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segunda-feira, 12 de março de 2012

Irã acusa Israel de crimes de guerra contra Gaza


O Ministério de Relações Exteriores do Irã condenou ontem (11), energicamente, os ataques israelenses contra a Faixa de Gaza e os qualificou como “crimes de guerra”, anunciou a agência de notícias iraniana Fars.

"Os repetidos ataques e agressões dos militares do regime sionista contra os palestinos indefesos em Gaza... são condenador por constituir crimes de guerra e atos inumanos", disse a chancelaria em um comunicado.

O Ministério também fustigou o silêncio da comunidade internacional ante os crimes de Israel em Gaza e disse: "a comunidade internacional e os órgãos de direitos humanos não devem manter silêncio ante tão flagrantes violações dos direitos humanos e ante o massacre dos palestinos indefesos por parte dos sionistas e devem atuar em cumprimento de seu dever seu dever humanitário e jurídico e com responsabilidade para defender aos palestinos", informou a Fars.

Os conflitos atuais entre Israel e grupos militantes na Faixa de Gaza causaram a morte de 14 militantes e feriram mais de 20 palestinos. Os militantes continuam lançando foguetes contra Israel e os aviões de caça israelenses fazer ataques de represália.



Fonte: Xinhua, vermelho.org.br

5 milhões de estudantes terão aula em tempo integral

Enfim uma boa notícia

O programa Mais Educação, que oferece atividades em tempo integral aos estudantes do 1º ao 9º ano vai alcançar neste ano 30 mil escolas públicas de ensino fundamental, beneficiando 5 milhões de estudantes em todo o país, inclusive em escolas rurais. Com isso, o governo antecipa o resultado esperado apenas para 2014, e lança uma nova meta, de atender 60 mil escolas com atividades de acompanhamento pedagógico, de esportes, de artes e informática até 2014.

No programa Café com a Presidenta, transmitido nesta segunda (12), a presidente Dilma Rousseff explicou que o Ministério da Educação está com as inscrições abertas para novas adesões das prefeituras até o dia 30 de março. Segundo ela, serão investidos R$ 1,4 bilhão em 2012 para implantar o Mais Educação nas escolas inscritas. Atualmente, o programa beneficia 2,8 milhões de alunos de 15 mil escolas.

"Eles participam de atividades orientadas, que vão desde o acompanhamento das tarefas escolares até a prática de esportes, aulas de artes e informática. Tudo isso em um turno complementar", disse a presidente.

Ela acrescentou que a prioridade neste ano são as escolas onde estudam os beneficiários do Bolsa Família e também aquelas que tiveram uma avaliação baixa do Ideb, que é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do MEC. Segundo Dilma, as atividades complementares podem contribuir para melhorar a qualidade da educação no país.

“Esse é o efeito mais importante do programa: melhorar o aprendizado e interesse dos estudantes pela escola. No Rio de Janeiro, por exemplo, os estudantes do 5º e do 9º ano, do Mais Educação, conseguiram aumentar suas notas de português e de matemática. Isso mostra como a escola em tempo integral é importante para dar aos estudantes novas oportunidades. É uma forma de superar desigualdades, permitir que todas as crianças tenham uma boa educação e tenham acesso a atividades que serão muito importantes para o seu futuro.”

Dilma também reforçou que as moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, adquiridas pelas famílias com renda de até R$ 1,6 mil, serão registradas no nome das mulheres. A mudança foi anunciada no Dia Internacional da Mulher. O pai só terá direito à propriedade quando tiver a guarda exclusiva dos filhos.

“Essa mudança é um reconhecimento do papel que a mulher brasileira desempenha como chefe de família. Elas serão donas do imóvel, mesmo em caso de separação ou divórcio. É uma garantia muito importante para as mulheres e para as suas famílias, pois a gente sabe que, nessas horas, a maior responsabilidade pela educação e sustento dos filhos acaba ficando mesmo é com as mulheres”, disse Dilma.


Fonte: Blog do Planalto
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Índios Vendem Direitos Sobre Terras na Amazônia



Por US$ 120 milhões, índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena floresta amazônica, no município de Jacareacanga (PA).
O negócio garante à empresa “benefícios” sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena.

No contrato, ao qual o Grupo Estado teve acesso, os índios se comprometem a não
plantar ou extrair madeira das terras nos 30 anos de duração do acordo. Qualquer intervenção no território depende de aval prévio da Celestial Green Ventures, empresa irlandesa que se apresenta como líder no mercado mundial de créditos de carbono. Sem regras claras, esse mercado compensa emissões de gases de efeito estufa por grandes empresas poluidoras, sobretudo na Europa, além de negociar as cotações desses créditos.

Na Amazônia, vem provocando assédio a comunidades indígenas e a proliferação de contratos nebulosos semelhantes ao fechado com os mundurucus. A Fundação Nacional do Índio (Funai) registra mais de 30 contratos nas mesmas bases.

Só a Celestial Green afirmou ter fechado outros 16 projetos no Brasil, que somam 200 mil quilômetros quadrados. Isso é mais de duas vezes a área de Portugal ou quase o tamanho do Estado de São Paulo. A terra dos mundurucus representa pouco mais de 10% do total contratado pela empresa.
“Os índios assinam contratos muitas vezes sem saber o que estão assinando. Ficam sem poder cortar uma árvore e acabam abrindo caminho para a biopirataria”, disse Márcio Meira.

“Temos de evitar que oportunidades para avançarmos na valorização da biodiversidade disfarcem ações de biopirataria”, reagiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O principal executivo da Celestial Green, Ciaran Kelly, afirma que todos os contratos da empresa com comunidades indígenas passam por um “rigoroso processo de consentimento livre, prévio e informado”, segundo normas internacionais.

A terra dos mundurucus representa pouco mais de 10% do total contratado pela
empresa, que também negociou os territórios Tenharim Marmelos, no Amazonas, e
Igarapé Lage, Igarapé Ribeirão e Rio Negro Ocaia, em Rondônia.

'Pilantragem' “Os índios assinam contratos muitas vezes sem saber o que estão assinando. Ficam sem poder cortar uma árvore e acabam abrindo caminho para a biopirataria”, disse Márcio Meira, presidente da Funai, que começou a receber
informações sobre esse tipo de negócio em 2011. “Vemos que uma boa ideia, de
reconhecer o serviço ambiental que os índios prestam por preservar a floresta, pode
virar uma pilantragem.”

O contrato dos mundurucus diz que os pagamentos em dólares dão à empresa a
“totalidade” dos direitos sobre os créditos de carbono e “todos os direitos de
certificados ou benefícios que se venha a obter por meio da biodiversidade dessa
área”.

Territórios indígenas estão entre as áreas mais preservadas de florestas tropicais.
Somam mais de 1 milhão de quilômetros quadrados e a maioria deles está na
Amazônia. Para empresas que trabalham com mecanismos de crédito de carbono,
criado entre as medidas de combate ao aquecimento global, as florestas são
traduzidas em bilhões de toneladas de gases estufa estocados e cifras agigantadas em
dólares.

Benedito Milléo Junior, agrônomo que negocia créditos de carbono de comunidades
indígenas, estima em US$ 1 mil o valor do hectare contratado. A conta é feita com
base na estimativa de 200 toneladas de CO2 estocada por hectare, segundo preço
médio no mercado internacional.
Milléo diz ter negociado 5,2 milhões de hectares, mais que o dobro do território dos
mundurucu. Nesse total está contabilizado o território indígena Trombetas-Mapuera
(RR), que fechou contrato com a empresa C-Trade, que também atua no mercado de
crédito de carbono. Segundo ele, a perspectiva é de crescimento desse mercado, sobretudo com a regulamentação do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd).

Os mundurucu ainda não começaram a receber o dinheiro pela venda de
direitos sobre seu território.

Os pagamentos acordados, em 30 parcelas iguais de US$ 4 milhões, serão feitos até o último dia do ano, entre 2012 e 2041. As regras constam do contrato assinado pelo presidente da Associação Indígena Pusuru, Martinho Borum, e o diretor da Celestial Green, João Borges Andrade.

As assinaturas foram reconhecidas no cartório de Jacareacanga.

“Não poderemos fazer uma roça nem derrubar um pé de árvore”, criticou o índio
mundurucu Roberto Cruxi, vice-prefeito de Jacareacanga, que se opôs ao acordo. Ele
disse o contrato foi assinado por algumas lideranças, sem consentimento da maioria
dos índios. “A empresa convocou uma reunião na Câmara Municipal;eles disseram que era bom”, conta.




Esses contratos precisam ser desfeitos e essa Celestial Green Ventures e demais congêneres investigadas e punidas até com expulsão. Os índios e seus responsáveis legais também não podem escapar impunemente.





Fonte: defesabr, caetanearaltamira.blogspot.com
Imagem: Google (colocadas por este blog)

Militaristas ianques ameaçam a Alba



Na semana pasada, o general Douglas Fraser, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos desde 2009, compareceu a uma sessão do Congresso norte-americano, onde
intempestivamente desferiu ataques aos países da Alba, em particular a Venezuela.

Segundo ele, há “crescentes níveis de violência e persistente instabilidade econômica”, e, no caso específico da Venezuela, de Cuba, da Bolívia e do Haiti, “persiste a turbulência geopolítica”, cenários estes que “terão um impacto sobre cidadãos e militares estadunidenses na região”. O general também criticou a relação da Venezuela com o Irã e, voltando a levantar uma tese surrada que tem sido pretexto para invocar o militarismo e agrupar as forças de direita, criticou a falta de uma maior atividade na luta contra o narcotráfico.

Não é a primeira vez que os militaristas estadunidenses atacam a Venezuela, sua política externa, suas alianças internacionais e sua política de segurança em relação ao combate ao tráfico de drogas.

Outrossim, os chefes do Comando Sul em outras ocasiões vincularam o governo revolucionário de Hugo Chávez às guerrilhas colombianas, carimbando-o como aliado do “narcoterrorismo”, forma depreciativa e eivada de intenções golpistas e intervencionistas de se referir aos movimentos insurgentes do país vizinho. Agora, a Venezuela ingressa em mais uma campanha eleitoral, na qual está em disputa a Presidência da República, hoje o vértice de um proceso revolucionário democrático-popular e anti-imperialista, liderado por Hugo Chávez, candidato à reeleição.

Fica inequívoca a intenção política de introduzir no debate temas que se convertam em bandeiras da esquálida oposição, cada vez mais isolada e vazia de ideias para o país bolivariano. O general vai da caserna à casa legislativa estadunidense para levantar uma bandeira, a ser usada pelos políticos democratas e republicanos, assim como pelos veículos da mídia pró-imperialista neste período de campanha eleitoral.

O tema não é estranho às forças progressistas brasileiras solidárias com a Revolução bolivariana. Também no Congresso Nacional sediado em Brasília, intermitentemente ouvem-se vozes deblaterando contra a “corrida armamentista” promovida por Chávez na América do Sul, o que constituiría uma ameaça ao Brasil. Os conservadores no Senado brasileiro chegaram a usar o argumento para justificar manobras protelatórias da aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul.

Os argumentos do general Fraser não são inteiramente novos. Já na altura em que foi criada a Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos, em 2008, os militaristas do Pentágono batiam na tecla surrada da instabilidade, do combate ao narcotráfico e ao terrorismo para justificar ter engendrado o monstrengo. A novidade agora é o ataque direto à Alba e a menção ao Haiti, país que recentemente manifestou a intenção de ingressar no organismo de integração solidária.

Isto só encontra explicação no papel crescente que a Alba vem desempenhando na região e no mundo, não apenas como protótipo de integração econômica, política e social solidária, longe da influência nefasta dos latifundiários, das multinacionais e do capital financeiro. A Alba afiança-se cada vez mais como um polo de irradiação de ideias progressistas, solidárias, internacionalistas, anti-imperialistas na região da América Latina e Caribe. Suas reuniões de chefes de Estado e governo são tribunas de donde as lideranças emergentes de uma nova América, a “nossa América” prefigurada por José Martí, falam como a voz dos oprimidos e espoliados, dando agora o grito da segunda e definitiva independência. São significativos os seus pronunciamentos e resoluções não apenas sobre temas econômicos, comerciais, diplomáticos e políticos regionais, mas também de interesse mundial, onde se expressa de maneira inequívoca a defesa da paz, de uma nova ordem política e econômica internacional, a luta contra as agressões dos Estados Unidos e da Otan e contra as ameaças de ataque à Síria e ao Irã.


As declarações do general Fraser devem soar para as forças progressistas da América Latina e Caribe como um sinal de alarme quanto às intenções intervencionistas do Pentágono na região, que vai muito bem, obrigado, em termos de estabilidade política e defesa da paz e de sua segurança.


Por isso, é importante desvendar e denunciar o que
significa este departamento do grande complexo militarista estadunidense. O Comando Sul é um dos nove comandos que operam fora do território estadunidense, comparável aos que essa potência imperialista mantém no Golfo Pérsico e no Mediterrâneo, entre outras regiões. Este Comando cobre uma área de 24 mil quilômetros quadrados e conta com mais de 20 mil efetivos militares. É nessa estrutura que se encaixa a famigerada Quarta Frota, desativada depois da 2ª Guerra Mundial e recriada no apagar das luzes do mandato do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em 2008.

O imperialismo estadunidense sempre considerou a América Latina e o Caribe como o seu “quintal” e as águas dos Oceanos Pacífico, Atlântico e Mar das Caraíbas que banham os países da região como o “mare nostrum” norte-americano. Seus planos neocolonialistas seguem mais vigentes do que nunca. A Revolução bolivariana e os governos democráticos e patrióticos da região são, na visão dos estrategistas do Pentágono, obstáculos a remover. É mais atual do que nunca a luta anti-imperialista e contra os planos militaristas dos EUA.


Fonte: vermelho.org.br
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domingo, 11 de março de 2012

"Nosso Dever é Lutar" diante dos problemas que há no Oriente Médio e na América Latina

Livro de Fidel será lançado em 14 países na quarta-feira

O acadêmico argentino Atilio Borón e o advogado cubano-estadounidense José Pertierra serão conferencistas na apresentação de lançamento, na próxima quarta-feira (14), do livro “Nosso Dever é Lutar”, do líder da Revolução cubana, Fidel Castro.


O volume será lançado simultaneamente em Havana, Caracas, Quito, Buenos Aires, Luanda, São Domingos, La Paz, Cidade do México, Bridgetown (Barbados), San Juan (Porto Rico), Kingston (Jamaica), Washington, Madri e Berlim.

José Pertierra, que participará na apresentação em Washington, disse ao Portal Cubadebate que o material, resultado do diálogo entre Fidel Castro e intelectuais da América, África e Europa em fevereiro passado, demonstra a inquietação destas pessoas diante da crise do planeta.

O painel funcionará na sede do Escritório de Interesses de Cuba nos Estados Unidos e será composto também pelo jurista David Brooks, jornalista do diário mexicano La Jornada; James Early, do Museu Smithsonian, dos Estados Unidos; e dois professores, um deles especialista em temas culturais.

O que se viu nessa conversação de intelectuais do mundo, advertiu Pertierra, é a grande preocupação que têm todos eles, e também Fidel, diante dos problemas que há no Oriente Médio e na América Latina.

Identificamos o problema, mas o que se está buscando é a solução, e essa solução pode ser encontrada mediante a conversação e o diálogo, através da dialética, enfatizou.

Por seu turno, Atílio Borón anunciou que a apresentação de Buenos Aires se realizará no Centro Cultural da Cooperação, e na mesma participarão, além dele, outras três pessoas que estiveram na conversação com Fidel no Palácio das Convenções de Cuba: Stella Calloni, Vicente Battista e Juano Villafañe.

O encontro de fevereiro foi uma rodada de discussões sobre os grandes temas atuais, repassados em longas horas de conversação, em que esteve presente Fidel Castro, que fez comentários, observações e perguntas, indicou Borón.




Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google

EUA cogitam usar superbomba contra Irã


Os Estados Unidos consideram a possibilidade de utilizar uma bomba de 13,6 toneladas diante de um eventual ataque militar ao Irã, a maior ogiva de seu arsenal, confirmou um alto oficial da Força Aérea.

A bomba de penetração maciça (MOP, na sua sigla em inglês), tem capacidade de perfurar através de 60 metros de concreto armado antes de detonar sua carga.

Este artefato explosivo convencional (não nuclear) é o mais poderoso já desenvolvido pelo Departamento de Defesa na última década, assegurou o tenente-general Herbert Carlisle, vice-chefe de operações da Força Aérea.



De acordo com ele, a MOP, considerada a "mãe de todas as bombas", poderia ser utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington.

O Pentágono trabalha em opções militares para o caso em que falhem a diplomacia e as sanções econômicas contra Teerã. Os EUA têm como objetivo interromper o programa nuclear iraniano, sob a acusação de que este tem fins militares, embora o governo do país persa reitere os seus fins pacíficos, informou a página de internet Global Research.

O secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, declarou no jornal The National Journal na última quinta-feira (8), que a planificação das operações vem ocorrendo "há muito tempo".

A retórica belicista das forças armadas de Washington se mantém apesar das declarações do presidente Barack Obama, que se pronunciou durante a semana em favor de esgotar todos os recursos de pressão diplomáticos, econômicos e políticos antes de empreender um ataque contra a nação persa.
Obama e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniram na última segunda-feira (5) na Casa Blanca em uma tentativa de rearticular um debate sobre o tema nuclear iraniano, pois Israel é partidário de lançar um ataque preventivo contra a nação persa para evitar que siga adiante com seus planos.

Carlisle também assegurou que um conflito com o Irã ou a Síria poderia revelar um novo pensamento tático nas operações militares, conhecido como batalha ar-mar, onde se combinariam vários dos serviços armados estadunidenses.

O oficial sublinhou que as táticas apontam no sentido de operar em vários domínios, tanto no ar, como no mar, no espaço e no ciberespaço, mediante a criação de redes de informação integradas através de satélites, sensores em aviões caças e aeronaves não tripuladas.

Tais procedimentos operativos respondem à circunstância de que a Síria e o Irã possuem capacidades defensivas importantes para manter à distância seus potencias agressores, algo que Washington pretende evitar, considerou Carlisle.

No caso do ciberespaço, pode ser um fator de conflito entre ambos os países, alertou.




Fonte: Prensa Latina
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A quarta frota e os senhores da guerra

"A guerra, no século 21, poderá não ser tão sangrenta quanto foi no século passado. Mas a violência armada, criando sofrimento e perdas desproporcionais, continuará onipresente e endêmica – ocasionalmente epidêmica – em grande parte do mundo. A perspectiva de um século de paz é remota". Essa foi a conclusão proposta pelo historiador Eric Hobsbawm, no ensaio Guerra e Paz no século 20, que foi publicado no jornal britânico “The Guardian”, em fevereiro de 2002.


Por Joanne Mota*


Uma década depois, essa afirmação nunca pareceu tão atual nestes tempos de imperialismo agressivo, que tem nas potências belicistas mundiais sua maior fonte de poder. A militarização norte-americana se converte como o maior símbolo desse processo, que gera insegurança e se conforma como uma ameaça constante às soberanias nacionais dos países menos desenvolvidos, sobretudo os que possuem grandes potenciais energéticos e de recursos naturais.

Em meio a esse projeto de recolonização mundial, o capital monopolista se internacionaliza, vai além de suas fronteiras. Para tanto, necessita e obtém o que Vladimir Lênin denominou de fenômeno da dependência, advindo do entrelaçamento do domínio econômico-financeiro com o político e territorial.

Não foi por acaso que, no final do século 20, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, cria a chamada “Nova Ordem Mundial”, uma estratégia que se converteria em um plano de dominação global. Em artigo publicado durante a Conferência Internacional “A integração Latino-americana e a Luta pela Paz”, organizada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), o jornalista e escritor José Reinaldo Carvalho discute as estratégias norte-americanas para a recolonização do mundo.

Segundo ele, criar a “nova ordem” nada mais foi do que consolidar meios e modos que se converteriam em um projeto que percorreria “o novo século americano”. Esse projeto implicou em diversos conflitos e agressões que destruíram nações e reorganizaram o cenário geopolítico mundial.

O jornalista frisa que o contexto atual se caracteriza por uma “acumulação militar global”, guiada por uma superpotência mundial que está utilizando seus aliados para desencadear numerosas guerras regionais. Alguns exemplos citados são as agressões ao Afeganistão e ao Iraque.

“Países independentes, como a Síria, o Irã e a República Popular Democrática da Coreia, por motivações diversas foram alvo de campanhas e ameaças de agressão. Todos os acontecimentos que estão em curso no mundo ligados a conflitos políticos e militares estão relacionados com uma luta, a luta das potências imperialistas, sobretudo as capitaneadas pelo imperialismo estadunidense, que exerce controle e dominação sobre o mundo”, diz José Reinaldo.

Quarta Frota

De acordo com Igor Fuser, professor da Faculdade Cásper Líbero, a América Latina não ficou de fora desse processo. O relançamento da Quarta Frota, por exemplo, simboliza um novo olhar das nações imperialistas sobre esta região. "A Casa Branca sempre considerou a América Latina como um ‘quintal’ dos Estados Unidos e durante muito tempo logrou estabelecer na região um domínio amplo e relativamente estável, alicerçada em forte aliança com as classes dominantes domesticadas. O controle político e econômico do ‘quintal’ está ligado ao acesso a ricas fontes de recursos naturais e energéticos, com destaque para o petróleo".

Segundo ele, a questão energética é estratégica para as nações imperialistas. “Já na época do ex-presidente Jimmy Carter, a doutrina militar norte-americana estabelecia que qualquer tentativa de impedir o fluxo de petróleo para os EUA seria respondida com a guerra. Venezuela e Brasil, por exemplo, são países ricos em petróleo, e as suspeitas de que a reativação da Quarta Frota tem a ver com a descoberta do pré-sal e com a revolução bolivariana na Venezuela são procedentes”, elucida o pesquisador.

Corrida armamentista


Dados dos últimos 50 anos, publicados em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que há ações militares dos Estados Unidos em praticamente todos os países do globo. Segundo o relatório, 55 países possuem bases militares sendo utilizadas pela Aeronáutica, Marinha ou Exército norte-americano. Além disso, o relatório aponta a existência de mil bases norte-americanas no exterior, destas 268 estão na Alemanha e 124 no Japão.

O relatório também apontou que, no final de 2008, os EUA mantinham aproximadamente 550 mil soldados no exterior. Esse número é 10% superior ao de 1985, no auge da chamada Guerra Fria, o que demonstra que o complexo industrial-militar norte-americano encontrou justificativas para a manutenção, e mesmo expansão do poderio bélico do país, ainda que em fase de distensão do quadro político internacional.

Segundo dados da ONU, publicados em 2011, os gastos militares dos EUA representaram cerca de 50% dos gastos globais em 2010. Seus aliados, vinculados à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), despenderam aproximadamente 28% dos aportes em defesa, no mesmo ano. Assim, os EUA e aliados responderam, em 2010, por aproximadamente 80% dos dispêndios militares globais.

Sobre essa militarização em massa, Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, destaca que as nações antiimperialistas têm no seu caminho um desafio, sobretudo no que se refere à luta contra as guerras e pela paz.

"É preciso ter consciência e entender a natureza do sistema que há, hoje, nos EUA e nas grandes potências da OTAN. É preciso ter consciência da sua prática de domínio, de terror e de saque infringida às nações menos desenvolvidas, ou menos poderosas militarmente. Uma das respostas que podemos dar contra essa ofensiva se materializa nas campanhas contra as bases militares e contra a OTAN, nas denúncias contra essa política militarista e agressiva dos Estados Unidos e dos seus aliados", explana Socorro Gomes.

Mare Nostrum: um olhar ianque sobre a América Latina
Desativada por mais de meio século, a Quarta Frota da Marinha dos EUA, poderoso instrumento de intervenção bélica criado durante a 2ª Guerra Mundial, em 1943, para patrulhar o Atlântico Sul e que inclui vários navios de diversos tamanhos, submarinos e um porta-aviões nuclear, foi restabelecida em junho de 2008 com o propósito “anunciado” de combater o tráfico de drogas, auxiliar em desastres naturais e atuar em missões de paz na América Latina e no Caribe.

No entanto, para o deputado Ángel Barchini, representante do Paraguai no Parlamento do Mercosul (Parlasul), a reativação da Quarta Frota foi desnecessária. Segundo ele, “a presença militar norte-americana foi e é entendida como ameaça à soberania da região. Além de demonstrar a preocupação estratégico-militar de Washington para com a América do Sul e África Ocidental, e como os interesses norte-americanos tendem a se fazer ainda mais presentes nessas regiões em um futuro próximo”.

Socorro Gomes afirma que a reativação da Quarta Frota, bem como todo o processo de militarização, se dá justamente na busca de controlar os recursos naturais das nações menos desenvolvidas. Ela cita como exemplo a questão da Amazônia, região rica em biodiversidade e que estimula a cobiça por parte de diversos países. Segundo ela, “a biodiversidade, a água, os minérios nobres, e agora o pré-sal, são fatores mais que suficientes para estimular a ambição das nações desprovidas destes recursos”.

A dirigente acrescenta que, além da Quarta Frota, é preciso refletir sobre o papel da OTAN no mundo. “Um braço extremamente armado dos EUA, dono de aparatos militares modernos, que se coloca acima da ONU, como se possuísse um mandato para realizar suas incursões. Essa organização está presente em diversos países, e um exemplo latente de sua força é a sua presença nas Ilhas Malvinas”, ressalta Socorro.

Quarta Frota e o Pré-sal

O ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, em entrevista à “Agência Brasil”, no final de 2011, externou sua preocupação com a ofensiva norte-americana e com a possibilidade de os EUA contestarem a posse brasileira sobre as enormes reservas petrolíferas na chamada ZEE (Zona Econômica Exclusiva).

Segundo a Convenção da ONU sobre a Lei do Mar (acordo internacional que estabelece o limite dos mares territoriais de cada nação costeira firmada em 1994), os Estados litorâneos têm direitos exclusivos sobre todos os recursos naturais do seu litoral numa faixa de até 200 milhas náuticas (370 km). No entanto, os EUA não são signatários da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, o que abre brechas para discussões.

Socorro Gomes afirma que o não-reconhecimento das definições da ONU sobre o Direito do Mar, por parte dos Estados Unidos e das demais potências imperialistas, faz parte do posicionamento estratégico dessas nações, que por meio de ameaças, de terrorismo e pressões tentam sanar seus problemas e controlar e saquear os recursos das nações menos desenvolvidas militarmente.

Ela acrescenta que a militarização e a proliferação de bases militares, em diversas regiões do globo, sinalizam às nações latino-americanas a necessidade de concentrarem esforços para repensar suas políticas de segurança e garantir sua soberania frente a uma possível ameaça de agressão.

“Hoje, se alguém encostar aleatoriamente o dedo sobre o mapa do mundo, por certo indicará alguma base militar das grandes potências. São tantas as instalações belicistas dos Estados Unidos e da OTAN que todos os países do mundo são vigiados e intimidados de perto a todo instante”, declara a presidente do Cebrapaz.


Soberania Nacional

Ao passo em que as nações imperialistas empreendem sua estratégia de agressão, a América Latina há mais de uma década vive um processo de mudanças. Cresce a luta por sua soberania, por direitos e o bem-estar de seus povos.

Para José Reinaldo, esse processo de mudança está intimamente ligado ao processo de mudança do quadro político, com a ascensão de governos progressistas. "A renovação do quadro político na América Latina, que tem como marco de formação a vitória de Hugo Chávez, em 1998, e depois a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, além das sucessivas vitórias das forças progressistas latino-americanas, mudaram, inteiramente, o quadro político do continente. Essa mudança foi essencial para que a nossa região perdesse, em definitivo, a qualificação de ‘quintal’ dos Estados Unidos", explana.

Segundo ele, diante de todo esse cenário, os EUA reativaram a Quarta Frota como fator de chantagem e de pressão. "Uma violência latente, que manda um recado: ‘Não avancem tanto, pois nós estamos aqui".

Socorro Gomes reafirma que "a ampliação da presença militar americana na região busca, além de intimidar os processos políticos de transformação na região, posicionar sua força bélica em zonas estratégicas de grandes riquezas naturais. Trata-se de um verdadeiro atentado à paz, à segurança e à soberania de todos os países da região. Por isso, a América Latina tem avançado na busca da integração solidária, na busca de construção de políticas de segurança conjuntas. O reflexo dessa busca pode ser visto na ascensão de governos comprometidos com estas posições, comprometidos com esta soberania".

Sobre a ascensão dos governos progressistas, a presidente do Cebrapaz afirmou que esta só se concretizou graças às lutas populares empreendidas pelos povos de nosso continente. "Essa mudança no cenário político abre caminho para a luta, para a resistência a essa hegemonia e para a construção de possibilidades, de soberania, de independência, de desenvolvimento social, de progresso e de integração entre as nações que sofrem com os mesmos problemas", finaliza.





*Jornalista da redação do Vermelho, Pós-graduanda em Globalização e Cultura

Fonte: Publicada originalmente na Revista Visão Classista, vermelho.org.br
Imagem: Google (colocadas por este blog)

sábado, 10 de março de 2012

"GUERRA" às DROGAS: O DINHEIRO DO TRÁFICO DE DROGAS, BENEFICIA OS EUA E OS BANQUEIROS CORRUPTOS



Fevereiro de 2012

A HIPOCRISIA DA GUERRA ÀS DROGAS: O GRANDE DINHEIRO DO TRÁFICO DE DROGAS, BENEFICIA OS EUA E OS BANQUEIROS CORRUPTOS.

A hipocrisia da guerra às drogas é ultrajante quando comparado com a quantidade de tráfico de drogas que beneficia a CIA e o sistema bancário internacional. O filho de um mafioso notório e condenado, John Gotti Jr, quando questionado em um tribunal, se a família continuava no negócio de drogas ,responde, "Não, nós não podemos competir com o governo".

Hoje no Afeganistão, tropas americanas tem sido vistas guardando os campos de papoula usada para fazer heroína. Esses campos foram todos eliminados em 2001, quando os talibãs destruíram e proibiram esta solução agrícola. Agora eles estão florescendo novamente após a ocupação americana.
Isto não faz sentido, apesar de todos os relatórios “oficiais” que as tropas americanas estão protegendo os agricultores da papoula dos caras maus. Sites da internet, tais como Planet Prision, Info Wars, The Political Coffehouse e outros, relatam o contrário. Eles conectam a CIA e os militares dos EUA em terem reiniciado os campos de papoula no Afeganistão em 2002, aumentando o crescimento de papoula em mais de 650 por cento. Quem está dizendo o que acontece de fato?

A maneira que a CIA mantém seu tráfico de drogas escondido da opinião pública

As operações secretas da CIA para influenciar o jornalismo começou na década de 1950, infiltrando-se na mídia e subornando os jornalistas a serem agentes ativos para a CIA. Em 1976, então diretor da CIA, William Colby teria se gabado várias vezes de que a CIA possuía a imprensa. Supostamente, esta operação era secreta demais para nomear, fora então cunhado o nome "Operação Mockingbird", por Deborah Davis em seu livro “Katherine, a Grande”.

A Operação Mockingbird funcionou bem, contra o premiado jornalista Gary Webb quando o seu jornal, the “San Jose Mercury News”, apresentou sua aprofundada série sobre o tráfico de drogas da CIA que inundou os EUA para ajudar a financiar os Contras da Nicarágua apoiados pela CIA na década de 1980.

Jornalistas de todo os Estados Unidos caíram sobre a série, alegando que o jornalismo de Webb era de má qualidade. O jornal teve que se retratar e demiti-lo, e Gary Webb caiu na lista negra do jornalismo tradicional, completamente.

Webb retaliou, tendo seu livro “Dark Alliance” publicado e alcançando o topo lista best seller do NY Times, forçando alguns de seus críticos a comerem privadamente, suas próprias palavras após o fato. (em inglês eles comem um corvo).

Apesar do controle da imprensa pela CIA, no Mexico e na America Central, algumas cargas de cocaina apreendidas de avião e descobertas de grandes quantidades em restos de aviões que colidiram, com pilotos de empresas de fachada contratados pela CIA , foram notícia nos jornais principais, ainda que brevemente.

Lembra-se do filme "Air America?" Foi com base em uma verdadeira empresa de fachada da CIA, transportando toneladas de heroína dos campos de papoula do "Triângulo Dourado" no Sudeste da Ásia, durante e após os conflitos do Vietnã. Agora, o Afeganistão e o "Crescente Dourado" são as fontes condutoras de destaque do ópio /heroína.


Governo e Grandes Negócios usando os lucros do tráfico de drogas não é novidade

Quando o governo dos EUA fizeram acordos com a máfia Cosa Nostra, para ajudar a policiar portos e atracadouros durante a segunda guerra mundial, eles deram vida ao comércio de heroína. Eventualmente, em Marselha, na França, foi “armada” pela máfia da Córsega para se tornar a "conexão francesa" para o tráfico de heroína.

Mas a história do comércio do ópio remonta ainda, ao início do tempo colonial da América. É quando magnatas do transporte naval americanos usaram seus rápidos Navios Clipper para competir com a Companhia das Indias Orientais, sancionada pela Inglaterra no negócio de drogas, para transportar ópio para a China.

Alguns jogadores chave criaram fortunas de família do comércio de ópio da China, e que hoje em dia ainda existem, dentro de algumas famílias do "velho dinheiro" do Nordeste Americano.

Entre os nomes de família familiares, de acordo com a Wikipedia (fonte abaixo) é Forbes. Outra fonte cita Astor, uma família proeminente rica e filantrópica na Nova York de hoje (fonte Wiki abaixo). Naqueles dias, o tráfico de drogas foi um esforço de negócio legítimo, imoral mas não ilegal.

Agora é ilegal também. Ironicamente, isso permite aos maiores provedores de drogas ilícitas acabarem beneficiando financeiramente a CIA e os bancos internacionais.


Abril 2011


Documentos desclassificados revelam que a CIA financiou redes de tráfico de drogas

O Governo Federal dos EUA desclassifica 8.000 documentos em resposta à lei de informação pública que detalha como a CIA financiou o tráfico de drogas no Afeganistão e na América Latina.

Embora para muitos a notícia de que a CIA está envolvida em redes de tráfico de drogas não é novidade, o certo é que não deixa de ser relevante a confirmação desta "teoria" através de documentos oficiais. Forçado pela Lei de Informação Pública, o governo federal dos EUA desclassificou um arquivo com mais de oito mil documentos detalhando, entre outras coisas, o envolvimento da CIA em organizações de tráfico de drogas. A relação entre a CIA e o tráfico de drogas começou em finais dos anos setenta (ou talvez tenha começado mais cedo, mas isso não foi consolidado na época) e se intensificou nos anos noventa, década em que, alegadamente, deixaram essas atividades (vamos ter que esperar até 2030 para saber se em 2010 continuaram suas práticas sombrias).

Uma das operações específicas em que a CIA apoiou o narcotráfico foi na década de oitenta no Afeganistão. Durante a Guerra Fria entre os EUA e a URSS, quando os últimos ocuparam o Afeganistão. Naquele tempo se constata que a CIA usou pelo menos 2 milhões de dólares em financiamento a resistência afegã através dos cartéis de drogas locais, envolvidos principalmente no cultivo de papoula e maconha, e que controlava, como antes, o mercado de heroína ao redor do mundo. Curiosamente, estes mesmo rebeldes são conhecidos hoje como membros do Talibã que os EUA fortemente simulam combater, argumento principal para justificar a invasão dos EUA ao solo afegão.

Mas não só no Afeganistão foram forjados os laços da CIA com os traficantes de drogas. A mesma coisa aconteceu na América Latina, onde a agência de inteligência dos EUA apelou para organizações dedicadas ao tráfico de drogas para financiar movimentos para desestabilizar governos latino-americanos que se recusaram a alinhar-se com a agenda norte-americana. "No cenário norte-americano, o dinheiro da droga veio do Cone Sul e tornou-se dinheiro legítimo em Wall Street. No cenário da América Latina, esse mesmo dinheiro, uma vez lavado, voltou à região para os fundos dos paramilitares", disse o ex-agente federal Michael Ruppert. Por outro lado, a CIA também se ligou ao tráfico de drogas para deslegitimar os movimentos sociais dentro dos Estados Unidos e as organizações de luta pelos direitos civis e da população, ou de grupos com ideologias que ameaçavam a hegemonia psicocultural promovidas pelo governo com a ajuda do mainstream midiático.

E tendo em conta que, nesse contexto chama a atenção como a épica cruzada intitulada "luta contra as drogas", política iniciada por Ronald Reagan e alimentada pelos presidentes subsequentes dos EUA, poderia realmente ser uma farsa espetacular com uma agenda escondida, porém clara: o financiamento, a capitalização e vantagem geopolítica do fenômeno do tráfico de drogas.

Não deixa de ser curioso que mais de três décadas depois do lançamento da famosa luta contra o narcotráfico, os resultados estatísticos foram suspeitamente deploráveis: nunca na história havia se consumido tantas drogas como no presente, e a rentabilidade desta atividade nos nossos dias é de longe o maior da história.

O nível do uso de cocaína nos EUA aumentou de 80 toneladas em 1979 para 600 toneladas em 1987, de acordo com Ruppert, e a CIA sabia que isso ia acontecer. A razão porque a CIA vende drogas, de acordo com o mesmo ex-agente, é para apoiar a economia dos EUA, que pode estar relacionado com as evidências existentes de que bancos como Wells Fargo são lavanderias do dinheiro da droga. Curiosamente, os fundadores e diretores subsequentes da CIA têm fortes laços com Wall Street.

A Comissão de Juristas para a publicação de relatórios sobre o tráfico de drogas nos EUA estima que os montantes de dinheiro lavados das atividades ligadas ao tráfico de drogas excedam 100 bilhões de dólares (uma estimativa bastante conservadora, pois há versões que asseguram que o montante é de pelo menos US $ 600 bilhões).

Enquanto os relatórios desta mesma entidade asseguram que a elite financeira norte-americana, e na América Latina em geral, se beneficiam indiretamente, mas de maneira tangível, no negócio monumental que é gerado pelo tráfico de entorpecentes.
E considerando que Wall Street, Hollywood, os grandes bancos, a maioria dos governos, e até mesmo as classes altas, todos eles, lucram com esse fenômeno, podemos acreditar que há alguém dentro da esfera de poder, que genuinamente quer por um fim a esta prática? Seria a CIA o maior cartel de drogas no mundo?


Março de 2011

A CIA e o tráfico de cocaína!

No livro Peru - do império dos incas ao império da Cocaína de Rossana Bond, uma obra recomendadíssima, encontra-se o seguinte trecho:

Hoje, quando a população do Brasil e da América Latina é assombrada pelo poder descomunal do narcotráfico e do crime organizado vinculado a ele, é fundamental que a verdadeira origem de parte desta tragédia seja contada.
Sabe-se que desde 1963 a CIA e o Pentágono montaram "uma rede de produção e distribuição de narcóticos para gerar uma fonte de financiamento para futuras ações
contra-insurgência (na América Latina)", recordou o jornal A Folha da História em junho de 2000. E agregou:
"No final de 1964 Philip Agee, agente da CIA na América Latina, denunciou o começo da operação na Bolívia. ali os generais Barrientos e Banzer, também agentes da CIA,
construíram uma primeira rede.
A produção de coca financiou grupos paramilitares os quais, desde os anos 60, já atuavam no Cone Sul. Parte de seus membros se incorporaram mais tarde a grupos operativos militares quando estes tomaram o poder.
Esses paramilitares foram organizados de acordo com o criminoso modelo do 'Plano Phoenix' aplicado no Vietnã pelo diretor da CIA Willian Colby. Foi o caso do 'Pátria e Liberdade', do Chile, da 'Aliança Anticomunista Argentina' que mataram centenas de
militantes populares, antecipando-se ao genocídio 'Operação Condor' nos
anos 70".
O ex-agente da DEA [Drug Enforcement Agency (Agência de Repressão às Drogas)] Michael Levine em seu livro The Big White Lie (A Grande Mentira Branca), de 1993, confirmou que desde muitos anos atrás a CIA tem vínculos e relações com narcotraficantes da América Latina, recordando os casos dos contras da Nicarágua, Noriega do Panamá, Hugo Blanco e García Meza na Bolívia.

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Folhas de coca e cocaína: uma breve história de seus usos medicinais

Exemplos claros de integração harmoniosa entre o Homem e a Natureza, ou de como o Homem pode aproveitar a Natureza para viver saudavelmente mais disposto, incluem o uso secular de chá e ginseng pelos chineses, de café pelos povos do Oriente Médio, e de folhas de coca pelos nativos dos Andes na América do Sul. De fato, os indígenas do Peru, Bolívia e Colômbia cultivam há mais de 1000 anos o costume de mascar folhas de coca ou usá‐las para fazer uma espécie de chá, como forma de aliviar a fadiga e proporcionar bem‐estar.

E o “homem branco descobridor do Novo Mundo”, que de bobo não tem nada, logo se interessou pela planta que até então desconheciam. Já no século XVI, aparecem os primeiros relatos de europeus sobre o hábito de mascar folhas de coca da população andina. E se por um lado os espanhois chegaram a taxar o cultivo de coca, por outro lado forneciam as folhas para seus escravos nativos trabalharem mais, por mais tempo e com menos comida.

Tempos mais tarde, o "homem branco" passaria a introduzir o energizante ingrediente nas suas invenções. Na segunda metade do século XIX, o revigorante Vin Mariani, vinho Bordeaux tratado com folhas de coca, fez sucesso inclusive entre a nobreza britânica e os papas do Vaticano. E a fórmula original da Coca‐Cola, na mesma época, tinha como ingredientes básicos cocaína (das folhas de coca) e cafeína (da noz kola).

As observações iniciais sobre as propriedades salutares das folhas de coca inevitavelmente levaram os cientistas da época a investigar mais a fundo o que estava por trás destes efeitos.

Em 1855, isolava‐se, da folha de coca, a substância tida como responsável pelos seus efeitos saudáveis: o alcaloide benzoilme lecgonina, ou C17H21NO4, mas podem me chamar de cocaína.

Em pouco tempo o processo de purificação da cocaína seria aprimorado.

Um dos primeiros sujeitos a se interessar pela cocaína foi Sigmund Freud (1856‐1939). Sim, ele mesmo!

Em 1884, antes do mundo ouvir falar de psicoanálise e quando ainda era médico‐residente, Freud publicou um artigo que entraria para a História, descrevendo o uso da cocaína em seus países de origem, as características botânicas do arbusto da coca, o processamento das folhas, os efeitos da droga em animais e homens saudáveis, e suas ações terapêuticas anti‐melancolia, anti‐vômito e sedativas. Freud ainda exaltava os resultados da droga no tratamento de doenças do coração, diabetes, asma, caquexia, estresse, dependência de álcool e morfina, e dizia que tratava‐se de uma “droga mágica”.

O próprio Freud usou cocaína para tratar sua própria depressão e a indicou para colegas e familiares.

Ao mesmo tempo, um outro cidadão importante, Karl Köller (1857‐1944), descrevia
pioneiramente as propriedades anestésicas da cocaína em experimentos no olho, o que é considerado a descoberta da Anestesia Local. Tanto que os anestésicos locais posteriormente descobertos e desenvolvidos passariam a ganhar o sufixo –caína, como lidocaína, benzocaína e procaína.

Num claro exemplo de como a Ciência e a evolução tecnológica podem se aproveitar da Natureza para criar remédios em benefício do Homem, a cocaína era promovida a
medicamento.
Em pouco tempo, a produção de cocaína aumentaria drásticamente, sobretudo com o advento de uma técnica que permitia a produção de cocaína semi‐refinada no local do plantio, evitando as grandes perdas que ocorriam no conteúdo de cocaína quando as folhas de coca eram transportadas em condições precárias da América do Sul para o hemisfério norte.

Animados com a maior oferta de cocaína, preços mais baixos e suas propriedades euforizantes, os produtores começaram a incrementar o conteúdo de cocaína em seus produtos, que passaram a ser comercializados em maior escala. Em 1885, podia‐se comprar na esquina cocaína em várias formas, incluindo cigarros, pó e mesmo uma mistura que poderia ser injetada pela veia.
A companhia norte‐americana Parke‐Davis prometia que seus produtos a base de cocaína "subs tuiriam a comida, fariam do covarde um corajoso, do quieto um eloquente, e deixariam um sofredor insensível à dor".
Mas nem tudo era festa...

Ainda no final do século XIX, à medida que a cocaína era consumida de forma mais ampla e em maiores doses, começavam a aparecer os relatos de dependência e toxicidade, incluindo mortes. As revistas médicas começavam a publicar as encrencas e a população começava a entrar em pânico.

Questão de tempo para a cocaína ser rebaixada a vilã, proibida, perseguida e jurada de morte. E hoje o custo econômico e social planetário da dependência à cocaína e da sua ligação com a criminalidade dispensa comentários.

Ninguém mandou querer saber o que está por trás da energia dos nativos dos Andes que mascam folhas esverdeadas. Podia deixar quieto. Eles sim sabem usar o “medicamento” numa posologia correta.

PS:

A propósito, os bolivianos estão tentando modificar uma Convenção da ONU de 1961 que coloca a folha de coca no mesmo balde da cocaína e heroína, ou seja, considerando‐a ilegal salvo para uso medicinal ou cienSfico. A Convenção alega que é muito fácil extrair cocaína da folha de coca, jus(ficando a ordem de acabar com plantações ilegais e com o hábito de mascar folhas de coca. Os países andinos alegam que o hábito de mascar folhas ou beber chá de coca é uma tradição de séculos, utilizada por milhões de pessoas diariamente, que só traz benefícios à saúde, além de ser considerada sagrada para culturas indígenas. E que é um erro confundir folha de coca com cocaína. Afina de contas, a folha de coca contém apenas 0,5% a 1,0% de cocaína.

Fevereiro 2012
Em defesa da folha de coca, Bolívia deixa Convenção da ONU

Por leonardo Sakamoto

A partir do início deste ano, a Bolívia não figura mais entre os signatários da Convenção Única das Nações Unidas sobre Entorpecentes em protesto pela classificação da folha de coca como substância ilegal.

Após ter a saída aprovada pelo seu Senado em junho de 2011, e a retirada sido solicitada, o país pediu readmissão à Convenção com ressalvas quanto ao artigo que proíbe mascar folha de coca. Até que esse pedido seja analisado, a Bolívia ficará fora, tornando-se o primeiro país que abandona o acordo desde sua criação, em 1961. De acordo com informações da BBC, a manobra de saída e reentrada com ressalvas tem, como objetivo, tentar persuadir outros Estados membros. O Conselho Internacional para o Controle de Narcóticos das Nações Unidas lamentou, na época, a decisão da Bolívia.

Há mais de 3 mil anos, os povos andinos já mascavam a folha de coca, seja para amenizar os efeitos da altitude, reduzir o cansaço ou outras finalidades medicinais. Em certa medida, é equivalente ao café, que serve de estimulante ou revigorante em todo o mundo. Em sua forma natural, não tem os efeitos da cocaína, obtida através de um processo químico de refino.

Posso falar isso por experiência própria, por já ter mascado folhas de coca na Bolívia. Bem mais saudável do que tomar uma dose de uísque, um copo de cerveja ou fumar um cigarrinho e outras drogas consideradas legais, mas que causam danos ao organismo e deixam multinacionais ricas. Além de destruir comunidades, explorar famílias de trabalhadores e atingir o meio ambiente por impactos não-controlados em suas cadeias produtivas.

Mesmo representando um símbolo da cultura de um povo, o cultivo da coca é duramente condenado pela política norte-americana de combate às drogas, que tem pressionado pela eliminação dessas lavouras na América do Sul. Como se isso resolvesse o problema de demanda por psicotrópicos pelos Estados Unidos.

Durante reunião da Comissão de Narcóticos das Nações Unidas, em Viena, em 2009, o presidente boliviano Evo Morales – ele próprio um liderança cocaleira – mastigou folhas de coca em frente aos ministros de mais de 50 países para defender que a planta seja retirada da lista de entorpecentes proibidos, organizada pela convenção internacional de 1961. Morales defendeu o combate à cocaína e refutou a pecha de narcotraficante dado a produtores dessa planta: “Isto é uma folha de coca, não é cocaína. Não é possível que esteja na lista de entorpecentes da ONU”, disse. Foi aplaudido.

É impossível o governo dos Estados Unidos, mesmo sob uma administração mais progressista como a de Barack Obama, mudar sua política ineficaz e violenta de guerra contra as drogas. Ou deixar que ocorra alguma alteração em convenções internacionais sobre o tema. Quando se pode confortavelmente jogar a culpa em um inimigo externo por um problema interno, para que mudar?



Fontes:

www.naturalnews.com

http://whatreallyhap...mockingbird.php

http://en.wikipedia....i/Forbes_family

http://en.wikipedia....ohn_Jacob_Astor

http://thepoliticalc...um-afghanistan/

http://www.minormusi...Drugs/Mask.html

Boliviano critica relatório dos EUA sobre luta antidrogas

Os resultados da Bolívia na luta contra as drogas colocam em xeque o relatório apresentado pelo departamento de Estado dos Estados Unidos, considerou nesta sexta-feira (9) o ministro de Governo (Interior) Carlos Romero.

Romero adverte que os feitos obtidos pela Bolívia em sua campanha contra os entorpecentes desvirtuam por si o relatório estadunidense que "assegura" o fracasso do país andino na luta contra o narcotráfico.

"A Bolívia demonstrou que sua política antinarcóticos conseguiu resultados em matéria de interdição e erradicação de cultivos de coca ilegais e excedentes", assegurou Romero em declarações reproduzidas hoje pela agência ABI.

Na sua opinião, o relatório difundido pelo departamento de Estado e remetido ao Congresso dos Estados Unidos acusa de "fracassada" a luta contra as drogas na Bolívia, mas não demonstra as cifras objetivas.

Para Romero, o relatório é só "um discurso político", que não concorda com o esforço boliviano na luta antidroga, a qual permitiu superar a meta anual de erradicação de cultivos ilegais de coca, ao destruir no ano passado mais de 10.500 hectares de plantações.

Ao mesmo tempo, reforçou que em 2011 foram apreendidas 33 toneladas de cocaína e 382 de maconha em ao menos 12 mil operações, as quais deixaram quase quatro mil réus, entre eles 99 peruanos, 79 colombianos, 60 brasileiros e 38 espanhóis.

Por sua vez, o vice-ministro de Coca e Desenvolvimento Integral, Dionisio Núñez, recusou o documento estadunidense, o qual afirma que Bolívia, Venezuela e Myanmar demonstraram falências na luta antidrogas.

"Nos últimos anos não entenderam nem valorizaram o esforço boliviano, das organizações sociais na erradicação e redução voluntária de coca excedente e ilegal, no marco da luta contra o narcotráfico", assegurou.

Para o legislador pelo Movimento ao Socialismo (MAS) Mauricio Elio, os Estados Unidos só pretendem tirar o foco da Colômbia, onde tem existem várias bases militares estratégicas.

"Aos Estados Unidos não convêm que a Colômbia continue como o número um em produção de cocaína, devido às bases militares ali, e pretende que sejam Peru e Bolívia os que estejam à frente. Essa é a razão do relatório", assegurou.




Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google

Controladoria-Geral da União divulga lista de ONGs impedidas de firmar convênios com o governo federal

Valores utilizados indevidamente pelas entidades terão de ser devolvidos aos cofres públicos

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nesta sexta-feira a lista das 164 organizações impedidas de firmar convênios com o governo federal. O levantamento foi feito pelos ministérios por determinação da presidente Dilma Rousseff.

Conforme a CGU, em análise de convênios firmados pelo governo com essas entidades foram constatadas irregularidades graves e as Ongs passam a integrar o Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (para acessar, clique aqui), que ficará no Portal da Transparência da CGU.

O universo pesquisado abrangeu 1.403 convênios em execução com parcelas de recursos ainda a serem liberadas quando o decreto foi publicado, em outubro do ano passado. Após a primeira fase da análise, 305 convênios foram considerados "com restrição" e foram reanalisados agora pelos ministérios. Outras instituições ainda estão resolvendo pendências apontadas pelo levantamento.

Nos próximos dias o governo vai publicar uma portaria instituindo um grupo interministerial para propor, em um prazo de 60 dias, sugestões de como aperfeiçoar a metodologia da prestação de contas de convênios, contratos e repasse e termos de parceria.



http://www.portaldatransparencia.gov.br/cepim/EntidadesImpedidas.asp?paramEmpresa=0

sexta-feira, 9 de março de 2012

Quitando dívidas sem dinheiro

Este post é uma colaboração ao grande amigo Max e seu fiel assistente em assuntos financeiros Léo. É uma contribuição para mostrar que a situação financeira na Europa ainda pode ser salva, e saberem que nem tudo está perdido, e que a Economia não é uma ciência tão complexa quanto o Max e Léo querem nos fazer crer.


Tese interessante sobre Economia

Numa cidade litorânea, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta. Os habitantes, endividados e vivendo à custa de crédito. Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel. Ele saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
Este, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida. O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise ela também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes, e paga a conta. Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece, mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!

Moral da história:

Não há crise quando o dinheiro circula!







Resolução da Unesco contra a Síria é recusada por diversos países


Vários países recusaram a resolução contra a Síria aprovada na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e advertiram que este não é o fórum apropriado para discutir o tema.
O representante cubano na reunião 189 do Conselho Executivo, Juan Antonio Fernández, condenou a indesejada politização nos debates e assinalou que a informação sobre a Síria é fragmentada, imprecisa e objeto de manipulação.

Fernández denunciou que a resolução adotada é desequilibrada, a análise da situação carece de objetividade e não leva em conta a responsabilidade de uma oposição armada que causa graves sofrimentos à população.

O texto, apresentado pela Arábia Saudita, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, República Tcheca e outros países, critica o governo de Damasco pelas "violações contínuas e sistemáticas dos direitos humanos", mas não faz alusão alguma aos grupos armados que contam com o apoio de países estrangeiros.


A delegação chinesa advertiu que o debate deste tema está para além das atribuições da Unesco e chamou a cumprir a constituição desta organização não governamental. Afirmou também que resoluções como estas não ajudam a resolver a situação e pediu respeito à capacidade da Síria de tomar decisões independentes.


Por sua vez, a delegação da Rússia opôs-se à inclusão do tema da Síria na agenda do Conselho Executivo da Unesco e recordou que este assunto já tem sido debatido em outros fóruns internacionais.


Um total de oito países opuseram-se e 14 abstiveram-se na votação do texto, aprovado por 35 países.


Contra a resolução votaram Bielorrússia, China, Cuba, Rússia, Mali, Síria, Venezuela e Zimbábue.





Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google

quinta-feira, 8 de março de 2012

Homenagem as mulheres Revolucionárias das Farc


Este vídeo homenageia as valentes guerrilheiras das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), as militantes do Partido Comunista Clandestino da Colômbia, as integrantes do Movimento Bolivariano, às prisioneiras de guerra e prisioneiras políticas.


São essas mulheres que, cotidianamente e com tenacidade, vão definindo os contornos da Nova Colômbia, por uma pátria soberana e socialista.

As imagens, impactantes, mostram que "mulher bonita é aquela que luta"






Fonte: Tribuna Popular (PC da Venezuela)



quarta-feira, 7 de março de 2012

O MASSACRE NA COLÔMBIA


Há muito que se julgava que a Guatemala detinha o primeiro lugar no continente americano no que diz respeito a massacres de massas na nossa época moderna – 200 000 vítimas nos anos 1980, em 94% dos casos assassinadas pelo Estado com o apoio de Washington e em aliança com os esquadrões da morte.

Por Dan Kovalik*


Mas, infelizmente, constata-se agora que a Colômbia pulverizou este record e, conforme Wikileaks revela, os EUA estão perfeitamente informados sobre a situação.

Num telegrama de 19 de Novembro de 2009 intitulado: “2009-2010 International Narcotics Control Strategy Report” (Relatório estratégico sobre o controlo internacional de narcóticos 2009-2010), a embaixada dos EUA em Bogotá reconhece, como dado acessório, a horrível verdade: foram registadas 257 089 vítimas dos paramilitares de extrema-direita. E, tal como Human Rights Watch assinalou no seu relatório anual de 2012 sobre a Colômbia, esses paramilitares continuam a atuar de braço dado com os militares apoiados pelos EUA.

Mesmo para aqueles que conhecem a Colômbia, este número é arrasador. A primeira vez que deparei com este número foi no livro “Cocaïne, Death Squads, and the War on Terror” (Cocaína, esquadrões da morte e a guerra contra o terrorismo), do qual falei neste sítio há algum tempo, e que cita um jornalista independente que afirma que cerca de 250 000 vítimas foram mortas pelo para-Estado colombiano. Nesse sublinha-se que este número foi ocultado porque as vítimas foram enviadas para salgadeiras ou para fornos crematórios de tipo nazi.

Fica agora, a saber, que há pelo menos dois anos os EUA têm conhecimento de tudo acerca destes crimes. O que não provocou qualquer mudança na política estadunidense relativamente à Colômbia – o país receberá durante os próximos dois anos 500 milhões de dólares de ajuda destinada ao seu exército e à sua polícia – e não impediu Obama de defender, e de concretizar no ano passado, o Tratado de comércio livre com a Colômbia.

Tal como sucedeu na Guatemala nos anos 1980, a violência atingiu em particular as populações indígenas – fato reconhecido igualmente pela embaixada dos EUA nos telegramas revelados por Wikileaks. Esta violência dirigida contra indígenas continua, aliás, a aumentar. A embaixada estadunidense reconhece-o num telegrama, de 26 de Fevereiro de 2010, intitulado: “Violence Against Indigenous Shows Upward Trend” (A violência contra indígenas manifesta tendência a crescer). Por causa desta violência há 34 grupos indígenas que se encontram á beira da extinção; portanto, esta violência pode ser classificada como genocida.

Este telegrama de 2010 explica que “os assassínios de indígenas aumentam pelo segundo ano consecutivo”, um aumento de 50% em 2009 comparado a 2008. O telegrama explica ainda que “os indicadores de violência contra os indígenas agravaram-se novamente em 2009. Segundo a Organização nacional indígena da Colômbia (ONIC) as deslocalizações aumentaram 20% (de 3 212 para 3 649), os desaparecimentos forçados aumentaram mais de 100% (de 7 para 18), e as ameaças aumentaram mais de 3 000% (de 10 para 314). A ONIC registra igualmente um aumento no recrutamento forçado de menores por parte de todos os grupos armados ilegais, mas não fornece dados numéricos sobre este ponto.

A embaixada, baseando-se num estudo publicado pela antropóloga Esther Sánchez – estudo que o governo estadunidense financiou -, assinala que os militares e paramilitares tomam os indígenas por alvo porque eles são “frequentemente vistos como colaboradores das FARC uma vez que coabitam nos mesmos territórios”; e é precisamente a presença de militares colombianos nos territórios indígenas que “transfere o conflito para o jardim dos indígenas”, o que constitui uma ameaça para a sua existência. Ora a embaixada recusa a ideia de uma retirada dos territórios indígenas por parte do exército colombiano, sublinhando que uma reivindicação nesse sentido apresentada pela tribo awa é “inaplicável”.

“Inaplicável”, explica a embaixada, porque este território necessita de estar sob controlo uma vez que contém numerosas riquezas. A embaixada estadunidense reconhece explicitamente que “os investimentos de capital nos hidrocarbonetos”, bem como na borracha e na palmeira produtora de óleo – o que quer dizer exatamente os investimentos que explicam as decisões militares de Washington e o Tratado de comércio livre – conduzem diretamente à violência contra os indígenas. E isto sucede, explica a embaixada, porque os povos indígenas “provavelmente não abandonariam terras tidas como sagradas nas suas identidades culturais”. Ou seja, que não franqueariam voluntariamente a porta à exploração capitalista.

Tudo isto mostra que os EUA e a Colômbia continuam a defender opções militares e a conduzir políticas econômicas que, segundo a própria opinião dos EUA, conduzem a um genocídio. Na realidade é a própria embaixada estadunidense que reconhece que o genocídio é absolutamente necessário para alcançar os seus objetivos.

Isto significa que os EUA mentem quando fingem interessar-se pelos direitos humanos. Os EUA têm o atrevimento de excluir Cuba da Cúpula das Américas por causa do direitos humanos; mas é o país que acolhe esta Cúpula – a Colômbia – que por todas as razões deveria ser apontado a dedo pelo seus resultados excepcionalmente maus no que diz respeito a direitos humanos.

Na verdade, são os próprios EUA quem deveria ser denunciado, porque apoiam o brutal regime colombiano. Mas como são os EUA que domina o mundo, isso também pareceria “inaplicável”.



*Dan Kovalik é advogado norte-americano e ativista dos Direitos Humanos.

Fonte: ODiário.info

Imagem: Google


Moradores protestam contra BASE AMERICANA na Coreia do Sul

As movimentações, inclusive com uso de explosivos para remoção de terra, a fim de construir uma base naval na ilha sulcoreana de Jeju foram recebidas nesta quarta-feira (7) com fortes protestos protagonizados por moradores, parlamentares da oposição e defensores do meio ambiente que rechaçam o projeto.


Esses setores acusam a Marinha de Guerra de destruir um tesouro ambiental e pedem a retirada do projeto, advertindo ainda para as conseqüências que pode ter para a vida marinha e as rochas formadas por uma atividade vulcânica pouco comum.


O projeto prevê a construção de um porto para 20 navios de guerra, entre outros navios, na localidade de Gangjeong, no extremo sul da ilha.


A polícia deteve vários ativistas e moradores da região por obstruir a entrega de explosivos para os trabalhos de construção e dispersou cerca de 100 pessoas que tentavam impedir o suprimento.


Foram enviados à região cerca de mil agentes policiais a fim de garantir o início das obras, com a missão de conter os protestos contra as explosões na rocha de Gureombi.



A Marinha de Guerra planeja utilizar 43 toneladas de pólvora para aplainar duas áreas nos próximos cinco meses.


Diante do aumento dos protestos, o governador da ilha, Woo Keun-min, pediu ao governo central a suspensão do projeto.


A aprovação do trabalho com explosivos provocará conflitos entre a população, a Marinha de Guerra e a polícia, advertiu Woo.

Depois de permanecer detida durante anos devido à rejeição que provoca, a construção dessa instalação militar começou em 2011 em Gangjeong, com previsão de ser concluída em 2015.


Muitas das pessoas opostas ao projeto, elaborado em 2007, estimam que Seúl cedeu a pressões de Washington, interessado em estabelecer uma maior presença militar próxima à China.





Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google (colocada por este blog)
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