Um minucioso, lúcido e irrefutável artigo de Noam Chomsky para a Al Jazeera [vinculado pela Carta Maior na última terça-feira (21)] colocando numa perspectiva, no mínimo, realista (pra não dizer brutal) razões, motivações e fatos que conduzem a um raciocínio sobre o declínio real dos EUA nos últimos anos, merece, a meu ver, ser aqui parcialmente reproduzido: fonte tão boa e honesta o leitor mundial não terá outra, isso ele pode apostar.
Por Márcia Denser*
Exemplo lapidar do que se está afirmando sobre a ausência absoluta de confiabilidade da mídia é um diálogo do hacker Justin Long com Bruce Willis no filme Duro de Matar 4.0 (2007): quando BW liga o rádio, sintonizando as notícias para saber o que está acontecendo,o jovem lhe ri na cara e dispara: “Você ainda acredita no que diz a mídia coorporativa, vovô?(e isto implica toda a mídia do planeta). Há muito, nós, jovens, não a ouvimos. Ela só presta pra duas coisas: infundir medo na população e nos fazer consumir cada vez mais besteiras que não precisamos!”.
Síntese admirável, não?
Voltando a Chomsky. Este afirma que, há algum tempo, os Estados Unidos entraram numa nova fase: a do declínio auto-infligido. Desde os anos 70, ocorrem mudanças significativas na economia dos EUA à medida que estrategistas – estatais e do setor privado – passaram a conduzi-la para a financeirização e à exportação de plantas industriais. Essas decisões deram início ao círculo vicioso no qual a riqueza e o poder político se tornaram altamente concentrados, os salários dos trabalhadores se estagnaram e a carga de trabalho aumentou, bem como o endividamento das famílias.
No item “Perdendo a China e o Vietnã”, ele observa que, olhando de perto o declínio americano, a China joga um grande papel nele, como já o fazia há 60 anos, uma vez que o declínio não é um fenômeno recente. Ele remonta ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando os EUA possuíam a metade da riqueza do mundo, dispondo de níveis globais de segurança incomparáveis. E os estrategistas políticos estavam conscientes dessa enorme disparidade de poder e pretendiam mantê-la assim.
Citando George Kennan, “um pacifista moderado”, este observa que o objetivo político central era manter a “posição de disparidade” que separava a nossa enorme riqueza da pobreza dos outros. E para alcançar esse objetivo “nós deveríamos parar de falar de objetivos irreais, como direitos humanos, elevação do padrão de vida e a democratização”, e “lidar com conceitos estritos de poder, não limitados por slogans idealistas como altruísmo e o benefício do mundo”. (grifos meus). Kennan estava se referindo especificamente à Ásia, mas as observações dele se generalizaram, com exceções, aos participantes do atual sistema de dominação global dos EUA. Ficou bastante claro que os “slogans idealistas” deveriam ser apresentados sobretudo quando dirigidos aos outros, inclusive às classes intelectualizadas, das quais se esperava que os disseminassem.
Chomsky: “O plano de Kennan ajudou a formular e a implementar a tomada de controle dos EUA do Hemisfério Oeste, do Extremo Leste e das regiões do ex-império britânico (incluindo os recursos energéticos do Oriente Médio), e o quanto foi possível da Eurásia, sobretudo seus centros comerciais e industriais. Esses não eram objetivos irreais, dada a distribuição do poder. Mas o declínio foi então definido de vez. Em 1949, a China declarou independência, um evento conhecido no discurso americano como “a perda da China”. A terminologia é reveladora. Só é possível perder o que, em algum momento, se teve. A aceitação implícita, geral, era que os EUA tinham a China por direito, juntamente com a maior parte do resto do mundo.”
Para Chomsky, a “perda da China” foi o primeiro grande passo do “declínio americano”. Foi o que teve grandes consequências políticas. Uma delas foi a decisão imediata de apoiar o esforço francês de reconquista da sua ex-colônia da Indochina, para que esta também não fosse “perdida”. A Indochina em si não era a preocupação maior, a despeito das afirmações de suas riquezas naturais por parte do presidente Eisenhower e outros. A preocupação maior era antes com a “teoria do efeito dominó” (frequentemente ridicularizada – enquanto os dominós não caem), mas permanece um princípio regulador da política, porque é bastante racional. Para adotar a versão Henri Kissinger dele, uma localidade que cai fora do controle, pode se tornar um “vírus” que irá “contagiar”, isto é, induzir outros a seguir o mesmo caminho.
No caso do Vietnã, a preocupação era que esse vírus do “desenvolvimento independente” pudesse infectar a Indonésia, rica em recursos. E isso podia levar o Japão – o “superdominó” – a “acomodar” uma Ásia independente como seu centro tecnológico e industrial num sistema que escaparia do alcance do poder dos EUA. Isso significaria, com efeito, que o EUA haviam perdido a fase “Pacífico da Segunda Guerra”, a qual tentou impedir que o Japão estabelecesse uma Nova Ordem na Ásia.
O modo de lidar com o problema é claro: destruir o vírus e “inocular” aqueles que podem ser infectados. No caso do Vietnã, a escolha racional era destruir qualquer esperança de desenvolvimento independente bem sucedido e impor ditaduras brutais no entorno. Essas tarefas foram levadas a cabo com sucesso – embora a história tenha sua própria astúcia, e algo similar ao que era temido desde então se desenvolveu no Leste da Ásia. Para consternação de Washington.
Anos após os grandes eventos de 1965, o conselheiro para Assuntos de Segurança Nacional de Kennedy e Johnson, McGeorge Bundy, refletiria que teria sido sensato acabar com a guerra do Vietnã a tempo, destruindo-se o “vírus” virtualmente e, o principal, mantendo-se o “dominó” solidamente em seu lugar, no esteio de outras ditaduras apoiadas pelos EUA. Procedimentos similares eram rotineiramente seguidos em outros lugares.
Kissinger concentrou-se especialmente na ameaça da democracia socialista no Chile. Tal ameaça acabou em outra data esquecida, que os latino-americanos chamam de “O Primeiro 11 de Setembro” que, em violência e efeitos nefastos, excedeu em muito o outro 11 de Setembro – no caso, a ditadura do General Pinochet, como parte da praga de repressão brutal que se espalhou pela América Latina e América Central nos anos Reagan (a propósito, ver também Naomi Klein no livro “A doutrina do choque”, 2006).
Esse vírus tem gerado preocupações profundas aqui e ali, inclusive no Oriente Médio, onde a ameaça de um nacionalismo secular tem consternado os estrategistas britânicos e estadunidenses, induzindo-os a apoiar o fundamentalismo islâmico para opor-se a ele. Mesmo com tais vitórias, o declínio americano continuou. Por volta de 1970, a parte da riqueza do mundo dos EUA saltou para 25%, basicamente onde está hoje, concentração ainda colossal, mas bastante inferior àquela de fins da Segunda Guerra. Nessa época, o mundo industrial era “tripolar”: a base norte americana, a europeia, da Alemanha, e a do Leste da Ásia, já a região industrial mais dinâmica, naquele tempo com base no Japão, mas hoje incluindo as ex-colônias japonesas de Taiwan e o Sul da Coréia, e mais recentemente a China.
Foi nesse período que o declínio americano tornou-se auto-infligido, à medida que os estrategistas econômicos passaram a conduzi-lo para a financeirização e exportação de plantas industriais, levadas a cabo em parte pelo declínio da taxa de lucro na indústria doméstica. Essas decisões deram início ao círculo vicioso no qual a riqueza se tornou altamente concentrada (dramaticamente nos 0,1% da população), levando à concentração de poder político, e então à desregulação e às mudanças nas regras da administração corporativa – o que permitiu imensos ganhos para os executivos – e por aí vai.
Enquanto isso, para a maioria, os salários reais foram majoritariamente estagnados e ao povo só restou aumentar a carga de trabalho (muito além da europeia), a dívida insustentável e as repetidas bolhas, desde os anos Reagan; criando riquezas de papel que desapareciam inevitavelmente quando a bolha estourava (e seus perpetradores eram resgatados pelos contribuintes). Paralelamente, o sistema político foi se fragmentando, enquanto ambos os partidos mergulhavam cada vez mais nos bolsos das corporações com a escalada do custo das eleições. Os republicanos ao nível do absurdo e os democratas – agora “ex-republicanos moderados” – não ficando muito atrás.
E Chomsky conclui: “Um estudo recente do Instituto de Política Econômica, que tem sido a maior fonte de dados respeitáveis sobre o desenvolvimento, é chamada Failure by Design (Fracasso por Ecomenda]. A frase “by design” é acurada. Outras escolhas eram certamente possíveis. E como mostra o estudo, o “fracasso” tem um corte de classe. Não há fracasso para os “designers”. Longe disso. As políticas fracassaram para a imensa maioria, os 99%, na imagem dos movimentos Occupy, e para o país, que tem declinado e continuará a fazê-lo sob essas políticas.”
Pois é, pelo “re-design” dos atuais estrategistas, “perda” e “fracasso” são conceitos que se “relativizam”: se foi para 99% da população norte-americana e mundial, azar. Mas, inexoravelmente, prossegue o declínio” do Império do 1%, prova irrefutável que a realidade não se deixa “relativizar” de modo algum: o que sobe tem que cair. Inevitavelmente. E o vírus da concentração de riqueza nas mãos de 1% inevitavelmente é letal. Para “eles”, naturalmente. Porque nós já “morremos”.
* Márcia Denser é jornalista e colunista do Congresso em Foco.
Fonte: Congresso em Foco, vermelho.org Imagem: Google (colocada por este blog)
Cada vez mais o judaísmo deixa de ser uma questão religiosa para se revelar um agente de sabotagem e corrupção da nossa sociedade.
Alfredo Braga
Por Nathan Abrams Artigo publicado em 2005 na revistaA HEBRAICA
Pouco se fala do papel dos judeus no item menos glamuroso de Hollywood, a indústria de filmes para adultos. Talvez fosse preferível fingir que a história não existisse. Mas a realidade é outra. Judeus laicos(1) desempenharam (e continuam a exercer) um papel comparativamente desproporcional nesta lucrativa indústria americana. Os judeus envolvidos na pornografia(2) têm uma longa história nos EUA, e ajudaram a transformar uma subcultura marginal em algo que faz parte da cena local. Aliás, um cartão postal satírico produzido na Alemanha para judeus poloneses retrata estudantes do Talmude assistindo à apresentação de uma dançarina de cancan. A presença judaica na indústria pornográfica está dividida em dois grupos (que às vezes se sobrepõem): pornógrafos e artistas. Apesar de os judeus representarem apenas 2% da população dos Estados Unidos, ocupam posição de destaque na área da pornografia. Entre 1890 e 1940, muitos dos livreiros especializados em literatura erótica eram imigrantes judeus de origem alemã. Segundo Jay A. Gertzman, que escreveu um livro a respeito do negócio na pornografia, "judeus eram proeminentes na distribuição de gallantiana, [ficção sobre temas eróticos e livros de piadas e versos obscenos] romances avant-garde de sexo explícito, revistas impressas em papel barato, textos sobre sexologia... "
No período pós-guerra, Reuben Sturman, o "Walt Disney da pornografia", era a figura mais notória do ramo na América. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Sturman controlou a maior parte do material pornográfico em circulação no país durante toda a década de 1970.
Nascido em 1924, ele cresceu na parte leste de Cleveland. No início, vendia principalmente revistas de quadrinhos. Mas quando percebeu que a venda de revistas sobre sexo dava um lucro vinte vezes maior do que o obtido com os quadrinhos, passou a comercializar exclusivamente material pornográfico, chegando mais tarde a produzir seus próprios títulos e a montar lojas de varejo. No final dos anos 1960, Sturman ocupava o topo da lista de distribuidores de revistas de sexo e em meados dos anos 1970 tinha mais de duzentas livrarias para adultos. Ele também introduziu no mercado versões modernas das tradicionais cabinas escuras, individuais, e o espectador agora assiste a filmes de sexo explícito num pequeno monitor de TV. Dizia-se que Sturman não controlava a indústria de entretenimento para adultos – mas que ele era a indústria. Foi condenado por evasão fiscal e outros crimes e morreu em desgraça na prisão, em 1977. O filho David continuou dirigindo os negócios da família.
A versão contemporânea de Sturman é Steven Hirsch, 43 anos, também de Cleveland, descrito como "o Donald Trump da pornografia". A ligação entre ambos é Fred, pai de Steven, ex-corretor de ações e braço direito de Sturman. Hoje, Hirsch comanda o Vivid Entertainment Group, uma espécie de Microsoft do mundo da pornografia, a maior produtora de filmes "adultos" dos Estados Unidos. Sua especialidade era trazer técnicas de marketing para a indústria. De fato, o grupo adota práticas semelhantes às empregadas pelos grandes estúdios de Hollywood nas décadas de 1930 e 1940, em particular quanto aos contratos de exclusividade que firma com astros do cinema contratados e moldados por Hirsch.
Moças e rapazes de família
A maioria dos atores principais e boa parte das atrizes nos filmes de sexo explícito produzidos nas décadas de 1970 e 1980 é de judeus. O veterano entre os garanhões é Ron Jeremy. Conhecido no meio pornográfico como "o porco-espinho", Jeremy é um dos grandes astros norte-americanos da categoria. Tem 51 anos, vem de uma família judia de classe média alta de Queens, atuou em mais de mil e seiscentos filmes para adultos e dirigiu outros cem. Ídolo na América, um herói para judeus e não judeus de todas as idades, personaliza aquele homem desmazelado, gordo, feio e cabeludo que infalivelmente leva dúzias de lindas mulheres para a cama. Jeremy simboliza uma espécie de rei David dos dias de hoje, um supergaranhão que desbanca os tradicionais heróis judeus. Sua importância na indústria foi recentemente destacada com o pornodocumentário sobre sua vida, Porn Star: The Legend of Ron Jeremy. Como o astro pornográfico judeu provavelmente mais conhecido dos EUA, Jeremy fez maravilhas em favor da psiquê dos homens judeus americanos. Ele também lançou um CD, Bang-a-Long-With Ron Jeremy. Por uma módica quantia (que inclui o frete), é possível ouvir as histórias prediletas da carreira de Jeremy narradas pelo próprio ídolo.
Nascido Adam Glasser, Seymore Butts é tudo o que Ron Jeremy não é: jovem, atraente e musculoso. Glasser, um judeu de 39 anos de Nova York, abriu uma academia em Los Angeles em1991. Quando ninguém apareceu, ele pediu emprestado uma câmara de vídeo por 24 horas, foi a um clube de strip-tease, recrutou uma mulher, voltou ao seu estabelecimento e começou a gravar. Apesar do fracasso da fita, uma boa dose de hutzpá e alguns cartões com seu nome e atividade comercial, ele fez um acordo com um fabricante e começou a produzir vídeos pornográficos. Em poucos anos, montou uma das maiores franquias no ramo de filmes para adultos. Rei absoluto do gênero "gonzo" (caracterizado pela câmara nas mãos e a ilusão de espontaneidade dos vídeos caseiros), ele é hoje, possivelmente, o magnata judeu mais famoso da indústria. Seymore Inc., sua empresa, lança cerca de 36 filmes por ano, cada um custando menos de US$ 15 mil, mas que rendem mais de dez vezes esta quantia. Glasser emprega doze pessoas, incluindo a própria mãe (a "madame" da foto) responsável pela contabilidade do "negócio da família", sorridente e bem-humorada [aquela figura forçada da tal "mãe judia", tão decantada pelo cinema e pela mídia judaica?] e incansável na busca de uma noiva para o filho e seu primo Stevie, tão adorável quanto voraz. Atualmente, Glasser tem até um programa de TV, "Family Business," mistura de novela e documentário em dez episódios, cujos créditos de abertura exibem sua foto no dia do bar-mitzvá.
Atrás do dinheiro
Judeus sempre estiveram presentes na indústria cinematográfica basicamente porque foram aceitos. Alguns partiram para a pornografia; outros, para Hollywood. Tudo era tão novo que as barreiras restritivas vigorando em tantas outras áreas do cenário americano na época ainda não tinham sido erguidas. Na pornografia, nunca houve qualquer discriminação. E, na época, início do século passado, um homem de negócios não precisava de muito dinheiro para fazer um filme. Para a exibição, tudo de que precisava era um projetor, uma tela e algumas cadeiras. Livres da obrigação de manter o status quo e sem nada a perder com inovações, os judeus estavam dispostos a explorar maneiras inéditas de ganhar a vida. Gertzman explica que quando os judeus se viam excluídos de alguma atividade, voltavam-se para um ofício onde sentiam que poderiam prosperar ao lado de colegas, num regime de esforço coletivo... Há muito tempo começaram a cultivar os dons e o temperamento característico dos que trabalham como intermediários e têm orgulho de suas habilidades.
A indústria de entretenimento adulto exigia algo que sobrava aos judeus: hutzpá, isto é, atrevimento, ousadia. Muitos dos pioneiros no ramo eram gênios em marketing e empreendedores ambiciosos cujo êxito se originou da obstinação, inteligência e de uma autoconfiança sem limites.
É óbvio que o grande número de judeus na indústria pornográfica sempre foi motivado, principalmente, pelo desejo de lucrar. E se os reis judeus de Hollywood souberam construir uma fábrica de sonhos, uma tela em branco sobre a qual podiam ser criadas e projetadas suas próprias visões da América, os magnatas da pornografia revelaram um talento único para bem compreender os apetites do público.
Abraham Foxman (na foto ao lado) presidente da Liga Anti-difamação, a ADL, explica: Aqueles judeus que entraram na indústria pornográfica fizeram-no como indivíduos em busca do "sonho americano". Como acontece em Hollywood, judeus que ingressam no mundo da pornografia não costumam anunciar sua origem. A maioria dos artistas e pornógrafos se originam em famílias judias de não praticantes. Sturman, no entanto, identificou-se publicamente como judeu, tendo sido um doador generoso para várias entidades beneficentes da comunidade e o ator Richard Pacheco, isto é, Howie Gordon, chegou a ser entrevistado para a yeshivá (escola de judaísmo). Queria ser rabino.
Pouquíssimos filmes pornográficos baseiam-se abertamente em temas judaicos, embora Ron Jeremy tenha tentado uma vez reunir diversos astros para produzir um filme pornográfico kasher. A exceção é Debbie Duz Dishes, em que Nina Hartley interpreta uma dona de casa judia sexualmente insaciável que sente prazer com qualquer um que toque sua campainha. O filme vendeu muito bem, teve algumas seqüências e hoje em dia é difícil encontrar para comprar – talvez indicação de um novo filão a ser explorado. Segundo um editorial publicado no site da World Union of Jewish Students, "há milhares de pessoas procurando pornografia judaica. Depois de 'calendário judaico', 'judeus solteiros', 'judeus para compromisso sério' e 'festas religiosas judaicas', as palavras-chave mais usadas para buscas no site www.goim.com são 'pornografia judaica'. É um fato."
Por que judeus, em particular, usam a pornografia para ganhar a vida? Há alguma outra razão, além da financeira? É certo que existe aí um elemento de rebeldia. O tabu e o proibido atraem por natureza. Como já escrevi uma vez, taref significa "um universo de sexualidade proibida, a sexualidade dos gentios, onde imagina-se que estejam todas as delícias... "
Segundo um conhecedor da indústria que prefere o anonimato, citado por E. Michael Jones na edição de maio de 2003 da revista Culture Wars, "os personagens principais dos filmes feitos na década de 1980 eram judeus de famílias seculares e moças vindas de escolas católicas". A cena padrão de sexo explícito seria, portanto, resultado da fantasia masculina judaica de copular com uma gentia católica. Além disso, como o judeu ortodoxo e fofoqueiro do mundo pornô Lukeford explica em seu site, "pornografia é apenas uma das formas de expressão da revolta contra o pré-estabelecido, contra a disciplina imposta pela obediência à Torá que marca um judeu vivendo o judaísmo". É também rebeldia contra os pais que esperam dos filhos diplomas de medicina, direito, contabilidade. No mesmo site, o artista pornô Bobby Astyr diz as coisas da seguinte forma: "É como apontar o dedo médio para cima olhando para os tios cheios de anéis que quase me apedrejaram quando garoto por querer ser músico."
À medida que as influências religiosas perderam fôlego, judeus laicos americanos, principalmente os moradores da área da baía na Califórnia, encontraram no sexo um meio de libertação pessoal e política. Os Estados Unidos ofereciam a sociedade mais livre em que os judeus já tinham vivido e prova disso foi o crescimento da indústria para adultos. Aquelas judias fazendo sexo na tela era a contradição explícita do estereótipo da mimada "princesinha judia americana". Elas – e é só uma especulação –podiam ver a si mesmas cumprindo a promessa da liberação, emancipando-se do que a feminista Betty Friedan chamou, em 1963, do "confortável campo de concentração", que seria o lar, ao seguirem para a Terra Prometida dos sets de filmagem do sul da Califórnia. Era um passaporte para a liberdade sócio econômica. Mas tinham escolha: podiam entrar ou não, ao contrário de outras mulheres coagidas por razões financeiras e outras circunstâncias. E, uma vez conquistada a autonomia, mantinham-se sobre as próprias pernas, particularmente porque é prática da indústria as mulheres ganharem o dobro do que os homem para atuar.
Revolucionários por natureza
Ampliando a tese da subversão, o envolvimento judaico no meio pornográfico também pode ser encarado e analisado como um gesto obsceno dirigido a todo o establishment protestante anglo-saxão branco (Wasp) dos Estados Unidos. Alguns astros da pornografia vêem a si mesmos como combatentes da linha de frente na batalha espiritual entre a América cristã e o humanismo secular.[batalha espiritual?... mas desde quanto proxenetas e cafetinas representam o "humanismo secular"?] Segundo Lukeford, muitos desses atores freqüentemente vangloriam-se da "alegria de serem os anárquicos garanhões sexuais incomodando os rebanhos puritanos". Este argumento resultaria de um ódio atávico à autoridade cristã. Astyr se recorda de "ter que correr ou lutar na escola primária por ser judeu. É bem provável que minha carreira pornográfica seja, em parte, aquele dedo médio apontado para cima – desta vez, uma resposta a gente como meus colegas de escola". Al Goldstein, o antigo proprietário da revista Screw, declarou que "a única razão pela qual nós judeus, estamos nesta indústria é porque achamos Cristo um fiasco. O catolicismo é um fiasco. Não acreditamos em autoritarismo".
A pornografia torna-se, assim, um meio de deflorar a cultura cristã e seu caráter subversivo ganha mais força à medida que penetra o âmago do contexto dominante nos Estados Unidos e é, sem dúvida, consumida pelos mesmos protestantes anglo-saxões brancos que a condenam em público. Hoje, busca novos extremos que desafiam até mesmo as fronteiras da estética característica do gênero. A intenção de chocar (e de entreter) é tão clara quanto as novas posições sexuais reproduzidas na tela.
Trata-se de mais um quadro em que o ímpeto revolucionário, radical, típico dos imigrantes judeus na América foi canalizado para a política sexual e não para a esquerda política. Da mesma forma que o número de judeus envolvidos em movimentos radicais ao longo dos anos sempre foi desproporcional, também excede qualquer proporção a extensão de sua presença na indústria pornográfica. Os judeus americanos foram, desde o começo, revolucionários sexuais. Eram judeus aqueles que estavam na linha de frente do movimento que forçou os Estados Unidos a adotarem uma postura menos severa em relação ao sexo. Durante a revolução sexual dos anos de 1960, Wilhelm Reich, Herbert Marcuse e Paul Goodman substituíram Marx, Trotsky e Lênin como leitura obrigatória. Enquanto Reich preocupava-se com trabalho, amor e sexo, Marcuse, por sua vez, profetizava que uma utopia socialista libertaria os indivíduos, permitindo-lhes alcançar a satisfação sexual. Sobre as "belíssimas conseqüências culturais" que acompanhariam a legalização da pornografia, Goodman escreveu que "tornariam nobre toda nossa arte" e "humanizariam a sexualidade."
Richard Pacheco é um artista de filmes para adultos que leu o casamento intelectual de Freud e Marx escrito por Reich: "Antes de conseguir meu primeiro papel, cheguei a uma seleção de atores para um filme pornô usando cabelos até a altura das nádegas, levando um exemplar de Sexual Revolution de Reich debaixo do braço e falando aos berros sobre trabalho, amor e sexo." No artigo Rabbi Dresner's Dilemma: Torah v. Ethnos, escrito por E. Michael Jones para a edição de maio de 2003 da revista Culture Wars, o rabino Samuel H. Dresner diz que "a rebelião judaica verifica-se em diversos níveis", sendo um deles "o papel proeminente dos judeus como advogados de experimentos sexuais". Os atores pornográficos judeus não passariam, portanto, de um grupo que enaltece a rebeldia, a auto-satisfação e a promiscuidade. Este breve panorama e análise do papel e da motivação por trás de pornógrafos e artistas tem a intenção de jogar a luz sobre um item negligenciado da cultura popular judaica nos Estados Unidos.
Pouco se escreve a respeito. Um livro como A History of the Jews in América, de Howard M. Sachar (New York: Knopf, 1992), simplesmente ignora o assunto. E se pode apostar que as comemorações do 350º aniversário da chegada dos judeus à América não incluíram qualquer referência às inovações judaicas no ramo. Até mesmo a tolerante Time Out New York é reservada em tratar a questão, embora a Heeb, uma publicação mais iconoclasta, planeje uma edição sobre o tema.
À luz da visão judaica, relativamente aberta em relação a sexo, por que sentimos vergonha da presença de judeus na pornografia? Podemos até não gostar mas, o fato é que seu papel na indústria é e sempre foi significativo.(3)
(1)Judeus religiosos e fanáticos rabinos têm se especializado em outras áreas do crime organizado.
(2)O tráfico de mulheres brancas e de entorpecentes, a prostituição em larga escala, devidamente industrializada, é obra reconhecidamente judaica. Há uma sociedade internacional denominada Zwig Migdal, que explora esse rendoso negócio e contra a qual têm sido impotentes todas as polícias dos países corrompidos, ou judaizados e "liberais". Ver a documentação reveladora em Julio Alsogaray, La prostitutión en Argentine, Editora Denoel et Steele, Paris.
(3)Sim, e também é profundamente significativo o cinismo desse Abraham Foxman ao tentar justificar o proxenetismo judeu, ou o descaramento dessa agremiação, A HEBRAICA, ao publicar (como mais um exemplo da insídia judaica) um texto sobre a perversão da influência judia em nossa sociedade, e assim demonstrar de onde vem, realmente, o veneno e a corrupção que nos atinge diariamente. A insolência com que o autor do texto, e os velhacos rabinos, elogiam a sordidez das táticas judaicas para contaminar e corromper as nossas populações, só vem confirmar a malícia desse antigo e perverso conluio judeu. É evidente que não estamos lidando com cavalheiros.
"E deves destruir todos os povos que o Senhor teu Deus te der, e teu olho não terá piedade deles." Deuteronômio 7: 2-16
Por isso, não é de se estranhar que o presidente do Congresso Mundial Judaico, Edgar Bronfman, também seja o presidente e dono da maior destilaria de bebidas alcoólicas do mundo, a Seagram's Company Ltd., cuja tentacular rede de fabricação e distribuição vai se estendendo por todos os continentes. Essa "família" judia especializou-se no contrabando de bebidas alcoólicas da sua destilaria no Canadá, para os Estados Unidos, já na época da "Lei Seca" (Bronfman, em yidish, significa whiskey man, "o homem do uísque"). Recentemente eles venderam a Seagram's para uma multinacional e transferiram os "negócios da família" para outros ramos do "entretenimento", mas sem abandonar totalmente a velha especialidade; ainda não é de se estranhar, portanto, a grande movimentação e o empenho dos judeus Bronfmans para liberarar o uso e o comércio das drogas alucinógenas como o "santo daime", a maconha, o skank... Edgar Bronfman é também grande financiador da Liga Anti-Difamação da maçonaria da B'nai Brith, e em seu discurso, vai deixando no ar a sugestão de fabricação de incidentes de "anti-semitismo", para realimentar a esquizofrenia paranóide da rancorosa "identidade judaica", e do abalado mito do "holocausto judeu". Aqui no Brasil temos uns políticos, muitos artistas e diretores de teatro, e até Ministros de Estado, um da "Cultura" e outro do "Meio Ambiente", e jornalistas articulistas – não por acaso judeus – todos muito bem articulados na apologia e na campanha pelas liberação das drogas entorpecentes e alucinógenas; um de seus principais agentes propagandistas no Parlamento Nacional até publica livros sobre "a influência do cânhamo para o desenvolvimento da humanidade"... (Fernando Gabeira, A maconha). Quanto à rede internacional do tráfico da heroína e da cocaína, certas entidades judaicas e grandes sinagogas e escolas de judaísmo, têm se encarregado, avidamente, desse comércio monstruoso.
O sinistro propósito dessas sinagogas e dos seus "veneráveis" rabinos, vai ficando escandalosamente claro ao compreendermos o alcance dos comentários sobre as suas dissimuladas estratégias como, por exemplo, este esclarecedor relato do judeu Israel Eichler:
"Mesmo os rabinos anti-sionistas (como os neturei karta) declaram que ao encararmos o mundo exterior (ele se refere ao nosso mundo, o mundo dos nossos pais e avós, o mundo dos nossos filhos, à nossa civilização) nós (os judeus) precisamos apresentar uma frente unida."
Sim, eles podem simular dissidências, ou divergências na interpretação das suas escrituras; podem até sacrificar algum "bode expiatório" quando lhes for conveniente, ou quando a polícia o apanhar com a boca na botija, mas as suas cavilações e perfídia sempre vieram dessa "frente unida", desse talmúdico rancor contra o que eles chamam de "mundo exterior". É realmente inquietante verificar que enquanto nós e os nossos filhos íamos nos relacionando e convivendo com essas pessoas, imaginando que a nossa sinceridade e boa-fé transpunha diferenças e preconceitos, elas nunca se comportaram assim para conosco, ao contrário: há muito tempo vêm agindo por trás dessa cínica e ladina "frente unida" contra todos nós, contra os nossos valores, contra a nossa civilização.
Não é por acaso que essa "frente unida" é um dos mais repetidos e obstinados treinamentos que desde a mais tenra infância os judeus vão incorporando mesmo antes de freqüentarem as suas yeshivas, essas escolas de judaísmo. Por isso, não devíamos nós, os habitantes deste nosso mundo iluminado sob o sol, nos unirmos e nos protegermos da escuridão dessa cabala e da insídia e malícia desse mundo subterrâneo?
"Se a desconfiança e a hostilidade contra os judeus tivesse surgido somente num único país e só numa determinada época, seria fácil identificar as razões dessa aversão. Mas, ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, antipatizada pelos habitantes de todas as terras e nações no seio das quais se estabeleceu. Como os inimigos dos judeus existiram entre os mais diversos povos, os quais habitavam regiões distantes entre si e eram regidos por leis determinadas até por princípios opostos, e se não tinham os mesmos costumes e eram distintos no espírito de suas culturas, então as causas do anti-semitismo devem ser procuradas entre os próprios judeus, e não entre os seus antagonistas."
Bernard Lazare anarquista judeu Antisémitisme, son histoire et ses causes, Paris 1934, Tomo I, pág.32
Fonte: http://www.alfredo-braga.pro.br Imagem: Google
Relembrando o excelente post publicado em por Anderson Porto
Os fitoterápicos e plantas medicinais são hoje as classes de produtos que possuem maior potencialidade de crescimento no Brasil devido a sua biodiversidade que, associada a uma rica diversidade étnica e cultural que detém um valioso conhecimento tradicional associado ao uso de plantas medicinais, tem o potencial necessário para desenvolvimento de pesquisas com resultados em tecnologias e terapêuticas apropriadas.
O uso desses medicamentos pelo mundo é muito antigo e está cada vez maior, e como exemplo temos a Alemanha, cujo mercado de fitoterápicos é enorme. Cerca de 60% dos médicos alemães prescrevem fitoterápicos à população, produtos estes registrados no EMEA, órgão regulador europeu que tem as exigências mais rigorosas para o registro, semelhantes às brasileiras.
Sobre esse assunto, o coordenador técnico da ALANAC, Douglas Duarte é categórico: “Como podemos criticar a política alemã de medicamentos, uma vez que o poder aquisitivo da grande maioria da população é muito superior à dos brasileiros?”. Segundo ele, não existe esta imagem de que a fitoterapia é para pobres. É apenas uma terapia alternativa à alopatia sintética.
A questão do preconceito com relação aos fitoterápicos – por falta de informação, mas principalmente por má informação – ainda é um fator limitante para a utilização maciça pela população brasileira, pois a classe médica ainda tem algumas restrições ao uso desses medicamentos devido à complexidade de atuação destes produtos quando administrados.
Dizemos isso, fazendo referência à matéria “Ervas medicinais: os conselhos de Drauzio Varella” (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI162899-15230,00.html), publicada na revista época e também, na série “É bom para quê?”, que estréia neste domingo, dia 29 de agosto, no Fantástico, que a Rede Globo exibe às 20h50, e que terá quatro episódios, gostaríamos de deixar registrada nossa discordância com relação às colocações do médico sobre os medicamentos fitoterápicos.
Quando chama a fitoterapia de “medicina extremamente popular”, Drauzio Varella ignora que as indicações terapêuticas permitidas pela ANVISA nos produtos fitoterápicos são oriundas de monografias de plantas e publicações científicas indexadas e ainda ensaios clínicos com as plantas estudadas e avaliadas pela ANVISA.
Ainda maior engano, comete quando diz que os “fitoterápicos são registrados na Anvisa como complemento alimentar. Ou seja: não passam pelo mesmo crivo de um medicamento”. Medicamentos fitoterápicos NÃO são registrados como complementos alimentares. Esta é uma política de registro utilizada pelo FDA (órgão dos EUA que regulam a área da saúde).
No Brasil, os fitoterápicos são uma categoria de medicamentos, obedecendo todos os rigores regulamentados pela ANVISA, como os requisitos para registro, Boas Práticas de Fabricação e Controle, Farmacovigilância e demais requisitos, além da comprovação de segurança e eficácia, através da apresentação de estudos pré-clínicos e clínicos, de forma semelhante aos medicamentos químicos-sintéticos.
Para o membro do conselho da ALANAC, Josimar Henrique da Silva, Presidente da Hebron Farmacêutica, o médico Drauzio Varella não sabe o que diz: “Não sabe mesmo. Não sabe os rigores da ANVISA, bem mais rigorosa na aprovação de medicamentos que sua coirmã européia e a americana. Se soubesse disso, saberia que há registros de fitomedicamentos similares aos nossos na Europa e Estados Unidos, enquanto nós, brasileiros, não conseguimos esses registros no país, tampouco patenteá-los”, explica. “Para dar algum conhecimento a quem precisa de algum, a maioria dos estudos brasileiros com fitoterápicos, cumprindo todos os requisitos internacionais de pesquisa clínica, são colocados em um fila interminável de espera e exigências. Resta aos laboratórios, em parceria com centros de pesquisas, recorrerem à intermediação da justiça para fazerem o medicamento incluir-se em algum lugar de validade.”
Abaixo todos os tópicos levantados pelo médico Drauzio Varella, com as devidas correções feitas pelo departamento técnico da ALANAC.
Drauzio Varella – “Mais da metade dos medicamentos são derivados dos produtos naturais. A morfina e a aspirina são alguns exemplos. Ervas e chás são usados desde sempre. Galeno desenvolveu no século II uma poção que tinha mais de 70 ervas. Até carne de cobra tinha nessa poção. Era usada tudo o que você pode imaginar. Essa poção foi usada até o século XIX na Europa. Foram acrescentando outras coisas. Chegou a ter mais de cem plantas misturadas. Era uma panacéia. À medida que a química analítica foi se desenvolvendo, especialmente na Alemanha, eles começaram a procurar nessas plantas quais eram os princípios ativos. Da papoula, os alemães isolaram a morfina. De outra planta, isolaram a aspirina. Foi assim que a farmacologia se desenvolveu. Mas a tradição de usar chás sempre existiu. Todos nós temos na família um chá predileto. Uma coisa é dar um chá de camomila para criança. Isso é feito há séculos e a gente sabe que não faz mal nenhum. Ou chá de erva cidreira para acalmar, para dormir etc. Outra coisa é usar chás para tratar de doenças. Essa é uma medicina extremamente popular, mas é um problema”.
ALANAC: As indicações terapêuticas permitidas pela ANVISA nos produtos fitoterápicos são oriundas de monografias de plantas e publicações científicas indexadas e ainda ensaios clínicos com as plantas estudadas e avaliadas pela ANVISA.
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ÉPOCA – O Ministério da Saúde elegeu oito plantas às quais se atribui alguma atividade e passou a distribuí-las no SUS. São elas: alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, guaco, isoflavona da soja e unha de gato. Isso é ruim? Drauzio – “Que tipo de medicina o governo cria com uma medida como essa? Ele institui duas medicinas: a do rico e a do pobre. As pessoas que têm acesso ao atendimento de saúde vão a médicos e compram remédios em farmácia. O que o governo fez foi criar uma medicina para pobres baseada em plantas que não têm atividade demonstrada cientificamente. Quando dizem que determinada planta tem atividade isso significa que em tubo de ensaio ela demonstrou ter determinada ação. Mas isso não basta. Para ter ação comprovada em seres humanos, falta muita coisa. A demonstração científica da atuação dos fitoterápicos para chegar às possíveis indicações terapêuticas estão sendo estudadas no mundo todo. Mesma resposta do texto acima.”
ALANAC: O Dr. Drauzio afirma que a lista de oito plantas definidas pelo Ministério da Saúde e pela ANVISA não têm atividade demonstrada cientificamente, quando na verdade existe vasto material com estudos publicados que comprova a eficácia e segurança destas plantas no tratamento de doenças. Estas oito plantas fazem parte de uma lista maior composta por 36 plantas, na qual a ANVISA definiu o registro simplificado para estas 36 espécies vegetais para as quais é dispensada a comprovação de eficácia e segurança, considerando justamente a quantidade de estudos que já foi publicado sobre cada uma dessas espécies. Se o solicitante do registro seguir todos os parâmetros especificados na lista citada, que são: parte da planta, forma de uso, quantidade de marcador, indicações, via de administração, dose diária e restrições de uso, fica dispensada a apresentação de comprovação de eficácia e segurança no processo de registro.
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Drauzio – “Nosso objetivo é mostrar que esses fitoterápicos têm de ser estudados. Têm de ser submetidos ao mesmo escrutínio ao qual os remédios comuns são submetidos. Essas coisas são jogadas para o público sem passar por estudo nenhum. Hoje vemos órgãos públicos distribuindo esses chás e fazendo o que chamam de Farmácias Vivas. Estivemos em várias delas. Em Belém, Imperatriz (no Maranhão) e em Goiânia. Essas Farmácias Vivas não são nada mais do que hortas. As plantas são cultivadas ali e distribuídas para a população sem o menor critério. Muitas vezes são indicadas por pessoas que não entendem nada de medicina. Outras vezes, são prescritas por médicos. Quem não prefere tomar um chá desses em vez de um comprimido ou injeção? Essas Farmácias Vivas estão no país inteiro. São estimuladas pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias estaduais.”
ALANAC: Os fitoterápicos devem continuar sendo estudados devido à complexidade de sua composição, mas isso não significa que hoje as empresas que os registram e comercializam não possuem informações sobre a segurança e eficácia destes produtos. A prescrição destas drogas deve ser realizada apenas por profissionais habilitados legalmente, que conhecem as indicações terapêuticas e diagnosticaram o paciente. Em raras ocasiões o uso de plantas medicinais pode substituir integralmente um tratamento medicamentoso, mas auxilia muito a diminuir a quantidade de medicamentos sintéticos utilizados em casos crônicos ou agudos, diminuindo também o número de eventos adversos.
As farmácias vivas são um Projeto de Governo abrangido pelo Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos que já é realidade em muitos estados da Federação, tanto é que;° a ANVISA colocou em Consulta Pública (n° 85/2010) recentemente proposta de norma de âmbito federal para estabelecer as regras de funcionamento e dispensação de plantas medicinais para a população.
As Farmácias Vivas têm sim no terreno ao lado (ou nas proximidades) uma horta de plantas medicinais, na qual a regra define que a dispensação ocorra somente mediante prescrição médica, quando for o caso, pois há espécies vegetais que são de venda livre, e isso está mantido pela Consulta Pública supra citada.
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“ÉPOCA – Os riscos e os benefícios dessas oito plantas eleitas pelo Ministério da Saúde não foram suficientemente determinados? Drauzio – Eles dizem que os riscos e os benefícios foram avaliados pelo uso tradicional. É para dar risada. A Anvisa dá uma relação dessas plantas e coloca qual é a alegação terapêutica. Apresentar a alegação terapêutica significa afirmar o seguinte “dizem que serve para tal coisa, mas ninguém comprovou”. É uma situação muito séria. Primeiro porque ninguém sabe de que forma essas plantas podem interagir com os remédios que a pessoa está tomando. Ninguém sabe o que pode acontecer. Outro problema grave é que as pessoas abandonam o tratamento convencional e ficam apenas com as ervas.”
ALANAC: Os riscos destas plantas podem ser estimados com muita segurança, baseados principalmente no fato de a maioria das substâncias ativas estarem presentes em concentrações muito abaixo dos limites de segurança estabelecidos por publicações indexadas. Desta forma, a chance de ocorrer uma intoxicação pelo uso de fitoterápicos é muito menor que com o uso de medicamentos sintéticos. O uso tradicional traz informações muito importantes quanto à eficácia, uma vez que o uso pela população por muitos anos sem que sejam identificados casos de intoxicação, e ainda reforçam as bases de eficácia, pois continuam sendo utilizados e recomendados pela população em geral. O uso tradicional não só reforça a comprovação de eficácia, mas também constitui no melhor e mais seguro teste de eficácia que é soberano a qualquer pesquisa clínica de fase 03, pois são anos e anos de uso por uma população considerável de milhares a milhões de pessoas.
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“ÉPOCA – A Organização Mundial da Saúde de certa forma incentiva o uso desses produtos naturais porque a maioria da população mundial não tem acesso à medicina. Nesse contexto, as ervas não têm um papel importante? Drauzio – Acho que esse é o cerne da discussão. É um absurdo dizer “olha, já que vocês não têm acesso à medicina se contentem tomando chazinho”. Isso é enganar a população. É dar a impressão de que as pessoas estão sendo tratadas quando na verdade não estão. Antes de oferecer essas ervas aos pacientes, é preciso avaliar a ação delas com rigor científico. Por exemplo: como saber se um determinado chá traz algum benefício contra a gastrite? É preciso separar dois grupos de pacientes. Um deles toma uma droga conhecida, como o omeprazol. O outro toma omeprazol e mais um chá que vem num sachê junto com uma bula que explique direitinho quantos minutos aquilo tem de ficar na água etc. Aí é comparar os resultados obtidos nos dois grupos. Não existe estudo assim. E ninguém está disposto a fazer. Os defensores dessa chamada medicina natural querem que o mundo aceite que é desse jeito e acabou. Sem nenhum estudo e sem passar por todo processo de avaliação científica que os medicamentos passam para poder ter a ação demonstrada.”
ALANAC: O uso de fitoterápicos pelo mundo é muito antigo e está cada vez maior, e como exemplo temos a Alemanha, cujo mercado de fitoterápicos é enorme. Cerca de 60% dos médicos prescrevem fitoterápicos à população, produtos estes registrados no EMEA, órgão regulador europeu que tem as exigências mais rigorosas para o registro, semelhantes às brasileiras. Como podemos criticar a política alemã de medicamentos, uma vez que o poder aquisitivo da grande maioria da população é muito superior à dos brasileiros?
Não existe esta imagem de que a fitoterapia é para pobres. É apenas uma terapia alternativa à alopatia sintética. A planta medicinal que pode ser usado em substituição ao omeprazol é a Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss.) que é indicada como coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera gastroduodenal, além de tratar dispepsias, na qual pela norma (Instrução Normativa 05/2008) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, a dispensação de Espinheira Santa é isenta de prescrição médica.
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“ÉPOCA – O Ministério da Saúde errou ao adotar essa política? Drauzio – Essa medida está totalmente errada. Isso não deveria ter sido feito de jeito nenhum. O que está por trás disso é uma questão política. Imagine se eu fosse o prefeito de uma pequena cidade do interior. Quanto custa um posto de saúde, médico, enfermagem, paramédicos etc? Custa caro. É muito mais barato fazer uma horta e mandar o médico receitar aquilo. E ainda inauguro o negócio com o nome de Farmácia Viva. Imagine só que nome mais inadequado. Fazer uma coisa dessa não custa quase nada. E os políticos adoram inaugurar essas hortas. Há centenas delas no Brasil.”
ALANAC: Este é um projeto de Governo que já é realidade em muitos estados da federação e que faz parte do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Ao contrário do que o Dr. Drauzio diz, as Farmácias Vivas são bem estruturadas, pois serão bem regulamentadas no que se refere às boas práticas de manipulação, equipamentos e procedimentos necessários, assim como o controle de qualidade, da matéria prima ao produto que será dispensado.
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“ÉPOCA – Você vai criticar hábitos arraigados na cultura brasileira. Está preparado para enfrentar as críticas? Drauzio – Todas as séries que fizemos no Fantástico foram séries que, de um modo geral, agradavam às pessoas. Falar sobre obesidade e hipertensão são coisas úteis. Todo mundo fica de acordo. Essa nova série vai ser diferente. Ela vai me criar roblema. Em geral, quem usa esse tipo de medicina (se é que podemos chamar isso de medicina) são pessoas ignorantes, crédulas e que acreditam em qualquer besteira que digam a elas. O que me desconcerta é ver pessoas muito cultas que também usam essas coisas.Tenho amigos que usam. Recomendam suco de berinjela para baixar o colesterol e outras bobagens. Toda hora ouvimos falar isso. Tenho um amigo que é seguramente a pessoa mais culta que eu conheço. Tem uma cultura absurda, mas acredita em todas essas idiotices. Às vezes as pessoas têm uma cultura gigantesca em outras áreas, mas em farmacologia são completamente ignorantes. Tão ignorantes quanto o coitado que não pôde aprender a ler e a escrever e credulamente vai atrás dessas coisas.”
ALANAC: A fitoterapia é uma ciência como as outras, com especialistas que dedicam seu tempo e em alguns casos a vida inteira para pesquisar e desenvolver estes produtos. Basta verificar nas Universidades públicas e privadas a quantidade de pesquisadores (Doutores, Pós-Doutores, Livre-Docentes e Titulares), especialistas em fitoterápicos e plantas medicinais, nas faculdades de farmácia.
O programa Nacional da Política de Medicamentos Fitoterápicos tem a finalidade de implementar o uso seguro de fitoterápicos em nível nacional, considerando sempre o risco sanitário do uso destes produtos. Há um comitê instalado contando com a representação de diversos setores, inclusive membros da sociedade civil, que estão debatendo e apontando quais os caminhos a serem traçados para que o aumento da utilização de fitoterápicos gere uma demanda que fomente o desenvolvimento de novos produtos pelas empresas e universidades, para então alavancar o mercado.
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“ÉPOCA – Além dos chazinhos, existem produtos fitoterápicos registrados pela Anvisa e vendidos nas farmácias. Esses também não são submetidos a estudos para comprovar eficácia e riscos? Drauzio – Eles são registrados na Anvisa como complemento alimentar. Ou seja: não passam pelo mesmo crivo de um medicamento. Se eu tivesse autoridade para isso, mandaria recolher do mercado todos os fitoterápicos cuja eficácia não tenha sido demonstrada cientificamente.”
ALANAC: Medicamentos fitoterápicos NÃO são registrados como complementos alimentares. Esta é uma política de registro utilizada pelo FDA (órgão dos EUA que regulam a área da saúde).
No Brasil, os fitoterápicos são uma categoria de medicamentos, obedecendo todos os rigores regulamentados pela ANVISA, como os requisitos para registro, Boas Práticas de Fabricação e Controle, Farmacovigilância e demais requisitos, além da comprovação de segurança e eficácia, através da apresentação de estudos pré-clínicos e clínicos, de forma semelhante aos medicamentos químicos-sintéticos.
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“ÉPOCA – Imagino que muita gente vai dizer que você está defendendo os grandes laboratórios. Como vai responder a essa crítica? Drauzio – Não tenho a menor dúvida de que esse tipo de comentário vai surgir. Minha resposta é simples. Não estamos fazendo defesa de nenhum medicamento. Não estamos beneficiando nenhum laboratório. Essa é uma questão filosófica. Enquanto a medicina era baseada em chazinhos, as pessoas viviam apenas 30 ou 40 anos. As pessoas falam tanto da medicina chinesa, não é? Elas justificam a eficácia da medicina chinesa dizendo que é milenar. Mas no início do século XIX os chineses (que contavam com essa medicina há muito tempo) morriam, em média, aos 30 anos. Quem provocou esse salto na qualidade e na duração da vida foi a medicina moderna: as vacinações, os antibióticos, o controle da pressão arterial, do diabetes etc. Na verdade, esse é um argumento ideológico recorrente. Dizem que é preciso dar chazinhos porque as multinacionais fazem remédios caros, que envenenam as pessoas etc. Criam uma teoria da conspiração. Todo mundo sabe que teoria da conspiração é uma coisa que pega.”
ALANAC: A pesquisa de medicamentos fitoterápicos por parte das grandes empresas não progride pois não há interesse comercial destas empresas (interesses estes normalmente definidos nas matrizes nos países de origem) no Brasil, pois é um mercado muito pequeno perto do faturamento global que estas empresas possuem.
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“ÉPOCA – É possível conciliar o tratamento convencional com algum fitoterápico? Quando o paciente pergunta se pode fazer o tratamento e continuar tomando uns chazinhos ou umas cápsulas o que você responde? Drauzio – A resposta certa é: eu não sei. Não sabemos se existem interações. Documentar interação entre medicamentos tradicionais (com dose fixa e tudo) já é difícil. Imagine um chá desses que tem dezenas ou centenas de substâncias. Como você pode garantir que não existe nenhum antagonismo? Esse é o primeiro ponto. Digo para os pacientes não perderem tempo com essas coisas. O segundo ponto é que a medicina não pode ser feita com drogas que temos que provar que fazem mal. Temos provar que fazem bem. Se não isso não tem fim. Não chegamos a lugar nenhum. É errado dizer que o fitoterápico, pelo menos, vai fazer bem psicologicamente, que vai produzir um efeito placebo etc. Isso é enganar as pessoas. É o mesmo que dizer: vou te dar uma coisa que não serve para nada, mas como você é boba vai achar que serve e vai ficar feliz.”
ALANAC: Reiteramos que o fitoterápico é sim um medicamento registrado na ANVISA sob regras técnicas e científicas amparadas no marco regulatório estabelecido pelas principais agências reguladoras, como EMEA, FDA e OMS. A Europa apresenta hoje o maior índice de utilização de medicamentos fitoterápicos no mundo, consumo este baseado principalmente na tradicionalidade e segurança que estes produtos apresentam ao serem usados durante décadas, por vezes séculos sem apresentar casos de intoxicação, e alta margem de eficácia. Não podemos ignorar o efeito placebo, mas certamente os fitoterápicos apresentam ação comprovada por diversos estudos científicos indexados.
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“ÉPOCA – O que mais o surpreendeu durante a preparação da série? Drauzio – Fiquei surpreso ao ver que o uso das ervas é feito sem nenhum controle e ainda é referendado por órgãos públicos, ligados ao Ministério da Saúde ou à Embrapa. Fiquei ainda mais surpreso com o discurso que existe por trás dessas coisas. Dizem que o uso das ervas tem fundamento científico. O fundamento científico é nenhum. Muitas vezes esse fundamento científico é uma tese de mestrado que alguém fez na faculdade de farmácia e que demonstrou que em determinada cultura de células ou em determinado animal uma fração daquele extrato tem alguma ação. Isso é apresentado como prova inequívoca da eficácia do extrato ou do chá. É um absurdo.”
ALANAC: Não é um absurdo, é apenas parte da evolução natural da pesquisa, como entre muitas e muitas áreas que começam a ser regulamentadas. Este início deve ocorrer em algum momento. Todas as ciências, inclusive a medicina, farmácia, odontologia e outras voltadas ao cuidado à saúde passam por marcos evolutivos, onde é necessária uma mudança de pensamentos e a quebra de alguns paradigmas através do incremento do rigor das regras, que passam a estimular e regular melhor o mercado. No caso das plantas utilizadas nas Farmácias Vivas, encontra-se vasto material com estudos que comprovam a segurança e eficácia para o tratamento de doenças e males, o uso destas plantas não está baseado em cima de uma simples dissertação de mestrado, equivoca-se o Dr. Drauzio .
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“ÉPOCA – O que ouviu dos doentes? Drauzio – Essa é a parte mais triste. Muitas pessoas param de se tratar porque acreditam nessas coisas. Encontrei uma senhora em Goiânia que descobriu um tumor de mama quando ele tinha 1,5 cm. Ficou tomando chás e fazendo tratamento com argila e quando foi operada o tumor já tinha dez centímetros. E ainda disseram para ela: “ainda bem que a senhora tomou as ervas, isso fez o tumor crescer devagar. Se não tivesse tomado, o tumor teria crescido mais depressa”.
ALANAC: A fitoterapia nunca foi divulgada, prescrita ou utilizada como meio definitivo para tratamento e cura de doenças e eventos médicos. A utilização extremista de fitoterápicos como a descrita acima é prejudicial, assim como seria prejudicial à utilização única e excessiva de qualquer outro tipo de produto ou mesmo alimentação, sem que sejam observados e acompanhados os dados clínicos do paciente.
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“ÉPOCA – Muitas vezes esse outro explica o que o médico não teve paciência de explicar, não é mesmo? Drauzio – Dá uma explicação estapafúrdia, mas aquilo adquire uma lógica para quem sofre. Em alguns lugares do SUS que tratam com fitoterápicos, a consulta dura 40 minutos. É um grande diferencial. É algo muito atrativo. Mas é um mundo totalmente absurdo. A preparação dos chás é muito variável. Por quanto tempo as folhas foram fervidas? O chá ficou na geladeira? Isso tudo altera a concentração da substância presente ali. Na Farmácia Viva lá de Belém tem uma plantinha chamada insulina. Usam para diabetes. Chega lá a pobre ignorante e dizem para ela não tomar a insulina que o médico receitou. Mandam tomar a plantinha.Tem outra plantinha chamada Novalgina.”
ALANAC: A prática ilegal da medicina deve ser fiscalizada pelos conselhos, e denunciada pela população quando necessário. Existem médicos que prescrevem fitoterápicos por conhecer os estudos clínicos e acreditar que a terapia indicada por ele terá efeito no quadro clínico do paciente. A ANVISA fiscaliza a colidência de nomes comerciais que possam causar confusão na dispensação ou prescrição, mas não há como interferir em alguns regionalismos como estes citados.
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“Drauzio – Aí temos que testar cada fração para ver qual delas é a responsável pela atividade. Essa fração é que vai em frente. Vai ser testada em animais, depois em humanos etc. É tudo muito complexo. Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. As autoridades não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre baseada em tratamentos baratinhos e sem ação. Vamos tentar mostrar como funciona o método científico. Como se prova que uma coisa é boa para a saúde ou não. Não podemos aceitar que as pessoas continuem sendo enganadas.”
ALANAC: O desenvolvimento destes fitoterápicos efetuado desta forma estão sendo feitos através de PPPs e outros meios de cooperação que consigam atingir os objetivos propostos, porém os processos citados acima são apenas algumas das possibilidades de comprovar a eficácia e segurança dos fitoterápicos.
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Atuação da Associação
A ALANAC atua junto à ANVISA, discutindo todas as revisões da regulamentação que estão em curso, expondo as contribuições e dificuldades do setor industrial farmacêutico nacional, visando sempre garantir a segurança dos medicamentos fitoterápicos.
Participamos também do Comitê Nacional de Fitoterápicos e Plantas Medicinais, onde participam onze Ministérios entre outros órgãos federais, representantes da sociedade civil e a academia, trabalhando para a implementação da Política Nacional de Fitoterápicos e Plantas Medicinais, que tem a finalidade de implementar o uso seguro de fitoterápicos em nível nacional, considerando sempre o risco sanitário do uso destes produtos. Esta política tem como objetivo difundir o uso destes produtos, principalmente através do SUS, oferecendo mais alternativas terapêuticas e incentivando a produção e pesquisa.
Há um comitê instalado contando com a representação de diversos setores, inclusive membros da sociedade civil, que estão debatendo e apontando quais os caminhos a serem traçados para que o aumento da utilização de fitoterápicos gere uma demanda que fomente o desenvolvimento de novos produtos pelas empresas e universidades, para então alavancar o mercado.
Sobre a ALANAC
A ALANAC é a legítima representante dos laboratórios nacionais, e vem demonstrando a sua importância enfrentando desafios há mais de 25 anos, buscando demonstrar para a sociedade que a existência de uma indústria farmacêutica nacional forte e desenvolvida é fundamental para a soberania de um país.
Sem atos oficiais nem desfiles militares. Assim foi assinalado o primeiro aniversário do levantamento dos mercenários na Líbia. Em Tripoli e Benghazi, muitos líbios aproveitaram a oportunidade para expressar seu desespero para com a morosidade da reconstrução do país e das instituições e serviços públicos.
Manifestaram-se contra a corrupção, a insegurança e a criminalidade, as promessas que tardam em concretizar-se.
A mesma fonte adianta que o presidente do chamado Conselho Nacional de Transição (CNT), Abdel Jalil, e o primeiro-ministro, Abdel el-Keib, deslocaram-se à segunda cidade do país para participar nas celebrações, mas dispensaram, taticamente, o cerimonial.
O CNT justificou a reserva por respeito aos “mártires da revolução”. Na verdade, o Conselho tem sido contestado por muitos dos que até há pouco tempo o apoiavam, incluindo os que combateram em seu nome. Recentemente, Abdel Jalil viu-se mesmo perseguido pela fúria de centenas de líbios, precisamente em Benghazi.
Na cidade, a segurança foi reforçada devido ao receio de infiltrações de pró-kadhafistas nas celebrações, na segunda (20), e nem o boato de que o CNT iria distribuir 1600 dólares por cada família a propósito do aniversário do levantamento armado de 17 de Fevereiro (Russia Today) parece ter revigorado a simpatia das massas.
De acordo com um estudo da universidade de Oxford, citado pela Russia Today, 35% dos líbios desejam a restituição do anterior regime. Um dos filhos de Kadhafi, Saadi, garantiu, a partir do Níger, onde se encontra exilado, que uma revolta com o objetivo de resgatar a soberania da Líbia está prestes a ser desencadeada. Supostamente terá o apoio do recém criado Movimento Popular Nacional (Público 18 de fevereiro de 2012).
Poder balcanizado
O fato é que a situação política e social é tensa. O CNT não dirige mais que os assuntos correntes que aparecem nos gabinetes do denominado governo de transição. Nas ruas o poder é outro. Reparte-se entre 100 a 300 grupos diferentes (ninguém arrisca cálculos rigorosos), envolvidos num braço-de-ferro para assegurar o respectivo quinhão entre os despojos da agressão imperialista.
Em Tripoli, por exemplo, brigadas de Misrata e Zilten continuam a controlar a cidade. Negociações sobre o seu desarmamento ou, no mínimo, subordinação às novas autoridades têm-se revelado infrutíferas. Uma milícia controla o aeroporto internacional, outras dividem os bairros da capital como se fossem feudos. Não raramente enfrentam-se nas ruas, aterrorizando a população (Associated Press, 17 de fevereiro de 2012).
A agência France Press sublinha o ambiente de “incerteza sobre a estabilidade e segurança”, motivados pela “lei” exercida pelas milícias, que ditam normas consoante o contexto e observando sempre os seus propósitos materiais e reforço de influência.
Um conselheiro do Banco Mundial nota que as milícias “desenvolveram interesses dos quais recusam abdicar”. Nem a promessa de inclusão dos seus membros nos futuros contingentes da polícia e das forças armadas, como tem sido repetidamente prometido o CNT, se revelou eficaz, sublinha também a AFP.
Impunidade absoluta
“Calculamos que existam 50 mil combatentes”, admitiu Ashur el-Shames, porta-voz do CNT, citado pelo El País. Uma parte destes combatentes guardam cerca de oito mil pessoas encarceradas sem qualquer acusação formal.
Mais grave ainda, organizações como a Médicos Sem Fronteiras ou a Anistia Internacional relatam a proliferação da tortura nas prisões. Esta última voltou a insistir, quarta-feira (16), na denúncia da tortura como prática corrente e aceite.
Enquanto isso, os criminosos que ordenaram os bombardeamentos ininterruptos e massivos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante sete meses continuam impunes. Pelo menos 30 mil pessoas morreram e 50 mil ficaram feridas. Outras quatro mil pessoas estão desaparecidas, informou, em setembro passado, o CNT.
Cidades como Sirte estão em ruínas e despojadas de gente. A violência arbitrária impera a par da criminalidade perpetrada pelos grupos de bandoleiros fortemente armados, que acossam as populações, denuncia a Russia Today.
O El País fala mesmo em limpeza étnica salientando o caso da vila de Tauerga, próxima de Misrata, povoada por descendentes de escravos oriundos da África negra.
Tidos como apoiantes do anterior regime, são agora alvo de uma mistura de “ódio político com racismo soterrado”, conclui o diário. “Casas saqueadas e queimadas, ruas destruídas e silenciosas é o cenário observado, atribuído à vingança levada a cabo pelos sublevados vindos de Misrata.
Os cerca de 35 mil habitantes de Tauerga são agora refugiados ou reclusos no seu próprio país. Estão impedidos de regressar. É uma retaliação pela suposta fidelidade a Kadhafi.
“Tivemos de deixar as nossas casas devido à brutalidade das milícias”, contou Atiya al Mayub ao El País. “No dia em que parti, contei quarenta cadáveres só no meu bairro”, acrescentou. Mayub encontra-se, como milhares de outros cidadãos, à guarda das milícias. Em 6 de fevereiro, os mercenários vieram buscar alguns detidos. Não foi a primeira vez que Mayub assistiu à seleção de presos que ou não regressam ou regressam massacrados pelos maus-tratos.
Mas desta vez os algozes cravaram-lhe um desgosto que nunca mais vão abandonar: mataram o seu filho, de 13 anos, quando disparavam sobre a multidão de encarcerados, que protestava contra aquela coleta sádica de varões para torturar.
A hipocrisia
A recentemente criada agência humanitária para a Líbia, dependente das Nações Unidas, admite a existência de “ressentimentos” contra os moradores de Tauerga, mas diz que esta é uma “matéria sensível” e que “qualquer dirigente que se pronuncie publicamente a favor dos habitantes” corre o risco de, no mínimo, “perder as próximas eleições”.
Admite-se hipocritamente os assassinatos. Transige-se com a tortura, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a propósito do 17 de fevereiro na Líbia, pediu cinicamente às autoridades líbias para que respeitem os direitos humanos. “Uma revolução realizada em nome dos direitos humanos não pode degenerar na sua violação”, declarou Ki-moon (Público, 18 de fevereiro de 2012). Ki-moon sabe que o genocídio que está ocorrendo na Líbia “revolucionária”, como nomeou, não é uma degenerescência, mas parte de um projeto calculado pelos “combatentes da liberdade”, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconheceu, promoveu e animou quando deu cobertura à agressão da Otan contra a Líbia.
Ki-moon, os EUA e a União Europeia (UE) sempre souberam que, como disse Diderot, “do fanatismo à barbárie vai um passo”. Ainda na última reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra, puderam confirmar o pensamento cavernícola das atuais autoridades líbias quando o novo representante do país no referido organismo declarou que “a homossexualidade ameaça a religião e a reprodução da espécie humana” (Russia Today).
Sabem e souberam sempre, mas como até meados deste ano Tripoli promete fazer regressar a produção de petróleo aos níveis de antes da guerra imperialista, pouco importa que a Líbia e o seu povo permaneçam no caos.
Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação. Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.
Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.
E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".
Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez Direção de Arte: Anna Luiza Marques Produção de Locação: Diogo Moyses Produção de Arte: Bia Barbosa Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues Animações: Pedro Ekman Voz: José Rubens Chachá