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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O vírus letal e o declínio do império americano

Um minucioso, lúcido e irrefutável artigo de Noam Chomsky para a Al Jazeera [vinculado pela Carta Maior na última terça-feira (21)] colocando numa perspectiva, no mínimo, realista (pra não dizer brutal) razões, motivações e fatos que conduzem a um raciocínio sobre o declínio real dos EUA nos últimos anos, merece, a meu ver, ser aqui parcialmente reproduzido: fonte tão boa e honesta o leitor mundial não terá outra, isso ele pode apostar.

Por Márcia Denser*

Exemplo lapidar do que se está afirmando sobre a ausência absoluta de confiabilidade da mídia é um diálogo do hacker Justin Long com Bruce Willis no filme Duro de Matar 4.0 (2007): quando BW liga o rádio, sintonizando as notícias para saber o que está acontecendo,o jovem lhe ri na cara e dispara: “Você ainda acredita no que diz a mídia coorporativa, vovô?(e isto implica toda a mídia do planeta). Há muito, nós, jovens, não a ouvimos. Ela só presta pra duas coisas: infundir medo na população e nos fazer consumir cada vez mais besteiras que não precisamos!”.

Síntese admirável, não?

Voltando a Chomsky. Este afirma que, há algum tempo, os Estados Unidos entraram numa nova fase: a do declínio auto-infligido. Desde os anos 70, ocorrem mudanças significativas na economia dos EUA à medida que estrategistas – estatais e do setor privado – passaram a conduzi-la para a financeirização e à exportação de plantas industriais. Essas decisões deram início ao círculo vicioso no qual a riqueza e o poder político se tornaram altamente concentrados, os salários dos trabalhadores se estagnaram e a carga de trabalho aumentou, bem como o endividamento das famílias.

No item “Perdendo a China e o Vietnã”, ele observa que, olhando de perto o declínio americano, a China joga um grande papel nele, como já o fazia há 60 anos, uma vez que o declínio não é um fenômeno recente. Ele remonta ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando os EUA possuíam a metade da riqueza do mundo, dispondo de níveis globais de segurança incomparáveis. E os estrategistas políticos estavam conscientes dessa enorme disparidade de poder e pretendiam mantê-la assim.

Citando George Kennan, “um pacifista moderado”, este observa que o objetivo político central era manter a “posição de disparidade” que separava a nossa enorme riqueza da pobreza dos outros. E para alcançar esse objetivo “nós deveríamos parar de falar de objetivos irreais, como direitos humanos, elevação do padrão de vida e a democratização”, e “lidar com conceitos estritos de poder, não limitados por slogans idealistas como altruísmo e o benefício do mundo”. (grifos meus). Kennan estava se referindo especificamente à Ásia, mas as observações dele se generalizaram, com exceções, aos participantes do atual sistema de dominação global dos EUA. Ficou bastante claro que os “slogans idealistas” deveriam ser apresentados sobretudo quando dirigidos aos outros, inclusive às classes intelectualizadas, das quais se esperava que os disseminassem.

Chomsky: “O plano de Kennan ajudou a formular e a implementar a tomada de controle dos EUA do Hemisfério Oeste, do Extremo Leste e das regiões do ex-império britânico (incluindo os recursos energéticos do Oriente Médio), e o quanto foi possível da Eurásia, sobretudo seus centros comerciais e industriais. Esses não eram objetivos irreais, dada a distribuição do poder. Mas o declínio foi então definido de vez. Em 1949, a China declarou independência, um evento conhecido no discurso americano como “a perda da China”. A terminologia é reveladora. Só é possível perder o que, em algum momento, se teve. A aceitação implícita, geral, era que os EUA tinham a China por direito, juntamente com a maior parte do resto do mundo.”

Para Chomsky, a “perda da China” foi o primeiro grande passo do “declínio americano”. Foi o que teve grandes consequências políticas. Uma delas foi a decisão imediata de apoiar o esforço francês de reconquista da sua ex-colônia da Indochina, para que esta também não fosse “perdida”. A Indochina em si não era a preocupação maior, a despeito das afirmações de suas riquezas naturais por parte do presidente Eisenhower e outros. A preocupação maior era antes com a “teoria do efeito dominó” (frequentemente ridicularizada – enquanto os dominós não caem), mas permanece um princípio regulador da política, porque é bastante racional. Para adotar a versão Henri Kissinger dele, uma localidade que cai fora do controle, pode se tornar um “vírus” que irá “contagiar”, isto é, induzir outros a seguir o mesmo caminho.


No caso do Vietnã, a preocupação era que esse vírus do “desenvolvimento independente” pudesse infectar a Indonésia, rica em recursos. E isso podia levar o Japão – o “superdominó” – a “acomodar” uma Ásia independente como seu centro tecnológico e industrial num sistema que escaparia do alcance do poder dos EUA. Isso significaria, com efeito, que o EUA haviam perdido a fase “Pacífico da Segunda Guerra”, a qual tentou impedir que o Japão estabelecesse uma Nova Ordem na Ásia.

O modo de lidar com o problema é claro: destruir o vírus e “inocular” aqueles que podem ser infectados. No caso do Vietnã, a escolha racional era destruir qualquer esperança de desenvolvimento independente bem sucedido e impor ditaduras brutais no entorno. Essas tarefas foram levadas a cabo com sucesso – embora a história tenha sua própria astúcia, e algo similar ao que era temido desde então se desenvolveu no Leste da Ásia. Para consternação de Washington.

Anos após os grandes eventos de 1965, o conselheiro para Assuntos de Segurança Nacional de Kennedy e Johnson, McGeorge Bundy, refletiria que teria sido sensato acabar com a guerra do Vietnã a tempo, destruindo-se o “vírus” virtualmente e, o principal, mantendo-se o
“dominó” solidamente em seu lugar, no esteio de outras ditaduras apoiadas pelos EUA. Procedimentos similares eram rotineiramente seguidos em outros lugares.

Kissinger concentrou-se especialmente na ameaça da democracia socialista no Chile. Tal ameaça acabou em outra data esquecida, que os latino-americanos chamam de “O Primeiro 11 de Setembro” que, em violência e efeitos nefastos, excedeu em muito o outro 11 de Setembro – no caso, a ditadura do General Pinochet, como parte da praga de repressão brutal que se espalhou pela América Latina e América Central nos anos Reagan (a propósito, ver também Naomi Klein no livro “A doutrina do choque”, 2006).

Esse vírus tem gerado preocupações profundas aqui e ali, inclusive no Oriente Médio, onde a ameaça de um nacionalismo secular tem consternado os estrategistas britânicos e estadunidenses, induzindo-os a apoiar o fundamentalismo islâmico para opor-se a ele.
Mesmo com tais vitórias, o declínio americano continuou. Por volta de 1970, a parte da riqueza do mundo dos EUA saltou para 25%, basicamente onde está hoje, concentração ainda colossal, mas bastante inferior àquela de fins da Segunda Guerra. Nessa época, o mundo industrial era “tripolar”: a base norte americana, a europeia, da Alemanha, e a do Leste da Ásia, já a região industrial mais dinâmica, naquele tempo com base no Japão, mas hoje incluindo as ex-colônias japonesas de Taiwan e o Sul da Coréia, e mais recentemente a China.

Foi nesse período que o declínio americano tornou-se auto-infligido, à medida que os estrategistas econômicos passaram a conduzi-lo para a financeirização e exportação de plantas industriais, levadas a cabo em parte pelo declínio da taxa de lucro na indústria doméstica. Essas decisões deram início ao círculo vicioso no qual a riqueza se tornou altamente concentrada (dramaticamente nos 0,1% da população), levando à concentração de poder político, e então à desregulação e às mudanças nas regras da administração corporativa – o que permitiu imensos ganhos para os executivos – e por aí vai.

Enquanto isso, para a maioria, os salários reais foram majoritariamente estagnados e ao povo só restou aumentar a carga de trabalho (muito além da europeia), a dívida insustentável e as repetidas bolhas, desde os anos Reagan; criando riquezas de papel que desapareciam inevitavelmente quando a bolha estourava (e seus perpetradores eram resgatados pelos contribuintes). Paralelamente, o sistema político foi se fragmentando, enquanto ambos os partidos mergulhavam cada vez mais nos bolsos das corporações com a escalada do custo das eleições. Os republicanos ao nível do absurdo e os democratas – agora “ex-republicanos moderados” – não ficando muito atrás.

E Chomsky conclui: “Um estudo recente do Instituto de Política Econômica, que tem sido a maior fonte de dados respeitáveis sobre o desenvolvimento, é chamada Failure by Design (Fracasso por Ecomenda]. A frase “by design” é acurada. Outras escolhas eram certamente possíveis. E como mostra o estudo, o “fracasso” tem um corte de classe. Não há fracasso para os “designers”. Longe disso. As políticas fracassaram para a imensa maioria, os 99%, na imagem dos movimentos Occupy, e para o país, que tem declinado e continuará a fazê-lo sob essas políticas.”

Pois é, pelo “re-design” dos atuais estrategistas, “perda” e “fracasso” são conceitos que se “relativizam”: se foi para 99% da população norte-americana e mundial, azar. Mas, inexoravelmente, prossegue o declínio” do Império do 1%, prova irrefutável que a realidade não se deixa “relativizar” de modo algum: o que sobe tem que cair. Inevitavelmente. E o vírus da concentração de riqueza nas mãos de 1% inevitavelmente é letal.
Para “eles”, naturalmente.
Porque nós já “morremos”.




* Márcia Denser é jornalista e colunista do Congresso em Foco.

Fonte: Congresso em Foco, vermelho.org
Imagem: Google (colocada por este blog)

Os judeus e a indústria pornográfica



Cada vez mais o judaísmo deixa de ser uma questão religiosa para se revelar um agente de sabotagem e corrupção da nossa sociedade.


Alfredo Braga








Por Nathan Abrams
Artigo publicado em 2005 na revista A HEBRAICA

Pouco se fala do papel dos judeus no item menos glamuroso de Hollywood, a indústria de filmes para adultos. Talvez fosse preferível fingir que a história não existisse.
Mas a realidade é outra. Judeus laicos(1) desempenharam (e continuam a exercer) um papel comparativamente desproporcional nesta lucrativa indústria americana.

Os judeus envolvidos na pornografia
(2) têm uma longa história nos EUA, e ajudaram a transformar uma subcultura marginal em algo que faz parte da cena local.
Aliás, um cartão postal satírico produzido na Alemanha para judeus poloneses retrata estudantes do Talmude assistindo à apresentação de uma dançarina de cancan.
A presença judaica na indústria pornográfica está dividida em dois grupos (que às vezes se sobrepõem): pornógrafos e artistas.
Apesar de os judeus representarem apenas 2% da população dos Estados Unidos, ocupam posição de destaque na área da pornografia. Entre 1890 e 1940, muitos dos livreiros especializados em literatura erótica eram imigrantes judeus de origem alemã. Segundo Jay A. Gertzman, que escreveu um livro a respeito do negócio na pornografia, "judeus eram proeminentes na distribuição de gallantiana, [ficção sobre temas eróticos e livros de piadas e versos obscenos] romances avant-garde de sexo explícito, revistas impressas em papel barato, textos sobre sexologia... "

No período pós-guerra, Reuben Sturman, o "Walt Disney da pornografia", era a figura mais notória do ramo na América. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Sturman controlou a maior parte do material pornográfico em circulação no país durante toda a década de 1970.


Nascido em 1924, ele cresceu na parte leste de Cleveland. No início, vendia principalmente revistas de quadrinhos. Mas quando percebeu que a venda de revistas sobre sexo dava um lucro vinte vezes maior do que o obtido com os quadrinhos, passou a comercializar exclusivamente material pornográfico, chegando mais tarde a produzir seus próprios títulos e a montar lojas de varejo. No final dos anos 1960, Sturman ocupava o topo da lista de distribuidores de revistas de sexo e em meados dos anos 1970 tinha mais de duzentas livrarias para adultos. Ele também introduziu no mercado versões modernas das tradicionais cabinas escuras, individuais, e o espectador agora assiste a filmes de sexo explícito num pequeno monitor de TV. Dizia-se que Sturman não controlava a indústria de entretenimento para adultos – mas que ele era a indústria. Foi condenado por evasão fiscal e outros crimes e morreu em desgraça na prisão, em 1977. O filho David continuou dirigindo os negócios da família.

A versão contemporânea de Sturman é Steven Hirsch, 43 anos, também de Cleveland, descrito como "o Donald Trump da pornografia". A ligação entre ambos é Fred, pai de Steven, ex-corretor de ações e braço direito de Sturman. Hoje, Hirsch comanda o Vivid Entertainment Group, uma espécie de Microsoft do mundo da pornografia, a maior produtora de filmes "adultos" dos Estados Unidos. Sua especialidade era trazer técnicas de marketing para a indústria. De fato, o grupo adota práticas semelhantes às empregadas pelos grandes estúdios de Hollywood nas décadas de 1930 e 1940, em particular quanto aos contratos de exclusividade que firma com astros do cinema contratados e moldados por Hirsch.


Moças e rapazes de família

A maioria dos atores principais e boa parte das atrizes nos filmes de sexo explícito produzidos nas décadas de 1970 e 1980 é de judeus.
O veterano entre os garanhões é Ron Jeremy. Conhecido no meio pornográfico como "o porco-espinho", Jeremy é um dos grandes astros norte-americanos da categoria. Tem 51 anos, vem de uma família judia de classe média alta de Queens, atuou em mais de mil e seiscentos filmes para adultos e dirigiu outros cem.
Ídolo na América, um herói para judeus e não judeus de todas as idades, personaliza aquele homem desmazelado, gordo, feio e cabeludo que infalivelmente leva dúzias de lindas mulheres para a cama. Jeremy simboliza uma espécie de rei David dos dias de hoje, um supergaranhão que desbanca os tradicionais heróis judeus. Sua importância na indústria foi recentemente destacada com o pornodocumentário sobre sua vida, Porn Star: The Legend of Ron Jeremy. Como o astro pornográfico judeu provavelmente mais conhecido dos EUA, Jeremy fez maravilhas em favor da psiquê dos homens judeus americanos. Ele também lançou um CD, Bang-a-Long-With Ron Jeremy. Por uma módica quantia (que inclui o frete), é possível ouvir as histórias prediletas da carreira de Jeremy narradas pelo próprio ídolo.

Nascido Adam Glasser, Seymore Butts é tudo o que Ron Jeremy não é: jovem, atraente e musculoso. Glasser, um judeu de 39 anos de Nova York, abriu uma academia em Los Angeles em
1991. Quando ninguém apareceu, ele pediu emprestado uma câmara de vídeo por 24 horas, foi a um clube de strip-tease, recrutou uma mulher, voltou ao seu estabelecimento e começou a gravar. Apesar do fracasso da fita, uma boa dose de hutzpá e alguns cartões com seu nome e atividade comercial, ele fez um acordo com um fabricante e começou a produzir vídeos pornográficos.
Em poucos anos, montou uma das maiores franquias no ramo de filmes para adultos. Rei absoluto do gênero "gonzo" (caracterizado pela câmara nas mãos e a ilusão de espontaneidade dos vídeos caseiros), ele é hoje, possivelmente, o magnata judeu mais famoso da indústria. Seymore Inc., sua empresa, lança cerca de 36 filmes por ano, cada um custando menos de US$ 15 mil, mas que rendem mais de dez vezes esta quantia.

Glasser emprega doze pessoas, incluindo a própria mãe (a "madame" da foto) responsável pela contabilidade do "negócio da família", sorridente e bem-humorada [aquela figura forçada da tal "mãe judia", tão decantada pelo cinema e pela mídia judaica?] e incansável na busca de uma noiva para o filho e seu primo Stevie, tão adorável quanto voraz. Atualmente, Glasser tem até um programa de TV, "Family Business," mistura de novela e documentário em dez episódios, cujos créditos de abertura exibem sua foto no dia do bar-mitzvá.

Atrás do dinheiro


Judeus sempre estiveram presentes na indústria cinematográfica basicamente porque foram aceitos. Alguns partiram para a pornografia; outros, para Hollywood. Tudo era tão novo que as barreiras restritivas vigorando em tantas outras áreas do cenário americano na época ainda não tinham sido erguidas.
Na pornografia, nunca houve qualquer discriminação. E, na época, início do século passado, um homem de negócios não precisava de muito dinheiro para fazer um filme. Para a exibição, tudo de que precisava era um projetor, uma tela e algumas cadeiras. Livres da obrigação de manter o status quo e sem nada a perder com inovações, os judeus estavam dispostos a explorar maneiras inéditas de ganhar a vida. Gertzman explica que quando os judeus se viam excluídos de alguma atividade, voltavam-se para um ofício onde sentiam que poderiam prosperar ao lado de colegas, num regime de esforço coletivo... Há muito tempo começaram a cultivar os dons e o temperamento característico dos que trabalham como intermediários e têm orgulho de suas habilidades.

A indústria de entretenimento adulto exigia algo que sobrava aos judeus: hutzpá, isto é, atrevimento, ousadia
. Muitos dos pioneiros no ramo eram gênios em marketing e empreendedores ambiciosos cujo êxito se originou da obstinação, inteligência e de uma autoconfiança sem limites.

É óbvio que o grande número de judeus na indústria pornográfica sempre foi motivado, principalmente, pelo desejo de lucrar. E se os reis judeus de Hollywood souberam construir uma fábrica de sonhos, uma tela em branco sobre a qual podiam ser criadas e projetadas suas próprias visões da América, os magnatas da pornografia revelaram um talento único para bem compreender os apetites do público.

Abraham Foxman (na foto ao lado) presidente da Liga Anti-difamação, a ADL, explica: Aqueles judeus que entraram na indústria pornográfica fizeram-no como indivíduos em busca do "sonho americano". Como acontece em Hollywood, judeus que ingressam no mundo da pornografia não costumam anunciar sua origem. A maioria dos artistas e pornógrafos se originam em famílias judias de não praticantes. Sturman, no entanto, identificou-se publicamente como judeu, tendo sido um doador generoso para várias entidades beneficentes da comunidade e o ator Richard Pacheco, isto é, Howie Gordon, chegou a ser entrevistado para a yeshivá (escola de judaísmo). Queria ser rabino.



Pouquíssimos filmes pornográficos baseiam-se abertamente em temas judaicos, embora Ron Jeremy tenha tentado uma vez reunir diversos astros para produzir um filme pornográfico kasher. A exceção é Debbie Duz Dishes, em que Nina Hartley interpreta uma dona de casa judia sexualmente insaciável que sente prazer com qualquer um que toque sua campainha. O filme vendeu muito bem, teve algumas seqüências e hoje em dia é difícil encontrar para comprar – talvez indicação de um novo filão a ser explorado. Segundo um editorial publicado no site da World Union of Jewish Students, "há milhares de pessoas procurando pornografia judaica. Depois de 'calendário judaico', 'judeus solteiros', 'judeus para compromisso sério' e 'festas religiosas judaicas', as palavras-chave mais usadas para buscas no site www.goim.com são 'pornografia judaica'. É um fato."

Por que judeus, em particular, usam a pornografia para ganhar a vida? Há alguma outra razão, além da financeira?
É certo que existe aí um elemento de rebeldia. O tabu e o proibido atraem por natureza. Como já escrevi uma vez, taref significa "um universo de sexualidade proibida, a sexualidade dos gentios, onde imagina-se que estejam todas as delícias... "

Segundo um conhecedor da indústria que prefere o anonimato
, citado por E. Michael Jones na edição de maio de 2003 da revista Culture Wars, "os personagens principais dos filmes feitos na década de 1980 eram judeus de famílias seculares e moças vindas de escolas católicas". A cena padrão de sexo explícito seria, portanto, resultado da fantasia masculina judaica de copular com uma gentia católica.
Além disso, como o
judeu ortodoxo e fofoqueiro do mundo pornô Lukeford explica em seu site, "pornografia é apenas uma das formas de expressão da revolta contra o pré-estabelecido, contra a disciplina imposta pela obediência à Torá que marca um judeu vivendo o judaísmo". É também rebeldia contra os pais que esperam dos filhos diplomas de medicina, direito, contabilidade. No mesmo site, o artista pornô Bobby Astyr diz as coisas da seguinte forma: "É como apontar o dedo médio para cima olhando para os tios cheios de anéis que quase me apedrejaram quando garoto por querer ser músico."

À medida que as influências religiosas perderam fôlego, judeus laicos americanos, principalmente os moradores da área da baía na Califórnia, encontraram no sexo um meio de libertação pessoal e política. Os Estados Unidos ofereciam a sociedade mais livre em que os judeus já tinham vivido e prova disso foi o crescimento da indústria para adultos. Aquelas judias fazendo sexo na tela era a contradição explícita do estereótipo da mimada "princesinha judia americana". Elas – e é só uma especulação –
podiam ver a si mesmas cumprindo a promessa da liberação, emancipando-se do que a feminista Betty Friedan chamou, em 1963, do "confortável campo de concentração", que seria o lar, ao seguirem para a Terra Prometida dos sets de filmagem do sul da Califórnia. Era um passaporte para a liberdade sócio econômica. Mas tinham escolha: podiam entrar ou não, ao contrário de outras mulheres coagidas por razões financeiras e outras circunstâncias. E, uma vez conquistada a autonomia, mantinham-se sobre as próprias pernas, particularmente porque é prática da indústria as mulheres ganharem o dobro do que os homem para atuar.

Revolucionários por natureza


Ampliando a tese da subversão, o envolvimento judaico no meio pornográfico também pode ser encarado e analisado como um gesto obsceno dirigido a todo o establishment protestante anglo-saxão branco (Wasp) dos Estados Unidos. Alguns astros da pornografia vêem a si mesmos como combatentes da linha de frente na batalha espiritual entre a América cristã e o humanismo secular. [batalha espiritual?... mas desde quanto proxenetas e cafetinas representam o "humanismo secular"?] Segundo Lukeford, muitos desses atores freqüentemente vangloriam-se da "alegria de serem os anárquicos garanhões sexuais incomodando os rebanhos puritanos".

Este argumento resultaria de um ódio atávico à autoridade cristã. Astyr se recorda de "ter que correr ou lutar na escola primária por ser judeu. É bem provável que minha carreira pornográfica seja, em parte, aquele dedo médio apontado para cima – desta vez, uma resposta a gente como meus colegas de escola". Al Goldstein, o antigo proprietário da revista Screw, declarou que "a única razão pela qual nós judeus, estamos nesta indústria é porque achamos Cristo um fiasco. O catolicismo é um fiasco. Não acreditamos em autoritarismo".

[aparentemente, só os católicos, a Igreja e o próprio Papa, ainda não entenderam o que essa gente anda tramando contra a nossa decadente sociedade e aviltada Civilização Cristã]

A pornografia torna-se, assim, um meio de deflorar a cultura cristã e seu caráter subversivo ganha mais força à medida que penetra o âmago do contexto dominante nos Estados Unidos
e é, sem dúvida, consumida pelos mesmos protestantes anglo-saxões brancos que a condenam em público. Hoje, busca novos extremos que desafiam até mesmo as fronteiras da estética característica do gênero. A intenção de chocar (e de entreter) é tão clara quanto as novas posições sexuais reproduzidas na tela.

Trata-se de mais um quadro em que o ímpeto revolucionário, radical, típico dos imigrantes judeus na América foi canalizado para a política sexual e não para a esquerda política.
Da mesma forma que o número de judeus envolvidos em movimentos radicais ao longo dos anos sempre foi desproporcional, também excede qualquer proporção a extensão de sua presença na indústria pornográfica. Os judeus americanos foram, desde o começo, revolucionários sexuais. Eram judeus aqueles que estavam na linha de frente do movimento que forçou os Estados Unidos a adotarem uma postura menos severa em relação ao sexo. Durante a revolução sexual dos anos de 1960, Wilhelm Reich, Herbert Marcuse e Paul Goodman substituíram Marx, Trotsky e Lênin como leitura obrigatória. Enquanto Reich preocupava-se com trabalho, amor e sexo, Marcuse, por sua vez, profetizava que uma utopia socialista libertaria os indivíduos, permitindo-lhes alcançar a satisfação sexual. Sobre as "belíssimas conseqüências culturais" que acompanhariam a legalização da pornografia, Goodman escreveu que "tornariam nobre toda nossa arte" e "humanizariam a sexualidade."

Richard Pacheco é um artista de filmes para adultos que leu o casamento intelectual de Freud e Marx escrito por Reich: "Antes de conseguir meu primeiro papel, cheguei a uma seleção de atores para um filme pornô usando cabelos até a altura das nádegas, levando um exemplar de Sexual Revolution de Reich debaixo do braço e falando aos berros sobre trabalho, amor e sexo."
No artigo Rabbi Dresner's Dilemma: Torah v. Ethnos, escrito por E. Michael Jones para a edição de maio de 2003 da revista Culture Wars,
o rabino Samuel H. Dresner diz que "a rebelião judaica verifica-se em diversos níveis", sendo um deles "o papel proeminente dos judeus como advogados de experimentos sexuais". Os atores pornográficos judeus não passariam, portanto, de um grupo que enaltece a rebeldia, a auto-satisfação e a promiscuidade.
Este breve panorama e análise do papel e da
motivação por trás de pornógrafos e artistas tem a intenção de jogar a luz sobre um item negligenciado da cultura popular judaica nos Estados Unidos.

Pouco se escreve a respeito. Um livro como A History of the Jews in América, de Howard M. Sachar (New York: Knopf, 1992), simplesmente ignora o assunto. E se pode apostar que as comemorações do 350º aniversário da chegada dos judeus à América não incluíram qualquer referência às inovações judaicas no ramo. Até mesmo a tolerante Time Out New York é reservada em tratar a questão, embora a Heeb, uma publicação mais iconoclasta, planeje uma edição sobre o tema.


À luz da visão judaica
, relativamente aberta em relação a sexo, por que sentimos vergonha da presença de judeus na pornografia? Podemos até não gostar mas, o fato é que seu papel na indústria é e sempre foi significativo.(3)

Notas

(1) Judeus religiosos e fanáticos rabinos têm se especializado em outras áreas do crime organizado.

(2) O tráfico de mulheres brancas e de entorpecentes, a prostituição em larga escala, devidamente industrializada, é obra reconhecidamente judaica. Há uma sociedade internacional denominada Zwig Migdal, que explora esse rendoso negócio e contra a qual têm sido impotentes todas as polícias dos países corrompidos, ou judaizados e "liberais". Ver a documentação reveladora em Julio Alsogaray, La prostitutión en Argentine, Editora Denoel et Steele, Paris.

(3) Sim, e também é profundamente significativo o cinismo desse Abraham Foxman ao tentar justificar o proxenetismo judeu, ou o descaramento dessa agremiação, A HEBRAICA, ao publicar (como mais um exemplo da insídia judaica) um texto sobre a perversão da influência judia em nossa sociedade, e assim demonstrar de onde vem, realmente, o veneno e a corrupção que nos atinge diariamente. A insolência com que o autor do texto, e os velhacos rabinos, elogiam a sordidez das táticas judaicas para contaminar e corromper as nossas populações, só vem confirmar a malícia desse antigo e perverso conluio judeu. É evidente que não estamos lidando com cavalheiros.

"E deves destruir todos os povos que o Senhor teu Deus te der, e teu olho não terá piedade deles." Deuteronômio 7: 2-16


Por isso, não é de se estranhar que o presidente do
Congresso Mundial Judaico, Edgar Bronfman, também seja o presidente e dono da maior destilaria de bebidas alcoólicas do mundo, a Seagram's Company Ltd., cuja tentacular rede de fabricação e distribuição vai se estendendo por todos os continentes. Essa "família" judia especializou-se no contrabando de bebidas alcoólicas da sua destilaria no Canadá, para os Estados Unidos, já na época da "Lei Seca" (Bronfman, em yidish, significa whiskey man, "o homem do uísque"). Recentemente eles venderam a Seagram's para uma multinacional e transferiram os "negócios da família" para outros ramos do "entretenimento", mas sem abandonar totalmente a velha especialidade; ainda não é de se estranhar, portanto, a grande movimentação e o empenho dos judeus Bronfmans para liberarar o uso e o comércio das drogas alucinógenas como o "santo daime", a maconha, o skank... Edgar Bronfman é
também grande financiador da Liga Anti-Difamação da maçonaria da B'nai Brith, e em seu discurso, vai deixando no ar a sugestão de fabricação de incidentes de "anti-semitismo", para realimentar a esquizofrenia paranóide da rancorosa "identidade judaica", e do abalado mito do "holocausto judeu". Aqui no Brasil temos uns políticos, muitos artistas e diretores de teatro, e até Ministros de Estado, um da "Cultura" e outro do "Meio Ambiente", e jornalistas articulistas – não por acaso judeus – todos muito bem articulados na apologia e na campanha pelas liberação das drogas entorpecentes e alucinógenas; um de seus principais agentes propagandistas no Parlamento Nacional até publica livros sobre "a influência do cânhamo para o desenvolvimento da humanidade"... (Fernando Gabeira, A maconha). Quanto à rede internacional do tráfico da heroína e da cocaína, certas entidades judaicas e grandes sinagogas e escolas de judaísmo, têm se encarregado, avidamente, desse comércio monstruoso.

O sinistro propósito dessas sinagogas e dos seus "veneráveis" rabinos, vai ficando escandalosamente claro ao compreendermos o alcance dos comentários sobre as suas dissimuladas estratégias como, por exemplo, este esclarecedor relato do judeu Israel Eichler:

"Mesmo os rabinos anti-sionistas (como os neturei karta) declaram que ao encararmos o mundo exterior (ele se refere ao nosso mundo, o mundo dos nossos pais e avós, o mundo dos nossos filhos, à nossa civilização) nós (os judeus) precisamos apresentar uma frente unida."


Sim, eles podem simular dissidências, ou divergências na interpretação das suas escrituras; podem até sacrificar algum "bode expiatório" quando lhes for conveniente, ou quando a polícia o apanhar com a boca na botija, mas as suas cavilações e perfídia sempre vieram dessa "frente unida", desse talmúdico rancor contra o que eles chamam de "mundo exterior".

É realmente inquietante verificar que enquanto nós e os nossos filhos íamos nos relacionando e convivendo com essas pessoas, imaginando que a nossa sinceridade e boa-fé transpunha diferenças e preconceitos, elas nunca se comportaram assim para conosco, ao contrário: há muito tempo vêm agindo por trás dessa cínica e ladina "frente unida" contra todos nós, contra os nossos valores, contra a nossa civilização.


Não é por acaso que essa "frente unida" é um dos mais repetidos e obstinados treinamentos que desde a mais tenra infância os judeus vão incorporando mesmo antes de freqüentarem as suas yeshivas, essas escolas de judaísmo. Por isso, não devíamos nós, os habitantes deste nosso mundo iluminado sob o sol, nos unirmos e nos protegermos da escuridão dessa cabala e da insídia e malícia desse mundo subterrâneo?


A.B.


"
Se a desconfiança e a hostilidade contra os judeus tivesse surgido somente num único país e só numa determinada época, seria fácil identificar as razões dessa aversão. Mas, ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, antipatizada pelos habitantes de todas as terras e nações no seio das quais se estabeleceu. Como os inimigos dos judeus existiram entre os mais diversos povos, os quais habitavam regiões distantes entre si e eram regidos por leis determinadas até por princípios opostos, e se não tinham os mesmos costumes e eram distintos no espírito de suas culturas, então as causas do anti-semitismo devem ser procuradas entre os próprios judeus, e não entre os seus antagonistas."

Bernard Lazare

anarquista judeu


Antisémitisme, son histoire et ses causes
, Paris 1934, Tomo I, pág.32





Fonte: http://www.alfredo-braga.pro.br
Imagem: Google

Em apoio ao blog Octopus






ALANAC rebate declarações do "Doutor" Drauzio Varella sobre fitoterápicos

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Após um ano, Líbia continua mergulhada no caos

Sem atos oficiais nem desfiles militares. Assim foi assinalado o primeiro aniversário do levantamento dos mercenários na Líbia. Em Tripoli e Benghazi, muitos líbios aproveitaram a oportunidade para expressar seu desespero para com a morosidade da reconstrução do país e das instituições e serviços públicos.

Manifestaram-se contra a corrupção, a insegurança e a criminalidade, as promessas que tardam em concretizar-se.

A mesma fonte adianta que o presidente do chamado Conselho Nacional de Transição (CNT), Abdel Jalil, e o primeiro-ministro, Abdel el-Keib, deslocaram-se à segunda cidade do país para participar nas celebrações, mas dispensaram, taticamente, o cerimonial.

O CNT justificou a reserva por respeito aos “mártires da revolução”. Na verdade, o Conselho tem sido contestado por muitos dos que até há pouco tempo o apoiavam, incluindo os que combateram em seu nome. Recentemente, Abdel Jalil viu-se mesmo perseguido pela fúria de centenas de líbios, precisamente em Benghazi.

Na cidade, a segurança foi reforçada devido ao receio de infiltrações de pró-kadhafistas nas celebrações, na segunda (20), e nem o boato de que o CNT iria distribuir 1600 dólares por cada família a propósito do aniversário do levantamento armado de 17 de Fevereiro (Russia Today) parece ter revigorado a simpatia das massas.

De acordo com um estudo da universidade de Oxford, citado pela Russia Today, 35% dos líbios desejam a restituição do anterior regime. Um dos filhos de Kadhafi, Saadi, garantiu, a partir do Níger, onde se encontra exilado, que uma revolta com o objetivo de resgatar a soberania da Líbia está prestes a ser desencadeada. Supostamente terá o apoio do recém criado Movimento Popular Nacional (Público 18 de fevereiro de 2012).

Poder balcanizado

O fato é que a situação política e social é tensa. O CNT não dirige mais que os assuntos correntes que aparecem nos gabinetes do denominado governo de transição.
Nas ruas o poder é outro. Reparte-se entre 100 a 300 grupos diferentes (ninguém arrisca cálculos rigorosos), envolvidos num braço-de-ferro para assegurar o respectivo quinhão entre os despojos da agressão imperialista.

Em Tripoli, por exemplo, brigadas de Misrata e Zilten continuam a controlar a cidade. Negociações sobre o seu desarmamento ou, no mínimo, subordinação às novas autoridades têm-se revelado infrutíferas. Uma milícia controla o aeroporto internacional, outras dividem os bairros da capital como se fossem feudos. Não raramente enfrentam-se nas ruas, aterrorizando a população (Associated Press, 17 de fevereiro de 2012).

A agência France Press sublinha o ambiente de “incerteza sobre a estabilidade e segurança”, motivados pela “lei” exercida pelas milícias, que ditam normas consoante o contexto e observando sempre os seus propósitos materiais e reforço de influência.

Um conselheiro do Banco Mundial nota que as milícias “desenvolveram interesses dos quais recusam abdicar”. Nem a promessa de inclusão dos seus membros nos futuros contingentes da polícia e das forças armadas, como tem sido repetidamente prometido o CNT, se revelou eficaz, sublinha também a AFP.

Impunidade absoluta

“Calculamos que existam 50 mil combatentes”, admitiu Ashur el-Shames, porta-voz do CNT, citado pelo El País. Uma parte destes combatentes guardam cerca de oito mil pessoas encarceradas sem qualquer acusação formal.

Mais grave ainda, organizações como a Médicos Sem Fronteiras ou a Anistia Internacional relatam a proliferação da tortura nas prisões. Esta última voltou a insistir, quarta-feira (16), na denúncia da tortura como prática corrente e aceite.

Enquanto isso, os criminosos que ordenaram os bombardeamentos ininterruptos e massivos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante sete meses continuam impunes. Pelo menos 30 mil pessoas morreram e 50 mil ficaram feridas. Outras quatro mil pessoas estão desaparecidas, informou, em setembro passado, o CNT.

Cidades como Sirte estão em ruínas e despojadas de gente. A violência arbitrária impera a par da criminalidade perpetrada pelos grupos de bandoleiros fortemente armados, que acossam as populações, denuncia a Russia Today.

O El País fala mesmo em limpeza étnica salientando o caso da vila de Tauerga, próxima de Misrata, povoada por descendentes de escravos oriundos da África negra.

Tidos como apoiantes do anterior regime, são agora alvo de uma mistura de “ódio político com racismo soterrado”, conclui o diário. “Casas saqueadas e queimadas, ruas destruídas e silenciosas é o cenário observado, atribuído à vingança levada a cabo pelos sublevados vindos de Misrata.

Os cerca de 35 mil habitantes de Tauerga são agora refugiados ou reclusos no seu próprio país. Estão impedidos de regressar. É uma retaliação pela suposta fidelidade a Kadhafi.

“Tivemos de deixar as nossas casas devido à brutalidade das milícias”, contou Atiya al Mayub ao El País. “No dia em que parti, contei quarenta cadáveres só no meu bairro”, acrescentou.
Mayub encontra-se, como milhares de outros cidadãos, à guarda das milícias. Em 6 de fevereiro, os mercenários vieram buscar alguns detidos. Não foi a primeira vez que Mayub assistiu à seleção de presos que ou não regressam ou regressam massacrados pelos maus-tratos.

Mas desta vez os algozes cravaram-lhe um desgosto que nunca mais vão abandonar: mataram o seu filho, de 13 anos, quando disparavam sobre a multidão de encarcerados, que protestava contra aquela coleta sádica de varões para torturar.

A hipocrisia

A recentemente criada agência humanitária para a Líbia, dependente das Nações Unidas, admite a existência de “ressentimentos” contra os moradores de Tauerga, mas diz que esta é uma “matéria sensível” e que “qualquer dirigente que se pronuncie publicamente a favor dos habitantes” corre o risco de, no mínimo, “perder as próximas eleições”.

Admite-se hipocritamente os assassinatos. Transige-se com a tortura, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a propósito do 17 de fevereiro na Líbia, pediu cinicamente às autoridades líbias para que respeitem os direitos humanos. “Uma revolução realizada em nome dos direitos humanos não pode degenerar na sua violação”, declarou Ki-moon (Público, 18 de fevereiro de 2012).
Ki-moon sabe que o genocídio que está ocorrendo na Líbia “revolucionária”, como nomeou, não é uma degenerescência, mas parte de um projeto calculado pelos “combatentes da liberdade”, que o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconheceu, promoveu e animou quando deu cobertura à agressão da Otan contra a Líbia.

Ki-moon, os EUA e a União Europeia (UE) sempre souberam que, como disse Diderot, “do fanatismo à barbárie vai um passo”. Ainda na última reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra, puderam confirmar o pensamento cavernícola das atuais autoridades líbias quando o novo representante do país no referido organismo declarou que “a homossexualidade ameaça a religião e a reprodução da espécie humana” (Russia Today).

Sabem e souberam sempre, mas como até meados deste ano Tripoli promete fazer regressar a produção de petróleo aos níveis de antes da guerra imperialista, pouco importa que a Líbia e o seu povo permaneçam no caos.



Fonte: Prensa Latina

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão

Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".






Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá





Fonte: Youtube, Indicado pelo amigo P.P.P.
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