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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um retrocesso na política externa



Um dos pontos fortes do governo das forças democráticas brasileiras, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, tem sido a política externa. Altiva, assertiva, soberana, em muito contribuiu para mudar a imagem do Brasil no mundo e elevar a autoestima dos brasileiros.




Por José Reinaldo Carvalho*

Foi-se para sempre o famigerado complexo de vira-latas e o Brasil distinguiu-se no cenário internacional não mais pelas humilhações que sofria nem pelos gestos de subserviência com que governos anteriores favoreceram os potentados internacionais. Pertencem a uma era definitivamente pretérita frases como “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (Juracy Magalhães), assim como gestos servis, como o de Otávio Mangabeira beijando a mão de Eisenhower ou um ex-chanceler obedecendo a ordens de tirar os sapatos emitidas por um meganha de aeroporto nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, nada tem a ver com essa malsinada tradição entreguista. Frequentou outra escola e se distinguiu na nova geração da Casa de Rio Branco como um alto funcionário esmerado na boa técnica diplomática. É seu mérito e pode ser também o seu defeito. Porque como em toda e qualquer atividade estatal, não há técnica que resulte em ações progressivas sem a boa política no posto de comando.


Talvez seja por isso que o chanceler, em nenhuma ocasião desde que assumiu o comando do Itamaraty, tenha feito uma crítica sequer às ações do imperialismo estadunidense e seus aliados da União Europeia e Otan, mesmo nos momentos em que cometeram crimes de lesa-humanidade como no caso da guerra contra a Líbia, ou quando elevaram o tom das ameaças de sanções e intervenção contra o Irã.


Quiçá, isto sirva ainda para explicar por que o Brasil tem adotado algumas mudanças em sua conduta nos fóruns internacionais, dando votos que não se coadunam com uma política externa de país progressista.


Pode ser uma questão de estilo e de formação do chanceler, mas não o isenta de críticas. Do ponto de vista das forças democráticas, populares, internacionalistas, nada justifica a adesão de nosso país à política intolerante de sanções levada a efeito pelas potências imperialistas. O Itamaraty não é ingênuo. Seus pós-doutores em geopolítica, defesa e diplomacia sabem que não há neste mundo hobbesiano defesa desinteressada dos direitos humanos, letra morta quando defendida por superpotências cuja história é feita por genocídios.


Também é conhecido que está em plena aplicação a estratégia de reestruturar o Oriente Médio, plataforma que encanta os
think tanks democratas e republicanos, que alternadamente fazem a cabeça do Pentágono e do Departamento de Estado. O Brasil tem justas ambições de desempenhar um novo papel e ocupar um novo lugar no mundo, o que seria suficiente para agir de acordo com o interesse nacional e em benefício de países e povos amigos, tomando a devida e necessária distância dos planos geopolíticos imperiais, nunca coadjuvando-os.

Não só o voto pelas sanções à Síria é um contrassenso, como é no mínimo uma platitude defender, como fez o chanceler nesta terça-feira (29), a “desmilitarização” da Síria como alternativa para encerrar a onda de violência no país que dura oito meses.


Mais estranha ainda foi a afirmação de que a mediação de um acordo de paz na região deve ser feita pela Liga Árabe. Seria, não fosse a circunstância, que o ministro não desconhece, de que a Síria, país membro da Liga, está suspensa do bloco, porque este se encontra sob a égide de uma orientação pró-imperialista e paradoxalmente anti-árabe.


Antonio Patriota expôs suas dúvidas sobre a eficácia de uma intervenção militar na Síria. Recorreu ao discurso técnico para argumentar que a intervenção militar “tem de ser autorizada pelo Conselho de Segurança [das Nações Unidas], que tem estado muito dividido em relação à Síria. Isso porque não está claro o que uma intervenção militar poderia realizar de positivo para a população e a democracia na Síria”, disse.

Seria desejável, em nome da boa imagem do Brasil progressista, perante as forças que internamente dão sustentação política ao governo, e aqueles países e forças políticas que têm no Brasil um aliado solidário das causas da paz e do contra-hegemonismo das grandes potências imperialistas, que o chanceler condenasse ou no mínimo descartasse por convicção a intervenção militar contra o país árabe.

Ao que tudo indica, o chanceler brasileiro já tem opinião formada sobre a situação da Síria, sem levar em conta as informações, opiniões e medidas de um governo que tem sólidas relações bilaterais com o Brasil. Deu crédito absoluto às conclusões da Comissão de Investigação de Direitos Humanos das Nações Unidas, de que “as forças de segurança ligadas ao presidente sírio são responsáveis por torturas, assassinatos, estupros e desaparecimentos na região”. Isto foi o suficiente para que o chanceler sentenciasse: “As acusações são muito graves, estamos examinando o seu conteúdo [o relatório da comissão da ONU tem 40 páginas]. Lembro que o Brasil se posicionou sempre a favor das manifestações por melhor governo, mais democracia, melhores oportunidades econômicas e de emprego e organização para os países árabes. Ao mesmo tempo deixou claro que é inaceitável a utilização do aparato do Estado para a repressão violenta e armada contra manifestantes”, disse.


As declarações do chanceler brasileiro são feitas no mesmo momento em que a União Europeia anuncia a intensificação das sanções contra o país árabe e em meio à reiteração pelas autoridades estadunidenses de que Bashar Assad tem de ser deposto.


Não pode haver unidade entre progressistas e reacionários quando se trata de tomar posição sobre um regime político como o vigente na Síria.


Os povos árabes têm direito a lutar pela democracia e a escolher o tipo de governo que querem para fazer suas sociedades avançarem. A liberdade política é um pressuposto para a construção de sociedades justas, progressistas, soberanas. O regime sírio tem lacunas a preencher em termos de vida democrática e vigência plena dos direitos humanos. Mas não é disso que se trata para o imperialismo e seus aliados sionistas e na Liga Árabe. Não é a democracia nem o respeito aos direitos humanos que estão em causa. Figuram no caso em tela como meros pretextos para instrumentalizar uma intervenção. No caso da Líbia o resultado foi uma guerra de agressão e o magnicídio.


Mesmo não tendo identidade política com o governo sírio, o Brasil deve tomar distância de tais manobras e intentos imperialistas.


As declarações do ministro das Relações Exteriores são, assim, no mínimo precipitadas. O Brasil não tem por que se somar à política de sanções ditada pelas potências imperialistas.




Com informações da Agência Brasil

*José Reinaldo Carvalho é editor do Vermelho



Fonte: Pátria latina

É Pentágono/OTAN versus BRICS


Pepe Escobar, Al-Jazeera, Qatar

http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2011/11/2011112991711150824.html

Poucos prestaram atenção, quando, semana passada, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Victoria Nuland anunciou, em linguagem cifrada, que Washington “deixará de atender a alguns dos dispositivos do Tratado das Forças Militares Convencionais na Europa [ing. Conventional Armed Forces in Europe (CFE) Treaty], no que tenha a ver com Rússia.”[1]

Tradução: Washington deixará de informar a Rússia sobre deslocamentos de sua armada global. A estratégia de “reposicionamento” planetário do Pentágono virou segredo.

É preciso atualizar algumas informações de fundo. Esse tratado, CFE, foi assinado nos anos 1990 – quando o Pacto de Varsóvia ainda era vigente, e cabia à OTAN defender o ocidente “livre” contra o que então estava sendo pintado como um muito ameaçador Exército Vermelho.

Na Parte I, esse Tratado CFE estabelecia significativa redução no número de tanques, artilharia pesadíssima, jatos e helicópteros de guerra, e dizia também, aos dois lados, que todos teriam de nunca parar de falar do Tratado CFE.

A Parte II do Tratado CFE foi assinada em 1999, no mundo pós-URSS. A Rússia transferiu grande parte de seu arsenal para trás dos Montes Urais, e a OTAN nunca parou de avançar diretamente contra as fronteiras russas –, movimento que aberta e descaradamente descumpria a promessa que George Bush ‘Pai’ fizera, pessoalmente, a Mikhail Gorbachev.

Em 2007, entra Vladimir Putin, que decide suspender a participação da Rússia no Tratado CFE, até que EUA e OTAN ratifiquem a Parte II do CFE. Washington nada fez, nada de nada; e passou quatro anos pensando sobre o que fazer. Agora, decidiu que nem falar falará (“Washington deixará de atender”, etc. etc.).

Não se metam na Síria

Moscou sempre soube, há anos, o que o Pentágono quer: Polônia, República Checa, Hungria, Lituânia. Mas o sonho da OTAN é completamente diferente: já delineado num encontro em Lisboa há um ano, o sonho da OTAN é converter o Mediterrâneo em “um lago da OTAN”.[2]

Em Bruxelas, diplomatas da União Europeia confirmam, off the record, que a OTAN discutirá, numa reunião chave no início de dezembro, o que fazer para fixar uma cabeça-de-praia muito próxima da fronteira sul da Rússia, para dali turbinar a desestabilização da Síria.

Para a Rússia, qualquer intervenção ocidental na Síria é caso resolvido de não-e-não-e-não absoluto. A única base naval russa em todo o Mediterrâneo Ocidental está instalada no porto (sírio) de Tartus.

Não por acaso, a Rússia instalou seu sistema de mísseis de defesa aérea S-300 – dos melhores do mundo, comparável ao Patriot, dos EUA – em Tartus. E é iminente a atualização para sistema ainda mais sofisticado, o S-400.

Mais importante: pelo menos 20% do complexo industrial militar russo enfrentaria crise profunda, no caso de perder seus assíduos clientes sírios.

Em resumo, seria suicídio, para a OTAN – para nem falar em Israel – tentar atacar a Síria por mar. A inteligência russa trabalha hoje sobre a hipótese de o ataque vir via Arábia Saudita. E vários outros países também sabem, com riqueza de detalhes, dessa estratégia de “Líbia remix”, da OTAN.

Vejam o caso, por exemplo, da reunião da semana passada, em Moscou, dos vice-ministros de Relações Exteriores dos países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)[3].

Os BRICS não poderiam ter sido mais claros: esqueçam qualquer tipo de intervenção externa na Síria; disseram, exatamente que “não se deverá considerar qualquer interferência externa nos negócios da Síria, que não esteja perfeitamente conforme o que determina a Carta das Nações Unidas”.[4]

Os BRICS também condenam as sanções extra contra o Irã (são “contraproducentes”) e qualquer possibilidade de algum ataque. A única solução – para os dois casos, Síria e Irã – é negociações e diálogo. Esqueçam a conversa de um voto da Liga Árabe levar a nova resolução, do Conselho de Segurança da ONU, de “responsabilidade de proteger”, responsibility to protect, R2P. Esqueçam.

O que temos aí é um terremoto geopolítico. A diplomacia russa coordenou, com outros países BRICS, um murro tectônico na mesa: não admitiremos qualquer tipo de nova intervenção dos EUA – seja “humanitária” ou a que for – no Oriente Médio. Agora, é Pentágono/OTAN versus os BRICS.

Brasil, Índia e China estão acompanhando tão de perto quanto a Rússia, o que a França – sob o comando do neonapolêonico Libertador da Líbia, Nicolas Sarkozy – e a Turquia, os dois países membros da OTAN, estão empenhados e fazer hoje, sem qualquer limite ou contenção, contrabandeando armas e apostando em uma guerra civil na Síria, ao mesmo tempo em que tudo fazem para impedir qualquer tipo de diálogo entre o governo de Asad e a oposição síria, essa, em frangalhos.

Alerta máximo nos gargalos

Tampouco é segredo dos BRICS que a estratégia de “reposicionamento” do Pentágono implica mal disfarçada tentativa de impor, no longo prazo, uma “negativa de acesso” à marinha chinesa expedicionária [ing. blue-water navy, capaz de operar em alto mar], em acelerada expansão.



Fonte: Pátria Latina

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A nova aventura de David "de" Rothschild, o "orgulho" do Papai

(Se não fosse Rothschild, poderíamos dizer que parece um anjo)


David "de" Rothschild é um rapaz muito sensível para os problemas do mundo, o que parece ser uma tradição dessa família desde há muito. Ganhar dinheiro e poder financiando os dois lados das guerras incitadas por eles próprios, marca registada desse gang, exige algum tipo de compensação para a imagem, como provam também as carreiras dos Nobel, dos Carnegie, dos Rockefeller e dos Krupp, para ficar só com alguns exemplos.
Uma visita às favelas do Rio de Janeiro ensina mais sobre a actividade das grandes "famiglie" que qualquer manual de ética empresarial, que não passam de puro lixo propagandístico. Os bandidões procuram sempre financiar as actividades culturais dos seus territórios e ajudar as pessoas necessitadas, desde que não ponham entraves ao seu poder. É o jogo da cenoura e do porrete, também conhecido por estímulo contraditório na linguagem técnica.
David "de" Rothschild é um dos maiores apoiantes da tese do aquecimento global antropogênico, justificação maior para o sistema de cap and trade que a sua família, assim como sócios menores, como Al(l) Gore, ambiciona instituir junto do estabelecimento do embrião do governo global, a taxa mundial sobre o carbono, imposto perfeito do qual nada poderá escapar.
Os antigos publicani do Império Romano nada são em comparação com esta máfia.
Agora o rapaz demonstra um novo interesse que reforçará a propaganda pelo imposto mundial sobre o carbono, o lixo plástico, e cruzará o Pacífico num barco de garrafas plásticas. Esperemos que o Deus do Velho Testamento acorde e mande um recado bem claro para esta famiglia de apóstatas, mas acho que isso em nada os iria demover de promover a destruição em massa que é a base do seu poder.
Acredito que problema do lixo é uma verdadeira questão que deveria ser debatida a sério, assim como a poluição dos rios, mares e dos solos, para além do vandalismo genético promovido pela introdução de transgênicos na natureza, mas não é dando o poder absoluto para as intituições multinacionais sobre as quais as famiglie que mais ganharam com a destruição do meio ambiente impõe a sua vontade a escala mundial que vamos fazê-lo.
Al Gore é uma cria da Occidental Petroleum, os Rockefeller controlam as filhas da Standard Oil (Texaco e Exxon são duas), os Windsor - e o bom e eterno príncipe Carlos - são sócios da BP, os Orange da Shell, os Dupont dão cartas no mundo da indústria química e os Rothschild estão por cima de toda essa gente.
Enfim, coisas que não ensinam em nenhuma escola, mas que podem ser comprovadas materialmente por qualquer um que deseje investigar estas coisas a que um dia davam o nome de História e hoje dão o nome de "Teorias da Conspiração".

David de Rothschild faz arte em Belo Monte

Depois de atravessar o Oceano Pacífico a bordo do catamarã Plastiki, feito de garrafas PET, o ambientalista e aventureiro David de Rothschild começa agora uma nova expedição aqui no Brasil. Nas próximas semanas, o inglês vai viajar pela Floresta Amazônica e mostrar, por meio da arte, o impacto que a construção da Usina de Belo Monte terá sobre a região

(David e a maquete do barquinho de plástico que ganhou do "Papai Rothschild")


Em 2010 David de Rothschild e a equipe do projeto Plastiki cruzaram o Pacífico, saindo de São Francisco, nos Estados Unidos, e após 130 dias, chegaram a Sidney, na Austrália (leia os posts Plastiki: o barco sustentável de garrafas PET, Barco de PET conclui travessa do Pacífico do Blog da Redação). O catamarã, feito totalmente com material reciclado, fazia parte de um projeto para alertar o homem sobre a poluição marítima. Rothschild já participou de outras expedições, entre elas para o Ártico e a Antártica para chamar a atenção sobre a sobrevivência dos ursos, e em 2007, o ecologista esteve no Equador, onde viu de perto os efeitos que o lixo tóxico causa às populações indígenas e ao meio ambiente.

Esta semana, Rothschild inicia uma jornada pela região do rio Xingu, na Amazônia. A expedição que faz parte do projeto ARTiculate, do movimento MYOO*, reúne arte, ecologia e aventura. A ideia é viajar pela floresta e conversar com as crianças sobre o impacto que a construção da Usina de Belo Monte trará para a região, junto com a organização não-governamental Amazon Watch*. A intenção é criar imensas instalações de arte que representem a biodiversidade dessa região amazônica. Parte dela será invevitavelmente perdida após a inundação da área. O foco do estudo será "What is lost?".

Durante a visita ao Brasil, David de Rothschild também fará parte do Festival SWU, que acontecerá em Paulínia, São Paulo. O ecologista inglês será um dos palestrantes do II Fórum Global de Sustentabilidade SWU.


Chega a comover a preocupação do filhote do "Papai Rothschild" ao Meio Ambiente.





Fonte: ogladio.blogspot.com, http://planetasustentavel.abril
Imagem: Google

GUERRA - Agora é a vez do Irã

Trio "Guerreiros do Apocalipse"

Grã-Bretanha expulsa diplomatas e aumenta pressão contra Irã

BBC Brasil

A Grã-Bretanha vai expulsar todos os diplomatas iranianos de seu território em resposta à invasão de sua embaixada em Teerã, anunciou nesta quarta-feira o chanceler britânico, William Hague.

A invasão da Embaixada britânica, por sua vez, decorre de uma nova rodada de sanções adotadas pela Grã-Bretanha contra o Irã, à luz de relatos de avanços no programa nuclear iraniano.

Países ocidentais temem que o programa nuclear iraniano tenha como objetivo construir armas nucleares. Teerã alega, no entanto, que seu projeto tem fins pacíficos.

Em meio ao impasse, cresce a pressão contra o Irã, e Hague ordenou, nesta quarta, o fechamento imediato da embaixada iraniana em Londres.

Hague disse que as relações bilaterais entre Irã e Grã-Bretanha chegaram a seu nível mais baixo e que levará o assunto ao Conselho de Relações Exteriores da União Europeia.

"Discutiremos esses eventos (a invasão da embaixada britânica) e novas ações necessárias diante da continuidade do Irã em perseguir um programa de armas nucleares", declarou o chanceler.

Tensão nuclear e sanções

A tensão na relação entre Irã e o Ocidente começou a subir na semana passada, quando um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o Irã havia promovido testes "relevantes ao desenvolvimento de um dispositivo nuclear".

Os EUA, o Canadá e a Grã-Bretanha reagiram ao relatório com o anúncio de novas sanções contra o Irã – no caso britânico, as punições incluíram restrições financeiras que afetaram os laços com todos os bancos iranianos.

Foi a primeira vez que a totalidade de um setor financeiro de um país foi excluído de elos com as instituições financeiras britânicas, explica o analista diplomático da BBC, Jonathan Marcus.

Depois disso, o Parlamento iraniano decidiu, no último domingo, reduzir as ligações diplomáticas do país com a Grã-Bretanha.

Na terça-feira, centenas de manifestantes – que o governo iraniano descreveu como estudantes – se aglomeraram nos arredores da representação diplomática britânica em Teerã, escalando os portões e queimando um carro e bandeiras britânicas.

Alcance das sanções

A nova escalada nas sanções visa aumentar a pressão econômica sobre Teerã - dificultando suas transações financeiras no exterior -, tentar conter as atividades nucleares do país e, em tese, tentar convencê-lo a voltar à mesa de negociações.

Mas tudo indica que, até agora, esses objetivos foram apenas parcialmente cumpridos, ressalta Jonathan Marcus.

Em primeiro lugar, segundo Marcus, é difícil medir o quanto as atividades nucleares iranianas foram restritas pelas punições – segundo a AIEA e diplomatas ocidentais, o programa está, na verdade, avançando lentamente em diversos aspectos.

Quanto a trazer o Irã de volta às negociações, os resultados parecem muito menos expressivos. Além disso, não há um consenso internacional quanto ao alcance das punições. Algumas delas, ainda que aprovadas na ONU, são aplicadas de maneiras diferentes por diferentes países.

E os iranianos conseguem escapar de algumas sanções apostando cada vez mais na China como um parceiro comercial.

Ao mesmo tempo, China e Rússia – não têm demonstrado interesse em apoiar uma nova rodada de sanções contra Teerã na ONU.

Somando-se a isso a aproximação das eleições presidenciais na Rússia e nos EUA, além da instabilidade no Oriente Médio, parece ficar cada vez mais difícil obter consenso para a aprovação de novas punições.

No outro extremo, existe a preocupação de Israel, que se sente diretamente ameaçada pela possibilidade de um Irã com poderio nuclear.

No início deste mês, a imprensa israelense relatou que o governo do país já avaliava a possibilidade de buscar apoio interno para bombardear instalações nucleares iranianas.


Como vemos, falta pouco para os "Guerreiros do Apocalipse" começarem outro Genocídio.

(Burgos Cãogrino)



A PEDRA DE DAVI

A PEDRA DE DAVI
Raul Longo

pedra

pedra

voa

voa.

Pedra, cumpre

tua sina

voa

pedra

pedra

a que se destina.

cumpre

a risca

o voo

sobre a vergonha

do muro

a covardia

do tanque

o medo

da mão

que segura o fuzil.

voa pedra

acima do jato

mais rápida do que o míssil

além da guerra

na terra

onde não fique pedra

sobe pedra.

risca,

risca

pedra

a suástica

sionista

da estrela

nazista.

voa

voa

pedra.

cumpre

tua sina

Palestina!





(Blogueiros unidos pela Libertação da Palestina)

Fonte: Sanguessugado do redecastorphoto, Gilson Sampaio

Imagem: Google, colocadas por este blog

Muito obrigado Gilson!!!



Brasil adota (oportunas) medidas anticrise


Por Husc

Sem fazer muito alarde, o governo brasileiro vem adotando certas medidas de proteção contra o mais que provável aprofundamento da crise sistêmica global, as quais poderão proporcionar ao País melhores condições para enfrentar a combinação de furacão classe 5 e tsunami que ameaça engolfar o cada dia mais disfuncional sistema financeiro e monetário mundial.

Para tanto, foi fundamental o enquadramento do Banco Central de Alexandre Tombini na orientação da política econômica geral do governo, manifestada com a redução das taxas de juros básicos (Selic) que vem ocorrendo desde agosto. Neste caso, é significativo que os próprios mercados financeiros parecem ter se ajustado aos fatos, após certas reações negativas iniciais, grandemente motivadas por reflexos condicionados dos setores que passaram as últimas décadas exercendo uma hegemonia quase absoluta sobre a orientação do BC. Nas últimas semanas, desapareceram quase totalmente as críticas à posição do banco sobre o agravamento do cenário global, que foi a principal justificativa para a reversão da alta dos juros. Como afirmam alguns analistas, o mercado “encampou a visão do BC”.

Uma providência de grande alcance foi o Projeto de Lei de Conversão 26/2011, que determina ou aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre contratos de derivativos vinculados à taxa de câmbio do dólar. De acordo com o texto, já aprovado no Congresso, os contratos do gênero assinados a partir de 17 de setembro último terão que pagar 1% de IOF, valor que poderá ser aumentado para 25%, no caso de operações especulativas que, no entendimento do governo, coloquem em risco a estabilidade do real (Agência Brasil, 16/11/2011).

Por iniciativa do senador Blairo Maggi (PR-MT), relator do projeto no Senado, o governo publicará um decreto isentando os exportadores da cobrança do imposto. Apesar de considerar a medida como “muito forte” e “um cheque em branco” para o governo, Maggi entende que ela é necessária para combater a especulação de fundos internacionais que apostam na valorização do real.

Considerando a enorme relutância dos governos em geral para taxar operações especulativas, a medida é das mais oportunas e indicativas de que, se necessário, outras providências semelhantes poderão entrar na pauta.

Outra iniciativa relevante é a discussão sobre a criação de um fundo regional de reservas para ajudar países eventualmente afetados pela crise, que vem ocorrendo desde agosto. Na sexta-feira 25 de novembro, os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais sul-americanos se reunirão em Buenos Aires para discutir a proposta. De acordo com funcionários do governo, as discussões técnicas têm avançado bastante, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão oficial sobre a criação do fundo e o seu formato, se seria criado um novo fundo ou haveria uma ampliação do já existente Fundo Latino-Americano de Reservas (FLAR), que conta com recursos de 4 bilhões de dólares – quase insignificantes para uma emergência séria. O agravamento da crise global e a falta de resultados concretos na recente cúpula do G-20 estão entre os motivos mencionados para justificar a iniciativa (Brasil Econômico, 21/11/2011).

A iniciativa denota um amadurecimento da percepção da integração regional como uma prioridade estratégica para o Brasil. Apesar dos altos e baixos que têm marcado o processo integracionista, ele não tem deixado de avançar e são promissoras as perspectivas para o seu aprofundamento. Em um futuro não distante, é possível vislumbrar a consolidação de uma autêntica união aduaneira regional, com os necessários ajustes referentes às assimetrias entre as economias da região, da qual o País seria um grande beneficiário.

Em sua coluna semanal na revista Carta Capital (21/11/2011), o ex-ministro Delfim Netto também considera como favas contadas o agravamento da crise global, comentando as especulações sobre a desaceleração econômica nos EUA, Alemanha, China e eurozona em geral.

Para ele, o Brasil “tem se conduzido bastante bem diante dessas situações de crise que estão abalando a sociedade mundial”. Citando a crise de 2007-2008, destacou a atitude do governo Lula, com políticas de estímulo à produção e manutenção dos empregos:

(…) «Enquanto na maioria dos países a prioridade passou a ser a salvação do sistema bancário, aqui a intuição do presidente mostrou que o dever sagrado dos governos era garantir às pessoas as condições de continuar trabalhando e consumindo. E tão logo superou a fase crítica tratou de renovar os incentivos aos setores privados para a retomada do crescimento, com ênfase no aumento da produção industrial e nos investimentos na infraestrutura.» (…)

«O principal objetivo do governo Dilma – da mesma forma que no governo Lula – é claramente manter a economia brasileira crescendo o mais próximo possível do pleno emprego e, na medida em que as condições externas não se tornem determinantes, acelerar o ritmo do desenvolvimento. Em nenhum instante isso significou leniência diante das pressões inflacionárias, e sim uma atitude mais inteligente de combater a inflação dilatando apenas o prazo para que a taxa retorne ao centro da meta. Hoje, os agentes do mercado financeiro, antes reticentes, já trabalham com a expectativa de que o núcleo da meta seja atingido no fim de 2012.»

Prosseguindo, Delfim observa que o País tem superado obstáculos que, anteriormente, costumavam criar grandes problemas. Entre eles, faz uma oportuna referência às questões ligadas ao meio ambiente:

«O Brasil está superando duas das três principais dificuldades que frequentemente interrompiam o seu desenvolvimento: as crises de pagamentos externos e a escassez de energia. O terceiro problema, o da autonomia alimentar, já estava sendo resolvido neste início de século e se consolidou de forma extraordinária por um processo de expansão da fronteira agrícola e de rápido crescimento da produtividade (inclusive na pecuária), fruto dos investimentos em pesquisa de empresas privadas e públicas, notadamente da Embrapa.» (…)

«A ameaça de crises de pagamento e de falta de energia foi afastada quase que pelo mesmo fator, a confirmação das reservas petrolíferas do pré-sal. No caso da autonomia energética, é de justiça que se reconheça a participação decisiva e corajosa do presidente Lula e de sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, quando derrotaram as objeções das inúmeras organizações (supostamente não governamentais) no Brasil e no exterior, as quais conseguiam retardar o aproveitamento da hidroenergia dos rios da Amazônia.»

De fato, a despeito de certas concessões, a área ambiental é outra na qual a presidente tem demonstrado uma inusitada disposição de limitar a interferência do movimento ambientalista nos processos decisórios sobre políticas públicas e projetos específicos. O enquadramento das organizações não-governamentais (ONGs), proporcionado pelas denúncias de irregularidades em convênios assinados com certos ministérios, e a recente edição da Portaria Interministerial 419/2011, que regulamenta a atuação dos órgãos e entidades do governo federal envolvidos no licenciamento ambiental, podem vir a ser um divisor de águas para limitar a enorme influência política do movimento ambientalista-indigenista no País.

Com tais medidas, e outras que poderão vir a ser tomadas em caso de necessidade, a presidente sinaliza pelo menos uma intenção de não se deixar conduzir pelos atores que, até agora, vinham dando as cartas nas políticas financeiras, ambientais e indigenistas. O País aplaude e apoia.



Movimento de Solidariedade Íbero-americana



Fonte: Blog do Ambientalismo

terça-feira, 29 de novembro de 2011


Uma homenagem a todos
os amigos do
"Botequim do Max"


Contem comigo sempre!!!











Envenenamento no Mar da Somália pela Europa - USA - China. .

Somalis exigem fechamento de 16 ONGs e agências da ONU

Os insurgentes islamitas do grupo 'al-Shabab' confirmaram nesta segunda-feira (28) o fechamento de 16 ONGs e agências humanitárias da ONU acusadas de atividades ilegais na Somália e ameaçaram proibir qualquer outra organização que não respeitar suas regras.

Seis agências da ONU estão na mira dos shabab: o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), a Organização Mundial para a Saúde (OMS), o Fundo para a Infância (Unicef), o Fundo para a População (Unfpa), a Agência para os Serviços de Apoio a Projetos (Unops) e o Centro de Análises para a Segurança Alimentar (FSNAU).

As ONGs são a Action contre la faim (ACF), Norwegian Refugee Council (NRC), Danish Refugee Council (DRC), Concern, Norwegian Church Aid (NCA), Cooperazione Internazionale (COOPI), Swedish African Welfare Alliance (SAWA), a agência de cooperação alemã GIZ (ex-GTZ), Solidarity et Saacid.

Pouco antes, testemunhas e uma fonte de segurança regional falaram de invasões coordenadas dos escritórios das ONGS nesta segunda-feira em várias cidades do centro e do sul da Somália controladas pelos shabab.

Alguns habitantes afirmaram que certas ONGs, como Médicos sem Fronteiras (MSF) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) não foram afetadas, o que confirma o comunicado do grupo.

Em 2009, os insurgentes já haviam obrigado ONGs estrangeiras e agências da ONU a deixar as zonas sob seu controle, acusando-as de ter objetivos políticos ou de desestabilização do mercado agrícola local.

As agências que permaneceram no país foram submetidas a drásticos controles e restrições que, segundo os funcionários, impedem a distribuição da ajuda crucial para várias milhares de vítimas da crise alimentar.

A Somália, em guerra civil há vinte anos, é o país mais duramente afetado pela recente seca no Chifre da África. Segundo a ONU, três regiões do Sul somali sofrem com a fome, e quase 250.000 pessoas podem morrer.

Lixeira Tóxica Durante Décadas

Onde estão as ONGs que se dizem "Guardiãs" dos Mares???

Como se não bastasse o estado caótico em que se encontra a Somália, ilegalmente corporações estrangeiras de países ricos têm, desde os anos 90, utilizado os mares da costa deste país para despejo de resíduos tóxicos e redioactivos, nomeadamente urânio, metais pesados, lixo hospitalar e industrial, químico ou radioactivo, destruindo desta forma totalmente o oceano e a biodiversidade marítima. Aliás, muitos oceanos de países africanos tais como a Costa do Marfim, Nigéria, Congo ou Benim, também servem de lixeira tóxica de países industrializados europeus e asiáticos. Só no ano de 2011 chegaram a África 600.000 toneladas de resíduos tóxicos. Os países africanos converteram-se em locais de despejo de lixeiras de resíduos radioactivos feitos por países ricos.

Quem são os Piratas?

Antigos pescadores que viram impunemente as suas famílias a ficarem sem alimento, devido a grandes navios industriais destruirem a capacidades pescatórias locais, bem como outros indígenas ou guerreiros que se aperceberam das doenças provocadas pelos despejos de resíduos tóxicos nas suas águas territoriais juntaram-se para combater os navios que por ali passassem… que ilegalmente fossem pescar, fazer despejos, ou que estivessem no seu território. Assim, apreendiam os navios e exigiam dinheiro para os libertar ou aos ocupantes presos… Esta foi uma actividade que naturalmente se começou a tornar complicada para as grandes empresas que iam ali fazer pesca ilegal ou descarregar lixo tóxico - uma actividade que rendia milhões de euros ou dólares mensalmente… Denominaram então estes guerreiros somalis de “piratas”.

Dentro da ONU, principalmente países como Espanha e França viram os seus rendimentos afectados através da indústria da pesca e, duma maior dificuldade de despejos de lixo tóxico, tendo sido criado assim a operação “Atalanta”, que só na Espanha produz um custo mensal, em efectivos e mobilização de material bélico em cerca 6.5 milhões de euros, para proteger os navios da continuidade de pesca ilegal na Somália e dos despejos de resíduos radioactivos e tóxicos nestes mares.

Talvez fosse melhor, no entanto, rever a definição da palavra “pirata” para nos apercebermos de quem é que podemos aqui definir como tal…

Intervenção das Nações Unidas - 1992

A Resolução 733 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Resolução 746, levaram à criação da UNOSOM I, a primeira missão proposta para fornecer ajuda humanitária e auxiliar na restauração da ordem na Somália após a dissolução do seu governo central.

A Resolução 794 foi aprovada por unanimidade em 03 de dezembro de 1992, que aprovou uma coalizão de forças de paz das Nações Unidas lideradas pelos Estados Unidos para formar a UNITAF, encarregada de assegurar que a ajuda humanitária fosse distribuída e a paz fosse estabelecida na Somália. As tropas humanitárias da ONU desembarcaram em 1993 e começaram um esforço de dois anos (principalmente no sul) para aliviar as condições de fome.

Os críticos do envolvimento dos EUA argumentaram que o Governo dos Estados Unidos estava entrando para ganhar o controle de concessões de petróleo para as empresas americanas. Enquanto a Somália não tinha reservas comprovadas de petróleo, poderia haver petróleo ao largo da Puntland. Eles observaram que "um pouco antes do Presidente Mohamed Siad Barre (pró-EUA) ser derrubado em 1991, quase dois terços do território do país haviam sido concedidos como concessões de petróleo para Conoco, Amoco, Chevron e Phillips. A Conoco até emprestou o seu complexo corporativo em Mogadiscio para a embaixada dos EUA poucos dias antes dos Fuzileiros Navais desembarcarem, com o enviado especial da primeira administração de George W. Bush usando-o como seu quartel-general temporário.

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Do Blog Ramiro Lopes Andrade

Estamos a envenenar o meio ambiente com resíduos tóxicos no mar, e atingimos toda a cadeia alimentar humana, nossa cuspidez e ganancia é tanta, que estamos a nos envenenar a nós próprios !!!!!!


Colocamos rejeitos industriais tóxicos, e rejeitos não tratados de usinas nucleares no mar.


Depois mandamos nossos navios pesqueiros destruir o meio ambiente nestas mesmas aguas contaminadas com radiação e toxinas, para nos venderem este pescado contaminado, capturado em aguas da Somália.


Isto é um suicído coletivo mundial. Nostros hermanos espanhois, para não gastarem cerca de 80 milhões de euros anuais em reciclagem de resíduos nucleares de suas centrais, carregam navios com estes dejetos, os enviando para as aguas territoriais da Somália, a um custo muito inferior, gerando uma poluição ambiental sem precedentes.


Mas não são só Espanhois, são também Americanos, Chineses, Russos, Franceses, Ingleses, Alemães, etc ................... a fazerem o mesmo.


Vejam este filme, antes que desapareça, ou então tirem para vossos computadores com o programa gratuito ( atube catcher ).


Informem-se.


O conhecimento é o primeiro passo para a liberdade !!!!!!!!!


Um abraço.


Ramiro Lopes Andrade

Dilma e BRICs a Obama: não meta a mão no Irã


Reproduzido do site Conversa Afiada

É impressionante o boicote da nossa imprensa a esse documento:

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/comunicado-conjunto-por-ocasiao-da-reuniao-de-vice-ministros-de-relacoes-exteriores-do-brics-sobre-a-situacao-no-oriente-medio-e-no-norte-da-africa-2013-moscou-24-de-novembro-de-2011


BRICs bloqueiam americanos no Oriente Médio


25/11/2011, MK Bhadrakumar, Indian Punchline


http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2011/11/25/brics-blocks-the-us-on-middle-east/


Traduzido, em parte, pelo Coletivo Vila Vudu


A reunião dos vice-ministros de Relações Exteriores dos países BRICS em Moscou, ontem, sobre a situação no Oriente Médio e Norte da África é evento de grande importância, como se vê pelo Comunicado Conjunto. Os principais elementos do Comunicado são:


a) Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) assumiram posição comum sobre o que hoje se conhece como “Primavera Árabe”. O foco deve ser diálogo nacional pacífico; nada justifica qualquer tipo de intervenção estrangeira; o papel central nas decisões compete ao Conselho de Segurança da ONU.


b) Os BRICS adotaram posição comum sobre a Síria. A frase chave do Comunicado é “Fica excluída qualquer tipo de interferência externa nos assuntos da Síria, que não esteja conforme o que determina a Carta das Nações Unidas.”


c) Os BRICS exigiram “revisão completa” para avaliar a adequação [orig. appropriateness] da intervenção da OTAN na Líbia; e sugeriram que se crie missão especial da ONU em Trípoli para conduzir o processo de transição em curso; dessa comissão deve participar, especificadamente, a União Africana.


d) Os BRICS rejeitaram a ameaça de força contra o Irã e exigiram negociações e diálogo continuados. Os BRICS criticaram as ações de EUA e União Europeia de impor novas sanções ao Irã, chamando-as de medidas “contraproducentes” que só “exacerbarão” a situação.


e) Os BRICS saudaram a iniciativa do Conselho de Cooperação do Golfo, que encontrou saída negociada para o Iêmen, como exemplo a ser seguido.


f) Os BRICs apóiam a entrada da Palestina na ONU e um Estado Palestino viável e continuo, que respeite as fronteiras anteriores a 1967.



Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/11/28/dilma-e-brics-a-obama-nao-meta-a-mao-no-ira/

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

OTAN x Rússia: Xadrez Europeu



Para aqueles que ficam advogando a nova ordem mundial, achando que a Guerra Fria está enterrada completamente,melhor repensar seus conceitos. Já não é novidade que a camarilha da OTAN está cercando o território da Rússia, lenta e inexoravelmente, com armas de destruição em massa, desde a queda do bloco soviético.

Essa atitude da OTAN, obviamente fruto de mentes degeneradas, fascistas e doentes, tende a agravar uma situação já delicada, que muitos no mundo estão ignorando: a atitude do ocidente de querer ignorar os legítimos protestos da Russia e cercá-la completamente com suas armas de destruição em massa, que não tem outro objetivo se não causar terror e medo no povo russo e seus militares e aliados.

Pergunto : A Rússia é uma ameaça a alguém ? Alguém acorda de manhã preocupado com a " ameaça russa" ? Não. Então, porque cercar esse país com sistemas de mísseis a anti-mísseis ??

Resposta : A OTAN não passa de um grupelho demente de fascistas ligados ao lobby da industria armamentista. Como não tem mais guerras, inventam algumas, para gastar armas e justificar o poder militar e sua dominação no mundo. O exemplo da Líbia foi claro: A Otan entrou para propagandear suas novas armas.

Mas, se o ocidente acha que a Rússia ficará de joelhos, tal como esteve na década de 90 sob o traidor Yeltsin, aqui está a resposta do Kremlin :

É preciso compreender claramente que qualquer sistema de armas não é uma panacéia contra todos os males. A instalação deste complexo é apenas uma das medidas de contraposição ao sistema de defesa antimíssil dos EUA na fronteira com a Federação Russa. O Ministério da Defesa já avisou que a Marinha de Guerra será reforçada, será cancelada de uma das divisões das Forças Balísticas Estratégicas, será aumentada a aviação de médio e longo raio de ação. (Konstantin Sivkov).

DIRETO DE MOSCOU - PRESIDENTE MEDVEDEV :

Encarreguei o Ministério da Defesa da Rússia de colocar imediatamente em estado de combate a estação de radares do sistema de advertência de ataque de mísseis na cidade de Kaliningrado. Em segundo lugar, no âmbito da criação do sistema de defesa aéreo-cósmica da Rússia, prioritariamente será fortalecida a cobertura de estruturas das forças nucleares estratégicas. Em terceiro, os mísseis balísticos estratégicos, que integram o armamento das Tropas Estratégicas Balísticas e da Marinha de Guerra, serão equipados com complexos promissores, que permitirão a superação da DAM, e novos blocos de combate altamente eficientes. Quarto, coloquei às Forças Armadas a tarefa de elaborar medidas que garantam, se necessário, a destruição dos meios de informação e direção do sistema DAM. As medidas indicadas são adequadas, eficazes e pouco dispendiosas.

o ocidente devia se preocupar com sua própria crise econômica e parar de gastar dinheiro com o lobby armamentista. curioso, os usa e os demais tem dinheiro para o escudo anti misseis na europa, mas para arrumar as proprias economias, não, não tem dinheiro.

e agora, querendo desviar a atenção do mundo, trazem de volta o mito de que a rússia é o problema de todos.

ok, se o ocidente quer problema, vão ter um beeem grande.

perguntem aos assassinos georgianos o que aconteceu com eles quando provocaram a Rússia.

no caso de um deles ter conseguido escapar dos tanques russos, é claro...

" akhorus"




Fonte: pravda.ru


OTAN lamenta "acidente" com soldados do Paquistão


O secretário-geral da OTAN, Anders-Fogh Rasmussen, disse ontem que a morte de 24 soldados paquistaneses foi "um acidente trágico e involuntário" e apresentou as suas condolências ao Paquistão.
“Escrevi ao primeiro-ministro paquistanês para lhe assegurar que a morte dos soldados paquistaneses é tão inaceitável e lamentável como as mortes de soldados afegãos ou internacionais”, indicou num comunicado.
“Foi um acidente involuntário”, sublinhou Anders-Fogh Rasmussen. O Paquistão expressou sábado um “profundo sentimento de raiva” contra os Estados Unidos da América (EUA) na sequência de um ataque aéreo da OTAN que matou 24 soldados paquistaneses na fronteira com o Afeganistão.
O Governo de Islamabad deu a conhecer a sua “raiva” através de um telefonema da ministra dos Negócios Estrangeiros, Hina Rabbani Khar, à sua homóloga norte-americana, Hilary Clinton.
No sábado, helicópteros da Aliança Atlântica, que mantém uma força de segurança no Afeganistão sob comando dos norte-americanos, bombardearam dois postos militares paquistaneses próximos da fronteira afegã, matando 24 soldados.


Fonte: Jornal da Angola

Imagem: Google

Será que eles vão pedir desculpas também a Líbia pelo genocídio "acidental" que causaram???

África e América do Sul definem a nova parceria

O embaixador de Angola na Etiópia defendeu, ontem, em Malabo, Guiné Equatorial, uma estratégia comum bem definida entre África e a América do Sul que reflicta os interesses dos dois continentes e beneficie as populações.

Arcanjo do Nascimento, que falava como chefe da delegação angolana na abertura da reunião ministerial do fórum de cooperação conjunto África-América do Sul, que termina hoje, salientou que uma parceria desta natureza deve ser forte para acabar com a dependência económica, pois o Sul é o grande exportador de matéria-prima e de capitais.
Os trabalhos foram abertos pelo Presidente da Guiné Equatorial, que referiu que a parceria deve procurar defender os interesses políticos, económico, social e cultural das duas regiões.
Obiang Nguema também salientou a importância de se acabar com a dependência económica do Sul, com recurso à transformação e utilização das própriariquezas.
A reunião ministerial, em que participam os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois continentes, é a antecâmara para a cimeira de Chefes de Estado e de governo, que se realiza, no próximo ano, igualmente em Malabo.
Os ministros analisam vários documentos apresentados por altos funcionários das duas regiões, como o relatório sobre o plano de execução África-América do Sul 2010/2015 e outro, do Comité estratégico presidencial. Na primeira cimeira África-América do Sul, em Novembro de 2006, em Abuja, Nigéria, foi desenvolvido o plano de acção com 19 áreas de cooperação entre os dois continentes.
As duas partes trabalham nas áreas da agricultura, ambiente, educação, cultura, fortalecimento institucional, governação e administração pública, paz e segurança, desporto, tecnologia, investimento, comércio e turismo. Para a aplicação dos projectos, foi criado um fundo para garantir a disponibilidade financeira para apoiar projectos definidos pelas duas partes.
Os ex-Presidentes da Nigéria e do Brasil, Olusengo Obasanjo e Lula da Silva, foram os grandes mentores da parceria estratégica entre África e a América do Sul.



Fonte: Jornal da Angola

Irã aprova lei para expulsar Embaixador Britânico



Um projeto de lei que rebaixa as relações diplomáticas do Irã com o Reino Unido e prevê a expulsão do embaixador britânico foi aprovado nesta segunda-feira, disse a emissora estatal Irib, um dia depois de passar no Parlamento.

Os membros do Conselho Guardião, após exame do plano, aprovaram-no por unanimidade, disse Abbasali Kadkhodai, porta-voz do Conselho, ao site da Irib.

O Conselho Guardião é formado por 12 clérigos e juristas encarregados de analisar a adequação das leis ao islã. A tramitação excepcionalmente rápida desse projeto reflete a intenção do Irã de impor retaliações pelas sanções anunciadas na semana passada pelo Reino Unido contra Teerã.

Pelas novas sanções britânicas, bancos do país ficam proibidos de fazer negócios com bancos iranianos, inclusive o Banco Central. As medidas foram impostas devido a um novo relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão da ONU) que intensificou as suspeitas de que o Irã estaria tentado desenvolver armas nucleares, algo que Teerã nega.

No domingo, ao aprovar o projeto, deputados entoaram gritos de Morte à Inglaterra. Parlamentares disseram que retaliações semelhantes serão adotadas contra qualquer outro país que punir o Irã por seu programa nuclear.

Ministro de Relações Exteriores da União Europeia se reúnem na quinta-feira para aprovar novas sanções, que podem incluir o rompimento de relações financeiras e a proibição de importação do petróleo iraniano.



Fonte: Voz da Rússia

Imagem: Google

Inspetores russos efetuarão voo de vigilância sobre o território dos EUA


Como informou hoje o serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia, entre os dias 28 de novembro e 3 de dezembro um grupo de inspetores militares russos fará um voo de vigilância sobre o território dos EUA, no âmbito do Acordo de céu aberto.

O voo será feito a partir da Base Aérea de Travis (estado da Califórnia), a sua distância máxima não vai superar 4250 quilômetros. A bordo do avião russo Tu-154 um grupo de especialistas dos dois países vai controlar utilização de meios técnicos de observação e observância do Acordo de céu aberto.




Fonte: Voz da Rússia

Imagem: RIA Novosti

O líder anti-imperialista Hugo Chávez comandará três cúpulas

A Venezuela vai sediar, de 2 a 4 de dezembro, três cúpulas reunindo chefes de Estado e de governo da região. Em tratamento para a cura de um câncer, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, líder anti-imperialista da Revolução Bolivariana, disse que o país “está pronto” para as três cúpulas - da PetroCaribe, da União de Nações da América do Sul (Unasul), além da Comunidade da América Latina e Caribe (Celac).

"Preparei-me para o grande momento que estou vivendo: ser anfitrião não de uma, mas de três cúpulas", disse Chávez. Na Cúpula Presidencial da Comunidade da América Latina e Caribe (Celac), a presidente Dilma Rousseff comparecerá e terá uma reunião trilateral com os presidentes da Venezuela e da Argentina, Cristina Kirchner.

Inicialmente, a Cúpula Presidencial da Comunidade da América Latina e Caribe (Celac) estava marcada para 5 e 6 de julho, mas foi adiada devido ao estado de saúde de Chávez. Desde maio, ele se submete a um tratamento médico para a cura de um câncer. Nas entrevistas que concede, o presidente venezuelano reitera sua recuperação.
Chávez perdeu mais de 20 quilos e está sem cabelo e evita acumular eventos públicos. Neste domingo (27), ele participou de várias solenidades, concedeu entrevistas e cumprimentou populares.

A expectativa, segundo diplomatas que acompanham a preparação dos eventos, é que as questões relativas à crise econômica internacional, ao desenvolvimento sustentável e à inclusão social predominem nos debates. A Celac é formada por 33 países da região. O bloco foi criado em fevereiro de 2010, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de parcerias regionais. É uma articulação de países latino-americanos e caribenhos autônoma, sem a participação do s imperialistas norte-americanos, do Canadá nem dos antigos países coloniais.

Na Venezuela, as autoridades preparam um sistema de tecnologia para a transmissão das informações sobre as discussões e debates ocorridos ao longo dos dois dias da cúpula. Para o governo venezuelano, as reuniões vão consolidar o projeto comum de integração com solidariedade, cooperação e coordenação política. A reunião da Celac é uma grande vitória do movimento anti-imperialista.




Fonte: vermelho.org

O IRÃ E A PERIGOSA APOSTA DE ISRAEL


Mauro Santayana

Não se trata mais de hipótese: os falcões americanos e o governo britânico estão dispostos a apoiar ação militar de Israel contra o Irã, embora grande parte da opinião pública israelita advirta que essa aventura é arriscada. Aviões militares de Israel fazem manobras no Mediterrâneo e já se fala no emprego de mísseis de alcance médio contra o suposto inimigo. Seus líderes da extrema-direita, entre eles religiosos radicais, estimulam os cidadãos, com o argumento de que se trata de uma luta de vida ou morte.

Toda cautela é pouca na avaliação política da questão de Israel. Em primeiro lugar há que se separar o povo judaico do sionismo e do Estado de Israel - que parece condenado a sempre fazer guerra. Como disse um de seus grandes pensadores, se todos os estados possuem um exército, em Israel é o exército que possui o estado. É explicável que, com sua história atribulada e as perseguições sofridas, sobretudo no século 20, sob a brutalidade nazista, os judeus se encontrem na defensiva. Isso, no entanto, não autoriza a insânia de sua política agressiva contra os palestinos em particular, e contra os muçulmanos, em geral.

A política belicista de Israel, alimentada pelos fundamentalistas, e estimulada pelos interesses norte-americanos, tem impedido a paz na região. Os palestinos são tão semitas quanto os judeus, embora muitos dos judeus procedentes da Europa não sejam semitas em sua origem étnica, posto que convertidos a partir do século VIII. Os dois povos poderiam viver em paz, se o processo de ocupação da Palestina pelos judeus europeus tivesse seguido outra orientação. Mas o passado não pode ser mudado. Sendo assim, é tempo para o entendimento entre os dois povos – mas para parcelas das elites de Israel e seus patrocinadores americanos, a guerra é um excelente negócio. Sem a guerra, a receita de Israel – um território pobre de petróleo, tão próximo das mais pejadas jazidas do mundo – seria insuficiente para manter seu poderoso e bem remunerado exército e suas elites dirigentes, contra as quais começam a mover-se também os indignados, e com razão.

Israel nasceu sob o ideal de um sistema socialista baseado na solidariedade dos kibbutzim, mas hoje não se distingue mais dos países capitalistas. Os ensandecidos partidários da ação militar contra Teerã talvez imaginem que essa iniciativa tolha o reconhecimento do Estado da Palestina pela ONU, mas deixam de atentar para os grandes riscos da operação, apontados pelos judeus de bom senso. Em primeiro lugar há uma questão ética em jogo, que o mundo já medita há muito tempo: por que Israel pôde desenvolver as suas armas nucleares, e os outros países da região não podem investigar o aproveitamento do conhecimento nuclear para fins pacíficos? Em visão mais radical, mas nem por isso contrária à ética: porque Israel dispõe de 200 ogivas nucleares e os outros países não podem dispor de armas atômicas? O que os faz tão diferentes dos outros? Se o Estado de Israel se sente ameaçado pelos vizinhos, os vizinhos também têm suas razões para se sentirem ameaçados por Israel.

Façamos um rápido exercício lógico sobre as conseqüências de um ataque aéreo – que já não se trata de hipótese, mas de timing – de Israel às instalações nucleares do Irã. Como irão reagir a Rússia e a China e, antes das duas grandes potências, o que fará a Turquia? A Grã Bretanha, segundo informou ontem The Guardian, já está estudando participar de uma expedição contra o Irã e só o governo dos Estados Unidos – exceto alguns falcões - está relutante. Haveria, assim, uma aliança inicial entre Sarkozy, Cameron e Netanyahu contra o Irã. Talvez os europeus e os próprios norte-americanos vejam nesse movimento uma forma de superar o acelerado descontentamento de seus povos contra a submissão dos estados aos banqueiros larápios. O encontro de um bode expiatório, como parece a propósito a antiga Pérsia, poderia ser uma forma de buscar a unidade interna de ingleses, franceses, norte-americanos – e judeus. É ingenuidade imaginar que o provável ataque se concentrará nas instalações de pesquisa nuclear. Uma vez iniciada a agressão, ela não se limitará a nada, e se repetirá o holocausto da Líbia, com seus milhares de mortos e feridos, em nome dos “direitos humanos” dos ricos.

O mapa geopolítico de hoje é um pouco diferente do que era em 1948 e 1967, quando se criou o Estado de Israel e quando ele se ampliou para além das fronteiras estabelecidas pela comunidade internacional.

É assustador pensar em uma Terceira Guerra Mundial, com novos atores em cena, entre eles possuidores das armas apocalípticas, como a China, o Paquistão e a Índia. Diante da insanidade de certos chefes de Estado de nosso tempo, é uma terrível probabilidade – e com todas as conseqüências impensáveis.



Fonte: Pátria Latina

sábado, 26 de novembro de 2011

Israel manda demolir povoado palestino na Cisjordânia

Todas as casas do povoado beduíno de Deqeiqa, no sul de Hebron, receberam ordem militar de demolição, em um mais um exemplo da política de expulsão israelense na Cisjordânia ocupada, segundo denunciam organizações de direitos humanos.

Este povoado, situado nas empobrecidas e desérticas colinas do sul de Hebron, é lar de cerca de 400 pessoas que vivem da pecuária e não têm eletricidade, nem água corrente. Em janeiro, o exército israelense demoliu 17 estruturas, entre elas um sala de aula, precários estábulos e 12 casas, e agora outras 75 estruturas, a maioria casas, também correm o risco de serem derrubadas.

Segundo Alon Cohen, da ONG israelense Bomkom, o problema com Deqeiqa é que esta área "está situada a 650 metros da linha verde, e (os israelenses) querem transferir a população quatro quilômetros ao norte, ao povoado de Hameda", uma medida que considera "impossível", tanto pela falta de espaço, como por questões culturais já que os habitantes de Hameda são de outra tribo beduína.

Yariv Mohar, porta-voz dos Rabinos pelos Direitos Humanos, acredita que as autoridades israelenses "querem anexar o sul de Hebron para que passe a ser parte do Neguev, porque está muito perto da fronteira e tem poucos habitantes palestinos".

O argumento do Exército é que Deqeiqa, fora dos mapas israelenses, é um mero "agrupamento de casas" e que não pode se manter como comunidade.


O porta-voz da Coordenação das Atividades do Governo israelense nos Territórios Palestinos (COGAT), o comandante Gay Inbar, disse à Agência Efe que o Exército "ainda está examinando uma série de alternativas para melhorar o padrão de vida das povoações" nessa zona e disse que "quando souberem as opções abrirão um diálogo com os líderes tribais".

Contudo, os moradores deste povoado disseram que nenhum oficial entrou em contato com eles, exceto as ordens de demolição, e que estão há mais de um século vivendo nessas terras, e que não têm para onde ir.

Yousef Nayada, líder local, denunciou que "os israelenses constroem casas de luxo nos assentamentos enquanto retiram as dos palestinos". Sobre a transição para Hameda, o representante se opõe: "Lá (Hameda) não resta um só metro quadrado livre. Temos três mil ovelhas e cabras e 150 camelos, precisamos de espaço".


Para Cohen, existe um "claro apartheid no sistema de planejamento urbano na Área C", cerca de 60% da Cisjordânia, e onde Israel tem controle administrativo e de segurança, segundo estabeleceram os Acordos de Oslo.


"O assentamento de Carmel tem 2,2 mil dunams (220 hectares) para 360 habitantes, enquanto Hameda tem 300 (30 hectares) para os mesmos habitantes, e querem colocar lá os 400 de Deqeiqa".

Khalil Nayada, morador de Deqeiqa e pai de 12 filhos, disse que se sente angustiado depois que recebeu as ordens de demolição para suas três propriedades: um estábulo e dois edifícios de barro.

"Tenho que manter 14 pessoas. Temos 50 cabras e no ano passado, quase não choveu, gastamos cerca de 45 mil shekels (8,9 mil euros) e tivemos uma renda de 30 mil (5,9 mil euros)", disse.

Apesar das dificuldades, Nayada não quer sair da terra povoada por seus antepassados: "Meu avô nasceu neste povoado e morreu aqui em 1951".


A advogada Avital Sharon, que apelou no Supremo Tribunal contra as 34 ordens de demolição emitidas em novembro, explica que a corte não concedeu uma liminar para paralisar a demolição até que saia a sentença, por isso as casas poderiam ser derrubadas a partir de quinta-feira.

Avital também não vê uma solução na transferência forçosa para Hameda, sugerida pelas autoridades militares israelenses, já que "os beduínos têm sua própria terra natal, que todas as tribos reconhecem, e não podem ir até outro povoado e pegar suas terras. As famílias de Hameda nunca o permitirão", disse.


"Israel não faz planos urbanísticos para os beduínos, mas sim para os assentamentos. A discriminação é tão óbvia que não pode ser ignorada. Inclusive, legalizam retroativamente as colônias e descumprem ordenes de demolição dos tribunais. Quando querem, o fazem, mas não será assim em Deqeiqa", concluiu.





Fonte: EFE, Patria Latina
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