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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Defesa das fronteiras do Brasil - Será?

Defesa Bilionária

Maior visibilidade mundial do País faz Exército reforçar a proteção das fronteiras com programa de R$11,9 bilhões que movimenta a indústria bélica.

A fronteira brasileira é tão vasta que descrevê-la evoca superlativos: 16.886 quilômetros separando o Brasil de 11 países vizinhos, numa faixa que abrange dez Estados e 27% do território nacional. Uma área tão extensa que vigiá-la tornou-se quase impossível. Mas com a maior projeção do Brasil na economia global, a proteção dos limites do País tornou-se um assunto prioritário na estratégia de defesa nacional. Para evitar o trânsito de traficantes de drogas, contrabandistas e guerrilheiros, o governo montou um ambicioso projeto com o objetivo de manter os confins brasileiros sob permanente vigília.



Numa estimativa inicial, serão gastos R$ 11,9 bilhões ao longo dos próximos dez anos para montar o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). A Amazônia, por exemplo, cuja internacionalização é tema recorrente no noticiário mundial, receberá atenção especial. A gigantesca floresta, hoje vigiada por 21 Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs), receberá 28 novos postos de vigilância em seis Estados da Amazônia Legal. Cada um tem um custo estimado de construção de R$ 8,5 milhões. “Com a escassez de recursos naturais, a proteção do território é cada vez mais uma questão de soberania”, diz o general João Roberto de Oliveira, assessor especial do Comando do Exército para o Sisfron.

Além de, literalmente, demarcar território, o projeto das Forças Armadas chega num momento importante para a indústria mundial de defesa. Com a recessão nos países ricos, a perspectiva de um contrato de longo prazo no Brasil tornou-se bastante atraente. As empresas do setor já começaram a se movimentar, desfilando um portfólio de produtos de última geração para o Exército, encarregado de implementar o projeto. As empresas estrangeiras, porém, não poderão concorrer sozinhas pelos recursos. Pelas regras definidas na Estratégia Nacional de Defesa (END) é obrigatório formar parcerias com indústrias nacionais e transferir a tecnologia que vem de fora.

Foi a deixa para iniciar uma onda de fusões e associações de olho no projeto bilionário do Exército. A Embraer Defesa e Segurança, a maior do setor, comprou a fabricante paulista de radares Orbisat e 50% do controle da Atech, especializada em integração de sistemas e responsável pelo projeto básico do Sisfron, concluído em dezembro. Três meses antes, a companhia de São José dos Campos desembolsou R$ 85 milhões para firmar uma joint venture com a gaúcha AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit, criando a Harpia, para desenvolver veículos aéreos não tripulados (Vants) nacionais.


Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, diz que os investimentos mostram o interesse firme da companhia em participar do Sisfron e de abrir novos mercados. ”Temos a oportunidade de desenvolver, no longo prazo, novas tecnologia de defesa no Brasil”, disse Aguiar à DINHEIRO. O Sisfron representa um avanço tecnológico sem precedentes, garante Vitor Puglia Neves, vice-presidente de operações da AEL Sistemas.Tão logo começou a ser projetado, há um ano, o programa atraiu uma respeitável leva de empresas mundiais no setor.


Entre elas, a americana Rockwell Collins, a alemã Rheinmettal, a espanhola Indra e a italiana Selex. Desde então, o Exército já recebeu a visita de pelo menos 100 companhias interessadas. Mas o tabuleiro se agitou depois de setembro, com a criação da Empresa Estratégica de Defesa, que nada mais é que uma pessoa jurídica à qual qualquer companhia estrangeira deve obrigatoriamente se associar para projetos acima de R$ 50 milhões – como é o caso do Sisfron. O movimento mais recente foi da francesa Thales, uma gigante com faturamento de € 13,1 bilhões que, em dezembro, anunciou uma parceria com a construtora Andrade Gutierrez.


Com negócios nas áreas de defesa, segurança aeroespacial e transportes, a Thales tem no currículo o desenvolvimento do sistema de vigilância da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança militar entre a Europa, os Estados Unidos e o Canadá. “Temos muita experiência nessa área”, afirma Laurent Mourre, diretor da Thales para o Brasil. “O Sisfron é tão complexo que, quando estiver pronto, vai mudar radicalmente o modo como o Exército atua na defesa do País”, afirma. Quando for concluído, o sistema de defesa compreenderá numa intrincada rede de radares estacionários e móveis, sistemas de comunicações e veículos aéreos não tripulados.


Os equipamentos terão de se comunicar e serão integrados numa grande teia, que dará subsídio aos centros de decisão do Exército. Simples no papel, extremamente complicado na prática. “Não há no planeta uma empresa capaz de fornecer o sistema completo”, diz o general João Roberto de Oliveira. “Isso estimula as empresas a se unirem.” Desde a edição da Estratégia Nacional, em 2009, o monitoramento permanente das fronteiras firmou-se como diretriz das Forças Armadas e se tornou uma das principais frentes de investimento do Ministério da Defesa. Soma-se a isso a necessidade de desenvolver parte significativa das tecnologias que serão empregadas até 2022 no Sisfron.


Uma estimativa feita pela Embraer Defesa e Segurança aponta que o Brasil domina apenas 60% do conhecimento necessário para montar o sistema. Os demais 40% são considerados tecnologias críticas, que ainda terão que ser desenvolvidas. É aí que moram as oportunidades – tanto para as empresas brasileiras quanto para as multinacionais. Cerca de 30 indústrias nacionais estão hoje capacitadas para fornecer equipamentos e tecnologias para o Sisfron. Mas, quando se fala em companhias para se associar aos gigantes estrangeiros, esse universo se torna bastante restrito.


Além de Embraer e Andrade Gutierrez, a mais adiantada nesse processo é a Odebrecht, que criou em 2011 sua divisão de defesa e segurança depois da joint venture com a francesa Cassidian, do grupo EADS. Outras construtoras, como Camargo Corrêa e OAS, já foram procuradas por interessadas estrangeiras – esta última sondada por uma americana do ramo de radares. A sueca Saab, que vem consolidando sua presença no Brasil para além da concorrência dos jatos do combate no programa F-X2, no qual disputa com seu Gripen NG, está em busca de parceiros.


“Vamos nos associar a uma empresa brasileira, compartilhando e desenvolvendo tecnologias”, diz Åke Albertsson, vice-presidente mundial de marketing e gerente-geral para o Brasil. A Saab entrará na parceria como fornecedora de radares, sistemas eletrônicos e soluções. Embora já busquem se posicionar para o lançamento do Sisfron, as empresas ainda não sabem exatamente qual será o seu desenho, mesmo com o projeto básico concluído pelo Exército, um calhamaço de 57 volumes. Ele só será conhecido com a divulgação das especificações técnicas.


“Só então saberemos quais são as tecnologias que o Brasil precisa, quais serão os equipamentos básicos e como serão integrados”, diz Jairo Cândido, diretor do departamento de indústria de defesa da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Como será implementado ao longo de uma década, o Sisfron sairá do papel aos poucos. Neste semestre, devem ser conhecidos os detalhes técnicos do projeto piloto que será lançado numa faixa de fronteira de 650 quilômetros, na divisa entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia e o Paraguai.

Lá devem funcionar 12 radares, cada um com alcance de 60 quilômetros, ligados ao Comando Militar do Oeste, em Dourados (MS)
. O Orçamento da União de 2012 aloca R$ 172,8 milhões para essa finalidade. Essa fase experimental será a primeira iniciativa de integração das diversas plataformas de vigilância, dos radares aos Vants, com o centro de comando. Se der certo, o modelo será replicado nos outros 16 mil quilômetros de fronteira.





Fonte: Blog DefesaBr

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

África, um continente sem história?



Não há região do mundo mais vítima da naturalização da miséria do que a África. Na concepção eurocêntrica, bastaria cruzar o Mediterraneo para se ir da “civilização” à “barbárie”. Como se a África não tivesse história, como se seus problemas fossem naturais e não tivessem sido resultado do colonialismo, da escravidão e do neocolonialismo.

Por Emir Sader

Continente mais pobre, mais marcado por conflitos que aparecem como conflitos étnicos, região que mais exporta mão de obra – a África tem todas as características para sofrer a pecha de continente marcado pelo destino para a miséria, o sofrimento, o abandono.


Depois de séculos de despojo colonial e de escravidão, os países africanos acederam à independência política na metade do século passado, no bojo da decadência definitiva das potências coloniais europeias. Alguns países conseguiram gerar lideranças políticas nacionais, construir Estados com projetos próprios, estabelecer certos níveis de desenvolvimento econômico, no marco do mundo bipolar do segundo pós-guerra.


Mas essas circunstâncias terminaram e o neocolonialismo voltou a se abater sobre o continente africano, vítima de novo da pilhagem das potências capitalistas. A globalização neoliberal voltou a reduzir o continente ao que tinha sido secularmente: fornecedor de matérias primas para as potências centrais, com a única novidade que agora a China também participa desse processo.


Mas o continente, que nunca foi ressarcido pelo colonialismo e pela escravidão, paga o preço desses fenômenos e essa é a raiz essencial dos seus problemas. Mesmo enfrentamentos sangrentos, atribuídos a conflitos étnicos, como entre os tutsis e os hutus, se revelaram na verdade expressão dos conflitos de multinacionais francesas e belgas, com envolvimento dos próprios governos desses países.


Hoje a África está reduzida a isso no marco do capitalismo global. Salvo alguns países como a Africa do Sul, por seu desenvolvimento industrial diferenciado e alguns países que possuem matérias primas ou recursos energéticos estratégicos, tem um papel secundário e complementar, sem nenhuma capacidade de assumir estratégias próprias de desenvolvimento e de superação dos seus problemas sociais.


A globalização neoliberal acentuou a concentração de poder e de renda no centro em detrimento da periferia. Os países emergentes – em particulares latino-americano e alguns asiáticos – conseguiram romper essa tendência, mas não os africanos, porque não conseguiram eleger governos que rompessem com a lógica neoliberal predominante.


O novo ciclo da crise capitalista e a primavera no mundo árabe podem trazer novidades que permitam a países africanos somar-se aos governos progressistas da América Latina.






Fonte: Carta Maior, vermelho.org
Imagens: google, colocadas por este blog

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Subespécie Americana - "Livres" para urinar "Democraticamente" no Mundo


Esses são os americanos que estão lutando pela "democracia e liberdade" no mundo.
ONU e OTAN, duas organizações voltadas uma para a Paz e outra para a União e o resultado é isso.

A maioria dos humanos devería baixar a cabeça e ter vergonha da espécie "evoluida" em que se tornaram.

Os verdadeiros humanos deveriam se revoltar com uma coisa dessa, os americanos estão urinando LITERALMENTE no mundo todo já faz muito tempo, mas muitos precisam ver para crer, e agora não há mais dúvidas, não bastou a desgraça que fizeram no Japão, no Vietnã, no Iraque, na Líbia e em tantos outros países???

Até quando vamos permitir tantas humilhações???


Eu, que sou um animal fiquei envergonhado da raça Sub-humana que os ditos Seres "Racionais" se transformaram, o mundo animal "irracional" está chocado.

Burgos (Cãogrino)

URINANDO SOBRE O MUNDO





Laerte Braga

Soldados da democracia cristã e ocidental aparecem num vídeo feito no Afeganistão urinando sobre corpos de supostos guerrilheiros talibãs mortos. São bestas/feras. No processo de transformação dos EUA em um grande complexo terrorista – a maioria do controle acionário é de sionistas – o episódio foi logo minimizado pela mídia de mercado e poucos veículos noticiaram o fato no Brasil.

O vídeo está disponível no Youtube e pode ser visto em

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/article1242969.ece

O governo Bush terceirizou funções militares, tais como recrutamento, treinamento e ações de campo a empresas privadas. Serviços de inteligência são hoje praticamente controlados por essas empresas.

A guerra deixou de ser um negócio disfarçado para se transformar em alavanca do império em decadência.

Toda a indústria armamentista norte-americana é privada e hoje, na chamada nova estratégia de defesa do presidente Barack Obama (um Bush com jogo de cintura, cínico e perverso), esse tipo de negócio tende a prosperar com a fantástica tecnologia de destruição que os norte-americanos detêm e ampliam cada vez mais.

Em breve as bestas/feras que urinam sobre todo o mundo estarão portando armas nucleares de pequeno porte, mas de efeito devastador e carregadas em mochilas. Ao lado do chocolate, dos cigarros e dos enlatados. E lógico, dos chicletes. É indispensável ao jeito de ser boçal e arrogante dos norte-americanos.

A visita do presidente do Irã a países da América Latina não incluiu o Brasil. Ahmadinejad sondou o governo brasileiro sobre seu interesse em estar com Dilma Roussef. O ministro das Relações Exteriores não é mais Celso Amorim, mas atende pelo nome apropriado de Antônio Patriota. Faz parte da turma que se precisar tirar o sapato e cai de quatro para ser revistado em aeroportos dos EUA., tira e cai.

O governo Dilma conta jogar um jogo de nem faz e nem deixa de fazer em relação ao Irã de olho em eventuais benesses norte-americanas diante da crise econômica que afeta o mundo. Não passou ainda com intensidade pelo Brasil, mas já pode ser avistada em forma de tormenta vinda de outras partes do planeta. Como entreposto do capital internacional o Brasil cai na armadilha do capitalismo e é guardado como reserva para futuros saques.

A sorte da presidente é que a oposição é débil, composta de notórios corruptos comprometidos com o neoliberalismo de Washington e o populismo inaugurado na era Lula vai servir de rede para Dilma e seu PT cada vez mais PSDB por sua cúpula.

Esse jogo duplo, sem cara, começou com Lula, no acordo de livre comércio firmado com o governo de Israel. Isso significou abrir os portos brasileiros à ocupação sionista. A indústria bélica brasileira já é desses grupos.

Richards J. Roberts, prêmio Nobel de Medicina, em entrevista pública, entre outras coisas disparou contra a indústria farmacêutica.

“Os medicamentos que curam completamente não dão lucros.

“A pesquisa sobre a saúde humana não pode depender apenas de sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas, nem sempre é bom para as pessoas”.

“Eu vi que em alguns casos, os cientistas que dependem de fundos privados descobriram um medicamento muito eficaz, que teria eliminado completamente uma doença ...

as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas ​​na cura, mas na obtenção de dinheiro, assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crônica. Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente pare de tomar a droga”.

“Pararam investigações com antibióticos porque estavam a ser muito eficazes e os doentes ficaram completamente curados. Como novos antibióticos não foram desenvolvidos, os organismos infecciosos tornaram-se resistentes e a tuberculose hoje, que na minha infância tinha sido vencida, reaparece e matou no ano passado um milhão de pessoas”.

“Não fique muito animado: no nosso sistema, os políticos são meros empregados das grandes empresas, que investem o que é necessário para que os "seus filhos" se possam eleger, e se eles não são eleitos, compram aqueles que foram eleitos.

O dinheiro e as grandes empresas só estão interessados ​​em multiplicar. Quase todos os políticos - e eu sei o que quero dizer, dependem descaradamente destas multinacionais farmacêuticas, que financiam as suas campanhas.

O resto são palavras...”

É óbvio que o modelo cubano afeta o capitalismo, amedronta essa estrutura cruel e boçal. Busca a cura e a despeito do bloqueio imposto pelos que urinam sobre o mundo e obtém resultados fantásticos.

Ralph Nader, precursor na luta pelos direitos do consumidor e depois pelos direitos fundamentais do cidadão, chegou a afirmar na década de 70 que a GOODYEAR poderia fabricar pneus com alta durabilidade, pelos menos dez mais que os atuais modelos, mas não se interessava, pois o lucro sumiria.

É por isso que a crise é de modelo. O capitalismo transforma o ser humano em “não pessoas”. A afirmação é de Noam Chomsky, judeu e notável professor dos EUA. Faz parte do um por cento de norte-americanos que consegue acreditar em vida inteligente para além e fora dos sanduíches da rede Mcdonalds acompanhados de Coca Cola.

O resto já nem acredita mais em Superman. A mediocridade que resulta da arrogância é tanta, que acham que Silvester Stalone mesmo resolve.

As coisas no Brasil andam em correntezas ou grandes pastos secos. O ministro Fernando Bezerra está sendo acusado de favorecer com verbas públicas o seu estado natal, Pernambuco. Não há uma linha sobre os recursos orçamentários para o combate a “desastres naturais” transferidos para a Fundação Roberto Marinho, laranja da quadrilha Marinho e que opera a lavagem de dinheiro das operações do grupo.

Nem Bezerra e nem Marinho são flores que possam ser cheiradas.

Protestos estudantis contra o aumento das tarifas de transportes coletivos urbanos em Vitória no Espírito Santo e Teresina, no Piauí, são reprimidos com a costumeira “gentileza” das polícias militares. Aberrações em qualquer democracia que se pretenda como tal, instrumentos de defesa das elites e forças corruptas, o que se vê, diariamente, até na mídia de mercado. Borduna, gás de pimenta, gás lacrimogênio, o de sempre. O governador do Piauí nem sei quem é, nem é necessário saber seu nome para saber que é como a maioria. Coronel político posto em cargo público a serviço de bancos, grandes corporações e latifúndio. O do Espírito Santo, ao contrário, chamam de Renato Casagrande. É governador nominal. Paulo Hartung governa de fato. Casagrande leva tranqüilo o troféu banana do ano até então em mãos de Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas.

Não apita nem sobre seu almoço. Pelo contrário, atende a apitos de Hartung. Como não usa “tigre”, vive fazendo flexões. O Espírito Santo, por suas características, inclusive dimensões territoriais, resta sendo a síntese explícita das máfias políticas que atuam no Brasil. Executivo, Legislativo e Judiciário.

Um desses “meganhas”, transformado em estudante (deve ter sido um esforço sobre humano), nas velhas táticas das ditaduras, colocou fogo num ônibus em Vitória e transformou estudantes em baderneiros. Casagrande se refugiou na despensa enquanto Hartung comandava a operação. Comeu latas de salsichas enquanto aguardava as ordens para voltar a ser objeto de decoração visível ao público.

Um PM (uai, esperava o que?) agrediu um estudante negro na USP. A universidade é controlada pela Polícia Militar (Polícia?) Pô meu! O governador do estado é um pastel de vento disfarçado, vem com a roupa da OPUS DEI, organização criminosa que opera nos porões e palácios do Vaticano.

Os modelos são desenhados pela DASLU e financiados pela FIESP.

A propósito de modelos, as FARCs-EP (FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS COLOMBIANAS-EXÉRCITO POPULAR) desenvolveram há décadas um projeto de casa popular (a sobrevivência na selva) que países como o Canadá aprimoraram. O projeto original era de 48 metros quadrados, com garantia de 20 anos contra qualquer problema comum a casas construídas por quadrilhas/empreiteiras. Podem se transformar em mansões se estendidas.

E não só no Canadá o projeto ganhou força, em vários outros países do mundo. Um prefeito de uma cidade atingida pelas águas disse que o difícil e atrair empreiteiras para obras de reconstrução, pois o lucro é pequeno.

Grande é a ganância, urinam sobre o mundo inteiro.

O vídeo de bestas/feras chamadas de mariners urinando sobre os corpos de supostos guerrilheiros talibãs é a definição pronta e acabada do que os EUA fazem sobre todo o mundo. Urinam montados em arsenais nucleares, sobre os quais querem o privilégio. O monopólio do terror.

Qualquer problema é só organizar uma carreata de integrantes do BBB – existe no mundo capitalista inteiro exatamente para isso – e pronto, tudo resolvido. Viram heróis.

É uma “mijada” e tanto. O corriqueiro do dia a dia sobre “não pessoas”.


Fonte: Gilson Sampaio

O que é o SOPA (Stop Online Piracy Act) e porque ele é tão perigoso.



Reproduzo aqui o post que lí no blog do amigo jaderresende.blogspot.com para que chegue ao conhecimento de um maior número de pessoas.



A entrevista abaixo foi publicada no Blog do Zé Dirceu e explica o que é o projeto de lei chamado Stop Online Piracy Act (SOPA) que está para ser votado na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. No próximo dia 18/01, o Reddit está chamando um black out na rede para protestarmos contra a possibilidade de censura e de bloqueio aos sites pelas autoridades norte-americanas. Aqui, no Trezentos, vamos começar uma grande campanha contra os projetos SOPA e PIPA.

A entrevista abaixo ajuda a esclarecer o que está em jogo.

Qual é o conteúdo desse projeto de lei? Por que é tão polêmico?

[ Sérgio Amadeu ] O SOPA, apresentado em outubro de 2011 na Câmara dos Deputados dos EUA, é praticamente um complemento do Protect IP Act (PIPA), apresentado quatro meses antes no Senado norte-americano. As duas propostas legislativas visam bloquear o acesso a sites e aplicações na Internet que sejam consideradas violadoras da propriedade intelectual norte-americana. A indústria do copyright percebeu que os principais buscadores, provedores de conteúdo e redes sociais online estão sediadas nos EUA. Por isso, acreditam conseguir no ciberespaço algo semelhante ao bem sucedido bloqueio econômico à Cuba.


Na prática, o que acontecerá se ela for aprovada?

[ Amadeu ] Nenhuma empresa sediada nos EUA poderá permitir o acesso a um número de IP (ou seja, do protocolo de internet) ou a um domínio de um site acusado de “roubar” imagem, vídeo, música, texto ou software de cidadãos ou corporações norte-americanas, sob pena de ser considerado um verdadeiro cúmplice. Mais do que aplicar a técnica chinesa do bloqueio aos endereços dos sites, a lei exige que, em cinco dias, todas as referências a estes sites sejam apagadas. Isto quer dizer que se meu blog for acusado de violar o copyright de algum americano, o Google e o Yahoo serão obrigados a deletar todas as referências a ele. Também a Wikipedia deverá suprimir todos os links que teriam para o meu blog, mesmo que os enlaces tratassem de outro tema.


Além disso, são completamente impeditivos os custos para se recorrer na Justiça norte-americana dessa ação de bloqueio administrativo. O pior é que os dois projetos de lei visam controlar a criatividade e a inovação também na área de aplicações na rede. Imagine se a Microsoft acusar o Wordpress de violar determinadas patentes de software (que são aceitas nos EUA). Como ficarão os blogs que usam a plataforma wordpress em todo o planeta? Certamente terão seus IPs bloqueados em solo americano e os mecanismos de busca deverão suprimir qualquer link que os indique.

Qual o impacto disso para a rede como um todo?

[ Amadeu ] Se o SOPA e o PIPA forem aprovados, será a primeira grande derrota da cultura da liberdade diante da cultura da permissão e do vigilantismo. Será um grande retrocesso para a criatividade e para a inovação da comunicação em rede. A Internet poderá ser afetada nos seu sistema de DNS (sistema de nomes de domínio) e isto poderá alterar profundamente a sua dinâmica. Por isso, enquanto lutamos contra os traficantes do copyright, temos que utilizar a estratégia das comunidades de software livre. É preciso pensar e construir também novas tecnologias de rede que possam anular a truculência do Estado norte-americano. Resistir, mobilizar, denunciar, sem esquecermos que, talvez, o decisivo seja hackear. E vale lembrar que hackear é hipertrofiar. Borrar as fronteiras dos inimigos da liberdade. Elevar ao extremo seus absurdos. Não têm nada a ver com crackear, roubar e invadir. Um exemplo é o plano para lançar o primeiro satélite hacker (leia mais https://twitter.com/#!/samadeu/status/153940138530062336).

Quais são os interesses por trás da lei?

[ Amadeu ] Esta medida é defendida por membros do Partido Republicano e do Partido Democratas que querem subordinar todos os direitos sociais e culturais ao enrijecimento e extensão da propriedade intelectual. São lobistas de associações como a MPAA (indústria cinematográfica), RIAA (indústria fonográfica), BSA (Business Software Aliance) que articulam deputados e senadores para apoiar tais medidas que são consideradas anti-constitucionais por diversos analistas. Todavia, os deputados defensores do SOPA e do PIPA defendem que tais medidas não se aplicam em território americano, são para bloquear sites fora de sua jurisdição, portanto, não fere a Constituição. Por trás dessas propostas está a certeza de que não adianta atuar contra o usuário da Internet, pois esse não acredita que compartilhar música, textos e vídeos seja uma atividade criminosa. Por isso, querem atuar na própria infraestrutura de conexão e de provimento de acesso da rede.


Há reação dos movimentos sociais?

[ Amadeu ] Há uma grande reação nos EUA contra o SOPA e o Protect IP Act. O principal articulador da luta contra o bloqueio da Internet é a Electronic Frontier Foundation. Ativistas do mundo inteiro se mobilizam contra essas medidas. Organizações sem fins lucrativos, tais como a Wikipedia e a Mozilla Foundation se mobilizam igualmente junto com corporações como o Google e o Yahoo. No Brasil, os ativistas da liberdade na Internet que lutam contra o AI-5 Digital se mobilizam desde o ano passado para denunciar o SOPA. Diversos blogueiros também têm denunciado essas investidas que visam censurar e bloquear a rede. Existe até um aplicativo para celulares Android (veja) que permite o usuário identificar as empresas que apóiam o SOPA, conforme tenho relatado no Twitter ( http://twitter.com/samadeu ).




Fonte: Trezentos, reproduzido de
Jader Resende
Imagem: google, colocadas por este blog

Soldados dos EUA urinam em mortos; talibã aponta barbárie

Os talibãs denunciaram nesta quinta-feira (12) como um "ato de barbárie" um vídeo no qual quatro soldados com uniformes norte-americanos urinam sobre três cadáveres apresentados como insurgentes talibãs.

"Nos últimos 10 anos, aconteceram centenas de atos similares que não foram revelados", afirmou à AFP Zabihullah Mujahed, porta-voz dos talibãs, que lutam há 10 anos contra o governo de Cabul e seus aliados da força da Otan, dirigida pelos Estados Unidos.

No entanto, o porta-voz talibã afirmou que os atos vistos no vídeo não vão afetar os esforços para as duas partes manterem conversações de paz. "Este não é um processo político. Portanto, o vídeo não vai prejudicar nossas conversações e troca de prisioneiros porque elas estão num estágio preliminar", disse o porta-voz Zabihullah Mujahid.

"Estamos na fase inicial (do diálogo) no Catar. Neste momento, se trata apenas de uma troca de prisioneiros (de Guantánamo). Não acredito que este novo problema afete as negociações com os Estados Unidos", afirmou o porta-voz Zabiullah Mujahid.

Na quarta-feira, o corpo de infantaria da Marinha dos Estados Unidos anunciou ter iniciado uma investigação sobre o vídeo amador divulgado na internet e, ao que parece, filmado durante uma operação no Afeganistão.

Nas imagens aparecem quatro homens com uniformes militares norte-americanos que urinam sobre três cadáveres ensanguentados, conscientes de que outra pessoa está filmando. Também é possível ouvir um deles dizendo "tenha um bom-dia companheiro" para o corpo sobre o qual urina.

Este tipo de comportamento é punido pelo código de justiça militar, afirmou uma fonte militar em Washington. De acordo com a mesma fonte, o tipo de capacete e a arma de um dos homens parecem indicar, caso a autenticidade do vídeo seja confirmada, que se trata de um grupo de franco-atiradores.

As imagens do que parece ser um ato isolado podem fazer o mundo muçulmano recordar do escândalo de Abu Ghraib em 2004, quando imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por militares norte-americanos deram a volta ao mundo.

Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana norte-americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.

Nos últimos anos, vários casos similares de suposta profanação por soldados (boatos de exemplares do Corão jogados no vaso sanitário, por exemplo) ou por jornais ocidentais (caricaturas de Maomé) provocaram revolta no Afeganistão e manifestações violentas que provocaram mortes.




Fonte: vermelho.org

Justiça de Israel confirma polêmica lei sobre palestinos


A Corte Suprema israelense confirmou nesta quinta-feira a validade de uma lei que limita a possibilidade dos cidadãos israelenses de trazerem para viver com eles seus cônjuges de nacionalidade palestina. Por seis votos a favor e um contra, o Supremo não declarou inconstitucional a chamada Lei de Cidadania, aprovada em 2003 e que havia sido questionada diante dos tribunais pelas ONGs de direitos humanos israelenses Adalah, ACRI e Hamoked, informaram as mesmas.

A lei permite a reunificação familiar em Israel só aos israelenses casados com palestinos homens que tenham ao menos 36 anos e mulheres maiores de 26 que, em uma cultura onde os casamentos ocorrem em idade adiantada, limita enormemente a possibilidade de trazer para Israel os palestinos da Cisjordânia. Também impede que os cônjuges de israelenses obtenham a nacionalidade israelense se forem palestinos.

Essas limitações não se aplicam se o cônjuge for estrangeiro ou de qualquer outra nacionalidade, por isso não afeta a população judaica israelense e se dirigem fundamentalmente a minoria árabe, que representa 20% da população.

O Supremo reconhece que a lei garante aos cônjuges o direito a viver juntos, mas ressalta que esse direito não tem necessariamente de ser exercido em seu país, Israel.

A maioria dos membros da corte admite que a lei fere o direito a igualdade, mas considera que o faz de forma proporcional e entende que não entra em conflito com as leis fundamentais do país.

Entre os votos contra está o da presidente do Supremo, a magistrada Dorit Beinisch, que acredita que a lei viola o princípio de igualdade ao afetar maciçamente a população árabe do país, que representa 20% da população total de 7 milhões.

A ONG ACRI (Associação pelos Direitos Civis em Israel) declarou nesta quinta-feira em comunicado que "o Supremo fracassou gravemente em seu trabalho de defender os direitos humanos diante da tirania da maioria parlamentar".

"É um dia obscuro para a proteção dos direitos humanos e para o Supremo", garante a nota, que acrescenta que a corte "estampou sua aprovação a uma lei racista que danificará as vidas de famílias cujo único pecado é o sangue palestino que corre em suas veias".




Fonte: vermelho.org
Imagem: google

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

China adverte EUA a serem ‘cuidadosos’ em reorientação militar





O Ministério da Defesa da China advertiu os Estados Unidos nesta segunda-feira a serem “mais cuidadosos em suas palavras e ações”, depois de anunciarem um novo plano da defesa que enfatiza responder à ascensão China com o apoio de alianças e bases norte-americanas em toda a Ásia.

A declaração do porta-voz do ministério, Geng Yansheng, foi a reação mais completa de Pequim até agora à nova estratégia norte-americana, revelada na semana passada. Ela traz a mistura de cautela e contenção que marcou a resposta chinesa aos esforços do governo Obama na Ásia desde o ano passado.

“Percebemos que os Estados Unidos divulgaram esse guia para sua estratégia de defesa, e vamos observar de perto o impacto que o ajuste da estratégia militar norte-americana tem na região Ásia-Pacífico e nos desenvolvimentos da segurança mundial”, disse Geng em um comunicado divulgado no site do ministério (www.mod.gov.cn).
“As acusações feitas contra a China pelos EUA neste documento são totalmente infundadas”, disse Geng.

“Esperamos que os Estados Unidos fluam com a maré da época, e lidem com a China e os militares chineses de uma maneira racional e objetiva, que sejam cuidadosos em suas palavras e ações e façam o que for benéfico para o desenvolvimento das relações entre os dois países e suas forças armadas”.

A nova estratégia norte-americana promete aumentar a força na Ásia em uma tentativa de conter a capacidade crescente da China de se contrapor ao poderio dos EUA na região, ao mesmo tempo em que as forças norte-americanas recuam em outros cantos do mundo.

Sob esta nova estratégia, os EUA manterão grandes bases no Japão e na Coreia do Sul e enviarão marines, navios da Marinha e porta-aviões ao Território Norte da Austrália.
A estratégia visa conter tentativas eventuais da China e do Irã de bloquear as capacidades norte-americanas em áreas como o Mar do Sul da China e o Estreito de Ormuz.

A China vem buscando o equilíbrio, expressando sua preocupação com as medidas norte-americanas ao mesmo tempo em que mostra seu desejo de relações estáveis com Washington, principalmente quando os dois lados lidam com políticas internas este ano, quando o presidente Barack Obama enfrenta uma batalha pela reeleição e o Partido Comunista chinês assiste a uma troca de liderança.

Temores crescentes

A presença militar norte-americana crescente na Ásia baseia-se no erro de cálculo de que Pequim pretende modernizar suas defesas militares, disse o Ministério das Relações Exteriores da China na segunda-feira.
“A acusação contra a China no documento não tem base, e é fundamentalmente irrealista”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Liu Weimin, em uma coletiva de imprensa, em resposta a uma pergunta da mídia estatal sobre se a China representa uma ameaça à segurança dos EUA.

“A China adere ao caminho do desenvolvimento pacífico, uma política exterior pacífica e independente e uma política de defesa nacional defensiva”, acrescentou Liu.

Mesmo assim, ainda há um temor crescente nos EUA e na Ásia sobre os desenvolvimentos militares da China nos últimos anos.
A China vem expandindo seu poderio naval, com submarinos e porta-aviões, e também aumentou suas capacidades de vigilância e de mísseis, ampliando seu alcance ofensivo na região e enervando os vizinhos.

A disputada propriedade de recifes e ilhas ricas em petróleo no Mar do Sul da China, pelos quais navegam anualmente 5 trilhões de dólares em comércio, é uma das maiores ameaças à segurança na Ásia.




Fonte: naval.com.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ao Sul da Fronteira - O que a mídia não mostra

O diretor Oliver Stone viaja por seis países da América do Sul e ainda Cuba, em uma tentativa de compreender o fenômeno que os levou a ter governos de esquerda na primeira década do século XXI. Através de conversas com Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Fernando Lugo (Paraguai), Rafael Correa (Equador) e Raul Castro (Cuba), é analisado o modo como a mídia acompanha cada governo e o maneira como lidam com os Estados Unidos e órgãos mundiais como o FMI.
















Fonte: mariafro.com.br, indicado pelas amigas Maria e Ana

domingo, 8 de janeiro de 2012

Israel proíbe médicas ginecologistas de participar de Congresso de Ginecologia


Rabinos cada vez mais poderosos


É isso mesmo e não adianta ficar abismado.

O governo culpa os judeus ultra-ortodoxos pela proibição, mas até agora continua sem tomar providências.

E se algumas mulheres não médicas quiserem assistir ao Congresso, deverão ficar no fundo sala.

É lamentável, mas isso não é nenhuma novidade para quem não tem o habito de ter a inteligência insultada pela mídia servil e corrupta.

Basta ver o que acontece com as mulheres israelenses que precisam usar os coletivos.

São agredidas se não sentarem nos fundos.

O que dizer então das adolescentes?

Essas recebem cusparadas se não estiverem vestidas adequadamente.

Essas cenas são diárias.

E não adianta protestar porque segundo os agressores, eles nada mais fazem do que seguir a Torah.

Haja fundamentalismo.

E o pior que as mulheres nem podem se queixar ao bispo...


Fonte: blogdobourdoukan


Vejam :

Congresso de ginecologia em Israel cria polêmica ao vetar participação de médicas

Um congresso de ginecologia que será realizado em Jerusalém vem provocando uma onda de protestos por proibir a participação de médicas e por obrigar as mulheres do público a ficarem separadas dos homens.

A notícia vem à tona em meio a uma polêmica crescente no país sobre a segregação das mulheres imposta por judeus ultraortodoxos.

ONGs de direitos humanos e cidadãos seculares estão pressionando os médicos que deveriam fazer palestras no congresso para cancelarem sua participação.

A organização do encontro, que discutirá questões de fertilidade e começará no dia 16, incluiu na lista de palestrantes apenas médicos homens e rabinos.

O congresso é organizado pela instituição Puah - nome em hebraico formado com as iniciais das palavras 'fertilidade' e 'Halachá' -, que presta aconselhamento a casais judeus religiosos que sofrem de problemas de fertilidade.

A organização engloba rabinos e médicos para garantir que nenhum procedimento viole a Halachá, o conjunto de leis da religião judaica.

Boicote

Uma das ONGs que mais criticou o congresso é a secular Israel Livre, que divulgou nomes e e-mails dos médicos escalados para palestrar, pedindo que as mulheres "boicotem ginecologistas que boicotam as mulheres".

Yuval Yaron, diretor do departamento de Diagnóstico Genético Pré-Natal do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, já cancelou sua participação. "Impedir mulheres de fazer palestras no congresso contradiz totalmente os valores segundo os quais fui educado", afirmou o médico.

"Além de ser um exemplo claro de segregação, não convidar mulheres para falar em um congresso sobre medicina da mulher também é um absurdo do ponto de vista profissional."

O rabino Menachem Burstein, diretor do Puah, minimizou a polêmica e disse que graças ao instituto a legislação rabínica aceita inovações da medicina e assim possibilita o avanço da saúde das mulheres ultraortodoxas.

"Infelizmente há elementos que se aproveitam de maneira cínica e agressiva do clima público atual", afirmou Burstein em referência à polêmica na sociedade israelense sobre a segregação das mulheres.

Isso porque, nas últimas semanas, se intensificou em Israel o debate público sobre a segregação das mulheres em ônibus, calçadas e instituições públicas, praticada em várias cidades, especialmente onde há grandes concentrações de habitantes ultraortodoxos, como Jerusalém, Beit Shemesh e Elad.

O debate tem sido acompanhado por manifestações de seculares e de extremistas e já houve casos de confrontos físicos entre os dois lados.


Fonte: BBC Brasil


Meus amigos,

Esses são os Judeus que criticam o Regime Iraniano, e os mesmos que massacram o Povo Palestino

As consequências da assimetria nuclear

Navegando em blogs amigos, sempre nos deparamos com vários comentários. Hoje visitando o Blog Informação Incorrecta do amigo Max, leio o comentário do amigo P.P.P indicando um post do Blog ContrapontoPIG que reproduzo aqui para que chegue ao conhecimento de um maior número de pessoas.


As consequências da assimetria nuclear

Do Jornal O Povo (CE) - 08/01/2012

Por Sued Lima*

Na década de 70 do século passado, o Brasil desenvolvia secretamente seu programa nuclear para fins militares. Para assegurar-lhe recursos financeiros, estabelecera parceria com o Iraque, que bancava os elevados investimentos necessários em troca de acesso aos conhecimentos tecnológicos brasileiros. O responsável pelo programa na Aeronáutica era o tenente-coronel aviador José Alberto Albano do Amarante, engenheiro eletrônico formado pelo ITA.

Em outubro de 1981, Amarante foi atacado por uma leucemia arrasadora, que o matou em menos de duas semanas. Sua família tem como certo que o cientista foi morto pelos serviços secretos dos EUA e de Israel, com o objetivo de impedir a capacitação brasileira à produção de armas atômicas. Dando força às suspeitas, foi identificado um agente israelense do Mossad, de nome Samuel Giliad, atuando à época em São José dos Campos, que fugiu do país logo após a misteriosa morte do oficial brasileiro.

O episódio dá bem o tom da virulência empregada pelos EUA e Israel para bloquear a entrada de outros países no fechado clube nuclear. Não por coincidência, apenas quatro meses antes da suposta ação em território brasileiro, Israel desfechara devastador ataque aéreo ao reator nuclear de Osirak, no Iraque, que vinha sendo construído pelos franceses.

Tais fatos dão credibilidade às reiteradas denúncias do governo iraniano de que seus cientistas estão sendo alvo de atentados por parte dos serviços secretos estadunidense, britânico e israelense. Somente em 2010, foram mortos os físicos Masud Ali Mohamadi e Majid Shariari, que atuavam no desenvolvimento de reatores nucleares, ambos vítimas de explosões de bombas em seus próprios automóveis, enquanto o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Abbasi-Davanina, escapava por pouco da detonação de um carro-bomba, conforme ele próprio denunciou durante a conferência anual da Agência Internacional de Energia Atômica, em setembro último. Em julho de 2011, o físico Daryush Rezaei, 35 anos, foi morto a tiros em frente a sua casa, em ataque que também feriu sua esposa. Esses são alguns dos muitos casos de assassinatos e desaparecimentos de cientistas e chefes militares iranianos nos últimos anos.

Os crimes se dão em paralelo às intensas pressões do governo dos EUA para que a comunidade internacional aplique severas sanções ao Irã sob o argumento de que o país descumpre o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

Criado pela ONU em 1968, o acordo tem três objetivos principais: coibir o uso de tecnologia nuclear para produção de armas, eliminar os armamentos nucleares existentes e regular o uso de energia nuclear para fins pacíficos. Convenientemente, as grandes potências interpretam o acordo segundo seus próprios interesses: bloqueiam o desenvolvimento da pesquisa dos países não detentores de armas atômicas, mesmo quando para fins pacíficos, e fazem letra morta dos dispositivos do tratado que determinam o desarmamento.

Como previa o embaixador do Brasil na ONU, em 1968, José Augusto Araújo de Castro, quando atuou para impedir a adesão do Brasil ao TNP, o tratado é apenas um instrumento para perpetuar o poder das grandes potências.

Documentos divulgados pelo Wikileaks deixam clara a disposição dos EUA em não reduzir o número de ogivas nucleares instaladas na Europa. Por outro lado, enquanto todos os países do Oriente Médio fazem parte do TNP, Israel, único detentor de armas nucleares na região, nega-se a aderir ao acordo e repudiou as censuras de que foi alvo no relatório final da última reunião quinquenal do TNP, em 2010, gerando a ameaça dos demais governos vizinhos de abandonar o tratado na próxima reunião, marcada para 2012.

As guerras contra o Afeganistão, Iraque e Líbia, mais as ameaças contra a Síria, Coreia e Irã, parecem evidenciar que somente a capacidade de retaliação atômica intimida o império, já que a assimetria das forças alimenta aventuras dos Estados Unidos e de seus sócios de rapina, todos em busca de conflitos bélicos, seja para assegurar domínios seja para encobrir seus graves problemas domésticos.

A conjuntura estratégica do Oriente Médio indica que, para sua sobrevivência, o Irã não tem outra alternativa que a de construir sua bomba e, nesse sentido, corre contra o tempo, dado o cerco que se fecha contra o país.

Como analisa o cientista político paquistanês Tariq Ali, não é despropositado considerar que o surgimento de outra potência nuclear no Oriente Médio possa propiciar estabilidade política à região e ao mundo, por contraditório que possa parecer.


*Sued Lima - Coronel Aviador Ref e pesquisador do Observatório das Nacionalidades



Fonte: Blog ContrapontoPIG
Agradecimento ao amigo P.P.P

O urso alfineta a águia; o dragão sorri

A partir de uma observação aparentemente imotivada, os EUA elevaram as eleições parlamentares russas de 5 de dezembro passado ao status de questão central das relações EUA-Rússia. A dramática escalada retórica põe abaixo as sempre repetidas sugestões do governo de Barack Obama, de um “reset” nas relações.

Por M K Bhadrakumar


Num movimento discreto, Pequim cuidou de manifestar sua compreensão para com Moscou. As intersecções desses movimentos terão impacto em vários aspectos da situação regional e internacional no próximo governo.

Para recapitular: quando a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, comentou o resultado das eleições parlamentares russas, ainda durante a Conferência Bonn II na Alemanha, iniciada em 5 de dezembro, ela visava diretamente o Kremlin; disse que estava “preocupada” com aquelas eleições e que o “povo russo, como todos os povos, merece ter a voz ouvida e os votos contados”.


Clinton falou antes, até, de serem divulgados os resultados oficiais. Em vastas regiões da Rússia os resultados só chegaram na 4ª-feira. As urnas mostraram que o partido governante, Rússia Unida, sofrera duro revés, tendo perdido 77 assentos, nos 450 do Parlamento; ficou limitado a uma maioria de 238 votos.


Mas Clinton falou como se o Kremlin tivesse orquestrado uma vitória ao estilo dos soviéticos, de 98% dos votos –, quando a mídia ocidental interpretava o resultado na direção exatamente oposta, como grande “derrota” do primeiro-ministro Vladimir Putin (já candidato à presidência nas eleições de 4 de março). Para Clinton, o Kremlin teria calado a voz do povo, para perpetuar-se no poder.

Estranhamente, Clinton não só nada fez para fazer esquecer aqueles comentários como, até, repetiu-os no dia seguinte, em mais uma acutilada contra os líderes russos, bem ali à porta de entrada da Rússia – em Vilnius, Lituânia –, na presença de toda a comunidade dos Estados pós-soviéticos e das velha e nova Europa. Clinton ter escolhido como sua plateia a Organização da Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) foi um movimento muito claramente simbólico, porque esse corpo regional é herdeiro dos famosos Acordos de Helsinque de1975, legado da Guerra Fria.

O que teria provocado o ataque dos EUA? Explicação simples poderia ser que Clinton aproveitou a chance para jogar lama contra Putin, para tornar sua eleição à presidência da Rússia, dia 4 de março, o mais difícil e controversa possível.


Uma primavera em pleno inverno


É verdade que há várias indicações, nas últimas semanas, de que Washington está incomodado com a alta probabilidade de Putin voltar à presidência da Rússia, no atual período formativo da política mundial. Putin significa uma Rússia assertiva – Rússia que negocia com firmeza para influenciar eventos mundiais, Rússia que incrementará a cooperação com a China, Rússia que fatalmente se oporá ao projeto, crucial para os EUA, de um novo Oriente Médio sob renovada hegemonia dos EUA, em novas condições de “democracia”.


O Ministro das Relações Exteriores da Rússia ridicularizou, sem lhe dar destaque, o comentário de Clinton. Até que, afinal, se ouviu a reação de Moscou, quando Putin falou, na 4ª-feira, depois de dar tempo para que a secretária de Estado dos EUA dissesse tudo que lhe ocorresse dizer. Putin bombardeou Clinton. Disse ele:

“Observei a primeira reação de nossos colegas dos EUA. A secretária de Estado pôs-se imediatamente a avaliar as eleições. Disse que foram injustas e manipuladas, antes até de receber informações dos observadores de instituições democráticas e de direitos humanos que acompanharam as eleições em nosso país. A secretária falou diretamente a alguns personagens que já estão na Rússia. Enviou-lhes um sinal. E eles, aqui, com o apoio do Departamento de Estado dos EUA, puseram-se a trabalhar ativamente”.

E não parou aí. Putin disse também que “centenas de milhões” em dinheiro estrangeiro foram usados para influenciar o resultado das eleições na Rússia. E que, nessas circunstâncias, a Rússia tem de proteger sua soberania:


“Quanto se vê dinheiro de fora usado para promover atividades políticas em outro país… Todos nós temos um problema. Esse tipo de ação agride a todos nós. Consideramos bem-vindos todos os observadores estrangeiros que desejem acompanhar o processo eleitoral na Rússia. Mas, se começam a tentar influenciar o resultado, aparelhando organizações dentro da Rússia, que se apresentam como organizações locais, mas recebem dinheiro de fora… Não se pode aceitar. Teremos de encontrar meios para aprimorar nossas leis, de modo a fazer com que Estados estrangeiros que visem a influenciar nossa política doméstica possam ser acusados e devidamente julgados pelos crimes que pratiquem”.


É resposta muito forte. E há aí quatro pontos a observar: (1) É uma rara acusação direta, pessoal, contra a secretária de Estado (acusada de incitar a opinião pública russa, interessada em desestabilizar o país). (2) Putin circunscreveu o Departamento de Estado, como célula específica, dentro do governo Barack Obama, e acusou-o de operar segundo agenda específica. (3) Putin sugeriu, muito claramente, que os EUA não escaparam à vigilância da inteligência russa, que sabe de seus passos no país. E (4) afirmou bem claramente que haverá mudanças.

Clinton não pode reclamar de Putin tê-la atacado pessoalmente. A campanha que o Departamento de Estado moveu contra Putin assumiu tom extremamente agressivo nos últimos dias, excepcional, mesmo nas sempre tumultuadas relações EUA-Rússia. Há uma quinzena, a Radio Liberty/Radio Free Europe (RFE/RL) exibiu matéria sobre a vida pessoal de Putin, com o claro objetivo de detonar um tsunami anti-Putin nas redes sociais na Rússia. Não há registro de a mídia oficial russa jamais ter descido a tais abismos de mau gosto, nem no auge do escândalo que envolveu Bill Clinton e Monica Lewinsky.


A melhor explicação para os movimentos agressivos da secretária de Estado parece ser outra: os EUA já sabem que a inteligência russa reuniu provas de que, sim, os EUA estão ativos dentro do território russo e da política nacional. A matéria denuncista, baseada em intrigas pessoais contra Putin, parece ter sido tentativa diversionista, esforço para salvar a águia que se deixou prender, ela mesma, na arapuca que a águia tentou armar para prender o urso.


A mesma intenção transparece também nos esforços de Clinton para fazer, das eleições na Rússia, questão crucial para o progresso da democracia no século 21. Desse ponto de vista, o governo Obama fez papel patético. Só lhe restou a ridícula alternativa de tentar encenar uma neo-Praça-Tahrir em Moscou.


Segundo números do New York Times, na quinta-feira (8 de dezembro) pela manhã, mais de 32 mil pessoas haviam clicado numa página de Facebook, garantindo que cercariam o Kremlin. O jornal argumenta, matematicamente: “Metade deles lá compareceram, para protagonizar o maior movimento de protesto político em Moscou, desde a queda da União Soviética”.


O advento de uma Primavera Árabe em Moscou, em pleno inverno russo, teria consequências facilmente previsíveis. Pequim também observa esse curioso fenômeno atmosférico, nada natural. O New York Times ‘informa’ que Putin “luta para não perder o pé, depois de seu partido, Rússia Unida, ter sofrido grave derrota nas eleições do domingo”. Mas observadores sempre atentos, em Pequim, chegaram a conclusão completamente diferente.


É Putin, estúpido!


No mesmo momento em que Clinton falava, em Bonn, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, chegava a conclusões diametralmente opostas. Disse ele:
Nós [China] entendemos que as eleições terão efeitos positivos para a unidade da sociedade russa, para a estabilidade nacional e para seu desenvolvimento econômico”, segundo informou a rede chinesa Xinhuanet. Disse que a China respeitava a decisão do povo russo e que trabalharia com os russos para construir e fazer avançar uma “ampla parceria coordenada” entre os dois países.

A China decidiu tomar posição, sem subterfúgios, apesar de Pequim já saber do revés eleitoral que o partido Rússia Unida sofrera nas urnas. A rede Xinhuanet publicou uma nota de cautela:
Embora tudo leve a crer que vencerá as eleições parlamentares, o Rússia Unida de Vladimir Putin enfrentará inúmeros desafios, no caso de ter de conviver com maioria muito reduzida.

Alguns analistas falam do estado lamentável da economia russa, como justificativa pela queda no apoio popular. Para muitos, o partido não teria conseguido reduzir a corrupção e não cumpriu as promessas de melhorar a eficiência do governo. Sobretudo na Internet, em salas de bate-papo e fóruns online ouvem-se muitas críticas ao governo de Putin.


Mas no dia seguinte a Xinhuanet publicou matéria extensa, em que reage com firmeza aos ditos dos EUA e ao que Pequim descreve como “caricatura forçada e conclusão errada, segundo a qual o partido governante na Rússia liderado pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, teria sido derrotado nas eleições para a Duma”.


Comentário nuançado, deixa claramente sugerido que a questão que incomoda os EUA não é alguma “democracia” na Rússia, mas o próprio Putin:


Para muitos, a visão de mundo de Putin seria ‘antiocidental’ (…) Muitos políticos norte-americanos não têm qualquer interesse em ver, no comando do poder russo, um “sujeito durão” (…) a Casa Branca não deu sinais de entusiasmo ante a ideia de ter de negociar, outra vez, com o ‘espinhento’ presidente Putin (…) As eleições na Rússia estão alinhadas com os interesses dos russos e de modo algum incorporam qualquer dos interesses dos países ocidentais. A reação da Sra. Clinton é compreensível.”


A agência chinesa observou que as políticas da Rússia nem sempre consideraram os interesses locais e que, várias vezes, Moscou optou por ações alinhadas “à prática ocidental”; mas mesmo nesses momentos, a ação dos russos só muito raramente manteve “adequação perfeita” às agendas ocidentais. Assim sendo, as pressões ocidentais sobre a Rússia sempre continuam. O comentário está atribuído a Li Hongmei, colunista do jornal Diário do Povo.


Muito obviamente, a China não perde de vista o grande quadro da dinâmica do poder na cena mundial. Pequim jamais ocultou que tem Putin em alta estima, considerado defensor consistente dos imperativos que regem os laços estratégicos sino-russos. Mas o atual momento de acrimônia nas relações entre EUA e Rússia acontece em momento também crucial para a China.


Em inúmeras frentes, é hoje vital para a política regional chinesa manter coordenação coesa com a Rússia. Ao longo do mês de novembro, altos funcionários das relações exteriores da China estiveram nada menos que quatro vezes em Moscou para consultas.


A coordenação entre russos e chineses é sempre de alto nível. O veto “conjunto” no Conselho de Segurança da ONU, na Resolução sobre a Síria, é evento sem paralelos. E os dois países continuam a bloquear uma Resolução adotada na Comissão de Direitos Humanos da ONU, que transfere a Comissão, de Genebra, para o Conselho de Segurança em Nova Iorque. Pequim ajudou Moscou a conseguir que os Brics adotassem, como posição comum, a posição russa sobre a Síria.

Sobre o Irã, também, os dois países têm conseguido conter os movimentos dos EUA para impor sanções adicionais. (O enviado russo à ONU Vitaly Churkin sugeriu recentemente que é hora de o Conselho de Segurança da ONU suspender até as sanções hoje vigentes.) Na questão Ásia-Pacífico, a Rússia mantém-se ao lado da China, conforme a declaração conjunta dos dois países, adotada em setembro do ano passado.

Rússia e China opõem-se, ambas, ao estabelecimento de bases militares dos EUA-Otan no Afeganistão. Os dois países têm interesse em garantir a autonomia estratégica do Paquistão. Trabalharam juntos na recente Conferência de Istambul (2 de novembro de 2011), para bloquear os progressos do projeto “Nova Rota da Seda”, menina dos olhos de Clinton. A água alcançará o ponto máximo, provavelmente, quando o enviado da Rússia à Otan, Dmitry Rogozin, viajar a Pequim (e a Teerã) para discutir o programa de mísseis antibalísticos de defesa (ABM), que pressiona significativamente as relações EUA-Rússia.


Pequim acompanha, atenta e silenciosamente, uma sombra EUA-Rússia que dança sobre o programa ABM; e as consultas que Rogozin conduzirá serão feitas a partir dos sinais silenciosos de que Pequim quer conversar. Rússia e China têm interesses específicos nessa questão dos mísseis antibalísticos, mas qualquer grau de coordenação, por inicial e tateante que seja, ainda assim delineará novo paradigma na segurança internacional.


Sobretudo, Pequim conta com que Putin, de algum modo, contribuirá para levar a bom termo, o mais rapidamente possível, as negociações, ainda inconclusas, num negócio de gás de um trilhão de dólares. Com o estabelecimento de uma base militar dos EUA na Austrália; com a presença dos norte-americanos reforçada em Cingapura; e com os EUA trabalhando para conquistar países asiáticos, para que se realinhem e revitalizem a velha liderança estadunidense, as preocupações dos chineses com a própria segurança energética estão-se tornado agudas.


Em resumo, a trajetória da atual azedume entre EUA e Rússia; e o sucesso que Putin obteve, na reação forte contra a furiosa campanha que os EUA moveram contra sua eleição na Rússia, são temas da mais alta importância para os chineses.
Se a águia for realmente apanhada na arapuca que imaginou que estivesse preparando para o urso… o dragão verá aí motivo para muito júbilo.



Fonte: O Diario.info, vermelho.org

O que os EUA e Israel estão preparando contra o Irã?

Mais uma história silenciada pela mídia ocidental vem à tona nos últimos dias por meio do jornal israelense Jerusalem Post.

Segundo o jornal, Israel estaria preparando-se para executar “o maior exercício de defensa com mísseis de sua história” durante a primavera. As manobras teriam o objetivo final de treinar forças israelenses e estadunidenses para atuar conjuntamente, em caso de um conflito em grande escala no Oriente Médio.

O general Frank Gorec, comandante da Terceira Força Aérea norte-americana, encontrou-se há poucas semanas com seu colega israelense Doron Gavish, comandante da Divisão de Defesa da Força Aérea. Durante as conversações, eles teriam ultimado detalhes para concretizar os exercícios “sem precedentes por seu tamanho”, e que suporiam o envio a Israel de milhares de soldados norte-americanos.


O Jerusalem Post acrescenta que durante os exercícios militares os Estados Unidos empregariam parte de seu sofisticado arsenal bélico e sistemas de mísseis balísticos, a fim de interceptar mísseis disparados contra Israel.


Os exercícios militares seriam realizados em meio às fortes tensões na região, desencadeadas pela retórica bélica do Ocidente contra o Irã, depois da imposição de sanções econômicas contra esse país e de os países imperialistas terem sugerido a possibilidade de um conflito militar de consequências imprevisíveis.




Com informações de Global Research e Jerusalem Post



Fonte: Vermelho.org

sábado, 7 de janeiro de 2012

A Guerra Econômica dos EUA contra o Irã



Por Pepe Escobar

NEW YORK. Por aqui, a corrida é desenfreada, cada um querendo detonar, mais que o outro, a economia global.

Uma emenda chave à Lei de Defesa Nacional [orig. National Defense Authorization Act] assinada pelo presidente dos EUA Barack Obama no último dia de 2011 – quando ninguém estava prestando atenção – impõe sanções a todos os países ou empresas que comprem petróleo iraniano e paguem a compra através do banco central iraniano. Entrará em vigência no próximo verão: quem desobedecer, ficará impedido de comerciar com os EUA.

A emenda – que, para todas as finalidades práticas, é declaração de guerra econômica – é trazida até vocês sob o alto patrocínio do Comitê EUA-Israel de Relações Públicas [orig. American Israel Public Affairs Committee (AIPAC)], obedecendo ordens diretas do governo de Israel comandado pelo primeiro-ministro Benjamin “Bibi” Netanyahu.

Cataratas de artigos e comentários de especialistas tentaram introduzir alguma racionalidade na ideia: seria um plano B do governo Obama, o qual estaria assim impedindo que os cães de guerra israelenses atacassem diretamente o Irã (para destruir um suposto programa de armas nucleares).

A verdade é que a estratégia original de Israel era ainda mais histérica: impedir que todos os países e empresas do mundo pagassem ao Irã pelo petróleo que importassem, exceto, talvez, China e Índia. E, como se não bastasse, o pessoal do AIPAC ainda tentava convencer todos de que essa ideia não resultaria em aumentos insaciáveis nos preços do petróleo.

Outra vez, comprovando capacidade inigualável de atirar no próprio pé calçado em sapato Ferragamo, governos na União Europeia debatem se compram ou não compram petróleo iraniano. A dúvida existencial é compram já ou dão um tempo. Inevitavelmente, como a morte e os impostos, o resultado já é – e o que mais poderia ser? – petróleo mais caro. O cru já oscila em torno de $114, e a única porta aberta é para cima.

Me entreguem ao pé do cru, na hora certa![1]

O Irã é o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), exportando até 2,5 milhões de barris de petróleo ao dia. Cerca de 450 mil desses barris vão para a União Europeia – o segundo maior mercado para o Irã, depois da China.

Gunther Ottinger, burocrata sem rosto como exige a função de Comissário para Energia da União Europeia, andou espalhando que a União Europeia poderia contar com a Arábia Saudita, para suprir o que não comprasse do Irã.

Qualquer analista de petróleo que se dê ao respeito sabe que a Arábia Saudita não tem capacidade ociosa para suprir essa grande demanda extra. Além disso, e mais importante, a Arábia Saudita tem de vender caro o seu petróleo caro. Afinal de contas, a Casa de Saud contrarrevolucionária precisa muitíssimo desses fundos para subornar todos que tenha de subornar para impedir que brote por lá algum tipo de Primavera Árabe local.

E há também a ameaça que Teerã já fez, de bloquear o Estreito de Ormuz, impedindo assim que 1/6 do petróleo do mundo e 70% das exportações da OPEP cheguem aos mercados consumidores. Os varejistas estão fazendo o diabo para estocar a maior quantidade de cru que consigam comprar.

Esqueçam petróleo a preços acessíveis de $50, mesmo $75, o barril. O preço pode subir depressa, chegar a $120, $150 o barril, no próximo verão, como aconteceu em 2008, no auge da crise. E a OPEP, por falar nisso, está extraindo mais óleo do que nunca desde o final de 2008.

Assim sendo, o que começou como objeto explosivo improvisado que Israel escondera numa beira de estrada, já se vai transformando em colete de explosivos para suicídio coletivo, preso por cadeado a setores inteiros da economia global.

Não surpreende que o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento Iraniano, Ala'eddin Broujerdi, tenha alertado para a possibilidade de as novas “sanções” não passarem de “trapalhada estratégica” [orig. strategic blunder] nos países ocidentais.

Tradução: se a coisa continuar, o nome do jogo para 2012 é recessão global profunda.

Obama joga os dados

Primeiro, Washington fez vazar que sanções contra o banco central do Irã “não estão sobre a mesa”. Afinal de contas, é claro que o governo Obama sempre soube que ‘'as sanções'’ fariam o preço do petróleo explodir, e que são passagem só de ida para profunda recessão global. E, quanto ao Irã, só arrancará ainda mais dinheiro do petróleo exportado.

Pois mesmo assim o combo Bibi-AIPAC empurrou a emenda facilmente, goela abaixo do Senado e do Congresso dos EUA – mesmo depois de Tim Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, ter-se manifestado claramente contra ela.

A emenda que acaba de ser aprovada pode não ter o efeito de “sanções incapacitantes” que o governo israelense tanto exigia. Teerã sentirá o aperto – mas o aperto não alcançará nível intolerável. E só aqueles irresponsáveis que povoam o Congresso dos EUA – desprezado por maioria ampla dos norte-americanos, como informam todas as pesquisas em circulação por aqui – poderiam ter suposto que conseguiriam tirar do mercado 2,5 milhões de barris do petróleo que o Irã exporta... sem provocar consequências gravíssimas em toda a economia global.

A Ásia precisará de cada vez mais petróleo – e continuará a comprar petróleo iraniano. E os preços do petróleo prosseguirão, rumo à estratosfera.

Tudo isso considerado, por que Obama assinou aquela emenda? Porque agora, para o governo Obama, só se trata, exclusivamente, de reeleição. Os doidos terminais ativos no circo eleitoral dos Republicanos – com Ron Paul como honrada exceção – só falam de ataque ao Irã; prometem que, se eleitos, atacarão o Irã no dia da posse; e muitos eleitores norte-americanos, sem saber o que pensar ou por quê, estão gostando da ideia.

Ninguém está fazendo nem as contas mais simples, que ajudariam a ver que as economias europeia e norte-americana absolutamente não precisam de barril de petróleo aproximando-se dos $120, se alguém ainda espera obter alguma recuperação econômica, mínima que seja.

Mostre o seu, que eu mostro o meu

Além da gangue OTAN-Euro, que vive crise terminal de autodetonação, praticamente todos, naqueles arredores, ignorarão a guerra econômica que EUA-Israel declararam contra o Irã:

a Rússia já disse que contornará o bloqueio;

a Índia já usa o banco Halkbank, na Turquia, para pagar o petróleo que compra do Irã;

o Irã e China estão ativamente negociando novos acordos de venda de petróleo. O Irã é o segundo maior fornecedor de petróleo para a China (só perde para a Arábia Saudita). A China paga em euros e pode, em breve, passar a pagar em yuans. Em março, já haverá novo acordo assinado entre Irã e China sobre novos preços;

a Venezuela controla um banco binacional com o Irã, desde 2009; através desse banco, o Irã recebe todos os pagamentos dos negócios que mantém na América Latina;

a Turquia, tradicional aliada dos EUA, com certeza encontrará meios para isentar a empresa turca TUPRAS, de importação de petróleo, das novas‘sanções’;

e a Coreia do Sul também encontrará algum meio, para continuar comprando do Irã, em 2012, os cerca de 200 mil barris/dia de que precisa.

China, Índia, Coreia do Sul, todos mantêm complexos laços comerciais de mão dupla com o Irã (o comércio China-Irã, por exemplo, é da ordem de $30 bilhões/ano, e está aumentando). Nada disso será “extinto” só porque o eixo Washington/Telavive ordene. Deve-se esperar, isso sim, uma onda de novos bancos privados, a serem constituídos em todo o mundo em desenvolvimento, exclusivamente para continuar comprando petróleo iraniano.

Novidade haveria, só se Washington tivesse cacife para impor sanções aos bancos chineses, porque negociam com o Irã.

Pelo outro lado, é necessário reconhecer o cacife (ou, não sendo isso, a coragem) de Teerã. O Irã enfrenta campanha praticamente jamais interrompida, há anos, de assassinatos pré-determinados e sequestros de cientistas iranianos; ataques em território iraniano, na província do Sistão-Baloquistão; sabotagem de sua infraestrutura, por israelenses; invasões de seu território por drones norte-americanos de espionagem; ameaças incessantes, de Israel e do Partido Republicano dos EUA, de “choque e pavor” sempre iminentes; e os EUA venderam $60 bilhões de armas à Arábia Saudita. E Teerã não cede.

Teerã acaba de testar – com sucesso – mísseis cruzadores iranianos, e bem ali, exatamente no Estreito de Ormuz. E quando Teerã reage à agressão repetida, insistente, incessante do ocidente, ainda é acusada de cometer “atos de provocação”.

6ª-feira, todos os editorialistas do New York Times estavam em lua de mel com o Pentágono, todos repetindo as mesmas ameaças contra o Irã e clamando, todos, por “pressão econômica máxima”.

A conclusão é que os iranianos médios sofrerão – tanto quanto sofrerão os europeus endividados, devastados pela crise. A economia dos EUA também sofrerá. E, cada vez que entender que o ocidente está ficando histérico além do suportável, Teerã poderá servir-se do seu pleno direito de mandar os preços do petróleo às alturas.

O governo de Teerã continuará a vender petróleo, continuará a enriquecer urânio e – o mais importante – não cairá e continuará a ser governo. Como míssil Hellfire disparado contra festa de casamento pashtun, as “sanções” ocidentais fracassarão miseravelmente. Não sem, antes, provocarem vasto dano colateral – no próprio ocidente.


Fonte: Asia Times Online, reproduzido do blog Gilson Sampaio

Tradução: Vila Vudu

Nota dos tradutores

[1] Orig. Get me to the crude on time. Ecoa aí um “Get me to the world on time” (“Me entreguem no mundo, na hora certa”), gravação dos The Electric Prunes, do rock psicodélico dos anos 1960s.

Há quem insista em ouvir aí também ecos de “Get me to the church on time(“Me entreguem na igreja, na hora certa”), do musical “My Fair Lady” (dir. George Cukor), dos mesmos anos 1960s, também gravada por Frank Sinatra, também nos mesmos anos 1960s. Que anos 1960s foram aqueles!

Seja como for, a grande gravação de “Get me to the church on time” é de Judy Garland, que morreu em 1969


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