Tempestades e fortunas no Deserto
Safari no Eldorado negro
A dança do Urso
Tempo de Mentiras
Fonte: DOCVERDADE
A tensão entre a Argentina e a Grã-Bretanha pela soberania das Ilhas Malvinas aumentou nos últimos dias quando a contenda está próxima de seu 30º aniversário. Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), a presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, denuncia que realmente está por trás desta investida da Grã-Bretanha.
De acordo com Socorro, “o que o Reino Unido busca com esta postura colonialista é, além de desviar a atenção da grave crise econômica em que está mergulhado, explorar os recursos naturais, como o petróleo, e posicionar suas naves de guerra em um ponto estratégico”. Segundo ela, “o Reino Unido faz da ocupação ilegal das Malvinas base para as operações da Otan na região”, denuncia.
A ocupação das Ilhas Malvinas é apenas a parte mais visível do problema do colonialismo em nossa região. O Reino Unido possui ainda em águas do Atlântico Sul três outras colônias, as ilhas de Ascensão, Santa Helena e Tristão e Cunha, pequenas localidades que servem de apoio para operações militares.
A ilha de Ascensão é utilizada como ponto de apoio para o deslocamento de tropas estadunidenses que partem da base militar de Palanquero, na Colômbia, com destino ao continente africano.
Segundo o informativo canadense Mondialisation, os EUA estariam por trás de parte da oposição russa. Em artigo de autoria de Jean-Marie Chauvier, em francês do último dia 3 de fevereiro – com reprodução parcial em português do blog do jornalista brasileiro Renato Pompeu –, os Estados Unidos ajudam, de diferentes modos, os oposicionistas na Rússia.
O discurso - proferido na Casa Rosada na presença de membros do governo e da oposição, servidores públicos, governadores e ex-veteranos da Guerra das Malvinas - havia sido anunciado na manhã de hoje como um ato em nome da soberania das ilhas, território sob posse dos britânicos desde 1833 e que levou os dois países à guerra em 1982. Nele, Kirchner seguiu a postura adotada nos últimos meses, no qual a Argentina contou com o apoio dos vizinhos latinos na crítica a Londres, que reagiu anunciando o envio de navios para a comemoração do conflito, que em 2012 completa 30 anos.
"As Malvinas se transformaram em uma causa dos americanos", defendeu. "Estão militarizando o Atlântico Sul mais uma vez. Não podemos interpretar de nenhum outro modo o envio de um destróier (...) acompanhado do herdeiro real, a quem gostaríamos de ver com roupas civis e não com farda militar", disse em referência à presença do príncipe William. "No ano que vem cumprem-se 180 anos da usurpação das Malvinas (...). É um anacronismo manter colônias no século XXI".
Kirchner aproveitou o contexto para anunciar a publicação de um relatório secreto sobre a atuação do regime militar argentino durante a Guerra das Malvinas. O chamado Relatório Rattenbach será analisado por uma comissão integrada pelo Ministério da Defesa e pela Chancelaria, que em 30 dias determinará se algum conteúdo do documento não deve ser revelado para não comprometer a segurança interna, a defesa ou as relações exteriores da Argentina.
O relatório foi elaborado em 1982 pelo tenente-general Benjamín Rattenbach a partir da investigação e análise do desempenho e responsabilidades da condução política e estratégico-militar do conflito. Em novembro de 1983, o documento foi classificado como secreto político e militar pela então ditadura argentina. A Guerra das Malvinas se estendeu de 2 de abril a 14 de junho de 1982, matando 255 britânicos, 649 argentinos e 3 moradores do arquipélago.
Com informações de CNN e EFE.
As tropas turcas, como afirma o canal televisivo, armarão os oposicionistas sírios, Israel atacará as bases militares sírias e derrubará Bashar al-Assad. Em seguida, virão as forças americanas junto com guerreiros wahabitas da Líbia.
O primeiro-ministro turco, Recep Erdogan, fez um discurso que sinaliza abertamente sua posição anti-governo sírio nesta terça.
"Milhares de pessoas, mortas na Síria, são muçulmanas, por isso o mundo está silencioso face à violência neste país e até a apoia", anunciou.
"A Síria é um país fraternal para a Turquia, por isso Ancara estará perto dos sírios e apoiará as suas exigências", disse o político.
Fonte: vermelho.org
Imagem: Google (colocada por este blog)

Na essência, Obama desqualificou e esvaziou todas as ardentes especulações sobre o que significaria o muito estranho “vazamento”, pela boca do secretário de Defesa Leon Panetta, da possibilidade de Israel atacar o Irã nos próximos três meses.
Li em algum lugar que o melhor favor que se pode prestar a um amigo embriagado que insiste em dirigir depois da festa, é roubar-lhe a chave do carro. Para obrigá-lo a chamar um táxi. Foi exatamente o que Obama fez.
Obama disse que EUA e Israel movem-se “de braços dados” na questão iraniana; que ele, Obama, não tem notícia alguma sobre qualquer decisão, em Israel, de atacar o Irã – “Não me consta que Israel já tenha decisão tomada sobre o que venham a fazer”.
Disse que seus assessores e colaboradores “não veem sinal algum de que o Irã tenha intenção ou capacidade” para atacar em solo dos EUA. E disse também, claro, que a diplomacia continua a ser a “solução preferencial” para resolver o impasse com o Irã. Tudo isso ajudou muito substancialmente a dissipar as nuvens de guerra que se vinham acumulando nos céus do Golfo Persa nas últimas semanas.
Na minha avaliação, a frase mais importante da fala de Obama foi a seguinte: “Mas os iranianos ainda não tomaram as medidas que têm de tomar, no plano diplomático. Os iranianos têm de declarar ao mundo: 'Vamos manter nosso programa nuclear pacífico; e não trabalharemos para construir armas atômicas'." – Não há aí, bem clara, uma fórmula para a paz?
Obama já não insiste que o Irã deva abdicar do direito legítimo de manter seu programa nuclear, nos termos autorizados pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear; por seu lado, o Irã pode ajudar a acertar as coisas, permitindo que se imponham novas salvaguardas, que aplacariam as apreensões da comunidade internacional sobre a verificabilidade das sempre repetidas intenções iranianas de não produzir armas atômicas.
A parte crucial de toda a fala é que Obama reconheceu abertamente que o programa nuclear iraniano, pelo menos como é hoje, continua a ser programa pacífico.
O mais fascinante do movimento político, me parece, é que Obama, político altamente cerebral, apontou também para outra direção, como se lá estivesse a mensagem principal. Disse ele: “Mereço um segundo mandato, mas não acabamos de fazer o que temos de fazer. Conseguimos avançar. Não vamos agora nos pôr a andar a esmo, noutra direção, que acabará por consumir o avanço que obtivemos”. E em seguida, como em sequência “normal”, Obama continuou a falar, durante grande parte da entrevista, sobre o Irã.
Parece-me que Obama, político excepcionalmente inteligente, decidiu voltar alguns passos atrás e impedir que a campanha eleitoral continue na trilha da bravata e dos maus modos. Foi como se Obama usasse aquela entrevista para dizer que, embora a campanha esteja só começando, ele não está interessado em jogar com a ‘carta’ iraniana.
Em outras palavras, foi como se dissesse que não vai misturar jogadas da política doméstica e a questão nuclear iraniana. Não há dúvidas de que Teerã perceberá o movimento de Obama – por mais que muitos “analistas” não se cansem de repetir que Obama não hesitará em ir à guerra contra o Irã, se entender que qualquer nova guerra o ajudará na campanha pela reeleição.
É evidente que estão em movimento vários canais subterrâneos de contatos. Meu palpite é que Obama acertou, ao optar por registrar os sinais positivos que vêm de Teerã, de que o país está interessado em retomar contatos construtivos. Evidentemente é preciso paciência para montar todo o quebra-cabeças persa. Mas fato é que o Irã fez de tudo para conquistar os inspetores da AIEA que visitaram o país na semana passada. E os inspetores informaram, satisfeitos, que voltarão em fevereiro, para uma segunda visita. Entre uma visita e outra, Obama falou.
*MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Online e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.
Fonte: Redecastorphoto. Traduzido pelo coletivo Vila Vudu
Imagem: Google (colocada por este blog)
Newt Gingrich dá autógrafos no Stoney's Rockin Country, em Las Vegas, Nevada
Newt Gingrich, um dos pré-candidatos republicanos à Presidência dos Estados Unidos, sugeriu neste domingo que Washington aja de "forma encoberta" na Síria para tirar do poder o presidente Bashar al-Assad, sem recorrer a tropas próprias.
Gingrich, que disputa a indicação do partido republicano com o favorito Mitt Romney, disse no programa de televisão 'Face the Nation', da emissora CBS, que Washington poderia agir para ajudar na queda do regime sírio, que enfrenta uma rebelião, a qual tem reprimido com violência. "Penso que poderíamos fazer muitas coisas de forma encoberta, em termos de fornecimento de armas, de ajuda ao povo, aportando conselheiros", afirmou.
"Acho que deveríamos deixar claro ao mundo que Assar vai partir" e que é possível "reunir uma coalizão para se desfazer dele. Não acho que se tenha que utilizar tropas americanas", mas Washington deve agir com determinação para que "quem é contrário a Assad o saiba e consiga o apoio necessário para derrotá-lo", completou.
As declarações de Gingrich ocorrem um dia depois que Rússia e China vetaram um projeto de resolução condenando a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No domingo, ativistas reportaram que continuavam os bombardeios à cidade de Homs pelas tropas governamentais e asseguraram que 56 pessoas tinham morrido em diversos pontos do território sírio, a metade delas, civis. Grupos de oposição sustentam que mais de 6 mil pessoas morreram na Síria desde o início dos protestos.
As primárias republicanas de 2012
No dia 3 de janeiro, foi dada a largada para a escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama nas eleições presidenciais, no dia 6 de novembro de 2012. Trata-se de um longo processo de realização de primárias nos Estados e territórios americanos, durante o qual os eleitores elegerão delegados que participarão da Convenção Nacional do Partido Republicano, nos dias 27 e 30 de agosto.
Nas primárias, os eleitores vão às urnas e, por meio de voto secreto, escolhem os delegados que representam seus interesses. Além das primárias tradicionais (realizadas na maioria dos Estados), algumas unidades optam pelas caucuses: pequenas assembleias, geralmente compostas por militantes partidários, que têm a mesma função das primárias, mas com a principal diferença de que em uma caucus o voto é público.
As primárias e as caucuses possuem uma quantidade de delegados proporcional ao tamanho da população do Estado que representam, ao passo os pré-candidatos mais votados recebem um número de delegados proporcional à quantidade de votos obtidos. Em 2012, serão 38 primárias e 17 caucuses, que, juntas, distribuirão 2.286 delegados. Será candidato aquele que, na Convenção, obtiver os votos de ao menos 1.144 delegados.
Fonte: AFP. navalbrasil.com
Imagem: AP

Fidel, de 85 anos, fez em Havana uma apresentação dos dois volumes de Guerrilheiro do Tempo, da escritora e jornalista Katiuska Blanco, que tem como base conversas com o ex-presidente da ilha.
Vestido com uma jaqueta esportiva, o líder da Revolução cubana protagonizou um encontro ao seu estilo, conversando com os convidados durante seis horas. "Eu prefiro o velho relógio, óculos antigos, botas velhas e, em política, tudo novo", definiu. O trabalho apresentado abarca desde a sua infância até 1958, mas Fidel estava entusiasmado com a ideia de acrescentar outros volumes. "Eu tenho que aproveitar agora porque a memória se gasta", disse ele
Fidel destacou que a luta pelos interesses da humanidade deve prevalecer em um mundo marcado por ameaças e os avanços científicos e tecnológicos. "Já não há espaço apenas para os interesses nacionais, eles estão enquadrados nos interesses mundiais. O nosso dever é lutar até o último minuto, por nosso país, nosso planeta e pela humanidade", disse ele, ao afirmar que tinha sido um "equívoco" pensar que, no socialismo, os problemas econômicos estariam resolvidos.
Fidel aproveitou o lançamento, para discutir questões da atualidade. A este respeito, disse que lê centenas de notícias por dia, seguindo com particular interesse a situação na Venezuela, onde o presidente Hugo Chávez está liderando um "processo de transformação voltada para a inclusão social e a integração regional".
Questões como as lutas dos estudantes latino-americanos e do mundo por seus direitos, ameaças à Síria e ao Irã, as perspectivas da nanotecnologia e a importância da Internet, foram abordadas por ele.
O líder também destacou o papel da educação na formação de valores, e defendeu a educação gratuita e de qualidade. "A educação é a luta contra o instinto. Todos os instintos levam ao egoísmo, mas apenas a consciência pode nos levar à justiça", afirmou.
O ex-presidente da Ilha considerou “ridícula” a ideia de proteger a Europa com um escudo anti-míssil, antecipando que os Estados Unidos e os seus aliados europeus não conseguiriam convencer a Rússia a levar adiante o seu projeto.
Fidel também referiu-se às Malvinas, classificando-a como "aquele pedaço de terra confiscada da Argentina, onde os britânicos agora procuram extrair petróleo". Somou-se assim aos gestos de apoio em toda a região para a reivindicação argentina de soberania. Enquanto isso, a imprensa inglesa informou que o governo britânico decidiu enviar às ilhas um submarino nuclear.
Fonte: Vermelho.org
O ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov explicou, neste domingo (5), por que a Rússia vetou uma resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU: nos termos em que estava redigida, a resolução seria unilateral e prejudicaria a Síria, se adotada.O veto dos embaixadores da Rússia e China impediu que fosse aprovado o projeto de resolução encaminhado pelo Marrocos que exigia a imediata renúncia do presidente Bashar al-Assad. 13 dos 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram o projeto apoiado pela Liga Árabe e pelo ocidente.
As autoridades sírias têm atribuído a violência no país à ação de gangues armadas ligadas à al-Qaeda e outros bandos apoiados pelas potências ocidentais e informam que mais de 2 mil soldados e policiais já foram mortos.
Lavrov disse que, na sexta-feira (3) enviou à secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e ao embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, as emendas propostas pela Rússia ao texto do projeto a ser votado.
“Quem desse atenção àquelas emendas facilmente perceberia a racionalidade e a objetividade de nossa posição” — disse Lavrov.
Cenário líbio
Vários países ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolução que, de fato, autorizaria uma ação militar na Síria, mas a Rússia respondeu repetidas vezes que o furor com que o ocidente está tentando legitimar aquela ação militar na Síria obriga a temer que esteja em preparação a repetição de um “cenário líbio”.
Na Líbia, forças golpistas apoiadas pelos Estados Unidos e União Europeia derrubaram e assassinaram Muammar Gaddafi em outubro de 2011, depois de meses de combates, em cujo desfecho as forças da Otan e os bombardeios dessa organização agressiva tiveram influência decisiva.
Embora os termos do projeto que estava sendo votado tivessem sido suavizados, aparentemente para superar a oposição dos russos, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que, apesar das modificações, o projeto patrocinado pelo ocidente e pela Liga Árabe continuava a ser uma decisão “unilateral”.
Para o ministro russo, os grupos que estão provocando a violência na Síria teriam de ser conhecidos e examinados adequadamente — o que o Conselho de Segurança não fez em momento algum. Disse que o projeto agora vetado não impõe qualquer restrição à ação de grupos armados da oposição, e que a Rússia teme que, aprovada nos termos atuais, a resolução tornará impossível qualquer diálogo político nacional na Síria.
Além do mais, disse Lavrov, o projeto vetado incluía a exigência de que as forças regulares do estado sírio se retirassem imediatamente de cidades e vilas.
“Essa exigência, se não estiver acompanhada da exigência de que os grupos armados extremistas entreguem as armas, é absolutamente provocativa. Nenhum presidente que não esteja absolutamente derrotado e que se respeite jamais aceitará essa exigência, por mais ameaçado que esteja. E nada, em nenhum caso, justifica render-se e entregar o país a extremistas armados”, disse Lavrov.
Lei internacional
A embaixadora dos EUA na ONU Susan Rice disse no sábado (4) que “há meses esse Conselho está refém de dois membros. Esses membros escondem-se atrás de argumentos ocos e de interesses particulares, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer redação que pressione Assad a deixar o governo”. A embaixadora dos EUA aparentemente esquece as mais de 50 vezes em que o mesmo Conselho esteve refém de um único membro, exatamente os EUA, que vetaram, contra a maioria dos demais membros, todos os projetos de resolução que visavam a garantir direitos para os palestinos, contra os interesses de Israel.
O argumento da embaixadora estadunidense é revelador do quanto o imperialismo norte-americano menospreza o direito internacional e suas instituições e o caráter farsesco do multilateralismo da política exterior praticada pelo Departamento de Estado.
(...) A Rússia e a China já haviam vetado outro projeto de resolução, em outubro de 2011, que continha ameaças de sanções contra a Síria.
Lavrov disse também que outro problema do projeto agora vetado é a cláusula que exige que Assad deixe o governo.
A Rússia, dos principais apoiadores de Assad durante o levante contra seu governo, já dissera, no início da semana, que vetaria qualquer projeto de resolução que exigisse a renúncia de Assad e ameaçasse com “outras medidas” caso ele não concordasse. Moscou apresentou um texto alternativo de resolução, que os EUA criticaram por lhes parecer muito suave.
“Já dissemos várias vezes que não estamos protegendo Assad. Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em questões internas dos estados”, disse Lavrov.
Lavrov disse também que sábado (4), ele e o chefe dos Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Mikhail Fradkov, estarão na Síria, para encontro com o presidente al-Assad agendado para a terça-feira (7), cumprindo instruções do presidente Dmitry Medvedev.
Churkin, embaixador russo na ONU, disse, depois da votação no Conselho de Segurança: “O projeto de resolução que vetamos não reflete satisfatoriamente a realidade em campo na Síria, e enviaria sinais conflitantes às forças políticas na Síria.”
Perguntado por que a Rússia concordou inicialmente e, adiante, mudou seu voto, Churkin disse que a situação mudou ao longo do último mês, depois que a Liga Árabe expôs seus planos para a Síria.
Os chefes das delegações russa e chinesa disseram que os países esperam que a comunidade internacional continue a trabalhar para pôr fim à violência na Síria.
O governo da Síria nega qualquer envolvimento nos confrontos violentos em Homs nos últimos dias.
O episódio que teve como palco o Conselho de Segurança das Nações Unidas é uma derrota acachapante do imperialismo estadunidense, dos sionistas israelenses, dos países imperialistas da União Europeia, dos governos lacaios encastelados na Liga Árabe e da mídia reacionária em todo o mundo.
Todos agora dedicam-se a protestar contra os vetos russo e chinês e a elevar o tom das suas exigências de derrubada do governo sírio. Mas criou-se um novo quadro e os vetos russo e chinês neutralizaram por ora o ímpeto agressivo das potências imperialistas.
Fonte: Vermelho.org
O Primeiro Ministro David Cameron aprovou pessoalmente os planos para que um dos mais sofisticados submarinos da classe Trafalgar siga para a região.
A chegada do submarino às águas do arquipélago deve ocorrer no mês de abril, quando será comemorado os 30 anos do início do conflito de 1982.
O submarino fornecerá um “cordão externo” e invisível na protecção das Ilhas Malvinas.
O envio vai enfurecer ainda mais o governo argentino e contribuirá para a deterioração das relações entre os dois países.
As tensões entre os dois países têm aumentado dramaticamente, após meses de debates na mídia sobre a soberania do território em disputa, que tem sido britânica desde a década de 1830.
A escalada na retórica levou o Reino Unido a enviar o HMS Dauntless, um contratorpedeiro classe Type 45, para o Atlântico Sul – um movimento definido como “provocador” por Buenos Aires.
E já havia uma discussão sobre a implantação “insensível” do duque de Cambridge nas Malvinas para uma turnê de seis semanas como piloto de helicóptero de resgate da RAF.
Ontem à noite o Ministério da Defesa se recusou a discutir o movimento de um dos navios mais letais da Marinha para o Atlântico sul. “Nós não comentamos o envio de submarinos por segurança operacional”, disse um porta-voz.
O submarino escolhido deverá fazer pelo menos duas visitas a Port Stanley, a capital, durante sua patrulha.
Fontes do Ministério da Defesa informaram que o navio levará uma equipe de técnicos em língua espanhola para monitorar as transmissões de rádio e comunicações na região.
Uma equipe de oficiais de alta patente do comando central conjunto em Northwood, perto de Londres, está coordenando uma série de comissões navais para marcar o aniversário do conflito, que custou as vidas de 255 soldados britânicos e 649 argentinos.
Eles também estão elaborando planos para lançar uma força militar em curto prazo caso seja necessário.
Ontem à noite (04/02), o almirante da reserva Richard Heaslip, Chefe do Estado-Maior durante o conflito das Malvinas, descreveu o valor de envio de um submarino a um potencial problema.
Ele disse: “Os argentinos tinham uma boa marinha em 1982. Mas depois enviamos um submarino nuclear para lá eles voltaram para o porto e nunca mais ousaram aventurar-se. “
FONTE: The Mail
TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval

A mídia de direita no Brasil não perde um minuto. Como fizeram com Lula, agora o fazem com Dilma. O ataque é diário, seja sobre o que for. O tema da vez são os direitos humanos em Cuba. Como Dilma, presidente de um país “democrático” como o Brasil, pode fazer uma visita e apoiar um regime ditatorial controlado pelos irmãos Castro? Que absurdo.Fonte: vermelho.org
Imagem: google (colocada por este blog)
Condenam agressões radioelétricas dos EUA contra Cuba
Cerca de 40 parentes de presos palestinos detidos em Israel se reuniram na Passagem de Erez para protestar contra Ban. Além de pedras e sapatos, manifestantes traziam cartazes com as frases "Ban Ki-moon, muito parcial com Israel" e "Gaza vive na escuridão". A manifestação acabou por ofuscar o motivo central da visita de Ban a Gaza, cujo objetivo era mostrar os problemas humanitários sofridos pelos palestinos no local.Irritados com a recusa do secretário em se reunir com familiares de presos palestinos, três homens jogaram sapatos no carro do diplomata - um ato de insulto para os árabes. Parentes formaram uma corrente humana em torno do comboio.
" Viemos aqui em uma mensagem simbólica ao senhor Ban Ki-moon. Palestinos de Gaza querem ter o direito de visitar suas crianças e entes queridos em prisões israelenses", disse Jamal Farwana, porta-voz das famílias dos prisioneiros.
Atualmente, 7 mil prisioneiros palestinos estão detidos em Israel. Desde 2006, parentes de presos de Gaza são impedidos de visitar seus entes queridos por causa das restrições impostas por Israel depois que o grupo extremista Hamas assumiu o poder do território árabe.
Em entrevista a repórteres, Ban tentou abafar a manifestação e agradeceu as "boas-vindas calorosas" do povo de Gaza. Durante sua passagem no território palestino, o secretário-geral da ONU não quis se encontrar com o Hamas. Ao invés, ele se reuniu com organizações de ajuda humanitária e direitos humanos.
Fonte: vermelho.org
"Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar aqui, a Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse. "A melhor forma de o Brasil ajudar Cuba é contribuir para acabar com esse processo, que eu considero que não leva a grande coisa, leva mais à pobreza das populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, do impedimento do comércio", disse.
Segundo ela, que chegou a Cuba na segunda (30), a cooperação estratégica com Cuba é favorável aos dois países, pois em áreas como biotecnologia o estado caribenho exibe uma estrutura excepcional e competente, enquanto o Brasil pode aportar uma alta capacidade tecnológica.
Depois de colocar uma oferenda floral no memorial dedicado a José Martí, heroi nacional de Cuba, Dilma destacou que seu governo tem o compromisso de contribuir com o povo da ilha, que impulsiona um processo de atualização econômica.
Dilma citou as iniciativas brasileiras em Cuba que ela considera estratégicas, como a política de crédito para compra de alimentos na ilha. Por meio de um crédito rotativo, o Brasil financia para Cuba a compra de produtos alimentícios brasileiros. Essa linha oferece US$ 400 milhões em crédito.
Além disso, o programa federal Mais Alimentos financia a compra de máquinas e equipamentos para a produção de alimentos em Cuba. Nessa modalidade, o crédito oferecido ao país caribenho é de US$ 200 milhões, de acordo com informações da própria presidente. "É impossível considerar correta a política de bloqueio de alimentos para um povo", enfatizou.
Dilma também destacou a parceria para a ampliação e modernização do Porto de Mariel, estratégico para o comércio externo do país. "Trata-se de um sistema logístico de exportações de bens", disse. Dos cerca de US$ 900 milhões investidos no porto, o Brasil contribui com cerca de US$ 640 milhões. "Nós achamos que é fundamental que se criem aqui condições de estabilidade para o desenvolvimento do povo cubano", disse a presidente, que deixará a ilha nesta quarta, rumo ao Haiti.
Havana e Brasília mantêm relação diplomáticas desde 1943 – interrompidas em 1964 e restabelecidas 22 anos depois – com laços que se fortaleceram a partir da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, uma tendência que permanece com a atual gestão. O Brasil é hoje o segundo maior parceiro comercial de Cuba na América Latina, depois apenas da Venezuela. Atualmente, quase 700 jovens brasileiros estudam na ilha.
Sem dupla moral
Na entrevista coletiva em Cuba, Dilma destacou que os direitos humanos não devem ser usados como arma política. Para a chefe de Estado brasileira, a questão deve ser tratada de uma forma mais abrangente e não como ferramenta para criticar apenas certos países. "O mundo precisa se comprometer em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de interesse político e ideológico. O mundo precisa se convencer que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso", disse a presidente.
Dilma afirmou que desrespeitos aos direitos humanos ocorrem em todas as nações, inclusive no Brasil, e citou como exemplo as violações denunciadas na base norte-americana de Guantânamo. A questão dos direitos humanos é com frequência utilizada pelos detratores de Cuba, que, por outro lado, não fazem as mesmas cobranças a outros países, a exemplo dos Estados Unidos e suas práticas de tortura.
"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós no Brasil temos o nosso. Então eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral", disse a presidente, em coletiva de imprensa. "Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também", encerrou a presidente, negando-se a engrossar o coro do discurso anticubano.
Fonte: vermelho.org
"A cena é a mesma, todos os dias": à hora do almoço, uma multidão silenciosa aglomera-se diante das grades da Câmara de Atenas, a dois passos da praça Omonia. Quantos são? Cem? Muitos mais?
“À noite, são duas ou três vezes mais”, diz, suspirando, Xanthi, uma mulher jovem que a Câmara encarregou de “controlar a multidão”. O ambiente fica tenso, quando os portões finalmente se abrem e as pessoas formam uma longa fila até ao balcão onde lhes é entregue uma Coca-Cola light e uma espécie de puré de batata, numa tigela de plástico.
Ouvem-se gritos e discussões. Tem de ser tudo muito rápido: a distribuição demora apenas meia hora. No meio de um certo número de marginais e de idosos que usam roupas velhas, destaca-se de imediato uma nova categoria de cidadãos, até agora pouco habituados a mendigar alimentos.”
Hoje, divulgou-se o nível de desemprego na zona do Euro em 2011: 10,4%. O maior, na Espanha (23%), mas taxas muito altas em países como Portugal (13,6%), França (9,8%) e Itália (8,6%).
Cenas e números quase inacreditáveis para nós, que crescemos vendo o capitalismo europeu como a possibilidade de um estado de bem-estar social mesmo dentro deste sistema econômico.
O welfare-state, em nome da eficiência, foi sendo paulatinamente desmontado em nome da eficiência. Princípios dos partidos socialistas europeus, como a estatização do sistema bancário, bandeira de François Mitterrand, abandonados e tratados como “velharia de ideias” , obsoletas.
E, como a Europa do capitalismo social não reformou o sistema bancário, colocando-lhe algum nível de controle social, o sistema bancário reformou a Europa, colocando a sociedade europeia sob seu controle.