sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Crude - O Verdadeiro Preço do Óleo
A mídia tradicional esconde as ações de uma das empresas mais criticadas pela mídia alternativa, a Chevron.
Conheça um dos porquês de jornalistas como Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Altamiro Borges despenderem tanto tempo criticando tal corporação. (docverdade)
Por Matthew Berger, da IPS
"Washington, 30/10/2009 – A história começou há quase 40 anos. Mas o cineasta Joe Berlinger se deu conta de que “deveria fazer algo” quando viu os habitantes da Amazônia equatoriana “comendo atum enlatado porque o pescado dos rios estava muito contaminado”. Seu documentário, intitulado “Crude” (tanto pode significar petróleo quanto cruel), é a última arma na guerra de relações públicas que no Equador cerca o processo judicial no qual a companhia de petróleo Chevron é acusada de derramar 70 bilhões de litros de líquidos tóxicos, deixar 916 fossos com dejetos e queimar milhões de metros cúbicos de gases contaminantes.
Link para baixar o filme:
http://docverdade.blogspot.com/2012/02/crude-o-verdadeiro-preco-do-oleo-crude.html
Fonte: http://docverdade.blogspot.com
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Drones norte-americanos bombardeiam Paquistão de novo
Pelo menos 21 pessoas morreram numa área tribal no norte do Paquistão, na província de Waziristão, em dois ataques aéreos por drones dos EUA.Oficiais dos serviços de segurança paquistaneses revelaram que entre os mortos estão quinze soldados uzbeques que dirigiam-se pela estrada perto da cidade de Mir Ali. Poucas horas antes, o avião não tripulado estadunidense atacou uma casa perto da cidade de Miranshah, matando seis pessoas.
Fonte: Voz da Rússia
Até quando o "Império" Americano continuará bombardeando outros países?
A ONU é cúmplice de todos esses assassinatos por permitir este genocídio que os americanos estão fazendo pelo mundo!!!
Quantos humanos ainda precisarão morrer para satisfazer o sadismo americano?
(Burgos Cãogrino)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Índice de suicídio entre soldados dos EUA cresce 30%
As investidas do Exército americano para travar duas guerras imperialistas ao mesmo tempo por mais de oito anos deixaram marcas nos soldados do país. No ano passado, o número de suicídios entre oficiais da ativa foi o maior, desde 2007, e os crimes sexuais violentos tiveram aumento de 30%, ante o ano anterior.

Segundo relatório divulgado pelo órgão, 164 soldados se mataram em 2011. Houve, entretanto, 1.112 tentativas de suicídio no período. Crimes sexuais violentos totalizaram 1.313. As principais vítimas foram oficiais do sexo feminino na ativa com idades entre 18 e 21 anos. Os estupros representaram 39% dos crimes.
Comparando a taxa de crimes para cada 100 mil soldados, o levantamento também aponta que os estupros crescem desde 2006, tendo atingido recorde no ano passado. Segundo o Exército, o aumento nos crimes sexuais deve-se ao uso de álcool pela tropa e pela substituição das barracas usadas em campo por outras que permitem mais privacidade.
Outra hipótese é que as denúncias tenham ficado mais frequentes e portanto mais crimes passaram a ser conhecidos e computados. O general Peter Chiarelli disse que a maior parte das pessoas tira a própria vida no início da carreira. O coordenador da campanha pró-vida do órgão, Walter Morales, acrescentou, em nota no site oficial, que existe um estigma que impede os oficiais de procurar ajuda para problemas relacionados à saúde mental.
Ele diz que os soldados temem que o registro desses tratamentos em suas fichas de trabalho dificulte o acesso a promoções e a oportunidades de trabalho. Em 2010, o Exército iniciou um programa piloto que permite o tratamento confidencial de problemas relacionados ao abuso de álcool.
Outra medida foi alterar as perguntas nos questionários de segurança que os trabalhadores têm que preencher. "Informações sobre tristeza e aconselhamento familiar não precisam ser fornecidas", afirma Morales.
Fonte: Vermelho.org
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Os soldados americanos provavelmente se suicídam de tanto remorso pela desgraça que levam ao mundo.
(Burgos Cãogrino)
ONU, Malvinas e a militarização do Atlântico Sul
Essa controvérsia estava concentrada até agora em declarações e pronunciamentos dos governos de ambos países, em especial do sul-americano ante cada ação de Londres em torno do arquipélago que ocupa à força desde 1833.
No contexto da organização mundial, a postura argentina também está apoiada desde a década de 1960 por uma sucessão de resoluções do Conselho de Segurança, da Assembleia Geral e do Comitê de Descolonização da ONU.
E, no plano internacional, por declarações de agrupamentos regionais como o Mercado Comum do Sul, a União de Nações Sul-americanas, a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos e as Cúpulas Ibero-americanas.
No entanto, faltava um forte impulso à longa batalha dos argentinos para poder exercer sua soberania sobre as Ilhas Malvinas, Georgias do Sul, Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes.
O estopim para a nova e exitosa campanha diplomática realizada na sede da ONU pelo chanceler da Argentina, Héctor Timerman, foi a crescente militarização do Atlântico Sul empreendida pelo Reino Unido.
A denúncia do reforço bélico de Londres nessa região, sem descartar a introdução de armas nucleares, ocupou o centro das reuniões que o ministro sustentou na sede da ONU em Nova York com os presidentes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral e o próprio Ban Ki-moon.
Também com o titular do Comitê de Descolonização, Pedro Núñez Mosquera (Cuba), e os embaixadores da Colômbia e da Guatemala - países latino-americanos que neste ano ocupam um assento no Conselho de Segurança.
Com provas documentadas, Timerman mostrou a seus interlocutores e ao corpo de correspondentes na ONU detalhes da militarização da região, como a chegada às Malvinas do submarino nuclear Vanguard, o navio HMS Dauntless e aviões Typhoon com mísseis Taurus, todos de última geração.
Disse que as bases militares britânicas nas ilhas Ascensión, Santa Helena, Tristán de Cunha, Malvinas, Georgias e Sándwich do Sul e no território antártico dominam o Atlântico Sul e o tráfico marítimo e aéreo entre a América do Sul e a África, assim como o acesso aos oceanos Pacífico e Índico.
Trata-se de um controle exercido por uma potência militar que se encontra a 14 mil quilômetros das Malvinas, sublinhou.
Revelou que o governo argentino ainda espera uma resposta de Londres sobre a introdução ou não de armas nucleares na região, como lhe perguntaram vários países preocupados por essa possibilidade.
Em 2003, ocorreu um acidente nas Malvinas durante o transporte de material nuclear entre dois barcos ingleses, o qual pôde derivar em uma propagação de radioatividade.
Como outra prova da escalada militarista britânica na região austral, Timerman indicou que o atual orçamento de Defesa do Reino Unido foi reduzido para todas as suas frentes, menos no relacionado às Malvinas.
Os argumentos argentinos não puderam ser categoricamente desmentidos pelo embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, que tratou de enfrentar a ofensiva de Timerman com uma coletiva de imprensa na qual se limitou a afirmar que "nada mudou em relação a nosso posto de defesa nas ilhas" Malvinas.
Não obstante, admitiu que há submarinos nucleares de bandeira britânica "por todo o mundo" e que Londres aumentou seu poder militar nesse arquipélago desde 1982, quando a Argentina e seu país entraram em guerra, custando a vida de 649 argentinos e 255 ingleses.
O enviado de Buenos Aires também chamou a atenção sobre a vigência do Tratado de Tlatelolco, subscrito por todos os países da América Latina e que converteu a região em uma zona livre de armas nucleares.
Timerman criticou a reiterada negativa do Reino Unido de retomar as negociações dispostas pela ONU e as ilegais medidas unilaterais ditadas por Londres para a extração e exploração de recursos naturais renováveis e não renováveis na área da controvérsia. Uma atuação que cobra maiores dimensões dada a condição da Grã-Bretanha como um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, órgão encarregado de velar pela paz e segurança internacionais.
Agora é só esperar pelos passos que deve dar a diretiva da ONU depois de assumir o compromisso de trabalhar para que a antiga potência colonial venha negociar com a Argentina o velho problema das Malvinas.
Fonte: vermelho.org
Imagem: Google (colocadas por este blog)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O Inimigo do Meu Inimigo
Dos Mesmos Produtores de Farenheit 9/11 e Tiros em Columbine. O que o nazismo da II Guerra tem a ver com a CIA e as ditaduras latino americanas? Descubra nesse excelente documentário.
Sinopse: O Inimigo do Meu Inimigo revela uma história paralela do mundo no pós guerra. Nesta versão da história há um nítido contraste de tudo que nos foi contado com a ideologia fascista. A história de Klaus Barbie, o torturador nazista conhecido como o açougueiro de Lyon, espião americano, uma ferramenta de regimes repressivos da direita. É realmente emblemática e simbólica a verdadeira relação dos governos "ocidentais" com o fascismo. Um documentário que nos faz ver o mundo e seus políticos e como eles são hoje de uma forma diferente.
Fonte: docverdade
Ministra acusa EUA de manipularem revoltas no Egito
Círculos políticos e jornalísticos do Egito destacaram nesta terça (14) acusações de que os Estados Unidos teriam manipulado, de acordo com sua conveniência, as revoltas populares contra o ex-presidente Hosni Mubarak e desviado dinheiro para tentar deter o levante.
Os principais jornais e espaços noticiosos egípcios reproduziram as declarações da ministra de Cooperação Internacional, Fayza Abul-Naga, no momento em que a cúpula da Junta Militar governante apelou recentemente para que moderem as críticas a Washington.
Abbul-Naga afirmou que os Estados Unidos "tentaram controlar" a chamada revolução de 25 de janeiro de 2011, em depoimento perante juízes que processarão 44 membros de organizações não governamentais (ONG), incluídos 19 estadunidenses, por alegadas atividades ilícitas.
A ministra, única do atual Executivo que ocupou o mesmo posto sob o governo de Mubarak e que sobreviveu a todas as mudanças feitas desde 11 de fevereiro de 2011, assinalou claramente que as autoridades de Washington tentaram "sequestrar" o levantamento.
"A revolução de 25 de janeiro surpreendeu os Estados Unidos e saiu de seu controle quando se transformou em uma revolução popular... foi então que (Washington) decidiu usar todas as suas ferramentas e recursos para conter a situação", afirmou.
Nas declarações, também reproduzidas pela agência estatal de notícias MENA, a titular egípcia acrescentou que a ação norte-americana "desviou (a revolta) em uma direção que servisse a seu benefício e promovesse os interesses norte-americanos e também israelenses".
A respeito, opinou que era duro para os Estados Unidos e Israel criarem e manterem diretamente um estado de caos no Egito, daí que os norte-americanos começaram a financiar ONGs para conseguir suas metas.
As investigações mostraram que os Estados Unidos desviaram a ajuda prometida para infraestrutura no Egito para financiar o trabalho político de várias ONGs durante as revoltas, pontuou.
A Casa Branca oferece todo ano a esta nação árabe 1,3 bilhão de dólares em assistência militar e 250 milhões em ajuda econômica.
Abul-Naga agregou que toda evidência revelou que houve uma insistência em frustrar qualquer oportunidade de que o Egito se constituísse como um país moderno, democrático com uma forte economia, o que seria a maior ameaça para os benefícios estadunidenses e israelenses na região.
Também lamentou que Washington, que ameaçou cortar ajudas e revisar as relações, se propusesse a abortar a oportunidade de progresso que se abriu para o povo egípcio com a queda de Mubarak.
O governo de Obama, prosseguiu a ministra, "achou que a via para frustrar esta oportunidade histórica seria criando um estado de caos, que pudessem usar forças regionais e internacionais contrárias ao Egito para mudar seus planos depois da revolução".
Fonte: Prensa Latina
Irã condena terrorismo e denuncia guerra psicológica de Israel
O Irã condenou, nesta terça (14), toda forma de terrorismo ao negar acusações de Israel sobre seu suposto envolvimento em atentados contra objetivos diplomáticos na Geórgia e na Índia, e chamou tais acusações de parte de uma "guerra psicológica anti-iraniana".
À rejeição das autoridades da República Islâmica somou-se a refutação categórica do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, de qualquer tipo de vínculo entre esta nação e os referidos ataques a pessoal das embaixadas israelenses.
"O regime sionista tem um sério recorde de ações criminosas contra a humanidade e é o primeiro suspeito de qualquer operação terrorista no mundo", declarou o porta-voz ao qualificar de infundadas as acusações sionistas.
Tel Aviv culpou Teerã de estar por trás da bomba detectada em um carro de sua embaixada em Tbilisi e pela explosão de um artefato em Nova Déli, onde ficou ferida uma funcionária governamental, aumentando mais ainda a tensão em torno do conflito entre ambos governos.
O porta-voz persa recordou que a República Islâmica é "a maior vítima do terrorismo, enquanto Israel e seus aliados são as principais fontes do terrorismo no mundo".
As acusações e sua refutação ocorreram em momentos de preocupante escalada anti-iraniana por parte dos Estados Unidos, seu aliado Israel e a União Europeia (UE) contra o governo de Ahmadinejad para forçá-lo a deter seu programa nuclear pacífico.
Chefes militares e líderes políticos iranianos advertiram que, se forem intensificadas as pressões e a soberania do país se vir ameaçada, poderiam cortar o fluxo marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde diariamente são transportados cerca de 15 milhões de barris de petróleo.
Esse volume de hidrocarboneto equivale a 90% das exportações do Golfo Pérsico e de 40% do consumo mundial de petróleo, de acordo com estatísticas oficiais regionais.
Diante disso, autoridades do vizinho emirado Kuwait alertaram que nenhum país árabe do Golfo Pérsico possui um plano de contingência para o Estreito de Ormuz, no caso do recrudescimento das sanções ou uma agressão militar leve o Irã a fechá-lo.
A fonte, citada por meios de comunicação na Cidade do Kuwait, assinalou que se os países do Golfo fossem considerar um plano de emergência examinariam aumentar o uso de um oleoduto de 745 milhas denominado Petroline, que enlaça o oriente da Arábia Saudita com o Mar Vermelho.
Outra opção, agregou o funcionário governamental não identificado, seria recorrer ao oleoduto que fornece 1,5 milhão de barris por dia e atravessa Abu Dhabi até chegar ao porto de Fujairah, justamente no sul do estratégico Estreito.
Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google (colocadas por este blog)
O NARCOTRÁFICO JÁ É O MAIOR NEGÓCIO IMPERIALISTA DO MUNDO

Por Jonas Potiguar
O total da produção mundial de bens hoje em todo o mundo alcança a cifra astronômica de 25 trilhões de dólares (por volta de 300 vezes a produção anual do Brasil). Uma parte importante dessa produção é realizada pelos trabalhadores das grandes empresas transnacionais, que empregam 40 milhões de trabalhadores. A produção das 500 maiores empresas do mundo, produzindo em todos os continentes, em 1998, chegou a US$ 11 trilhões de dólares. Seus lucros chegaram 440 bilhões de dólares. Os setores de ponta desta produção é a indústria automobilística (em torno de 1 trilhão de dólares), petrolífera (900 bilhões) e eletro-eletrônicos (750 bilhões) em dados da revista Fortune de 1994.
A indústria do narcotráfico movimenta entre 750 bilhões de dólares a US$ 1 trilhão, portanto se equiparando a estes setores de ponta. Porém, seus lucros são muito superiores aos granjeados no conjunto destes três setores acima mencionados. Isto é permitido pela grande diferença de preço da matéria prima (folha de coca) que é vendida a US$ 2,5 por kg na Bolívia ou na Colômbia, depois é transformada em cocaína passa a valer US$ 3.000 na Colômbia, chegando em São Paulo a US$ 10.000 e alcançando o preço estratosférico de US$ 40.000 dólares no mercado norte-americano e US$100.000 no Japão. O mesmo se pode dizer da heroína e da maconha. É o negócio mais rentável do mundo: alcança lucros de mais de 3.000% e o custo de produção alcança somente 0,5% e o de distribuição 3% do valor do produto. Em 1992, os lucros com tráfico de drogas estavam em torno de 300 bilhões de dólares, quase 6 vezes o lucro alcançado pelas indústrias petrolífera, automobilística e de equipamentos eletro-eletrônicos juntas.
A globalização do narcotráfico
As máfias, a partir do final dos anos 80, se globalizam, buscando uma associação estreita entre as grandes gangues em nível mundial. Os cartéis colombianos, que alimentam todos os outros cartéis desse ramo e faturam por volta de US$200 bilhões anuais, as máfias orientais, que dominavam a produção de papoula (matéria prima da heroína e do ópio, no Triângulo Dourado formado por Birmânia, Tailândia e Laos), as máfias italianas com suas irmãs americanas, a Yakuza japonesa, as máfias chinesas, assim como as máfias africanas e as novas, porém fortes, máfias russas, todas se relacionam.
É um império subterrâneo, com ramificações em mais de trinta países e penetra em todas as esferas de poder estatal, empresariais e sociais. Emprega centenas de milhares de membros organizados e alguns milhões de trabalhadores na produção da matéria prima (folha de coca ou papoula).
O negocio inclui tráfico de drogas, vendas de armas, lavagem de dinheiro do narcotráfico, prostituição adulta e infantil, tráfico de órgãos humanos, suborno, extorsão, controle de área inteiras utilizando métodos violentos de terror com uma estrutura paramilitar.
Segundo dados da revista Newsweek o capital acumulado a cada ano por todas as máfias do mundo é estimado em US$ 3 trilhões, ou seja, mais de 10% de toda produção mundial.
Se prossegue este ritmo vertiginoso de crescimento deste negócio, os cartéis e grupos econômicos que dominem este setor serão a principal fonte de poder econômico do planeta. Por isso, discutir o narcotráfico significa, necessariamente, discutir quem controla regiões inteiras do planeta onde é cultivada a matéria-prima e onde são instalados os laboratórios para produzir drogas.
A "guerra ao narcotráfico" é uma disputa por territórios, entre governos e máfias narcotraficantes. É um negócio como outro qualquer, com a diferença que sua proibição faz oscilar os preços de forma espetacular.
Neoliberalismo e narcotráfico
Ainda que exista há décadas, só agora, nos anos 90, com o neoliberalismo, o narcotráfico se desenvolveu e adquiriu peso e importância mundiais. É uma das atividades econômicas mais dinâmicas e rentáveis. O neoliberalismo foi a esteira que permitiu o verdadeiro salto de um negócio marginal para o maior de todos os negócios. A queda dos preços das matérias primas nos países pobres criou as condições para que partes importantes do campesinato da Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Brasil, etc. se dedicassem a produção da matéria prima para a fabricação da cocaína, da heroína e da maconha. Ao mesmo tempo, abriu espaço para que setores burgueses desses países se reorientassem para este negócio, em franca ascensão, enquanto os negócios "legais" encontram-se em recessão.
A abertura indiscriminada dos mercados, a desregulamentação financeira internacional, abriu as comportas do sistema financeiro mundial para uma enxurrada de narco-dólares que são lavados em paraísos financeiros (Caribe) ou no Uruguai, Argentina, Brasil, Suíça, EUA, Israel, etc. Grandes bancos aceitam de bom grado o que se estima em US$ 1 trilhão de narco-dólares que são lavados anualmente no sistema financeiro mundial. Este dinheiro cumpre um papel importante na especulação mundial, no crescimento artificial das bolsas de valores, assim como é recebido com "fogos de artifício" pelos governos neoliberais capachos.
Lucros escalonados
Como qualquer negócio imperialista, há diversas fases desta indústria. A parte do leão fica com os países imperialistas que recolhem a maior parte dos lucros deste negócio, enquanto que para os países "produtores de matérias primas", do "terceiro mundo", ficam as menores fatias do bolo e mesmo assim nas mãos dos grandes traficantes.
O "negócio" começa nos países semi-coloniais que entram com a produção (Colômbia, Peru e Bolívia no caso da cocaína ou Afeganistão no caso da heroína, por exemplo) feita por milhões de camponeses que vendem a matéria prima por poucos dólares o quilo. Daí a folha de coca passa para as mãos dos narcotraficantes "tupiniquins" que processam a matéria prima, produzindo a cocaína ou a heroína, vendendo-as já por alguns milhares de dólares. Estas gangues agarram a primeira parte dos grandes lucros do negócio, seu enriquecimento é exorbitante e está demonstrada sua relação com os partidos políticos tradicionais, com as cúpulas dominantes destes países, estendendo seu poder de corrupção a todas as atividades econômicas, políticas, sociais.
A terceira etapa do processo está nas mãos dos distribuidores nos grandes centros de consumo (principalmente EUA, que consome 240 toneladas de cocaína por ano, e Europa), em geral controlado pelas máfias dos países imperialistas (nunca denunciadas, nem perseguidas) e ficam com a maior parte dos lucros do negócio, dividido depois com os grandes bancos internacionais que fazem a lavagem dos narco-dólares, transformando-o em capital financeiro, principalmente especulativo, que vai voar pelo mundo afora em prol da "globalização". Estima-se que os EUA reciclam US$ 500 bilhões por ano do narcotráfico.
O grosso dos lucros em todos os níveis, são embolsados pelos setores da burguesia (traficante e não traficante) dos EUA. A economia norte-americana vende parte importante dos compostos químicos, recebe US$ 240 bilhões anuais por isso, uma parte dos quais se destina a repor capital no mesmo ramo da produção de drogas e outra parte é investida em outros setores da economia ou vai para os bancos. Isto transforma os EUA no país onde a narco-economia tem uma importância vital, ocupa aproximadamente 5% do PIB, se convertendo no setor mais importante da economia norte-americana.
As veias do negócio na América Latina
A América Latina é o principal fornecedor de cocaína e maconha do mundo. Os cartéis latino-americanos enviam ao mundo 270 toneladas de cocaína por ano e já detêm 15% da produção de heroína, produto tradicionalmente elaborado no sudeste asiático. Hoje, o Afeganistão controla a maior parte da produção mundial. A coca ocupa uma área de 200 mil hectares espalhados em milhares de propriedades na Colômbia, Peru e Bolívia e emprega 5 milhões de pessoas. Calcula-se que na Bolívia entram por ano US$ 600 milhões relativos ao comércio da coca, no Perú US$ 650 milhões e na Colômbia US$ 1,7 bilhão, ainda que seja impossível conseguir cifras exatas.
Na Colômbia, 70% das terras cultiváveis estão agora nas mãos dos narcotraficantes. Segundo dados da DEA (Agência de Repressão às Drogas do governo norte-americano) para 1995, as entradas, produto das exportações de cocaína da Colômbia, alcançava os 10% do PIB, três vezes mais que as vendas da Ecopetrol, de longe a maior empresa do país. O narcotráfico e seus capitais penetraram em todas as atividades econômicas básicas e fundamentais do país, como bancos, agricultura, construção civil e indústria e faturam uns US$ 200 bilhões, segundo dados do FMI.
Na Bolívia, igualmente, o valor das exportações relacionadas com a cocaína supera todos os demais ramos econômicos. No Peru, a produção de coca chegou a alcançar 8% do PIB do país, empregando 7% da população economicamente ativa. Houve uma queda importante nestes índices, devido à queda dos preços da coca, saturação do mercado mundial, forte superprodução. Depois de ser o primeiro produtor mundial de folhas de coca, o Peru - tudo indica que - vai tornar-se um forte exportador de heroína, pois já estão se produzindo papoulas em terras muito propícias para este cultivo.
No Paraguai, o tráfico de drogas, carros e armas é o setor mais dinâmico da economia e já penetrou em todas as instituições estatais, policiais, políticas, etc. O México é um grande produtor de maconha, cujo monopólio é assegurado pelo próprio exército do país, que foi direcionado para reprimir o narcotráfico e terminou sendo comprado. Argentina e Uruguai, principalmente este último, têm se convertido em importantes bases para "lavar" narco-dólares.
Em todos estes países pode-se encontrar altas esferas do poder metidos até o pescoço no narcotráfico, desde altos oficiais, incluindo as agências nacionais "antidroga" na Colômbia, Paraguai, Peru, México, Bolívia. Até políticos de altas esferas, como Oviedo no Paraguai, Menem, o irmão do ex-presidente Salinas, no México, foram flagrados em escândalos. No Brasil, agora está vindo à luz informações que comprometem políticos burgueses, setores inteiros das polícias, juizes, empresários e banqueiros, corrompidos pelos cartéis do narcotráfico.
O imperialismo norte-americano quer controlar todo o negócio e...
A "guerra contra o narcotráfico" promovida pelos EUA tem um aspecto econômico, político e militar. O aspecto econômico busca impedir que surja uma forte burguesia nos países semi-coloniais apoiada neste grande negócio, já que isto permitiria o controle de um negócio mundial que alcança cifras em torno de trilhões de dólares. Daí sua política de repressão seletiva, que ataca os pequenos produtores, com a destruição das plantações de coca na Bolívia, Peru e Colômbia e com os consumidores, sem atacar os grandes atravessadores que são os que detém o maiores no processo, principalmente as máfias americanas e os grandes bancos que recolhem o grosso dos lucros do narcotráfico.
É uma repressão seletiva porque busca destruir os grandes cartéis somente quando estes assumem proporções gigantescas, como os cartéis de Cali e Medellín que estavam constituindo grandes oligopólios mundiais por fora do controle americano. Por isso, foram desbaratados e em seu lugar surgiram dezenas de cartéis que continuam o trabalho inclusive produzindo e distribuindo mais cocaína que os dois cartéis juntos. A burguesia destes países produtores (Colômbia, Peru e Bolívia) se dividem alinhado-se ou não com o imperialismo americano pelo controle e pela apropriação da maior quantidade de lucro que gera para incluir no circuito "legal" do capitalismo.
Desta forma, o imperialismo, acossado pela crise econômica, busca controlar todos os ramos econômicos dos países semi-coloniais (vide privatizações e abertura dos mercados) e a "guerra contra o narcotráfico" é somente a cobertura para uma luta sem quartel para controlar e garantir que os volumosos lucros desta grande indústria seja açambarcado por suas empresas, bancos, e por setores aliados nos países atrasados e não potencialize o surgimento de uma forte burguesia lúmpen que rivalize com o imperialismo ou mesmo possa enfrentá-los ainda que circunstancialmente.
Ademais, desbaratando os grandes cartéis, utiliza o dito "dividir para reinar", já que pode infiltrar agentes da DEA e da CIA, informantes e pilantras da pior espécie dentro das organizações mantendo, perfeitamente, um controle sobre todo o negócio e "explodindo" os setores que não estão totalmente "sob controle". Para isso contam com a ajuda da subserviente burguesia latino-americana mais realista que o rei e totalmente subordinada aos interesses do Império do Norte.
É do conhecimento de todos os escândalos que relacionam os americanos em tráfico de drogas. Por exemplo, a esposa do coronel Hiett, o chefe dos militares destacados para seguir na Colômbia o combate às drogas foi detida por traficar cocaína usando os canais diplomáticos. O comércio é tão gigantesco que uma rede dentro da American Airlines, usava as facilidades de acesso a aeroportos para oferecer cocaína nas maiores capitais do Tio Sam.
Porém, estes dois exemplos são só a expressão de uma vasta rede clandestina montada pela CIA, DEA e outros órgãos de inteligência americana. Em janeiro de 1980 apareceu morto um
banqueiro australiano, F. Nugan, co-proprietário de uma instituição (NUGAN HAND INC) com sucursais nos 5 continentes. As atividades da Nugan: negócios com pessoas com conexões provadas com drogas; intensa atividade bancária na Florida ligada a narcóticos, tráfico de armas. Existem provas da conexão desta "empresa" com o FBI e a CIA. O quadro de acionistas e pessoas que tiveram relação com o banco vão desde Abe Saffron, personagem fundamental do crime organizado na Austrália, Terry Clarck, chefe do sindicato exportador de opiáceos chamado Mr. Ásia. Capos da Cosa Nostra americana que se conectavam com o Banco Nugan via Sir Peter Abeles, igualmente sir Peter Strasser, equivalente de Abeles ao nível de petróleos, Rupert Murdoch, Theodore Shackley, ex-diretor de operações clandestinas da CIA, Richard Secord, chefe de vendas de equipamento militar no Pentágono de 1978 a 1984, demitido depois de fraudar o exército americano em 8 milhões de dólares. Através de Oliver North - em nome do Conselho de Segurança Nacional, Secord foi encarregado de organizar a conexão Irã-Contras. Os administradores e conselheiros do banco eram na sua maioria militares de alta patente, ligados ao Conselho de Segurança Nacional dos EUA, chefes na guerra do Vietnã, ex-diretores da CIA.
Esta grande rede controlava o tráfico de heroína e venda de armas em acordos com os grandes cartéis, "sócios na luta contra o comunismo". Quando este banco vai à falência, surge imediatamente um substituto, o BCCI, que passa a ser parte desta rede clandestina e foi via ele que processou a negociata do escândalo Irã-Contras onde o governo financiou os contras nicaraguenses com a venda ilegal de armas ao Irã e com o tráfico de entorpecentes. O BCCI tinha uma rede secreta composta por 1.500 funcionários dedicados ao tráfico de armas, drogas e divisas, prostituição, seqüestros, assassinatos, etc.
Na verdade, o pretenso combate ao tráfico é a fachada para impor um controle econômico e político na região, já que sequer consegue efetivamente o que se propõe. O tráfico de drogas do Panamá aumentou após a intervenção imperialista contra Noriega. O governo do ex-presidente mexicano Carlos Salinas de Gortari, grande amigo dos EUA, tinha uma de suas bases de sustentação no tráfico e seu próprio irmão Raúl era uma das figuras centrais do contrabando e do tráfico.
Na Colômbia, os narcotraficantes mais poderosos apóiam os paramilitares e tiveram participação direta nas execuções de líderes sindicais, ativistas e jornalistas. Esses crimes permanecem impunes, com a conivência das mesmas FFAA que os EUA orientam e enchem de dólares.
O que preocupa o imperialismo é que os países exportadores de drogas se beneficiem economicamente. Por isso dirige seus ataques à periferia: as plantações, os centros de produção e principalmente a "lavagem de dólares" na América Latina. Porém, não combate estas atividades com a mesma intensidade e força em seu próprio território.
O imperialismo sabe, pela sua própria história, que o surgimento destes ramos "ilegais" é uma forma de acumulação primitiva do capital que pode permitir o surgimento de grandes capitais financeiros, como foi no seu tempo o tráfico de escravos, a colonização da América, os piratas a serviço da rainha da Inglaterra ou mesmo, mais recentemente, na década de vinte nos EUA, quando a proibição do álcool levou à formação de impérios clandestinos que depois transformaram-se em grandes negócios.
...recolonizar a América Latina
O aspecto político e militar da luta "contra o narcotráfico" é que a partir do final dos anos 80 o imperialismo norte americano utiliza o "perigo do narcotráfico" para assim justificar sua crescente intervenção nas forças de segurança dos países latino-americanos, como na Colômbia, Bolívia, Peru, Equador, Panamá, Brasil, Paraguai, México, etc.
Por trás dessa máscara se insinua a penetração de militares norte-americanos em toda América Latina, cuja ponta de lança para a intervenção começa na Colômbia, porém que está desenvolvendo seus tentáculos em todos os países da área. O Narcotráfico é utilizado para justificar intervenções abertas e descaradas, retrocedendo a formas coloniais que vai desde invasões, como foi o caso do Panamá, até treinamento de FFAA com "assessores" militares como na Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, até ceder partes partes do território para que sejam patrulhados por ianques. O imperialismo norte-americano relocaliza dezenas de milhares de militares que estavam estacionados no Panamá, construindo bases e acordos militares com a maioria dos países da área, preparando-se para embates na luta contra a liberação nacional e os grandes enfrentamentos que estão por dar-se na área, como prenunciam Colômbia, Equador e outros.
Fonte: pampalivre.info
Imagem: Google (colocada por este blog)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Irã não é uma ameaça para Israel, diz historiador israelense

As comemorações pelo 33º aniversário da Revolução Iraniana, que tiveram início no último dia 1º, se encerram neste sábado (11) em um momento em que o país é cada vez mais pressionado pela comunidade internacional para que encerre seu “suposto” programa nuclear.
Nesse cenário, as relações com Israel se tornam cada vez mais delicadas à medida que os dois lados ameaçam garantir a segurança nacional por meio de ações militares.
Na comunidade internacional, os israelenses fazem lobby para que a ONU (Organização das Nações Unidas) adote sanções cada vez mais agressivas contra o Irã, atingindo, principalmente, sua economia e sua produção de petróleo.
Apesar da tensão entre os dois países, Martin van Creveld, historiador pela Universidade Hebraica de Jerusalém, especialista em estratégia militar e Ph.D pela London School of Economics, afirma que o Irã está longe de ser uma ameaça a Israel.
Para ele, as declarações de Teerã buscam atrair o apoio árabe na região. No entanto, mesmo afastando a possibilidade de uma ação militar iraniana, van Creveld não descarta que Israel pode dar o primeiro passo.
Acompanhe a entrevista:
Opera Mundi: Diante deste cenário que envolve acusações e ameaças de ambas as partes, qual é a real situação das atuais relações entre Irã e Israel?
Martin van Creveld: O Irã tem dois inimigos principais. O primeiro são os Estados Unidos. Assim com as Guerras de 1991, 1999 e 2003 [Golfo, Kosovo e Iraque] mostraram, ninguém nunca sabe qual será o país que o próximo presidente dos EUA irá atacar com bombas e/ou invadir. Se os iranianos estão realmente tentando construir uma bomba o mais rápido possível – e isso não é nada certo – então o principal objetivo norte-americano é deter essa ameaça.
O outro rival do Irã é a Turquia. Após o desaparecimento do Iraque [da geopolítica internacional] e do enfraquecimento da Síria, um vácuo de poder se abriu. Ele atinge desde a costa nordeste do Mediterrâneo até o Golfo Pérsico. Tanto o Irã quanto a Turquia querem dominar essa área. Os dois países têm cerca de 80 milhões de pessoas e são potências regionais.
Comparado com esta luta titânica, Israel é pequeno e não tem importância. Para o Irã, fazer todos os tipos de ruído anti-israelense é muito útil para puxar a opinião pública árabe na Síria e no Iraque para seu favor.
Opera Mundi: É tão perigoso assim que o Irã produza energia nuclear?
MC: A energia nuclear está fora de questão. Muitos países possuem reatores, mas não têm as armas necessárias para produzi-las. A questão é: será que os iranianos irão usar a infraestrutura que possuem agora para construir uma bomba? Ninguém sabe a resposta. O que parece claro, porém, é que ninguém mais tem reservado tanto tempo para isso [questão nuclear]. Esse fato pode levantar algumas suspeitas.
Opera Mundi: O Irã é uma ameaça para Israel?
MC: Não. Relatórios internacionais apontam que Israel tem o que é necessário para transformar o Irã em um deserto radioativo em poucas horas se esta for a ordem. Os iranianos sabem disso, assim como todo mundo sabe.
Opera Mundi: O Sr. disse uma vez que o “Irã é um país perigoso, mas não para nós [israelenses]”. Para quem então?
MC: Os países que possuem razões para se preocupar [em relação ao Irã] são aqueles que fazem fronteira com o Golfo, como o Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e, é claro, a Arábia Saudita. Se o Irã desenvolver a bomba, a pressão sobre esses países irá aumentar, sem dúvidas. Mas nós em Israel estamos muito longe, e salvar os árabes de seus irmãos muçulmanos não é nosso negócio.
Opera Mundi: É possível que um dos dois países inicie alguma ação militar em um futuro próximo?
MC: Dias atrás um blogueiro iraniano escreveu que a melhor defesa é o ataque e que o Irã poderia atacar Israel antes que os israelenses tomassem a primeira atitude. Esta foi a primeira vez que algo dessa forma apareceu na internet [iraniana]. No entanto, nós não sabemos quem é o blogueiro e quem ele representa, caso isso de fato aconteça.
Eu considero que um ataque iraniano, sem um motivo aparente, está fora de questão. No entanto, será que Israel atacaria o Irã agora? Se eu soubesse, com certeza não lhe diria.
Opera Mundi: Como uma forma de estrangular a economia iraniana, a comunidade internacional vem aprovando cada vez mais novas sanções contra o país. Qual é o peso dessas medidas contra o Irã? Como isso afeta a população?
MC: Difícil dizer. De qualquer forma, parece que as sanções estão tendo um impacto na economia iraniana. O dinar [moeda iraniana] está caindo feito uma pedra. Os preços dos alimentos e combustíveis subiram e parece haver uma agitação popular. Não considero impossível que, caso o descontentamento pelos aumentos cresça entre a população e o regime começar a se sentir em perigo, o homem no comando, Aiatolá Khamani, irá se livrar de Ahmadinejad para salvá-lo [regime]. No entanto, ainda não estamos nesse estágio.
Fonte: Opera Mundi
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Retratação
Fica aqui meu agradecimento ao amigo Marcelo que trouxe a informação.
Rede Globo sendo expulsa pelo povo
Por Altamiro Borges
Na manhã deste domingo (12), cerca de 200 bombeiros e familiares expulsaram uma equipe da TV Globo que fazia a cobertura de um protesto em Copacabana, no Rio de Janeiro. Revoltados com as manipulações da poderosa emissora, que criminaliza e demoniza qualquer luta dos trabalhadores, os manifestantes gritaram "Fora Globo" e comemoraram quando o veículo deixou o local.
Um cordão de isolamento foi formado para evitar atos de violência, que serviriam para novos ataques à greve dos policiais militares e bombeiros cariocas. Os mais exaltados foram contidos, evitando-se provocações. A atitude foi justíssima. Afinal, os trabalhadores da Rede Globo não são culpados pelas distorções na edição dos telejornais da emissora. Como trabalhadores, eles devem ser respeitados!
Lula e as greves do ABC
Em 1980, durante a histórica greve de 41 dias dos metalúrgicos do ABC paulista, a TV Globo também foi alvo de tensos protestos. Numa de suas edições, o Jornal Nacional exibiu cenas gravadas antes da paralisação com a linha de montagem da Volkswagem em pleno funcionamento. No mesmo programa, mostrou o estádio de Vila Euclides antes do início da assembléia, ainda com poucos presentes.
A maldosa edição visou difundir a idéia de que a greve estava esvaziada e que os metalúrgicos tinham sido derrotados. No dia seguinte, os operários revoltados investiram contra os veículos e câmeras da TV Globo e tentaram agredir a sua equipe de profissionais. Do palanque, Lula advertiu que eles também eram trabalhadores e que não eram culpados pelas sacanagens da família Marinho. Os grevistas entenderam o recado e evitaram o confronto, que serviria apenas aos generais de plantão e à TV Globo.
Dias depois, os jornalistas passaram um abaixo-assinado pela redação da emissora criticando as edições manipuladas contra a histórica greve dos metalúrgicos. Os grevistas usaram a inteligência em sua luta e os jornalistas da TV Globo, naquele tempo, demonstraram dignidade e ética na profissão.
Fonte: BLOG DO SARAIVA
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Ignacio Ramonet: O xadrez das ameaças ao Irã
Será 2012 o ano do fim do mundo? É o que, dizem, vaticina uma lenda maia — que inclusive fixaria a data exata do apocalipse: o 12 de dezembro próximo (12/12/12). Em qualquer caso, num contexto de recessão econômica e grave crise financeira e social em diversas partes do mundo (especialmente na Europa), não faltarão riscos este ano – que verá, entre outros fatos, eleições decisivas nos Estados Unidos, Rússia, França, México e Venezuela.
Por Ignacio Ramonet*, em Brasil de Fato
Mas o principal perigo geopolítico continuará situado no Golfo Pérsico. Israel e Estados Unidos lançarão o anunciado ataque militar contra as instalações nucleares do Irã? O governo de Teerã reivindica o seu direito a dispor de energia nuclear civil. E o presidente Mahmud Ahmadinejad repetiu que o objetivo do seu programa não é militar; que a sua finalidade é simplesmente produzir energia de origem nuclear. Também lembra que o Irã assinou e ratificou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), enquanto Israel nunca o fez.
As autoridades israelenses pensam que não se deve esperar mais. Segundo elas, aproxima-se perigosamente o momento em que o regime dos ayatollahs disporá da arma atômica; e a partir deste instante, já não se poderá fazer nada. Estará rompido o equilíbrio de forças no Médio Oriente, onde Israel já não gozará de uma supremacia militar incontestável. O governo de Benjamin Netanyahu avalia que, nestas circunstâncias, a própria existência do Estado Judeu estaria ameaçada.Segundo os estrategistas israelenses, o momento atual é o mais propício para golpear. O Irã está debilitado. Tanto no âmbito econômico – após as sanções impostas desde 2007, pelo Conselho de Segurança da ONU, com base em informes alarmantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – quanto no contexto geopolítico regional. O seu principal aliado, a Síria, vive insurreição interna e está impossibilitado de prestar-lhe ajuda. A incapacidade de Damasco repercute-se noutro parceiro iraniano, o Hezbollah libanês, cujas linhas de abastecimento militar desde Teerã deixaram de ser confiáveis.
Por estas razões, Israel deseja que o ataque seja executado o quanto antes. Para preparar o bombardeio, já há, infiltrados no Irã, efetivos das forças especiais. E é muito provável que agentes israelenses tenham concebido os atentados que causaram, nestes últimos dois anos, as mortes de cinco importantes cientistas nucleares iranianos.
Ainda que Washington também acuse Teerã de levar a cabo um programa nuclear clandestino para dotar-se de armas atômicas, a sua análise sobre a oportunidade do ataque é diferente. Os Estados Unidos estão saindo de duas décadas de guerras nesta região, e o balanço não é animador. O Iraque foi um desastre, e terminou em mãos da maioria xiita, que simpatiza com Teerã. No lodaçal afegão, as forças norte-americanas mostram-se incapazes de vencer os talibãs, com quem a diplomacia da Casa Branca se resignou a negociar, antes de abandonar o país ao seu destino.
Estes conflitos custosos debilitaram os Estados Unidos e revelaram aos olhos do mundo os limites da sua potência, assim com o início de seu declínio histórico. Não é hora de novas aventuras. Muito menos num ano eleitoral, em que o presidente Barack Obama não tem a certeza de ser reeleito. E quando todos os recursos são mobilizados para combater a crise e reduzir o desemprego.
Além disso, Washington tenta mudar a sua imagem no mundo árabe-muçulmano, sobretudo depois das insurreições da “Primavera Árabe”, no ano passado. Antes cúmplice de ditadores – em particular, o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak –, deseja agora aparecer como mecenas das novas democracias árabes. Uma agressão militar contra o Irã, sobretudo em colaboração com Israel, arruinaria estes esforços e despertaria o anti-norteamericanismo latente em muitos países. Especialmente naqueles cujos novos governos, surgidos das revoltas populares, são dirigidos por islamitas moderados.
Uma importante consideração complementar: o ataque contra o Irã teria consequências não apenas militares (não se pode descartar que alguns mísseis iranianos alcancem o território israelense, ou consigam atingir as bases norte-americanas no Kuwait, Barhein ou Omã) mas, principalmente, econômicas. A resposta mínima do Irã a um bombardeio das suas instalações nucleares consistiria, como os seus dirigentes militares não se cansam de alertar, no bloqueio do Estreito de Ormuz. É o funil do Golfo Pérsico, por lá passa um terço do petróleo do mundo, 17 milhões de barris por dia. Sem este abastecimento, os preços do combustível chegariam a níveis insuportáveis, o que impediria reativar a economia mundial e deixar a recessão para trás.
O Estado-maior iraniano afirma que “não há nada mais fácil que fechar este Estreito”. Multiplica as manobras navais na região, para demonstrar que está em condições de cumprir as suas ameaças. Washington respondeu que o bloqueio da passagem estratégica de Ormuz seria considerado um “caso de guerra”, e reforçou a sua 5ª Frota, que navega pelo Golfo.
É muito improvável que o Irã tome a iniciativa de bloquear a passagem de Ormuz (embora possa tentá-lo, em represália a uma agressão). Em primeiro lugar, porque daria um tiro no pé, já que exporta o seu próprio petróleo por esta via, e que os recursos destas exportações lhe são vitais.
Em segundo lugar, porque atingiria alguns dos seus principais parceiros, que o apoiam no seu conflito com os Estados Unidos. Principalmente a China, cujas importações de petróleo, que chegam a 15% do consumo, procedem do Irã. A sua eventual interrupção paralisaria parte do aparelho produtivo.
As tensões estão abertas. As chancelarias do mundo observam, minuto a minuto, uma perigosa escalada que pode desembocar num grande conflito regional. Estariam implicados não apenas Israel, os Estados Unidos e o Irã, mas também três outras potências do Médio Oriente: a Turquia, cujas ambições na região voltaram a ser consideráveis; a Arábia Saudita, que sonha há décadas em ver destruído o seu grande rival islâmico xiita; e o Iraque, que poderia romper-se em duas partes: uma xiita e pró-iraniana; outra sunita e pró-ocidental.
Além disso, um bombardeio das instalações nucleares iranianas pode provocar uma nuvem radioativa nefasta para a saúde de todas as populações da área (incluídos os milhares de militares norte-americanos e os habitantes de Israel). Tudo isso conduz a pensar que embora os belicistas ergam a voz com força, o tempo da diplomacia ainda não terminou.
*Ignacio Ramonet é jornalista e diretor do jornal Le Monde Diplomatique.
Fonte: Vermelho.org
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A maioria dos norte-americanos apóiam imperialismo belicísta de Barack Obama
O Presidente Barack Obama tem o apoio da maioria dos norte-americanos sobre a política externa e de segurança nacional, em especial o uso de aviões não tripulados e a sua estratégia militar no Afeganistão, afirma uma sondagem publicada na quarta-feira.Barack Obama, que conseguiu consolidar esta vantagem com o sucesso da missão que matou Osama Bin Laden no dia 1 de Maio no Paquistão, inspira mais confiança aos eleitores em temas de segurança que o republicano Mitt Romney, até agora favorito para o enfrentar nas eleições de Novembro, segundo o estudo dojornal “Washington Post” e “ABC”.
Ao todo, 83 por cento dos inquiridos afirmaram apoiar o uso de aviões sem piloto contra suspeitos de terrorismo, um método considerado ilegal pelos grupos de defesa dos direitos humanos.
Por outro lado, 78 por cento afirmaram aprovar a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, resolução tomada por Obama e criticada pelos republicanos, em especial por Romney.
Segundo a sondagem, 56 por cento dos consultados afirmam ter mais confiança em Obama para lutar contra o terrorismo, enquanto 36 por cento apostam em Romney. Outros 56 por cento apoiam a política externa de Obama, enquanto 37 por cento têm mais confiança em Romney nesta matéria.
A confiança geral em Obama subiu para 50 por cento, nível mais alto do que há um ano. Se as eleições presidenciais fossem hoje, Obama obtinha 51 por cento dos votos e Romney 45 por cento.
Fonte: Jornal da Angola
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
Meu coração está de luto pelos Irmãos do Pinheirinho
Pobre São JoséOs cães da foto foram todos fuzilados pela Policia Militar do Estado de São Paulo durante a desocupação da Comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos.
Os animais foram assassinados quando defendiam seus donos contra os alienígenas fardados que ali chegaram e não pouparam nem residências e nem pessoas.
Me pergunto e o leitor que responda:
Como é possível que uma cidade que leva o nome sagrado de São José permaneça em seu mutismo?
Como é possível tamanha brutalidade contra esses animais cujo único crime foi a solidariedade?
A solidariedade com seus amigos – e não donos.
Um animal que se sacrifica para proteger um ser humano não tem dono, mas amigo.
O cãozinho da foto, preto com manchas brancas no peito era ainda filhote e nem assim foi poupado.
De onde vem tamanho ódio?
O que esses pobres animais fizeram?
De quem é a culpa?
Os culpados serão penalizados?
Onde está a justiça?
Animais abatidos por defender seus amigos.
Abatidos impiedosamente.
Pobres animais.
Pobre São José.
Pobre humanidade.
Pobres de nós.
Fonte: Bourdoukan, Gilson Sampaio
ANJOS DE QUATRO PATAS
Existem pessoas que não gostam de cães.
Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo
de quatro patas.
Ou se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para
perceber quem estava ali.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.
Quem mais podería dar amor incondicional
Amizade sem pedir nada em troca.
Afeição sem esperar retorno
Proteção sem ganhar nada
Fidelidade 24 horas por dia?
Alguns anjos não possuem asas
Possuem quatro patas, um corpo peludo,
Nariz de bolinha, orelhas de atenção
Olhar de aflição e carência
Apesar dessa aparência
São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)
E dedicam-se aos humanos tanto quanto qualquer anjo
costuma dedicar-se.
Que bom sería, se todos os humanos pudessem ver a
Humanidade perfeita de um CÃO!
Retratação
Fica aqui meu agradecimento ao amigo Marcelo que trouxe a informação.
Acusações argentinas sobre Malvinas são "lixo", diz Reino Unido
O embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, negou nesta sexta-feira que seu país tenha militarizado o Atlântico Sul, disse que as acusações argentinas "são lixo" e criticou o país sul-americano por iniciar uma "guerra de declarações" quando se completam 30 anos da "invasão ilegal" das Malvinas. "Nada mudou em relação a nosso posto de defesa nas ilhas Falkland (Malvinas)", afirmou o embaixador britânico na sede da ONU, depois que a Argentina formalizou sua queixa perante o organismo por causa da "militarização" da região, ao que respondeu que as supostas provas apresentadas são "lixo".
O embaixador, que se negou a comentar se seu país deslocou submarinos nucleares, reiterou sua determinação de seguir defendendo os habitantes das ilhas "para que não se repita" a invasão de 1982 e criticou o Governo de Cristina Fernández de Kirchner por propiciar uma "escalada da retórica" verbal entre ambas as nações.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira que Argentina e Reino Unido "evitem uma escalada" na disputa pelas Ilhas Malvinas, após manifestar sua "preocupação" com a crescente troca de acusações entre ambos os países em torno desta questão.
Ban ki-Moon "espera que os governos da Argentina e do Reino Unido evitem uma escalada nesta disputa e resolvam as divergências de forma pacífica e por meio do diálogo", segundo um comunicado da ONU, após uma reunião entre o secretário-geral e o chanceler argentino, Héctor Timerman, em Nova York. Ban Ki-Moon ofereceu seus "bons ofícios para resolver esta disputa" e permanece "disponível se ambos os países desejarem", conclui o texto.
Timerman denunciou nesta sexta o Reino Unido na ONU pela "militarização" do Atlântico Sul, depois da decisão de Londres de enviar um moderno destróier às Ilhas Malvinas, ocupadas pelos britânicos desde 1883 e que têm sua soberania reivindicada pela Argentina.
A tensão entre Buenos Aires e Londres aumenta com a proximidade do 30º aniversário da Guerra das Malvinas, que começou no dia 2 de abril de 1982 e terminou 74 dias depois com 255 britânicos e 649 argentinos mortos em combate e com a rendição das tropas da Argentina, na época governada por uma ditadura.
Fonte: DefesaNet
Alcoolismo leva tribo norte-americana a processar fabricantes
Uma tribo indígena do Estado americano de Dakota do Sul está processando alguns dos maiores fabricantes de cerveja do mundo por causa dos problemas causados pelo álcool na sua comunidade, segundo jornais locais.
O jornal Omaha World-Herald afirma que a tribo Sioux de Oglala iniciou uma ação no Estado de Nebraska contra quatro lojas de bebidas na pequena vila de Whiteclay, quatro distribuidores do Estado e cinco das maiores fabricantes mundiais de bebidas alcoólicas.As empresas vendem o equivalente a 13 mil latas de cerveja e garrafas de destilados por dia na vila de apenas 12 habitantes. Whiteclay é o entreposto comercial mais próximo, a cerca de 32 quilômetros da reserva indígena de Pine Ridge, onde o álcool é proibido.
O procurador do Estado e ex-senador Tom White representa a tribo. Ele disse ao jornal que "eles (os alvos do processo) ajudam as pessoas a violar a lei". "Este processo é para responsabilizá-los e impedir a devastação de todo um povo e a sua cultura", afirmou.
Uma em quatro tribos apresenta problemas causados pelo álcool. Os Oglala pedem US$ 500 milhões para serem destinados para o sistema de saúde, reabilitação infantil e serviços sociais.
Eles afirmam que o processo é a última tentativa de acabar com o problema, após protestos e a ação policial não terem funcionado.
A expectativa de vida na comunidade, uma das mais pobres dos EUA, é entre 45 e 52 anos, a segunda mais baixa das Américas, maior apenas do que a do Haiti. No resto dos EUA, é de 77,5 anos.
Fonte: Voz da Rússia
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Ministro da Defesa aprova a implantação da Doutrina de Mobilização Militar
O ministro da Defesa, Celso Amorim, aprovou a implantação da Doutrina de Mobilização Militar (DMM), medida inédita na história do país.O novo documento, que serve de base para a mobilização e a desmobilização das Forças Armadas em situações de crise ou de agressão externa, atende aos objetivos e às diretrizes estabelecidas na Política de Mobilização Militar.
Os fundamentos da DMM são a preservação da soberania e dos interesses nacionais. Um de seus princípios estabelece que, para que o país possa enfrentar, com êxito, situações de emergência, é necessário que as Forças Armadas tenham recursos humanos, material, de serviços e instalações que complementem a Logística Militar existente no país.
Dessa forma, no período de normalidade da nação, há que se preparar as ações a serem adotadas na hipótese do surgimento de ameaças à soberania nacional ou de acidentes naturais de grandes proporções.
Incluem-se nesse período, entre outras medidas, a colocação de encomendas nas indústrias da Base Industrial de Defesa (BID); a formação e cadastramento de reservas aptas; o incremento de pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos de interesse dual (militar e civil); a busca de padronização e nacionalização de materiais e itens de interesse militar para emprego dual; a especificação e acompanhamento de fontes produtoras de material de defesa, no país e no exterior; e a seleção e cadastramento de empresas públicas e privadas de prestação de serviços.
Cabe ao Ministério da Defesa orientar as Forças Armadas para as medidas a serem empreendidas, em harmonia com o processo de desenvolvimento do país, particularmente o incentivo à criação de uma base industrial de defesa.
Segundo o documento, ter capacidade de mobilização é fator fundamental para que as Forças Armadas brasileiras se estruturem de modo compatível com a estatura político-estratégica que o Brasil vem adquirindo nos últimos anos e um elemento de dissuasão estratégica no cenário mundial.
A Portaria 185, publicada no Diário Oficial de 31 de janeiro, deu efeito à DMM, que preenche uma lacuna no estabelecimento dos fundamentos doutrinários para a defesa nacional. Com a aprovação da doutrina, o Ministério da Defesa inicia a preparação de um manual com orientações para a mobilização militar.
Fonte: DefesaNet
Imagem: Google


