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sábado, 26 de novembro de 2011

Afinal, qual é a do IBAMA? - Relembrar sempre é bom



Janeiro, 2011

Editorial: afinal, qual é a do IBAMA?


Por Husc

O IBAMA

«O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, mais conhecido pelo acrônimo IBAMA, é uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). É o órgão executivo responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e desenvolve diversas atividades para a preservação e conservação do patrimônio natural, exercendo o controle e a fiscalização sobre o uso dos recursos naturais (água, flora, fauna, solo, etc). Também cabe a ele realizar estudos ambientais e conceder licenças ambientais para empreendimentos de impacto nacional.» (Wikipédia)

“Empreendimentos de impacto nacional”

Será que esses “empreendimentos”, nesse nível de importância, podem ser submetidos ao crivo de uma simples autarquia? Nem a nível de ministério ela é.

Pois exerce esse poder. Exerce e parece que ninguém ousa contradizer suas deliberações e decisões. Se o IBAMA quiser, simplesmente, desconsidera qualquer reivindicação que seja capaz de colocar qualquer tipo de restrição – mesmo que tecnicamente contornável (como, por exemplo, as eclusas nas barragens das usinas hidrelétricas ou as rampas de acesso dos peixes às cabeceiras dos rios nas épocas da piracema) – em função da “preservação” e/ou do bem-estar da fauna e da flora brasileiras.

Também a FUNAI

Da mesma maneira, a «FUNAI – A Fundação Nacional do Índio é o órgão do Governo Federal brasileiro que estabelece e executa a política indigenista no Brasil, dando cumprimento ao que determina a Constituição brasileira de 1988». A FUNAI foi criada em 05 de dezembro de 1967 pela lei nº 5.371, durante o governo do presidente Costa e Silva, em substituição do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), este por sua vez criado em 1910.» (Wikipédia)

«Compete à FUNAI promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas. A Fundação tem, ainda, a responsabilidade de defender as comunidades indígenas, de despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, gerir o seu patrimônio e fiscalizar suas terras, impedindo ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madeireiros e quaisquer outras que ocorram dentro de seus limites e que representem um risco à vida e à preservação desses povos.» (http://www.funai.org.br/)

Entidades infernais, acima do bem e do mal

Assim, a FUNAI é uma fundação que – à semelhança do que o IBAMA representa para as reservas ecológicas e parques naturais, faz o que quer e o que não quer no que diz respeito às reservas indígenas – mesmo que estas venham a contribuir para o emperramento do crescimento socioeconômico do Brasil – com o pretexto, em particular, de defender os interesses dos índios.

Quase ninguém, igualmente, ousa discordar de suas decisões, assim como em relação às posições intrensigentes assumidas pelo IBAMA.

Como resultado das nobres ações promovidas por essas duas olímpicas e sagradas entidades (melhor seria dizer: entidades infernais – pois infernizam a vida do Brasil), temos – de forma clara e absolutamente do conhecimento de todos, mormente das altas e verdadeiras autoridades basileiras – uma série de entraves impostos a quase todas as ações que visem a implantação de projetos de infra-estrutura que se possa pensar, em território brasileiro, ações essas que possam ter o intuito de melhorar as condições gerais de desenvolvimento do povo brasileiro como um todo.

Essas entidades agem como se fossem inimigas do Brasil – ou melhor, da população humana brasileira.

«Nunca é demais afirmar: em qualquer caso, em qualquer lugar, sob quaisquer condições, se houver um impasse decorrente da dúvida de se preservar o mico-leão dourado, a arara azul ou a baleia jubarte – se o ser humano estiver sob questão – deverá vencer sempre a opção que dê prioridade, que privilegie, antes de qualquer coisa, o ser humano. Qualquer outra decisão que coloque em risco o ser humano, sua segurança, seu bem-estar ou sua sobrevivência é, simplesmente, imoral.»

Declarações absurdas e imorais

As frases de David Foreman, porta-voz da ONG Earth First! representam esse absurdo:

«O homem não é mais importante do que qualquer outra espécie… Bem poderia ser que nossa extinção conserte as coisas.» Citado por John Fayhee na revista Backpacker, setembro/1988, p. 22.

«Eu não vejo outra solução para evitar a ruína da Terra salvo uma drástica redução da população humana.» (Citado por Gregg Easterbrook em «The New Republic», 30/04/1990, p. 18)

Da mesma forma, cito a frase de Thomas E. Lovejoy, conselheiro do BIRD (Banco Mundial):

«O planeta está no ponto de ser tomado pela febre, se é que já não o fez, e nós humanos somos a doença. Nós deveríamos estar em guerra contra nós mesmos e contra nossos estilos de vida.»


A interferência das ONGs

Paralelamente – o que também é do conhecimento de todos – há a flagrante ingerência de ONGs estrangeiras infiltradas nessas duas entidades através de elementos que, sabidamente, fazem parte dessas mesmas ONGs, até mesmo na composição de suas diretorias.

No caso do Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, era clara a vinculação da ex-ministra daquele órgão com ONGs estrangeiras. Vou citar parte do texto encontrado no post «ONGs no governo: a república ambientalista», publicado neste mesmo site:


«A onda de ONGs no Governo e Marina Silva

«O avanço “ongueiro” chegou ao ponto de tomar o controle de alguns ministérios e dependências governamentais. O caso mais escandaloso é o do Ministério do Meio Ambiente, hoje conhecido como o “ministério das ONGs”, não apenas pelas estreitas relações da própria ministra Marina Silva com o movimento ambientalista, mas também por ter este movimento fornecido graduados ativistas para ocupar dez dos cargos mais importantes daquele órgão federal. Alem da própria Marina Silva e de seu chefe de gabinete, Bruno Pagnoccheschi, oriundo do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), aí encontramos:

Flávio Montiel da Rocha — diretor de Proteção Ambiental do IBAMA, foi coordenador de Unidade Política do Greenpeace e consultor do Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil);



João Paulo Capobianco — secretário de Biodiversidade e Florestas, foi diretor-executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, além de fundador e coordenador do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental (ISA);




Marcelo Marquesini — coordenador de Fiscalização Ambiental do IBAMA, trabalhou seis anos no Greenpeace;

Marijane Vieira Lisboa — secretária de Qualidade Ambiental, também tem longa ficha de trabalhos prestados ao Greenpeace, onde atuou por mais de dez anos como secretária-executiva e coordenadora da campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos”. Foi substituída recentemente por Ruy de Góes, ex-coordenador da campanha do Greenpeace contra o programa nuclear brasileiro;


Tasso Rezende de Azevedo — diretor de Programa da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, foi secretário-executivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA);




Muriel Saragoussi — diretora do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), é oriunda da Fundação Vitória Amazônica (FVA).

Integram também postos-chave:


Atanagildo Fonseca — oriundo do Conselho Nacional de Seringueiros, na Secretaria de Coordenação da Amazônia;

Brent Milikando Fórum das ONGs de Rondônia;





Gilney Viana — secretário de Desenvolvimento Sustentável e ex-deputado federal, apadrinhado por entidades do “terceiro setor” da Amazônia.




«O principal comprometimento de Marina Silva

Porém, uma das vinculações mais embaraçosas de Marina Silva com as ONGs é o seu próprio marido, Fábio Vaz de Lima, ex-secretário do influente Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), um conglomerado de 200 ONGs que atuam na Amazônia. Em abril de 2004, o nome de Vaz apareceu na imprensa em função de um escândalo da venda de mogno

apreendido pelo IBAMA e “doado” para a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), uma das integrantes do GTA; e novamente no início de 2005, por estar recebendo mais de R$ 8 mil por mês, como um dos 21 comissionados no gabinete do senador Sibá Machado (PT-AC), que assumiu a cadeira de Marina Silva na Câmara Alta.»


Será que ninguém percebe o que está acontecendo?

Será que o povo brasileiro, através de suas representações legislativas e executivas não percebem esses escândalos? Não percebem que essas pessoas não estão, nem estarão trabalhando pelo Brasil?

Não percebem que as ações desses organismos acabam se convertendo em enormes entraves para o desenvolvimento da nação brasileira?

E pior: as reservas ecológicas e indígenas são parte da agenda imposta pelas elites mundiais que visam obstaculizar o desenvolvimento dos chamados países “periféricos” (ex-subdesenvolvidos), privando esses países de utilizar suas reservas naturais a fim de crescerem socioeconomicamente, como os chamados países “centrais” já fizeram. Todo mundo sabe disso e ninguém faz nada?

Cercando nossas riquezas

As reservas, simplesmente, “cercam” os mais importantes reservatórios naturais dos Estados, impedindo sua utilização por parte dos mesmos – ou melhor, mantendo as reservas intactas para quando os tais países “centrais” necessitarem delas – para a manutenção de seus níveis de vida megalômanos, de consumo e de confortos exagerados.

Declaração de Michael Oppenheimer, professor de Geociências e Relações Internacionais, Universidade de Princeton:

«Não podemos permitir que outros países tenham o mesmo número de carros, o mesmo patamar de industrialização que nós temos nos EUA. Nós temos que parar esses países do Terceiro Mundo exatamente onde eles estão.»

Exemplo emblemático

O exemplo das reservas indígenas de Roraima serve para mostrar as riquezas minerais do Estado “cercadas” pelas reservas. É um escândalo! Será que ninguém está vendo essas coisas? A reserva yanomâmi é quase do tamanho de Portugal, só para abrigar cerda de 10 ou 12 mil indígenas… Em compensação, lá dentro está concentrada a maioria das reservas naturais minerais daquele Estado…

A reserva Raposa-Serra do Sol, instituída recentemente, acabando de cercar as últimas riquezas de Roraima, já mostra hoje o erro que representou. Pouco mais de um ano após a demarcação, vemos a população indígena da região passando fome – pois claro, perderam seus empregos nas fazendas dos agricultores que anteriormente lá existiam. E não vai ser pescando e caçando nas matas que eles vão recuperar sua vida civilizada anterior.

Zoológicos humanos

O que será que significa para a FUNAI «defender as comunidades indígenas»? Seria implantar as reservas para manter em seu interior os índios, completamente afastados da civilização, num estado neolítico perene, sem assistência adequada, só para servir de material de estudo para sociólogos e antropólogos e para visitação recreativa, como em verdadeiros zoológicos humanos, para o deleite de abastados turistas estrangeiros?

Impedindo a melhoria de nossa infra-estrutura

Ou então, no caso de muitas reservas ecológicas, serão elas demarcadas com o intuito de brecar e de impedir o alastramento do desenvolvimento de inúmeras regiões, impedindo, por exemplo, a construção de estradas, de hidrovias e de quaisquer outros projetos de infraestrutura necessários ao progresso? Parece que sim.

Até bem pouco tempo seria necessário um “estudo de impacto ambiental” – dependente do IBAMA – para a obra de um simples recapeamento asfáltico de uma rodovia. E isso demorava anos! Pode-se assim, entender melhor o péssimo estado de conservação de nossas estradas.

Competição comercial internacional

Como uma das muitas consequências dessas políticas antidesenvolvimentistas, há a questão: como é que o Brasil vai competir no mercado mundial com nossos preços inflacionados pelos custos de transportes (sem se falar nos impostos), estocagem e custos portuários, se aquelas duas entidades impedem quaisquer projetos de melhorias nessas áreas?

Não é com a desvalorização do real que nossas exportações passarão a ser mais atrativas. Isso pode também acontecer – mas em detrimento da maioria da população, que só tem a ganhar com o real valorizado. Quem ganharia, no caso, seriam os industriais – a minoritária elite empresarial brasileira.

É com a modernização geral de nossa infra-estrurura, dos meios de transportes, com a melhoria de nossas estradas, com a construção de ferrovias e de hidrovias, assim como com a construção de plantas energéticas modernas, inclusive as nucleares, de melhoria de nossos portos etc – que nossos preços poderão se tornar competitivos.

Com a desvalorização do real só ganha uma minoria. Com a melhoria, aumento e modernização de nossa infra-estrutura, ganha o Brasil, ganha todo mundo.

Será que aquelas duas entidades vão “deixar” que isso aconteça?

Não canso de repetir: será que os brasileiros não percebem essas coisas? Será que ninguém desconfia de que muitas das reservas – ecológicas e/ou indígenas – não passam de artifícios para isolar áreas, privando-as do controle efetivo dos governos estaduais e da utilização dos seus recuros por firmas nacionais e públicas?

Os governos estaduais não têm meios ou poderes de interferir nas decisões radicais dessas duas entidades, nem sequer podem argumentar contra suas ações – e se o fizerem, terão suas reivindicações, simplesmente, ignoradas, ou rapidamente desfeitas ou impugnadas pelo IBAMA e pela FUNAI. Pode-se entender daí, então, que essas duas entidades têm maior poder do que os dos próprios governos estaduais. Ou não?

A “africanização” e a “balcanização” dos países

O que essas duas entidades fazem é o que as grandes oligarquias mundiais já vêm fazendo em várias partes do mundo. No que diz respeito às reservas ecológicas, trata-se de uma nova forma de colonialismo, posta em prática, principalmente, a partir das reservas ambientais implantadas no continente africano, onde, através de ONGs, as riquezas daquele continente passaram a ficar sob o controle das transnacionais e dos países anteriormente colonizadores. Esse porcesso de neocolonialismo chama-se “africanização” de um país – por ter se originado em África.

Por outro lado, as reservas indígenas cumprem o papel de outra idéia oriunda dos oligarcas, que é a de, a partir de pressupostos étnicos, dividir as nações – para mais facilmente conquistá-las – como fizeram na antiga Iugoslávia, que foi dividida em vários países menores sob a pressão militar exercida pela OTAN – o novo braço armado da ONU. No caso, a este processo, que também é imposto a muitos países, dá-se o nome de “balcanização” de um país, por ter se originado lá, na Iugoslávia, ou seja, nos Bálcãs.

Numa primeira visão, as reservas indígenas (assim como também as áreas quilombolas) parecem não representar perigo para a soberania da nação, no caso, o Brasil. Errado.

De acordo com um acordo firmado junto à ONU pelo Brasil e outras nações, os índios de uma reserva – por não se considerarem parte das nações onde se situam – caso se sintam ameaçados de alguma forma, inclusive pelo poder público do país, podem recorrer, internacionalmente, inclusive com a possibilidade de obter auxílio através de meios militares oriundos de outras nações – a fim de sua defesa! O que é isso, senão um claro processo de “balcanização” do país?

Posições do Ministério Público

Em paralelo às tomadas de posições por parte do IBAMA e da FUNAI, também temos, infelizmente, o Ministério Público (MP) se posicionando de maneira discutível – e aparentemente injustificável – quando ocorrem polêmicas e disputas entre os interesses dos Estados frente a comunidades indígenas e quilombolas localizadas no território brasileiro, ou quando essas minorias são, de alguma forma, “ameaçadas” pelo avanço do progresso.

O Ministério Público, inclusive, abre questões, por livre e espontânea vontade, normalmente com ações contra o Poder Executivo e/ou contra empresários brasileiros, quando há até uma simples “ameaça” oriunda de um novo projeto desenvolvimentista – baseando-se nas mesmas premissas “politicamente corretas” que norteiam a FUNAI, por exemplo. O MP cansa de impedir ou de interromper projetos que são do evidente interesse do povo brasileiro – na maioria das vezes sob a razão de defender minorias.

Talvez por serem quase sempre respaldadas pelo MP que aquelas duas entidades tenham tanta força. Nos casos específicos envolvendo minorias étnicas, nunca vi o MP se manifestar em prol da maioria esmagadora do povo brasileiro. É realmente uma pena que não tenhamos nesse Ministério um autêntico defensor da nação brasileira – pois não é isso o que demonstram, de uma maneira geral, suas atitudes, posições e ações, nas áreas especificamente aqui abordadas.

E como se não bastasse isso tudo, ainda temos a CNBB com seus “missionários” adeptos da Teologia da Libertação (O chamado “lado comunista” da Igreja Católica) para respaldar os movimentos sociais (com o intuito de angariar mais fiéis, obviamente) e prejudicar o Brasil como um todo.

Um país de esquerda

Há muitas décadas que o Brasil apresenta traços ideológicos de esquerda no seio de seu povo. Os intelectuais e artistas encabeçam essa característica. Depois do golpe de 1964 essa marca se cristalizou no Brasil e permanece até hoje. O Brasil é um país de esquerda – o que é comprovado com a eleição de presidentes que fazem parte de partidos de esquerda, como o PSDB e o PT há muito tempo.

Essa característica é acompanhada pelo Ministério Público. Sendo uma marca da esquerda a defesa das minorias, do pequeno (small is beautiful), esta entidade não poderia deixar de agir segundo essa ideologia, mormente quando seus procuradores são jovens e ainda muito teóricos e inexperientes. Claro que deve-se defender as minorias, mas não podemos deixar de considerar que vivemos numa democracia – onde deve prevalecer a vontade da maioria. Culturas e nichos minoritários podem ser preservados, mantidos dentro de limites adequados, mas não em detrimento da maioria.

Ulysses Guimarães, lembro bem, disse que a Constituição de 1988 iria tornar o país ingovernável – e é isso o que vemos claramente todos os dias. Não se consegue prender ou manter preso um bandido, porque seus direitos são tantos – respaldados pela Constituição Federal – que acaba tornando infrutíferos os trabalhos das polícias e do próprio MP, quando é o caso. A Constituição Federal de 1988 exacerbou os direitos individuais em detrimento aos direitos coletivos – devido aos 21 anos de ditadura militar (e mesmo de antes disso) quando os direitos individuais inexistiam. Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza…

Sou admirador do Ministério Público, que tanto se empenha em lutar contra a criminalidade, a lavagem de dinheiro e a corrupção, mas quando se trata de meio ambiente, de índios e quilombolas, a coisa muda.

Nada contra as minorias, mas quando algumas centenas de pessoas ou mesmo milhares, são fatores para impedir o desenvolvimento de milhões, a defesa dessas minorias perde o sentido e torna-se indesejável e prejudicial ao progresso do Brasil. Recorrer ao Supremo Tribunal Federal também não dá em nada, já que o mesmo, de uns tempos para cá vem sendo politizado. E aí? Como é que ficamos? Recorrer a quem?

Primeiras reações

Temos esperanças no governo central brasileiro. Será que o Planalto não vê nada disso?

Felizmente, parece que, agora que D. Marina foi afastada do MMA, o governo central está começando a ver. As usinas hidrelétricas de Belo Monte e as do rio Madeira, por exemplo, assim como o firme propósito do atual governo de construir mais usinas nucleares, e até de construir um submarino movido a energia atômica – são sinais claros de que o governo federal está relegando as infames ações daqueles dois primeiros órgãos em questão a um plano secundário. Mas até quando?

Será que aquelas criaturas que tinham, na época de Marina Silva, no MMA, cargos de relevância foram embora com ela? Duvido! As pressões exercidas pelos governos estrangeiros, diretamente, ou através de ONGs é muito grande. Pressões também são feitas através de organismos internacionais de financiamento, tais como o FMI, o BIRD (Banco Mundial) e o BID.

Será que nossa nova governante poderá vir a ter forças suficientes para defender nosso país dessas milícias estrangeiras? Pois se for necessário pegar em armas para defender o Brasil, que pegue. Dou a maior força e pego junto com ela! E este deverá ser, tipicamente, um bom combate!






Fonte: Blog do Ambientalismo

Imagens: arquivo do site; http://alexishcomercio.blogspot.com;

http://www.anovademocracia.com.br; http://marcosbau.com;

http://mpfacil.blogspot.com/; http://lidebrasil.com.br;

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MAIOR HIDROVIA DO MUNDO boicotada pelas ONGs "AMBIENTALISTAS"

Para conhecimentos dos Brasileiro

A Fundação Rockefeller, a Fundação W. Alton Jones e a Fundação C. S. Mott – canalizaram recursos e suporte a dezenas de ONGs brasileiras e internacionais para impedir a implantação da Hidrovia, do mesmo modo como boicotam Belo Monte.




MAIOR HIDROVIA DO MUNDO

A hidrovia é um plano dos cinco países da Bacia da Prata para transformar os rios Paraguai e Paraná em um canal industrial de navegação. Segundo o plano original desenvolvido em 1997 pelo Comitê Intergovernamental da hidrovia (CIH), com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento, se faria intervenções de engenharia, inclusive derrocamento, dragagem, e canalização estrutural em centenas de sítios ao longo do sistema de 3.400 km, desde Cáceres, Mato Grosso, Brasil até Nova Palmira, Uruguai.

O uso do rio Paraguai para uma navegação comercial adaptada é um fato quase centenário, mas o que há de novo é a tentativa de, a partir da metade da década de 80 e na de 90, fazer intervenções estruturais no rio para permitir a circulação de comboios durante todo o ano, às 24 horas do dia.


HISTÓRICO DA HIDROVIA

Várias foram as tentativas de ampliação da capacidade de navegação da bacia do rio Paraguai, que atravessa o Pantanal Matogrossense. A primeira tentativa ocorreu na década de 1980, quando o Ministério dos Transportes propôs a construção de um canal no Pantanal com investimentos de US$ 400 milhões. O projeto nasceu no bojo das negociações do Mercosul e, desde seu início, foi apontado como um importante canal de escoamento da produção agrícola da região, em especial de soja para o mercado internacional.No início dos anos 1990, essa hidrovia foi apresentada com o chamado "projeto Internave", que durou até 1998, quando o governo brasileiro anunciou o seu abandono. A estratégia seguinte foi a construção da hidrovia por partes, ou seja, por meio de pequenas obras em diferentes regiões sem aparente conexão entre elas. A última etapa começou com novos estudos feitos pelo Comitê Intergovernamental da Hidrovia, somados à decisão governamental de integrar o "Projeto Hidrovia" à IIRSA. A iniciativa Sul-americana previa o início das obras no Pantanal para 2005, mas para isso era necessário que o Ministério dos Transportes tivesse apresentado em janeiro do mesmo ano o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA-RIMA), que não foi apresentado. O destino da hidrovia ainda continua em questão. Em 2010 voltaram a tona iniciativas de retomada do projeto da hidrovia Paraná Paraguai a partir de reuniões promovidas pelo Ministério dos Transportes. Uma das primeiras reuniões para discutir sobre o assunto aconteceu em Junho de 2010 através do seminário “A hidrovia do rio Paraguai; o desenvolvimento regional e o PAC 2”, realizado na cidade de Corumbá. O seminário teve como intuito identificar os principais fluxos de carga; mensurar os ganhos econômicos provenientes do uso hidroviário e estabelecer metas para o futuro do modal de transporte. De acordo com a Secretaria de Gestão dos Programas de Transportes, ligada ao Ministério dos Transportes, o Governo Federal vai investir R$ 126 milhões na hidrovia do rio Paraguai, denominado Corredor Hidroviário do Paraguai. Destes R$ 82 milhões serão para a infraestrutura do leito e R$ 44 milhões para infraestrutura portuária. Os recursos estão previstos para o período de 2011 a 2014, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC2. O superintendente da Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar), Antônio Paulo de arros Leite, explicou que os R$ 126 milhões serão aplicados na dragagem, derrocagem (retirada de pedra) e sinalização de toda a extensão da hidrovia do rio Paraguai; adequação de terminais de carga de Ladário (MS) e Cáceres (MT) e na dragagem do Passo do Jacaré (localizado junto à ponte ferroviária Eurico Gaspar Dutra, em Porto Esperança).




VANTAGENS DA HIDROVIA


- Mais barato

- Menor custo de implantação

- Menor impacto ambiental na implantação

- Polui menos

- O veículo de transporte ocupa menos espaço

- Facilita o transbordo de cargas












QUADROS COMPARATIVOS

um comboio de 2.200 toneladas de capacidade tira das rodovias aproximadamente 104 caminhões e consome 1/6 do combustível

COMPARATIVOS
1 HP EM RODOVIA TRANSPORTADA 100 KILOS
1 HP EM FERROVIA TRANSPORTADA 400 KILOS
1 HP EM HIDROVIA TRANSPORTADA 4.000 KILOS

CUSTOS DOS MODAIS

HIDROVIÁRIO US$ 00,9 TON/KM
FERROVIÁRIO US$ 0,20 TON/KM
RODOVIÁRIO US$ 0,69 TON/KM
TRANSBORDO US$ 00,9 TON


ATUAL SITUAÇÃO


Apesar de nenhuma obra estar em andamento, consta no 10º balanço do Programa de aceleração do crescimento (PAC) de Mato Grosso do Sul que está previsto para o ano de 2011 a liberação de 14 milhões de reais para o inicio da Dragagem, Derrocamento e Sinalização da hidrovia.



As ONGs e os donos invisíveis do movimento ambientalista


Reproduzo este post do Blog do Ambientalismo

Por Husc em 23 abril, 2010

Como tantos outros artigos, este, da autoria de Nilder Costa, trata de mostrar quem está por trás do movimento ambientalista internacional, o qual, sob a égide das onipresentes oligarquias internacionais que almejam um governo mundial único, age no sentido de obstaculizar o desenvolvimento socioeconômico das nações, principalmente as do Terceiro Mundo, com o intuito de que os recursos naturais do planeta sejam “economizados” com o estrito fim de que os mesmos sejam controlados (e utilizados) por aquelas elites internacionais, para a manutenção de seu poder e usufruto de seus benefícios em termos de consumo e de manutenção de seu status de conforto. Apesar do artigo ter sido escrito em 1997, ainda é, perfeitamente, pertinente e tempestivo, pois o quadro geopolítico de hoje não é em nada diferente. Incluí subtítulos no texto para facilitar a leitura.
Eis a matéria.

Os donos invisíveis do movimento ambientalista

Certamente as Organizações Não-Governamentais jamais teriam a indiscutível projeção e influência que desfrutam atualmente na opinião pública mundial não fora o decisivo financiamento que receberam – e recebem – de grandes fundações norte-americanas que, por serem, nominalmente, filantrópicas, recebem generosas isenções fiscais do governo estadunidense. As doações destas fundações multimilionárias têm se revelado crucial para as ONGs, principalmente no crítico período que se segue à sua instalação, quando recebem uma espécie de “capital inicial” para deslancharem suas atividades.


Hidrovias brasileiras naturais

A idéia é obstaculizar os projetos de infraestrutura na América Latina


Como já expusemos em profundidade no relatório «A Grande Hidrovia», um dos principais projetos do aparato internacional ambientalista e de direitos humanos, que tem nas ONGs seus principais operativos, é evitar a todo custo que seja viabilizada a consecução da maior rede de integração física da América do Sul, a hidrovia que vai do delta do Rio Orinoco ao Rio da Prata, que significaria o desenvolvimento do interior do sub-continente e que, por várias razões estratégicas, inclusive comerciais, não é desejado que se concretize.

Para tanto, criaram-se obstáculos formidáveis nos dois pontos críticos da Grande Hidrovia: a Reserva Ianomâmi (Brasil e Venezuela), na interligação das bacias Orinoco-Amazonas, e o mito da intocabilidade do Pantanal, na interligação das bacias Amazonas-Prata. Assim, a intensa e renovada campanha contra a Hidrovia Paraguai-Paraná deve ser analisada sob um ângulo estratégico bem mais amplo e que, historicamente, iniciou-se em meados do século passado com a geopolítica britânica do Prata, que culminou com a Guerra do Paraguai.


O que descreveremos a seguir é um estudo sobre como três das maiores destas Fundações – especificamente, a Fundação Rockefeller, a Fundação W. Alton Jones e a Fundação C. S. Mott – canalizaram recursos e suporte a dezenas de ONGs brasileiras e internacionais para impedir a implantação da Hidrovia Paraguai-Paraná que, uma vez concluída, induziria os nacionais sul-americanos, principalmente nós, brasileiros, a se perguntar: por que não estendê-la até à Bacia Amazônica? O estudo gira em torno do livro «O Projeto de Navegação da Hidrovia Paraguai-Paraná: Relatório de Uma Análise Independente», libelo contra a hidrovia lançado no último dia 20 de agosto, simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos. Ao final, apresentamos um esquema simplificado destas operações.

A Fundação Rockefeller


A Fundação Rockefeller tem sido uma instituição crucial no processo de desenvolvimento dos programas de “engenharia social” que desembocaram na criação do movimento ambientalista. Desde a sua criação, em 1913, tem participado diretamente da estruturação e do financiamento, inicialmente, do movimento eugênico e, quando este caiu em descrédito após as atrocidades nazistas, dos movimentos de controle populacional e ambientalista.

O malthusianismo logo de cara

A Fundação Rockefeller e as demais fundações da família Rockefeller participaram diretamente da criação do Clube de Roma, em 1968 – uma das instituições-chaves do movimento ambientalista internacional. Na década de 70, os Rockefeller patrocinaram amplamente o projeto A Agenda Inacabada (The Unfinished Agenda) – estudo que determinou as principais diretrizes de ação que seriam seguidas pelos ambientalistas e que orientaria a elaboração do relatório «Global 2.000», do governo Carter, iniciativa que consolidaria o malthusianismo como diretriz fundamental da política exterior dos Estados Unidos.

Em 1990, a Fundação Rockefeller criou o programa LEAD – Leadership for Environmental and Development (Programa de Lideranças em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), «para cultivar uma rede de talentosos profissionais de diversas disciplinas e setores, comprometidos com o desenvolvimento sustentável». Durante dois anos, os bolsistas, criteriosamente escolhidos pelo LEAD, passam por intenso treinamento «multidisciplinar e multisetorial para diagnosticar e resolver problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável a nível regional, nacional e internacional». Desde 1992, mais de 500 profissionais já foram treinados no Brasil, Canadá, China, Comunidade de Estados Independentes (ex-União Soviética), Europa, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

Ação de base no Brasil

No Brasil, o LEAD foi fundado em meados de 1991 e, segundo a Gazeta Mercantil (11/06/91), «a Fundação Rockefeller pretende investir no Brasil US$ 5 milhões nos próximos cinco anos na formação de líderes na área ambiental, com a finalidade de preparar formadores de opinião capazes de ter uma visão ampla dos problemas ambientais e de suas implicações econômicas». Na ocasião, All Binger, diretor internacional do LEAD, declarou com surpreendente franqueza: «Esperamos que, em dez anos, muitos dos bolsistas estejam atuando como ministros de meio ambiente e desenvolvimento, reitores de universidades e presidentes de empresas».

Brasileiros?

A filial brasileira do LEAD chama-se Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL) e tem na Universidade de São Paulo, que aderiu ao programa, seu principal celeiro de recrutamento. O Comitê Diretivo Nacional da ABDL tem José Goldemberg como presidente e Henrique Rattner como Diretor Nacional do Programa. Entre os membros do Comitê Diretivo encontram-se Israel Klabin (presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), Enéas Salati, Eduardo Martins (atual secretário de Meio Ambiente do ministério de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ex-presidente do IBAMA, ex-dirigente do WWF-Brasil), Maria Teresa Jorge Pádua (FUNATURA) e outros. José Goldemberg, um dos ex-ministros notáveis do governo Fernando Collor de Mello, que criou a Reserva Ianomâmi, vem a ser também membro da diretoria internacional do LEAD.

Financiando as ONGs

A Fundação Rockefeller tem sido muito pródiga com essa sua criatura, para a qual já desembolsou mais de US$ 20 milhões. Sua filial brasileira recebeu ano passado US$ 570.000 e, em anos anteriores, outras quantias igualmente polpudas. O enlace do LEAD com a matriz do aparato ambientalista internacional, dirigida por famílias aristocráticas britânicas e agregados, é estabelecido por meio de Sir Shridath Ramphal, que ocupa a presidência do Comitê Internacional do programa. Sir Ramphal integra o mais alto escalão do aparato: ex-Secretário Geral da Comunidade Britânica de 1975 a 1990, é também o atual presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

A mais recente contribuição da Fundação Rockefeller para a campanha contra a Hidrovia Paraguai-Paraná estabeleceu-se por intermédio do LEAD, quando três dirigentes de sua filial brasileira integraram o grupo dos 11 magníficos que escreveram o citado libelo «Relatório de Uma Análise Independente». São eles: Israel Klabin, Henrique Rattner e Enéas Salati.

A Fundação W. Alton Jones

O envolvimento da Fundação W. Alton Jones nos esforços internacionais contra a Hidrovia Paraguai-Paraná ficou mais evidente a partir de 1994, ano que marcou o início da campanha mundial comandada pelo WWF contra a Hidrovia e que culminou com a realização de um grande evento internacional, ocorrido em dezembro deste ano no Memorial Latino-Americano, em São Paulo, quando foi formalizada a criação da ONG Rios Vivos – tropa de choque que reúne militantes de 300 OGNs internacionais. Neste ano, a W. Alton Jones financiou a Wetlands for the Americas para publicar em português o primeiro libelo mais amplo contra a hidrovia, intitulado «Hidrovia: uma Análise Ambiental Inicial da Via Fluvial Paraguai-Paraná», cujos argumentos, alegadamente científicos, embasaram a campanha. O lançamento foi saudado pelo Financial Times, secular porta-voz dos interesses do establishment britânico, reafirmando a tese de que a Hidrovia não poderia ser construída porque «secaria o Pantanal».

Mais financiamentos de ONGs e o fundamentalismo ambiental

Ainda em 1994, a W. Alton Jones soltou mais US$ 34.000 para e Ecotrópica, ONG sediada em Cuiabá e dirigida por Adalberto Eberhard, bem como US$ 62.000 para a International Rivers Network, que passou a coordenar as ações contra a hidrovia por intermédio de seu agente Glenn Switkes. Switkes notabilizou-se pela coordenação da campanha no Equador contra a exploração petrolífera em vastas áreas amazônicas, mobilizando dezenas de ONGs e organizações indígenas. Isto ocorreu no período 1992-1994, quando ainda pertencia à Rainforest Action Network, em cuja diretoria assenta-se Mike Roselle, também fundador e diretor do grupo ecoterrorista Earth First!, responsável por inúmeros atos de sabotagem contra instalações e equipamentos industriais nos Estados Unidos. Foi da Eco-Fucker Hit List!, publicada pela Earth First!, que o terrorista Theodore Kaczynski, até então conhecido pela alcunha “Unabomber”, escolheu as duas últimas vítimas de seus ataques. Kaczynski assassinou três pessoas e feriu várias outras em atentados a bomba, cometidos em nome de uma ideologia ambientalista radical.

Os financiamentos não param


Em 1995 e 1996, a W. Alton Jones destinou mais US$ 259.00 para a campanha, sendo os beneficiários a International Rivers Network, a Ecologia e Ação (de Campo Grande, MS, dirigida por Alcides Faria), o Instituto Centro e Vida (Cuiabá, dirigida por Sérgio Henrique Guimarães), a Rios Vivos (coalizão), a Sobrevivência (ONG paraguaia) e a Environmental Defense Fund (EDF), uma das responsáveis pelo lançamento do Relatório de Uma Análise Independente. Entre 1994 e 1996, a W. Alton Jones deu US$ 704.000 para a campanha contra a Hidrovia. Ainda em 1994, a W. Alton Jones concedeu mais US$ 100.000 para a Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, de Israel Klabin, a título de manter a biodiversidade na Amazônia. Sob a mesma rubrica, a W. Alton Jones repassou mais US$ 100.000 para a Fundação Vitória Amazônica, ONG envolvida em um rumoroso escândalo de R$ 19 milhões que lhe foram repassados pelo Tesouro Nacional e que foram aplicados, segundo seu presidente Cláudio Nina, na realização de uma grande exposição nos Estados Unidos sobre produtos “não madeiráveis”, cuja exploração evita corte de árvores. Além deste montante, a Fundação W. Alton Jones cofinanciou a elaboração e publicação do citado «Relatório de Uma Análise Independente».

A Fundação C. S. Mott

Este C. S. vem de Charles Stewart Mott, bilionário norte-americano falecido em 1973. Em 1990, os ativos da Fundação ultrapassaram 929 milhões de dólares. Apesar de tradicionalmente canalizar a maior parte de suas contribuições para organizações educacionais e comunitárias, a Fundação C. S. Mott tem sido bastante generosa com o movimentos ambientalista internacional. Somente em 1990, deu, entre outros, US$ 450 mil para os Amigos da Terra (Friends of the Earth), US$ 100 mil para o National Wildlife Federation, US$ 115 mil para a Natural Resources Defense Council, US$ 130.000 para a The Nature Conservancy, US$ 545 mil para o World Resources Institute e US$ 115.000 para o Environemntal Defense Fund, o EDF. A família Mott mantém ainda o C. S. Mott Fund e o Ruth Mott Fund, igualmente generosos com o movimento ambientalista internacional. A Fundação C. S. Mott tem também contribuído para a revista Rios Vivos, publicada em espanhol e português pela coalizão Rios Vivos, e foi a outra cofinanciadora do Relatório de Uma Análise Independente.

O CEBRAC e o EDF

O Centro Brasileiro de Referência a Apoio Cultural (CEBRAC), de Brasília, apareceu como co-patrocinador, juntamente com o EDF, do lançamento do «Relatório de Uma Análise Independente».

O CEBRAC foi fundado em 1986 e é encabeçado por Maurício Galinkin, um dos mais antigos articuladores contra a Hidrovia Paraguai-Paraná. O CEBRAC possui vínculos com a ONG holandesa Both Ends, que recebe a maior parte de seus ingressos do governo da Holanda (ministérios de Relações Exteriores, da Agricultura e da Habitação), bem como da filial do WWF neste país.

O WWF por trás

Em 1994, o CEBRAC foi comissionado pelo WWF para engrossar a campanha contra a Hidrovia e em setembro deste ano Maurício Galinkin lançou o panfleto «Quem paga a conta?» – onde tenta demonstrar, sem sucesso, que o projeto é economicamente inviável. Em outubro de mesmo ano, o panfleto foi lançado em inglês, na cidade de Gland, Suíça, sede mundial do WWF. Na ocasião, Leonardo Lacerda, diretor do WWF para a América Latina, disse que «o projeto [da Hidrovia Paraguai-Paraná] não deve ser levado adiante».

Ainda as teorias malthusianas

Galinkin utiliza o mesmo método falacioso empregado no livro «Limites ao Crescimento», do Clube de Roma, convertido em manual de referência para todos os ambientalistas, de fazer extrapolações lineares para analisar efeitos a longo prazo de fenômenos que, por sua natureza, são necessariamente não-lineares. Esta técnica é a base de sustentação dos teóricos ambientalistas para estabelecer conceitos enganosos como o da “capacidade de carregamento da Terra” ou o do “desenvolvimento sustentável”, de onde derivam suas campanhas para o controle populacional e limite do crescimento econômico, uma vez que não consideram – por ignorância ou má fé – que os novos avanços científicos e tecnológicos, simplesmente, jogam no lixo qualquer projeção baseada em parâmetros que já perderam a validade.

O EDF

Já as ações do Environmental Defense Fund (EDF), têm sido descritas com freqüência, no Alerta Científico e Ambiental, por seu envolvimento na formação do Instituto Socioambiental, autor de ação judicial contra a Hidrovia Araguaia-Tocantins. Apenas para relembrar que trata-se de uma ONG jurídica, criada especialmente para viabilizar o absurdo banimento do DDT, produto que trouxe enormes benefícios para a Humanidade e salvou milhões de vidas.

Os efeitos multiplicadores das obras de infra-estrutura

É fato inconteste que o transporte, a infra-estrutura urbana, energia, grandes obras hidráulicas e comunicações têm sido fatores decisivos para o desenvolvimento econômico. São exatamente os efeitos multiplicadores das grandes obras de infra-estrutura, como a Hidrovia Paraguai-Paraná, de característica não-linear e geralmente incomensuráveis, o que os donos do aparato ambientalista internacional mais temem e querem impedir. Sabem eles que tais empreendimentos não agregam à economia um produto propriamente dito mas algo muito mais importante: agregam eficiência e produtividade aos setores da economia que produzem bens para a sociedade; criam novos mercados onde não existiam, viabilizam novas fronteiras agrícolas ou a exploração econômica de recursos naturais, possibilitam o surgimento de novas cidades, são um fator importante para a integração e ocupação territorial e têm um papel fundamental para a logística da defesa nacional. Por conseguinte, a decisão de sua implantação deve obedecer a diretrizes de um planejamento estratégico da Nação, necessariamente de longo prazo, e não a análises tipo custo-benefício, que são critérios auxiliares – mas jamais decisórios – feitos por incompetentes.

Problemas ambientais existem e devem ser solucionados, pois afetam a vida humana. Entretanto, o fato dos ambientalistas tratarem de forma secundária os verdadeiros problemas ambientais, como o tratamento de esgotos e a poluição atmosférica das grandes cidades, demonstra uma clara e consciente inversão de valores, pelo que deveriam ser chamados de “desindustrialistas” e não de ambientalistas.


Nilder Costa








Créditos:Este post é texto publicado, em 31/08/1997, no site Alerta em Rede, que divulga matérias oriundas da Capax Dei Editora e do Movimento Solidariedade Íbero-americana. Introduzi subtítulos no texto para facilitar a leitura.

O livro a ler é: «A Hora das Hidrovias – Estradas para o Futuro do Brasil», de Geraldo Luís Lino e outros (Capax Dei Editora Ltda., RJ).

Para saber mais sobre o tema: visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/ . Mensagens e sugestões, favor enviar para msia@msia.org.br.

Imagem: ambientebrasil.com.br
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Fonte: Blog do Ambientalismo
Imagens: Google

Irã não desistirá de seu projeto nuclear, diz Ahmadinejad

O Irã não vai recuar em seu programa nuclear, apesar das novas sanções ocidentais, afirmou nesta quarta-feira o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em um discurso transmitido ao vivo pela televisão estatal.

"Eu aconselho que abandonem estes métodos (sanções), não acreditem que esse mau humor, que esse mostrar de dentes e unhas vi desviar o povo iraniano em seu caminho para a tecnologia nuclear", declarou Ahmadinejad em Pakdasht , uma cidade a leste de Teerã, onde reiterou que o Irã não quer armas atômicas.

Na véspera, o Irã já havia condenado as novas sanções econômicas anunciadas por Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros países ocidentais por seu programa nuclear e as considerou "sem efeito", segundo o porta-voz da chancelaria iraniana.

"Estas ações seguem no sentido da hostilidade destes países contra nosso povo. São condenáveis e sem efeito", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, citando em particular Estados Unidos e Grã-Bretanha.


Estas sanções foram anunciadas após um relatório recente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que reforça a suspeita de uma "possível dimensão militar" do programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou o novo informe da AIEA afirmando que seu programa nuclear tem apenas objetivos pacíficos.

Um decreto da Casa Branca endurece as represálias contra as pessoas ou empresas que fornecem ajuda material ou de desenvolvimento dos recursos petrolíferos e do setor petroquímico do Irã. O Reino Unido anunciou horas antes a ruptura de todos os contatos com os bancos iranianos, enquanto o Canadá anunciou o bloqueio "virtual" de todas as transações com o país.

A França também propôs na segunda-feira a países como Alemanha, Estados Unidos, Japão e Canadá o congelamento "imediato" dos ativos dos bancos iranianos e a interrupção das compras de petróleo deste país, para convencer o Irã a renunciar ao seu programa nuclear militar, segundo uma carta divulgada pela presidência francesa.

China

Nesta quarta (23), a China advertiu que sanções ocidentais contra o Irã só agravarão o cenário e aumentarão o confronto a respeito da questão do programa nuclear de Teerã. "A China sempre foi contra as sanções unilaterais ao Irã", afirmou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Liu Weimin, no primeiro comentário de Pequim após o anúncio das medidas de punição a Teerã.




Fonte: Pátria latina

Imagem: Google

Equador propõe democratização do sistema de Nações Unidas

O governo do Equador realiza contatos com diferentes países para fortalecer uma proposta de democratizar o sistema da Organização das Nações Unidas (ONU), e convoca uma integração da região para mudar essa relação de poder

Assim o enfatizou o presidente equatoriano, Rafael Correa, ao dizer aos jornalistas estrangeiros credenciados aqui que o Conselho de Segurança da ONU é um poder absolutamente antidemocrático.

Nesse órgão, afirmou, têm poder de veto uns quantos países que descaradamente se nomearam os policiais e árbitros do mundo.

Estamos levantando propostas sobre isto, disse, mas sabemos que sozinhos não vamos a lugar algum. Trata-se, enfatizou, de unir esforços entre muitos países que buscam mudar esse sistema tão antidemocrático.

Criticou igualmente o sistema interamericano da Organização de Estados Americanos (OEA), da qual destacou a contradição de que sua sede esteja em Washington, quando os Estados Unidos não reconhecem a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Correa manifestou seu desejo de que a próxima Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), que será constituída na Venezuela nestes 2 e 3 de dezembro, substitua a Organização de Estados Americanos (OEA).

Reafirmou a vontade do Equador de desenvolver a CELAC como um fórum para a resolução de conflitos regionais, que substitua a OEA, por sua clara inclinação a favor dos países hegemônicos.

Estamos trabalhando pela integração, acrescentou, porque estamos conscientes de que só como bloco teremos mais importância no cenário mundial para impedir que nos submetam não apenas os países hegemônicos, senão capitais hegemônicas.

Se a América Latina continua desunida, advertiu, e o investimento estrangeiro compete nos países da região, exonerando impostos ou baixando os salários reais, o que faremos é dar a pouca riqueza de nossos países em benefício do grande capital.

E a melhor maneira de enfrentar isso é com a ação coletiva regional, onde nossa política internacional se caracteriza pela soberania, a dignidade, e por buscar uma ordem planetário mais humano, mais justo, e mudar as relações de poder.

A América Latina tem tido tudo para ser o continente mais próspero do planeta e, na média, ainda que não é o mais pobre, temos pobres mais pobres que nos países desenvolvidos e ricos mais ricos que nesses países industrializados, afirmou o presidente.

A América Latina se caracterizou pela desigualdade e por sistemas excludentes, e isso reflete a relação de poderes, disse ao se referir aos poderes de fato que independentemente de que não ganhassem as eleições continuavam governando".

Disse que estes setores eram econômicos, sociais, noticiários, religiosos, e isso é o que está mudando, afirmou.



Fonte: Pátria Latina

Imagem: Google

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TEMOS QUE CONSTRUIR BELO MONTE!

antevisão da usina de Belo Monte

Por Sonia Montenegro

“Recebi de um amigo uma propaganda de artistas globais contra a construção de Belo Monte, e coletei uns tantos textos que defendem a construção da usina.



PS:
Se não tiver saco para ler tudo, faça pelo menos uma leitura dinâmica [dos textos abaixo indicados], para sentir que faz sentido a defesa da construção da hidrelétrica:

--Belo Monte e a Soberania, Mauro Santayana - Revista do Brasil No. 47 - 19.5.2010

--
O que está por trás de Belo Monte - Bem do Século, Delfim Neto - Carta Capital - 13.4.2011

--ONG britânica denuncia: WWF recebe dinheiro de desmatadores, Reportagem do jornal Hora do Povo – 29.7.2011

--Por que Cameron é contra Belo Monte? Eron Bezerra no Portal Vermelho – 20.4.2010

--Eu não assino petições contra Belo Monte, Alexandre Porto no Blog do Ale - 18 1. 2011

--
Comentários sobre Belo Monte, Miguel do Rosário - Blog Óleo do Diabo - 27.4.2010

--SWU: a farsa ambiental e seus interesses privados, Claudio Julio Tognolli - Brasil 247 - 14.11.2011


PARA QUEM ACREDITA NA IMPRENSA

Por Sonia Montenegro

“Um fantasma ronda o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores endógenos, a emissão de poluentes na Terra.

Por que você acha que o Príncipe Charles e outros milionários de países de primeiro mundo são patrocinadores e padroeiros do WWF?

Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros “preservadores da natureza” para drogar jovens com a febre antidesenvolvimentista [nos países concorrentes, real ou potencialmente].

Neil Young, que [obviamente] há duas semanas saiu nas ‘Páginas Amarelas’ da ‘Veja’, veio aqui no SWU [festival do ‘Starts With You’ – ‘Começa Com Você’, movimento de conscientização em prol da 'sustentabilidade'] com um único papel: ele é agente do capetalismo internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.

Vale lembrar que há no Brasil 340 mil ONGs...

Quem são? Quem financia? Quais seus interesses? O capital estrangeiro é de quais países? Em que áreas atuam? Como e em quais localidades brasileiras, estrangeiras e em seus países de origem atuam?”

====================

Finalmente, dou os meus pitacos:

“Confio muito mais na opinião dos textos acima do que qualquer bandeira da 'Globo', e as razões já disse acima. Quanto aos artistas globais, ou podem ser usados como inocentes úteis (na melhor das hipóteses), ou estão defendendo seus interesses, puxando o saco do seu patrão.

Tem um vídeo que rola na internet de Orlando Villas Boas, sertanista falecido em dezembro de 2002, que dedicou sua vida à causa dos índios e principal criador do Parque Nacional do Xingu.

Orlando faz nele uma grave advertência aos brasileiros: disse que algo entre 10 ou 15 Ianomâmi, os mais destacados da comunidade, estão na América, aprendendo inglês, aprendendo uma porção de coisas e aprendendo a política.



E essa política vai resultar em que? Eles vão voltar dentro de uns 2 ou 3 anos para as tribos ianomâmis, falando inglês, com outra mentalidade. E o que eles vão fazer? Eles vão pedir o território ianomâmi desmembrado do Brasil, e a ONU vai dar. E dá como tutora, no começo, dessa nova gleba, a América do Norte. Isso é amor dos norte-americanos pelos ianomâmis? Não! Não senhor!

Eu gostaria de saber com que direito o magnata cineasta James Cameron se arvora no direito de se meter na política de um país soberano, afirmando que vai impedir a construção da usina de Belo Monte? Como ele se locomove [poluindo] pelo mundo? Com certeza, não é a pé ou de bicicleta e muito menos em aviões comerciais. Ele não está preocupado com planeta, quando se trata do seu próprio conforto.

Por que ele não faz uma campanha no seu rico país para reflorestar as 96% das florestas que devastaram? Os EUA possuem 5% da população do mundo e consomem 30% dos recursos naturais do planeta. Se todo o mundo consumisse como eles, seriam necessários de 3 a 5 planetas. E ele vem se meter onde não foi chamado?

E as guerras que a 'grande nação' norte-americana promove continuamente, desde a guerra da independência? Bomba não polui? Destruir infraestrutura construída com o dinheiro da população de diversos países, como vem acontecendo, para depois auferir lucros na reconstrução é o que? Isso poderia ser chamado de 'ecologicamente certo'?

A “grande” nação norte-americana jamais assumiu que invadiria um país para lhe roubar. Sempre tiveram um discurso “politicamente certo”: “contra os comunistas que comem criancinhas”, nos tempos da guerra-fria; que uma vez acabada, levou a outras justificativas, como: “vamos levar a liberdade”.

Historicamente, apoiaram ditadores sanguinários, desde que fossem “amigos”. Derrubaram um número enorme de governos democraticamente eleitos, e os substituíram por ditaduras “amigas”. Não foi a custa de justiça que se tornaram uma potência hegemônica.

Agora, o discurso é ecologia, ou você acha que essa onda ecológica nasceu espontaneamente? E a hipocrisia é tamanha que exigem dos outros o que não fazem, porque não assinaram nem o Protocolo de Kioto. Foram eles que instituíram essa “sociedade de consumo” e, pior, nada fizeram para mudar.

Então que vão catar coquinhos, e eu estou disposta a ir para a rua para defender a construção de Belo Monte, apesar da 'Globo' e dos 'globais'!”




FONTE:
escrito por Sonia Montenegro e postado por Castor Filho no blog "Rede Castor Photo" (http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/temos-que-construir-belo-monte.html). Postado também no blog “Grupo Beatrice” (http://grupobeatrice.blogspot.com/) [imagem do google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’. Sugestão de postagem do leitor Probus].
Retirado do Blog Democracia e Politica

Desabafo: CONTRA o Movimento Gota D'água



Derramamento de sangue em Honduras e a desonra de Obama

Imagine que um ativista opositor fosse assassinado em plena luz do dia na Argentina, na Bolívia, no Equador ou na Venezuela por pistoleiros mascarados, ou sequestrado e assassinado por guardas armados de um conhecidíssimo partido do governo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama conversa com Porfírio Lobo na Oficina Oval da Casa Branca

Seria uma notícia de primeira página no The New York Times e em todos os canais de TV. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiria uma enérgica declaração sobre graves abusos dos direitos humanos, caso algo semelhante acontecesse.

Agora, imagine que 59 assassinatos desse tipo aconteceram até agora, durante o ano de 2011, e 61 em 2010. Muito antes da quantidade de vítimas chegar a esse nível, seria convertido em um importante tema de política exterior para os Estados Unidos e Washington exigiria sanções internacionais.

Porém, estamos falando de Honduras, não da Bolívia ou da Venezuela. Portanto, quando o presidente Porfirio Lobo, de Honduras, foi a Washington, no mês passado, o presidente Obama o saudou calorosamente e disse: "Há dois anos, vimos um golpe em Honduras que ameaçou desviar o país da democracia e, em parte pela pressão da comunidade internacional; porém, também pelo forte compromisso com a democracia e a liderança do presidente Lobo, o que vemos é uma restauração das práticas democráticas e um compromisso com a reconciliação, o que nos dá muitas esperanças”.

Conivência de Obama

Evidentemente, o presidente Obama, inclusive, negou-se a reunir-se com o presidente democraticamente eleito, que foi derrocado pelo golpe mencionado, apesar de que esse presidente, logo após o golpe, foi por três vezes a Washington em busca de ajuda. Era Manuel Zelaya, o presidente de centro-esquerda que foi derrocado pelos militares e setores conservadores em Honduras após instituir uma série de reformas votadas pela cidadania hondurenha, como o aumento do salário mínimo e leis de impulso à reforma agrária.

Porém, o que mais enfureceu a Washington foi a proximidade de Zelaya com os governos esquerdistas da América do Sul, incluída a Venezuela. Não estava mais próximo da Venezuela do que o Brasil ou a Argentina; porém, foi um crime de oportunidade. Assim, quando os militares hondurenhos derrocaram a Zelaya, em junho de 2009, o governo de Obama fez todo o possível durante os seis meses seguintes para assegurar-se de que o golpe havia sido um êxito.

A "pressão da comunidade internacional”, a que Obama se referiu na declaração mencionada, veio de outros países, especialmente dos governos de esquerdas da América do Sul. Os Estados Unidos estavam do outro lado, lutando —finalmente com êxito — a fim de legitimar o governo golpista mediante uma "eleição” que o restante do hemisfério negou-se a reconhecer.

Em maio desse ano, Zelaya declarou em público o que já havíamos adivinhado os que acompanhamos de perto os acontecimentos: que Washington esteve por trás do golpe e ajudou para que se perpetrasse. Mesmo que ninguém tenha se dado ao trabalho de investigar qual o papel dos Estados Unidos no golpe, é algo bastante plausível em vista da grande evidência circunstancial.

Porfirio Lobo assumiu o poder em janeiro de 2010; porém, a maioria do hemisfério negou-se a reconhecer seu governo porque sua eleição aconteceu mediante graves violações dos direitos humanos. Em maio de 2011, chegou-se, finalmente, ao Acordo de Cartagena (Colômbia), que permitiu que Honduras voltasse à Organização dos Estados Americanos (OEA). Porém, o governo de Porfirio Lobo não cumpriu sua parte nos Acordos de Cartagena, que incluíam garantias para os direitos humanos da oposição política.

Assassinatos políticos

Em seguida, menciono duas das dezenas de assassinatos políticos que aconteceram durante a presidência de Lobo, tal como foram recopilados pela Red de Liderazgo Religioso de Chicago sobre Latinoamérica (Rede de Liderança Religiosa de Chicago para a América Latina): "Pedro Salgado, vice presidente do Movimento Unificado Camponês do Aguán (Muca) foi eliminado a tiros e depois foi decapitado, aproximadamente às 8 horas da noite na empresa cooperativa La Concepción. Sua esposa, Reina Irene Mejía, também foi assassinada a tiros na mesma ocasião. Pedro sofreu uma tentativa de assassinato em dezembro de 2010... Salgado, como os presidentes de todas as cooperativas que reivindicam direitos a terras utilizadas pelos empresários do óleo de palma africana no Aguán, havia sido objeto de constantes ameaças de morte desde inícios de 2011”.

A coragem desses ativistas e organizadores frente à semelhante violência e horrível repressão é assombrosa. Muitos dos assassinatos do ano passado aconteceram no Valle Aguán, no Nordeste, onde pequenos agricultores lutam por direitos à terra contra um dos latifundiários mais ricos de Honduras, Miguel Facussé.

Ele produz biocombustíveis nessa região em terras em disputa. É próximo aos Estados Unidos e foi um importante apoio ao golpe de 2009 contra Zelaya. Suas forças privadas de segurança, junto com policiais e militares respaldados pelos EUA são responsáveis pela violência política na região. A ajuda dos EUA aos militares hondurenhos aumentou a partir do golpe.

Recentes comunicações diplomáticas publicadas por WikiLeaks mostram que os funcionários estadunidenses souberam, desde 2004, que Facussé traficou grandes quantidades de cocaína. Dana Frank, professor da Universidade de Santa Cruz, especialista em Honduras, resumiu para The Nation, no mês passado: "Fundos e treinamento da ‘guerra contra a droga' dos EUA, em outras palavras, estão sendo utilizados para apoiar a guerra de um conhecido narcotraficante contra os camponeses”.

A militarização da guerra contra a droga na região também impulsiona Honduras pelo mesmo caminho perigoso trilhado pelo México, um país que já tem uma das mais altas taxas de assassinatos no mundo. The New York Times informa que 84% da cocaína que chega aos EUA agora cruza pela América Central, em comparação com os 23% em 2006, quando Calderón chegou à presidência no México e lançou sua guerra contra a droga. The Times também assinala que "os funcionários estadunidenses dizem que o golpe de 2009 abriu a porta aos cartéis [da droga]” em Honduras.

Esquadrão da morte

Quando votei por Barack Obama, em 2008, nunca imaginei que seu legado na América Central seria o retorno do governo dos esquadrões da morte, do tipo que Ronald Reagan apoiou tão vigorosamente nos anos 80. Porém, parece ser o caso em Honduras.

O governo ignorou até agora a pressão dos membros democratas do Congresso para que sejam respeitados os direitos humanos em Honduras. Esses esforços continuarão; porém, Honduras necessita ajuda do Sul. A América do Sul foi a que encabeçou os esforços para reverter o golpe de 2009. Apesar de que Washington os derrotou, não pode abandonar Honduras enquanto gente que não é diferente de seus amigos e partidários em seus países são assassinadas por um governo respaldado pelos Estados Unidos.




Fonte: Mark Weisbrot no jornal britânico The Guardian
Tradução: Adital

Retirado do site vermelho.org

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