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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os judeus e a indústria pornográfica



Cada vez mais o judaísmo deixa de ser uma questão religiosa para se revelar um agente de sabotagem e corrupção da nossa sociedade.


Alfredo Braga








Por Nathan Abrams
Artigo publicado em 2005 na revista A HEBRAICA

Pouco se fala do papel dos judeus no item menos glamuroso de Hollywood, a indústria de filmes para adultos. Talvez fosse preferível fingir que a história não existisse.
Mas a realidade é outra. Judeus laicos(1) desempenharam (e continuam a exercer) um papel comparativamente desproporcional nesta lucrativa indústria americana.

Os judeus envolvidos na pornografia
(2) têm uma longa história nos EUA, e ajudaram a transformar uma subcultura marginal em algo que faz parte da cena local.
Aliás, um cartão postal satírico produzido na Alemanha para judeus poloneses retrata estudantes do Talmude assistindo à apresentação de uma dançarina de cancan.
A presença judaica na indústria pornográfica está dividida em dois grupos (que às vezes se sobrepõem): pornógrafos e artistas.
Apesar de os judeus representarem apenas 2% da população dos Estados Unidos, ocupam posição de destaque na área da pornografia. Entre 1890 e 1940, muitos dos livreiros especializados em literatura erótica eram imigrantes judeus de origem alemã. Segundo Jay A. Gertzman, que escreveu um livro a respeito do negócio na pornografia, "judeus eram proeminentes na distribuição de gallantiana, [ficção sobre temas eróticos e livros de piadas e versos obscenos] romances avant-garde de sexo explícito, revistas impressas em papel barato, textos sobre sexologia... "

No período pós-guerra, Reuben Sturman, o "Walt Disney da pornografia", era a figura mais notória do ramo na América. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Sturman controlou a maior parte do material pornográfico em circulação no país durante toda a década de 1970.


Nascido em 1924, ele cresceu na parte leste de Cleveland. No início, vendia principalmente revistas de quadrinhos. Mas quando percebeu que a venda de revistas sobre sexo dava um lucro vinte vezes maior do que o obtido com os quadrinhos, passou a comercializar exclusivamente material pornográfico, chegando mais tarde a produzir seus próprios títulos e a montar lojas de varejo. No final dos anos 1960, Sturman ocupava o topo da lista de distribuidores de revistas de sexo e em meados dos anos 1970 tinha mais de duzentas livrarias para adultos. Ele também introduziu no mercado versões modernas das tradicionais cabinas escuras, individuais, e o espectador agora assiste a filmes de sexo explícito num pequeno monitor de TV. Dizia-se que Sturman não controlava a indústria de entretenimento para adultos – mas que ele era a indústria. Foi condenado por evasão fiscal e outros crimes e morreu em desgraça na prisão, em 1977. O filho David continuou dirigindo os negócios da família.

A versão contemporânea de Sturman é Steven Hirsch, 43 anos, também de Cleveland, descrito como "o Donald Trump da pornografia". A ligação entre ambos é Fred, pai de Steven, ex-corretor de ações e braço direito de Sturman. Hoje, Hirsch comanda o Vivid Entertainment Group, uma espécie de Microsoft do mundo da pornografia, a maior produtora de filmes "adultos" dos Estados Unidos. Sua especialidade era trazer técnicas de marketing para a indústria. De fato, o grupo adota práticas semelhantes às empregadas pelos grandes estúdios de Hollywood nas décadas de 1930 e 1940, em particular quanto aos contratos de exclusividade que firma com astros do cinema contratados e moldados por Hirsch.


Moças e rapazes de família

A maioria dos atores principais e boa parte das atrizes nos filmes de sexo explícito produzidos nas décadas de 1970 e 1980 é de judeus.
O veterano entre os garanhões é Ron Jeremy. Conhecido no meio pornográfico como "o porco-espinho", Jeremy é um dos grandes astros norte-americanos da categoria. Tem 51 anos, vem de uma família judia de classe média alta de Queens, atuou em mais de mil e seiscentos filmes para adultos e dirigiu outros cem.
Ídolo na América, um herói para judeus e não judeus de todas as idades, personaliza aquele homem desmazelado, gordo, feio e cabeludo que infalivelmente leva dúzias de lindas mulheres para a cama. Jeremy simboliza uma espécie de rei David dos dias de hoje, um supergaranhão que desbanca os tradicionais heróis judeus. Sua importância na indústria foi recentemente destacada com o pornodocumentário sobre sua vida, Porn Star: The Legend of Ron Jeremy. Como o astro pornográfico judeu provavelmente mais conhecido dos EUA, Jeremy fez maravilhas em favor da psiquê dos homens judeus americanos. Ele também lançou um CD, Bang-a-Long-With Ron Jeremy. Por uma módica quantia (que inclui o frete), é possível ouvir as histórias prediletas da carreira de Jeremy narradas pelo próprio ídolo.

Nascido Adam Glasser, Seymore Butts é tudo o que Ron Jeremy não é: jovem, atraente e musculoso. Glasser, um judeu de 39 anos de Nova York, abriu uma academia em Los Angeles em
1991. Quando ninguém apareceu, ele pediu emprestado uma câmara de vídeo por 24 horas, foi a um clube de strip-tease, recrutou uma mulher, voltou ao seu estabelecimento e começou a gravar. Apesar do fracasso da fita, uma boa dose de hutzpá e alguns cartões com seu nome e atividade comercial, ele fez um acordo com um fabricante e começou a produzir vídeos pornográficos.
Em poucos anos, montou uma das maiores franquias no ramo de filmes para adultos. Rei absoluto do gênero "gonzo" (caracterizado pela câmara nas mãos e a ilusão de espontaneidade dos vídeos caseiros), ele é hoje, possivelmente, o magnata judeu mais famoso da indústria. Seymore Inc., sua empresa, lança cerca de 36 filmes por ano, cada um custando menos de US$ 15 mil, mas que rendem mais de dez vezes esta quantia.

Glasser emprega doze pessoas, incluindo a própria mãe (a "madame" da foto) responsável pela contabilidade do "negócio da família", sorridente e bem-humorada [aquela figura forçada da tal "mãe judia", tão decantada pelo cinema e pela mídia judaica?] e incansável na busca de uma noiva para o filho e seu primo Stevie, tão adorável quanto voraz. Atualmente, Glasser tem até um programa de TV, "Family Business," mistura de novela e documentário em dez episódios, cujos créditos de abertura exibem sua foto no dia do bar-mitzvá.

Atrás do dinheiro


Judeus sempre estiveram presentes na indústria cinematográfica basicamente porque foram aceitos. Alguns partiram para a pornografia; outros, para Hollywood. Tudo era tão novo que as barreiras restritivas vigorando em tantas outras áreas do cenário americano na época ainda não tinham sido erguidas.
Na pornografia, nunca houve qualquer discriminação. E, na época, início do século passado, um homem de negócios não precisava de muito dinheiro para fazer um filme. Para a exibição, tudo de que precisava era um projetor, uma tela e algumas cadeiras. Livres da obrigação de manter o status quo e sem nada a perder com inovações, os judeus estavam dispostos a explorar maneiras inéditas de ganhar a vida. Gertzman explica que quando os judeus se viam excluídos de alguma atividade, voltavam-se para um ofício onde sentiam que poderiam prosperar ao lado de colegas, num regime de esforço coletivo... Há muito tempo começaram a cultivar os dons e o temperamento característico dos que trabalham como intermediários e têm orgulho de suas habilidades.

A indústria de entretenimento adulto exigia algo que sobrava aos judeus: hutzpá, isto é, atrevimento, ousadia
. Muitos dos pioneiros no ramo eram gênios em marketing e empreendedores ambiciosos cujo êxito se originou da obstinação, inteligência e de uma autoconfiança sem limites.

É óbvio que o grande número de judeus na indústria pornográfica sempre foi motivado, principalmente, pelo desejo de lucrar. E se os reis judeus de Hollywood souberam construir uma fábrica de sonhos, uma tela em branco sobre a qual podiam ser criadas e projetadas suas próprias visões da América, os magnatas da pornografia revelaram um talento único para bem compreender os apetites do público.

Abraham Foxman (na foto ao lado) presidente da Liga Anti-difamação, a ADL, explica: Aqueles judeus que entraram na indústria pornográfica fizeram-no como indivíduos em busca do "sonho americano". Como acontece em Hollywood, judeus que ingressam no mundo da pornografia não costumam anunciar sua origem. A maioria dos artistas e pornógrafos se originam em famílias judias de não praticantes. Sturman, no entanto, identificou-se publicamente como judeu, tendo sido um doador generoso para várias entidades beneficentes da comunidade e o ator Richard Pacheco, isto é, Howie Gordon, chegou a ser entrevistado para a yeshivá (escola de judaísmo). Queria ser rabino.



Pouquíssimos filmes pornográficos baseiam-se abertamente em temas judaicos, embora Ron Jeremy tenha tentado uma vez reunir diversos astros para produzir um filme pornográfico kasher. A exceção é Debbie Duz Dishes, em que Nina Hartley interpreta uma dona de casa judia sexualmente insaciável que sente prazer com qualquer um que toque sua campainha. O filme vendeu muito bem, teve algumas seqüências e hoje em dia é difícil encontrar para comprar – talvez indicação de um novo filão a ser explorado. Segundo um editorial publicado no site da World Union of Jewish Students, "há milhares de pessoas procurando pornografia judaica. Depois de 'calendário judaico', 'judeus solteiros', 'judeus para compromisso sério' e 'festas religiosas judaicas', as palavras-chave mais usadas para buscas no site www.goim.com são 'pornografia judaica'. É um fato."

Por que judeus, em particular, usam a pornografia para ganhar a vida? Há alguma outra razão, além da financeira?
É certo que existe aí um elemento de rebeldia. O tabu e o proibido atraem por natureza. Como já escrevi uma vez, taref significa "um universo de sexualidade proibida, a sexualidade dos gentios, onde imagina-se que estejam todas as delícias... "

Segundo um conhecedor da indústria que prefere o anonimato
, citado por E. Michael Jones na edição de maio de 2003 da revista Culture Wars, "os personagens principais dos filmes feitos na década de 1980 eram judeus de famílias seculares e moças vindas de escolas católicas". A cena padrão de sexo explícito seria, portanto, resultado da fantasia masculina judaica de copular com uma gentia católica.
Além disso, como o
judeu ortodoxo e fofoqueiro do mundo pornô Lukeford explica em seu site, "pornografia é apenas uma das formas de expressão da revolta contra o pré-estabelecido, contra a disciplina imposta pela obediência à Torá que marca um judeu vivendo o judaísmo". É também rebeldia contra os pais que esperam dos filhos diplomas de medicina, direito, contabilidade. No mesmo site, o artista pornô Bobby Astyr diz as coisas da seguinte forma: "É como apontar o dedo médio para cima olhando para os tios cheios de anéis que quase me apedrejaram quando garoto por querer ser músico."

À medida que as influências religiosas perderam fôlego, judeus laicos americanos, principalmente os moradores da área da baía na Califórnia, encontraram no sexo um meio de libertação pessoal e política. Os Estados Unidos ofereciam a sociedade mais livre em que os judeus já tinham vivido e prova disso foi o crescimento da indústria para adultos. Aquelas judias fazendo sexo na tela era a contradição explícita do estereótipo da mimada "princesinha judia americana". Elas – e é só uma especulação –
podiam ver a si mesmas cumprindo a promessa da liberação, emancipando-se do que a feminista Betty Friedan chamou, em 1963, do "confortável campo de concentração", que seria o lar, ao seguirem para a Terra Prometida dos sets de filmagem do sul da Califórnia. Era um passaporte para a liberdade sócio econômica. Mas tinham escolha: podiam entrar ou não, ao contrário de outras mulheres coagidas por razões financeiras e outras circunstâncias. E, uma vez conquistada a autonomia, mantinham-se sobre as próprias pernas, particularmente porque é prática da indústria as mulheres ganharem o dobro do que os homem para atuar.

Revolucionários por natureza


Ampliando a tese da subversão, o envolvimento judaico no meio pornográfico também pode ser encarado e analisado como um gesto obsceno dirigido a todo o establishment protestante anglo-saxão branco (Wasp) dos Estados Unidos. Alguns astros da pornografia vêem a si mesmos como combatentes da linha de frente na batalha espiritual entre a América cristã e o humanismo secular. [batalha espiritual?... mas desde quanto proxenetas e cafetinas representam o "humanismo secular"?] Segundo Lukeford, muitos desses atores freqüentemente vangloriam-se da "alegria de serem os anárquicos garanhões sexuais incomodando os rebanhos puritanos".

Este argumento resultaria de um ódio atávico à autoridade cristã. Astyr se recorda de "ter que correr ou lutar na escola primária por ser judeu. É bem provável que minha carreira pornográfica seja, em parte, aquele dedo médio apontado para cima – desta vez, uma resposta a gente como meus colegas de escola". Al Goldstein, o antigo proprietário da revista Screw, declarou que "a única razão pela qual nós judeus, estamos nesta indústria é porque achamos Cristo um fiasco. O catolicismo é um fiasco. Não acreditamos em autoritarismo".

[aparentemente, só os católicos, a Igreja e o próprio Papa, ainda não entenderam o que essa gente anda tramando contra a nossa decadente sociedade e aviltada Civilização Cristã]

A pornografia torna-se, assim, um meio de deflorar a cultura cristã e seu caráter subversivo ganha mais força à medida que penetra o âmago do contexto dominante nos Estados Unidos
e é, sem dúvida, consumida pelos mesmos protestantes anglo-saxões brancos que a condenam em público. Hoje, busca novos extremos que desafiam até mesmo as fronteiras da estética característica do gênero. A intenção de chocar (e de entreter) é tão clara quanto as novas posições sexuais reproduzidas na tela.

Trata-se de mais um quadro em que o ímpeto revolucionário, radical, típico dos imigrantes judeus na América foi canalizado para a política sexual e não para a esquerda política.
Da mesma forma que o número de judeus envolvidos em movimentos radicais ao longo dos anos sempre foi desproporcional, também excede qualquer proporção a extensão de sua presença na indústria pornográfica. Os judeus americanos foram, desde o começo, revolucionários sexuais. Eram judeus aqueles que estavam na linha de frente do movimento que forçou os Estados Unidos a adotarem uma postura menos severa em relação ao sexo. Durante a revolução sexual dos anos de 1960, Wilhelm Reich, Herbert Marcuse e Paul Goodman substituíram Marx, Trotsky e Lênin como leitura obrigatória. Enquanto Reich preocupava-se com trabalho, amor e sexo, Marcuse, por sua vez, profetizava que uma utopia socialista libertaria os indivíduos, permitindo-lhes alcançar a satisfação sexual. Sobre as "belíssimas conseqüências culturais" que acompanhariam a legalização da pornografia, Goodman escreveu que "tornariam nobre toda nossa arte" e "humanizariam a sexualidade."

Richard Pacheco é um artista de filmes para adultos que leu o casamento intelectual de Freud e Marx escrito por Reich: "Antes de conseguir meu primeiro papel, cheguei a uma seleção de atores para um filme pornô usando cabelos até a altura das nádegas, levando um exemplar de Sexual Revolution de Reich debaixo do braço e falando aos berros sobre trabalho, amor e sexo."
No artigo Rabbi Dresner's Dilemma: Torah v. Ethnos, escrito por E. Michael Jones para a edição de maio de 2003 da revista Culture Wars,
o rabino Samuel H. Dresner diz que "a rebelião judaica verifica-se em diversos níveis", sendo um deles "o papel proeminente dos judeus como advogados de experimentos sexuais". Os atores pornográficos judeus não passariam, portanto, de um grupo que enaltece a rebeldia, a auto-satisfação e a promiscuidade.
Este breve panorama e análise do papel e da
motivação por trás de pornógrafos e artistas tem a intenção de jogar a luz sobre um item negligenciado da cultura popular judaica nos Estados Unidos.

Pouco se escreve a respeito. Um livro como A History of the Jews in América, de Howard M. Sachar (New York: Knopf, 1992), simplesmente ignora o assunto. E se pode apostar que as comemorações do 350º aniversário da chegada dos judeus à América não incluíram qualquer referência às inovações judaicas no ramo. Até mesmo a tolerante Time Out New York é reservada em tratar a questão, embora a Heeb, uma publicação mais iconoclasta, planeje uma edição sobre o tema.


À luz da visão judaica
, relativamente aberta em relação a sexo, por que sentimos vergonha da presença de judeus na pornografia? Podemos até não gostar mas, o fato é que seu papel na indústria é e sempre foi significativo.(3)

Notas

(1) Judeus religiosos e fanáticos rabinos têm se especializado em outras áreas do crime organizado.

(2) O tráfico de mulheres brancas e de entorpecentes, a prostituição em larga escala, devidamente industrializada, é obra reconhecidamente judaica. Há uma sociedade internacional denominada Zwig Migdal, que explora esse rendoso negócio e contra a qual têm sido impotentes todas as polícias dos países corrompidos, ou judaizados e "liberais". Ver a documentação reveladora em Julio Alsogaray, La prostitutión en Argentine, Editora Denoel et Steele, Paris.

(3) Sim, e também é profundamente significativo o cinismo desse Abraham Foxman ao tentar justificar o proxenetismo judeu, ou o descaramento dessa agremiação, A HEBRAICA, ao publicar (como mais um exemplo da insídia judaica) um texto sobre a perversão da influência judia em nossa sociedade, e assim demonstrar de onde vem, realmente, o veneno e a corrupção que nos atinge diariamente. A insolência com que o autor do texto, e os velhacos rabinos, elogiam a sordidez das táticas judaicas para contaminar e corromper as nossas populações, só vem confirmar a malícia desse antigo e perverso conluio judeu. É evidente que não estamos lidando com cavalheiros.

"E deves destruir todos os povos que o Senhor teu Deus te der, e teu olho não terá piedade deles." Deuteronômio 7: 2-16


Por isso, não é de se estranhar que o presidente do
Congresso Mundial Judaico, Edgar Bronfman, também seja o presidente e dono da maior destilaria de bebidas alcoólicas do mundo, a Seagram's Company Ltd., cuja tentacular rede de fabricação e distribuição vai se estendendo por todos os continentes. Essa "família" judia especializou-se no contrabando de bebidas alcoólicas da sua destilaria no Canadá, para os Estados Unidos, já na época da "Lei Seca" (Bronfman, em yidish, significa whiskey man, "o homem do uísque"). Recentemente eles venderam a Seagram's para uma multinacional e transferiram os "negócios da família" para outros ramos do "entretenimento", mas sem abandonar totalmente a velha especialidade; ainda não é de se estranhar, portanto, a grande movimentação e o empenho dos judeus Bronfmans para liberarar o uso e o comércio das drogas alucinógenas como o "santo daime", a maconha, o skank... Edgar Bronfman é
também grande financiador da Liga Anti-Difamação da maçonaria da B'nai Brith, e em seu discurso, vai deixando no ar a sugestão de fabricação de incidentes de "anti-semitismo", para realimentar a esquizofrenia paranóide da rancorosa "identidade judaica", e do abalado mito do "holocausto judeu". Aqui no Brasil temos uns políticos, muitos artistas e diretores de teatro, e até Ministros de Estado, um da "Cultura" e outro do "Meio Ambiente", e jornalistas articulistas – não por acaso judeus – todos muito bem articulados na apologia e na campanha pelas liberação das drogas entorpecentes e alucinógenas; um de seus principais agentes propagandistas no Parlamento Nacional até publica livros sobre "a influência do cânhamo para o desenvolvimento da humanidade"... (Fernando Gabeira, A maconha). Quanto à rede internacional do tráfico da heroína e da cocaína, certas entidades judaicas e grandes sinagogas e escolas de judaísmo, têm se encarregado, avidamente, desse comércio monstruoso.

O sinistro propósito dessas sinagogas e dos seus "veneráveis" rabinos, vai ficando escandalosamente claro ao compreendermos o alcance dos comentários sobre as suas dissimuladas estratégias como, por exemplo, este esclarecedor relato do judeu Israel Eichler:

"Mesmo os rabinos anti-sionistas (como os neturei karta) declaram que ao encararmos o mundo exterior (ele se refere ao nosso mundo, o mundo dos nossos pais e avós, o mundo dos nossos filhos, à nossa civilização) nós (os judeus) precisamos apresentar uma frente unida."


Sim, eles podem simular dissidências, ou divergências na interpretação das suas escrituras; podem até sacrificar algum "bode expiatório" quando lhes for conveniente, ou quando a polícia o apanhar com a boca na botija, mas as suas cavilações e perfídia sempre vieram dessa "frente unida", desse talmúdico rancor contra o que eles chamam de "mundo exterior".

É realmente inquietante verificar que enquanto nós e os nossos filhos íamos nos relacionando e convivendo com essas pessoas, imaginando que a nossa sinceridade e boa-fé transpunha diferenças e preconceitos, elas nunca se comportaram assim para conosco, ao contrário: há muito tempo vêm agindo por trás dessa cínica e ladina "frente unida" contra todos nós, contra os nossos valores, contra a nossa civilização.


Não é por acaso que essa "frente unida" é um dos mais repetidos e obstinados treinamentos que desde a mais tenra infância os judeus vão incorporando mesmo antes de freqüentarem as suas yeshivas, essas escolas de judaísmo. Por isso, não devíamos nós, os habitantes deste nosso mundo iluminado sob o sol, nos unirmos e nos protegermos da escuridão dessa cabala e da insídia e malícia desse mundo subterrâneo?


A.B.


"
Se a desconfiança e a hostilidade contra os judeus tivesse surgido somente num único país e só numa determinada época, seria fácil identificar as razões dessa aversão. Mas, ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, antipatizada pelos habitantes de todas as terras e nações no seio das quais se estabeleceu. Como os inimigos dos judeus existiram entre os mais diversos povos, os quais habitavam regiões distantes entre si e eram regidos por leis determinadas até por princípios opostos, e se não tinham os mesmos costumes e eram distintos no espírito de suas culturas, então as causas do anti-semitismo devem ser procuradas entre os próprios judeus, e não entre os seus antagonistas."

Bernard Lazare

anarquista judeu


Antisémitisme, son histoire et ses causes
, Paris 1934, Tomo I, pág.32





Fonte: http://www.alfredo-braga.pro.br
Imagem: Google

Em apoio ao blog Octopus






ALANAC rebate declarações do "Doutor" Drauzio Varella sobre fitoterápicos

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Após um ano, Líbia continua mergulhada no caos

Sem atos oficiais nem desfiles militares. Assim foi assinalado o primeiro aniversário do levantamento dos mercenários na Líbia. Em Tripoli e Benghazi, muitos líbios aproveitaram a oportunidade para expressar seu desespero para com a morosidade da reconstrução do país e das instituições e serviços públicos.

Manifestaram-se contra a corrupção, a insegurança e a criminalidade, as promessas que tardam em concretizar-se.

A mesma fonte adianta que o presidente do chamado Conselho Nacional de Transição (CNT), Abdel Jalil, e o primeiro-ministro, Abdel el-Keib, deslocaram-se à segunda cidade do país para participar nas celebrações, mas dispensaram, taticamente, o cerimonial.

O CNT justificou a reserva por respeito aos “mártires da revolução”. Na verdade, o Conselho tem sido contestado por muitos dos que até há pouco tempo o apoiavam, incluindo os que combateram em seu nome. Recentemente, Abdel Jalil viu-se mesmo perseguido pela fúria de centenas de líbios, precisamente em Benghazi.

Na cidade, a segurança foi reforçada devido ao receio de infiltrações de pró-kadhafistas nas celebrações, na segunda (20), e nem o boato de que o CNT iria distribuir 1600 dólares por cada família a propósito do aniversário do levantamento armado de 17 de Fevereiro (Russia Today) parece ter revigorado a simpatia das massas.

De acordo com um estudo da universidade de Oxford, citado pela Russia Today, 35% dos líbios desejam a restituição do anterior regime. Um dos filhos de Kadhafi, Saadi, garantiu, a partir do Níger, onde se encontra exilado, que uma revolta com o objetivo de resgatar a soberania da Líbia está prestes a ser desencadeada. Supostamente terá o apoio do recém criado Movimento Popular Nacional (Público 18 de fevereiro de 2012).

Poder balcanizado

O fato é que a situação política e social é tensa. O CNT não dirige mais que os assuntos correntes que aparecem nos gabinetes do denominado governo de transição.
Nas ruas o poder é outro. Reparte-se entre 100 a 300 grupos diferentes (ninguém arrisca cálculos rigorosos), envolvidos num braço-de-ferro para assegurar o respectivo quinhão entre os despojos da agressão imperialista.

Em Tripoli, por exemplo, brigadas de Misrata e Zilten continuam a controlar a cidade. Negociações sobre o seu desarmamento ou, no mínimo, subordinação às novas autoridades têm-se revelado infrutíferas. Uma milícia controla o aeroporto internacional, outras dividem os bairros da capital como se fossem feudos. Não raramente enfrentam-se nas ruas, aterrorizando a população (Associated Press, 17 de fevereiro de 2012).

A agência France Press sublinha o ambiente de “incerteza sobre a estabilidade e segurança”, motivados pela “lei” exercida pelas milícias, que ditam normas consoante o contexto e observando sempre os seus propósitos materiais e reforço de influência.

Um conselheiro do Banco Mundial nota que as milícias “desenvolveram interesses dos quais recusam abdicar”. Nem a promessa de inclusão dos seus membros nos futuros contingentes da polícia e das forças armadas, como tem sido repetidamente prometido o CNT, se revelou eficaz, sublinha também a AFP.

Impunidade absoluta

“Calculamos que existam 50 mil combatentes”, admitiu Ashur el-Shames, porta-voz do CNT, citado pelo El País. Uma parte destes combatentes guardam cerca de oito mil pessoas encarceradas sem qualquer acusação formal.

Mais grave ainda, organizações como a Médicos Sem Fronteiras ou a Anistia Internacional relatam a proliferação da tortura nas prisões. Esta última voltou a insistir, quarta-feira (16), na denúncia da tortura como prática corrente e aceite.

Enquanto isso, os criminosos que ordenaram os bombardeamentos ininterruptos e massivos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante sete meses continuam impunes. Pelo menos 30 mil pessoas morreram e 50 mil ficaram feridas. Outras quatro mil pessoas estão desaparecidas, informou, em setembro passado, o CNT.

Cidades como Sirte estão em ruínas e despojadas de gente. A violência arbitrária impera a par da criminalidade perpetrada pelos grupos de bandoleiros fortemente armados, que acossam as populações, denuncia a Russia Today.

O El País fala mesmo em limpeza étnica salientando o caso da vila de Tauerga, próxima de Misrata, povoada por descendentes de escravos oriundos da África negra.

Tidos como apoiantes do anterior regime, são agora alvo de uma mistura de “ódio político com racismo soterrado”, conclui o diário. “Casas saqueadas e queimadas, ruas destruídas e silenciosas é o cenário observado, atribuído à vingança levada a cabo pelos sublevados vindos de Misrata.

Os cerca de 35 mil habitantes de Tauerga são agora refugiados ou reclusos no seu próprio país. Estão impedidos de regressar. É uma retaliação pela suposta fidelidade a Kadhafi.

“Tivemos de deixar as nossas casas devido à brutalidade das milícias”, contou Atiya al Mayub ao El País. “No dia em que parti, contei quarenta cadáveres só no meu bairro”, acrescentou.
Mayub encontra-se, como milhares de outros cidadãos, à guarda das milícias. Em 6 de fevereiro, os mercenários vieram buscar alguns detidos. Não foi a primeira vez que Mayub assistiu à seleção de presos que ou não regressam ou regressam massacrados pelos maus-tratos.

Mas desta vez os algozes cravaram-lhe um desgosto que nunca mais vão abandonar: mataram o seu filho, de 13 anos, quando disparavam sobre a multidão de encarcerados, que protestava contra aquela coleta sádica de varões para torturar.

A hipocrisia

A recentemente criada agência humanitária para a Líbia, dependente das Nações Unidas, admite a existência de “ressentimentos” contra os moradores de Tauerga, mas diz que esta é uma “matéria sensível” e que “qualquer dirigente que se pronuncie publicamente a favor dos habitantes” corre o risco de, no mínimo, “perder as próximas eleições”.

Admite-se hipocritamente os assassinatos. Transige-se com a tortura, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a propósito do 17 de fevereiro na Líbia, pediu cinicamente às autoridades líbias para que respeitem os direitos humanos. “Uma revolução realizada em nome dos direitos humanos não pode degenerar na sua violação”, declarou Ki-moon (Público, 18 de fevereiro de 2012).
Ki-moon sabe que o genocídio que está ocorrendo na Líbia “revolucionária”, como nomeou, não é uma degenerescência, mas parte de um projeto calculado pelos “combatentes da liberdade”, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconheceu, promoveu e animou quando deu cobertura à agressão da Otan contra a Líbia.

Ki-moon, os EUA e a União Europeia (UE) sempre souberam que, como disse Diderot, “do fanatismo à barbárie vai um passo”. Ainda na última reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra, puderam confirmar o pensamento cavernícola das atuais autoridades líbias quando o novo representante do país no referido organismo declarou que “a homossexualidade ameaça a religião e a reprodução da espécie humana” (Russia Today).

Sabem e souberam sempre, mas como até meados deste ano Tripoli promete fazer regressar a produção de petróleo aos níveis de antes da guerra imperialista, pouco importa que a Líbia e o seu povo permaneçam no caos.



Fonte: Prensa Latina

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão

Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".






Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá





Fonte: Youtube, Indicado pelo amigo P.P.P.

Coreia do Norte classifica como loucura manobra EUA-Coreia do Sul


A Coreia do Norte qualificou, neste sábado (25), de loucura belicista nunca perdoável as manobras militares que a Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciarão na próxima segunda-feira, as quais considera também uma silenciosa declaração de guerra.

O porta-voz do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) acrescentou que os exercícios "Key Resolve", até o dia 9 de março, e "Foal Eagle", do 1 desse mês ao dia 30 de abril, constituem um desafio frontal à paz e a segurança da península.

Para as primeiras operações, serão mobilizados 200 mil efetivos sul-coreanos e ao redor de dois mil 100 do Pentágono, segundo informações procedentes de Seul.

De acordo com a declaração do porta-voz, difundida pela agência de notícias KCNA, as autoridades do sul e os belicistas internos e externos "se jogam sem vacilar ao aventureiro caminho da guerra sem conhecer bem o seu rival, iludindo com uma mudança ao estilo egípcio e uma vitória de modo líbio".

O documento responsabiliza os Estados Unidos pela situação de guerra existente ao reiterar que a presença de suas tropas na parte sul constitui o obstáculo principal para a paz e segurança na península. Perante o novo cenário, o porta-voz advertiu que "nosso exército e povo tomam a firme decisão de defender a segurança e a paz do país respondendo com uma guerra sagrada".

Esta reação soma-se a recentes denúncias contra as próximas manobras, consideradas pela RPDC ensaios de guerra contra seu território.



Fonte: Agência Prensa Latina

OMS admite omitir efeitos de dano à saúde pelo flúor para ‘prevenir controvérsia’


Uma menção no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que houveram sugestões por membro ou membros da reunião do Grupo de Trabalho de Aspectos Químicos em Tóquio, realizada em 2002, para omitir a informação sobre os “efeitos adversos à saúde” do flúor para “evitar uma polêmica”.

“Na reunião do Grupo de Trabalho de Aspectos Químicos (Tóquio, 2002), o grupo foi informado de que a monografia estava sendo finalizada, e houve uma discussão considerável sobre vários aspectos do projeto, incluindo uma sugestão de que a monografia não deve misturar a discussão sobre o benefício do uso de flúor com efeitos adversos à saúde para evitar polêmica. A monografia não foi discutida na reunião das Orientações para a água potável do Grupo de Qualidade de Trabalho (Genebra, 2004). O documento está em edição e layout (2005). A apresentação para os Grupos de Trabalho do Programa de Saúde Oral da OMS sobre a importância da fluoretação foi feita em 2005.”

A OMS deliberadamente omite informações cruciais sobre os efeitos prejudiciais do fluoreto nas suas futuras publicações, que por sua vez funcionam como princípios orientadores, quase que mandamentos, para os estados de todo o mundo.

Dr Richard Shames, graduado em Harvard e na Universidade da Pensilvânia, após uma investigação aprofundada sobre os efeitos do flúor sobre o sistema biológico humano, observou:

“(…) Os campos de concentração nazistas utilizavam água fluoretada para suprimir a vontade e o vigor dos reclusos. Isso parece ter acontecido durante os anos 1930 e foi o primeiro exemplo conhecido de água fluoretada, para uma população específica.”

O fluoreto, em qualquer quantidade, é nada menos do que uma arma química. Considerando que é aplicada a populações inteiras ou a certos grupos dentro de uma população, a definição é a guerra química, uma ferramenta mais útil para os eugenistas que têm a intenção do despovoamento do planeta.



Fontes:Infowars, Noticias Alternativas, Prova Final

Agradecimento ao amigo P.P.P.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O amargo chá do colonialismo inglês

*Por Gilson Caroni Filho

Ao negar as acusações da presidente Cristina Kirchner de que esteja militarizando o Atlântico Sul e rejeitar qualquer solução negociada sobre a soberania das ilhas Malvinas, o governo do premiê David Cameron comprou uma briga complicadíssima, impossível de ser vencida: com seu próprio passado que combinou, com perfeição, a intransigência, o garrote e a libra.

A diplomacia britânica ainda conserva desconcertantes sutilezas herdadas do seu passado imperial. Sofismas e negação de evidências são a marca registrada quando se trata de ocultar velhos métodos. No transcurso de dois séculos, os ingleses usaram e abusaram da ingerência política, econômica, diplomática e militar. Possivelmente, mesmo depois do declínio, ainda conservem o modus operandi.

Para alcançar seus objetivos, os sucessivos governos de Sua Majestade recorreram a invasões, guerras, à desestabilização interna e ao acirramento de conflitos regionais para assegurar sua supremacia em regiões colonizadas. Também, em diferentes épocas, contaram com diversos aliados: presidentes, ministros, chanceleres, generais, banqueiros e mercenários de toda ordem.

Voltemos à guerra de 1982. Quatro anos antes, em 1978, Chile e Argentina estiveram a ponto de entrar em guerra pelo litígio do Canal de Beagle. Ao serem desatadas as hostilidades pelas Malvinas, o governo de Santiago recusou a aliar-se aos seus vizinhos como fez o resto da América Latina, opôs-se à convocação do Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) e absteve-se em todas as votações que condenaram a agressão britânica e o apoio norte-americano. A posição chilena favorecia o Reino Unido e, contudo, os ingleses colocaram o parceiro em evidência, expondo-o a consequências desagradáveis.

Foi a própria mídia estatal inglesa a encarregada de revelar o papel determinante do Chile para a inteligência britânica que teria instalado naquele país um sistema de espionagem eletrônica das bases argentinas em Ushuaia, Rio Grande e Rio Gallego.

Não, não houve qualquer trapalhada diplomática. Essas declarações de "gratidão" não obedeceram aos bons modos britânicos, mas sim à sua prática constante de dividir para reinar, fomentando a ressurreição de antigos eixos geopolíticos, pelos quais cada país se considera inimigo de seu vizinho, em proveito do inimigo de todos eles que costuma ser também o abastecedor de armas. Um cenário felizmente superado na região.

Quando negam as intenções militares, os ingleses parecem ter esquecido que, em 1985, a Argentina protestou energicamente perante a OEA contra uma base aérea no arquipélago. O então ministro das Relações Exteriores, Dante Caputto, garantiu que a conversão das Malvinas numa poderosa base militar constituía "uma grave ameaça à segurança de nossa nação, à paz e à tranquilidade do nosso continente e, por conseguinte, à paz e à tranquilidade no mundo".

O comunicado da Secretaria de Exterior britânica, afirmando que cabe aos Kelpers (como são chamados os habitantes das ilhas) decidirem seu próprio destino (“Eles escolheram a cidadania britânica, têm liberdade para determinar seu futuro e não haverá negociações com a Argentina a não ser que eles assim desejem”), prima pelo sofisma e pela jactância imperial.

Como recorda o historiador Dino Freitas "no século XVII, Oliver Cromwell esmagou a rebelião irlandesa usando tropas escocesas, e colonizou o norte da Irlanda com essas forças, que se ambientaram à região do Ulster, dando origem às raízes do atual conflito anglo-irlandês. Os chamados protestantes irlandeses, de irlandeses não tem quase nada. Com o estabelecimento de uma população de colonos britânicos no Atlântico Sul, os ingleses aplicam a mesma estratégia. Introduzem uma população fanática e cegamente leal para defender seus interesses, já que nunca desejarão ser argentinos".

È previsível saber os futuros desejos dos Kelpers. Cameron, como um pugilista desonesto, procura meter o dedo no olho inchado de seu rival. Se no século retrasado, isso serviu para dominar os mares e o comércio - explorar os recursos naturais e amarrar os povos periféricos na roda dos juros compostos de seus créditos que nunca terminavam de se pagar - hoje os ingleses buscam, além do petróleo, conservar os remanescentes daquele esplendor, alimentando sua moderna indústria bélica e agregando valor a vários setores de sua combalida economia.

À América Latina não cabe outra posição que não seja de irrestrito apoio às reivindicações do governo de Cristina Kirchner.



*Gilson Caroni Filho é colaborador da Carta Maior e professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro.

Fonte: Carta Maior

Irã rechaça alegações de Israel na ONU

O Irã reclamou nesta quinta-feira (23) ao Conselho de Segurança solicitando que atue para frear Israel em suas ações ilegais, assassinatos encobertos, ameaças de utilizar a força e políticas e práticas terroristas contra outros povos.

A reclamação foi feita pelo embaixador iraniano na ONU, Mohammad Khazaee, em uma carta que recusa alegações de Tel Aviv sobre uma suposta participação do Irã em recentes ataques contra objetivos israelenses na Tailândia, Índia, Geórgia e Azerbaijão.

A missiva recorda que Teerã tem sido claro em sua condenação aos atos de terrorismo em todas as suas formas e manifestações seja onde for e quaisquer que sejam os seus autores.

Assim, a carta faz referência ao assassinato de cientistas nucleares iranianos por parte de grupos e elementos terroristas respaldados pelo regime israelense, aos quais dá treinamento, facilidades e logística.

A carta, dirigida ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao Conselho de Segurança, acusa Tel Aviv de desenvolver contra o Irã uma extensa gama de operações encobertas e de guerra cibernética e psicológica e de ameaçar com um golpe militar.

O governo da República Islâmica do Irã reitera que não se deve ter dupla moral no confronto contra o terrorismo, aponta o texto distribuído na sede de Nações Unidas.

Agrega que "se o regime israelense tivesse sido responsabilizado pelos crimes que tem perpetrado na história de sua curta existência, incluída a ocupação dos territórios de outros povos, não seríamos hoje testemunhas de suas atrocidades".

E aponta que esses crimes requerem uma clara e decidida resposta das Nações Unidas, em particular do Conselho de Segurança.


Fonte: Prensa Latina

"Os verdadeiros covardes vão para Teerã"

Por Pepe Escobar, no Asia Times Online


Imagine o sonho molhado clássico dos neoconservadores dos EUA: olham o Irã num mapa e salivam, vendo entroncamentos entre Europa e Ásia, entre o mundo árabe e o subcontinente indiano, entre o Mar da Arábia e a Ásia Central, com 10% das reservas comprovadas de petróleo (mais de 150 bilhões de barris) e 15% das reservas comprovadas de gás do mundo – um complexo de energia maior que a Arábia Saudita e fiscal das rotas de energia do Golfo Pérsico para o Ocidente e a Ásia, pelo Estreito de Ormuz.

É feito um capitão de poltrona gordo e flácido, hipnotizado por bailarina competente que dança em seu colo. Você será minha, honey. É mudança de regime na veia. Vamos expulsar de lá o dono daquele boteco. Se não... O pessoal vai começar a falar: que porcaria de potência hegemônica franga é essa?!

E assim os neoconservadores ganharam seu pacote de Ano Novo, com as sanções/embargo do governo de Obama contra o Irã, devidamente replicadas pelos poodles europeus. Mas não era para dar no que deu. A bailarina de lap dance saltou e aplicou uma chave de pescoço no capitão de poltrona: agora, quem está sufocando é ele, não ela. A coisa toda está... dando chabu! Exatamente como a outra Grande Ideia dos neoconservadores – a invasão, ocupação e inevitável derrota no Iraque, que já custou mais de US$1 trilhão.

Baby, me embargue de novo

Revisemos algumas das provas mais recentes. Teerã mandou dois navios de guerra pelo Canal de Suez, rumo ao Mediterrâneo; bloquearam – nada mais nada menos – o porto sírio de Tartus. Nem faz muito tempo, o ditador já caído em desgraça e amigo íntimo da Casa de Saud teria, provavelmente, bombardeado os dois navios.

Teerã cortou as exportações de petróleo para os dois principais europeus poodles de guerra, Reino Unido e França. É só 1% das importações britânicas e 4% das francesas – mas a mensagem é clara: se os países Club Med já em depressão insistirem em acompanhar os doidos-por-guerra anglo-franceses, os próximos serão eles.

O barril de cru já está custando US$ 121 – preço mais alto, em oito meses. West Texas Intermediate, negociado em New York, está em torno de US$ 105. O cru Brent é crucial, porque determina o preço da gasolina ao consumidor em quase todos os EUA e Europa Ocidental. Os neoconservadores juraram sobre suas Bíblias e Torahs que o preço não subiria. Já subiu – funcionando como relógio e provando mais uma vez que eles sabem, sobre especulação, o que sabe um bebê de dois anos (com todo o respeito pelos bebezinhos).

O que Teerã está perdendo por causa das sanções – em termos de menores exportações para a Europa – está sendo largamente compensado pelo aumento do preço do petróleo causado pela obcecação por guerras dos neoconservadores doentios. Como se não bastasse, Teerã venderá mais petróleo para seus principais clientes asiáticos – China, Índia, Japão e Coreia do Sul; e até a Turquia, vejam só, em planos variados de diplomacia, já disse que Washington vá lamber sabão e cuidar da própria vida.

Como Asia Times Online já noticiou, demorou um pouco, mas Irã e China acabam de selar um novo acordo de preço do petróleo. E o gasoduto Irã-Paquistão é questão resolvida. E Afeganistão e Paquistão – como o Irã – querem muito ser admitidos à Organização de Cooperação de Xangai [ing. SCO], acelerando a integração econômica regional.

O fato de os lobbystas pró-Israel que redigiram o pacote de sanções não terem previsto que tudo isso aconteceria só prova, mais uma vez, que vivem a vida vegetativa de homens “de ação” de capitães de poltrona.

Os papagaios neoconservadores ficaram agarrados à conversa fiada das “sanções debilitantes” e blá-blá-blá. Ou à porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, casada com o neoconservador Robert Kagan, que garantia que todos esses países seriam pressionados a fazer o que pudessem “para aprofundar as sanções, sobretudo para que se desliguem do cru iraniano”. Ninguém está “se desligando” de coisa alguma, exceto os poodles europeus especialistas em se autoderrotar.

Está também aí, afinal exposto, o mito da “capacidade reserva” da Arábia Saudita. Não existe. As reservas sauditas diminuem à velocidade de 3% ao ano (a Arábia Saudita está exportando 11,8 milhões de barris/dia, e diminuindo). Além do mais, a Casa de Saud não quer extrair mais óleo, porque precisa dos altos preços, para continuar subornando a própria população, para que ninguém pense em primaveras árabes.

Mas há ainda uma cereja sobre o bolo, deliciosa demais para deixar sem anotar. Apesar das “sanções debilitantes”, o banco de investimentos Goldman Sachs não excluiu o Irã de sua seleção dos “Next 11” [1] nem do cálculo do novo índice que regerá um novo fundo de investimento nos N-11 e que o Goldman Sachs criou no ano passado [2]. O Irã continua avaliado como uma das cinco nações em desenvolvimento que têm “produtividade e sustentabilidade de crescimento acima da média”. Talvez uma Britney Spears persa devesse cantar “Baby, me embargue de novo”.

Baby, estou chegando pra pegar você [3]

Do ponto de vista de Washington, a única coisa que realmente conta na interminável disputa nuclear é se o Irã pode ou não chegar a ter capacidade para construir uma bomba atômica em tempo recorde, para o caso de a liderança em Teerã ficar absolutamente convencida de que o Irã será atacado pelo eixo EUA-Israel.

É exatamente o que disse o diretor da Inteligência Nacional dos EUA James Clapper, em audiência na Comissão das Forças Armadas do Senado, na quinta-feira passada: que o Irã “é mais que capaz de produzir urânio enriquecido em quantidade suficiente para uma bomba, se os líderes políticos, especificamente, o Supremo Líder, decidirem que assim seja.”[4]

O que Clapper não esclareceu é que Teerã está enriquecendo urânio a apenas 3,5%; para bomba atômica, teria de chegar a 95% de enriquecimento – o que seria imediatamente detectado pela Agência Internacional de Energia Atômica.

Se acontecer – e há aí um imenso “se” – não haverá como impor “mudança de regime” por lá, se a mudança tiver de vir de fora. E, assim, bye bye ao Grande Prêmio em petróleo e gás sonhado por todos, do realista Dr. Zbig Brzezinski ao ex-Darth Vader, Dick Cheney.

E lá estará a Ouroboro, tudo de novo – a serpente que morde o próprio rabo. Temos de bombardear para mudar o regime, e a bailarina lambuzada de petróleo dançará no nosso colo de rico.

O problema é que nem o governo Obama nem os principais generais do Pentágono estão convencidos de que seja bom negócio.

Para o comandante do estado-maior das forças conjuntas dos EUA, general Martin E. Dempsey, “Seria prematuro decidir exclusivamente que tenha chegado a hora, para nós, da opção militar”.

E o tenente-general Ronald Burgess, diretor da Agência de Inteligência da Defesa, disse ao Congresso na quinta-feira que “é pouco provável que o Irã inicie ou provoque intencionalmente um conflito”. Não surpreende: o próprio Dempsey admitiu que a liderança em Teerã, ao contrário do que nunca se cansam de repetir os “especialistas” da imprensa neoconservadora, “é ator racional”.

E isso faz alguma diferença para os neoconservadores e sua legião de lambe-botas midiáticos? Não. De fato, não lhes faz qualquer diferença. Até que consigam algum idiota para guerrear por eles – como, por exemplo, um presidente Republicano – os verdadeiros covardes continuarão indo para Teerã, dia e noite, no mais molhado de seus sonhos molhados.

Notas dos tradutores
[1] Os “Next Eleven” ( N-11, “próximos 11”) são 11 países – Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia, Coreia do Sul e Vietnã – que Goldman Sachs e Jim O'Neill identificaram, no relatório do banco de investimentos de 12/12/2005, como países com alto potencial de virem a ser, ao lado dos países BRICS, as maiores economias do mundo no século 21.

[2] Ano passado, o banco de investimentos Goldman Sachs lançou novo fundo para investimentos nos mesmos países N-11, no qual o Irã continua incluído para efeitos de cálculo do índice que rege o novo fundo. De novo, só, que o índice que rege o novo fundo mudou de nome! Sobre isso, ver 27/1/2011, “Investing in the 'Next eleven' in EM: Goldman Sachs launches new fund”, Atholl Simpson: “O novo fundo será regido por um novo índice chamado MSCI GDP Weighted N-11 (ex-“Índice Irã”), baseado no PIB dos países N-11”.
O Banco de Investimentos Goldman Sachs, portanto, não dá qualquer sinal de acreditar que as sanções econômicas impostas pelos EUA tenham potência para “debilitar” a economia iraniana, evidência que Pepe Escobar anota no artigo de hoje. Em nota que se lê hoje na página do banco de investimentos, Goldman Sachs apenas esclarece que: “O Fundo não investirá em empresas organizadas sob as leis iranianas, ou domiciliadas no Irã nem em outras empresas, como seja necessário para respeitar as sanções econômicas que os EUA impuseram ao Irã” [nota autorizada pelo autor, por e-mail].

[3] Orig. “Baby, I'm coming to get ya”. É título de canção gravada por Lisa Stanfield. Em cenário e circunstâncias diferentes (e sem “baby”), é fala famosa do filme Rambo, dita por Stallone, nas circunstâncias que se veem no filme.

[4] Sobre isso, ver também 20/2/2012, MK Bhadrakumar, “EUA e Irã avançam (devagar) rumo a conversações”.




Fonte: Redecastorphoto. Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu.
Imagem: Google (colocada por este blog)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

EUA cria base e reforça ação imperialista no Caribe

Os Estados Unidos buscam garantir interesses próprios no Caribe e afiançará sua política imperilaista na região com a instalação de uma base naval na República Dominicana, denunciou nesta terça-feira (21) o canal Russia Today (RT).

Washington planeja construir uma base naval na ilha Saona, no extremo sudeste dominicano, com um forte, quartéis e outras instalações militares, com um investimento de um milhão e meio de dólares, comentou a versão em espanhol do RT.

O polítólogo Sandino Astúrias declarou ao canal de televisão russo que o argumento oferecido pelo Comando Sul estadunidense de lutar contra o narcotráfico é só uma justificativa para garantir interesses da Casa Branca na região.

Além disso, isso busca justificar a presença bélica norte-americana na região, pois "não temos visto a efectividade no combate militar ao tráfico de drogas na área", destacou.

De fato, a luta contra o narcotráfico, com esta lógica de intervenção militar preventiva na Colômbia, América Central e Caribe, para nada tem detido o tráfico de entorpecentes, comentou.

O objetivo consiste em afiançar suas posições militares na área, tanto para garantir o controle de recursos naturais na zona caribenha, como para atuar em qualquer conflito, se fosse o caso, estimou Astúrias.

Nesta segunda-feira (20), ao menos 14 partidos e organizações sociais na República Dominicana se pronunciaram contra a construção da mencionada base naval estadunidense.



Fonte: Prensa Latina

Imagem: Google


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Senadores do "Império" Americano ameaçam países da América Latina

Senadores dos Estados Unidos do Norte ameaçam os Estados da América Latina diante do aumento das relações econômicas e militares com o Irã.



De acordo com a Press TV, o senador democrata Robert Menendez disse:


"Os países da América Latina, que mantêm relações econômicas e militares com o Irã devem saber que correm o risco de sofrer sanções."










O também senador republicano Marco Rubio alerta os países latino-americanos do risco que é a manutenção da relação com o Irã e enfatiza que os chefes de Estado da América Latina brincam com fogo.

A razão para tais afirmações por parte dos políticos norte-americanos é a popularidade crescente do Irã na região, o que torna os EUA preocupados.

Muitos chefes de Estados latinos aumentaram suas relações diplomáticas com o Irã, enquanto que com os EUA diminuíram.



Tremei, Latinos, os sionistas decidiram que vocês só podem ter amigos que eles - os sionistas - permitirem.







Fonte: german.irib.ir, brasilmostraatuacara.blogspot.com
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