Minha lista de blogs

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Brasil atrapalha a luta por democracia na Síria", diz opositor

Para líder que se reuniu com Hillary esta semana, Brasília "está desinformada" sobre a violência em seu país.

GENEBRA - A diplomacia brasileira está "desinformada" sobre a repressão na Síria e cria "sérios obstáculos" ao insistir na necessidade de manter um canal de diálogo com o presidente da Síria, Bashar Assad, diz Burhan Ghalioun, presidente do Conselho Nacional de Transição da Síria - grupo que tenta reunir a oposição ao regime e começa a ser considerado o principal interlocutor de governos como o dos EUA ou da França.

Nesta semana, Ghalioun esteve reunido com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em um encontro em Genebra. Acadêmico da Sorbonne, ele falou com exclusividade ao Estado após esse primeiro contato com Hillary e disse que a única solução que a oposição aceitaria seria agora a saída de Assad do poder. "Não aceitaremos nada menos que isso", declarou. Ghalioun ainda defendeu a decisão de armar a oposição e apontou para uma "longa guerra civil" que só teria fim quando Assad deixar o país. A seguir, trechos da entrevista.

Estado: O que sr. espera do apoio americano na luta contra Assad?
Burhan Ghalioun: Nos encontros que tivemos com Hillary nesta semana, trabalhamos principalmente a transição para democracia. Estamos mostrando o cenário desastroso que vive a Síria por causa da política sanguinária de Assad. Os americanos nos entendem. Apresentamos nossos pedidos para ativar a diplomacia e garantir a proteção da população, alvo da repressão.

Estado: O governo americano é a principal aposta hoje da oposição síria para conseguir mobilizar a comunidade internacional?
Burhan Ghalioun: Não. Os países árabes hoje lideram os esforços. Foram eles que abriram o caminho para que pudéssemos ser ouvidos. A realidade é que a comunidade internacional deve ser posta diante de suas responsabilidades. O que o povo sírio enfrenta é uma tragédia e o mundo deve reagir.

Estado: Qual é o principal obstáculo nessa mobilização internacional contra Assad?
Burhan Ghalioun: Acho que a chave está no Conselho de Segurança e na resistência de China, Rússia e outros. De outro lado, temos o apoio dos governos dos EUA, da Europa e de países árabes. Pouco a pouco, o Conselho Nacional Sírio começa a ganhar reconhecimento político, além da legitimidade da causa síria pela liberdade.

Estado: O sr. inclui o Brasil entre os que apoiam ou criam obstáculos?
Burhan Ghalioun: Por enquanto está criando sérios obstáculos. Acho que nós da oposição não fizemos o suficiente para informar a diplomacia brasileira sobre o que está ocorrendo na Síria. Sentimos que estão desinformados. A situação se deteriora e vamos buscar uma aproximação com o Brasil para explicar o que está ocorrendo e mostrar os crimes diários cometidos por Assad.

Estado: O Brasil insiste que uma porta ainda deve ser deixada aberta para dar espaço ao diálogo com Assad. Ainda há como dialogar com Assad?
Burhan Ghalioun: De nenhuma forma. Os brasileiros estão atrasados e ficando para trás. Hoje, nenhum país pede um diálogo entre a oposição e Assad. O presidente é considerado um assassino pela maioria do povo sírio e toda a negociação para a transição rumo a uma democracia deve passar pela saída de Assad do poder. Mesmo a Liga Árabe defende isso.

Estado: A ONU já considera a situação na Síria uma guerra civil, enquanto o governo russo acusa a oposição de estar sendo armada por forças estrangeiras. A luta armada é a nova etapa da resistência?
Burhan Ghalioun: Se o regime se perpetuar e continuar a ter a possibilidade de matar e reprimir a população, entraremos em uma longa e horrível guerra civil. Mas isso só pode ser parado agora com a saída de Assad do poder e a transformação do sistema político num sistema democrático. A guerra civil é uma criação e um produto do atual regime, e não algo espontâneo. Mas, para ser freada, só há agora uma solução, sua renúncia.

Estado: Para vocês, então, só a saída de Assad seria a solução?
Burhan Ghalioun: Não aceitaremos nada menos que isso.

Estado: Na Tunísia e Egito, grupos islamistas venceram as primeiras eleições. O sr. não teme que isso ocorra também na Síria e, em razão dessa perspectiva, Europa e americanos hesitam em apoiar mais sua causa?
Burhan Ghalioun: Temos movimentos islamistas, mas muitos trabalham no Conselho Nacional. Todos aceitaram o nosso projeto de sociedade democrática, secular e moderno. Esses grupos falam da importância da união nacional. Não podemos comparar o Egito à Síria. Somos mais seculares, com valores diferentes. Não acredito no risco de deriva islâmica radical na Síria.

Estado: Há acusações de que seu Conselho Nacional não reúne de fato toda a oposição nem está de fato unido. Como o sr. reage a esses comentários?
Burhan Ghalioun: Em nenhum país a oposição é unificada. Não podemos pensar numa oposição que esquece suas diferentes posições. Mas o que temos de fazer é unificar o programa da oposição para poder lutar juntos contra o regime e construir um Estado secular e democrático. Há uma semana estamos discutindo detalhadamente o projeto e, em alguns dias, o apresentaremos oficialmente à Liga Árabe.


Fonte: DefesaNet


Clima tenso entre Moscou e Ocidentais após eleições russas - Rússia acusa EUA


O primeiro-ministro russo Vladimir Putin declarou nesta quinta-feira que a oposição tem o direito de expressar suas opiniões, inclusive com manifestações, mas acusou o governo dos Estados Unidos de estimular os protestos e advertiu que não tolerará excessos fora da legalidade.

Em seu primeiro comentário em público sobre as manifestações quase diárias de protesto contra as eleições de domingo, por suposta fraude e imparcialidade, Putin disse que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, "deu o sinal" para os opositores do governo. "Ela deu o tom para alguns ativistas da oposição, deu o sinal a eles, eles ouviram esse sinal e iniciaram sua atividade", disse Putin.

Os Estados Unidos expressaram séria preocupação sobre o modo como se deu a eleição russa, que Hillary insinuou não ter sido livre nem justa.

O premiê russo afirmou que alguns dos manifestantes que vêm protestando diariamente contra fraude na eleição têm motivações políticas egoístas e que a maioria dos russos não quer uma reviravolta política. "Nós somos todos adultos e entendemos que alguns dos organizadores agem em consonância com um cenário bem-conhecido e seguindo os próprios interesses políticos mercenários, afirmou."

"Se as pessoas atuam dentro do respeito à lei, devemos conceder o direito de que expressem sua opinião", disse Putin. "Se alguém viola a lei, então as forças de segurança e o governo devem exigir o respeito da lei com todos os meios legítimos", completou.

Por outro lado, Putin se absteve de avaliar em profundidade o resultado das eleições parlamentares, que deram a vitória ao partido governista Rússia Unida (RU) e provocaram protestos maciços no país.

Putin fez as declarações ao abrir uma reunião da Frente Popular, movimento político criado pelo próprio chefe de governo russo para diluir a queda de popularidade da RU.

Anteriormente, o presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou que o pleito legislativo foi justo. "Posso expressar minha percepção: a Rússia Unida obteve exatamente o que tem, nem mais, nem menos, e neste sentido as eleições foram limpas, justas e democráticas", ressaltou o chefe do Kremlin logo após anunciar os resultados da votação.

Enquanto isso, ao redor de 25 mil usuários da rede social Facebook confirmaram a participação no sábado em uma grande manifestação na Praça da Revolução, próximo ao Kremlin, para protestar contra a suposta fraude eleitoral governista.


Fonte: DefesaNet


Londres protesta por abordagem argentina a barcos nas Malvinas


A Grã-Bretanha apresentou um protesto contra a Argentina pela interceptação de barcos pesqueiros em águas disputadas nos arredores das ilhas Malvinas, cenário de uma guerra entre os dois países em 1982. No ano passado, o governo argentino aprovou um decreto exigindo que embarcações fazendo percursos entre as ilhas Malvinas, Geórgias do Sul e Sandwich do Sul - todas elas possessões britânicas - deveriam solicitar uma autorização para atravessar as "águas territoriais" argentinas.

O governo das Malvinas (que os britânicos chamam de Falklands) emite licenças para barcos que desejem pescar numa distância de até 200 milhas das ilhas. Mike Summers, membro da assembleia legislativa das ilhas, disse que "em várias ocasiões nos últimos meses a guarda costeira e a Marinha argentinas desafiaram barcos que viajavam entre as ilhas Falklands e o porto de Montevidéu, no Uruguai".

"Eles abordam os barcos e pedem informações como o número do passaporte do capitão, possivelmente tentando alertá-los a sair", afirmou o parlamentar, acrescentando que isso não causa transtornos comerciais. Em nota, a chancelaria britânica declarou: "O Reino Unido já protestou contra a Argentina ... Consideramos que eles não estão cumprindo o direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar".

Em 1982, os dois países travaram uma guerra de dez semanas, depois que o regime militar argentino tentou tomar posse das ilhas. Apesar da vitória britânica, Buenos Aires continua insistindo que "as Malvinas são argentinas".


Fonte: DefesaNet


--------------------------------------


Um diplomata europeu, pedindo anonimato disse essa semana:

“Enquanto o resto de nós trabalha para pressionar o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e parar de apoiar o terrorismo, o governo da Argentina tem considerado avançar na direção contrária”.

Vários diplomatas europeus observaram que Cristina é aliada de líderes esquerdistas sul-americanos como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que mantêm estreitas relações com o Irã.

Ver mais em: http://burgos4patas.blogspot.com/2011/12/aproximacao-entre-argentina-e-ira.html

--------------------------------------------

Em 1975 uma comissão parlamentar britânica visitava as ilhas Malvinas para levantar os meios necessários para retirar o arquipélago da estagnação econômica. O deputado e geólogo Colin Phipps fazia parte deste grupo levando em sua bagagem os estudos da Universidade de Birminghan a respeito do potencial petrolífero da área.

Phipps retornou a Londres convencido da existência de petróleo nas Malvinas e redigindo imediatamente um relatório encaminhado ao Ministério das Relações exteriores, informando a existência de um gigantesco campo. A respeito desta descoberta o pesquisador argentino Federico Bernal, em seu livro “Petróleo, Estado y Soberania”, destaca uma notícia do ‘Daily Telegraph’ de 1977 na qual o jornal londrino anunciava a existência de petróleo no nas Malvinas em quantidade superior à encontrada no Mar do Norte.

Curiosamente nestes nossos tempos de revelações do WikiLeaks o ‘Daily Telegraph’ apontava, 33 anos atrás, como fonte da informação um relatório da CIA – assim não será surpresa o surgimento, dentre os documentos em poder da ONG, a existência de telegramas tratando do assunto petróleo das Ilhas Malvinas revelando a face econômica do interesse inglês na região.

O controle imperialista do arquipélago inicia-se em 1833, reivindicando a Argentina, desde então, a retomada de seu controle e estabelecendo negociações diplomáticas que arrastaram-se durante anos – apresentando o seu momento mais dramático em 1982, quando os dois países entraram em guerra. Terminado o conflito armado os ingleses trataram de impor a sua vontade, buscando isolar a Argentina das Malvinas e impedindo o acesso ao potencial petrolífero – ampliando a faixa de exclusão de 200 para 350 milhas.

Em 1996, Colin Phipps retorna às Malvinas, desta vez comandando a sua própria empresa petrolífera, a Desire Petroleum, e participando da primeira licitação ao associar-se, dentre outros grupos, à Shell. No último dia 3 dezembro a empresa do ex-deputado inglês – que segundo jornais de seu país participou da reunião do gabinete de Margareth Thatcher quando foi declarada guerra à Argentina – experimentou um aumento fantástico no valor de suas ações quando Stephen Phipps – filho de Colin Phipps e atual presidente da Desire – anunciou a “descoberta” de um gigantesco campo de petróleo nas Ilhas Malvinas.

Moral da estória: A indústria do petróleo é constituída por oligopólios cuja prática consiste em controlar áreas com potencial petrolífero aguardando o momento adequado para sua exploração e obedecendo a política de segurança energética de seus países de origem.

O Brasil também experimentou – ou experimenta? – situações semelhantes e, desde as denúncias de Monteiro Lobato, a campanha do ‘Petróleo é Nosso’, instituição e quebra do monopólio, esta prática é evidente.

Fonte: consciencia.net

----------------------------------------

Como podemos observar, agora estão se virando para a América do Sul!!!

Plantando mentiras e acusando vários países, para depois justificar intervenções "humanitárias".

Qual será o motivo???




Acusações de Israel buscam justificar agressão, diz Chávez


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta terça-feira que as acusações de terrorismo de Israel contra Caracas buscam justificar uma agressão, e afirmou que informações como essas fazem parte do que ele chamou de conspiração contra seu país e o Irã. "Tudo isso faz parte das tentativas de colocar a Venezuela na lista dos países chamados fugitivos por eles para depois justificar qualquer agressão contra nós", indicou Chávez em entrevista coletiva à imprensa internacional.

O presidente respondeu assim ao ser perguntado por recentes declarações do vice-primeiro-ministro israelense, Moshe Yaalon, que afirmou à Agência Efe em Montevidéu que o Irã está criando, com a conivência da Venezuela, uma "infraestrutura terrorista" na América Latina para atentar contra os Estados Unidos, Israel e seus aliados. Chávez disse que desconhecia essas declarações, mas lembrou que várias vezes houve acusações de fora do país sobre supostas células terroristas na Venezuela.

"Foi dito que a rota aérea que temos entre Caracas, Damasco e Teerã é para trazer e levar terroristas, urânio enriquecido, não sei quantas loucuras", afirmou o líder venezuelano. Segundo ele, até na Colômbia houve quem dissesse que, debaixo de um galpão de bicicletas na Venezuela, estavam sendo fabricadas bombas atômicas. "Daí surgiu o nome das bicicletas atômicas".

Ele afirmou que essas acusações fazem parte das conspirações contra o Irã e a Venezuela. Israel e Venezuela não têm relações diplomáticas desde janeiro de 2009, quando Caracas anunciou a ruptura diante do que chamou de "gravidade das atrocidades contra o povo palestino" pela ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, quando mais de 1,4 mil palestinos morreram, em sua maioria civis.



Fonte: DefesaNet

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aproximação entre Argentina e Irã preocupa os EUA



A Argentina está discretamente se aproximando do Irã, o que preocupa os EUA e seus aliados, envolvidos num esforço para isolar o governo iraniano por causa do seu programa nuclear, disseram à Reuters diplomatas na ONU.

As relações da Argentina com o Irã estavam praticamente congeladas desde 2007, quando o país conseguiu que a Interpol (a polícia internacional) emitisse mandados de prisão de cinco iranianos e um libanês acusados de participação num atentado que matou 85 pessoas, em 1994, num centro judaico de Buenos Aires.

O Irã negou envolvimento no incidente, mas em julho se ofereceu para conversar com o governo argentino e “lançar luz” sobre o caso.

Dois anos antes do atentado a bomba na entidade judaica Amia, um grupo chamado Organização da Jihad Islâmica, supostamente ligado ao Irã e ao grupo xiita libanês Hezbollah, assumiu a autoria de um ataque que deixou 29 mortos na embaixada de Israel em Buenos Aires.

Durante mais de uma década, a Argentina pareceu ter pouco empenho na investigação. Isso mudou em 2003, quando Néstor Kirchner tomou posse como presidente e prometeu reabrir os processos, qualificando a negligência dos anos anteriores como uma “desgraça nacional”.

Anos depois, o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani estaria na lista de pessoas indiciadas por promotores argentinos e procuradas pela Interpol.

MUDANÇA DE DIREÇÃO

Mas agora há sinais de uma reaproximação. As exportações argentinas para o Irã, que haviam despencado durante o afastamento, cresceram 70% no ano passado, chegando a US$ 1,5 bilhão. O Irã é o maior comprador do trigo argentino, cultivo essencial para a economia do país sul-americano, que luta para aumentar seu superavit comercial.

“Enquanto o resto de nós trabalha para pressionar o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e parar de apoiar o terrorismo, o governo da Argentina tem considerado avançar na direção contrária”, disse um diplomata europeu, pedindo anonimato.

Em público, a posição argentina parece ter mudado pouco. Em maio, o procurador Alberto Nisman, chefe de uma unidade especial dedicada exclusivamente à investigação do atentado de 1994, conseguiu a renovação dos mandados de prisão da Interpol.

No mês passado, a Argentina votou com a maioria dos países participantes do comitê de direitos humanos da Assembleia Geral da ONU numa resolução que condenava a situação dos direitos humanos no Irã.

Por outro lado, a presidente Cristina Kirchner disse em setembro na Assembleia Geral que seu país está disposto a dialogar com o Irã, desde que a República Islâmica cumpra sua promessa de colaborar nas investigações do atentado. “Essa é uma oferta de diálogo que a Argentina não pode e não deve rejeitar”, disse a presidente em seu discurso.

Diplomatas ocidentais disseram que o embaixador argentino na ONU, Jorge Arguello, causou perplexidade entre seus colegas ao permanecer sentado durante o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Assembleia Geral.

Ahmadinejad é conhecido por fazer ataques a Israel, Europa e Estados Unidos nos seus discursos. Em anos anteriores, o representante argentino boicotou o discurso, a exemplo de diplomatas de outros países ocidentais.

MOTIVAÇÕES

O Irã tem todas as razões para querer se reaproximar da Argentina. Enfrentando sanções e um crescente isolamento devido ao seu programa nuclear, o país tem poucos aliados. A Argentina é um dos 35 países que compõem a direção da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão da ONU), onde o programa nuclear iraniano é exaustivamente discutido.

Diplomatas dizem que a motivação argentina é menos clara. Alguns afirmam que, além de ampliar o comércio, os argentinos querem adotar uma política externa mais afinada com a do Brasil, que enfatiza as relações com nações não alinhadas.

“Em geral, vemos um terceiro mundismo na política externa da Argentina afirmando a independência em relação às grandes potências, e buscando novas relações com países como o Irã”, disse uma autoridade israelense à Reuters, em Jerusalém.

Vários diplomatas europeus observaram que Cristina é aliada de líderes esquerdistas sul-americanos como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que mantêm estreitas relações com o Irã.

A chancelaria argentina não respondeu aos pedidos da Reuters para comentar o assunto.


Fonte: Plano Brasil

Será que a Colombia receberá a "Ajuda Humanitária" da OTAN???




Colombianos tomam as ruas pelo fim da violência das Farc



Colombianos de dezenas de cidades no mundo marcharam pela libertação dos civis sequestrados; presidente também aderiu ao protesto

Foto: AP Ampliar

Mulher segura camiseta contra as Farc durante marcha contra os sequestros na cidade de Cali, Colômbia

Indignados com a execução de quatro reféns pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc), os colombianos tomaram nesta terça-feira as ruas de várias cidades do país e do mundo para pedir liberdade aos 11 civis sequestrados e exigir o fim da violência praticada pelos grupos armados ilegais.

Conforme o cofundador da Organização Colombia Soy Yo, Carlos Andrés Santiago, espera-se que a manifestação incentive dez milhões de colombianos a participar do movimento. “Além dos pontos oficiais de concentração nas principais cidades, chamamos os cidadãos de todos os municípios para que saiam às praças, que se concentrem nas ruas”, disse.

Colombianos preparam marcha contra as Farc

O representante da organização explicou que a iniciativa se consolidou “no dia em que as Farc assassinaram de maneira covarde quatro membros da polícia e foram seus familiares que se mobilizaram para organizar essas passeatas”.

Para Santiago, “a sociedade colombiana não pode deixar de cobrar os atos das Farc” do dia 26 de novembro, quando os policiais Edgar Yesid Duarte Valero, Elkin Hernández Rivas e Álvaro Moreno, assim como o sargento do Exército José Líbio Martínez, sequestrados a mais de dez anos, foram assassinados por seus sequestradores no meio de uma operação militar.

No site do grupo que organizou o megaprotesto, estão estabelecidos os pontos de encontro das cidades colombianas de Bogotá, Cartagena, Medellín, Barranquilla, Santa Marta, Valledupar, Bucaramanga, Cúcuta, Yopal, Tunja, Villavicencio, Cali, Ibagué, Florença, Pasto, Armenia, Pereira e Manizales.

Além disso, estão convocados os colombianos e demais simpatizantes com a mobilização que residam nas cidades americanas de Washington, Nova York, Miami e Boston, assim como nas capitais do México, Canadá, Panamá, Peru, Argentina, Irlanda e Espanha. “A mensagem dessas organizações está centrada na exigência da liberdade imediata e incondicional de policiais, militares e civis” em poder das Farc, declarou.

‘Há desejo de paz’

O presidente colombiano, Juán Manuel Santos, se juntou aos manifestantes na tarde desta terça-feira. Ele aderiu à passeata do município colombiano de Villeta, onde caminhou junto aos manifestantes para protestar contra o conflito armado de quase meio século vivido pelo país.

“Exigimos já a libertação desses 11 heróis da pátria que continuam sequestrados nas mãos das Farc. Essa (passeata) é uma forma de expressar nosso sentimento no dia de hoje, de dizer: ‘libertem-nos já’, incondicional, como uma demonstração de que realmente há desejo de paz”, disse o presidente.

Em resposta às especulações de que o Estado está interessado em estender essa guerra, Santos disse que nem o governo nem as Forças Armadas têm o desejo de manter esta dinâmica. “Quero dizer que todos unidos, como cidadãos colombianos, estamos comprometidos com a paz neste país. E queremos nos expressar a favor desta paz, contra o sequestro, para que libertem os reféns e possamos nos voltar para o futuro com mais otimismo e esperança”, concluiu o presidente.

O presidente enfrenta uma crescente pressão dos colombianos para dar fim ao conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas nas últimas décadas. Responsável por alguns dos mais duros golpes sofridos pelas Farc ao longo da sua história, incluindo a morte do dirigente Alfonso Cano no mês passado, Santos manifesta a disposição de negociar a paz caso os rebeldes marxistas entreguem suas armas e parem de cometer atentados e sequestros.

As Farc rejeitam a exigência, mas Cano sugeriu, antes de ser morto, que o diálogo era a única solução.

Helicópteros sobrevoaram Bogotá e houve um buzinaço nas ruas, enquanto colombianos vestidos de branco faziam uma passeata até a principal praça da cidade, segurando fotos dos homens assassinados e gritando: “Basta de guerra! Sim à vida, sim à paz.”

“Já toleramos bastante as Farc”, disse o engenheiro Ruben Castano, que tirou um dia de folga para participar do protesto. “Santos, é hora de acabar com isso.”


Fonte: planobrasil.com



Comandante americano visita o Brasil para amenizar polêmica sobre presença militar na região

Chefe do Comando Sul irá discutir acordos de cooperação com oficiais brasileiros

O oficial encarregado do Comando Sul (divisão do Departamento de Defesa dos EUA para operações na América do Sul, Central e Caribe), Douglas Fraser, chegou para uma visita ao Brasil neste domingo (4), em meio a polêmica sobre a reativação da missão marítima dos EUA na região. O comandante vai se reunir até a quinta-feira (8) com militares brasileiros para discutir acordos de cooperação entre os dois países.

Fraser também irá condecorar o general Juniti Saito, comandante da Força Aérea Brasileira, em Brasília, como reconhecimento ao papel do Brasil nos esforços internacionais após o terremoto que devastou o Haiti em 2010. Além disso, o general da Força Aérea americana também vai prestar homenagens, em Natal (RN), aos soldados brasileiros que participaram da 2ª Guerra Mundial. O ato marca o 70º aniversário do ataque japonês a base de Pearl Harbor, no Havaí, incidente que levou os EUA a entrarem no conflito.

A visita de Fraser desperta polêmica por causa da Quarta Frota – comando marítimo americano reativado num momento em que o Brasil se consolida como uma posição de liderança na região.

A frota marítima, desativada desde 1950, foi reacionada a partir de 2008 e gerou inquietação entre os governos sul-americanos. De acordo com o livro Dissenso de Washington, do ex-embaixador brasileiro nos EUA, Rubens Barbosa, o comando (sediado em Miami, no sul dos EUA) é responsável por “alimentar boatos de terrorismo na Tríplice Fronteira [Brasil, Argentina e Paraguai]” e “treinar militares paraguaios propondo cenários em que os ‘brasiguaios’ provocavam a partição do país vizinho”.

Sob o argumento de combater o narcotráfico na região, o Comando Sul já chegou a sugerir a “eliminação de restrições legais” para os soldados americanos na região, diz Barbosa no livro. Brasil e Argentina entraram com representações contra a reativação da Quarta Frota, enquanto o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou utilizar aviões militares para afundar navios que eventualmente invadissem as águas venezuelanas.

Reservas de pré-sal estimulam Brasil a defender suas fronteiras marítimas

Brasil e Estados Unidos têm se estranhado quanto a presença de navios americanos em parte da costa brasileira e do Atlântico Sul desde a descoberta de grandes reservas de petróleo nas regiões de pré-sal no litoral do sudeste. Recentemente, o Brasil conseguiu ampliar suas fronteiras marítimas com o apoio da ONU. O país também comprou cinco novos submarinos franceses, nove fragatas britânicas e, além disso, vem demonstrando interesse em acelerar o desenvolvimento de submarinos com tecnologia nuclear.

Em um discurso ao comando da Marinha em junho, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que esse desenvolvimento, incluindo a aquisição do primeiro submarino do país de propulsão nuclear, representa um importante “instrumento de dissuasão”.

Como parte da Estratégia de Defesa Nacional apresentada em 2008, a Marinha ficou encarregada de desenvolver uma força para proteger as enormes reservas de petróleo do pré-sal, a bacia do Rio Amazonas e seus 7.491 quilômetros de costa. Os campos de petróleo, localizados no sudeste da costa do país podem conter mais de 100 bilhões de barris de petróleo de alta qualidade, de acordo com estimativas oficiais.

No começo de novembro, o almirante Luiz Umberto de Mendonça afirmou que cerca de R$ 208 bilhões seriam necessários em 2030 para financiar o projeto, incluindo a aquisição de 20 submarinos convencionais, seis de energia nuclear e a criação de uma segunda frota que ficará em uma base no Nordeste.

Exceto pelo primeiro submarino nuclear, que deve estar pronto por volta de 2016, todos os demais estão sendo construídos, com transferência de tecnologia francesa, na base naval de Itaguaí e em um estaleiro próximo ao Rio.

O Brasil já tem a tecnologia de enriquecimento de urânio necessária para produzir combustíveis nucleares e quer usá-la para alimentar o submarino. Entretanto, o submarino nuclear de R$ 4,74 bilhões não deve ficar pronto antes de 2025.

No ano passado, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim causou surpresa ao descrever que qualquer presença expandida da Otan (aliança militar do Ocidente) no Atlântico Sul como inapropriada e alguns legisladores expressaram preocupação quando os Estados Unidos decidiram reativar sua Quarta Frota.




Fonte: naval.com.br

Imagem: Google

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A construção da paz passa pelo desmantelamento da Otan




Este final de semana (2 e 3 de dezembro) a cidade de São Paulo sediou o debate sobre quais são, na atualidade, os maiores entraves para a construção de um mundo de paz, onde os direitos e a soberania dos povos sejam respeitados. Representantes de dez países estiveram presentes no evento e puderam debater, sob um ponto de vista pacifista e propositivo, quais as expectativas para a construção de um mundo melhor.

O evento de dois dias abriu um leque de discussões que passou desde a questão das guerras comandadas pela Otan, que estão em curso no Oriente Médio e norte da África, até o desmantelamento da antiga Iugoslávia, intervenções na América Latina e a luta pelo reconhecimento do Estado Palestino.

Otan

A presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, Cebrapaz, Socorro Gomes, observa que a atual conjuntura internacional, de crise estrutural do capitalismo, revela os bastidores da militarização das potências. “O investimento em armamento aumenta da mesma forma como crescem as agressões baseadas em mentiras, falsas ações democráticas e falsas ações humanitárias que, na verdade, violam o direito à autodeterminação dos povos”. Dessa forma, observa ela, crimes contra a humanidade são apresentados como ações do “bem”.

Socorro esclarece que, é uma situação em que “o terrorista diz combater o terrorismo. O traficante diz combater as drogas. Em nome disso, os EUA fazem várias intervenções, inclusive na América Latina e no Brasil – com as ditaduras do continente das décadas de 1960-1980. O imperialismo segue sua rota com mais de 800 bases militares instaladas em todo o mundo”, aponta.

Nesse sentido, o representante do Fórum de Belgrado por um Mundo de Iguais, Zivadin Jovanovic, denunciou o desmonte da antiga Iugoslávia e o início das intervenções da Otan em todo o mundo. “Em 1999 a Otan realizou uma agressão à Iugoslávia. Foi o início da rede de intervenções desse organismo em todo o mundo, como as agressões e ocupações do Afeganistão, do Iraque, dos países do norte da África, além da constante ameaça de intervenções em outras partes do mundo. Na Iugoslávia, usou-se os direitos humanos para justificar essas ações. Hoje, a maior ameaça aos direitos humanos, à paz, à estabilidade e ao progresso mundial está representada pela Otan. Temos que lutar pelo seu desmantelamento”.

Por sua vez, a representante do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos da Argentina, Mopassol, Rina Bertaccini, defendeu que, “se fosse verdade que a Otan intervém em outro país para defender os direitos humanos, estaríamos em uma contradição impossível, porque a organização teria que intervir no principal violador dos direitos humanos no mundo, que são os Estados Unidos”.

Crise e agressão

A representante do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Joana Ferreira, apontou que, na tentativa de impor uma nova ordem mundial, “a Otan, os EUA e as grandes potências mundiais usam o imperialismo como um instrumento de guerra, impondo um sistema que destrói o planeta e desrespeita a soberania dos povos. Com o sistema capitalista em crise, a Otan ameaça a segurança e a paz. Nesse contexto, a União Europeia se soma à Otan nas guerras de agressão e ocupação da Síria e Irã, por exemplo”.

O caso da Grécia foi abordado por Tassos Stravos, do Comitê Grego pela Paz e Distensão Internacional. Ele ressaltou que o país participa de duas organizações imperialistas, a Otan e a União Europeia, que comandam uma ofensiva contra o povo grego com cortes nos gastos com educação, saúde, salários. Dessa forma, ressaltou, “o direito do povo grego é violado dentro de seu próprio território e é obrigado a pagar pela crise do capitalismo”.

Tadaaki Kawata, integrante do Conselho da Paz do Japão, denunciou que em visita à Austrália, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou que a presença militar dos EUA é prioridade na região asiática. Com a 7ª Frota, o país quer reforçar a presença nas Filipinas e na Austrália. “Apesar da crise financeira, os Estados Unidos não vão cortar as despesas na Ásia, em uma tentativa de utilizar o crescimento da região para amenizar a crise que vivem”, pontuou.

Agressões à América Latina e Caribe

A representante do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos, Mopassol, Rina Bertaccini, ressaltou que na América Latina e no Caribe as intervenções do imperialismo estadunidense não mudaram na essência ao longo dos anos e a presença dos EUA se dá na forma de alianças com o Comando do Sul dos Estados Unidos – organização militar do Departamento de Defesa dos EUA para a América do Sul, Central e Caribe –, além da “penetração nas universidades estatais dos nossos países”.

Mesmo no Brasil há riscos à soberania nacional. O vereador Jamil Mourad (PCdoB) denunciou que, antes da descoberta do pré-sal brasileiro, os Estados Unidos reativaram a 4ª Frota para circular neste mar em um nítido risco à soberania nacional.

Palestina Já

A questão palestina não só foi lembrada, como foi tratado como prioridade o reconhecimento do Estado da Palestina, para o real estabelecimento de um processo de paz no Oriente Médio. O representante do Centro Palestino para a Paz e a Democracia, Akel Taqaz, evidenciou que “o que ocorre hoje na Palestina é um exemplo de violação dos direitos humanos e ameaças à paz mundial com a ocupação, por parte de Israel, de territórios palestinos e a manutenção de palestinos em prisões em Israel”. Ele ressalta que “o mundo entende que o processo de paz deve se dar com o reconhecimento do território palestino dentro das fronteiras de 1967, resolvendo a questão dos refugiados palestinos. Acreditamos que os povos da região precisam de solidariedade e apoio”, concluiu.

Para o representante do Conselho Nacional Palestino e da Associação Europeia de Cooperação com a Palestina, Jehad Suleiman Rashid, o povo está cansado da “impunidade com a qual Israel é tratado e da inoperância europeia, especialmente o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, que deveria ser julgado pelo Tribunal de Haia. Nós sabemos o quão humilhado está Obama, que é incapaz de manifestar seu compromisso político com o povo palestino. Obama se encontra hipotecado, vendido a um sistema falido e perigoso à paz mundial. Há uma corrente nefasta, agressiva, formada pelo governo norte-americano, pelas instituições financeiras, que é a mesma que protege Israel e provoca a guerra em países como Iraque e Afeganistão e que se chama Otan”.

Ele ressaltou também que para os palestinos não restou outra escolha a não ser o clamor à comunidade internacional para o reconhecimento do seu território. “Esse será um novo amanhecer para todo o mundo árabe e os palestinos contribuirão com a paz e os direitos humanos”.

Um mundo de paz

Como forma de resistência e fortalecimento da soberania dos povos da região, diversos palestrantes defenderam a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, Celac, como instrumento de integração e como forma de resistir ao processo de imposição da cultura de dominação dos Estados Unidos.

A argentina Rina Bertaccini ressaltou que os “movimentos de paz têm que abordar formas novas para projetos velhos“ e destacou a importância do evento realizado pelo Cebrapaz, porque “é preciso dar continuidade e incentivar a mobilização de vários setores para ajudar na batalha de ideias”.

“Nesse contexto tão dificil, a humanidade resiste. Estão sendo criadas forças para um futuro melhor. Por isso, somos contra as bases militares, rejeitamos as forças militares e defendemos uma politica externa independente de solidariedade com os povos, e a luta dos povos em defesa de sua soberania, compromissos sem os quais é impossivel construir mundo justo igualitario e de paz”, como observou a portuguesa Joana Ferreira.

A presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, ressaltou a esperança de um mundo melhor: “Vemos crescer uma corrente para a criação de um novo mundo de respeito aos povos. Essa luta exige uma postura ética para se ocontrapor ao imperialismo. (...) Vemos heroicos atos de resistência. Ações de governos anti-imperialistas e o levante dos movimentos sociais que exigem direitos humanos para todos”.


Fonte:Da redação do Vermelho,
Vanessa Silva, com informações de Érika Ceconi



Vietnã busca verbas para retirar minas e bombas postas pelos EUA

O Vietnã quer 500 milhões de dólares de fontes internas e externas para eliminar bombas e minas terrestres da época da guerra, e para atenuar os transtornos e a contaminação de terras em decorrência dos explosivos remanescentes, disseram autoridades na segunda-feira (5).


O Vietnã já dispõe de 200 milhões de dólares para desminar 500 mil hectares em 14 províncias até 2015, disse o vice-ministro do Trabalho, Bui Hong Linh, em uma conferência internacional. Mas isso representa apenas 7,6 por cento da área afetada.


Os explosivos remanescentes da guerra mataram mais de 42 mil pessoas e feriram mais de 62 mil em quase quatro décadas desde o fim da guerra contra os EUA, disse o primeiro-ministro Nguyen Tan Dung no evento.


As autoridades não citaram qual quantia especificamente será solicitada à comunidade internacional. Segundo Dong, o Exército dos EUA usou 16 milhões de toneladas de armamentos na guerra contra o regime comunista do Vietnã do Norte, que terminou em 1975 quando os norte-vietnamitas conquistaram a capital do Vietnã do Sul, Saigon, em abril de 1975, encerrando a guerra e unificando o país. A pobre região central do país, onde ficava a fronteira entre Vietnã do Norte e do Sul, foi particularmente assolada por bombas e minas.


Especialistas estimam que levará séculos até que todos os explosivos sejam retirados. Bombas e minas contaminaram um quinto da área total do Vietnã, segundo maior produtor mundial de café e segundo maior exportador de arroz.




Fonte: Reuters
Imagem: Google, colocadas por este blog

O mau cheiro do petróleo


O petróleo foi o mais importante parteiro da alucinada civilização contemporânea. A causa objetiva da Primeira Guerra Mundial já estava no controle das fontes mundiais de matérias primas - como o petróleo - indispensáveis na corrida pela prosperidade e poder das nações.


Por Mauro Santayana, em seu blog


Há maldições de que não podemos escapar: uma delas é a necessidade da corrida armamentista, a fim de garantir a incolumidade das nações. Essa competição alucinada depende de uma complexidade de operações econômicas e industriais interdependentes, e acima de tudo, do acelerado desenvolvimento tecnológico. É preciso ter em conta que, para impedir o terrorismo bélico das nações mais poderosas de hoje, teremos que encontrar caminhos novos, que as contenham. Seus investimentos na indústria da guerra vão do aprimoramento de pistolas de combate à exploração do solo de Marte, sem falar nas atividades diplomáticas e atos criminosos clandestinos.

Sem o petróleo, é fácil deduzir, não haveria bombas nucleares. Sem o petróleo, dirão outros, não haveria tampouco o desenvolvimento da medicina, e o notável aumento da expectativa de vida dos homens dos paises desenvolvidos. Nem o crescimento da produção agrícola no mundo inteiro. Em suma, sem o óleo, fonte de numerosos derivados, também a química se arrastaria lentamente, e não com a extraordinária velocidade em que ela produz centenas de novas substâncias quase todos os dias.

Chegamos tarde à era do petróleo e é constrangedor constatar que, para esse atraso, tenham contribuído muitos brasileiros. As oligarquias rurais, que dominavam o Império e a República, durante as primeiras décadas, temiam a industrialização autônoma do país, que reduziria sua força econômica e seu poder político. Com esse perverso instinto de sobrevivência de classe, aceitavam o imperialismo britânico e sabotavam o esforço de industrialização nacional. Foi assim que chegaram a somar-se aos ingleses, no pleito que esses moveram contra Mauá – e ganharam, com a providencial ajuda do tribunal mais elevado do país no período de declínio do Segundo Reinado.

É necessário que se leia, com as devidas ressalvas, tendo em vista seu interesse pessoal no caso, o excelente ensaio de Monteiro Lobato sobre o petróleo. Ele mostra como já naquele tempo – no fim da República Velha e início do governo provisório de Vargas – os norte-americanos impediam o livre comércio dos brasileiros. Lobato conta que os soviéticos queriam trocar petróleo, que tinham em abundância, por café, cujo consumo queriam disseminar no Exército Vermelho, com o propósito de combater o alcoolismo – e o governo do paulista Washington Luis não se dispôs ao negócio extremamente vantajoso.

O café que não trocamos pelo petróleo foi, em seguida, queimado, com a crise de 29, a fim de assegurar o preço internacional – medida que não trouxe qualquer efeito prático.

A crise, sendo capitalista, não impediria o negócio de troca de mercadorias, sem o uso de moedas, como o que Moscou nos oferecia – e seria vantajoso para ambas as nações a fim de enfrentar as dificuldades dos anos 30. Quando ainda estávamos nessas indecisões, os argentinos já contavam com a YPF, empresa estatal, detentora do monopólio da exploração de seu petróleo, estabelecido no governo de Yrigoyen.

A campanha pelo petróleo foi um dos grandes momentos da história de nosso país, porque uniu, na mesma consciência de nação, altos oficiais das Forças Armadas, intelectuais, estudantes, sindicatos de trabalhadores, partidos políticos, e até mesmo parlamentares conservadores. Foi um belo momento que os norte-americanos trataram de esvaziar, com a cumplicidade de seus agentes brasileiros, na primeira tentativa de golpe de Estado, que levou Vargas ao suicídio. É bom lembrar a coligação de quase todos os grandes meios de comunicação do país no combate sem tréguas ao Presidente – o estadista brasileiro que melhor entendeu a necessidade de desenvolvimento econômico autônomo, como fundamento da soberania nacional.

O problema do petróleo retorna às preocupações brasileiras, com a descoberta das grandes jazidas situadas abaixo da camada de sal no litoral do país. Provavelmente a fim de criar a cizânia que favoreça as empresas estrangeiras, não satisfeitas com a legislação do governo neoliberal de 1995 a 2003, surgiu o problema da distribuição dos royalties. Para quem conhece a história política do mundo, trata-se de uma bem urdida manobra de diversão. Enquanto se discute a participação dos estados produtores e não produtores na parcela que ficará com o Brasil, fatos mais graves são esquecidos. Como se sabe, a não ser que caia veto presidencial à emenda do Senador Pedro Simon à lei do pré-sal, que impede a devolução dos royalties a serem pagos pelas empresas exploradoras, é um roubo contra os brasileiros. Como já é comum, assessores parlamentares e deputados amaciados pelos argumentos conhecidos dos lobistas, conseguiram o inimaginável: determinar que sejam devolvidos às empresas o valor dos royalties em petróleo. Trocando em miúdos: não pagarão coisa alguma – a União, isto é, o povo, é que pagará. Trata-se de entregar com uma mão e receber de volta com a outra.

Há mais: a tática é a de ganhar tempo, a fim de aumentar a brecha já existente, desde a emenda que acabou com o monopólio da atividade pela Petrobras, e se conceda a licitação de áreas do pré-sal a empresas estrangeiras, em lugar de assegurá-las à empresa nacional, que deveria ser apenas estatal.

O episódio da Chevron vai além da desídia técnica, que ocasionou o vazamento no Campo de Frade. Mais grave ainda do que o acidente, foi a arrogância com que o dirigente mundial da empresa, Ali Moshiri, se dirigiu ao Ministro Edison Lobão, ao reclamar que uma empresa do porte da Chevron não pode ser tratada da maneira com que as autoridades brasileiras a estariam tratando. Só isso bastaria para que o Brasil exigisse o fim de suas atividades imediatamente em nosso país. Se, no Ministério de Minas e Energia, estivessem homens como Leonel Brizola ou Itamar Franco, o senhor Moshiri seria convidado a sair do gabinete, no mesmo momento de seu desaforo, antes que as autoridades de imigração o instassem a deixar o Brasil, como persona non grata. Aconselhamos os leitores acompanhar os fatos pelo blog do deputado Brizola Neto, o Tijolaço.

Quando assistimos à insolência dos dirigentes da empresa petrolífera texana, constatamos como foi criminosa a política entreguista do governo dos tucanos de São Paulo. Já não basta às multinacionais do petróleo obter os lucros que obtêm em nosso país, nem causar os danos que causaram. Querem, além disso, tratar os brasileiros como um povo colonizado e de joelhos.

Seria a hora de voltar novamente às ruas, como nelas estivemos há mais de meio século, e com a mesma palavra de ordem, a de que o petróleo é nosso. Todo o petróleo que a Natureza nos destinou.




Fonte: vermelho.org

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rússia derruba míssil americano Minuteman

Mídia : Dinâmica Global

Euronews


Os segredos de Obama a mostra. Do original: “Russia Downs US Missile After Norway, Obama Secrets Release” In “The European Union Times”, the European Union – on July, 29th, 2011. Pesquisado por: Ígor Lvovich; traduzido para o russo por Ígor Lvovich. editado em 09/08/11 00:30 publicado em perevodika.ru


No relatório da GRU (inteligência militar russa), mais parecido com os relatórios da Guerra Fria do que com as notícias da atualidade, se falou sobre o impacto do ICBM “Sinevá” (SS-N-23 Skiff pela classificação da OTAN) lançado com sucesso do submarino nuclear “Ekaterinburg” da Frota do Norte da Rússia, a partir do Mar de Barents, atravessando o Pólo Norte na atmosfera sobre o Oceano Pacífico, onde com o auxílio de um “dispositivo” de pulso eletromagnético (EMP) conseguiu destruir o míssil balístico intercontinental “Minuteman III” lançado da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia.



O representante da U. S. Air Force coronel Matthew Carroll, em comunicado à mídia dos EUA, disse que a destruição do míssil balístico intercontinental “Minuteman III” foi devido a inexplicáveis “anomalias”. Ele não mencionou as relações se deteriorando rapidamente entre os EUA e a Rússia, que, de fato, foram a causa do incidente.


A destruição do ICBM americano foi “o ato de retaliação,” aos Estados Unidos pelas ações não provocadas de colocar restrições às viagens internacionais de mais de 60 altos funcionários russos, que segundo Obama, implicaram no assassinato de um preso em 2009.

Na ocasião destas ações injustificadas contra a Rússia pelo regime de Obama, a porta-voz do presidente Natalya Timakova disse: "A posição do Departamento de Estado Americano, sem esperar a conclusão do inquérito e a decisão da corte russa, causa perplexidade. Incorreram em ações incomuns. Mesmo nos anos mais difíceis da Guerra Fria, nunca medidas como essas foram tomadas".

O documento da GRU, além disso, afirma que depois de o presidente Medvedev instruir o Ministério das Relações Exteriores a preparar uma resposta às sanções de vistos dos EUA, e do ICBM “Minuteman III” ter sido destruído pela marinha russa, o regime Obama fez um ataque à Rússia através da “divulgação” do relatório secreto, que acusa o Kremlin no bombardeio da embaixada dos EUA na Geórgia, em setembro do ano passado.

Observando a atitude agressiva dos norte-americanos para com todos os seus inimigos percebidos, o enviado russo à Otan, Dmitry Rogozin, ainda advertiu que a Rússia iria proteger os seus interesses, não só contra o regime de Obama, mas em se tratando de poder, contra os republicanos radicais nos Estados Unidos.


Após seu encontro com os senadores americanos John kil e Kirk Mark, esta semana, Rogozin disse friamente: “Eu tive a sensação de que somos transportados para algumas décadas atrás, e eu me sentei com os dois “monstros frios de guerra”, que me olharam com olhar atravessado.” Tanto mais coisas ruins há nos Estados Unidos, mesmo tendo um dos mais populares comentaristas de direita Glenn Beck advertido seus ouvintes esta semana que o regime Obama se transforma em semelhança à uma América nazista do Terceiro Reich pronta para os levar às “câmaras de gás pública”.


O impressionante comentário de Beck sobre o regime Obama parece bastante crível. Como informou em Londres o Daily Mail, a polícia americana está agora a tentar aterrorizar ainda mais os seus cidadãos, tal como uma vez seus colegas alemães nazistas, realizaram execuções públicas:


"Foi publicado um vídeo chocante em que a polícia usou arma de choque e agrediu até a morte um sem-teto, supostamente por ele ter resistido à prisão. Enquanto a imagem não é clara, mas testemunhas dizem que o sem-teto – Thomas Kelly, 37 anos – não poderia fornecer qualquer resistência deitado no chão, de bruços, quando foi atacado pela polícia. Ele chora e grita e seu pai pode ouvir o barulho do espancamento. Era 05 de julho".


A parte mais interessante da execução pública de um homem sem-teto por um policial americano, foi que se reuniram em torno de uma enorme multidão de americanos que estavam com as mãos livres e ninguém veio ajudá-lo. Isto está em nítido contraste com os cidadãos chineses, que só ontem, depois que a polícia espancou até a morte um vendedor de rua, se rebelou contra essa chocante violação dos direitos humanos. Eles sabem que se a injustiça não parar, atos assim continuarão impunes.

O relatório da GRU também afirma que a razão para a acentuada deterioração nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos é a publicação contínua do Serviço de Segurança Federal (FSB) da Rússia de documentos secretos do Kremlin detalhando a verdadeira situação no mundo, em oposição à propaganda derramada como um fluxo constante na sociedade ocidental.


Acima de tudo, Segundo o GRU, as informações do FSB tem causado profunda raiva nos americanos, em especial a que temos exposto detalhadamente em nosso artigo de 21 de julho, intitulada « Murdoch Threat To Expose Obama As “Christ-Child” Ignites Western Fury » (Murdoch ameaça expor Obama como o “menino Jesus” despertou a furia no Ocidente “), que efetivamente acabou com a guerra do regime Obama contra o império de Rupert Murdoch.


Pouco tempo depois disso, o golpe seguinte para o regime de Obama e seus aliados ocidentais ocorreu quando informações foram liberadas para a imprensa pelo FSB, que foram expostas no artigo de 25 de julho, informando que o primeiro-ministro norueguês implorou para que Putin evitasse o abate planejado às “elites”. Esse "mostrando a cumplicidade chocante de agências de inteligência dos EUA e dos britânicos em atos de terrorismo catastrófico na Noruega".


Além disso, o relatório da GRU diz que a insatisfação do regime Obama com a Noruega devido à
conclusão em 07 de julho do acordo do país escandinavo com a Rússia sobre o Ártico, que permite à Rússia iniciar a implantação de tropas na região para proteger o petróleo e o gás vitais. Recursos esses também reclamados pelos americanos que capturaram os recursos naturais do Iraque, do Afeganistão e esticaram os braços para a Líbia.

Não sabemos qual será o seguinte movimento neste grande jogo, mas sempre, quando no passado o urso russo e a águia americana se enfrentavam, o mundo era tomado pelo temor.



Fonte: defesabr.com

ONGs dissidentes tem softwares legalizado pela Microsoft


(Relembrando)

A gigante do software Microsoft vem ampliando esforços para barrar a utilização da pirataria como um pretexto para que governos reprimam dissidentes e opositores. Uma reportagem do The New York Times afirma que a empresa pretende fornecer licenças de software gratuitas a mais de 500 mil ONGs e meios de comunicação independentes em países com “governos rigidamente controlados”, como Rússia e China.

Os serviços de segurança na Rússia teriam confiscado computadores de dezenas de organizações nos últimos anos sob o disfarce de inquéritos antipirataria, afirma o NYT. Alguns desses grupos tinham softwares ilegais, e as autoridades disseram que estavam realizando esforços legítimos para reduzir a pirataria, mas isso quase nunca era investigado nas organizações aliadas ao governo.

O projeto da Microsoft pretende retirar a base legal que as autoridades desses países tinham para acusar esses grupos de instalar softwares piratas. Segundo a Microsoft, esse programa de doação de softwares gratuitos a ONGs existe há anos nos Estados Unidos e em mais de 30 países, mas em muitos locais ele não é conhecido. Cada ONG podia obter gratuitamente seis títulos diferentes de softwares da empresa para até 50 computadores.

Com a modificação do projeto, ONGs, grupos de direitos humanos e imprensa independente terão as licenças concedidas automaticamente, sem precisar pedi-las. Além de Rússia e China, a medida se estende ainda a oito ex-repúblicas soviéticas – Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão – além de Malásia e Vietnã.

O projeto foi ampliado depois de outra reportagem do The New York Times, publicada em setembro último, afirmando que advogados da Microsoft apoiavam agentes russos na repressão a grupos de defesa e a jornais de oposição, sempre tendo a pirataria como pretexto. A empresa então agiu rápido. No dia seguinte à reportagem, o vice-presidente Sênior e diretor Jurídico da Microsoft, Brad Smith, afirmou no blog oficial que a companhia abomina “inequivocamente qualquer tentativa para usar os direitos de propriedade intelectual para sufocar a defesa política ou buscar vantagem pessoal indevida”.

A partir de agora, a empresa irá atualizar em seu site todos os progressos realizados nesse sentido. Para as ONGs terem o direito de legalizar seus softwares, elas não podem ter fins lucrativos e devem trabalhar em benefício da comunidade local.


Fonte: tudocom.net

Como podemos ver, a filantropia da microsoft chega a ser comovente.



ONG Russa financiada pelos EUA


Diretora de ONG que fiscaliza eleições é presa na Rússia

A líder do único órgão independente de monitoração do sistema eleitoral na Rússia ficou presa durante 12 horas em um aeroporto de Moscou hoje, em
mais um sinal da pressão do governo sobre um fiscalizador que tem milhares documentos sobre violações das leis eleitorais. Amanhã serão realizadas eleições parlamentares no país.

Lilya Shibanova, da organização não governamental Golos, ficou detida no aeroporto Sheremetyevo após se recusar a entregar seu computador portátil a agentes de segurança na noite de ontem (horário local), segundo informou o vice-diretor do grupo, Grigory Melkonyants. Ela foi liberada após entregar o computador. "A prisão foi politicamente motivada", disse Melkonyants. Segundo ele, a equipe do grupo em todo o país "enfrenta ameaças e pressão psicológica".

A Golos compilou quase 5,3 mil reclamações de eleitores durante a campanha, a maioria relacionada ao Rússia Unida, o partido que domina o Kremlin e apoia o primeiro-ministro Vladimir Putin. Quase um terço dos eleitores que reclamaram dizem que seus patrões e professores estão pressionando para que eles votem no partido.

Ontem, um tribunal distrital de Moscou emitiu uma decisão multando a Golos em US$ 1 mil, por violar uma lei que proíbe a publicação de pesquisas de opinião pública a partir de cinco dias antes das eleições. O grupo tem sido pressionado fortemente desde o último domingo, quando Putin acusou governos do Ocidente de tentar influenciar as eleições no país, por meio do financiamento de ONGs. A Golos, cujo nome significa "vote", recebe doações de instituições dos Estados Unidos e da Europa.

A emissora de televisão NTV, controlada pelo Kremlin, exibiu na noite de ontem um programa de 30 minutos atacando diretamente a Golos. O programa exibiu fotos de maletas cheias de dólares e acusou a ONG de apoiar explicitamente partidos da oposição e tentar desacreditar as eleições.




Fonte: paranaonline

Comunicado das FARC à CELAC


Em um comunicado emitido pelo Secretário do Estado Maior Central das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP), a organização guerrilheira reconhece como um fato transcendental e sauda o nascimento da CELAC, expressando o desejo de que encaminhe a unidade dentro da concepção bolivariana. Assinala que o sentido da unidade latino-americana e caribenha, deve ser o de

“empreender o caminho até o novo mundo que sempre nos foi vetado pelo velho continente e o império norte-americano”.

Aproveitam para manifestar “profunda preocupação pela paz na Colômbia, que é a paz do continente”e denunciam “o aterrador número de vítimas de toda ordem, produzidas pelo regime colombiano”. Advertem que “a paz nunca será fruto de rendições humilhantes” nem por mudança de que tudo ficará igual. Pedem por “um diálogo com plenas garantias, de forma clara para o país, ao continente e ao mundo, com participação popular, que modele uma reestruturação institucional e política, e que abram as comportas para profundas reformas democráticas”. A continuação do texto completo segue abaixo:

Señoras y Señores

PRESIDENTES DE LA REPÚBLICA Y PRIMEROS MINISTROS

Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños CELAC

Caracas.

Apreciadas Señoras y Señores:

A transcendental reunião os senhores celebram, com o propósito de formalizar o nascimento da Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos, se constitui num importante acontecimento.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia do Exército do Povo, FARC_EP, os saudamos, expressando nosso desejo de que este empreendimento se converta no ponto de partida de um esforço que encaminhe as nações latino-americanas e caribenhas pelo caminho da unidade levando em conta os aspectos fundamentais da concepção bolivariana.

Graves contingências ameaçam hoje por hoje não somente o futuro de nosso continente ferido senão a todo o planeta, a espécie humana em seu conjunto. A Terra reclama ações urgentes para frear o desastre ambiental, sopram ventos de guerra nuclear, a economia mundial claudicante e velhos interesses, em seu exclusivo benefício, impõem aos povos o encargo de salvar-la. Nunca como agora se requer o protagonismo decisivo de toda essa humanidade silenciada.

Eis aqui, o significativo sentido da unidade latino-americana e caribenha, empreender o caminho até o novo mundo que sempre nos vetaram, o velho continente e o império norte-americano.

Aproveitamos para expressar nossa profunda preocupação pela paz na Colômbia, que é a paz do continente.

O traço característico de sua persistente classe dirigente tem sido a estranha e atávica inclinação a solucionar os conflitos econômicos e sociais, pela vida da imposições violentas. Nenhuma das grandes e cruéis ditaturas que no passado devastaram distintas nações neste continente, conta com o aterrador número de vítimas de toda ordem, produzidas pelo regime colombiano, somente nas últimas décadas.

Isso explica as dimensões do atual conflito armado interno, cuja conclusão parece prorrogar-se indefinidamente no tempo. A paz nunca será fruto de rendições humilhantes que contribuam para manter, por mais tempo, no poder os responsáveis desta tragédia nacional, jamais trocaremos o que alcançamos para que tudo continue igual.

Um diálogo com plenas garantias, de frente para o país, ao continente e ao mundo, com participação popular, que modele uma recomposição institucional e política e que abra as comportas para profundas reformas democráticas, é a fórmula que repetidamente temos requerido às FARC e que aspiramos se torne realidade, muito em breve.

Recentes acontecimentos, contrários as “piscadelas de bastidores”, revelam nula a inclinação do establishment de aceitar nossa postura. Em seu lugar insistem em sua pérfida acusação de narcotraficantes e terroristas, pretexto que lhes assegura o incondicional apoio dos Estados Unidos, revertido além do mais em uma crescente ingerência militar e política, bastante convenientes aos interesses estratégicos de dominação continental e mundial dessa potência.

Nas palavras do presidente Santos se não nos rendermos, nos espera a prisão ou o túmulo. Sua oferta de recompensas em milhões de dólares pela cabeça dos comandantes guerrilheiros, faz renascer os usos das Coroas europeias contra os indígenas e escravos negros rebeldes.

Não acreditamos sermos ousados, pensar que nestes novos tempos que nascem na América Latina e Caribe, que seus povos celebrariam como uma grande vitória a conquista de uma solução política na Colômbia.

Nosso abraço patriótico e bolivariano para este verdadeiro Novo Mundo que grita Basta e começa a andar sem que ninguém possa deter sua marcha de gigante.

SECRETARIADO DEL ESTADO MAYOR CENTRAL DE LAS FARC-EP

Montañas de Colombia, 1 de diciembre de 2011



Fonte: midiacrucis

Chávez quer criar reservas econômicas no Caribe para evitar confisco de bens governamentais por países inimigos



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, insiste na necessidade dos países da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) criarem um fundo estratégico de reservas na região, transferindo os recursos depositados em bancos dos Estados Unidos e da Europa.

"A criação dum fundo de reserva na região está a ser discutida já na União de Nações da América do Sul (Unasul), vamos confiar em nós", disse.

Hugo Chávez falava em Caracas, durante a cimeira da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que começou sexta-feira e se prolonga por dois dias, que marcará a oficialização deste organismo que integrará 33 países da região.

A idéia de Cháves é simplesmente acautelar-se de ter bens e fundos governamentais sequestrados ou confiscados por países como os EUA e outros aliados americanos na Europa, muito comuns em casos de crise, como por exemplo na Líbia, Iraque e agora, possivelmente na Síria.



Fonte: navalbrasil.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

CELAC - Discurso da Presidenta Dilma

Dilma na foto não podia falar ali. Mas falou quando pôde




É uma declaração emocionante,
o Brasil deve ter imenso orgulho de ter esta mulher corajosa como Presidente do nosso país.
Uma declaração que poucos homens teríam coragem.





Fonte: tijolaço

Hugo Chavez: Celac marca fim da hegemonia norte-americana

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, descreveu nesta sexta-feira (2) a criação de um bloco latino-americano e caribenho de 33 países como um contrapeso aos Estados Unidos e "a conquista de uma batalha de 200 anos" que teria começado com Simón Bolívar, prócer da independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Chávez deu as declarações na abertura da cúpula de dois dias que marca a criação efetiva da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

"A Doutrina Monroe foi imposta aqui: a América para os americanos, para os ianques. Eles impuseram a vontade deles durante 200 anos, mas isso agora acabou", disse o mandatário venezuelano.

Chávez vê a nascente Celac como uma ferramenta para acelerar a integração latino-americana. "Nós precisamos marchar em direção ao que Bolívar disse ser um corpo político gigante", afirmou.


O bloco de 33 nações reúne todos os países da América Latina e do Caribe. Ao contrário da Organização dos Estados Americanos (OEA), sediada em Washington, terá Cuba como membro pleno e excluirá os Estados Unidos e o Canadá. O presidente de Cuba, Raúl Castro, fez eco às declarações de Chávez, ao chamar a criação efetiva da Celac o "maior evento em 200 anos".

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, também se referiu a Bolívar como uma inspiração. "Nossos países demonstram sua vocação para um futuro comum", disse Dilma. "Há 200 anos, Caracas foi como um farol na luta pela independência. Eu acredito no sonho de Bolívar".


Fonte: vermelho.org
Imagens: Google

Celac - Rumo a uma civilização fraterna

Inicia-se em Caracas uma jornada histórica de nossa América. Os 33 chefes de Estado e governo da região deixarão constituida a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), organização de concertação política e integração que reúne pela primeira vez esses Estados exclusivamente.


Por Angel Guerra Cabrera em Cubadebate


Foi necessário que transcorressem dois séculos desde o início de nossas gestas pela independencia, desde que Bolívar plasmou na Carta de Jamaica (1815) o sonho “de formar de todo o mundo novo uma só nação com um só vínculo que ligue todas as suas partes entre si e com o todo”, 185 anos do Congresso do Panamá, última tentativa do Libertador de tornar realidade aquele sonho; 120 anos desde que Martí defenderá em “Nossa América” o mesmo objetivo: “As árvores hão de se pôr em fila para que não passe o gigante de sete léguas!”

A constituição da Celac é o reflexo institucional de um nivel qualitativamente superior na longa luta dos povos da América Latina e do Caribe por sua emancipação, integração e unidade. Expressa também a criação de uma correlação regional e mundial de forças bastante mais desfavorável ao exercício da hegemonia dos Estados Unidos do que a existente até finais da década de 1990 quando a festa neoliberal parecia interminável e alguns chegaram a crer na fábula do fim da história.

Grandes movimentos populares anti-neoliberales ao sul do Rio Bravo e suas combativas lutas conduziram ao surgimento de um conjunto de governos com vocação social e mais independentes de Washington. Estimularam a elevação da consciência latino-americanista, anti-imperialista e inclusive anti-capitalista em nossa região. A vitória eleitoral de Hugo Chávez na Venezuela e a derrota do golpe de Estado e o golpe petroleiro de 2002 -orquestados por Bush e Aznar – marcaram o giro rumo à configuração do atual cenário geopolítico da América Latina, impulsionado pela heroica resistência de Cuba e consolidado pela chegada de Lula da Silva à presidência do Brasil e Néstor Kirchner à da Argentina. A derrota da Alca em Mar del Plata, plano de recolonização yanque da América Latina e do Caribe, foi um marco histórico na segunda independência da América Latina e um ponto de não retorno.


Estimulou ou reforçou novas vitórias populares que levaram ao governo Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega e permitiram a ampliação da Alba, novo tipo de integração impulsionada por Venezuela e Cuba fundada na solidariedade, cooperação e no intercâmbio justo, inspirada na vontade de reivindicar um socialismo renovado. Unidos aos governos da Argentina, do Brasil, Uruguai, Paraguai, e mais recentemente Peru, tornou possível dar um impulso sem precedentes à integração latino-americana, manifestada na criação da Unasul, na extensão da Alba para a América Central e o Caribe e a gestação do projeto da Celac. Os governos de direita compreenderam a necessidade de participar desta tendência, ao menos formalmente, para não ficar isolados do concerto latino e caribenho.


A Celac encarnará a voz independente de nossa região no mundo multipolar em gestação, não a típicamente subordinada da OEA e do Tiar, com seu histórico a serviço dos interesses de Washington, justificando suas intervenções sangrentas e acolhendo suas ditaduras militares amigas. A nova organização se nutre das experiências da Alba, Unasul, Caricom e do Grupo do Rio, prova de como são enriquecedoras a unidade e a pluralidade latino-americanas e caribenhas noi momento de concertar ações comuns e entendimentos coletivos sobre o fundo unificador de uma história de lutas contra a exploração colonial e neocolonial e as raízes culturais comuns indo-afro-europeias.


A Celac nasce quando mais se necesita dela para enfrentar a gigantesca crise do sistema capitalista e assentar em nossa comunidade de 500 milhões de seres humanos os fundamentos de uma nova civilização amistosa com a natureza em que caibamos todos com paz, justiça e dignidade. Para a Celac o desafio consistirá em manter-se unida por cima das diferenças ideológicas, velhas queixas por territórios herdadas do passado, possíveis tentações hegemônicas internas e os ferozes intentos que, sem lugar a dúvidas os Estados Unidos e a direita realizarão para dinamitá-la. Sou otimista, aposto no êxito da nova Comunidade.



Angel Guerra Cabrera é jornalista cubano residente no México, colunista do La Jornada.
Tradução da Redação do Vermelho

Fonte: Vermelho.org
Imagem: Google
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...