info/en_NATO_rescues_euro_in_Libya.htm

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ e

    http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=672cf3025399742b1a047c8dc6b1e992&cod=8615

    Imagens colocadas por este Blog foram retiradas do google

    Império Americano e sua Mídia mentirosa




    Chávez rebate rumores sobre agravamento de sua saúde e ataca oposição

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, respondeu nesta quinta-feira os rumores gerados sobre sua internação por um suposto agravamento do câncer acusando a oposição de querer gerar incerteza e chamou-os a se comprometer e aceitar os resultados da eleição de 2012.

    Como tem acontecido nas últimas semanas, Chávez recorreu a um telefonema à emissora estatal "VTV" para reafirmar que sua recuperação "vai bem" e pedir aos venezuelanos que não façam caso dos rumores sobre o suposto agravamento de sua doença.

    O líder venezuelano fez os comentários depois de no dia anterior o jornal "El Nuevo Herald de Miami", dos Estados Unidos afirmasse que o líder havia sido internado de emergência na terça-feira no Hospital Militar e que seus médicos avaliavam sua transferência para outra instituição de saúde privada para ser tratado de problemas de insuficiência renal.

    O jornal fundamentou a informação baseado-se em "fontes ligadas ao assunto" (sem citar nomes) e garante que o presidente tinha sido internado em "estado geral comprometido" e "bastante grave".

    "Eu seria o primeiro, a população me conhece, eu seria o primeiro de todos os venezuelanos a dizer, a explicar e a comunicar qualquer dificuldade no processo (de tratamento). Não surgiu nenhum fato além do normal", garantiu o governante, que teve um tumor cancerígeno retirado em 20 de junho em Cuba.

    Chávez considerou que essas mensagens buscam "gerar incerteza" e não hesitou em acusar os "laboratórios de guerra psicológica, principalmente a oposição política" na Venezuela e suas "conexões com o império ianque" de estar por trás deles.

    "Se estou internado, eu não sei onde é. Eu estou aqui em meu lugar de trabalho e trabalhando", insistiu Chávez, que na semana passada concluiu o quarto ciclo de quimioterapia em Cuba e afirmou repetidamente que já não há células cancerígenas em seu corpo.

    Ele afirmou que com este tipo de informações o que querem é mostrá-lo debilitado como parte de uma estratégia que, previu, "vai sucumbir diante da realidade.

    "Eu peço ao povo venezuelano que não faça caso desses rumores", acrescentou, ao comentar que continua o "tratamento duro" que representa os quatro ciclos de quimioterapia e com "muita disciplina" em seu processo de recuperação.

    O governante acrescentou que "é bom responder sobre isso", e explicou que na quarta-feira esteve com seu chanceler, Nicolás Maduro, após o retorno da Assembleia Geral da ONU e segue fazendo "suas tarefas em parte".

    Chávez aproveitou seu discurso para atacar a oposição e fazer um pedido a eles: assinem um documento se comprometendo a aceitar os resultados eleitorais das presidenciais de 7 de outubro de 2012.

    Além disso, ele desqualificou os pré-candidatos que aspiram ganhar as prévias internas da oposição de 12 de fevereiro, quem classificou como pessoas que se ajoelham aos pés dos Estados Unidos, que defendem a corrupção e "o indefensável: o capitalismo".

    "Eu peço que exista um candidato, mas um verdadeiro candidato nacional, com o qual fosse possível debater, mas com estes que estão ai, que debate (pode acontecer)?", questionou.

    O ministro de Comunicação venezuelano, Andrés Izarra, respondeu na quarta-feira à noite a publicação feita pelo "El Nuevo Herald": "Quem precisa de internação são os jornalistas do "Nuevo Herald", mas em um hospício", indicou Izarra em um comentário em sua conta @IzarraDeVerdad da rede social Twitter.

    Nesta quinta-feira, por meio do mesmo veículo, o ministro afirmou: "Nuevo Herald rompe seu próprio recorde de mentiras" e acrescentou que "a campanha de rumores vai ser revertida.

    Na mesma plataforma, ele defendeu o governante, dizendo que "@chavezcandanga (usuário no Twitter do presidente venezuelano) seguirá crescendo e os canalhas caindo", em alusão à oposição.

    O governante retornou a Caracas há uma semana após dar por concluído o tratamento de quimioterapia que iniciou em julho.

    E se fossem seus filhos? O que vocês fariam?

    Em apoio ao post Imagens infames: soldados de Israel prendem crianças palestinas por brincar com armas de brinquedo. Blog Professor Jeovane "Esquerdopata"

    O texto abaixo foi extraído de um texto maior intitulado "AS CRIANÇAS PALESTINAS SÃO MENOS IMPORTANTES?" (Are the Palestinian children less worthy?"), de autoria de Joseph Massad intelectual e historiador, professor associado de Historia Política Árabe Contemporânea da Universidade de Columbia e autor do livro The Persistence of the Palestinian Question (sem tradução no Brasil).

    Em seu texto, o professor Josseph expõe as contradições da política Norte-Americana no Oriente Médio, em especial pela análise do discurso do presidente Barak Obama em relação a judeus e árabes e o engajamento cúmplice da imprensa ocidental com relação a esta mesma política e em relação as prisões e massacres de crianças Palestinas perpetuados por Israel na região.

    Assassinando crianças árabes

    A história de crianças árabes, especialmente as palestinas, não é somente trágico no contexto da violência israelense, mas também continua a ser ignorada, deliberadamente marginalizada, propositalmente suprimida nos EUA e na mídia ocidental - no discurso político ocidental.

    Quando terroristas sionistas começaram a atacar os civis palestinos em 1930 e 1940, as crianças palestinas foram vítimas. O mais famoso destes ataques incluíram explosões de cafés palestinos por sionistas com granadas (como ocorreu em Jerusalém, em 17 de março de 1937) e na colocação de minas eletricamente cronometradas em feiras lotadas (usado pela primeira vez contra os palestinos, em Haifa em 06 de julho de 1938) .

    Enquanto a violência da década de 1930 foi uma introdução para o Oriente Médio das horríveis violências, é na invasão sionista de 1947-1948 nas vilas e cidades palestinas que crianças palestinas não foram poupadas deliberadamente por tais terroristas.

    Em dezembro de 1947, o alvo foi a aldeia Khisas, na Galiléia, 4 crianças palestinas foram mortas em um dos primeiros ataques da Haganah (exército paramilitar sionista). Comparado aos ataques subseqüentes,contra os palestinos, este provou ser um número pequeno. Na aldeia de Al-Dawayimah, onde um massacre da Haganah cometido em outubro de 1948, um soldado do exército israelita, citado pelo historiador israelense Benny Morris, descreveu a cena, tais como:

    A primeira [onda] os invasores mataram cerca de 80 a 100 [pessoas] árabes, mulheres e crianças. As crianças foram mortas quebrando suas cabeças com paus. Não era uma casa sem mortos ... Um comandante mandou um sapeador colocar duas mulheres idosas em uma determinada casa ... e explodir a casa com elas. Os sapeadores se recusaram ... O comandante, então, ordenou aos seus homens que colocassem as mulheres velhas na casa e o mal foi feito. Um soldado se vangloriou de ter estuprado uma mulher e depois atirado nela. Uma mulher com um bebê recém-nascido nos braços foi empregado para limpar o pátio onde os soldados comiam. Ela trabalhou um dia ou dois. No final, eles atiraram nela e seu bebê.

    Crianças palestinas foram assassinadas junto com adultos em abril de 1948 no massacre de Deir Yassin, para citar o abate mais conhecido de 1948. Isso continuaria não só durante as guerras de Israel contra os árabes em 1956, 1967, 1973, 1978, 1982, 1996, 2006 e 2008, quando indiscriminados bombardeios dos israelenses vitimaram milhares de crianças palestinas, mas também em mais massacres definitivos, tais como: em Qibya em 1953 onde até mesmo uma escola não foi poupada da destruição de Israel; em Kafr Kassem, em 1956, onde o Exército israelense massacrou 46 cidadãos palestinos desarmados em de Israel, sendo que 23 dos quais eram crianças.

    Esta tendência iria continuar. Em abril de 1970, durante a Guerra de Atrito com o Egito, Israel bombardeou uma escola primária na cidade egípcia de Bahr al-Baqar. Das 130 crianças presentes na escola, 46 foram mortas e mais de 50 feridas, muitas delas mutiladas. A escola foi totalmente demolida. O primeiro massacre israelense em Qana, no Líbano, em 1996, não se poupou uma criança ou o adulto, e no segundo massacre na mesma aldeia em 2006 fez-se o mesmo - os adultos fora os adultos - 16 crianças foram mortas neste ano.

    O número de crianças palestinas mortas por soldados israelenses na primeira Intifada (1987-1993) foi de 213, sem contar as centenas de abortos induzidos por granadas de gás lacrimogêneo, lançadas dentro de áreas fechadas destinadas às mulheres grávidas, e para além de o número de feridos.

    A filial sueca da Save the Children estima que "23.600 a 29.900 crianças precisaram de tratamento médico por ferimentos nos dois primeiros anos da Intifada", um terço das quais crianças com idade inferior a dez anos de idade. No mesmo período, os ataques palestinos resultaram na morte de cinco filhos de Israel.

    Na segunda intifada (2000-2004), soldados israelenses mataram mais de 500 crianças, tendo,pelo menos, 10.000 feridas e 2.200 crianças presas. Na televisão, assassinato da criança palestina Muhammad al-Durra abalou o mundo - mas não os judeus israelenses, cujo governo inventou a mais escandalosa e criminosa das histórias para exonerar Israel.

    No ataque israelense em Gaza em dezembro de 2008, 1.400 palestinos foram mortos, dos quais 313 eram crianças.

    Esta exposição de atrocidades não é simplesmente um regurgitar da história passada e presente de assassinatos de Israel a crianças árabes nas últimas seis décadas e mais além – esta é uma história bem conhecida em todo o mundo árabe - mas sim, para demonstrar como são obscenas as referências de Obama sobre as crianças judias, quando ele insiste em afirmar que os árabes deveriam demonstrar solidariedade com as crianças judias, sem nunca ter convocado os judeus para mostrar sua solidariedade para com um número muito maior de crianças árabes mortas pelos judeus. Mas o próprio Obama não demonstra simpatia para com as crianças árabes. Se ele tivesse tentado lamentar a taxa de crianças árabes, que caíram vítimas da violência israelense a uma taxa de centenas, senão milhares, de crianças árabes por uma criança judia, os árabes poderiam te-lo perdoado pela indiscrição.


    Infelizmente, Obama não tem lugar no seu coração para as crianças árabes, apenas para os judeus. Ele ainda consegue infantilizar soldados israelenses judeus que matam palestinos, como sendo, nada menos que crianças inocentes, cujas famílias sentem saudades deles. Em seu discurso AIPAC, Obama exorta o Hamas "para libertar Gilad Shalit, que foi mantido longe de sua família durante cinco longos anos", mas não exorta Israel a libertar os 6.000 presos políticos palestinianos, entre os quais 300 crianças palestinas, trancafiados nas masmorras de Israel por muitos mais anos. Obama poderia, pelo menos, mencionar os relatos emitidos por grupos israelenses de direitos humanos sobre “a tortura de crianças palestinas detidas no final de 2010, por soldados israelenses”. No caso, dos alunos palestinos da sexta série que detidos, além de serem espancadas e privadas de sono por soldados israelenses, duas crianças de treze anos de idade testemunharam que, segundo o relato de um deles: "a coisa mais terrível que aconteceu, foi quando os soldados iam ao banheiro e faziam xixi em nós para não usar o sanitário”.


    fonte:http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/05/20115291157953...
    http://www.luisnassif.com/profiles/blogs/o-assassinato-de-criancas
    vídeos: youtube

    quarta-feira, 28 de setembro de 2011

    Bombas de Fragmentação na Líbia

    OTAN joga Bombas de Fragmentação na Líbia




    Para quem não tem conhecimento sobre o que significa Bomba de Fragmentação:

    Bomba de Fragmentação




    Bomba de fragmentação
    (em inglês: cluster bombs ou cluster munitions) é um artefato explosivo que, quando acionado, libera uma certa quantidade de projéteis ou fragmentos menores, com a finalidade de causar grande número de vítimas, já que, além da concussão causada pela explosão em si, os fragmentos são lançados a alta velocidade em todas as direções, provocando ferimentos graves ou mesmo mortais dentro de uma grande área. Seu efeito sobre uma tropa é devastador: além dos mortos e feridos, causa um pânico generalizado, devido exatamente à sua crueza e brutalidade.








    Pode ser usada também contra outros alvos - veículos, linhas de transmissão e abrigos - e lançada a partir do ar, do solo. Pode também ser usada como mina terrestre. A médio prazo, causa ferimentos e morte nas populações civis.



    A definição de armas de fragmentação inclui toda munição, como granadas, foguetes e bombas, que contenha um grande número de bombas menores que, ao serem lançadas, espalham-se sobre uma grande área. Esses pequenos explosivos podem permanecer intactos por muitos anos e representam um perigo iminente para a população, podendo causar mutilações ou mortes no momento em que explodem. A maioria das vítimas são civis.



    As submunições lançadas têm coeficiente de falha de 5% a 40%, podendo as bombas ficar enterradas, sem explodir, por muito tempo depois de terminada a guerra. Alguns especialistas estimam que pelo menos dez mil inocentes foram mortos, e um número muito maior de pessoas foram mutiladas pelas bombas de fragmentação em zonas de conflito, desde 1965 espalhadas pelo mundo.





    Segundo o ex-soldado Simon Conway, da Cluster Munition Coalition (CMC), "no verão de 2006, o exército de Israel lançou milhões de pequenas bombas nas vilas xiitas empobrecidas do sul do Líbano, causando a morte de quase 300 pessoas, a maioria crianças. Elas costumam pegar esses objetos caídos no chão, o que já é o suficiente para que as minas sejam detonadas". Por curiosidade, as crianças agarram os pequenos projéteis não explodidos, que tem formas chamativas, como bolinhas de tênis ou latas de refrigerantes, mas são basicamente minas antipessoais.


    Vários países usaram este tipo de arma em diferentes conflitos. A Rússia utilizou essas bombas na Geórgia; a OTAN as usou na Sérvia, e no Iraque; Israel usou no Líbano, em 2006; os Estados Unidos utilizou-as no Afeganistão, na Sérvia, no Laos e no Iraque, entre outros. No Iraque estima-se que os Estados Unidos e o Reino Unido já tenham sido lançados cerca de um milhão desses artefatos.



    Por se constituir em sério problema de Direito Humanitário Internacional, uma campanha contra esses explosivos foi estabelecida em 2003.

    No final da Conferência Diplomática realizada entre 19 e 30 de Maio de 2008, em Dublin, 107 países adotaram a Convenção sobre Munições de Fragmentação, comprometendo-se a assinar, até ao final de 2008, um instrumento legal vinculativo destinado a proibir a sua utilização, produção, transferência e armazenamento. A assinatura da Convenção sobre Munições de Fragmentação teve início em 3 de Dezembro, em Oslo, para vigorar seis meses após o depósito, por parte de 30 Estados, dos instrumentos de ratificação da Convenção na Organização das Nações Unidas.

    Muitos governos, organizações não governamentais e entidades como a Cruz Vermelha Internacional têm respondido positivamente em favor do banimento da munição de fragmentação.

    A Conferência de Dublin deve ser a última de uma série de conferências internacionais para se chegar ao fim do uso de armas de fragmentação. Mas os maiores fabricantes e usuários dessas armas - Estados Unidos, Rússia, China, Índia, Paquistão e Israel - nem compareceram à conferência. Rússia, China e Estados Unidos também são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, sem o voto deles, a assinatura de um tratado de proibição do uso de armas de fragmentação se torna improvável.

    Palestinos e América Latina: coincidências, divergências, decências





    As presidentes da primeira e da terceira economia da América Latina, e que são as duas maiores da América do Sul, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, apoiaram de forma clara e contundente a Palestina. Seus estrategistas de relações exteriores se mobilizaram para conseguir a adesão unânime dos chanceleres sul-americanos a uma declaração conjunta dos países árabes e dos governos da América do Sul em defesa dos palestinos. Quase conseguiram: faltou um. O governo da Colômbia. O artigo é de Eric Nepomuceno.

    De tudo que aconteceu nesses últimos dias na ONU, alguns momentos merecem atenção – e não me refiro aqui ao mais óbvio de todos, o discurso, esse sim histórico, do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, pedindo para seu país ser aceito como estado-membro.

    Também merece atenção um fato que diz respeito à América Latina: as posições adotadas pela região diante da reivindicação palestina mostram indícios de uma clara divergência, e que essa divergência reflete, por sua vez, um grau maior ou menor de alinhamento – ou dependência, conforme o ponto de vista – diante de Washington.

    As presidentes da primeira e da terceira economia da América Latina, e que são as duas maiores da América do Sul, Dilma Rousseff e Cristina Fernández de Kirchner, apoiaram de forma clara e contundente a reivindicação palestina. E mais: seus estrategistas de relações exteriores se mobilizaram rapidamente para conseguir a adesão unânime dos chanceleres sul-americanos a uma declaração conjunta dos países árabes e dos governos da América do Sul em defesa dos palestinos.

    Quase conseguiram: faltou um. O governo da Colômbia, terceira economia sul-americana e quarta da América Latina, preferiu não mandar seu chanceler ao encontro em que os termos do documento foram negociados. O próprio presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ao sair de um encontro privado com Dilma Rousseff, repetiu o que havia feito antes, em seu discurso na Assembléia Geral: um pedido para que Israel e os palestinos voltem a negociar ‘assim que possível’.

    Outro país que preferiu manter-se à margem foi o México, segunda economia da América Latina. Em seu discurso na ONU, o presidente Felipe Calderón falou da turbulência que afeta seu país, criticou o tráfico de drogas, voltou a pôr a culpa dos estragos padecidos pelo México nos Estados Unidos, disse que 30% dos jovens norte-americanos são consumidores de drogas. Na hora de falar da reivindicação dos palestinos, disse que não era favorável e defendeu o diálogo com Israel. De peso político e econômico muito menor, a Guatemala também virou as costas para os palestinos.

    O que chama a atenção, porém, é o fato de as quatro maiores economias latino-americanas estarem claramente divididas entre uma posição pró-palestina e outra, pró-Israel e pró-Washington.

    É sabido e reconhecido que os países latino-americanos estão, hoje, muito melhor preparados que há dois anos para enfrentar as crises globais, cujo eixo saiu dos Estados Unidos e passou para a Europa. Isso deveria, ao menos em tese, permitir que pudessem adotar posições próprias, o que faria com que na hora de entrar em outras searas – os organismos financeiros multilaterais, por exemplo – estivessem fortalecidos para, juntos, defender interesses comuns.

    Claro que há de se considerar a real possibilidade de que tanto Juan Manuel Santos como Felipe Calderón estejam realmente convencidos de que os palestinos não devem reivindicar nada e sentar-se com Israel para ver o que conseguem. Claro que pode acontecer que, de fato, haja uma plena coincidência com a intransigente posição de Washington, e que tudo não passe disso: uma coincidência.

    Há outras coincidências, porém, que não podem ser ignoradas. Os dois países dependem visceralmente dos Estados Unidos. A Colômbia chegou a provocar fortes turbulências com seus vizinhos sul-americanos ao aceitar um pacto militar, em 2009, que previa a instalação de mais cinco bases dos Estados Unidos em seu território. Foi preciso a dura intermediação de vários presidentes sul-americanos, com Lula da Silva à cabeça, para impedir, na última hora, que o acordo fosse assinado. O México, por sua vez, depende a tal ponto da economia norte-americana que seu alinhamento com as posições de Washington é praticamente automático. Foram-se os tempos de uma política externa que mantinha independência e freqüentemente se chocava de frente com os ditames imperiais vindos da fronteira norte.

    De coincidência em coincidência, vale também relembrar outra: não é de hoje que, apesar de todos os conflitos em seu comércio bilateral, Brasil e Argentina caminham por numa vereda cheia de pontos de encontro em suas políticas externas. Isso vem acontecendo desde 2003. Nestor Kirchner e Lula da Silva foram parceiros na hora de rejeitar a esdrúxula idéia norte-americana de criar a ALCA, a nefasta Aliança de Livre Comércio das Américas, liquidaram as dívidas de seus países com o FMI quase que na mesma época, atuaram juntos para impedir golpes de Estado na Bolívia, na Venezuela e no Equador. E essa coincidência se se repete agora, de forma sólida, com Dilma Rousseff e Cristina Kirchner.

    Como se pode notar, há coincidências boas e coincidências ruins. Tudo depende do ponto de vista de quem observa. Há quem ache que atuar de maneira correta e consistente é ter plena liberdade para fazer tudo que seu mestre mandar. Há quem ache que atuar de maneira correta e consistente é ter integridade para fazer o que é mais digno. E não há coincidência possível entre uma e outra postura.


    Fonte: reproduzido de Patria Latina/Carta Maior

    terça-feira, 27 de setembro de 2011

    E o drama dos Palestinos continua...


    Israel permite mais 1.100 casas para colonos em Jerusalém Oriental

    Responde Benjamin Netanyahu:

    Israel aprovou um plano para construir 1.100 casas para colonos em Jerusalém Oriental, disse terça-feira o Ministério do Interior israelense.

    O público tem 60 dias para apresentar qualquer objeção a esse plano, que acaba de ser aprovado pela comissão do ministério do desenvolvimento, segundo o comunicado, informou a AFP.

    O comitê irá rever essas objeções possíveis antes de chamar à apresentação de propostas para a construção de habitação, um porta-voz do ministério.

    Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu deu a entender que ele não tinha a intenção de congelamento dos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental novamente, a cidade ocupada e anexada por Israel em 1967, para tentar reabrir as negociações com os palestinos.

    um pretexto utilizados e reutilizados, mas muitas pessoas ver que é uma manobra para evitar negociações diretas", disse ao Jerusalem Post, referindo-se aos palestinos que exigem que Israel congele para
    acordo e retomar as conversações entre as duas partes.

    Fonte: cubadebate, tradução google
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