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sábado, 19 de novembro de 2011

CHEVRON TENTOU ROUBAR PETRÓLEO DO PRÉ-SAL BRASILEIRO


A petroleira norte-americana Chevron, responsável pelo vazamento de óleo que já dura dez dias na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo. A Polícia Federal, que investiga o caso, desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à possível perfuração de poços além dos limites permitidos.

Segundo a reportagem, a sonda usada pela Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da perfuração.


Responsável pelo inquérito, o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, disse na reportagem que já existem indícios de que estrangeiros estejam trabalhando ilegalmente no litoral brasileiro. ?É algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária?, disse o delegado ao Estado de S.Paulo. A empresa nega a irregularidade.

Embora nem mesmo a Chevron saiba dizer quantos litros vazaram da plataforma (as estimativas da ANP indicam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia no período de 8 a 15 de novembro), o episódio pode acelerar a discussão sobre a segurança nacional em torno de sua principal riqueza. Na internet, começam a surgir manifestações para que a empresa estrangeira seja expulsa do País.


O episódio deixou clara também a situação de vulnerabilidade da exploração de petróleo em alto mar, área onde os órgãos fiscalizadores, como o Ibama, não conseguem monitorar de modo eficiente se as empresas cumprem ou não as normas de segurança, conforme reportagem publicada na sexta-feira no site de CartaCapital.


A preocupação se tornou ainda maior depois da notícia de que a empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.


Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.


A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.










Se esta hipótese se confirmar não só a Chevron e seus dirigentes terão que pagar caro. Todos os políticos brasileiros ligados à ela terão que ser julgados pelo tribunal da opinião pública e eventualmente pelos Tribunais brasileiros, inclusive e principalmente o senhor José Chevron Serra. NÃO TEM PERDÃO, NEM EXCEÇÃO. Ladrão internacional e agressor à soberania merece cadeia, mas traidor merece algo bem pior.



Fonte: Carta Capital, midiaindependente.org
Imagens: Google, colocadas por este blog

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quase 10 dias depois é que ONGs resolvem se manifestar

Desde o dia 09 de novembro está acontecendo um vazamento de petróleo no Campo de Frade, operado pela multinacional Chevron.
Só veio a conhecimento do público no dia 14 graças ao blog Tijolaço, onde diz claramente:
Não há uma ONG, um ambientalista, ninguém protestando, ninguém – além da Presidenta Dilma – exigindo apuração completa do acidente.

Quase 10 dias depois é que ONGs resolvem se manifestar, é impressionante como agora passado todos esses dias entram as ONGs para fazerem seus "protestos", uma culpa o governo Lula e a outra faz manifestos em frente a Chevron do Brasil, mas não esquece de colocar no final de seu artigo a mensagem de que o Pré- sal é duvidoso.


O Pré-sal é duvidoso???


Até quando vamos aceitar esse tipo de manipulação da mídia e das ONGs estrangeiras no Brasil?

Leiam o artigo do Greenpeace

O triste episódio da exploração de petróleo em alto-mar que pôs a Chevron no radar dos brasileiros, espalhou óleo por uma área que serve de rota migratória para uma longa lista de espécies de baleias – bryce, piloto, minke-anil, cachalote, francas e jubartes. E é um duro alerta para a necessidade do país de proteger suas jóias de biodiversidade marinha como os Abrolhos, na costa da Bahia.

Maior recife de corais do Hemisfério Sul, Abrolhos é tão importante como recurso natural que foi transformado em Parque Nacional em 1983. É ele que garante a riqueza da pesca e os benefícios do turismo para grande parte do litoral nordestino. E a exploração de petróleo está chegando lá. “O acidente o poço da Chevron é um recado eloquente em favor de uma moratória na exploração petrolífera nos Abrolhos”

Assine e divulgue a petição: Petróleo em Abrolhos, não

Após o vazamento da Chevron, Greenpeace coloca o pré-sal em xeque

A organização ambientalista Greenpeace afirmou que o vazamento na Bacia de Campos mostra que a exploração de petróleo no mar ainda é insegura. A entidade colocou em dúvida o aproveitamento do pré-sal.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Chevron-seu-petroleo-nossa-sujeira/


Enquanto isso na Angola...


Será que até agora nenhuma ONG "Ambientalista" apareceu para saber quem é o responsável pelo derramamento de petróleo na Angola? Onde pescadores já estão sem o que comer pois vivem somente da pesca.

Será que a Africa não merece defesa ambiental?


Poluição no Soyo avança nas praias

Em 18 de Novembro, 2011

As manchas de petróleo que poluem, há três semanas, uma grande extensão da orla marítima do país, no município do Ambriz, na província do Bengo, passando pelo Nzeto, comuna de Kinzau (Tomboco) até ao Soyo, Zaire, continuam a sua progressão de Sul para Norte, tendo em conta o clima e as correntes marítimas.
O Jornal de Angola apurou na região que não se sabe ao certo se o derrame já foi estancando à partir da fonte, por ausência de uma informação oficial. O disperse teve origem no Bloco 3, em Offshore (mar), no poço petrolífero (Submerso)...

Ver mais em:
http://burgos4patas.blogspot.com/2011/11/chevron-de-novo.html



Em março de 2011

O ministério do Ambiente de Angola poderá levar ao tribunal a petrolífera Chevron por danos ambientais resultantes dos constantes derrames de petróleo ocorridos este ano em Cabinda.

Dois derrames de grandes proporções na base de Malongo e um no mar, envolvendo mais de quatro mil barris de petróleo estão na base da notificação feita a Chevron pelo Ministério do Ambiente segundo Francisco dos Santos director do Serviço Nacional de Fiscalização Ambiental.


Fonte: voanews.com

ONG culpa Lula pelo vazamento da CHEVRON



Ong ambientalista em sua declaração, em nenhum momento culpa Chevron pelo derramamento de petróleo.

Porque será???



"Tragédia anunciada"

18 novembro 2011


Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

Desde o derrame provocado pela Petrobrás na Baía de Guanabara no ano 2000 que nós, ambientalistas, aguardávamos por outro grande desastre, pois desde então o governo brasileiro não adotou políticas ambientais eficientes e que previssem ou mesmo remediassem tais tragédias. Pelo contrário, a crise ambiental só se agravou a partir de 2002.

Com o aumento da demanda por petróleo no Brasil e no mundo, o governo brasileiro entendeu que aí estava uma grande oportunidade econômica para nosso país, e vendeu essa ideia a todos os brasileiros, intensificando suas propagandas em 2009, baseando-se na “descoberta” do pré-sal. Porém, intencionalmente, omitiu da população os riscos ambientais que tal exploração traria.

Em 2010, quando ocorreu o derrame de petróleo do Golfo do México, governo e empresas fizeram grande alarde sobre a adoção de políticas e estratégias para evitar algo parecido à grande tragédia estadounidense, realizando diversas reuniões interministeriais com a participação de órgão ambientais federais e estaduais, bem como com representantes das petroleiras.

Nos últimos dias, o povo brasileiro conheceu o resultado de tais reuniões e suas ações de contingência para derrames de petróleo, com a ocorrência de mais um acidente.


Continuamos sem nenhum preparo para responder a estes eventos. Não existem planos de contingência, ou se existem, são tão secretos que nem mesmo seus autores sabem em que gavetas se encontram. Não existe tecnologia para o atendimento de emergências a grandes profundidades, não existe interesse do governo brasileiro em endurecer os processos de licenciamento ambiental, não existem investimentos em fiscalização – vide que o IBAMA está sucateado -, não existe sequer respeito a princípios básicos, como prevenção e precaução, que fundamentam nossa legislação ambiental, e, por fim, não existe seriedade alguma, por parte de nosso governo, na conservação da vida marinha. Aliás, o único ato do governo em prol da vida marinha foi o movimento de apoio ao ex-presidente Lula, pois, afinal, Lulas são espécies marinhas.

A Sea Shepherd vem alertando a todos sobre a indolência e falta de seriedade com que estas questões estão sendo tratadas pelo governo brasileiro e as empresas que aqui se encontram para realizar a exploração de petróleo.

Só de 2009 até hoje, já realizamos 17 capacitações para resgatar animais marinhos atingidos por derrames de petróleo, com mais de 400 voluntários capacitados, e em todos estes cursos chamamos a atenção de todos para a inexistência de capacidade brasileira para atender grandes desastres. Por vezes somos criticados por empresas que prestam consultoria nesta área de resgate de fauna, por órgãos públicos, e até mesmo por pessoas da comunidade científica, mas o fato é que temos razão em tudo o que falamos e em todas as ações que desenvolvemos desde o ano 2000.


Está aí a comprovação, um grande derrame de petróleo, em um período crítico para a fauna brasileira, pois é período de reprodução ou migração de diversas espécies, onde as autoridades demoraram cerca de uma semana para tomar conhecimento do vazamento, tendo em vista que já tem dez dias que o derrame se iniciou. Até o momento, as únicas ações tomadas foram sobrevoar a área, usar indiscriminadamente dispersantes químicos e, depois de uma semana de vazamento, quando já não dava mais para salvar o lucro daquele poço, iniciar o processo de concretagem do poço.

Esta é, infelizmente, a nossa realidade: a falta de preparo e seriedade de lidarmos com as questões ambientais. Vide que nos vendem que abastecer nossos carros com combustível fóssil mais barato é mais importante que preservar as vidas de animais marinhos, que estão alheios e inocentes ao nosso modelo predatório de sobrevivência.



2007

Rio de Janeiro, RJ - A equipe do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), organização não governamental sem fims lucrativos, no período de setembro a dezembro de 2007, voltará à Bacia de Campos para desenvolver mais um programa de mobilização comunitária em derrames de óleo.

O Programa será desenvolvido em 15 municípios litorâneos dos estados do RJ e ES e deve atender cerca de 400 pescadores de comunidades artesanais de pesca e aproximadamente 600 alunos de escolas municipais.

“Temos como objetivo dar continuidade ao projeto da Sea Shepherd Brasil de treinar, e mobilizar comunidades litorâneas visando a prevenção e recuperação de ecossistemas e animais marinhos afetados por vazamentos de óleo”, diz a Diretora Geral da ONG, Sandra Severo.

Um derrame de petróleo no mar é uma situação de emergência que coloca em risco todo o ambiente afetado, a vida marinha e a vida das pessoas que vivem no local. As situações críticas que envolvem um derrame de petróleo requerem um envolvimento da comunidade local e de voluntários. Por isso, é muito importante que a comunidade esteja mobilizada para que possa colaborar e diminuir os danos causados ao meio ambiente.

“Os técnicos e voluntários da Sea Shepherd Brasil sabem muito bem dos horrores que derrames de óleo causam a vida marinha. Em 2000 auxiliamos nas atividades de recuperação da Baía de Guanabara afetada pelo derramamento de mais de 1.000 toneladas de petróleo”, comenta Daniel Vairo, fundador do ISSB. “A ONG nesta ocasião foi responsável pela criação do plano para salvar golfinhos em situações de derrames de óleo na Baía da Guanabara/RJ”.

O Instituto Sea Shepherd Brasil trabalha desde 1999 com técnicos de organizações não governamentais e governamentais, universitários, comunidades tradicionais de pescadores e comunidade em geral visando a formação da Primeira Rede de Voluntários apta para agir e salvar animais marinhos em casos de derrames de óleo.

Em 8 anos o ISSB treinou mais de 1.000 voluntários e diversas organizações foram equipadas pela ONG com um kit de equipamentos de resgate e salvamento da fauna marinha em casos de derrames de óleo.

Esta iniciativa conjunta do Instituto Sea Shepherd Brasil, com apoio da Chevron Brasil e da Devon Energy, continua sendo única, repercutindo de forma bastante positiva e estimulando comunidades e voluntários a tomarem parte de ações efetivas de conservação dos recursos marinhos.






Fonte: Ambienteja, seashepherd.org


Para quem não sabe:

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

Noam Chomsky no Brasil em 1996


Vale a pena ver de novo! 2

CHEVRON de novo???


Angola


As manchas de petróleo que poluem, há três semanas, uma grande extensão da orla marítima do país, no município do Ambriz, na província do Bengo, passando pelo Nzeto, comuna de Kinzau (Tomboco) até ao Soyo, Zaire, continuam a sua progressão de Sul para Norte, tendo em conta o clima e as correntes marítimas.
O Jornal de Angola apurou na região que não se sabe ao certo se o derrame já foi estancando à partir da fonte, por ausência de uma informação oficial. O disperse teve origem no Bloco 3, em Offshore (mar), no poço petrolífero (Submerso), denominado por Wombo, que tem como operadores a Total e a Sonangol.
O derrame, que está por esclarecer por quem de directo, continua a estender-se de Sul para Norte da região, tendo em conta as correntes marítimas, afectando grande extensão da costa do país, cujas consequências no âmbito da fauna e flora estão por se determinar.
As manchas, que se movimentam a grande velocidade, além de já terem afectado a orla marítima do município do Ambriz, também já causam problemas em toda costa do Zaire e está a atingir a foz do rio com o mesmo nome, no município do Soyo. A acontecer, coloca em risco a biodiversidade, uma vez que o rio Zaire é tido como habitat e local de desova de muitas espécies marinhas, como tartarugas e cágados, entre outros.
Manuel Salvador, do departamento provincial do Ambiente no município do Soyo, que acompanha de perto o sucedido, referiu ser prematuro fazer-se um esclarecimento sobre a situação, uma vez que o governo do Zaire se prepara para fazer uma declaração sobre o caso. Enquanto se trabalha na contenção do derrame, está suspensa a actividade pesqueira ao longo da costa da província do Zaire, no sentido de se prevenir eventuais consequências que possam advir do consumo de peixe contaminado pelo petróleo bruto.
Na sequência das manchas que se apoderam da costa e que estão a afectar os meios dos pescadores da região, sobretudo as redes, estes já começam a ressentir-se dos efeitos do referido derrame e antevêem uma situação que pode complicar as suas vidas, já que dependem unicamente da pesca, disse o especialista pelo Ambiente.
O ancião Bernardo Yaba, pescador de profissão que comandava um grupo de homens do mar que se preparava para lançar o arrastão, disse à reportagem do Jornal de Angola ainda não ter recebido qualquer notificação dando conta da proibição da actividade pesqueira na região.

“Enquanto não houver uma proibição oficial por parte de quem de direito, não podemos parar, porque não sabemos como garantir a alimentação das nossas famílias. Nós só dependemos da pesca, não temos outra profissão”, sublinhou.
Questionado sobre os perigos que o derrame pode causar à vida das pessoas, disse não ter outra alternativa de momento, mas garantiu que se a sua actividade for afectada na totalidade vai ter de parar e salvaguardar a vida humana.
Bernardo Yaba considera que as autoridades administrativas da região devem responsabilizar os responsáveis pelo derrame, para se estancar a progressão das referidas manchas que afectam a costa e a actividade pesqueira, e colocam em risco a fauna marinha e os seres humanos que têm o mar como uma das suas principais fontes de alimentação.
“Nós, que fazemos pesca de arrastão, o que por vezes nos obriga a mergulhar e puxar a rede, podemos ser afectados por doenças dermatológicas, pelo que pedimos ao governo da província que faça alguma coisa, para pôr termo aos derrames. Como se pode ver, toda a praia do Quinfuquena está muito afectada pelas manchas do petróleo”, disse Bernardo Yaba.
Igualmente preocupado está o pescador da localidade do Tombe, António Nkutxi, 27 anos, que referiu ser a terceira vez que um derrame do género ocorre naquela localidade, sem que alguém faça alguma coisa para responsabilizar os culpados. Razão pela qual pede às autoridades competentes que chamem à responsabilidade os causadores, no sentido de se evitarem incidentes semelhantes no futuro.
“Estamos muito preocupados com a situação, porque esta é terceira vez que se verifica um derrame que afecta a nossa costa e as nossas vidas, pelo facto de vivermos da pesca. Desde sábado que não vamos ao mar e a consequência é a fome. Estamos a ser prejudicados”, acrescentou. Para ele, se não for estancado o derrame vai haver penúria alimentar na localidade do Tombe. “Eu perdi uma rede. Como vêem, esta rede foi contaminada pelo petróleo bruto que vem do mar e que está a afectar toda a areia da praia”, acrescentou.
Por seu turno, o conselheiro do soba do Tombe, António Malúndama, disse que os habitantes já passam fome, porque não há nenhum pescador que se faça ao mar por o derrame estar a afectar todos os recursos de pesca que utilizam.
“Enquanto dura o derrame, vivemos de alguns produtos do campo, o que não é suficiente, porque estamos na fase de preparação dos campos para posteriormente lançar as sementes”, acrescentou.

Somoil preocupada
A Somoil FSFT, empresa petrolífera de direito angolano que opera em Onshore (terra) no município do Soyo, mostrou-se preocupada com o sucedido e predispôs-se a ajudar no combate das manchas que afectam a costa marítima da região. O superintendente geral da referida empresa no Soyo, José Maria, disse ao Jornal de Angola terem sido surpreendidos por uma informação telefónica, no passado dia 3, que dava conta da presença de manchas de petróleo ao longo da costa do Soyo, mais precisamente na localidade do Tombe.
Ao constatar o sucedido, a empresa accionou o seu sistema contra derrames que se deslocou de imediato ao terreno e constatou o que designou de “triste realidade”.
“Ao fiscalizarmos a costa toda, constatamos que as praias da Sereia e Kinfuquena evidenciavam pequenas manchas de petróleo, mas a do Tombe apresentava uma enorme quantidade.
De seguida, verificámos o nosso sistema para avaliarmos se, por acaso, o derrame tinha proveniência das nossas instalações, mas concluímos que não vinha de lá”, disse. Uma vez que as manchas não tinham origem nas instalações da Somoil, informaram a equipa de combate a derrames da Sonangol Pesquisa e Produção, que se deslocou de seguida ao terreno e garantiu que a qualquer momento começava a combatê-las.
De acordo com José Maria, não é possível precisar a quantidade de óleo derramado no mar e a dimensão das manchas, mas elas continuam a progredir.
“Ao longo desta semana, as manchas atingiram em grande quantidade a orla marítima das praias da Sereia e Quinfuquena, no Soyo, mas não podemos assegurar exactamente qual a sua origem, só sabemos que elas vêm do mar. A informação chegou-nos ontem à noite e logo pela manhã nos deslocámos ao terreno. Constatámos a existência de uma enorme quantidade de manchas ao longo das referidas praias, mas a equipa de combate aos derrames da Sonangol Pesquisa e Produção já está informada”, acrescentou.
A reportagem do Jornal de Angola no Soyo continua a encetar esforços junto da Sonangol Pesquisa e Produção, no sentido de obter mais esclarecimentos relacionados com o derrame, uma vez ser a subsidiária da Sonangol E.P.



Fonte: Jornal de Angola

Um exemplo de COOPERAÇÃO




Fonte: pravda.ru

Debate - Noam Chomsky e Michel Foucault


Vale a pena ver de novo!

Ocorrido na Escola Superior de Tecnologia de Eindhoven (Países-Baixos), em novembro de 1971.

Um debate muito interessante sobre sociedade, natureza e a criatividade humana, sobre as istituiçoes (escolas, universidades, governos e exercitos) que servem como instrumento para as elites que, utilizando-as, conseguem manter o poder em suas maos.

Duas grandes mentes que mereceriam programas diarios em rede nacional de TV. Mas obviamente o futebol, mulheres semi-nuas e programas de distraçao de massa sao muito mais funcionais para a alienaçao popular. Divertimento para o povo que, paradoxalmente, no mesmo tempo em que o diverte, perpetua o seu proprio penar.

Avram Noam Chomsky (Filadélfia, 7 de dezembro de 1928) é um linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Além da sua investigação e ensino no âmbito da linguística, Chomsky é também conhecido pelas suas posições políticas de esquerda e pela sua crítica da política externa dos Estados Unidos. Chomsky descreve-se como um socialista libertário, havendo quem o associe ao anarcossindicalismo.

Paul Michel Foucault foi um importante filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Todo o seu trabalho foi desenvolvido em uma arqueologia do saber filosófico, da experiência literária e da análise do discurso. Seu trabalho também se concentrou sobre a relação entre poder e governamentalidade, e das práticas de subjetivação.

Parte 1


Parte 2

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ONU: Morte de Muammar Gaddafi é considerada “Crime de Guerra”

A morte do líder líbio Muammar Gaddafi foi descrito por Juan Mendez, Relator da ONU, como um "crime de guerra", com base em provas e vídeos de redes diferentes que circularam após a sua captura e posterior morte mostrando a crueldade com que foi tratado Gaddafi.

Juan Méndez, Relator da ONU sobre a Tortura

"
Muammar Gaddafi foi submetido a tratamento que poderia ser caracterizado como tratamento cruel, desumano e degradante, proibido pelo direito internacional para que haja boa evidência com a qual você poderia começar a investigar", disse o advogado.

Mendez disse que é de responsabilidade do governo ilegítimo da Líbia até as últimas conseqüências investigar o crime e para esclarecer os fatos para a comunidade internacional, caso contrário, a concorrência Internacional.a Tribunal Criminal.

"E se a CNT não faz, o bom, Mendez disse, é que este caso tem jurisdição porque o Tribunal Penal Internacional é um dos casos que caem sob a sua jurisdição e, eventualmente, sob o princípio da complementaridade, se o Estado nacional da Líbia não investigou, então fará o Tribunal Internacional. "

Um dos atos mais claros que se qualificam como crimes de guerra, disse Mendez é aquele em que Gaddafi é rendido, desarmado e posteriormente executado.

"Primeiro há um claro crime de guerra, porque ele vê (Gaddafi) rendeu-se, desarmado e, em seguida, aparece morto", disse Mendez em declarações à Notimex.

O
governo líbio visto por Mendez é ilegítimo e tem muito a esclarecer, porque as contradições em que caíram
desde o início sobre a morte do ex-líder , disseram que morreu em combate, então ele não sabiam como ele morreu, ou quem fez isso?



Fonte: libia-sos.blogspot.com
Tradução: Google

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A luta contra o ventre da barbárie capitalista

Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.

Por Gilson Caroni Filho


Liga Árabe suspende a Síria; Israel, com o apoio dos EUA, se prepara para atacar o Irã; consórcio franco-alemão toma o poder na Grécia e ameaça soberania italiana; corporações midiáticas censuram repressão policial aos movimentos sociais nos EUA. Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.

O roteiro, de tão açodado, não deixa qualquer espaço para dúvidas quanto aos reais interesses que movem as marionetes do teatro macabro. O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) contendo acusações contra o governo do Irã foi divulgado um dia antes de a imprensa inglesa anunciar que o governo de Benjamin Netanyahu planeja uma ampla ofensiva contra as instalações iranianas. Estados Unidos e União Européia prontamente defenderam a adoção de medidas adicionais. São muitas as variáveis em jogo, mas há dados conjunturais que não podemos ignorar.

Em primeiro lugar, é preciso voltar no tempo, para entender o xadrez geopolítico no Oriente Médio. É fundamental reconhecer os motivos que levariam o governo israelense, respaldado pelo imperialismo norte-americano na região, a jogar todo o seu peso em uma aventura bélica de alto risco. E estes motivos só podem ser encontrados na derrota dos EUA na revolução iraniana e, principalmente, na derrocada militar do seu então representante, o Iraque, frente às massas iranianas imbuídas (apesar dos desvios da direção islâmica) de uma proposta anti-imperialista. Passados tantos anos, é plausível trabalharmos com essa hipótese? A resposta é afirmativa.


Se na época, a derrota não veio sozinha, mas sim juntamente com um ascenso dos trabalhadores na região, que passava pelo surgimento do movimento "Paz Agora" em Israel – primeiro movimento de massa israelense a questionar a própria essência do Estado de Israel como um "estado policial" dos EUA – o fato que atualiza o quebra-cabeças foi a bem sucedida ofensiva diplomática do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, pedindo ao Conselho de Segurança o reconhecimento de um Estado independente. Somando-se a isso a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco, as reações foram imediatas: os Estados Unidos suspenderam seu apoio financeiro à entidade. E Israel, sabotando qualquer possibilidade de paz, acelerou o processo de colonização em Jerusalém Oriental.

A perspectiva de isolamento, ainda que conte com o apoio incondicional dos principais países da União Européia, levou os ianques e seus títeres, a organizarem uma aventura ousada e perigosa que, se levada a cabo, contará com o apoio do Partido Trabalhista, de "oposição", em Israel. O alcance desta operação, com toda sorte de atrocidades que comporta, liberará forças que dividirão mais ainda a própria sociedade israelense e a comunidade judaica em geral.


Os ensaios fascistas, que se alastram perigosamente em escala mundial, precisam ser detidos e só serão evitados com o movimento de protesto de milhões de pessoas e governos progressistas, unidos com um único objetivo: banir as guerras, banir as armas de extermínio, impondo, pela força dos povos, a paz e o desarmamento. A luta contra o ventre que pariu inúmeras Bestas é cada vez mais um confronto contra a lógica capitalista.



Fonte: Carta Maior, vermelho.org

Irã denuncia nova manobra dos EUA na ONU

O Irã denunciou nesta quarta-feira (16) a intenção dos Estados Unidos de apresentarem perante a Assembleia Geral um projeto de resolução sobre um suposto complô contra o embaixador de Arábia Saudita em Washington.




Trata-se de uma ação sem precedentes, com sérios desdobramentos para a credibilidade das Nações Unidas, afirma uma carta distribuída na sede da organização e assinada pelo representante permanente do Irã, Mohammad Khazaee.







A mensagem está dirigida ao secretário-geral da ONU, Ban-Ki-moon, ao presidente da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, e aos chefes de todas as missões permanentes.

O texto acusa o governo norte-americano de convidar o órgão da ONU a considerar suposições insustentáveis em um ato que subverte o papel, a autoridade, a integridade e a credibilidade das Nações Unidas.

A proposta estadunidense consiste em um projeto de resolução, intitulado "Ataques terroristas contra pessoas internacionalmente protegidas", para ser discutido no tema 118: "Estratégia global da ONU contra o terrorismo".

O Irã estima que Washington pretende inserir assuntos hipotéticos, circunstanciais e sem base na agenda da Assembleia Geral.

A carta reitera que nenhum órgão ou funcionário de governo iraniano está envolvido no suposto complô contra o embaixador saudita nos Estados Unidos, Adel Al-Jubeir.

Além disso, adverte a respeito das péssimas consequências que a pretensão estadunidense causará ao contradizer o espírito e letra da Carta da ONU e outros textos fundamentais da organização mundial.

Em 11 de outubro, porta-vozes oficiais norte-americanos alardearam a existência de um suposto complô iraniano para assassinar o embaixador de Arábia Saudita em Washington e dinamitar também a sede diplomática de Israel.


Naquela ocasião, o representante do Irã na ONU recusou as acusações e disse também que elas são denúncias fabricadas e sem fundamentos, baseadas nas suspeitas expostas por uma pessoa.

O Irã também advertiu o secretário-geral Ban Ki-moon sobre sua responsabilidade em esclarecer a opinião pública internacional sobre as "consequências perigosas das políticas belicistas do governo dos Estados Unidos para a paz e a segurança internacional".



Fonte: Prensa Latina, Vermelho.org

Revista Suíça Schweizmagazin publicou as "crueldades" de Muamar Gadafi

Postado especialmente para quem ainda tem dúvidas.


A renomada revista suíça Schweizmagazin publicou as "crueldades" de Muamar Gadafi para com o seu povo.

Confira em: http://www.schweizmagazin.ch/news/ausland/8852-rausam-war-Gaddafi.html?print So grausam war Gaddafi - Assim foi a crueldade de Gaddafi

Os "sofrimentos" que o tirano provocou durante 4 décadas:

1. Não havia conta de luz na Líbia, porque a eletricidade era gratuita para todos.
2. Créditos bancários, dos bancos estatais, eram sem juros (para todos - por lei expressa.
3. Casa própria era considerada como direito humano, universal, e o governo fornecia uma casa ou apartamento para cada família.
4. Recém casados recebiam US$ 50.000,00 para comprar casa e iniciar a vida familiar.
5. Educação e saúde eram gratuitas, da pré-escola à universidade. Antes de Gadafi: 25% dos líbios eram alfabetizados. Até o ano passado, 83% eram alfabetizados.
6. Agricultores iniciantes recebiam terra, casa, equipamentos, sementes e gado gratuitamente.
7. Quem não encontrou formação ou tratamento desejados recebia financiamento para ir no exterior, adicionalmente US$ 2.300,00 mensais para moradia e carro.
8. Na compra de automóvel, o estado contribui com subvenção de 50%.
9. O preço de gasolina: 0,10 Euro = R$ 0,23.
10. Faltando emprego após a formação profissional, o estado pagava salário médio da classe até conseguir a vaga desejada.
11. A Líbia não tinha dívida externa - as reservas de U$ 150 bilhões, agora, estão retidas, incluindo investimentos em bancos estrangeiros.
12. Parte de toda venda de petróleo era diretamente creditada na conta de cada cidadão.
13
. Mãe que dava a luz, recebia US$ 5.000,00.

14. 25 % da população líbia tem curso superior.
15. Kadafi construiu o projeto GMMR (O Grande Rio Artificial), transportando água dos lençóis subterrâneos do Rio Nilo para as cidades e agricultura, irrigando parte do deserto.

“Graças à Deus, à Otan e aos rebeldes, o povo líbio está livre de tudo isto”. Agora é só uma questão de tempo para o povo derrubar o governo fantoche criado pela Otan a serviço das potências imperialistas. O país sofrerá um atraso de muitas décadas, mas pelo menos os governos dos EUA, França e Inglaterra venderam e compraram muitas armas, e passarão a roubar o petróleo e o gás natural da Líbia.




Fonte: Blog A marcha verde

Paquistão e China efetuam manobras militares conjuntas

O Paquistão e a China, aliados estratégicos na Ásia, realizam desde segunda-feira (14) amplas manobras militares conjuntas perto da cidade paquistanesa de Jhelum, informaram fontes do Exército paquistanês.

O exercício militar conjunto, batizado como Youyi-IV (Amizade 4), durará duas semanas, acrescentaram as fontes.

Estes tipos de testes costumam incomodar a Índia, potência nuclear vizinha do Paquistão, e os Estados Unidos, imerso em uma crise diplomática com o país islâmico e receoso da influência chinesa na região.

Sem especificar o tamanho da manobra, o Exército paquistanês explicou que dele participam forças especiais de ambos países e destacou o "profissionalismo" dos militares chineses e a amizade entre os países.

Desde 2004 houve dois treinamentos conjuntos deste tipo na China e outros dois no Paquistão, incluindo o atual.

"Estes exercícios têm o objetivo de impulsionar a relação profissional entre dois Exércitos amigos", afirmaram as Forças Armadas paquistanesas.

A deterioração dos laços diplomáticos entre Paquistão e EUA, principalmente a partir da operação americana que matou Osama bin Laden em maio, aumentou os receios de Washington sobre a já existente cooperação entre Islamabad e Pequim.

A China, interessada em frear a influência indiana na Ásia, foi de fato um dos poucos países que apoiou o Paquistão nesta crise e é seu principal aliado político.



Fonte: EFE

Obama anuncia envio de fuzileiros navais para Austrália


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira que vai enviar fuzileiros navais para o norte da Austrália.

Durante uma visita ao país, Obama afirmou que até 2,5 mil militares e equipamentos vão operar a partir da cidade de Darwin.

O presidente americano afirmou que o governo está aumentando seu compromisso em toda a região.

Um porta-voz do Ministério do Exterior da China questionou se o envio de militares americanos para o norte da Austrália é uma medida apropriada. E, um editorial em um jornal chinês alertou para que a Austrália não se coloque em meio ao que chamou de fogo cruzado.



Fonte e imagem: Google

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bem-vinda investida contra ONGs

A defenestração de Orlando Silva do Ministério do Esporte proporcionou mais um vislumbre da grande penetração de organizações não-governamentais (ONGs) na estrutura do Estado brasileiro. Por isso, só merece aplausos a decisão do novo titular da pasta, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), de suspender e rever os convênios assinados pelo ministério com tais entidades – a qual parece constituir uma inclinação da própria presidente Dilma Rousseff, que anunciou pessoalmente a intenção de impor um maior rigor a tais contratos. De fato, em outubro de 2010, quando ainda candidata à Presidência, Dilma se comprometeu a criar um grupo de trabalho para elaborar, no prazo máximo de um ano, uma proposta de marco regulatório para o setor. (O Estado de S. Paulo, 29/10/2011).

A investida contra as ONGs ocorre em paralelo com uma igualmente oportuna decisão da cúpula do governo no sentido de agilizar os processos de licenciamento ambiental, refletida no conjunto de normas publicado no Diário Oficial de 28 de outubro último.

O “terceiro setor”

A penetração das ONGs é uma tendência que tem se ampliado desde a década de 1990, na esteira da investida ideológica neoliberal contra os Estados nacionais e suas instituições. Segundo esta visão, os setores privados e grupos de indivíduos organizados seriam mais eficientes que o Estado, no atendimento às necessidades das sociedades. Neste contexto, as ONGs, também rotuladas como o “terceiro setor”, se impuseram não apenas na substituição ou superposição de atividades que deveriam ser atribuições precípuas do Estado, como também proporcionaram um vasto campo para toda sorte de esquemas de transferência de recursos públicos a agentes privados, com frequência, irregulares.

O começo com FHC

Na verdade, o avanço das ONGs no Brasil antecede o governo do Partido dos Trabalhadores (PT), tendo começado a ganhar vulto durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Vale recordar que, em seu discurso de posse, FHC se referiu elogiosamente ao papel das ONGs, rotulando-as como «organizações neogovernamentais». Desde então, a formulação de políticas para áreas sensíveis como o meio ambiente, a questão indígena e os direitos humanos, entre outras, passou a receber uma forte influência de ONGs nominalmente brasileiras e estrangeiras, engajadas em uma agenda intervencionista estabelecida, em grande medida, fora do País e com pouca relação com os interesses maiores da sociedade brasileira.

Retorno ao Poder Público

Evidentemente, tais críticas não podem ser generalizadas, em função das numerosas entidades do gênero que prestam serviços úteis à sociedade, as quais só poderão beneficiar-se do estabelecimento de um maior controle sobre as suas atividades. Por outro lado, porém, salta aos olhos que o aperfeiçoamento das instituições do Estado requer que a proliferação do “terceiro setor” seja revertida, devolvendo-se àquele grande parte das funções que lhe foram indevidamente subtraídas ou diluídas.

Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo

Chevron-Texaco e a cumplicidade da mídia brasileira e ONGs "Ambientalistas"

Onde estão as ONGs que se dizem ambientalistas??? Será que elas só aparecem quando é a Petrobrás???

Cadê o Greenpeace? Sea Shepherd? E todas as outras ONGs que se autoproclamam defensoras da natureza???

Será que a Chevron-Texaco é financiadora das ONGs Ambientalistas???

Onde estão os "Ecologistas" que se dizem amantes da natureza?


Reproduzo aqui o post do Blog Tijolaço


Cumplicidade escandalosa


As duas fotos aí de cima foram publicadas pelo blog SkyTruth ,especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais, mantido pelo geógrafo John Amos, e registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento provocado pela Chevron-Texaco e que está sendo mantido na sombra pela imprensa.

Cheguei até elas pela dica do leitor Henrique, que parece ser mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida.

Aliás, os próprios releases dizem que há 18 navios trabalhando no combate ao vazamento. Devem ser navios-fantasmas, como é a direção da Chevron. Não têm nome, não têm comandante, não tem tripulação, não têm coordenadores. Não há uma pessoazinha que seja, com nome e sobrenome, que diga: “olha, as coisas aqui estão assim ou assado”.

Ninguém tem uma máquina fotográfica, uma filmadora, um reles celular que tire fotos. Internet, então, nem pensar.

Será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais?




Fonte: Blog Tijolaço

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Presidente Correa acusa Banco Mundial pela crise mundial

Quito, (Prensa Latina) O presidente equatoriano, Rafael Correa, reiterou neste domingo (13) sua acusação ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional quanto à culpa pelo desastre mundial, ao impor o neoliberalismo na América Latina, que destruiu suas economias.

Em sua prestação de contas semanal, o mandatário disse que em função dos grandes interesses bancários, financeiros e do capital especulativo, essas instituições impuseram o neoliberalismo na América Latina e seus programas de ajustes, só para que paguemos a dívida externa.

Ao informar sobre a recém concluída Cúpula Iberoamericana em Assunção, Paraguai, considerou que há que comensurar essas reuniões e as fazer mais eficientes.

"Se querem mudar as coisas, deve-se mudar o mecanismo de diálogo, e cedo nossos povos nos perguntarão por que estamos em tantas cúpulas, onde põe-se dar cátedras à burocracia e a tecnocracia, enquanto eles estão em tantos abismos", afirmou.

"Esse é um dos grandes erros da América Latina, ajustes impostos pelo neoliberalismo, em que as decisões não eram adotadas por homens políticos, com visão integral legitimada nas urnas, mas por burocratas muitas vezes apátridas e tecnocratas".

Correa ressaltou o contrassenso de que a OCDE, a organização dos países mais ricos do planeta, venha a dar aulas sobre economia e desenvolvimento, quando nunca escutou o que os países latino-americanos pensam.

"O representante da OCDE misturou economia com ideologia, porque ao dizer que a América Latina tem que acabar com o protecionismo e ir ao livre comércio, já não faz uma afirmação técnica, mas ideológica", destacou Correa.

"Ideologia, que os países da OCDE, que foram os mais protecionistas, nunca praticaram e que agora, que são os campeões mundiais em competitividade, pedem a todo mundo o livre comércio porque sabem que vão ganhar e nós vamos perder".

"A última gota foi dar a palavra, nessa Cúpula, à representante do Banco Mundial, pois os presidentes não foram a Assunção para escutar à burocracia internacional".



Fonte: Pátria Latina

Imagem: Google


Dossiê Irã: AIEA de Amano a serviço da agenda belicista

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já teve dias melhores. Em 2003, às vésperas da já anunciada invasão do Iraque por uma coalizão encabeçada pelos EUA e o Reino Unido, a agência não se cansou de ressaltar que seus inspetores não haviam encontrado quaisquer vestígios das decantadas armas de destruição em massa de Saddam Hussein, o principal pretexto manipulado pelo eixo anglo-americano para justificar o ataque militar. Bem, eram outros tempos. O diretor-geral da agência era o egípcio Mohamed ElBaradei (1997-2009), cuja gestão foi marcada pela independência e a firmeza diante das pressões das potências hegemônicas – algo que não se pode afirmar de seu sucessor, o japonês Yukiya Amano.

Em uma mensagem enviada em outubro de 2009 pela missão diplomática estadunidense em Viena, antes da posse de Amano, posteriormente vazada pelo sítio Wikileaks, um diplomata descreve uma reunião com o já nomeado diretor-geral:

«Amano recordou o embaixador, em várias ocasiões, que ele precisaria fazer concessões ao G-77 [grupo dos países em desenvolvimento - n.e.], que, corretamente, exigiam dele que fosse imparcial e independente, mas que ele estava solidamente no campo estadunidense em cada decisão estratégica chave, desde a nomeação de pessoal de alto nível ao manejo do alegado programa de armas nucleares do Irã.»


Sem concessões à ironia, o redator da nota a intitula “DG [diretor-geral] de todos os Estados, mas em concordância conosco” (The Guardian, 2/10/2010).

Com tais antecedentes, não é de causar surpresa a divulgação do recente relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual a agência manifesta as suas “sérias preocupações referentes às possíveis dimensões militares do programa nuclear do Irã”.

Seguindo uma tendência que tem sido a marca registrada de numerosas outras “revelações” bombásticas provenientes do eixo anglo-americano desde o início da “guerra ao terror”, o documento não apresenta qualquer evidência palpável para consubstanciar a afirmativa implícita de que o Irã estaria empenhado na obtenção clandestina de um arsenal nuclear. De fato, o texto é recheado de condicionantes, como no trecho seguinte:

As informações indicam que, antes do final de 2003, as atividades supracitadas ocorreram no âmbito de um programa estruturado. Também há indicações de que algumas atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear continuaram após 2003, e que algumas podem ainda estar em curso.

Efetivamente, em 2007, a Estimativa Nacional de Inteligência (NIE), que reúne as conclusões das 16 agências de inteligência estadunidenses, determinou que o Irã havia encerrado o seu programa nuclear militar em 2003, embora prosseguisse empenhado em obter a capacitação científico-tecnológica e industrial para projetar e construir artefatos nucleares em um prazo relativamente curto, em caso de uma necessidade percebida. Esta é, aliás, a avaliação da grande maioria dos analistas e especialistas não engajados na agenda pró-belicista do eixo anglo-americano e do governo do premier israelense Benjamin Netanyahu. Em um artigo publicado na edição da 2ª. quinzena de maio de 2010 do jornal Solidariedade Ibero-americana, o engenheiro nuclear Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear e também assessor especial da AIEA, resumia assim as intenções iranianas:

«Uma análise serena do caso indica que, muito provavelmente, o governo iraniano pretende cumprir suas promessas de uso pacífico. Entretanto, o Irã certamente busca a capacitação na produção do material nuclear que, potencialmente, poderia ser produzido para fabricação de um artefato. Parece, porém, que seria muito pouco provável o Irã tomar a decisão de realmente produzir esse material, pelo menos no curto e médio prazo, já que isso certamente implicaria na queda do seu próprio regime islâmico, dada a fortíssima e justificada reação internacional que sobreviria. Possivelmente o Irã quer ascender à posição de “ser capaz de”, similar à posição dos demais países que dominam a tecnologia de enriquecimento de urânio, sem possuírem nem almejarem possuir armas nucleares. Isto, por si só, já representa um efeito de dissuasão real, ainda que limitado, face às ameaças percebidas.»

Com o profundo conhecimento da região e a ironia costumeira, o correspondente do Asia Times Online, Pepe Escobar, bate na mesma tecla, em sua coluna de 10 de novembro:

«O cenário mais próximo da realidade – mesmo levando em consideração a existência de um programa clandestino, que não é consubstanciada – explicita que, para Teerã, a construção de uma ogiva nuclear é contraproducente. Mas o Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) – a cargo de todos os programas militares de alto nível – pode, certamente, manter a opção de construir uma ogiva nuclear com a rapidez de um relâmpago, como deterrência em caso de estarem absolutamente certos de que os EUA invadiriam o país ou, mesmo, lançariam uma operação “choque e pavor” prolongada. A verdadeira consequência inquestionável de o Irã, eventualmente, vir a deter uma arma nuclear, é acabar de uma vez por todas com a sempre presente ameaça de um ataque estadunidense. Em caso de dúvida, por favor, consultem o dossiê norte-coreano.»

O regime de Teerã pode ser implacável, mas não são amadores; construir uma arma nuclear – seja em segredo ou à plena vista da AIEA – e sair para a briga, não os levaria a lugar algum. O regime – que já está embrulhado em uma feroz e complexa batalha interna entre o Líder Supremo Ali Khamenei e a facção do presidente Mahmud Ahmadinejad – seria totalmente isolado geopoliticamente.

Por outro lado, até mesmo a possibilidade de uma nova rodada de sanções internacionais contra o Irã – que seria a quinta – fica diminuída em face da oposição ostensiva da Rússia e da China. Em especial, Moscou já anunciou a intenção de rechaçar qualquer proposta do gênero que venha a ser apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde detém poder de veto. Em iniciativas pouco comuns, tanto o presidente Dmitri Medvedev como o chanceler Sergei Lavrov condenaram a divulgação do relatório da AIEA, considerando-o contraproducente aos esforços de enquadramento diplomático do Irã. Medvedev chegou a fazer algo raríssimo entre chefes de Estado não-islâmicos, criticar Israel abertamente, apontando a “atmosfera ameaçadora” criada pelo país (Novosti, 8/11/2011).

Resta a possibilidade de um ataque aéreo israelense às instalações militares iranianas, como Netanyahu, o ministro da Defesa Ehud Barak e o normalmente mais sóbrio presidente Shimon Peres vêm alardeando nas últimas semanas. Como afirmamos na edição anterior deste boletim, esta poderia ser uma opção do eixo anglo-americano para evitar uma saída racional para a crise sistêmica global, a qual poderia ser justificada por qualquer incidente espontâneo ou provocado, envolvendo o Irã, em meio à guerra de nervos desfechada contra o país. Não obstante, as evidências indicam que o próprio Establishment de segurança israelense se opõe majoritariamente a uma ação militar.

É sabido que vários ex-chefes do Mossad, do Shin Beth (contrainteligência interna) e do Estado-Maior das Forças de Defesa Israelenses, têm se manifestado publicamente contra um ataque ao Irã. No Ha’aretz de 9 de novembro, o colunista Carlo Strenger afirma que Meir Dagan, que chefiou o Mossad entre 2002 e 2010, tem afirmado que um ataque seria “uma ideia estúpida”, por três motivos que parecem óbvios a qualquer analista minimamente racional: primeiro, porque provocaria uma guerra regional de consequências imprevisíveis; segundo, não retardaria o programa nuclear de forma significativa; e terceiro, apenas reforçaria a decisão iraniana de adquirir armas nucleares.

Entretanto, como a opção “fogo no circo” pode ser, precisamente, a almejada pelos círculos mais belicosos do eixo anglo-americano-israelense, ela não pode ser descartada.

O Brasil deve observar tais desdobramentos com muita atenção, pois a guerra de nervos contra o Irã tende a criar um ambiente favorável a uma nova campanha de pressões para que o País adote o abusivamente intrusivo Protocolo Adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Sabe-se que o assunto foi mencionado recentemente em conversas da secretária de Estado Hillary Clinton e o chanceler Antônio Patriota.



Movimento de Solidariedade Íbero-americana




Fonte: Blog do Ambientalismo

Imagem: Google, colocadas por este blog

O Exército Secreto da OTAN/NATO

O Exercito Secreto da Nato from pick lock on Vimeo.

Daniele Ganser, professor de história contemporânea na universidade de Basileia e presidente da ASPO-Suíça, publicou um livro de referência sobre os "Exércitos secretos da NATO" . Segundo ele os Estados Unidos organizaram na Europa Ocidental durante 50 anos atentados que atribuíram mentirosamente à esquerda e à extrema esquerda para as desacreditar aos olhos dos eleitores. Esta estratégia continua hoje em dia para criar o temor do Islão e justificar as guerras do petróleo.


Quem controla a comida, controla o mundo! Codex Alimentarius



Parte 1



Parte 2



Parte 3


Parte 4


Parte 5

A HIPOCRISIA do Governo dos EUA

Reproduzo aqui o vídeo que assisti no Blog Jader Resende

Eu Não Vou me Mover - Curta Metragem - Uma obra prima sobre a Hipocrisia







Fonte: http://jaderresende.blogspot.com/

Agradecimento ao amigo Jader Resende
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