Minha lista de blogs

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Meu coração está de luto pelos Irmãos do Pinheirinho


Pobre São José

Os cães da foto foram todos fuzilados pela Policia Militar do Estado de São Paulo durante a desocupação da Comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos.

Os animais foram assassinados quando defendiam seus donos contra os alienígenas fardados que ali chegaram e não pouparam nem residências e nem pessoas.

Me pergunto e o leitor que responda:

Como é possível que uma cidade que leva o nome sagrado de São José permaneça em seu mutismo?

Como é possível tamanha brutalidade contra esses animais cujo único crime foi a solidariedade?

A solidariedade com seus amigos – e não donos.

Um animal que se sacrifica para proteger um ser humano não tem dono, mas amigo.

O cãozinho da foto, preto com manchas brancas no peito era ainda filhote e nem assim foi poupado.

De onde vem tamanho ódio?

O que esses pobres animais fizeram?

De quem é a culpa?

Os culpados serão penalizados?

Onde está a justiça?

Animais abatidos por defender seus amigos.

Abatidos impiedosamente.

Pobres animais.

Pobre São José.

Pobre humanidade.

Pobres de nós.


Fonte: Bourdoukan, Gilson Sampaio




ANJOS DE QUATRO PATAS



Existem pessoas que não gostam de cães.


Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo


de quatro patas.


Ou se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para


perceber quem estava ali.


Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.


Quem mais podería dar amor incondicional


Amizade sem pedir nada em troca.


Afeição sem esperar retorno


Proteção sem ganhar nada


Fidelidade 24 horas por dia?


Alguns anjos não possuem asas


Possuem quatro patas, um corpo peludo,


Nariz de bolinha, orelhas de atenção


Olhar de aflição e carência


Apesar dessa aparência


São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)


E dedicam-se aos humanos tanto quanto qualquer anjo


costuma dedicar-se.


Que bom sería, se todos os humanos pudessem ver a


Humanidade perfeita de um CÃO!




Retratação

A foto dos cães do pinheirinho foi um engano, trata-se de uma foto de cães que foram envenenados em São Francisco de Assis no Rio Grande do Sul, infelizmente alguém repassou a foto aos blogs como se fosse dos cães do Pinheirinho, os blogs na sua compaixão pelos animais divulgaram, peço desculpas a todos.
Fica aqui meu agradecimento ao amigo Marcelo que trouxe a informação.

Acusações argentinas sobre Malvinas são "lixo", diz Reino Unido

"Escalada" de disputa pelas Malvinas preocupa Ban Ki-moon

O embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, negou nesta sexta-feira que seu país tenha militarizado o Atlântico Sul, disse que as acusações argentinas "são lixo" e criticou o país sul-americano por iniciar uma "guerra de declarações" quando se completam 30 anos da "invasão ilegal" das Malvinas.

"Nada mudou em relação a nosso posto de defesa nas ilhas Falkland (Malvinas)", afirmou o embaixador britânico na sede da ONU, depois que a Argentina formalizou sua queixa perante o organismo por causa da "militarização" da região, ao que respondeu que as supostas provas apresentadas são "lixo".

O embaixador, que se negou a comentar se seu país deslocou submarinos nucleares, reiterou sua determinação de seguir defendendo os habitantes das ilhas "para que não se repita" a invasão de 1982 e criticou o Governo de Cristina Fernández de Kirchner por propiciar uma "escalada da retórica" verbal entre ambas as nações.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira que Argentina e Reino Unido "evitem uma escalada" na disputa pelas Ilhas Malvinas, após manifestar sua "preocupação" com a crescente troca de acusações entre ambos os países em torno desta questão.

Ban ki-Moon "espera que os governos da Argentina e do Reino Unido evitem uma escalada nesta disputa e resolvam as divergências de forma pacífica e por meio do diálogo", segundo um comunicado da ONU, após uma reunião entre o secretário-geral e o chanceler argentino, Héctor Timerman, em Nova York. Ban Ki-Moon ofereceu seus "bons ofícios para resolver esta disputa" e permanece "disponível se ambos os países desejarem", conclui o texto.

Timerman denunciou nesta sexta o Reino Unido na ONU pela "militarização" do Atlântico Sul, depois da decisão de Londres de enviar um moderno destróier às Ilhas Malvinas, ocupadas pelos britânicos desde 1883 e que têm sua soberania reivindicada pela Argentina.

A tensão entre Buenos Aires e Londres aumenta com a proximidade do 30º aniversário da Guerra das Malvinas, que começou no dia 2 de abril de 1982 e terminou 74 dias depois com 255 britânicos e 649 argentinos mortos em combate e com a rendição das tropas da Argentina, na época governada por uma ditadura.


Fonte: DefesaNet

Alcoolismo leva tribo norte-americana a processar fabricantes

Uma tribo indígena do Estado americano de Dakota do Sul está processando alguns dos maiores fabricantes de cerveja do mundo por causa dos problemas causados pelo álcool na sua comunidade, segundo jornais locais.


O jornal Omaha World-Herald afirma que a tribo Sioux de Oglala iniciou uma ação no Estado de Nebraska contra quatro lojas de bebidas na pequena vila de Whiteclay, quatro distribuidores do Estado e cinco das maiores fabricantes mundiais de bebidas alcoólicas.




As empresas vendem o equivalente a 13 mil latas de cerveja e garrafas de destilados por dia na vila de apenas 12 habitantes. Whiteclay é o entreposto comercial mais próximo, a cerca de 32 quilômetros da reserva indígena de Pine Ridge, onde o álcool é proibido.

O procurador do Estado e ex-senador Tom White representa a tribo. Ele disse ao jornal que "eles (os alvos do processo) ajudam as pessoas a violar a lei". "Este processo é para responsabilizá-los e impedir a devastação de todo um povo e a sua cultura", afirmou.

White diz que os que lucram com a venda sabem que contribuem para o uso ilegal dos seus produtos.

Uma em quatro tribos apresenta problemas causados pelo álcool. Os Oglala pedem US$ 500 milhões para serem destinados para o sistema de saúde, reabilitação infantil e serviços sociais.

Eles afirmam que o processo é a última tentativa de acabar com o problema, após protestos e a ação policial não terem funcionado.

A expectativa de vida na comunidade, uma das mais pobres dos EUA, é entre 45 e 52 anos, a segunda mais baixa das Américas, maior apenas do que a do Haiti. No resto dos EUA, é de 77,5 anos.





Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ministro da Defesa aprova a implantação da Doutrina de Mobilização Militar


O ministro da Defesa, Celso Amorim, aprovou a implantação da Doutrina de Mobilização Militar (DMM), medida inédita na história do país.

O novo documento, que serve de base para a mobilização e a desmobilização das Forças Armadas em situações de crise ou de agressão externa, atende aos objetivos e às diretrizes estabelecidas na Política de Mobilização Militar.

Os fundamentos da DMM são a preservação da soberania e dos interesses nacionais. Um de seus princípios estabelece que, para que o país possa enfrentar, com êxito, situações de emergência, é necessário que as Forças Armadas tenham recursos humanos, material, de serviços e instalações que complementem a Logística Militar existente no país.

Dessa forma, no período de normalidade da nação, há que se preparar as ações a serem adotadas na hipótese do surgimento de ameaças à soberania nacional ou de acidentes naturais de grandes proporções.

Incluem-se nesse período, entre outras medidas, a colocação de encomendas nas indústrias da Base Industrial de Defesa (BID); a formação e cadastramento de reservas aptas; o incremento de pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos de interesse dual (militar e civil); a busca de padronização e nacionalização de materiais e itens de interesse militar para emprego dual; a especificação e acompanhamento de fontes produtoras de material de defesa, no país e no exterior; e a seleção e cadastramento de empresas públicas e privadas de prestação de serviços.

Cabe ao Ministério da Defesa orientar as Forças Armadas para as medidas a serem empreendidas, em harmonia com o processo de desenvolvimento do país, particularmente o incentivo à criação de uma base industrial de defesa.

Segundo o documento, ter capacidade de mobilização é fator fundamental para que as Forças Armadas brasileiras se estruturem de modo compatível com a estatura político-estratégica que o Brasil vem adquirindo nos últimos anos e um elemento de dissuasão estratégica no cenário mundial.

A Portaria 185, publicada no Diário Oficial de 31 de janeiro, deu efeito à DMM, que preenche uma lacuna no estabelecimento dos fundamentos doutrinários para a defesa nacional. Com a aprovação da doutrina, o Ministério da Defesa inicia a preparação de um manual com orientações para a mobilização militar.




Fonte: DefesaNet
Imagem: Google

Afeganistão denuncia assassinato de crianças em ataque da Otan


O governo do Afeganistão ocupado acusou a Otan nesta quinta-feira (9) de matar crianças em um ataque aéreo, uma denúncia que recrudesce a tensão o governo e seus chefes internacionais sobre a morte de civis em ataques perpetrados pelos ocupantes.

Os ocupantes, liderados pelos Estados Unidos e pelo Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan), não confirmaram o assassinato, mas admitiram que estavam investigando um "incidente" no distrito de Najrab, na província de Kapisa, no leste do país.

Os assassinatos de civis têm sido uma das maiores fontes de atrito nas relações entre o governo instalado afegão e a Otan, antes da retirada parcial das tropas ocupantes, prevista para 2014.

"Hamid Karzai condenou fortemente um ataque aéreo por tropas estrangeiras que resultou na morte de um número de crianças", segundo um comunicado do gabinete do presidente instalado pelos ocupantes.

Karzai enviou um assessor, Mohammad Zahir Safi, para a área a fim de investigar o incidente, acrescentou o comunicado.

Mehrabuddin Safi, governador de Kapisa, disse que um ataque aéreo dos ocupantes na noite de quarta-feira matou oito crianças no vilarejo de Giawa. Outras autoridades afegãs haviam dito anteriormente que o ataque aconteceu depois de uma busca por supostos guerrilheiros.

"A questão está atualmente sendo considerada por uma equipe conjunta de avaliação para determinar os fatos", tergiversou um porta-voz dos ocupantes no país.




Fonte: Com agências, vermelho.org
Imagem: Google (colocada por este blog)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Por uma América Latina livre de colonialismo: Malvinas são argentinas

A tensão entre a Argentina e a Grã-Bretanha pela soberania das Ilhas Malvinas aumentou nos últimos dias quando a contenda está próxima de seu 30º aniversário. Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), a presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, denuncia que realmente está por trás desta investida da Grã-Bretanha.

De acordo com Socorro, “o que o Reino Unido busca com esta postura colonialista é, além de desviar a atenção da grave crise econômica em que está mergulhado, explorar os recursos naturais, como o petróleo, e posicionar suas naves de guerra em um ponto estratégico”. Segundo ela, “o Reino Unido faz da ocupação ilegal das Malvinas base para as operações da Otan na região”, denuncia.

Leia a íntegra da nota:

A escalada militarista empreendida pelo Reino Unido em direção às Ilhas Malvinas é um atentado à soberania nacional da Argentina e à segurança em toda a região do Atlântico Sul. Como tal, merece o repúdio das forças amantes da paz.

A postura do governo britânico de ignorar as resoluções das Nações Unidas sobre a questão das Ilhas Malvinas e de recusar-se a sentar-se à mesa de negociação, é acompanhada por um esforço militarista para intimidar a Argentina e os demais países da região.

Às vésperas do 30º aniversário da guerra entre a Argentina e o Reino Unido pela posse das Ilhas Malvinas, os colonialistas britânicos enviam às pacificas águas do Atlântico Sul seu príncipe herdeiro para passar um período de seis semanas no arquipélago, envergando uniforme militar e integrado ao comando da tripulação de modernos navios de guerra.

A presença do “Destróier HMS Dauntless”, um dos mais modernos e potentes porta-aviões da marinha real, e de um submarino nuclear carregado com os potentes mísseis Tomahawk, constitui grave ameaça à paz no Atlântico Sul e tem por finalidade intimidar tanto o governo argentino como os demais países da região.

O que o Reino Unido busca com esta postura colonialista é, além de desviar a atenção da grave crise econômica em que está mergulhado, explorar os recursos naturais, como o petróleo, e posicionar suas naves de guerra em um ponto estratégico.

O Reino Unido faz da ocupação ilegal das Malvinas base para as operações da Otan na região.

A ocupação das Ilhas Malvinas é apenas a parte mais visível do problema do colonialismo em nossa região. O Reino Unido possui ainda em águas do Atlântico Sul três outras colônias, as ilhas de Ascensão, Santa Helena e Tristão e Cunha, pequenas localidades que servem de apoio para operações militares.

A ilha de Ascensão é utilizada como ponto de apoio para o deslocamento de tropas estadunidenses que partem da base militar de Palanquero, na Colômbia, com destino ao continente africano.

Além desta função de suporte logístico para seus aliados, estes enclaves coloniais estão nas proximidades das águas territoriais do Brasil, onde se localizam importantes reservas petrolíferas.

Nesse quadro, ganha relevo a posição adotada pela presidente Cristina Fernandez de Kirchner com respeito à defesa das ilhas Malvinas como território inseparável da Argentina.

Igualmente, é fato de significação na solidariedade latino-americana a decisão tomada em diferentes fóruns multilaterais, como o Mercosul, a Unasul e a Alba, no sentido de respaldar o apelo argentino para que a Inglaterra volte à mesa de negociações, fazendo cumprir as resoluções das Nações Unidas sobre o tema.

Não podemos aceitar que em pleno século 21 continue existindo o anacronismo do colonialismo. As Malvinas são parte indivisível da Argentina.


Em defesa de um continente de paz, livre de colonialismo e bases militares estrangeiras.





Fonte: Da Redação do Vermelho

magem: Google (colocadas por este blog)

EUA financiam parte da oposição russa


Segundo o informativo canadense Mondialisation, os EUA estariam por trás de parte da oposição russa. Em artigo de autoria de Jean-Marie Chauvier, em francês do último dia 3 de fevereiro – com reprodução parcial em português do blog do jornalista brasileiro Renato Pompeu –, os Estados Unidos ajudam, de diferentes modos, os oposicionistas na Rússia.

Alguns dirigentes oposicionistas estudaram nos EUA, como Alexei Navalnyi, "líder" das redes sociais russas. Os setores da oposição na Rússia apoiados pelo governo estadunidense criticam o projeto eurasiático de Vladimir Pútin, seu "antiamericanismo", seu apoio a "ditaduras" e regimes "autoritários" na Ásia Central, no Oriente Médio e na América Latina (com destaque para a Venezuela), seu apoio aos grupos da causa palestina, como Hamas e o Hezbolá, e suas preferências por uma aliança com os chineses.

Só o Departamento de Estado prometeu entregar aos oposicionistas cerca de US$ 9 milhões este ano, e há ainda o apoio financeiro de fundações privadas americanas multimilionárias, como o National Endowment for Democracy.

O artigo assinala que dois dos motivos desse apoio, além das razões alardeadas pelos oposicionistas, citadas acima, são o veto que Pútin impôs à entrada de capitais americanos na indústria petrolífera russa, e sua campanha por uma aliança militar eurasiática que se contraponha à Otan.

A situação pode agravar mais ainda já que na semana passada a Rússia, ao lado da China, vetou no Conselho de Segurança da ONU um conjunto de resoluções, proposto pelo EUA e por outras potências ocidentais, que tinha objetivo de acelerar uma transição política na Síria.

Um dos principais adversários de Vladímir Pútin para as eleições presidenciais de 4 de março, Guenadi Ziuganov, candidato pelo Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), já tinha alertado para que os nacionalistas e comunistas russos tomassem cuidado em relação a estas questões.

Para o PCFR a oposição deve ser feita contra o bloco que esta no poder liderado por Pútin, no entanto, é necessário cuidado para não fazer o jogo dos inimigos externos e dos seus representantes internos. A luta também tem que ser travada diante das forças estrangeiras que atuam contra a soberania russa e os interesses nacionais dos russos. A chamada revolução "coloridas", patrocinada por grupos internacionais, para Ziuganov seria uma coisa a ser combatida e evitada na Rússia.






Fonte: Diário Liberdade
Imagem: Google (colocada por este blog)

Militarização das Malvinas Ameaça Segurança Internacional


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta terça-feira que seu país buscará a Organização das Nações Unidas (ONU) na defesa das ilhas Malvinas, território ocupado pelo Reino Unido e foco da atual tensão crescente entre Buenos Aires e Londres. "Instruí nosso embaixador para que apresente ao Conselho de Segurança da ONU e à Assembleia Geral esta militarização do Atlântico Sul que implica um grave risco à segurança internacional", declarou.

O discurso - proferido na Casa Rosada na presença de membros do governo e da oposição, servidores públicos, governadores e ex-veteranos da Guerra das Malvinas - havia sido anunciado na manhã de hoje como um ato em nome da soberania das ilhas, território sob posse dos britânicos desde 1833 e que levou os dois países à guerra em 1982. Nele, Kirchner seguiu a postura adotada nos últimos meses, no qual a Argentina contou com o apoio dos vizinhos latinos na crítica a Londres, que reagiu anunciando o envio de navios para a comemoração do conflito, que em 2012 completa 30 anos.

"As Malvinas se transformaram em uma causa dos americanos", defendeu. "Estão militarizando o Atlântico Sul mais uma vez. Não podemos interpretar de nenhum outro modo o envio de um destróier (...) acompanhado do herdeiro real, a quem gostaríamos de ver com roupas civis e não com farda militar", disse em referência à presença do príncipe William. "No ano que vem cumprem-se 180 anos da usurpação das Malvinas (...). É um anacronismo manter colônias no século XXI".

Kirchner aproveitou o contexto para anunciar a publicação de um relatório secreto sobre a atuação do regime militar argentino durante a Guerra das Malvinas. O chamado Relatório Rattenbach será analisado por uma comissão integrada pelo Ministério da Defesa e pela Chancelaria, que em 30 dias determinará se algum conteúdo do documento não deve ser revelado para não comprometer a segurança interna, a defesa ou as relações exteriores da Argentina.

O relatório foi elaborado em 1982 pelo tenente-general Benjamín Rattenbach a partir da investigação e análise do desempenho e responsabilidades da condução política e estratégico-militar do conflito. Em novembro de 1983, o documento foi classificado como secreto político e militar pela então ditadura argentina. A Guerra das Malvinas se estendeu de 2 de abril a 14 de junho de 1982, matando 255 britânicos, 649 argentinos e 3 moradores do arquipélago.


Com informações de CNN e EFE.

Ciberguerra contra Cuba: novos métodos de ingerência dos EUA

Um processo de desenvolvimento tecnológico vertiginoso e cada vez mais global gerou uma revolução na tecnologia da informação, que transformou progressivamente o modo de pensar, produzir, consumir, fazer comércio, administrar e de relacionamento entre as pessoas. Ele estabeleceu como cultura o conceito de “realidade virtual”, ou seja, o real não se resume ao mundo físico como há 20 anos, mas em uma unidade entre o tangível e o virtual.


Por Mauricio Manuel Reyes, em Cubadebate


Segundo um artigo divulgado pela agência BBC Mundo, no último dia 25, a rede digital global avança como um voraz furacão e poucas vezes houve uma oportunidade para deter esse caminho e refletir sobre o seu crescimento. Onde antes reinavam as vendas de estéreo hoje imperam as de auriculares. Se entrássemos em uma máquina do tempo e viajássemos dez anos no passado, descobriríamos que, para tirar uma foto, escutar música ou filmar um vídeo, eram necessários três aparelhos diferentes. Mas agora essas atividades, e outras mais, se converteram para um único equipamento: um telefone inteligente.

Logicamente, um processo de evolução tecnológica como este é dominado por monopólios que respondem às minorias mais poderosas. Favorece o amplo acesso para determinados segmentos ou grupos sociais e gera uma assimetria em relação a outros grupos populacionais – carentes de importância para os interesses do capitalismo global – que os desconectam cada vez mais dos serviços que geram poder cultural e econômico. Esta massa de pessoas sem possibilidades reais de incidir de forma plena em um mundo profundamente interconectado, é chamada por alguns pesquisadores de “O Quarto Mundo”.

É nesse cenário internacional desigual que avança a sociedade cubana, que utiliza seu limitado acesso ao ciberespaço como ferramenta educativa ao serviço de seus cidadãos e para a difusão da verdade; ao mesmo tempo em que o maior império da história, mediante um bloqueio econômico e comercial, impede esta pequena ilha de obter os recursos necessários para estender os serviços na web a seu povo. Esse governo que nos ataca e seus aliados europeus geram campanhas midiáticas, em que divulgam falácias como o suposto temor do governo cubano em liberar o acesso pleno à internet e suas redes sociais, mas censura toda informação sobre a permanente agressão tecnológica que enfrenta nosso país.

Este cerco não tem precedentes na história desde a segunda metade do século passado, quando muitos dos avanços técnico-científicos se converteram em instrumentos indispensáveis para a cruzada contra o Socialismo, como parte da Guerra Fria.

A administração Obama aprovou milionários fundos dirigidos para fomentar esse “cibermercenarismo” na ilha; difamar sobre Cuba através das tecnologias de comunicação, assim como formar plataformas digitais desenhadas expressamente para evadir o controle do Estado cubano. O próprio jornal The New York Times publicou em junho de 2010 que a Casa Branca lidera um esforço global para criar uma “internet das sombras” e sistemas de telefonia móveis para “dissidentes” com o objetivo de “minar governos incômodos”. Esse plano inclui projetos secretos dirigidos a estabelecer redes independentes e garantir a vários usuários o acesso sem fio ao ciberespaço mediante plataformas portáteis (Wi-Fi), fáceis de transportar via fronteiras.

Nesta estratégia de ingerência, é considerado “legal” para o governo estadunidense fabricar “ciberdissidentes” ou mercenários virtuais orientados a difundir mensagens manipuladas ou incitar à desobediência civil em Cuba, empregando ferramentas como Twitter, Facebook, blogs e outros. Ante esta hostilidade permanente, não se descarta que, em um futuro imediato, sejam incrementadas ações subversivas na ilha, com o emprego das tecnologias e, inclusive, gerar ações de ciberguerra, que inclui a intervenção direta do Exército em uma guerra, sob a anuência das leis, apelando ao uso das redes informáticas que controlam as infraestruturas críticas de qualquer país.

De fato, a Casa Branca recentemente deu ao Departamento de Defesa a missão para desenvolver operações ofensivas no ciberespaço caso os Estados Unidos se vejam “ameaçados” por seus “adversários”. Se estas ações não forem suficientes para causar dano, se prevê aplicar a opção de intervenção militar. Para a materialização dessa estratégia, Obama criou a infraestrutura de um cibercomando, e seu marco legal foi chamado de “estratégia internacional norte-americana para o ciberespaço”.

A ciberguerra é potencializada pelo imperialismo para subverter outras nações, convertendo a Internet em um campo de batalha, onde se empregam como armas as ferramentas virtuais, computadores e redes digitais. Nesse esquema, a estratégia subversiva não é uma opção secundária, mas a preparação de uma guerra armada frontal, que sempre começa com a fabricação dos pretextos para uma invasão.

Contra Cuba, ela se materializa através da propagação permanente na web de conteúdos contrarrevolucionários por mercenários na ilha ou indivíduos e organizações anticubanas radicadas dentro do próprio território estadunidense e em países aliados na Europa.

O financiamento para estas atividades provém de 20 milhões de dólares anuais que o Congresso dos Estados Unidos destina para a subversão contra o país caribenho, o qual se canaliza através da USAID, organização especializada em planos desestabilizadores contra Cuba. Segundo um artigo publicado no site “As Razões de Cuba”, esta entidade recebeu cerca de 150 milhões de dólares desde 1990 para destruir a Revolução, sem obter êxito algum.

Este desperdício de dinheiro dos contribuintes norte-americanos causou preocupação no senador John Kerry, que, em 2010, questionou a utilidade real destes fundos ante a inefetividade das ações subversivas planejadas contra a ilha há décadas.

Outra organização desta mesma confraria, que também se incorporou à estratégia subversiva contra Cuba empregando componentes tecnológicos como instrumento essencial, é o IRI (Instituto Republicano Internacional), nascido em 1983 ante o auspício do então presidente Ronald Reagan.

No ano passado, a televisão, a imprensa escrita e as rádio cubanas revelaram os planos destinados a entregar equipamentos do IRI dirigidos a entregar equipes de comunicação a pessoas na ilha e criar plataformas digitais “independentes”. Elas têm o objetivo de “romper” o suposto bloqueio informativo; incrementar o acesso e o fluxo de informação sobre “democracia, direitos humanos e a livre empresa” a partir e dentro de Cuba, através de acesso sem censura à internet; particularmente objetivam prover tecnologia de ponta capaz de evitar as “restrições do governo cubano”, ação muito parecida à tentativa de desestabilização interna ocorrido em nações da África do Norte e Oriente Médio ou na fórmula empregada com a Líbia.

Nos últimos anos, o IRI financiou contratos para a manutenção e apoio de projetos tecnológicos em Cuba de caráter de ingerência. Eles custeiam viagens, consultorias, hardwares e hospedagens de administradores de redes, serviço de telefonia móvel e o apoio à criação de páginas virtuais por blogueiros ao serviço de Washington.

Essa estratégia, cuja finalidade à primeira vista parece inofensiva, como tenta fazer parecer o governo estadunidense e seus mercenários, é um plano concebido para a subversão e a espionagem contra nosso país. Para sua concretização, enviam emissários que viajam por toda ilha, fazem contatos, treinam e abastecem os cibermercenários. São atos ilegais do governo dos Estados Unidos.

Mas se fosse Cuba quem tentasse atacar os EUA introduzindo ilegalmente tecnologia para criar redes de “dissidentes”, não há dúvidas que seu governo interpretaria isso como um ato de guerra e o cibercomando do Pentágono, junto com a IV Frota, atacariam imediatamente nossa ilha.

Nessas aventuras subversivas com emprego de tecnologias de ponta, o IRI é acompanhado por outra ONG: a Fupad (Fundação Panamericana para o Desenvolvimento). Criada em 1962 por ordem da OEA e apoio da CIA, é uma das beneficiárias dos fundos da USAID para promover a desestabilização interna na ilha.

Segundo o site Cuba Money Proyect, no ano de 2007, de um total de 13,3 milhões de dólares distribuídos pela USAID, foi assinado um contrato de 2,3 milhões para apoiar a contrarrevolução em nosso país; e, em 2009, de um orçamento de 15,620 milhões de dólares, a Fupad recebeu três milhões para prejudicar a maior de todas as Antilhas. Este financiamento garantia aos mercenários o fornecimento de blackberries, celulares de última geração, Bgan e outros dispositivos, que precisam ser ativados a partir de outros países a custos elevados.

Depois desta análise, é inegável que Cuba figura como um furo dentro do esquema de subversão, delito eletrônico e ciberguerra patrocinados pelos Estados Unidos. Em sua legítima defesa, nosso país deve continuar aumentando sua incorporação ao processo global de desenvolvimento da tecnologias de informação para proporcionar o avanço socioeconômico que desejamos, mas também para fortalecer o combate ideológico da internet e de suas redes sociais.

Para uma nação que, segundo a União Internacional de Telecomunicações, ocupa o quarto lugar no mundo no potencial de emprego das tecnologias de informação (em um ranking de 152 nações), é um verdadeiro feito empregar suas capacidades na defesa ante um inimigo que não descansará de nos agredir. E pela simples razão de termos escolhido um destino diferente para nosso povo. Como afirmou nosso Comandante-chefe em sua reflexão no último 24 de janeiro, perduramos como a “A fruta que nunca caiu” no seio do império.





Fonte: vermelho.org

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Denúncia: Turquia se prepara para invadir Síria

A emissora pública de televisão Press TV informou nesta terça-feira (7), dando como fontes autoridades supremas do Irã, que, conforme o plano, preparado pelos EUA e outros países ocidentais, as tropas da Turquia planejam uma agressão armada dentro do território da Síria.

As tropas turcas, como afirma o canal televisivo, armarão os oposicionistas sírios, Israel atacará as bases militares sírias e derrubará Bashar al-Assad. Em seguida, virão as forças americanas junto com guerreiros wahabitas da Líbia.

O primeiro-ministro turco, Recep Erdogan, fez um discurso que sinaliza abertamente sua posição anti-governo sírio nesta terça.

"Milhares de pessoas, mortas na Síria, são muçulmanas, por isso o mundo está silencioso face à violência neste país e até a apoia", anunciou.

"A Síria é um país fraternal para a Turquia, por isso Ancara estará perto dos sírios e apoiará as suas exigências", disse o político.



Fonte: vermelho.org

Imagem: Google (colocada por este blog)

A pomba da paz de Obama, nos céus do Irã


O presidente Barack Obama falou sobre o Irã. Escolheu momento em que capturou a máxima atenção do público norte-americano – entrevista ao vivo, durante o show pré-jogo, na rede NBC, antes do Super Bowl, no domingo à noite [1].

Por MK Bhadrakumar*, no Indian Punchline

Na essência, Obama desqualificou e esvaziou todas as ardentes especulações sobre o que significaria o muito estranho “vazamento”, pela boca do secretário de Defesa Leon Panetta, da possibilidade de Israel atacar o Irã nos próximos três meses.

Li em algum lugar que o melhor favor que se pode prestar a um amigo embriagado que insiste em dirigir depois da festa, é roubar-lhe a chave do carro. Para obrigá-lo a chamar um táxi. Foi exatamente o que Obama fez.

Obama disse que EUA e Israel movem-se “de braços dados” na questão iraniana; que ele, Obama, não tem notícia alguma sobre qualquer decisão, em Israel, de atacar o Irã – “Não me consta que Israel já tenha decisão tomada sobre o que venham a fazer”.

Disse que seus assessores e colaboradores “não veem sinal algum de que o Irã tenha intenção ou capacidade” para atacar em solo dos EUA. E disse também, claro, que a diplomacia continua a ser a “solução preferencial” para resolver o impasse com o Irã. Tudo isso ajudou muito substancialmente a dissipar as nuvens de guerra que se vinham acumulando nos céus do Golfo Persa nas últimas semanas.

Na minha avaliação, a frase mais importante da fala de Obama foi a seguinte: “Mas os iranianos ainda não tomaram as medidas que têm de tomar, no plano diplomático. Os iranianos têm de declarar ao mundo: 'Vamos manter nosso programa nuclear pacífico; e não trabalharemos para construir armas atômicas'." – Não há aí, bem clara, uma fórmula para a paz?

Obama já não insiste que o Irã deva abdicar do direito legítimo de manter seu programa nuclear, nos termos autorizados pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear; por seu lado, o Irã pode ajudar a acertar as coisas, permitindo que se imponham novas salvaguardas, que aplacariam as apreensões da comunidade internacional sobre a verificabilidade das sempre repetidas intenções iranianas de não produzir armas atômicas.

A parte crucial de toda a fala é que Obama reconheceu abertamente que o programa nuclear iraniano, pelo menos como é hoje, continua a ser programa pacífico.

O mais fascinante do movimento político, me parece, é que Obama, político altamente cerebral, apontou também para outra direção, como se lá estivesse a mensagem principal. Disse ele: “Mereço um segundo mandato, mas não acabamos de fazer o que temos de fazer. Conseguimos avançar. Não vamos agora nos pôr a andar a esmo, noutra direção, que acabará por consumir o avanço que obtivemos”. E em seguida, como em sequência “normal”, Obama continuou a falar, durante grande parte da entrevista, sobre o Irã.

Parece-me que Obama, político excepcionalmente inteligente, decidiu voltar alguns passos atrás e impedir que a campanha eleitoral continue na trilha da bravata e dos maus modos. Foi como se Obama usasse aquela entrevista para dizer que, embora a campanha esteja só começando, ele não está interessado em jogar com a ‘carta’ iraniana.

Em outras palavras, foi como se dissesse que não vai misturar jogadas da política doméstica e a questão nuclear iraniana. Não há dúvidas de que Teerã perceberá o movimento de Obama – por mais que muitos “analistas” não se cansem de repetir que Obama não hesitará em ir à guerra contra o Irã, se entender que qualquer nova guerra o ajudará na campanha pela reeleição.

É evidente que estão em movimento vários canais subterrâneos de contatos. Meu palpite é que Obama acertou, ao optar por registrar os sinais positivos que vêm de Teerã, de que o país está interessado em retomar contatos construtivos. Evidentemente é preciso paciência para montar todo o quebra-cabeças persa. Mas fato é que o Irã fez de tudo para conquistar os inspetores da AIEA que visitaram o país na semana passada. E os inspetores informaram, satisfeitos, que voltarão em fevereiro, para uma segunda visita. Entre uma visita e outra, Obama falou.

*MK Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Prestou serviços na União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão e Turquia. É especialista em questões do Afeganistão e Paquistão e escreve sobre temas de energia e segurança para várias publicações, dentre as quais The Hindu, Asia Online e Indian Punchline. É o filho mais velho de MK Kumaran (1915–1994), famoso escritor, jornalista, tradutor e militante de Kerala.



Fonte: Redecastorphoto. Traduzido pelo coletivo Vila Vudu

Imagem: Google (colocada por este blog)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pré-candidato à presidente dos EUA, sugere que país haja de "forma encoberta" na Síria

Newt Gingrich dá autógrafos no Stoney's Rockin Country, em Las Vegas, Nevada


Newt Gingrich, um dos pré-candidatos republicanos à Presidência dos Estados Unidos, sugeriu neste domingo que Washington aja de "forma encoberta" na Síria para tirar do poder o presidente Bashar al-Assad, sem recorrer a tropas próprias.

Gingrich, que disputa a indicação do partido republicano com o favorito Mitt Romney, disse no programa de televisão 'Face the Nation', da emissora CBS, que Washington poderia agir para ajudar na queda do regime sírio, que enfrenta uma rebelião, a qual tem reprimido com violência. "Penso que poderíamos fazer muitas coisas de forma encoberta, em termos de fornecimento de armas, de ajuda ao povo, aportando conselheiros", afirmou.

"Acho que deveríamos deixar claro ao mundo que Assar vai partir" e que é possível "reunir uma coalizão para se desfazer dele. Não acho que se tenha que utilizar tropas americanas", mas Washington deve agir com determinação para que "quem é contrário a Assad o saiba e consiga o apoio necessário para derrotá-lo", completou.

As declarações de Gingrich ocorrem um dia depois que Rússia e China vetaram um projeto de resolução condenando a Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No domingo, ativistas reportaram que continuavam os bombardeios à cidade de Homs pelas tropas governamentais e asseguraram que 56 pessoas tinham morrido em diversos pontos do território sírio, a metade delas, civis. Grupos de oposição sustentam que mais de 6 mil pessoas morreram na Síria desde o início dos protestos.

As primárias republicanas de 2012
No dia 3 de janeiro, foi dada a largada para a escolha do candidato republicano que enfrentará Barack Obama nas eleições presidenciais, no dia 6 de novembro de 2012. Trata-se de um longo processo de realização de primárias nos Estados e territórios americanos, durante o qual os eleitores elegerão delegados que participarão da Convenção Nacional do Partido Republicano, nos dias 27 e 30 de agosto.

Nas primárias, os eleitores vão às urnas e, por meio de voto secreto, escolhem os delegados que representam seus interesses. Além das primárias tradicionais (realizadas na maioria dos Estados), algumas unidades optam pelas caucuses: pequenas assembleias, geralmente compostas por militantes partidários, que têm a mesma função das primárias, mas com a principal diferença de que em uma caucus o voto é público.

As primárias e as caucuses possuem uma quantidade de delegados proporcional ao tamanho da população do Estado que representam, ao passo os pré-candidatos mais votados recebem um número de delegados proporcional à quantidade de votos obtidos. Em 2012, serão 38 primárias e 17 caucuses, que, juntas, distribuirão 2.286 delegados. Será candidato aquele que, na Convenção, obtiver os votos de ao menos 1.144 delegados.




Fonte: AFP. navalbrasil.com

Imagem: AP

Propaganda israelense simula explosão de usina do Irã pelo Mossad

Um comercial produzido e veiculado em Israel causou nova polêmica ao simular a explosão de uma usina nuclear iraniana por agentes do Mossad, serviço secreto israelense. O comercial foi produzido para anunciar um aplicativo de um canal de TV israelense para o tablete Galaxy, da Samsung.


Na peça publicitária, quatro agentes do Mossad chegam ao sul do Irã disfarçados de mulheres. Eles encontram outro agente do serviço secreto, que está entediado e por isso assiste a uma série de comédia israelense em seu tablet.

O agente começa a promover o aplicativo da rede de TV israelense e a mostrar seus benefícios. Um dos quatro agentes, no entanto, pega o tablet e aciona um aplicativo, curioso para saber sua função.

Nesse momento, no fundo da cena, uma usina explode e os agentes voltam-se para aquele que apertou o botão. “Que foi? Outra explosão misteriosa no Irã...”, defende-se o responsável pela explosão.



A peça publicitária foi criticada pelos iranianos que ameaçaram cortar as importações de produtos da Samsung no país. Membros do Parlamento Iraniano afirmaram que o comercial apresenta o Irã como uma sociedade primitiva e insinua que Israel é poderoso o bastante para destruir instalações iranianas.

Diante da polêmica, a Samsung divulgou um comunicado no qual condenou a produção do comercial. Além disso, a marca sul-coreana afirma que a peça publicitária foi completamente produzida pela emissora de televisão israelense e, portanto, a Samsung não possui responsabilidade sobre a produção.

Histórico

A polêmica se dá no momento em que o governo iraniano acusa o Mossad de causar explosões e assassinar cientistas do país que trabalham no desenvolvimento de energia atômica.

Segundo os iranianos, Israel estaria agindo juntamente com os Estados Unidos para atrasar ou até mesmo cessar a produção do país no setor. No último dia 11, o cientista nuclear iraniano Mustafá Ahmadi Roshan morreu após uma bomba explodir em seu carro, na Universidade de Teerã. Na ocasião, os iranianos acusaram novamente o Mossad e os norte-americanos, que negaram as suspeitas.

Tanto os EUA quanto Israel acusam o Irã de produzir energia nuclear com fins militares. Os iranianos também negam as denúncias.




Fonte: Opera Mundi


Fidel Castro: Nosso dever é lutar pela humanidade

Após dez meses de ausência, Fidel Castro reapareceu em público para apresentar um livro com suas memórias, e, em uma cerimônia em Havana, falou - entre outros temas - sobre a luta dos estudantes latino-americanos por um ensino gratuito e de qualidade, sobre o socialismo e os problemas econômicos, as ameaças à Síria, ao Irã e à Coreia do Norte, os avanços da ciência e da tecnologia e as Malvinas e a Venezuela.

Fidel, de 85 anos, fez em Havana uma apresentação dos dois volumes de Guerrilheiro do Tempo, da escritora e jornalista Katiuska Blanco, que tem como base conversas com o ex-presidente da ilha.

Vestido com uma jaqueta esportiva, o líder da Revolução cubana protagonizou um encontro ao seu estilo, conversando com os convidados durante seis horas. "Eu prefiro o velho relógio, óculos antigos, botas velhas e, em política, tudo novo", definiu. O trabalho apresentado abarca desde a sua infância até 1958, mas Fidel estava entusiasmado com a ideia de acrescentar outros volumes. "Eu tenho que aproveitar agora porque a memória se gasta", disse ele

Fidel destacou que a luta pelos interesses da humanidade deve prevalecer em um mundo marcado por ameaças e os avanços científicos e tecnológicos. "Já não há espaço apenas para os interesses nacionais, eles estão enquadrados nos interesses mundiais. O nosso dever é lutar até o último minuto, por nosso país, nosso planeta e pela humanidade", disse ele, ao afirmar que tinha sido um "equívoco" pensar que, no socialismo, os problemas econômicos estariam resolvidos.

Fidel aproveitou o lançamento, para discutir questões da atualidade. A este respeito, disse que lê centenas de notícias por dia, seguindo com particular interesse a situação na Venezuela, onde o presidente Hugo Chávez está liderando um "processo de transformação voltada para a inclusão social e a integração regional".

Questões como as lutas dos estudantes latino-americanos e do mundo por seus direitos, ameaças à Síria e ao Irã, as perspectivas da nanotecnologia e a importância da Internet, foram abordadas por ele.

O líder também destacou o papel da educação na formação de valores, e defendeu a educação gratuita e de qualidade. "A educação é a luta contra o instinto. Todos os instintos levam ao egoísmo, mas apenas a consciência pode nos levar à justiça", afirmou.

O ex-presidente da Ilha considerou “ridícula” a ideia de proteger a Europa com um escudo anti-míssil, antecipando que os Estados Unidos e os seus aliados europeus não conseguiriam convencer a Rússia a levar adiante o seu projeto.
Fidel também referiu-se às Malvinas, classificando-a como "aquele pedaço de terra confiscada da Argentina, onde os britânicos agora procuram extrair petróleo". Somou-se assim aos gestos de apoio em toda a região para a reivindicação argentina de soberania. Enquanto isso, a imprensa inglesa informou que o governo britânico decidiu enviar às ilhas um submarino nuclear.



Fonte: Vermelho.org

Síria: Rússia explica veto; imperialistas foram derrotados na ONU


O ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov explicou, neste domingo (5), por que a Rússia vetou uma resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU: nos termos em que estava redigida, a resolução seria unilateral e prejudicaria a Síria, se adotada.

O veto dos embaixadores da Rússia e China impediu que fosse aprovado o projeto de resolução encaminhado pelo Marrocos que exigia a imediata renúncia do presidente Bashar al-Assad. 13 dos 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram o projeto apoiado pela Liga Árabe e pelo ocidente.

As autoridades sírias têm atribuído a violência no país à ação de gangues armadas ligadas à al-Qaeda e outros bandos apoiados pelas potências ocidentais e informam que mais de 2 mil soldados e policiais já foram mortos.

Lavrov disse que, na sexta-feira (3) enviou à secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e ao embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, as emendas propostas pela Rússia ao texto do projeto a ser votado.

“Quem desse atenção àquelas emendas facilmente perceberia a racionalidade e a objetividade de nossa posição” — disse Lavrov.

Cenário líbio

Vários países ocidentais dedicaram-se a tentar persuadir Moscou a apoiar uma resolução que, de fato, autorizaria uma ação militar na Síria, mas a Rússia respondeu repetidas vezes que o furor com que o ocidente está tentando legitimar aquela ação militar na Síria obriga a temer que esteja em preparação a repetição de um “cenário líbio”.

Na Líbia, forças golpistas apoiadas pelos Estados Unidos e União Europeia derrubaram e assassinaram Muammar Gaddafi em outubro de 2011, depois de meses de combates, em cujo desfecho as forças da Otan e os bombardeios dessa organização agressiva tiveram influência decisiva.

Embora os termos do projeto que estava sendo votado tivessem sido suavizados, aparentemente para superar a oposição dos russos, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que, apesar das modificações, o projeto patrocinado pelo ocidente e pela Liga Árabe continuava a ser uma decisão “unilateral”.

Para o ministro russo, os grupos que estão provocando a violência na Síria teriam de ser conhecidos e examinados adequadamente — o que o Conselho de Segurança não fez em momento algum. Disse que o projeto agora vetado não impõe qualquer restrição à ação de grupos armados da oposição, e que a Rússia teme que, aprovada nos termos atuais, a resolução tornará impossível qualquer diálogo político nacional na Síria.

Além do mais, disse Lavrov, o projeto vetado incluía a exigência de que as forças regulares do estado sírio se retirassem imediatamente de cidades e vilas.

“Essa exigência, se não estiver acompanhada da exigência de que os grupos armados extremistas entreguem as armas, é absolutamente provocativa. Nenhum presidente que não esteja absolutamente derrotado e que se respeite jamais aceitará essa exigência, por mais ameaçado que esteja. E nada, em nenhum caso, justifica render-se e entregar o país a extremistas armados”, disse Lavrov.

Lei internacional


A embaixadora dos EUA na ONU Susan Rice disse no sábado (4) que “há meses esse Conselho está refém de dois membros. Esses membros escondem-se atrás de argumentos ocos e de interesses particulares, ao mesmo tempo em que rejeitam qualquer redação que pressione Assad a deixar o governo”. A embaixadora dos EUA aparentemente esquece as mais de 50 vezes em que o mesmo Conselho esteve refém de um único membro, exatamente os EUA, que vetaram, contra a maioria dos demais membros, todos os projetos de resolução que visavam a garantir direitos para os palestinos, contra os interesses de Israel.

O argumento da embaixadora estadunidense é revelador do quanto o imperialismo norte-americano menospreza o direito internacional e suas instituições e o caráter farsesco do multilateralismo da política exterior praticada pelo Departamento de Estado.

(...) A Rússia e a China já haviam vetado outro projeto de resolução, em outubro de 2011, que continha ameaças de sanções contra a Síria.

Lavrov disse também que outro problema do projeto agora vetado é a cláusula que exige que Assad deixe o governo.

A Rússia, dos principais apoiadores de Assad durante o levante contra seu governo, já dissera, no início da semana, que vetaria qualquer projeto de resolução que exigisse a renúncia de Assad e ameaçasse com “outras medidas” caso ele não concordasse. Moscou apresentou um texto alternativo de resolução, que os EUA criticaram por lhes parecer muito suave.

“Já dissemos várias vezes que não estamos protegendo Assad. Estamos protegendo a lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU não tem competência para intervir em questões internas dos estados”, disse Lavrov.

Lavrov disse também que sábado (4), ele e o chefe dos Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Mikhail Fradkov, estarão na Síria, para encontro com o presidente al-Assad agendado para a terça-feira (7), cumprindo instruções do presidente Dmitry Medvedev.

Churkin, embaixador russo na ONU, disse, depois da votação no Conselho de Segurança: “O projeto de resolução que vetamos não reflete satisfatoriamente a realidade em campo na Síria, e enviaria sinais conflitantes às forças políticas na Síria.”

Perguntado por que a Rússia concordou inicialmente e, adiante, mudou seu voto, Churkin disse que a situação mudou ao longo do último mês, depois que a Liga Árabe expôs seus planos para a Síria.

Os chefes das delegações russa e chinesa disseram que os países esperam que a comunidade internacional continue a trabalhar para pôr fim à violência na Síria.

O governo da Síria nega qualquer envolvimento nos confrontos violentos em Homs nos últimos dias.

O episódio que teve como palco o Conselho de Segurança das Nações Unidas é uma derrota acachapante do imperialismo estadunidense, dos sionistas israelenses, dos países imperialistas da União Europeia, dos governos lacaios encastelados na Liga Árabe e da mídia reacionária em todo o mundo.

Todos agora dedicam-se a protestar contra os vetos russo e chinês e a elevar o tom das suas exigências de derrubada do governo sírio. Mas criou-se um novo quadro e os vetos russo e chinês neutralizaram por ora o ímpeto agressivo das potências imperialistas.




Fonte: Vermelho.org

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Malvinas: depois do ‘Dauntless’, agora é a vez dos submarinos nucleares

Escalada continua. Reino Unido já possui planos para enviar uma pequena força militar para o arquipélago caso seja necessário.

A Royal Navy enviará um submarino nuclear para o Atlântico Sul para proteger as ilhas Falklands das ameaças argentinas.

O Primeiro Ministro David Cameron aprovou pessoalmente os planos para que um dos mais sofisticados submarinos da classe Trafalgar siga para a região.

A chegada do submarino às águas do arquipélago deve ocorrer no mês de abril, quando será comemorado os 30 anos do início do conflito de 1982.

O submarino fornecerá um “cordão externo” e invisível na protecção das Ilhas Malvinas.

O envio vai enfurecer ainda mais o governo argentino e contribuirá para a deterioração das relações entre os dois países.

As tensões entre os dois países têm aumentado dramaticamente, após meses de debates na mídia sobre a soberania do território em disputa, que tem sido britânica desde a década de 1830.

A escalada na retórica levou o Reino Unido a enviar o HMS Dauntless, um contratorpedeiro classe Type 45, para o Atlântico Sul – um movimento definido como “provocador” por Buenos Aires.

E já havia uma discussão sobre a implantação “insensível” do duque de Cambridge nas Malvinas para uma turnê de seis semanas como piloto de helicóptero de resgate da RAF.

Ontem à noite o Ministério da Defesa se recusou a discutir o movimento de um dos navios mais letais da Marinha para o Atlântico sul. “Nós não comentamos o envio de submarinos por segurança operacional”, disse um porta-voz.

O submarino escolhido deverá fazer pelo menos duas visitas a Port Stanley, a capital, durante sua patrulha.

Fontes do Ministério da Defesa informaram que o navio levará uma equipe de técnicos em língua espanhola para monitorar as transmissões de rádio e comunicações na região.

Uma equipe de oficiais de alta patente do comando central conjunto em Northwood, perto de Londres, está coordenando uma série de comissões navais para marcar o aniversário do conflito, que custou as vidas de 255 soldados britânicos e 649 argentinos.

Eles também estão elaborando planos para lançar uma força militar em curto prazo caso seja necessário.

Ontem à noite (04/02), o almirante da reserva Richard Heaslip, Chefe do Estado-Maior durante o conflito das Malvinas, descreveu o valor de envio de um submarino a um potencial problema.

Ele disse:Os argentinos tinham uma boa marinha em 1982. Mas depois enviamos um submarino nuclear para lá eles voltaram para o porto e nunca mais ousaram aventurar-se.



FONTE: The Mail

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Naval




Rússia e China vetam resolução da ONU contra a Síria



A Rússia e a China vetaram na tarde deste sábado a resolução que vinha sendo preparada por países dentro do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) com base em um plano de paz da Liga Árabe e que pediria a renúncia do presidente da Síria, Bashar al-Assad, como uma medida para cessar a crise e os confrontos que, há 10 meses, deixaram milhares de mortos na Síria.

A reunião do CS era aguardada com grande expectativa pela comunidade internacional, à medida que se mantinham na Síria os relatos de repressão das forças de segurança da Damasco contra os críticos do regime, apesar da passagem de uma missão de observadores árabes no país.

Entre ontem e hoje, ainda, a revolta na Síria teve um de seus episódios mais sangrentos na cidade de Homs, onde, de acordo com organismos de oposição e de defesa dos direitos humanos, mais de 200 pessoas morreram no que foi descrito como um massacre.

A Rússia, aliado estratégico da Síria, vem se opondo desde o início da escalada da repressão contra uma medida que intervenha de modo direto na política de Damasco. Seu veto era previsível, resultado da postura oficial de não querer na Síria o mesmo que ocorreu com a intervenção internacional na Líbia.

Comentadores internacionais, todavia, apontaram que o voto da China não vinha sendo considerado. Para serem aprovadas, as resoluções do CS da ONU não podem ser obstruídas (receber veto) por nenhum dos cinco membros permanentes (Rússia, China, Estados Unidos, França e Reino Unido).

China e Rússia foram as únicas potências a votar contra o plano, gerando amplo desapontamento dos demais membros, como França e Alemanha, que expressaram sua decepção e reafirmaram o desejo de encerrar as mortes na Síria.

Uma das reações mais contundentes veio dos Estados Unidos, cujo discurso qualificou a posição de Moscou e Pequim como "vergonhosa". Contra Rússia e China, 13 países presentes no CS votaram a favor da resolução.

Os dois países mostraram coragem ao enfrentar a ofensiva americana para promover mais um massacre à democracia na África e Oriente Médio, tal como ocorreu no Afeganistão, no Iraque e na Líbia.





Fonte: vermelho.org
Imagem: google (colocada por este blog)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...