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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Militarização das Malvinas Ameaça Segurança Internacional


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta terça-feira que seu país buscará a Organização das Nações Unidas (ONU) na defesa das ilhas Malvinas, território ocupado pelo Reino Unido e foco da atual tensão crescente entre Buenos Aires e Londres. "Instruí nosso embaixador para que apresente ao Conselho de Segurança da ONU e à Assembleia Geral esta militarização do Atlântico Sul que implica um grave risco à segurança internacional", declarou.

O discurso - proferido na Casa Rosada na presença de membros do governo e da oposição, servidores públicos, governadores e ex-veteranos da Guerra das Malvinas - havia sido anunciado na manhã de hoje como um ato em nome da soberania das ilhas, território sob posse dos britânicos desde 1833 e que levou os dois países à guerra em 1982. Nele, Kirchner seguiu a postura adotada nos últimos meses, no qual a Argentina contou com o apoio dos vizinhos latinos na crítica a Londres, que reagiu anunciando o envio de navios para a comemoração do conflito, que em 2012 completa 30 anos.

"As Malvinas se transformaram em uma causa dos americanos", defendeu. "Estão militarizando o Atlântico Sul mais uma vez. Não podemos interpretar de nenhum outro modo o envio de um destróier (...) acompanhado do herdeiro real, a quem gostaríamos de ver com roupas civis e não com farda militar", disse em referência à presença do príncipe William. "No ano que vem cumprem-se 180 anos da usurpação das Malvinas (...). É um anacronismo manter colônias no século XXI".

Kirchner aproveitou o contexto para anunciar a publicação de um relatório secreto sobre a atuação do regime militar argentino durante a Guerra das Malvinas. O chamado Relatório Rattenbach será analisado por uma comissão integrada pelo Ministério da Defesa e pela Chancelaria, que em 30 dias determinará se algum conteúdo do documento não deve ser revelado para não comprometer a segurança interna, a defesa ou as relações exteriores da Argentina.

O relatório foi elaborado em 1982 pelo tenente-general Benjamín Rattenbach a partir da investigação e análise do desempenho e responsabilidades da condução política e estratégico-militar do conflito. Em novembro de 1983, o documento foi classificado como secreto político e militar pela então ditadura argentina. A Guerra das Malvinas se estendeu de 2 de abril a 14 de junho de 1982, matando 255 britânicos, 649 argentinos e 3 moradores do arquipélago.


Com informações de CNN e EFE.

Ciberguerra contra Cuba: novos métodos de ingerência dos EUA

Um processo de desenvolvimento tecnológico vertiginoso e cada vez mais global gerou uma revolução na tecnologia da informação, que transformou progressivamente o modo de pensar, produzir, consumir, fazer comércio, administrar e de relacionamento entre as pessoas. Ele estabeleceu como cultura o conceito de “realidade virtual”, ou seja, o real não se resume ao mundo físico como há 20 anos, mas em uma unidade entre o tangível e o virtual.


Por Mauricio Manuel Reyes, em Cubadebate


Segundo um artigo divulgado pela agência BBC Mundo, no último dia 25, a rede digital global avança como um voraz furacão e poucas vezes houve uma oportunidade para deter esse caminho e refletir sobre o seu crescimento. Onde antes reinavam as vendas de estéreo hoje imperam as de auriculares. Se entrássemos em uma máquina do tempo e viajássemos dez anos no passado, descobriríamos que, para tirar uma foto, escutar música ou filmar um vídeo, eram necessários três aparelhos diferentes. Mas agora essas atividades, e outras mais, se converteram para um único equipamento: um telefone inteligente.

Logicamente, um processo de evolução tecnológica como este é dominado por monopólios que respondem às minorias mais poderosas. Favorece o amplo acesso para determinados segmentos ou grupos sociais e gera uma assimetria em relação a outros grupos populacionais – carentes de importância para os interesses do capitalismo global – que os desconectam cada vez mais dos serviços que geram poder cultural e econômico. Esta massa de pessoas sem possibilidades reais de incidir de forma plena em um mundo profundamente interconectado, é chamada por alguns pesquisadores de “O Quarto Mundo”.

É nesse cenário internacional desigual que avança a sociedade cubana, que utiliza seu limitado acesso ao ciberespaço como ferramenta educativa ao serviço de seus cidadãos e para a difusão da verdade; ao mesmo tempo em que o maior império da história, mediante um bloqueio econômico e comercial, impede esta pequena ilha de obter os recursos necessários para estender os serviços na web a seu povo. Esse governo que nos ataca e seus aliados europeus geram campanhas midiáticas, em que divulgam falácias como o suposto temor do governo cubano em liberar o acesso pleno à internet e suas redes sociais, mas censura toda informação sobre a permanente agressão tecnológica que enfrenta nosso país.

Este cerco não tem precedentes na história desde a segunda metade do século passado, quando muitos dos avanços técnico-científicos se converteram em instrumentos indispensáveis para a cruzada contra o Socialismo, como parte da Guerra Fria.

A administração Obama aprovou milionários fundos dirigidos para fomentar esse “cibermercenarismo” na ilha; difamar sobre Cuba através das tecnologias de comunicação, assim como formar plataformas digitais desenhadas expressamente para evadir o controle do Estado cubano. O próprio jornal The New York Times publicou em junho de 2010 que a Casa Branca lidera um esforço global para criar uma “internet das sombras” e sistemas de telefonia móveis para “dissidentes” com o objetivo de “minar governos incômodos”. Esse plano inclui projetos secretos dirigidos a estabelecer redes independentes e garantir a vários usuários o acesso sem fio ao ciberespaço mediante plataformas portáteis (Wi-Fi), fáceis de transportar via fronteiras.

Nesta estratégia de ingerência, é considerado “legal” para o governo estadunidense fabricar “ciberdissidentes” ou mercenários virtuais orientados a difundir mensagens manipuladas ou incitar à desobediência civil em Cuba, empregando ferramentas como Twitter, Facebook, blogs e outros. Ante esta hostilidade permanente, não se descarta que, em um futuro imediato, sejam incrementadas ações subversivas na ilha, com o emprego das tecnologias e, inclusive, gerar ações de ciberguerra, que inclui a intervenção direta do Exército em uma guerra, sob a anuência das leis, apelando ao uso das redes informáticas que controlam as infraestruturas críticas de qualquer país.

De fato, a Casa Branca recentemente deu ao Departamento de Defesa a missão para desenvolver operações ofensivas no ciberespaço caso os Estados Unidos se vejam “ameaçados” por seus “adversários”. Se estas ações não forem suficientes para causar dano, se prevê aplicar a opção de intervenção militar. Para a materialização dessa estratégia, Obama criou a infraestrutura de um cibercomando, e seu marco legal foi chamado de “estratégia internacional norte-americana para o ciberespaço”.

A ciberguerra é potencializada pelo imperialismo para subverter outras nações, convertendo a Internet em um campo de batalha, onde se empregam como armas as ferramentas virtuais, computadores e redes digitais. Nesse esquema, a estratégia subversiva não é uma opção secundária, mas a preparação de uma guerra armada frontal, que sempre começa com a fabricação dos pretextos para uma invasão.

Contra Cuba, ela se materializa através da propagação permanente na web de conteúdos contrarrevolucionários por mercenários na ilha ou indivíduos e organizações anticubanas radicadas dentro do próprio território estadunidense e em países aliados na Europa.

O financiamento para estas atividades provém de 20 milhões de dólares anuais que o Congresso dos Estados Unidos destina para a subversão contra o país caribenho, o qual se canaliza através da USAID, organização especializada em planos desestabilizadores contra Cuba. Segundo um artigo publicado no site “As Razões de Cuba”, esta entidade recebeu cerca de 150 milhões de dólares desde 1990 para destruir a Revolução, sem obter êxito algum.

Este desperdício de dinheiro dos contribuintes norte-americanos causou preocupação no senador John Kerry, que, em 2010, questionou a utilidade real destes fundos ante a inefetividade das ações subversivas planejadas contra a ilha há décadas.

Outra organização desta mesma confraria, que também se incorporou à estratégia subversiva contra Cuba empregando componentes tecnológicos como instrumento essencial, é o IRI (Instituto Republicano Internacional), nascido em 1983 ante o auspício do então presidente Ronald Reagan.

No ano passado, a televisão, a imprensa escrita e as rádio cubanas revelaram os planos destinados a entregar equipamentos do IRI dirigidos a entregar equipes de comunicação a pessoas na ilha e criar plataformas digitais “independentes”. Elas têm o objetivo de “romper” o suposto bloqueio informativo; incrementar o acesso e o fluxo de informação sobre “democracia, direitos humanos e a livre empresa” a partir e dentro de Cuba, através de acesso sem censura à internet; particularmente objetivam prover tecnologia de ponta capaz de evitar as “restrições do governo cubano”, ação muito parecida à tentativa de desestabilização interna ocorrido em nações da África do Norte e Oriente Médio ou na fórmula empregada com a Líbia.

Nos últimos anos, o IRI financiou contratos para a manutenção e apoio de projetos tecnológicos em Cuba de caráter de ingerência. Eles custeiam viagens, consultorias, hardwares e hospedagens de administradores de redes, serviço de telefonia móvel e o apoio à criação de páginas virtuais por blogueiros ao serviço de Washington.

Essa estratégia, cuja finalidade à primeira vista parece inofensiva, como tenta fazer parecer o governo estadunidense e seus mercenários, é um plano concebido para a subversão e a espionagem contra nosso país. Para sua concretização, enviam emissários que viajam por toda ilha, fazem contatos, treinam e abastecem os cibermercenários. São atos ilegais do governo dos Estados Unidos.

Mas se fosse Cuba quem tentasse atacar os EUA introduzindo ilegalmente tecnologia para criar redes de “dissidentes”, não há dúvidas que seu governo interpretaria isso como um ato de guerra e o cibercomando do Pentágono, junto com a IV Frota, atacariam imediatamente nossa ilha.

Nessas aventuras subversivas com emprego de tecnologias de ponta, o IRI é acompanhado por outra ONG: a Fupad (Fundação Panamericana para o Desenvolvimento). Criada em 1962 por ordem da OEA e apoio da CIA, é uma das beneficiárias dos fundos da USAID para promover a desestabilização interna na ilha.

Segundo o site Cuba Money Proyect, no ano de 2007, de um total de 13,3 milhões de dólares distribuídos pela USAID, foi assinado um contrato de 2,3 milhões para apoiar a contrarrevolução em nosso país; e, em 2009, de um orçamento de 15,620 milhões de dólares, a Fupad recebeu três milhões para prejudicar a maior de todas as Antilhas. Este financiamento garantia aos mercenários o fornecimento de blackberries, celulares de última geração, Bgan e outros dispositivos, que precisam ser ativados a partir de outros países a custos elevados.

Depois desta análise, é inegável que Cuba figura como um furo dentro do esquema de subversão, delito eletrônico e ciberguerra patrocinados pelos Estados Unidos. Em sua legítima defesa, nosso país deve continuar aumentando sua incorporação ao processo global de desenvolvimento da tecnologias de informação para proporcionar o avanço socioeconômico que desejamos, mas também para fortalecer o combate ideológico da internet e de suas redes sociais.

Para uma nação que, segundo a União Internacional de Telecomunicações, ocupa o quarto lugar no mundo no potencial de emprego das tecnologias de informação (em um ranking de 152 nações), é um verdadeiro feito empregar suas capacidades na defesa ante um inimigo que não descansará de nos agredir. E pela simples razão de termos escolhido um destino diferente para nosso povo. Como afirmou nosso Comandante-chefe em sua reflexão no último 24 de janeiro, perduramos como a “A fruta que nunca caiu” no seio do império.





Fonte: vermelho.org

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Denúncia: Turquia se prepara para invadir Síria

A emissora pública de televisão Press TV informou nesta terça-feira (7), dando como fontes autoridades supremas do Irã, que, conforme o plano, preparado pelos EUA e outros países ocidentais, as tropas da Turquia planejam uma agressão armada dentro do território da Síria.

As tropas turcas, como afirma o canal televisivo, armarão os oposicionistas sírios, Israel atacará as bases militares sírias e derrubará Bashar al-Assad. Em seguida, virão as forças americanas junto com guerreiros wahabitas da Líbia.

O primeiro-ministro turco, Recep Erdogan, fez um discurso que sinaliza abertamente sua posição anti-governo sírio nesta terça.

"Milhares de pessoas, mortas na Síria, são muçulmanas, por isso o mundo está silencioso face à violência neste país e até a apoia", anunciou.

"A Síria é um país fraternal para a Turquia, por isso Ancara estará perto dos sírios e apoiará as suas exigências", disse o político.



Fonte: vermelho.org

Imagem: Google (colocada por este blog)

A pomba da paz de Obama, nos céus do Irã


O presidente Barack Obama falou sobre o Irã. Escolheu momento em que capturou a máxima atenção do público norte-americano – entrevista ao vivo, durante o show pré-jogo, na rede NBC, antes do Super Bowl, no domingo à noite [1].

Por MK Bhadrakumar*, no Indian Punchline

Na essência, Obama desqualificou e esvaziou todas as ardentes especulações sobre o que significaria o muito estranho “vazamento”, pela boca do secretário de Defesa Leon Panetta, da possibilidade de Israel atacar o Irã nos próximos três meses.

Li em algum lugar que o melhor favor que se pode prestar a um amigo embriagado que insiste em dirigir depois da festa, é roubar-lhe a chave do carro. Para obrigá-lo a chamar um táxi. Foi exatamente o que Obama fez.

Obama disse que EUA e Israel movem-se “de braços dados” na questão iraniana; que ele, Obama, não tem notícia alguma sobre qualquer decisão, em Israel, de atacar o Irã – “Não me consta que Israel já tenha decisão tomada sobre o que venham a fazer”.

Disse que seus assessores e colaboradores “não veem sinal algum de que o Irã tenha intenção ou capacidade” para atacar em solo dos EUA. E disse também, claro, que a diplomacia continua a ser a “solução preferencial” para resolver o impasse com o Irã. Tudo isso ajudou muito substancialmente a dissipar as nuvens de guerra que se vinham acumulando nos céus do Golfo Persa nas últimas semanas.

Na minha avaliação, a frase mais importante da fala de Obama foi a seguinte: “Mas os iranianos ainda não tomaram as medidas que têm de tomar, no plano diplomático. Os iranianos têm de declarar ao mundo: 'Vamos manter nosso programa nuclear pacífico; e não trabalharemos para construir armas atômicas'." – Não há aí, bem clara, uma fórmula para a paz?

Obama já não insiste que o Irã deva abdicar do direito legítimo de manter seu programa nuclear, nos termos autorizados pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear; por seu lado, o Irã pode ajudar a acertar as coisas, permitindo que se imponham novas salvaguardas, que aplacariam as apreensões da comunidade internacional sobre a verificabilidade das sempre repetidas intenções iranianas de não produzir armas atômicas.

A parte crucial de toda a fala é que Obama reconheceu abertamente que o programa nuclear iraniano, pelo menos como é hoje, continua a ser programa pacífico.

O mais fascinante do movimento político, me parece, é que Obama, político altamente cerebral, apontou também para outra direção, como se lá estivesse a mensagem principal. Disse ele: “Mereço um segundo mandato, mas não acabamos de fazer o que temos de fazer. Conseguimos avançar. Não vamos agora nos pôr a andar a esmo, noutra direção, que acabará por consumir o avanço que obtivemos”. E em seguida, como em sequência “normal”, Obama continuou a falar, durante grande parte da entrevista, sobre o Irã.

Parece-me que Obama, político excepcionalmente inteligente, decidiu voltar alguns passos atrás e impedir que a campanha eleitoral continue na trilha da bravata e dos maus modos. Foi como se Obama usasse aquela entrevista para dizer que, embora a campanha esteja só começando, ele não está interessado em jogar com a ‘carta’ iraniana.

Em outras palavras, foi como se dissesse que não vai misturar jogadas da política doméstica e a questão nuclear iraniana. Não há dúvidas de que Teerã perceberá o movimento de Obama – por mais que muitos “analistas” não se cansem de repetir que Obama não hesitará em ir à guerra contra o Irã, se entender que qualquer nova guerra o ajudará na campanha pela reeleição.

É evidente que estão em movimento vários canais subterrâneos de contatos. Meu palpite é que Obama acertou, ao optar por registrar os sinais positivos que vêm de Teerã, de que o país está interessado em retomar contatos construtivos. Evidentemente é preciso paciência para montar todo o quebra-cabeças persa. Mas fato é que o Irã fez de tudo para conquistar os inspetores da AIEA que visitaram o país na semana passada. E os inspetores informaram, satisfeitos, que voltarão em fevereiro, para uma segunda visita. Entre uma visita e outra, Obama falou.

*MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Online e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.



Fonte: Redecastorphoto. Traduzido pelo coletivo Vila Vudu

Imagem: Google (colocada por este blog)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pré-candidato à presidente dos EUA, sugere que país haja de "forma encoberta" na Síria

Newt Gingrich dá autógrafos no Stoney's Rockin Country, em Las Vegas, Nevada


Newt Gingrich, um dos pré-candidatos republicanos à Presidência dos Estados Unidos, sugeriu neste domingo que Washington aja de "forma encoberta" na Síria para tirar do poder o presidente Bashar al-Assad, sem recorrer a tropas próprias.

Gingrich, que disputa a indicação do partido republicano com o favorito Mitt Romney, disse no programa de televisão 'Face the Nation', da emissora CBS, que Washington poderia agir para ajudar na queda do regime sírio, que enfrenta uma rebelião, a qual tem reprimido com violência. "Penso que poderíamos fazer muitas coisas de forma encoberta, em termos de fornecimento de armas, de ajuda ao povo, aportando conselheiros", afirmou.

"Acho que deveríamos deixar claro ao mundo que Assar vai partir" e que é possível "reunir uma coalizão para se desfazer dele. Não acho que se tenha que utilizar tropas americanas", mas Washington deve agir com determinação para que "quem é contrário a Assad o saiba e consiga o apoio necessário para derrotá-lo", completou.

As declarações de Gingrich ocorrem um dia depois que Rússia e China vetaram um projeto de resolução condenando a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No domingo, ativistas reportaram que continuavam os bombardeios à cidade de Homs pelas tropas governamentais e asseguraram que 56 pessoas tinham morrido em diversos pontos do território sírio, a metade delas, civis. Grupos de oposição sustentam que mais de 6 mil pessoas morreram na Síria desde o início dos protestos.

As primárias republicanas de 2012
No dia 3 de janeiro, foi dada a largada para a escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama nas eleições presidenciais, no dia 6 de novembro de 2012. Trata-se de um longo processo de realização de primárias nos Estados e territórios americanos, durante o qual os eleitores elegerão delegados que participarão da Convenção Nacional do Partido Republicano, nos dias 27 e 30 de agosto.

Nas primárias, os eleitores vão às urnas e, por meio de voto secreto, escolhem os delegados que representam seus interesses. Além das primárias tradicionais (realizadas na maioria dos Estados), algumas unidades optam pelas caucuses: pequenas assembleias, geralmente compostas por militantes partidários, que têm a mesma função das primárias, mas com a principal diferença de que em uma caucus o voto é público.

As primárias e as caucuses possuem uma quantidade de delegados proporcional ao tamanho da população do Estado que representam, ao passo os pré-candidatos mais votados recebem um número de delegados proporcional à quantidade de votos obtidos. Em 2012, serão 38 primárias e 17 caucuses, que, juntas, distribuirão 2.286 delegados. Será candidato aquele que, na Convenção, obtiver os votos de ao menos 1.144 delegados.




Fonte: AFP. navalbrasil.com

Imagem: AP

Propaganda israelense simula explosão de usina do Irã pelo Mossad

Um comercial produzido e veiculado em Israel causou nova polêmica ao simular a explosão de uma usina nuclear iraniana por agentes do Mossad, serviço secreto israelense. O comercial foi produzido para anunciar um aplicativo de um canal de TV israelense para o tablete Galaxy, da Samsung.


Na peça publicitária, quatro agentes do Mossad chegam ao sul do Irã disfarçados de mulheres. Eles encontram outro agente do serviço secreto, que está entediado e por isso assiste a uma série de comédia israelense em seu tablet.

O agente começa a promover o aplicativo da rede de TV israelense e a mostrar seus benefícios. Um dos quatro agentes, no entanto, pega o tablet e aciona um aplicativo, curioso para saber sua função.

Nesse momento, no fundo da cena, uma usina explode e os agentes voltam-se para aquele que apertou o botão. “Que foi? Outra explosão misteriosa no Irã...”, defende-se o responsável pela explosão.



A peça publicitária foi criticada pelos iranianos que ameaçaram cortar as importações de produtos da Samsung no país. Membros do Parlamento Iraniano afirmaram que o comercial apresenta o Irã como uma sociedade primitiva e insinua que Israel é poderoso o bastante para destruir instalações iranianas.

Diante da polêmica, a Samsung divulgou um comunicado no qual condenou a produção do comercial. Além disso, a marca sul-coreana afirma que a peça publicitária foi completamente produzida pela emissora de televisão israelense e, portanto, a Samsung não possui responsabilidade sobre a produção.

Histórico

A polêmica se dá no momento em que o governo iraniano acusa o Mossad de causar explosões e assassinar cientistas do país que trabalham no desenvolvimento de energia atômica.

Segundo os iranianos, Israel estaria agindo juntamente com os Estados Unidos para atrasar ou até mesmo cessar a produção do país no setor. No último dia 11, o cientista nuclear iraniano Mustafá Ahmadi Roshan morreu após uma bomba explodir em seu carro, na Universidade de Teerã. Na ocasião, os iranianos acusaram novamente o Mossad e os norte-americanos, que negaram as suspeitas.

Tanto os EUA quanto Israel acusam o Irã de produzir energia nuclear com fins militares. Os iranianos também negam as denúncias.




Fonte: Opera Mundi


Fidel Castro: Nosso dever é lutar pela humanidade

Após dez meses de ausência, Fidel Castro reapareceu em público para apresentar um livro com suas memórias, e, em uma cerimônia em Havana, falou - entre outros temas - sobre a luta dos estudantes latino-americanos por um ensino gratuito e de qualidade, sobre o socialismo e os problemas econômicos, as ameaças à Síria, ao Irã e à Coreia do Norte, os avanços da ciência e da tecnologia e as Malvinas e a Venezuela.

Fidel, de 85 anos, fez em Havana uma apresentação dos dois volumes de Guerrilheiro do Tempo, da escritora e jornalista Katiuska Blanco, que tem como base conversas com o ex-presidente da ilha.

Vestido com uma jaqueta esportiva, o líder da Revolução cubana protagonizou um encontro ao seu estilo, conversando com os convidados durante seis horas. "Eu prefiro o velho relógio, óculos antigos, botas velhas e, em política, tudo novo", definiu. O trabalho apresentado abarca desde a sua infância até 1958, mas Fidel estava entusiasmado com a ideia de acrescentar outros volumes. "Eu tenho que aproveitar agora porque a memória se gasta", disse ele

Fidel destacou que a luta pelos interesses da humanidade deve prevalecer em um mundo marcado por ameaças e os avanços científicos e tecnológicos. "Já não há espaço apenas para os interesses nacionais, eles estão enquadrados nos interesses mundiais. O nosso dever é lutar até o último minuto, por nosso país, nosso planeta e pela humanidade", disse ele, ao afirmar que tinha sido um "equívoco" pensar que, no socialismo, os problemas econômicos estariam resolvidos.

Fidel aproveitou o lançamento, para discutir questões da atualidade. A este respeito, disse que lê centenas de notícias por dia, seguindo com particular interesse a situação na Venezuela, onde o presidente Hugo Chávez está liderando um "processo de transformação voltada para a inclusão social e a integração regional".

Questões como as lutas dos estudantes latino-americanos e do mundo por seus direitos, ameaças à Síria e ao Irã, as perspectivas da nanotecnologia e a importância da Internet, foram abordadas por ele.

O líder também destacou o papel da educação na formação de valores, e defendeu a educação gratuita e de qualidade. "A educação é a luta contra o instinto. Todos os instintos levam ao egoísmo, mas apenas a consciência pode nos levar à justiça", afirmou.

O ex-presidente da Ilha considerou “ridícula” a ideia de proteger a Europa com um escudo anti-míssil, antecipando que os Estados Unidos e os seus aliados europeus não conseguiriam convencer a Rússia a levar adiante o seu projeto.
Fidel também referiu-se às Malvinas, classificando-a como "aquele pedaço de terra confiscada da Argentina, onde os britânicos agora procuram extrair petróleo". Somou-se assim aos gestos de apoio em toda a região para a reivindicação argentina de soberania. Enquanto isso, a imprensa inglesa informou que o governo britânico decidiu enviar às ilhas um submarino nuclear.



Fonte: Vermelho.org

Síria: Rússia explica veto; imperialistas foram derrotados na ONU


O ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov explicou, neste domingo (5), por que a Rússia vetou uma resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU: nos termos em que estava redigida, a resolução seria unilateral e prejudicaria a Síria, se adotada.

O veto dos embaixadores da Rússia e China impediu que fosse aprovado o projeto de resolução encaminhado pelo Marrocos que exigia a imediata renúncia do presidente Bashar al-Assad. 13 dos 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram o projeto apoiado pela Liga Árabe e pelo ocidente.

As autoridades sírias têm atribuído a violência no país à ação de gangues armadas ligadas à al-Qaeda e outros bandos apoiados pelas potências ocidentais e informam que mais de 2 mil soldados e policiais já foram mortos.

Lavrov disse que, na sexta-feira (3) enviou à secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e ao embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, as emendas propostas pela Rússia ao texto do projeto a ser votado.

“Quem desse atenção àquelas emendas facilmente perceberia a racionalidade e a objetividade de nossa posição” — disse Lavrov.

Cenário líbio

Vários países ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolução que, de fato, autorizaria uma ação militar na Síria, mas a Rússia respondeu repetidas vezes que o furor com que o ocidente está tentando legitimar aquela ação militar na Síria obriga a temer que esteja em preparação a repetição de um “cenário líbio”.

Na Líbia, forças golpistas apoiadas pelos Estados Unidos e União Europeia derrubaram e assassinaram Muammar Gaddafi em outubro de 2011, depois de meses de combates, em cujo desfecho as forças da Otan e os bombardeios dessa organização agressiva tiveram influência decisiva.

Embora os termos do projeto que estava sendo votado tivessem sido suavizados, aparentemente para superar a oposição dos russos, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que, apesar das modificações, o projeto patrocinado pelo ocidente e pela Liga Árabe continuava a ser uma decisão “unilateral”.

Para o ministro russo, os grupos que estão provocando a violência na Síria teriam de ser conhecidos e examinados adequadamente — o que o Conselho de Segurança não fez em momento algum. Disse que o projeto agora vetado não impõe qualquer restrição à ação de grupos armados da oposição, e que a Rússia teme que, aprovada nos termos atuais, a resolução tornará impossível qualquer diálogo político nacional na Síria.

Além do mais, disse Lavrov, o projeto vetado incluía a exigência de que as forças regulares do estado sírio se retirassem imediatamente de cidades e vilas.

“Essa exigência, se não estiver acompanhada da exigência de que os grupos armados extremistas entreguem as armas, é absolutamente provocativa. Nenhum presidente que não esteja absolutamente derrotado e que se respeite jamais aceitará essa exigência, por mais ameaçado que esteja. E nada, em nenhum caso, justifica render-se e entregar o país a extremistas armados”, disse Lavrov.

Lei internacional


A embaixadora dos EUA na ONU Susan Rice disse no sábado (4) que “há meses esse Conselho está refém de dois membros. Esses membros escondem-se atrás de argumentos ocos e de interesses particulares, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer redação que pressione Assad a deixar o governo”. A embaixadora dos EUA aparentemente esquece as mais de 50 vezes em que o mesmo Conselho esteve refém de um único membro, exatamente os EUA, que vetaram, contra a maioria dos demais membros, todos os projetos de resolução que visavam a garantir direitos para os palestinos, contra os interesses de Israel.

O argumento da embaixadora estadunidense é revelador do quanto o imperialismo norte-americano menospreza o direito internacional e suas instituições e o caráter farsesco do multilateralismo da política exterior praticada pelo Departamento de Estado.

(...) A Rússia e a China já haviam vetado outro projeto de resolução, em outubro de 2011, que continha ameaças de sanções contra a Síria.

Lavrov disse também que outro problema do projeto agora vetado é a cláusula que exige que Assad deixe o governo.

A Rússia, dos principais apoiadores de Assad durante o levante contra seu governo, já dissera, no início da semana, que vetaria qualquer projeto de resolução que exigisse a renúncia de Assad e ameaçasse com “outras medidas” caso ele não concordasse. Moscou apresentou um texto alternativo de resolução, que os EUA criticaram por lhes parecer muito suave.

“Já dissemos várias vezes que não estamos protegendo Assad. Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em questões internas dos estados”, disse Lavrov.

Lavrov disse também que sábado (4), ele e o chefe dos Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Mikhail Fradkov, estarão na Síria, para encontro com o presidente al-Assad agendado para a terça-feira (7), cumprindo instruções do presidente Dmitry Medvedev.

Churkin, embaixador russo na ONU, disse, depois da votação no Conselho de Segurança: “O projeto de resolução que vetamos não reflete satisfatoriamente a realidade em campo na Síria, e enviaria sinais conflitantes às forças políticas na Síria.”

Perguntado por que a Rússia concordou inicialmente e, adiante, mudou seu voto, Churkin disse que a situação mudou ao longo do último mês, depois que a Liga Árabe expôs seus planos para a Síria.

Os chefes das delegações russa e chinesa disseram que os países esperam que a comunidade internacional continue a trabalhar para pôr fim à violência na Síria.

O governo da Síria nega qualquer envolvimento nos confrontos violentos em Homs nos últimos dias.

O episódio que teve como palco o Conselho de Segurança das Nações Unidas é uma derrota acachapante do imperialismo estadunidense, dos sionistas israelenses, dos países imperialistas da União Europeia, dos governos lacaios encastelados na Liga Árabe e da mídia reacionária em todo o mundo.

Todos agora dedicam-se a protestar contra os vetos russo e chinês e a elevar o tom das suas exigências de derrubada do governo sírio. Mas criou-se um novo quadro e os vetos russo e chinês neutralizaram por ora o ímpeto agressivo das potências imperialistas.




Fonte: Vermelho.org

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Malvinas: depois do ‘Dauntless’, agora é a vez dos submarinos nucleares

Escalada continua. Reino Unido já possui planos para enviar uma pequena força militar para o arquipélago caso seja necessário.

A Royal Navy enviará um submarino nuclear para o Atlântico Sul para proteger as ilhas Falklands das ameaças argentinas.

O Primeiro Ministro David Cameron aprovou pessoalmente os planos para que um dos mais sofisticados submarinos da classe Trafalgar siga para a região.

A chegada do submarino às águas do arquipélago deve ocorrer no mês de abril, quando será comemorado os 30 anos do início do conflito de 1982.

O submarino fornecerá um “cordão externo” e invisível na protecção das Ilhas Malvinas.

O envio vai enfurecer ainda mais o governo argentino e contribuirá para a deterioração das relações entre os dois países.

As tensões entre os dois países têm aumentado dramaticamente, após meses de debates na mídia sobre a soberania do território em disputa, que tem sido britânica desde a década de 1830.

A escalada na retórica levou o Reino Unido a enviar o HMS Dauntless, um contratorpedeiro classe Type 45, para o Atlântico Sul – um movimento definido como “provocador” por Buenos Aires.

E já havia uma discussão sobre a implantação “insensível” do duque de Cambridge nas Malvinas para uma turnê de seis semanas como piloto de helicóptero de resgate da RAF.

Ontem à noite o Ministério da Defesa se recusou a discutir o movimento de um dos navios mais letais da Marinha para o Atlântico sul. “Nós não comentamos o envio de submarinos por segurança operacional”, disse um porta-voz.

O submarino escolhido deverá fazer pelo menos duas visitas a Port Stanley, a capital, durante sua patrulha.

Fontes do Ministério da Defesa informaram que o navio levará uma equipe de técnicos em língua espanhola para monitorar as transmissões de rádio e comunicações na região.

Uma equipe de oficiais de alta patente do comando central conjunto em Northwood, perto de Londres, está coordenando uma série de comissões navais para marcar o aniversário do conflito, que custou as vidas de 255 soldados britânicos e 649 argentinos.

Eles também estão elaborando planos para lançar uma força militar em curto prazo caso seja necessário.

Ontem à noite (04/02), o almirante da reserva Richard Heaslip, Chefe do Estado-Maior durante o conflito das Malvinas, descreveu o valor de envio de um submarino a um potencial problema.

Ele disse:Os argentinos tinham uma boa marinha em 1982. Mas depois enviamos um submarino nuclear para lá eles voltaram para o porto e nunca mais ousaram aventurar-se.



FONTE: The Mail

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval




Rússia e China vetam resolução da ONU contra a Síria



A Rússia e a China vetaram na tarde deste sábado a resolução que vinha sendo preparada por países dentro do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) com base em um plano de paz da Liga Árabe e que pediria a renúncia do presidente da Síria, Bashar al-Assad, como uma medida para cessar a crise e os confrontos que, há 10 meses, deixaram milhares de mortos na Síria.

A reunião do CS era aguardada com grande expectativa pela comunidade internacional, à medida que se mantinham na Síria os relatos de repressão das forças de segurança da Damasco contra os críticos do regime, apesar da passagem de uma missão de observadores árabes no país.

Entre ontem e hoje, ainda, a revolta na Síria teve um de seus episódios mais sangrentos na cidade de Homs, onde, de acordo com organismos de oposição e de defesa dos direitos humanos, mais de 200 pessoas morreram no que foi descrito como um massacre.

A Rússia, aliado estratégico da Síria, vem se opondo desde o início da escalada da repressão contra uma medida que intervenha de modo direto na política de Damasco. Seu veto era previsível, resultado da postura oficial de não querer na Síria o mesmo que ocorreu com a intervenção internacional na Líbia.

Comentadores internacionais, todavia, apontaram que o voto da China não vinha sendo considerado. Para serem aprovadas, as resoluções do CS da ONU não podem ser obstruídas (receber veto) por nenhum dos cinco membros permanentes (Rússia, China, Estados Unidos, França e Reino Unido).

China e Rússia foram as únicas potências a votar contra o plano, gerando amplo desapontamento dos demais membros, como França e Alemanha, que expressaram sua decepção e reafirmaram o desejo de encerrar as mortes na Síria.

Uma das reações mais contundentes veio dos Estados Unidos, cujo discurso qualificou a posição de Moscou e Pequim como "vergonhosa". Contra Rússia e China, 13 países presentes no CS votaram a favor da resolução.

Os dois países mostraram coragem ao enfrentar a ofensiva americana para promover mais um massacre à democracia na África e Oriente Médio, tal como ocorreu no Afeganistão, no Iraque e na Líbia.





Fonte: vermelho.org
Imagem: google (colocada por este blog)

A hipocrisia na questão dos direitos humanos em Cuba


A mídia de direita no Brasil não perde um minuto. Como fizeram com Lula, agora o fazem com Dilma. O ataque é diário, seja sobre o que for. O tema da vez são os direitos humanos em Cuba. Como Dilma, presidente de um país “democrático” como o Brasil, pode fazer uma visita e apoiar um regime ditatorial controlado pelos irmãos Castro? Que absurdo.


Por Thomas Rotta, para o
blog Marx 21

Somente Dilma para não entender o que são direitos humanos, não é verdade? Logo ela, uma combatente da ditadura militar no Brasil! O bombardeio é constante. Entretanto, a questão sobre direitos humanos em Cuba é recheada de hipocrisia e moralismo, características típicas do discurso de direita no Brasil. Vejamos aqui o porquê.

Acusam Dilma de dar apoio político e econômico a uma ditadura que já dura mais de 50 anos. Mas por que não fazem o mesmo com, digamos, os presidentes dos EUA? Presidentes com Bush pai, Clinton, Bush filho e Obama fazem muito pior do que Dilma, e não há nenhum ataque a eles. Sim, da mesma forma que atacam Dilma, deveriam, estes mesmos jornais de direita, criticar os presidentes dos EUA. Vejamos algumas razões.

Primeiro, a China é a maior parceira comercial dos EUA. Como sabemos, o regime político chinês não é nada “democrático”. Há controle do partido comunista sobre sindicatos, controle da imprensa, controle de opinião, controle de dissidência etc. Sabemos que existem violações claras de direitos humanos no atual governo chinês. O que fazem os EUA contra isso? Nada, ou quase nada, se levarmos em consideração o apoio de Bush ao Dalai-Lama. Os EUA são o maior importador de produtos chineses no mundo. Milhares de empresas norte-americanas operam em território chinês. E, ainda mais, a China já é dona de boa parte dos ativos financeiros de Wall Street. Grande parte da dívida do Tesouro e das hipotecas nos EUA são agora propriedade dos chineses. Como assim?!? Como podem os EUA dar tanto suporte financeiro e econômico a uma ditadura como a chinesa?!?

Segundo, Mubarak, ex-ditador do Egito, foi por décadas o segundo maior receptor de “ajuda” financeira dos EUA, superado apenas por Israel. Isso mesmo. O ex-ditador egípcio Mubarak recebia diariamente a segunda maior quantia de ajuda financeira que os EUA disponibilizavam ao mundo. Isso mesmo. Os EUA financiavam uma ditadura que a eles convinha. Convinha por muitas razões, entre as quais o controle do canal de Suez e a paz temporária com Israel.

Terceiro, os EUA dão suporte militar e financeiro a muitas ditaduras no Oriente Médio a fim de garantir a oferta de petróleo a baixo custo.

Quarto, os EUA mantém em Cuba um centro internacional de tortura supra-jurídico, conhecido pelo nome de base de Guantánamo. Sim, os EUA torturam pessoas, e todo mundo sabe.

A Dilma faz uma visita à ilha cubana e não tem descanso. Tem que aguentar Folha, Estadão, Veja (aqui também) e Globo com essa hipocrisia de direitos humanos. Digo hipocrisia porque o discurso da direita midiática no Brasil, assim como no mundo, é totalmente assimétrico. Criticam Cuba mas se “esquecem” de fazer o mesmo com um grande país que está bem perto de Cuba e que tem 100 vezes o território da pequena ilha. Muito conveniente este esquecimento. Se querem criticar Dilma com tanto furor, que o façam também, com igual intensidade, com aqueles que praticam políticas muito piores.

O importante para os jornais de direita, que fique claro, não é defender os direitos humanos, mas sim atacar Dilma, seja pelo que for.




Fonte: vermelho.org

Imagem: google (colocada por este blog)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Rádio e TV Pirata dos EUA incita terrorismo em Cuba

Condenam agressões radioelétricas dos EUA contra Cuba

A Conferência Mundial de Radiocomunicações ratificou hoje o caráter ilegal das agressões radiais e televisivas que os Estados Unidos mantêm contra Cuba.

Com o apoio abrumador da comunidade internacional, uma iniciativa cubana a respeito foi aprovada sem necessidade de votação, indica uma nota de imprensa da Delegação Permanente de Cuba em Genebra.

O Chefe da delegação cubana à Conferência, Wilfredo López Rodríguez, Diretor de Regulações e Normas do Ministério de Informática e Comunicações, denunciou perante o fórum o aumento das interferências prejudiciais causadas pela agressão radioelétrica dos Estados Unidos.

Mais de 20 transmissores de radiodifusão de diferentes serviços sonoros e de televisão transmitem do território estadunidense mais de duas mil horas semanais de programação anticubana, incluídas alocuções em que se convoca à realização de atos terroristas, declarou López.

Acrescentou que nos dias 22 e 29 de dezembro de 2011 foram realizadas transmissões recorrendo a frequências adicionais, apesar de estarem inscritas no registro internacional para o uso de estações cubanas.

A Conferência Mundial de Radiocomunicações aprovou a iniciativa da maior das Antilhas de monitorar e informar na próxima reunião de 2015 sobre as interferências causadas pelos Estados Unidos aos serviços radiais e televisivos.

Esta decisão confirma a conclusão adotada na reunião anterior de 2007, quando se reconheceu a ilegalidade destas agressões.

Nessa oportunidade, declarou-se que uma estação de radiodifusão que funcione a bordo de uma aeronave e transmita unicamente para o território de outro país sem seu consentimento está contra o Regulamento de Radiodifusões.

Durante sua intervenção perante o plenário, o representante cubano declarou que seu país continuará defendendo todos os seus atributos de soberania, inclusive a administração de seu espaço radioelétrico.



Fonte: Prensa Latina

Peronistas apóiam reclamo argentino pelas Malvinas




Representantes da Corrente Peronista Nacional e seus jovens recusaram hoje a presença do príncipe britânico Guillermo nas ilhas Malvinas e marcharam face à embaixada do Reino Unido.









Ambos os agrupamentos manifestaram em um comunicado que uma vez mais a coroa britânica afirma com armamentos esse território para defender seus interesses econômicos colonialistas.

Com essas ações o Reino Unido recusa o diálogo sobre a soberania que lhe propõe o governo da presidenta Cristina Fernández, afirma o texto divulgado pela agência de notícias Télam.

"À proposta de diálogo responde-se desde Londres com prepotência militarista. Para nós este príncipe militar, vestido de conquistador, que vem a vistoriar às tropas de ocupação, não é bem-vindo", agrega o comunicado.

O movimento denominado Corrente Peronista Nacional realizou a marcha em frente à sede diplomática britânica, junto com outras organizações para expressar o desgosto pela presença imperial nas ilhas Malvinas.

Meios locais argentinos informaram que o príncipe Guillermo chegou ao arquipélago para cumprir sua missão como piloto de helicóptero, o qual foi qualificado pelo Ministério de Defesa britânico de debruçamento operativo de rotina.

Argentina mantém sua reclamo pela soberania das ilhas situadas a 480 quilômetros de sua costa, e criticou a presença de Guillermo, que se adiará durante seis semanas como membro das forças armadas de seu país.

"O povo argentino lamenta que o herdeiro real arribar ao solo pátrio com a farda do conquistador e não com a sabedoria do estadista que trabalha ao serviço da paz", assinalou nesta terça-feira o governo da presidenta Cristina Fernández.

A inícios deste ano a controvérsia entre ambos os países voltou a subir de tom, enquanto o premiê britânico, David Cameron, acusou de colonialista a Argentina por seus reclamos de soberania das ilhas, o qual foi refutado com firmeza por Buenos Aires.

Também se conheceu que nesta semana o Reino Unido enviou um moderno navio de guerra às ilhas do Atlântico sul, operação que denominou uma missão de rotina prevista com anterioridade.




Fonte: Prensa Latina

Secretário da ONU é recebido a pedradas e sapatadas em Gaza


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e seu comboio foram recebidos a pedradas e sapatadas na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira. A recusa do diplomata em se reunir com familiares de presos palestinos e em visitar casas destruídas por bombardeios israelenses irritaram a população, que o acusou de assumir uma postura parcial em relação a Israel.

Cerca de 40 parentes de presos palestinos detidos em Israel se reuniram na Passagem de Erez para protestar contra Ban. Além de pedras e sapatos, manifestantes traziam cartazes com as frases "Ban Ki-moon, muito parcial com Israel" e "Gaza vive na escuridão". A manifestação acabou por ofuscar o motivo central da visita de Ban a Gaza, cujo objetivo era mostrar os problemas humanitários sofridos pelos palestinos no local.

Irritados com a recusa do secretário em se reunir com familiares de presos palestinos, três homens jogaram sapatos no carro do diplomata - um ato de insulto para os árabes. Parentes formaram uma corrente humana em torno do comboio.
" Viemos aqui em uma mensagem simbólica ao senhor Ban Ki-moon. Palestinos de Gaza querem ter o direito de visitar suas crianças e entes queridos em prisões israelenses", disse Jamal Farwana, porta-voz das famílias dos prisioneiros.

Atualmente, 7 mil prisioneiros palestinos estão detidos em Israel. Desde 2006, parentes de presos de Gaza são impedidos de visitar seus entes queridos por causa das restrições impostas por Israel depois que o grupo extremista Hamas assumiu o poder do território árabe.

Em entrevista a repórteres, Ban tentou abafar a manifestação e agradeceu as "boas-vindas calorosas" do povo de Gaza. Durante sua passagem no território palestino, o secretário-geral da ONU não quis se encontrar com o Hamas. Ao invés, ele se reuniu com organizações de ajuda humanitária e direitos humanos.



Fonte: vermelho.org

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Em Cuba, Dilma condena bloqueio e reafirma parceria

Ao visitar Cuba pela primeira vez desde que assumiu o governo brasileiro, a presidente Dilma Rousseff condenou o bloqueio imposto à ilha pelos Estados Unidos há 50 anos. Segundo Dilma, a melhor forma de o Brasil ajudar o país caribenho é furar esse bloqueio e continuar investindo em parcerias que também são estratégicas para o Brasil.

"Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar aqui, a Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse. "A melhor forma de o Brasil ajudar Cuba é contribuir para acabar com esse processo, que eu considero que não leva a grande coisa, leva mais à pobreza das populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, do impedimento do comércio", disse.

Segundo ela, que chegou a Cuba na segunda (30), a cooperação estratégica com Cuba é favorável aos dois países, pois em áreas como biotecnologia o estado caribenho exibe uma estrutura excepcional e competente, enquanto o Brasil pode aportar uma alta capacidade tecnológica.

Depois de colocar uma oferenda floral no memorial dedicado a José Martí, heroi nacional de Cuba, Dilma destacou que seu governo tem o compromisso de contribuir com o povo da ilha, que impulsiona um processo de atualização econômica.

Dilma citou as iniciativas brasileiras em Cuba que ela considera estratégicas, como a política de crédito para compra de alimentos na ilha. Por meio de um crédito rotativo, o Brasil financia para Cuba a compra de produtos alimentícios brasileiros. Essa linha oferece US$ 400 milhões em crédito.

Além disso, o programa federal Mais Alimentos financia a compra de máquinas e equipamentos para a produção de alimentos em Cuba. Nessa modalidade, o crédito oferecido ao país caribenho é de US$ 200 milhões, de acordo com informações da própria presidente. "É impossível considerar correta a política de bloqueio de alimentos para um povo", enfatizou.

Dilma também destacou a parceria para a ampliação e modernização do Porto de Mariel, estratégico para o comércio externo do país. "Trata-se de um sistema logístico de exportações de bens", disse. Dos cerca de US$ 900 milhões investidos no porto, o Brasil contribui com cerca de US$ 640 milhões. "Nós achamos que é fundamental que se criem aqui condições de estabilidade para o desenvolvimento do povo cubano", disse a presidente, que deixará a ilha nesta quarta, rumo ao Haiti.

Havana e Brasília mantêm relação diplomáticas desde 1943 – interrompidas em 1964 e restabelecidas 22 anos depois – com laços que se fortaleceram a partir da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, uma tendência que permanece com a atual gestão. O Brasil é hoje o segundo maior parceiro comercial de Cuba na América Latina, depois apenas da Venezuela. Atualmente, quase 700 jovens brasileiros estudam na ilha.

Sem dupla moral

Na entrevista coletiva em Cuba, Dilma destacou que os direitos humanos não devem ser usados como arma política. Para a chefe de Estado brasileira, a questão deve ser tratada de uma forma mais abrangente e não como ferramenta para criticar apenas certos países. "O mundo precisa se comprometer em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de interesse político e ideológico. O mundo precisa se convencer que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso", disse a presidente.

Dilma afirmou que desrespeitos aos direitos humanos ocorrem em todas as nações, inclusive no Brasil, e citou como exemplo as violações denunciadas na base norte-americana de Guantânamo. A questão dos direitos humanos é com frequência utilizada pelos detratores de Cuba, que, por outro lado, não fazem as mesmas cobranças a outros países, a exemplo dos Estados Unidos e suas práticas de tortura.

"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós no Brasil temos o nosso. Então eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral", disse a presidente, em coletiva de imprensa. "Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também", encerrou a presidente, negando-se a engrossar o coro do discurso anticubano.




Fonte: vermelho.org

A Europa se curva ante os bancos

Do jornal francês Libération:

"A cena é a mesma, todos os dias": à hora do almoço, uma multidão silenciosa aglomera-se diante das grades da Câmara de Atenas, a dois passos da praça Omonia. Quantos são? Cem? Muitos mais?

“À noite, são duas ou três vezes mais”, diz, suspirando, Xanthi, uma mulher jovem que a Câmara encarregou de “controlar a multidão”. O ambiente fica tenso, quando os portões finalmente se abrem e as pessoas formam uma longa fila até ao balcão onde lhes é entregue uma Coca-Cola light e uma espécie de puré de batata, numa tigela de plástico.

Ouvem-se gritos e discussões. Tem de ser tudo muito rápido: a distribuição demora apenas meia hora. No meio de um certo número de marginais e de idosos que usam roupas velhas, destaca-se de imediato uma nova categoria de cidadãos, até agora pouco habituados a mendigar alimentos.”

Hoje, divulgou-se o nível de desemprego na zona do Euro em 2011: 10,4%. O maior, na Espanha (23%), mas taxas muito altas em países como Portugal (13,6%), França (9,8%) e Itália (8,6%).

Cenas e números quase inacreditáveis para nós, que crescemos vendo o capitalismo europeu como a possibilidade de um estado de bem-estar social mesmo dentro deste sistema econômico.

O welfare-state, em nome da eficiência, foi sendo paulatinamente desmontado em nome da eficiência. Princípios dos partidos socialistas europeus, como a estatização do sistema bancário, bandeira de François Mitterrand, abandonados e tratados como “velharia de ideias” , obsoletas.

E, como a Europa do capitalismo social não reformou o sistema bancário, colocando-lhe algum nível de controle social, o sistema bancário reformou a Europa, colocando a sociedade europeia sob seu controle.



Fonte: Tijolaço - O Blog do Brizola Neto

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Yoani Sánchez: Blogueira ou Mercenária?



Por Altamiro Borges

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.




Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.


A falsa “jornalista independente”


Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.


Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.


Subsídios e “prêmios” internacionais


Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.


Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.


O falso prestígio da blogueira


Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.


Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.


O “ciberbestiário” de Yoani Sánchez


A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:


- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;

- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;

- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;

- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;

- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;

- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;

- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;

- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.



Mentiras sobre censura e perseguição


Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.


Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões. “Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.


O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova
.




Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com (Blog do Miro)

Fracassa campanha da mídia contra Cuba no Brasil




Fracassa campanha da mídia contra Cuba no Brasil

Iroel Sánchez - Blog La pupila insomne.- Apesar do interesse de alguns meios de comunicação para prejudicar a imagem de Cuba no Brasil, a propósito da visita que Dilma Rousseff a iIlha, importantes personalidades desse país tem desmentido essa campanha e reafirmando seu respeito pela Revolução Cubana.


O diário O Globo publicou declarações realizadas em Davos pelo chanceler brasileiro Antonio Patriota:

“…em Davos, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, deixou claro que não haverá manifestações públicas de crítica aos cubanos neste campo [direitos humanos], e deu uma espetada nos Estados Unidos, quando disse:

“— Não há uma situação que nos pareça de emergência em Cuba. Há outras situações muito preocupantes, incluindo a situação em Guantânamo – disse, referindo-se a prisão em que os EE.UU. mantém prisioneiros suspeitos de terrorismo.

(…)
“Há zonas muito interessantes em que trabalhar em conjunto com Cuba para melhorar a situação dos direitos humanos e a situação das populações vulneraveis, como os haitianos. Graças a ação dos médicos cubanos no Haití, a epidemia de cólera foi controlada.”

Por sua parte, o importante escritor Fernando Morais, durante o Foro Social Mundial em Porto Alegre declaro respeito a promoção que grandes meios de comunicação tem realizado ao redor da blogueira Yoani Sánchez: “Em nome de minhas convicções, não possodo apoiar uma mulher que tem dedicado sua vida a lutar contra a Revolução”

“Sou um defensor da liberdade de expressão. Em primeiro, eu defendo o direito de 11 milhões de cubanos que estão sendo pisoteados pelos estadunidenses “, disse Morais na sexta-feira 27, durante o debate sobre Los últimos soldados de la Guerra Fría – o livro que escreveu sobre a detenção e condenação dos Cinco cubanos presos políticos nos Estados Unidos. “Eu não vou mover um palito para que essa mulher venha ao Brasil”, disse, acrescentando: “Já perdi a inocência dos Estados Unidos. Na política externa, não há a menor diferença entre um democrata ou um republicano. "

Em troca o escritor disse que em Cuba não existe crianças pedindo esmolas nas ruas, tampouco analfabetismo, nem (caso único no hemisfério Sul) desnutrição infantil, e sua taxa de mortalidade infantil é a metade da dos Estados Unidos.

“Tudo isso foi conquistado apesar do bloqueio que dificulta o desenvolvimento de Cuba. O boicote começo nos años 60 e foi reforçado nos anos 90 pelo governo do ex-presidente Bill Clinton, que pertencia ao Partido Democrata, em teoría, mas a esquerda, dentro daquilo que pode ser considerado esquerda nos Estados Unidos”, disse o autor de livros muito populares no Brasil como Olga y añadió que o bloqueio econômico que os EE.UU. impõe a Cuba é muito mais prejudicial do que a gente sonha pensar: “É uma metralhadora apontando para a cabeça da economía cubana”.

Segundo Morais a administração Obama “não mudou absolutamente nada” na política exterior norteamericana, apesar das expectativas criadas. “Eu não creio que tenha nenhuma distinção na relação entre Cuba e os Estados Unidos sob a liderança do atual titular..”, disse. “Recordo um cartaz que foi colocado na entrada de La Habana, quando o Papa João Paulo II foi alí em 1998: Esta noite 200 milhões de crianças vão dormir na rua no mundo. Nenhuma delas é cubana”, lembrou o intelectual brasileiro.

Também um grupo de pessoas tem lançado através da Internet uma petição pública que ja se tem somado 87 empresas rechaçando que a Yoani Sánchez tenha permição de ingresar no Brasil, por “ser declaradamente uma mercenária”, com a alegação de colocar um linkcom a publicação no site Jornal de Brasil da entrevista fizeram do historiador francês Salim Lamrani.



Fonte: cubainformacion


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