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terça-feira, 22 de novembro de 2011

“Neoconservadores”, Irã e Copa do Mundo

Por Husc

A investida do governo do presidente Barack Obama contra o Irã colocou em destaque as tentativas realizadas pelo poderoso grupo político estadunidense conhecido como os “neoconservadores”, para envolver os países ibero-americanos, do México à Argentina, em suas manobras de inteligência visando à reativação da “guerra ao terror” na região. Uma evidência disto é a entrevista de um de seus ícones diplomáticos, Roger Noriega, à revista Veja, publicada na edição de 9 de novembro, na qual adverte o Brasil e a Argentina de que ambos os países estão diante do perigo “real e iminente” de sofrer atentados terroristas por organizações aliadas ao Irã que atuam na região.

Noriega, que atualmente é senior fellow no American Enterprise Institute (AEI), um dos principais centros de articulação dos “neoconservadores” e baluartes do “excepcionalismo americano”, é um veterano formulador de políticas para o Hemisfério Ocidental, tendo sido secretário de Estado Assistente para a região, no governo de George W. Bush, entre 2003 e 2005.

Para ele, os riscos maiores deverão se manifestar em torno da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Portanto, transmitiu seu recado ao Brasil:

«Dentro em breve, o pais será palco da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Obviamente, isso transforma o Brasil em alvo tentador. É um erro subestimar este fato. A presença de redes terroristas em território brasileiro obriga as autoridades responsáveis pela segurança a aumentar sua atenção. O Brasil, ou qualquer outra nação, não está imune a atentados. A comunidade internacional deu um voto de confiança ao Brasil e espera que o país não falhe em garantir a integridade fisica dos atletas… Rezo para que as autridades brasileiras deixem de cometer o erro de ignorar o terrorismo. O risco para o país é real e iminente.»

Durante a presidência de George W. Bush, Noriega e seus camaradas “neocons” fizeram numerosas advertências sobre a presença de redes de apoio logístico ao terrorismo islâmico na região da Tríplice Fronteira. De acordo com ele, o Hisbolá opera na região desde a década de 1980, tendo multiplicado as suas atividades recentemente. Tais versões nunca foram confirmadas oficialmente pelo próprio governo estadunidense, sempre que este foi instado pelo Brasil a apresentar as evidênacias comprobatórias das denúncias.

Quanto à Argentina, o alvo da investida de Noriega foi o recentemente revivido programa nuclear do país:

«Mas, francamente, algumas operações do governo argentino com o Irã são muito suspeitas. A principal delas é o acordo de cooperação na área nuclear assinado entre os dois países. Espero que a descoberta pela DEA [Drug Enforcement Agency], de que poderia haver também outro ataque em Buenos Aires, coloque a Casa Rosada em alerta.»

Além do ataque leviano à política nuclear argentina, ele também se lançou contra o Equador e a Bolívia:

«Tanto a Bolívia quanto o Equador estão permitindo que o Irã realize movimentações supostamente comerciais em seus territórios. A mais preocupante delas é a exploração de minérios estratégicos como o urânio.»

O fato de não haver nos dois países qualquer projeto de exploração de urânio envolvendo o Irã, apenas uma declaração de intenções junto à Bolívia, não parece ter sido obstáculo para as diatribes de Noriega.

A entrevista de Noriega é um indicador da recente reativação das redes “neoconservadoras”, que têm ganho força política na administração de Obama, embora ainda estejam longe da influência hegemônica que dispunham na de seu antecessor.

Outra manifestação dela foi o anúncio, em outubro, do suposto complô iraniano para assassinar o embaixador saudita em Washington, com o apoio de narcotraficantes mexicanos. A trama, ainda sem comprovação, proporcionou um pretexto para a escalada de pressões contra o Irã. O governo do México, subjugado pelas manobras das agências de inteligência estadunidenses, em função dos acordos de cooperação contra o narcotráfico, acatou a versão, sem tampouco dar explicações convincentes.

Curiosamente, uma semana antes do comunicado oficial sobre a suposta trama, o sítio do AEI publicou uma investigação assinado por Noriega e José R. Cárdenas, intitulado “A crescente ameaça do Hisbolá na América Latina”. As “novidades” mais relevantes apresentadas foram a descoberta de vínculos do terrorismo islâmico com os cartéis de drogas, o interesse iraniano pelos minérios nucleares sul-americanos e a proximidade da Copa do Mundo.

Na entrevista à Veja, Noriega explicitou os vínculos dos “neoconservadores” com a inteligência antidrogas: “Em paralelo com o nosso trabalho, que tornou pública a presença do Irã e do Hisbolá no México, a DEA já vinha investigando as ligações entre extremistas islâmicos. E eu acho que isso foi uma sorte, porque os integrantes da DEA estão acostumados a pensar além do que diz o manual.”


Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo
Imagem: google

Desabafo: CONTRA o Movimento Gota D'água







Fonte: reproduzido do blog esquerdopata

Sociedade Civil, ONGs e Esfera Pública


Emir Sader

A grande virada na obra de Marx vem da descoberta de que as relações de classe cruzam o conjunto da sociedade capitalista. Depois de operar com as categorias herdadas do liberalismo, como Estado/sociedade civil, ele fez o que chamou de “anatomia da sociedade civil” e encontrou la dentro as classes e a luta de classes.


Nas últimas décadas, conforme a luta democrática voltou a ter peso – depois de subestimada, em geral, pela esquerda – a categoria de sociedade civil reapareceu. Como está na sua própria natureza, ela se opõe ao Estado e desloca as relações de classe, como um retorno ao liberalismo clássico, de forma paralela à volta do liberalismo no plano econômico – com o nome de neoliberalismo.

No marco dessa categoria passaram a abrigar-se organizações de distinto tipo, desde aquelas estreitamente ligadas aos movimentos sociais e a outras formas de resistência à ditadura militar, até outras, muito mais ambíguas. Esse amálgama é possível porque a categoria de sociedade civil se presta a isso. Ela significaria “o que não é Estado”, permitindo que se abriguem nesse amplo guarda-chuvas as associações do agronegócio e as dos trabalhadores rurais, as dos proprietários de bancos e as dos bancários, a dos donos de escolas privadas e as dos estudantes, além de outras expressões da “sociedade civil” ainda mais problemáticas, como os narcotraficantes, as milícias, etc., todas pertencentes à “sociedade civil”.

Todas elas tem em comum falta de transparência, porque se autoproclamam representantes da sociedade civil, mas a eleição dos seus dirigentes, as origens dos fundos, a forma de tomada de decisões, tendem a não ser transparentes. Basta ver como se pode facilmente fundar uma ou varias ONGs e se candidatar a receber recursos públicos ou simplesmente acobertar negócios escusos.

Além da ambiguidade – para não dizer má fé - da definição de “não governamentais”. Essa posição antigovernamental se soma facilmente às posições neoliberais, não tem fronteiras em relação a “parcerias” com grandes empresas privadas e suas fundações, embora definam limites frontais contra o Estado.

Com a reaparição do liberalismo, ressurgiu com força sua visão da democracia e do Estado. A democracia viria da delimitação e do controle externo da ação do Estado, que seria, por definição, o inimigo central da democracia, que teria nos indivíduos, congregados na sociedade civil, seus elementos constitutivos.

Do que se trataria seria de controlar o Estado pela sociedade civil, para garantir a democracia. Quanto mais Estado, menos democracia, o que o neoliberalismo teorizou como Estado mínimo. Limitar o Estado, para que o mercado assuma a centralidade. Na teoria, esse papel seria o da sociedade civil, que mal recobre, na realidade, o mercado.

Essa concepção negativa do Estado abandona o caminho da democratização do Estado. É a concepção liberal, reatualizada pela ideia de controle do Estado pela sociedade civil – representada por ONGs e outras associações que pretendem assumir essa representação.

A política que mais avançou na construção da democracia no Brasil foi a do orçamento participativo, que fortaleceu a esfera pública no interior do próprio Estado, em detrimento dos interesses mercantis. A luta democrática não é externa ao Estado, mas o cruza. No Estado estão representados interesses distintos, até mesmo contraditórios, os mesmos que cruzam a sociedade.

A separação entre os dois, de caráter liberal, perde esse aspecto, fundamental, da realidade – toda ela cruzada pelas determinações sociais. A sociedade civil é uma ficção, assim como o Estado que se contrapõe a ela, todos sem determinações de classe.

Democratizar é desmercantilizar, é afirmar a esfera pública em detrimento da esfera mercantil. É fortalecer o papel dos cidadãos em detrimento dos consumidores. É levar a democratização para o próprio seio do Estado.



Fonte: Pátria Latina

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A carta aberta de um alemão ao povo grego e a respectiva resposta de um grego

COM A CRISE DO EURO, UNIÃO EUROPÉIA JÁ NÃO MAIS SE MOSTRA, ASSIM, TÃO IRMANADA...

Enviada, diretamente de Ponta Delgada, Açores,para o blog, por: Artur Teixeira [mailto:artur.teixeira1946@gmail.com]
Em: quinta-feira, 17 de novembro de 2011 17:22

Amigos,
Um dos perigos da Crise da Dívida e do Euro na União Européia, é precisamente o de criar um clima de hostilidade entre os europeus, despertando fantasmas e sentimentos negativos que em nada ajudam a superar os problemas.Julgo até que estas coisas não estão a acontecer por acaso...

Alguém quer ver o circo a arder e não mede as conseqüências...
A carta aberta de um alemão ao povo grego e a respectiva resposta de um grego, ambas publicadas no Stern, são o exemplo desse perigo...
Há em ambas um equivoco fundamental: não são os povos responsáveis pelas opções políticas não escrutinadas, mas os respectivos governos, que cada vez mais obedecem a desígnios deletérios ditados pela Elite Global.
Abraços. Artur


Absolutamente a ler até ao fim, esta resposta de um grego a uma carta enviada para a revista Stern escrita por um alemão que se sente ofendido com o "estilo de vida" grego.

“Carta Aberta” de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a “Caros Gregos”, com um título e sub-título:

“Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia.”

“Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves”

“Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós. No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro.
Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional. Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram,não vão mais adiante!!!”

Na semana seguinte, o Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:

“Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas. O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares. Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas,infra-estruturais (duas auto-extraditas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE,da JUSTIÇA e do CORRECTO.
Estimado Walter,passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou.QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre - guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraiu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações,perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos agüentar, não tenhas problema. Podemos
viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados,que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.


Cordialmente, Georgios Psomás.”



Fonte: http://armindoabreu.blogspot.com/

domingo, 20 de novembro de 2011

CHEVRON - GREENPEACE - REVENUE WATCH INSTITUTE

Desde o dia 11 de novembro o Greenpeace em seu site mostra claramente que tinha conhecimento do derramamento de petróleo provocado pela Chevron.








Mas só fizeram manifestos "contra" a Chevron no dia 18 de novembro???

Esperaram uma semana inteira sabendo do vazamento???


Somente uma semana depois é que os "Ambientalistas" resolveram se manifestar fisicamente???

E qual foi o manifesto???





Como podemos ver, o manifesto do GREENPEACE foi sujar o chão com uma tinta não tóxica!!!! Passou-se uma semana e o que vimos foi isso.


Confiram: dia 11 de novembro -

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/onda-negra-do-petrleo/blog/37791/

dia 16 de novembro -

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Petroleo-nada-transparente/

dia 18 de novembro -

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Chevron-seu-petroleo-nossa-sujeira/

Após o vazamento da Chevron, Greenpeace coloca o pré-sal em xeque

Vejam aqui: http://portalmaritimo.com/2011/11/18/apos-o-vazamento-da-chevron-greenpeace-coloca-o-pre-sal-em-xeque/

O mais interessante nisso tudo é que o GREENPEACE está muito "preocupado" com o Pré-Sal no Brasil.

Vejam:

Observando o pré-sal

Postado por Leandra Gonçalves - 4 - nov - 2011 às 16:36

O Greenpeace acaba de integrar o Observatório do Pré-sal e passará a contribuir com a produção de informações sobre exploração de combustíveis fósseis e o conflito com o meio ambiente e sociedade.

O Observatório do Pré-sal integra um conjunto de iniciativas do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), com o apoio do Revenue Watch Institute (RWI), sobre a indústria extrativa mineral. O objetivo das ações é constituir uma rede de parceiros, produzir e divulgar informações sobre empreendimentos e, assim, incentivar formas de controle social dessas empresas e negócios de extração.

O site produz notícias e análises sobre essa indústria, discute os temas atuais do setor e levanta assuntos para o debate. A exploração do pré-sal e outras iniciativas de extração mineral resultam em impacto direto para o já combalido meio ambiente e para populações que vivem nas áreas desses empreendimentos.A escala com que o extrativismo se intensifica no Brasil e no mundo não é sustentável. Gera desigualdades e destrói o planeta. A discussão sobre novos paradigmas de desenvolvimento é urgente. O Observatório também quer contribuir com esse debate. E o Greenpeace será parte dessa construção.

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/observando-o-pr-sal/blog/37679/

Com o apoio do Revenue Watch Institute (RWI)???

Mas o que é Revenue Watch Institute???

O Open Society Institute (Istituto para uma Sociedade aberta), é uma fundação que financia projetos, fundado em 1993 pelo investidor George Soros para dar um suporte as suas fundações na Europa Central e Oriental, e na antiga União Soviética.
A Rede de Fundações Soros abrange hoje mais de 60 países.





O Programa Revenue Watch do Open Society Institute considera a utilização transparente de receitas geradas pela venda e transporte de recursos naturais uma questão de grande importância para o desenvolvimento regional e para a promoção da sociedade civil.
O programa visa produzir e publicar pesquisas, informações, e promover a defesa do direito ao conhecimento sobre como as receitas são investidas e desembolsadas, e como os governos e as companhias extrativas respondem às demandas cívicas pela responsabilidade de prestar contas de seus atos.
O programa também procura capacitar grupos locais para monitorar a gestão governamental das receitas petrolíferas e para garantir que as receitas advindas de recursos naturais existentes e futuros sejam investidas e aplicadas em benefício público.


E quem é George Soros???

George Soros - Judeu secularista nascido em 12 de agosto de 1930 em Budapeste, Hungria, com o nome de Schwartz György, é hoje um dos homens mais ricos do mundo. George Soros também é um dos maiores financiadores do globalismo, para ele, a saida para um mundo melhor é a diminuição do poder dos Estados Nacionais no mundo e a criação e fortalecimento de uma "Sociedade Mundial Aberta", George Soros investe todos os anos Bilhões de dólares em ONGs que promovem suas causas pelo mundo.





Bem, meus amigos Humanos Brasileiros, agora fiquem cientes porque tanta preocupação do GREENPEACE com o PRÉ-SAL e quase nenhuma com a CHEVRON.








Fonte: greenpeace, revenuewatch.org
Imagens: google

LUTEM PELO BRASIL, NÃO CONTRA ELE



Vídeo e texto postado no Youtube por Abbelardo34

Este Vídeo é uma resposta ao vídeo que a Rede Globo vem exibindo contra a Hidrelétrica de Belo Monte.

A melhor forma de acabar com o Brasil, é colocar o brasileiro contra o brasileiro.


É subverter valores, é ridicularizar o interesse vital e estratégico do Brasil em função de uma visão simplista criada e incentivada por ONGs internacionais as quais financiam simbioticamente os interesses de alguns indigenistas que usam ipod e falam inglês, financiam campanhas publicitarias para desmoralizar nosso governo quando este faz o certo. Nunca ví um artista global reclamar por educação de qualidade, incentivo à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, reclamar do dinheiro que será disperdiçado com a copa do mundo... mas quando tem gringo a favor de "lutar pelos índios" alguns de nossos artistas abraçam a causa como se Sigouney weaver ou Cameron, ou DiCaprio fossem brasileiros.

Tornam a necessidade de energia do nosso País inferior a qualquer interesse externo e conclamam aos próprios brasileiros a assinar uma petição contra o desenvolvimento do Brasil.

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"Se internacionalizar a amazonia não será tão facil, então internacionalizem os brasileiros"
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Se vc concorda, e esta disposto a lutar contra os interesses de ONGs internacionais e modinhas de tirar o sutiã pra promover o subdesenvolvimento do Brasil, DISSEMINE ESTE VÍDEO, FAÇAM SEUS PROPRIOS VIDEOS.
COM A INTERNET, ACABOU O MONOPOLIO DE CERTAS EMISSORAS MANIPULADORAS.

LUTE POR TEU PAÍS, NÃO CONTRA ELE.


FAÇAM AS CONTAS.

A UHE Belo Monte terá de área alagada 514,8 Km², dos quais aproximadamente a metade 228 km², correspondem ao leito natural do Rio Xingu.

A área do parque, que conta com mais de 27 000 km² quadrados enquanto que a área da usina alagada totaliza 515 km².

A matemática não mente (ongs internacionais sim)

Belo monte corresponde 1,8% do parque do xingu.

Caberiam 52,5 áreas alagadas de Belo Monte dentro do Parque do Xingu.

Vivem na área do Xingu, aproximadamente, 5 500 índios

São paulo tem 1523 km2 segundo site do IBGE

• Seria necessário 1600 km2 de placa solar numa região de sol aberto, para gerar 11 mil MW de energia (capacidade da hidrelétrica de Belo Monte)

As placas são construidas usando metais tóxicos como mercúrio, indio, cádmio e cromo

• atores e atrizes da Globo reclamam da Belo Monte ser CARA e AMEAÇAR O MEIO AMBIENTE, e sugerem usar energia solar que é 50 vezes mais prejudicial nos 2 sentidos.

• Sério que ainda tem gente que leva a Globo a sério??

Fonte: youtube

Muito obrigado Abbelardo34 por ser um verdadeiro brasileiro.

sábado, 19 de novembro de 2011

WI – Worldwatch Institute

Fundado em 1974, o Worldwatch Institute (Instituto de Vigilância Mundial) tem constituído, juntamente com o WRI e o Centro Mundial de Vigilância da Conservação (baseado em Cambridge, apoiado pala UICN e pelo WWF), entidade pertencente ao PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o centro de inteligência do aparato ambientalista internacional.

Segundo suas próprias publicações, sua função primordial é «alertar os formu­ladores de políticas e o público em geral para as tendências globais emergentes na avaliação e para o gerenciamento de recursos, tanto humanos como naturais».

Presidido desde a sua fundação por Lester R. Brown, cuja especialidade é requentar a falácia malthusiana da escassez de alimentos sob diversas rou­pagens, o Instituto é outra entidade ambientalista cujo pontapé inicial foi proporcionado pela rede “filantrópica” da família Rockefeller.

O instituto publica anualmente o relatório «State of the World» («Estado do Mundo»), um compêndio de retórica e profecias apocalípticas cujo objetivo principal é demonstrar a inviabilidade da expansão industrial a todo o planeta, o qual já foi adotado como livro-texto em mais de 600 centros universitários dos EUA, além de ser regularmente publicado em mais de dez idiomas.

«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»



Fonte: retirado do Blog do Ambientalismo

Créditos: este post é matéria apresentada no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil.

ONGs e Empresas – Parcerias Brasileiras


Em matéria sobre o polêmico relatório da ONG Global Witness, que acusa o Fundo Mundial para a Natureza (WWF)) de se associar a empresas desmatadoras, assunto que foi tratado na última edição deste Alerta (4/08/2011), o jornal O Estado de São Paulo de 7 de agosto revelou uma série de informações interessantes sobre a ocorrência de casos similares no Brasil. Segundo a reportagem, ONGs ambientalistas que atuam no País têm se associado com empresas do setor petrolífero e de outras áreas tradicionalmente vistas como “inimigas” pelo ambientalistas, em um sinal de “flexibilização” dos seus critérios de atuação, devido à redução dos repasses de verbas de suas matrizes. Nada disso é novidade para os nossos leitores, mas é sempre interessante que a chamada grande mídia destaque o assunto.

A cara-de-pau da Fundação Amazonas Sustentável

Um dos casos citados pelo “Estadão” é a recém-firmada parceria entre a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a HTR, empresa do setor de petróleo e gás que atua na Amazônia, que prevê um total de R$ 4 milhões em aportes para programas de preservação e educação ambiental, no biênio 2011-2012. Além disto, quando começar a explorar o petróleo na Bacia do Solimões, a HRT vai doar R$ 1 de cada barril de petróleo vendido para projetos da FAS. O superintendente-geral da FAS, Virgílio Sampaio, declarou que é necessário adotar uma postura mais “pragmática”, e qualificou qualquer recusa de financiamento de empresas do ramo do petróleo como “hipócrita”, em vista do fato de que “dependemos de carros e usamos plásticos”.

O Instituto BioAtlântica e Eike Batista

Outro exemplo citado é a parceria firmada entre o grupo EBX, do empresário Eike Batista, com o Instituto BioAtlântica (Ibio) e a empresa Brasil Florestas. O acordo prevê investimentos de R$ 2,3 milhões no Corredor Ecológico do Muriqui, com 400 mil hectares. O corredor fica próximo ao complexo industrial do Porto do Açu, situado no Norte Fluminense, que está sendo desenvolvido pelo grupo de Batista.

Cara-de-pau também do WWF

Nesse quadro, não poderia faltar o indefectível WWF-Brasil, cujo superintendente de Conservação, Carlos Scaramuzza, proporcionou aos leitores do jornal uma manifestação didática do “pragmatismo” dos defensores da natureza. Segundo ele, um comitê da ONG avalia os riscos das parcerias com as empresas e, nos casos que envolvem “muito dinheiro”, estas são solicitadas a apresentar uma análise sobre os seus passivos ambientais. O objetivo, diz ele, é tornar mais sustentável a maneira como se produz no País: «Atuar com as corporações é uma forma de atingir também fornecedores e consumidores. Mas há a necessidade dae avaliação cuidadosa. Posso iniciar uma conversa no marketing, mas se não passar de lá não me interessa. Quero conversar com a área de produção, com a diretoria.»

Ademais, Scaramuzza afirma que o WWF-Brasil não faz parcerias com empresas do setor de mineração e com grandes empreiteiras. Em vez delas, prefere instituições como o HSBC Seguros, Fundação Banco do Brasil e Ambev. Uma visita ao sítio da ONG mostra que, além destas, outros parceiros corporativos são o Itaú/BBA, Unilever, Walmart Brasil, Intercontinentals Hotels Group (IHG) e Boehringer Ingelheim.

Como se percebe, é bastante lucrativa para ambas as partes, a parceria entre ambientalistas em busca de recursos e empresas interessadas em apresentar uma imagem “verde”. Vantagens para todos – menos para o País, que fica à mercê de campanhas orientadas contra o seu pleno desenvolvimento.




Fonte: retirado do Blog do Ambientalismo

Créditos ➞ este post é matéria apresentada no boletim «Alerta Científico e Ambiental»,

Imagemhttp://mercadoetico.terra.com.br

CHEVRON TENTOU ROUBAR PETRÓLEO DO PRÉ-SAL BRASILEIRO


A petroleira norte-americana Chevron, responsável pelo vazamento de óleo que já dura dez dias na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo. A Polícia Federal, que investiga o caso, desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à possível perfuração de poços além dos limites permitidos.

Segundo a reportagem, a sonda usada pela Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da perfuração.


Responsável pelo inquérito, o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, disse na reportagem que já existem indícios de que estrangeiros estejam trabalhando ilegalmente no litoral brasileiro. ?É algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária?, disse o delegado ao Estado de S.Paulo. A empresa nega a irregularidade.

Embora nem mesmo a Chevron saiba dizer quantos litros vazaram da plataforma (as estimativas da ANP indicam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia no período de 8 a 15 de novembro), o episódio pode acelerar a discussão sobre a segurança nacional em torno de sua principal riqueza. Na internet, começam a surgir manifestações para que a empresa estrangeira seja expulsa do País.


O episódio deixou clara também a situação de vulnerabilidade da exploração de petróleo em alto mar, área onde os órgãos fiscalizadores, como o Ibama, não conseguem monitorar de modo eficiente se as empresas cumprem ou não as normas de segurança, conforme reportagem publicada na sexta-feira no site de CartaCapital.


A preocupação se tornou ainda maior depois da notícia de que a empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.


Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.


A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.










Se esta hipótese se confirmar não só a Chevron e seus dirigentes terão que pagar caro. Todos os políticos brasileiros ligados à ela terão que ser julgados pelo tribunal da opinião pública e eventualmente pelos Tribunais brasileiros, inclusive e principalmente o senhor José Chevron Serra. NÃO TEM PERDÃO, NEM EXCEÇÃO. Ladrão internacional e agressor à soberania merece cadeia, mas traidor merece algo bem pior.



Fonte: Carta Capital, midiaindependente.org
Imagens: Google, colocadas por este blog

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quase 10 dias depois é que ONGs resolvem se manifestar

Desde o dia 09 de novembro está acontecendo um vazamento de petróleo no Campo de Frade, operado pela multinacional Chevron.
Só veio a conhecimento do público no dia 14 graças ao blog Tijolaço, onde diz claramente:
Não há uma ONG, um ambientalista, ninguém protestando, ninguém – além da Presidenta Dilma – exigindo apuração completa do acidente.

Quase 10 dias depois é que ONGs resolvem se manifestar, é impressionante como agora passado todos esses dias entram as ONGs para fazerem seus "protestos", uma culpa o governo Lula e a outra faz manifestos em frente a Chevron do Brasil, mas não esquece de colocar no final de seu artigo a mensagem de que o Pré- sal é duvidoso.


O Pré-sal é duvidoso???


Até quando vamos aceitar esse tipo de manipulação da mídia e das ONGs estrangeiras no Brasil?

Leiam o artigo do Greenpeace

O triste episódio da exploração de petróleo em alto-mar que pôs a Chevron no radar dos brasileiros, espalhou óleo por uma área que serve de rota migratória para uma longa lista de espécies de baleias – bryce, piloto, minke-anil, cachalote, francas e jubartes. E é um duro alerta para a necessidade do país de proteger suas jóias de biodiversidade marinha como os Abrolhos, na costa da Bahia.

Maior recife de corais do Hemisfério Sul, Abrolhos é tão importante como recurso natural que foi transformado em Parque Nacional em 1983. É ele que garante a riqueza da pesca e os benefícios do turismo para grande parte do litoral nordestino. E a exploração de petróleo está chegando lá. “O acidente o poço da Chevron é um recado eloquente em favor de uma moratória na exploração petrolífera nos Abrolhos”

Assine e divulgue a petição: Petróleo em Abrolhos, não

Após o vazamento da Chevron, Greenpeace coloca o pré-sal em xeque

A organização ambientalista Greenpeace afirmou que o vazamento na Bacia de Campos mostra que a exploração de petróleo no mar ainda é insegura. A entidade colocou em dúvida o aproveitamento do pré-sal.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Chevron-seu-petroleo-nossa-sujeira/


Enquanto isso na Angola...


Será que até agora nenhuma ONG "Ambientalista" apareceu para saber quem é o responsável pelo derramamento de petróleo na Angola? Onde pescadores já estão sem o que comer pois vivem somente da pesca.

Será que a Africa não merece defesa ambiental?


Poluição no Soyo avança nas praias

Em 18 de Novembro, 2011

As manchas de petróleo que poluem, há três semanas, uma grande extensão da orla marítima do país, no município do Ambriz, na província do Bengo, passando pelo Nzeto, comuna de Kinzau (Tomboco) até ao Soyo, Zaire, continuam a sua progressão de Sul para Norte, tendo em conta o clima e as correntes marítimas.
O Jornal de Angola apurou na região que não se sabe ao certo se o derrame já foi estancando à partir da fonte, por ausência de uma informação oficial. O disperse teve origem no Bloco 3, em Offshore (mar), no poço petrolífero (Submerso)...

Ver mais em:
http://burgos4patas.blogspot.com/2011/11/chevron-de-novo.html



Em março de 2011

O ministério do Ambiente de Angola poderá levar ao tribunal a petrolífera Chevron por danos ambientais resultantes dos constantes derrames de petróleo ocorridos este ano em Cabinda.

Dois derrames de grandes proporções na base de Malongo e um no mar, envolvendo mais de quatro mil barris de petróleo estão na base da notificação feita a Chevron pelo Ministério do Ambiente segundo Francisco dos Santos director do Serviço Nacional de Fiscalização Ambiental.


Fonte: voanews.com

ONG culpa Lula pelo vazamento da CHEVRON



Ong ambientalista em sua declaração, em nenhum momento culpa Chevron pelo derramamento de petróleo.

Porque será???



"Tragédia anunciada"

18 novembro 2011


Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil

Desde o derrame provocado pela Petrobrás na Baía de Guanabara no ano 2000 que nós, ambientalistas, aguardávamos por outro grande desastre, pois desde então o governo brasileiro não adotou políticas ambientais eficientes e que previssem ou mesmo remediassem tais tragédias. Pelo contrário, a crise ambiental só se agravou a partir de 2002.

Com o aumento da demanda por petróleo no Brasil e no mundo, o governo brasileiro entendeu que aí estava uma grande oportunidade econômica para nosso país, e vendeu essa ideia a todos os brasileiros, intensificando suas propagandas em 2009, baseando-se na “descoberta” do pré-sal. Porém, intencionalmente, omitiu da população os riscos ambientais que tal exploração traria.

Em 2010, quando ocorreu o derrame de petróleo do Golfo do México, governo e empresas fizeram grande alarde sobre a adoção de políticas e estratégias para evitar algo parecido à grande tragédia estadounidense, realizando diversas reuniões interministeriais com a participação de órgão ambientais federais e estaduais, bem como com representantes das petroleiras.

Nos últimos dias, o povo brasileiro conheceu o resultado de tais reuniões e suas ações de contingência para derrames de petróleo, com a ocorrência de mais um acidente.


Continuamos sem nenhum preparo para responder a estes eventos. Não existem planos de contingência, ou se existem, são tão secretos que nem mesmo seus autores sabem em que gavetas se encontram. Não existe tecnologia para o atendimento de emergências a grandes profundidades, não existe interesse do governo brasileiro em endurecer os processos de licenciamento ambiental, não existem investimentos em fiscalização – vide que o IBAMA está sucateado -, não existe sequer respeito a princípios básicos, como prevenção e precaução, que fundamentam nossa legislação ambiental, e, por fim, não existe seriedade alguma, por parte de nosso governo, na conservação da vida marinha. Aliás, o único ato do governo em prol da vida marinha foi o movimento de apoio ao ex-presidente Lula, pois, afinal, Lulas são espécies marinhas.

A Sea Shepherd vem alertando a todos sobre a indolência e falta de seriedade com que estas questões estão sendo tratadas pelo governo brasileiro e as empresas que aqui se encontram para realizar a exploração de petróleo.

Só de 2009 até hoje, já realizamos 17 capacitações para resgatar animais marinhos atingidos por derrames de petróleo, com mais de 400 voluntários capacitados, e em todos estes cursos chamamos a atenção de todos para a inexistência de capacidade brasileira para atender grandes desastres. Por vezes somos criticados por empresas que prestam consultoria nesta área de resgate de fauna, por órgãos públicos, e até mesmo por pessoas da comunidade científica, mas o fato é que temos razão em tudo o que falamos e em todas as ações que desenvolvemos desde o ano 2000.


Está aí a comprovação, um grande derrame de petróleo, em um período crítico para a fauna brasileira, pois é período de reprodução ou migração de diversas espécies, onde as autoridades demoraram cerca de uma semana para tomar conhecimento do vazamento, tendo em vista que já tem dez dias que o derrame se iniciou. Até o momento, as únicas ações tomadas foram sobrevoar a área, usar indiscriminadamente dispersantes químicos e, depois de uma semana de vazamento, quando já não dava mais para salvar o lucro daquele poço, iniciar o processo de concretagem do poço.

Esta é, infelizmente, a nossa realidade: a falta de preparo e seriedade de lidarmos com as questões ambientais. Vide que nos vendem que abastecer nossos carros com combustível fóssil mais barato é mais importante que preservar as vidas de animais marinhos, que estão alheios e inocentes ao nosso modelo predatório de sobrevivência.



2007

Rio de Janeiro, RJ - A equipe do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), organização não governamental sem fims lucrativos, no período de setembro a dezembro de 2007, voltará à Bacia de Campos para desenvolver mais um programa de mobilização comunitária em derrames de óleo.

O Programa será desenvolvido em 15 municípios litorâneos dos estados do RJ e ES e deve atender cerca de 400 pescadores de comunidades artesanais de pesca e aproximadamente 600 alunos de escolas municipais.

“Temos como objetivo dar continuidade ao projeto da Sea Shepherd Brasil de treinar, e mobilizar comunidades litorâneas visando a prevenção e recuperação de ecossistemas e animais marinhos afetados por vazamentos de óleo”, diz a Diretora Geral da ONG, Sandra Severo.

Um derrame de petróleo no mar é uma situação de emergência que coloca em risco todo o ambiente afetado, a vida marinha e a vida das pessoas que vivem no local. As situações críticas que envolvem um derrame de petróleo requerem um envolvimento da comunidade local e de voluntários. Por isso, é muito importante que a comunidade esteja mobilizada para que possa colaborar e diminuir os danos causados ao meio ambiente.

“Os técnicos e voluntários da Sea Shepherd Brasil sabem muito bem dos horrores que derrames de óleo causam a vida marinha. Em 2000 auxiliamos nas atividades de recuperação da Baía de Guanabara afetada pelo derramamento de mais de 1.000 toneladas de petróleo”, comenta Daniel Vairo, fundador do ISSB. “A ONG nesta ocasião foi responsável pela criação do plano para salvar golfinhos em situações de derrames de óleo na Baía da Guanabara/RJ”.

O Instituto Sea Shepherd Brasil trabalha desde 1999 com técnicos de organizações não governamentais e governamentais, universitários, comunidades tradicionais de pescadores e comunidade em geral visando a formação da Primeira Rede de Voluntários apta para agir e salvar animais marinhos em casos de derrames de óleo.

Em 8 anos o ISSB treinou mais de 1.000 voluntários e diversas organizações foram equipadas pela ONG com um kit de equipamentos de resgate e salvamento da fauna marinha em casos de derrames de óleo.

Esta iniciativa conjunta do Instituto Sea Shepherd Brasil, com apoio da Chevron Brasil e da Devon Energy, continua sendo única, repercutindo de forma bastante positiva e estimulando comunidades e voluntários a tomarem parte de ações efetivas de conservação dos recursos marinhos.






Fonte: Ambienteja, seashepherd.org


Para quem não sabe:

Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

Noam Chomsky no Brasil em 1996


Vale a pena ver de novo! 2

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