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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Exército Secreto da OTAN/NATO

O Exercito Secreto da Nato from pick lock on Vimeo.

Daniele Ganser, professor de história contemporânea na universidade de Basileia e presidente da ASPO-Suíça, publicou um livro de referência sobre os "Exércitos secretos da NATO" . Segundo ele os Estados Unidos organizaram na Europa Ocidental durante 50 anos atentados que atribuíram mentirosamente à esquerda e à extrema esquerda para as desacreditar aos olhos dos eleitores. Esta estratégia continua hoje em dia para criar o temor do Islão e justificar as guerras do petróleo.


Quem controla a comida, controla o mundo! Codex Alimentarius



Parte 1



Parte 2



Parte 3


Parte 4


Parte 5

A HIPOCRISIA do Governo dos EUA

Reproduzo aqui o vídeo que assisti no Blog Jader Resende

Eu Não Vou me Mover - Curta Metragem - Uma obra prima sobre a Hipocrisia







Fonte: http://jaderresende.blogspot.com/

Agradecimento ao amigo Jader Resende

domingo, 13 de novembro de 2011

Urânio empobrecido, uma estranha forma de proteger os civis líbios

Urânio empobrecido, uma estranha forma de proteger os civis líbios

Nas primeiras 24 horas de bombardeios a Libia, os aliados gastaram 100 milhões de libras esterlinas em munição dotada de ponta de urânio empobrecido. Trata-se de um resíduo do processo de enriquecimento de urânio que é utilizado nas armas e reatores nucleares, sendo uma substância muito valorizada no exército por sua capacidade para atravessar veículos blindados e edifícios. Esse urânio empobrecido pode causar danos renais, câncer de pulmão, câncer ósseo, problemas de pele, transtornos neurocognitivos, danos genéticos em bebês e síndromes de imunodeficiência, entre outras doenças. O artigo é de David Wilson.

David Wilson – Stop the War Coalition

Stop the War Coalition


“Os mísseis que levam pontas dotadas de urânio empobrecido se ajustam à perfeição à descrição de uma bomba suja…Eu diria que é a arma perfeita para assassinar um monte de gente”.
Marion Falk, especialista em física e química (aposentada), Laboratório Lawrence Livermore, Califórnia (EUA).



Nas primeiras vinte e quatro horas do ataque contra a Líbia, os B-2 dos EUA lançaram 45 bombas de 2 mil libras de peso cada uma (um pouco menos de uma tonelada). Estas enormes bombas, junto com os mísseis de cruzeiro lançados desde aviões e navios britânicos e franceses, continham ogivas de urânio empobrecido.

O DU (urânio empobrecido, na sigla em inglês) é um resíduo do processo de enriquecimento de urânio que é utilizado nas armas e reatores nucleares. Trata-se de uma substância muito pesada, 1,7 vezes mais densa que o chumbo, muito valorizada no exército por sua capacidade para atravessar veículos blindados e edifícios. Quando uma arma que leva uma ponta de urânio empobrecido golpeia um objeto sólido, como uma parte de um tanque, penetra através dele e depois explode formando uma nuvem quente de vapor. Esse vapor se transforma em um pó que desce ao solo e que é não só venenoso, mas também radioativo.

Um míssil com urânio empobrecido quando impacta algo sólido queima a 10.000°C. Quando alcança um objetivo, 30% dele fragmentam-se em pequenos projéteis. Os 70% restantes se evaporam em três óxidos altamente tóxicos, incluído o óxido de urânio. Este pó negro permanece suspenso no ar, e dependendo do vento e das condições atmosféricas pode viajar a grandes distâncias. Se vocês pensam que Iraque e Líbia estão muito distantes, lembrem-se que a radiação de Chernobyl chegou até Gales.

É muito fácil inalar partículas de menos de 5 micra de diâmetro, que podem permanecer nos pulmões ou em outros órgãos durante anos. Esse urânio empobrecido inalado pode causar danos renais, câncer de pulmão, câncer ósseo, problemas de pele, transtornos neurocognitivos, danos genéticos, síndromes de imunodeficiência e estranhas enfermidades renais e intestinais. As mulheres grávidas expostas ao urânio empobrecido podem dar à luz a bebês com deformações genéticas. Uma vez que o pó se vaporiza, não cabe esperar que o problema desapareça. Como emissor de partículas alfa, o DU tem uma vida média de 4,5 milhões de anos.

No ataque da operação “choque e pavor” contra o Iraque foram lançadas, somente sobre Bagdá, 1.500 bombas e mísseis. Seymour Hersh afirmou que só o terceiro comando de aviação dos Marines dos EUA lançou mais de “quinhentas mil toneladas de munição”. E tudo isso carregava pontas de urânio empobrecido.

A Al Jazeera informou que as forças invasoras estadunidenses dispararam 200 toneladas de material radioativo contra edifícios, casas, ruas e jardins de Bagdá. Um jornalista do Christian Science Monitor levou um contador Geiger até zonas da cidade que sofreram uma dura chuva de artilharia das tropas dos EUA. Encontrou níveis de radiação entre 1.000 e 1.900 vezes acima do normal em zonas residenciais. Com uma população de 26 milhões de habitantes, isso significa que os EUA lançaram uma bomba de uma tonelada para cada 52 cidadãos iraquianos, ou seja, uns 20 quilos de explosivos por pessoa.


William Hague, Secretário de Estado de Assuntos Exteriores britânico, disse que estávamos indo a Líbia “para proteger os civis e as zonas habitadas por civis”. Vocês não têm que olhar muito longe para ver a quem e o que está se “protegendo”.



Nas primeiras 24 horas, os aliados gastaram 100 milhões de libras esterlinas em munição dotada de ponta de urânio empobrecido. Um informe sobre controle de armamento realizado na União Europeia afirmava que seus estados membros concederam, em 2009, licenças para a venda de armas e sistemas de armamento a Líbia no valor de 333.357 milhões de euros. A Inglaterra concedeu licenças às indústrias bélicas para a venda de armas a Líbia no valor de 24,7 milhões de euros e o coronel Kadafi pagou também para que a SAS (sigla em inglês do Serviço Especial Aéreo) para treinar sua 32ª Brigada.

Eu aposto que nos próximos 4,5 milhões de anos, William Hague não irá de férias ao Norte da África.



Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17609

Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa

O Urânio falsamente empobrecido como armas de guerra

Este projétil ao lado, contém Urânio Empobrecido e além do estrago estantaneo que faz,o mesmo causa estragos por muito mais tempo depois de descartado e ela está aí para poupar de tantas coisas chocantes quanto as fotos de crianças deformadas por interferência destes artefatos atômicos.Não precisamos de nenhuma guerra e nem mesmo uma guerra nuclear convencional, pois a guerra nuclear já está em curso no mundo com a utilização destas armas mortíferas
Porém ao Substituir as fotos originais,podemos poupar aqueles que sofrem os efeitos nefastos dessas armas que vem sendo amplamente utilizadas em conflitos dos senhores do mundo em diversas partes do globo;
Não é algo novo a utilização de projéteis contendo o falsamente Urânio Empobrecido que são usados em bombardeios por alguns países, nem preciso dizer quais são os que utilizam dessas armas , mas foi assim no Iraque , ex-Iugoslávia, Afeganistão, em Gaza etc.
Um ato criminoso e que em silêncio vem sendo utilizada e matando pessoas por conta do câncer que causa as pessoas por estar no ambiente e por não ter como erradicá-la quando alí depositada.



Vejam o texto pois é bom saber:

Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa

Os povos iraquiano, palestino, afegão são vítimas fatais da utilização das armas produzidas com o lixo nuclear, armas largamente produzidas e utilizadas pelos exércitos de ocupação dos Estados Unidos da América e sua base militar no Oriente Médio, Israel.

O resultado de sua utilização a médio prazo, você pode verificar com seus olhos:

por William Bowles


Como se destruir um país e a sua cultura não fosse suficientemente mau, o que dizer acerca da destruição do seu futuro, dos seus filhos?

Quero bradar isto de cima dos telhados!

Somos cúmplices em crimes de tamanha enormidade que acho difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto acerca deste crime cometido em meu nome!

Em nome do mundo "civilizado"?

"Esqueça-se do petróleo, da ocupação, do terrorismo ou mesmo da Al-Qaeda. O perigo real para os iraquianos destes dias é câncer. O câncer está a propagar-se rapidamente no Iraque. Milhares de bebés estão a nascer com deformidades. Os médicos dizem que estão a lutar para enfrentar o aumento do câncer e dos defeitos natos, especialmente em cidades sujeitas a pesado bombardeamento americano e britânico". — Jalal Ghazi, para New America Media Segundo Dahr Jamail, "Os militares estado-unidenses e britânicos utilizaram mais de 1700 toneladas de urânio empobrecido (depleted uranium, DU) no Iraque durante a invasão de 2003 (Jane's Defence News, 4/2/04) acima da 320 toneladas utilizadas na Guerra do Golfo de 1991 (Inter Press Service, 3/25/03). Literalmente, todas as pessoas com quem falei no Iraque durante os meus nove meses de reportagem ali sabem de alguém que sofre ou morreu de câncer. (...) Ghazi cobriu Faluja, a qual absorveu a carga de duas maciças operações militares dos EUA em 2004, até 25 por cento dos nascituros têm sérias anormalidades físicas. As taxas de câncer em Babil, uma área a Sul de Bagdad, elevaram-se de 500 casos em 2004 para mais de 9000 em 2009. O Dr. Jawad al-Ali, director do Centro de Oncologia em Bassorá, disse à Al Jazeera English (10/12/09) que houve 1885 casos de câncer no ano de 2005, agora de 1250 a 1500 pacientes visitam o seu centro a cada mês. — 'The New 'Forgotten' War' By Dahr Jamail, 15 March, 2010

Mesmo a BBC foi forçada a reconhecer a realidade (Ouçam: 'Child deformities 'increasing' in Falluja' 4 March, 2010). Mas é verdade que pesquisei o sítio web da BBC em busca do vídeo clip que havia visto na semana passada, de modo que fui poupado às cenas horrorosas que testemunhara, registadas no hospital principal de Faluja. Se isto tivesse sido uma herança de Saddam, teríamos visto imagens como aquelas acima repetidas infindavelmente nos mass media, completadas com resoluções da ONU e tudo o mais. Esta peça curta colocada no sítio web da BBC finalizava assim:

"Numa declaração, o Pentágono disse que "Nenhum estudo até à data indicou questões ambientais que resultassem em questões específicas da saúde. Munições não explodidas, incluindo dispositivos explosivos improvisados, são um perigo reconhecido" ".

Fim da história, tanto quanto o que preocupa a BBC. Assim, como é que isto não é uma manchete? Mesmo a Coligação Travem a Guerra (Stop the War Coalition) mal menciona o assunto, mais preocupada aparentemente com os apuros dos guerreiros do imperialismo, dos guerreiros britânicos que dispararam esta coisa imunda não só contra inocentes iraquianos como também contra inocentes da antiga Jugoslávia e do Afeganistão. Mas então somos os cidadãos do Império, o que explica porque Stop the War tem pouco ou nada a dizer sobre o assunto.

"Quando disseram que o urânio empobrecido era a arma preferida do império estado-unidense, eles mentiam. A palavra 'empobrecido' é um truque de relações públicas. Ela faz parece que o material nuclear está esgotado. Não está. É urânio. Vamos chamá-lo urânio. Por outras palavras, DU é o resíduo nuclear de baixo nível. O DU também pode conter traços significativos de "neptúnio, plutónio, amerício, tecnícium-99 e urânio-236". – http://tuberose.com/

As declarações do governo britânico e estado-unidense de que o Depleted Uranium é uma arma "convencional" são contraditadas pelos factos:

O armamento com urânio empobrecido (DU) cumpre a definição de armas de destruição em massa em duas de três categorias sob o U.S. Federal Code Title 50 Chapter 40 Section 2302.
Desde 1991, os EUA libertaram atomicidade equivalente a pelo menos 400 mil bombas de Nagasaki na atmosfera global. Isto é 10 vezes a quantidade libertada durante testes atmosféricos, a qual era o equivalente a 40 mil bombas de Hiroshima. Os EUA contaminaram permanentemente a atmosfera global com poluição radioactiva que tem uma semi-vida de 2,5 mil milhões de anos.

Os EUA conduziram ilegalmente quatro guerras nucleares na Jugoslávia, Afeganistão e duas vezes no Iraque desde 1991, chamando o DU de armamento "convencional" quando de facto é armamento nuclear.

O DU no campo de batalha tem três efeitos sobre sistemas vivos: é um veneno químico como metal pesado, um veneno "radioactivo" e tem um efeito de "partícula" devido à dimensão das partículas que é de 0,1 mícrons ou mais pequeno.

Os planos para o DU como armamento são de um memorando de 1943 do Gen. L. Groves, do Projecto Manhattan, que recomendou o desenvolvimento de materiais radioactivos como armas de gás venenoso – bombas sujas, mísseis sujos e balas sujas.

As armas com DU são penetradoras com energia cinética muito efectiva, ainda mais efectiva do que as bio-armas uma vez que o urânio tem uma forte afinidade química para estruturas de fosfato concentradas no DNA.

O DU é o Cavalo de Tróia da guerra nuclear – ele mantém-se presente e continua a matar. Não há maneira de limpá-lo e nenhuma maneira de anulá-lo porque ele continua a desintegrar-se em outros isótopos radioactivos em mais de 20 passos.

Terry Jemison do U.S. Department of Veterans Affairs declarou em Agosto de 2004 que mais de 518 mil veteranos do Golfo (período de 14 anos) estão agora com incapacidade médica e que 7.039 foram feridos no campo de batalha naqueles mesmo período. Mais de 500 mil veteranos dos EUA estão sem casa.

Em alguns estudos de solados que tiveram bebés normais antes da guerra, 67 por cento dos bebés pós-guerra nasceram com defeitos graves – com falta de cérebro, olhos, órgãos, pernas e braços e doenças do sangue.

No Sul do Iraque, cientistas estão a relatar níveis de radiação gama no ar cinco vezes mais elevados, o que aumenta a carga corporal diária dos habitantes. De facto, o Iraque, a Jugosláveis e o Afeganistão são inabitáveis.

O câncer começa com uma partícula alfa sob as condições certas. Um grama de DU é da dimensão de um ponto nesta sentença e liberta 12 mil partículas alfa por segundo. – http://tuberose.com/

De modo que todos vocês, humanos alegadamente civilizados, o que estão a fazer acerca disto?

PS: Oh, esqueci-me das armas com DU fornecidas a Israel pelos EUA, também lançadas sobre o povo de Gaza.



Este artigo foi postado do : http://resistir.info/
.

Fonte: blog Somos Todos Palestinos

Retirado de: http://existenciaconsciente.blogspot.com/

sábado, 12 de novembro de 2011

Nuvem de fumaça sobre o destino da América do Sul



Muamar Kadafi e Alfonso Cano: Queda em Combate e Assassinato!

As comemorações aos uivos e coquetéis do Presidente Barack Obama (no caso da morte de Cano) e da Secretária de Estado Hilary Clinton (na morte de Kadafi) são expressões cabais do paradoxismo de uma época de reação e histeria coletiva à sujeição high tech a igualdade virtual do capitalismo possessivo e seu comércio.


A queda e assassinato de Osama Bin Laden no Paquistão, noticiada em 02 de maio de 2011; a queda e assassinato de Muamar Kadafi na Líbia, noticiada em 20 de outubro deste mesmo ano, e recente queda e assassinato do Cmte das FARC-EP, Alfonso Cano, na Colômbia, parecem episódios desconexos, em pontos distintos do globo terrestre: Ásia Menor, Norte da África e América Central.

Entretanto, são processos que se relacionam não tão somente por uma realidade objetiva comum, de crise do capital e luta de classes, da qual se desdobram e notabilizam o ano de 2011 como um período de grande reação e avanço da contrarrevolução mundial do imperialismo. Na verdade, a análise destes episódios, além de permitir identificá-los como parte da estratégia geral das oligarquias financeiras para superar a crise orgânica do capital, também permite detectar as tendências que necessariamente se desdobram do processo como um todo, possibilitando as forças revolucionárias no mundo definirem sua ação dentro de tais condicionantes.

A primeira que se pode destacar é que a estratégia militar do imperialismo, centrado no "eixo do mal", definida ainda na era Bush, que não se alterou, apesar da eleição de Obama ter mudado as táticas, como se observa na chamada "primavera árabe". A passagem da ação direta e unilateral para a ação em coalização com os outros centros imperialistas (Inglaterra, França, Alemanha e etc.) através da ONU e OTAN, não constitui uma novidade e apenas retoma a mesma linha de ação dos democratas no plano internacional, a exemplo da era Clinton. Na essência, consiste no emprego maior da inteligência apoiado na alta tecnologia de informação, mas também nas formas mais torpes e medievais para rastrear, localizar, cercar e aniquilar os alvos. Se existe um emprego maior de forças especiais e mercenárias autóctones ao país em questão ou não, por outro lado, não dispensa as operações aéreas ou marítimas de bombardeio, seguida de operação de varredura terrestre, ou operação de terra arrasada incluindo tortura, terror e assassinatos, acobertada pela mídia nazifascista (mentirosa e corporativa) que transforma em reality show crimes de guerra e de lesa-humanidade, atrocidades e aberrações ufanas, odes doentias como se observou na morte de Kadafi e atualmente à morte de Cano, cuja rapsódia estão nos assassinatos e crimes perpetrados contra Nicolae Ceausescu e sua esposa Elena Ceausescu na Romênia.

A segunda que se pode destacar é que esta intentona reacionária é um ato de desespero diante das visíveis sinalizações de que a crise do sistema do capital não tem solução e que a única alternativa para mantê-lo consiste precisamente em liquidar todas as iniciativas e experiências alternativas reais ao mesmo. Neste contexto, a ação sobre os países que as oligarquias financeiras definiram como "eixo do mal", para além dos alvos definidos (Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Irã, Coreia do Norte, etc.), estão também os alvos não expostos taticamente. É muito sintomático qual o fundamento da mudança de administração da Guerra pelos Estados Unidos, através de Obama: ele apostou no treinamento em larga escala de forças especiais mercenárias e regulares nos países invadidos (Afeganistão e Iraque), a exemplo do esforço estadunidense na construção da Al Qaeda e talibãs (forças especiais e exército regular) treinados na Arábia Saudita, Emirados e até mesmo Israel e EUA, armados e financiados para se insurgir contra o governo pró-soviético e o exército russo, na década de 70 e 80 do século passado. Também foi notório que antes da Invasão do Afeganistão e Iraque milhares de mercenários foram treinados na Romênia.

Portanto não há uma surpresa da tática no emprego destes grupos de mercenários na liderança militar da "primavera árabe", menos ainda na alternância tática que configura o episódio de morte do comandante das FARC-EP, Alfonso Cano. O mesmo já se havia visto com a morte do Comandante Raúl Reyes, no Equador. O que se pode extrair deste episódio é aferir até que ponto ele expressa um giro no centro da contrarrevolução liderada pelos EUA e União Europeia. Se a partir de agora já se dá por satisfeito com a correlação de forças estabelecida na Ásia Menor e norte da África para levar adiante o plano ofensivo de destruição das barreiras econômicas, político-militares e culturais que se opõem ao aprofundamento da exploração imperialista, e, portanto, já é possível deslocar forças mais significativas para a América do Sul e iniciar uma grande ofensiva reacionária, com golpes, insurgência e assassinatos nos países mais avançados economicamente ou resistentes política e ideologicamente à exploração imperial: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua. E por que não pensar no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai? Estamos diante do fechamento do Círculo de Fogo sobre a América Latina?

Nunca é demais alinhavar pontos de identidade e discrepâncias entre os episódios que marcam a morte de Muamar Kadafi e Alfonso Cano: ação de inteligência - bombardeio - operação terra arrasada (ou mais precisamente operação de aniquilamento). Ambos caídos em combate repetindo a história da queda em combate de Ernesto Che Guevara, capturados e desarmados, assassinados friamente e covardemente. Fotos e filmagens dos corpos após a morte, mostrando desfiguração facial. Ambos enterrados em local desconhecido, mas exibidos como troféus de guerra e reality show. Naturalmente, não importam aqui as distinções ideológicas, se lutavam diretamente pelo socialismo, se lutavam por uma via intermediária entre capitalismo e socialismo, o importante aqui é que lutavam contra a subserviência de um povo e nação ao imperialismo. Também não importa em que estágio da luta se encontravam, se pós-revolução ou lutando por ela, e se esta era compreendida como revolução mundial, continental ou nacional; o importante é que lutavam contra o império do capital.

Agora, uma lição se pode extrair deste processo: quando o imperialismo julga sua causa sistemática perdida, sua saída é destruir todas as alternativas a ele, sejam alternativas atrasadas que, necessariamente, têm que saltar a frente para superá-lo, num salto mortal estupendo como foram os casos das repúblicas soviéticas e de países do leste europeu; sejam alternativas avançadas, como eram a URSS e países a um passo desta revolução humana, como foram as revoluções frustradas na Inglaterra, França, Alemanha e outras tantas, nos séculos pretéritos, ao atual. E esta lição lança uma nuvem de fumaça sobre o destino das Américas e Grande Colômbia sonhada por Bolívar, Martí, Che, e que continua em Nossa América a viver em Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e porque não dizer no Brasil e na luta das FARC-EP e do povo colombiano por sua verdadeira paz e liberdade. Os caminhos diferentes de lutar por este sonho necessário e sentido por todos os latino-americanos não nos torna indiferentes, "pois tudo que é humano não nós é estranho".

As comemorações aos uivos e coquetéis do Presidente Barack Obama (no caso da morte de Cano) e da Secretária de Estado Hilary Clinton (na morte de Kadafi) são expressões cabais do paradoxismo de uma época de reação e histeria coletiva à sujeição high tech a igualdade virtual do capitalismo possessivo e seu comércio. Os espículos crioulos que imitam os opressores, cultivam nossa miséria, cortam nossa carne e escarnecem de nossa luta, que não pensem que sua hora não chegará. Ela virá mais cedo do que se pensa. E neste momento as palavras de velho pastor serão mais profundas que um materialista moral:
"primeiro foram os sindicalistas e eu não falei, eu não era sindicalista/ depois foram os comunistas, eu também como não era comunista também nada falei/ Em seguida foram os democratas e humanistas verdadeiros, mas eu como não sou político e odeio políticos também não falei nada/ Agora vieram e me levaram e eu não sei porque, mas como não falei nada pelos outros/ agora não tenho ninguém que fale por mim!


Eis outra lição, o silêncio sobre o assassinato covarde de Osama Bin Laden, por se voltar contra seus senhores do Império, noticiado em 02 de maio de 2011, levou o silêncio contra o assassinato e crime de guerra contra Kadafi, em 20 de Julho de 2011. Agora já não é possível silenciar contra o assassinato do Comandante Alfonso Cano!

Imperialistas assassinos NÃO PASSARÃO! Resistiremos! Ousar Lutar! Ousar Vencer! Viva a Revolução Colombiana! Viva as FARC-EP!

P. I. Bvilla



Fonte: pravda.ru

Os EUA aumentam a pressão sobre o Paquistão


M. K. Bhadrakumar
A escalada de guerra imperialista não cessa. Na busca de uma justificação para a manutenção de bases das suas forças armadas no Afeganistão, os EUA elevam a pressão sobre o Paquistão. Quando se fala em que está em preparação um conflito militar na fronteira afegano-paquistanesa, poderia pensar-se que algo de impensável estaria a suceder. Mas pode estar em preparação uma nova aventura de incalculáveis consequências regionais e mundiais.
(O embaixador M. K. Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Exerceu funções na extinta União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia



A visita, sem precedentes, de pesos pesados estado-unidenses encabeçados pela secretária de Estado Hillary Clinton sublinha a arriscada política de submeter a máxima pressão vínculos já muito tensos que os EUA estão em vias de executar. Quando se fala de que está em preparação um conflito militar na fronteira afegano-paquistanesa, poderia pensar-se que algo de impensável estaria a suceder. Washington joga um perigoso jogo na busca de uma justificação para a manutenção de bases das suas forças armadas no Afeganistão.
Numa formulação diplomática cuidadosamente escolhida o ministro dos Estrangeiros da Índia, S M Krishna, advertiu das consequências devastadoras que teria os EUA e o Paquistão não conseguirem resolver o seu diferendo. Krishna decidiu fazer esta declaração na presença do ministro dos Exteriores francês Alain Juppé, na conferência de imprensa conjunta em Nova Delhi. A França acaba de retirar o primeiro contingente de 200 soldados do Afeganistão, iniciando o seu plano de retirada do país. Krishna declarou:
“Isto diz respeito à relação entre duas potências amigas, os EUA e o Paquistão, e o desejo da Índia é que todos os problemas pendentes entre elas sejam solucionados à mesa das negociações e que, dessa forma, seja criada na região uma situação que conduza ao desenvolvimento. Porque seja o que for que perturbe a região terá devastadoras consequências para a agenda de desenvolvimento de outros países, e em particular da Índia. Portanto esperamos sinceramente que possam resolver os seus diferendos.”
Esta declaração representa a mais clara afirmação da Índia, até ao momento, de que as estratégias dos EUA para a região não funcionam nem invariável nem necessariamente em função dos interesses da segurança e da estabilidade regional.
Em segundo lugar, é também o sinal mais claro já dado pela Índia de que não participa na pressão táctica estado-unidense contra o Paquistão. A Índia mantém-se claramente afastada do terreno de disputa estado-unidense/paquistanesa e traça o seu próprio caminho em relação ao problema afegão e certamente em relação ao diálogo com o Paquistão. Se na declaração de Krishna os EUA fossem substituídos por Índia, a formulação poderia ter pertencido à sua homóloga estado-unidense Hillary Clinton.
Entretanto, o que se destaca sobretudo é que Delhi está muito preocupada com a recente imprevista viragem e sente que é necessário tornar públicas as suas preocupações. Krishna falou precisamente no momento em que Clinton chegava ao Paquistão.
O facto é que parece que o impensável está a suceder. Cada vez se fala mais em que algum tipo de conflito militar poderia estalar na fronteira afegano-paquistanesa. Com uma candura inusitada, o chefe do exército do Paquistão, Parvez Kiani, admitiu na terça-feira que não excluiria um ataque dos EUA contra o Paquistão. O jornal britânico The Independent citou fontes do exército paquistanês que afirmaram que a crescente concentração de tropas no sector oriental da fronteira afegã têm o significado de uma acção coordenada.
O assunto essencial é qual a vantagem tangível que poderia resultar de uma acção militar dos EUA contra o Paquistão. Um conflito militar sem um objectivo definido e preciso traz sempre consigo o risco de gerar consequências imprevisíveis. Enquanto político que se prepara para uma dura batalha eleitoral, um conflito militar com a participação de tropas estado-unidenses e com prováveis vítimas de guerra não corresponderia aos interesses do presidente Barack Obama. Sendo assim, qual é o plano de acção?

Guerra por encomenda


O ponto de partida é que a guerra afegã não pode ser ganha por meios militares. O enquadramento orçamental em Washington e a oposição à guerra por parte da opinião pública ocidental obrigam os EUA a procurar uma solução política, enquanto as estratégias regionais mais vastas dos EUA na Ásia e o plano para o desenvolvimento da NATO como força global requerem o estabelecimento a longo prazo de uma força militar no Afeganistão.
A dupla moral dos EUA relativamente à rede militante Haqqani ilumina essa questão. Há apenas dois meses, funcionários dos EUA reuniram-se com a direcção da Haqqani na presença do chefe da Direcção Inter-serviços de Inteligência (ISI) do Paquistão, Shuja Pasha. O canal oculto entre os EUA e Haqqani continua funcionando, mesmo na actualidade, e é concebível que o ISI continue a prestar serviços como intermediário. O que se passou subitamente, entretanto?
É presumível que qualquer ataque dos EUA contra o Waziristão, nas zonas tribais do Paquistão, se basearia na débil esperança de dividir os pashtunes de modo a enfraquecer a oposição concertada que estes últimos têm mantido contra a instalação de bases militares estado-unidenses. Mas a realidade no terreno é que, mesmo que tivesse êxito a divisão dos talibans entre diferentes facções e que os EUA, mesmo a uma escala muito limitada, conseguissem introduzir cunhas entre essas facções, os pashtunes têm uma longa tradição de unificação sempre que se trata de enfrentar o ataque estrangeiro.
Estas circunstâncias obrigam os EUA a depender do Paquistão para conseguir que os grupos talibans se adaptem ao seu acordo estratégico com Kabul, que está inteiramente na disposição de assinar. Washington obtém um acordo óptimo com Cabul na base das suas próprias condições as quais, no fim de contas e apesar das suas ocasionais fanfarronadas o presidente afegão Hamid Karzai não pode influenciar, dada a sua lastimosamente débil posição no tabuleiro do xadrez político afegão.
Mas as areias movediças da política afegã (e regional) são traiçoeiras e Washington gostaria de concluir rapidamente a um acordo. O tempo esgota-se já que se espera que o acordo seja assinado perante o pano de fundo diplomático das duas próximas conferências internacionais sobre o Afeganistão, a 2 de Novembro em Istambul e um mês mais tarde em Bona.
Que meios de pressão sobre o Paquistão têm os EUA de forma a impor-lhe uma mudança na sua política afegã? Falando claramente, há já tempo que os EUA vêm utilizando os talibans paquistaneses para causar estragos no interior do Paquistão, e essa guerra por encomenda acabou por sair à luz do dia com a afirmação feita esta semana pelos militares paquistaneses de que a coligação dirigida pelos EUA no Afeganistão oriental ignora os pedidos de Islamabad de envio de informação específica no que diz respeito ao comando dos talibans paquistaneses que operam a partir de refúgios em território afegão lançando ataques no outro lado da fronteira.
É bastante óbvio que os militares paquistaneses compreenderam a mensagem política por detrás desses ataques. Mas continuam a recusar adaptar-se à estratégia regional dos EUA. Por outro lado, os talibans e o ISI têm tido bastante sucesso em frustrar o estratagema estado-unidense de dividir os grupos insurgentes.
A forma como foi silenciado o famoso interlocutor dos EUA com os talibans, Tayeb Agha; o incidente tragicómico em que as forças da OTAN e dos EUA dialogaram com toda a seriedade com um impostor taliban por pura ignorância da sua identidade de pequeno comerciante; ou o repentino desaparecimento do terreno de jogo do Mullah Abdul Ghani Baradar, tudo isto sublinha o paradoxo de que na realidade o que convém ao Paquistão é que os grupos insurgentes se mantenham dispersos e sob o seu controlo em diversos cantos e recantos do tabuleiro de xadrez.

Resposta assimétrica


Washington cronometrou cuidadosamente a sua decisão de concentrar tropas na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão de forma a coincidir com os exercícios militares indianos que agora têm início, com dois meses de duração, e que têm a intenção de comprovar a doutrina indiana acerca da captura e domínio de território situado profundamente por detrás das linhas inimigas.
Mas se os cálculos de Washington visam a aplicação da máxima pressão psicológica sobre os militares paquistaneses, apenas revelam falta de compreensão acerca do que leva a direcção militar a recorrer a um desafio estratégico semelhante. (É interessante que o Paquistão venha minimizando os exercícios militares indianos e que os poucos casos de retórica injustificada acerca dele, e inclusivamente o recente pacto de segurança entre Delhi e Karzai e que, pelo contrário, esteja ostensivamente a atapetar com pétalas de boa vontade o caminho para a Índia, por exemplo ao atribuir à Índia o estatuto de país mais favorecido para o comércio).
Aquilo que os EUA se recusam a enfrentar é que, com razão ou sem ela, o Paquistão já não confia nas intenções de Washington. Os militares paquistaneses estão convencidos de que os EUA desenvolvem uma estratégia para arrancar os dentes ao Paquistão apoderando-se do seu arsenal de armas nucleares. Obviamente que os militares paquistaneses não dão carta-branca ao comprometimento dos seus recursos estratégicos no Afeganistão. Uma presença a longo prazo dos EUA na região é vista como uma ameaça para a soberania e a integridade territorial do Paquistão.
Os militares paquistaneses também se recusaram a cair na armadilha de lançar uma operação especificamente sua no Wasiristão do Norte que, como eles sabem perfeitamente, apenas poderia converter-se num atoleiro de tais proporções que o próprio gigante militar poderia acabar por se desintegrar. As direcções civil e militar paquistanesas estão neste momento de acordo em que a única forma de pacificar as áreas tribais é através de relações com os chefes tribais e com os diversos grupos militares e que isso vai demorar muito tempo. E entretanto o Paquistão não irá embarcar em acções precipitadas sob o incentivo dos EUA.
Algum comentadores apressaram-se a interpretar a declaração de terça-feira de Kiani como chantagem nuclear. Mas a decisão de enviar tropas regulares para a fronteira sugere que os militares paquistaneses resistirão e farão com que os EUA paguem um preço intoleravelmente pesado em baixas, o que Obama, político terrivelmente maltratado que se prepara para uma campanha eleitoral crucial, não está em condições de suportar.
Portanto, qualquer passo em falso com o teatro do costume e a retórica estridente que vem tendo lugar entre os EUA e o Paquistão desde o affaire Raymond Davies em Janeiro (quando o ISI e a direcção militar tomaram finalmente conhecimento de toda a dimensão das operações clandestinas dos EUA no interior do Paquistão), pode chegar-se a uma guerra assimétrica na região, com consequências desastrosas para a segurança e a estabilidade regional, como disse Krishna.
A única coisa que um ataque dos EUA ao Paquistão asseguraria é que os talibans passariam a dispor de uma reserva inesgotável de recursos humanos (e de equipamentos e fornecimentos) para prosseguir a insurgência. Em termos políticos, a insurgência chegaria a assumir a natureza de uma guerra de libertação.
Em que é que isso ajudaria os EUA? Tendo em vista a situação actual em muitas das frentes de guerra; a oposição à guerra por parte da opinião pública ocidental; a crise económica estado-unidense e da eurozona; as inumeráveis insuficiências de governo do grupo em Kabul; as debilidades das forças armadas afegãs; a ilegalidade e a corrupção generalizada que abundam no Afeganistão, uma guerra assimétrica só pode resultar em vantagem para o Paquistão.
Por outro lado, um ataque estado-unidense contra o Paquistão fecharia definitivamente a porta a um caminho conducente a um acordo político no Paquistão. A reacção do Paquistão será firmar-se na sua posição e continuar a rejeitar o diktat dos EUA. Ao fazê-lo, algo de importância fundamental, com graves implicações a longo prazo, poderia também suceder na economia política do Paquistão.
Basta referir que, se Nawaz Sharif foi considerado como uma desagradável alternativa enquanto sucessor de Pervez Musharraf e se Washington fez todos os possíveis para o afastar dos corredores do poder apenas tendo em conta os seus duvidosos antecedentes islamitas, é possível que agora os EUA tenham que aprender a conviver com algo muito pior no Paquistão.
O Paquistão não é o Camboja e não irá desintegrar-se numa anarquia. Segundo os padrões da Ásia do sul o Estado paquistanês é suficientemente forte para sobreviver. Por isso não servirá de grande coisa a guerra uma vez que os EUA, pelo menos durante um certo tempo, terão perdido o Paquistão. Washington tem de avaliar como é que isso, por seu lado, servirá aos EUA numa região altamente estratégica que forma a união entre a Ásia Central, o sul da Ásia propriamente dito, e o Golfo Pérsico. O que vai suceder ao projecto da Nova Rota da Seda?
Resumindo, e para falar com lógica, deveria prevalecer em Washington mais o bom senso do que o lançar um ataque militar contra o Paquistão. No entanto, a inédita visita conjunta a Islamabad de Clinton, David Petraeus e Martin Dempsey sublinha a que ponto é arriscada a política actual.

Máscaras e mascarada

É certo que Bruce Riedel, ex-agente da CIA que assessorou Obama sobre a guerra afegã, apoiou, num provocador artigo publicado no fim-de-semana no New York Times, que os EUA devem seguir uma política de contenção relativamente ao Paquistão.
Riedel tem toda a razão ao considerar que os EUA necessitam de uma nova política face ao Paquistão, uma vez que os interesses dos dois países não se harmonizam, estão em conflito. E não pode também ser condenado por incluir na sua lista de desejos que os EUA contenham as ambições do exército paquistanês de modo a que seja estabelecida no Paquistão uma supremacia civil, e que a sua política externa assuma uma nova orientação.
Ora bem: como é que se pode pôr a funcionar uma estratégia de contenção em relação ao Paquistão? De forma extremamente interessante, Riedel recomenda que os EUA devem criar uma relação de maior hostilidade, uma hostilidade mais concentrada, que responsabilize o seu exército [do Paquistão] e os seus serviços de informações. E acha que isso pode ser conseguido se se realiza uma incursão militar dos EUA em território paquistanês que os militares paquistaneses não consigam impedir.
Riedel conclui esta sua visualização fantasiosa com a afirmação categórica de que os EUA necessitam de bases militares no Afeganistão se quiserem empreender uma estratégia de contenção. No fim de contas, o que acontece é que a necessidade de manter uma estratégia de contenção face ao Paquistão não passa da máscara para uma elaborada justificação do estabelecimento de bases militares dos EUA no Afeganistão.
Este plano parece reflectir a forma de pensar do establishment. Mas uma estratégia de contenção só pode ter êxito se se apoia sobre um forte consenso regional e internacional para isolar o país em questão. De forma ideal, terá de ser apoiada através da criação de uma aliança de países que subscreva uma estratégia comum. No caso do Paquistão esses requisitos prévios estão totalmente ausentes. O Paquistão não se encontra perante um isolamento regional.
Pelo contrário, relaciona-se activamente com quase todos os protagonistas regionais (com excepção da Índia) no que diz respeito ao problema afegão: Irão, Rússia Tadjiquistão, China, Uzbequistão, Turquemenistão, etc. Os EUA teriam uma difícil tarefa para conseguir que os países da região alinhassem numa estratégia de contenção face ao Paquistão.
Para além do mais, demorará muito a fazer funcionar uma estratégia de contenção, se é que o consegue alguma vez (uma tal estratégia tem existido há mais de três décadas contra o Irão, e os resultados não são encorajadores). Disporá Obama de tanto tempo? De facto, se o movimento Ocupem Wall Street reflecte de algum modo o estado de espírito político nos EUA, a guerra afegã não constitui uma prioridade importante na agenda nacional.
Resumindo, a intenção dos EUA parece ser de criar condições políticas e de segurança na fase pós Osama bin Laden que sustentem o motivo para uma presença militar de longo prazo. Os militares paquistaneses são pressionados ao máximo neste sentido. É possível que, nesta conjuntura, a precipitação de uma crise relativamente ao Paquistão se converta numa necessidade geopolítica, se este país não ceder. Mas trata-se de um jogo perigoso. A declaração de Krishna encontrará eco noutras capitais regionais.



Fonte: odiario.info

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A estratégia russa de desenvolvimento vista da Alemanha

Um livro recém lançado na Alemanha proporciona uma excelente visão do pensamento estratégico das elites russas, além das promissoras oportunidades que o país oferece aos investimentos estrangeiros. Trata-se de «O Amigo Frio – Por Que Precisamos da Rússia: Uma Análise de Um Insider»(«Der Kalte Freund – Warum Wir Russland Brauchen: Die Insider-Analyse», Hanser Publication, 2011). O autor, Alexander Rahr, é conhecido como um dos mais importantes “kremlinologistas” alemães, a partir de sua posição de presidente do Centro Berthold Beitz (entidade especializada em relações com a Rússia, Bielorrússia, Ucrânia e Ásia Central), suas excelentes relações com o premier russo Vladimir Putin e ativo participante das discussões anuais do Clube Valdai, fórum criado pela agência Novosti, que reúne anualmente destacados especialistas russos e estrangeiros.

Nova ordem mundial

No livro, o autor mostra que a Rússia se encontra em meio a em um processo de grandes transformações, do qual deverá emergir como uma das superpotências energéticas mundiais. Conquanto os EUA se mantenham como a potência militar número um, o seu poderio em escala global, especialmente no campo econômico, tende a diminuir. De acordo com Rahr, a Rússia aprendeu as lições da crise de 2008 e está consciente da nova realidade geopolítica: a de um mundo multipolar, em que a China, a Índia e outras potências emergentes desempenharão um papel maior, e no qual a Rússia deverá orientar a sua política externa para um contexto eurasiático (uma União Eurasiática) e para o grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Para Rahr, a Rússia necessitará da União Europeia (UE), em especial, da tecnologia alemã para a modernização de sua indústria, em troca da garantia de abastecimentos energéticos. Não obstante, o futuro deverá ver uma diversificação dos fluxos de petróleo e gás para a China, com a qual a Rússia tem interesses de segurança comuns e compartilha um papel de liderança na Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês).

Sob a liderança de Putin

Um fator de grande importância no futuro imediato da Rússia é a liderança do atual premier Vladimir Putin, que deverá trocar de funções com o presidente Dmitri Medvedev, após as eleições de abril de 2012. Para muitos especialistas em assuntos russos, Putin representa o tipo de líder de que a Rússia necessita para efetuar as colossais tarefas de transformação que a sociedade e a economia russas enfrentam. Em uma década, a Rússia deverá ser uma das maiores economias do mundo e, para efetivar a sua modernização, o país está buscando tecnologia europeia e chinesa e reorientando a sua política exterior entre estes dois pólos. Neste contexto, se encaixa a proposta de Putin para a criação de uma União Eurasiática e de um mercado eurasiático, estendendo-se de Lisboa a Vladivostok.

Críticas de Putin à OTAN

Em seu discurso anual no Parlamento, em abril último, ocorrido em meio à intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia, Putin fez duras críticas ao Ocidente, qualificando a ação militar como uma “cruzada moderna” (enquanto Medvedev adotava um tom mais conciliatório). A operação na Líbia causou uma mudança na percepção russa e um impacto negativo no diálogo com a OTAN. No discurso, Putin rejeitou o que chamou propostas “liberais” do Ocidente para a modernização da economia russa, enquanto advertia que a população do país deve ser “imunizada” contra qualquer bacilo de desestabilização proveniente do exterior.

Relação com a Alemanha

Rahr dedica uma boa parte do livro a uma análise das relações russo-alemãs, que remonta à cooperação de muitos assessores alemães ao grande esforço de modernização empreendido no século XVIII pelo czar Pedro o Grande. Após a II Guerra Mundial, em plena Guerra Fria, um grupo de industriais alemães (entre eles Berthold Beitz, da companhia Krupp AG) lançou as bases para um processo de cooperação que envolvia a troca de máquinas alemãs por energia russa, que se mantém até os dias atuais. Com a desintegração da URSS, a Comissão Oriental da Associação Industrial Alemã (Ostausschuss des BDI) desempenhou um papel chave na reconstrução da indústria russa.

Porém, Rahr critica a errônea inclinação de alemães e europeus em geral, de insistir em impor à Rússia o sistema ocidental de democracia e direitos humanos, em vez de atuar com uma orientação pragmática de interesses econômicos, deixando que os russos evoluam politicamente por si mesmos.

Interesse também da União Europeia

A tese de Rahr é a de que, sem a energia, os recursos minerais e as enormes oportunidades de investimentos na vasta economia russa, a UE não poderá manter os seus níveis de riqueza e bem-estar, enquanto a Rússia necessita da tecnologia ocidental para modernizar a sua indústria e a sociedade.

Em termos de matérias-primas, a Rússia é o país mais rico do mundo. Apenas a décima parte do território além dos Urais já foi geologicamente explorado. Abaixo da camada de permafrost (solo congelado), existem reservas inestimáveis, e o Ártico russo é “terra incognita”. Em outras palavras, a riqueza russa em matérias-primas será um fator decisivo na política mundial do futuro próximo.

Para dar uma ideia dessa interdependência, a produção alemã de células solares, telefones celulares, marcapassos, automóveis elétricos e tecnologia militar depende de minerais raros, como irídio, lítio, cério, grafite e cobalto, que são fornecidos pela Rússia e a China. Por outro lado, a Rússia necessita de máquinas e plantas industriais modernas, além de tecnologia de mineração para recuperar e modernizar a sua indústria de matérias-primas.

Rússia é Europa

Rahr conclui perguntando como estará a Rússia até o final do mais que provável mandato de Putin, em 2018. Com base em entrevistas que fez para o livro, ele vê o período até o final da década como o de uma mudança de gerações. Porém, ele adverte que a emergência do saudável patriotismo pelo qual muitos na Rússia anseiam há tempos só será possível se uma maioria da sociedade se considerar como parte de uma história europeia, o que inclui a disposição de confrontar tanto os períodos brilhantes como os negativos da história russa.

De Wiesbaden, Elisabeth Hellenbroich

Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Roger Noriega especula sobre saúde de Hugo Chavez e propõe intervenção dos EUA na Venezuela

"A equipe internacional de médicos responsáveis ​​pelo tratamento de câncer de Hugo Chavez não é esperado para sobreviver mais de seis meses", disse Roger Noriega, ex-embaixador dos EUA junto à Organização dos Estados Americanos e um dos agitadores mais ativos do golpe de Estado contra o presidente venezuelano em 2002.

Para resolver esta especulação que Noriega assume em um artigo publicado no site do Security Watch Interamericano, o ex-secretário-adjunto do Departamento de Estado do U.S. administração Bush está propondo que se preparem para intervir na Venezuela:



"As autoridades dos EUA devem estar preparadas para lidar com o impacto de uma situação turbulenta de curto prazo em um país onde compramos 10 por cento do nosso petróleo."

De acordo com Noriega, as autoridades dos EUA têm conhecimento de que Chávez tinha câncer seis meses antes do presidente admitir publicamente e agora sabem que é pouco provável que seja o candidato nas próximas eleições presidenciais.

Noriega recomendou que as autoridades em Washington formem um grupo de trabalho com outros países hemisféricos para prevenir o caos em potencial que poderiam resultar de um confronto entre partidários e opositores de Chávez.

"Os diplomatas devem mover-se silenciosamente e rapidamente para coordenar uma resposta regional à morte de Chávez e apoiar uma verdadeira transição para a democracia em sucessão, em vez do que têm em mente os chavistas", disse ele.

"Depois de Chávez sair do palco, os líderes da região devem mobilizar-se para insistir que o regime e os seus parceiros estrangeiros respeitem o resultado de uma eleição para ser livres, justas e com a participação de observadores internacionais. A comunidade americana deve se comprometer a ajudar na reabilitação da economia e restaurar o Estado de direito ", disse ele.




Fonte: cubadebate

Ataque ao Irã - "tão cedo quanto o Natal ou muito cedo quanto o ano novo"


Segundo representante de ministério britânico, ataque israelense pode se dar no próximo mês ao Irã.


Com tradução de Bússola on line e adaptação do texto por Daniel-UND




Um Ministro sênior do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo britânico disse para esperar que a ação militar israelense se dará na esteira do relatório da agência da ONU "tão cedo quanto o Natal ou muito cedo quanto o ano novo", como o London Daily Mail noticiou nesta quinta-feira 10 novembro.
Os ministros foram informados de que Israel atacará as instalações nucleares do Irã "mais cedo ou mais tarde" - com "apoio logístico" dos EUA.

De acordo com o jornal britânico, que tem bons laços militares e de inteligência em Londres, o presidente Barack Obama teria "para apoiar os israelenses ourisco de perder o apoio judeu-americano na próxima eleição presidencial."
A maior preocupação é que uma vez que o Irã com armas nucleares será impossível parar a Arábia Saudita e Turquia de desenvolver suas próprias armas, mesmo fora do equilíbrio do terror nuclear no Oriente Médio.

Fontes militares DEBKAfile adicione-se que o primeiro-ministro Tayyip Erdogan disse a Obama mais de uma vez este ano, "Se o Irã conceber armas nucleares, a Turquia vai ter armas nucleares."

O Daily Mail continua afirmando que nas últimas semanas, fontes do Ministério britânico da Defesa confirmaram que os planos de contingência tinham sido elaborados para o evento que o Reino Unido decidiu apoiar a ação militar.
DEBKAfile refere-se a um relatório anterior que o chefe da equipe britânica, o general Sir David Richards, fez uma visita secreta a Israel em 02 de novembro, seguido no dia seguinte com a chegada em Londres do ministro da Defesa israelense Ehud Barak para negociações com a British defense e chefes militares.

A referência ao apoio logístico dos EUA é explicado por nossas fontes militares, apontando para o modelo da Líbia de uma intervenção militar pelo qual a França, a Grã-Bretanha e Itália lideraram a ação contra o regime de Kadafi, enquanto os Estados Unidos a partir de "um assento para trás" colocou sobre inteligência aéreas e de satélite
e colocando à sua disposição sua rede de abastecimento logístico, incluindo o vôo em reabastecimento de bombardeiros e artilharia.

Transpondo esse modelo para uma ofensiva contra o Irã, a força aérea de Israel e as forças navais farão frente ao ataque ao Irã, com logística e apoio de inteligência dos Estados Unidos, enquanto líderes da OTAN como França, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Itália iriam participar direta ou indiretamente na
operação israelense.Desde esse ataque quase certamente trará represálias de Teerã e de seus aliados, a Síria, o Hezbollah e o Hamas palestino além da Jihad Islâmica, será quase certeza expandir-se para um conflito no Oriente Médio mais amplo, ampliando, portanto, também a intervenção dos EUA e do Oeste Europeu.

Perspectivas são de alternativas para uma ação militar - novas sanções capazes de sufocar as operações financeiras do Irã e as exportações de petróleo depois que a agência nuclear confirmou a sua realização clandestina de uma capacidade de arma nuclear, mas perde força esta possibilidade.

Quarta-feira, o vice-chanceler russo Gennady Gatilov prometeu visitar o oficial iraniano Ali Baqeri e que "Quaisquer sanções adicionais contra o Irã será visto ... como um instrumento de mudança de regime em Teerã. Essa abordagem é inaceitável para nós e para o lado russo não temos a intenção de considerar tais
propostas. "

China certamente vai ir junto com a Rússia sobre isso.

Primeira resposta do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad ao relatório da AIEA foi atacar sua credibilidade e declarar que o Irã vai continuar com seu programa nuclear, independentemente das suas conclusões.




Fonte: Debka.com

Submarino Nuclear invadiu águas territoriais Venezuelanas


Chávez diz que submarino entrou em águas venezuelanas e fugiu

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que um submarino não-identificado, mas de "propulsão nuclear", invadiu águas territoriais venezuelanas na terça-feira e depois fugiu.

"Detectamos um submarino em águas venezuelanas, não podemos acusar ninguém, apenas suspeitamos", declarou Chávez ao canal estatal VTV. "Foi perseguido e escapou porque é muito mais rápido que os nossos", acrescentou o presidente venezuelano, comentando que tamanha velocidade indicaria que o submarino possuía propulsão nuclear.

Chávez ressaltou que o Governo está investigando o incidente. "Não podemos acusar ninguém porque não temos provas, mas sem dúvida era um submarino", frisou. O líder venezuelano insinuou que "os impérios se acostumaram a navegar pelo mar do Caribe e a se espalhar por todos os lados. Além disso, usam seus satélites para espionagem", considerou.

Chávez concluiu dizendo que a Venezuela não cairá "em provocações, nem internas nem externas" e continuará "transformando o país em paz".




Fonte: http://brasilnicolaci.blogspot

Marinha do Brasil realiza Operação RETREX LE ll

O Comando do 2° Distrito Naval realizou, no período de 24 a 28 de outubro de 2011, a Operação RETREX LE II, em Aracaju-SE.

O exercício foi simulado na plataforma PCM-2, localizada na Bacia Petrolífera de Camorim, disponibilizada pela PETROBRAS.

O adestramento culminou com a retomada da plataforma e o resgate de pessoas ilegalmente submetidas a confinamento em suas dependências, por meio de negociação e ação de choque com o emprego de força.

A operação foi conduzida por uma Força-Tarefa composta por um destacamento do Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador, Corveta Caboclo, Navio-Patrulha Gravataí, um destacamento de Mergulhadores de Combate (GERR-MEC), proveniente do Rio de Janeiro e militares e lanchas da Capitania dos Portos de Sergipe (CPSE), bem como integrantes do Comando do 2º Distrito Naval, que atuaram como Grupo de Controle (GRUCON) e Figurativo Inimigo (FIGIN), totalizando cerca de 200 pessoas.

Nos cinco dias de exercício, foram testadas técnicas de negociação, levantamento de dados de inteligência, interdição de área marítima, isolamento terrestre e ações de retomada de instalações e resgate de reféns, proporcionando uma excelente oportunidade de adestramento dos meios e tripulações envolvidas.

Vale ressaltar o apoio recebido da PETROBRAS, do Exército, da Força Aérea e do Corpo de Bombeiros de Sergipe, que serviu para demonstrar o estreito relacionamento da Marinha do Brasil na Região.




FONTE: Ascom 2° DN, naval.com.br

A criação colonial das ONGs


A seguir, reproduzimos um trecho do livro «Máfia Verde: Ambientalismo, Nuevo Colonialismo», de Lorenzo Carrasco e outros, publicado pela Capax Dei Editora, em 2007.


O verdadeiro papel das ONGs

«A súbita aparição de centenas de milhares de organizações não-governamentais (ONGs) ao redor do mundo, desde o início da década de 1980, não foi um fato casual, nem um produto da geração espontânea. A reprodução global das ONGs foi o resultado de uma das mais sofisticadas operações de engenharia social gestadas no seio do aparato de inteligência britânico, e disseminada por todas as zonas sob a influência do poder oligárquico anglo-americano. É, portanto, uma parte fundamental da estrutura de um governo mundial, projetado para ser erguido sobre as ruínas do Estado nacional soberano. Portanto, seria mais adequado qualificar as ONGs como organizações anti-Estado nacional, concebidas para suplantar as suas funções e constituir-se em uma nova representatividade sociopolítica, sustentada de fora das fronteiras nacionais.

Controle sobre recursos naturais

«O conceito de ONG foi cunhado pela Fundação da Comunidade Britânica (Commonwealth Foundation), como um instrumento para ajudar na metamorfose do Império Britânico, que passou de um modelo abertamente imperial a outro igualmente colonial, mas com mecanismos mais sutis de controle, conseguindo preservar muitas de suas prerrogativas de poder e, sobretudo, retendo o controle sobre os recursos naturais estratégicos por todo o mundo. A oligarquia britânica e a casas monárquicas que gravitam em sua órbita responderam, com isso, ao clamor mundial de descolonização que se seguiu ao final da II Guerra Mundial. Para isso, foi criada, em 1966, a própria Fundação da Comunidade Britânica, para ajudar oficialmente a controlar a transição do Império Britânico para a Comunidade Britânica de ex-colônias.

Caminho para a globalização

«Essa transição coincidiu com as reformas do sistema financeiro mundial, que culminaram na ruptura dos Acordos de Bretton Woods, em agosto de 1971, abrindo caminho ao processo de globalização financeira atual. A própria Fundação da Comunidade Britânica admite:

(…) “A exposição das ONGs pode ser vista como a manifestação de um novo pensamento sobre o rol do governo, que deve ser mais um gestor de política que um provedor de bens e serviços… A privatização, a descentralização… constituem manifestações paralelas da mesma tendência geral.”

Contra os Estados nacionais

«Assim, as agências de desenvolvimento dos governos europeus, estadunidense, canadense e os organismos multilaterais, como o Banco Mundial e outros, alimentaram o crescimento de uma rede global de ONGs, ao tempo em que exigiam, também, o desmantelamento econômico dos Estados nacionais. Como resultado deste processo, esses organismos deixaram de financiar diretamente as nações em vias de desenvolvimento, desviando crescentemente os recursos dos Estados nacionais para uma rede seletiva de ONGs internacionais, cujos dirigentes, por certo, são, com frequência, intercambiáveis, tanto entre aquelas agências governamentais, como entre organismos das Nações Unidas.

A desestabilização das nações mais vulneráveis

«Como resultado, os governos das nações mais pobres permitem que tais organizações proliferem – muitas vezes, empenhadas abertamente em desestabilizá-los econômica e politicamente – ao verem-se obstaculizados e reduzidos na concessão de créditos financeiros internacionais. Um exemplo ilustra tal fato: segundo dados do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) britânico, 30% da ajuda externa concedido pelo governo sueco em 1994 foi canalizado através de ONGs. No mesmo ano, o governo dos EUA, o maior doador do mundo, canalizou 9% dos seus fundos de ajuda ao exterior pelas mesmas vias, além de ter anunciado a intenção de elevar esta porcentagem até 50% ao final da década.

Influência mundial das ONGs

«Em 1994, as ONGs estiveram diretamente envolvidas em mais da metade dos projetos do Banco Mundial, não apenas na fase de execução, mas desde o seu planejamento e desenvolvimento.

«Segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em meados da década de 1990, aproximadamente, 250 milhões de pessoas em todo o mundo se encontravam sob a influência direta das ONGs, número que cresceu exponencialmente na década seguinte.

«Deve-se reiterar que a explosão de ONGs e o seu controle crescente sobre as populações não se teriam produzido sem o enfraquecimento simultâneo dos Estados nacionais soberanos e as suas instituições, por meio de cortes tão drásticos como desastrosos dos orçamentos econômicos e sociais, ditados pelas políticas neoliberais impostas, de forma centralizada, pelas instituições financeiras globais.»

«Máfia Verde: Ambientalismo, Nuevo Colonialismo»

Os editores

Movimento de Solidariedade Íbero-americana


Fonte: Blog do Ambientalismo

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O MUNDO EM 2017

Inacreditável!!!


Mini ONU - Conselho de Segurança Futurista

Isto é o trabalho entre professores e estudantes de uma Escola no Brasil
.


Vejam!!! E divulguem!!!


25 de dezembro de 2017

Irã ataca Israel na noite de Natal


Na noite de ontem, o Irã lançou um artefato militar até o momento não identificado em direção à cidade de Jerusalém, onde acontecia uma enorme comemoração natalina, na qual estavam presentes cerca de dois milhões de turistas estrangeiros.

De acordo com fontes israelenses, Israel detectou a presença do artefato e, com um míssil balístico, conseguiu interceptá-lo. Entretanto, ao invés de ser destruído no ar, o artefato teve sua rota desviada e acabou por atingir o centro da cidade de Bethlehem, próxima à Jerusalém, causando mais de cinco mil mortes e centenas de feridos.

O ataque causou uma onda de pânico no país, no qual a população teme por novos ataques, principalmente em mesquitas e locais religiosos judeus. Os turistas presentes na região já começam a deixar o país, causando grande congestionamento aéreo e nas principais rodovias do Estado. Alguns grupos de judeus radicais já lançaram campanhas de contra-ação ao atentado iraniano, prometendo vingança pela morte dos judeus vitimados.

Logo após o atentado, o presidente israelense convocou a imprensa para fazer um comunicado, no qual afirmou que o Irã se tornou uma ameaça à todos os países do mundo e que ações diplomáticas não são suficientes para conter as pretensões iranianas de desestabilizar todo o Oriente. Ao fim do discurso, o presidente convocou todos os “Estados do Bem” para se unirem contra essa ameaça que amedronta a todos.

O governo iraniano, em contrapartida, lançou uma nota oficial informando que o atentado da noite de ontem é apenas um aviso à todo o mundo, e que a nação iraniana não aceitará mais ser subjugada por nenhuma outra nação do mundo.

Ao redor do mundo, diversos governos, organizações não-governamentais, e grupos civis expressaram seu temor de que esse conflito se agrave, transformando-se em uma intensificada perseguição religiosa entre islâmicos e judeus, e clamaram para que o embate seja resolvido o quanto antes e de forma pacífica.

O MUNDO EM 2017

O Conselho de Segurança das Nações Unidas irá se reunir no dia 26 de dezembro de 2017 em caráter emergencial para discutir sobre os acontecidos de 24 de dezembro na cidade israelense de Bethlehem, no qual um dispositivo militar iraniano fora interceptado e veio a cair na região próxima á capital Jerusalém, deixando mais de cinco mil mortos e centenas de feridos.
Mesmo com os pedidos da Comunidade Internacional pela vistoria nos arsenais bélicos imparciais em suas conclusões. Israel se vendo acuado pela presença iraniana na região, coloca em posição seus navios militares em águas internacionais e também nas costas oceânicas de Omã e Índia, fechando a saída dos navios mercantis iranianos ao oceano Indico. A fim de forçar aos governantes iranianos a aceitarem a intervenção das Nações Unidas em suas forças armadas e em seus planos de segurança nacional. O governo iraniano indignado pelo ato claramente hostil dos israelenses decide por um confronto direto com o país. Um artefato militar (que ate o presente momento não foi classificado) fora interceptado por um míssil balístico israelense na noite desta quinta feira, véspera de Natal, na cidade de Bethlehem. Segundo radares israelenses a rota inicial do artefato israelense era a capital Jerusalém, que no dia estava em comemoração pelas festividades natalinas, recebendo cerca de dois milhões de turistas estrangeiros. Infelizmente o artefato interceptado não fora destruído em ar, este veio a colidir no centro de Bethlehem, matando milhares e deixando outros tantos feridos.
O Conselho de Segurança terá sua primeira grande reunião emergencial depois de sua ampliação. Os países membros do Conselho possuirão a árdua missão de apaziguar o conflito instaurado no Oriente Médio, palco de grandes guerras, massacres e desrespeito aos direitos humanos. Toda Comunidade Internacional espera que o Conselho chegue á uma resolução o mais rápido possível. O medo de uma possível guerra entre os países do Oriente Médio traz grande insegurança ao mundo, despencando bolsas de valores ao redor do globo e deixando governantes aflitos. Pois, uma guerra neste momento, inevitavelmente atingiria todos os países do mundo.

5.2 – A SITUAÇÃO DE ISRAEL

A situação de Israel vem se agravando á décadas. O país encontra-se cada vez mais isolado dos demais países árabes e cada vez mais dependente dos países ocidentais. Ameaças ao governo israelense são diárias. A Faixa de Gaza ainda é o principal palco de conflitos na região. O governo israelense pauta seu curso
de ação em conjunto com os Estados Unidos, declarado abertamente como seu principal aliado. O governo norte americano repassa enormes quantias ao governo israelense para aprimoramento de seu exercito e desenvolvimento de novas tecnologias bélicas e nucleares para serem utilizadas em sua defesa.
Israel sempre tentou apoio de toda Comunidade de Estados para tentar resolver os conflitos instaurados na região. Porém, vários países preferem se colocar como neutros nos debates por considerar a região instável demais, receosos da eminência de novos conflitos e também pela fragilidade econômica do local.
O governo israelense acusa o Irã de esconder artefatos nucleares em seu território, e afirma que o país está disposto em mudar o status quo (*) da região, trazendo conflitos e discussões desnecessárias. * Termo em latim que expressa a condição existente das coisas
Logo após ao atentado em Bethlehem, o presidente israelense endureceu seu discurso, afirmando que o Irã se tornou uma ameaça a todos os países do mundo, e que nenhuma ação diplomática fará o Irã retroceder em sua pretensão de desestabilizar todo o Oriente. E que agora chegou á hora de todos os Estados do “Bem” se unirem contra esta grande ameaça que a tempos amedronta a todos.

5.3 – O IRÃ

O governo iraniano ao longo do tempo iniciou um processo de abertura gradual de seu país. Porém, algumas ramificações do governo ainda continuam extremamente controladas, como é o caso da área militar e projetos nucleares.
Os Estados Unidos e alguns países europeus ainda veem o Irã como potencial perturbador da ordem internacional. Pedidos para a entrada de técnicos nucleares e agentes da ONU para analisarem as usinas nucleares e a coordenação do exercito iraniano foram muito discutidas. Contudo, nenhuma medida foi acatada pelo governo que repudia a entrada de qualquer membro das Nações Unidas, pois não os consideram imparciais em suas analises. Após a não efetivação do acordo firmado entre governo iraniano, o Brasil e a Turquia, o qual previa o translado de material nuclear para estocagem na Turquia e o enriquecimento de urânio em território iraniano em 5%, o Irã passa a adotar medidas mais restritivas as ações da ONU, não respeitando á maioria dos acordos estipulados pela organização.
Israel se vendo então acuada pelas atitudes do Irã realiza um embargo econômico em 2013, proibindo a entrada e saída de certos tipos de materiais via terrestre. O resultado foi uma rápida movimentação das tropas iranianas para a fronteira. O Conselho de Segurança foi então requisitado e acabou por
retirar a sanção imposta por Israel. Porém, no ano de 2015 o governo israelense, juntamente com os Estados Unidos, publicou um relatório secreto sobre governo iraniano, onde constava a posição de usinas nucleares que fabricavam artefatos bélicos, e requisitando à Comunidade Internacional uma intervenção imediata no país por questões de segurança global. Contudo, analistas internacionais contradiziam o relatório afirmando que tais afirmações possivelmente seriam inverídicas. Não satisfeito pela não intervenção em solo iraniano, o governo israelense mobilizou sua tropa marítima para agir em águas internacionais, fechando o acesso do Irã ao Oceano Indico. Esta manobra israelense foi duramente criticada pela imprensa internacional e por vários países ao redor do globo.
O Irã respondeu á esse embargo no dia vinte e quatro de dezembro de dois mil e dezessete, lançando ao território israelense um artefato militar com destino á Jerusalém. O artefato caiu em Bethlehem, causando grande destruição. O governo iraniano soltou uma nota oficial afirmando que os atos do dia foram um aviso ao mundo, e que o Irã não seria mais subjugado por nenhuma nação do mundo.



Fonte: http://csfut.wordpress.com/


Fiquei completamente horrorizado com isso, estava procurando uma imagem no google e me deparei com isto.

Esse é o tipo de ensino que estão dando para as crianças e jovens de Belo Horizonte!

Será que o restante das Escolas do Brasil está a fazer a mesma coisa?


Alguém tem que tomar uma providência urgente!

É terrorismo mental, ainda mostram que foi no natal para chocar as crianças.

Espero que isso chegue ao conhecimento de um grande número de pessoas para podermos parar essa manipulação que estão a fazer com as crianças e jovens dessa escola.

IRÃ e ISRAEL


Israel mantém silêncio oficial sobre relatório nuclear do Irã

Israel mantém nesta quarta-feira um silêncio oficial sobre as conclusões do relatório publicado nesta terça-feira pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano, que aponta que o país poderia ter tentado desenvolver armas nucleares.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu instruções a seus ministros para que não fizessem declarações sobre o relatório e um comunicado de seu gabinete manifestava na véspera que Israel analisará o documento antes de dar uma resposta.

Fontes do governo citadas nesta quarta-feira pelo jornal Ha'aretz afirmaram que Israel está atrasando sua resposta porque quer avaliar antes a reação do mundo às descobertas da AIEA e não pretende ser o primeiro país a liderar a comunidade internacional.

Já uma fonte diplomática em Viena, sede do organismo internacional, declarou à publicação de Tel Aviv que o documento "era o mais condenatório já publicado pela AIEA, do qual só se pode extrair uma conclusão: o Irã está trabalhando para adquirir uma arma nuclear".

Netanyahu determinou aos membros de seu gabinete que se abstenham dos comentários sobre o conteúdo do relatório, que aponta para indícios de que o Irã manteve até recentemente atividades que só podem estar relacionadas com o desenvolvimento de armas nucleares.

Em Israel, a chefe da oposição Tzipi Livni se referiu à questão afirmando: "Agora, quando a verdade está diante dos olhos de todos, Israel deve alistar o mundo livre para frear o Irã".

Para a ex-chefe da diplomacia israelense e líder do partido Kadima, o que se requer agora é "determinação e inteligência diplomática".

Por sua vez, o deputado trabalhista e ex-ministro da Defesa Binyamin Ben-Eliezer manifestou nesta quarta-feira à rádio pública israelense que o país deve se abster de lançar um ataque contra o Irã, uma tarefa das potências estrangeiras, em particular dos EUA, que deveriam liderar uma ofensiva destinada a neutralizar seu programa nuclear.

Israel vê o programa nuclear iraniano como uma grande ameaça e na última semana os meios de comunicação publicaram que a Força Aérea treinou voos a longa distância para bombardear instalações no Irã relacionadas com o programa nuclear.

General do Irã ameaça destruir Israel em caso de ataque

O chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ameaçou destruir Israel se o Estado hebreu atacar as instalações nucleares do Irã.

"O centro (nuclear israelense) de Dimona é o local mais acessível para o qual podemos apontar e temos capacidades ainda mais importantes. Ante a maior ação de Israel, veremos sua destruição", advertiu o general Jazayeri, citado pela televisão iraniana em idioma árabe Al Alam.

O presidente israelense Shimon Peres advertiu no domingo que a possibilidade de um ataque militar contra o Irã é maior que a de uma ação diplomática. "A possibilidade de um ataque militar contra o Irã parece mais próxima que a opção diplomática", afirmou o presidente em declarações ao jornal Israel Hayom.

"Não acredito que já tenha sido tomada uma decisão a respeito, mas dá a impressão de que os iranianos vão se aproximando da bomba atômica", acrescentou Peres. "Não temos que revelar nossas intenções ao inimigo", explicou.

Ahmadinejad: Irã não recuará "nem uma agulha"

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, rejeitou nesta quarta-feira um relatório da agência nuclear da Organização das Nações Unidas que ressaltava preocupações de que o país tenha se empenhando em desenvolver uma bomba atômica. Ele afirmou que o texto se baseava em informações "inválidas" de Washington.

"Vocês deveriam saber que esta nação não irá recuar nem uma agulha do caminho que está seguindo", afirmou Ahmadinejad em discurso realizado na cidade de Shahrekord e transmitido ao vivo pela televisão.

"Por que vocês prejudicam a dignidade da agência por causa das alegações inválidas dos Estados Unidos?", indagou, aparentemente se dirigindo aos membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que divulgou o relatório na terça-feira.

O presidente voltou a negar que o Irã esteja tentando construir armas nucleares e destacou, em referência aos Estados Unidos: "Nós somos inteligentes e não vamos construir duas bombas para enfrentar as 20 mil que os senhores têm".

Ahmadinejad apontou que o país continuará com seu programa nuclear, que as autoridades de Teerã insistem que tem exclusivamente fins pacíficos civis, e acrescentou que seu governo pretende construir um Irã "mais próspero e mais avançado para entregá-lo à próxima geração".

Também nesta quarta-feira, o embaixador iraniano na AEIA afirmou que o seu país jamais abandonará seu programa nuclear, mas continuará cooperando com a agência da ONU, apesar de seu último relatório, muito crítico em relação ao Irã.

"O Irã jamais abandonará seus direitos legítimos em termos nucleares, mas, como país responsável, continuará respeitando suas obrigações dentro do Tratado de Não-proliferação Nuclear", que prevê a supervisão de suas atividades pela AIEA, declarou Ali Asghar Soltaniyeh, citado pela agência oficial iraniano Irna.

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