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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MAIOR HIDROVIA DO MUNDO boicotada pelas ONGs "AMBIENTALISTAS"

Para conhecimentos dos Brasileiro

A Fundação Rockefeller, a Fundação W. Alton Jones e a Fundação C. S. Mott – canalizaram recursos e suporte a dezenas de ONGs brasileiras e internacionais para impedir a implantação da Hidrovia, do mesmo modo como boicotam Belo Monte.




MAIOR HIDROVIA DO MUNDO

A hidrovia é um plano dos cinco países da Bacia da Prata para transformar os rios Paraguai e Paraná em um canal industrial de navegação. Segundo o plano original desenvolvido em 1997 pelo Comitê Intergovernamental da hidrovia (CIH), com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento, se faria intervenções de engenharia, inclusive derrocamento, dragagem, e canalização estrutural em centenas de sítios ao longo do sistema de 3.400 km, desde Cáceres, Mato Grosso, Brasil até Nova Palmira, Uruguai.

O uso do rio Paraguai para uma navegação comercial adaptada é um fato quase centenário, mas o que há de novo é a tentativa de, a partir da metade da década de 80 e na de 90, fazer intervenções estruturais no rio para permitir a circulação de comboios durante todo o ano, às 24 horas do dia.


HISTÓRICO DA HIDROVIA

Várias foram as tentativas de ampliação da capacidade de navegação da bacia do rio Paraguai, que atravessa o Pantanal Matogrossense. A primeira tentativa ocorreu na década de 1980, quando o Ministério dos Transportes propôs a construção de um canal no Pantanal com investimentos de US$ 400 milhões. O projeto nasceu no bojo das negociações do Mercosul e, desde seu início, foi apontado como um importante canal de escoamento da produção agrícola da região, em especial de soja para o mercado internacional.No início dos anos 1990, essa hidrovia foi apresentada com o chamado "projeto Internave", que durou até 1998, quando o governo brasileiro anunciou o seu abandono. A estratégia seguinte foi a construção da hidrovia por partes, ou seja, por meio de pequenas obras em diferentes regiões sem aparente conexão entre elas. A última etapa começou com novos estudos feitos pelo Comitê Intergovernamental da Hidrovia, somados à decisão governamental de integrar o "Projeto Hidrovia" à IIRSA. A iniciativa Sul-americana previa o início das obras no Pantanal para 2005, mas para isso era necessário que o Ministério dos Transportes tivesse apresentado em janeiro do mesmo ano o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-RIMA), que não foi apresentado. O destino da hidrovia ainda continua em questão. Em 2010 voltaram a tona iniciativas de retomada do projeto da hidrovia Paraná Paraguai a partir de reuniões promovidas pelo Ministério dos Transportes. Uma das primeiras reuniões para discutir sobre o assunto aconteceu em Junho de 2010 através do seminário “A hidrovia do rio Paraguai; o desenvolvimento regional e o PAC 2”, realizado na cidade de Corumbá. O seminário teve como intuito identificar os principais fluxos de carga; mensurar os ganhos econômicos provenientes do uso hidroviário e estabelecer metas para o futuro do modal de transporte. De acordo com a Secretaria de Gestão dos Programas de Transportes, ligada ao Ministério dos Transportes, o Governo Federal vai investir R$ 126 milhões na hidrovia do rio Paraguai, denominado Corredor Hidroviário do Paraguai. Destes R$ 82 milhões serão para a infraestrutura do leito e R$ 44 milhões para infraestrutura portuária. Os recursos estão previstos para o período de 2011 a 2014, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC2. O superintendente da Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar), Antônio Paulo de arros Leite, explicou que os R$ 126 milhões serão aplicados na dragagem, derrocagem (retirada de pedra) e sinalização de toda a extensão da hidrovia do rio Paraguai; adequação de terminais de carga de Ladário (MS) e Cáceres (MT) e na dragagem do Passo do Jacaré (localizado junto à ponte ferroviária Eurico Gaspar Dutra, em Porto Esperança).




VANTAGENS DA HIDROVIA


- Mais barato

- Menor custo de implantação

- Menor impacto ambiental na implantação

- Polui menos

- O veículo de transporte ocupa menos espaço

- Facilita o transbordo de cargas












QUADROS COMPARATIVOS

um comboio de 2.200 toneladas de capacidade tira das rodovias aproximadamente 104 caminhões e consome 1/6 do combustível

COMPARATIVOS
1 HP EM RODOVIA TRANSPORTADA 100 KILOS
1 HP EM FERROVIA TRANSPORTADA 400 KILOS
1 HP EM HIDROVIA TRANSPORTADA 4.000 KILOS

CUSTOS DOS MODAIS

HIDROVIÁRIO US$ 00,9 TON/KM
FERROVIÁRIO US$ 0,20 TON/KM
RODOVIÁRIO US$ 0,69 TON/KM
TRANSBORDO US$ 00,9 TON


ATUAL SITUAÇÃO


Apesar de nenhuma obra estar em andamento, consta no 10º balanço do Programa de aceleração do crescimento (PAC) de Mato Grosso do Sul que está previsto para o ano de 2011 a liberação de 14 milhões de reais para o inicio da Dragagem, Derrocamento e Sinalização da hidrovia.



As ONGs e os donos invisíveis do movimento ambientalista


Reproduzo este post do Blog do Ambientalismo

Por Husc em 23 abril, 2010

Como tantos outros artigos, este, da autoria de Nilder Costa, trata de mostrar quem está por trás do movimento ambientalista internacional, o qual, sob a égide das onipresentes oligarquias internacionais que almejam um governo mundial único, age no sentido de obstaculizar o desenvolvimento socioeconômico das nações, principalmente as do Terceiro Mundo, com o intuito de que os recursos naturais do planeta sejam “economizados” com o estrito fim de que os mesmos sejam controlados (e utilizados) por aquelas elites internacionais, para a manutenção de seu poder e usufruto de seus benefícios em termos de consumo e de manutenção de seu status de conforto. Apesar do artigo ter sido escrito em 1997, ainda é, perfeitamente, pertinente e tempestivo, pois o quadro geopolítico de hoje não é em nada diferente. Incluí subtítulos no texto para facilitar a leitura.
Eis a matéria.

Os donos invisíveis do movimento ambientalista

Certamente as Organizações Não-Governamentais jamais teriam a indiscutível projeção e influência que desfrutam atualmente na opinião pública mundial não fora o decisivo financiamento que receberam – e recebem – de grandes fundações norte-americanas que, por serem, nominalmente, filantrópicas, recebem generosas isenções fiscais do governo estadunidense. As doações destas fundações multimilionárias têm se revelado crucial para as ONGs, principalmente no crítico período que se segue à sua instalação, quando recebem uma espécie de “capital inicial” para deslancharem suas atividades.


Hidrovias brasileiras naturais

A idéia é obstaculizar os projetos de infraestrutura na América Latina


Como já expusemos em profundidade no relatório «A Grande Hidrovia», um dos principais projetos do aparato internacional ambientalista e de direitos humanos, que tem nas ONGs seus principais operativos, é evitar a todo custo que seja viabilizada a consecução da maior rede de integração física da América do Sul, a hidrovia que vai do delta do Rio Orinoco ao Rio da Prata, que significaria o desenvolvimento do interior do sub-continente e que, por várias razões estratégicas, inclusive comerciais, não é desejado que se concretize.

Para tanto, criaram-se obstáculos formidáveis nos dois pontos críticos da Grande Hidrovia: a Reserva Ianomâmi (Brasil e Venezuela), na interligação das bacias Orinoco-Amazonas, e o mito da intocabilidade do Pantanal, na interligação das bacias Amazonas-Prata. Assim, a intensa e renovada campanha contra a Hidrovia Paraguai-Paraná deve ser analisada sob um ângulo estratégico bem mais amplo e que, historicamente, iniciou-se em meados do século passado com a geopolítica britânica do Prata, que culminou com a Guerra do Paraguai.


O que descreveremos a seguir é um estudo sobre como três das maiores destas Fundações – especificamente, a Fundação Rockefeller, a Fundação W. Alton Jones e a Fundação C. S. Mott – canalizaram recursos e suporte a dezenas de ONGs brasileiras e internacionais para impedir a implantação da Hidrovia Paraguai-Paraná que, uma vez concluída, induziria os nacionais sul-americanos, principalmente nós, brasileiros, a se perguntar: por que não estendê-la até à Bacia Amazônica? O estudo gira em torno do livro «O Projeto de Navegação da Hidrovia Paraguai-Paraná: Relatório de Uma Análise Independente», libelo contra a hidrovia lançado no último dia 20 de agosto, simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos. Ao final, apresentamos um esquema simplificado destas operações.

A Fundação Rockefeller


A Fundação Rockefeller tem sido uma instituição crucial no processo de desenvolvimento dos programas de “engenharia social” que desembocaram na criação do movimento ambientalista. Desde a sua criação, em 1913, tem participado diretamente da estruturação e do financiamento, inicialmente, do movimento eugênico e, quando este caiu em descrédito após as atrocidades nazistas, dos movimentos de controle populacional e ambientalista.

O malthusianismo logo de cara

A Fundação Rockefeller e as demais fundações da família Rockefeller participaram diretamente da criação do Clube de Roma, em 1968 – uma das instituições-chaves do movimento ambientalista internacional. Na década de 70, os Rockefeller patrocinaram amplamente o projeto A Agenda Inacabada (The Unfinished Agenda) – estudo que determinou as principais diretrizes de ação que seriam seguidas pelos ambientalistas e que orientaria a elaboração do relatório «Global 2.000», do governo Carter, iniciativa que consolidaria o malthusianismo como diretriz fundamental da política exterior dos Estados Unidos.

Em 1990, a Fundação Rockefeller criou o programa LEAD – Leadership for Environmental and Development (Programa de Lideranças em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), «para cultivar uma rede de talentosos profissionais de diversas disciplinas e setores, comprometidos com o desenvolvimento sustentável». Durante dois anos, os bolsistas, criteriosamente escolhidos pelo LEAD, passam por intenso treinamento «multidisciplinar e multisetorial para diagnosticar e resolver problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável a nível regional, nacional e internacional». Desde 1992, mais de 500 profissionais já foram treinados no Brasil, Canadá, China, Comunidade de Estados Independentes (ex-União Soviética), Europa, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

Ação de base no Brasil

No Brasil, o LEAD foi fundado em meados de 1991 e, segundo a Gazeta Mercantil (11/06/91), «a Fundação Rockefeller pretende investir no Brasil US$ 5 milhões nos próximos cinco anos na formação de líderes na área ambiental, com a finalidade de preparar formadores de opinião capazes de ter uma visão ampla dos problemas ambientais e de suas implicações econômicas». Na ocasião, All Binger, diretor internacional do LEAD, declarou com surpreendente franqueza: «Esperamos que, em dez anos, muitos dos bolsistas estejam atuando como ministros de meio ambiente e desenvolvimento, reitores de universidades e presidentes de empresas».

Brasileiros?

A filial brasileira do LEAD chama-se Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL) e tem na Universidade de São Paulo, que aderiu ao programa, seu principal celeiro de recrutamento. O Comitê Diretivo Nacional da ABDL tem José Goldemberg como presidente e Henrique Rattner como Diretor Nacional do Programa. Entre os membros do Comitê Diretivo encontram-se Israel Klabin (presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), Enéas Salati, Eduardo Martins (atual secretário de Meio Ambiente do ministério de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ex-presidente do IBAMA, ex-dirigente do WWF-Brasil), Maria Teresa Jorge Pádua (FUNATURA) e outros. José Goldemberg, um dos ex-ministros notáveis do governo Fernando Collor de Mello, que criou a Reserva Ianomâmi, vem a ser também membro da diretoria internacional do LEAD.

Financiando as ONGs

A Fundação Rockefeller tem sido muito pródiga com essa sua criatura, para a qual já desembolsou mais de US$ 20 milhões. Sua filial brasileira recebeu ano passado US$ 570.000 e, em anos anteriores, outras quantias igualmente polpudas. O enlace do LEAD com a matriz do aparato ambientalista internacional, dirigida por famílias aristocráticas britânicas e agregados, é estabelecido por meio de Sir Shridath Ramphal, que ocupa a presidência do Comitê Internacional do programa. Sir Ramphal integra o mais alto escalão do aparato: ex-Secretário Geral da Comunidade Britânica de 1975 a 1990, é também o atual presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

A mais recente contribuição da Fundação Rockefeller para a campanha contra a Hidrovia Paraguai-Paraná estabeleceu-se por intermédio do LEAD, quando três dirigentes de sua filial brasileira integraram o grupo dos 11 magníficos que escreveram o citado libelo «Relatório de Uma Análise Independente». São eles: Israel Klabin, Henrique Rattner e Enéas Salati.

A Fundação W. Alton Jones

O envolvimento da Fundação W. Alton Jones nos esforços internacionais contra a Hidrovia Paraguai-Paraná ficou mais evidente a partir de 1994, ano que marcou o início da campanha mundial comandada pelo WWF contra a Hidrovia e que culminou com a realização de um grande evento internacional, ocorrido em dezembro deste ano no Memorial Latino-Americano, em São Paulo, quando foi formalizada a criação da ONG Rios Vivos – tropa de choque que reúne militantes de 300 OGNs internacionais. Neste ano, a W. Alton Jones financiou a Wetlands for the Americas para publicar em português o primeiro libelo mais amplo contra a hidrovia, intitulado «Hidrovia: uma Análise Ambiental Inicial da Via Fluvial Paraguai-Paraná», cujos argumentos, alegadamente científicos, embasaram a campanha. O lançamento foi saudado pelo Financial Times, secular porta-voz dos interesses do establishment britânico, reafirmando a tese de que a Hidrovia não poderia ser construída porque «secaria o Pantanal».

Mais financiamentos de ONGs e o fundamentalismo ambiental

Ainda em 1994, a W. Alton Jones soltou mais US$ 34.000 para e Ecotrópica, ONG sediada em Cuiabá e dirigida por Adalberto Eberhard, bem como US$ 62.000 para a International Rivers Network, que passou a coordenar as ações contra a hidrovia por intermédio de seu agente Glenn Switkes. Switkes notabilizou-se pela coordenação da campanha no Equador contra a exploração petrolífera em vastas áreas amazônicas, mobilizando dezenas de ONGs e organizações indígenas. Isto ocorreu no período 1992-1994, quando ainda pertencia à Rainforest Action Network, em cuja diretoria assenta-se Mike Roselle, também fundador e diretor do grupo ecoterrorista Earth First!, responsável por inúmeros atos de sabotagem contra instalações e equipamentos industriais nos Estados Unidos. Foi da Eco-Fucker Hit List!, publicada pela Earth First!, que o terrorista Theodore Kaczynski, até então conhecido pela alcunha “Unabomber”, escolheu as duas últimas vítimas de seus ataques. Kaczynski assassinou três pessoas e feriu várias outras em atentados a bomba, cometidos em nome de uma ideologia ambientalista radical.

Os financiamentos não param


Em 1995 e 1996, a W. Alton Jones destinou mais US$ 259.00 para a campanha, sendo os beneficiários a International Rivers Network, a Ecologia e Ação (de Campo Grande, MS, dirigida por Alcides Faria), o Instituto Centro e Vida (Cuiabá, dirigida por Sérgio Henrique Guimarães), a Rios Vivos (coalizão), a Sobrevivência (ONG paraguaia) e a Environmental Defense Fund (EDF), uma das responsáveis pelo lançamento do Relatório de Uma Análise Independente. Entre 1994 e 1996, a W. Alton Jones deu US$ 704.000 para a campanha contra a Hidrovia. Ainda em 1994, a W. Alton Jones concedeu mais US$ 100.000 para a Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, de Israel Klabin, a título de manter a biodiversidade na Amazônia. Sob a mesma rubrica, a W. Alton Jones repassou mais US$ 100.000 para a Fundação Vitória Amazônica, ONG envolvida em um rumoroso escândalo de R$ 19 milhões que lhe foram repassados pelo Tesouro Nacional e que foram aplicados, segundo seu presidente Cláudio Nina, na realização de uma grande exposição nos Estados Unidos sobre produtos “não madeiráveis”, cuja exploração evita corte de árvores. Além deste montante, a Fundação W. Alton Jones cofinanciou a elaboração e publicação do citado «Relatório de Uma Análise Independente».

A Fundação C. S. Mott

Este C. S. vem de Charles Stewart Mott, bilionário norte-americano falecido em 1973. Em 1990, os ativos da Fundação ultrapassaram 929 milhões de dólares. Apesar de tradicionalmente canalizar a maior parte de suas contribuições para organizações educacionais e comunitárias, a Fundação C. S. Mott tem sido bastante generosa com o movimentos ambientalista internacional. Somente em 1990, deu, entre outros, US$ 450 mil para os Amigos da Terra (Friends of the Earth), US$ 100 mil para o National Wildlife Federation, US$ 115 mil para a Natural Resources Defense Council, US$ 130.000 para a The Nature Conservancy, US$ 545 mil para o World Resources Institute e US$ 115.000 para o Environemntal Defense Fund, o EDF. A família Mott mantém ainda o C. S. Mott Fund e o Ruth Mott Fund, igualmente generosos com o movimento ambientalista internacional. A Fundação C. S. Mott tem também contribuído para a revista Rios Vivos, publicada em espanhol e português pela coalizão Rios Vivos, e foi a outra cofinanciadora do Relatório de Uma Análise Independente.

O CEBRAC e o EDF

O Centro Brasileiro de Referência a Apoio Cultural (CEBRAC), de Brasília, apareceu como co-patrocinador, juntamente com o EDF, do lançamento do «Relatório de Uma Análise Independente».

O CEBRAC foi fundado em 1986 e é encabeçado por Maurício Galinkin, um dos mais antigos articuladores contra a Hidrovia Paraguai-Paraná. O CEBRAC possui vínculos com a ONG holandesa Both Ends, que recebe a maior parte de seus ingressos do governo da Holanda (ministérios de Relações Exteriores, da Agricultura e da Habitação), bem como da filial do WWF neste país.

O WWF por trás

Em 1994, o CEBRAC foi comissionado pelo WWF para engrossar a campanha contra a Hidrovia e em setembro deste ano Maurício Galinkin lançou o panfleto «Quem paga a conta?» – onde tenta demonstrar, sem sucesso, que o projeto é economicamente inviável. Em outubro de mesmo ano, o panfleto foi lançado em inglês, na cidade de Gland, Suíça, sede mundial do WWF. Na ocasião, Leonardo Lacerda, diretor do WWF para a América Latina, disse que «o projeto [da Hidrovia Paraguai-Paraná] não deve ser levado adiante».

Ainda as teorias malthusianas

Galinkin utiliza o mesmo método falacioso empregado no livro «Limites ao Crescimento», do Clube de Roma, convertido em manual de referência para todos os ambientalistas, de fazer extrapolações lineares para analisar efeitos a longo prazo de fenômenos que, por sua natureza, são necessariamente não-lineares. Esta técnica é a base de sustentação dos teóricos ambientalistas para estabelecer conceitos enganosos como o da “capacidade de carregamento da Terra” ou o do “desenvolvimento sustentável”, de onde derivam suas campanhas para o controle populacional e limite do crescimento econômico, uma vez que não consideram – por ignorância ou má fé – que os novos avanços científicos e tecnológicos, simplesmente, jogam no lixo qualquer projeção baseada em parâmetros que já perderam a validade.

O EDF

Já as ações do Environmental Defense Fund (EDF), têm sido descritas com freqüência, no Alerta Científico e Ambiental, por seu envolvimento na formação do Instituto Socioambiental, autor de ação judicial contra a Hidrovia Araguaia-Tocantins. Apenas para relembrar que trata-se de uma ONG jurídica, criada especialmente para viabilizar o absurdo banimento do DDT, produto que trouxe enormes benefícios para a Humanidade e salvou milhões de vidas.

Os efeitos multiplicadores das obras de infra-estrutura

É fato inconteste que o transporte, a infra-estrutura urbana, energia, grandes obras hidráulicas e comunicações têm sido fatores decisivos para o desenvolvimento econômico. São exatamente os efeitos multiplicadores das grandes obras de infra-estrutura, como a Hidrovia Paraguai-Paraná, de característica não-linear e geralmente incomensuráveis, o que os donos do aparato ambientalista internacional mais temem e querem impedir. Sabem eles que tais empreendimentos não agregam à economia um produto propriamente dito mas algo muito mais importante: agregam eficiência e produtividade aos setores da economia que produzem bens para a sociedade; criam novos mercados onde não existiam, viabilizam novas fronteiras agrícolas ou a exploração econômica de recursos naturais, possibilitam o surgimento de novas cidades, são um fator importante para a integração e ocupação territorial e têm um papel fundamental para a logística da defesa nacional. Por conseguinte, a decisão de sua implantação deve obedecer a diretrizes de um planejamento estratégico da Nação, necessariamente de longo prazo, e não a análises tipo custo-benefício, que são critérios auxiliares – mas jamais decisórios – feitos por incompetentes.

Problemas ambientais existem e devem ser solucionados, pois afetam a vida humana. Entretanto, o fato dos ambientalistas tratarem de forma secundária os verdadeiros problemas ambientais, como o tratamento de esgotos e a poluição atmosférica das grandes cidades, demonstra uma clara e consciente inversão de valores, pelo que deveriam ser chamados de “desindustrialistas” e não de ambientalistas.


Nilder Costa








Créditos:Este post é texto publicado, em 31/08/1997, no site Alerta em Rede, que divulga matérias oriundas da Capax Dei Editora e do Movimento Solidariedade Íbero-americana. Introduzi subtítulos no texto para facilitar a leitura.

O livro a ler é: «A Hora das Hidrovias – Estradas para o Futuro do Brasil», de Geraldo Luís Lino e outros (Capax Dei Editora Ltda., RJ).

Para saber mais sobre o tema: visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/ . Mensagens e sugestões, favor enviar para msia@msia.org.br.

Imagem: ambientebrasil.com.br
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Fonte: Blog do Ambientalismo
Imagens: Google

Irã não desistirá de seu projeto nuclear, diz Ahmadinejad

O Irã não vai recuar em seu programa nuclear, apesar das novas sanções ocidentais, afirmou nesta quarta-feira o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em um discurso transmitido ao vivo pela televisão estatal.

"Eu aconselho que abandonem estes métodos (sanções), não acreditem que esse mau humor, que esse mostrar de dentes e unhas vi desviar o povo iraniano em seu caminho para a tecnologia nuclear", declarou Ahmadinejad em Pakdasht , uma cidade a leste de Teerã, onde reiterou que o Irã não quer armas atômicas.

Na véspera, o Irã já havia condenado as novas sanções econômicas anunciadas por Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros países ocidentais por seu programa nuclear e as considerou "sem efeito", segundo o porta-voz da chancelaria iraniana.

"Estas ações seguem no sentido da hostilidade destes países contra nosso povo. São condenáveis e sem efeito", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, citando em particular Estados Unidos e Grã-Bretanha.


Estas sanções foram anunciadas após um relatório recente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reforça a suspeita de uma "possível dimensão militar" do programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou o novo informe da AIEA afirmando que seu programa nuclear tem apenas objetivos pacíficos.

Um decreto da Casa Branca endurece as represálias contra as pessoas ou empresas que fornecem ajuda material ou de desenvolvimento dos recursos petrolíferos e do setor petroquímico do Irã. O Reino Unido anunciou horas antes a ruptura de todos os contatos com os bancos iranianos, enquanto o Canadá anunciou o bloqueio "virtual" de todas as transações com o país.

A França também propôs na segunda-feira a países como Alemanha, Estados Unidos, Japão e Canadá o congelamento "imediato" dos ativos dos bancos iranianos e a interrupção das compras de petróleo deste país, para convencer o Irã a renunciar ao seu programa nuclear militar, segundo uma carta divulgada pela presidência francesa.

China

Nesta quarta (23), a China advertiu que sanções ocidentais contra o Irã só agravarão o cenário e aumentarão o confronto a respeito da questão do programa nuclear de Teerã. "A China sempre foi contra as sanções unilaterais ao Irã", afirmou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Liu Weimin, no primeiro comentário de Pequim após o anúncio das medidas de punição a Teerã.




Fonte: Pátria latina

Imagem: Google

Equador propõe democratização do sistema de Nações Unidas

O governo do Equador realiza contatos com diferentes países para fortalecer uma proposta de democratizar o sistema da Organização das Nações Unidas (ONU), e convoca uma integração da região para mudar essa relação de poder

Assim o enfatizou o presidente equatoriano, Rafael Correa, ao dizer aos jornalistas estrangeiros credenciados aqui que o Conselho de Segurança da ONU é um poder absolutamente antidemocrático.

Nesse órgão, afirmou, têm poder de veto uns quantos países que descaradamente se nomearam os policiais e árbitros do mundo.

Estamos levantando propostas sobre isto, disse, mas sabemos que sozinhos não vamos a lugar algum. Trata-se, enfatizou, de unir esforços entre muitos países que buscam mudar esse sistema tão antidemocrático.

Criticou igualmente o sistema interamericano da Organização de Estados Americanos (OEA), da qual destacou a contradição de que sua sede esteja em Washington, quando os Estados Unidos não reconhecem a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Correa manifestou seu desejo de que a próxima Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), que será constituída na Venezuela nestes 2 e 3 de dezembro, substitua a Organização de Estados Americanos (OEA).

Reafirmou a vontade do Equador de desenvolver a CELAC como um fórum para a resolução de conflitos regionais, que substitua a OEA, por sua clara inclinação a favor dos países hegemônicos.

Estamos trabalhando pela integração, acrescentou, porque estamos conscientes de que só como bloco teremos mais importância no cenário mundial para impedir que nos submetam não apenas os países hegemônicos, senão capitais hegemônicas.

Se a América Latina continua desunida, advertiu, e o investimento estrangeiro compete nos países da região, exonerando impostos ou baixando os salários reais, o que faremos é dar a pouca riqueza de nossos países em benefício do grande capital.

E a melhor maneira de enfrentar isso é com a ação coletiva regional, onde nossa política internacional se caracteriza pela soberania, a dignidade, e por buscar uma ordem planetário mais humano, mais justo, e mudar as relações de poder.

A América Latina tem tido tudo para ser o continente mais próspero do planeta e, na média, ainda que não é o mais pobre, temos pobres mais pobres que nos países desenvolvidos e ricos mais ricos que nesses países industrializados, afirmou o presidente.

A América Latina se caracterizou pela desigualdade e por sistemas excludentes, e isso reflete a relação de poderes, disse ao se referir aos poderes de fato que independentemente de que não ganhassem as eleições continuavam governando".

Disse que estes setores eram econômicos, sociais, noticiários, religiosos, e isso é o que está mudando, afirmou.



Fonte: Pátria Latina

Imagem: Google

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TEMOS QUE CONSTRUIR BELO MONTE!

antevisão da usina de Belo Monte

Por Sonia Montenegro

“Recebi de um amigo uma propaganda de artistas globais contra a construção de Belo Monte, e coletei uns tantos textos que defendem a construção da usina.



PS:
Se não tiver saco para ler tudo, faça pelo menos uma leitura dinâmica [dos textos abaixo indicados], para sentir que faz sentido a defesa da construção da hidrelétrica:

--Belo Monte e a Soberania, Mauro Santayana - Revista do Brasil No. 47 - 19.5.2010

--
O que está por trás de Belo Monte - Bem do Século, Delfim Neto - Carta Capital - 13.4.2011

--ONG britânica denuncia: WWF recebe dinheiro de desmatadores, Reportagem do jornal Hora do Povo – 29.7.2011

--Por que Cameron é contra Belo Monte? Eron Bezerra no Portal Vermelho – 20.4.2010

--Eu não assino petições contra Belo Monte, Alexandre Porto no Blog do Ale - 18 1. 2011

--
Comentários sobre Belo Monte, Miguel do Rosário - Blog Óleo do Diabo - 27.4.2010

--SWU: a farsa ambiental e seus interesses privados, Claudio Julio Tognolli - Brasil 247 - 14.11.2011


PARA QUEM ACREDITA NA IMPRENSA

Por Sonia Montenegro

“Um fantasma ronda o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores endógenos, a emissão de poluentes na Terra.

Por que você acha que o Príncipe Charles e outros milionários de países de primeiro mundo são patrocinadores e padroeiros do WWF?

Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros “preservadores da natureza” para drogar jovens com a febre antidesenvolvimentista [nos países concorrentes, real ou potencialmente].

Neil Young, que [obviamente] há duas semanas saiu nas ‘Páginas Amarelas’ da ‘Veja’, veio aqui no SWU [festival do ‘Starts With You’ – ‘Começa Com Você’, movimento de conscientização em prol da 'sustentabilidade'] com um único papel: ele é agente do capetalismo internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.

Vale lembrar que há no Brasil 340 mil ONGs...

Quem são? Quem financia? Quais seus interesses? O capital estrangeiro é de quais países? Em que áreas atuam? Como e em quais localidades brasileiras, estrangeiras e em seus países de origem atuam?”

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Finalmente, dou os meus pitacos:

“Confio muito mais na opinião dos textos acima do que qualquer bandeira da 'Globo', e as razões já disse acima. Quanto aos artistas globais, ou podem ser usados como inocentes úteis (na melhor das hipóteses), ou estão defendendo seus interesses, puxando o saco do seu patrão.

Tem um vídeo que rola na internet de Orlando Villas Boas, sertanista falecido em dezembro de 2002, que dedicou sua vida à causa dos índios e principal criador do Parque Nacional do Xingu.

Orlando faz nele uma grave advertência aos brasileiros: disse que algo entre 10 ou 15 Ianomâmi, os mais destacados da comunidade, estão na América, aprendendo inglês, aprendendo uma porção de coisas e aprendendo a política.



E essa política vai resultar em que? Eles vão voltar dentro de uns 2 ou 3 anos para as tribos ianomâmis, falando inglês, com outra mentalidade. E o que eles vão fazer? Eles vão pedir o território ianomâmi desmembrado do Brasil, e a ONU vai dar. E dá como tutora, no começo, dessa nova gleba, a América do Norte. Isso é amor dos norte-americanos pelos ianomâmis? Não! Não senhor!

Eu gostaria de saber com que direito o magnata cineasta James Cameron se arvora no direito de se meter na política de um país soberano, afirmando que vai impedir a construção da usina de Belo Monte? Como ele se locomove [poluindo] pelo mundo? Com certeza, não é a pé ou de bicicleta e muito menos em aviões comerciais. Ele não está preocupado com planeta, quando se trata do seu próprio conforto.

Por que ele não faz uma campanha no seu rico país para reflorestar as 96% das florestas que devastaram? Os EUA possuem 5% da população do mundo e consomem 30% dos recursos naturais do planeta. Se todo o mundo consumisse como eles, seriam necessários de 3 a 5 planetas. E ele vem se meter onde não foi chamado?

E as guerras que a 'grande nação' norte-americana promove continuamente, desde a guerra da independência? Bomba não polui? Destruir infraestrutura construída com o dinheiro da população de diversos países, como vem acontecendo, para depois auferir lucros na reconstrução é o que? Isso poderia ser chamado de 'ecologicamente certo'?

A “grande” nação norte-americana jamais assumiu que invadiria um país para lhe roubar. Sempre tiveram um discurso “politicamente certo”: “contra os comunistas que comem criancinhas”, nos tempos da guerra-fria; que uma vez acabada, levou a outras justificativas, como: “vamos levar a liberdade”.

Historicamente, apoiaram ditadores sanguinários, desde que fossem “amigos”. Derrubaram um número enorme de governos democraticamente eleitos, e os substituíram por ditaduras “amigas”. Não foi a custa de justiça que se tornaram uma potência hegemônica.

Agora, o discurso é ecologia, ou você acha que essa onda ecológica nasceu espontaneamente? E a hipocrisia é tamanha que exigem dos outros o que não fazem, porque não assinaram nem o Protocolo de Kioto. Foram eles que instituíram essa “sociedade de consumo” e, pior, nada fizeram para mudar.

Então que vão catar coquinhos, e eu estou disposta a ir para a rua para defender a construção de Belo Monte, apesar da 'Globo' e dos 'globais'!”




FONTE:
escrito por Sonia Montenegro e postado por Castor Filho no blog "Rede Castor Photo" (http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/temos-que-construir-belo-monte.html). Postado também no blog “Grupo Beatrice” (http://grupobeatrice.blogspot.com/) [imagem do google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’. Sugestão de postagem do leitor Probus].
Retirado do Blog Democracia e Politica

Desabafo: CONTRA o Movimento Gota D'água



Derramamento de sangue em Honduras e a desonra de Obama

Imagine que um ativista opositor fosse assassinado em plena luz do dia na Argentina, na Bolívia, no Equador ou na Venezuela por pistoleiros mascarados, ou sequestrado e assassinado por guardas armados de um conhecidíssimo partido do governo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama conversa com Porfírio Lobo na Oficina Oval da Casa Branca

Seria uma notícia de primeira página no The New York Times e em todos os canais de TV. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiria uma enérgica declaração sobre graves abusos dos direitos humanos, caso algo semelhante acontecesse.

Agora, imagine que 59 assassinatos desse tipo aconteceram até agora, durante o ano de 2011, e 61 em 2010. Muito antes da quantidade de vítimas chegar a esse nível, seria convertido em um importante tema de política exterior para os Estados Unidos e Washington exigiria sanções internacionais.

Porém, estamos falando de Honduras, não da Bolívia ou da Venezuela. Portanto, quando o presidente Porfirio Lobo, de Honduras, foi a Washington, no mês passado, o presidente Obama o saudou calorosamente e disse: "Há dois anos, vimos um golpe em Honduras que ameaçou desviar o país da democracia e, em parte pela pressão da comunidade internacional; porém, também pelo forte compromisso com a democracia e a liderança do presidente Lobo, o que vemos é uma restauração das práticas democráticas e um compromisso com a reconciliação, o que nos dá muitas esperanças”.

Conivência de Obama

Evidentemente, o presidente Obama, inclusive, negou-se a reunir-se com o presidente democraticamente eleito, que foi derrocado pelo golpe mencionado, apesar de que esse presidente, logo após o golpe, foi por três vezes a Washington em busca de ajuda. Era Manuel Zelaya, o presidente de centro-esquerda que foi derrocado pelos militares e setores conservadores em Honduras após instituir uma série de reformas votadas pela cidadania hondurenha, como o aumento do salário mínimo e leis de impulso à reforma agrária.

Porém, o que mais enfureceu a Washington foi a proximidade de Zelaya com os governos esquerdistas da América do Sul, incluída a Venezuela. Não estava mais próximo da Venezuela do que o Brasil ou a Argentina; porém, foi um crime de oportunidade. Assim, quando os militares hondurenhos derrocaram a Zelaya, em junho de 2009, o governo de Obama fez todo o possível durante os seis meses seguintes para assegurar-se de que o golpe havia sido um êxito.

A "pressão da comunidade internacional”, a que Obama se referiu na declaração mencionada, veio de outros países, especialmente dos governos de esquerdas da América do Sul. Os Estados Unidos estavam do outro lado, lutando —finalmente com êxito — a fim de legitimar o governo golpista mediante uma "eleição” que o restante do hemisfério negou-se a reconhecer.

Em maio desse ano, Zelaya declarou em público o que já havíamos adivinhado os que acompanhamos de perto os acontecimentos: que Washington esteve por trás do golpe e ajudou para que se perpetrasse. Mesmo que ninguém tenha se dado ao trabalho de investigar qual o papel dos Estados Unidos no golpe, é algo bastante plausível em vista da grande evidência circunstancial.

Porfirio Lobo assumiu o poder em janeiro de 2010; porém, a maioria do hemisfério negou-se a reconhecer seu governo porque sua eleição aconteceu mediante graves violações dos direitos humanos. Em maio de 2011, chegou-se, finalmente, ao Acordo de Cartagena (Colômbia), que permitiu que Honduras voltasse à Organização dos Estados Americanos (OEA). Porém, o governo de Porfirio Lobo não cumpriu sua parte nos Acordos de Cartagena, que incluíam garantias para os direitos humanos da oposição política.

Assassinatos políticos

Em seguida, menciono duas das dezenas de assassinatos políticos que aconteceram durante a presidência de Lobo, tal como foram recopilados pela Red de Liderazgo Religioso de Chicago sobre Latinoamérica (Rede de Liderança Religiosa de Chicago para a América Latina): "Pedro Salgado, vice presidente do Movimento Unificado Camponês do Aguán (Muca) foi eliminado a tiros e depois foi decapitado, aproximadamente às 8 horas da noite na empresa cooperativa La Concepción. Sua esposa, Reina Irene Mejía, também foi assassinada a tiros na mesma ocasião. Pedro sofreu uma tentativa de assassinato em dezembro de 2010... Salgado, como os presidentes de todas as cooperativas que reivindicam direitos a terras utilizadas pelos empresários do óleo de palma africana no Aguán, havia sido objeto de constantes ameaças de morte desde inícios de 2011”.

A coragem desses ativistas e organizadores frente à semelhante violência e horrível repressão é assombrosa. Muitos dos assassinatos do ano passado aconteceram no Valle Aguán, no Nordeste, onde pequenos agricultores lutam por direitos à terra contra um dos latifundiários mais ricos de Honduras, Miguel Facussé.

Ele produz biocombustíveis nessa região em terras em disputa. É próximo aos Estados Unidos e foi um importante apoio ao golpe de 2009 contra Zelaya. Suas forças privadas de segurança, junto com policiais e militares respaldados pelos EUA são responsáveis pela violência política na região. A ajuda dos EUA aos militares hondurenhos aumentou a partir do golpe.

Recentes comunicações diplomáticas publicadas por WikiLeaks mostram que os funcionários estadunidenses souberam, desde 2004, que Facussé traficou grandes quantidades de cocaína. Dana Frank, professor da Universidade de Santa Cruz, especialista em Honduras, resumiu para The Nation, no mês passado: "Fundos e treinamento da ‘guerra contra a droga' dos EUA, em outras palavras, estão sendo utilizados para apoiar a guerra de um conhecido narcotraficante contra os camponeses”.

A militarização da guerra contra a droga na região também impulsiona Honduras pelo mesmo caminho perigoso trilhado pelo México, um país que já tem uma das mais altas taxas de assassinatos no mundo. The New York Times informa que 84% da cocaína que chega aos EUA agora cruza pela América Central, em comparação com os 23% em 2006, quando Calderón chegou à presidência no México e lançou sua guerra contra a droga. The Times também assinala que "os funcionários estadunidenses dizem que o golpe de 2009 abriu a porta aos cartéis [da droga]” em Honduras.

Esquadrão da morte

Quando votei por Barack Obama, em 2008, nunca imaginei que seu legado na América Central seria o retorno do governo dos esquadrões da morte, do tipo que Ronald Reagan apoiou tão vigorosamente nos anos 80. Porém, parece ser o caso em Honduras.

O governo ignorou até agora a pressão dos membros democratas do Congresso para que sejam respeitados os direitos humanos em Honduras. Esses esforços continuarão; porém, Honduras necessita ajuda do Sul. A América do Sul foi a que encabeçou os esforços para reverter o golpe de 2009. Apesar de que Washington os derrotou, não pode abandonar Honduras enquanto gente que não é diferente de seus amigos e partidários em seus países são assassinadas por um governo respaldado pelos Estados Unidos.




Fonte: Mark Weisbrot no jornal britânico The Guardian
Tradução: Adital

Retirado do site vermelho.org

Palestinos fazem acordo para realizar eleições em maio de 2012


O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o líder máximo do Hamas, Khaled Meshaal, deram nesta quinta-feira (24) um impulso à reconciliação entre seus grupos com um acordo para realizar eleições gerais em maio de 2012.


O pacto foi alcançado em reunião que os dois líderes mantiveram na residência de Abbas no Cairo e que contou com a presença das delegações de suas respectivas organizações. Após o encontro, o porta-voz do Ministério do Interior da ANP, Ihab al Gusain, disse que existe "um consenso sobre a necessidade de criar a atmosfera adequada para a realização das eleições em maio e pôr fim às disputas políticas". Abbas e Meshaal haviam se reunido pela última vez em 4 de maio, quando selaram um pacto de reconciliação que ainda não foi aplicado devido às diferenças entre ambas as partes sobre a repartição dos ministérios no futuro governo de união nacional. A esse respeito, Al Gusain afirmou que os dois líderes ratificaram o acordo sobre a formação de um governo de união nacional, embora tenham se recusado a divulgar a divisão de pastas e a data na qual será constituído. Além disso, acertaram realizar duas reuniões, sendo uma no dia 20 de dezembro com todas as organizações palestinas, em local ainda não definido, e outra no dia 22, com o comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), antecipou Al Gusain. O porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, Fawzi Barhum, disse "o próximo governo deve ser nacional e refletir todo o povo palestino e não só o Hamas e o Fatah. Será um Executivo com um programa nacional que preserve os direitos do povo palestino até a realização das eleições". O dirigente do Hamas destacou ainda que os outros pontos analisados nesta quinta-feira foram a constituição de uma Comissão Eleitoral independente "em um ambiente positivo que dê confiança a todos" e "a solução da questão dos presos políticos nos próximos dias". A disputa entre as duas organizações palestinas remonta a junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza após expulsarem as forças leais a Abbas, o que originou dois governos palestinos: um do Hamas em Gaza e outro da ANP, ligado ao Fatah, na Cisjordânia. As últimas eleições legislativas palestinas foram realizadas em 2006 com a vitória do Hamas, à qual se seguiu um boicote do imperialismo estadunidense e seus aliados da União Europeia ao novo governo.



Fonte: Vermelho.org

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Petrobras e Chevron, acordos confidênciais???

Gostaria de saber porque os termos do acordo entre a Petrobras e Chevron são confidenciais???

Se a Petrobras é uma Empresa Pública Brasileira, não devería haver transparência em seus acordos???

Que tipo de acordos são esses que os Brasileiros não podem saber???

(Burgos Cãogrino)


Em audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, o presidente da Chevron Brasil Petróleo, George Buck,pediu desculpas ao país.

- Peço sinceras desculpas à população e ao governo brasileiro. E também por não poder falar em português – disse ele, com um sotaque muito carregado.

A audiência atrasou mais de duas horas porque o presidente da Comissão, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), decidiu esperar por Buck para começar a reunião. Com a ajuda de uma intérprete, o executivo explicou que havia ficado retido no Rio “devido ao mau tempo durante muitas horas”.

George Buck, disse que a mancha de óleo na terça-feira já era menor do que três barris de petróleo e que ela vem se distanciando cada vez mais da costa brasileira. Ele afirmou que Chevron vai investigar para que o acidente não se repita, “não só aqui, mas em nenhum lugar do mundo”.

- Com base nas nossas observações não houve nenhum dano à vida selvagem – disse.

Buck garantiu ainda que a companhia agiu com responsabilidade e que após entender “que havia o incidente, a primeira prioridade foi garantir que ninguém fosse ferido”. Depois, a empresa priorizou a proteção ao meio ambiente e a terceira providência foi controlar a mancha no mar. Segundo ele, no dia 8 de novembro foi a primeira vez que se avistou a mancha de óleo e, no dia 9, a empresa encontrou as fissuras.

- Foi neste momento que ativamos as equipes de emergência. No dia 13, a empresa conseguiu interromper o vazamento de óleo. Agimos com rapidez, com transparência e todas as informações serão divulgadas – afirmou.

George Buck descartou qualquer comparação entre o vazamento neste acidente e o de Macondo, no Golfo do México, com a BP, que foi uma verdadeira catástrofe.

Ainda nesta quarta-feira, a Chevron entregou todos os documentos solicitados pelo Ibama. Caso a documentação não esteja de acordo com as exigências, a companhia poderá ser multada até o valor máximo de até R$ 10 milhões, diz o presidente do Ibama, Curt Trennepohl.

Gabrielli não informa se Petrobras pagará parte da multa

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, voltou a dizer que cabe à Chevron, operadora do campo de Frade, responder as perguntas sobre o vazamento de óleo. Indagado sobre montante a ser investido pela Petrobras em segurança na exploração de petróleo, ele afirmou que este número é “absolutamente irrelevante”:

— O problema principal é a prevenção do acidente é a tecnologia para contenção e recuperação. A prevenção envolve uma mudança de cultura e atitude que são muito mais importantes do que investimentos — destacou.

Em relação ao pagamento das multa aplicadas à Chevron, que podem chegar a R$ 260 milhões, apesar de a Petrobras deter 30% do campo, Gabrielli disse que pela legislação brasileira o operador é o sócio responsável pelo pagamento. Mas ele ponderou que a questão pode ser regulada pelo acordo entre as sócias e que os termos do acordo entre a Petrobras e Chevron são confidenciais. As declarações foram dadas durante o V Fórum Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Óleo e Gás realizado no Jockey Club, no Rio de Janeiro.

Deputado quer CPI também na Câmara Federal

Além da investigação estadual, o deputado federal Dr. Aluizio (PV-RJ) está buscando assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados, em Brasília.

— Precisamos saber por que a Chevron demorou tanto para comunicar o acidente, além de saber ao certo qual a veracidade.

Já a Polícia Federal informa que o inquérito que investiga o vazamento de óleo na Bacia de Campos está em fase de coleta de depoimentos – mas o conteúdo das declarações não foi divulgado para não prejudicar o trabalho em andamento.



Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/anp-suspende-atividades-de-perfuracao-da-chevron-texaco-no-brasil.html



Rússia, Belarus e Cazaquistão formam o governo supranacional


Os presidentes da Rússia, Belarus e Cazaquistão chegaram a acordo sobre a criação da Comissão Econômica da União Euroasiática (UEA), que será mais um passo para a unificação dos três países. Ontem, dia 22 de novembro a Duma Estatal russa ratificou o tratado.


O primeiro passo foi a criação da União Aduaneira a funcionar desde julho de 2010. Já que no próximo ano estes três países vão viver em um espaço econômico comum, que em 2015, segundo os líderes desses Estados, deve se desenvolver para a União Euroasiática. Os vários acordos foram assinados dia 18 de novembro e o principal para estabelecer um órgão do espaço econômico de três países — a Comissão da União Eurásiática, de fato, um governo supranacional.


"Esta é certamente uma decisão muito séria. Ressalto que os mecanismos de tomada de decisão no seio da Comissão eliminam completamente o domínio de qualquer país sobre o outro, disse presidente russo Dmitri Medvedev. "Esta Comissão de direitos iguais espero que vá funcionar efetivamente, e os seus princípios de trabalho, baseados em princípios de mercado, democráticos, espero que levem em conta a melhor experiência da integração internacional", destacou.

"Não perdemos nenhuma soberania, ninguém faz a ninguém dirigir-se a qualquer lugar. Em cada Estado há profissionais modernos, que tudo contaram e pesaram. Empreendemos isto porque traz benéfico para os três países. Porque se trata da economia, de um monte de dinheiro, e não é declaração pura só "- disse o presidente da Belarus, Alexander Lukashenko.

De acordo com Nazarbayev, aqueles que falam sobre o renascimento do império russo, eles ou não entendem o que está acontecendo, ou apenas mentem, tentando impedir a integração dos três países. "Na União Soviética havia um sistema de comando administrativa rígida, a propriedade total do estado dos meios de produção, a idéia unificada comunista governava e representava um esqueleto do Partido Comunista. Você pode imaginar de volta Gosplan (Comissão de Planejamento) e Gossnab (Comissão de Abastecimento) agora restauradas? É isso que devemos dizer às pessoas que estão com medos fantasmas implicados por nossos adversários, ou apenas inimigos, "- disse o presidente cazaque.

Os documentos assinados é o fruto do compromisso mútuo. Presidentes da Belarus e Cazaquistão destacaram a contribuição de Medvedev na busca de acordos mutuamente vantajosos.

"Quero ressaltar que para a idéia virar prática era necessária a atividade forte de liderança russa. E foi durante a governação do presidente Medvedev quando havíamos bem avançado praticamente . Todos os dias estavamos trabalhando, promovendo esta idéia. Quero expressar a gratidão maior, "- disse Nursultan Nazarbayev.

Alexander Lukashenko também agradeceu a seu colega russo. "Se a Federação Russa, a liderança russa, não fizesse esta medida prática, a idéia, ainda por muito tempo, podia existir só como uma idéia. Hoje está sendo implementada, ou, dizendo exatamente — já foi incorporada em muitas coisas ", disse.

A Comissão será composta por duas partes: o Comitê de Conselho, que irá incluir os vice-primeiros-ministros de três países, e o Comitê de Parlamento, representado por delegados dos mesmos em uma base contínua. Os trabalhos da Comissão supervisionarão os três presidentes, que vão compôr o Conselho Superior Econômico da UEA. As portas para a União serão abertas a todos. Mas todos os membros potenciais deverão realizar uma série de textes para não prejudicar a economia mútua. Já que o principal objetivo da associação é o bem-estar dos cidadãos e a proteção da União de choques externos.

"A União Euroasiática se vê por países da União Européia como um projeto alternativo. Isto terá um impacto na sociedade do antigo bloco comunista, também pode afetar a população de língua russa dos Estados Bálticos. Bloco quebra a unidade da UE e promove a divisão das sociedades na Europa: um cartão adicional dos eurocépticos "- disse o analista, o professor no Instituto de Relações Internacionais e Ciência Política da Universidade de Vilnius (Lituânia), Nerijus Malukyavichus.

Ainda assim, ele acredita que o sucesso do projeto da Eurásia seria um pouco mais real, se neste projeto se encaixasse a China. De acordo com o analista, no momento, este projeto pode ser criado pelo Kremlin como uma entidade separada, mas "as realidades geopolíticas não vão funcionar se a China não desempenhar um determinado papel".

O jornal suíço Le Temps lembra que a Rússia estendeu a mão a Quirguistão, que, juntamente com Cazaquistão, deve ajudar a Rússia a reforçar a sua posição em relação à China. De acordo com Le Temps, em vez de ter que escolher entre Bruxelas e Pequim, Moscovo está a tentar criar uma aliança nova e poderosa da antiga União Soviética que, por sua vez, irá se concentrar em uma cooperação mais estreita com a UE na criação de uma "Grande Europa".

Lyuba Lulko


Fonte: Pravda.Ru

Uma das Histórias mais assombrosas da Chevron e Shell, para conhecimento da Nação Brasileira



Postado por altermundo.org
em 07 julho 2009

Chevron, Shell e o verdadeiro custo do petróleo

Amy Goodman-. A economia está um caos, o desemprego aumenta, a indústria automóvel está à beira do colapso, mas os lucros das Companhias e Shell são os mais elevados de sempre.

Ainda assim, pelo mundo fora, desde a selva equatoriana ao delta do Níger, aos tribunais e às ruas de Nova York e San Ramon, Califórnia, as pessoas lutam contra os gigantes petrolíferos mundiais.

A Shell e a Chevron são o centro das atenções esta semana, com as assembleias-gerais de accionistas e um julgamento histórico que está a ter lugar.

No dia 13 de Maio, o exército militar nigeriano lançou um ataque a povoações no delta do Níger, uma zona do país rica em petróleo. Receia-se que centenas de civis tenham sido feridos nesta ofensiva. De acordo com a Amnistia Internacional, foi atacada uma festa na povoação de Oporoza, na área do delta. Uma testemunha relatou à organização: "Escutei o ruído de um avião; observei dois helicópteros militares disparando na direcção das casas, do palácio e contra nós. Tivemos de correr para um local seguro dentro da selva. No mato, ouvi adultos a chorar, muitas mães não conseguiam encontrar os seus filhos; toda a gente correu para salvar a sua vida."

A Shell enfrenta um processo no Tribunal Federal dos EUA, o caso Wiwa vs Shell, que tem como base a alegada colaboração da petrolífera com a ditadura nigeriana, nos anos 90, na violenta repressão do movimento de base do povo Ogoni do delta do Níger. A Shell explora as riquezas petrolíferas do delta do Níger, provocando a deslocação da sua gente, a poluição e a desflorestação. No processo, a acusação alega ainda que a Shell colaborou para a eliminação do Movimento para a Sobrevivência do Povo Ogoni e do seu carismático líder, Ken Saro-Wima. Saro-Wima tinha sido o autor da mais popular novela na Nigéria, mas decidiu solidarizar-se com os Ogoni, cujo território junto ao delta do Níger é atravessado por oleodutos. As crianças dos Ogoni não conheciam uma noite escura, viviam debaixo de chamas de gás do tamanho de edifícios, dia e noite, e isto é ilegal nos da América.


Em 1994 entrevistei Saro-Wiwa, que me disse: "As empresas petrolíferas gostam das ditaduras militares porque, basicamente, com a cobertura destas ditaduras podem corromper. As ditaduras são brutais para com as pessoas, podem negar os direitos humanos das pessoas e das comunidades com a maior das facilidades, sem escrúpulos." E acrescentou, "Sou um homem marcado". Saro-Wiwa regressou à Nigéria e foi detido pela Junta Militar. No dia 10 de Novembro de 1995, depois de um julgamento sumário, foi enforcado juntamente com outros oito activistas Ogoni.

Em 1998, viajei com o jornalista Jeremy Scahill ao delta do Niger. Um executivo da Chevron que ali se encontrava disse-nos que a empresa tinha levado tropas da Força Policial Móvel Nigeriana – conhecida pela sua péssima reputação, nomeadamente pela política de "matar e sair" – num helicóptero da companhia até uma plataforma petrolífera ocupada por pacifistas. Dois activistas foram assassinados e muitos outros foram detidos e torturados.

Oronto Douglas, um dos advogados de Saro-Wiwa, disse-nos: "Está claro que a Chevron, tal como a Shell, utiliza as Forças Armadas para proteger as suas actividades petrolíferas. Perfuram e matam."


A Chevron é a segunda maior accionista (depois da empresa petrolífera francesa Total) do projecto do campo de gás natural e gasoduto de Yadana, na Birmânia (que a Junta Militar renomeou por Myanmar). O gasoduto é a maior fonte de lucro da Junta Militar, que lhes rendeu cerca de mil milhões de dólares em 2007. A Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que foi eleita pelo povo para líder da Birmânia em 1990, esteve detida em prisão domiciliária 14 dos últimos 20 anos e será novamente julgada esta semana (na terça-feira o governo disse que a prisão domiciliária dependia do resultado do julgamento). O Governo dos EUA proíbe desde 1997 que todas as empresas norte-americanas invistam na Birmânia, mas a Chevron tem uma cláusula de excepção desde que adquiriu a empresa petrolífera local, a Unocal.

A imensa lista de abusos semelhantes praticados pela Chevron, desde as Filipinas ao Cazaquistão, Chade, Camarões, Iraque, Equador e Angola, bem como nos EUA e no Canada, é detalhada num relatório anual alternativo, preparado por uma coligação de organizações não governamentais, que é distribuído aos accionistas da Chevron no encontro anual desta semana, e ao público em geral em TrueCostofChevron.com.

A Chevron está a ser investigada pelo Procurador-Geral de Nova York Andrew Cuomo no que respeita ao facto de a empresa ter sido "precisa e exaustiva" na descrição das suas responsabilidades legais. Sem dúvida que goza de uma larga tradição de contratar gente poderosa da política. Condoleezza Rice foi directora da empresa durante muito tempo (houve mesmo um petroleiro de carga baptizado com o seu nome), e recentemente contratou, na qualidade de assessor geral, nada menos que o advogado William J. Haynes, que desprestigiou o Pentágono e que defendeu as "técnicas duras de interrogatório", incluindo o afogamento simulado. O General James L. Jones, assessor do presidente Obama para a Segurança Nacional, integrou a direcção da Chevron durante grande parte do ano de 2008, até ter sido nomeado para este alto cargo na Casa Branca.

Saro-Wiwa disse antes de morrer: "Vamos exigir os nossos direitos de forma pacífica, sem violência e venceremos". Um movimento popular está a crescer para fazer isso mesmo.

26 de Maio de 2009


Denis Moynihan contribuiu com a sua pesquisa para este artigo publicado en Esquerda.net
Tradução: Cláudia Belchior

Amy Goodman é apresentadora de "Democracy Now!" um noticiário internacional diário, nos EUA, de uma hora de duração que emite para mais de 550 emissoras de rádio e televisão em inglês e em 200 emissoras em Espanhol. Em 2008 foi distinguida com o "Right Livelihood Award" também conhecido como o "Premio Nobel Alternativo", outorgado no Parlamento Sueco em Dezembro.




Fonte: altermundo.org
Imagem: retiradas do google e colocadas por este blog
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