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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rússia derruba míssil americano Minuteman

Mídia : Dinâmica Global

Euronews


Os segredos de Obama a mostra. Do original: “Russia Downs US Missile After Norway, Obama Secrets Release” In “The European Union Times”, the European Union – on July, 29th, 2011. Pesquisado por: Ígor Lvovich; traduzido para o russo por Ígor Lvovich. editado em 09/08/11 00:30 publicado em perevodika.ru


No relatório da GRU (inteligência militar russa), mais parecido com os relatórios da Guerra Fria do que com as notícias da atualidade, se falou sobre o impacto do ICBM “Sinevá” (SS-N-23 Skiff pela classificação da OTAN) lançado com sucesso do submarino nuclear “Ekaterinburg” da Frota do Norte da Rússia, a partir do Mar de Barents, atravessando o Pólo Norte na atmosfera sobre o Oceano Pacífico, onde com o auxílio de um “dispositivo” de pulso eletromagnético (EMP) conseguiu destruir o míssil balístico intercontinental “Minuteman III” lançado da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia.



O representante da U. S. Air Force coronel Matthew Carroll, em comunicado à mídia dos EUA, disse que a destruição do míssil balístico intercontinental “Minuteman III” foi devido a inexplicáveis “anomalias”. Ele não mencionou as relações se deteriorando rapidamente entre os EUA e a Rússia, que, de fato, foram a causa do incidente.


A destruição do ICBM americano foi “o ato de retaliação,” aos Estados Unidos pelas ações não provocadas de colocar restrições às viagens internacionais de mais de 60 altos funcionários russos, que segundo Obama, implicaram no assassinato de um preso em 2009.

Na ocasião destas ações injustificadas contra a Rússia pelo regime de Obama, a porta-voz do presidente Natalya Timakova disse: "A posição do Departamento de Estado Americano, sem esperar a conclusão do inquérito e a decisão da corte russa, causa perplexidade. Incorreram em ações incomuns. Mesmo nos anos mais difíceis da Guerra Fria, nunca medidas como essas foram tomadas".

O documento da GRU, além disso, afirma que depois de o presidente Medvedev instruir o Ministério das Relações Exteriores a preparar uma resposta às sanções de vistos dos EUA, e do ICBM “Minuteman III” ter sido destruído pela marinha russa, o regime Obama fez um ataque à Rússia através da “divulgação” do relatório secreto, que acusa o Kremlin no bombardeio da embaixada dos EUA na Geórgia, em setembro do ano passado.

Observando a atitude agressiva dos norte-americanos para com todos os seus inimigos percebidos, o enviado russo à Otan, Dmitry Rogozin, ainda advertiu que a Rússia iria proteger os seus interesses, não só contra o regime de Obama, mas em se tratando de poder, contra os republicanos radicais nos Estados Unidos.


Após seu encontro com os senadores americanos John kil e Kirk Mark, esta semana, Rogozin disse friamente: “Eu tive a sensação de que somos transportados para algumas décadas atrás, e eu me sentei com os dois “monstros frios de guerra”, que me olharam com olhar atravessado.” Tanto mais coisas ruins há nos Estados Unidos, mesmo tendo um dos mais populares comentaristas de direita Glenn Beck advertido seus ouvintes esta semana que o regime Obama se transforma em semelhança à uma América nazista do Terceiro Reich pronta para os levar às “câmaras de gás pública”.


O impressionante comentário de Beck sobre o regime Obama parece bastante crível. Como informou em Londres o Daily Mail, a polícia americana está agora a tentar aterrorizar ainda mais os seus cidadãos, tal como uma vez seus colegas alemães nazistas, realizaram execuções públicas:


"Foi publicado um vídeo chocante em que a polícia usou arma de choque e agrediu até a morte um sem-teto, supostamente por ele ter resistido à prisão. Enquanto a imagem não é clara, mas testemunhas dizem que o sem-teto – Thomas Kelly, 37 anos – não poderia fornecer qualquer resistência deitado no chão, de bruços, quando foi atacado pela polícia. Ele chora e grita e seu pai pode ouvir o barulho do espancamento. Era 05 de julho".


A parte mais interessante da execução pública de um homem sem-teto por um policial americano, foi que se reuniram em torno de uma enorme multidão de americanos que estavam com as mãos livres e ninguém veio ajudá-lo. Isto está em nítido contraste com os cidadãos chineses, que só ontem, depois que a polícia espancou até a morte um vendedor de rua, se rebelou contra essa chocante violação dos direitos humanos. Eles sabem que se a injustiça não parar, atos assim continuarão impunes.

O relatório da GRU também afirma que a razão para a acentuada deterioração nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos é a publicação contínua do Serviço de Segurança Federal (FSB) da Rússia de documentos secretos do Kremlin detalhando a verdadeira situação no mundo, em oposição à propaganda derramada como um fluxo constante na sociedade ocidental.


Acima de tudo, Segundo o GRU, as informações do FSB tem causado profunda raiva nos americanos, em especial a que temos exposto detalhadamente em nosso artigo de 21 de julho, intitulada « Murdoch Threat To Expose Obama As “Christ-Child” Ignites Western Fury » (Murdoch ameaça expor Obama como o “menino Jesus” despertou a furia no Ocidente “), que efetivamente acabou com a guerra do regime Obama contra o império de Rupert Murdoch.


Pouco tempo depois disso, o golpe seguinte para o regime de Obama e seus aliados ocidentais ocorreu quando informações foram liberadas para a imprensa pelo FSB, que foram expostas no artigo de 25 de julho, informando que o primeiro-ministro norueguês implorou para que Putin evitasse o abate planejado às “elites”. Esse "mostrando a cumplicidade chocante de agências de inteligência dos EUA e dos britânicos em atos de terrorismo catastrófico na Noruega".


Além disso, o relatório da GRU diz que a insatisfação do regime Obama com a Noruega devido à
conclusão em 07 de julho do acordo do país escandinavo com a Rússia sobre o Ártico, que permite à Rússia iniciar a implantação de tropas na região para proteger o petróleo e o gás vitais. Recursos esses também reclamados pelos americanos que capturaram os recursos naturais do Iraque, do Afeganistão e esticaram os braços para a Líbia.

Não sabemos qual será o seguinte movimento neste grande jogo, mas sempre, quando no passado o urso russo e a águia americana se enfrentavam, o mundo era tomado pelo temor.



Fonte: defesabr.com

ONGs dissidentes tem softwares legalizado pela Microsoft


(Relembrando)

A gigante do software Microsoft vem ampliando esforços para barrar a utilização da pirataria como um pretexto para que governos reprimam dissidentes e opositores. Uma reportagem do The New York Times afirma que a empresa pretende fornecer licenças de software gratuitas a mais de 500 mil ONGs e meios de comunicação independentes em países com “governos rigidamente controlados”, como Rússia e China.

Os serviços de segurança na Rússia teriam confiscado computadores de dezenas de organizações nos últimos anos sob o disfarce de inquéritos antipirataria, afirma o NYT. Alguns desses grupos tinham softwares ilegais, e as autoridades disseram que estavam realizando esforços legítimos para reduzir a pirataria, mas isso quase nunca era investigado nas organizações aliadas ao governo.

O projeto da Microsoft pretende retirar a base legal que as autoridades desses países tinham para acusar esses grupos de instalar softwares piratas. Segundo a Microsoft, esse programa de doação de softwares gratuitos a ONGs existe há anos nos Estados Unidos e em mais de 30 países, mas em muitos locais ele não é conhecido. Cada ONG podia obter gratuitamente seis títulos diferentes de softwares da empresa para até 50 computadores.

Com a modificação do projeto, ONGs, grupos de direitos humanos e imprensa independente terão as licenças concedidas automaticamente, sem precisar pedi-las. Além de Rússia e China, a medida se estende ainda a oito ex-repúblicas soviéticas – Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão – além de Malásia e Vietnã.

O projeto foi ampliado depois de outra reportagem do The New York Times, publicada em setembro último, afirmando que advogados da Microsoft apoiavam agentes russos na repressão a grupos de defesa e a jornais de oposição, sempre tendo a pirataria como pretexto. A empresa então agiu rápido. No dia seguinte à reportagem, o vice-presidente Sênior e diretor Jurídico da Microsoft, Brad Smith, afirmou no blog oficial que a companhia abomina “inequivocamente qualquer tentativa para usar os direitos de propriedade intelectual para sufocar a defesa política ou buscar vantagem pessoal indevida”.

A partir de agora, a empresa irá atualizar em seu site todos os progressos realizados nesse sentido. Para as ONGs terem o direito de legalizar seus softwares, elas não podem ter fins lucrativos e devem trabalhar em benefício da comunidade local.


Fonte: tudocom.net

Como podemos ver, a filantropia da microsoft chega a ser comovente.



ONG Russa financiada pelos EUA


Diretora de ONG que fiscaliza eleições é presa na Rússia

A líder do único órgão independente de monitoração do sistema eleitoral na Rússia ficou presa durante 12 horas em um aeroporto de Moscou hoje, em
mais um sinal da pressão do governo sobre um fiscalizador que tem milhares documentos sobre violações das leis eleitorais. Amanhã serão realizadas eleições parlamentares no país.

Lilya Shibanova, da organização não governamental Golos, ficou detida no aeroporto Sheremetyevo após se recusar a entregar seu computador portátil a agentes de segurança na noite de ontem (horário local), segundo informou o vice-diretor do grupo, Grigory Melkonyants. Ela foi liberada após entregar o computador. "A prisão foi politicamente motivada", disse Melkonyants. Segundo ele, a equipe do grupo em todo o país "enfrenta ameaças e pressão psicológica".

A Golos compilou quase 5,3 mil reclamações de eleitores durante a campanha, a maioria relacionada ao Rússia Unida, o partido que domina o Kremlin e apoia o primeiro-ministro Vladimir Putin. Quase um terço dos eleitores que reclamaram dizem que seus patrões e professores estão pressionando para que eles votem no partido.

Ontem, um tribunal distrital de Moscou emitiu uma decisão multando a Golos em US$ 1 mil, por violar uma lei que proíbe a publicação de pesquisas de opinião pública a partir de cinco dias antes das eleições. O grupo tem sido pressionado fortemente desde o último domingo, quando Putin acusou governos do Ocidente de tentar influenciar as eleições no país, por meio do financiamento de ONGs. A Golos, cujo nome significa "vote", recebe doações de instituições dos Estados Unidos e da Europa.

A emissora de televisão NTV, controlada pelo Kremlin, exibiu na noite de ontem um programa de 30 minutos atacando diretamente a Golos. O programa exibiu fotos de maletas cheias de dólares e acusou a ONG de apoiar explicitamente partidos da oposição e tentar desacreditar as eleições.




Fonte: paranaonline

Comunicado das FARC à CELAC


Em um comunicado emitido pelo Secretário do Estado Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP), a organização guerrilheira reconhece como um fato transcendental e sauda o nascimento da CELAC, expressando o desejo de que encaminhe a unidade dentro da concepção bolivariana. Assinala que o sentido da unidade latino-americana e caribenha, deve ser o de

“empreender o caminho até o novo mundo que sempre nos foi vetado pelo velho continente e o império norte-americano”.

Aproveitam para manifestar “profunda preocupação pela paz na Colômbia, que é a paz do continente”e denunciam “o aterrador número de vítimas de toda ordem, produzidas pelo regime colombiano”. Advertem que “a paz nunca será fruto de rendições humilhantes” nem por mudança de que tudo ficará igual. Pedem por “um diálogo com plenas garantias, de forma clara para o país, ao continente e ao mundo, com participação popular, que modele uma reestruturação institucional e política, e que abram as comportas para profundas reformas democráticas”. A continuação do texto completo segue abaixo:

Señoras y Señores

PRESIDENTES DE LA REPÚBLICA Y PRIMEROS MINISTROS

Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños CELAC

Caracas.

Apreciadas Señoras y Señores:

A transcendental reunião os senhores celebram, com o propósito de formalizar o nascimento da Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos, se constitui num importante acontecimento.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia do Exército do Povo, FARC_EP, os saudamos, expressando nosso desejo de que este empreendimento se converta no ponto de partida de um esforço que encaminhe as nações latino-americanas e caribenhas pelo caminho da unidade levando em conta os aspectos fundamentais da concepção bolivariana.

Graves contingências ameaçam hoje por hoje não somente o futuro de nosso continente ferido senão a todo o planeta, a espécie humana em seu conjunto. A Terra reclama ações urgentes para frear o desastre ambiental, sopram ventos de guerra nuclear, a economia mundial claudicante e velhos interesses, em seu exclusivo benefício, impõem aos povos o encargo de salvar-la. Nunca como agora se requer o protagonismo decisivo de toda essa humanidade silenciada.

Eis aqui, o significativo sentido da unidade latino-americana e caribenha, empreender o caminho até o novo mundo que sempre nos vetaram, o velho continente e o império norte-americano.

Aproveitamos para expressar nossa profunda preocupação pela paz na Colômbia, que é a paz do continente.

O traço característico de sua persistente classe dirigente tem sido a estranha e atávica inclinação a solucionar os conflitos econômicos e sociais, pela vida da imposições violentas. Nenhuma das grandes e cruéis ditaturas que no passado devastaram distintas nações neste continente, conta com o aterrador número de vítimas de toda ordem, produzidas pelo regime colombiano, somente nas últimas décadas.

Isso explica as dimensões do atual conflito armado interno, cuja conclusão parece prorrogar-se indefinidamente no tempo. A paz nunca será fruto de rendições humilhantes que contribuam para manter, por mais tempo, no poder os responsáveis desta tragédia nacional, jamais trocaremos o que alcançamos para que tudo continue igual.

Um diálogo com plenas garantias, de frente para o país, ao continente e ao mundo, com participação popular, que modele uma recomposição institucional e política e que abra as comportas para profundas reformas democráticas, é a fórmula que repetidamente temos requerido às FARC e que aspiramos se torne realidade, muito em breve.

Recentes acontecimentos, contrários as “piscadelas de bastidores”, revelam nula a inclinação do establishment de aceitar nossa postura. Em seu lugar insistem em sua pérfida acusação de narcotraficantes e terroristas, pretexto que lhes assegura o incondicional apoio dos Estados Unidos, revertido além do mais em uma crescente ingerência militar e política, bastante convenientes aos interesses estratégicos de dominação continental e mundial dessa potência.

Nas palavras do presidente Santos se não nos rendermos, nos espera a prisão ou o túmulo. Sua oferta de recompensas em milhões de dólares pela cabeça dos comandantes guerrilheiros, faz renascer os usos das Coroas europeias contra os indígenas e escravos negros rebeldes.

Não acreditamos sermos ousados, pensar que nestes novos tempos que nascem na América Latina e Caribe, que seus povos celebrariam como uma grande vitória a conquista de uma solução política na Colômbia.

Nosso abraço patriótico e bolivariano para este verdadeiro Novo Mundo que grita Basta e começa a andar sem que ninguém possa deter sua marcha de gigante.

SECRETARIADO DEL ESTADO MAYOR CENTRAL DE LAS FARC-EP

Montañas de Colombia, 1 de diciembre de 2011



Fonte: midiacrucis

Chávez quer criar reservas econômicas no Caribe para evitar confisco de bens governamentais por países inimigos



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, insiste na necessidade dos países da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) criarem um fundo estratégico de reservas na região, transferindo os recursos depositados em bancos dos Estados Unidos e da Europa.

"A criação dum fundo de reserva na região está a ser discutida já na União de Nações da América do Sul (Unasul), vamos confiar em nós", disse.

Hugo Chávez falava em Caracas, durante a cimeira da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que começou sexta-feira e se prolonga por dois dias, que marcará a oficialização deste organismo que integrará 33 países da região.

A idéia de Cháves é simplesmente acautelar-se de ter bens e fundos governamentais sequestrados ou confiscados por países como os EUA e outros aliados americanos na Europa, muito comuns em casos de crise, como por exemplo na Líbia, Iraque e agora, possivelmente na Síria.



Fonte: navalbrasil.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

CELAC - Discurso da Presidenta Dilma

Dilma na foto não podia falar ali. Mas falou quando pôde




É uma declaração emocionante,
o Brasil deve ter imenso orgulho de ter esta mulher corajosa como Presidente do nosso país.
Uma declaração que poucos homens teríam coragem.





Fonte: tijolaço

Hugo Chavez: Celac marca fim da hegemonia norte-americana

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, descreveu nesta sexta-feira (2) a criação de um bloco latino-americano e caribenho de 33 países como um contrapeso aos Estados Unidos e "a conquista de uma batalha de 200 anos" que teria começado com Simón Bolívar, prócer da independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Chávez deu as declarações na abertura da cúpula de dois dias que marca a criação efetiva da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

"A Doutrina Monroe foi imposta aqui: a América para os americanos, para os ianques. Eles impuseram a vontade deles durante 200 anos, mas isso agora acabou", disse o mandatário venezuelano.

Chávez vê a nascente Celac como uma ferramenta para acelerar a integração latino-americana. "Nós precisamos marchar em direção ao que Bolívar disse ser um corpo político gigante", afirmou.


O bloco de 33 nações reúne todos os países da América Latina e do Caribe. Ao contrário da Organização dos Estados Americanos (OEA), sediada em Washington, terá Cuba como membro pleno e excluirá os Estados Unidos e o Canadá. O presidente de Cuba, Raúl Castro, fez eco às declarações de Chávez, ao chamar a criação efetiva da Celac o "maior evento em 200 anos".

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, também se referiu a Bolívar como uma inspiração. "Nossos países demonstram sua vocação para um futuro comum", disse Dilma. "Há 200 anos, Caracas foi como um farol na luta pela independência. Eu acredito no sonho de Bolívar".


Fonte: vermelho.org
Imagens: Google

Celac - Rumo a uma civilização fraterna

Inicia-se em Caracas uma jornada histórica de nossa América. Os 33 chefes de Estado e governo da região deixarão constituida a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), organização de concertação política e integração que reúne pela primeira vez esses Estados exclusivamente.


Por Angel Guerra Cabrera em Cubadebate


Foi necessário que transcorressem dois séculos desde o início de nossas gestas pela independencia, desde que Bolívar plasmou na Carta de Jamaica (1815) o sonho “de formar de todo o mundo novo uma só nação com um só vínculo que ligue todas as suas partes entre si e com o todo”, 185 anos do Congresso do Panamá, última tentativa do Libertador de tornar realidade aquele sonho; 120 anos desde que Martí defenderá em “Nossa América” o mesmo objetivo: “As árvores hão de se pôr em fila para que não passe o gigante de sete léguas!”

A constituição da Celac é o reflexo institucional de um nivel qualitativamente superior na longa luta dos povos da América Latina e do Caribe por sua emancipação, integração e unidade. Expressa também a criação de uma correlação regional e mundial de forças bastante mais desfavorável ao exercício da hegemonia dos Estados Unidos do que a existente até finais da década de 1990 quando a festa neoliberal parecia interminável e alguns chegaram a crer na fábula do fim da história.

Grandes movimentos populares anti-neoliberales ao sul do Rio Bravo e suas combativas lutas conduziram ao surgimento de um conjunto de governos com vocação social e mais independentes de Washington. Estimularam a elevação da consciência latino-americanista, anti-imperialista e inclusive anti-capitalista em nossa região. A vitória eleitoral de Hugo Chávez na Venezuela e a derrota do golpe de Estado e o golpe petroleiro de 2002 -orquestados por Bush e Aznar – marcaram o giro rumo à configuração do atual cenário geopolítico da América Latina, impulsionado pela heroica resistência de Cuba e consolidado pela chegada de Lula da Silva à presidência do Brasil e Néstor Kirchner à da Argentina. A derrota da Alca em Mar del Plata, plano de recolonização yanque da América Latina e do Caribe, foi um marco histórico na segunda independência da América Latina e um ponto de não retorno.


Estimulou ou reforçou novas vitórias populares que levaram ao governo Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega e permitiram a ampliação da Alba, novo tipo de integração impulsionada por Venezuela e Cuba fundada na solidariedade, cooperação e no intercâmbio justo, inspirada na vontade de reivindicar um socialismo renovado. Unidos aos governos da Argentina, do Brasil, Uruguai, Paraguai, e mais recentemente Peru, tornou possível dar um impulso sem precedentes à integração latino-americana, manifestada na criação da Unasul, na extensão da Alba para a América Central e o Caribe e a gestação do projeto da Celac. Os governos de direita compreenderam a necessidade de participar desta tendência, ao menos formalmente, para não ficar isolados do concerto latino e caribenho.


A Celac encarnará a voz independente de nossa região no mundo multipolar em gestação, não a típicamente subordinada da OEA e do Tiar, com seu histórico a serviço dos interesses de Washington, justificando suas intervenções sangrentas e acolhendo suas ditaduras militares amigas. A nova organização se nutre das experiências da Alba, Unasul, Caricom e do Grupo do Rio, prova de como são enriquecedoras a unidade e a pluralidade latino-americanas e caribenhas noi momento de concertar ações comuns e entendimentos coletivos sobre o fundo unificador de uma história de lutas contra a exploração colonial e neocolonial e as raízes culturais comuns indo-afro-europeias.


A Celac nasce quando mais se necesita dela para enfrentar a gigantesca crise do sistema capitalista e assentar em nossa comunidade de 500 milhões de seres humanos os fundamentos de uma nova civilização amistosa com a natureza em que caibamos todos com paz, justiça e dignidade. Para a Celac o desafio consistirá em manter-se unida por cima das diferenças ideológicas, velhas queixas por territórios herdadas do passado, possíveis tentações hegemônicas internas e os ferozes intentos que, sem lugar a dúvidas os Estados Unidos e a direita realizarão para dinamitá-la. Sou otimista, aposto no êxito da nova Comunidade.



Angel Guerra Cabrera é jornalista cubano residente no México, colunista do La Jornada.
Tradução da Redação do Vermelho

Fonte: Vermelho.org
Imagem: Google

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Silenciosa Revolução SulAmericana


Por Raúl Zibechi
Tomado de La Jornada

A UNASUL aprovou um importante projeto estratégico que começa a desatar os laços de dependência com EUA: A criação de um mega-anel de fibra óptica que fará as comunicações internas da região não passem mais pelo solo estaduniense. A decisão da primeira reunião dos 12 ministros de Comunicações e Tecnologias da Informação reunidos em Brasilia dia 29 é ainda mais importante, desde o ponto de vista geopolítico, que os projetos de infraestrutura aprovados pelo COSIPLAN (Conselho Sulamericano de Infraestrutura e Planejamento) ao dia seguinte na mesma cidade.

Até agora, as comunicações da internet na região sofrem uma dependência quase incrível. Um email enviado entre duas cidades limítrofes entre Brasil e Peru, por exemplo entre Rio Branco, capital do Acre e Puerto Maldonado, vai para Brasilia, sai por Fortaleza em cabo submarino e ingressa nos EUA por Miami, chega a Califórnia para descer o Pacífico até Lima e seguir até puerto Maldonado, apenas 300 quilômetros de onde ele saiu. Nesta base, é impossível falar de soberania e integração.

O anel de fibra ótica terá uma extensão de 10 mil kilometros e será gerenciado pelas empresas estatais de cada país para que as comunicações sejam mais seguras e baratas. Para o Ministério das Comunicações do Brasil, que concebeu o projeto, o anel "diminui a vulnerabilidade que temos em caso de atentados, assim como "E no que diz respeito à confidencialidade dos dados e oficiais militares". até hoje 80% do tráfico internacional de dados da América Latina passa pelos EUA, o dobro da Ásia e quatro vezes a taxa na Europa.

O ministro brasileiro Paulo Bernardo disse que o anel estará concluído em dois anos e que os custos atuais de internet na América do Sul são três vezes maiores do que se pagam nos EUA. Para que os 12 países tenham uma igualdade de acesso aos fluxos são aumentadas pela conexão de novos cabos submarinos, Bernando adianto a criação de pontos de troca de tráfego nas fronteiras, que pode travar empresas. para o Brasil o custo total do projeto é de apenas 100 milhões de dólares.

Além de as decisões de ambas reuniões da Unasul, o Brasil decidiu levar as Nações Unidas sua negociação para a democratização da internet, que está em mãos de empresas estadunienses. O embaixador Tovar da Silva Nunes disse que a gestão dos fluxos de informação "não é inclusiva, não é seguro, não é nem justo nem desejável."

O COSIPLAN decidiu impulsionar 31 projetos de infraestrutura para 2012-2020, com um custo de 14 mil milhões de dólares. Os quatro mais importantes são: corredor ferroviário entre os portos de Paranaguá (Brasil) e Antofagasta (Chile), com um custo de 3700 milhões de dólares; estrada Caracas-Bogotá-Quito-Buenaventura, ou seja, com saída para o Pacífico, a um custo de 3.350 milhões de dólares; ferrovia bioceânica Santos -Arica, trecho boliviano, que custará 3.100 milhões de dólares, e a estrada Callao-la Oroya-Pucallpa, que custará 2.500 milhões de dólares. Em sua maior parte serão financiados pelo BNDES do Brasil, mas poderão participar o Bandes de Venezuela, o Banco de Inversión y Comercio Exterior de Argentina e o regional Banco del Sur.

Todas estas obras formam parte do projeto IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sudamericana), e estão sendo e estão sendo contestadas pelo povo, como aconteceu na Bolívia com a estrada do TIPNIS e no Peru com as hidrelétricas. A conversão da região em potencia global, na mão do Brasil, se processará com um aumento de exploração de recursos naturais e das pessoas. É o mesmo caminho percorrido pelos países do norte e então emergente.

muitos mais desenvolvimentos na região. A reunião do Conselho de Defesa da Unasur, relizada em Lima no 11 de novembro, 26 ações acordadas no contexto do plano de ação 2012 para a integração em matéria de defesa e a criação de uma agencia espaial regional. Argentina ficou encarregada de colocar em marcha a fabricação de um avião de treinamento para treinamento de formação de pilotos, em cujo processo participarão Equador, Venezuela, Peru e Brasil. Cada país fabricará peças que são então reunidos em um só lugar para determinar. Brasil, por sua parte, ficou com a frente do projeto de avião não tripulado para a vigilância de fronteiras.

A região segue os passos de um acordo estratégico de defesa assinado em 5 de setembro entre Argentina e Brasil, que para agora na fabricação do Cargueiro militar KC-390, desenhado pela empresa aeronáutica EMBRAER, no Brasil, que contará com peças fabricadas em Córdoba, Argentina, com um investimento conjunto de mil milhões de dólares, na fabricação conjunta de veículos de transportes e blindados, e na cooperação das indústrias navais e aeroespaciais, e na área de ciberdefesa.

É a primeira vez que se tomam este tipo de decisões nos ex-quintal de Washington. Além disso, esses dados não é menos, o projeto do anel de fibra óptica foi criado em Bogotá pelo ministro brasileiro Bernardo; Maria Mejía, a pessoa designada por Juan Manuel Santos para presidir a Unasur, e o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, amigo pessoal do banqueiro luis Carlos Sarmiento, o homem mais rico de Colombia, partidário de firmar um TLC com Brasil e de associar as bolsas de valores de ambos os países.

Isso pode explicar as intempestivas declarações de Alvaro Uribe contra as boas relações colombo-venezuelanas e o artigo de Roger Noriega en InterAmerican Security Watch, quien llamó a su país a preparase para una intervención militar en Venezuela, onde EUA compra 10% de seu petróleo. É evidente que o império em decadência não vai contemplar passivamente perder o controle da região Sulamericana.


Fonte: http://www.cubadebate.cu/especiales/2011/12/03/la-silenciosa-revolucion-suramericana/

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hillary acusada de sabotar a China em Mianmar


Um editorial do jornal oficial Global Times, considerado porta-voz do regime chinês, acusou nesta sexta-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, de estar sabotando a China na sua visita a Mianmar, até agora um país da área de influência de Pequim.

"Hillary deveria ter deixado claro que a China raramente tem por alvo os Estados Unidos. A estratégia de volta à Ásia dos EUA foi especificamente planejada contra a China", defende o artigo, em referência a palavras da secretária de Estado.

Em seu caminho a Mianmar, Hillary Clinton pediu aos países emergentes que fossem "compradores inteligentes" ao aceitar ajuda estrangeira e que desconfiassem de "doadores mais interessados em extrair recursos naturais do que em aumentar sua capacidade".

Suas palavras foram interpretadas pela imprensa como uma referência à China, principal país investidor em Mianmar e tradicional apoiador do regime militar, ao qual alguns analistas acusam de protagonizar uma nova forma de colonialismo na Ásia, África e América Latina.

O editorial é a primeira queixa da China à visita de Hillary, já que os porta-vozes governamentais mantiveram discrição sobre o assunto e apenas na quinta-feira pediram o fim das sanções que pesam sobre o regime de Mianmar, em resposta ao pedido da secretária de acelerar as reformas democráticas no país.

O texto afirma que a definição de Washington de ajuda estrangeira "é na realidade armamento e ameaças políticas", e acrescenta que "os EUA são o país doador que merece desconfiança".

Segundo o editorial, a China ajuda no desenvolvimento das infraestruturas e do bem-estar dos países nos quais investe, mas reconhece que a ajuda tem "defeitos", em referência às queixas birmanesas pela baixa qualidade dos produtos que exporta.

Nas últimas semanas, o governo de Mianmar interrompeu as obras de uma represa financiada pela China devido às reclamações dos ecologistas, críticas que os investimentos chineses receberam também em outros países nos quais aplica recursos.

"Hillary deve acreditar que sua diplomacia é invencível", apontam os editores do jornal governamental, que sustentam que as palavras da secretária de Estado são uma saída desesperada "à crescente incompetência dos EUA para tratar de sua própria crise". "Seu planejamento orçamentário indica que seu status de superpotência está a ponto de acabar", indica a publicação.

A China, que conta com a maior reserva de divisas do mundo, é um dos principais compradores da dívida americana e europeia.



Fonte: Terra

Presidentes latino-americanos criam novo bloco regional e deixam EUA de fora

Grupo enfrentará o desafio de implementar políticas independentes dos EUA

Presidentes e representantes dos 33 países da América Latina se reúnem nesta sexta-feira, em Caracas, para formalizar a criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

Será a primeira vez que os países do continente se articulam em uma mesma plataforma política – com a tarefa de tentar aprofundar a integração regional – sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá.

Segundo analistas, a Celac nasce com o desafio de criar uma organização capaz de gerar consenso entre os países e cuja institucionalidade seja capaz de implementar políticas de integração autônomas em relação aos Estados Unidos.

Entre as contradições a serem enfrentadas pelo bloco está a de construir políticas comuns em uma região ainda marcada por diferentes níveis de desenvolvimento econômico, pobreza, crime organizado e, em especial, antagonismos no campo político-ideológico.

O presidente venezuelano Hugo Chávez, conhecido pelas críticas ao governo de Washington, e pelo discurso anti-imperialista em encontros regionais, adotou um tom moderado ao falar sobre a nova organização regional e reconheceu que ela deverá respeitar a heterogeneidade dos países e de seus projetos, estejam eles à esquerda ou à direita do campo político.

"Temos que ter muita paciência, muita sabedoria. Não podemos deixar-nos levar pelas ideologias governantes em um país ou outro", disse Chávez na última quinta-feira, minutos antes de receber a presidente Dilma Roussef no Palácio de governo.

"Este processo tem que ser independente do socialismo cubano, do socialismo venezuelano, ou do sistema de governo e ideologia do governo do Brasil, da Colômbia (…) é a união política, geopolítica, e sobre esta união vamos construir um grande polo de poder do século 21."


O primeiro debate do grupo, realizado na noite desta quinta-feira, já mostrou como deve ser difícil conseguir o consenso entre os países do novo bloco. Os países não chegaram a um acordo sobre como será o mecanismo para a tomada de decisões – por unanimidade ou por maioria qualificada. O debate deve ser retomado nesta sexta-feira.

Institucionalidade

O maior desafio para a Celac será "passar da afirmação de uma identidade e articulação política a uma institucionalidade que permita aos países tomar decisões", disse à BBC Brasil Luis Fernando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Unesp.

Uma das propostas do documento constitutivo da Celac é um protocolo de defesa da democracia e direitos humanos, aos moldes da cláusula anti-golpe de Estado estabelecida pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

"Washington ainda é o principal problema no hemisfério, especialmente com respeito à democracia e à auto-determinação nacional."

Mark Weisbrot, co-diretor do Center for Economic and Policy Research

Entre as divergências iniciais está a posição do novo bloco a respeito do futuro da Organização de Estados Americanos (OEA), cujo papel passou a ser questionado durante a crise boliviana, em 2008 e depois do golpe de Estado em Honduras, em 2009.

Venezuela, Equador e Bolívia defendem que a OEA já teria cumprido seu papel histórico no hemisfério e deve ser substituída.

"Não é possível que os conflitos latino-americanos tenham que ser tratados em Washington", defendeu o presidente equatoriano Rafael Correa, dias antes da Cúpula.

"(Espero) que mais cedo que tarde (a Celac) possa substituir a OEA, que historicamente tem tido grandes distorções", acrescentou.

Esta posição, no entanto, ainda não é um consenso entre a maioria dos países da região, que até agora preferem defender a coexistência das duas instituições.

Para o analista internacional Edgardo Lander, professor da Universidade Central da Venezuela, a Celac tende a contribuir para o enfraquecimento da OEA, mas ainda é cedo para falar de sua extinção.

"A substituição da OEA pela Celac não será fruto de um decreto ou de declarações a favor ou contra, e sim pelas vias de fato", disse à BBCBrasil.

Lander cita como exemplo a atuação da Unasul na resolução do conflito da Bolívia, em 2008, que ele considera 'decisiva'. "Se a Celac mostrar que pode solucionar os conflitos regionais sem a intervenção dos Estados Unidos, o papel da OEA vai perder força naturalmente."

Independência

Para o o economista americano Mark Weisbrot, co-diretor do Center for Economic and Policy Research, de Washington, a Celac é criada em um momento em que a América Latina se consolida como uma região "mais independente do que nunca".

"Washington ainda é o principal problema no hemisfério, especialmente com respeito à democracia e à auto-determinação nacional", disse Weisbrot à BBC Brasil.

O analista político venezuelano Carlos Romero, professor de estudos internacionais da Universidade Central da Venezuela, diz que a criação da Celac é um "passo positivo que marca um processo de maturidade política"da região.

No entanto, ele afirma que isso não necessariamente significará a existência um bloco antagônico a Washington. "Os EUA já não exercem a mesma tutela do passado", diz.

A discussão do grupo ainda deve incluir a criação de um fundo de reserva para enfrentar a crise financeira internacional.

Brasil deverá ter papel de liderança na integração regional, segundo analistas

"Quanto mais nos integrarmos, mais estaremos preparados para enfrentar este furacão que a economia mundial está vivendo e a instabilidade do resto do planeta", afirmou o presidente colombiano Juan Manuel Santos, principal aliado dos Estados Unidos na América do Sul.

Liderança brasileira

Os especialistas concordam que o Brasil tende a assumir um papel de "liderança natural" na Celac, protagonismo que antes era dividido com o México quando se tratava do hemisfério como um todo.

"O Brasil é uma potência regional, tem sido (protagonista) pró-democracia e em defesa independência regional na América Latina. Deve ajudar a desempenhar este papel dentro Celac", disse Mark Weisbrot.

O governo brasileiro vê a Celac como o "terceiro anel" do processo de integração regional, seguido do Mercosul e da Unasul.

A reunião de Cúpula para a abertura da Celac havia sido marcada para 5 de julho, mas foi adiada imediatamente após o presidente venezuelano Hugo Chávez ser diagnosticado com câncer, no final de junho.

A Celac unificará as estruturas do Grupo do Rio, mecanismo de consulta internacional regional criado em 1986, e da Calc (Comunidade América Latina e Caribe) e deve trabalhar em cinco áreas: política, energia, desenvolvimento social, ambiente e economia.





Fonte: navalbrasil.com

Imagem: Google

Dez países participam de encontro do Cebrapaz em SP

Em entrevista ao Boletim Vermelho, a presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Socorro Gomes, comenta os preparativos ao seminário "Os direitos humanos na perspectiva da construção de uma cultura de paz", que se realiza dias 2 e 3 de dezembro em São Paulo. Dez países já confirmaram presença: Argentina, Portugal, Grécia, Espanha, Sérvia (parte da antiga Iugoslávia), Palestina, Japão, Cuba, Panamá e República Dominicana.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um retrocesso na política externa



Um dos pontos fortes do governo das forças democráticas brasileiras, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, tem sido a política externa. Altiva, assertiva, soberana, em muito contribuiu para mudar a imagem do Brasil no mundo e elevar a autoestima dos brasileiros.




Por José Reinaldo Carvalho*

Foi-se para sempre o famigerado complexo de vira-latas e o Brasil distinguiu-se no cenário internacional não mais pelas humilhações que sofria nem pelos gestos de subserviência com que governos anteriores favoreceram os potentados internacionais. Pertencem a uma era definitivamente pretérita frases como “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (Juracy Magalhães), assim como gestos servis, como o de Otávio Mangabeira beijando a mão de Eisenhower ou um ex-chanceler obedecendo a ordens de tirar os sapatos emitidas por um meganha de aeroporto nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, nada tem a ver com essa malsinada tradição entreguista. Frequentou outra escola e se distinguiu na nova geração da Casa de Rio Branco como um alto funcionário esmerado na boa técnica diplomática. É seu mérito e pode ser também o seu defeito. Porque como em toda e qualquer atividade estatal, não há técnica que resulte em ações progressivas sem a boa política no posto de comando.


Talvez seja por isso que o chanceler, em nenhuma ocasião desde que assumiu o comando do Itamaraty, tenha feito uma crítica sequer às ações do imperialismo estadunidense e seus aliados da União Europeia e Otan, mesmo nos momentos em que cometeram crimes de lesa-humanidade como no caso da guerra contra a Líbia, ou quando elevaram o tom das ameaças de sanções e intervenção contra o Irã.


Quiçá, isto sirva ainda para explicar por que o Brasil tem adotado algumas mudanças em sua conduta nos fóruns internacionais, dando votos que não se coadunam com uma política externa de país progressista.


Pode ser uma questão de estilo e de formação do chanceler, mas não o isenta de críticas. Do ponto de vista das forças democráticas, populares, internacionalistas, nada justifica a adesão de nosso país à política intolerante de sanções levada a efeito pelas potências imperialistas. O Itamaraty não é ingênuo. Seus pós-doutores em geopolítica, defesa e diplomacia sabem que não há neste mundo hobbesiano defesa desinteressada dos direitos humanos, letra morta quando defendida por superpotências cuja história é feita por genocídios.


Também é conhecido que está em plena aplicação a estratégia de reestruturar o Oriente Médio, plataforma que encanta os
think tanks democratas e republicanos, que alternadamente fazem a cabeça do Pentágono e do Departamento de Estado. O Brasil tem justas ambições de desempenhar um novo papel e ocupar um novo lugar no mundo, o que seria suficiente para agir de acordo com o interesse nacional e em benefício de países e povos amigos, tomando a devida e necessária distância dos planos geopolíticos imperiais, nunca coadjuvando-os.

Não só o voto pelas sanções à Síria é um contrassenso, como é no mínimo uma platitude defender, como fez o chanceler nesta terça-feira (29), a “desmilitarização” da Síria como alternativa para encerrar a onda de violência no país que dura oito meses.


Mais estranha ainda foi a afirmação de que a mediação de um acordo de paz na região deve ser feita pela Liga Árabe. Seria, não fosse a circunstância, que o ministro não desconhece, de que a Síria, país membro da Liga, está suspensa do bloco, porque este se encontra sob a égide de uma orientação pró-imperialista e paradoxalmente anti-árabe.


Antonio Patriota expôs suas dúvidas sobre a eficácia de uma intervenção militar na Síria. Recorreu ao discurso técnico para argumentar que a intervenção militar “tem de ser autorizada pelo Conselho de Segurança [das Nações Unidas], que tem estado muito dividido em relação à Síria. Isso porque não está claro o que uma intervenção militar poderia realizar de positivo para a população e a democracia na Síria”, disse.

Seria desejável, em nome da boa imagem do Brasil progressista, perante as forças que internamente dão sustentação política ao governo, e aqueles países e forças políticas que têm no Brasil um aliado solidário das causas da paz e do contra-hegemonismo das grandes potências imperialistas, que o chanceler condenasse ou no mínimo descartasse por convicção a intervenção militar contra o país árabe.

Ao que tudo indica, o chanceler brasileiro já tem opinião formada sobre a situação da Síria, sem levar em conta as informações, opiniões e medidas de um governo que tem sólidas relações bilaterais com o Brasil. Deu crédito absoluto às conclusões da Comissão de Investigação de Direitos Humanos das Nações Unidas, de que “as forças de segurança ligadas ao presidente sírio são responsáveis por torturas, assassinatos, estupros e desaparecimentos na região”. Isto foi o suficiente para que o chanceler sentenciasse: “As acusações são muito graves, estamos examinando o seu conteúdo [o relatório da comissão da ONU tem 40 páginas]. Lembro que o Brasil se posicionou sempre a favor das manifestações por melhor governo, mais democracia, melhores oportunidades econômicas e de emprego e organização para os países árabes. Ao mesmo tempo deixou claro que é inaceitável a utilização do aparato do Estado para a repressão violenta e armada contra manifestantes”, disse.


As declarações do chanceler brasileiro são feitas no mesmo momento em que a União Europeia anuncia a intensificação das sanções contra o país árabe e em meio à reiteração pelas autoridades estadunidenses de que Bashar Assad tem de ser deposto.


Não pode haver unidade entre progressistas e reacionários quando se trata de tomar posição sobre um regime político como o vigente na Síria.


Os povos árabes têm direito a lutar pela democracia e a escolher o tipo de governo que querem para fazer suas sociedades avançarem. A liberdade política é um pressuposto para a construção de sociedades justas, progressistas, soberanas. O regime sírio tem lacunas a preencher em termos de vida democrática e vigência plena dos direitos humanos. Mas não é disso que se trata para o imperialismo e seus aliados sionistas e na Liga Árabe. Não é a democracia nem o respeito aos direitos humanos que estão em causa. Figuram no caso em tela como meros pretextos para instrumentalizar uma intervenção. No caso da Líbia o resultado foi uma guerra de agressão e o magnicídio.


Mesmo não tendo identidade política com o governo sírio, o Brasil deve tomar distância de tais manobras e intentos imperialistas.


As declarações do ministro das Relações Exteriores são, assim, no mínimo precipitadas. O Brasil não tem por que se somar à política de sanções ditada pelas potências imperialistas.




Com informações da Agência Brasil

*José Reinaldo Carvalho é editor do Vermelho



Fonte: Pátria latina

É Pentágono/OTAN versus BRICS


Pepe Escobar, Al-Jazeera, Qatar

http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2011/11/2011112991711150824.html

Poucos prestaram atenção, quando, semana passada, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Victoria Nuland anunciou, em linguagem cifrada, que Washington “deixará de atender a alguns dos dispositivos do Tratado das Forças Militares Convencionais na Europa [ing. Conventional Armed Forces in Europe (CFE) Treaty], no que tenha a ver com Rússia.”[1]

Tradução: Washington deixará de informar a Rússia sobre deslocamentos de sua armada global. A estratégia de “reposicionamento” planetário do Pentágono virou segredo.

É preciso atualizar algumas informações de fundo. Esse tratado, CFE, foi assinado nos anos 1990 – quando o Pacto de Varsóvia ainda era vigente, e cabia à OTAN defender o ocidente “livre” contra o que então estava sendo pintado como um muito ameaçador Exército Vermelho.

Na Parte I, esse Tratado CFE estabelecia significativa redução no número de tanques, artilharia pesadíssima, jatos e helicópteros de guerra, e dizia também, aos dois lados, que todos teriam de nunca parar de falar do Tratado CFE.

A Parte II do Tratado CFE foi assinada em 1999, no mundo pós-URSS. A Rússia transferiu grande parte de seu arsenal para trás dos Montes Urais, e a OTAN nunca parou de avançar diretamente contra as fronteiras russas –, movimento que aberta e descaradamente descumpria a promessa que George Bush ‘Pai’ fizera, pessoalmente, a Mikhail Gorbachev.

Em 2007, entra Vladimir Putin, que decide suspender a participação da Rússia no Tratado CFE, até que EUA e OTAN ratifiquem a Parte II do CFE. Washington nada fez, nada de nada; e passou quatro anos pensando sobre o que fazer. Agora, decidiu que nem falar falará (“Washington deixará de atender”, etc. etc.).

Não se metam na Síria

Moscou sempre soube, há anos, o que o Pentágono quer: Polônia, República Checa, Hungria, Lituânia. Mas o sonho da OTAN é completamente diferente: já delineado num encontro em Lisboa há um ano, o sonho da OTAN é converter o Mediterrâneo em “um lago da OTAN”.[2]

Em Bruxelas, diplomatas da União Europeia confirmam, off the record, que a OTAN discutirá, numa reunião chave no início de dezembro, o que fazer para fixar uma cabeça-de-praia muito próxima da fronteira sul da Rússia, para dali turbinar a desestabilização da Síria.

Para a Rússia, qualquer intervenção ocidental na Síria é caso resolvido de não-e-não-e-não absoluto. A única base naval russa em todo o Mediterrâneo Ocidental está instalada no porto (sírio) de Tartus.

Não por acaso, a Rússia instalou seu sistema de mísseis de defesa aérea S-300 – dos melhores do mundo, comparável ao Patriot, dos EUA – em Tartus. E é iminente a atualização para sistema ainda mais sofisticado, o S-400.

Mais importante: pelo menos 20% do complexo industrial militar russo enfrentaria crise profunda, no caso de perder seus assíduos clientes sírios.

Em resumo, seria suicídio, para a OTAN – para nem falar em Israel – tentar atacar a Síria por mar. A inteligência russa trabalha hoje sobre a hipótese de o ataque vir via Arábia Saudita. E vários outros países também sabem, com riqueza de detalhes, dessa estratégia de “Líbia remix”, da OTAN.

Vejam o caso, por exemplo, da reunião da semana passada, em Moscou, dos vice-ministros de Relações Exteriores dos países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)[3].

Os BRICS não poderiam ter sido mais claros: esqueçam qualquer tipo de intervenção externa na Síria; disseram, exatamente que “não se deverá considerar qualquer interferência externa nos negócios da Síria, que não esteja perfeitamente conforme o que determina a Carta das Nações Unidas”.[4]

Os BRICS também condenam as sanções extra contra o Irã (são “contraproducentes”) e qualquer possibilidade de algum ataque. A única solução – para os dois casos, Síria e Irã – é negociações e diálogo. Esqueçam a conversa de um voto da Liga Árabe levar a nova resolução, do Conselho de Segurança da ONU, de “responsabilidade de proteger”, responsibility to protect, R2P. Esqueçam.

O que temos aí é um terremoto geopolítico. A diplomacia russa coordenou, com outros países BRICS, um murro tectônico na mesa: não admitiremos qualquer tipo de nova intervenção dos EUA – seja “humanitária” ou a que for – no Oriente Médio. Agora, é Pentágono/OTAN versus os BRICS.

Brasil, Índia e China estão acompanhando tão de perto quanto a Rússia, o que a França – sob o comando do neonapolêonico Libertador da Líbia, Nicolas Sarkozy – e a Turquia, os dois países membros da OTAN, estão empenhados e fazer hoje, sem qualquer limite ou contenção, contrabandeando armas e apostando em uma guerra civil na Síria, ao mesmo tempo em que tudo fazem para impedir qualquer tipo de diálogo entre o governo de Asad e a oposição síria, essa, em frangalhos.

Alerta máximo nos gargalos

Tampouco é segredo dos BRICS que a estratégia de “reposicionamento” do Pentágono implica mal disfarçada tentativa de impor, no longo prazo, uma “negativa de acesso” à marinha chinesa expedicionária [ing. blue-water navy, capaz de operar em alto mar], em acelerada expansão.



Fonte: Pátria Latina

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A nova aventura de David "de" Rothschild, o "orgulho" do Papai

(Se não fosse Rothschild, poderíamos dizer que parece um anjo)


David "de" Rothschild é um rapaz muito sensível para os problemas do mundo, o que parece ser uma tradição dessa família desde há muito. Ganhar dinheiro e poder financiando os dois lados das guerras incitadas por eles próprios, marca registada desse gang, exige algum tipo de compensação para a imagem, como provam também as carreiras dos Nobel, dos Carnegie, dos Rockefeller e dos Krupp, para ficar só com alguns exemplos.
Uma visita às favelas do Rio de Janeiro ensina mais sobre a actividade das grandes "famiglie" que qualquer manual de ética empresarial, que não passam de puro lixo propagandístico. Os bandidões procuram sempre financiar as actividades culturais dos seus territórios e ajudar as pessoas necessitadas, desde que não ponham entraves ao seu poder. É o jogo da cenoura e do porrete, também conhecido por estímulo contraditório na linguagem técnica.
David "de" Rothschild é um dos maiores apoiantes da tese do aquecimento global antropogênico, justificação maior para o sistema de cap and trade que a sua família, assim como sócios menores, como Al(l) Gore, ambiciona instituir junto do estabelecimento do embrião do governo global, a taxa mundial sobre o carbono, imposto perfeito do qual nada poderá escapar.
Os antigos publicani do Império Romano nada são em comparação com esta máfia.
Agora o rapaz demonstra um novo interesse que reforçará a propaganda pelo imposto mundial sobre o carbono, o lixo plástico, e cruzará o Pacífico num barco de garrafas plásticas. Esperemos que o Deus do Velho Testamento acorde e mande um recado bem claro para esta famiglia de apóstatas, mas acho que isso em nada os iria demover de promover a destruição em massa que é a base do seu poder.
Acredito que problema do lixo é uma verdadeira questão que deveria ser debatida a sério, assim como a poluição dos rios, mares e dos solos, para além do vandalismo genético promovido pela introdução de transgênicos na natureza, mas não é dando o poder absoluto para as intituições multinacionais sobre as quais as famiglie que mais ganharam com a destruição do meio ambiente impõe a sua vontade a escala mundial que vamos fazê-lo.
Al Gore é uma cria da Occidental Petroleum, os Rockefeller controlam as filhas da Standard Oil (Texaco e Exxon são duas), os Windsor - e o bom e eterno príncipe Carlos - são sócios da BP, os Orange da Shell, os Dupont dão cartas no mundo da indústria química e os Rothschild estão por cima de toda essa gente.
Enfim, coisas que não ensinam em nenhuma escola, mas que podem ser comprovadas materialmente por qualquer um que deseje investigar estas coisas a que um dia davam o nome de História e hoje dão o nome de "Teorias da Conspiração".

David de Rothschild faz arte em Belo Monte

Depois de atravessar o Oceano Pacífico a bordo do catamarã Plastiki, feito de garrafas PET, o ambientalista e aventureiro David de Rothschild começa agora uma nova expedição aqui no Brasil. Nas próximas semanas, o inglês vai viajar pela Floresta Amazônica e mostrar, por meio da arte, o impacto que a construção da Usina de Belo Monte terá sobre a região

(David e a maquete do barquinho de plástico que ganhou do "Papai Rothschild")


Em 2010 David de Rothschild e a equipe do projeto Plastiki cruzaram o Pacífico, saindo de São Francisco, nos Estados Unidos, e após 130 dias, chegaram a Sidney, na Austrália (leia os posts Plastiki: o barco sustentável de garrafas PET, Barco de PET conclui travessa do Pacífico do Blog da Redação). O catamarã, feito totalmente com material reciclado, fazia parte de um projeto para alertar o homem sobre a poluição marítima. Rothschild já participou de outras expedições, entre elas para o Ártico e a Antártica para chamar a atenção sobre a sobrevivência dos ursos, e em 2007, o ecologista esteve no Equador, onde viu de perto os efeitos que o lixo tóxico causa às populações indígenas e ao meio ambiente.

Esta semana, Rothschild inicia uma jornada pela região do rio Xingu, na Amazônia. A expedição que faz parte do projeto ARTiculate, do movimento MYOO*, reúne arte, ecologia e aventura. A ideia é viajar pela floresta e conversar com as crianças sobre o impacto que a construção da Usina de Belo Monte trará para a região, junto com a organização não-governamental Amazon Watch*. A intenção é criar imensas instalações de arte que representem a biodiversidade dessa região amazônica. Parte dela será invevitavelmente perdida após a inundação da área. O foco do estudo será "What is lost?".

Durante a visita ao Brasil, David de Rothschild também fará parte do Festival SWU, que acontecerá em Paulínia, São Paulo. O ecologista inglês será um dos palestrantes do II Fórum Global de Sustentabilidade SWU.


Chega a comover a preocupação do filhote do "Papai Rothschild" ao Meio Ambiente.





Fonte: ogladio.blogspot.com, http://planetasustentavel.abril
Imagem: Google

GUERRA - Agora é a vez do Irã

Trio "Guerreiros do Apocalipse"

Grã-Bretanha expulsa diplomatas e aumenta pressão contra Irã

BBC Brasil

A Grã-Bretanha vai expulsar todos os diplomatas iranianos de seu território em resposta à invasão de sua embaixada em Teerã, anunciou nesta quarta-feira o chanceler britânico, William Hague.

A invasão da Embaixada britânica, por sua vez, decorre de uma nova rodada de sanções adotadas pela Grã-Bretanha contra o Irã, à luz de relatos de avanços no programa nuclear iraniano.

Países ocidentais temem que o programa nuclear iraniano tenha como objetivo construir armas nucleares. Teerã alega, no entanto, que seu projeto tem fins pacíficos.

Em meio ao impasse, cresce a pressão contra o Irã, e Hague ordenou, nesta quarta, o fechamento imediato da embaixada iraniana em Londres.

Hague disse que as relações bilaterais entre Irã e Grã-Bretanha chegaram a seu nível mais baixo e que levará o assunto ao Conselho de Relações Exteriores da União Europeia.

"Discutiremos esses eventos (a invasão da embaixada britânica) e novas ações necessárias diante da continuidade do Irã em perseguir um programa de armas nucleares", declarou o chanceler.

Tensão nuclear e sanções

A tensão na relação entre Irã e o Ocidente começou a subir na semana passada, quando um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o Irã havia promovido testes "relevantes ao desenvolvimento de um dispositivo nuclear".

Os EUA, o Canadá e a Grã-Bretanha reagiram ao relatório com o anúncio de novas sanções contra o Irã – no caso britânico, as punições incluíram restrições financeiras que afetaram os laços com todos os bancos iranianos.

Foi a primeira vez que a totalidade de um setor financeiro de um país foi excluído de elos com as instituições financeiras britânicas, explica o analista diplomático da BBC, Jonathan Marcus.

Depois disso, o Parlamento iraniano decidiu, no último domingo, reduzir as ligações diplomáticas do país com a Grã-Bretanha.

Na terça-feira, centenas de manifestantes – que o governo iraniano descreveu como estudantes – se aglomeraram nos arredores da representação diplomática britânica em Teerã, escalando os portões e queimando um carro e bandeiras britânicas.

Alcance das sanções

A nova escalada nas sanções visa aumentar a pressão econômica sobre Teerã - dificultando suas transações financeiras no exterior -, tentar conter as atividades nucleares do país e, em tese, tentar convencê-lo a voltar à mesa de negociações.

Mas tudo indica que, até agora, esses objetivos foram apenas parcialmente cumpridos, ressalta Jonathan Marcus.

Em primeiro lugar, segundo Marcus, é difícil medir o quanto as atividades nucleares iranianas foram restritas pelas punições – segundo a AIEA e diplomatas ocidentais, o programa está, na verdade, avançando lentamente em diversos aspectos.

Quanto a trazer o Irã de volta às negociações, os resultados parecem muito menos expressivos. Além disso, não há um consenso internacional quanto ao alcance das punições. Algumas delas, ainda que aprovadas na ONU, são aplicadas de maneiras diferentes por diferentes países.

E os iranianos conseguem escapar de algumas sanções apostando cada vez mais na China como um parceiro comercial.

Ao mesmo tempo, China e Rússia – não têm demonstrado interesse em apoiar uma nova rodada de sanções contra Teerã na ONU.

Somando-se a isso a aproximação das eleições presidenciais na Rússia e nos EUA, além da instabilidade no Oriente Médio, parece ficar cada vez mais difícil obter consenso para a aprovação de novas punições.

No outro extremo, existe a preocupação de Israel, que se sente diretamente ameaçada pela possibilidade de um Irã com poderio nuclear.

No início deste mês, a imprensa israelense relatou que o governo do país já avaliava a possibilidade de buscar apoio interno para bombardear instalações nucleares iranianas.


Como vemos, falta pouco para os "Guerreiros do Apocalipse" começarem outro Genocídio.

(Burgos Cãogrino)



A PEDRA DE DAVI

A PEDRA DE DAVI
Raul Longo

pedra

pedra

voa

voa.

Pedra, cumpre

tua sina

voa

pedra

pedra

a que se destina.

cumpre

a risca

o voo

sobre a vergonha

do muro

a covardia

do tanque

o medo

da mão

que segura o fuzil.

voa pedra

acima do jato

mais rápida do que o míssil

além da guerra

na terra

onde não fique pedra

sobe pedra.

risca,

risca

pedra

a suástica

sionista

da estrela

nazista.

voa

voa

pedra.

cumpre

tua sina

Palestina!





(Blogueiros unidos pela Libertação da Palestina)

Fonte: Sanguessugado do redecastorphoto, Gilson Sampaio

Imagem: Google, colocadas por este blog

Muito obrigado Gilson!!!



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