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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Secretário de Defesa dos EUA faz provocações à Coreia do Norte

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, fez nesta quarta-feira (26) declarações provocadoras sobre a Coreia do Norte, considerando o país socialista asiático como uma "ameaça séria", em meio a contradições e um clima de desconfiança entre os militares norte-americanos com relação à atual reaproximação diplomática com Pyongyang.

Representantes dos dois países se reuniram nesta semana em Genebra para discutir os termos para a retomada de um processo de diálogo multilateral sobre a questão nuclear na Peníncula Coreana.

Neste mês os EUA e a Coreia do Norte também chegaram a um acordo para reiniciar a recuperação dos corpos de soldados norte-americanos mortos na Guerra da Coreia (1950-53), atividade que estava paralisada desde 2005.

Em sua primeira visita à Ásia desde que assumiu o cargo, Panetta elogiou esses fatos, mas usou termos duros para descrever a Coreia do Norte. Disse que o governo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) é "imprudente" e escreveu, em artigo publicado num jornal da Coreia do Sul nesta quarta, que a RPDC continua sendo uma "séria ameaça".

"Venho aqui porque sob muitos aspectos esta é a linha de frente", disse Panetta, dirigindo-se a centenas de soldados norte-americanos e sul-coreanos em Seul.

Uma fonte de alto escalão que acompanha Panetta na viagem disse ser importante que os preparativos militares estejam "alinhados com o processo diplomático" por causa da natureza cíclica dessas relações.

A Coreia do Sul é a última escala de Panetta na viagem de uma semana, que incluiu também o Japão e a Indonésia. Ele usou todas as oportunidades possíveis para assegurar aos aliados regionais que os EUA manterão uma presença sólida no Pacífico, apesar dos iminentes cortes no orçamento de defesa.

Isso é particularmente importante na Coreia do Sul e no Japão, onde os EUA têm cerca de 80 mil soldados e onde os aliados de Washington observam com nervosismo o fortalecimento militar da China.

Segundo Panetta, a retirada das forças dos EUA do Iraque, ainda neste ano, e a gradual retirada das forças do Afeganistão permitirão que os EUA dediquem mais atenção à Ásia oriental.



Fonte: Vermelho.org

Das guerras do ópio às guerras do petróleo

Por Domenico Losurdo

O domínio imperialista na seqüência das guerras do ópio. "A morte de Kadafi é uma viragem histórica", proclamam em coro os dirigentes da OTAN e do Ocidente, sem se incomodarem sequer em guardar distâncias em relação ao bárbaro assassinato do líder líbio e das mentiras desavergonhadas que proferiram os chefes dos "rebeldes". Sim, efetivamente trata-se de uma viragem. Mas para entender o significado da guerra contra a Líbia no âmbito do colonialismo é preciso partir de longe...

Quando em 1840 os navios de guerra ingleses surgem diante das costas e das cidades chinesas, os agressores dispõem de um poder de fogo de milhares de canhões e podem semear destruição e morte em grande escala sem temer a artilharia inimiga, cujo alcance é muito reduzido. É o triunfo da política das canhoneiras: o grande país asiático e sua civilização milenar são obrigados a render-se e começa o que a historiografia chinesa denomina acertadamente como "o século das humilhações", que termina em 1949 com a chegada ao poder do Partido Comunista e de Mao Zedong.

Nos nossos dias, a chamada Revolution in Military Affairs (RMA) criou em muitos países do Terceiro Mundo uma situação parecida com a que a China enfrentou no seu tempo. Durante a guerra contra a Líbia de Kadafi, a OTAN pôde consumar tranquilamente milhares de bombardeamentos e não só não sofreu baixas como sequer correu o risco de sofrê-las. Neste sentido a força militar da OTAN, mais do que um exército tradicional, parece-se a um pelotão de execução. Assim, a execução final de Kadafi, mais do que um fato causal ou acidental, revela o sentido profundo da operação em conjunto.

É algo palpável: a renovada desproporção tecnológica e militar reaviva as ambições e as tentações colonialistas de um Ocidente que, a julgar pela exaltada autoconsciência e falsa consciência que continua a ostentar, nega-se a saldar contas com a sua história. E não se trata só de aviões, navios de guerra e satélites. Ainda é mais clara a vantagem com que Washington e seus aliados podem contar em capacidade de bombardeamento mediático. Também nisto a "intervenção humanitária" contra a Líbia é um exemplo de manual: a guerra civil (desencadeada, entre outras coisas, graças ao trabalho prolongado de agentes e unidades militares ocidentais e no decorrer da qual os chamados "rebeldes" podiam dispor desde o princípio até de aviões) apresentou-se como uma matança perpetrada pelo poder contra uma população civil indefesa. Em contrapartida, os bombardeamentos da OTAN que até o fim assolaram a Sirte assediada, faminta, sem água nem medicamentos, foram apresentados como operações humanitárias a favor da população civil da Líbia!

Hoje em dia este trabalho de manipulação, além de contar com os meios de informação tradicionais de informação e desinformação, vale-se de uma revolução tecnológica que completa a Revolution in Military Affairs. Como expliquei em intervenções e artigos anteriores, são autores e órgãos de imprensa ocidentais próximos ao Departamento de Estado os que celebram que o arsenal dos EUA se enriqueceu com novos e formidáveis instrumentos de guerra. São jornais ocidentais e de comprovada fé ocidental que contam, sem nenhum sentido crítico, que no decorrer das "guerras internet" a manipulação e a mentira, assim como a instigação à violência de minorias étnicas e religiosas, também mediante a manipulação e a mentira, estão na ordem do dia. É o que está a acontecer na Síria contra um grupo dirigente mais acossado do que nunca por haver resistido às pressões e intimidações ocidentais e se ter negado a capitular diante de Israel e a trair a resistência palestina.


Mas voltemos à primeira guerra do ópio, que termina em 1842 com o Tratado de Nanquim. É o primeiro dos "tratados desiguais", ou seja, imposto com as canhoneiras. No ano seguinte chega à vez dos Estados Unidos. Também envia canhoneiras para arrancar o mesmo resultado que a Grã-Bretanha e inclusive algo mais. O tratado de Wahghia (nas proximidades de Macau) de 1843 sanciona o privilégio da extraterritorialidade para os cidadãos estado-unidenses residentes na China: mesmo que cometam delitos comuns, subtraem-se à jurisdição chinesa. O privilégio da extraterritorialidade, evidentemente, não é recíproco, não vale para os cidadãos chineses residentes nos Estados Unidos. Uma coisa são os povos colonizados e outra muito diferente a raça dos senhores. Nos anos e décadas posteriores, o privilégio da extraterritorialidade amplia-se aos chineses que "dissidem" da religião e da cultura do seu país e convertem-se ao cristianismo (com o que teoricamente passam a ser cidadãos honorários da república norte-americana e do Ocidente em geral).

Também nos nossos dias o duplo critério da legalidade e da jurisdição é um elemento essencial do colonialismo: os "dissidentes", ou seja, os que se convertem à religião dos direitos humanos tal como é proclamada de Washington a Bruxelas, os Quisling potenciais ao serviço dos agressores, são galardoados com o prêmio Nobel e outros prêmios parecidos depois de o Ocidente ter desencadeado uma campanha desaforada para subtrair os premiados à jurisdição do seu país de residência, campanha reforçada com embargos e ameaça de embargo e de "intervenção humanitária".

O duplo critério da legalidade e da jurisdição alcança suas cotas mais altas com a intervenção do Tribunal Penal Internacional (TPI). Os cidadãos estado-unidenses e os soldados e mercenários de faixas e estrelas espalhados por todo o mundo ficam e devem ficar fora da sua jurisdição. Recentemente a imprensa internacional revelou que os Estados Unidos estão dispostos a vetar a admissão da Palestina na ONU, entre outras coisas, para impedir que a Palestina possa denunciar Israel perante o TPI: seja como for, na prática quando não na teoria, deve ficar claro para todo o mundo que só os povos colonizados podem ser processados e condenados. A seqüência temporal é em si mesma eloqüente. 1999: apesar de não haver obtido autorização da ONU, a NATO começa a bombardear a Jugoslávia; pouco depois, sem perda de tempo, o TPI tratar de incriminar não os agressores e responsáveis da ruptura da ordem jurídica internacional estabelecida após a II Guerra Mundial e sim Milosevic. 2011: violentando o mandato da ONU, longe de se preocupar com o destino dos civis, a OTAN recorre a todos os meios para impor a mudança de regime e ganhar o controle da Líbia. Seguindo uma pauta já ensaiada, o TPI trata de incriminar Kadafi. O chamado Tribunal Penal Internacional é uma espécie de apêndice judicial do pelotão de execução da OTAN. Poder-se-ia dizer inclusive que os magistrados de Haia são como padres que, sem perder tempo a consolar a vítima, esmeram-se diretamente em legitimar e consagrar o verdugo.

Uma última observação. Com a guerra contra a Líbia, perfilou-se numa nova divisão do trabalho no âmbito do imperialismo. As grandes potências coloniais tradicionais, como a Inglaterra e a França, valendo-se do decisivo apoio político e militar de Washington, centram-se no Médio Oriente e na África, ao passo que os Estados Unidos deslocam cada vez mais seu dispositivo militar para a Ásia. E assim voltamos à China. Depois de haver deixado para trás o século de humilhações que começou com as guerras do ópio, os dirigentes comunistas sabem que seria insensato e criminoso faltar pela segunda vez ao encontro com a revolução tecnológica e militar: enquanto liberta centenas de milhões de chineses da miséria e da fome a que os havia condenado o colonialismo, o poderoso desenvolvimento econômico do grande país asiático é também uma medida de defesa contra a agressividade permanente do imperialismo. Aqueles que, inclusive na "esquerda", se põem a reboque de Washington e Bruxelas na tarefa de difamação sistemática dos dirigentes chineses demonstram que não se preocupam nem com a melhoria das condições de vida das massas populares nem com a causa da paz e da democracia nas relações internacionais.


O original em italiano e as versões em francês e castelhano encontram-se em http://www.domenicolosurdo.blogspot.com/

Fonte: resistir.info e Pátria Latina
Imagens: google

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Auto-Suficiência


Humanos

Façam a diferença!!! Sejam Auto-suficientes


Swadeshi – O Movimento Auto-Suficiente

Swadeshi - É uma doutrina altruísta, com as suas raízes no mais puro ahimsa (amor).”

Nunca é demasiado estudar e recordar alguém que, caso não houvesse documentação cinematográfica e fotográfica na época, seria certamente já considerado uma lenda ou um mito: Mahatma Gandhi. Raros são os humanos que nascem com tais características espirituais, por isso, apesar de ter sido uma figura controversa, amada e odiada, não são raros os que o olham como uma referência a seguir.

Uma grande maioria de nós sente, de uma maneira ou de outra, que algo está errado nas nossas sociedades. Uns acham que isto é inalterável e que pouco há a fazer. Outros acreditam numa mudança e tentam resistir. Há ainda aqueles que gostam do sistema consumista actual, continuando a alimentar-se da desgraça alheia enquanto lucram financeiramente com isso, mas todos nós, enquanto participantes activos deste tipo de economia, fazemos parte do problema.

Mas é essencial irmos beber sabedoria, estudar o melhor que a humanidade alcançou, instruindo-nos, assim, nas práticas e filosofias que, por mais utópicas que pareçam, podem, se bem pensadas e conjugadas com outras filosofias, edificar uma sociedade mais justa e equilibrada. Temos que ter a convicção de que existem gestos simples que, se forem postos em prática nas escolhas do dia-a-dia, começarão a fazer a diferença.

Quem vai refletir sobre a Globalização Económica em que vivemos – quem perdeu o seu emprego devido à deslocalização de multinacionais em busca de trabalhadores miseravelmente pagos no estrangeiro ou ao encerramento de fábricas com falta de encomendas face à rivalidade das estrangeiras, quem pensar na agricultura, nos terrenos abandonados e improdutivos, nas pescas, nos têxteis, na nossa dependência energética e divida externa e em toda a austeridade que nos é imposta em prol de uma economia distante que não passa de um rodopio de crises de cariz financeiro – não pode, pelo menos, deixar de achar curioso que, há cerca de um século atrás, Gandhi tivesse idealizado uma filosofia preventiva destes mesmos acontecimentos: O Movimento Swadeshi.

O que é o Swadeshi:

Swadeshi é o espírito interior que nos diz que devemos servir o nosso vizinho mais próximo antes dos outros e consumir produtos dos nossos vizinhos em vez de produtos vindos de lugares remotos. Fazendo isto, podemos servir a humanidade no máximo das nossas capacidade. Não podemos servir a humanidade negligenciando o nosso vizinho.Young India - 1919.

É pecaminoso comprar e usar produtos provenientes de trabalho precário. É pecaminoso comer cereais americanos e deixar o meu vizinho, comerciante de cereais, passar fome por falta de clientes. Da mesma maneira, é pecaminoso usar a ultima moda de Regent Street, quando sei que se tivesse usado artigos de fiadeiras e tecelões locais, ter-me-iam vestido, alimentado e agasalhado. - Young India, Oct. 13, 1921.

A definição de Swadeshi é bastante simples. Não posso servir um vizinho distante em detrimento do meu vizinho mais próximo. Não é algo vingativo ou punitivo, e de nenhuma maneira me impede de comprar, de qualquer parte do mundo, o que eu necessitar. Apenas me recuso a comprar seja de quem for, por mais bonito ou barato que seja, um produto que interfira com o meu desenvolvimento ou que prejudique indiretamente aqueles que a Natureza fez com que fossem os meus mais chegados. – Gandhi

O sistema económico que todos os dias alimentamos é movido pelo petróleo, uma energia relativamente barata que permite que um produto proveniente de um pais distante consiga, implicando trabalho precário e outros jogos fraudulentos de corporações que não respeitam de forma alguma a dignidade humana, chegar às nossas casas com um preço mais baixo que o daquele que nosso vizinho mais próximo produz. Sim, esses são os maus da fita, mas… somos nós que compramos os seus produtos.

O Swadeshi, para Gandhi, era muito mais que um indivíduo ou uma família ser auto-suficiente. O seu sonho era a criação de Comunidades Auto-suficientes, tendo chegado mesmo a propor que, a cada vila, fosse dado o estatuto de Republica Comunitária.

A razão era simples: Gandhi sabia que, com a Globalização Económica, cada nação iria querer exportar mais e importar menos para manter o balanço dos pagamentos a seu favor, e que isso iria gerar crises económicas sucessivas, desemprego constante, e um descontentamento crescente por parte das populações.

E agora que tudo parece um emaranhado de impossibilidades, que podemos nós fazer? Será possível reavivar o Swadeshi? Como poderemos nós, nas nossas comunidades, despertar as consciências para a importância das economias, artes e ofícios locais… para tentarmos, pelo menos tentarmos?

Para muitos, isto pode soar a Nacionalismo, mas não, pelo contrário. Gandhi também nos ensinou, através das suas palavras:

Até o Swadeshi, como qualquer outra coisa boa, pode conduzir à morte se for levado apenas como um fetiche. É um perigo que tem de se ter em conta. Rejeitar produtos, meramente porque são estrangeiros, ou desperdiçar tempo e dinheiro ao País para promover produtos nacionais que não são apropriados é um crime, e é também a negação do espírito Swadeshi. Um verdadeiro seguidor do Swadeshi nunca vai demonstrar hostilidade para com um estrangeiro: ele nunca vai atuar com antagonismo para com ninguém na Terra. Swadeshi não é um culto de ódio. É uma doutrina altruísta, com as suas raízes no mais puro ahimsa (Signif: Amor).

Se refletirmos bem, o objectivo não é cortarmos todas as ligações com o mundo. Não se trata de nos isolarmos ou de nos voltarmos a fechar numa economia onde ficaríamos todos pobrezinhos e pouco mais. É apenas um princípio que explora positivamente os recursos de cada região e a potencialidade das suas respectivas populações, privilegiando e fomentando as actividades locais, contribuindo, assim, e muito, para o aproveitamento dessas qualidades e para o combate ao desperdício energético.

Gandhi apostou no Khadi, através de um recurso que a Índia possui em abundância: o algodão. Este passou a ser o símbolo e o veiculo da resistência ao Império Britânico, provindo as populações que praticavam o Swadeshi. Um dos primeiros passos que teremos de dar será precisamente reflectir acerca de qual é o nosso Khadi, qual o produto em que devemos investir para diminuir a nossa dependência exterior.

Claro que estas ideias acabam sempre por trazer ao de cima uma das questões mais antigas enraizadas no ser humano, o pensamento comparativo que provém da inveja e da cobiça, do qual provém o seguinte raciocínio: “a comunidade do meu vizinho é mais rica do que a minha”. Mas Gandhi deixou-nos alguns alertas:

Um certo grau de conforto físico é necessário, porém, acima de um determinado nível, torna-se um obstáculo em vez de uma ajuda. Por isso é que o ideal de criar um número ilimitado de desejos e de satisfazê-los é um engano e uma armadilha. A satisfação própria das necessidades físicas deve chegar a um ponto e parar, antes que degenere em decadência física. Os europeus terão de remodelar as suas perspectivas se não quiserem perecer sob o peso dos confortos dos quais se estão a tornar escravos.

Olhando para esta imagem, não parece tarefa fácil. Como implementar ideias tão simples e que acabam por contribuir para o bem de todos nós num mundo cada vez mais desigual e desumano?

É simples: com a nossa escolha, a capacidade de decisão que nos é proporcionada pelo livre arbítrio. Após termos reduzido a nossa Agricultura e Pescas, começou-se, há uns anos, a ouvir que “o que é nacional é que é bom”. Mas não somos só nós que o dizemos. Por todo o mundo, muitas nações iniciaram campanhas de promoção do seu mercado interno.

Não lhe chamam Swadeshi, mas o princípio é o mesmo. O da racionalidade prática e da visão de um futuro melhor.

Não adianta pensarmos que Gandhi era um ser humano à parte, que como ele não há muitos, e que tem têm de aparecer outros líderes para nos orientarem. Não. Nós podemos ser a mudança. Estando informados e tomando as opções certas. Ao lado de Gandhi, estiveram milhares de homens e mulheres que hoje são completamente anónimos. Eles fizeram a sua escolha e o seu sacrifício. Gandhi não está cá, mas as suas palavras e ensinamentos são eternos enquanto os recordarmos. É deles que precisamos, não de andar às atrás de mais um líder. Cada um de nós pode fazer uma pequena mudança, e todas juntas farão a diferença.



Agradecimentos a Maria

Fonte: http://terrasolta.org/2010/08/swadeshi-o-movimento-auto-suficiente
Imagem: google


domingo, 23 de outubro de 2011

O Sionismo, o Islã e as religiões, quem está por trás de tudo?

Imran Nazar Hussain - Cientista e filósofo


Acredito que o recente anúncio do Presidente dos EUA de um aumento dramático na tropas dos EUA para ser enviado para ocupar o Afeganistão, foi camuflada com manobras psicológicas. Isso não foi surpreendente, pois aqueles que realmente tem controle da mídia nos EUA - o poder de escolher alguém, ungí-lo e torná-lo presidente - os americanos são um povo que tem doutorado em decepções.

O uso de mídia de com suas palavras suaves, por exemplo, é um truque inteligente para diminuir a atenção a partir da dura realidade da significativa e muito perigosa escalada militar dos EUA naquela região volátil do mundo. Os leitores devem saber que o Afeganistão é o coração da antiga Khorasan, e tem a distinção única de nunca ter sido vítima da ocupação ocidental. Eles também devem saber que os "corretores" do poder que controlam a Casa Branca estão imprudentemente mergulhando toda a humanidade para um abismo, coisa que que nunca foi experimentado antes na história - certamente muito pior do que qualquer coisa experimentada com George Bush.Há um truque na esperança confiante de Obama de que oito anos sangrentos da guerra dos Estados Unidos ricos, sobre o país mais pobre do mundo, agora pode terminar nos próximos três anos. Este anúncio foi feito para instilar esperança (falsa) no povo americano para o fim da ocupação dos EUA que está cada vez mais impopular e injusto, desse país sitiado e empobrecido, mas ainda assim desafiante. Faz parte também da sua pretensão enviar uma mensagem (dupla) de esperança para o Afeganistão, bem como para o vizinho Paquistão, que os EUA estariam agora procurando por uma estratégia de saída que permita uma retirada militar daquela região do mundo dentro desse prazo de três anos - Daí a necessidade das negociações com a resistência afegã.

Há uma razão pela qual o governo dos EUA teve que recorrer a tais manobras enganosas para apoiar a sua perigosa e irresponsável escalada militar. É porque a justificação 11/09 para guerra no Afeganistão há muito tempo evaporou quando os americanos perceberam que os atentados eram uma fraude. Na verdade, a única razão pela qual o ressentimento americano contra a guerra injusta ainda não explodiu em todo o país é pelo uso da poderosa e altamente eficaz da mídia ocidental controlando notícia para lavagem cerebral nas pessoas ao redor do mundo (incluindo o Paquistão e os meus próprios nativos Trinidad e Tobago). Sem televisão, rádio, jornais, e os articulistas até mesmo os norte-americana com a chamada "guerra ao terror" há muito teriam se dado conta que se trata de uma "guerra contra o Islã" que é travada em nome de Israel.
É quase certo que escalada militar dos E.U.A no Afeganistão constitui mais um sinal tangível de preparação pela tripla aliança anglo-americana-israelense para o ataque há muito planejado, em conjunto com a Índia, no Paquistão e nas proximidades. Este escritor tem prendido por muito tempo a visão de que o ataque 11/09 de falsa bandeira terrorista à América era para pavimentar o caminho para o ataque ao Paquistão, que agora consideramos iminente.

O seu principal objetivo no ataque ao Paquistão seria procurar destruir as centrais nucleares do país e as armas nucleares para remover permanentemente o Paquistão do clube nuclear. No entanto, a fim de conseguir a desnuclearização permanente do Paquistão também seria necessário procurar desmenbrá-lo para que ficasse apenas com forças inofensivas. Só assim eles podem ter a certeza de que o Paquistão não representa qualquer ameaça para Israel que está agora pronta para substituir os EUA como a terceira e última potência de Estado no mundo moderno.

A misteriosa agenda imperial israelita messiânica foi explicado no meu livro intitulado "Jerusalém no Alcorão".
É um assunto que está fora do escopo da erudição secular, portanto, po isso há o profundo silêncio daqueles que exercem o escrever, pois é necessário manter oculto, já que é assunto estratégico.
Se as perecepções que este escritor expressou anteriormente sobre os eventos que estão a se desenrolar estiverem corretos, então para o Paquistão em breve chegará momento da verdade. Paquistaneses que, erroneamente têm apoiado seu governo e suas forças armadas em uma aliança com os EUA, e na participação na norte-americana chamada "guerra ao terror", vão perceber tarde demais que foram enganados e, consequentemente, estiveram grosseiramente equivocados.
Acredito que plano maligno do inimigo é para o noroeste da fornteira do Paquistão, bem como a Província do Baluchistão, a ser ocupado por tropas dos EUA. Os EUA, então vão procurar separar esse território do Paquistão e para incorporá-lo em um Afeganistão que já está sob ocupação dos EUA. No entanto, tal união para criar um Afeganistão ainda pode sair pela culatra para cumprir uma profecia Khorasan do Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), referida mais adiante neste ensaio.

Quase todos os paquistaneses (excetuando o Presidente Asif Zardari e o ex-presidente Pervez Musharraf, assim como os homens e mulheres que voluntariamente os serviram) se anteciparam que a Índia vai juntar-se alegremente aos EUA em um ataque ao Paquistão, e iria aproveitar a oportunidade para tentar reunir
o resto da Caxemira, bem como, pelo menos, parte do território adjacente indiano do Punjab e Sind indiana, com a mãe-Índia. Se esse plano maligno tiver êxito, um Paquistão dividido permaneceria impotente para evitar a hegemonia indiana.

Outro objetivo da tentativa de desnuclearizar e dividir o Paquistão seria, então, psicologicamente intimidar e desmoralizar todo o mundo do Islã como para tornar os muçulmanos incapazes de oferecer qualquer resistência à ditadura universal política e econômica que agora está alcançando o mundo.
Se estes três objetivos principais da guerra contra o Paquistão são alcançados, em seguida, o caminho estaria claro para Israel prosseguir a sua agenda messiânica misteriosa e imperial. Infelizmente, dado o péssimo desempenho da liderança do Paquistão pró-americano político e militar que sempre apoiou e continua apoiando aos norte-americanos na chamada "guerra ao terror", por conta disso muitas coisas são agora possíveis.

Israel terá de travar grandes guerras sangrentas, a fim de aumentar drasticamente o seu território até que abrange as fronteiras (falso) Bíblicos da Terra Santa (".. Desde o rio do Egito até o rio Eufrates").
Israel pode, então, tomar medidas para livrar-se da sua população não-judáica e os palestinos que se tornariam ainda mais totalmente intransigente e hostis à dramatica expansão do -Estado Euro-judaico. Fiel ao seu património europeu, Israel poderia recorrer à limpeza étnica dos palestinos tais que replicar ao Euro (branco) a mesma limpeza étnica americana ao nativo (vermelho) dos povos indígenas das Américas. O mundo não pode ter que esperar muito tempo para testemunhar este êxodo dos pobres refugiados palestinos fugindo de suas próprias vidas por contar da bárbara máquina de guerra israelense.

A alternativa a outro êxodo palestino poderia naturalmente ser a escravização do povo em uma forma que lembra a escravidão ocidental do povo Africano.
Os africanos foram escravizados e explorados para com o qual construiram um mundo novo nas Américas, África do Sul e em outros lugares no mundo para o homem branco dominante. Os palestinos seriam escravizados por razões semelhantes na nova Pax Judaica.

O mundo agora provavelmente testemunha um aumento contínuo das tropas no Afeganistão - britânicos, franceses, canadenses, alemães, italianos, australianos, japoneses, etc - e com a Índia se preparando para atacar simultaneamente a partir do Oriente, o Paquistão será cercado de ambos os lados
. Prevejo que Israel estaria escondido com cuidado em esperar até o último momento, quando ele sair de trás das cortinas com ataques de mísseis nas usinas nucleares do Paquistão. Em seguida, com talvez mais de metade de um milhão de soldados da NATO aconteceria a invasão do ocidente, e um número igual de tropas indianas invasoras do leste, que vai ser um assunto tão sangrento e confuso que pode possivelmente resultar em violentos e maciços levantes contra governos ocidentais em todo o mundo (pró-ocidental) com os quais os muçulmanos mantém relações.

Eu suspeito que este é precisamente o tipo de colossal distração em todo o mundo que o governo dos EUA procurará ativamente explorar para dominar a onda de ressentimento americano contra o colapso simultâneo do dólar dos EUA que agora estaria acontecendo. Enquanto empobrecida a América negra certamente sofrerá com a queda do dólar dos EUA, já a rica América branca é quem realmente sofrerá com a perda da maior parte de sua riqueza. Que a perda de riqueza ocorreria em conseqüência de 'substituir o dinheiro "a ser oferecido para em troca do dólar com um deságio a uma taxa de câmbio de cerca de 5 centavos por dólar. Agora pode-se entender por que os tubarões ao redor do mundo estão comprando o ouro e tudo quanto podem, enquanto as sardinhas indefesas e inocentes continuam à espera de serem sacrificados no altar messiânico de Israel. Na verdade, graças ao Federal Reserve dos EUA, a história se repete. O Federal Reserve fez isso ao povo americano em abril de 1931 e eles estão prestes a fazê-lo novamente hoje.

Nosso estudo sobre o assunto de Dajjal o falso Messias ou Anti-Cristo, assim como Gog e Magog, levou-nos à conclusão a mais de 15 anos atrás, que o dólar dos EUA deve ter o seu colapso em nossos dias, a fim de abrir caminho para um novo
sistema monetário internacional. Novo sistema monetário que acabaria por ser baseado em invisível e intangível moeda eletrônica que seria controlado por um sistema bancário internacional em grande parte sob o controle de judeus dos seus tentáculos na Europa. Aqueles que controlam o novo pós-Bretton Woods do sistema monetário internacional, então poderão usá-lo para a vantagem de Israel e em nome de Israel. O controle de Israel sobre o sistema monetário do mundo, por sua vez ajudará a fornecer a Israel o estatuto de terceiro e último Estado governante do mundo.
Se, e quando os eventos descritos acima não ocorrerem, são susceptíveis de ter um impacto positivo para o Islã, uma vez que iria separar o 'trigo' do 'joio' muçulmano. As fileiras dos "grãos" que iriam apoiar ou participar da resistência armada islâmica contra a opressão, agressão e ocupação, aumentaria dramaticamente. Além disso, tão importante, os "grãos" iriam finalmente perceber a natureza falsa e fraudulenta de quem criou o dinheiro e agora estariam dispostos a travar o esforço para recuperar o uso do dinar de ouro e prata como dinheiro.
A 'casca', de capitão para cozinhar, continuaria a adorar no altar de um visto dos EUA, Green Card e Passport, e continuaria seus esforços para migrar para as terras de leite e mel. Eles considerariam a sua residência nos países ocidentais a ser equivalente à residência no paraíso, e que desdenhosamente rejeita qualquer chamada para voltar para casa para o "inferno" no Paquistão. Alguns deles, ainda na fila de espera para ir para a América, seria mesmo que adquirir um sotaque americano perfeito, sem nunca pôr os pés em solo americano.
Deve ser particularmente prejudicial para que a elite ocidentalizada e secularizada, tanto dentro como fora do Paquistão, que ensaios como este devem ser escritos por estudiosos do Islã, que não têm medo de proclamar a verdade nos rostos dos maiores tiranos do mundo.
Na verdade, esta separação de 'grão' de 'casca' muçulmanos já está acontecendo e irá acelerar à medida que as verdadeiras razões para aumento das tropas de Obama são realizados no Afeganistão.
Os inimigos que agora estão travando guerra contra o Islã devem ter calculado mal. Eles subestimaram o Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele), que profetizou que um exército muçulmano iria libertar a Terra Santa da opressão judaica. Cada "grão" muçulmano sabe que o exército iria sair de Khorasan, e que o Noroeste do Paquistão é uma parte da antiga Khorasan.
Algumas respostas:

1. "Grain" os muçulmanos agora residente nos EUA, Reino Unido, Canadá, Europa, Austrália, Singapura, etc, cujos corações são tocados por esses pontos de vista a ser encontrada neste ensaio humilde agora devem tentar escapar das garras de Dajjal, de modo que eles possam recuperar a liberdade para apoiar ou participar da resistência armada islâmica à opressão que defender a honra do Islã.

2. Muçulmanos paquistaneses não devem perder tempo em livrar-se dos líderes pró-americanos políticos e militares e de informação e os novos czares que lhes são impostos por seus inimigos. Eles provavelmente têm apenas um ano para deixar de fazê-lo. Afinal, seus inimigos não teriam investido tanto na promoção do dia do juízo final em 2012 se não tivessem desenhado coisas sinsitras para explorá-la em seu benefício. Este escritor respondeu a um traidor como aqui em Trinidad, um líder de talão de cheques de uma organização pró-americano islâmico, declarando publicamente que "eu não iria orar sobre seu corpo, nem que eu iria ficar em seu túmulo" (a menos que ele faça Taubah e se desvie de sua conduta de traição).

3. Os muçulmanos de todo o mundo devem exigir o rompimento das relações diplomáticas e consulares com todos os países, cujas tropas estão em guerra no Afeganistão e em outras partes do mundo muçulmano. Eu mesmo parei de viajar para esses países - mesmo quando em trânsito para outros lugares.

4. Alguém localizado em uma distante ilha caribenha de Trinidad (como eu), não pode oferecer uma análise detalhada dos eventos rápidos e os desdobramentos sobre o Paquistão. Em vez disso, há analistas competentes e articulistas que já está fazem isso. Aconselho no entanto, que os leitores devem proteger-se de tais rádios, televisães e jornais que são os porta-vozes da mera propaganda desses mesmos que agora estão prontos para tacar o Paquistão ..

Apêndice:

Aqui é a minha resposta para a vitória eleitoral de Obama fazendo-o Presidente dos EUA:
A cúpula financeira / monetária que agora está sendo organizada é certamente ligada à fase Dajjal de três.

É através de um estudo de eventos que levou à passagem da fase de Dajjal é um para a fase dois que podemos antecipar e reconhecer os eventos que agora estão se desenvolvendo, e logo a se desenrolar no processo histórico, o que indicaria a passagem para a fase três.

Há muito tempo antecipou-se que a criação de um novo sistema monetário internacional para substituir o cambaleante acordo de Bretton Woods e seria este justamente o sinal.
Agora temos de olhar com cuidado para tentar reconhecer o que são as evidências cuidadosamente escondidas que confirmam a transferência do capital financeiro do mundo de Washington para Jerusalém.
Também devemos antecipar que grandes guerras também irrompem em que Israel iria mostrar a sua superioridade militar sobre o resto do mundo - incluindo Reino Unido e EUA.

Não só a eleição de Obama como presidente dos EUA tentando agora 'branquear' a terrivelmente suja imagem dos EUA no mundo, mas também permite que a cabala para explorar seu compromisso de ampliar a guerra no Afeganistão para sua vantagem. É, portanto, uma administração Obama preto que seria liderada pelo nariz para atacar instalações nucleares do Paquistão (talvez em conjunto com um ataque de hidus no Paquistão), enquanto que Israel explora a oportunidade de atacar simultaneamente as usinas nucleares iranianas. O resultado imediato de uma guerra seria o aumento astronômico no preço do petróleo e ouro e consequente colapso total do dólar dos EUA e da economia dos EUA e sabidamente deixaria aleijado o Partido Democrata para as próximas décadas.

Discurso de John McCain de concessão indica que ele (assim como a liderança do Partido Republicano) estão bem conscientes de que eles levaram Obama / Afro-Américano / o Partido Democrata por um caminho para serem sacrificados e abatidos como uma vaca. Obama e os afro-americanos têm apresentado inocência completa do fato de que nunca poderiam ter sucesso tanto porque a cabala branca tinha feito a escolha de ter um homem negro eleito como Presidente.
Não foi por acaso que a atual fase da crise financeira iniciada no início de setembro e imediatamente seu impacto sobre o concurso para a Casa Branca em uma maneira que, eventualmente, garantiu a vitória para Obama.




Retirado do blog:

http://prezadocarapalida.blogspot.com/2011/10/o-sionismo-e-o-isla-e-as-religioes-quem.html

Texto original em:
http://imranhosein.org/articles/islam-and-politics/175-obamas-afghan-surge-pakistans-moment-of-truth-and-death-of-the-us-dollar-.html

Morte de Kadafi foi queima de arquivo


por Pedro Estevam Serrano

A morte do ditador Muamar Kaddafi põe fim, indiscutivelmente, a um período histórico da nação líbia. A esperança do mundo é que daí nasça um período de paz e democracia para este povo já tão sofrido

Kaddafi é um líder que não deixa saudades. Um terrorista de Estado, exemplo fácil de ser lembrado em sala de aula para ilustrar as formas de se usar o poder para cometer crimes lesa-humanidade.

Entretanto, o grau de civilização de um sociedade é medido pela forma como trata seus culpados. E, convenhamos, a morte de Kaddafi, na forma como ocorreu, em meio a um tratamento indigno, degradante e cruel com o prisioneiro (como registraram as imagens divulgadas) foi o retrato de uma governabilidade global que cada vez mais se aproxima em métodos do mais rasteiro banditismo.

Se as forças internacionais, agindo como força policial e não como Forças Armadas, optaram, corretamente ou não, ao arrepio da soberania do povo líbio, por intervir militarmente no conflito civil daquele país, por evidente haveriam de se responsabilizar pelo tratamento jurídica e humanamente adequado dos prisioneiros que de alguma forma contribuíram para com seu aprisionamento.

Com a sofisticação dos instrumentos tecnológicos que dispõem os serviços de inteligência das nações envolvidas nas operações é difícil acreditar que tudo tenha ocorrido ao mero acaso, como declarou o comandante das tropas insurretas líbias – que aprisionaram Kaddafi. Mais improvável ainda é supor que o descontrole tenha sido tanto ao ponto de o referido comandante presente no local não ter conseguido controlar seus subordinados.

Para convalidar as suspeitas, cito a indesculpável decisão do atual governo líbio de vedar qualquer exumação ou perícia no corpo (decisão mais tarde revista).

Da mesma forma que ocorreu na morte do terrorista Bin Laden, não apenas direitos humanos fundamentais do prisioneiro foram desconsiderados, mas suprimiu-se algo que seria de todo interesse público: o legítimo processo junto ao Tribunal Penal Internacional.

No caso de Kaddafi a situação é mais instigante. Kaddafi foi chefe de Estado por décadas. Durante este período contou com o apoio, suporte ou tolerância de Estados ocidentais às atrocidades que praticou.

Seria de toda importância para a opinião publica global ouvir seus depoimentos na Corte Penal Internacional. As culpas de Kaddafi são conhecidas e evidentes, mas não as de seus parceiros em diferentes momentos históricos. Certamente lideres de países ocidentais de diferentes matizes ideológicas ao menos teriam suas biografias maculadas.

Por conta deste evidente e relevante interesse político em eliminar Kaddafi é que a utilização da expressão “queima de arquivo”, jargão usado para designar o homicídio de testemunha ou comparsa para evitar seu depoimento, me parece adequada ao menos como suspeita a ser verificada com relação à morte do prisioneiro.

Diversos autores contemporâneos já têm apontado como as forças armadas dos Estados nacionais das nações ocidentais, em especial as de primeiro mundo, vêm se transformando paulatinamente, de forças de defesa territorial e da soberania de países em força policial a serviço de uma governabilidade global que tem mais feição Schimittiana que liberal, insubmissa que é a qualquer regra de direito.

Ocorre que nos casos das mortes de Bin Laden e Kaddafi vemos estas forças se degradando até mesmo do já degradado papel de força policial global para adotar atitudes de verdadeiro banditismo, “queimando arquivos” às abertas e sem qualquer contestação dos órgãos da mídia comercial.

Diga-se, estes terroristas mortos não deixam saudades, mas a ausência de seus depoimentos perante uma corte internacional, no devido processo legal, que certamente os condenariam, deixa um vácuo histórico insuscetível de reparação, além da evidente agressão aos direitos fundamentais do homem perpetrada por nações que se dizem civilizadas.

Pedro Estevam Serrano é advogado e professor de Direito Constitucional da PUC de São Paulo.


Fonte: Carta capital, viomundo

A VERDADEIRA FORÇA DA MUDANÇA

(Reproduzo aqui esse maravilhoso post do Blog O Tempo Chegou...)

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Uma gota de água...

Sozinha não é capaz de fazer praticamente nada.

No entanto se for capaz de se juntar a milhões de outras gotas como ela

consegue formar uma parede imensa... com uma força imensurável... apenas porque se juntou a outras gotas, que sozinhas não conseguem nada...

Mas juntas... juntas,


juntas... têm o poder de transformar tudo... juntas são capazes de moldar, são capazes de voar... juntas,



Juntas são capazes de transformar em areia fina a mais dura das rochas... juntas são poderosas... mas apenas se estiverem juntas...


SÓ JUNTOS
seremos capazes de ser a
FORÇA DA MUDANÇA
pois sozinhos somos apenas uma gota de água...







Agradeço ao amigo
Fonte: O Tempo Chegou... - http://otempoquehadevir.blogspot.com/

Assassinato de Moatassem Gaddafi



Filho de Muamar Gadaffi, Moatassem Gaddafi liderou as forças ainda leais ao seu pai nos confrontos contra a OTAN.

Muammar al-Gaddafi continua VIVO no coração de seu povo

A Honra Reconquistada de Muammar al-Gaddafi

Por Mário Maestri*

Muammar Abu Minyar al-Gaddafi caiu combatendo na defesa da independência nacional de sua nação. Resistiu, cidade por cidade, quarteirão por quarteirão, casa por casa, até ficar encurralado com seus derradeiros companheiros e companheiras, feras indomáveis, nos poucos metros de terra líbia livre. Como dissera, enfrentou, até a morte, irredutível, a coligação das mais poderosas nações imperialistas ocidentais.

Ferido, foi preso, achincalhado, arrastado, torturado e, já moribundo, assassinado. Em torno dele desencadernava a canalha armada e excitada que se banqueteava, havia semanas, rapinando, executando, violando a população da cidade heróica de Sirte, arrasada por sua resistência à recolonização do país. Sirte, no litoral mediterrânico, com mais de 130 mil habitantes, foi sede de universidade pública, destruída, e do terminal do impressionante rio artificial que retirava as águas fósseis do deserto do Saara para aplacar a das populações e agricultura líbia.

Nas últimas cidades rebeldes, encanzinados franco-atiradores, homens e mulheres, jovens e adultos, foram calados com o arrasamento pela artilharia pesada dos prédios em que se encontravam. Estradas, portos, centrais elétricas e telefônicas, quartéis, escolas, creches, hospitais, aeroportos, estações televisivas e radiofônicas, a infraestrutura do país construída nas últimas quatro décadas, foi arrasada por seis meses de ataques aéreos, navais e missilísticos - mais de cinqüenta mil bombas! -, responsáveis por enorme parte dos talvez cinqüenta mil mortos, em população de pouco mais de seis milhões de habitantes.

A lúgubre paz dos cemitérios reina finalmente sobre a Líbia submetida.

Quarenta e dois anos após a conquista de sua independência nacional, a Líbia retorna ao controle neocolonial do imperialismo inglês e francês, que se dividiram a hegemonia sobre o país após a 2ª Guerra, que pôs fim à dura dominação colonial da Itália fascista. Tudo é claro sob a vigilância impassível da hiena estadunidense.

Em 1969, o então jovem coronel Muammar, com 27 anos, chegava do deserto para comandar o golpe de jovens militares pela independência e unidade da Líbia, animado pelas esperançosas idéias do pan-arabismo de corte nacionalista e socialista. Do movimento surgiu um Estado laico, progressista e anti-imperialista, que nacionalizou os bancos, as grandes empresas e os recursos petrolíferos do país.

Quarenta e três anos mais tarde, Gaddafi cai simbolizando os mesmos ideais. Com sua morte, expia dramática e tardiamente sua irresponsável tentativa de acomodação às forças do imperialismo, empreendida após a vitória mundial da contra-revolução liberal.

Quem abraça o demônio, jamais dirige a dança! Foi o movimento de privatizações, de "austeridade", de abertura ao capital mundial, de apoio às políticas imperialistas na África, etc., sob os golpes da crise mundial, o grande responsável pela perda de consenso social de ordem que, no contexto de suas enormes contradições, realizara a mais ampla e democrática distribuição popular da renda petroleira das nações arábico-orientais.

Por décadas, ao contrário do que ocorria com tunisianos, argelinos, egípcios, etc. não se viu na Europa um líbio à procura de um trabalho que encontrava em seu país. Ao contrário, o país terminou como destino de forte imigração de trabalhadores da África negra subsaariana, atualmente maltratados, torturados, executados por membros das "tropas revolucionárias" arregimentadas pelo imperialismo, sob a desculpa de ser os "mercenários" de Ghadafi.

A intervenção na Líbia não procurou apenas recuperar o controle direto das importantes reservas petrolíferas pelo imperialismo inglês, francês e estadunidense. Objetivou também assentar golpe mortal na revolução democrática e popular do norte da África, mostrando a capacidade de arrasar implacavelmente qualquer movimento de autonomia real. Com uma Líbia recolonizada, espera-se construir plataforma de intervenção regional, que substitua o hoje convulsionado Egito.

A operação líbia significou também conquistas marginais, além do controle do petróleo, da disposição de sufocação da revolução democrático-popular árabe, da construção de plataforma imperialista na região. Enormes segmentos da esquerda mundial, sem exceção de grupos auto-proclamados radicais, embarcaram-se no apoio de fato à intervenção imperialista, defendendo graus diversos da sui-generis proposta de estar com o "movimento revolucionário" líbio e contra o imperialismo que o criara e sustentara. Aplaudiam as bombas que choviam sobre o país, propondo que não sustentavam a intervenção da OTAN!

Para não se distanciarem da opinião pública sobre o governo líbio e os sucessos atuais, construída pela tradicional subordinação e hipocrisia da grande mídia mundial, seguiram na saudação das forças "revolucionárias líbias", como se não fossem meras criaturas da intervenção imperialista, como demonstraram - e seguirão demonstrando - inapelavelmente os fatos! Os revolucionários líbios não avançaram um metro nos combates, sem o aterrador apoio aéreo e a seguir terrestre da OTAN. Em não poucos casos, também como fizera Gaddafi nos últimos tempos, procuram consciente ou inconscientemente acomodar-se à besta imperialista.



*
Mário Maestri, 63, sul-rio-grandense, é professor do curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF. maestri@via-rs.net



Fonte: pravda

sábado, 22 de outubro de 2011

EUA , Liderança em Genocídio

Obama: "conquistas no Iraque e Líbia renovam liderança dos EUA"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que as conquistas no Iraque, de onde todas as tropas sairão no final de ano para dar por terminada a guerra, e na Líbia com a morte de Muammar Kadafi lembram como seu país renovou sua "liderança" no mundo.

"Agora a nação que precisamos construir é a nossa", ressaltou Obama em seu habitual discurso dos sábados transmitido por rádio e internet. O líder lembrou que nessa sexta-feira anunciou "orgulhoso" a retirada definitiva dos cerca de 40 mil soldados que ainda permanecem no país árabe, o que, "após quase nove anos, porá fim à guerra dos Estados Unidos no Iraque".

"Além disso, a morte de Kadafi demonstrou que nosso papel na proteção do povo líbio, para ajudá-los a se libertarem de um tirano, foi o correto", acrescentou Obama. "Estes sucessos são parte de uma história mais ampla. Após uma década de guerra, estamos virando a página para seguir em frente com força e confiança", destacou o presidente.

Nessa nova página que começa, Obama promete se concentrar na "reconstrução da economia" americana, esmagada por um débil crescimento e por um nível de desemprego de 9,1%. "Durante a última década, os EUA gastaram US$ 3 bilhões na guerra, se endividou fortemente e investiu muito pouco na maior fonte de nossa força nacional: nossa gente", disse o presidente. "Temos que enfrentar este desafio com a mesma urgência e unidade que nossas tropas brigaram no exterior", acrescentou.

Por isso, voltou a insistir com o Congresso sobre a necessidade de aprovar seu plano de criação de empregos, avaliado em US$ 447 bilhões e que já sofreu duas derrotas no Senado nos últimos dez dias.

"É tempo de nos unirmos e de mostrar ao mundo por que os Estados Unidos continuam sendo a maior fonte de liberdade e oportunidades que o mundo jamais conheceu", concluiu Obama.


Fonte: defesanet

Imagem: Google


A verdadeira cobra adverte o Paquistão


Hillary Clinton lança séria advertência sobre a presença de talibã no Paquistão

A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton lançou ontem uma séria advertência ao Paquistão sobre a presença de facções talibã, como a rede Haqqani, mas disse respeitar a soberania do país asiático.

“Não se pode ter cobras no quintal e esperar que só mordam os nossos vizinhos”, disse Hillary em conferência de imprensa em Islamabad. Com a afirmação, quis também responder ao chefe do Exército paquistanês, Ashfaq Parvez Kayani, que advertira os Estados Unidos sobre uma eventual operação anti-talibã no seu território, afirmando que o Paquistão não era o Iraque, nem o Afeganistão.
O Governo do Paquistão pediu à secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em visita oficial a Islamabad, “uma oportunidade para a paz” no Afeganistão, em alusão ao diálogo com os talibã.
Segundo um comunicado oficial paquistanês, o pedido foi feito pelo primeiro-ministro Yusuf Razá Guilani, numa conversa tida com Hillary Clinton pouco depois da chegada da secretária de Estadoamericana a Islamabad.
Kayani declarou que os EUA “devem pensar dez vezes” antes de lançarem uma ofensiva unilateral sobre a região tribal do Waziristão do Norte, enquanto Hillary disse que tinha discutido com as autoridades paquistanesas a maneira de “espremer” essa facção dos dois lados da fronteira.
“Estamos a aumentar a pressão sobre os talibã do outro lado da fronteira e queremos que o Paquistão dê passos no sentido de recusar refúgio aos talibã e obrigá-los a negociar”, resumiu.
A delegação americana, composta pelo chefe dos serviços secretos (CIA), David Petraeus, e chefe de Estado-Maior Conjunto, Martin Dempsey, chegou à capital do Paquistão com a intenção de convencer os líderes do país a actuarem contra a rede Haqqani, instalada na região tribal paquistanesa do Wazaristão do Norte, na fronteira com o Afeganistão.


Relações

Hillary e outros funcionários dos Estados Unidos já tinham lançado, na quinta-feira, um forte alerta ao Paquistão para que rompa os seus supostos vínculos com grupos de militantes fundamentalistas, um assunto que tem perturbado as complexas relações entre os dois aliados.
Em conferência de imprensa, Hillary e a ministra das Relações Exteriores do Paquistão, Hina Rabbani Khar, reconheceram que as relações entre os seus países não estão no seus melhores momentos.


Fonte: jornaldeangola

Líbia, uma democracia conseguida pela força

Por Benjamim Formingo

22 de Outubro, 2011


Sem dúvida acaba de nascer, com a intervenção externa na Líbia, um novo conceito: o da democracia forçada. A história e a tradição não importam, quando os interesses em jogo ultrapassam as fronteiras do país. Na Líbia nunca houve partidos políticos ou tradições democráticas. Agora, pela força, os líbios terão direito a uma democracia, não necessariamente à sua democracia. O politicamente correcto seria dar as boas vindas à mudança de regime na Líbia e à abertura do caminho para uma democracia que, claro está, será do “tipo ocidental”. Seria, mas ninguém garante que os líbios quisessem, ou queiram, o politicamente correcto. Podem querer uma mudança, até de regime, mas depois de a poeira assentar, será que querem mesmo o regime que lhes está a ser imposto do exterior a pagar o preço dessa “ajuda”? O nóvel sistema político começou mal com o linchamento do coronel Kadhafi pela populaça, num tom de ajuste de contas. Pior, o presidente do autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou que o destituído e falecido presidente havia sido “capturado e estava a ser transportado, ferido, para um hospital, quando a viatura foi apanhada em fogo cruzado”. As câmaras dos telemóveis filmaram e as televisões difundiram algo bem diferente: a populaça a agredir violentamente um Kadhafi ensanguentado. Ou o CNT está mal informado ou o seu presidente mentiu. O que pouco importou. Alguns relatos convergem numa descrição. O coronel Muammar Kadhafi seguia numa coluna que retirava de Sirte que foi atingida por um ataque aéreo de “drones” norte-americanos e da aviação francesa. Uma versão desmentida pelo CNT, mas admitida por altos funcionários da OTAN, citados pelo “The Washington Post”, que adiantavam “não ser claro” se os ataques aéreos haviam ou não atingido a coluna em que seguia o dirigente deposto. Seja como for, o afastamento de Kadhafi não teria sido conseguido se a França e a Grã-bretanha, com o apoio dos Estados Unidos da América, não tivessem dado cobertura aérea e mesmo apoio técnico no terreno aos grupos revoltosos. Já escrevi mais de uma vez que considero grave que uma Resolução do Conselho de Segurança da ONU possa ser usada de forma desvirtuada e interpretada na visão do mais forte, para depor um governo, seja ele qual for, reconhecido pelas Nações Unidas. Foi isso que sucedeu com a Resolução 1973. Foi isso o que sucedeu na Líbia. A questão de fundo é a ingerência num Estado soberano onde possa ou não haver um conflito interno. Uma coisa é a intervenção em defesa de civis, como sucedeu, por exemplo, no Kosovo (nenhum governo foi derrubado militarmente), outra é tomar partido militarmente por um grupo insurrecto. Nem está em causa a legitimidade da insurreição. Está em causa o princípio. Nada é menos claro que o futuro da Líbia, como é nebuloso o futuro na Tunísia, que domingo tem eleições, e há ainda a previsão no Egipto. A chamada “Primavera Árabe” parece ser uma realidade do aquecimento global: ninguém sabe onde vai parar. A Líbia junta-se agora à Tunísia e ao Egipto na procura de uma solução política para o futuro. Se na Líbia existe uma melhor perspectiva económica, o horizonte político é bem mais complicado. As multinacionais petrolíferas têm o caminho aberto, em especial as francesas e inglesas, que se preparam para dar um “chega para lá” aos italianos. E o governo provisório, que supostamente se seguirá ao CNT, não tem muitas escolhas se quer pôr em funcionamento, com alguma brevidade, a produção petrolífera do país, sem a qual não existem meios de financiamento do que é necessário reconstruir e para a manutenção dos benefícios sociais existentes. Ao lado, a Tunísia e o Egipto estão a braços não só com a crise política (mais o Egipto que a Tunísia), como com a situação financeira. Não há ajudas dos Estados Unidos da América nem da União Europeia. O FMI aponta o caminho das privatizações, da liberalização, da redução do peso do Estado. Financiamentos só surgem do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD). O G-8, na sua reunião de 26 e 27 de Maio deste ano, prometeu uma ajuda: a que já estava programada antes das revoluções. Os restantes países árabes nem querem ouvir falar em ajudas econômicas. A Líbia tem, ou poderá ter, um problema menor do ponto de vista financeiro. Outra coisa completamente diferente será o panorama e a estrutura política futura. Ainda Kadhafi estava vivo e Sirte sob cerco, e continuavam as divergências tribais no seio do CNT. Para já são conhecidos os receios dos restantes grupos de que a formação de um governo de transição em Benghazi privilegie esta cidade em seu prejuízo. A localização estratégica da Líbia no Sul do Mediterrâneo será uma tentação para o estabelecimento de bases militares estrangeiras (como sucedeu antes de Kadhafi) e o CNT ou o governo de transição têm uma dívida a pagar. Acresce a possibilidade de uma eventual supremacia estrangeira no sector petrolífero. Qualquer destes factores pode não facilitar a estabilidade. A Europa tem um problema no seu quintal.



Fonte: jornaldeangola
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