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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ONU: Morte de Muammar Gaddafi é considerada “Crime de Guerra”

A morte do líder líbio Muammar Gaddafi foi descrito por Juan Mendez, Relator da ONU, como um "crime de guerra", com base em provas e vídeos de redes diferentes que circularam após a sua captura e posterior morte mostrando a crueldade com que foi tratado Gaddafi.

Juan Méndez, Relator da ONU sobre a Tortura

"
Muammar Gaddafi foi submetido a tratamento que poderia ser caracterizado como tratamento cruel, desumano e degradante, proibido pelo direito internacional para que haja boa evidência com a qual você poderia começar a investigar", disse o advogado.

Mendez disse que é de responsabilidade do governo ilegítimo da Líbia até as últimas conseqüências investigar o crime e para esclarecer os fatos para a comunidade internacional, caso contrário, a concorrência Internacional.a Tribunal Criminal.

"E se a CNT não faz, o bom, Mendez disse, é que este caso tem jurisdição porque o Tribunal Penal Internacional é um dos casos que caem sob a sua jurisdição e, eventualmente, sob o princípio da complementaridade, se o Estado nacional da Líbia não investigou, então fará o Tribunal Internacional. "

Um dos atos mais claros que se qualificam como crimes de guerra, disse Mendez é aquele em que Gaddafi é rendido, desarmado e posteriormente executado.

"Primeiro há um claro crime de guerra, porque ele vê (Gaddafi) rendeu-se, desarmado e, em seguida, aparece morto", disse Mendez em declarações à Notimex.

O
governo líbio visto por Mendez é ilegítimo e tem muito a esclarecer, porque as contradições em que caíram
desde o início sobre a morte do ex-líder , disseram que morreu em combate, então ele não sabiam como ele morreu, ou quem fez isso?



Fonte: libia-sos.blogspot.com
Tradução: Google

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A luta contra o ventre da barbárie capitalista

Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.

Por Gilson Caroni Filho


Liga Árabe suspende a Síria; Israel, com o apoio dos EUA, se prepara para atacar o Irã; consórcio franco-alemão toma o poder na Grécia e ameaça soberania italiana; corporações midiáticas censuram repressão policial aos movimentos sociais nos EUA. Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.

O roteiro, de tão açodado, não deixa qualquer espaço para dúvidas quanto aos reais interesses que movem as marionetes do teatro macabro. O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) contendo acusações contra o governo do Irã foi divulgado um dia antes de a imprensa inglesa anunciar que o governo de Benjamin Netanyahu planeja uma ampla ofensiva contra as instalações iranianas. Estados Unidos e União Européia prontamente defenderam a adoção de medidas adicionais. São muitas as variáveis em jogo, mas há dados conjunturais que não podemos ignorar.

Em primeiro lugar, é preciso voltar no tempo, para entender o xadrez geopolítico no Oriente Médio. É fundamental reconhecer os motivos que levariam o governo israelense, respaldado pelo imperialismo norte-americano na região, a jogar todo o seu peso em uma aventura bélica de alto risco. E estes motivos só podem ser encontrados na derrota dos EUA na revolução iraniana e, principalmente, na derrocada militar do seu então representante, o Iraque, frente às massas iranianas imbuídas (apesar dos desvios da direção islâmica) de uma proposta anti-imperialista. Passados tantos anos, é plausível trabalharmos com essa hipótese? A resposta é afirmativa.


Se na época, a derrota não veio sozinha, mas sim juntamente com um ascenso dos trabalhadores na região, que passava pelo surgimento do movimento "Paz Agora" em Israel – primeiro movimento de massa israelense a questionar a própria essência do Estado de Israel como um "estado policial" dos EUA – o fato que atualiza o quebra-cabeças foi a bem sucedida ofensiva diplomática do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, pedindo ao Conselho de Segurança o reconhecimento de um Estado independente. Somando-se a isso a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco, as reações foram imediatas: os Estados Unidos suspenderam seu apoio financeiro à entidade. E Israel, sabotando qualquer possibilidade de paz, acelerou o processo de colonização em Jerusalém Oriental.

A perspectiva de isolamento, ainda que conte com o apoio incondicional dos principais países da União Européia, levou os ianques e seus títeres, a organizarem uma aventura ousada e perigosa que, se levada a cabo, contará com o apoio do Partido Trabalhista, de "oposição", em Israel. O alcance desta operação, com toda sorte de atrocidades que comporta, liberará forças que dividirão mais ainda a própria sociedade israelense e a comunidade judaica em geral.


Os ensaios fascistas, que se alastram perigosamente em escala mundial, precisam ser detidos e só serão evitados com o movimento de protesto de milhões de pessoas e governos progressistas, unidos com um único objetivo: banir as guerras, banir as armas de extermínio, impondo, pela força dos povos, a paz e o desarmamento. A luta contra o ventre que pariu inúmeras Bestas é cada vez mais um confronto contra a lógica capitalista.



Fonte: Carta Maior, vermelho.org

Irã denuncia nova manobra dos EUA na ONU

O Irã denunciou nesta quarta-feira (16) a intenção dos Estados Unidos de apresentarem perante a Assembleia Geral um projeto de resolução sobre um suposto complô contra o embaixador de Arábia Saudita em Washington.




Trata-se de uma ação sem precedentes, com sérios desdobramentos para a credibilidade das Nações Unidas, afirma uma carta distribuída na sede da organização e assinada pelo representante permanente do Irã, Mohammad Khazaee.







A mensagem está dirigida ao secretário-geral da ONU, Ban-Ki-moon, ao presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, e aos chefes de todas as missões permanentes.

O texto acusa o governo norte-americano de convidar o órgão da ONU a considerar suposições insustentáveis em um ato que subverte o papel, a autoridade, a integridade e a credibilidade das Nações Unidas.

A proposta estadunidense consiste em um projeto de resolução, intitulado "Ataques terroristas contra pessoas internacionalmente protegidas", para ser discutido no tema 118: "Estratégia global da ONU contra o terrorismo".

O Irã estima que Washington pretende inserir assuntos hipotéticos, circunstanciais e sem base na agenda da Assembleia Geral.

A carta reitera que nenhum órgão ou funcionário de governo iraniano está envolvido no suposto complô contra o embaixador saudita nos Estados Unidos, Adel Al-Jubeir.

Além disso, adverte a respeito das péssimas consequências que a pretensão estadunidense causará ao contradizer o espírito e letra da Carta da ONU e outros textos fundamentais da organização mundial.

Em 11 de outubro, porta-vozes oficiais norte-americanos alardearam a existência de um suposto complô iraniano para assassinar o embaixador de Arábia Saudita em Washington e dinamitar também a sede diplomática de Israel.


Naquela ocasião, o representante do Irã na ONU recusou as acusações e disse também que elas são denúncias fabricadas e sem fundamentos, baseadas nas suspeitas expostas por uma pessoa.

O Irã também advertiu o secretário-geral Ban Ki-moon sobre sua responsabilidade em esclarecer a opinião pública internacional sobre as "consequências perigosas das políticas belicistas do governo dos Estados Unidos para a paz e a segurança internacional".



Fonte: Prensa Latina, Vermelho.org

Revista Suíça Schweizmagazin publicou as "crueldades" de Muamar Gadafi

Postado especialmente para quem ainda tem dúvidas.


A renomada revista suíça Schweizmagazin publicou as "crueldades" de Muamar Gadafi para com o seu povo.

Confira em: http://www.schweizmagazin.ch/news/ausland/8852-rausam-war-Gaddafi.html?print So grausam war Gaddafi - Assim foi a crueldade de Gaddafi

Os "sofrimentos" que o tirano provocou durante 4 décadas:

1. Não havia conta de luz na Líbia, porque a eletricidade era gratuita para todos.
2. Créditos bancários, dos bancos estatais, eram sem juros (para todos - por lei expressa.
3. Casa própria era considerada como direito humano, universal, e o governo fornecia uma casa ou apartamento para cada família.
4. Recém casados recebiam US$ 50.000,00 para comprar casa e iniciar a vida familiar.
5. Educação e saúde eram gratuitas, da pré-escola à universidade. Antes de Gadafi: 25% dos líbios eram alfabetizados. Até o ano passado, 83% eram alfabetizados.
6. Agricultores iniciantes recebiam terra, casa, equipamentos, sementes e gado gratuitamente.
7. Quem não encontrou formação ou tratamento desejados recebia financiamento para ir no exterior, adicionalmente US$ 2.300,00 mensais para moradia e carro.
8. Na compra de automóvel, o estado contribui com subvenção de 50%.
9. O preço de gasolina: 0,10 Euro = R$ 0,23.
10. Faltando emprego após a formação profissional, o estado pagava salário médio da classe até conseguir a vaga desejada.
11. A Líbia não tinha dívida externa - as reservas de U$ 150 bilhões, agora, estão retidas, incluindo investimentos em bancos estrangeiros.
12. Parte de toda venda de petróleo era diretamente creditada na conta de cada cidadão.
13
. Mãe que dava a luz, recebia US$ 5.000,00.

14. 25 % da população líbia tem curso superior.
15. Kadafi construiu o projeto GMMR (O Grande Rio Artificial), transportando água dos lençóis subterrâneos do Rio Nilo para as cidades e agricultura, irrigando parte do deserto.

“Graças à Deus, à Otan e aos rebeldes, o povo líbio está livre de tudo isto”. Agora é só uma questão de tempo para o povo derrubar o governo fantoche criado pela Otan a serviço das potências imperialistas. O país sofrerá um atraso de muitas décadas, mas pelo menos os governos dos EUA, França e Inglaterra venderam e compraram muitas armas, e passarão a roubar o petróleo e o gás natural da Líbia.




Fonte: Blog A marcha verde

Paquistão e China efetuam manobras militares conjuntas

O Paquistão e a China, aliados estratégicos na Ásia, realizam desde segunda-feira (14) amplas manobras militares conjuntas perto da cidade paquistanesa de Jhelum, informaram fontes do Exército paquistanês.

O exercício militar conjunto, batizado como Youyi-IV (Amizade 4), durará duas semanas, acrescentaram as fontes.

Estes tipos de testes costumam incomodar a Índia, potência nuclear vizinha do Paquistão, e os Estados Unidos, imerso em uma crise diplomática com o país islâmico e receoso da influência chinesa na região.

Sem especificar o tamanho da manobra, o Exército paquistanês explicou que dele participam forças especiais de ambos países e destacou o "profissionalismo" dos militares chineses e a amizade entre os países.

Desde 2004 houve dois treinamentos conjuntos deste tipo na China e outros dois no Paquistão, incluindo o atual.

"Estes exercícios têm o objetivo de impulsionar a relação profissional entre dois Exércitos amigos", afirmaram as Forças Armadas paquistanesas.

A deterioração dos laços diplomáticos entre Paquistão e EUA, principalmente a partir da operação americana que matou Osama bin Laden em maio, aumentou os receios de Washington sobre a já existente cooperação entre Islamabad e Pequim.

A China, interessada em frear a influência indiana na Ásia, foi de fato um dos poucos países que apoiou o Paquistão nesta crise e é seu principal aliado político.



Fonte: EFE

Obama anuncia envio de fuzileiros navais para Austrália


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira que vai enviar fuzileiros navais para o norte da Austrália.

Durante uma visita ao país, Obama afirmou que até 2,5 mil militares e equipamentos vão operar a partir da cidade de Darwin.

O presidente americano afirmou que o governo está aumentando seu compromisso em toda a região.

Um porta-voz do Ministério do Exterior da China questionou se o envio de militares americanos para o norte da Austrália é uma medida apropriada. E, um editorial em um jornal chinês alertou para que a Austrália não se coloque em meio ao que chamou de fogo cruzado.



Fonte e imagem: Google

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bem-vinda investida contra ONGs

A defenestração de Orlando Silva do Ministério do Esporte proporcionou mais um vislumbre da grande penetração de organizações não-governamentais (ONGs) na estrutura do Estado brasileiro. Por isso, só merece aplausos a decisão do novo titular da pasta, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), de suspender e rever os convênios assinados pelo ministério com tais entidades – a qual parece constituir uma inclinação da própria presidente Dilma Rousseff, que anunciou pessoalmente a intenção de impor um maior rigor a tais contratos. De fato, em outubro de 2010, quando ainda candidata à Presidência, Dilma se comprometeu a criar um grupo de trabalho para elaborar, no prazo máximo de um ano, uma proposta de marco regulatório para o setor. (O Estado de S. Paulo, 29/10/2011).

A investida contra as ONGs ocorre em paralelo com uma igualmente oportuna decisão da cúpula do governo no sentido de agilizar os processos de licenciamento ambiental, refletida no conjunto de normas publicado no Diário Oficial de 28 de outubro último.

O “terceiro setor”

A penetração das ONGs é uma tendência que tem se ampliado desde a década de 1990, na esteira da investida ideológica neoliberal contra os Estados nacionais e suas instituições. Segundo esta visão, os setores privados e grupos de indivíduos organizados seriam mais eficientes que o Estado, no atendimento às necessidades das sociedades. Neste contexto, as ONGs, também rotuladas como o “terceiro setor”, se impuseram não apenas na substituição ou superposição de atividades que deveriam ser atribuições precípuas do Estado, como também proporcionaram um vasto campo para toda sorte de esquemas de transferência de recursos públicos a agentes privados, com frequência, irregulares.

O começo com FHC

Na verdade, o avanço das ONGs no Brasil antecede o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), tendo começado a ganhar vulto durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Vale recordar que, em seu discurso de posse, FHC se referiu elogiosamente ao papel das ONGs, rotulando-as como «organizações neogovernamentais». Desde então, a formulação de políticas para áreas sensíveis como o meio ambiente, a questão indígena e os direitos humanos, entre outras, passou a receber uma forte influência de ONGs nominalmente brasileiras e estrangeiras, engajadas em uma agenda intervencionista estabelecida, em grande medida, fora do País e com pouca relação com os interesses maiores da sociedade brasileira.

Retorno ao Poder Público

Evidentemente, tais críticas não podem ser generalizadas, em função das numerosas entidades do gênero que prestam serviços úteis à sociedade, as quais só poderão beneficiar-se do estabelecimento de um maior controle sobre as suas atividades. Por outro lado, porém, salta aos olhos que o aperfeiçoamento das instituições do Estado requer que a proliferação do “terceiro setor” seja revertida, devolvendo-se àquele grande parte das funções que lhe foram indevidamente subtraídas ou diluídas.

Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo

Chevron-Texaco e a cumplicidade da mídia brasileira e ONGs "Ambientalistas"

Onde estão as ONGs que se dizem ambientalistas??? Será que elas só aparecem quando é a Petrobrás???

Cadê o Greenpeace? Sea Shepherd? E todas as outras ONGs que se autoproclamam defensoras da natureza???

Será que a Chevron-Texaco é financiadora das ONGs Ambientalistas???

Onde estão os "Ecologistas" que se dizem amantes da natureza?


Reproduzo aqui o post do Blog Tijolaço


Cumplicidade escandalosa


As duas fotos aí de cima foram publicadas pelo blog SkyTruth ,especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais, mantido pelo geógrafo John Amos, e registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento provocado pela Chevron-Texaco e que está sendo mantido na sombra pela imprensa.

Cheguei até elas pela dica do leitor Henrique, que parece ser mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida.

Aliás, os próprios releases dizem que há 18 navios trabalhando no combate ao vazamento. Devem ser navios-fantasmas, como é a direção da Chevron. Não têm nome, não têm comandante, não tem tripulação, não têm coordenadores. Não há uma pessoazinha que seja, com nome e sobrenome, que diga: “olha, as coisas aqui estão assim ou assado”.

Ninguém tem uma máquina fotográfica, uma filmadora, um reles celular que tire fotos. Internet, então, nem pensar.

Será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais?




Fonte: Blog Tijolaço

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Presidente Correa acusa Banco Mundial pela crise mundial

Quito, (Prensa Latina) O presidente equatoriano, Rafael Correa, reiterou neste domingo (13) sua acusação ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional quanto à culpa pelo desastre mundial, ao impor o neoliberalismo na América Latina, que destruiu suas economias.

Em sua prestação de contas semanal, o mandatário disse que em função dos grandes interesses bancários, financeiros e do capital especulativo, essas instituições impuseram o neoliberalismo na América Latina e seus programas de ajustes, só para que paguemos a dívida externa.

Ao informar sobre a recém concluída Cúpula Iberoamericana em Assunção, Paraguai, considerou que há que comensurar essas reuniões e as fazer mais eficientes.

"Se querem mudar as coisas, deve-se mudar o mecanismo de diálogo, e cedo nossos povos nos perguntarão por que estamos em tantas cúpulas, onde põe-se dar cátedras à burocracia e a tecnocracia, enquanto eles estão em tantos abismos", afirmou.

"Esse é um dos grandes erros da América Latina, ajustes impostos pelo neoliberalismo, em que as decisões não eram adotadas por homens políticos, com visão integral legitimada nas urnas, mas por burocratas muitas vezes apátridas e tecnocratas".

Correa ressaltou o contrassenso de que a OCDE, a organização dos países mais ricos do planeta, venha a dar aulas sobre economia e desenvolvimento, quando nunca escutou o que os países latino-americanos pensam.

"O representante da OCDE misturou economia com ideologia, porque ao dizer que a América Latina tem que acabar com o protecionismo e ir ao livre comércio, já não faz uma afirmação técnica, mas ideológica", destacou Correa.

"Ideologia, que os países da OCDE, que foram os mais protecionistas, nunca praticaram e que agora, que são os campeões mundiais em competitividade, pedem a todo mundo o livre comércio porque sabem que vão ganhar e nós vamos perder".

"A última gota foi dar a palavra, nessa Cúpula, à representante do Banco Mundial, pois os presidentes não foram a Assunção para escutar à burocracia internacional".



Fonte: Pátria Latina

Imagem: Google


Dossiê Irã: AIEA de Amano a serviço da agenda belicista

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já teve dias melhores. Em 2003, às vésperas da já anunciada invasão do Iraque por uma coalizão encabeçada pelos EUA e o Reino Unido, a agência não se cansou de ressaltar que seus inspetores não haviam encontrado quaisquer vestígios das decantadas armas de destruição em massa de Saddam Hussein, o principal pretexto manipulado pelo eixo anglo-americano para justificar o ataque militar. Bem, eram outros tempos. O diretor-geral da agência era o egípcio Mohamed ElBaradei (1997-2009), cuja gestão foi marcada pela independência e a firmeza diante das pressões das potências hegemônicas – algo que não se pode afirmar de seu sucessor, o japonês Yukiya Amano.

Em uma mensagem enviada em outubro de 2009 pela missão diplomática estadunidense em Viena, antes da posse de Amano, posteriormente vazada pelo sítio Wikileaks, um diplomata descreve uma reunião com o já nomeado diretor-geral:

«Amano recordou o embaixador, em várias ocasiões, que ele precisaria fazer concessões ao G-77 [grupo dos países em desenvolvimento - n.e.], que, corretamente, exigiam dele que fosse imparcial e independente, mas que ele estava solidamente no campo estadunidense em cada decisão estratégica chave, desde a nomeação de pessoal de alto nível ao manejo do alegado programa de armas nucleares do Irã.»


Sem concessões à ironia, o redator da nota a intitula “DG [diretor-geral] de todos os Estados, mas em concordância conosco” (The Guardian, 2/10/2010).

Com tais antecedentes, não é de causar surpresa a divulgação do recente relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual a agência manifesta as suas “sérias preocupações referentes às possíveis dimensões militares do programa nuclear do Irã”.

Seguindo uma tendência que tem sido a marca registrada de numerosas outras “revelações” bombásticas provenientes do eixo anglo-americano desde o início da “guerra ao terror”, o documento não apresenta qualquer evidência palpável para consubstanciar a afirmativa implícita de que o Irã estaria empenhado na obtenção clandestina de um arsenal nuclear. De fato, o texto é recheado de condicionantes, como no trecho seguinte:

As informações indicam que, antes do final de 2003, as atividades supracitadas ocorreram no âmbito de um programa estruturado. Também há indicações de que algumas atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear continuaram após 2003, e que algumas podem ainda estar em curso.

Efetivamente, em 2007, a Estimativa Nacional de Inteligência (NIE), que reúne as conclusões das 16 agências de inteligência estadunidenses, determinou que o Irã havia encerrado o seu programa nuclear militar em 2003, embora prosseguisse empenhado em obter a capacitação científico-tecnológica e industrial para projetar e construir artefatos nucleares em um prazo relativamente curto, em caso de uma necessidade percebida. Esta é, aliás, a avaliação da grande maioria dos analistas e especialistas não engajados na agenda pró-belicista do eixo anglo-americano e do governo do premier israelense Benjamin Netanyahu. Em um artigo publicado na edição da 2ª. quinzena de maio de 2010 do jornal Solidariedade Ibero-americana, o engenheiro nuclear Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear e também assessor especial da AIEA, resumia assim as intenções iranianas:

«Uma análise serena do caso indica que, muito provavelmente, o governo iraniano pretende cumprir suas promessas de uso pacífico. Entretanto, o Irã certamente busca a capacitação na produção do material nuclear que, potencialmente, poderia ser produzido para fabricação de um artefato. Parece, porém, que seria muito pouco provável o Irã tomar a decisão de realmente produzir esse material, pelo menos no curto e médio prazo, já que isso certamente implicaria na queda do seu próprio regime islâmico, dada a fortíssima e justificada reação internacional que sobreviria. Possivelmente o Irã quer ascender à posição de “ser capaz de”, similar à posição dos demais países que dominam a tecnologia de enriquecimento de urânio, sem possuírem nem almejarem possuir armas nucleares. Isto, por si só, já representa um efeito de dissuasão real, ainda que limitado, face às ameaças percebidas.»

Com o profundo conhecimento da região e a ironia costumeira, o correspondente do Asia Times Online, Pepe Escobar, bate na mesma tecla, em sua coluna de 10 de novembro:

«O cenário mais próximo da realidade – mesmo levando em consideração a existência de um programa clandestino, que não é consubstanciada – explicita que, para Teerã, a construção de uma ogiva nuclear é contraproducente. Mas o Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) – a cargo de todos os programas militares de alto nível – pode, certamente, manter a opção de construir uma ogiva nuclear com a rapidez de um relâmpago, como deterrência em caso de estarem absolutamente certos de que os EUA invadiriam o país ou, mesmo, lançariam uma operação “choque e pavor” prolongada. A verdadeira consequência inquestionável de o Irã, eventualmente, vir a deter uma arma nuclear, é acabar de uma vez por todas com a sempre presente ameaça de um ataque estadunidense. Em caso de dúvida, por favor, consultem o dossiê norte-coreano.»

O regime de Teerã pode ser implacável, mas não são amadores; construir uma arma nuclear – seja em segredo ou à plena vista da AIEA – e sair para a briga, não os levaria a lugar algum. O regime – que já está embrulhado em uma feroz e complexa batalha interna entre o Líder Supremo Ali Khamenei e a facção do presidente Mahmud Ahmadinejad – seria totalmente isolado geopoliticamente.

Por outro lado, até mesmo a possibilidade de uma nova rodada de sanções internacionais contra o Irã – que seria a quinta – fica diminuída em face da oposição ostensiva da Rússia e da China. Em especial, Moscou já anunciou a intenção de rechaçar qualquer proposta do gênero que venha a ser apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde detém poder de veto. Em iniciativas pouco comuns, tanto o presidente Dmitri Medvedev como o chanceler Sergei Lavrov condenaram a divulgação do relatório da AIEA, considerando-o contraproducente aos esforços de enquadramento diplomático do Irã. Medvedev chegou a fazer algo raríssimo entre chefes de Estado não-islâmicos, criticar Israel abertamente, apontando a “atmosfera ameaçadora” criada pelo país (Novosti, 8/11/2011).

Resta a possibilidade de um ataque aéreo israelense às instalações militares iranianas, como Netanyahu, o ministro da Defesa Ehud Barak e o normalmente mais sóbrio presidente Shimon Peres vêm alardeando nas últimas semanas. Como afirmamos na edição anterior deste boletim, esta poderia ser uma opção do eixo anglo-americano para evitar uma saída racional para a crise sistêmica global, a qual poderia ser justificada por qualquer incidente espontâneo ou provocado, envolvendo o Irã, em meio à guerra de nervos desfechada contra o país. Não obstante, as evidências indicam que o próprio Establishment de segurança israelense se opõe majoritariamente a uma ação militar.

É sabido que vários ex-chefes do Mossad, do Shin Beth (contrainteligência interna) e do Estado-Maior das Forças de Defesa Israelenses, têm se manifestado publicamente contra um ataque ao Irã. No Ha’aretz de 9 de novembro, o colunista Carlo Strenger afirma que Meir Dagan, que chefiou o Mossad entre 2002 e 2010, tem afirmado que um ataque seria “uma ideia estúpida”, por três motivos que parecem óbvios a qualquer analista minimamente racional: primeiro, porque provocaria uma guerra regional de consequências imprevisíveis; segundo, não retardaria o programa nuclear de forma significativa; e terceiro, apenas reforçaria a decisão iraniana de adquirir armas nucleares.

Entretanto, como a opção “fogo no circo” pode ser, precisamente, a almejada pelos círculos mais belicosos do eixo anglo-americano-israelense, ela não pode ser descartada.

O Brasil deve observar tais desdobramentos com muita atenção, pois a guerra de nervos contra o Irã tende a criar um ambiente favorável a uma nova campanha de pressões para que o País adote o abusivamente intrusivo Protocolo Adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Sabe-se que o assunto foi mencionado recentemente em conversas da secretária de Estado Hillary Clinton e o chanceler Antônio Patriota.



Movimento de Solidariedade Íbero-americana




Fonte: Blog do Ambientalismo

Imagem: Google, colocadas por este blog

O Exército Secreto da OTAN/NATO

O Exercito Secreto da Nato from pick lock on Vimeo.

Daniele Ganser, professor de história contemporânea na universidade de Basileia e presidente da ASPO-Suíça, publicou um livro de referência sobre os "Exércitos secretos da NATO" . Segundo ele os Estados Unidos organizaram na Europa Ocidental durante 50 anos atentados que atribuíram mentirosamente à esquerda e à extrema esquerda para as desacreditar aos olhos dos eleitores. Esta estratégia continua hoje em dia para criar o temor do Islão e justificar as guerras do petróleo.


Quem controla a comida, controla o mundo! Codex Alimentarius



Parte 1



Parte 2



Parte 3


Parte 4


Parte 5

A HIPOCRISIA do Governo dos EUA

Reproduzo aqui o vídeo que assisti no Blog Jader Resende

Eu Não Vou me Mover - Curta Metragem - Uma obra prima sobre a Hipocrisia







Fonte: http://jaderresende.blogspot.com/

Agradecimento ao amigo Jader Resende

domingo, 13 de novembro de 2011

Urânio empobrecido, uma estranha forma de proteger os civis líbios

Urânio empobrecido, uma estranha forma de proteger os civis líbios

Nas primeiras 24 horas de bombardeios a Libia, os aliados gastaram 100 milhões de libras esterlinas em munição dotada de ponta de urânio empobrecido. Trata-se de um resíduo do processo de enriquecimento de urânio que é utilizado nas armas e reatores nucleares, sendo uma substância muito valorizada no exército por sua capacidade para atravessar veículos blindados e edifícios. Esse urânio empobrecido pode causar danos renais, câncer de pulmão, câncer ósseo, problemas de pele, transtornos neurocognitivos, danos genéticos em bebês e síndromes de imunodeficiência, entre outras doenças. O artigo é de David Wilson.

David Wilson – Stop the War Coalition

Stop the War Coalition


“Os mísseis que levam pontas dotadas de urânio empobrecido se ajustam à perfeição à descrição de uma bomba suja…Eu diria que é a arma perfeita para assassinar um monte de gente”.
Marion Falk, especialista em física e química (aposentada), Laboratório Lawrence Livermore, Califórnia (EUA).



Nas primeiras vinte e quatro horas do ataque contra a Líbia, os B-2 dos EUA lançaram 45 bombas de 2 mil libras de peso cada uma (um pouco menos de uma tonelada). Estas enormes bombas, junto com os mísseis de cruzeiro lançados desde aviões e navios britânicos e franceses, continham ogivas de urânio empobrecido.

O DU (urânio empobrecido, na sigla em inglês) é um resíduo do processo de enriquecimento de urânio que é utilizado nas armas e reatores nucleares. Trata-se de uma substância muito pesada, 1,7 vezes mais densa que o chumbo, muito valorizada no exército por sua capacidade para atravessar veículos blindados e edifícios. Quando uma arma que leva uma ponta de urânio empobrecido golpeia um objeto sólido, como uma parte de um tanque, penetra através dele e depois explode formando uma nuvem quente de vapor. Esse vapor se transforma em um pó que desce ao solo e que é não só venenoso, mas também radioativo.

Um míssil com urânio empobrecido quando impacta algo sólido queima a 10.000°C. Quando alcança um objetivo, 30% dele fragmentam-se em pequenos projéteis. Os 70% restantes se evaporam em três óxidos altamente tóxicos, incluído o óxido de urânio. Este pó negro permanece suspenso no ar, e dependendo do vento e das condições atmosféricas pode viajar a grandes distâncias. Se vocês pensam que Iraque e Líbia estão muito distantes, lembrem-se que a radiação de Chernobyl chegou até Gales.

É muito fácil inalar partículas de menos de 5 micra de diâmetro, que podem permanecer nos pulmões ou em outros órgãos durante anos. Esse urânio empobrecido inalado pode causar danos renais, câncer de pulmão, câncer ósseo, problemas de pele, transtornos neurocognitivos, danos genéticos, síndromes de imunodeficiência e estranhas enfermidades renais e intestinais. As mulheres grávidas expostas ao urânio empobrecido podem dar à luz a bebês com deformações genéticas. Uma vez que o pó se vaporiza, não cabe esperar que o problema desapareça. Como emissor de partículas alfa, o DU tem uma vida média de 4,5 milhões de anos.

No ataque da operação “choque e pavor” contra o Iraque foram lançadas, somente sobre Bagdá, 1.500 bombas e mísseis. Seymour Hersh afirmou que só o terceiro comando de aviação dos Marines dos EUA lançou mais de “quinhentas mil toneladas de munição”. E tudo isso carregava pontas de urânio empobrecido.

A Al Jazeera informou que as forças invasoras estadunidenses dispararam 200 toneladas de material radioativo contra edifícios, casas, ruas e jardins de Bagdá. Um jornalista do Christian Science Monitor levou um contador Geiger até zonas da cidade que sofreram uma dura chuva de artilharia das tropas dos EUA. Encontrou níveis de radiação entre 1.000 e 1.900 vezes acima do normal em zonas residenciais. Com uma população de 26 milhões de habitantes, isso significa que os EUA lançaram uma bomba de uma tonelada para cada 52 cidadãos iraquianos, ou seja, uns 20 quilos de explosivos por pessoa.


William Hague, Secretário de Estado de Assuntos Exteriores britânico, disse que estávamos indo a Líbia “para proteger os civis e as zonas habitadas por civis”. Vocês não têm que olhar muito longe para ver a quem e o que está se “protegendo”.



Nas primeiras 24 horas, os aliados gastaram 100 milhões de libras esterlinas em munição dotada de ponta de urânio empobrecido. Um informe sobre controle de armamento realizado na União Europeia afirmava que seus estados membros concederam, em 2009, licenças para a venda de armas e sistemas de armamento a Líbia no valor de 333.357 milhões de euros. A Inglaterra concedeu licenças às indústrias bélicas para a venda de armas a Líbia no valor de 24,7 milhões de euros e o coronel Kadafi pagou também para que a SAS (sigla em inglês do Serviço Especial Aéreo) para treinar sua 32ª Brigada.

Eu aposto que nos próximos 4,5 milhões de anos, William Hague não irá de férias ao Norte da África.



Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17609

Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa

O Urânio falsamente empobrecido como armas de guerra

Este projétil ao lado, contém Urânio Empobrecido e além do estrago estantaneo que faz,o mesmo causa estragos por muito mais tempo depois de descartado e ela está aí para poupar de tantas coisas chocantes quanto as fotos de crianças deformadas por interferência destes artefatos atômicos.Não precisamos de nenhuma guerra e nem mesmo uma guerra nuclear convencional, pois a guerra nuclear já está em curso no mundo com a utilização destas armas mortíferas
Porém ao Substituir as fotos originais,podemos poupar aqueles que sofrem os efeitos nefastos dessas armas que vem sendo amplamente utilizadas em conflitos dos senhores do mundo em diversas partes do globo;
Não é algo novo a utilização de projéteis contendo o falsamente Urânio Empobrecido que são usados em bombardeios por alguns países, nem preciso dizer quais são os que utilizam dessas armas , mas foi assim no Iraque , ex-Iugoslávia, Afeganistão, em Gaza etc.
Um ato criminoso e que em silêncio vem sendo utilizada e matando pessoas por conta do câncer que causa as pessoas por estar no ambiente e por não ter como erradicá-la quando alí depositada.



Vejam o texto pois é bom saber:

Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa

Os povos iraquiano, palestino, afegão são vítimas fatais da utilização das armas produzidas com o lixo nuclear, armas largamente produzidas e utilizadas pelos exércitos de ocupação dos Estados Unidos da América e sua base militar no Oriente Médio, Israel.

O resultado de sua utilização a médio prazo, você pode verificar com seus olhos:

por William Bowles


Como se destruir um país e a sua cultura não fosse suficientemente mau, o que dizer acerca da destruição do seu futuro, dos seus filhos?

Quero bradar isto de cima dos telhados!

Somos cúmplices em crimes de tamanha enormidade que acho difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto acerca deste crime cometido em meu nome!

Em nome do mundo "civilizado"?

"Esqueça-se do petróleo, da ocupação, do terrorismo ou mesmo da Al-Qaeda. O perigo real para os iraquianos destes dias é câncer. O câncer está a propagar-se rapidamente no Iraque. Milhares de bebés estão a nascer com deformidades. Os médicos dizem que estão a lutar para enfrentar o aumento do câncer e dos defeitos natos, especialmente em cidades sujeitas a pesado bombardeamento americano e britânico". — Jalal Ghazi, para New America Media Segundo Dahr Jamail, "Os militares estado-unidenses e britânicos utilizaram mais de 1700 toneladas de urânio empobrecido (depleted uranium, DU) no Iraque durante a invasão de 2003 (Jane's Defence News, 4/2/04) acima da 320 toneladas utilizadas na Guerra do Golfo de 1991 (Inter Press Service, 3/25/03). Literalmente, todas as pessoas com quem falei no Iraque durante os meus nove meses de reportagem ali sabem de alguém que sofre ou morreu de câncer. (...) Ghazi cobriu Faluja, a qual absorveu a carga de duas maciças operações militares dos EUA em 2004, até 25 por cento dos nascituros têm sérias anormalidades físicas. As taxas de câncer em Babil, uma área a Sul de Bagdad, elevaram-se de 500 casos em 2004 para mais de 9000 em 2009. O Dr. Jawad al-Ali, director do Centro de Oncologia em Bassorá, disse à Al Jazeera English (10/12/09) que houve 1885 casos de câncer no ano de 2005, agora de 1250 a 1500 pacientes visitam o seu centro a cada mês. — 'The New 'Forgotten' War' By Dahr Jamail, 15 March, 2010

Mesmo a BBC foi forçada a reconhecer a realidade (Ouçam: 'Child deformities 'increasing' in Falluja' 4 March, 2010). Mas é verdade que pesquisei o sítio web da BBC em busca do vídeo clip que havia visto na semana passada, de modo que fui poupado às cenas horrorosas que testemunhara, registadas no hospital principal de Faluja. Se isto tivesse sido uma herança de Saddam, teríamos visto imagens como aquelas acima repetidas infindavelmente nos mass media, completadas com resoluções da ONU e tudo o mais. Esta peça curta colocada no sítio web da BBC finalizava assim:

"Numa declaração, o Pentágono disse que "Nenhum estudo até à data indicou questões ambientais que resultassem em questões específicas da saúde. Munições não explodidas, incluindo dispositivos explosivos improvisados, são um perigo reconhecido" ".

Fim da história, tanto quanto o que preocupa a BBC. Assim, como é que isto não é uma manchete? Mesmo a Coligação Travem a Guerra (Stop the War Coalition) mal menciona o assunto, mais preocupada aparentemente com os apuros dos guerreiros do imperialismo, dos guerreiros britânicos que dispararam esta coisa imunda não só contra inocentes iraquianos como também contra inocentes da antiga Jugoslávia e do Afeganistão. Mas então somos os cidadãos do Império, o que explica porque Stop the War tem pouco ou nada a dizer sobre o assunto.

"Quando disseram que o urânio empobrecido era a arma preferida do império estado-unidense, eles mentiam. A palavra 'empobrecido' é um truque de relações públicas. Ela faz parece que o material nuclear está esgotado. Não está. É urânio. Vamos chamá-lo urânio. Por outras palavras, DU é o resíduo nuclear de baixo nível. O DU também pode conter traços significativos de "neptúnio, plutónio, amerício, tecnícium-99 e urânio-236". – http://tuberose.com/

As declarações do governo britânico e estado-unidense de que o Depleted Uranium é uma arma "convencional" são contraditadas pelos factos:

O armamento com urânio empobrecido (DU) cumpre a definição de armas de destruição em massa em duas de três categorias sob o U.S. Federal Code Title 50 Chapter 40 Section 2302.
Desde 1991, os EUA libertaram atomicidade equivalente a pelo menos 400 mil bombas de Nagasaki na atmosfera global. Isto é 10 vezes a quantidade libertada durante testes atmosféricos, a qual era o equivalente a 40 mil bombas de Hiroshima. Os EUA contaminaram permanentemente a atmosfera global com poluição radioactiva que tem uma semi-vida de 2,5 mil milhões de anos.

Os EUA conduziram ilegalmente quatro guerras nucleares na Jugoslávia, Afeganistão e duas vezes no Iraque desde 1991, chamando o DU de armamento "convencional" quando de facto é armamento nuclear.

O DU no campo de batalha tem três efeitos sobre sistemas vivos: é um veneno químico como metal pesado, um veneno "radioactivo" e tem um efeito de "partícula" devido à dimensão das partículas que é de 0,1 mícrons ou mais pequeno.

Os planos para o DU como armamento são de um memorando de 1943 do Gen. L. Groves, do Projecto Manhattan, que recomendou o desenvolvimento de materiais radioactivos como armas de gás venenoso – bombas sujas, mísseis sujos e balas sujas.

As armas com DU são penetradoras com energia cinética muito efectiva, ainda mais efectiva do que as bio-armas uma vez que o urânio tem uma forte afinidade química para estruturas de fosfato concentradas no DNA.

O DU é o Cavalo de Tróia da guerra nuclear – ele mantém-se presente e continua a matar. Não há maneira de limpá-lo e nenhuma maneira de anulá-lo porque ele continua a desintegrar-se em outros isótopos radioactivos em mais de 20 passos.

Terry Jemison do U.S. Department of Veterans Affairs declarou em Agosto de 2004 que mais de 518 mil veteranos do Golfo (período de 14 anos) estão agora com incapacidade médica e que 7.039 foram feridos no campo de batalha naqueles mesmo período. Mais de 500 mil veteranos dos EUA estão sem casa.

Em alguns estudos de solados que tiveram bebés normais antes da guerra, 67 por cento dos bebés pós-guerra nasceram com defeitos graves – com falta de cérebro, olhos, órgãos, pernas e braços e doenças do sangue.

No Sul do Iraque, cientistas estão a relatar níveis de radiação gama no ar cinco vezes mais elevados, o que aumenta a carga corporal diária dos habitantes. De facto, o Iraque, a Jugosláveis e o Afeganistão são inabitáveis.

O câncer começa com uma partícula alfa sob as condições certas. Um grama de DU é da dimensão de um ponto nesta sentença e liberta 12 mil partículas alfa por segundo. – http://tuberose.com/

De modo que todos vocês, humanos alegadamente civilizados, o que estão a fazer acerca disto?

PS: Oh, esqueci-me das armas com DU fornecidas a Israel pelos EUA, também lançadas sobre o povo de Gaza.



Este artigo foi postado do : http://resistir.info/
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Fonte: blog Somos Todos Palestinos

Retirado de: http://existenciaconsciente.blogspot.com/

sábado, 12 de novembro de 2011

Nuvem de fumaça sobre o destino da América do Sul



Muamar Kadafi e Alfonso Cano: Queda em Combate e Assassinato!

As comemorações aos uivos e coquetéis do Presidente Barack Obama (no caso da morte de Cano) e da Secretária de Estado Hilary Clinton (na morte de Kadafi) são expressões cabais do paradoxismo de uma época de reação e histeria coletiva à sujeição high tech a igualdade virtual do capitalismo possessivo e seu comércio.


A queda e assassinato de Osama Bin Laden no Paquistão, noticiada em 02 de maio de 2011; a queda e assassinato de Muamar Kadafi na Líbia, noticiada em 20 de outubro deste mesmo ano, e recente queda e assassinato do Cmte das FARC-EP, Alfonso Cano, na Colômbia, parecem episódios desconexos, em pontos distintos do globo terrestre: Ásia Menor, Norte da África e América Central.

Entretanto, são processos que se relacionam não tão somente por uma realidade objetiva comum, de crise do capital e luta de classes, da qual se desdobram e notabilizam o ano de 2011 como um período de grande reação e avanço da contrarrevolução mundial do imperialismo. Na verdade, a análise destes episódios, além de permitir identificá-los como parte da estratégia geral das oligarquias financeiras para superar a crise orgânica do capital, também permite detectar as tendências que necessariamente se desdobram do processo como um todo, possibilitando as forças revolucionárias no mundo definirem sua ação dentro de tais condicionantes.

A primeira que se pode destacar é que a estratégia militar do imperialismo, centrado no "eixo do mal", definida ainda na era Bush, que não se alterou, apesar da eleição de Obama ter mudado as táticas, como se observa na chamada "primavera árabe". A passagem da ação direta e unilateral para a ação em coalização com os outros centros imperialistas (Inglaterra, França, Alemanha e etc.) através da ONU e OTAN, não constitui uma novidade e apenas retoma a mesma linha de ação dos democratas no plano internacional, a exemplo da era Clinton. Na essência, consiste no emprego maior da inteligência apoiado na alta tecnologia de informação, mas também nas formas mais torpes e medievais para rastrear, localizar, cercar e aniquilar os alvos. Se existe um emprego maior de forças especiais e mercenárias autóctones ao país em questão ou não, por outro lado, não dispensa as operações aéreas ou marítimas de bombardeio, seguida de operação de varredura terrestre, ou operação de terra arrasada incluindo tortura, terror e assassinatos, acobertada pela mídia nazifascista (mentirosa e corporativa) que transforma em reality show crimes de guerra e de lesa-humanidade, atrocidades e aberrações ufanas, odes doentias como se observou na morte de Kadafi e atualmente à morte de Cano, cuja rapsódia estão nos assassinatos e crimes perpetrados contra Nicolae Ceausescu e sua esposa Elena Ceausescu na Romênia.

A segunda que se pode destacar é que esta intentona reacionária é um ato de desespero diante das visíveis sinalizações de que a crise do sistema do capital não tem solução e que a única alternativa para mantê-lo consiste precisamente em liquidar todas as iniciativas e experiências alternativas reais ao mesmo. Neste contexto, a ação sobre os países que as oligarquias financeiras definiram como "eixo do mal", para além dos alvos definidos (Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Irã, Coreia do Norte, etc.), estão também os alvos não expostos taticamente. É muito sintomático qual o fundamento da mudança de administração da Guerra pelos Estados Unidos, através de Obama: ele apostou no treinamento em larga escala de forças especiais mercenárias e regulares nos países invadidos (Afeganistão e Iraque), a exemplo do esforço estadunidense na construção da Al Qaeda e talibãs (forças especiais e exército regular) treinados na Arábia Saudita, Emirados e até mesmo Israel e EUA, armados e financiados para se insurgir contra o governo pró-soviético e o exército russo, na década de 70 e 80 do século passado. Também foi notório que antes da Invasão do Afeganistão e Iraque milhares de mercenários foram treinados na Romênia.

Portanto não há uma surpresa da tática no emprego destes grupos de mercenários na liderança militar da "primavera árabe", menos ainda na alternância tática que configura o episódio de morte do comandante das FARC-EP, Alfonso Cano. O mesmo já se havia visto com a morte do Comandante Raúl Reyes, no Equador. O que se pode extrair deste episódio é aferir até que ponto ele expressa um giro no centro da contrarrevolução liderada pelos EUA e União Europeia. Se a partir de agora já se dá por satisfeito com a correlação de forças estabelecida na Ásia Menor e norte da África para levar adiante o plano ofensivo de destruição das barreiras econômicas, político-militares e culturais que se opõem ao aprofundamento da exploração imperialista, e, portanto, já é possível deslocar forças mais significativas para a América do Sul e iniciar uma grande ofensiva reacionária, com golpes, insurgência e assassinatos nos países mais avançados economicamente ou resistentes política e ideologicamente à exploração imperial: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua. E por que não pensar no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai? Estamos diante do fechamento do Círculo de Fogo sobre a América Latina?

Nunca é demais alinhavar pontos de identidade e discrepâncias entre os episódios que marcam a morte de Muamar Kadafi e Alfonso Cano: ação de inteligência - bombardeio - operação terra arrasada (ou mais precisamente operação de aniquilamento). Ambos caídos em combate repetindo a história da queda em combate de Ernesto Che Guevara, capturados e desarmados, assassinados friamente e covardemente. Fotos e filmagens dos corpos após a morte, mostrando desfiguração facial. Ambos enterrados em local desconhecido, mas exibidos como troféus de guerra e reality show. Naturalmente, não importam aqui as distinções ideológicas, se lutavam diretamente pelo socialismo, se lutavam por uma via intermediária entre capitalismo e socialismo, o importante aqui é que lutavam contra a subserviência de um povo e nação ao imperialismo. Também não importa em que estágio da luta se encontravam, se pós-revolução ou lutando por ela, e se esta era compreendida como revolução mundial, continental ou nacional; o importante é que lutavam contra o império do capital.

Agora, uma lição se pode extrair deste processo: quando o imperialismo julga sua causa sistemática perdida, sua saída é destruir todas as alternativas a ele, sejam alternativas atrasadas que, necessariamente, têm que saltar a frente para superá-lo, num salto mortal estupendo como foram os casos das repúblicas soviéticas e de países do leste europeu; sejam alternativas avançadas, como eram a URSS e países a um passo desta revolução humana, como foram as revoluções frustradas na Inglaterra, França, Alemanha e outras tantas, nos séculos pretéritos, ao atual. E esta lição lança uma nuvem de fumaça sobre o destino das Américas e Grande Colômbia sonhada por Bolívar, Martí, Che, e que continua em Nossa América a viver em Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e porque não dizer no Brasil e na luta das FARC-EP e do povo colombiano por sua verdadeira paz e liberdade. Os caminhos diferentes de lutar por este sonho necessário e sentido por todos os latino-americanos não nos torna indiferentes, "pois tudo que é humano não nós é estranho".

As comemorações aos uivos e coquetéis do Presidente Barack Obama (no caso da morte de Cano) e da Secretária de Estado Hilary Clinton (na morte de Kadafi) são expressões cabais do paradoxismo de uma época de reação e histeria coletiva à sujeição high tech a igualdade virtual do capitalismo possessivo e seu comércio. Os espículos crioulos que imitam os opressores, cultivam nossa miséria, cortam nossa carne e escarnecem de nossa luta, que não pensem que sua hora não chegará. Ela virá mais cedo do que se pensa. E neste momento as palavras de velho pastor serão mais profundas que um materialista moral:
"primeiro foram os sindicalistas e eu não falei, eu não era sindicalista/ depois foram os comunistas, eu também como não era comunista também nada falei/ Em seguida foram os democratas e humanistas verdadeiros, mas eu como não sou político e odeio políticos também não falei nada/ Agora vieram e me levaram e eu não sei porque, mas como não falei nada pelos outros/ agora não tenho ninguém que fale por mim!


Eis outra lição, o silêncio sobre o assassinato covarde de Osama Bin Laden, por se voltar contra seus senhores do Império, noticiado em 02 de maio de 2011, levou o silêncio contra o assassinato e crime de guerra contra Kadafi, em 20 de Julho de 2011. Agora já não é possível silenciar contra o assassinato do Comandante Alfonso Cano!

Imperialistas assassinos NÃO PASSARÃO! Resistiremos! Ousar Lutar! Ousar Vencer! Viva a Revolução Colombiana! Viva as FARC-EP!

P. I. Bvilla



Fonte: pravda.ru

Os EUA aumentam a pressão sobre o Paquistão


M. K. Bhadrakumar
A escalada de guerra imperialista não cessa. Na busca de uma justificação para a manutenção de bases das suas forças armadas no Afeganistão, os EUA elevam a pressão sobre o Paquistão. Quando se fala em que está em preparação um conflito militar na fronteira afegano-paquistanesa, poderia pensar-se que algo de impensável estaria a suceder. Mas pode estar em preparação uma nova aventura de incalculáveis consequências regionais e mundiais.
(O embaixador M. K. Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Exerceu funções na extinta União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia



A visita, sem precedentes, de pesos pesados estado-unidenses encabeçados pela secretária de Estado Hillary Clinton sublinha a arriscada política de submeter a máxima pressão vínculos já muito tensos que os EUA estão em vias de executar. Quando se fala de que está em preparação um conflito militar na fronteira afegano-paquistanesa, poderia pensar-se que algo de impensável estaria a suceder. Washington joga um perigoso jogo na busca de uma justificação para a manutenção de bases das suas forças armadas no Afeganistão.
Numa formulação diplomática cuidadosamente escolhida o ministro dos Estrangeiros da Índia, S M Krishna, advertiu das consequências devastadoras que teria os EUA e o Paquistão não conseguirem resolver o seu diferendo. Krishna decidiu fazer esta declaração na presença do ministro dos Exteriores francês Alain Juppé, na conferência de imprensa conjunta em Nova Delhi. A França acaba de retirar o primeiro contingente de 200 soldados do Afeganistão, iniciando o seu plano de retirada do país. Krishna declarou:
“Isto diz respeito à relação entre duas potências amigas, os EUA e o Paquistão, e o desejo da Índia é que todos os problemas pendentes entre elas sejam solucionados à mesa das negociações e que, dessa forma, seja criada na região uma situação que conduza ao desenvolvimento. Porque seja o que for que perturbe a região terá devastadoras consequências para a agenda de desenvolvimento de outros países, e em particular da Índia. Portanto esperamos sinceramente que possam resolver os seus diferendos.”
Esta declaração representa a mais clara afirmação da Índia, até ao momento, de que as estratégias dos EUA para a região não funcionam nem invariável nem necessariamente em função dos interesses da segurança e da estabilidade regional.
Em segundo lugar, é também o sinal mais claro já dado pela Índia de que não participa na pressão táctica estado-unidense contra o Paquistão. A Índia mantém-se claramente afastada do terreno de disputa estado-unidense/paquistanesa e traça o seu próprio caminho em relação ao problema afegão e certamente em relação ao diálogo com o Paquistão. Se na declaração de Krishna os EUA fossem substituídos por Índia, a formulação poderia ter pertencido à sua homóloga estado-unidense Hillary Clinton.
Entretanto, o que se destaca sobretudo é que Delhi está muito preocupada com a recente imprevista viragem e sente que é necessário tornar públicas as suas preocupações. Krishna falou precisamente no momento em que Clinton chegava ao Paquistão.
O facto é que parece que o impensável está a suceder. Cada vez se fala mais em que algum tipo de conflito militar poderia estalar na fronteira afegano-paquistanesa. Com uma candura inusitada, o chefe do exército do Paquistão, Parvez Kiani, admitiu na terça-feira que não excluiria um ataque dos EUA contra o Paquistão. O jornal britânico The Independent citou fontes do exército paquistanês que afirmaram que a crescente concentração de tropas no sector oriental da fronteira afegã têm o significado de uma acção coordenada.
O assunto essencial é qual a vantagem tangível que poderia resultar de uma acção militar dos EUA contra o Paquistão. Um conflito militar sem um objectivo definido e preciso traz sempre consigo o risco de gerar consequências imprevisíveis. Enquanto político que se prepara para uma dura batalha eleitoral, um conflito militar com a participação de tropas estado-unidenses e com prováveis vítimas de guerra não corresponderia aos interesses do presidente Barack Obama. Sendo assim, qual é o plano de acção?

Guerra por encomenda


O ponto de partida é que a guerra afegã não pode ser ganha por meios militares. O enquadramento orçamental em Washington e a oposição à guerra por parte da opinião pública ocidental obrigam os EUA a procurar uma solução política, enquanto as estratégias regionais mais vastas dos EUA na Ásia e o plano para o desenvolvimento da NATO como força global requerem o estabelecimento a longo prazo de uma força militar no Afeganistão.
A dupla moral dos EUA relativamente à rede militante Haqqani ilumina essa questão. Há apenas dois meses, funcionários dos EUA reuniram-se com a direcção da Haqqani na presença do chefe da Direcção Inter-serviços de Inteligência (ISI) do Paquistão, Shuja Pasha. O canal oculto entre os EUA e Haqqani continua funcionando, mesmo na actualidade, e é concebível que o ISI continue a prestar serviços como intermediário. O que se passou subitamente, entretanto?
É presumível que qualquer ataque dos EUA contra o Waziristão, nas zonas tribais do Paquistão, se basearia na débil esperança de dividir os pashtunes de modo a enfraquecer a oposição concertada que estes últimos têm mantido contra a instalação de bases militares estado-unidenses. Mas a realidade no terreno é que, mesmo que tivesse êxito a divisão dos talibans entre diferentes facções e que os EUA, mesmo a uma escala muito limitada, conseguissem introduzir cunhas entre essas facções, os pashtunes têm uma longa tradição de unificação sempre que se trata de enfrentar o ataque estrangeiro.
Estas circunstâncias obrigam os EUA a depender do Paquistão para conseguir que os grupos talibans se adaptem ao seu acordo estratégico com Kabul, que está inteiramente na disposição de assinar. Washington obtém um acordo óptimo com Cabul na base das suas próprias condições as quais, no fim de contas e apesar das suas ocasionais fanfarronadas o presidente afegão Hamid Karzai não pode influenciar, dada a sua lastimosamente débil posição no tabuleiro do xadrez político afegão.
Mas as areias movediças da política afegã (e regional) são traiçoeiras e Washington gostaria de concluir rapidamente a um acordo. O tempo esgota-se já que se espera que o acordo seja assinado perante o pano de fundo diplomático das duas próximas conferências internacionais sobre o Afeganistão, a 2 de Novembro em Istambul e um mês mais tarde em Bona.
Que meios de pressão sobre o Paquistão têm os EUA de forma a impor-lhe uma mudança na sua política afegã? Falando claramente, há já tempo que os EUA vêm utilizando os talibans paquistaneses para causar estragos no interior do Paquistão, e essa guerra por encomenda acabou por sair à luz do dia com a afirmação feita esta semana pelos militares paquistaneses de que a coligação dirigida pelos EUA no Afeganistão oriental ignora os pedidos de Islamabad de envio de informação específica no que diz respeito ao comando dos talibans paquistaneses que operam a partir de refúgios em território afegão lançando ataques no outro lado da fronteira.
É bastante óbvio que os militares paquistaneses compreenderam a mensagem política por detrás desses ataques. Mas continuam a recusar adaptar-se à estratégia regional dos EUA. Por outro lado, os talibans e o ISI têm tido bastante sucesso em frustrar o estratagema estado-unidense de dividir os grupos insurgentes.
A forma como foi silenciado o famoso interlocutor dos EUA com os talibans, Tayeb Agha; o incidente tragicómico em que as forças da OTAN e dos EUA dialogaram com toda a seriedade com um impostor taliban por pura ignorância da sua identidade de pequeno comerciante; ou o repentino desaparecimento do terreno de jogo do Mullah Abdul Ghani Baradar, tudo isto sublinha o paradoxo de que na realidade o que convém ao Paquistão é que os grupos insurgentes se mantenham dispersos e sob o seu controlo em diversos cantos e recantos do tabuleiro de xadrez.

Resposta assimétrica


Washington cronometrou cuidadosamente a sua decisão de concentrar tropas na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão de forma a coincidir com os exercícios militares indianos que agora têm início, com dois meses de duração, e que têm a intenção de comprovar a doutrina indiana acerca da captura e domínio de território situado profundamente por detrás das linhas inimigas.
Mas se os cálculos de Washington visam a aplicação da máxima pressão psicológica sobre os militares paquistaneses, apenas revelam falta de compreensão acerca do que leva a direcção militar a recorrer a um desafio estratégico semelhante. (É interessante que o Paquistão venha minimizando os exercícios militares indianos e que os poucos casos de retórica injustificada acerca dele, e inclusivamente o recente pacto de segurança entre Delhi e Karzai e que, pelo contrário, esteja ostensivamente a atapetar com pétalas de boa vontade o caminho para a Índia, por exemplo ao atribuir à Índia o estatuto de país mais favorecido para o comércio).
Aquilo que os EUA se recusam a enfrentar é que, com razão ou sem ela, o Paquistão já não confia nas intenções de Washington. Os militares paquistaneses estão convencidos de que os EUA desenvolvem uma estratégia para arrancar os dentes ao Paquistão apoderando-se do seu arsenal de armas nucleares. Obviamente que os militares paquistaneses não dão carta-branca ao comprometimento dos seus recursos estratégicos no Afeganistão. Uma presença a longo prazo dos EUA na região é vista como uma ameaça para a soberania e a integridade territorial do Paquistão.
Os militares paquistaneses também se recusaram a cair na armadilha de lançar uma operação especificamente sua no Wasiristão do Norte que, como eles sabem perfeitamente, apenas poderia converter-se num atoleiro de tais proporções que o próprio gigante militar poderia acabar por se desintegrar. As direcções civil e militar paquistanesas estão neste momento de acordo em que a única forma de pacificar as áreas tribais é através de relações com os chefes tribais e com os diversos grupos militares e que isso vai demorar muito tempo. E entretanto o Paquistão não irá embarcar em acções precipitadas sob o incentivo dos EUA.
Algum comentadores apressaram-se a interpretar a declaração de terça-feira de Kiani como chantagem nuclear. Mas a decisão de enviar tropas regulares para a fronteira sugere que os militares paquistaneses resistirão e farão com que os EUA paguem um preço intoleravelmente pesado em baixas, o que Obama, político terrivelmente maltratado que se prepara para uma campanha eleitoral crucial, não está em condições de suportar.
Portanto, qualquer passo em falso com o teatro do costume e a retórica estridente que vem tendo lugar entre os EUA e o Paquistão desde o affaire Raymond Davies em Janeiro (quando o ISI e a direcção militar tomaram finalmente conhecimento de toda a dimensão das operações clandestinas dos EUA no interior do Paquistão), pode chegar-se a uma guerra assimétrica na região, com consequências desastrosas para a segurança e a estabilidade regional, como disse Krishna.
A única coisa que um ataque dos EUA ao Paquistão asseguraria é que os talibans passariam a dispor de uma reserva inesgotável de recursos humanos (e de equipamentos e fornecimentos) para prosseguir a insurgência. Em termos políticos, a insurgência chegaria a assumir a natureza de uma guerra de libertação.
Em que é que isso ajudaria os EUA? Tendo em vista a situação actual em muitas das frentes de guerra; a oposição à guerra por parte da opinião pública ocidental; a crise económica estado-unidense e da eurozona; as inumeráveis insuficiências de governo do grupo em Kabul; as debilidades das forças armadas afegãs; a ilegalidade e a corrupção generalizada que abundam no Afeganistão, uma guerra assimétrica só pode resultar em vantagem para o Paquistão.
Por outro lado, um ataque estado-unidense contra o Paquistão fecharia definitivamente a porta a um caminho conducente a um acordo político no Paquistão. A reacção do Paquistão será firmar-se na sua posição e continuar a rejeitar o diktat dos EUA. Ao fazê-lo, algo de importância fundamental, com graves implicações a longo prazo, poderia também suceder na economia política do Paquistão.
Basta referir que, se Nawaz Sharif foi considerado como uma desagradável alternativa enquanto sucessor de Pervez Musharraf e se Washington fez todos os possíveis para o afastar dos corredores do poder apenas tendo em conta os seus duvidosos antecedentes islamitas, é possível que agora os EUA tenham que aprender a conviver com algo muito pior no Paquistão.
O Paquistão não é o Camboja e não irá desintegrar-se numa anarquia. Segundo os padrões da Ásia do sul o Estado paquistanês é suficientemente forte para sobreviver. Por isso não servirá de grande coisa a guerra uma vez que os EUA, pelo menos durante um certo tempo, terão perdido o Paquistão. Washington tem de avaliar como é que isso, por seu lado, servirá aos EUA numa região altamente estratégica que forma a união entre a Ásia Central, o sul da Ásia propriamente dito, e o Golfo Pérsico. O que vai suceder ao projecto da Nova Rota da Seda?
Resumindo, e para falar com lógica, deveria prevalecer em Washington mais o bom senso do que o lançar um ataque militar contra o Paquistão. No entanto, a inédita visita conjunta a Islamabad de Clinton, David Petraeus e Martin Dempsey sublinha a que ponto é arriscada a política actual.

Máscaras e mascarada

É certo que Bruce Riedel, ex-agente da CIA que assessorou Obama sobre a guerra afegã, apoiou, num provocador artigo publicado no fim-de-semana no New York Times, que os EUA devem seguir uma política de contenção relativamente ao Paquistão.
Riedel tem toda a razão ao considerar que os EUA necessitam de uma nova política face ao Paquistão, uma vez que os interesses dos dois países não se harmonizam, estão em conflito. E não pode também ser condenado por incluir na sua lista de desejos que os EUA contenham as ambições do exército paquistanês de modo a que seja estabelecida no Paquistão uma supremacia civil, e que a sua política externa assuma uma nova orientação.
Ora bem: como é que se pode pôr a funcionar uma estratégia de contenção em relação ao Paquistão? De forma extremamente interessante, Riedel recomenda que os EUA devem criar uma relação de maior hostilidade, uma hostilidade mais concentrada, que responsabilize o seu exército [do Paquistão] e os seus serviços de informações. E acha que isso pode ser conseguido se se realiza uma incursão militar dos EUA em território paquistanês que os militares paquistaneses não consigam impedir.
Riedel conclui esta sua visualização fantasiosa com a afirmação categórica de que os EUA necessitam de bases militares no Afeganistão se quiserem empreender uma estratégia de contenção. No fim de contas, o que acontece é que a necessidade de manter uma estratégia de contenção face ao Paquistão não passa da máscara para uma elaborada justificação do estabelecimento de bases militares dos EUA no Afeganistão.
Este plano parece reflectir a forma de pensar do establishment. Mas uma estratégia de contenção só pode ter êxito se se apoia sobre um forte consenso regional e internacional para isolar o país em questão. De forma ideal, terá de ser apoiada através da criação de uma aliança de países que subscreva uma estratégia comum. No caso do Paquistão esses requisitos prévios estão totalmente ausentes. O Paquistão não se encontra perante um isolamento regional.
Pelo contrário, relaciona-se activamente com quase todos os protagonistas regionais (com excepção da Índia) no que diz respeito ao problema afegão: Irão, Rússia Tadjiquistão, China, Uzbequistão, Turquemenistão, etc. Os EUA teriam uma difícil tarefa para conseguir que os países da região alinhassem numa estratégia de contenção face ao Paquistão.
Para além do mais, demorará muito a fazer funcionar uma estratégia de contenção, se é que o consegue alguma vez (uma tal estratégia tem existido há mais de três décadas contra o Irão, e os resultados não são encorajadores). Disporá Obama de tanto tempo? De facto, se o movimento Ocupem Wall Street reflecte de algum modo o estado de espírito político nos EUA, a guerra afegã não constitui uma prioridade importante na agenda nacional.
Resumindo, a intenção dos EUA parece ser de criar condições políticas e de segurança na fase pós Osama bin Laden que sustentem o motivo para uma presença militar de longo prazo. Os militares paquistaneses são pressionados ao máximo neste sentido. É possível que, nesta conjuntura, a precipitação de uma crise relativamente ao Paquistão se converta numa necessidade geopolítica, se este país não ceder. Mas trata-se de um jogo perigoso. A declaração de Krishna encontrará eco noutras capitais regionais.



Fonte: odiario.info
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