Minha lista de blogs

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quem somos nós? Bárbaros ou "Civilizados"

Immanuel Wallerstein, provocador: capitalismo está condenado: resta saber quê irá substituí-lo.
Transição não será apocalíptica: dependerá das escolhas que fizermos agora


O Tempo em que podemos mudar o mundo

Entrevista a Sophie Shevardnadze

Tradução: Daniela Frabasile

A entrevista durou pouco mais de onze minutos, mas alimentará horas de debates em todo o mundo e certamente ajudará a enxergar melhor o período tormentoso que vivemos. Aos 81 anos, o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein, acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Mas – e aqui começam as provocações – o que surgirá em seu lugar pode ser melhor (mais igualitário e democrático) ou pior (mais polarizado e explorador) do que temos hoje em dia.

Estamos, pensa este professor da Universidade de Yale e personagem assíduo dos Fóruns Sociais Mundiais, em meio a uma bifurcação, um momento histórico único nos últimos 500 anos. Ao contrário do que pensava Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico. Desabará sobre suas próprias contradições. Mas atenção: diferente de certos críticos do filósofo alemão, Wallerstein não está sugerindo que as ações humanas são irrelevantes.

Ao contrário: para ele, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade e do planeta. Ou seja, nossas escolhas realmente importam. “Quando o sistema está estável, é relativamente determinista. Mas, quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante.”

É no emblemático 1968, referência e inspiração de tantas iniciativas contemporâneas, que Wallerstein situa o início da bifurcação. Lá teria se quebrado “a ilusão liberal que governava o sistema-mundo”. Abertura de um período em que o sistema hegemônico começa a declinar e o futuro abre-se a rumos muito distintos, as revoltas daquele ano seriam, na opinião do sociólogo, o fato mais potente do século passado – superiores, por exemplo, à revolução soviética de 1917 ou a 1945, quando os EUA emergiram com grande poder mundial.


Há exatamente dois anos, você disse ao RT que o colapso real da economia ainda demoraria alguns anos. Esse colapso está acontecendo agora?

Não, ainda vai demorar um ano ou dois, mas está claro que essa quebra está chegando.

Quem está em maiores apuros: Os Estados Unidos, a União Europeia ou o mundo todo?

Na verdade, o mundo todo vive problemas. Os Estados Unidos e União Europeia, claramente. Mas também acredito que os chamados países emergentes, ou em desenvolvimento – Brasil, Índia, China – também enfrentarão dificuldades. Não vejo ninguém em situação tranquila.

Você está dizendo que o sistema financeiro está claramente quebrado. O que há de errado com o capitalismo contemporâneo?

Essa é uma história muito longa. Na minha visão, o capitalismo chegou ao fim da linha e já não pode sobreviver como sistema. A crise estrutural que atravessamos começou há bastante tempo. Segundo meu ponto de vista, por volta dos anos 1970 – e ainda vai durar mais uns vinte, trinta ou quarenta anos. Não é uma crise de um ano, ou de curta duração: é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição. Na verdade, na luta política que acontece no mundo — que a maioria das pessoas se recusa a reconhecer — não está em questão se o capitalismo sobreviverá ou não, mas o que irá sucedê-lo. E é claro: podem existir duas pontos de vista extremamente diferentes sobre o que deve tomar o lugar do capitalismo.

Qual a sua visão?

Eu gostaria de um sistema relativamente mais democrático, mais relativamente igualitário e moral. Essa é uma visão, nós nunca tivemos isso na história do mundo – mas é possível. A outra visão é de um sistema desigual, polarizado e explorador. O capitalismo já é assim, mas pode advir um sistema muito pior que ele. É como vejo a luta política que vivemos. Tecnicamente, significa é uma bifurcação de um sistema.

Então, a bifurcação do sistema capitalista está diretamente ligada aos caos econômico?

Sim, as raízes da crise são, de muitas maneiras, a incapacidade de reproduzir o princípio básico do capitalismo, que é a acumulação sistemática de capital. Esse é o ponto central do capitalismo como um sistema, e funcionou perfeitamente bem por 500 anos. Foi um sistema muito bem sucedido no que se propõe a fazer. Mas se desfez, como acontece com todos os sistemas.

Esses tremores econômicos, políticos e sociais são perigosos? Quais são os prós e contras?

Se você pergunta se os tremores são perigosos para você e para mim, então a resposta é sim, eles são extremamente perigosos para nós. Na verdade, num dos livros que escrevi, chamei-os de “inferno na terra”. É um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível a curto prazo – e as pessoas não podem conviver com o imprevisível a curto prazo. Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a incerteza sobre o que vai acontecer no dia seguinte ou no ano seguinte. Você não sabe o que fazer, e é basicamente o que estamos vendo no mundo da economia hoje. É uma paralisia, pois ninguém está investindo, já que ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta. Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não investe – mas não investir torna a situação ainda pior. As pessoas não sentem que têm muitas opções, e estão certas, as opções são escassas.

Então, estamos nesse processo de abalos, e não existem prós ou contras, não temos opção, a não ser estar nesse processo. Você vê uma saída?

Sim! O que acontece numa bifurcação é que, em algum momento, pendemos para um dos lados, e voltamos a uma situação relativamente estável. Quando a crise acabar, estaremos em um novo sistema, que não sabemos qual será. É uma situação muito otimista no sentido de que, na situação em que nos encontramos, o que eu e você fizermos realmente importa. Isso não acontece quando vivemos num sistema que funciona perfeitamente bem. Nesse caso, investimos uma quantidade imensa de energia e, no fim, tudo volta a ser o que era antes. Um pequeno exemplo. Estamos na Rússia. Aqui aconteceu uma coisa chamada Revolução Russa, em 1917. Foi um enorme esforço social, um número incrível de pessoas colocou muita energia nisso. Fizeram coisas incríveis, mas no final, onde está a Rússia, em relação ao lugar que ocupava em 1917? Em muitos aspectos, está de volta ao mesmo lugar, ou mudou muito pouco. A mesma coisa poderia ser dita sobre a Revolução Francesa.

O que isso diz sobre a importância das escolhas pessoais?

A situação muda quando você está em uma crise estrutural. Se, normalmente, muito esforço se traduz em pouca mudança, nessas situações raras um pequeno esforço traz um conjunto enorme de mudanças – porque o sistema, agora, está muito instável e volátil. Qualquer esforço leva a uma ou outra direção. Às vezes, digo que essa é a “historização” da velha distinção filosófica entre determinismo e livre-arbítrio. Quando o sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando por uma crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante. As ações de cada um realmente importam, de uma maneira que não se viu nos últimos 500 anos. Esse é meu argumento básico.

Você sempre apontou Karl Marx como uma de suas maiores influências. Você acredita que ele ainda seja tão relevante no século 21?

Bem, Karl Marx foi um grande pensador no século 19. Ele teve todas as virtudes, com suas ideias e percepções, e todas as limitações, por ser um homem do século 19. Uma de suas grandes limitações é que ele era um economista clássico demais, e era determinista demais. Ele viu que os sistemas tinham um fim, mas achou que esse fim se dava como resultado de um processo de revolução. Eu estou sugerindo que o fim é reflexo de contradições internas. Todos somos prisioneiros de nosso tempo, disso não há dúvidas. Marx foi um prisioneiro do fato de ter sido um pensador do século 19; eu sou prisioneiro do fato de ser um pensador do século 20.

Do século 21, agora.

É, mas eu nasci em 1930, eu vivi 70 anos no século 20, eu sinto que sou um produto do século 20. Isso provavelmente se revela como limitação no meu próprio pensamento.

Quanto – e de que maneiras – esses dois séculos se diferem? Eles são realmente tão diferentes?

Eu acredito que sim. Acredito que o ponto de virada deu-se por volta de 1970. Primeiro, pela revolução mundial de 1968, que não foi um evento sem importância. Na verdade, eu o considero o evento mais significantes do século 20. Mais importante que a Revolução Russa e mais importante que os Estados Unidos terem se tornado o poder hegemônico, em 1945. Porque 1968 quebrou a ilusão liberal que governava o sistema mundial e anunciou a bifurcação que viria. Vivemos, desde então, na esteira de 1968, em todo o mundo.

Você disse que vivemos a retomada de 68 desde que a revolução aconteceu. As pessoas às vezes dizem que o mundo ficou mais valente nas últimas duas décadas. O mundo ficou mais violento?

Eu acho que as pessoas sentem um desconforto, embora ele talvez não corresponda à realidade. Não há dúvidas de que as pessoas estavam relativamente tranquilas quanto à violência em 1950 ou 1960. Hoje, elas têm medo e, em muitos sentidos, têm o direito de sentir medo.

Você acredita que, com todo o progresso tecnológico, e com o fato de gostarmos de pensar que somos mais civilizados, não haverá mais guerras? O que isso diz sobre a natureza humana?

Significa que as pessoas estão prontas para serem violentas em muitas circunstâncias. Somos mais civilizados? Eu não sei. Esse é um conceito dúbio, primeiro porque o civilizado causa mais problemas que o não civilizado; os civilizados tentam destruir os bárbaros, não são os bárbaros que tentam destruir os civilizados. Os civilizados definem os bárbaros: os outros são bárbaros; nós, os civilizados.

É isso que vemos hoje? O Ocidente tentando ensinar os bárbaros de todo o mundo?

É o que vemos há 500 anos.



Fontes: outraspalavras.net (As declarações foram colhidas no dia 4 de outubro pela jornalista Sophie Shevardnadze, que conduz o programa Interview na emissora de televisão russa RT (abaixo). A transcrição e a tradução para o português são iniciativas de Outras Palavras.)

Imagem: google


domingo, 16 de outubro de 2011

A OTAN na “Ilha da Guiana”?


Por Husc em 9 outubro, 2011

No domingo 2 de outubro, o embaixador da Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roy Chaderton, surpreendeu ao afirmar que os opositores do presidente Hugo Chávez gostariam de ver a disputa territorial do país com a Guiana escalar para um confronto militar, para provocar uma intervenção externa dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Absurdo previsível

Em uma entrevista à televisão estatal venezuelana, ele afirmou:

«É uma questão eleitoral: a oposição não tem chances de ganhar, por isso está desesperada e até feliz com um conflito bélico. Querem que terceiros solucionem seu problema eleitoral. Quem sabe, não podemos ver aviões de guerra decolando de Curaçao, Aruba, Bonaire e Porto Rico e de outras ilhas caribenhas sob soberania europeia e americana? Os antichavistas sonham que aconteça aqui algo parecido com a Líbia.» (Efe, 2/10/2011)

O diplomata afirmou que Chávez deve tomar cuidado para não se deixar envolver por «provocações imperialistas», pois seus opositores sonham com uma guerra e, em tal ambiente, a Guiana poderia ser levada a pedir uma intervenção da OTAN ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A velha briga por petróleo…

As declarações de Chaderton se deram em resposta às críticas da oposição venezuelana de que Caracas estaria fazendo “corpo mole” em relação à pretensão de Georgetown quanto a uma extensão dos direitos de exploração exclusiva da plataforma marítima do país, em uma área contestada pela Venezuela. Uma declaração do bloco Mesa da Unidade Democrática (MUD) chegou a acusar o governo [venezuelano] de ser «incapaz de defender os interesses nacionais», e condenou o que chamou de uma política externa “submissa” e exigiu um “protesto” contra o governo guianense (Venezuelanalysis.com, 3/10/2011).

No início de setembro, o governo da Guiana apresentou à ONU um pedido de extensão da sua zona de exploração marítima, provocando a reação imediata da Venezuela. Na sexta-feira 30 de setembro, o chanceler Nicolás Maduro e sua colega guianense Carolyn Rodrigues-Birkett se reuniram em Port of Spain, Trinidad e Tobago, para discutir o assunto. Embora não tenha havido avanços quanto às posições de ambos os países, houve um entendimento do gênero “concordamos em discordar”, expresso na declaração conjunta assinada pelos dois chanceleres:

«Ambos os ministros reconheceram que a delimitação das fronteiras marítimas entre os dois Estados permanece um assunto não resolvido e concordaram em que tal solução irá requerer negociações.»

Cinismo diplomático

Por outro lado, a declaração ressalta «as soberbas relações desenvolvidas entre os dois países e reiterou o seu compromisso de manter este nível» – mencionando o fato de que ambos «desenvolvem projetos de cooperação em diversas áreas e fortalecem a sua integração em mecanismos como a União de Nações Sul-americanas (Unasul), Petrocaribe e a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CLACS), com a convicção de que os laços que as unem superam o seu legado de divisões herdado do colonialismo».

Polêmica centenária

Desde 1963, a Venezuela contesta na ONU a validade de um laudo arbitral de 1899, que atribuiu à então Guiana Inglesa uma área de quase 168 mil quilômetros quadrados – a região do Essequibo – que representa quase dois terços do território guianense e foi mantido após a independência do país do Reino Unido, em 1966.

Em 1968, a Venezuela apoiou a chamada Sublevação de Rupununi, quando fazendeiros e camponeses equipados com armas fornecidas por Caracas promoveram um levante de três dias contra o governo socialista de Georgetown. Na ocasião, um fator decisivo para o fracasso do levante foi a atitude do Brasil, que ordenou uma imediata mobilização de forças terrestres para a fronteira e o deslocamento de aviões de combate para a Base Aérea de Boa Vista (RR).

Alerta, Brasil!

Embora seja improvável que Hugo Chávez ou algum sucessor se decida por solucionar o contencioso com a Guiana com o uso da força, a sua simples existência deve ser motivo de atenção, especialmente, do Brasil. Em um quadro global marcado pelo empenho das potências hegemônicas do Hemisfério Norte em dominar regiões ricas em recursos naturais, se preciso, manu militari, como se viu na Líbia, o cenário de uma eventual intervenção da OTAN no Caribe ou na “Ilha da Guiana” não pode ser tomado propriamente como delirante, mas algo a ser considerado em planos de contingência.

Interesse oligárquico antigo

A denominação “Ilha da Guiana” foi dada por estrategistas coloniais britânicos e holandeses à região delimitada pelos rios Orenoco, Cassiquiare, Negro e Amazonas, e até hoje a região é alvo de um elevado interesse pelo movimento ambientalista-indigenista internacional, que atua como instrumento neocolonial a serviço daquelas potências. O estado de Roraima se situa no centro da “ilha”, pelo que a reserva indígena Raposa Serra do Sol, localizada na tríplice fronteira Brasil-Guiana-Venezuela, adquire uma importância estratégica singular.


Certamente, não foi coincidência o fato de que a região tenha sido citada pelo general (R1) Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-diretor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e ex-secretário-geral do Exército, em uma audiência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, em Brasília, em 3 de outubro. A mensagem geral transmitida no evento foi a de que, embora não se identifique nenhuma ameaça concreta de curto prazo à integridade nacional, o Brasil precisa levar em conta as ameaças potenciais para traçar a sua estratégia de segurança nacional.


Roraima e Amazonas ameaçados

Em seu depoimento, Rocha Paiva alertou para o fato de que «as áreas de fricção» internacionais começam a se aproximar da costa ocidental da África e do Atlântico Sul. Segundo ele, é necessária uma estratégia para proteger os recursos naturais brasileiros e Roraima já pode ser considerado um alvo de ameaça, assim como a região da foz do Amazonas. Ele lembrou ainda a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e com o Suriname e a Guiana, ambos muito ligados a potências europeias que integram a OTAN.

«As Guianas são uma cabeça de ponte da OTAN. Precisamos encarar os conflitos enquanto eles são ainda apenas possíveis e fazer o possível para que não se tornem prováveis, pois aí já seria tarde demais. Defesa não se improvisa.» — disse ele (Jornal do Senado, 3/10/2011).


Agressividade da OTAN

Outro debatedor que ressaltou o papel da OTAN foi João Quartim de Moraes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para ele, a Aliança Atlântica se fortaleceu após o fim da Guerra Fria e tem mostrado «maior agressividade do que tinha mostrado até então». Em vez do período de paz que se esperava no início da década de 1990, afirmou, teve início uma «sequência quase ininterrupta de agressões abertas e descaradas», como parte do que chamou «recolonização planetária» pela organização.

«É perceptível uma ameaça ao Brasil do bloco da OTAN? Não. Mas devemos desencorajar expectativas de alguém que queira apoderar-se daquilo que nós temos e os demais não têm. Ou então renunciamos à política externa independente.» — concluiu.



Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo






O Vampiresco "Império" Falido necessita de mais sangue para sobreviver?



Estados Unidos ameaçam Irã com medidas duras




Os Estados Unidos não excluem “nenhuma opção” nas ações contra o Irã – anunciou o presidente Barack Obama em coletiva de imprensa convocada na Casa Branca. Washington, que acusa Teerã de atividades terroristas, deseja obter da comunidade internacional apoio para as medidas mais drásticas contra aquele país.





O presidente americano não especificou o que significam as “várias opções”. Desde já, porém, está claro que se trata de medidas repressivas, não se excluindo um ataque militar, indica Vladimir Issaiev, do Instituto de Estudos Orientais junto à Academia de Ciências da Rússia. E continua:

As palavras de Barack Obama parecem bastante sérias porque, se o presidente do país mais forte no aspeto militar anuncia a possibilidade de adoção de quaisquer ações, não se pode excluir nada, nem sequer ações militares.

Isso é possível especialmente considerando que Washington já está habituada a resolver questões políticas externas pela força das armas. Somente nos últimos decênios, aconteceu na Iugoslávia, no Iraque, no Afeganistão e na Líbia. E desde há muito que os Estados Unidos estão alimentando uns planos semelhantes em relação ao Irã – sublinha Evgueni Satanovski, presidente do Instituto de Estudos do Próximo Oriente.

E continua:

Durante a presidência de George Bush Júnior, algumas variantes já haviam sido examinadas. Uma, que pressupunha a destruição do complexo nuclear iraniano e de suas defesas antiaéreas. A segunda pressupunha a destruição das instalações militares mais importantes do Irã, dos alvos pertencentes ao corpo dos “Guardiões da Revolução Islâmica”, dos mísseis e do complexo nuclear. E mais uma, pela qual o Irã perderia pura e simplesmente a condição de país industrial e passaria à de país pré-industrial, porque seriam arrasadas todas as unidades energéticas, metalúrgicas, militares, defensivas, todos os aeródromos, todas as pontes e estradas.

Hoje em dia, qualquer desses cenários pode ser levado à prática por intermédio de uma “guerra sem contato”, ou seja, sem entrar no território iraniano. Todavia, esse esquema não será praticável se não for sancionado pelas Nações Unidas. Todavia, para obter a aprovação da comunidade internacional, é preciso apresentar provas irrefutáveis da culpa do Irã. Seu Governo rechaça todas as acusações. Os Estados Unidos, entretanto, afirmam possuírem fatos imbatíveis do envolvimento dos dirigentes iranianos na conspiração armada para matar Adel al-Jubeir, embaixador da Arábia Saudita em Washington.

No intuito de puxar para seu lado os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os Estados Unidos mantiveram consultas individuais com cada um dos representantes permanentes. E enviaram a Moscou e Beijing, os mais incrédulos de todos, grupos de peritos com documentos capazes, em seu entender, de tirar todas as dúvidas e convencer os referidos países da política terrorista do Irã.

Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atômica ameaçou publicar um relatório a constatar inequivocamente a orientação militar do programa atômico iraniano.

A notícia é comentada pelo orientalista russo Vladimir Issaiev:

Acontece que o Irã, com sua história em torno do programa nuclear, já deixou toda a comunidade internacional aborrecida. Ou esse país recebe delegações enviadas para inspecionar as atividades realizadas em suas instalações nucleares, ou não lhes dá acesso. A situação vai-se arrastando desde há muito, não podendo ninguém compreender o que é que lá se passa na verdade. Diante dessas incertezas todas, portanto, muitos analistas consideram ser a política do Irã uma mera tentativa de ganhar tempo e construir, na realidade, saiba-se lá o quê, para que depois ninguém ouse tocar nisso.

A posição assumida por Moscou a esse respeito não tem mudado. Para que sejam tomadas quaisquer decisões e implantadas quaisquer sanções, são necessárias provas firmes. Enquanto existirem só suspeitas, não se pode colocar a população civil desse país sob ameaça. Se, todavia, se verificar que o Irã está deveras implicado no terrorismo ou está criando a bomba atômica, então será outra conversa, naturalmente.



Fonte: Voz da Rússia, Plano Brasil


sábado, 15 de outubro de 2011

A Fome é a maior arma de destruição

O ex-presidente Lula recebeu na noite desta quinta-feira (13) o prêmio World Food Prize, um reconhecimento aos esforços do seu governo no combate à fome e à pobreza no Brasil.

"Lutar pela vida e não pela morte. Porque a Fome é a arma de destruição de massas mais poderosa e mais perigosa que qualquer outra arma no mundo. A Fome mata crianças. Esta é a guerra que os governantes de todos os países deveriam declarar."

Vladmir Putin: "Preparem-se Para o Armagedon"



10 Outubro, 2011
Mídia: European Union Times (tradução E.M.Pinto)

Um relatório muito pessimista produzido pelo Serviço de Segurança Federal – FSB ( agência russa de inteligência que sucedeu o KGB) sobre o plano do primeiro-ministro Putin na reunião com o líder chinês Hu Jintao, em Pequim na próxima semana, alerta que forças militares russas e da China estão ambas sendo colocadas em “estado de alerta”, antecipando-se a uma invasão terrestre que crêem que os EUA estão planejando criar tanto no Oriente Médio quanto na Ásia Central.
Os planos para esta “guerra mundial total “que os Estados Unidos estão se preparando para lançar, foi revelada pela primeira vez pelo ex-mercenário contratado da Blackwater, Bryan Underwood, atualmente detido pelas as autoridades dos EUA por espionagem.

Poucas horas depois da leitura dos planos de Putin para os iminentes planos dos EUA para a Grande Guerra Mundial Total, diz o relatório, o jornal Izvestia escreveu um artigo estranho (Putin publica um artigo intitulado “Governo Russo propõe União Eurasiática“) e ordenou que o FSB notificasse o MSS (Ministério de Segurança da China) da prisão e detenção de seu espião She-Niyun Tun, que foi capturado no ano passado por tentar roubar segredos sobre os sistema de mísseis avançados ( “sistema de mísseis terra-ar S 300, de longo alcance “) da Rússia.

O relatório menciona de forma detalhada, as ações do "Novo Grande Jogo" que os americanos estão planejando e estão causando medo na Rússia e na China, que incluem:

1) Implosão deliberada da economia americana e as economias européias, a fim de destruir o sistema financeiro global que esta em estado de funcionamento desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

2) A liberação de uma grande guerra convencional dos Estados Unidos e da União Européia contra o continente americano, incluindo África e da Ásia para o Oriente Médio.

3) Durante a guerra aberta e total, a liberação de agentes de guerra biológica para matar milhões se não bilhões de civis inocentes.

4) No auge da guerra, os Estados Unidos e seus aliados convocariam a paz e apelariam para a criação de uma nova ordem mundial para evitar a total destruição do nosso planeta.

Na semana passada, uma fonte não identificada do Departamento de Defesa (DOD) advertiu que o regime de Obama estava se preparando para uma guerra “tanque contra tanque” e que as forças militares dos EUA estão “esperando algo convencional e grande que pode acontecer, tudo relativamente em um futuro não muito longo”.

Com relação a quão perto essa guerra pode estar, o relatório do FSB diz que será “mais cedo que mais tarde“, porque os americanos têm pré-posicionados no Iraque, cerca de 2.000 de seus carros de combate Abrams M1, têm outros 2.000 deles pré-posicionados no Afeganistão e que liga o Oriente Médio e Ásia, também foram colocados nos teatros de guerra dezenas de milhares de outros veículos blindados.

A “peça final” para a ativação desta grande força armada, e preparado para entrar como um punhal no coração da Ásia e do Oriente Médio, diz o FSB, chamado de "mobilização total" de mais de 1,5 milhões reservistas, podem ser chamados a “qualquer momento” pois, por estar em guerra os Estados Unidos atualmente não necessitam de autorização do Congresso para expandir suas áreas de operação.

Importante destacar, o plano dos EUA para a dominação global através da guerra maciça é que ele não é, de fato, nenhum segredo, como revelado (surpreendentemente) no décimo aniversário do ataque de 11 de Setembro contra os Estados Unidos quando o National Security Archive divulgou um memorando escrito pelo ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld, em setembro de 2001, no qual ele alertou: “Se a guerra não mudar significativamente o mapa político do mundo, os Estados Unidos não chegarão ao seu objetivo.”

O "objetivo" dos Estados Unidos de entrar em sua guerra contra o mundo, diz o FSB, é evitar “a todo custo” a implosão do dólar e dos EUA como a principal reserva para o sistema econômico atual, antes que se estabeleça a “Nova Ordem Mundial”, criada pelo Ocidente.

A primeira ameaça para o “plano mestre” dos norte-americanos para a sua hegemonia global chegou em novembro de 2000 quando o ex-líder iraquiano Saddam Hussein parou de aceitar o dólar para o petróleo e, em vez disso, disse que seu país aceitaria apenas Euros.
Em um prazo de 10 meses, os Estados Unidos foram atacados e utilizaram isso como uma desculpa para derrubar Hussein e restaurar o dólar como principal moeda de reserva global.

Curiosamente, o fracasso do plano do ex-líder da Líbia, Gaddafi, de fazer do Dinar, uma moeda única africana, que serviria como uma alternativa ao dólar e que permitiria que as nações Africanas compartilhassem suas riquezas, igual ao "plano" de Saddan Hussein no Iraque, provocou uma invasão rápida e brutal dos EUA e seus aliados ocidentais para evitar que isso acontecesse.

A única nação que conseguiu exitosamente abandonar o dólar foi o Irã, que desde fevereiro de 2009 deixou a moeda dos EUA optando por valorizar seu petróleo e gás em Euros .
O Irã, no entanto, contrário ao Iraque e a Líbia, não tem sido atacado, os iranianos compraram da
Ucrânia 6 a 10 mísseis nucleares X-55 armado (com alcance de 3.000 km -2.000 milhas) em 2005. (Nota: O ex-presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, disse que os mísseis vendidos para o Irã não contêm ogivas nucleares, uma afirmação contestada pelo FSB indicando que eles estavam armados e "pronto a disparar").

Além disso, o FSB indica que tanto Putin quanto Hu estavam “indignados” pela trapaça do Ocidente em relação à Líbia, após o regime de Obama dar “garantias absolutas” de que eles não tinham planejado uma invasão desse país, quebrando a sua palavra.

Por sua vez, a Rússia e a China, frustaram a tentativa de levar um plano de uma nova guerra do Ocidente na semana passada, vetando o plano apoiado pelos EUA no Conselho de Segurança das Nações Unidas para transformar a Síria em outra Líbia.

Como os americanos ficaram furiosos, a sua embaixadora Susan Rice, deixou a reunião de forma
prematura, tendo falhado no seu intento.

Ainda pior para o plano do Ocidente na sua guerra contra a Síria é que o presidente advertiu esta semana que, se seu país for atacado pela OTAN, em seis horas, seriam disparados centenas de foguetes contra a cidade densamente povoada de Tel Aviv, que naturalmente, causaria uma reação catastrófica e nuclear.

E em uma ação preventiva para combater a blitzkrieg americana contra a Ásia Central e no Paquistão a partir do Afeganistão, o Comandante do Exército em-chefe Indiano, VK Singh advertiu ontem que milhares de chineses das forças militares mudaram-se para Caxemira ocupada pelo Paquistão, juntando-se cerca de 11.000 soldados já lá instalados, a maioria deles acredita-se, entraram na região no ano passado.

Com respeito à implosão deliberada pelos Estados Unidos da economia global, o FSB também adverte em seu relatório, o que parece “seguro” depois de um novo relatório na semana passada que surgiu a partir de Philippa Malmgren, uma ex-assessora econômico do presidente George W. Bush, observando que a Alemanha está se prepara para abandonar o Euro e ordenou a impressão de Deutch Mark, para substituí-lo.

A coisa mais assustadora de todo o relatório da FSB, no entanto, é a resposta de ontem do comandante supremo das forças armadas russas.
Vladmir Putin, quando perguntado, qual os preparativos que deveriam ser feitos, ele respondeu aos mais altos generais das forças russas: "Preparem-se para o Armagedon"



Fonte: retirado do blog defesabr

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

EUA vai levar um golpe de kung fu da China?


China diz que pressão pode afetar reforma cambial

Em uma resposta desafiadora à aprovação do Senado dos EUA à proposta de pressionar a China para deixar sua moeda se apreciar, o BC chinês determinou hoje uma banda relativamente mais baixa para comercialização do yuan em relação ao dólar, e advertiu que a pressão dos EUA pode expor ainda mais a revisão da taxa de câmbio do país. No longo prazo, o valor da moeda é fixado de acordo com o que o BC determina.

O BC chinês afirmou que a decisão dos EUA de punir a China por causa do valor de sua moeda complica os esforços para liberar gradualmente o yuan de suas restrições pelo governo e deixar que ele seja comercializado mais livremente. "Politizar o assunto yuan não resolve os problemas dos EUA como o déficit fiscal e a elevada taxa de desemprego, mas pode afetar o processo de reforma na taxa de câmbio do yuan que está em andamento", advertiu o BC chinês.


A resposta do BC está alinhada com os protestos de outras autoridades dentro do governo chinês, e Pequim já havia advertido que a aprovação da lei pode desencadear uma guerra comercial. "A lei viola seriamente as regras da OMC e não apenas não resolve os problemas econômicos e de desemprego da América como também inflige dano sério às relações da China com os EUA, e interfere nos esforços dos dois países e da comunidade internacional para reativar a economia global", reiterou o ministro de Relações Exteriores da China.

A lei pode forçar a Casa Branca a ser mais agressiva em relação às tarifas e outras penalidades contra países com moedas "desalinhadas". O projeto visa ajudar as empresas norte-americanas que argumentam que a política de Pequim de manter a moeda desvalorizada em relação ao dólar beneficia os exportadores chineses e funciona como um subsídio comercial. Opositores disseram que se o projeto virar lei, Pequim pode fazer retaliações contra empresas dos EUA baseadas na China.

As informações são da Dow Jones.

Castigar a China???




China exorta EUA a deterem projeto cambial protecionista


PEQUIM - A China exortou o governo Obama a bloquear um projeto de lei destinado a pressionar Pequim a elevar o valor do iuan, aumentando o risco de novas tensões entres as duas maiores economias do mundo, ainda que os alertas de "guerra comercial" continuem sendo só conversa.

Os esforços de Washington para dobrar os chineses podem ter o efeito oposto, pelo menos por hora. Investidores em moeda já estão computando o risco de que a China possa apertar a rédea do iuan para demonstrar seu controle sobre a moeda.

O projeto de lei é uma medida protecionista que "viola gravemente os regulamentos da Organização Mundial do Comércio", disse Ma Zhaoxu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, depois que o Senado dos EUA aprovou o texto por 63 votos a 35 e o enviou para a Câmara.

"A China exorta o governo dos Estados Unidos, o Congresso e todas as partes a se oporem resolutamente ao uso de legislação local para criar uma confusão e fazer pressão na taxa de câmbio renminbi", disse Ma em comentários no site do Ministério (www.mfa.gov.cn).

O "renminbi", ou "moeda do povo", é outro nome para o iuan.

A legislação irá "interromper os esforços conjuntos da China e dos Estados Unidos, assim como da comunidade internacional, para estimular a recuperação vigorosa e o crescimento da economia global", afirmou Ma.

Sua condenação foi ecoada pelo Ministério do Comércio da China e pelo Banco do Povo da China, o banco central chinês, que disse que a taxa de câmbio do iuan é "razoável".

Autoridades chinesas e a mídia alertaram que a legislação pode desencadear uma "guerra comercial" de retaliações mútuas e protecionismo crescente.

A agência de notícias oficial Xinhua afirmou nesta quarta-feira que "o que o Senado dos EUA fez plantou uma bomba-relógio que pode detonar uma potencial guerra comercial".

CASA BRANCA

A Casa Branca, por sua vez, informou nesta quarta-feira que está conversando com legisladores dos EUA para resolver questões sobre o projeto.

"Se a legislação estiver para avançar, essas preocupações serão tratadas devidamente", afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, reiterando a opinião de Washington de que a China precisa tomar medidas para desvalorizar o iuan.

O Senado dos Estados Unidos aprovou um controverso projeto de lei para castigar a China por manter sua moeda desvalorizada, num esforço para proteger os empregos norte-americanos, e o enviou à Câmara dos Deputados, onde seu destino é incerto.

Fonte: Reuters


Enfim:

Como vemos, temos todos que nos comportar, senão o "Império" americano falido pode nos CASTIGAR, pois como disse o futuro candidato a presidência da república Mitt Romney: "Deus criou os EUA para que comandasse o mundo".
E coitado daquele que não obedecer, poderá ser castigado, provavelmente as penas do inferno.

Porque será?









Fonte: diplomassinha.com

"As crianças acham tudo em nada, os homens não acham nada em tudo. "

(Giacomo Leopardi)

Este vídeo é uma homenagem a todas as crianças, especialmente as crianças que são vítimas da violência da guerra, da fome e do abandono, pois quem deveria protegê-las infelizmente esqueceram-se que um dia também já foram crianças.





"A criança é o pai do homem"

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ministro da Defesa do Brasil diz que compra de aviões caças é fundamental e urgente caças


A polêmica em torno da compra de caças para substituir os Mirages, já obsoletos, para equipar as forças armadas e garantir o poder de dissuasão na proteção da Amazônia e da Amazônia Azul, onde está sendo explorado o pré-sal, é fundamental e urgente, como diz o Amorim, sobretudo diante da cobiça internacional sobre estes dois patrimônios nacionais, embora muitos achem que tudo não passe de paranóia, o cenário internacional autoriza estas precauções.

A compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) é considerada fundamental e urgente pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, mas ainda não foi discutida “em profundidade” com a presidenta Dilma Rousseff.

Amorim, que participa hoje (29) de audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, destacou a relevância do assunto devido ao estado dos caças Mirage que país detém e do tempo que as empresas que produzem os aviões levam para entregá-los.

“Até o final de 2013, nenhum dos 12 Mirages que estão em Anápolis estará em condição de atuar plenamente. É algo realmente muito urgente, muito importante. A necessidade de defesa da Amazônia, das fronteiras, impõe que nós tenhamos uma aviação de caças adequada”, afirmou Amorim.

Apesar disso, o ministro disse que falou apenas superficialmente sobre o assunto com a presidenta. Amorim ressaltou ainda que os aviões não serão escolhidos apenas pelo preço, por considerar que “em defesa, o barato sai caro”. A transferência de tecnologia, já colocada como requisito na escolha dos caças, será fator determinante.

“Há atenção prioritária à transferência de tecnologia. Não apenas a promessas de transferências de tecnologia, mas a questões contratuais e à presença de empresas brasileiras no processo de transferência”, explicou o ministro.


Fonte: Agência Brasil, Retirado do Blog Colunadoleitor


Veja também:

http://burgos4patas.blogspot.com/2011/10/ameaca-silenciosa-america-do-sul.html

http://burgos4patas.blogspot.com/2011/09/exercito-brasileiro-em-refinarias-da.html

http://burgos4patas.blogspot.com/2011/09/moniz-bandeira-para-invadir-amazonia.html



Espanha combate o ETA, mas aceita o Alpha 66 em seu território?


Os mimados terroristas do Sul da Flórida agora estão na Espanha?

(Anti-Castro exilados cubanos que foram ligados a atentados e assassinatos tem vida livre em Miami).

Será que os EUA e a Espanha tem duplo padrão quando se trata de terrorismo?


Nova filial da Alpha 66 na Espanha: Madri cada vez mais perto de Miami

ANTONIO MUÑIZ

MADRI virou um enclave de contrarrevolucionários, terroristas e mafiosos anticubanos, tal como foi Miami a partir do triunfo da Revolução em Cuba, em 1959, até o ponto que permitiu, recentemente, a instalação de uma sede da sanguinária organização Alpha 66.

A capital espanhola, administrada atualmente pelo direitista Partido Popular (PP), financiou e promoveu, desde o início dos dois mandatos do ex-presidente do governo, José María Aznar (1996-2004), a todos aqueles grupos ou pessoas que dizem chamar-se opostas ao governo e ao povo da nação caribenha.

Um novo passo nessa escalada agressiva contra Cuba acabam de dar as autoridades madrilenas, ao permitirem à conhecida organização extremista Alpha 66 ter uma representação ali, em uma evidente contradição com a luta que Espanha vem travando contra o terrorismo.

É bem conhecida a história violenta de Alpha 66, criada na cidade norte-americana de Miami, há mais de 50 anos e subvencionada pelos sucessivos regimes de Washington, com o objetivo de materializar atos terroristas contra Cuba, incluídos atentados contra a vida de Fidel Castro.

O rastro de sangue deixado por esse grupo, não só em Cuba, mas também em outros países latino-americanos, é conhecido no mundo. Porém, em Madri, acaba de ser reconhecido como uma organização de direitos humanos, em clara conduta ofensiva para a Ilha maior das Antilhas e as leis internacionais.

Esta decisão do PP está na trilha de sua histórica agressividade para a Revolução cubana, agravada depois que José Maria Aznar galgasse o poder em 1996 pois, previamente, recebeu vultosas contribuições financeiras da máfia cubano-americana de Miami para sua campanha eleitoral.

Chama a atenção que a legalização de Alpha 66 em Madri ocorre a poucas semanas das novas eleições gerais na Espanha, nas quais várias sondagens auguram como eventual vencedor o Partido Popular, agora na oposição.

Então, caberia perguntar se a máfia miamense cubano-americana entregou, mais uma vez, à direita espanhola, vultosas quantias de dinheiro para sua campanha eleitoral, e se a referida organização terrorista foi um dos "doadores".

O certo é que a conexão anticubana Miami-Madri se intensificou nos últimos anos, e que a capital da nação ibérica se converteu no covil europeu de reconhecidos mafiosos e terroristas de origem cubana que, sem escrúpulo algum, vivem a custa do contribuinte espanhol.


Fonte: granma.cu, imagem google




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida


"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros".

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário".

sábado, 8 de outubro de 2011

Petrobras e Exército Brasileiro assinam memorando de entendimentos


Acordo é relativo às ações, que serão detalhadas em instrumentos específicos, e favorecerá o gerenciamento dos projetos conduzidos pela Petrobras e o Exército Brasileiro.

O diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, por parte da Petrobras, e o general Enzo Peri, representando o Exército Brasileiro, assinaram na manhã da última quarta-feira (05/10), no Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília, um memorando de entendimentos entre a companhia e o Exército, estabelecendo regras básicas para o atendimento às atividades de interesse mútuo, de acordo com a legislação vigente. O acordo de entendimentos é relativo às ações, que serão detalhadas em instrumentos específicos, e favorecerá o gerenciamento dos projetos conduzidos pela Petrobras e o Exército Brasileiro.

De acordo com o diretor Guilherme Estrella, o acordo é importante, pois a Petrobras está relacionada aos interesses nacionais e ao desenvolvimento da tecnologia brasileira. O diretor se disse honrado em assinar o protocolo no Comando do Exército Brasileiro. “Certamente teremos muitas coisas a fazer. Estou certo que esse é um grande passo na construção dessa parceria entre Petrobras e Exército Brasileiro”, afirmou.


Fonte: exercito.gov.br

" Deus criou os Estados Unidos para que o país comandasse o mundo"


A que ponto chega a presunção do pré candidato a presidência da Republica dos EUA, Mitt Romney.

Até quando vamos tolerar que um país comandado por criminosos de guerra e torturadores continue a se achar dono do mundo???


A arrogância e prepotência da maioria dos americanos pode ser considerada como uma insanidade, chega a ser comparado como caso de Psicopatia.

A esquizofrenia patriótica dos EUA está lembrando os discursos nacionais socialistas que houve na Alemanha antes da segunda guerra mundial,
se bem que a eugenia eles já começaram...



Os EUA está se tornando (desculpe), já é um país perigoso para os demais povos do mundo, os líderes das outras nações deveríam tomar medidas urgentes contra os EUA, pois o futuro que eles almejam é bem claro nas palavras de Mitt Romney ("
Deus criou os Estados Unidos para que o país comandasse o mundo").

(Burgos Cãogrino)


Vejam abaixo:





Em um discurso polêmico, o pré-candidato republicano a presidência Mitt Romney afirmou nesta sexta-feira (07/10) que Deus criou os Estados Unidos para que o país comandasse o mundo.

“Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores. Os EUA não estão destinados a ser um dos vários poderes globais em equilíbrio”, afirmou Rommey. O discurso foi feito em um colégio militar no estado da Carolina do Sul.

Segundo o pré-candidato, “os EUA devem conduzir o mundo ou outros o farão”. As afirmações ocorrem no dia que marca os 10 anos da invasão do Afeganistão pelos EUA. Na época, o país justificou a invasão afirmando que deveria capturar o saudita Osama Bin Laden, responsável por articular os ataques de 11 de setembro.

Para Romney, o mundo seria muito mais perigoso caso os EUA não tivessem um papel de liderança. “Deixem-me ser claro: como presidente dos Estados Unidos, eu me dedicarei a um século americano. Nunca, jamais, pedirei perdão em nome dos EUA”, concluiu.

Romney está em primeiro lugar nas intenções de voto entre os pré-candidatos republicanos, segundo informaram as últimas pesquisas. “Isso é muito simples: se você não quer que os EUA sejam a nação mais forte do planeta, eu não sou seu presidente”, concluiu o pré-candidato.”


Fonte: tijolaço.com

imagem: google

Uma Verdade Conveniente

Excelente palestra ministrada pelo Prof. Dr. Ricardo Felicio.

Felizmente mostra a mentira dos "Eco-Ambientalistas" de plantão, inclusive sería bom que o ex vice presidente dos EUA o senhor Al Gore assistisse.


Aquecimento Global: verdade ou mentira?
(Parte 1/10) (quando acabar é só clicar no próximo vídeo)

“Nada mostra mais o caráter de um homem do que aquilo de que ele ri”

Toda piada será castigada (?)

Quem leu O nome da rosa, de Umberto Eco, lembra-se de uma interessante discussão entre o protagonista do romance, o frade franciscano Guilherme de Baskerville, e Jorge de Burgos, monge bibliotecário do mosteiro beneditino onde se desenrola a maior parte da trama; discussão essa em que o tema central era nada menos que a natureza do riso. Seria o riso algo intrinsecamente bom ou maligno? O debate interessa em parte porque remete ao curioso clima de paranoia que imperava sob o obscurantismo medieval, quando crenças místico-religiosas tendiam a dominar e a limitar o livre exercício da razão e do próprio expressar-se individual ou coletivo. Naqueles tempos, a que alguns deram o controverso rótulo de “Idade das Trevas”, confrontar o dogmatismo religioso cristão com proposições mais objetivas, racionais ou científicas poderia simplesmente custar a vida de quem se atrevesse a tanto. Até porque questionar a fé era um dos maiores pecados em que então se poderia incorrer. E, na Baixa Idade Média, o fato era que os pecados estavam por toda parte, assombrando a mente de todos, de uma forma ou de outra. E era por medo de pecar que muitos tinham receio de rir.

Em sua obra, Eco tenta fazer uma reconstrução primorosa não só do cenário mas da mentalidade reinante no seio das ordens monásticas da Europa do século XIV, o que se vê refletido em especial na rígida postura do Irmão Jorge com relação ao mero ato de rir, sobretudo de assuntos sérios. Assim, enquanto Guilherme, representando uma corrente minoritária à época, tenta argumentar em defesa do riso, da comédia e do sentimento de alegre gozo diante da ironia e das sátiras literárias, afirmando inclusive que São Francisco, o fundador de sua ordem, muito prezava a alegria e o riso, do outro lado, Jorge de Burgos limita-se a bradar, com a voz autoritária dos que impõem sobre os outros suas certezas que se pretendem consenso: “o riso sacode o corpo, deforma as linhas do rosto, torna o homem semelhante ao macaco” (ECO, Umberto. O nome da rosa. São Paulo: Círculo do Livro, 1989, p. 139). Ao que ainda acrescenta: “da verdade e do bem não se ri. Eis por que Cristo não ria. O riso é incentivo à dúvida” (id., ibid., p. 140). De fato, este último ponto na tese do Irmão Jorge alude ao entendimento de que a pessoa que não vê problemas em rir do mal, aquele que consegue achar graça nas desgraças, não estaria realmente disposto a combater esses infortúnios e calamidades para dar-lhes fim.

Bem, embora tenha mudado muito o significado do que fosse o mal reprovável e combatível na cabeça de monges medievais e do que seja a noção (ou noções) hoje atribuída(s) à palavra, em particular sob influência de uma moderna filosofia humanista, de caráter consequencialista não radical e sobretudo ética nos pressupostos de que se pretende valer, alguns aspectos do debate sobre o riso ainda me parecem relevantes para uma reflexão. Nesse sentido, convém lembrar a pronta resposta de Guilherme de Baskerville à observação crítica de Jorge de Burgos: “Os macacos não riem”, ele replica, “o riso é próprio do homem, é sinal de sua racionalidade” (id., ibid., p. 139). Sinal de sua racionalidade. Sim. É importante destacar que, na obra de Umberto Eco, Frei Guilherme é declaradamente um discípulo de Roger Bacon (1214 – 1294), o notório frade franciscano que defendia com veemência o uso da razão baseada no método científico, que ele definia à época como se constituindo de um repetido ciclo de observação, hipótese, experimentação e necessidade de independente verificação. Por isso, Guilherme, na contramão do que pensava a maioria dos religiosos de então, comungava da ideia de que havia inúmeras coisas sobre as quais as Escrituras não lançavam luz e que, para estas, Deus dera aos homens a razão justamente a fim de que pudessem investigá-las, analisá-las de maneira crítica e rejeitar o que se demonstrasse descabido, valendo-se inclusive da ironia e do riso para fazê-lo. De fato, o frade afirma com todas as letras: “para minar a falsa autoridade duma proposição absurda que repugna a razão também o riso pode ser um instrumento justo” (id., ibid., p. 141).

O grande problema de tomarmos partido num debate de ideias, quer no universo diegético, quer no mundo real, é a tendência a nos fecharmos para os argumentos da outra parte, após escolhermos nosso lado. E o que quero dizer com isto, especificamente no que diz respeito esse “problema do riso”, é que, se de fato Guilherme de Baskerville está certo em salientar que este é próprio de nossa espécie — visto que apenas o animal humano é capaz de processar cognitivamente uma informação e reagir a ela com o instintivo impulso do riso —, não está de todo equivocado o Irmão Jorge quando insiste na possibilidade de que esse mesmo ato pudesse inspirar uma passividade condescendente em face de um mal repulsivo e condenável. E o fato de que ambos os pontos de vista, mutuamente antagônicos, possam ser sensatos em certa medida dá-se principalmente porque nenhum deles reflete uma verdade absoluta; são ambos relativamente verdadeiros.

O riso é, sim, um sinal da racionalidade do homem, como diz Guilherme de Baskerville em O nome da rosa, no sentido de que é por meio do processamento de dados em nossos módulos cognitivos, no que realizamos uma análise subtextual do discurso que nos é apresentado, que imagens mentais emergem em nossa consciência, de modo a fazer-nos achar engraçada uma frase do tipo: “Salário mínimo é que nem menstruação: vem uma vez por mês, dura 3 ou 4 dias e, se atrasar, deixa todo mundo louco.” A interpretação decorrente da racionalização acerca do enunciado é o gatilho da reação instintiva do riso de que nos vemos tomados de repente. Todavia, o riso puro e isolado, o riso em si, é o fator mais animalesco na equação comportamental do achar graça nisso ou naquilo — neste aspecto, o Irmão Jorge tinha razão. O riso per se é instintivo, é um impulso que nos move e que pode mesmo independer de interpretar enunciados ou imaginar situações. É por isso que recém-nascidos também riem. É por isso que mesmo bebês nascidos cegos e surdos também riem, assim, do nada. (Riem de quê?)

O riso é uma reação instintiva, natural, tal como a ira ou os ciúmes. Entretanto, assim como no caso destes, não devemos cair na falácia naturalista de concluir que tudo que é natural é bom. Cada instinto humano existe por razões evolutivas que foram vitais no ambiente ancestral, mas muitos deles constituem para o homem moderno, convivendo em sociedade, mais parte do problema do que da solução para os dilemas enfrentados neste novo cenário. São instintos, emoções e desejos que, dentro de nós, entram em conflito com valores e princípios (memes mais do que necessários) que racionalmente elaboramos e difundimos ao longo destes séculos e séculos de civilização, e que servem de contraestímulo aos nossos impulsos mais egoístas e nossas atitudes notadamente insensíveis para com a situação do outro com que convivemos. Aliás, é essa coexistência conflituosa do altruísmo e do egoísmo, do “bem” e do “mal” etc., nas mentes de cada pessoa, que nos torna nestes seres ambíguos, complexos, contraditórios.

O fato de que emoções e desejos antagônicos convivem dentro de nós pode até mesmo nos levar a achar graça de coisas que, de um ponto de vista moral, poderiam ser justificavelmente condenáveis. Algo que se torna bem evidente, por exemplo, quando vemos pessoas se divertindo e dando risadas, enquanto assistem a vídeos “incríveis”, gravados por cinegrafistas amadores, nos quais carros desgovernados atropelam velhinhos que cruzavam a rua, lançando a frágil vítima aos rodopios pelos ares, tal como um personagem de desenho animado. Aliás, os alemães há tempos já identificaram esse fenômeno humano a que chamaram Schadenfreude, isto é, esse sinistro sentimento de prazer (intenso ou sutil, a depender do indivíduo) que pode se manifestar em qualquer um de nós diante do triste azar ou da desgraça alheios. A verdade é que muitos podem “inocentemente” rir até mesmo de situações em que outros saíram gravemente feridas ou inclusive vieram a morrer — como no caso de alguns colegas meus, anti-imperialistas declarados, que deram mórbidas gargalhadas vendo replays dos aviões sequestrados por terroristas colidindo com as torres do World Trade Center, em 2001.

É preciso reconhecer um fato: o riso é parte daquilo que nos faz humanos. Por isso, não podemos (nem devemos) tentar separá-lo de nossa natureza, da mesma forma como não o podemos fazer com os humanos, demasiado humanos, sentimentos do amor ou da inveja. Além disso, uma sociedade em que o riso não seja não só permitido mas também estimulado pode ser qualquer coisa, menos democrática. E creio que nenhum de nós estaria afim de viver num lugar como esse. Mas não se conclui daí que, enquanto sociedade democrática de direito, deveríamos soltar a coleira desse instinto primitivo que nos faz gargalhar, abraçando um permissivismo humorístico que ultrapassasse qualquer limite ético imaginável. Não deveria ser assim por um simples detalhe: não parece justificável colocar nosso direito ao humor acima até mesmo do princípio da dignidade da pessoa humana, visto que é este o pilar principal que sustenta um estado democrático de direito, que é este o princípio máximo que garante a boa convivência social de primatas que evoluíram com uma gama enorme de instintos egoístas, de interesses acentuadamente individualistas.

A experiência social, o desenrolar da convivência humana num mesmo espaço ao longo dos tempos, é um fenômeno de imensa complexidade não por acaso. Essa experiência requer que encontremos um ponto de equilíbrio entre nossas condutas instintivamente impelidas (que vêm ao encontro desses interesses egoístas, bem como do natural “egoísmo” de nossos genes) e aquela conduta prescrita, que se impõe em favor da coesão social, da coexistência pacífica e mutuamente respeitosa (mas que colide frontalmente com aqueles mesmos instintos que trazemos do útero materno). O que muitos libertários ingênuos, defensores do vale-tudo na imprensa e nos programas humorísticos, parecem ignorar é que o custo da convivência social é a imposição de limites: nenhuma sociedade é possível, se qualquer indivíduo puder fazer ou dizer o que bem quiser, na hora em que bem quiser, onde bem quiser e contra quem quiser. No que diz respeito às nossas ações lesivas que atingem os outros fisicamente ou em seu patrimônio, o porquê de constituírem um sério problema para a pacífica convivência social é patente, objetivo, salta aos olhos de todos (como, por exemplo, nos casos de assassinatos, de estupros, de roubos etc.). Porém, no que se refere àquelas nossas condutas que atingem a integridade moral, subjetiva, psicológica, de outra pessoa, é incrível o número de indivíduos que insistem em não querer enxergar a existência do dano, que não querem reconhecer a existência de qualquer problema dessa natureza.

Piadas têm limites?
Recentemente, o assunto sobre até onde um humorista poderia ir no intento de “fazer graça” voltou a esquentar as redes sociais na internet. Humorista do programa CQC, exibido nas noites de segunda-feira, na rede Bandeirantes (“Band”), Rafael Bastos Hocsman, vulgo Rafinha Bastos, vem colecionando polêmicas com suas frases de efeito, com que visa a criar humor sempre apelando para o que se convencionou chamar discurso politicamente incorreto. Após ter dito, num dos stand-ups humorísticos que realiza Brasil afora, que “mulher feia” vítima de estupro deveria dar um abraço de agradecimento no estuprador por este lhe ter proporcionado algum sexo, e depois de ter xingado num episódio do CQC a apresentadora da Rede TV Daniela Albuquerque, fazendo gestos bruscos com o braço e dizendo que lhe daria uma “cotovelada” no nariz por não ter paciência para ensiná-la como se chamava o tipo de ringue de oito lados em que se enfrentam os lutadores de MMA — “Se fosse eu, já dava uma cotovelada: É octógono, cadela! Põe esse nariz no lugar” —, Rafinha apelou mais uma vez para o esforço grotesco de “fazer graça” ao comentar, noutro episódio do CQC, que a cantora Wanessa Camargo está tão bonita em sua gravidez que ele “comeria ela e o bebê”. A falta de limites para o humorista e suas baixarias ofensivas novamente dividiu opiniões, e, desta vez, até mesmo um seu colega de programa, o também humorista Marco Luque, classificou o comentário sobre Wanessa Camargo como “piada idiota e de muito mau gosto”. (Postura que, a propósito, fez os admiradores de Rafinha chamá-lo de “Judas”.)

Bem, a respeito do riso, há uma frase de Mark Twain (1835 – 1910) que faz bastante sentido, de certo ponto de vista, e que precisa ser lembrada: “A espécie humana tem apenas uma arma realmente efetiva, e esta é o riso”. De fato, o riso sempre foi e deve continuar sendo uma arma muito útil à crítica social, e como uma nossa reação para desestabilizar os prepotentes, os pretensos donos da verdade. No entanto, é sempre bom também salientar as palavras de Goethe (1749 – 1832), que sabiamente alertou: “Nada mostra mais o caráter de um homem do que aquilo de que ele ri”. Para muitos, isto pode soar como um grande exagero. Mas creio que para outros poucos, como eu, o escritor alemão foi muito feliz em sua colocação. E, não, eu não estou querendo dizer que quem riu da “piada” do Rafinha — inclusive escrevendo no Twitter coisas como “A Wanessa está mesmo tão gostosa que eu também comeria ela e a filha dela” (sem saber, aliás, que o bebê da cantora é um menino) — é com certeza um sujeito mau-caráter. Estou apenas argumentando que tal indivíduo parece não fundamentar uma ética pessoal num princípio de empatia, de sensibilização para com a condição ou os sentimentos do outro. Apenas isso.

Sim, eu também me irrito com algumas piadas de mineiros e faço piadinhas sobre paulistas, cariocas e também gaúchos como o Rafinha Bastos (aliás, já ouviram aquela de que gaúcho é tão macho, mas tão macho, que é macho até debaixo de outro macho?). Sim, eu também sou falho, também cometo meus pecados. Para citar um exemplo, ainda me lembro com clareza das várias vezes em que fiz piadas e dei risadas de um bêbado que havia na pequena cidade do leste de Minas Gerais onde vivi minha infância e adolescência. A provincianíssima Dom Cavati é cortada ao meio pela BR-116, e o bêbado a que me refiro vivia atravessando a pista com a mente desconectada da realidade por inspiração etílica. Por sorte, um grande quebra-molas no asfalto obrigava os veículos a reduzirem a velocidade, e os motoristas se limitavam a dar uma buzinada aos ouvidos do sujeito, sempre que ele se metia na frente deles, cambaleando de um lado para outro. A imagem daquele pobre miserável pulando de susto ao escutar as buzinas era nosso deleite, era a ração diária de nossa Schadenfreude. Até que um dia ele, no susto e num gesto difícil de explicar, agarrou-se à lateral do caminhão que havia acabado de buzinar e já ia passando ao seu lado, e, desequilibrando-se, acabou caindo diante das grandes rodas traseiras do veículo, sendo esmagado por elas. Aquele homem morreu com os intestinos estourados em cima da pista. E, ao contrário do que sempre acontecera antes, nunca ouvi ninguém se divertir com o relato desse dia fatídico em questão. O fato é que, por mais falhos que sejamos, por mais que gostemos de rir do que muitos condenariam moralmente, o limite da piada é a dor. E me refiro à dor alheia.

No entanto, dor não é apenas algo físico, a do sangue derramado, das tripas expostas. E é isso que os defensores do politicamente incorreto sem limites parecem não reconhecer ou reconhecem mas simplesmente não querem aceitar. É preciso não ter o mínimo de empatia para com as vítimas de estupro, com o inimaginável trauma psicológico que carregam após um crime tão repulsivo quanto esse, para que alguém ache engraçado o seguinte discurso: “Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade” (Rafinha Bastos). Da mesma forma, ver graça em piadas sobre doentes de câncer ou pessoas com defeitos físicos, com os quais o mesmo Rafinha costuma “fazer humor” em seus shows, implica notável falta de empatia para com aqueles que, não por vontade ou escolha sua, vieram a sofrer desses males. Por que ninguém que tenha um pai com câncer acha engraçado essas piadas? E por que qualquer pessoa, até mesmo os politicamente incorretos, conseguem entender tal reação por parte desse indivíduo em questão? Ao mesmo tempo, por que é que a relação com o sofrimento alheio tem de ser clara, óbvia e mais do que justificável apenas entre parentes, amigos ou amados? Por que é que eu ou você, leitor, que não temos uma irmã que foi estuprada, não precisaríamos tomar as dores psicológicas (sem esquecer que o estupro também é dor física) das “feias pra caralho” estupradas, que deveriam ser gratas pela chance rara de fazer sexo? Por que é que nós, somente porque não temos parentes ou outros entes queridos estuprados, com câncer, com deficiência física ou mental, vítimas de machões violentos que as chamem de “cadelas”, ou grávidas enquanto escutam alguém dizer que transaria com a mãe e com o bebê, enfim, por que é que nós, apenas porque não temos relação direta com ninguém que se encaixe nos perfis-alvos das piadas abusivas dos Rafinhas Bastos que atuam no mundo humorístico politicamente incorreto de hoje em dia, não deveríamos nos indignar com o que, afinal de contas, seria apenas o pleno exercício da liberdade de expressão?

Ora, quer saber? É engraçado ouvir os defensores do humor politicamente incorreto sem limites apelando veementemente para o argumento da liberdade de expressão, especialmente quando muitos — como o Marcelo Tas, por exemplo, que já defendeu as piadas grosseiras de Rafinha, seu colega de CQC, exatamente nesses termos — não estão dispostos a defender o mesmíssimo princípio da liberdade de expressão noutros contextos. O mencionado principal apresentador do CQC, para citar um exemplo, defende a liberdade de Rafinha expressar o que bem quiser em suas “piadas”, ofenda a quem ofender, ao passo em que chama de censura politicamente correta qualquer crítica ou condenação das baixarias de seu colega, mas não se furta a chamar de “vagabundos” um grupo de estudantes em protesto e funcionários em greve numa universidade pública, estumando a polícia militar para cima de todos, como pitbulls ensandecidos, a fim de resolver tudo na base do cassetete — sem levar em conta nem a legitimidade dos protestos e da greve nem a ilegalidade de uma ação da PM nesse campus universitário nas condições em questão, tal como bem salientou o Prof. Túlio Vianna (Direito/UFMG) em seu blog.

Com isso, chegamos a mais um aspecto bizarro desse debate sobre a liberdade de expressão dos humoristas politicamente incorretos: o fato de que muitos dos que agora pregam essa “liberdade plena” aparentemente o fazem para mascarar uma filiação político-ideológica mais à direita e mais favorável a um modelo de Estado truculento no trato com as manifestações sociais e as insurgências populares, e que se pretende mais liberal apenas no sentido americano da palavra — ou seja, misturando numa mesma panela noções de liberdades civis e de liberalismo econômico. Aliás, é curioso ver esses direitistas disfarçados de ativistas libertários, seja nas redes sociais, seja na imprensa, reivindicando com paixão a liberdade de expressão apenas quando convém ao seu joguinho de picuinhas politiqueiras contra a esquerda e, em especial, o governo do PT, o qual, por sua vez, reage com rompantes protoditatoriais, querendo fazer aprovar mecanismos de censura de não saudosas décadas passadas. E, nesse contexto, carta certa no jogo de manipulação da opinião pública por parte desses libertários de ocasião é a inevitável alusão à Primeira Emenda da Constituição dos EUA e a alegada liberdade irrestrita de expressão que garantiria aos americanos.

Embora a Primeira Emenda tenha de fato servido de fundamentação eficaz para a defesa em casos de réus processados por ofensas abusivas semelhantes às cometidas por Rafinha Bastos, é sempre curioso lembrar que ela não valeu de nada quando pessoas que escreviam ou falavam qualquer coisa vagamente associável ao comunismo tiveram vários direitos civis violados pelo Estado naquele país tão libertário, durante os anos sombrios do macarthismo. Além do mais, a verdade é que continuam sendo restrições expressas à mencionada emenda os casos de obscenidade e pornografia, que podem sim ser objeto de censura, lá na Grande Nação do Norte. E, por fim, cumpre lembrar que tanto a liberdade de expressão quanto a liberdade de imprensa nos EUA estão sim sujeitas a determinadas restrições como, por exemplo, a “defamation law” (lei da difamação), ainda que o tratamento jurídico e jurisprudencial da questão varie em conformidade com as diferentes leis de cada estado americano. Por outro lado, é preciso dizer que a lei americana é realmente muito mais permissiva do que as leis brasileiras ou europeias, por exemplo, no que diz respeito a calúnias, ofensas e danos morais. Mas realmente não sei como esse nível de permissividade pode ser sinal de uma “civilização mais evoluída”.

Para citar um exemplo clássico, a disputa em torno da notória paródia da revista Hustler contra o falecido Rev. Jerry Falwell é mais do que discutível. O caso, que ficou mundialmente famoso ao ser retratado no filme O povo contra Larry Flynt (1996), diz respeito à ação movida pelo famoso pastor televangelista contra a revista do polêmico Larry Flynt, cuja biografia o filme citado retrata. Para os que desconhecem os detalhes: numa edição da Hustler em 1983, foi publicada uma pseudoentrevista com o Rev. Falwell em que ele aparecia dizendo que sua primeira experiência sexual havia sido com a própria mãe, num banheiro externo da casa em que se criara, “enquanto ambos estávamos com nossos rabos tementes a Deus chapados de Campari”. O pastor processou a revista pela “brincadeira” ofensiva sobre sua relação com a mãe, que atingiam não apenas sua honra e imagem pública como também a honra de terceiro (a falecida mãe do pastor). Todavia, Flynt e a Hustler saíram vitoriosos dos tribunais porque a corte entendeu que o conteúdo da paródia estava protegido pela Primeira Emenda, enquanto as alegadas ofensas morais do pastor não tinham semelhante respaldo constitucional. Consideraram que as pessoas não levariam a história a sério (e decerto a maioria entenderia mesmo ser uma paródia), mas não sei se a coisa deveria ser analisada por aí.

Embora Jerry Falwell tenha sido mais um desses pastores fundamentalistas que vivem de explorar a credulidade alheia e que particularmente desprezo, estou do lado dele no que diz respeito a esse caso. Aliás, não só no Brasil, mas na maioria dos tribunais europeus, a Hustler decerto teria sido condenada. Afinal, embora mesmo a lei brasileira também permita que figuras públicas (como políticos, pastores televangelistas e celebridades midiáticas) sejam objeto de paródia e crítica ácida ou irônica, não podendo requerer danos morais em face dessas reações ao seu trabalho ou suas ações, por outro lado, poucos achariam aceitável (eu mesmo não o acharia), se, por exemplo, algum de nós, editores do Bule Voador, escrevesse um texto criticando o Pr. Silas Malafaia, dizendo coisas do tipo: “Ele já confessou que é um pedófilo e que curte transar com as próprias filhas desde que eram pequenas”. Se ninguém percebe que uma fronteira ética, moral e jurídica muito relevante teria sido cruzada num caso desses, se todos acham que isso é um tipo de sátira válida e engraçada, então eu realmente não sei para que servem conceitos como ética, dignidade, respeito etc.

Mas, enfim, toda piada agora será castigada?
Aqueles que alardeiam que a condenação de humoristas que “pegam pesado”, como o Rafinha Bastos, evidenciaria o império da hipocrisia politicamente correta e a existência de uma ditadura que quer acabar com a liberdade de expressão neste país precisam entender que nenhum direito, o que inclui a liberdade de expressão, é absoluto. Nem sequer nos EUA que tanto adoram citar, onde a famosa Primeira Emenda tem sim suas restrições, a despeito de sua ampla permissividade. Até porque o desenvolvimento da experiência social humana requer a reanálise daquele nosso “achar graça” mais instintivo, mais marcado pela Schadenfreude, aquela zombaria gratuita da desgraça ou da fragilidade alheia, enquanto, na medida do possível, em face de nossas tantas limitações e falhas (inclusive morais), buscamos aprender a ser mais empáticos, a nos colocar no lugar do outro, a partilhar de seu sofrimento, em vez de ridicularizar o sofrimento da pessoa a troco de algumas risadas tolas de quem nem sequer reconhece uma boa piada.

Isso porque uma coisa é uma piada politicamente incorreta dita numa rodinha de amigos que partilham de visão semelhante à do piadista de ocasião, outra coisa bem diferente é a mesma piada dita de forma difusa a toda a coletividade, através de um veículo de comunicação de massa, em meio a cujos espectadores pode haver quem se sinta profunda e diretamente atingido pela “zoaçãozinha nada de mais”. Sem falar que é um tanto contraditório e suspeito ver pessoas que defendem a liberdade de expressão para piadas machistas, homofóbicas, racistas e de conteúdos outros, sempre extremamente ofensivos, mas que são as mesmas que condenam protestos estudantis, greves de funcionários públicos, marchas pela legalização da maconha, paradas gays etc., inclusive manifestando o desejo de que o Estado acione seu braço policial ostensivo para coibir com violência essas manifestações constitucionalmente legítimas.

Por fim, parece escapar a grande parte das pessoas, sobretudo dos mais jovens, que o humor, o riso prazeroso diante do irônico, do satírico ou da comédia pura e simples, não depende de mandar todo mundo tomar naquele lugar ou de apelar para frases de efeito do tipo boçal-mastodôntico, nem significa desligar o sistema límbico e o córtex pré-frontal, de modo a se tornar um andróide insensível ao sofrimento alheio, incapaz de se colocar no lugar de uma traumatizada vítima de estupro ou de uma mãe grávida que preferiria não ter de ouvir coisas repugnantes sobre alguém querer transar com ela e com seu bebê. Portanto, não, nem toda piada deve ser castigada, condenada, criticada etc. Até porque, de Chaplin a Mr. Bean, de Mazzaropi aos Melhores do Mundo, ou aos stand-ups de um Pedro Cardoso ou de um Marcelo Adnet, o que não faltam são provas de que o humor, a graça, os risos incontroláveis nem dependem de palavras nem tampouco de apelação grotesca e gratuita, desse culto entusiasmado de nossos tempos ao neandertal interior. Culto esse a que se convencionou chamar humor politicamente incorreto.


Camilo Gomes Jr.
No Bule Voador

Fonte: Retirado do Blog cntextolivre.blogspot.com
Imagem: revista Veja

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

EUA , o Recorde da Hipocrisia Imperialista


Estados Unidos detêm recorde de vetos nas Nações Unidas

Apenas os cinco membros permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas detêm o poder de veto, desde a criação do organismo, na década de 1940. O veto é suficiente para bloquear qualquer resolução proposta e os Estados Unidos são o recordista no seu uso, o utilizando para proteger nações acusadas de ferir os direitos humanos.O especialista em política Stephen Zunes, presidente do departamento de Estudos sobre Oriente Médio na Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos, pesquisou as votações do Conselho de Segurança durante o seu período histórico de existência e descobriu que os Estados Unidos e seus aliados (Reino Unido e França) têm o recorde de vetos duplos (e triplos)”.

Nos mais de 60 anos da organização, houve 23 votos duplos por parte de Estados Unidos e Reino Unido e 13 vetos triplos, somando a França, afirmou Zunes. A maioria era sobre assuntos relacionados com África do Sul, Namíbia e Rodésia nas décadas de 1970 e 1980.

O último veto triplo aconteceu em 1989, contra a resolução que condenava a invasão estadunidense do Panamá. Também houve dois vetos duplos da França e do Reino Unido durante a crise do Canal de Suez, em 1956.

“Creio que vale a pena assinalar que os Estados Unidos têm o recorde de vetos a resoluções que ameaçavam ou adotavam sanções a governos responsáveis por abusos contra os direitos humanos, bem como as resoluções que apenas deploravam ou condenavam esses governos”, disse Zunes.

China e União Soviética (hoje Rússia) também utilizaram o poder de veto contra resoluções que ameaçavam aliados. A última vez que os dois países utilizaram o poder de veto em conjunto foi para evitar um novo processo de escalada militar contra a Síria, semelhante ao que aconteceu contra a Líbia, quando os dois países se abstiveram da votação que abriu a brecha para o braço armado do imperialismo atacar o país do norte da África.

Os Estados Unidos exerceram por cinco vezes seu direito de veto entre 2004 e 2011 para proteger seu estado satélite no Oriente Médio, Israel. Essas resoluções vetadas por Washington condenavam a construção de colônias ilegais israelenses em territórios palestinos invadidos e ocupados, ou condenavam a agressão devastadora de Israel contra os palestinos da Faixa de Gaza.

Zunes disse à IPS que o veto russo-chinês na questão síria é definitivamente uma reação à decisão do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) de ir além do mandato do Conselho de Segurança no começo deste ano, que permitiu agredir a Líbia.


Com informações da agência IPS

Fonte: vermelho.org

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Os animais unidos contra as injustiças sociais, jamais serão vencidos!


Vejam o vídeo do meu irmão Grego!!!


E SIGAM O EXEMPLO DOS ANIMAIS, SOLIDARIEDADE ACIMA DE TUDO!!!



Crianças da Faixa de Gaza são censuradas em museu dos EUA


HUMANOS, OLHEM ISTO, E VEJAM A QUE PONTO O IMPÉRIO AMERICANO CHEGOU!

VOCÊ, QUE SE DIZ "HUMANO", CONCORDA E ACEITA ISTO???

PENSE..., UM DIA PODE SER O SEU FILHO.


O Sionismo e o "Império Falido" americano, estão mostrando ao mundo quem são!


Crianças da Faixa de Gaza são censuradas em museu dos EUA

O Museu de Arte para Crianças em Oakland (
Mocha) na Califórnia, decidiu cancelar uma exposição de pinturas de crianças palestinas da Faixa de Gaza, denúnciou o site "Palestina Libre" e alguns outros sites.
A Aliança do Oriente Médio para a Infância (MECA), que se associou com o "MOCHA" para apresentar a exposição, foi informada da decisão do presidente da junta do museu, que recebeu pressões de organizações Pró-Israel na baia de São Francisco para impedir essa mostra.
A diretora executiva do MECA, Barbara Lubin, afirmou que a censura aceita pelo museu vai contra sua missão de "garantir que as artes sejam parte fundamental da vida de todas as crianças", mas mesmo assim diz entender a forte pressão recebida pelo museu.
"Mas quem ganha com isso? O museu não ganha, as pessoas que visitariam o museu não ganham, nossa liberdade perde, as crianças de Gaza perdem" ... "Os únicos ganhadores aqui são os que gastam milhões de dólares para censurar toda crítica à Israel e o silenciamento das vozes das crianças que vivem todos os dias sob o cerco militar e com a ocupação" completou Lubin.

Aqui alguns dos desenhos que seriam expostos e foram censurados:















Fonte: comtextolivre.blogspot
Agradecimentos a Fada do Bosque

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...