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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Fernando Brito: ‘Omissão criminosa da Chevron-Texaco, cumplicidade escandalosa da mídia’




Reproduzo aqui post do site viomundo.com.br, e aproveito para agradecer ao Jornalista Fernando Brito e Brizola Neto pela investigação e divulgação sincera que chegou ao conhecimento de todos os Brasileiros.

por Conceição Lemes

No dia 10 de novembro, quinta-feira, a Agência Estado publicou esta nota:

“A unidade brasileira da petroleira norte-americana Chevron-Texaco informou que está trabalhando para conter um vazamento no campo Frade, na Bacia de Campos. “O vazamento se deve a uma rachadura no solo do oceano. É um fenômeno natural”, disse Heloisa Marcondes, porta-voz da Chevron-Texaco Brasil.

O campo de Frade, operado pela petroleira estadunidense Chevron-Texaco, fica a 350 km do Rio de Janeiro. O acidente, sabe-se só agora, aconteceu na segunda-feira, 7 de novembro. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) tomou conhecimento no dia 9, mas só o tornou público no dia 10. O primeiro alerta público foi dado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro) ainda na quarta-feira, 9.

Nos dias 11, 12, 13, 14 e 15, a mídia se limitou a reproduzir as notas oficiais da Chevron-Texaco e da Agência Nacional de Petróleo (ANP). E, ainda assim, em matérias pequenas, em pé de página, escondidas. Nenhuma cobrança maior. Aliás, nenhum grande veículo se empenhou para saber o tamanho e a causa do vazamento.

O jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ), não engoliu a versão da empresa e desde o dia 11 começou, solitariamente, a questioná-la. De lá até hoje foram 21 artigos, denunciando o desastre ambiental, o comportamento da mídia e as mentiras da Chevron-Texaco.

“Desde o princípio, achei algumas coisas estranhas, a começar pelo fato de que não houve um tratamento escandaloso do assunto pela mídia, como certamente haveria se o campo em questão fosse operado pela Petrobras”, ironiza Fernando Brito. “Ah, se fosse a Petrobras, já no dia 11, até os peixes do oceano estariam dando declarações contra a empresa.”

“Além disso, a Chevron-Texaco demorou a admitir o problema e, quando o fez, foi por uma nota marota, dizendo que se tinha detectado o vazamento ‘entre o campo de Frade e o de Roncador – que é operado pela Petrobras”, prossegue Brito. “Na verdade, o problema se deu bem próximo de uma de suas plataformas de perfuração, a Sedco706, da Transocean, a mesma proprietária da Deepwater Horizon, que provocou o acidente no Golfo do México.”

No dia 15, a Polícia Federal entrou no caso e a expectativa era de que a mídia não varreria mais para debaixo do tapete o óleo derramado. Realmente, não deu mais para a grande imprensa ignorar. Porém, não foi a fundo nas circunstâncias que o causaram, apesar de ter todas as condições e facilidades para fazê-lo.

A Sedco 706, plataforma de perfuração da mesma empresa do acidente do Golfo, nas proximidades da qual ocorreu o acidente da Chevron

O Tijolaço “furou” toda a imprensa. Foi quem primeiro duvidou da história contada pela Chevron-Texaco de que o derramamento de petróleo no mar era “fenômeno natural” e se devia a uma falha geológica. Foi também quem, com base nos cálculos feitos pelo geógrafo John Amos, do site SkyTruth, especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais, alertou que o vazamento de petróleo no campo de Frade era muito maior do que a Chevron-Texaco afirmava. Foi ainda quem, ainda no dia 11 de novembro, levantou possibilidade de a empresa pretender fazer uma prospecção na camada do pré-sal , pelo fato de haver um pedido de perfuração até 5.200 metros, quando as ocorrências de petróleo em Frade se situam na faixa dos 2,5 mil metros abaixo do leito marinho.

Por isso, o Tijolaço começou a pedir que se apreendessem os diários de perfuração e os relatórios de cimentação, que mostram os locais e a qualidade da vedação que se faz pelo lado externo da coluna de tubos do poço.

“É como um canudo [desses de doce] que você coloca numa tijela cheia de doce de coco molinho. Quando pressiona, o líquido sobe pelo canudo, mas também vaza pelo lado de fora dele. A cimentação, além de dar firmeza à coluna de tubos, faz essa vedação, de baixo para cima”, traduz Brito. “Mas é um procedimento caro e toma tempo. Tempo, quando você tem uma sonda que custa centenas de milhares de dólares de aluguel diário, é dinheiro, e muito dinheiro. Lá no Golfo do México, a BP [British Petroleum], por economia, ‘pulou’ a verificação de uma dessas cimentações.”

Na última sexta-feira à noite, 18, ficou comprovado que Brito estava correto desde o começo, apesar de estar falando sozinho, contra a maré midiática. O presidente da Chevron-Texaco no Brasil, Charles Buck, revelou ao portal Energia Hoje que a empresa foi culpada pelo vazamento, por não aplicar técnicas adequadas de cimentação do revestimento da coluna de perfuração:

“O presidente da Chevron-Texaco no Brasil, George Buck, afirmou nesta sexta-feira (18/11) que a petroleira foi responsável pelo acidente que provocou o vazamento de óleo na última semana no campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo o executivo, a companhia subestimou a pressão do reservatório, provocando o acidente.

“É nossa culpa. Nós subestimamos a pressão do reservatório”, afirmou Buck. “O problema é que a pressão na formação foi maior do que a lama de perfuração poderia suportar. A modelagem do reservatório nos deu a informação incorreta sobre a pressão”.

“Um dia depois, a Petrobras informou à Chevron-Texaco que havia identificado uma mancha, confirmada na noite seguinte pela companhia norte-americana. A petroleira levou três dias para identificar o vazamento abaixo do revestimento e, no dia 13, fechar o poço com lama de perfuração de alta densidade. No dia 14, começou a cimentação”.

“A Chevron-Texaco cometeu erros técnicos básicos, perfurando uma extensão grande demais antes de nova cimentação. A razão principal desse erro é a redução de prazos e custos da operação”, denunciou Brito, nesse sábado, 19, no Tijolaço. “Mas o erro mais grave, imperdoável, é que a Chevron-Texaco sabia a razão do vazamento desde o dia em que foram avistadas as manchas de óleo. Se é que não sabia antes, porque as manchas foram avistadas pelo pessoal da Petrobras e, aí, não dava mais para ter segredo.”

Em bom português: a grande imprensa “papou mosca”, de novo, num assunto de imensa gravidade. E a blogosfera, graças ao trabalho excelente, bem-feito, do jornalista Fernando Brito, colocou a Chevron-Texaco no mapa da mídia brasileira. Leiam a seguir a íntegra da entrevista que fiz com ele.

Viomundo – Enquanto a mídia se limitava a reproduzir os releases da Chevron-Texaco e da ANP [Agência Nacional de Petróleo], você desde o início denunciou que a história do vazamento do poço estava mal-contada. Alguma fonte o alertou para essa possibilidade? O que o levou, sozinho, ir contra a maré midiática?

Fernando Brito – Não tinha fonte privilegiada tampouco uma “gravação” caiu no meu colo (risos). O que eu fiz foi jornalismo. Apenas isso. Sou do tempo em que o jornalista não era a notícia, ele buscava a notícia, diferentemente do que acontece hoje, muitas vezes. Na hora em que li a nota da Agência Estado, fiz vários questionamentos. Fenda natural? De três mil metros de profundidade? Isso é coisa de filme de ficção. E como é que isso não apareceu nos estudos sísmicos e ecossonográficos?

Já estava escrevendo, quando veio a notícia que a presidenta Dilma tinha mandado investigar. Pensei: aí tem, a presidenta não ia botar polícia com um derrame de “um baldinho” de óleo. Era o óbvio.

Mas não tinha ainda maiores informações. Então, registrei essa estranheza e fiquei, essencialmente focado no tratamento mais do que discreto do assunto pela mídia brasileira. Porque, se o campo fosse operado pela Petrobras, já no primeiro dia, até os peixes do oceano estariam dando declarações contra a empresa. Aliás, mesmo com o vazamento da Chevron-Texaco, o destaque nos jornais do dia 11 foi para a queda de 26% no lucro da Petrobras, mesmo sabendo que essa queda é essencialmente contábil, pela desvalorização cambial ocorrida desde agosto e que não se repetirá no último trimestre, dando à empresa um lucro recorde em sua história.

Como eu tinha muitas perguntas para as quais eu não tinha respostas, comecei a pesquisar no Google. Hoje em dia grande parte dos documentos vai parar na internet. Se os colegas souberem fazer as perguntas certas, vão descobrir muita coisa, muita mesmo.

Viomundo – Estranhou mais alguma coisa?

Fernando Brito – Várias. Primeira: a Chevron-Texaco demorou para admitir o problema e, quando o fez, foi por uma nota marota, dizendo que havia sido detectado vazamento “entre o campo de Frade e o de Roncador – que é operado pela Petrobras - quando, na verdade, ele se deu bem próximo de uma de suas plataformas de perfuração, a Sedco706, da Transocean, a mesma proprietária da Deepwater Horizon, que provocou o acidente no Golfo do México.

Segunda: a história de que falha geológica seria a causa. É improvável que falhas geológicas capazes de provocar um derramamento no mar não tivessem sido detectadas nos estudos sísmicos que precedem a perfuração.

Terceira: mesmo depois de a presidenta Dilma Rousseff ter determinado em 11 de novembro a investigação rigorosa do caso, a nossa imprensa, tão zelosa e meticulosa quando se trata da Petrobras, continuou a dar quase nenhuma importância ao caso da Chevron-Texaco, uma multinacional com boas relações com o senhor José Serra. Segundo o Wikileaks, lembra-se?, Serra havia prometido à senhora Patrícia Pradal, diretora de relações de governo da Chevron-Texaco, que iria rever a legislação brasileira do pré-sal.

Conversei sobre isso com o Brizola Neto e a gente decidiu mergulhar na história, com todos os riscos que isso trazia, porque nossos conhecimentos são, evidentemente, limitados.

Viomundo – E como descobriu que a plataforma Sedco 706, alugada pela Chevron-Texaco-Texaco para o campo de Frade, foi usada como “hotel marinho” para outra plataforma no Mar do Norte, em 1999?

Fernando Brito – É o Wall Street Journal que o diz, numa matéria de 2008. Lá fiquei sabendo que a plataforma Sedco 706, que opera na área do acidente em Frade, tem hoje 35 anos de idade e que o equipamento “não era adequado para modernas perfurações em águas profundas. E não deveria ser utilizado mais para perfuração. Ela estava atracada no Mar do Norte, ligada a outro equipamento por uma passarela. Foi um quarto de dormir flutuante para os trabalhadores do petróleo, uma espécie de motel marinho”. Depois, sofreu um upgrade, que a gente não sabe quanto teve de “guaribada”, porque o custo do aluguel dela – segundo o WSJ - ficou em 50% do que custa uma sonda de igual capacidade no mercado internacional.

Viomundo – Ontem, sábado, 19 de novembro, começou a circular a informação de que a Polícia Federal está investigando se a Chevron-Texaco tentou atingir pré-sal, ao perfurar poço que vazou. Você, já no dia 11, levantou essa suspeita. Por quê?

Fernando Brito — No campo de Frade, um dos mais produtivos do Brasil, todas as ocorrências de petróleo estão numa faixa – que os técnicos chamam de “play” — inferior a três mil metros. Por que a Chevron-Texaco contratou uma sonda para perfurar até 7.600 metros de profundidade – que é, em tese, mais cara – senão para chegar ao pré-sal?

O registro de profundidade na ANP sugere que a empresa pretendia prospectar a camada do pré-sal. E fica a pergunta se a Chevron-Texaco tinha ali estudos e equipamentos adequados para perfurar o pré-sal, como provavelmente pretendia fazer? Se isso tem ou não relação com o acidente é outra história. Não necessariamente tem. Mas é fácil de saber, com o diário de perfuração. É só ver o diâmetro do furo para saber o quão longe pretendiam ir.

Viomundo – Durante quantos dias a mídia praticamente ignorou o acidente no poço da Chevron-Texaco?

Fernando Brito – Cinco dias, 11 a 15 de novembro, quando então a Polícia Federal passou a investigar, aí não dava mais para esconder o óleo derramado embaixo do tapete. Nesses dias, ou o assunto era ignorado pela mídia ou se reproduzia os press- releases da companhia.

“Chevron mobiliza equipe global para conter vazamento”. Esse foi o título da matéria do Estadão no dia 13, reproduzida pela Exame (Abril), enquanto o G1, do grupo Globo, destacou: Frota de 17 navios tenta controlar mancha após vazamento no RJ

Ou seja, saiu o “Prêmio Esso de Jornalismo”, entrou o “Prêmio Chevron-Texaco” de cópia de press-releases. A falta de empenho da imprensa brasileira na apuração do acidente nos primeiros cinco dias foi um acinte ao jornalismo e ao interesse público.

Aliás, na primeira semana após o vazamento não havia uma ONG, um ambientalista, ninguém protestando, ninguém – além da presidenta Dilma – exigindo apuração completa do acidente.

Viomundo – Alguém da Chevron-Texaco falou sobre o acidente?

Fernando BritoNo primeiro dia, 10 de novembro, falou apenas Heloisa Marcondes, assessora de imprensa da Chevron-Texaco, e ainda falou besteira, dizendo que o vazamento era um “fenômeno natural”. Existir uma fenda marinha, em plena plataforma continental, capaz de, por si só, alcançar a profundidade de um depósito petrolífero não é natural, é , quando muito, sobrenatural.

Depois disso, somente nessa sexta-feira, dez dias após o problema vir a público, o presidente da Chevron-Texaco no Brasil, senhor Charles Buck, subordinado ao senhor Ali Moshiri, presidente da empresa para a África e América Latina, deu uma entrevista coletiva. Até então, nenhum diretor da empresa havia dado entrevista. A empresa falou o tempo inteiro por meio de comunicados, reproduzidos fielmente pela mídia, sem qualquer aprofundamento ou dúvida.

O Energia Hoje, um site especializado registrou na sexta à noite, 18, com todas as letras que Buck disse ser culpa da empresa o vazamento. O restante da mídia — acredite! – omitiu esta declaração vital, falou apenas num erro de cálculo.

Como assim, erro de cálculo? Alguém não sabia tabuada? Reduzir os pontos de cimentação é parte do cálculo de custos. Isso tem que ficar bem claro e deveriam ter sido ouvidos os engenheiros de petróleo para saber se é normal apenas uma cimentação num poço que já tinha 2.300 metros. Não houve, entre os 567 metros da primeira cimentação, nenhuma parada para colocação de sapatas intermediárias, quando da redução de diâmetro do furo, momento em que se faz a parada para cimentação e, depois, a análise de sua adequação?

É o oráculo de Houston falando aos pobres tupiniquins, incapazes de formular uma única pergunta. Veja, só na entrevista de Buck, finalmente, soubemos a que profundidade estava o poço! Houve uma cumplicidade escandalosa entre a nossa imprensa e a multinacional estadunidense. Tanto que, em determinado momento, eu perguntei: será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais? (risos)

Curioso é que os colegas tenham ido perguntar sobre o vazamento à Petrobras, sócia minoritária e sem poder operacional sobre o campo.

Outra curiosidade: finalmente hoje,20 de novembro, os sites dos grandes jornais publicam o que já tinha acontecido na sexta à noite, 18, e não quiseram publicar com todas as letras como o portal Energia Hoje: a Chevron-Texaco assumiu ser a responsável, a culpada, pelo vazamento de petróleo no campo de Frade.

Viomundo – Como você chegou ao geógrafo John Amos, do site SkyTruth especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais?

Fernando Brito – Na verdade, primeiro cheguei a estas duas fotos, publicadas pelo SkyTruth, que registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento no poço da Chevron-Texaco. Cheguei até elas no dia 14 pela dica do leitor Henrique, que foi mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida.

Viomundo – E como chegou ao próprio John Amos? Como conseguiu que ele fizesse os cálculos sobre o tamanho do vazamento?

Fernando BritoO deputado Brizola Neto enviou para Amos, pelo twitter, as coordenadas dos poços constantes do relatório oficial da ANP sobre as perfurações em andamento e concluídas. Amos, um ativista ambiental que mantém há dez anos o site SkyTruth, trabalhou em cima delas e publicou esta imagem sobre a mancha causada pelo vazamento de petróleo do poço da Chevron-Texaco no campo de Frade, ao largo do Rio de Janeiro.

Junto com essa imagem, Amos postou a seguinte conclusão:

“A imagem de satélite MODIS / Aqua da NASA, acima, foi tirada há três dias. Ela mostra uma mancha de óleo aparente originária do local de perfuração e que se estende por 2.379 quilômetros quadrados (o extremo sul da mancha fica aprisionado em um redemoinho no sentido horário interessante nas correntes oceânicas). De 1 micron de espessura, representa um volume de 628 mil galões (14.954 barris) de petróleo.

Supondo que o vazamento começou ao meio-dia em 8 de novembro (24 horas antes de termos observá-lo em imagens de satélite), estimamos uma taxa de vazamento de pelo menos 157 mil galões (3.738 barris) por dia. Isso é mais de 10 vezes maior do que a estimativa da Chevron-Texaco de 330 barris por dia”.

Viomundo – A foto e conclusão foram publicadas por Amos exatamente quando?

Fernando Brito – A foto foi tirada pelo satélite da Nasa em 12 de novembro, sábado, e publicada no dia 15 com a conclusão. No dia 15, por sinal, a ANP finalmente divulgou que uma reunião de emergência realizada no dia 13, domingo (por que só veio a público na terça?), aprovou-se o plano de emergência apresentado pela Chevron-Texaco para deter o vazamento e que a diretora da ANP, Magda Chambriard, esteve na Sala de Emergência da Chevron-Texaco acompanhando os trabalhos para conter o vazamento.

O site Skytruth provou que o vazamento não era de “umas gotinhas” inofensivas mas provocava uma mancha imensa. Portanto, a Chevrou mentiu inicialmente sobre a dimensão do vazamento de petróleo. O Skytruth, vale lembrar, foi um dos primeiros a anunciar a dimensão do vazamento do Golfo do México em 2010.

Viomundo — Num dos artigos de 14 de novembro, você disse que a mesma plataforma Sedco 706 estava perfurando três poços simultaneamente no campo de Frade. Como assim, três poços ao mesmo tempo?

Fernando Brito – É que a Chevron-Texaco, para fazer economia, está fazendo perfurações “de batelada”. Isto é, cava uma seção de um poço, tampa, cava a seção inicial de outro, faz o mesmo e vai para um terceiro, para voltar, na mesma sequência, para cada fase posterior de perfuração. Isso está registrado no Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela empresa e que o Ibama coloca na internet.

Não tenho condições técnicas de afirmar se isso agrega risco, porque o equipamento de perfuração é retirado e movido. O que eu posso dizer é que, nos mapas da ANP, não encontrei nenhuma outra petroleira que use este método. Também que até o momento a Chevron-Texaco não disse em qual dos três poços ocorreu o problema.

Viomundo – A Chevron-Texaco estava usando mesmo 17 embarcações para conter o vazamento?

Fernando Brito – Não, pelo que disse o delegado Fábio Scliar, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal. Em entrevista publicada pelo G1 em 16 de novembro, o delegado Scliar afirmou:

“(…)técnicos da PF estiveram na plataforma nesta quinta-feira (15) e encontraram divergências sobre o que foi informado pela Chevron-Texaco sobre o vazamento. Entre elas estão a quantidade de navios que recolhem o óleo no local (a empresa afirmou que são 17 e a PF encontrou apenas um, de acordo com o delegado), o tempo para a selagem do poço e o tamanho da mancha de óleo. “Eles disseram que a mancha vem diminuindo e ela vem aumentando”.

Engraçado que ninguém perguntou à empresa quais eram os barcos. Se ela tivesse dito que eram 50, daria no mesmo.

Viomundo – No dia 15, o vazamento do poço da Chevron-Texaco virou caso de polícia, passando a ser investigado pela Polícia Federal. E a mídia, como passou a agir?

Fernando BritoCom a entrada da Polícia Federal no assunto, o escândalo do vazamento de petróleo começou a aparecer. E, com ele, as dimensões da mancha de vergonha que cobriu a grande imprensa brasileira.

Aliás, cada vez mais acontecem coisas estranhas neste caso do vazamento de petróleo no poço da Chevron-Texaco, no Campo de Frade. No dia 16, o Jornal Nacional da Rede Globo publicou uma extensa matéria sobre o assunto.

Ouviu o delegado Fabio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal, dizendo que investiga a possibilidade de que tenha havido erro na perfuração. Ouviu o geógrafo John Amos, da SkyTruth, que revelou – como havia antecipado três dias antes ao Tijolaço – que o vazamento podia ser dez vezes maior que o anunciado, e cobria uma área maior que o município do Rio de Janeiro.

Contava que a empresa responsável pela perfuração da Chevron-Texaco, a Transocean, era a mesma que perfurava o poço que causou o acidente no Golfo do México. A matéria terminava com um sobrevôo da área, em um avião da Chevron-Texaco, na companhia do diretor de meio-ambiente da empresa, que não quis gravar entrevista, mas disse ao repórter que a quantidade de óleo que vazava “era muito pequena”.

Estranhamente, porém, a matéria que foi colocada no site do Jornal Nacional foi cortada. Na verdade, decepada.Dos quatro minutos originais, ficaram dois. O delegado, o ambientalista, a foto de satélite com a mancha e a comparação com a área do Rio de Janeiro foram para o lixo.

Não dá para entender o que aconteceu. Não pode ser o tamanho do vídeo, porque a reportagem sobre o depoimento de Lupi [Carlos Lupi, ministro do Trabalho] teve quatro minutos e está lá, na íntegra.

Será que “alguém” se distraiu e só viu a matéria depois de ir ao ar? E aí, furioso, mandou cortar os hereges que ousaram colocar um delegado e um ambientalista dizendo que uma petroleira americana pode ter culpa no cartório por um grande desastre ambiental.

Por sorte, a gente estava gravando o JN com uma câmera manual, e postamos os dois vídeos. O “decepado” e o trecho que eliminado do original.

Edição cortada na internet

E o trecho que foi eliminado do original veiculado pelo JN na TV

Viomundo – Ontem, eu li no Tijolaço o que você observou um pouco antes, ou seja, que a Chevron-Texaco assumiu a responsabilidade pelo vazamento. O que aconteceu finalmente? Já se sabe que poço estava perfurando e a que profundidade?

Fernando Brito – Você leu no Tijolaço, porque a imprensa continuou derivando para assuntos laterais. Ontem, quis até reproduzir a imagem da home da Folha, para mostrar que essa notícia havia saído no “pé” da página. Era tão no pé, mas tão no pé que nem reduzindo a página ao mínimo e virando a tela do computador para poder caputrar uma extensão maior dava para reproduzir.

O senhor Charles Buck, presidente Chevron-Texaco no Brasil falou o que quis, sem ser perguntado de nada. Não explicou porque o imenso intervalo de cimentação. Não foi perguntado se os outros poços da Chevron-Texaco têm um intervalo tão grande de vedação. Não foi perguntado sobre se há outras perfurações da Chevron-Texaco na área, como registra a ANP.

Sobretudo, não foi perguntado sobre a razão, uma vez que houve o “kick” – que é uma elevação de pressão e a subida de óleo ou gás pela coluna de perfuração – no dia 7 de novembro, a empresa só tornou isso público na noite do dia 18. Aliás, no mesmo dia, a empresa soltou uma nota dizendo que “reitera que não houve vazamento na cabeça do poço”.

Claro, ali tem um sistema que impede vazamento do que vem pelo tubo. Do que vai por fora do tudo, é a cimentação que veda. A cimentação que ela sabia estar muito distante do ponto onde a cabeça da sonda perfurava. E isso tem uma básica razão: redução de prazos e custos da operação.

Mas, no meu entender, o erro mais grave, imperdoável, é o fato de que a Chevron-Texaco sabia a razão do vazamento – a narrativa do presidente da empresa mostra claramente isso –, desde o dia em que foram avistadas as manchas de óleo. Se é que não sabia antes, porque as manchas foram avistadas pelo pessoal da Petrobras e, aí, não dava mais para ter segredo.

Em outras palavras. Houve um erro técnico que deve ser avaliado pelos peritos. Mas há um crime indiscutível de omissão de informações – com a indulgência da nossa mídia – crime que é imperdoável, porque evidencia má-fé.

Viomundo – O que mais te marcou nessa cobertura?

Fernando BritoA dupla ética de nossa imprensa. E o seu despreparo, que somado à marotice política, desvia o assunto. O tema agora é o “despreparo” do país para a exploração de petróleo no mar. Isso é uma mentira deslavada, que se prova com um só argumento: temos mais de 30 anos de exploração marinha e nunca houve um grande acidente, apesar de termos milhares de poços perfurados. O acidente da Petrobras na Baía da Guanabara foi num duto, não num poço. Grave, gravíssimo, porque se deu em águas abrigadas e junto do litoral. Mas vazamento em duto tem limite, o limite do que o duto contém, depois de fechadas as válvulas. No leito oceânico o limite, em tese, pode ser o da jazida de petróleo inteira.

Falam que não existe plano de emergência nacional, mas que plano pode funcionar se a empresa que está lá esconde o vazamento? Se os técnicos da Petrobras não tivessem visto o vazamento, quando íamos saber que existia? A Chevron-Texaco sabia do “kick” e que não havia revestimento de cimento na coluna senão bem na superfície. Sabia que tinha subido petróleo e ficou na moita, torcendo para ele não permear a camada superior do solo.

Mas eu concordo que não temos fiscalização, porque a ANP é valente com a Petrobras e ronrona quando se trata de outras petroleiras. Nem sempre por má-fé, mas também por saber que as multinacionais têm aqueles privilégios “Daniel Dantas”: nada de algemas, por favor.

Mas sabe qual é a maior fiscalização possível? É a imprensa. Você viu que, depois que ela entrou no assunto, mal ou bem, tudo se esclareceu. Um desastre destes custa milhões de indenização e muitos milhões mais em imagem. Aliás, tem de ficar claro que Chevron é Texaco.

Como cidadão, eu estou feliz que o vazamento tenha parado. Como profissional, tenho vergonha de termos ficado parados por tanto tempo.

E pior, cedendo à manipulação política e, agora, caminhando no sentido errado. Nós temos segurança, e boa, na perfuração de petróleo. Muito maior, aliás, do que a de países desenvolvidos, como provou o vazamento do Golfo. E temos porque a Petrobras investe muito, em lugar de colocar o lucro “uber alles”, acima de tudo. Mas a nossa elite obturada reclama, porque as outras petroleiras dão mais lucro e, portanto, são mais eficientes. Ninguém associa isso ao fato de a Chevron-Texaco economizar no cimento e ter por lá um robô cegueta, que não viu nada, ao ponto de a Petrobras ter emprestado os seus, para socorrê-la.

Mas está aí um bom mote para a nossa imprensa “defensora da segurança”. Que tal a empresa que for negligente como a Chevron-Texaco perder a concessão do campo? Taí uma boa campanha para a mídia, tão zelosa.



Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/fernando-brito-omissao-criminosa-da-chevron-texaco-com-indulgencia-da-nossa-imprensa.html

Imagem: a primeira imagem deste post foi retirada do google e colocada por este blog

Uma agenda protetora para o Brasil

Por Husc

O Governo Federal tomou, recentemente, duas medidas protecionistas para reduzir a erosão da capacidade produtiva nacional diante dos impactos combinados da enxurrada de importações asiáticas e dos efeitos recessivos da crise global. A primeira foi a elevação em 30% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis importados. A segunda, a concessão de uma vantagem de até 25% nos preços oferecidos por empresas nacionais em licitações para compras governamentais. Embora sejam limitadas e temporárias, ambas provocaram reações no exterior, motivando acusações de protecionismo contra o Brasil, em órgãos como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a União Europeia (UE).

Retaliações possíveis

Na OMC, o Japão e a Coreia do Sul se apressaram em apontar o dedo contra o Brasil, no Comitê de Acesso ao Mercado. O passo seguinte poderá ser um questionamento oficial, passível de abrir caminho a retaliações. Para a recente cúpula do G-20, a OMC elaborou um relatório no qual acusa o Brasil, a Índia e a Rússia de serem os países do grupo que mais impuseram novas medidas restritivas do comércio nos últimos meses (Valor Econômico, 31/10/2011).

Por sua vez, a UE também colocou o Brasil e seus colegas do grupo BRICS, China e Rússia, na alça de mira. Em dezembro, o bloco europeu deverá anunciar uma nova legislação sobre compras governamentais, visando em especial os três países, exigindo reciprocidade nas vantagens concedidas às suas empresas, sob ameaça de fechar o seu mercado às deles.

Diretrizes escapistas

As reações denotam o alto grau de desorientação das lideranças globais quanto diretrizes políticas mais eficazes para a superação da crise sistêmica: em lugar de uma estratégia concertada que vá às raízes da crise, com uma ampla reforma do sistema financeiro mundial e a reorientação da economia para a produção física (que, reconhecidamente, contraria muitos interesses hegemônicos), prefere-se uma abordagem do gênero “farinha-pouca-meu-pirão-primeiro”, com disputas em torno de fatias dos mercados nacionais. Apesar de terem efeitos limitados e, em última análise, não poderem assegurar a superação da crise global como um todo, a proteção das capacidades produtivas e dos mercados internos são uma atribuição e responsabilidade dos governos nacionais. Por isso, as iniciativas sugerem que o governo da presidente Dilma Rousseff está atento aos “sinais meteorológicos” da tempestade global.

A presidente sabe…

Essa avaliação é compartilhada pelo economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em sua coluna mensal no Valor Econômico de 9 de novembro, devidamente intitulada «A Presidente Sabe». No texto, Lessa faz um preciso diagnóstico do cenário global e sugere linhas de ação que poderão ampliar consideravelmente a margem de manobra do País em meio às turbulências. Vale a pena atentar para elas:

♦ «A presidente sabe que a crise mundial, explicitada em 2008, será de longa duração e que o mundo pós-crise não é previsível, mas haverá a modificação geopolítica do planeta, uma profunda onda de inovações tecnológicas e alteração em padrões comportamentais.»

♦ «A presidente sabe que o futuro exige conhecimento das restrições para, no âmbito do raio de manobra, serem a nação, o povo e sua economia uma folha ao vento da História ou, com a vontade civilizatória e solidária do povo, explicita r e desdobrar um projeto nacional.»

♦ «A presidente sabe a perversa tendência do sistema financeiro de, em tempos de crise, adotar políticas defensivas que aprofundam a crise. Keynes falava da “preferência pela liquidez”, que desvia as empresas da realização de investimentos de ampliação de capacidade produtiva e passam a optar pr aplicações financeiras… O coletivo de empresas, acreditando na crise, adota uma conduta que acelera e aprofunda a crise. No limite, participam de um estouro de boiada que corre para o precipício.»

♦ «A presidente sabe que o Fed (Federal Reserve) adquiriu ativos podres e duvidosos e injetou volumes colossais de recursos no sistema bancário americano. Entretanto, esses bancos não estão reativando a economia… Os indicadores macroeconômicos dos EUA são inquietantes.»

♦ «A presidente sabe que os bancos [provavelmente, ele quis dizer "países" - n.e.] da zona do euro não conseguem coordenar suas políticas nacionais e tendem a praticar um contracionismo que sinaliza persistência e aprofundamento da crise.»

♦ «A presidente sabe que tanto os EUA como a comunidade europeia estão reduzindo importações. A China, que vinha sustentando o crescimento, vem perdendo ímpeto e já sinaliza procedimentos de reforço de seus bancos oficiais…»

♦ «A presidente sabe que a Bolsa de Mercadorias de Chicago sustenta os preços relativos de alimentos, de algumas matérias-primas e do petróleo [na verdade, estes são controlados pela International Petroleum Exchange, New York Mercantile Exchange e International Exchange - n.e.]. Há uma preferência crescente dos especuladores mundiais por aplicações arbitradas pela Bolsa de Mercadorias de Chicago, mas isto pode mudar.»

♦ «A presidente sabe que, frente à crise mundial, o Brasil deve “botar suas barbas de molho”. Felizmente, temos o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES, que respondem à orientação soberana nacional de não participar da manada…»

♦ «A presidente sabe que é importante reforçar o sistema bancário oficial e reduzir os juros básicos. A presidente, corretamente, quer estimular a construção civil em um programa de habitação popular… Manter a demanda interna ampliando o endividamento familiar com a compra de veículos automotores e outros bens duráveis tem um efeito macrodinâmico menor e é patrimonialmente equivocado em relação à família brasileira… Porém, é necessário planejar o futuro das cidades e ampliar o investimento na infraestrutura urbana.»

♦ «A presidente sabe que é possível e necessário fazer muito mais. O câmbio tem que voltar a ser controlado… Devemos selecionar com critério aplicações financeiras do exterior, reduzir o endividamento com risco cambial do setor privado, ampliar a proteção a ramos industriais clássicos e adotar uma política pública de “comprar o produto brasileiro”.»

♦ «A presidente está informada das pressões externas. Algumas deveriam ser ridicularizadas; as associações americanas de indústrias de confecção e calçados protestaram contra a adoção… de medidas defensivas desses ramos industriais clássicos e ameaçados. Quero crer que são as matrizes interessadas em que suas filiais da China ampliem a avalanche de exportações para o Brasil.»

Lessa conclui com uma professoral chamada de atenção:

«Somente critico a presidente pela modéstia das medidas… A timidez não é sábia em momentos de crise mundial.»


Movimento de Solidariedade Íbero-americana




Fonte: reproduzido do Blog do Ambientalismo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

“Neoconservadores”, Irã e Copa do Mundo

Por Husc

A investida do governo do presidente Barack Obama contra o Irã colocou em destaque as tentativas realizadas pelo poderoso grupo político estadunidense conhecido como os “neoconservadores”, para envolver os países ibero-americanos, do México à Argentina, em suas manobras de inteligência visando à reativação da “guerra ao terror” na região. Uma evidência disto é a entrevista de um de seus ícones diplomáticos, Roger Noriega, à revista Veja, publicada na edição de 9 de novembro, na qual adverte o Brasil e a Argentina de que ambos os países estão diante do perigo “real e iminente” de sofrer atentados terroristas por organizações aliadas ao Irã que atuam na região.

Noriega, que atualmente é senior fellow no American Enterprise Institute (AEI), um dos principais centros de articulação dos “neoconservadores” e baluartes do “excepcionalismo americano”, é um veterano formulador de políticas para o Hemisfério Ocidental, tendo sido secretário de Estado Assistente para a região, no governo de George W. Bush, entre 2003 e 2005.

Para ele, os riscos maiores deverão se manifestar em torno da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Portanto, transmitiu seu recado ao Brasil:

«Dentro em breve, o pais será palco da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Obviamente, isso transforma o Brasil em alvo tentador. É um erro subestimar este fato. A presença de redes terroristas em território brasileiro obriga as autoridades responsáveis pela segurança a aumentar sua atenção. O Brasil, ou qualquer outra nação, não está imune a atentados. A comunidade internacional deu um voto de confiança ao Brasil e espera que o país não falhe em garantir a integridade fisica dos atletas… Rezo para que as autridades brasileiras deixem de cometer o erro de ignorar o terrorismo. O risco para o país é real e iminente.»

Durante a presidência de George W. Bush, Noriega e seus camaradas “neocons” fizeram numerosas advertências sobre a presença de redes de apoio logístico ao terrorismo islâmico na região da Tríplice Fronteira. De acordo com ele, o Hisbolá opera na região desde a década de 1980, tendo multiplicado as suas atividades recentemente. Tais versões nunca foram confirmadas oficialmente pelo próprio governo estadunidense, sempre que este foi instado pelo Brasil a apresentar as evidênacias comprobatórias das denúncias.

Quanto à Argentina, o alvo da investida de Noriega foi o recentemente revivido programa nuclear do país:

«Mas, francamente, algumas operações do governo argentino com o Irã são muito suspeitas. A principal delas é o acordo de cooperação na área nuclear assinado entre os dois países. Espero que a descoberta pela DEA [Drug Enforcement Agency], de que poderia haver também outro ataque em Buenos Aires, coloque a Casa Rosada em alerta.»

Além do ataque leviano à política nuclear argentina, ele também se lançou contra o Equador e a Bolívia:

«Tanto a Bolívia quanto o Equador estão permitindo que o Irã realize movimentações supostamente comerciais em seus territórios. A mais preocupante delas é a exploração de minérios estratégicos como o urânio.»

O fato de não haver nos dois países qualquer projeto de exploração de urânio envolvendo o Irã, apenas uma declaração de intenções junto à Bolívia, não parece ter sido obstáculo para as diatribes de Noriega.

A entrevista de Noriega é um indicador da recente reativação das redes “neoconservadoras”, que têm ganho força política na administração de Obama, embora ainda estejam longe da influência hegemônica que dispunham na de seu antecessor.

Outra manifestação dela foi o anúncio, em outubro, do suposto complô iraniano para assassinar o embaixador saudita em Washington, com o apoio de narcotraficantes mexicanos. A trama, ainda sem comprovação, proporcionou um pretexto para a escalada de pressões contra o Irã. O governo do México, subjugado pelas manobras das agências de inteligência estadunidenses, em função dos acordos de cooperação contra o narcotráfico, acatou a versão, sem tampouco dar explicações convincentes.

Curiosamente, uma semana antes do comunicado oficial sobre a suposta trama, o sítio do AEI publicou uma investigação assinado por Noriega e José R. Cárdenas, intitulado “A crescente ameaça do Hisbolá na América Latina”. As “novidades” mais relevantes apresentadas foram a descoberta de vínculos do terrorismo islâmico com os cartéis de drogas, o interesse iraniano pelos minérios nucleares sul-americanos e a proximidade da Copa do Mundo.

Na entrevista à Veja, Noriega explicitou os vínculos dos “neoconservadores” com a inteligência antidrogas: “Em paralelo com o nosso trabalho, que tornou pública a presença do Irã e do Hisbolá no México, a DEA já vinha investigando as ligações entre extremistas islâmicos. E eu acho que isso foi uma sorte, porque os integrantes da DEA estão acostumados a pensar além do que diz o manual.”


Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo
Imagem: google

Desabafo: CONTRA o Movimento Gota D'água







Fonte: reproduzido do blog esquerdopata

Sociedade Civil, ONGs e Esfera Pública


Emir Sader

A grande virada na obra de Marx vem da descoberta de que as relações de classe cruzam o conjunto da sociedade capitalista. Depois de operar com as categorias herdadas do liberalismo, como Estado/sociedade civil, ele fez o que chamou de “anatomia da sociedade civil” e encontrou la dentro as classes e a luta de classes.


Nas últimas décadas, conforme a luta democrática voltou a ter peso – depois de subestimada, em geral, pela esquerda – a categoria de sociedade civil reapareceu. Como está na sua própria natureza, ela se opõe ao Estado e desloca as relações de classe, como um retorno ao liberalismo clássico, de forma paralela à volta do liberalismo no plano econômico – com o nome de neoliberalismo.

No marco dessa categoria passaram a abrigar-se organizações de distinto tipo, desde aquelas estreitamente ligadas aos movimentos sociais e a outras formas de resistência à ditadura militar, até outras, muito mais ambíguas. Esse amálgama é possível porque a categoria de sociedade civil se presta a isso. Ela significaria “o que não é Estado”, permitindo que se abriguem nesse amplo guarda-chuvas as associações do agronegócio e as dos trabalhadores rurais, as dos proprietários de bancos e as dos bancários, a dos donos de escolas privadas e as dos estudantes, além de outras expressões da “sociedade civil” ainda mais problemáticas, como os narcotraficantes, as milícias, etc., todas pertencentes à “sociedade civil”.

Todas elas tem em comum falta de transparência, porque se autoproclamam representantes da sociedade civil, mas a eleição dos seus dirigentes, as origens dos fundos, a forma de tomada de decisões, tendem a não ser transparentes. Basta ver como se pode facilmente fundar uma ou varias ONGs e se candidatar a receber recursos públicos ou simplesmente acobertar negócios escusos.

Além da ambiguidade – para não dizer má fé - da definição de “não governamentais”. Essa posição antigovernamental se soma facilmente às posições neoliberais, não tem fronteiras em relação a “parcerias” com grandes empresas privadas e suas fundações, embora definam limites frontais contra o Estado.

Com a reaparição do liberalismo, ressurgiu com força sua visão da democracia e do Estado. A democracia viria da delimitação e do controle externo da ação do Estado, que seria, por definição, o inimigo central da democracia, que teria nos indivíduos, congregados na sociedade civil, seus elementos constitutivos.

Do que se trataria seria de controlar o Estado pela sociedade civil, para garantir a democracia. Quanto mais Estado, menos democracia, o que o neoliberalismo teorizou como Estado mínimo. Limitar o Estado, para que o mercado assuma a centralidade. Na teoria, esse papel seria o da sociedade civil, que mal recobre, na realidade, o mercado.

Essa concepção negativa do Estado abandona o caminho da democratização do Estado. É a concepção liberal, reatualizada pela ideia de controle do Estado pela sociedade civil – representada por ONGs e outras associações que pretendem assumir essa representação.

A política que mais avançou na construção da democracia no Brasil foi a do orçamento participativo, que fortaleceu a esfera pública no interior do próprio Estado, em detrimento dos interesses mercantis. A luta democrática não é externa ao Estado, mas o cruza. No Estado estão representados interesses distintos, até mesmo contraditórios, os mesmos que cruzam a sociedade.

A separação entre os dois, de caráter liberal, perde esse aspecto, fundamental, da realidade – toda ela cruzada pelas determinações sociais. A sociedade civil é uma ficção, assim como o Estado que se contrapõe a ela, todos sem determinações de classe.

Democratizar é desmercantilizar, é afirmar a esfera pública em detrimento da esfera mercantil. É fortalecer o papel dos cidadãos em detrimento dos consumidores. É levar a democratização para o próprio seio do Estado.



Fonte: Pátria Latina

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A carta aberta de um alemão ao povo grego e a respectiva resposta de um grego

COM A CRISE DO EURO, UNIÃO EUROPÉIA JÁ NÃO MAIS SE MOSTRA, ASSIM, TÃO IRMANADA...

Enviada, diretamente de Ponta Delgada, Açores,para o blog, por: Artur Teixeira [mailto:artur.teixeira1946@gmail.com]
Em: quinta-feira, 17 de novembro de 2011 17:22

Amigos,
Um dos perigos da Crise da Dívida e do Euro na União Européia, é precisamente o de criar um clima de hostilidade entre os europeus, despertando fantasmas e sentimentos negativos que em nada ajudam a superar os problemas.Julgo até que estas coisas não estão a acontecer por acaso...

Alguém quer ver o circo a arder e não mede as conseqüências...
A carta aberta de um alemão ao povo grego e a respectiva resposta de um grego, ambas publicadas no Stern, são o exemplo desse perigo...
Há em ambas um equivoco fundamental: não são os povos responsáveis pelas opções políticas não escrutinadas, mas os respectivos governos, que cada vez mais obedecem a desígnios deletérios ditados pela Elite Global.
Abraços. Artur


Absolutamente a ler até ao fim, esta resposta de um grego a uma carta enviada para a revista Stern escrita por um alemão que se sente ofendido com o "estilo de vida" grego.

“Carta Aberta” de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a “Caros Gregos”, com um título e sub-título:

“Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia.”

“Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves”

“Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós. No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro.
Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional. Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram,não vão mais adiante!!!”

Na semana seguinte, o Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:

“Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas. O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares. Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas,infra-estruturais (duas auto-extraditas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE,da JUSTIÇA e do CORRECTO.
Estimado Walter,passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou.QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre - guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraiu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações,perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos agüentar, não tenhas problema. Podemos
viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados,que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.


Cordialmente, Georgios Psomás.”



Fonte: http://armindoabreu.blogspot.com/

domingo, 20 de novembro de 2011

CHEVRON - GREENPEACE - REVENUE WATCH INSTITUTE

Desde o dia 11 de novembro o Greenpeace em seu site mostra claramente que tinha conhecimento do derramamento de petróleo provocado pela Chevron.








Mas só fizeram manifestos "contra" a Chevron no dia 18 de novembro???

Esperaram uma semana inteira sabendo do vazamento???


Somente uma semana depois é que os "Ambientalistas" resolveram se manifestar fisicamente???

E qual foi o manifesto???





Como podemos ver, o manifesto do GREENPEACE foi sujar o chão com uma tinta não tóxica!!!! Passou-se uma semana e o que vimos foi isso.


Confiram: dia 11 de novembro -

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/onda-negra-do-petrleo/blog/37791/

dia 16 de novembro -

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Petroleo-nada-transparente/

dia 18 de novembro -

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Chevron-seu-petroleo-nossa-sujeira/

Após o vazamento da Chevron, Greenpeace coloca o pré-sal em xeque

Vejam aqui: http://portalmaritimo.com/2011/11/18/apos-o-vazamento-da-chevron-greenpeace-coloca-o-pre-sal-em-xeque/

O mais interessante nisso tudo é que o GREENPEACE está muito "preocupado" com o Pré-Sal no Brasil.

Vejam:

Observando o pré-sal

Postado por Leandra Gonçalves - 4 - nov - 2011 às 16:36

O Greenpeace acaba de integrar o Observatório do Pré-sal e passará a contribuir com a produção de informações sobre exploração de combustíveis fósseis e o conflito com o meio ambiente e sociedade.

O Observatório do Pré-sal integra um conjunto de iniciativas do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), com o apoio do Revenue Watch Institute (RWI), sobre a indústria extrativa mineral. O objetivo das ações é constituir uma rede de parceiros, produzir e divulgar informações sobre empreendimentos e, assim, incentivar formas de controle social dessas empresas e negócios de extração.

O site produz notícias e análises sobre essa indústria, discute os temas atuais do setor e levanta assuntos para o debate. A exploração do pré-sal e outras iniciativas de extração mineral resultam em impacto direto para o já combalido meio ambiente e para populações que vivem nas áreas desses empreendimentos.A escala com que o extrativismo se intensifica no Brasil e no mundo não é sustentável. Gera desigualdades e destrói o planeta. A discussão sobre novos paradigmas de desenvolvimento é urgente. O Observatório também quer contribuir com esse debate. E o Greenpeace será parte dessa construção.

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/observando-o-pr-sal/blog/37679/

Com o apoio do Revenue Watch Institute (RWI)???

Mas o que é Revenue Watch Institute???

O Open Society Institute (Istituto para uma Sociedade aberta), é uma fundação que financia projetos, fundado em 1993 pelo investidor George Soros para dar um suporte as suas fundações na Europa Central e Oriental, e na antiga União Soviética.
A Rede de Fundações Soros abrange hoje mais de 60 países.





O Programa Revenue Watch do Open Society Institute considera a utilização transparente de receitas geradas pela venda e transporte de recursos naturais uma questão de grande importância para o desenvolvimento regional e para a promoção da sociedade civil.
O programa visa produzir e publicar pesquisas, informações, e promover a defesa do direito ao conhecimento sobre como as receitas são investidas e desembolsadas, e como os governos e as companhias extrativas respondem às demandas cívicas pela responsabilidade de prestar contas de seus atos.
O programa também procura capacitar grupos locais para monitorar a gestão governamental das receitas petrolíferas e para garantir que as receitas advindas de recursos naturais existentes e futuros sejam investidas e aplicadas em benefício público.


E quem é George Soros???

George Soros - Judeu secularista nascido em 12 de agosto de 1930 em Budapeste, Hungria, com o nome de Schwartz György, é hoje um dos homens mais ricos do mundo. George Soros também é um dos maiores financiadores do globalismo, para ele, a saida para um mundo melhor é a diminuição do poder dos Estados Nacionais no mundo e a criação e fortalecimento de uma "Sociedade Mundial Aberta", George Soros investe todos os anos Bilhões de dólares em ONGs que promovem suas causas pelo mundo.





Bem, meus amigos Humanos Brasileiros, agora fiquem cientes porque tanta preocupação do GREENPEACE com o PRÉ-SAL e quase nenhuma com a CHEVRON.








Fonte: greenpeace, revenuewatch.org
Imagens: google

LUTEM PELO BRASIL, NÃO CONTRA ELE



Vídeo e texto postado no Youtube por Abbelardo34

Este Vídeo é uma resposta ao vídeo que a Rede Globo vem exibindo contra a Hidrelétrica de Belo Monte.

A melhor forma de acabar com o Brasil, é colocar o brasileiro contra o brasileiro.


É subverter valores, é ridicularizar o interesse vital e estratégico do Brasil em função de uma visão simplista criada e incentivada por ONGs internacionais as quais financiam simbioticamente os interesses de alguns indigenistas que usam ipod e falam inglês, financiam campanhas publicitarias para desmoralizar nosso governo quando este faz o certo. Nunca ví um artista global reclamar por educação de qualidade, incentivo à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, reclamar do dinheiro que será disperdiçado com a copa do mundo... mas quando tem gringo a favor de "lutar pelos índios" alguns de nossos artistas abraçam a causa como se Sigouney weaver ou Cameron, ou DiCaprio fossem brasileiros.

Tornam a necessidade de energia do nosso País inferior a qualquer interesse externo e conclamam aos próprios brasileiros a assinar uma petição contra o desenvolvimento do Brasil.

==========================================================
"Se internacionalizar a amazonia não será tão facil, então internacionalizem os brasileiros"
=========================================================

Se vc concorda, e esta disposto a lutar contra os interesses de ONGs internacionais e modinhas de tirar o sutiã pra promover o subdesenvolvimento do Brasil, DISSEMINE ESTE VÍDEO, FAÇAM SEUS PROPRIOS VIDEOS.
COM A INTERNET, ACABOU O MONOPOLIO DE CERTAS EMISSORAS MANIPULADORAS.

LUTE POR TEU PAÍS, NÃO CONTRA ELE.


FAÇAM AS CONTAS.

A UHE Belo Monte terá de área alagada 514,8 Km², dos quais aproximadamente a metade 228 km², correspondem ao leito natural do Rio Xingu.

A área do parque, que conta com mais de 27 000 km² quadrados enquanto que a área da usina alagada totaliza 515 km².

A matemática não mente (ongs internacionais sim)

Belo monte corresponde 1,8% do parque do xingu.

Caberiam 52,5 áreas alagadas de Belo Monte dentro do Parque do Xingu.

Vivem na área do Xingu, aproximadamente, 5 500 índios

São paulo tem 1523 km2 segundo site do IBGE

• Seria necessário 1600 km2 de placa solar numa região de sol aberto, para gerar 11 mil MW de energia (capacidade da hidrelétrica de Belo Monte)

As placas são construidas usando metais tóxicos como mercúrio, indio, cádmio e cromo

• atores e atrizes da Globo reclamam da Belo Monte ser CARA e AMEAÇAR O MEIO AMBIENTE, e sugerem usar energia solar que é 50 vezes mais prejudicial nos 2 sentidos.

• Sério que ainda tem gente que leva a Globo a sério??

Fonte: youtube

Muito obrigado Abbelardo34 por ser um verdadeiro brasileiro.
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