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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O MUNDO EM 2017

Inacreditável!!!


Mini ONU - Conselho de Segurança Futurista

Isto é o trabalho entre professores e estudantes de uma Escola no Brasil
.


Vejam!!! E divulguem!!!


25 de dezembro de 2017

Irã ataca Israel na noite de Natal


Na noite de ontem, o Irã lançou um artefato militar até o momento não identificado em direção à cidade de Jerusalém, onde acontecia uma enorme comemoração natalina, na qual estavam presentes cerca de dois milhões de turistas estrangeiros.

De acordo com fontes israelenses, Israel detectou a presença do artefato e, com um míssil balístico, conseguiu interceptá-lo. Entretanto, ao invés de ser destruído no ar, o artefato teve sua rota desviada e acabou por atingir o centro da cidade de Bethlehem, próxima à Jerusalém, causando mais de cinco mil mortes e centenas de feridos.

O ataque causou uma onda de pânico no país, no qual a população teme por novos ataques, principalmente em mesquitas e locais religiosos judeus. Os turistas presentes na região já começam a deixar o país, causando grande congestionamento aéreo e nas principais rodovias do Estado. Alguns grupos de judeus radicais já lançaram campanhas de contra-ação ao atentado iraniano, prometendo vingança pela morte dos judeus vitimados.

Logo após o atentado, o presidente israelense convocou a imprensa para fazer um comunicado, no qual afirmou que o Irã se tornou uma ameaça à todos os países do mundo e que ações diplomáticas não são suficientes para conter as pretensões iranianas de desestabilizar todo o Oriente. Ao fim do discurso, o presidente convocou todos os “Estados do Bem” para se unirem contra essa ameaça que amedronta a todos.

O governo iraniano, em contrapartida, lançou uma nota oficial informando que o atentado da noite de ontem é apenas um aviso à todo o mundo, e que a nação iraniana não aceitará mais ser subjugada por nenhuma outra nação do mundo.

Ao redor do mundo, diversos governos, organizações não-governamentais, e grupos civis expressaram seu temor de que esse conflito se agrave, transformando-se em uma intensificada perseguição religiosa entre islâmicos e judeus, e clamaram para que o embate seja resolvido o quanto antes e de forma pacífica.

O MUNDO EM 2017

O Conselho de Segurança das Nações Unidas irá se reunir no dia 26 de dezembro de 2017 em caráter emergencial para discutir sobre os acontecidos de 24 de dezembro na cidade israelense de Bethlehem, no qual um dispositivo militar iraniano fora interceptado e veio a cair na região próxima á capital Jerusalém, deixando mais de cinco mil mortos e centenas de feridos.
Mesmo com os pedidos da Comunidade Internacional pela vistoria nos arsenais bélicos imparciais em suas conclusões. Israel se vendo acuado pela presença iraniana na região, coloca em posição seus navios militares em águas internacionais e também nas costas oceânicas de Omã e Índia, fechando a saída dos navios mercantis iranianos ao oceano Indico. A fim de forçar aos governantes iranianos a aceitarem a intervenção das Nações Unidas em suas forças armadas e em seus planos de segurança nacional. O governo iraniano indignado pelo ato claramente hostil dos israelenses decide por um confronto direto com o país. Um artefato militar (que ate o presente momento não foi classificado) fora interceptado por um míssil balístico israelense na noite desta quinta feira, véspera de Natal, na cidade de Bethlehem. Segundo radares israelenses a rota inicial do artefato israelense era a capital Jerusalém, que no dia estava em comemoração pelas festividades natalinas, recebendo cerca de dois milhões de turistas estrangeiros. Infelizmente o artefato interceptado não fora destruído em ar, este veio a colidir no centro de Bethlehem, matando milhares e deixando outros tantos feridos.
O Conselho de Segurança terá sua primeira grande reunião emergencial depois de sua ampliação. Os países membros do Conselho possuirão a árdua missão de apaziguar o conflito instaurado no Oriente Médio, palco de grandes guerras, massacres e desrespeito aos direitos humanos. Toda Comunidade Internacional espera que o Conselho chegue á uma resolução o mais rápido possível. O medo de uma possível guerra entre os países do Oriente Médio traz grande insegurança ao mundo, despencando bolsas de valores ao redor do globo e deixando governantes aflitos. Pois, uma guerra neste momento, inevitavelmente atingiria todos os países do mundo.

5.2 – A SITUAÇÃO DE ISRAEL

A situação de Israel vem se agravando á décadas. O país encontra-se cada vez mais isolado dos demais países árabes e cada vez mais dependente dos países ocidentais. Ameaças ao governo israelense são diárias. A Faixa de Gaza ainda é o principal palco de conflitos na região. O governo israelense pauta seu curso
de ação em conjunto com os Estados Unidos, declarado abertamente como seu principal aliado. O governo norte americano repassa enormes quantias ao governo israelense para aprimoramento de seu exercito e desenvolvimento de novas tecnologias bélicas e nucleares para serem utilizadas em sua defesa.
Israel sempre tentou apoio de toda Comunidade de Estados para tentar resolver os conflitos instaurados na região. Porém, vários países preferem se colocar como neutros nos debates por considerar a região instável demais, receosos da eminência de novos conflitos e também pela fragilidade econômica do local.
O governo israelense acusa o Irã de esconder artefatos nucleares em seu território, e afirma que o país está disposto em mudar o status quo (*) da região, trazendo conflitos e discussões desnecessárias. * Termo em latim que expressa a condição existente das coisas
Logo após ao atentado em Bethlehem, o presidente israelense endureceu seu discurso, afirmando que o Irã se tornou uma ameaça a todos os países do mundo, e que nenhuma ação diplomática fará o Irã retroceder em sua pretensão de desestabilizar todo o Oriente. E que agora chegou á hora de todos os Estados do “Bem” se unirem contra esta grande ameaça que a tempos amedronta a todos.

5.3 – O IRÃ

O governo iraniano ao longo do tempo iniciou um processo de abertura gradual de seu país. Porém, algumas ramificações do governo ainda continuam extremamente controladas, como é o caso da área militar e projetos nucleares.
Os Estados Unidos e alguns países europeus ainda veem o Irã como potencial perturbador da ordem internacional. Pedidos para a entrada de técnicos nucleares e agentes da ONU para analisarem as usinas nucleares e a coordenação do exercito iraniano foram muito discutidas. Contudo, nenhuma medida foi acatada pelo governo que repudia a entrada de qualquer membro das Nações Unidas, pois não os consideram imparciais em suas analises. Após a não efetivação do acordo firmado entre governo iraniano, o Brasil e a Turquia, o qual previa o translado de material nuclear para estocagem na Turquia e o enriquecimento de urânio em território iraniano em 5%, o Irã passa a adotar medidas mais restritivas as ações da ONU, não respeitando á maioria dos acordos estipulados pela organização.
Israel se vendo então acuada pelas atitudes do Irã realiza um embargo econômico em 2013, proibindo a entrada e saída de certos tipos de materiais via terrestre. O resultado foi uma rápida movimentação das tropas iranianas para a fronteira. O Conselho de Segurança foi então requisitado e acabou por
retirar a sanção imposta por Israel. Porém, no ano de 2015 o governo israelense, juntamente com os Estados Unidos, publicou um relatório secreto sobre governo iraniano, onde constava a posição de usinas nucleares que fabricavam artefatos bélicos, e requisitando à Comunidade Internacional uma intervenção imediata no país por questões de segurança global. Contudo, analistas internacionais contradiziam o relatório afirmando que tais afirmações possivelmente seriam inverídicas. Não satisfeito pela não intervenção em solo iraniano, o governo israelense mobilizou sua tropa marítima para agir em águas internacionais, fechando o acesso do Irã ao Oceano Indico. Esta manobra israelense foi duramente criticada pela imprensa internacional e por vários países ao redor do globo.
O Irã respondeu á esse embargo no dia vinte e quatro de dezembro de dois mil e dezessete, lançando ao território israelense um artefato militar com destino á Jerusalém. O artefato caiu em Bethlehem, causando grande destruição. O governo iraniano soltou uma nota oficial afirmando que os atos do dia foram um aviso ao mundo, e que o Irã não seria mais subjugado por nenhuma nação do mundo.



Fonte: http://csfut.wordpress.com/


Fiquei completamente horrorizado com isso, estava procurando uma imagem no google e me deparei com isto.

Esse é o tipo de ensino que estão dando para as crianças e jovens de Belo Horizonte!

Será que o restante das Escolas do Brasil está a fazer a mesma coisa?


Alguém tem que tomar uma providência urgente!

É terrorismo mental, ainda mostram que foi no natal para chocar as crianças.

Espero que isso chegue ao conhecimento de um grande número de pessoas para podermos parar essa manipulação que estão a fazer com as crianças e jovens dessa escola.

IRÃ e ISRAEL


Israel mantém silêncio oficial sobre relatório nuclear do Irã

Israel mantém nesta quarta-feira um silêncio oficial sobre as conclusões do relatório publicado nesta terça-feira pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano, que aponta que o país poderia ter tentado desenvolver armas nucleares.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu instruções a seus ministros para que não fizessem declarações sobre o relatório e um comunicado de seu gabinete manifestava na véspera que Israel analisará o documento antes de dar uma resposta.

Fontes do governo citadas nesta quarta-feira pelo jornal Ha'aretz afirmaram que Israel está atrasando sua resposta porque quer avaliar antes a reação do mundo às descobertas da AIEA e não pretende ser o primeiro país a liderar a comunidade internacional.

Já uma fonte diplomática em Viena, sede do organismo internacional, declarou à publicação de Tel Aviv que o documento "era o mais condenatório já publicado pela AIEA, do qual só se pode extrair uma conclusão: o Irã está trabalhando para adquirir uma arma nuclear".

Netanyahu determinou aos membros de seu gabinete que se abstenham dos comentários sobre o conteúdo do relatório, que aponta para indícios de que o Irã manteve até recentemente atividades que só podem estar relacionadas com o desenvolvimento de armas nucleares.

Em Israel, a chefe da oposição Tzipi Livni se referiu à questão afirmando: "Agora, quando a verdade está diante dos olhos de todos, Israel deve alistar o mundo livre para frear o Irã".

Para a ex-chefe da diplomacia israelense e líder do partido Kadima, o que se requer agora é "determinação e inteligência diplomática".

Por sua vez, o deputado trabalhista e ex-ministro da Defesa Binyamin Ben-Eliezer manifestou nesta quarta-feira à rádio pública israelense que o país deve se abster de lançar um ataque contra o Irã, uma tarefa das potências estrangeiras, em particular dos EUA, que deveriam liderar uma ofensiva destinada a neutralizar seu programa nuclear.

Israel vê o programa nuclear iraniano como uma grande ameaça e na última semana os meios de comunicação publicaram que a Força Aérea treinou voos a longa distância para bombardear instalações no Irã relacionadas com o programa nuclear.

General do Irã ameaça destruir Israel em caso de ataque

O chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ameaçou destruir Israel se o Estado hebreu atacar as instalações nucleares do Irã.

"O centro (nuclear israelense) de Dimona é o local mais acessível para o qual podemos apontar e temos capacidades ainda mais importantes. Ante a maior ação de Israel, veremos sua destruição", advertiu o general Jazayeri, citado pela televisão iraniana em idioma árabe Al Alam.

O presidente israelense Shimon Peres advertiu no domingo que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã é maior que a de uma ação diplomática. "A possibilidade de um ataque militar contra o Irã parece mais próxima que a opção diplomática", afirmou o presidente em declarações ao jornal Israel Hayom.

"Não acredito que já tenha sido tomada uma decisão a respeito, mas dá a impressão de que os iranianos vão se aproximando da bomba atômica", acrescentou Peres. "Não temos que revelar nossas intenções ao inimigo", explicou.

Ahmadinejad: Irã não recuará "nem uma agulha"

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, rejeitou nesta quarta-feira um relatório da agência nuclear da Organização das Nações Unidas que ressaltava preocupações de que o país tenha se empenhando em desenvolver uma bomba atômica. Ele afirmou que o texto se baseava em informações "inválidas" de Washington.

"Vocês deveriam saber que esta nação não irá recuar nem uma agulha do caminho que está seguindo", afirmou Ahmadinejad em discurso realizado na cidade de Shahrekord e transmitido ao vivo pela televisão.

"Por que vocês prejudicam a dignidade da agência por causa das alegações inválidas dos Estados Unidos?", indagou, aparentemente se dirigindo aos membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que divulgou o relatório na terça-feira.

O presidente voltou a negar que o Irã esteja tentando construir armas nucleares e destacou, em referência aos Estados Unidos: "Nós somos inteligentes e não vamos construir duas bombas para enfrentar as 20 mil que os senhores têm".

Ahmadinejad apontou que o país continuará com seu programa nuclear, que as autoridades de Teerã insistem que tem exclusivamente fins pacíficos civis, e acrescentou que seu governo pretende construir um Irã "mais próspero e mais avançado para entregá-lo à próxima geração".

Também nesta quarta-feira, o embaixador iraniano na AEIA afirmou que o seu país jamais abandonará seu programa nuclear, mas continuará cooperando com a agência da ONU, apesar de seu último relatório, muito crítico em relação ao Irã.

"O Irã jamais abandonará seus direitos legítimos em termos nucleares, mas, como país responsável, continuará respeitando suas obrigações dentro do Tratado de Não-proliferação Nuclear", que prevê a supervisão de suas atividades pela AIEA, declarou Ali Asghar Soltaniyeh, citado pela agência oficial iraniano Irna.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vejam e sigam o exemplo do amor incondicional

São atitudes como esta que ainda me fazem ter esperança nos Seres Humanos!


O Crepúsculo do Império Americano e a Aurora da China


"Embora os EUA ainda sejam o pólo do sistema capitalista mundial, sua hegemonia cada vez mais se desvanece. O Império está falido. Com um PIB da ordem de $14,66 trilhões, sua dívida pública, em 9 de setembro de 2011, já estava em cerca de US$ 14,71 trilhões. A China tornou-se para os EUA o mais importante país do mundo. Atualmente, é o maior credor dos EUA, com reservas de mais de US$ 3 trilhões".

Prólogo de Luiz Alberto Moniz Bandeira ao livro de Durval de Noronha Goyos, que será lançado dia 10 de novembro, em São Paulo.


O crepúsculo do Império e a aurora da China é uma excelente imagem que Durval de Noronha Goyos escolheu para intitular a série de artigos sobre o declínio dos Estados Unidos, como potência econômica hegemônica, e o advento da China, que se tornará a maior economia mundial, em 2016.

Trata-se de um conjunto de artigos muito importantes e oportuno, porquanto apresenta uma lúcida percepção das mudanças na correlação mundial de forças, demonstrando a erosão que corrói o Império Americano, à beira da recessão e cuja segurança depende cada mais do poder militar, a um custo insustentável, em contraste com o alvorecer da China, a crescer 9.5%, em 2011, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), não obstante a profunda crise econômica e financeira na qual os Estados Unidos e a União Européia estão submersos.

Há alguns acadêmicos que tentam negar o declínio, com o argumento de que os EUA ainda são a maior potência militar do planeta, havendo conquistado a hegemonia com a 2ª Guerra Mundial e consolidado e ao fim da Guerra Fria. Realmente os Estados Unidos possuem um poderio militar incomparável, com um poder de destruição sem paralelo na história e dispõem de meios para intervir imediata e efetivamente em qualquer região do mundo.

Desde as bombas nucleares lançadas contra Hiroshima e Nagasaki, matando um total de cerca de 199.000 pessoas [2], em 1945, os Estados Unidos produziram cerca de 70.000 armas nucleares de 72 tipos. Ao fim da Guerra Fria, em 1991, possuíam um arsenal ativo da ordem de 23.000 artefactos nucleares dos 26 tipos principais. E nunca cessaram completamente de produzi-los. Um estudo realizado no Brooking Institute, de Washington, estimou que os custos em armamentos nucleares, desde a II Guerra Mundial até 2007, foram da ordem de US$ 7,2 trilhões, e o total dos gastos militares, no mesmo período de meio século, alcançou o montante de US$ 22,8 trilhões.

De acordo com o Annual Report of Implementation of the Moscow Treaty, os Estados Unidos mantinham, em 31 de dezembro de 2007, cerca de 2.871 ogivas nucleares estratégicas em condições operativas, i. e., prontas para lançamento, mais 2.500 como reserva (ativas e inativas), e outras 4.200 retiradas para seu desmantelamento. O total do stock era de 9.400 armas nucleares, de todas as categorias.

Após a II Guerra Mundial, os Estados Unidos instalaram bases militares nos mais diversos países da Europa, tais como Alemanha, França, Grã-Bretanha, Espanha e Itália, a pretexto de conter a União Soviética e a expansão do comunismo. E, durante a Guerra Fria, estacionaram armamentos nucleares em 27 países estrangeiros e territórios, entre os quais Japão, Alemanha, Groenlândia e Turquia. O Bloco Socialista e a União Soviética implodiram entre 1989 e 1991. Os partidos comunistas virtualmente desapareceram na Europa. Entretanto, em 2006, os Estados Unidos ainda possuíam um arsenal de 9.960 ogivas intactas, das quais 5.735 eram consideradas ativas e operacionais. E, de acordo com o Department of Defense’s 2010 Base Structure Report, o Pentágono ainda mantém um total de 4.999 instalações militares em 50 Estados americanos, sete territórios e em outros 38 países estrangeiros. No exterior, a maioria das instalações, que incluem bases do Exército, Marinha, Força Aérea, Marine Corps, Washington Headquarters Services (WHS), está na Alemanha (218), Japão (115) e Coréia do Sul (86).

Segundo as estimativas, o total, em todo o mundo, ultrapassa 1.000 bases militares. Alguns calculam 1.077, outros 1.088, outros 1.160 ou mesmo 1.180. Realmente o número pode ser mais alto, porém ninguém está certo quanto ao total. E desde os atentados terroristas de 11 de setembro o número ainda mais recresceu, com a instalação de bases no Quirguistão, Paquistão, Afeganistão, Uzbequistão, Iraque, Djibouti e em diversos outros países da Ásia e da África, bem como da América Latina. O que realmente conta é a obsessão do Pentágono por controlar o mapa do gás e do petróleo.

Contudo, desde a derrota das potências do Eixo, em 1945, os Estados Unidos não venceram nenhuma outra guerra. A guerra na Coréia (1950-1953) demonstrou que não eram onipotentes. Henry Kissinger qualificou como “inconclusive” essa guerra, que deixou um saldo de 150.000 americanos mortos, feridos e desaparecidos. A guerra no Vietnã (1959-1975) resultou em um dramático fiasco. Comprovou que a força militar dos Estados Unidos, por maior que fosse, não lhes podia assegurar o triunfo.

Os Estados Unidos possuíam (e possuem) ilimitada capacidade de destruição, inclusive armas nucleares, mas não tinham condições políticas e morais para usá-las. As conseqüências seriam imprevisíveis. Porém todo o seu poderio militar não bastava para dar-lhes a vitória sobre forças que viviam no seu próprio habitat, na mais perfeita simbiose com a natureza e sobreviviam nas condições mais primitivas, combatiam extremamente bem, com eficiência e recebiam o mais amplo suporte da população, em todos os lugarejos do Vietnã do Sul. E, desde 2001-2003, os Estados Unidos estão chafurdados nas guerras no Afeganistão e no Iraque, onde os ataques e atentados se intensificaram, países dos quais não conseguem retirar totalmente suas tropas.

O relatório Costs of War, preparado por acadêmicos, participantes do Eisenhower Research Project do Watson Institute for International Studies, da Brown University, informa que os custos financeiros das Operations Enduring Freedom, Iraqi Freedom, New Dawn, situam-se entre US$ 3,2 e US$ 4 trilhões. Há muitos outros custos que não puderam ser quantificados, mas as guerras contra o terror, empreendidas pelos Estados Unidos, foram quase totalmente financiadas por empréstimos, juros de US$ 185 bilhões já pagos ou a pagar, e outro US$ 1 trilhão pode aumentar até 2020. Somente o complexo industrial-militar recebeu os benefícios.

O poderio militar dos Estados Unidos, no entanto, tem limites econômicos e financeiros. O crescimento das despesas militares no exterior, subindo US$ 800 milhões, em 1967, e mais US$ 600 milhões, em 1968, produziu forte impacto sobre o balanço de pagamento dos Estados Unidos, que teve um déficit de US$ 9,8 bilhões em 1970 [9]. O saldo comercial entre 1970 e 1971 desapareceu, em conseqüência do declínio das exportações, desde 1968. A inflação, da ordem de 1,5% em 1961, saltou para 4,7%, em 1968/69. O PIB dos Estados Unidos, que se duplicara durante a Segunda Guerra Mundial e representara 34% da produção mundial até 1970, baixou para menos de 30%, em 1971. O dólar enfraqueceu-se. E a vulnerabilidade econômica dos Estados Unidos abalou a estabilidade do sistema monetário internacional, que passara a depender de sua política monetária, manejada unilateralmente, desde o Acordo de Bretton Woods (Bretton Woods Agreement), de 1944, estabelecendo que cada país devia manter a taxa de câmbio de suas moedas, indexada de certo modo ao dólar, cujo valor estaria baseado no padrão-ouro, numa base fixa de 35 dólares por onça Troy (31,103478 gramas de ouro).

Os presidentes Lyndon Johnson (1963-1969) e Richard Nixon (1969-1974) não cumpriram, entretanto, as regras para as relações comerciais e financeiras acordadas em Bretton Woods. Emitiram e lançaram em circulação mais dólares do que podiam lastrear com o ouro existente no Fort Knox, conforme o acordo de Bretton Woods, a fim de financiar as importações dos Estados Unidos e os custos da Guerra Fria e da guerra no Vietnã, Camboja e Laos. Todas as reservas de ouro estocadas no Fort Knox já estavam virtualmente esgotadas em 1970. Só restavam 1.000 das 8.500 toneladas que supostamente lá estavam depositadas. E as reservas em dólar, em posse dos bancos estrangeiros, haviam saltado de US$ 23,8 bilhões para US$ 36 bilhões, em julho de 1971 e, no mês seguinte, para US$ 40 bilhões, três vezes mais do que os Estados Unidos necessitavam para honrar as obrigações contraídas em Bretton Woods.

Daí que, naquele ano, sem, consultar os demais países, o presidente Nixon aboliu, unilateralmente, a conversibilidade direta do dólar em ouro. A ordem monetária e o Sistema Bretton Woods de coordenação econômica internacional sofreram um colapso. E, dois anos depois, em 1973, o presidente Nixon, ante o agravamento da crise, teve de desvalorizar o dólar, em 10%, rompendo tanto o Smithsonian Agreement quanto o European Joint Float, e pavimentando o caminho para a livre flutuação das moedas. O dólar, que só os Estados Unidos podiam produzir, transformou-se na divisa fiduciária internacional. O presidente da França, general Charles de Gaulle, acusou então os Estados Unidos, de assumirem um “privilégio exorbitante”, na medida em que podiam continuar financiando seus déficits com a emissão de mais dólares e colocá-los em circulação.

A ruptura definitiva do padrão-ouro, a contundente derrota no Vietnam, o escândalo de Watergate e o apoio aos golpes militares e às ditaduras na América Latina e em outras regiões, entre outros fatores, começaram a assinalar o declínio econômico, político e moral dos Estados Unidos. O complexo industrial-militar já havia capturado e mantinha como refém todos os governos, fossem do Partido Republicano ou Democrata. E seus gastos militares continuaram a crescer, para a sustentação da indústria bélica e de sua cadeia produtiva, gerando a necessidade de permanente guerra e de reais ou supostas ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos, a fim de consumir os armamentos produzidos e reproduzir o capital.

De 1940-1996, os Estados Unidos gastaram, no mínimo, US$ 5,5 trilhões em seu programa de armamentos nucleares, sem contar as cifras da produção de armamentos convencionais. E esse valor não incluía US$ 320 bilhões estimados para os futuros custos anuais de armazenamento e remoção do valor acumulado do lixo radioativo e tóxico, em mais de cinco décadas, US$ 20 bilhões para o desmantelamento do sistema de armas nucleares e remoção dos excedentes materiais atômicos. Com todos esses elementos contabilizados, o total dos custos do programa de armamentos nucleares dos Estados Unidos, até 1996, ultrapassou o montante US$ 5,8 trilhões. E nenhum governo podia converter realmente a indústria bélica para fins civis, sem acarretar profundas implicações políticas, na medida em que aumentaria o número de desempregados e abalaria as atividades econômicas de diversas regiões (Texas, Missouri, Florida, Maryland e Virginia), onde estão as indústrias especializadas em armamentos com tecnologia intensiva de capital, cujo interesse é experimentá-los em guerras reais, a fim de que o Pentágono possa esvaziar os arsenais, promover os armamentos, vendê-los a outros países e fazer novas encomendas, que geram polpudas comissões e dividendos.

Muitas outras regiões dos Estados Unidos são beneficiadas pela produção, deslocamento, operações e manutenção das forças nucleares. Conforme avaliou de William J. Weida, do Brooking Institute, a Califórnia, a partir de 1980, passou a depender mais do que qualquer outro Estado das despesas militares do Pentágono, a maioria das quais nos programas dos bombardeiros B-1 e B-2, os mísseis Trident I e Trident II, os mísseis MX, bem como do projeto Strategic Defense Initiative e do programa de satélites Military Strategic and Tactical Relay (MILSTAR). Em 1986, as corporações empreiteiras (contractors) do Pentágono, na Califórnia, receberam 20% do orçamento de Departamento de Defesa, enquanto Nova York, Texas e Massachusets apropriaram-se de 21% [15]. Os imensos custos dos Estados Unidos com a produção de armamentos não decorrem tanto de fatores de segurança quanto de incoercíveis necessidades econômicas.

O Império Americano necessita de guerras para manter sua economia em funcionamento, evitar o colapso da indústria bélica e de sua cadeia produtiva e evitar o aumento do número de desempregados e a bancarrota de muitos Estados americanos, cuja receita depende da produção de armamentos.

Embora os Estados Unidos ainda sejam o pólo do sistema capitalista mundial, sua hegemonia cada vez mais se desvanece. Como bem salientou Durval de Noronha Goyos, o Império Americano está falido. Com um PIB da ordem de $14,66 trilhões (2010 est.), sua dívida pública, em 9 de setembro de 2011, já estava em cerca de US$ 14,71 trilhões, dos quais US$ 10,07 trilhões em poder do público e US$ 4,64 trilhões administrados pelo governo federal. Em fim de junho de 2011 seu PIB era estimado em cerca de US$ 15,00 trilhões, porém com uma dívida pública equivalente a 98% desse montante [16]. E seu déficit comercial, em junho deste mesmo ano, 2011, aumentou para US$ 53,1 bilhões contra US$ 50,8 bilhões, em maio.

Os Estados Unidos estão chafurdados em dívidas, por diversos fatores, sobretudo porque produzem menos do que consomem. Dependem de tudo, inclusive de capitais e financiamentos. Como bem observaram Bill Bonner e Addison Wigging, “a nação mais rica, mais poderosa do mundo, depende das poupanças dos países mais pobres”.

Em 2007, David M. Walker, Comptroller General of the United States (1998- 2008), advertiu que o governo americano estava sobre uma “burning platform” de insustentáveis políticas e práticas, com déficits fiscais, crônica insuficiência de recursos para a assistência à saúde, imigração e comprometimentos militares além-mar, ameaçando uma crise, se não fosse logo tomada uma atitude. E apontou “striking similarities” entre a situação do Império Americano e os fatores que produziram a queda de Roma, inclusive o “declining moral values and political civility at home, an over-confident and over-extended military in foreign lands and fiscal irresponsibility by the central government”.

Ao contrário do Estados Unidos, cuja crise financeira praticamente havia principiado nos anos 1970, quando o governo do presidente Richard Nixon não pôde sustentar o dólar com o padrão-ouro, a China, após o falecimento de Mao Tse-tung, começou economicamente a aflorar. Deng Xiaoping (1904-1997), ao recuperar o poder, após um período de ostracismo durante a chamada Revolução Cultural (1966-1976), tratou de empreender as reformas econômicas, de modo similar ao que Lenin tratou de promover na Rússia, após o término da guerra civil em 1921, quando a gravidade de sua situação econômica, social e política, atingira as mais trágicas dimensões e ameaçara a própria sobrevivência do Estado soviético. Diante de tal situação, Lenin recuou do “comunismo militar” ou “comunismo de guerra”, implantado durante os anos da guerra civil.

Com a adoção da NEP (Novaia Ekonomitcheskaia Politika), ele restabeleceu o funcionamento da economia de mercado, instituindo o capitalismo de Estado, não como propriedade e operação das empresas pelo Estado, mas como capitalismo privado, permitido e controlado pelo Estado.

Deng Xiaoping e os dirigentes da China haviam percebido que não podiam manter o mesmo modelo de socialismo, implantado na União Soviética por Stalin, após extinguir a NEP em 1927, pois nem Marx nem Engels jamais conceberam o socialismo como via de desenvolvimento ou modelo alternativo para o capitalismo, senão como consequência de seu desenvolvimento. Sem o rápido aperfeiçoamento dos instrumentos de produção e o constante progresso dos meios de transporte e de comunicação, com que a burguesia arrastava até as nações mais bárbaras à civilização, não seria possível chegar ao socialismo.

O que o viabilizava, cientificamente, era o alto nível de desenvolvimento das forças produtivas, que o capitalismo impulsionava, porquanto somente seria possível realizá-lo, elevando a oferta de bens e serviços, em quantidade e em qualidade, a um nível em que a liquidação das diferenças de classe constituísse verdadeiro progresso e tivesse consistência, sem acarretar consigo o estancamento da sociedade e, inclusive, a decadência do seu modo de produção.

Ao fim dos anos 1970, a China começou a promover reformas econômicas, autorizando os chineses a realizar empreendimentos comerciais privados e abrindo o país aos investimentos estrangeiros. O Estado deixou de ser o único dono dos meios de produção. E Deng Xiaoping, visando a revitalizar a economia a partir das zonas rurais, instituiu o estabelecimento de contratos de produção com agricultores individuais e o desenvolvimento de empresas rurais, do mesmo modo que, no setor urbano, concedeu autonomia de gestão às empresas estatais e promoveu a descentralização regional, investimentos e desregulamentação dos preços. Jiang Zemin e Li Peng, sucedendo a Deng Xiaoping, impulsionaram a reorganização institucional no governo e no Partido Comunista da China, e empreenderam a reforma do sistema financeiro, reforma fiscal, e estabeleceram o regime empresarial.

Tais reformas possibilitaram o extraordinário crescimento econômico, cuja taxa subira de 4,5%, na década de 1960-1970, para 5,8%, entre 1970 e 1980, e saltara para 8,5%, na década de 1980-1990, enquanto a taxa de crescimento dos Estados Unidos declinava de 3,8%, na década de 1960-1970, para 2,7%, entre 1970 e 1980, e 2,8%, na década de 1980-1990, baixando para - 0,7%, em 1991, ano em que a própria União Soviética se desintegrou, após a dissolução do Bloco Socialista.

A China, em termos estratégicos, tornou-se para os Estados Unidos o mais importante país do mundo no último quartel do século XX e começou a receber enorme influxo de homens de negócios das potências capitalistas do Ocidente. Atualmente, 2011, a China é o maior credor dos Estados Unidos, com reservas de mais de US$ 3 trilhões, como salientou Durval de Noronha Goyos, das quais apenas US$ 1,145 trilhão estão investidos em U.S. Treasuries, pouco mais de um terço do volume total, dado que, diante da extrema fragilidade da economia americana, ela continua a diversificar o perfil de suas aplicações em outras divisas.

A dívida soberana dos Estados Unidos, evidentemente, já não é o instrumento mais seguro para armazenar o valor das reservas. Contudo, a China ainda não pode desfazer-se totalmente das reservas em dólares, que agora representam apenas pouco menos de 10% do PIB americano, porquanto a quebra dos Estados Unidos também lhe traria imensos prejuízos.

Wen Jiabao previu o “primary stage of socialism for the next 100 years” e afirmou que o Partido Comunista da República Popular da China persistiria executando as reformas e inovação para assegurar o vigor e vitalidade e assegurar o socialismo com as características chinesas. Isto não significa que a aurora da China possa já configurar o advento do socialismo. O capitalismo foi o único modo de produção que teve a capacidade de expandir-se por todos os continentes e estabelecer, com a criação do mercado mundial e a divisão internacional do trabalho, uma ordem econômica internacional, integrando, como um bloco assimétrico, potências industriais e países agrícolas e atrasados ou em desenvolvimento, denominados periféricos e emergentes. Daí a impossibilidade de instituir, na moldura nacional, um sistema harmônico e auto-suficiente, com todos os ramos econômicos, sem considerar as condições geográficas, históricas e culturais do país, que somente constitui um elemento da unidade econômica mundial.

E, conforme Karl Marx concluiu das suas pesquisas, uma formação social nunca desmorona sem que as forças produtivas dentro dela estejam suficientemente desenvolvidas, e que as novas relações de produção superiores jamais aparecem, no lugar, antes de que as condições materiais de sua existência sejam incubadas nas entranhas da própria sociedade antiga.

A emergência da China como a maior potência econômica mundial marcará o século XXI.


Fonte: Patria Latina


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Brasil 2020 : Uma Potência Solidária


O cálculo é da revista The Economist: em 2020 a China deixará os Estados Unidos para trás e se tornará a maior economia do planeta. Não por outro motivo os teóricos estadunidenses já fazem projeções para os próximos anos, considerando cenários que oscilam entre a cooperação e a competição entre os dois países. As gradações variam de acordo com os analistas e os ângulos considerados.


Nesse sentido, destaca-se um recente comentário de Kurt Campbell, conselheiro da Secretaria de Estado para o Leste Asiático e o Pacífico dos Estados Unidos. “Um dos desafios mais importantes para a política externa dos Estados Unidos é efetivar a transição do foco imediato do Oriente Médio para o longo prazo da Ásia”.

Considerando essa mudança de posicionamento dos Estados Unidos e o conturbado cenário europeu, em que o desemprego e a crise econômica se aprofundam, o melhor que temos a fazer nesse momento é estreitar os laços com os países latino-americanos e ampliar as relações com os africanos.

O Brasil deve, mais do que nunca, aproveitar algumas vantagens conquistadas pelo continente sul-americano, manifestadas com maior clareza nos últimos seis anos: o expressivo crescimento econômico regional, o significativo aumento da inclusão social, as amplas reservas financeiras acumuladas e o portentoso mercado interno que conquistamos. Isso tudo nos garante um razoável respaldo diante das turbulências externas. Em vez de ficar a reboque dos que estão em crise, devemos montar nossa própria agenda positiva nesta década. Esse é o melhor caminho para nos fortalecermos e, num futuro próximo, reunirmos melhores condições para enfrentar os grandes desafios que se avizinham de igual para igual com as potências mundiais.

Para tanto, é fundamental impulsionar as atividades da Unasul – União das Nações Sul-Americanas. Criada com grandes ambições geopolíticas e econômicas, a Unasul se destacou, entre outras ações, quando investigou o massacre em Pando, na Bolívia. A missão, liderada pelo Brasil em 2008, conseguiu reunir provas que tiveram grande importância na condenação e prisão do então governador Leopoldo Fernandéz, que agia em consonância com os interesses da direita separatista e da diplomacia estadunidense.

Ações como essa precisam ser retomadas, já que reforçam o pólo de poder regional e ampliam nossa governabilidade sobre a segurança de Nuestra América. Vale lembrar que são ações cujos contenciosos são resolvidos pela ação diplomática com base nas doutrinas sul-americanas do direito internacional, o respeito à soberania e à não-intervenção em assuntos internos dos Estados. Desse modo, ao passo que valorizamos a institucionalidade regional, afastamos a interferência de potências estrangeiras.

Dando continuidade às iniciativas da política externa e em complementação a ela, o ministro da Defesa, Celso Amorim, vai esta semana ao Peru, quinto país da região que visita desde que assumiu a pasta, em agosto. “Estamos tratando de garantir que haja um ‘cinturão de paz e boa vontade’ em nossa região. Isso requer muita compreensão dos problemas dos nossos vizinhos, sem arrogância ou falsos complexos de superioridade”, disse à Carta Maior.

África

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com o continente, visitando pelo menos 25 países e duplicando o número de embaixadas em seus dois mandatos.

Graças ao trabalho do então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, temos hoje 31 representações diplomáticas na África, à frente da Grã-Bretanha, com 26, que por contenção de custos está tendo de fechar embaixadas onde antes era senhora. Estados Unidos (46), Rússia (45) e China (42) seguem à frente do Brasil. Em termos de movimentação financeira, só estamos à frente da Rússia, que anualmente negocia US$ 3,5 bilhões com a região. O Brasil movimenta US$ 20 bilhões, ainda atrás da Índia (US$ 32 bilhões) e muito aquém da líder China (US$ 107 bilhões).

Em termos de cooperação, entretanto, a diferença vai muito além das cifras; enquanto esses países se dedicam ao tema com matizes imperialistas, buscando extrair o máximo do continente, e tratando o impacto sobre sociedades locais como pauta menor, a cooperação brasileira parte de um paradigma de solidariedade e imbui-se do espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que enfatiza em seu preâmbulo o conceito de família humana.

Essa diferença conceitual se verifica na prática absolutamente distinta entre o Brasil e as potências tradicionais quando cooperando com a África. Ao passo que as segundas inundam o continente com dinheiro repleto de condicionantes, a cooperação brasileira, ao centrar suas ações no desenvolvimento humano, contribui para a autodeterminação e emancipação das sociedades locais, especialmente através do intercâmbio de boas práticas em políticas públicas. Um bom exemplo é a cooperação iniciada pelo presidente Lula, e mantida pela presidenta Dilma, com Guiné-Bissau para a Promoção do Registro Civil de Nascimento.

“Para cada problema africano existe uma solução brasileira”, afirma o pesquisador africano, hoje em Harvard, Calestous Juma. E os africanos reconhecem isso, como registrou Celso Amorim em artigo publicado na revista CartaCapital, com o significativo título “A África tem sede de Brasil”. No entanto, reforça ele, para transformar essa realidade virtual em ato concreto será preciso muita persistência e visão de futuro. “Estou certo [que essas virtudes] continuarão a inspirar o governo Dilma, como inspiraram o de Lula”.

Esse tipo de cooperação fortalece os laços entre o Brasil e os países africanos, produzindo efeitos mais duradouros ao reconstituir e estabelecer vínculos e similaridades não apenas no plano institucional, mas também entre os nossos povos, que um dia foram um só, e ainda hoje permanecem conectados pela influência cultural que exercem mutuamente uns sobre os outros.

O Brasil está no caminho certo, mas precisa aproveitar a atual conjuntura histórica para aprofundar o que vem se convertendo em uma nova hegemonia latinoamericana, baseada nos princípios da cooperação e no respeito à autodeterminação dos povos. Assim passaremos de país emergente a uma grande potência mundial – não uma potência imperialista, como tantas outras, mas de um novo tipo, que apenas o povo brasileiro, em seu singular sincretismo étnico-cultural, na acepção de Darcy Ribeiro, seria capaz de criar: uma Potência Solidária.




Marcelo Salles é jornalista. Fábio Balestro é advogado e especialista no Estudo das Instituições Ocidentais (Universidade de Notre Dame).

No Escrevinhador

Retirado do blog Com Texto Livre

A ajuda humanitária significa uma forma de solidariedade

Imagens da "Ajuda Humanitária" da OTAN na Líbia






















EUA e Israel farão exercício militar conjunto com mais de cinco mil soldados

De acordo com funcionário da Casa Branca, será o maior já realizado entre os dois aliados

Israel e Estados Unidos realizarão o “maior e mais significante” exercício militar conjunto já realizado na história entre os dois aliados. A afirmação foi feita neste sábado por Andrew Shapiro, secretário-adjunto de assuntos políticos e militares do Departamento de Estado norte-americano. As informações são do jornal israelense Haaretz.

Segundo Shapiro, que anunciou a decisão no Instituto de Políticas para o Oriente Médio em Washington, o exercício envolverá mais de cinco mil soldados dos dois países e irá realizar uma simulação de defesa antimíssil. “Exercícios conjuntos nos permitem aprender com a experiência israelense em conflitos urbanos e contraterrorismo”, disse.

O funcionário também revelou que, em breve, através de dispositivos legislativos, os dois países terão maior facilidade para comercializar armas, como já ocorre com Japão, Coréia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, outros aliados dos norte-americanos.

"Nossa relação com Israel a respeito da segurança é mais ampla, profunda e intensa do que nunca”, disse Shapiro. Ele também afirmou que o fortalecimento militar israelense é uma prioridade top tanto para ele quanto para a secretária Hillary Clinton e o presidente Barack Obama.

Os EUA tem um contribuição anual de três bilhões de dólares com Israel, a qual, segundo Shapiro, a administração Obama continuará a honrar, mesmo em tempos orçamentários desafiadores.

Shapiro afirmou que a ajuda militar dos EUA para Israel é importante, pois ajuda a criar empregos para os norte-americanos. “Não damos essa assistência por caridade, nas porque também beneficia nossa própria segurança. E ajudamos Israel porque é de nosso interesse nacional fazê-lo”, disse Shapiro.

O funcionário acabou repetindo as conclusões do recente levantamento do Instituto, que argumentou que o estado judeu é um aliado estratégico. “Se Israel se enfraquece, nossos inimigos se fortalecerão. Isso faria com que o conflito se espalhasse, o que seria catastrófico para os interesses norte-americanos na região. É a força militar israelense que poderá deter potenciais agressores e ajudar a forjar paz e estabilidade”.




Fonte: Opera Mundi
Imagem: Google

A idade do ódio, aqui e no mundo

Por Mauro Santayana

Duas situações – uma, internacional, outra, em nosso país – trazem-nos a sensação angustiosa de que os homens perderam a sua essência moral e retornam velozmente à idade do instinto dos répteis; enfim, desumanizam-se. Prepara-se, sem quaisquer disfarces, a guerra contra o Irã. Não basta o que se faz no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e na Palestina. Os belicosos de Israel, com o apoio da Grã Bretanha e da França, e o estímulo dissimulado de Washington, acreditam que lhes será possível atacar impunemente as supostas instalações nucleares da velha Pérsia. Em lugar da retirada – inglória – do Iraque e do Afeganistão, já anunciada, o que se vislumbra é a ampliação do conflito. Como em todas as aventuras militares, sabe-se como esta se iniciará, com o bombardeio de alvos no Irã – mas não se sabe como acabará. Se não prevalecer o bom-senso em Tel-Aviv, podemos aguardar nova tragédia, se não formos arrastados a uma Grande Guerra Euroasiática, da qual poderemos escapar na América Latina, se a estupidez não nos contaminar.

Há dias houve sinais de esperança com a troca de prisioneiros entre Israel e o Hammas. Essa esperança durou menos do que algumas horas, com a decisão de Netanyahu de construir nova colônia em território alheio, como represália à decisão da UNESCO - pela maioria esmagadora de votos - de reconhecer o Estado da Palestina. Como se isso não bastasse, trata agora o governo extremista de Israel de preparar o bombardeio contra o Irã, com a presunção de que continuará impune, como tem ocorrido ao longo desses 63 anos de existência do estado judaico.

É uma pena que os governantes de Israel dessirvam a memória de um povo que se destacou na crônica de nossa civilização com as manifestações da inteligência, das artes e do humanismo. É uma lástima que os judeus sensatos, de Israel e do mundo inteiro, não consigam que seu governo aceite o convívio com o vizinho. Todas as explicações de Israel não desmentem a realidade de que os palestinos têm sido submetidos, nestas décadas, à humilhação e à opressão. Expulsos de suas terras familiares, confinados em espaços cada vez menores, submetidos ao racionamento de água e ao bloqueio comercial, os palestinos se tornaram os párias de nosso tempo.

A insensatez chega agora a nova aventura bélica, contra um povo muito mais numeroso, com forças militares preparadas, e que, em uma escalada bélica, poderá construir aliança com potências de primeira grandeza – ainda que não tenham bombas atômicas como os agressores. Será um conflito do qual dificilmente Israel sairá sem perdas políticas e humanas consideráveis. Isso, na melhor hipótese.

A outra manifestação de ódio é a que se registra, aqui no Brasil, contra Lula, no momento em que o ex-presidente passa pela hora mais difícil de sua vida, ao enfrentar a doença que já atingiu dramaticamente a própria família. É doloroso que, entre os que se excitam com seu sofrimento se encontrem pessoas das quais se poderia esperar o mínimo de entendimento do mundo. A internet se tornou, nesses dias, o repositório das frases mais repulsivas. Felizmente essa fúria dos covardes tem encontrado a repulsa de todo o povo brasileiro – já que eles, pelo seu comportamento, se excluem da comunidade nacional.

É possível divergir de Lula, de seu governo, de seu partido, de suas idéias. Mas não se trata de Lula, o político, o alvo dessas manifestações de ódio. Não se odeia o ex-presidente da República. Odeia-se o menino de Pernambuco que arrombou as portas da História e, em nome do povo mais humilhado e vilipendiado do país, assumiu o governo e colocou o país entre as nações mais respeitadas de nosso tempo.

Enfim, e para não perder a razão das coisas, é uma questão de classe. Só isso.



Fonte: Patria Latina

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Getulio Vargas e O Testamento de Kadhafi

Um comentário do Tibiriça sobre o post O testamento de Gadhafi
me chamou a atenção e reproduzo aqui.




Tibiriça disse... Burgos e Maria.
Tomo aqui a liberdade para reproduzir a carta testamento de Getúlio Vargas na qual podemos ver a semelhança do teor das duas, acrescentar mais comentários para explicá-las é desnecessário.



A Carta Testamento

Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim.
Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao Governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário-mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o Governo dentro da aspiral inflacionária que destruía os valores de trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Na declaração de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder. Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater a vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto, O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.


Getúlio Vargas.

Até quando ó Saladino, até quando?


Israel não quer nenhum Estado palestino em seus arredores.

E se não bastasse isso, provocou a Síria, ofendeu a UNESCO e agora ameaça o Iran.

Afinal, o que querem os israelenses?

Por que odeiam tanto a convivência e a paz?

Alguém pode explicar por que tanto ódio?

Que mal os iranianos fizeram?

Há mais de 30 mil judeus vivendo, e muito bem, no Iran.

Participam do parlamento, têm seus hospitais, suas sinagogas, suas escolas, seus açougues e nunca foram molestados.

Isso afirmam os próprios judeus.

São respeitados e gratos aos descendentes de Dario e Xerxes.

Por que Israel não segue o exemplo e abre seus portos aos iranianos?

Os governantes de Israel estão criando uma sociedade doente que corrói as próprias entranhas.

Uma sociedade doentia que odeia o diferente.

Constrói muros para manter e oprimir os diferentes.

Recentemente sua engenharia para o mal cercou as Colinas Sírias de Golan.

A troco de que?

Israel é um péssimo exemplo para os vizinhos.

Israel só consegue conviver com regimes ditatoriais.

Vejam o caso do Egito, da África do apartheid, dos emirados do Golfo e de muitos outros mais.

Seus soldados de língua árabe participaram dos massacre no Iraque e Líbia.

Denominar de psicopatas os governantes de Israel é ofender a psicopatia.

O mal que eles causam não tem denominação científica.

E agora estão direcionando seu ódio a UNESCO, entidade cultural cujo único crime foi reconhecer que os palestinos têm direito a seu Estado.

E os palestinos?

Ah, os palestinos.

Povo milenar cujo amor ao próximo e pacifismo tem sido a razão de sua opressão.

Receberam os diferentes de braços abertos e estes fecharam seus braços em torno de seus pescoços.

Podiam ser idosos, podiam ser mulheres e podiam ser crianças.

Os que escapavam eram caçados e explodidos.

Contra as pedras, aviões, tanques e mísseis.

Tudo bem que os perseguidos e oprimidos reagem.

Mas e as oliveiras?

Que mal elas fizeram?

Foram queimadas, arrancadas pela raiz, não antes do roubo das colheitas pelos colonos ladrões, com apoio dos soldados do exército com quem dividiam o butim.

Não bastasse invadir suas casas, roubar suas colheitas, destruir suas escolas e hospitais, querem matá-los também pela fome.

E de sede, já que os palestinos raramente tem acesso a água potável.

Raramente conseguem ultrapassar o muro do aparheid.

Raramente conseguem atravessar os postos de controle.

Raramente conseguem sobreviver as bombas despejadas pelos aviões e tanques.

E agora, numa demonstração de brutalidade sem igual, a marinha de Israel cercou o mar para que os pescadores palestinos não conseguissem seu sustento.

Até quando ó Saladino, até quando continuarão abusando da paciência da humanidade?


Documentário: “Difamação: a indústria do antissemitismo”

Assim como Norman Finkelstein, um professor estadunidense (e judeu) escreveu um livro no qual expõe como funciona o que ele chama de “A indústria do holocausto”, Yoav Shamir, um cineasta israelense (e judeu), realizou o filme documentário Defamation (Difamação) que revela o que poderíamos chamar de “A indústria do antissemitismo”.

Por Yoav Shamir, no Redecastorphoto

Trata-se de um filme imprescindível para entender os interesses que movimentam essa “indústria”.


A verdade, como podemos depreender deste documentário, é que o antissemitismo passou a ser a fonte de riqueza e poder para muitos grupos oriundos das comunidades judaicas estadunidenses que, aliados aos interesses da extrema direita israelense, não desejam seu fim, nem seu abrandamento.

Muito pelo contrário, para desfrutar de seus privilégios (e para justificar suas políticas antipalestinas, no caso de Israel), esses grupos procuram fazer de tudo para que o antissemitismo nunca deixe de estar em pauta.

Se não houver mais o perigo real (como o documentário nos dá a entender que é o que ocorre na prática), é preciso recriá-lo através de todos os mecanismos emocionais possíveis.

O documentário também deixa claro que há muitos judeus, religiosos ou não, que não concordam com a manipulação do sofrimento de seus antepassados para o benefício espúrio de grupos de poder da atualidade.

Assistam o filme:






Fonte: vermelho.org


Uri Avnery: “As ameaças de Israel contra o Irã”


Todos conhecem a cena, dos tempos de escola: o menino baixinho briga com o menino muito maior e grita para os companheiros: “Me segurem! Me segurem... Ou eu quebro a cara dele!” O governo de Israel está fazendo exatamente isso. Todos os dias, em todos os canais de televisão, algum figurão do governo israelense grita que, agora sim, agora sim, Israel vai quebrar a cara do Irã.

Por Uri Avnery, no Counterpunch

O Irã está próximo de produzir bomba nuclear. Israel não pode permitir. Então... Israel vai detonar o Irã, reduzir o Irã a cacos.

Binyamin Netanyahu repete isso em todos os seus incontáveis discursos, inclusive no discurso de abertura da sessão de inverno do Parlamento israelense. Ehud Barak, também. Todos os comentaristas comentam o assunto. E a imprensa amplifica o som e a fúria. Mas o jornal Haaretz publicou na primeira página uma grande foto dos sete ministros mais importantes de Israel (o “septeto da segurança”): três a favor do ataque, quatro contra.

Há um ditado alemão que diz: “Revolução muito alardeada não quer acontecer”. Vale também para guerras.

Artefatos nucleares vivem sob estrito controle militar. Muito muito estrito. Hoje, o controlador militar das bombas atômicas israelenses apareceu sorrindo, deixando a coisa andar. Os meninos – o primeiro-ministro e o ministro da Defesa de Israel, exatamente os dois patrões do controlador militar das bombas israelenses – estão só brincando de atacar o Irã.

O respeitado ex-chefe, por muitos anos, do Mossad, Meir Dagan, falou publicamente contra qualquer ideia de Israel atacar o Irã. “Nunca ouvi ideia mais estúpida em toda a minha vida” – disse Dagan. Explicou que entende como seu dever alertar Israel contra a ideia de atacar o Irã... desde que ouviu falar dos planos de Netanyahu e Barak.

Na 4ª-feira, Israel enfrentou um tsunami de “notícias vazadas”: Israel testara um míssil capaz de transportar uma bomba atômica e “entregá-la” a mais de 5 mil km de distância, adiante, até, daquele país... vocês sabem qual. E a Força Aérea de Israel acabara de encerrar manobras na Sardenha, distância de voo maior, até, da que nos separa daquele país... aquele, vocês sabem qual. E na 5ª-feira, o Comando Doméstico fez exercícios por toda a cidade e arredores, na Grande Telavive, com sirenes berrando por todos os lados.

São movimentos que sugerem fortemente que tudo não passe de encenação. Talvez para assustar os iranianos. Talvez para empurrar os EUA a tomar ações mais extremas. Talvez, sim, toda a encenação tenha sido previamente combinada com os EUA. (Vazamentos britânicos também diziam que a Royal Navy britânica está em treinamento, preparando-se para apoiar um ataque dos EUA ao Irã.)

Vez ou outra, Israel usa a tática de agir como se os israelenses fôssemos doidos de hospício (“O dono da banca enlouqueceu” – como se ouve pelos mercados e feiras, sobre preços baixos demais). Israel cansou de ouvir conselhos dos EUA. O que temos de fazer é bombardear, bombardear, bombardear, bombardear.

Calma. Falemos sério, por favor. ISRAEL NÃO ATACARÁ O IRÃ. É isso. Ponto final.

Muitos dirão que me arrisco demais. Não seria melhor acrescentar “provavelmente”, ou “quase com certeza”? Não. Não acrescento coisa alguma. Repito e repito: ISRAEL NÃO ATACARÁ O IRÃ.

Depois da aventura de 1956 em Suez – que acabou por ordem do presidente Dwight D. Eisenhower – Israel nunca mais se envolveu em nenhum tipo de operação militar importante, sem a expressa autorização dos EUA.

Os EUA são hoje o mais confiável apoiador com que Israel ainda conta (além das ilhas Fiji, da Micronesia, das ilhas Marshall e de Palau). Destruir essas relações será como cortar a mangueira de ar do escafandro. Para chegar a esse ponto, é preciso ser mais do que meio maluco: é preciso ser doido furioso.

Além do mais, Israel não pode entrar em guerras sem o apoio dos EUA, porque todas as bombas e todos os aviões de Israel vêm dos EUA. Em guerra, é preciso receber suprimentos, peças de reposição, todos os tipos de materiais. Durante a guerra do Yom Kippur, Henry Kissinger manteve uma linha de suprimentos, por avião, que operava 24 horas por dia. E a guerra do Yom Kippur foi piquenique, comparada com o que seria uma guerra contra o Irã.

EXAMINEMOS o mapa – providência que se recomenda sempre, antes de guerras.

A primeira coisa que chama a atenção é o muito estreito Estreito de Ormuz, por onde passa 1/3 de todo o suprimento de petróleo transportado por petroleiros, para todo o mundo. Passa por aquela garganta praticamente todo o petróleo produzido na Arábia Saudita, Estados do Golfo, Iraque e Irã.

De ponta a ponta, o estreito mede cerca de 35 km. É a mesma distância de Gaza a Beer Sheva que, semana passada, os rojões de fabricação caseira da Jihad Islâmica cruzaram sem problema algum.

No instante em que o primeiro avião israelense entrar no espaço aéreo do Irã, o estreito será fechado. A Marinha do Irã tem mísseis em navios, no mar. Mas nem serão necessários. Para fechar Ormuz, bastam os mísseis em terra.

O mundo já está balançando, à beira do abismo. A pequena Grécia oscila, ameaçando cair e levar com ela grossas fatias da economia mundial. Ormuz fechado, e cortado o suprimento de quase 1/5 de todo o petróleo que as nações industriais do planeta consomem, é catástrofe difícil de imaginar.

Para reabrir o estreito à força, seria necessária grande operação militar (com muitos “coturnos no solo”, inclusive), maior que todas as dificuldades que os EUA enfrentam hoje no Iraque e no Afeganistão. Os EUA têm dinheiro para tudo isso? Ou a OTAN? Israel não compete nessa liga “de cima”. Mas, mesmo assim, estará terrivelmente envolvido na ação, no mínimo, na condição de alvo.

Em manifestação de unidade que só se vê muito raramente, todos os chefes dos serviços secretos israelenses, inclusive os principais diretores do Mossad e do Shin Bet, já se manifestaram publicamente, todos contrários à ideia de atacar o Irã. É fácil entender por quê.

Não sei, sequer, se a operação seria possível. O Irã é país de grande território, quase do tamanho do Alasca; as instalações nucleares estão dispersas por todo o território e, muitas delas, são subterrâneas. Ainda que se usassem bombas de penetração profunda, que explodem sob o chão, fornecidas pelos EUA, toda essa gigantesca operação só conseguiria conter os esforços iranianos por alguns poucos meses. Israel pagaria preço altíssimo, por resultados magros.

Claro também que, se a guerra começar por ação de Israel, imediatamente choverão mísseis sobre Israel – não só do Irã, mas também do Hezbollah e, talvez, também do Hamás. As cidades israelenses não são adequadamente defendidas contra ataques dessa magnitude. Morreriam muitos israelenses. As mortes e a destruição em solo israelense tornam totalmente proibitivo qualquer movimento de guerra contra o Irã.

Repentinamente, a mídia israelense só fala dos três submarinos israelenses, que logo serão cinco, talvez seis, se os alemães forem compreensivos e generosos. Os jornais dizem, abertamente, que esses submarinos garantem a Israel a possibilidade de “um segundo ataque nuclear” (?!), caso o Irã use ogivas nucleares (que o Irã não tem!) contra Israel. Mas o Irã pode usar armas químicas, claro, dentre outras armas de destruição em massa.

E há também o preço político. O mundo islâmico fervilha. O Irã não é exatamente muito popular em parte do mundo islâmico. Mas, se Israel atacar o Irã, o ataque contra um dos principais países do mundo muçulmano unirá instantaneamente sunitas e xiitas, do Egito e Turquia ao Paquistão e mais. Israel estaria correndo o risco de converter-se em mansão de luxo, numa selva em fogo.

FATO É QUE toda essa conversa sobre guerra ao Irã, em Israel, serve a vários objetivos políticos, da política interna de Israel.

Sábado passado, os movimentos sociais de protesto voltaram às ruas. Depois de pausa de dois meses, grande número de manifestantes reuniram-se em Telavive, na Praça Rabin. Foi caso excepcional porque, no mesmo dia, vários rojões do Hamás estavam sendo disparados contra cidades próximas da Faixa de Gaza. Até agora, em situação semelhante, as manifestações sempre foram canceladas. Os problemas de segurança sempre foram vistos como maiores que quaisquer outros. Dessa vez, não. E as ruas encheram-se de manifestantes e protestos.

Havia também quem acreditasse que a euforia do festival Gilad Shalit teria apagado da opinião pública israelense a ideia de protestar contra o governo de Netanyahu. Não apagou.

Outro fenômeno curiosíssimo: a mídia, depois de vários meses aliada aos manifestantes que enchiam as ruas, acaba de mudar de lado. Repentinamente, todos os jornais, inclusive o Haaretz, opõem-se aos manifestos populares. Como que obedecendo a uma só voz, todos os jornais de Israel escreveram, na manhã seguinte aos protestos, que lá se reuniram “mais de 20 mil” pessoas. Bem. Estive lá e tenho alguma experiência com essas coisas. Havia naquela praça, no mínimo, 100 mil pessoas, a maioria, jovens. Mal se conseguia andar.

Os protestos tampouco acabaram, como dizem os jornais. Longe disso. Mas... que ideia melhor, para fazer calar os que clamam por justiça social, do que pôr-se a falar sobre a “ameaça existencial”?

Além do mais, para fazer as reformas que a sociedade exige, é preciso dinheiro. Ante a crise das finanças mundiais, o governo luta para reduzir o déficit do orçamento, temeroso de pôr em risco a posição de Israel no ranking dos países confiáveis para investimento externo. Assim sendo... de onde sairia o dinheiro para as tais reformas? Só há três fontes plausíveis: das colônias exclusivas para judeus nos territórios palestinos ocupados (mas... que estado judeu atrever-se-ia a pedir dinheiro aos colonos?); os judeus israelenses ortodoxos (idem); e o gigantesco orçamento militar.

Criada a possibilidade de guerra contra o Irã, a guerra mais crucial da história de Israel, quem sugeriria que se tocasse no sacrossanto orçamento militar? O país precisa de cada shekel, para comprar mais aviões, mais bombas, mais submarinos. Escolas e hospitais, é claro, que esperem.

Por isso, do ponto de vista de Netanyahu, Mahmoud Ahmadinejad é a salvação. Onde estaria Netanyahu, hoje, se não houvesse Ahmadinejad?




Fonte: Redecastorphoto, retirado do blog vermelho.org
Traduzido pelo coletivo Vila Vudu

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um cão preocupado com o Irã



O Irã está sendo ameaçado por Israel!


Mais uma vez o mundo vai se calar perante Israel e EUA?




Porque os governantes dos países do mundo se calam diante de tantas atrocidades?


Será que estão sendo ameaçados?


Até quando veremos os EUA bombardeando países e cometendo genocídios em nome de sua falida "democracia"?


Até quando veremos governantes se calando diante de tantas atrocidades que Israel provoca na Palestina?

O mundo vai assistir mais um genocídio no Irã como está acontecendo na Líbia?

Ou vão tomar providências antes que aconteça?
Qual a verdade por trás disto tudo?


Humanos!

Temos que exigir respostas de nossos governantes!!!


Ou será que eu sou um cão estúpido que fica questionando sobre tudo isso?

Benjamin Netanyahu pretende atacar o Irã

O primeiro ministro israelita e os seus ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa pretendem atacar militarmente o Irã e para isso tentam convencer a maioria do governo que se opõe, noticia o jornal Haaretz.

De acordo com este diário, só a oposição de uma maioria de ministros, do chefe de Estado Maior das Forças Armadas e dos serviços de informações travam ainda a “opção militar” contra o Irã que Netanyahu, o xenófobo chefe da diplomacia Avigdor Lieberman e o ministro da Defesa, o antigo chefe trabalhista Ehud Barak, já amadureceram. Entretanto, ainda segundo o Haaretz, a força aérea israelita tem realizado treinos para uma ofensiva à distância numa base aérea da OTAN no sul de Itália.

O assunto esteve na agenda da reunião do gabinete restrito na qual foi adotada a resposta de Israel à admissão da Palestina na UNESCO mas em relação àquele ponto concreto a maioria dos oito membros são contra, como é o caso do chefe do partido ultra-ortodoxo sefardita Shass, do ministro dos Assuntos Estratégicos, do ministro das Finanças e também de Benny Begin, ministro sem pasta filho do antigo chefe do governo Menahem Begin.

Ehud Barak desmente que a decisão de atacar militarmente o Irã já tenha sido tomada, mas o Haaretz informa que esse é o objectivo dos exercícios que estão a ser realizados no sul de Itália e também em Israel. Acrescenta que as forças armadas testaram muito recentemente o sistema de propulsão de um engenho na base de Palmahim, ao sul de Telavive, que deverá ser, segundo a rádio pública, um míssil balístico que poderá transportar ogivas nucleares.

Israel desmente que possui armas atômicas, mas é do conhecimento geral na comunidade internacional que se trata da única potência militar nuclear no Médio Oriente.

A ação poderá estar dependente ainda da opinião dos outros membros do governo e do relatório que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá publicar no próximo dia 8 sobre o programa nuclear iraniano, que Teerã anuncia como civil. De acordo com a notícia do Haaretz, os ataques israelitas idealizados pelo primeiro ministro, Barak e Liebarman teriam como alvo as instalações nucleares iranianas, a exemplo do que aconteceu com a ofensiva realizada contra um reator iraquiano de fabricação francês no tempo do regime de Saddam Hussein.

O jornal israelita cita o chefe das forças armadas iranianas, general Hassan Firuzabadi, segundo o qual o Irã não ficará “sem reagir” e “os Estados Unidos sabem que qualquer ataque do regime sionista contra o Irã provocará sérios danos não apenas a este regime mas também contra os Estados Unidos”.


Fonte: beinternacional

Noticia relacionada: http://www.tijolaco.com/mais-uma-guerra-para-aliviar-crises/


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