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sábado, 17 de março de 2012

França vai insistir por Governança Mundial do Meio Ambiente


Descoberta a Verdadeira Profecia Maia: 1984 será em 2012

TÍTULO DE REPORTAGEM: VINTE ANOS DEPOIS DO RIO, A TERRA SEM GOVERNANÇA
FOTO / LIBÉRATION

Na Rio+20, França vai insistir por Governança Mundial do Meio Ambiente

Por Lúcia Müzell

O jornal Libération publica nesta sexta-feira uma grande reportagem sobre a falta de governança mundial nas questões de meio ambiente. A França vai insistir para que a conferência Rio+20, sediada no Rio de Janeiro em junho, resulte na criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente, no âmbito das Nações Unidas.

A ideia não é nova, destaca o Libé, e vai estar no coração dos debates do evento, ao lado do chamado "crescimento verde". A falta de governança, destaca a reportagem, resultou em mais de 500 acordos e 5 mil decisões desde a primeira conferência mundial do gênero, a Eco-92. Porém, apenas 60 países (menos de um terço do planeta) assinaram algum tipo de comprometimento e, ainda assim, o não-cumprimento dos acordos é difícil de ser verificado ou sancionado.

A ministra da Ecologia da França, Nathalie Kosciusko-Morizet, argumenta que as soluções regionais muitas vezes não são coerentes com as consequências globais das mudanças climáticas. Essa é mais uma razão para a criação de um órgão mundial, o qual a ministra deseja que seja instalado em Paris. O Libération entrevista uma antiga participante das mesas de discussões climáticas pela França, Bettina Laville, que admite que "as negociações serão extremamente difíceis" a respeito da criação da entidade, sobretudo devido à oposição dos Estados Unidos e da China, os maiores poluidores do planeta.

Política francesa

Outro destaque na imprensa desta sexta-feira é uma reportagem do jornal Le Figaro sobre a entrada em campanha do atual presidente Nicolas Sarkozy, que, por enquanto, ainda não anunciou a sua candidatura. Citando fontes próximas ao presidente, sob anonimato, o jornal afirma que Sarkozy deve se lançar para uma curta campanha de 6 a 8 semanas, a começar entre a última semana de fevereiro e a primeira de março.

Segundo Le Figaro, o presidente tem pedido paciência aos aliados e dito que "sabe o que faz", ao manter o suspense. "Confiem em mim", tem repetido nos bastidores do seu partido, o UMP.



Fonte: terrorismoclimatico.blogspot.com.br

Carro a ar



É possível mover um carro a ar comprimido?

Sim, é possível. Você poderia comprimir ar na sua casa usando um compressor de ar, encher um tanque de ar comprimido no carro e o carro se moveria com ele. Poderia usar um motor muito similar a um motor a vapor (utilizando ar pressurizado em vez de vapor pressurizado) para converter o ar comprimido em energia rotacional.
O principal problema seria o tamanho do "tanque de gás" necessário para se obter uma autonomia razoável, pois seria preciso MUITO ar comprimido para levar o carro longe.

Uma alternativa seria usar um gás liquefeito, como o azoto líquido. Você pode imaginar o azoto líquido como um ar que foi comprimido a tal ponto que se liquefez. O azoto líquido é muito mais denso do que o ar comprimido, então você poderia armazenar o suficiente em um carro para lhe conferir uma autonomia razoável, e poderia reabastecê-lo em um posto de abastecimento de azoto líquido.
Um carro movido a ar comprimido não geraria nenhuma poluição.



Adeus gasolina...
Carro a ar...Uma ideia fantástica!
Quantas ideias inovadoras foram colocadas de lado pelos Senhores do Mundo e pelas Grandes Corporações?
Esta é uma das maiores invenções dos últimos tempos e que provavelmente merecerá ser acarinhada...
Quanto maior for a publicidade a este veículo, mais difícil será aos barões do petróleo silenciar o projecto.
Adeus gasolina - Carro a Ar... é o que vai dar!


"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo...
Qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim".




Fonte: http://kafekultura.blogspot.com.br/2012/03/carro-ar.html

Não toleraremos mais a ingerência dos EUA, diz presidente afegão

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, mostrou-se indignado nesta sexta-feira (16) com a reação dos Estados Unidos frente ao ataque cometido por um militar americano contra civis no país no último domingo (11). Na ocasião, o norte-americano matou 16 pessoas e deixou 6 gravemente feridas, incluindo mulheres e crianças.

Nesta sexta, o presidente afegão visitou as famílias das vítimas e afirmou haver diferenças nos relatos dos moradores em relação ao que os EUA dizem a respeito do massacre.

Segundo Karzai, os familiares garantem que o militar não poderia ter cometido os crimes sozinhos. Durante o encontro, Karzai citou a história de um dos afegãos presentes para mostrar que ainda havia dúvidas em relação à sequência dos fatos.

“Na família dele, as pessoas foram mortas em quatro quartos. Crianças e mulheres foram mortas. Depois, todos foram trazidos para um único quarto e então colocaram fogo nos corpos. Isso, um homem sozinho não consegue fazer”, denunciou o presidente.

O presidente disse ainda que designou uma comissão para investigar o caso, mas novamente acusou os EUA de não forneceram informações a respeito do ataque. O presidente cobrou também uma reação dos norte-americanos para que o país retire suas tropas da zona rural.
Segundo ele, o trabalho das tropas estrangeiras nesses locais não é necessário.

“Ontem [nesta quinta-feira] (15), eu disse claramente que os americanos deveriam deixar nossas aldeias. Hoje, o [Barack] Obama me ligou e perguntou a respeito disso. Eu novamente repeti que os queria fora [da zona rural]”, afirmou o presidente durante um pronunciamento. A Casa Branca confirmou que os dois presidentes, de fato, conversaram.

Karzai foi enfático ao declarar que não irá tolerar esse tipo de ação do exército norte-americano. Em conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, Karzai afirmou que as tropas do país irão assumir a segurança nacional em 2013. O prazo antes anunciado pelos americanos para a retirada das tropas do país era de 2014.

“Isso vem acontecendo há muito tempo. Vocês me ouviram anteriormente. A minha paciência já está terminando. Esse tipo de atividade, esse comportamento não pode ser tolerado. Já passou do tempo”, criticou o presidente afegão. Os EUA ainda não responderam às declarações de Karzai.

Conflito

Este é um dos momentos recentes de maior tensão nas relações entre EUA e Afeganistão. Semanas antes do ataque próximo a Kandahar, um grupo de soldados norte-americanos queimou dezenas de exemplares do Alcorão, gerando revoltas em todo o país.

A ONU estima que quase 12 mil civis e cerca de 1.800 soldados norte-americanos já tenham morrido durante a atuação dos EUA no Afeganistão, que já dura mais de dez anos. Os bombardeios no Afeganistão tiveram início menos de um mês depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, tendo como justificativa o combate ao terrorismo e a eliminação da rede Al Qaeda.


Fonte: Òpera Mundi

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Pingüins" do Greenpeace são amigos do Pingüim Britânico???


Em 2009 cerca de 40 ativistas do Greenpeace se disfarçaram de pingüins para pedir à presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que ajudasse na cúpula de Mudança Climática as Nações Unidas (ONU) em Copenhague por considerar que é "responsabilidade" dos governantes contribuir ao combate à poluição do meio ambiente.

Em 2012 ainda não vimos esses "Pingüins" protestando contra a Petroleira Britânica no Atlântico Sul.

Será que eles só protestam contra a Argentina?

Será que esses "Pingüins Ambientalistas" são amigos deste outro "Pingüim"???






Fonte: Google, uol

Argentina usará vias legais para proteger petróleo nas Malvinas

A Argentina só recorrerá à via legal e à diplomacia para solucionar sua demanda de soberania sobre as Ilhas Malvinas, roubadas em 1833 pelo Reino Unido, ratificou nesta quinta-feira (15) o ministro de Exterior Héctor Timerman.

Nós só esperamos que os países cumpram com a lei, enfatizou o diplomata em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (15) para informar sobre as ações que o Estado argentino executará perante a ilícita exploração de petróleo no Atlântico Sul.

A Argentina - anunciou o ministro - tomará de maneira imediata ações administrativas, civis e penais contra todas aquelas empresas que, violando resoluções das Nações Unidas, se envolveram em atos ilegais em uma zona em litígio, como são estas ilhas do Atlântico Sul e seus mares circundantes.

Adiantou que o rigor destas medidas dependerá do nível de participação e a responsabilidade de cada uma dessas companhias na ilícita exploração de hidrocarburetos nas Malvinas.

De acordo com Timerman, o governo adotará medidas também contra bancos que deram financiamento para estas petrolíferas, contra as empresas de logística que prestam apoio às companhias e contra as classificadoras de risco que analisam a situação das empresas.

Timerman explicou que estão identificadas cinco empresas petroleiras como as principais acionistas; em um segundo nível figuram as entidades que brindam apoio logístico; e o terceiro e mais amplo degrau está ocupado por aqueles prestadores de serviços financeiros, de assessoria e análises de risco.
As ações, esclareceu, não se limitarão só ao território argentino, mas se projetarão ao exterior mediante mecanismos de cooperação internacional.

Nesse sentido, antecipou que começarão a enviar notas de advertência e de riscos a empresas interessadas em participar da "aventura ilegal" de exploração nas Malvinas.

Além disso, se avisará os entes reguladores da bolsa onde operam as companhias atualmente envolvidas para que sejam advertidos sobre os riscos que correm ao continuar com esta atividade.

"Não passará nenhum dia sequer sem que levemos adiante uma ação legal para proteger os recursos naturais do Atlântico Sul, que pertencem a todos os argentinos", enfatizou.

Em fevereiro de 2010, o Reino Unido enviou às Malvinas a primeira plataforma de exploração de petróleo, que no passado ano anunciou a realização de descobertas "provisórias" e a intenção de começar a extrair o combustível em 2016.

O departamento de Recursos Minerais das ilhas estima que existam cerca de 120 áreas onde pode haver petróleo no arquipélago.


De acordo com a imprensa argentina, já foram entregues 34 licenças para exploração de petroleo na região.

No começo deste ano, chegou uma segunda plataforma com capacidade de explorar e perfurar poços em águas de grande profundidade.

"Vamos levar adiante esta causa e vamos castigar (os supostos infratores), através de todos os meios, e defender que as leis sejam aplicadas e que a Grã-Bretanha entenda que tenha de dar cumprimento à resolução das Nações Unidas", disse o ministro argentino.

Timerman lembrou que os governos da Argentina e da Grã-Bretanha assinaram uma declaração de cooperação na região em 1995, mas que os britânicos teriam interrompido o acordo de "forma unilateral".

Segundo ele, a Argentina protestou, mas não foi ouvida. Em 2007, o então presidente Nestor Kirchner (2003-2007), que morreu em 2010, "deu por finalizada a declaração conjunta".

Com gráficos, Timerman afirmou que a partir de fevereiro de 2010 chegaram plataformas britânicas no arquipélago.

"O negócio petroleiro é muito intenso no mundo, envolve muitas empresas e não só as que realizam a perfuração. A Argentina compreende que sem a participação de outros setores, essas atividades ilegítimas não poderiam ser levadas adiante. Por isso investigamos para saber que empresas que tem alguma participação (no negócio)", afirmou.

Segundo ele, todos os envolvidos neste processo estão "levando adiante ações ilícitas", já que desrespeitariam as normas das Nações Unidas.

O ministro criticou ainda as agências classificadoras de risco, que podem estar levando os investidores a adotarem medidas equivocadas, já que a área em questão está em "litígio".

"Vamos obrigar estas empresas a informarem que as petrolíferas estão violando as regras das Nações Unidas e as leis da República Argentina", disse.

"Ao outorgar licenças para estas empresas, a Grã-Bretanha está fazendo com que elas tenham risco. O petróleo que se encontra no Atlântico Sul é do povo argentino", afirmou.


Rockhopper Exploration PLC


Empresa britânica que foi criada em 2004 para explorar petróleo e gás nas Ilhas Malvinas. Rockhopper tem licenças para explorar na Bacia Falkland Norte. A área foi selecionada como a Administração considerou um risco relativamente baixo em termos de exploração, com tanto provadas de óleo e gás e está em lâmina d'água relativamente modestos.

A empresa completou um programa de trabalho ambicioso desde listagem no AIM em 2005, que incluiu 2D e 3D Mapping eletromagnética e sísmica Controlled Source (CSEM), perfuração de um número de poços e realização de um teste bem sucedido assim.

Em 2010 a empresa fez a descoberta de petróleo nas Ilhas Malvinas, em 14/10-2 bem no alvo Leão mar. O poço foi subsequentemente com sucesso fluiu durante 18 horas no teste de fluxo em primeiro lugar na Falklands.

Rockhopper Exploration PLC, procura agora recolher 2.000 milhões de dólares (1.500 milhões de euros) de investidores, para financiar a produção a partir de 2016.

Antigos colonos britânicos, os cerca de 3.000 ilhéus determinam agora o seu destino. Já receberam milhões de dólares em troca de autorizações concedidas para a exploração petrolífera e já se verificou uma descoberta importante, quando em 2011 foi atingida uma jazida que promete valer cerca de 450.000 milhões de barris de petróleo.

Se e quando encontrar o dinheiro necessário, os analistas do setor estimam que só o petróleo extraído deste bloco, designado "Sea Lion" ("Leão Marinho"), pode render à população das Malvinas cerca de 10.500 milhões de dólares em impostos e direitos.

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Em janeiro de 2012 Cristina Kirchner atacou as prospecções para exploração de petróleo nas Malvinas. “Estão depredando nossos recursos naturais. E não escutei nenhuma ONG ambientalista criticar o Reino Unido pelo que estão fazendo com os recursos naturais e internacionais. Uma exploração petroleira sem controle. Pode ocorrer um vazamento, o setor da pesca pode ser afetado”, afirmou.

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O mais interessante nisso tudo é que até agora não vemos NENHUMA ONG "ambientalista" que tenha se manifestado contra a exploração de petróleo na área.

Onde estão os "defensores" dos mares???

Onde estão os "defensores" da vida marinha???

Onde estão os "defensores" do meio ambiente???

Onde estão os "Ecologistas" do planeta???





Fonte: Prensa Latina
, ionline
Imagem: Google (colocadas por este blog)

Estados Unidos fazem alerta sobre suposta “ameaça terrorista”

Autoridades federais estadunidenses implementaram a partir da quinta-feira (15) um "estado de alerta" em todas as sedes governamentais, depois de uma advertência sobre prováveis atos de “violência terrorista”.

Um boletim conjunto do Birô Federal de Investigações (FBI) e do Departamento de Segurança Interior alertou nesta quinta-feira a respeito de uma provável "mobilização extraordinária de forças extremistas em território norte-americano." De acordo com os organismos de segurança, os principais alvos dos hipotéticos ataques seriam instalações militares e instituições do governo nacional.

A matança de civis afegãos em Kandahar na semana passada produziu tensões e criou um ambiente contrário aos Estados Unidos por todo o Afeganistão, que se manifestaram através da queima de símbolos cristãos e bonecos de Barack Obama.
O relatório do FBI alerta a respeito de um “alto nível de ameaça” neste momento porque - afirma - todos os recentes incidentes foram percebidos no mundo muçulmano como ofensas contra o Islã.

O massacre de 16 afegãos perpetrado por um sargento de Seattle domingo passado e a queima de livros do Alcorão também por tropas estadunidenses no mês passado, são elementos que complicam as perspectivas do Pentágono no Afeganistão.

O governo do presidente Obama discute agora como se retirar o mais rápido possível desse país centro-asiático, depois dos infames acontecimentos que comprometem ainda mais a segurança das unidades militares de ocupação no país.
A administração federal considera reduzir as forças com a retirada de 20 mil soldados a partir de 2013, um fato que reflete a crescente preocupação da Casa Branca em relação a esta operação no Oriente Médio.

Thomas Donilon, assessor de segurança nacional, sugere que um 10 mil militares deveriam voltar em dezembro de 2012, e outro contingente de 20 mil teria que estar pronto para o retorno em junho de 2013.

O vice-presidente Joseph Biden pressiona para que a decisão seja ainda mais radical, reduzindo a participação de seu país a um mero papel de apoio logístico para as forças armadas estadunidenses no Afeganistão. Os Estados Unidos mantêm atualmente 90 mil soldados no Afeganistão.


O soldado estadunidense que assassinou 16 civis nas vilas de Alkozai e Najeeban é proveniente da base Lewis-McChord, com antecedentes de irregularidades, indisciplinas, e múltiplos relatórios de recrutas com transtornos mentais.




Fonte: Prensa Latina
Imagem; Google

Em solidariedade a Cuba, Rafael Correa não vai a Cúpula das Américas


O presidente do Equador, Rafael Correa, confirmou que não participará do fórum da Organização dos Estados Americanos, que será realizado na Colômbia, em protesto pelo boicote dos Estados Unidos à participação de Cuba.

O presidente anfitrião, Juan Manuel Santos, viajou a Cuba mas não se opôs à posição estadunidense.

Rafael Correa:"Já não estou disposto a voltar a participar nestas cúpulas, nas que não se debatem os problemas dos povos latino-americanos como o embargo que os Estados Unidos impõe a Cuba e a ocupação britânica das Malvinas", apontou o mandatário.

Correa criticou que "nessas reuniões são feitas todo tipo de declarações sobre a democracia, mas nunca se fala da verdadeira; tudo são palavras que nunca se convertem em fatos".

Além disso, agregou, "sinceramente e sem a intenção de ofender meus colegas americanos e menos ainda o presidente Juan Manuel Santos, como anfitrião desta cúpula, temos medo de que nossos povos se cansem que seus presidentes estejam em cúpulas e eles em tantos abismos".


"Com todo respeito, mas é a verdade, são cúpulas com frases clichês, lugares comuns. Apenas se fala de democracia formal, votar cada certo tempo, mas não a democracia real que significa justiça sobre os problemas fundamentais, inadiáveis de nossa América", acrescentou o presidente do Equador.



Fonte: vermelho.org.br

quarta-feira, 14 de março de 2012

Argentina: Londres deve esclarecer armas nucleares nas Malvinas

Durante reunião com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, o chanceler argentino, Héctor Timerman, manifestou ao governo brasileiro a preocupação de que o Reino Unido mantenha armas nucleares como submarinos na região.

"Conversamos sobre a preocupação de que uma potência externa se negue a informar se introduziu armas nucleares na região"
, disse Timerman.

O Brasil apoia o país vizinho e, junto com os outros países do Mercosul, estabeleceu um bloqueio a navios de bandeira britânica.

“Evidentemente, eu reafirmei o apoio firme e inequívoco que é do Brasil, mas que é da região como um todo, à reivindicação argentina sobre a soberania das Ilhas Malvinas”, disse Patriota.

Timerman aproveitou para agradecer o apoio "constante e sincero" do Brasil. De acordo com o chanceler, a questão será discutida no encontro de ministros da Zoopacas (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul) — que reúne países sul-americanos e africanos banhados pelo oceano — , em 10 e 11 de maio, em Montevidéu, no Uruguai.


Fonte: vermelho.org.br

terça-feira, 13 de março de 2012

Em risco a sobrevivência da humanidade


Não há registro na história da humanidade de uma nação relativamente tão poderosa quanto os atuais Estados Unidos. Quantas bases militares tem a China no exterior? E a Rússia? E o Irã? E a Síria? E o Brasil, Cuba, Venezuela, Japão, Alemanha? Posso afirmar que não têm nenhuma base militar no exterior. Por quê, com que direito os EUA têm dezenas de bases militares em todas as partes do mundo?

América Latina

Não há um só país na América Latina que não tenha sido vítima da agressão dos EUA, direta ou indiretamente. O golpe de Pinochet, no Chile, foi diretamente apoiado pelo governo americano. O golpe de 64, no Brasil, tinha a Quarta Frota norte americana preparada para a eventualidade de não dar certo.

"O México foi esquartejado pelos EUA no século XIX e quando Cárdenas resolveu nacionalizar o petróleo, a pressão foi imediata e direta, ficando célebre a expressão: México, triste México, tão longe de Deus e tão próximo dos Estados Unidos”. Hoje a NAFTA está destruindo a indústria mexicana. A ALCA, no restante da América Latina, tinha o mesmo objetivo, felizmente afastado.

Poderíamos citar ainda a Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Argentina, Colômbia, Haiti, Peru, Equador, Bolívia, Uruguai, Paraguai. Cada país uma história triste, os EUA sempre apoiando os governos repressivos, onde os interesses das grandes empresas americanas se confundem com aqueles dos grupos internos de empresários associados a elas. É quase sempre uma história similar.

E não me referi ainda a Cuba, onde o domínio americano substituiu o espanhol, na passagem do século XIX para o XX. Vem daí a excrescência histórica da base de Guantánamo que os EUA se recusam a devolver a Cuba e que foi transformada em centro de tortura de militantes árabes. Além disso, até hoje o Império mantem o criminoso bloqueio a Cuba.

Como a política venezuelana não é aquela que os americanos gostariam, eles construíram sete bases militares na Colômbia e armaram fortemente este país, insuflando a guerra, que todos sabemos seria instrumento da destruição da Venezuela pelos EUA, tendo como objetivo verdadeiro as reservas petrolíferas do país.

Quando o Brasil descobre o pré-sal, num momento em que as multinacionais procuram desesperadamente novas reservas de petróleo, imediatamente é reativada a Quarta Frota que, há décadas, estava adormecida. Esse acordar da Quarta Frota está sendo um aviso aos brasileiros e latino-americanos de que um poder mais alto está de olho nessa riqueza estratégica.

Oriente Médio

Sem qualquer simpatia pelo Iraque sob o governo de Saddam Hussein, período em que os comunistas e a esquerda em geral estavam na cadeia, é preciso reconhecer que se tratava de um país com uma das melhores qualidades de vida na região e onde as mulheres tinham mais direitos. Porém, possuía a terceira maior reserva de petróleo do mundo.

Tendo perdido a confiança dos EUA, o Iraque é invadido por decisão unilateral dos norte-americanos, sem, para isso, ter conseguido nem mesmo o apoio da própria Europa. Alegavam que o Iraque teria armas de destruição em massa, o que ficou provado que era mentira. São tão fortes que não precisam dar satisfação a ninguém. Destruído o país, Saddam é preso e levado a julgamento, durante o qual foram assassinados três advogados de defesa e trocado o juiz-chefe. Imaginem se isso tivesse acontecido em Cuba!!!!

Procuraram impedir qualquer pronunciamento de Saddam Hussein, tendo o julgamento sido interrompido diversas vezes. Seu depoimento seria perigoso, pois poderia dizer de quem recebeu os gases tóxicos que usou contra os curdos. Poderia relembrar o apoio que tivera dos EUA na guerra contra o Irã. Moral de história: os defensores da “democracia ocidental e cristã”, os norte-americanos, forçaram seu enforcamento, transmitido ao vivo pela Internet. Há poucas barbaridades tão graves no passado recente e tão bem documentadas.

Hoje o Iraque é um país arrasado, sem infraestrutura de saneamento, sem hospitais, suas estradas destruídas, escolas fechadas, toda uma juventude, que chegou a ser das mais instruídas da região, sem condições de assistir às aulas. Mas seu petróleo está controlado pelos EUA e as empresas americanas contratadas para reconstruírem o país.

Esse processo se repetiu na Líbia, que também possui enorme reserva de petróleo, tendo sido assassinado Muammar Kadhafi pelas forças da OTAN, sob orientação dos EUA.

Há pouco mais de um ano, as coisas fugiram do controle no Egito, à época comandado por Hosni Mubarak, homem de confiança dos EUA. Rapidamente, a Sra. Hillary Clinton deixou claro que Mubarak era amigo e o defendeu contra os que se levantavam por eleições livres. Não deu certo, o movimento cresceu, Mubarak caiu. A palavra final não foi dita, mas os americanos estão apoiando o que restou da ditadura militar anterior, receosos de que as coisas possam ir longe demais.

Os EUA querem continuar decidindo o destino de cada país e controlando suas riquezas estratégicas. Serão melhores, por acaso, os dirigentes da Arábia Saudita ou eles estão sobrevivendo porque são submissos e permitem que seu petróleo, a maior reserva do mundo, seja utilizada livremente pelo maior império da história da humanidade?

Há quarenta anos os norte-americanos saíram enxotados do Vietnam, após causarem milhões de mortes. Hoje estão destruindo o Iraque e o Afeganistão e se preparando para destruir a Síria.

E, com tudo isso, querem impedir que o Irã se prepare para a guerra, construindo suas próprias armas. O que aconteceu no Iraque e na Líbia é incentivo para que se armem as nações ameaçadas pelos EUA.

O drama é ainda mais profundo, pois Síria, Irã, Líbia, Afeganistão, Iraque, entre outros, têm tido governos deploráveis, ditaduras teocráticas, algo que sonhávamos não seria visto no século XXI. É inconcebível qualquer apoio a esses governos, por tudo o que têm representado de atraso. Porém, não se pode dar uma carta em branco para os EUA escolherem que ditaduras podem ficar e quais as que ele decidiu acabar. A superação desses governos precisa ser algo vivido por seus povos, nascido de suas lideranças, superado pelo avanço de seus próprios quadros: cientistas, mulheres e homens, profissionais liberais, trabalhadores e suas organizações.

Crise e Guerra

Como colocado no início, não há registro na história da humanidade de uma nação tão poderosa. Sua atuação no exterior é suportada pelo desnível nos armamentos onde os EUA têm larga vantagem sobre todos os outros países somados. O perigo adicional é que, numa dessas crises cíclicas a que somos levados pela lógica do Capital, como a que estamos vivendo, o Império se desespere e faça “bobagem maior”. A história mostra que a guerra é sempre uma possibilidade nas grandes crises.

Em risco a sobrevivência da humanidade.

Por Raymundo de Oliveira



Fonte: rededemocratica.org

Colômbia procura paz e justiça



Entre 21 e 23 de Abril, o Conselho Nacional Patriótico vai convocar milhares de activistas da maior parte dos principais movimentos sociais urbanos e rurais e de sindicatos, grupos dos direitos humanos e movimentos indígenas, afro-colombianos, que se vão juntar para unir forças e lançar o que promete ser o novo movimento político mais significativo da história recente. Unidos num compromisso comum de procurar uma solução política para acabar com 60 anos de conflito social armado, o encontro vai decidir uma estratégia para derrotar os narco-regimes políticos do passado e do presente, recuperar as terras e as casas de 4 milhões de camponeses, índios, agricultores e afro-colombianos desalojados. O ponto central da missão deste encontro será a recuperação da soberania nacional, gravemente comprometida pela presença de sete bases militares americanas, pela apropriação a grande escala e a longo prazo por parte das multinacionais estrangeiras dos recursos minerais e energéticos do país, e a protecção das comunidades indígenas e afro-colombianas contra a depredação ambiental. O encontro de Abril tem vindo a ser preparado por reuniões de massas, organizadas por conselhos populares, determinados a pôr fim às máquinas políticas paramilitares e dos latifundiários que controlam o eleitorado.

Há boas razões para crer que este movimento político terá êxito onde outros falharam, em grande parte por causa da amplitude e abertura dos participantes, da crescente cooperação e unidade em lutas comuns pela reforma agrária, por uma democracia participada e pela oposição quase universal ao militarismo apoiado pelos EU e ao acordo neoliberal de comércio livre.

Perspectivas internacionais: Um contexto promissor


Nunca o clima internacional foi tão favorável, em especial na América Latina, para o crescimento da iniciativa democrática popular da Colômbia e para o possível êxito político deste "movimento de movimentos".


Por quase toda a América do Sul e Caraíbas um momento histórico favorável de autonomia regional assumiu uma forma organizada, apoiado por quase todos os principais países da região. A ALBA (Alternativa Bolivariana para a América Latina) liga uma dezena de países das Caraíbas e dos Andes num pacto de integração regional liderado pelo dinâmico governo democrático e anti-imperialista de Hugo Chavez, presidente da Venezuela. A UNASUR (União das Nações Sul-americanas), o MERCOSUR (Mercado Comum do Sul) e outras organizações regionais, são expressão da crescente independência política e económica da América Latina e uma rejeição da OEA (Organização de Estados Americanos). Em termos práticos, o crescimento destas organizações regionais independentes significa uma rejeição à intervenção militar patrocinada pelos EUA, conforme ilustrado pelo seu repúdio ao golpe militar nas Honduras apoiado por Washington em 2009. A oposição da América Latina ao Acordo de Comércio Livre da América, de Washington, levou ao crescimento do comércio intra-regional e forçou Washington a procurar 'acordos bilaterais de comércio livre' com o Chile, a Colômbia, o Panamá e o México.


O crescimento da integração regional autónoma proporciona duas vantagens estratégicas: reduz a dependência económica em relação aos EUA e enfraquece a vantagem de Washington em impor sanções económicas contra qualquer governo nacionalista, populista ou socialista na região. Isso é evidente no fracasso de Washington em conseguir apoio latino-americano para o seu bloqueio a Cuba ou para as sanções contra a Venezuela. A queda da influência política e do domínio económico dos EUA abre uma oportunidade histórica para um governo popular nacionalista e democrático na Colômbia para, de forma realista, desenvolver um novo modelo de desenvolvimento alternativo centrado numa maior igualdade social.


O crescimento dinâmico dos mercados asiáticos, em especial da China, fornece à América Latina uma oportunidade histórica de diversificar os seus mercados, aumentar o comércio e garantir preços favoráveis às suas exportações. A vantagem das relações comerciais asiáticas é que estas não estão inquinadas pela subversão da CIA e do Pentágono – baseiam-se em estritas relações económicas mutuamente benéficas e na não intervenção nas relações internas de cada país. A diversificação do comércio está bastante avançada: a China substituiu os EUA e a UE como principais parceiros comerciais do Brasil, da Argentina, do Chile e do Peru e a lista está a aumentar à medida que a Ásia cresce rapidamente a mais de 8% e as economias dos EUA e da UE patinham na recessão.


A América Latina deixou de estar sujeita à volatilidade cíclica dos mercados financeiros EUA-UE. Durante as crises financeiras dos EUA e da Europa em 2009-2010, a América Latina conseguiu virar-se cada vez mais para a China para financiamento: os empréstimos da China à América Latina passaram de mil milhões de dólares em 2008 para 18 mil milhões de dólares em 2009 e 36 mil milhões de dólares em 2010. Além disso, países como a Argentina e o Equador, que não têm acesso aos mercados de capitais privados nos EUA e na UE por causa de incumprimento da dívida, podem contrair empréstimos em bancos estatais chineses. Entre 2005-2010, a China emprestou à América latina 75 mil milhões de dólares e em 2010 os empréstimos chineses ultrapassaram os empréstimos conjuntos do FMI, do Banco Mundial e do BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento].


Além disso, os bancos estatais chineses não impõem 'condições' políticas e económicas severas aos seus devedores latinos, como faz o FMI. Por outras palavras, os latino-americanos que recorrem ao financiamento externo, podem contrair empréstimos na China para financiar mudanças estruturais, incluindo a reforma agrária e a nacionalização de bancos, sem medo de represálias económicas dos seus emprestadores além-mar.


A ALBA proporciona um importante 'agrupamento sub-regional' e um fórum que representa uma poderosa rejeição às guerras imperialistas, uma oportunidade para maior integração das Caraíbas e uma defesa contra a intervenção política e militar imperialista assim como subsídios favoráveis sobre as importações de petróleo. A ALBA fornece à Colômbia uma oportunidade para aprofundar os seus laços estratégicos com a Venezuela e o Equador, já que partilham uma fronteira comum, economias altamente complementares e um legado bolivariano histórico e cultural comum.


Em contraste com o período entre finais dos anos 70 e 2000, quando Washington dominava a América Latina através de regimes clientes militares e civis e santificava o dogma neoliberal do chamado Consenso de Washington de 1996, e limitava a liberdade de acção dum governo popular independente, uma Colômbia livre e independente neste momento teria um ambiente internacional, político e económico muitíssimo mais favorável.


O declínio do poder global dos EUA

A influência dos EUA está em queda a nível mundial: a China e a Índia substituíram os EUA enquanto principais parceiros comerciais na Ásia, na América Latina, em África e em importantes países do Médio Oriente. A economia e as forças armadas da Rússia recuperaram da pilhagem catastrófica durante a era de Yeltsin e está a prosseguir uma política independente. Isso é evidente nas vendas militares e nos acordos de petróleo da Rússia com a Venezuela, no veto no Conselho de Segurança da ONU quanto ao assalto mercenário à Síria, apoiado pela NATO, e nas suas ligações mais estreitas com a China.

Juntamente com o aparecimento de um mundo multi-polar da Rússia-China-América Latina, o Médio Oriente e o Norte de África estão no meio de uma série de rebeliões democráticas populares e anti-imperialistas que ameaçam as ditaduras clientes dos EUA.


Igualmente importante, as guerras dos EUA, prolongadas, dispendiosas e fracassadas no Iraque e no Afeganistão têm sido imensamente impopulares internamente, e em conjunto com o défice fiscal e comercial e as crises financeiras, têm corroído o apoio público para novas guerras territoriais a grande escala.


Por outras palavras, os EUA estão muito menos capacitados para sustentar uma intervenção militar de grande escala contra um país importante como a Colômbia, se e quando for eleito um novo governo popular.


A morte do modelo capitalista neoliberal


Hoje, mais do que nunca na história recente, o actual "capitalismo de mercado livre" real demonstrou à escala mundial o seu fracasso em proporcionar os princípios essenciais a uma vida boa. Na Grécia, em Espanha, em Portugal, na Itália, o desemprego juvenil paira entre 35% a 50%; e o desemprego geral aproxima-se ou ultrapassa os 20%. Na UE e nos EUA o desemprego e o subemprego reais ultrapassam um quarto da força de trabalho.

A recessão económica, as crises financeiras e as condições de vida e de trabalho em queda são as condições que definem os EUA e a Europa. Por outras palavras, o modelo capitalista em crise há cinco anos não oferece alternativa para a grande maioria que trabalha nos 'países imperialistas desenvolvidos' nem nos chamados 'países em desenvolvimento'.


Isso apresenta uma oportunidade ideológica de ouro para demonstrar que uma sociedade socialista baseada na participação democrática é uma alternativa viável para crises suscitadas pelo capitalismo.


Lutas de classe e nacionais: A realidade emergente


Actualmente por todo o mundo, desde o sul da Europa até ao Médio Oriente, desde a Ásia até à América do Norte, sucedem-se revoltas populares de massas. Greves gerais, manifestações de massas e lutas de rua alastram-se nas capitais da Grécia, de Portugal e da Itália. Movimentos democráticos de massas desafiam ditadores no Egipto, na Tunísia, no Bahrain e nos estados do Golfo. Os 'movimentos de ocupação' nos EUA e em Espanha espalharam-se a outros países, rejeitando a "austeridade" baseada em classes. Perante a recuperação de lucros à custa de enormes cortes em salários, serviços públicos, pensões e cuidados de saúde, juntam-se à luta novos sectores da classe média.


Mesmo nos países capitalistas asiáticos de acentuado crescimento, como a China, a classe trabalhadora revolta-se contra as desigualdades e a exploração: mais de 200 mil greves e manifestações de protesto em 2011 fazem recordar as rebeliões populares da Revolução Cultural contra a hierarquia e o abuso. Em resumo, a correlação de forças regional e mundial é muito favorável ao aparecimento de um novo movimento político unificado e dinâmico na Colômbia. No entanto, há perigos e obstáculos que é necessário ter em consideração.


Obstáculos e desafios


O declínio e decadência do poder e da influência dos EUA não diminui os perigos de assassínios directos pelas Forças Especiais, da intervenção militar indirecta através de aliados militares locais e da desestabilização económica.

Washington aperfeiçoou um exército clandestino de forças especiais, de operações armadas assassinas, em 75 países. Os EUA mantêm 750 bases militares em todo o mundo. Como vimos nas Honduras, os EUA ainda têm poder sobre militares e aliados entre os oligarcas para derrubar um governo progressista. Os EUA têm um exército de reserva de políticos locais e de ONG pronto para substituir os "ditadores" quando estes são derrubados.

Washington e a Europa da NATO forneceram apoio aéreo e naval e forneceram armas a mercenários e fundamentalistas locais para derrubar chefes independentes como Kadhafi na Líbia. Agora estão a fornecer armas a mercenários para atacar o presidente Assad na Síria. Os EUA e a UE estão a montar uma frota militar cercando o Irão e a promover sanções económicas para estrangular a sua economia. Mais preocupante ainda, Washington está a cercar a China e a Rússia com bases militares, mísseis e navios de guerra.


Por outras palavras, o imperialismo em declínio económico mantém contudo opções militares para deter o avanço dum sistema político global pluralista. Os estados imperialistas não abdicam do poder a não ser que tenham pela frente alianças regionais unificadas e, igualmente importante, governos com apoio popular de massas unificado.


A evolução positiva da integração latino-americana é um passo para uma maior independência mas tem fraquezas estratégicas: nomeadamente contradições e conflitos de classe internos quanto a modelos de desenvolvimento. O crescimento económico e a diversificação de mercados tem enfraquecido o domínio dos EUA mas também tem reforçado o poder e a riqueza das classes dirigentes internas e das grandes empresas multinacionais agro-minerais.


As desigualdades de riqueza, de receitas e de posse das terras florescem no Brasil, no Chile, no Peru, no Equador, na Bolívia e não só, apesar de alguns desses regimes afirmarem ser "governos populares". Além disso, o "anti-imperialismo" dos países da ALBA como a Bolívia não se estende às dezenas de multinacionais estrangeiras, donas da extracção de minerais e da exploração do petróleo, que dominam o país. A Argentina pode promover uma política estrangeira independente mas mais de um terço do seu território está nas mãos de capital estrangeiro.


Por outras palavras, embora o aumento de governos independentes na América Latina contribua para limitar o domínio dos EUA, os movimentos colombianos têm também que reconhecer as limitações e contradições de classe dos países 'progressistas' da região. Só a Venezuela tem concretizado políticas fortemente redistributivas e nacionalistas.


Os principais obstáculos que os novos movimentos políticos colombianos enfrentam são internos: a oligarquia entrincheirada e os seus aliados no estado, em especial no seio das forças militares e paramilitares. Se o ambiente externo é fortemente favorável, o regime político interno apresenta-se como um obstáculo formidável, principalmente os continuados assassínios de dezenas de importantes sindicalistas, de camponeses e de activistas dos direitos humanos.


A desmilitarização da sociedade civil, a começar pelo desmantelamento das bases militares americanas, o abandono do Plano Colômbia e a desmobilização das forças armadas (mais de 300 mil fora os grupos paramilitares privados) são importantes passos para a abertura de espaço político para o exercício de direitos democráticos. A democratização das eleições exige o fim da penetração estatal e da coacção da sociedade civil.


A democratização da Colômbia exige o crescimento de poderosos movimentos sociais independentes que representem todos os sectores populares da sociedade colombiana; é necessário que a investigação judicial e o julgamento do ex narco-presidente Álvaro Uribe e dos seus colaboradores mais próximos, por homicídios políticos, se alargue ao actual regime de Santos. O recente "acordo de comércio livre" entre Obama e Santos tem que ser repudiado porque é um obstáculo ao desenvolvimento interno e ao aprofundamento de relações económicas mais promissoras com a Venezuela e o resto da América Latina e a Ásia.


É preciso mobilizar mais de 4 milhões de colombianos espoliados, desapossados à força pelo regime de Uribe, para recuperarem as suas terras, e fornecer-lhes créditos, empréstimos e uma oportunidade de fugir à sua actual miséria e sofrimento.


Os actuais dirigentes da Colômbia não podem apontar um único exemplo dum modelo neoliberal bem sucedido na Europa, na América Latina ou nos Estados Unidos. O México e a América Central neoliberais estão dominados por cartéis da droga, com mais de 80 mil homicídios nos últimos cinco anos e têm as taxas de crescimento mais baixas da região. A economia dos EUA está estagnada com mais de 20% de desempregados e subempregados. A União Europeia está à beira da desintegração. Está a ser confirmada claramente a crítica de Marx sobre a crescente pauperização no capitalismo. Chegou a altura de os novos movimentos políticos considerarem uma "via colombiana para o socialismo" construída sobre a propriedade pública dos altos comandos da economia, da reforma agrária, da agricultura sustentável e da protecção ambiental sob controlo democrático.


É com espírito de optimismo e análise crítica que envio a minha solidariedade e apoio incondicional aos organizadores, activistas e participantes militantes que vão estar presentes neste encontro histórico. Estou confiante em que mais cedo que tarde guiarão a Colômbia à sua "segunda e final independência".


http://www.marchapatriotica.org/

Tradução de Margarida Ferreira.
Em: http://resistir.info/
Fonte: rededemocratica.org
Imagem: Google

As bases militares dos Estados Unidos no Japão


A presença militar dos Estados Unidos no Japão tem adquirido ultimamente especial relevância pelas propostas de Washington de reinstalar uma base na ilha de Okinawa e a indecisão de Tóquio a respeito.
De acordo com os mais diversos dados, nem a recente visita a essa ilha do premiê Yoshihiko Noda tem conseguido consenso entre as duas partes, apesar de existir um pacto bilateral nesse sentido assinado em 2006.
Mas a mais firme oposição provém de organizações populares e, inclusive, de servidores públicos locais, que, em conjunto, exigem o fechamento das instalações militares estadunidenses.

Associações como a Não a bases militares no Japão, denunciam que no país "existem 135 bases estadunidenses com cerca de 54 mil soldados", dos quais 75% se concentra em Okinawa.

Para outros, e tal é o caso do governador do departamento de Yamaguchi, Sakinari Nii, é inaceitável o transporte desses assentamentos a outro território do país pelos riscos e o mal-estar que gera entre a população.

Ao concluir a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos mantiveram extensas áreas do território japonês ocupadas e somente em 1972 cederam uma parte de Okinawa às autoridades de Tóquio.

"Essas bases -declarou o Movimento Nacional contra tais centros- causam sérios problemas nas condições de vida, destroem o meio ambiente e provocam acidentes e crimes."

De igual forma, o governo japonês não tem conseguido limitar as atividades de Washington pelas mordomias extraterritoriais concedidas no início dos acordos sob imposição assinados desde 1950, acrescentaram.

Cifras divulgadas nesse sentido detalham que os japoneses pagam custos adicionais para o realinhamento das instalações militares dos Estados Unidos por cerca de 26 bilhões de dólares.

Por outro lado, tanto Tóquio como Washington mantêm sob estrito segredo os depósitos de armas nucleares em Okinawa e o sistema de apoio logístico que permite controlar vastos espaços aéreos na Ásia.

Vale destacar, de acordo com fontes antibelicistas do Japão, que até congressistas estadunidenses como Ron Paul e Dennis Kucinich admitem o grave problema financeiro que implicam as mencionadas bases.

Kucinich, citado em meios de imprensa, chega a afirmar que "não temos dinheiro para ser polícias do mundo e devemos deixar de fingir que o fazemos".

O debate, agora estancado ao menos oficialmente, afeta sobretudo aos mais de um milhão e meio de moradores de Okinawa, palco de uma das batalhas mais sangrentas da última conflagração mundial.

Em 2010

A questão da base americana de Futenma, em Okinawa, transformou-se na principal fonte de dores-de-cabeça do primeiro-ministro Yukio Hatoyama, do Japão, corroendo o seu governo e ameaçando tirá-lo do poder.

Segundo sondagem do jornal Yomiuri, a sua popularidade caiu no fundo do poço, com o índice de aprovação ao seu governo caindo para 24% - entrando, indiscutivelmente, na zona de perigo de naufrágio. Os entrevistados, que representam estatisticamente as opiniões gerais da população japonesa, acham que Hatoyama carece de liderança para resolver o problema de Futenma e as questões cadentes que incomodam a população nipónica. O motivo são as recentes idas e vindas de Hatoyama, e os fracassos que tem colhido ao tentar resolver esse que se tornou o seu grande pesadelo.

A ocupação americana e a questão das bases

Com a derrota na Segunda Guerra Mundial, em 1945, os americanos passaram a ocupar o arquipélago japonês. Com a Constituição de 1947, através do seu artigo 9, o Japão renuncia ao direito de declarar guerra ou usar a força militar para resolver disputas internacionais. Em 1952, a assinatura do tratado de São Francisco entre Japão e Estados Unidos finalizou a ocupação.


Após a derrota, o Japão transformou-se numa monarquia constitucional, com o imperador a desempenhar apenas um papel figurativo - e dispendioso - com o gabinete do primeiro-ministro a exercer o poder de facto.

Mesmo renunciando ao direito de declaração de guerra, o Japão possui uma moderna força armada composta pelo exercito, marinha e aeronáutica, cujo objectivo é zelar pela defesa do país.

Em 1960, foi assinado o Tratado de Cooperação Mútua e Segurança, que substituiu o Tratado de Segurança de 1951. A assinatura desse tratado levou a massivas manifestações populares contrárias, assim como inúmeros confrontos. E continua a ser uma das questões não solucionadas da política japonesa. Nesse tratado, o Japão reafirma a sua responsabilidade de garantir a segurança interna do país, e deixa aos americanos o apoio no caso de conflitos ou ataques às ilhas nipónicas. Mas é claro que se trata de uma capitulação vergonhosa das elites japonesas, permitindo aos ianques a manutenção das suas bases, da derrota na guerra aos dias actuais.



Os americanos possuem 135 instalações por todo o pais. Desde Hokkaido, no extremo norte, a Okinawa, no extremo sul. São instalações para garantir a presença de cerca de 50 mil soldados estacionados no arquipélago, mais milhares de familiares que também vivem no pais. Além das bases, são alojamentos, depósitos, tanques de combustível e materiais que fazem parte da logística americana.

A presença das bases americanas no Japão não está ligada apenas às questões nipónicas, basta lembrar que os comunistas tomaram o poder na China e os americanos temiam que o Japão seguisse o exemplo. Além disso, as bases no Japão têm o objectivo de garantir um equilíbrio militar e preventivo na esfera asiática.

A questão da base de Futenma

Okinawa, que foi palco da sangrenta luta conhecida como Batalha de Okinawa, no final da Segunda Guerra Mundial, é a localidade que possui o maior contingente de tropas americanas estacionadas no arquipélago japonês. A relação histórica entre as tropas americanas em Okinawa, composta por 20 mil militares, e a população local é de um interminável conflito. A indesejada presença militar americana tem um gosto amargo, já que milhares de crimes foram realizados por militares americanos durante todos esses anos.

O que causou maior repugnância ocorreu no dia 4 de Setembro de 1995, quando 3 militares americanos (Marcus Gill, Rodrico Harp e Kendrick Ledet) sequestraram e violaram uma estudante de 12 anos no interior de uma van alugada. Esse acontecimento comoveu as notícias do país e provocou massivas manifestações de repúdio em Okinawa.


A base de Futenma (Marine Corps Air Station) tem uma tropa de 4 mil recrutas, uma pista de pouso de 2.470 metros e está encravada no meio de uma populosa área residencial, causando grandes inconveniências aos moradores da cidade de Ginowan, onde está localizada. É considerada a mais perigosa das bases e, mesmo nos EUA, não há nenhuma base que se assemelhe a Futenma nas suas características.

Após esse episódio ultrajante de violação, foi feita a promessa de retirada da base de Futenma num prazo de cinco a sete anos, como forma de aliviar a celeuma causada aos okinawanos.

A solução desse problema arrasta-se até hoje e o actual primeiro-ministro tinha prometido, em campanha, aos 127 milhões de japoneses, transferir a base para outra localidade ou mesmo para fora do país. Hatoyama prometeu dar uma solução a esse problema até ao final de Maio, prazo que já se esgota, sem ter encontrado ainda nenhuma solução. Nesta semana, apresentou a proposta aos americanos de construção de uma pista em Henoko, sustentada por pilares no mar, que, segundo ele, causaria menos impacto ambiental. Mas uma sondagem recente do jornal Asahi, um dos principais do pais, publicada no dia 13, demonstra que 76% da população local se opõe à mudança de Futenma para outra localidade de Okinawa. E na última quinta-feira afirmou ter abandonado a ideia de resolver a questão até ao final do mês, alegando ser necessário ouvir melhor a população local, assim como explicar com mais clareza as posições do governo. Sem duvida, perante a opinião publica, após esse anúncio, fica claro que o governo se encontra num beco sem saída. E, se encontrar alguma solução, certamente, será do desagrado da maioria.

Japoneses dizem não

Os japoneses estão entre os povos politicamente mais conservadores do planeta, basta ver que, durante anos, na maioria dos casos, o governo foi uma sucessiva mudança de líderes das diversas facções do PLD (Partido Liberal Democrático). O actual ministro Hatoyama, do Partido Democrático do Japão, também da direita, rompeu esse ciclo, mas em poucos meses ja se encontra em profundo desgaste, assolado por denúncias de corrupção e por falta de liderança.

Um dos líderes de seu partido, Ichiro Ozawa, considerado o principal chefe do partido e mentor da vitoria de Hatoyama, está a ser investigado pela terceira vez sobre a falsificação na declaração de 4,3 milhões de dólares no seu fundo político. Nas investigações anteriores, os promotores não conseguiram provar a culpa de Ozawa, mas três dos seus assessores foram indiciados por violação da Lei de Controle de Fundos Políticos. Recentemente, um dos assessores de Hatayoma foi preso, também, acusado de não ter registado correctamente milhões que a mãe do primeiro-ministro doara, durante vários anos, ao fundo político do filho. Hatoyama desculpou-se dizendo que não sabia nada sobre as doações da mãe, afirmação que não foi possível provar, mas em que também ninguém acreditou. Com assessores de Ozawa e Hatoyama na prisão, é difícil acreditar que os seus chefes não sabiam de nada.

Os americanos querem que Futenma seja transferida para Henoko, de acordo com o acordo firmado em 2006 entre os dois governos, também em Okinawa. Mas desde que surgiu a sugestão, a população de Henoko é completamente contrária à ideia e não aceita a construçãoo de uma base que, além da inconveniência ja vivida por outras localidades, teria um profundo impacto ambiental. Entre outras coisas, a construção afectaria os recifes locais, ameaçando ainda os populares dugong (mamíferos marinhos) que habitam as águas de Henoko e cuja existência já se encontra ameaçada.

Toda a população de Okinawa se opõe a que Futenma seja transferida dentro das suas ilhas.

A proposta do Hatoyama de transferir para a ilha de Tokunoshima, na província de Kagoshima, a cerca de 200 km de distância, parte das operações militares - a dos helicópteros -, também recebeu um grande repúdio. A população saiu às ruas para massivamente dizer um grande não. Os presidentes das câmaras locais, consultados por Hatoyama, disseram que não são necessárias reuniões suplementares para discutir um assunto que por parte deles já se encontra encerrado. Também os militares americanos são contra essa proposta, alegando que seria anti-operacional, devido à distancia.

Apesar de todo o conservadorismo político, os japoneses dizem não às bases americanas. E é esse repúdio que impede Hatoyama de encontrar uma solução ao problema. O que levou o presidente americano, Barack Obama, a perguntar agressivamente ao primeiro-ministro japonês se ele é realmente capaz de resolver essa questão. O que tem levado a vários atritos com a administração americana, e que, segundo alguns analistas, tem espirrado lama também sobre as relações económicas.

CRONOLOGIA DO NÃO em 2010


Em Janeiro de 2010, 6 mil manifestaram-se em Tóquio contra a construção de uma nova base em Okinawa. O protesto contou com a presença de várias organizações de Okinawa contrárias às propostas do governo.

No dia 18 de Abril 2010, 15 mil manifestaram-se na ilha de Tokunoshima, afirmando que a construção da base nas suas terras estava fora de questão.

No dia 27 de abril 2010, 90 mil pessoas manifestaram-se em Yomitan, Okinawa, contra a construção de uma nova base. Foi a maior manifestação dos últimos anos, que superou a de 58 mil, que saiu às ruas em 1995, em repúdio à violação da estudante de 12 anos.

No dia 8 de maio 2010
, milhares manifestaram-se na cidade de Kagoshima, na provincial do mesmo nome. Entoavam: Não precisamos de bases!



Fonte: Prensa Latina, http://desastresaereosnews.blogspot.com
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Declaração do Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos


O Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos (MOVPAZ), Coordenador Regional do Conselho Mundial pela Paz para América e o Caribe expressa profunda preocupação ante os graves acontecimentos no Oriente Médio encaminhamos a perpetuar outra agressão imperialista por parte dos Estados Unidos, Israel e a OTAN de conseqüências imprescindíveis contra a república Islâmica do Iran e a Republica Árabe Síria

Nas atuais circunstancias a humanidade perdeu capacidade e ação política contra a impunidade imperialista que se exercem contra os povos e governos no mundo em cumplicidade com as transnacionais dos meios massivos de informação e a internet, reduzindo dramaticamente as garantias de sua sobrevivência.

Prevalece a desavergonhada violação da Carta das Nações Unidas e seus princípios, o seqüestro de suas agencias de ajuda humanitária para o desenvolvimento e de seus mecanismos pelos interesses imperialistas que vulneram a soberania de povos e nações, tal como fez o povo líbio.

A este perigoso precedente da diplomacia das armas e da guerra exercido e repetido em várias ocasiões pelos Estados Unidos da América, conjuntamente com a desacreditada e criminosa OTAN, tem somando organismos políticos regionais como a Liga Árabe, a União Européia e instituições financeiras e comerciais baseadas em sanções com o objetivo de conseguir o subjulgamento que aspiram, feitos denunciados inúmeras vezes por Fidel, a Revolução Cubana, personalidades e líderes políticos de outros países.

O Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos faz um chamado internacional para frear a irracionalidade imperialista estadunidense-israelita contra a República Islâmica do Iran e a Republica Árabe Síria que põe o mundo a beira de um perigoso colapso e apóia as posições apresentadas pela chancelaria da Federação Russa e da República Popular da China

Nenhuma potencia tem direito a decidir pelo povo algum e muito menos intervir nos seus problemas internos ou estimular para que outros façam, é preferível, como disse Fidel em uma de suas recentes reflexões: “ Caminhar até chegar e conseguir a paz, a segurança, o respeito e a dignidade humana como um desejo de todos os seres humanos ao longo da história”

Convocamos a Comunidade Internacional, a todos os atores regionais e internacionais e a todas as forças progressistas do mundo, realizar um urgente chamado anti-imperialista no podia das Nações Unidas para reverter o silencio existente ante a perigosa situação que atravessa a humanidade

Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos


Fonte: Cebrapaz


segunda-feira, 12 de março de 2012

OBAMA - PRÊMIO NOBEL DA "PAZ" quer 613 bilhões de dólares para compra de ARMAS


Barack Obama vai ao supermercado de armas

Sacrifícios e cortes para tudo, mas não para os mercadores da morte. A administração Obama apresentou ao Congresso a proposta de previsão orçamentária para 2013 para a rubrica da “defesa”: 613 bilhões de dólares, sendo 525 para pagamento de pessoal e compras de caças-bombardeiros, mísseis, tanques de guerra e bombas nucleares e 88 bilhões para as missões de guerra em ultramar.

Por Antonio Mazzeo

É menos do que pediam os generais e almirantes mas no final das contas todos ficaram contentes: a Marinha confirmará os seus onze grupos navais guiados por porta-aviões a propulsão nuclear, a Aeronáutica e os Marines terão novos caças e helicópteros para múltiplas missões, o Exército se deleitará com superblindados, tanques, radares e interceptores terra-ar. Graças às ordens do Pentágono, poderão brindar a bolsa e as empresas líderes do complexo militar-industrial estadunidense, a inoxidável Boeing, General Dynamics, Lockheed Martin, Northrop Grumman, Raytheon etc.

Quase um terço das despesas irão para a aquisição e a modernização dos sistemas de guerra mais sofisticados, aviões com e sem piloto, navios e submarinos de ataque, mísseis de médio e longo alcance e satélites. Exatamente 179 milhões de dólares, 7% a menos do orçamento previsto para 2012, mas com quase 70 milhões a destinar à pesquisa e ao desenvolvimento de novos instrumentos de morte. A parte do leão é destinada aos famigerados caças-bombardeiros F-35 “Joint Strike Fighters” de Lockheed Martin que tanto prazer dão aos ministros-almirantes italianos. No próximo ano, o Departamento da Defesa quer adquirir 29, sendo que destes destinará
19 à US Air Force e 10 à US Navy, por um valor total de 9,2 bilhões de dólares. O programa dos F-35 será, contudo, redimensionado para poder economizar nos próximos cinco anos ao menos 15 bilhões.

A Força Aérea e o Corpo de Marines poderão contar com 835 milhões de dólares para adquirir, sempre da Lockheed Martin, 7 grandes tanques aéreos e de transporte pesado HC/MC-130J “Hercules” para as operações especiais. Estão previstos no orçamento também 21 bimotores de decolagem vertical V-22 “Osprey”, o falcão pescador projetado pelo consórcio Bell-Boeing para o apoio às missões de guerra. Importantes financiamentos serão dados depois à Aeronáutica para prosseguir os programas de modernização da frota das grandes aeronaves de transporte C-17 e C-16 e para o reabastecimento em voo KC-10 e KC-135 e comprar novos radares para os caças F-15C/D e F-16.

O Pentágono pediu depois 1,3 bilhão de dólares para potenciar a frota dos cargueiros C-5 “Galaxy”, fundos para melhorar os sistemas de comunicação dos bombardeiros estratégicos stealth (invisíveis) B-2, potenciar as armas de precisão dos velhos B-52 e modernizar o sistema de mísseis intercontinentais “Minuteman III” ICBM. No orçamento destina-se ainda 1,8 bilhão de dólares para financiar a pesquisa e o desenvolvimento do KC-46, futuro avião-tanque da Força Aérea, 808 milhões para melhorar os componentes do supercaça F-22A “Raptor” e 292 milhões para a projeção de um novo caça-bombardeiro estratégico stealth.
Verbas bilionárias são destinadas a grandes e pequenas aeronaves sem piloto UAV para espionagem e lançamento de bombas e mísseis, já amplamente empenhados no Afeganistão, Iraque, Líbia, Paquistão, Somália e Iêmen. O orçamento de 2013 prevê uma despesa de 1,2 bilhão de dólares para seis novos RQ-4 “Global Hawk”, Hawks Northrop Grumman Global, 3 para abastecer a Marinha no âmbito do programa Broad Area Maritime Surveillance e 3 para a Otan para a AGS (Alliance Ground Surveillance), o novo programma de vigilância terrestre da aliança atlântica, cujo centro de comando e controle será instalado na base siciliana de Sigonella.
O Departamento da Defesa pediu ao Congresso autorização para comprar 43 drones hunter-killer com mísseis “Hellfire” produzidos pela General Atomics, ao custo total de 1,9 bilhão de dólares. Desses, 24 serão do tipo MQ-9 “Reaper” (28 horas de autonomia e possibilidade de transportar bombas GBU-Paverway), os restantes 19 na versão mais avançada MQ-1C “Grey Eagle” (36 horas de autonomia). O US Army receberá 234 mini-aviões sem piloto RQ-11 “Raven” produzidos pela AeroVironment (valor de 184 milhões de dólares).
O exército terá a possibilidade de potenciar o próprio parque de helicópteros graças ao financiamento de três programas distintos ao custo total de 3,6 bilhões de dólares. O primeiro cobrirá a compra de 10 novas aeronaves de ataque Boeing AH-64 “Apache” e a modernização de outros 40 já em dotação do mesmo modelo (Northrop Grumman e Lockheed Martin). O segundo será para a compra de 25 novos meios de transporte Boeing CH-47 “Chinooks” e modernização de outros 19. O terceiro para a compra de 59 helicópteros multifuncionais UH-60 “Black Hawks” (produtor Sikorsky). Outros 272 milhões serão utilizados para adquirir 34 helicópteros leves UH-72 produzidos pela EADS North America.

“Especialmente no Afeganistão, pela sua particular condição ambiental, há uma tremenda
demanda de helicópteros por parte das forças terrestres”, explicou o general Peter Chiarelli do Exército dos Estados Unidos. Está programado o fornecimento de 28 helicópteros de ataque Bell H-1 ao Corpo de Marines (852 milhões de dólares).

Quase 11 bilhões de dólares foram pedidos pelo Pentágono para financiar a compra ou a pesquisa e desenvolvimento de novos sistemas de guerra terrestre. Trata-se especificamente do “Joint Light Tactical Vehicle”, aeronave leve para o patrulhamento e comboio de escolta para cenários como o do Afeganistão e que será produzido a partir do final deste ano pela General Dynamics (116,8 milhões de dólares); do caminhão de transporte de meios táticos “MTV” da Oshkosh Corporation (1.471 unidades a um custo total de 377,4 milhões ); do meio pesado M1135 Stryker Nuclear, Biological and Chemical Reconnaissance Vehicle (NBCRV) da General Dynamics para a vigilância e detecção de riscos NBC (58 unidades ao custo de 332 milhões). A General Dynamics poderia receber 74 milhões para modernizar os tanques M1 “Abrams”.

O maior percentual das despesas de guerra para 2013 é destinado à Marinha de guerra (156 bilhões de dólares). Entre os programas mais importantes está a aquisição de cinco bimotores Northrop Grumman E-2D “Hawkeyes” para a vigilância marítima e a defesa das unidades de superfície (1,2 bilhão); de 26 caças embarcados Boeing F/A-18E/F “Super Hornets” (2,2 bilhões); de 12 aeronaves para guerra eletrônica Boeing EA-18 “Growler” com decolagem de porta-aviões. A Marinha de Guerra dos EUA comprará também 33 novos caças para adestramento (trata-se dos chamados “T-6”) para o qual concorre também a italiana Alenia Aermacchi, (286 milhões) e 37 helicópteros multifuncionais Sikorsky MH-60 “Seahawk” (1,33 bilhões de dólares). 3 bilhões e 200 milhões de dólares serão destinados aos 13 primeiros patrulhadores marítimos de última geração P-8 “Poseidon” destinados a substituir progressivamente os velhos P-3C “Orion”. Também o “Poseidon”, como o “Global Hawk” e o “Reaper” encontrarão hospitalidade na base de Sigonella.

Outros 22 bilhões e meio de dólares serão destinados ao lançamento de novas unidades navais e submarinos. Em particular, a Marinha comprará dois caças torpedeiros da classe “Arleigh Burke” (3,5 bilhões de dólares) e quatro navios de combate de superfície “LCS” (Littoral Combat Ship). Na realização deste último, concorrem dois consórcios “internacionais” dirigidos respectivamente pela Lockheed Martin (com possíveis subcontratações pela italiana Fincantieri) e a General Dynamics-Northrop Grumman.

No programa está também o trabalho para completar a unidade naval veloz para o transporte de tropas e meios “Joint High Speed Vessel” (191 milhões) e do porta-aviões CVN 21 da nova classe “Gerald R. Ford” (966 milhões), gigante de 320 metros e 104.000 toneladas acionado por dois reatores nucleares A1B 320, que poderá embarcar até 75 caças. A Marinha depois pediu 4,3 bilhões para comprar dois moderníssimos submarinos nucleares hunter-killer da classe “Virginia” (General Dynamics e Northrop Grumman) e 1,6 bilhão de dólares para reparar o porta-aviões “Abraham Lincoln”.

Estão previstos 8 bilhões de dólares para os programas de hipermilitarização do espaço, quase tudo contratado com a empresa Lockheed Martin, os mais relevantes dos quais dizem respeito ao desenvolvimento do sistema de raios infravermelhos “Space Based Infrared System” (950 milhões) e do sistema de satélites “Advanced Extremely High Frequency” (786 milhões, incluída a instalação da estação MUOS em Niscemi); ou a aquisição de quatro sistemas de lançamento “United Launch Alliance Evolved Expendable Vehicles” (1,7 bilhão) e de dois 2 satélites GPS III (1,3 bilhão).

Graças ao orçamento de 2013, o Departamento da Defesa poderá dar um forte impulso ao desenvolvimento dos chamados planos nacionais de “defesa de mísseis balísticos”. A despesa prevista é de 9,7 bilhões de dólares, dos quais 1,3 bilhão para completar a produção de 29 interceptores SM-3 Block 1B “Standard-Missile” da Raytheon; 777,7 milhões para o desenvolvimento do programa “THAAD” (Terminal High Altitude Area Defense) para a interceptação no espaço de “possíveis ameaças de mísseis contra as tropas dos EUA, as forças aliadas a população civil e a infraestrutura crítica”; 763 milhões para comprar à Raytheon 84 interceptores terra-terra “Patriot” PAC-3; 401 milhões para aviar a substituição do sistema antimísseis “Patriot” com o novo sistema de defesa aérea de médio alcance “Medium Extended Air Defense System” (MEADS) a realizar no âmbito da Otan (hoje só a Itália e a Alemanha se declararam disponíveis à parceria com os Estados Unidos).

Por último, mas não menos importante, o Pentágono pediu 903 milhões de dólares para desenvolver o sistema de defesa com base terrestre “Ground-Based Midcourse Defense” da Boeing, que será administrado pela agência militar nacional de mísseis.
Para o municiamento de mísseis a curto e médio alcance, o Pentágono prevê gastar até 10,2 bilhões de dólares. As principais encomendas dizem respeito às novas bombas de pequeno diâmetro (216 milhões); 180 mísseis ar-ar guiados por radar AI-120 AMRAAM da Raytheon (423 milhões); 314 mísseis de infravermelho AIM-9X também da Raytheon (200 milhões); 157 mísseis ar-superfície “Joint Standoff” da Lockheed (248 milhões); 4.678 munições Raytheon para ataque direto (133 milhões).

Com a aprovação do orçamento, o exércitro poderá adquirir 400 mísseis terra-ar de curto alcance “Javelin” de produção britânica (86 milhões) e 1.794 sistemas de lançamento de foguetes “Guided Multiple Launch Rocket Systems” da Lockheed Martin (382 milhões), enquanto a Marinha poderá dotar-se de 192 novos mísseis de cruzeiro “Tomahawh” da Raytheon (valor de 320 milhões de dólares) e do sistema de mísseis balísticos “Trident II” da Lockheed Martin (1,5 bilhão).

Para cortar verdadeiramente as despesas militares, segundo a administração Obama, será necessário esperar os próximos cinco anos, ainda que seja presumível que se limitará a ajustes e adiamentos entre rubricas orçamentárias, evitando o máximo possível prejudicar os recursos para o sistema de armas. As novas linhas guias do Pentágono, apresentadas no início de janeiro, delineando estas perspectivas de revisão do orçamento, privilegiando em particular as intervenções estratégicas da Marinha e Aeronáutica no Oriente Médio e no Oceano Pacífico.

“As forças militares serão menos numerosas mas mais ágeis, flexíveis, prontas e tecnicamente avançadas”, explicou o secretário da Defesa, Leon Panetta, por ocasião da apresentação da previsão para 2013. Sempre segundo Panetta, “em 2017, o exército dos Estados Unidos sofrerá uma redução de 547.000 a 490.000 homens, enquanto o Corpo dos Marines sofrerá um corte de 182.000 unidades”. Ao final, serão eliminadas oito brigadas de rápida intervenção, duas das quais hoje hospedadas na Alemanha, contudo, será duplicado o número de militares do exército acantonados em Vicenza. Mas para além dos “bons” propósitos da administração dos EUA, no próximo ano o pessoal à disposição das quatro forças armadas sofrerá uma redução de apenas 1,5%. Permanecerão operativos 1,4 milhão de militares, sempre mais do que eram em 2001 antes dos atentados de 11 de setembro e da declaração de guerra global ao “terrorismo” internacional.




Fonte: www.marx21.it, vermelho.org.br
Tradução da Redação do Vermelho

Imagem: Google (colocadas por este blog)
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