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sábado, 8 de outubro de 2011

Petrobras e Exército Brasileiro assinam memorando de entendimentos


Acordo é relativo às ações, que serão detalhadas em instrumentos específicos, e favorecerá o gerenciamento dos projetos conduzidos pela Petrobras e o Exército Brasileiro.

O diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, por parte da Petrobras, e o general Enzo Peri, representando o Exército Brasileiro, assinaram na manhã da última quarta-feira (05/10), no Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília, um memorando de entendimentos entre a companhia e o Exército, estabelecendo regras básicas para o atendimento às atividades de interesse mútuo, de acordo com a legislação vigente. O acordo de entendimentos é relativo às ações, que serão detalhadas em instrumentos específicos, e favorecerá o gerenciamento dos projetos conduzidos pela Petrobras e o Exército Brasileiro.

De acordo com o diretor Guilherme Estrella, o acordo é importante, pois a Petrobras está relacionada aos interesses nacionais e ao desenvolvimento da tecnologia brasileira. O diretor se disse honrado em assinar o protocolo no Comando do Exército Brasileiro. “Certamente teremos muitas coisas a fazer. Estou certo que esse é um grande passo na construção dessa parceria entre Petrobras e Exército Brasileiro”, afirmou.


Fonte: exercito.gov.br

" Deus criou os Estados Unidos para que o país comandasse o mundo"


A que ponto chega a presunção do pré candidato a presidência da Republica dos EUA, Mitt Romney.

Até quando vamos tolerar que um país comandado por criminosos de guerra e torturadores continue a se achar dono do mundo???


A arrogância e prepotência da maioria dos americanos pode ser considerada como uma insanidade, chega a ser comparado como caso de Psicopatia.

A esquizofrenia patriótica dos EUA está lembrando os discursos nacionais socialistas que houve na Alemanha antes da segunda guerra mundial,
se bem que a eugenia eles já começaram...



Os EUA está se tornando (desculpe), já é um país perigoso para os demais povos do mundo, os líderes das outras nações deveríam tomar medidas urgentes contra os EUA, pois o futuro que eles almejam é bem claro nas palavras de Mitt Romney ("
Deus criou os Estados Unidos para que o país comandasse o mundo").

(Burgos Cãogrino)


Vejam abaixo:





Em um discurso polêmico, o pré-candidato republicano a presidência Mitt Romney afirmou nesta sexta-feira (07/10) que Deus criou os Estados Unidos para que o país comandasse o mundo.

“Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores. Os EUA não estão destinados a ser um dos vários poderes globais em equilíbrio”, afirmou Rommey. O discurso foi feito em um colégio militar no estado da Carolina do Sul.

Segundo o pré-candidato, “os EUA devem conduzir o mundo ou outros o farão”. As afirmações ocorrem no dia que marca os 10 anos da invasão do Afeganistão pelos EUA. Na época, o país justificou a invasão afirmando que deveria capturar o saudita Osama Bin Laden, responsável por articular os ataques de 11 de setembro.

Para Romney, o mundo seria muito mais perigoso caso os EUA não tivessem um papel de liderança. “Deixem-me ser claro: como presidente dos Estados Unidos, eu me dedicarei a um século americano. Nunca, jamais, pedirei perdão em nome dos EUA”, concluiu.

Romney está em primeiro lugar nas intenções de voto entre os pré-candidatos republicanos, segundo informaram as últimas pesquisas. “Isso é muito simples: se você não quer que os EUA sejam a nação mais forte do planeta, eu não sou seu presidente”, concluiu o pré-candidato.”


Fonte: tijolaço.com

imagem: google

Uma Verdade Conveniente

Excelente palestra ministrada pelo Prof. Dr. Ricardo Felicio.

Felizmente mostra a mentira dos "Eco-Ambientalistas" de plantão, inclusive sería bom que o ex vice presidente dos EUA o senhor Al Gore assistisse.


Aquecimento Global: verdade ou mentira?
(Parte 1/10) (quando acabar é só clicar no próximo vídeo)

“Nada mostra mais o caráter de um homem do que aquilo de que ele ri”

Toda piada será castigada (?)

Quem leu O nome da rosa, de Umberto Eco, lembra-se de uma interessante discussão entre o protagonista do romance, o frade franciscano Guilherme de Baskerville, e Jorge de Burgos, monge bibliotecário do mosteiro beneditino onde se desenrola a maior parte da trama; discussão essa em que o tema central era nada menos que a natureza do riso. Seria o riso algo intrinsecamente bom ou maligno? O debate interessa em parte porque remete ao curioso clima de paranoia que imperava sob o obscurantismo medieval, quando crenças místico-religiosas tendiam a dominar e a limitar o livre exercício da razão e do próprio expressar-se individual ou coletivo. Naqueles tempos, a que alguns deram o controverso rótulo de “Idade das Trevas”, confrontar o dogmatismo religioso cristão com proposições mais objetivas, racionais ou científicas poderia simplesmente custar a vida de quem se atrevesse a tanto. Até porque questionar a fé era um dos maiores pecados em que então se poderia incorrer. E, na Baixa Idade Média, o fato era que os pecados estavam por toda parte, assombrando a mente de todos, de uma forma ou de outra. E era por medo de pecar que muitos tinham receio de rir.

Em sua obra, Eco tenta fazer uma reconstrução primorosa não só do cenário mas da mentalidade reinante no seio das ordens monásticas da Europa do século XIV, o que se vê refletido em especial na rígida postura do Irmão Jorge com relação ao mero ato de rir, sobretudo de assuntos sérios. Assim, enquanto Guilherme, representando uma corrente minoritária à época, tenta argumentar em defesa do riso, da comédia e do sentimento de alegre gozo diante da ironia e das sátiras literárias, afirmando inclusive que São Francisco, o fundador de sua ordem, muito prezava a alegria e o riso, do outro lado, Jorge de Burgos limita-se a bradar, com a voz autoritária dos que impõem sobre os outros suas certezas que se pretendem consenso: “o riso sacode o corpo, deforma as linhas do rosto, torna o homem semelhante ao macaco” (ECO, Umberto. O nome da rosa. São Paulo: Círculo do Livro, 1989, p. 139). Ao que ainda acrescenta: “da verdade e do bem não se ri. Eis por que Cristo não ria. O riso é incentivo à dúvida” (id., ibid., p. 140). De fato, este último ponto na tese do Irmão Jorge alude ao entendimento de que a pessoa que não vê problemas em rir do mal, aquele que consegue achar graça nas desgraças, não estaria realmente disposto a combater esses infortúnios e calamidades para dar-lhes fim.

Bem, embora tenha mudado muito o significado do que fosse o mal reprovável e combatível na cabeça de monges medievais e do que seja a noção (ou noções) hoje atribuída(s) à palavra, em particular sob influência de uma moderna filosofia humanista, de caráter consequencialista não radical e sobretudo ética nos pressupostos de que se pretende valer, alguns aspectos do debate sobre o riso ainda me parecem relevantes para uma reflexão. Nesse sentido, convém lembrar a pronta resposta de Guilherme de Baskerville à observação crítica de Jorge de Burgos: “Os macacos não riem”, ele replica, “o riso é próprio do homem, é sinal de sua racionalidade” (id., ibid., p. 139). Sinal de sua racionalidade. Sim. É importante destacar que, na obra de Umberto Eco, Frei Guilherme é declaradamente um discípulo de Roger Bacon (1214 – 1294), o notório frade franciscano que defendia com veemência o uso da razão baseada no método científico, que ele definia à época como se constituindo de um repetido ciclo de observação, hipótese, experimentação e necessidade de independente verificação. Por isso, Guilherme, na contramão do que pensava a maioria dos religiosos de então, comungava da ideia de que havia inúmeras coisas sobre as quais as Escrituras não lançavam luz e que, para estas, Deus dera aos homens a razão justamente a fim de que pudessem investigá-las, analisá-las de maneira crítica e rejeitar o que se demonstrasse descabido, valendo-se inclusive da ironia e do riso para fazê-lo. De fato, o frade afirma com todas as letras: “para minar a falsa autoridade duma proposição absurda que repugna a razão também o riso pode ser um instrumento justo” (id., ibid., p. 141).

O grande problema de tomarmos partido num debate de ideias, quer no universo diegético, quer no mundo real, é a tendência a nos fecharmos para os argumentos da outra parte, após escolhermos nosso lado. E o que quero dizer com isto, especificamente no que diz respeito esse “problema do riso”, é que, se de fato Guilherme de Baskerville está certo em salientar que este é próprio de nossa espécie — visto que apenas o animal humano é capaz de processar cognitivamente uma informação e reagir a ela com o instintivo impulso do riso —, não está de todo equivocado o Irmão Jorge quando insiste na possibilidade de que esse mesmo ato pudesse inspirar uma passividade condescendente em face de um mal repulsivo e condenável. E o fato de que ambos os pontos de vista, mutuamente antagônicos, possam ser sensatos em certa medida dá-se principalmente porque nenhum deles reflete uma verdade absoluta; são ambos relativamente verdadeiros.

O riso é, sim, um sinal da racionalidade do homem, como diz Guilherme de Baskerville em O nome da rosa, no sentido de que é por meio do processamento de dados em nossos módulos cognitivos, no que realizamos uma análise subtextual do discurso que nos é apresentado, que imagens mentais emergem em nossa consciência, de modo a fazer-nos achar engraçada uma frase do tipo: “Salário mínimo é que nem menstruação: vem uma vez por mês, dura 3 ou 4 dias e, se atrasar, deixa todo mundo louco.” A interpretação decorrente da racionalização acerca do enunciado é o gatilho da reação instintiva do riso de que nos vemos tomados de repente. Todavia, o riso puro e isolado, o riso em si, é o fator mais animalesco na equação comportamental do achar graça nisso ou naquilo — neste aspecto, o Irmão Jorge tinha razão. O riso per se é instintivo, é um impulso que nos move e que pode mesmo independer de interpretar enunciados ou imaginar situações. É por isso que recém-nascidos também riem. É por isso que mesmo bebês nascidos cegos e surdos também riem, assim, do nada. (Riem de quê?)

O riso é uma reação instintiva, natural, tal como a ira ou os ciúmes. Entretanto, assim como no caso destes, não devemos cair na falácia naturalista de concluir que tudo que é natural é bom. Cada instinto humano existe por razões evolutivas que foram vitais no ambiente ancestral, mas muitos deles constituem para o homem moderno, convivendo em sociedade, mais parte do problema do que da solução para os dilemas enfrentados neste novo cenário. São instintos, emoções e desejos que, dentro de nós, entram em conflito com valores e princípios (memes mais do que necessários) que racionalmente elaboramos e difundimos ao longo destes séculos e séculos de civilização, e que servem de contraestímulo aos nossos impulsos mais egoístas e nossas atitudes notadamente insensíveis para com a situação do outro com que convivemos. Aliás, é essa coexistência conflituosa do altruísmo e do egoísmo, do “bem” e do “mal” etc., nas mentes de cada pessoa, que nos torna nestes seres ambíguos, complexos, contraditórios.

O fato de que emoções e desejos antagônicos convivem dentro de nós pode até mesmo nos levar a achar graça de coisas que, de um ponto de vista moral, poderiam ser justificavelmente condenáveis. Algo que se torna bem evidente, por exemplo, quando vemos pessoas se divertindo e dando risadas, enquanto assistem a vídeos “incríveis”, gravados por cinegrafistas amadores, nos quais carros desgovernados atropelam velhinhos que cruzavam a rua, lançando a frágil vítima aos rodopios pelos ares, tal como um personagem de desenho animado. Aliás, os alemães há tempos já identificaram esse fenômeno humano a que chamaram Schadenfreude, isto é, esse sinistro sentimento de prazer (intenso ou sutil, a depender do indivíduo) que pode se manifestar em qualquer um de nós diante do triste azar ou da desgraça alheios. A verdade é que muitos podem “inocentemente” rir até mesmo de situações em que outros saíram gravemente feridas ou inclusive vieram a morrer — como no caso de alguns colegas meus, anti-imperialistas declarados, que deram mórbidas gargalhadas vendo replays dos aviões sequestrados por terroristas colidindo com as torres do World Trade Center, em 2001.

É preciso reconhecer um fato: o riso é parte daquilo que nos faz humanos. Por isso, não podemos (nem devemos) tentar separá-lo de nossa natureza, da mesma forma como não o podemos fazer com os humanos, demasiado humanos, sentimentos do amor ou da inveja. Além disso, uma sociedade em que o riso não seja não só permitido mas também estimulado pode ser qualquer coisa, menos democrática. E creio que nenhum de nós estaria afim de viver num lugar como esse. Mas não se conclui daí que, enquanto sociedade democrática de direito, deveríamos soltar a coleira desse instinto primitivo que nos faz gargalhar, abraçando um permissivismo humorístico que ultrapassasse qualquer limite ético imaginável. Não deveria ser assim por um simples detalhe: não parece justificável colocar nosso direito ao humor acima até mesmo do princípio da dignidade da pessoa humana, visto que é este o pilar principal que sustenta um estado democrático de direito, que é este o princípio máximo que garante a boa convivência social de primatas que evoluíram com uma gama enorme de instintos egoístas, de interesses acentuadamente individualistas.

A experiência social, o desenrolar da convivência humana num mesmo espaço ao longo dos tempos, é um fenômeno de imensa complexidade não por acaso. Essa experiência requer que encontremos um ponto de equilíbrio entre nossas condutas instintivamente impelidas (que vêm ao encontro desses interesses egoístas, bem como do natural “egoísmo” de nossos genes) e aquela conduta prescrita, que se impõe em favor da coesão social, da coexistência pacífica e mutuamente respeitosa (mas que colide frontalmente com aqueles mesmos instintos que trazemos do útero materno). O que muitos libertários ingênuos, defensores do vale-tudo na imprensa e nos programas humorísticos, parecem ignorar é que o custo da convivência social é a imposição de limites: nenhuma sociedade é possível, se qualquer indivíduo puder fazer ou dizer o que bem quiser, na hora em que bem quiser, onde bem quiser e contra quem quiser. No que diz respeito às nossas ações lesivas que atingem os outros fisicamente ou em seu patrimônio, o porquê de constituírem um sério problema para a pacífica convivência social é patente, objetivo, salta aos olhos de todos (como, por exemplo, nos casos de assassinatos, de estupros, de roubos etc.). Porém, no que se refere àquelas nossas condutas que atingem a integridade moral, subjetiva, psicológica, de outra pessoa, é incrível o número de indivíduos que insistem em não querer enxergar a existência do dano, que não querem reconhecer a existência de qualquer problema dessa natureza.

Piadas têm limites?
Recentemente, o assunto sobre até onde um humorista poderia ir no intento de “fazer graça” voltou a esquentar as redes sociais na internet. Humorista do programa CQC, exibido nas noites de segunda-feira, na rede Bandeirantes (“Band”), Rafael Bastos Hocsman, vulgo Rafinha Bastos, vem colecionando polêmicas com suas frases de efeito, com que visa a criar humor sempre apelando para o que se convencionou chamar discurso politicamente incorreto. Após ter dito, num dos stand-ups humorísticos que realiza Brasil afora, que “mulher feia” vítima de estupro deveria dar um abraço de agradecimento no estuprador por este lhe ter proporcionado algum sexo, e depois de ter xingado num episódio do CQC a apresentadora da Rede TV Daniela Albuquerque, fazendo gestos bruscos com o braço e dizendo que lhe daria uma “cotovelada” no nariz por não ter paciência para ensiná-la como se chamava o tipo de ringue de oito lados em que se enfrentam os lutadores de MMA — “Se fosse eu, já dava uma cotovelada: É octógono, cadela! Põe esse nariz no lugar” —, Rafinha apelou mais uma vez para o esforço grotesco de “fazer graça” ao comentar, noutro episódio do CQC, que a cantora Wanessa Camargo está tão bonita em sua gravidez que ele “comeria ela e o bebê”. A falta de limites para o humorista e suas baixarias ofensivas novamente dividiu opiniões, e, desta vez, até mesmo um seu colega de programa, o também humorista Marco Luque, classificou o comentário sobre Wanessa Camargo como “piada idiota e de muito mau gosto”. (Postura que, a propósito, fez os admiradores de Rafinha chamá-lo de “Judas”.)

Bem, a respeito do riso, há uma frase de Mark Twain (1835 – 1910) que faz bastante sentido, de certo ponto de vista, e que precisa ser lembrada: “A espécie humana tem apenas uma arma realmente efetiva, e esta é o riso”. De fato, o riso sempre foi e deve continuar sendo uma arma muito útil à crítica social, e como uma nossa reação para desestabilizar os prepotentes, os pretensos donos da verdade. No entanto, é sempre bom também salientar as palavras de Goethe (1749 – 1832), que sabiamente alertou: “Nada mostra mais o caráter de um homem do que aquilo de que ele ri”. Para muitos, isto pode soar como um grande exagero. Mas creio que para outros poucos, como eu, o escritor alemão foi muito feliz em sua colocação. E, não, eu não estou querendo dizer que quem riu da “piada” do Rafinha — inclusive escrevendo no Twitter coisas como “A Wanessa está mesmo tão gostosa que eu também comeria ela e a filha dela” (sem saber, aliás, que o bebê da cantora é um menino) — é com certeza um sujeito mau-caráter. Estou apenas argumentando que tal indivíduo parece não fundamentar uma ética pessoal num princípio de empatia, de sensibilização para com a condição ou os sentimentos do outro. Apenas isso.

Sim, eu também me irrito com algumas piadas de mineiros e faço piadinhas sobre paulistas, cariocas e também gaúchos como o Rafinha Bastos (aliás, já ouviram aquela de que gaúcho é tão macho, mas tão macho, que é macho até debaixo de outro macho?). Sim, eu também sou falho, também cometo meus pecados. Para citar um exemplo, ainda me lembro com clareza das várias vezes em que fiz piadas e dei risadas de um bêbado que havia na pequena cidade do leste de Minas Gerais onde vivi minha infância e adolescência. A provincianíssima Dom Cavati é cortada ao meio pela BR-116, e o bêbado a que me refiro vivia atravessando a pista com a mente desconectada da realidade por inspiração etílica. Por sorte, um grande quebra-molas no asfalto obrigava os veículos a reduzirem a velocidade, e os motoristas se limitavam a dar uma buzinada aos ouvidos do sujeito, sempre que ele se metia na frente deles, cambaleando de um lado para outro. A imagem daquele pobre miserável pulando de susto ao escutar as buzinas era nosso deleite, era a ração diária de nossa Schadenfreude. Até que um dia ele, no susto e num gesto difícil de explicar, agarrou-se à lateral do caminhão que havia acabado de buzinar e já ia passando ao seu lado, e, desequilibrando-se, acabou caindo diante das grandes rodas traseiras do veículo, sendo esmagado por elas. Aquele homem morreu com os intestinos estourados em cima da pista. E, ao contrário do que sempre acontecera antes, nunca ouvi ninguém se divertir com o relato desse dia fatídico em questão. O fato é que, por mais falhos que sejamos, por mais que gostemos de rir do que muitos condenariam moralmente, o limite da piada é a dor. E me refiro à dor alheia.

No entanto, dor não é apenas algo físico, a do sangue derramado, das tripas expostas. E é isso que os defensores do politicamente incorreto sem limites parecem não reconhecer ou reconhecem mas simplesmente não querem aceitar. É preciso não ter o mínimo de empatia para com as vítimas de estupro, com o inimaginável trauma psicológico que carregam após um crime tão repulsivo quanto esse, para que alguém ache engraçado o seguinte discurso: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade” (Rafinha Bastos). Da mesma forma, ver graça em piadas sobre doentes de câncer ou pessoas com defeitos físicos, com os quais o mesmo Rafinha costuma “fazer humor” em seus shows, implica notável falta de empatia para com aqueles que, não por vontade ou escolha sua, vieram a sofrer desses males. Por que ninguém que tenha um pai com câncer acha engraçado essas piadas? E por que qualquer pessoa, até mesmo os politicamente incorretos, conseguem entender tal reação por parte desse indivíduo em questão? Ao mesmo tempo, por que é que a relação com o sofrimento alheio tem de ser clara, óbvia e mais do que justificável apenas entre parentes, amigos ou amados? Por que é que eu ou você, leitor, que não temos uma irmã que foi estuprada, não precisaríamos tomar as dores psicológicas (sem esquecer que o estupro também é dor física) das “feias pra caralho” estupradas, que deveriam ser gratas pela chance rara de fazer sexo? Por que é que nós, somente porque não temos parentes ou outros entes queridos estuprados, com câncer, com deficiência física ou mental, vítimas de machões violentos que as chamem de “cadelas”, ou grávidas enquanto escutam alguém dizer que transaria com a mãe e com o bebê, enfim, por que é que nós, apenas porque não temos relação direta com ninguém que se encaixe nos perfis-alvos das piadas abusivas dos Rafinhas Bastos que atuam no mundo humorístico politicamente incorreto de hoje em dia, não deveríamos nos indignar com o que, afinal de contas, seria apenas o pleno exercício da liberdade de expressão?

Ora, quer saber? É engraçado ouvir os defensores do humor politicamente incorreto sem limites apelando veementemente para o argumento da liberdade de expressão, especialmente quando muitos — como o Marcelo Tas, por exemplo, que já defendeu as piadas grosseiras de Rafinha, seu colega de CQC, exatamente nesses termos — não estão dispostos a defender o mesmíssimo princípio da liberdade de expressão noutros contextos. O mencionado principal apresentador do CQC, para citar um exemplo, defende a liberdade de Rafinha expressar o que bem quiser em suas “piadas”, ofenda a quem ofender, ao passo em que chama de censura politicamente correta qualquer crítica ou condenação das baixarias de seu colega, mas não se furta a chamar de “vagabundos” um grupo de estudantes em protesto e funcionários em greve numa universidade pública, estumando a polícia militar para cima de todos, como pitbulls ensandecidos, a fim de resolver tudo na base do cassetete — sem levar em conta nem a legitimidade dos protestos e da greve nem a ilegalidade de uma ação da PM nesse campus universitário nas condições em questão, tal como bem salientou o Prof. Túlio Vianna (Direito/UFMG) em seu blog.

Com isso, chegamos a mais um aspecto bizarro desse debate sobre a liberdade de expressão dos humoristas politicamente incorretos: o fato de que muitos dos que agora pregam essa “liberdade plena” aparentemente o fazem para mascarar uma filiação político-ideológica mais à direita e mais favorável a um modelo de Estado truculento no trato com as manifestações sociais e as insurgências populares, e que se pretende mais liberal apenas no sentido americano da palavra — ou seja, misturando numa mesma panela noções de liberdades civis e de liberalismo econômico. Aliás, é curioso ver esses direitistas disfarçados de ativistas libertários, seja nas redes sociais, seja na imprensa, reivindicando com paixão a liberdade de expressão apenas quando convém ao seu joguinho de picuinhas politiqueiras contra a esquerda e, em especial, o governo do PT, o qual, por sua vez, reage com rompantes protoditatoriais, querendo fazer aprovar mecanismos de censura de não saudosas décadas passadas. E, nesse contexto, carta certa no jogo de manipulação da opinião pública por parte desses libertários de ocasião é a inevitável alusão à Primeira Emenda da Constituição dos EUA e a alegada liberdade irrestrita de expressão que garantiria aos americanos.

Embora a Primeira Emenda tenha de fato servido de fundamentação eficaz para a defesa em casos de réus processados por ofensas abusivas semelhantes às cometidas por Rafinha Bastos, é sempre curioso lembrar que ela não valeu de nada quando pessoas que escreviam ou falavam qualquer coisa vagamente associável ao comunismo tiveram vários direitos civis violados pelo Estado naquele país tão libertário, durante os anos sombrios do macarthismo. Além do mais, a verdade é que continuam sendo restrições expressas à mencionada emenda os casos de obscenidade e pornografia, que podem sim ser objeto de censura, lá na Grande Nação do Norte. E, por fim, cumpre lembrar que tanto a liberdade de expressão quanto a liberdade de imprensa nos EUA estão sim sujeitas a determinadas restrições como, por exemplo, a “defamation law” (lei da difamação), ainda que o tratamento jurídico e jurisprudencial da questão varie em conformidade com as diferentes leis de cada estado americano. Por outro lado, é preciso dizer que a lei americana é realmente muito mais permissiva do que as leis brasileiras ou europeias, por exemplo, no que diz respeito a calúnias, ofensas e danos morais. Mas realmente não sei como esse nível de permissividade pode ser sinal de uma “civilização mais evoluída”.

Para citar um exemplo clássico, a disputa em torno da notória paródia da revista Hustler contra o falecido Rev. Jerry Falwell é mais do que discutível. O caso, que ficou mundialmente famoso ao ser retratado no filme O povo contra Larry Flynt (1996), diz respeito à ação movida pelo famoso pastor televangelista contra a revista do polêmico Larry Flynt, cuja biografia o filme citado retrata. Para os que desconhecem os detalhes: numa edição da Hustler em 1983, foi publicada uma pseudoentrevista com o Rev. Falwell em que ele aparecia dizendo que sua primeira experiência sexual havia sido com a própria mãe, num banheiro externo da casa em que se criara, “enquanto ambos estávamos com nossos rabos tementes a Deus chapados de Campari”. O pastor processou a revista pela “brincadeira” ofensiva sobre sua relação com a mãe, que atingiam não apenas sua honra e imagem pública como também a honra de terceiro (a falecida mãe do pastor). Todavia, Flynt e a Hustler saíram vitoriosos dos tribunais porque a corte entendeu que o conteúdo da paródia estava protegido pela Primeira Emenda, enquanto as alegadas ofensas morais do pastor não tinham semelhante respaldo constitucional. Consideraram que as pessoas não levariam a história a sério (e decerto a maioria entenderia mesmo ser uma paródia), mas não sei se a coisa deveria ser analisada por aí.

Embora Jerry Falwell tenha sido mais um desses pastores fundamentalistas que vivem de explorar a credulidade alheia e que particularmente desprezo, estou do lado dele no que diz respeito a esse caso. Aliás, não só no Brasil, mas na maioria dos tribunais europeus, a Hustler decerto teria sido condenada. Afinal, embora mesmo a lei brasileira também permita que figuras públicas (como políticos, pastores televangelistas e celebridades midiáticas) sejam objeto de paródia e crítica ácida ou irônica, não podendo requerer danos morais em face dessas reações ao seu trabalho ou suas ações, por outro lado, poucos achariam aceitável (eu mesmo não o acharia), se, por exemplo, algum de nós, editores do Bule Voador, escrevesse um texto criticando o Pr. Silas Malafaia, dizendo coisas do tipo: “Ele já confessou que é um pedófilo e que curte transar com as próprias filhas desde que eram pequenas”. Se ninguém percebe que uma fronteira ética, moral e jurídica muito relevante teria sido cruzada num caso desses, se todos acham que isso é um tipo de sátira válida e engraçada, então eu realmente não sei para que servem conceitos como ética, dignidade, respeito etc.

Mas, enfim, toda piada agora será castigada?
Aqueles que alardeiam que a condenação de humoristas que “pegam pesado”, como o Rafinha Bastos, evidenciaria o império da hipocrisia politicamente correta e a existência de uma ditadura que quer acabar com a liberdade de expressão neste país precisam entender que nenhum direito, o que inclui a liberdade de expressão, é absoluto. Nem sequer nos EUA que tanto adoram citar, onde a famosa Primeira Emenda tem sim suas restrições, a despeito de sua ampla permissividade. Até porque o desenvolvimento da experiência social humana requer a reanálise daquele nosso “achar graça” mais instintivo, mais marcado pela Schadenfreude, aquela zombaria gratuita da desgraça ou da fragilidade alheia, enquanto, na medida do possível, em face de nossas tantas limitações e falhas (inclusive morais), buscamos aprender a ser mais empáticos, a nos colocar no lugar do outro, a partilhar de seu sofrimento, em vez de ridicularizar o sofrimento da pessoa a troco de algumas risadas tolas de quem nem sequer reconhece uma boa piada.

Isso porque uma coisa é uma piada politicamente incorreta dita numa rodinha de amigos que partilham de visão semelhante à do piadista de ocasião, outra coisa bem diferente é a mesma piada dita de forma difusa a toda a coletividade, através de um veículo de comunicação de massa, em meio a cujos espectadores pode haver quem se sinta profunda e diretamente atingido pela “zoaçãozinha nada de mais”. Sem falar que é um tanto contraditório e suspeito ver pessoas que defendem a liberdade de expressão para piadas machistas, homofóbicas, racistas e de conteúdos outros, sempre extremamente ofensivos, mas que são as mesmas que condenam protestos estudantis, greves de funcionários públicos, marchas pela legalização da maconha, paradas gays etc., inclusive manifestando o desejo de que o Estado acione seu braço policial ostensivo para coibir com violência essas manifestações constitucionalmente legítimas.

Por fim, parece escapar a grande parte das pessoas, sobretudo dos mais jovens, que o humor, o riso prazeroso diante do irônico, do satírico ou da comédia pura e simples, não depende de mandar todo mundo tomar naquele lugar ou de apelar para frases de efeito do tipo boçal-mastodôntico, nem significa desligar o sistema límbico e o córtex pré-frontal, de modo a se tornar um andróide insensível ao sofrimento alheio, incapaz de se colocar no lugar de uma traumatizada vítima de estupro ou de uma mãe grávida que preferiria não ter de ouvir coisas repugnantes sobre alguém querer transar com ela e com seu bebê. Portanto, não, nem toda piada deve ser castigada, condenada, criticada etc. Até porque, de Chaplin a Mr. Bean, de Mazzaropi aos Melhores do Mundo, ou aos stand-ups de um Pedro Cardoso ou de um Marcelo Adnet, o que não faltam são provas de que o humor, a graça, os risos incontroláveis nem dependem de palavras nem tampouco de apelação grotesca e gratuita, desse culto entusiasmado de nossos tempos ao neandertal interior. Culto esse a que se convencionou chamar humor politicamente incorreto.


Camilo Gomes Jr.
No Bule Voador

Fonte: Retirado do Blog cntextolivre.blogspot.com
Imagem: revista Veja

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

EUA , o Recorde da Hipocrisia Imperialista


Estados Unidos detêm recorde de vetos nas Nações Unidas

Apenas os cinco membros permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas detêm o poder de veto, desde a criação do organismo, na década de 1940. O veto é suficiente para bloquear qualquer resolução proposta e os Estados Unidos são o recordista no seu uso, o utilizando para proteger nações acusadas de ferir os direitos humanos.O especialista em política Stephen Zunes, presidente do departamento de Estudos sobre Oriente Médio na Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos, pesquisou as votações do Conselho de Segurança durante o seu período histórico de existência e descobriu que os Estados Unidos e seus aliados (Reino Unido e França) têm o recorde de vetos duplos (e triplos)”.

Nos mais de 60 anos da organização, houve 23 votos duplos por parte de Estados Unidos e Reino Unido e 13 vetos triplos, somando a França, afirmou Zunes. A maioria era sobre assuntos relacionados com África do Sul, Namíbia e Rodésia nas décadas de 1970 e 1980.

O último veto triplo aconteceu em 1989, contra a resolução que condenava a invasão estadunidense do Panamá. Também houve dois vetos duplos da França e do Reino Unido durante a crise do Canal de Suez, em 1956.

“Creio que vale a pena assinalar que os Estados Unidos têm o recorde de vetos a resoluções que ameaçavam ou adotavam sanções a governos responsáveis por abusos contra os direitos humanos, bem como as resoluções que apenas deploravam ou condenavam esses governos”, disse Zunes.

China e União Soviética (hoje Rússia) também utilizaram o poder de veto contra resoluções que ameaçavam aliados. A última vez que os dois países utilizaram o poder de veto em conjunto foi para evitar um novo processo de escalada militar contra a Síria, semelhante ao que aconteceu contra a Líbia, quando os dois países se abstiveram da votação que abriu a brecha para o braço armado do imperialismo atacar o país do norte da África.

Os Estados Unidos exerceram por cinco vezes seu direito de veto entre 2004 e 2011 para proteger seu estado satélite no Oriente Médio, Israel. Essas resoluções vetadas por Washington condenavam a construção de colônias ilegais israelenses em territórios palestinos invadidos e ocupados, ou condenavam a agressão devastadora de Israel contra os palestinos da Faixa de Gaza.

Zunes disse à IPS que o veto russo-chinês na questão síria é definitivamente uma reação à decisão do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) de ir além do mandato do Conselho de Segurança no começo deste ano, que permitiu agredir a Líbia.


Com informações da agência IPS

Fonte: vermelho.org

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os animais unidos contra as injustiças sociais, jamais serão vencidos!


Vejam o vídeo do meu irmão Grego!!!


E SIGAM O EXEMPLO DOS ANIMAIS, SOLIDARIEDADE ACIMA DE TUDO!!!



Crianças da Faixa de Gaza são censuradas em museu dos EUA


HUMANOS, OLHEM ISTO, E VEJAM A QUE PONTO O IMPÉRIO AMERICANO CHEGOU!

VOCÊ, QUE SE DIZ "HUMANO", CONCORDA E ACEITA ISTO???

PENSE..., UM DIA PODE SER O SEU FILHO.


O Sionismo e o "Império Falido" americano, estão mostrando ao mundo quem são!


Crianças da Faixa de Gaza são censuradas em museu dos EUA

O Museu de Arte para Crianças em Oakland (
Mocha) na Califórnia, decidiu cancelar uma exposição de pinturas de crianças palestinas da Faixa de Gaza, denúnciou o site "Palestina Libre" e alguns outros sites.
A Aliança do Oriente Médio para a Infância (MECA), que se associou com o "MOCHA" para apresentar a exposição, foi informada da decisão do presidente da junta do museu, que recebeu pressões de organizações Pró-Israel na baia de São Francisco para impedir essa mostra.
A diretora executiva do MECA, Barbara Lubin, afirmou que a censura aceita pelo museu vai contra sua missão de "garantir que as artes sejam parte fundamental da vida de todas as crianças", mas mesmo assim diz entender a forte pressão recebida pelo museu.
"Mas quem ganha com isso? O museu não ganha, as pessoas que visitariam o museu não ganham, nossa liberdade perde, as crianças de Gaza perdem" ... "Os únicos ganhadores aqui são os que gastam milhões de dólares para censurar toda crítica à Israel e o silenciamento das vozes das crianças que vivem todos os dias sob o cerco militar e com a ocupação" completou Lubin.

Aqui alguns dos desenhos que seriam expostos e foram censurados:















Fonte: comtextolivre.blogspot
Agradecimentos a Fada do Bosque

A MENTIRA "sem máscara"

A mentira que estão espalhando no Brasil

Vários Blogs no Brasil estão a espalhar esse tipo de mentiras.

Será que estão subestimando nossa inteligência???

O que estão pretendendo com essa mentira?




(Um terrorista ao seu lado, e com passaporte venezuelano)

O Hezbollah está a 90 milhas, em Cuba, e se prepara para atacar. Podem entrar no país que quiserem porque têm documentos legítimos que os apresentam como venezuelanos.

Estimados ouvintes e leitores, os que conhecemos a infinita tenacidade dos terroristas e a maldade dos que lhes dão apoio, quando repetimos e repetimos que estão ao nosso lado, que os terroristas respiram atrás de nossas cabeças, que nos cercam, que os cremos como inofensivos vizinhos, não é paranóia; é simplesmente o conhecimento de uma realidade tenebrosa em um mundo que parece que espera as ações malfeitoras para depois choramingar hipocritamente pelos mortos destes criminosos. A respeito, quero responsavelmente compartilhar com todos os que ouvem esta Trinchera diária da Radio Mambí e lêem as transcrições que se fazem delas, que o sinistro grupo Hezbollah abriu uma base de operações em Cuba. É como ouviram: a 90 milhas, num momento quando todos sabemos que os cubanos castristas dirigem os serviços de identificação da Venezuela, e devem estar cedulando e dotando de passaportes venezuelanos a quantos terroristas o requeiram.

O jornal israelense Yediot Aharonot, publicou ontem em suas páginas que a organização terrorista libanesa xiita Hezbollah (Hizb Allah, ou Partido de Deus) estabeleceu um centro de operações em Cuba, buscando expandir suas atividades terroristas. Como primeira prioridade está a execução de um atentado contra objetivos israelenses na América do Sul, de acordo com o revelado em um informe do periódico italiano Corriere Della Sera.

fonte:http: midiasemmascara.org, alessandrogarcia.org, laudaamassada.blogspot, pedrocandido.blogspot, etc...

Outra fraude contra Cuba



ELSON CONCEPCION PEREZ


Uma combinação de campanha eleitoral e do ódio visceral dos movimentos e países revolucionários, aspiram a tornar a cadeira da Casa Branca norte-americana, como Michele Bachmann, do Partido Republicano Chá de direita, papagaios verdadeiros a mentira de que só usam como argumento .

Este é um suspiro desesperado da direita Michele Bachmann, na baixa aceitação nas pesquisas.

Para Cuba não é novidade para Washington colocá-lo em sua lista de nações que apóiam o terrorismo, assim como do Departamento de Estado.

Em qualquer caso, como a declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano, "O governo dos EUA, que historicamente tem praticado o terrorismo de Estado, assassinatos extrajudiciais, raptos, assassinatos zangão, tortura e detenção ilegal ... não tem o menor direito moral para julgar nem Cuba, que tem uma ilibada na luta contra o terrorismo e também tem sido sistematicamente vítimas deste flagelo. "

Paralelamente a estas campanhas, a atual administração dos EUA, depois de sua ousadia de declarar que iria vetar qualquer possível admissão da Palestina na ONU, tentar desviar a atenção do fato, usa o poder da mídia a seu serviço e inventa novos contos, desta vez Cuba acusa de dar lugar a bases de treinamento do Hezbollah, no Líbano.

Hezbollah (Partido de Deus em árabe) é um movimento de resistência islâmica baseada em uma mistura ideológica, social, religiosa e política, fundada no Líbano no início dos anos oitenta.

A repressão de Israel contra os palestinos e a ocupação sionista de parte do Líbano, levou ao surgimento do Hezbollah como um movimento de resistência.

Hoje é um dos principais partidos libaneses, com uma presença no parlamento daquele país a oito deputados.

A questão de vinculá-lo a alegada bases em Cuba, parece um pouco fora da ficção mais superficial, e apareceu de repente em uma informação jornal italiano "Corrieri della Sera", escrita por Guido Olimpo, que trata de assuntos de Inteligência e Segurança e foi mesmo convidado a Washington para testemunhar perante o Senado em questões de terrorismo e as armas não convencionais.

Este homem, sem usar nenhum fato comprovado, e que de "funcionários europeus disseram" que não menciona por nome, abriu seu artigo que "O Hezbollah está construindo uma base militar em Cuba sofisticados", "células terroristas trem composto por membros do Hezbollah, que teria a missão de vingar a morte de seu comandante Imad Moughniyé ".

Para estender o caminho dos pressupostos em que redigiu a "notícia" do jornalista italiano, sugere que "esta fundação depois que o Hezbollah estava aberto há vários anos em países como Brasil, Paraguai e Venezuela."

Para dar um pouco de "grave" para o assunto, o autor inclui declarações do comandante da direção da América do Sul, antes do Congresso U. S., segundo a qual o Hezbollah estava em processo de liquidação nas regiões fronteiriças do Brasil, Paraguai, Argentina e Colômbia.

Agora, muito lixo, impossível de digerir até a grande imprensa ocidental, que não gostava muito saltar para a questão da suposta presença do Hezbollah em Cuba, ele fez segurar candidato presidencial americano para a GOP, Michele Bachmann, que antes baixa aceitação que destacam as pesquisas, lançou desesperadamente uma reação, na previsão de uma crise novo míssil, interpretado desta vez, segundo ela, pelo grupo Hezbollah na cena cubana.

A notícia de Washington, em setembro 30, observa que "os resultados do candidato presidencial norte-americana supera a narrativa alarmista Corrieri della Sera, Italiano para o artigo apontou para a suposta presença de representantes do Hezbollah na Ilha , mas nunca falou do estabelecimento de mísseis. Bachmann-los para fora da gaveta da Guerra Fria e os russos Khrushchev alteradas pelo partido libanês de Deus ".

Não se esqueça que a Sra. Bachmann está bem ciente dos dividendos que pode ajudá-lo a cubano-americanos votar em Miami. Portanto, visitou Little Havana, o Museu do Giron brigada mercenária derrotado em 2506, e depois ir para a cadeia e a corporação FOC Google, em Orlando, Florida, debate eleitoral em que, mais uma vez atacou contra todos os tipos de flexibilidade na política dos EUA contra Cuba.

Esta política construiu um império que veta o rendimento das Nações Unidas povo palestino, mantém e melhora o embargo económico e comercial há mais de 50 anos contra Cuba e mantidos em prisões de cinco patriotas cubanos.

Enquanto isso, o mesmo é decidido Miami política anti-cubana de administrações dos EUA, deu as chaves da cidade ao terrorista Luis Posada Carriles.


Fonte: http://www.outroladodanoticia.com.br/inicial/23028-otra-patrana-contra-cuba.html

A guerra ao terror é uma falsificação


por Paul Craig Roberts

Na década passada, Washington matou, mutilou, deslocou e tornou viúvas e órfãos milhões de muçulmanos em seis países, tudo em nome da "guerra ao terror". Os ataques de Washington a outros países constituem agressão nua e impactam primariamente populações civis e infraestrutura – e, por isso, constituem crimes de guerra segundo a lei. Nazis foram executados precisamente pelo que Washington está hoje a fazer.

Além disso, as guerras e ataques militarem custaram aos contribuintes americanos em prejuízos e custos a serem incorridos no futuro pelo menos 4 milhões de milhões de dólares – um terço da dívida pública acumulada – o que resultou numa crise do défice dos EUA que ameaça a segurança social, o valor do US dólar e o seu papel de divisa de reserva, enquanto enriquece para além de tudo o já visto na história o complexo militar/segurança e seus apologistas.

Talvez o mais elevado custo da "guerra ao terror" de Washington tenha sido pago pela Constituição dos Estados Unidos e as suas liberdades civis. Qualquer cidadão dos EUA que Washington acuse é privado de todos os direitos legais e constitucionais. Os regimes Bush-Cheney-Obama arruinaram a maior conquista da humanidade – a responsabilidade do governo perante a lei.

Se olharmos em torno para o terror de que a polícia de estado e uma década de guerra alegadamente nos protegeu, o terror é difícil de descobrir. Excepto para o próprio 11/Set, assumindo que aceitamos a improvável teoria conspirativa do governo, não houve ataques terroristas nos EUA. Na verdade, como destacou o RT em 23/Agosto/2011, um programa de investigação da Universidade da Califórnia descobriu que as "tramas de terror" interno publicitadas nos media foram preparadas por agentes do FBI. http://rt.com/usa/news/fbi-terror-report-plot-365-899/

O número de agentes encobertos do FBI agora ascende a 15 mil, dez vezes o número existente durante os protestos contra a guerra do Vietname quando manifestantes eram acusados de simpatias comunistas. Como aparentemente não há conspirações reais de terror para esta enorme força de trabalho descobrir, o FBI justifica seu orçamento, alertas de terror e buscas invasivas de cidadãos americanos criando "tramas de terror" e descobrindo alguns indivíduos dementes para capturar. Exemplo: a trama da bomba no Metro de Washington DC, a trama do metro na cidade de Nova York, a trama para explodir a Sears Tower em Chicago foram todos estratagemas organizados e geridos por agentes do FBI.

O RT informa que apenas três destas tramas podem ter sido independentes do FBI, mas como nenhuma das três funcionou elas obviamente não foram obra de uma organização profissional de terror como se pretende que seja a Al Qaeda. O carro bomba na Times Square não explodiu e aparentemente não podia ter explodido.

O mais recente laço armado pelo FBI é um homem de Boston, Rezwan Ferdaus, o qual é acusado de planear atacar o Pentágono e o Capitólio dos EUA com modelos de aviões carregados com explosivos C-4. O Promotor dos EUA, Carmen Ortiz, assegurou aos americanos que eles nunca estiveram em perigo porque os agentes encobertos do FBI estavam a controlar a trama. usatoday.com/news/washington/story/2011-09-28/DC-terrorist-plot-drone/50593792/1

A trama de Ferdaus organizada pelo FBI para explodir o Pentágono e o Capitólio com modelos de aviões provocou acusações de que ele proporcionou "apoio material a uma organização terrorista" e conspirou para destruir edifícios federais – a acusação mais grave, a qual implica 20 anos de aprisionamento por cada edifício alvejado.

Qual é a organização terrorista a que serve Ferdaus? Certamente não a al Qaeda, a qual alegadamente passou a perna a todos os 16 serviços de inteligência, todos os serviços de inteligência dos EUA, NATO, israelenses, NORAD, o National Security Council, Air Traffic Control, Dick Cheney e a segurança de aeroportos estado-unidenses quatro vezes em uma hora na mesma manhã. Uma organização de terror tão altamente capaz não estaria envolvida numa trama tão sem sentido como explodir o Pentágono com um modelo de avião.

Como um americano que esteve no serviço público durante anos e que sempre defendeu a Constituição, um dever patriótico, devo esperar que a pergunta já tenha disparado nas cabeças dos leitores: por que esperam que acreditemos que um pequeno avião modelo seja capaz de explodir o Pentágono quando um avião 757 carregado com jet fuel foi incapaz de efectuar a tarefa, fazendo meramente um buraco não suficientemente grande para um avião de carreira.

Quando observo a credulidade dos meus concidadãos para com as absurdas "tramas de terror" que o governo dos EUA fabrica, isso leva-me a perceber que o medo é a mais poderosa arma que tem qualquer governo para avançar uma agenda não declarada. Se Ferdaus for levado a julgamento, não há dúvida de que um júri o condenará por uma trama para explodir o Pentágono e o Capitólio com aviões modelo. Mais provavelmente ele será torturado ou coagido a um acordo de cooperação (plea bargain).

Aparentemente, os americanos, ou a maior parte deles, estão tão dominados pelo medo que não sofrem remorsos pelo facto de o "seu" governo assassinar e deslocar milhões de pessoas inocentes. Na mente americana, mil milhões de "cabeças de pano" (towel-heads) foram reduzidas a terroristas que merecem ser exterminados. Os EUA estão no caminho de um holocausto que tornam os terrores dos judeus face ao nacional-socialismo um mero precursor.

Pense acerca disto: Não será admirável que após uma década (2,5 vezes a extensão da II Guerra Mundial) de matança de muçulmanos, de destruição de famílias e das suas perspectivas em seis países não haja eventos terroristas reais nos EUA?

Pense por um minuto quão fácil seria o terrorismo nos EUA se houvesse quaisquer terroristas. Será que um terrorista da Al Qaeda, a organização que alegadamente conseguiu o 11/Set – a mais humilhante derrota sofrida por uma potência ocidental, ainda mais "a única superpotência do mundo" – mesmo face a toda a filtragem ainda estaria a tentar sequestrar ou explodir um avião?

Certamente não quando há tantos alvos fáceis. Se a América estivesse realmente infectada por uma "ameaça terrorista", um terrorista simplesmente entraria nas maciças filas de espera da "segurança" de aeroportos e largaria ali a sua bomba. Isso mataria muito mais pessoas do que poderia ser alcançado explodindo um avião e tornaria completamente claro que "segurança de aeroporto" não significa que o mesmo seja seguro.

Seria uma brincadeira de criança para terroristas explodir subestações eléctricas pois ninguém está ali, nada excepto um cadeado na cerca de arame. Seria fácil para terroristas explodirem centros comerciais. Seria fácil para terroristas despejarem caixas de pregos em ruas congestionadas e auto-estradas durante horas de ponta, interrompendo o tráfego de artérias importantes durante dias.

Antes, caro leitor, de me acusar de dar ideias terroristas, pensa realmente que elas já não teriam ocorrido a terroristas capazes de executar o 11/Set?

Mas nada acontece. Então o FBI prende um rapaz por planear explodir a América com modelos de aviões. É realmente deprimente [verificar] quantos americanos acreditarão nisto.

Considere também que neoconservadores americanos, os quais orquestraram a "guerra ao terror", não tem seja o que for de protecção e que a protecção do Serviço Secreto de Bush e Cheney é mínima. Se a América realmente enfrentasse uma ameaça terrorista, especialmente uma tão profissional como a que executou o 11/Set, todo neoconservador juntamente com Bush e Cheney podiam ser assassinados dentro uma hora numa manha ou numa noite.

O facto de neoconservadores tais como Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld, Condi Rice, Richard Perle, Douglas Feith, John Bolton, William Kristol, Libby, Addington, et. al., viverem desprotegidos e livres do medo é prova de que a América não enfrenta ameaça terrorista.

Pense agora acerca da trama do sapato-bomba, da trama do champô engarrafado e da trama da bomba nas cuecas. Peritos, outros que não as prostitutas contratadas pelo governo estado-unidense, dizem que tais tramas não têm sentido. O "sapato-bomba" e a "bomba nas cuecas" eram fogos de artifício coloridos incapazes de explodir uma lata de comida. A bomba líquida, alegadamente misturada na toilete de um avião, foi considerada pelos peritos como fantasia.

Qual a finalidade destas tramas falsas? E recorde que todas as informações confirmam que a "bomba nas cuecas" foi trazido para dentro do avião por um oficial, apesar do facto de o "bombista de cuecas" não ter passaporte. Nenhuma investigação foi efectuada pelo FBI, CIA ou quem quer que seja quanto à razão porque foi permitido um passageiro sem passaporte num voo internacional.

A finalidade destas pretensas tramas é despertar o nível de medo e criar oportunidade para o ex czar da Homeland Security, Michael Chertoff, ganhar uma fortuna a vender porno-scanners à Transportation Security Administration (TSA).

O resultado destes publicitadas "tramas terroristas" é que todo cidadão americano, mesmo com altas posições no governo e certificados de segurança, não podem embarcar num voo comercial sem tirar os sapatos, o casaco, o cinto, submeter-se a um porno-scanner ou ser sexualmente apalpado. Nada podia tornar as coisas mais simples do que uma "segurança de aeroporto" que não pode distinguir um terrorista muçulmano de um entusiástico patriota americano, de um senador, de um general da Marinha ou de um operacional da CIA.

Se um passageiro precisa por razões de saúde ou outras quantidades de líquidos e cremes para além dos limites impostos à pasta de dente, champô, alimentos ou medicamentos, ele deve obter previamente autorização da TSA, a qual raramente funciona. Um dos mais admiráveis momentos da América é o caso, documentado no UTube, de uma mulher moribunda numa cadeira de rodas, que exige alimentação especial, tendo o seu alimento jogado fora pela gestapo TSA apesar da aprovação escrita da Transportation Safety Administration, com a sua filha presa por protestar e a mulher moribunda abandonada sozinha no aeroporto.

Isto é a América de hoje. Estes assaltos a cidadãos inocentes são justificados pela extrema-direita estúpida como "protegendo-nos contra o terrorismo", uma "ameaça" que toda evidência mostra que não é existente.

Nenhum americano hoje está seguro. Sou um antigo associado da equipe do subcomité da House Defense Appropriations. Requeria altas autorizações (clearances) de segurança pois tenho acesso a informação respeitante a todos os programas americanos de armas. Como economista chefe do House Budget Committee tenho informação respeitante aos orçamentos militares e de segurança dos EUA. Quando secretário assistente do Tesouro dos EUA, era-me fornecida toda manhã o relatório da CIA ao Presidente bem como infindável informação de segurança.

Quando deixei o Tesouro, o Presidente Reagan nomeou-me para um comité super-secreto destinado a investigar a avaliação da CIA da capacidade soviética. Resumindo, eu era consultor do Pentágono. Tinha toda espécie de autorização de segurança.

Apesar do meu registo das mais altas autorizações de segurança e da confiança do governo dos EUA em mim, incluindo confirmação pelo Senado numa nomeação presidencial, a polícia aérea não pode distinguir-me de um terrorista.

Se eu brincasse com modelismo de aviões ou comparecesse a manifestações anti-guerra, há pouca dúvida de que também seria preso.

Após o meu serviço público no último quartel do século XX, experimentei durante a primeira década do século XXI todas as conquistas da América, apesar das suas falhas, serem apagadas. No seu lugar foi erigido um monstruoso desejo de hegemonia e de riqueza altamente concentrada. A maior parte dos meus amigos e concidadãos em geral são capazes de reconhecer a transformação da América num estado policial belicista que tem a pior distribuição de rendimento de qualquer país desenvolvido.

É extraordinário que tantos cidadãos americanos, cidadãos da única superpotência do mundo, realmente acreditem que estão a ser ameaçados por povos muçulmanos que não têm unidade, nem marinha, nem força aérea, nem armas nucleares, nem mísseis capazes de cruzar os oceanos.

Na verdade, grandes percentagens destas "populações ameaçadoras", especialmente entre os jovens, estão enamoradas da liberdade sexual que existe na América. Mesmo os iranianos tolos da "Revolução Verde" orquestrada pela CIA esqueceram o derrube por Washington na década de 1950 do seu governo eleito. Apesar de uma década de acções militares abusivas contra povos muçulmanos, muitos muçulmanos ainda olham para a América para a sua salvação.

Seus "líderes" são simplesmente subornados com grandes somas de dinheiro.

Com a "ameaça terrorista" e a Al Qaeda esvaziada com o alegado assassínio pelo presidente Obama do seu líder, Osama bin Laden, o qual fora deixado desprotegido e desarmado pela sua "organização terrorista de âmbito mundial", Washington produziu um novo bicho-papão – os Haqqanis.

Segundo John Glaser e anónimo responsáveis da CIA, o presidente do US Joint Chiefs of Staff, Mike Mullen, "exagerou" o caso contra o grupo insurgente Haqqani quando afirmou, determinando uma invasão estado-unidense do Paquistão, que os Hagganis eram um braço operacional do serviço secreto do governo do Paquistão, o ISI. O almirante Mullen está agora a afastar-se do seu "exagero", um eufemismo para uma mentira. Seu ajudante, capitão John Kirby, disse que as acusações de Mullen foram destinadas a influenciar os paquistaneses a romper a Rede Haqqani". Por outras palavras, os paquistaneses deveriam matar mais gente do seu próprio povo para salvar os americanos de perturbações.

Se não sabe o que é a Rede Haqqani, não fique surpreendido. Você nunca ouviu falar da Al Qaeda antes do 11/Set. O governo dos EUA cria não importa a que seja de novos bicho-papão e são necessários incidentes para proover a agenda neoconservadora de hegemonia mundial e de lucros mais altos para a indústria de armamentos.

Durante dez anos, a população da "superpotência" americana sentou aí, sendo apavorada pelas mentiras do governo. Enquanto americanos assentam no medo de "terroristas" não existentes, milhões de pessoas em seis países tiveram suas vidas destruídas. Tanto quanto existe de evidência, a vasta maioria dos americanos não está perturbada pelo assassínio desumano de outras pessoas em países que não são capazes de localizar nos mapas.

Realmente, a Amerika é uma luz para o mundo, um exemplo para todos.



O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=26866

Fonte: http://somostodospalestinos

Brasil aconselha, mas é chamado de hipócrita


Os europeus resistem em admitir a gravidade da situação que vivem hoje e, para piorar, rosnam para quem ousa opinar ou dar conselhos sobre como sair da pior crise econômica que o continente já enfrenta e deverá conviver por muito tempo.

O blog “Beyondbrics” do jornal “Financial Times” acaba de chamar de “hipocrisia” os conselhos
dados por Dilma Rousseff durante a visita da presidente à Bélgica para o Fórum Empresarial
Brasil-União Europeia, em Bruxelas.

O artigo assinado por Samantha Pearson cita uma fala do discurso de Dilma no encerramento do
Fórum: “Rousseff adverte União Europeia sobre os riscos dos impostos restritivos” e completa:
“Sim, você leu certo. O país que ocupa a 152ª posição no ranking do Banco Mundial por causa do
seu sistema tributário desajeitado e pesado, está dando conselhos sobre impostos restritivos”.

“Além de irrealista, o conselho vindo do Brasil também soa como hipócrita”, diz Pearson, atacando a presidente brasileira por receitar medidas que incentivem o consumo e a criação de empregos para tirar a Europa da crise, evitando políticas fiscais muito restritivas que, segundo Dilma “durante a crise dos anos 80 vivida pelo Brasil, só fez aprofundar a estagnação da economia”.

O blog segue criticando os “políticos brasileiros que recentemente vêm se encarregando de resolver a crise financeira global, dando conselhos ao mundo desenvolvido”, num tom quase preconceituoso.

O artigo no “FT”, um dos jornais mais respeitados do mundo, cita ainda a tentativa do ministro
Guido Mantega de coordenar uma ajuda dos Brics (Brasil, Russia, India, China e África do Sul) aos países europeus, “sem ter consultado os parceiros”.

“Guido Mantega, ministro do Brasil, tem sido um dos pioneiros nesse sentido. Depois de uma subida para a fama graças ao seu discurso contra a “guerra cambial”, Mantega propôs um pacote de resgate um pouco maluco para a zona do euro. O problema é que ele não consultou os outros países do Brics”.

Em outro momento, insinuando uma audácia do Brasil, que a autora chama de “recém-descoberto global”, o artigo questiona como o país poderia ajudar países como a Itália, que tem um PIB per capita três vezes maior que o brasileiro.

A reação do blog do “FT” contra o Brasil repete uma atitude frequente e recente dos europeus
contra os “colonizados” que queiram ajudar o continente.
Na última visita que fez para reunião dos ministros das finanças dos principais países da Europa na Polônia, há 25 dias, o secretário doTesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, foi praticamente escorraçado do encontro.

Muitos líderes europeus falaram abertamente que os americanos tinham problemas maiores para resolver antes de dar conselhos aos europeus.

A negação dos líderes europeus e o artigo do “FT” podem reforçar o que muitos analistas temem
como efeito perigoso da crise na Europa. O fortalecimento de um movimento nacionalista, fechando as portas para o diálogo, a coordenação e um consenso sobre os caminhos possíveis.

A crise pode ter começado na Europa, mas já se espalhou pelo mundo e vai se abater sobre sociedades, economias, sem escolher o tamanho do PIB ou quem tem o melhor sistema tributário do mundo.


Fonte: defesabr.com, Financial Times

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A ameaça silenciosa à América do Sul


CONTRA FATOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS!!!


Em 03 de outubro de 2011

Especialistas alertam para ameaças potenciais ao Brasil


Embora não se identifique nenhuma ameaça concreta de curto prazo à integridade do país, o Brasil precisa levar em conta ameaças potenciais ao traçar a sua estratégia de segurança nacional. A recomendação foi feita nesta segunda-feira (3) por especialistas na área de defesa que participaram de mais uma audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), dentro do ciclo intitulado Rumos da Política Externa Brasileira (2011-2012).



O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, defendeu maior integração entre a diplomacia e a defesa nacional. Ele lamentou que as lideranças militares brasileiras tenham sido, como observou, “alijadas do núcleo decisório de Estado”. E alertou que as “áreas de fricção” internacionais começam a aproximar-se da costa ocidental da África e do Atlântico Sul.

É necessária uma estratégia, na opinião do general, para proteger os aquíferos do país, seus minerais estratégicos, sua biodiversidade, petróleo e gás. Para ele, o estado de Roraima já pode ser considerado um alvo de ameaça, assim como a região da foz do Amazonas. Ele lembrou ainda a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e com dois países – Suriname e Guiana – muito ligados a potências europeias que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

- As Guianas são uma cabeça de ponte da Otan. Precisamos encarar os conflitos enquanto eles são ainda apenas possíveis e fazer o possível para que não se tornem prováveis, pois aí já seria tarde demais. Defesa não se improvisa – afirmou Paiva durante o painel sobre “O papel das Forças Armadas”, ao qual compareceram diplomatas de países como Cuba, Venezuela, Irã e Índia.

O poder de influência da Otan também foi ressaltado por João Quartim de Moraes, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele recordou que a organização não foi dissolvida após o fim da Guerra Fria. Ao contrário, alertou, ela se fortaleceu a mostrou “maior agressividade do que tinha mostrado até então”. Em vez do período de paz que se esperava no início da década de 90, disse o professor, teve início uma “sequência quase ininterrupta de agressões abertas e descaradas”, como parte do que chamou de “recolonização planetária” pela Otan.

- É perceptível uma ameaça ao Brasil do bloco da Otan? Não. Mas devemos desencorajar expectativas de alguém que queira apoderar-se daquilo que nós temos e os demais não têm. Ou então renunciamos à política externa independente – disse Quartim.

O consultor Joanisval Brito Gonçalves, do Senado Federal, lamentou o desinteresse dos formadores de opinião, no Brasil, a respeito do tema da defesa nacional. A seu ver, falta à sociedade brasileira uma “percepção clara” das ameaças às quais o Brasil estaria submetido.

O presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL), recordou que, na época de seu governo, no início da década de 90, imaginava-se que o século 21 seria marcado apenas por guerras comerciais, o que “infelizmente não tem sido possível”, como observou. Ele ressaltou, por outro lado, que não foram os países emergentes, neste início de século, os responsáveis pelos “dissabores” provocados pelas crises econômicas mundiais de 2008 e de 2010.

- Não fomos nós que criamos a crise. Foram os países mais ricos, que sempre souberam de tudo – disse Collor.

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Em outubro de 2010:

Brasil Rejeita ação da OTAN no Atlântico Sul. Mercosul repudia ação da Inglaterra nas Malvinas

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.
A tese da “atlantização” da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

“O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte”, afirmou Jobim ao Estado. “A Otan não pode substituir a ONU”, acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de “atlantização” da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Chanceleres do Mercosul rejeitam manobras militares nas Malvinas

Os chanceleres do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, expressaram nesta segunda-feira em comunicado conjunto seu “mais direto protesto” pela decisão do governo britânico de realizar manobras militares nas ilhas Malvinas.

Os ministros, que se encontram em Montevidéu para participar das reuniões do parlamento do Mercosul (Parlasul), ratificaram a “preocupação” do bloco por essa decisão do Reino Unido e apoiaram as recentes declarações da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Grupo do Rio neste sentido.

Também expressaram rejeição às declarações formuladas por fontes britânicas à imprensa nas quais indicavam que as manobras seriam “exercícios rotineiros” realizados há 20 anos nas ilhas.

Segundo os chanceleres do Mercosul, a conduta britânica gera “preocupação” e constituiria uma violação das normas de segurança da navegação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Argentina apresentou, na última semana, um protesto formal perante a OMI e remeteu à ONU uma cópia do protesto que fez chegar ao Reino Unido por estas manobras nas ilhas, que os britânicos invadiram em 1833 e ocupam desde então.

Argentina e Reino Unido protagonizaram, em 1982, um enfrentamento bélico pelas Malvinas que deixou cerca de mil mortos e, desde então, o país sul-americano não deixou de reivindicar perante a ONU e outros organismos internacionais a soberania das ilhas, situadas a 400 milhas marítimas de seu litoral.

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Em junho de 2011
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OTAN instala fortaleza militar nas Malvinas

Movimento contra bases militares discute estratégias de luta

“Na Argentina lutamos pela descolonização das Malvinas e
denunciamos a instalação de uma fortaleza militar da Otan”

Realizou-se em 17 de junho de 2011 em São Paulo uma reunião continental da campanha
“América Latina e Caribe, uma Região de Paz: Fora Bases Militares Estrangeiras”, onde
representantes de organizações sociais da América Latina, mundo árabe e países asiáticos
puderam compartilhar ações realizadas em seus países e debater estratégias para fortalecer a
iniciativa.

No encontro o secretário geral do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Rubens Diniz, afirmou que nos últimos dez meses a campanha conseguiu alcançar os objetivos propostos e citou ações como a Jornada de Solidariedade a Honduras que, dentre outros atos, pretende lançar no país uma convocação para a “Assembleia Nacional Constituinte originária, participativa, inclusiva, democrática e pela refundação de Honduras”.

O membro do comitê propulsor da Coalizão Colômbia Não às Bases, Enrique Daza, chamou a
atenção para a política dos Estados Unidos. “Depois do fracasso de (Barack) Obama no Brasil
e no Chile, eles relançarão sua política na América Latina de alguma maneira”, disse. Ele
também lembrou que os norte-americanos mantêm exercícios militares no Panamá, na região
do Canal, e sugeriu que a campanha trabalhe com este tema.

Rina Bertaccini, coordenadora do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os
Povos (Mopassol) da Argentina, falou sobre o caso das Ilhas Malvinas. “Na Argentina lutamos
pela descolonização das Malvinas e denunciamos a instalação de uma fortaleza militar da
Otan”, afirmou. Para ela é importante definir em cada país o conceito de base militar e a partir
daí estudar estratégias de ações contra o imperialismo norte-americano.

No caso de Cuba, o presidente do Movimento Cubano pela Paz, José Ramon Rodriguez,
explicou que a base militar em Guantânamo é uma ameaça ao povo. Já o peruano Guillermo
Borneu fez um alerta: “O Peru não é uma apenas uma base, é uma plataforma militar dos
Estados Unidos”, disse. Para ele a eleição de Ollanta Humala foi uma conquista, mas não será
fácil que a presença imperialista deixe a região. “O país é uma engrenagem importante na
estratégia da guerra que foi imposta pelos EUA”, declarou.

A coordenadora geral do Comitê de Familiares de Detentos Desaparecidos em Honduras
(COFADH) e da Comissão da Verdade, Bertha Oliva, falou sobre a vulnerabilidade do país,
principalmente depois do golpe de Estado, em 2009. “A primeira medida do governo foi
assinar com os Estados Unidos a instalação de bases militares”, afirmou. Segundo ela, os
direitos humanos no pais estão sendo constantemente violados.

Hegemonia norte-americana

J.K. Suleiman Rachid, da Palestina, lembrou que os norte-americanos, nos últimos 40 anos,
têm feito muitas guerras para poder manter sua hegemonia e ressaltou. “Temos que pensar
em diferentes formas de lutar contra as bases”, disse. Para o representante do Vietnã, Nguyen
Huynh, membro do Conselho Vietnamita pela Paz, uma ação importante é explicar para o
povo o que está acontecendo e compartilhar as informações dos diferentes países.

Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, finalizou as
intervenções. “Neste momento acredito que o desafio maior é a luta contra a militarização
imperialista que agride os povos e as nações, devemos aprofundar e ampliar a campanha
contra as bases militares”, disse. Socorro agregou que esta luta está relacionada com outras duas de caráter global: pelo desmantelamento da Otan e a abolição das armas nucleares.

No final da reunião foram apresentadas estratégias de comunicação como a criação de um site
e a realização de um documentário. Chegou-se à conclusão de que a campanha vai ter um
formato de acordo com a realidade de cada país.

Além disso, foram propostas outras ações: priorizar o funcionamento de uma instância
interna de coordenação; realizar consultas a cada 15 dias, mantendo uma dinâmica ativa de
contato e compartilhamento das tarefas; estimular a realização de encontros nacionais e
regionais temáticos, como forma de ir consolidando a campanha nos níveis nacional e
continental; aproveitar a realização de eventos para coordenar ações da campanha em
conjunto; estabelecer alguns temas e países como prioridade; editar algumas publicações
especificas sobre o tema.



Fontes: Agência Senado, DefesaBr, Plano Brasil, blog Sempre guerra, redação do Cebrapaz, Gilson Sampaio
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