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sábado, 21 de abril de 2012

Base militar financiada pelos EUA causa preocupação no Chile

A instalação no Chile de uma base de treinamento militar, financiada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos tem gerado forte preocupação em organizações defensoras dos direitos humanos.


A polêmica base foi inaugurado em 5 de abril último no Forte Aguayo na localidade de Concón, na região de Valparaíso, a 130 quilômetros a noroeste da capital, Santiago, no contexto do exercício anual dos "capacetes azuis" da ONU.


O início do funcionamento da base foi considerado como uma nova expressão do intervencionismo de Washington na região.


Esta é a política intervencionista do governo estadunidense, que vem fazer a política da Escola das Américas, que é a metodologia que tem mantido na América Latina ao instalar bases militares, denunciou Alícia Lira, presidente da Associação de Familiares de Executados Políticos.

"Sabemos que onde os Estados Unidos intervêm com esta prática militarista, invasora, causa preocupação", enfatizou. Nesse sentido, Lira rememorou o golpe militar no Chile em 1973, o qual foi gestado e financiado pelos Estados Unidos.

Igualmente, o deputado do Partido Comunista Hugo Gutiérrez, integrante da comissão de Direitos Humanos da Câmara baixa, expressou sua preocupação pelo treinamento com técnicas militares das forças policiais chilenas, o que poderia conduzir a um aumento da repressão aos protestos sociais.

Depois da inauguração da base militar, construída com o aporte de mais de 500 milhões de dólares pagos pelo Comando Sul estadunidense, a Comissão Ética contra a Tortura no Chile chamou as Forças Armadas a preservarem como missão o resguardo da soberania nacional.

Constitui uma traição à Pátria sua subordinação aos ditames do Exército norte-americano, cujas ações devastadoras fizeram a humanidade sofrer ao longo da história e particularmente o Chile, depois do golpe de Estado, assinalou um comunicado dessa instituição.





Fonte: Prensa Latina, Cebrapaz

Imagem: Google


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Todos nós somos Argentinos



Por Mauro Santayana

O Brasil e a Argentina, sendo os dois maiores países da América do Sul, têm sido alvos preferenciais do domínio euro-americano em nosso continente. A Argentina, sob Cristina Kirchner, depois de anos desastrados de ditadura militar, e do governo caricato e neoliberal de Menen, se confronta com Madri, ao retomar o controle de suas jazidas de petróleo que estava com a Repsol. Quando um governo entrega, de forma aviltante, os bens nacionais ao estrangeiro, como também ocorreu no Brasil, procede como quem oferece seu corpo no mercado da prostituição. Assim, as medidas de Cristina buscam reparar a abjeção de Menem.

Será um equívoco discutir o conflito de Buenos Aires com Madri dentro dos estreitos limites das relações econômicas. A economia de qualquer país é um meio para assegurar sua soberania e dignidade — não um fim em si mesma.

As elites espanholas, depois da morte de Franco, foram seduzidas pela ideia de que poderiam recuperar sua presença na América Latina, perdida na guerra contra os Estados Unidos e durante a ditadura de quase 40 anos. Já durante o governo de Adolfo Suárez, imaginaram que poderiam, pouco a pouco, readquirir a confiança dos latino-americanos, ofendidos pela intervenção descarada dos Estados Unidos no continente. De certa forma, procediam com inteligência estratégica: a nossa América necessitava de aliados, mesmo frágeis, como era a Península Ibérica, na reconstrução de sua soberania, mutilada pelos governos militares alinhados a Washington.

Mas faltou aos governantes e homens de negócios espanhóis a habilidade diplomática, que se dissimula na modéstia, e lhes sobrou arrogância. Essa arrogância cresceu quando a Espanha foi admitida na União Europeia, e passou a receber fartos recursos dos países ricos do Norte, a fim de acertar o passo continental. A sua estratégia foi a de, com parte dos recursos disponíveis, “comprar” empresas e constituir outras em nossos países. Isso os levou a imaginar que poderiam ditar a nossa política externa, como serviçais que foram, e continuam a ser, dos Estados Unidos. A ideia era a de que, em espanhol, os ditados de Washington seriam mais bem ouvidos.

Saquearam tudo o que puderam, durante o período colonial, em ouro e prata

O paroxismo dessa paranoia ocorreu quando José Maria Aznar telefonou ao presidente Duhalde, da Argentina, determinando-lhe que aceitasse as imposições do FMI, sob a ameaça de represálias. E a insolência maior ocorreu, e sob o governo socialista de Zapatero, quando esse heroico matador de paquidermes indefesos, Juan Carlos, mandou que o presidente Chávez (eleito livremente pelo seu povo, sob a fiscalização de observadores internacionais, entre eles o ex-presidente Carter) se calasse, no encontro ibero-americano de Santiago. Um rei matador de elefantes indefesos e sogro de um acusado de peculato — o bem apessoado serviçal da Telefónica de Espanha, Iñaki Urdangarin, pago com lucros obtidos pela empresa na América Latina, principalmente no Brasil.

Os espanhóis parecem não se dar conta de que as suas antigas colônias se tornaram independentes, umas mais cedo — como é o caso da Argentina — e outras mais tarde, embora muitas passassem ao domínio ianque. Imaginaram que podiam fazer o que faziam antes disso no continente — e incluíram o Brasil na geografia de sua presunção.

O Brasil pode e deve ser solidário com a Argentina, no caso da recuperação, para seu povo, das jazidas petrolíferas da YPF. E manter a nossa posição histórica de reconhecimento da soberania de Buenos Aires sobre o arquipélago das Malvinas.

Que querem os espanhóis em sua gritaria por solidariedade contra a Argentina, pelo mundo afora? Eles saquearam tudo o que puderam, durante o período colonial, em ouro e prata. Usaram esses recursos imensos — assim como os portugueses fizeram com o nosso ouro — a fim de construir castelos e armar exércitos que só se revelaram eficazes na repressão contra o seu próprio povo — como ocorreu na guerra civil.

Um só ser humano, em sua dignidade, vale mais do que todos os poços de petróleo do mundo

Durante o seu período de arrogância subsidiada, trataram com desdém os mal chamados ibero-americanos, humilhando e ofendendo brasileiros e hispano-americanos, aviltando-os ao máximo. Um só ser humano, em sua dignidade, vale mais do que todos os poços de petróleo do mundo. Antes que Cristina Kirchner determinasse a recompra das ações da YPF em poder da Repsol, patrimônio muito maior dos argentinos e de todos os latino-americanos, sua dignidade, havia sido aviltada, de forma abjeta e continuada, pelas autoridades espanholas no aeroporto de Barajas e em seu território.

Que se queixem agora aos patrões, como seu chanceler, Garcia-Margallo fez, ao chorar nos ombros da senhora Clinton, e busquem a solidariedade de uma Europa em frangalhos. Ou que rearmem a sua Invencível Armada em Cádiz, e desembarquem no Rio da Prata. Isso, se antes, os milhões de jovens desempregados — a melhor parcela de um povo maravilhoso, como é o da Espanha — não resolvam destituir suas elites políticas, corruptas, incompetentes e opressoras, e seu rei tão ocioso quanto descartável.

E, ao final, vale lembrar a viagem histórica que Eva Perón fez à Europa, no auge de sua popularidade. Em Madri, diante da miséria em que se encontrava o povo, ofereceu a Franco, em nome do povo argentino, alguns navios cheios de trigo. O general respondeu que não era necessário, que os celeiros espanhóis estavam cheios de farinha. E Evita replicou, de pronto:

"¿Entonces, por qué no hacen pan?"





Fonte: Esquerdopata e Gilson Sampaio

Imagem: Esquerdopata



A decisão do governo argentino de nacionalizar 51% das ações da YPF, filial da Repsol, desencadeou uma crise e uma campanha patrioteira diante da "ofensa de que fomos vítimas". O PP saiu à frente insistindo que o "ataque à Repsol é um ataque à Espanha e ao seu governo".

Diante desses factos, temos a declarar o seguinte:

1. O conflito na Argentina com a Repsol não começou agora nem se limita ao governo argentino. A presença da Repsol na Argentina remonta a 1999, quando a YPF foi vendida pelo presidente Menem na orgia privatizadora dos anos 90 que terminou no "corralito". Todos esses anos foram marcados por constantes choques entre esta multinacional e os trabalhadores e setores populares argentinos, vítimas da entrega do setor petroleiro argentino à Repsol.

Milhares de despedimentos e prisões de trabalhadores por se negarem a ser condenados à fome foram a primeira fatura paga pelo povo argentino pela entrada da Repsol. Foi a pressão dos trabalhadores e do povo argentino que obrigou o governo da presidenta argentina Cristina de Kirchner a ir mais longe do que queria.

2. A YPF representa para a Repsol 50% de sua produção total de hidrocarbonetos, cerca de metade de suas reservas e um terço dos seus lucros. Nestes anos, enquanto a Repsol-YPF saqueava os depósitos argentinos e acumulava enormes lucros, a produção foi caindo. A produção petrolífera reduziu-se em 23% entre 2003 e 2011. O mesmo sucedeu com o gás, passando de 46 mil milhões de metros cúbicos em 2003 para 42 em 2011. Esta diminuição da produção obrigou a Argentina a desviar cada vez mais recursos para a importação de combustíveis e energia. "Do autoabastecimento conquistado em meados da década de 80 com a YPF estatal passou-se à importação com o modelo das multinacionais privadas" (Avanzada Socialista, jornal do PSTU da Argentina)

3. A gestão da multinacional Repsol, assim como os seus investimentos, não obedece a outro critério, como acontece com qualquer multinacional, que não seja o de produzir para ganhar, para otimizar os lucros. Entre 1999 e 2011, a Repsol-YPF investiu na Argentina 8 mil milhões de dólares, enquanto obteve de lucros líquidos 16,5 milhões de dólares, dos quais dividiu entre os seus acionistas 13 mil milhões. Estas são as contas do saque ao qual a Repsol submeteu a Argentina ao longo de todos estes anos. Durante este período, foi esvaziando as jazidas sem outra preocupação que não a de obter bons resultados para os seus acionistas.

4. O governo de Mariano Rajoy saiu em defesa da "empresa espanhola" quando, na realidade, os acionistas da Repsol são maioritariamente estrangeiros. Os acionistas espanhóis apenas totalizam 27%, entre os quais La Caixa (13%), o BBVA (4%) e a construtora SACYR (10%, comprados com o crédito de 46 bancos, entre os quais o Santander, a banca francesa, britânica e holandesa). O denominado "free float", o capital flutuante que cotiza em bolsa, representa 62,21% dos acionistas, boa parte de cujos títulos (42% do total) estão em mãos de fundos de investimentos norte-americanos e britânicos (JP Morgan Bank National Association (EUA), Chase Nominees Ltd. (Grã-Bretanha), State Street Bank and Trust (EUA)), aos quais devem ser adicionados 10% da mexicana PEMEX e 3,32% do banco francês BNP-Paribas.

5. Por mais que Rajoy bata no peito, o papel da Repsol na Argentina mostra o papel das multinacionais "espanholas" na América Latina. Assim como os outros imperialismos, o espanhol e as suas multinacionais (Repsol, Telefónica, Santander, BBVA, Inditex, Acciona…) são sinónimo de roubo das riquezas dos povos e exploração da classe trabalhadora. O exemplo da Repsol, apoiando ditaduras como a de Obiang, na Guiné Equatorial, a do Cazaquistão ou o governo do Peru, onde foi denunciada pela organização Survival International, é um exemplo de que não existe um imperialismo "humanitário e civilizado", o europeu, e outro, "militarista e ditatorial", o norte-americano. Quanto se qualifica as multinacionais espanholas como "piratas", a algumas delas, como a Repsol, a rigor dever-se-ia chamá-las "corsárias", porque roubam com um bandeira, mas entregam a maior parte do botim a outros.

6. A campanha patrioteira do governo mostra a "valentia" do covarde, pois, enquanto ameaça declarar uma guerra comercial à Argentina para defender os interesses dos bancos e empresas investidoras, converteu-se no capataz de Merkel e Sarkozy, no executor do espólio do país através do pagamento da ilegítima e imoral dívida pública.

O saque aos trabalhadores e ao povo, a redução dos salários e das reformas, os seis milhões de desempregados, as milhares de famílias despejadas e jogadas na rua como animais e a juventude sem presente nem futuro não merecem deste governo nem o menor gesto de resistência diante da voragem dos bancos alemães, franceses e espanhóis. Mas se a Argentina reclama o que é seu, os seus recursos petrolíferos, então organiza-se uma estridente campanha patrioteira. Estes "patriotas" carregam a bandeira em sua carteira. São patriotas da banca e das multinacionais, as quais defendem e para as quais governam, à custa do roubo dos trabalhadores e dos povos, sejam argentinos ou do Estado espanhol.

7. É vergonhoso ver, na "esquerda", atitudes como a de Rubalcaba, em nome do PSOE, a oferecer o seu apoio à Repsol e ao governo do PP. É vergonhoso ver o dirigente da UGT, Antonio Deusa, secretário-geral da Federação da Indústria, exigir do governo "uma resposta contundente" e advertir que, se não se atua assim, há o perigo de um "efeito contágio" para as restantes empresas espanholas que operam na Argentina. Os dirigentes da UGT, que não têm dúvida sobre a legitimidade do pagamento dos juros da dívida pública aos bancos, são "patriotas" para defender a Repsol.

8. O governo argentino, que diz "expropriar" a Repsol, na realidade o que está a fazer é converter-se em sócio do seu grupo industrial Petersen, proprietário de 25% da YPF, que mantém integralmente as suas participações. O objetivo real do governo argentino não é nacionalizar a YPF de conjunto, para pô-la ao serviço do povo trabalhador, mas sim obter a maioria das ações para explorar os recursos descobertos nas províncias de Neuquen e Mendoza, e não é de descartar a hipótese de que acabe substituindo a Repsol por outros exploradores capitalistas, chineses ou de qualquer outra nacionalidade.

9. Os trabalhadores/as, os jovens, os setores populares que estão a sofrer na carne as consequências dos cortes, do saque da dívida, de um governo que governa para as multinacionais e a banca, tem de repudiar a tentativa de associar a nacionalização da Repsol a um "ataque à Espanha".

O povo argentino tem o direito de recuperar os seus recursos e dispor deles, tem todo o direito de expulsar dali a Repsol e todas as multinacionais que foram e são parte do saque ao povo. Longe de repudiar essa ação legítima, tem de começar a exigir aqui o mesmo caminho, a suspensão do pagamento da dívida e a expropriação da banca e das indústrias-chaves sob o controlo dos trabalhadores/as, para pôr todos esses recursos ao serviço de um plano de resgate dos trabalhadores e do povo, que reorganize a economia e acabe com o desemprego.




Fonte: NavalBrasil

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Parlamento europeu recomenda ações contra a Argentina




O Parlamento Europeu aprovou nesta sexta-feira (20) em Estrasburgo uma resolução que avalia a possibilidade de uma suspensão parcial da Argentina do Sistema Generalizado de Preferências (SGP), em reação à atuação soberana do país sul-americano.


A proposta do legislativo pan-europeu é uma resposta à decisão de Buenos Aires de nacionalizar 51 por cento das ações que a petroleira espanhola Repsol possuía na empresa YPF.

O documento do Parlamento Europeu recebeu o voto favorável de 458 deputados, com 71 contrários e 16 abstenções.

A resolução determinou que União Europeia (UE) analise a retirada dos benefícios do SGP para as exportações argentinas que entrarem no mercado comunitário.

O texto questionou o passo adotado por Buenos Aires "de proceder com a expropriação da maior parte das ações de uma companhia europeia, já que essa é uma decisão unilateral e arbitrária".

Os ministros de Relações Exteriores da UE discutirão o tema na próxima semana.

A posição argentina busca reativar a produção de energia no país, levando-se em conta que as importações de petróleo no ano passado chegaram a 9,3 bilhões de dólares.

As estimativas situam em 12 bilhões de dólares os gastos com a compra de óleo e derivados em 2012, o que tem um grande impacto nas finanças nacionais.

A atuação soberana da Argentina gerou críticas de entidades multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além das procedentes da União Europeia e dos Estados Unidos.

Diante disso, recebeu o respaldo de várias nações latino-americanas, entre elas Venezuela, Nicarágua e Cuba.

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Os socialistas espanhóis tomaram distância da decisão concreta de pedir a suspensão das SGP, apesar de se somarem aos demais na resolução de condenação à decisão da Argentina que assinaram praticamente todos os grupos.

A resolução "deplora a decisão tomada pelo Governo argentino, sem levar em conta uma solução negociada, de proceder à desapropriação da maior parte das ações de uma companhia europeia, já que representa uma decisão unilateral e arbitrária".

Considera que a nacionalização da YPF representa um "ataque ao exercício da livre empresa e ao princípio de certeza legal, deteriorando assim o clima empresarial para os negócios da UE nesse país".

A resolução do Parlamento Europeu constata que esta decisão "se refere a uma só empresa do setor e apenas a uma parte de seu conjunto de acionistas, o que poderia ser considerado discriminatório", em sua opinião.

Por sua vez, os eurodeputados advertiram no texto que as decisões como a tomada pelas autoridades argentinas podem "rarefazer o clima de cordialidade e entendimento necessários" para fechar as negociações em curso de acordo de associação UE-Mercosul.

"Para que essas negociações tenham êxito, as duas partes têm de conversar em um espírito de abertura e confiança mútua", apontam os eurodeputados.




Fonte: Prensa Latina
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Presidente da Petrobras Graça Foster reúne-se em Brasília com secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton




Presidente da Petrobras avaliou encontro como bastante positivo, e destacou a importância do diálogo para o aprimoramento das relações entre empresas de energia brasileiras e norte-americanas

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, reuniu-se nesta segunda-feira (16/04), em Brasília, com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. O encontro, motivado por iniciativa do governo dos Estados Unidos, ocorreu 45 dias depois da visita do subsecretário de Estado daquele país, William Burns, à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, onde foi recebido pela presidente.

Nas duas ocasiões, houve uma breve apresentação sobre a atuação da Petrobras na exploração e produção em águas ultraprofundas, em especial sobre os avanços no pré-sal.

A presidente da Petrobras avaliou o encontro como bastante positivo, e destacou a importância do diálogo para o aprimoramento das relações entre as empresas brasileiras e norte-americanas no setor energético.

O embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, e a diretora do Departamento de Energia do Itamaraty, embaixadora Mariângela Rebuá, participaram da reunião. Da comitiva norte-americana, estiverem presentes ao encontro, entre outros, o secretário de Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar, e o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.


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Estou sem palavras para comentar essa notícia, a única coisa que consigo pensar depois disso é: "Eu falei que isso ía dar merda".

Deixo aqui esse vídeo para expressar meus sentimentos em relação ao encontro dessas duas "grandes" mulheres.




Fonte: email que recebi de um amigo.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hillary renova ameaça: "Assad tem última chance na Síria"



A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, voltou a ameaçar o governo sírio nesta quarta-feira (18) ao considerar que o presidente Bashar al-Assad, está diante de "sua última oportunidade" para encontrar uma solução pacífica para o caos instalado no país pela política agressiva do imperialismo e de algumas nações árabes opositoras à Síria.


Em entrevista coletiva realizada após a reunião ministerial da Otan em Bruxelas, capital da Bélgica, a chanceler americana avisou que a situação síria "se encontra num ponto crucial".

"O que mais preocupa é que, enquanto se prepara o envio dos observadores da ONU, de acordo com o plano de paz, as armas do regime de Assad continuam disparando. Somos conscientes do desafio", tergiversou, já que o acordo de cessar-fogo tem sido quebrado pelos rebeldes apoiados e armados por forças externas.

Em 10 de abril entrou em vigor um plano de paz de seis pontos apresentado pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao governo sírio e aos rebeldes armados. O plano foi aceito pelo governo e repudiado pela oposição armada e financiada pelo imperialismo, por Arábia Saudita e Catar.

O acordo inclui a retirada das tropas sírias das ruas, condição que já foi cumprida e observada por repórteres estrangeiros. O chefe da diplomacia síria, Walid Muallem, reiterou hoje este compromisso durante reunião em Pequim com seu colega chinês, Yang Jiechi.

"Vamos seguir aumentando as medidas, falei com vários países e seguiremos pressionando para uma solução política", renovando as ameaças e prometendo apoio "logístico" aos golpistas.

"Estamos enviando equipamento para a logística e a comunicação dos opositores. Fazemos isso para que eles sejam a voz do povo na Síria".






Fonte: Vermelho
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Ministro israelense diz que o país não descartou atacar o Irã

Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, diz que as negociações entre o Irã e o grupo 5+1 são perda de “tempo precioso”

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou ontem (17) que seu país não descartou atacar o Irã, embora continuem as entre Teerã e o G5+1 – formado pelos cinco membros permanentes do Conselho da Segurança mais a Alemanha. Barak disse ainda que os israelenses foram claros nas conversas que tiveram com os Estados Unidos a respeito do programa nuclear iraniano: "nós não estamos comprometidos com ninguém".

Barak pensa que o Irã se transformará em uma ameaça existencial caso consiga desenvolver armas nucleares e ameaçou: Israel não permitirá que o governo iraniano produza bombas nucleares. Em relação às negociações entre os iranianos e o G5+1, Barak considera que as partes envolvidas estão perdendo um “tempo precioso”.

No último fim de semana, uma delegação iraniana viajou à Turquia para retomar as negociações com o G5+1. Na ocasião, o Irã destacou as necessidades da negociação, porém voltou a deixar claro que as conversas deveriam ser baseadas em "igualdade e respeito mútuo", sem pressões ou chantagens.

Na semana anterior, no dia 12, o presidente Mahmoud Ahmadinejad afirmou que seu país vai preservar seus direitos fundamentais, ainda que para isso tenha que suportar "as mais duras e severas pressões".





Fonte: Com informações do Opera Mundi, Vermelho


Nunca quiseram nos ouvir; em Cartagena foram obrigados


Na Colômbia, cidade de Cartagena de Índias, ficou demonstrado que há um abismo crescente entre "Nossa América" martiana e "o Norte revolto e brutal que nos despreza". Ali se produziu uma rebelião da América Latina e do Caribe contra a imposição de "um governo e meio", que exercia um veto imperial aos parágrafos do projeto de Declaração Final da chamada Cúpula das Américas que reclamavam o fim do bloqueio e da exclusão de Cuba dos eventos hemisféricos.


Desde a Cúpula anterior de 2009 se dissiparam as ilusões sobre a política do presidente Obama, abriu-se uma brecha entre seus discursos e seus atos, não houve maior mudança na política para a América Latina e Caribe, o bloqueio a Cuba continuou e, inclusive, se endureceu no setor financeiro, apesar da condenação internacional e do voto da esmagadora maioria da Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objetivo de "provocar fome, desespero e a derrubada do governo", o que agora se conhece como "mudança de regime".

A Alba se reuniu em 4 de fevereiro passado, em Caracas, na ocasião em que se comemorava a heróica Rebelião Cívico-Militar de 1992, adotou uma Declaração sobre a Soberania Argentina das Malvinas, outra sobre o bloqueio e considerou injusta e inaceitável a imposição da exclusão de Cuba destes eventos. O presidente Correa afirmou resolutamente que se esta questão não fosse resolvida, o Equador não assistiria à Cúpula de Cartagena, o que sacudiu a região. Essa valente posição foi o prelúdio do que ocorreu.

O presidente Raúl Castro Ruz disse ali: "eu quero agradecer a vocês, presidente Correa, a Evo e a todos vocês por essas posições, propostas… é um tema de vital importância, têm toda a razão. Nós jamais reclamamos que se tome uma medida como essa, mas nem por isso vamos deixar de apoiar esta que consideramos muito justa".

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que nos visitou, de maneira respeitosa, recebeu como resposta do presidente Raúl Castro Ruz que Cuba, caso fosse convidada à Cúpula, participaria, como sempre, com todo o respeito, apego aos princípios e à verdade, teve o mérito de introduzir diretamente o tema do bloqueio e da exclusão de Cuba.

Para que outras Cúpulas sem Cuba?

O presidente Evo Morales, que foi o primeiro a questionar essa Cúpula na reunião de fevereiro da Alba em Caracas, fez a batalha em Cartagena e afirmou que "estamos em uma etapa de desintegração. Não é possível que um país possa vetar a presença de Cuba, portanto, não há integração e com a ausência do Equador, como uma ausência justa em protesto ao veto dos Estados Unidos a Cuba, sobre que integração podemos falar?".

O presidente Chávez, em 13 de abril passado, exclamou: "Agora, na verdade, se estes dois governos, Estados Unidos e Canadá, se negam a discutir temas tão profundamente consubstanciados para a América Latina e o Caribe, como é o tema de Cuba, da irmã Cuba, da solidária Cuba, ou o tema das Ilhas Malvinas, para que outras Cúpulas das Américas então? Seria necessário acabar com essas Cúpulas”. Antes, ele tinha escrito: "Clamamos, igualmente, pelo fim do vergonhoso e criminoso bloqueio à irmã República de Cuba: bloqueio que, há mais de 50 anos, o império exerce, com crueldade e sevícia, contra o heroico povo de José Martí".

Daniel Ortega, em massivo e juvenil ato de solidariedade com Cuba, em 14 de abril, em Manágua, disse: "Eu creio que é o momento de o governo dos Estados Unidos escutar todas as nações latino-americanas das mais diversas ideologias, dos mais diversos pensamentos políticos; desde os pensamentos mais conservadores até os pensamentos mais revolucionários, mas aí estão todos coincidindo em que Cuba tem que estar presente nestas reuniões ou não haverá próximas Cúpulas chamadas ou mal chamadas das Américas".

Malvinas e bloqueio


Foi impressionante a sólida postura unitária de Nossa América em torno do bloqueio, a exclusão de Cuba e as Malvinas. Foi essencial a firmeza e a dignidade da presidente da Argentina na defesa enérgica dessas causas.

Sentimo-nos orgulhosos quando a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, defendeu com serena dignidade diante de Obama, que a Pátria Grande só pode ser tratada como igual e confirmou a postura comum em apoio à Argentina e a Cuba.

Os líderes dos países do Caribe mostraram a solidez da Comunidade do Caribe (Caricom) e que esta e a América Latina são igualmente indivisíveis. Sua defesa da soberania argentina das Malvinas e seu tradicional e categórico respaldo a Cuba foi trascendental.

As forças de esquerda, os movimentos populares, as organizações sindicais, juvenis e estudantis, as organizações não-governamentais reunidas todas no Congresso dos Povos, em Cartagena, expressaram emotiva solidariedade com Cuba. A Reunião Interparlamentar das Américas adotou uma condenação à exclusão e ao bloqueio a nosso país.

Nascimento da Celac

Os Estados Unidos subestimaram que em 2 de dezembro de 2011, em Caracas, no Bicentenário da Independência, sob a liderança de Chávez, no 55º aniversário do Desembarque do Granma, nascera a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), o que o líder da Revolução, Fidel Castro Ruz, antecipou em fevereiro de 2010, ao escrever que "nenhum outro fato institucional de nosso hemisfério, durante o último século, reflete similar transcendência".

Quando nessa primeira Cúpula se elegeu Cuba como presidente da Celac em 2013, o general de Exército Raúl Castro Ruz declarou: "Com as decisões que aqui adotamos e com o trabalho conjunto dos últimos três anos, reivindicamos mais de dois séculos de lutas e esperanças. Chegar tão longe nos custou esforço, mas também sangue e sacrifício. As metrópoles coloniais de antigamente e as potências imperiais de hoje foram inimigas desse empenho".

De Cuba, cuidamos nós

Obama tampouco parece entender o significado da vitória bolivariana de 13 de abril de 2002 nem de que, precisamente agora, se completam dez anos do golpe de Estado organizado por seu predecessor, com o apoio da OEA e do governo espanhol de Aznar, contra o presidente Hugo Chávez, com o qual se pretendeu aniquilar a Revolução Bolivariana e assassinar seu líder. Como lhe recordou o chanceler venezuelano Nicolás Maduro, olhando-o nos olhos, em memorável discurso na Cúpula de Cartagena, o governo estadunidense persiste na conduta de intervir nos assuntos internos da Venezuela e de apoiar os golpistas convertidos agora em candidatos eleitorais.

O presidente Obama deveria dar-se conta de que a Cúpula Cartagena não foi propícia para aconselhar Cuba sobre democracia. Menos ainda se quem pretendeu fazê-lo estava ali totalmente isolado, obrigado a exercer um veto imperial por falta de ideias e de autoridade política e moral; dedica-se à demagogia, a caminho de umas eleições escabrosas. Ou melhor, deveria ocupar-se de suas guerras, crise e politicagem, porque de Cuba, nós, cubanos, nos ocupamos.

Os Estados Unidos nunca quiseram debater acerca das terríveis consequências para a América Latina e o Caribe do neoliberalismo nem sobre os imigrantes nos Estados Unidos e Europa separados de suas famílias, deportados cruelmente ou assassinados nos muros como o do Rio Bravo. Tampouco aceitou jamais falar dos pobres que são a metade da humanidade.

O império e as outrora metrópoles coloniais não escutam os “indignados”, seus cidadãos e minorias que vivem na pobreza nessas sociedades opulentas, enquanto salvam com somas exorbitantes banqueiros corruptos e especuladores. Na superpotência, 10% das famílias controlam 80% da riqueza. Esses recursos são suficientes para resolver os problemas do planeta.

A novidade de Cartagena
O novo em Cartagena é que boa parte dos governos, com naturais diferenças e distintos enfoques, demandaram um modelo alternativo que privilegie a solidariedade e a complementaridade frente à competição fundada no egoísmo; procuram a harmonia com a natureza e não o saque dos recursos naturais nem o consumismo desenfreado. Pediram que se assegure a diversidade cultural e não a imposição de valores e estilos de vida alheios a nossos povos; que se consolide a paz e sejam rechaçadas as guerras e a militarização.
Fizeram um chamamento a recuperar a condição humana de nossas sociedades e a construir um mundo onde se reconheça e respeite a pluralidade de ideias e modelos, a participação democrática da sociedade nos assuntos de governo, incluída a consulta das políticas econômicas e monetárias; que sejam combatidos o analfabetismo, a mortalidade infantil e materna, as enfermidades curáveis. Exigiu-se o acesso tanto à informação livre e verídica como à água potável; reconheceu-se a exclusão social e que os direitos humanos são para o exercício de todos e não para usá-los como arma política dos poderosos.
Desta vez, o governo dos Estados Unidos teve que escutar, não uma voz quase única como foi durante décadas, nem uma escassa minoria até há pouco. Agora, foi a maioria dos povos que falou na Cúpula pela boca de seus presidentes e chefes de delegações para fazer este debate imprescindível, ou através da atitude dos que não foram. A Cúpula teve que ser censurada porque o império escuta com ouvidos surdos.

Segunda independência

Em Cartagena, ficou desnudada a Doutrina Monroe da "América para os (norte) americanos". Como se ninguém recordasse o engano da Aliança Para o Progresso, em 1961, e da Iniciativa Para as Américas ou a Alca, em 1994; quiseram agora enganar-nos com a "Aliança Igualitária".

Como disse anteriormente em um evento internacional na mesma Cartagena, em 14 de junho de 1994, o comandante em chefe Fidel Castro Ruz, as chamadas Cúpulas das Américas só têm beneficiado o Norte.

José Martí, quando julgou uma reunião similar, em Washington, há 105 anos, escreveu: "Depois de ver com olhos judiciosos os antecedentes, causas e fatores do convite, urge dizer, porque é a verdade, que chegou para a América espanhola a hora de declarar sua segunda independência".

Durante o próprio evento, a Alba tornou oficial e público que, sem uma mudança radical da natureza destas Cúpulas, não participaria mais. Outros líderes continentais, também fizeram essa mesma advertência.

Da OEA, esse cadáver insepulto, nem há o que falar.
À República Argentina assiste o direito inalienável de soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgias do Sul e Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes.

Cuba recorda que a Pátria Grande não estará completa até que o irmão povo portorriquenho exerça seu direito inalienável à autodeterminação e Porto Rico, essa nação latino-americana e caribenha, submetida pelos Estados Unidos ao colonialismo, alcance sua plena independência.

Com um sólido consenso de soberania regional e defesa de nossa cultura, dentro de nossa rica diversidade; com quase 600 milhões habitantes; com enormes recursos naturais, Nossa América tem uma oportunidade para resolver os graves problemas de extrema desigualdade na distribuição da riqueza e pode, com sua força já evidente, contribuir ao "equilíbrio do mundo", à defesa da paz e à preservação da espécie humana.

Para isso, frente aos intentos de dividir-nos e sair do caminho que estamos, necessitamos manter-nos unidos.
Ninguém se esqueça no Norte, que há 51 anos, o povo cubano já defendia, nestas mesmas horas, uma Revolução Socialista nas areias ensanguentadas de Playa Girón, e que, desde então, "todos os povos da América foram um pouco mais livres".








Fonte: Gramna, Vermelho
Tradução: José Reinado, editor do Vermelho
Imagem: Google

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cuba denuncia roubo de fundos congelados nos Estados Unidos




O valor dos fundos cubanos congelados de forma autoritária pelos Estados Unidos chega a US$ 245 milhões, sendo que um valor indeterminado deles desapareceu nos últimos anos, devido às repetidas apropriações.


As apreensões incluem dinheiro e bens pertencentes a cidadãos cubanos residentes no país e fora dele, além de valores de outros Estados e empresas cubanas e estrangeiras, bloqueados por causa das leis do cerco econômico imposto pelos EUA, de acordo com uma denúncia publicada nesta segunda-feira (16) pelo jornal Granma. Entre os ativos congelados existem propriedades e contas bancárias do Estado, entidades e indivíduos em Cuba, transferências para Cuba por parte de instituições estrangeiras e propriedades, indivíduos e prêmios em dinheiro obtidos pelos cidadãos cubanos em competições ou eventos desportivos internacionais. Segundo o texto, o início desse tipo de ação ocorreu em 8 de julho de 1963, a partir da emissão pelo Tesouro dos EUA, da chamada Regulação de Controle de Ativos Cubanos, que decretou o congelamento dos fundos da ilha.

Desde meados dos anos 90, Cuba sofreu uma nova forma de ataque, o roubo das propriedades do Estado e empresas cubanas por decisão unilateral da administração de Washington.






Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google (colocada por este blog)

Argentina decide reestatizar empresa de petróleo


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta segunda-feira que seu governo pretende aumentar para 51% o capital público da petrolífera argentina, tornando a YPF uma empresa de capital predominantemente público e assumindo o controle gestionário da empresa.

Um projeto de lei, já enviado ao Congresso Nacional, estabelece que o Estado passa a controlar a empresa - que havia sido privatizada nos anos 1990, com o controle passado para a empresa espanhola Repsol.

Ao comentar o projeto enviado ao Legislativo, a presidente destacou que tem mais de 50 páginas de "argumentos claros e precisos" que avaliam a decisão de voltar a tomar o controle do estado sobre a entidade, para recuperar o domínio dos recursos que não são apenas estratégicos, mas também vitais.

Cristina pormenorizou além disso detalhes sobre a situação da empresa, 17 anos depois da Repsol ter adquirido a YPF por US$ 13,158 bilhões, a maioria das ações.

A presidente sublinhou que, entre 2001 e 2011 as reservas se reduziram em 50%, enquanto a baixa produção obrigou a Argentina, pela primeira vez em pouco menos de duas décadas, a se converter em país importador de petróleo e gás.

"Depois de dezessete anos, pela primeira vez em 2010, tivemos que importar gás e petróleo. Também tivemos redução no saldo comercial (devido à queda nas exportações do setor), que entre 2006 e 2011 foi de 150%", afirmou.
Cristina anunciou a assinatura de um decreto intervindo na companhia, que passará a ser administrada por autoridades locais, antes mesmo da aprovação do texto pelos parlamentares argentinos.

Com a aprovação do projeto pelo parlamento, o Tribunal de Transações do país determinará o valor da compensação pela transferência das ações de mãos privadas ao controle estatal. Paralelamente ao projeto de lei, Cristina assinou uma medida provisória – chamada de Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) na Argentina –, na qual anuncia a intervenção provisória da YPF S.A. por um prazo de 30 dias.

Petrobras

Cristina afirmou que a decisão argentina não é um "fato inédito", já que outros governos, como México e Bolívia, possuem 100% das empresas petrolíferas estatais. Ela citou o Brasil como um modelo.

"No Brasil, o estado tem 51% (das ações) por meio da Petrobras. Nós escolhemos o mesmo caminho. Queremos ter uma relação igualitária com nosso sócio (Brasil), para ajudar a América Latina a se transformar também em região de auto-abastecimento. E, por isso, queremos incluir Venezuela no Mercosul para fechar o anel energético", disse.

O restante das ações da empresa que hoje tem a participação majoritária da Repsol – mais de 40% – corresponderá às províncias e um percentual reduzido aos espanhóis (especula-se que em torno de 6%). A presidente disse que a medida não afeta "outros sócios ou acionistas" da YPF.

A presidente afirmou também que seu governo quer trabalhar junto com o empresariado e que não vai tolerar a falta de cooperação com seu país.

Reação nervosa

A decisão argentina deixou o governo espanhol irado. Dirigido pelo Partido Popular, de direita, o governo emitiu pareceres e considerações ameaçando a Argentina, chamando a decisão de "gesto de hostilidade" e que o país tomaria medidas "claras e contundentes".

O ministro da Indústria do país europeu, José Manuel Soria, foi o incumbido de comunicar as ameças contra a nação portenha. Em coletiva de imprensa, disse que o executivo trabalha para a adoção de medidas "claras e contundentes", que serão reveladas nos próximos dias, sem especificar no entanto nenhuma delas.

Soria disse que a medida do governo argentino é um "gesto de hostilidade contra a Espanha e contra o governo do país". Tanto Soria como o ministro de Relações Externas, José Manuel García-Margallo, dedicaram um rosário de desqualificações à expropriação. O chanceler espanhol chegou até a convocar o embaixador argentino, Carlos Bettini, para declarar a ele que a medida era "arbitrária" e "daninha", que suporia a ruptura das relações "de amizade e cordialidade" entre as duas nações.

No entanto, Soria disse acreditar que o tal "gesto hostil" não seja o princípio de uma "situação grave", já que na Argentina operam outras importantes empresas de capital espanhol, do setor financeiro – BBVA e Santander – de telecomunicações – Telefónica – e outros setores.



Fonte: Vermelho

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sábado, 14 de abril de 2012

Fidel Castro: A Cúpula das guayaberas

Com a fina ironia e erudição de sempre, o comandante da Revolução cubana comenta a Cúpula das Américas que se realiza na cidade colombiana de Cartagena e os crimes do imperialismo estadunidense cometidos com a cumplicidade da Organização dos Estados Americanos (OEA).


Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos – sem dúvidas inteligente, bem instruído e bom comunicador- fez não pouca gente pensar que era um êmulo de Abraham Lincoln e Martin Luther King.

Há cinco séculos uma Bula Papal, aplicando conceitos da época, atribuiu cerca de 40 milhões de quilômetros quadrados de terra, águas interiores e costas a dois pequenos e belicosos reinos da Península Ibérica.

Ingleses, franceses, holandeses e outros importantes Estados feudais foram excluídos da divisão. Intermináveis guerras não tardaram a desencadear-se, milhões de africanos foram convertidos em escravos ao longo de quatro séculos e as culturas autóctones, algumas delas mais avançadas do que as da própria Europa, foram desfeitas.

Há 64 anos foi criada a repudiável OEA. Não é possível relevar o grotesco papel dessa instituição. Um elevado número de pessoas, que talvez somem centenas de milhares, foram sequestradas, torturadas e desaparecidas como consequência de suas resoluções para justificar o golpe contra as reformas de Jacob Arbenz na Guatemala, organizado pela Agência Central de Inteligência yanque. A América Central e o Caribe, incluída a pequena ilha de Granada, foram vítimas da fúria intervencionista dos Estados Unidos através da OEA.

Mais grave ainda foi seu nefasto papel no âmbito da América do Sul.

O neoliberalismo, como doutrina oficial do imperialismo, cobrou inusitada força na década de 1970 quando o governo de Richard Nixon decidiu frustrar o triunfo eleitoral de Salvador Allende no Chile. Iniciava-se uma etapa verdadeiramente sinistra na história da América Latina. Dois altos chefes das Forças Armadas chilenas, leais à Constituição, foram assassinados, e Augusto Pinochet foi imposto na chefia do Estado, depois de uma repressão sem precedentes na qual numerosas pessoas selecionadas foram torturadas, assassinadas e desaparecidas.

A Constituição do Uruguai, um país que se tinha mantido durante muitos anos no marco da institucionalidade, foi varrida.

Os golpes militares e a repressão se estenderam a quase todos os países vizinhos. A linha de transporte aéreo cubana foi objeto de brutais sabotagens. Um avião foi destruído em pleno voo com todos os seus passageiros. Reagan liberou o autor mais importante do monstruoso crime de uma prisão na Venezuela, e o enviou a El Salvador para organizar o tráfico de drogas por dinheiro para a guerra suja contra a Nicarágua, que custou dezenas de milhares de mortos e mutilados.

Bush pai e Bush filho, protegeram e isentaram de de culpa os implicados nestes crimes. Seria interminável a lista de malfeitorias e atos terroristas cometidos contra as atividades econômicas de Cuba ao longo de meio século.

Hoje, sexta-feira, 13, escutei valentes palavras pronunciadas por vários dos oradores que intervieram na reunião de chanceleres da chamada Cúpula de Cartagena. O tema dos direitos soberanos da Argentina sobre as Malvinas - cuja economia é brutalmente golpeada ao ser privada dos valiosos recursos energéticos e marítimos dessas ilhas - foi abordado com firmeza. O chanceler venezuelano Nicolás Maduro, ao finalizar a reunião de hoje, declarou com profunda ironia que “do Consenso de Washington se passou ao Consenso sem Washington”.

Agora temos a Cúpula das guayaberas. O rio Yayabo e seu nome indígena, totalmente reivindicado, passarão à história.

Fidel Castro Ruz
13n de abril de 2012
21h40






Fonte: Cubadebate
Tradução: José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho

Imagem: Google

Dilma cobra de Obama relações de igualdade com os EUA



A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (14) ao governante americano, Barack Obama, que as alianças entre a América Latina e os Estados Unidos devem ser em pé de igualdade e defendeu os processos de integração regionais.


"Alianças de igualdade", afirmou Dilma ao lembrar que, "no passado, as relações assimétricas entre norte e sul foram responsáveis por muitos acordos negativos".

Dilma se expressou assim durante uma conversa pública com Obama e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, durante o encerramento do Fórum Empresarial prévio à inauguração neste sábado da 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena de Indias.

"Ninguém produz conhecimento, ciência, educação de qualidade se um for superior ao outro (...) todos sabemos que não existe diálogo entre pessoas e países desiguais, só existe cooperação se nos colocarmos como países que dependemos uns dos outros para fazer este mundo mais próspero", ressaltou a presidente.

Em um dos atos mais esperado deste fórum, que reúne mais de 700 empresários na busca de fórmulas para reduzir o problema da desigualdade social no continente, Dilma reconheceu, no entanto, o importante papel dos Estados Unidos.

"Temos que reconhecer a importância da economia dos Estados Unidos, que possui importantes características neste mundo multipolar que está surgindo: uma imensa flexibilidade, uma enorme liderança em ciência, tecnologia e inovação, e suas raízes democráticas", disse Dilma ao ressaltar "o importante papel que a economia americana segue desempenhando na América Latina".

A presidente do Brasil, cuja economia já é a sexta do mundo, respondeu perguntas sobre crescimento econômico e se orgulhou ao falar "da virtuosa expansão do mercado interno brasileiro", além de ressaltar o importante papel do país em integrar a região em seu conjunto.

"Temos que trabalhar na integração de nossos países e nossas economias", indicou Dilma ao mencionar os países latino-americanos e expressar seu otimismo "em direção às relações no hemisfério".

Entre os aplausos do público, a presidente citou especialmente as conquistas obtidas no seio de organismos regionais, como a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), a União Sul-Americana de Nações (Unasul), o Mercosul e o G20.

Segundo Dilma, estes fóruns permitem "articular processos de apoio e financiamento para os setores produtivos" dos países da América Latina e o Caribe.




Fonte:
Vermelho

A Ordem Criminosa do Mundo


Documentário exibido pela TVE espanhola, A Ordem Criminal do Mundo, aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o cenário atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler. Pode-se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.

A Ordem Criminal do Mundo: o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo.

O poder concentrado cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.




Fonte: DocVerdade, Vermelho

Governo da Síria espera que mercenários também sigam a paz

Contrariando mais uma vez a campanha difamatória contra a Síria liderada pelos Estados Unidos e Israel, o governo do presidente Bashar Assad colocou em vigor na quinta-feira (12) o acordo de cessar fogo proposto pelo enviado especial da ONU, Kofi Annan.

Por Mariana Viel, da redação do Vermelho

Ao mesmo tempo em que o governo sírio mostra disposição em encontrar uma saída pacífica para os conflitos — interrompendo suas atividades militares e retirando as tropas do Exército das ruas —, mercenários armados continuam fazendo uso da violência para instalar o pânico no país. Através da fronteira do país com a Turquia, os rebeldes sírios recebem diariamente armas americanas e israelenses.

Em entrevista ao Portal Vermelho, o cônsul-geral da Síria em São Paulo, Ghassan Obeid, afirmou que o governo espera que a oposição — que não é unificada — também obedeça ao acordo de paz.

"Infelizmente eles não aceitaram o cessar-fogo. A oposição é financiada por alguns grupos de outros países que incentivam que eles continuem a luta armada. Esses grupos dizem 'Vocês estão bem armados e podem estar em melhores condições se não baixarem suas armas e não chegarem a um ponto de diálogo'.", explica o representante sírio no Brasil.

Segundo Obeid o problema na Síria não é a democracia e nem os direitos humanos, mas sim a corrupção de grupos armados e financiados pela Turquia, Arábia Saudita, Qatar e EUA. “A situação na Síria não pode ser associada a outras situações no mundo árabe. O que acontece lá não é a primavera árabe, como alguns dizem”.

"Se a Síria parar de usar a força do Exército, os grupos armados devem também parar de usar a violência contra o governo e o povo. Aqueles que apoiam os grupos armados devem fechar a torneira de dinheiro e de armas para deixar a paz torna-se realidade", enfatiza.

Ele denuncia que a estratégia desses grupos é causar pânico e colocar a população em confronto. Parte da tática dos mercenários é incitar o conflito entre diferentes grupos no país. O cônsul cita como exemplo o assassinato de mulçumanos para colocá-los em atrito direto com cristãos e vice-versa. "Eles matam mulheres e crianças e filmam essas barbaridades para colocar na televisão e jogar a culpa no governo. Quando não chegam a realizar o crime, o falsificam com photoshop e divulgam as imagens afirmando que aquilo aconteceu em Homs ou Damasco".

A situação é ainda agravada pelo bloqueio comercial imposto pela Europa, essencialmente França e Inglaterra. "Cortaram todas as formas de financiamento e de transferência bancária para não deixar o país importar e exportar produtos e mercadorias, deixando o povo em uma miséria sem precedente".

Eleições

Obeid reforça que outra demonstração do governo de Bashar Assad em traçar um caminho de paz para o país é a convocação das eleições parlamentares para o dia 7 de maio.

As eleições sírias se dão no marco da nova Constituição referendada recentemente e elegerão 250 deputados — dos quais mais da metade devem ser trabalhadores.

"Eles rejeitam o diálogo e não querem participar das eleições. Será a primeira eleição baseada sobre a nova lei de multipartidarismo e sobre a nova lei de eleições livres na Síria. São leis muito avançadas — cópias de leis modernas utilizadas em países europeus e da América Latina".

A antiga Constituição síria dizia que o partido que governava o país tinha supremacia sobre todos os demais. Segundo a nova Constituição todos os partidos políticos são iguais e não existe supremacia.

“Antigamente a Síria tinha nove partidos políticos — o partido Baath, no poder, e oito integrantes da Frente Nacional. Atualmente temos 15 partidos políticos”. O cônsul explica que outros cinco aguardam aprovação de seus estatutos para serem legalizados. “No total teremos 20 partidos políticos que vão disputar as eleições de maio”.

Campanha midiática


Em defesa dos interesses imperialistas na Síria, uma grande parcela da mídia colabora com a campanha de desestabilização do governo. A maioria das falsas notícias é difundida pelas redes Al Jazeera e Al Arabya — do Qatar e da Arábia Saudita. “Para ser franco não fico feliz, mas não quero prejulgar toda a mídia. Nosso problema na Síria de verdade é a difamação e as falsas informações divulgadas”.

Ele cita que os EUA pagaram mais de US$ 6 milhões para criar um canal de televisão, baseado em Londres, e que divulga informações falsas sobre a realidade na Síria. "Quando um jornalista perguntou para a secretária de Estado Hillary Clinton por que eles fizeram isso, ela respondeu que era uma ajuda para o povo sírio. Mas não é uma ajuda para o povo sírio financiar um canal de televisão para divulgar falsas informações e fazer o povo se matar".

No Brasil, Obeid conta que em diversas situações chamou a atenção de veículos de comunicação de alcance nacional como a Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo sobre o conteúdo de suas publicações. “Na terça-feira (10) dei o visto para um jornalista do Estado de S. Paulo que queria ir para a Síria fazer entrevistas. Chamei também o canal Bandeirantes para enviar uma equipe para percorrer o país com toda liberdade fazer entrevistas e encontros, e mostrar ao povo amigo e fraterno brasileiro o que acontece realmente na Síria.

“Aceitamos o acordo e a chegada de 300 observadores internacionais. A Síria abriu a porta para 30 canais de televisão internacionais e mais de 180 jornalistas”.

Brasil

Ainda durante a entrevista, o cônsul reafirmou os laços fraternos entre o governo brasileiro, a Síria e todo o povo árabe. Ele ressalta que o país precisa ocupar uma cadeira permanente no Conselho e Segurança da ONU.

"Quando o Brasil intervém em algum assunto ajuda a encontrar consenso. O Brasil disse que apoia as reformas planejadas pelo presidente Bashar Assad e defende os direitos humanos sem aceitar qualquer violência e massacre. Ele sabe diferenciar que há grupos armados fora da lei que atuam na Síria".

Segundo ele, o governo brasileiro ajuda a manter a lei internacional e a preservar a soberania no país para não deixar que a Otan — liderada pelos EUA e outras potências imperialistas — façam com a Síria o mesmo que aconteceu na Líbia. Obeid cita ainda como aliados Rússia, China, Índia, África do Sul e Líbano.

"Querem trocar o governo para que a Síria seja governada por um grupo dominado pelos Estados Unidos e pela Europa. Se os Estados Unidos e a Europa tivessem muita preocupação com os direitos humanos do povo sírio chorariam pelo povo que está há mais de 60 anos sobre o domínio de Israel nas Colinas Golan. Por que não deixam liberar o território palestino que vive sob a matança de Israel? Se estão assim preocupados com os direitos humanos devem primeiro começar aplicando as resoluções das Nações Unidas".





Fonte: Vermelho

Todos querem falar com Dilma, menos Obama


Sob o título "Todos querem falar com a presidente Rousseff, menos Obama", o jornal britânico "The Guardian" publicou um artigo que defende mais atenção para o Brasil por parte da principal potência do mundo, dias depois da visita de Dilma a Washington e a Boston.

No texto de sua versão online, o diário, um dos mais importantes da Europa, diz que os norte-americanos parecem "presos em outra era" para não admitirem que o vizinho ao sul é um exemplo.

No texto assinado pelo jornalista Jason Farago, baseado em Nova York, Dilma é chamada de "a segunda pessoa mais poderosa no Ocidente".

Enquanto ela chegava aos EUA no início da semana, Obama, o mais poderoso, "passava a maior parte do seu dia embrulhando ovos de Páscoa" na Casa Branca.
Presidente acompanha o hino dos EUA ao lado do
'Coelho da Páscoa' (Foto: Carolyn Caster/AP)

Os dois presidentes tiveram uma breve reunião e uma entrevista coletiva conjunta "durante a qual eles nem se olharam no olho", diz o texto.

"Não apenas o presidente dos EUA desdenhou das arapucas de uma visita de Estado; ele mal deu a Dilma duas horas", diz o artigo.

A visita de Obama ao Brasil no ano passado tampouco foi de Estado –para isso é necessário visitar as sedes dos três poderes e o cumprimento de uma série de protocolos.

Diplomatas norte-americanos afirmaram que isso aconteceu com Dilma porque é ano eleitoral e o presidente é candidato à reeleição.

"Ela chegou acompanhada de meia dúzia de formadores de opinião, de professores a chefes de thinktanks [instituições que difundem conhecimentos e estratégias sobre assuntos importante], todos exaltando seu comando econômico e implorando a Washington que a levasse a sério.

As diretoras de Harvard e do MIT (ambas mulheres) a convidaram para ir a Boston. Até a Câmara do Comércio se esforçou –certamente a primeira vez que o grupo de grandes e malvadas empresas se empolgou tanto ao conhecer uma ex-guerrilheira", diz o texto. "Só Obama deu de ombros".

Sem respeito

Nos bastidores, diplomatas brasileiros admitem há semanas que os EUA não se dedicaram à visita de Dilma como deveriam.

Em sua visita ao Brasil, a presidente o convidou ao Palácio do Planalto, participou de um almoço com ele no Itamaraty, recebeu Obama e sua família no Palácio da Alvorada, antes de ele seguir para o Rio de Janeiro. "Pelo menos um jantar teria sido mais adequado", diz um deles em Brasília.

De acordo com o texto do "Guardian", "o Brasil é o país dos Bric que não é respeitado, mesmo em 2012".
Ao visitarem aos EUA, os líderes da Índia e da China são recebidos com grandes honrarias. A Rússia, por seus laços com a antiga União Soviética, sempre esteve sob o radar dos norte-americanos.

"O Brasil é o país que impõe a menor ameaça geopolítica significativa e oferece mais vantagens, como os CEOs [diretores-executivos] salivantes já sabem", afirma a publicação.

"É assim que Washington funciona. Nas aulas de história, a primeira lição que os estudantes aprendem sobre a política externa norte-americana é a Doutrina Monroe – o princípio de 200 anos de que a América Latina é o nosso quintal. Fazemos isso e gostamos de dizer a todos que fiquem fora. A ideia de que um país latino-americano na verdade serve como modelo vai além da compreensão", conclui o texto.

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Comentário do Blog DefesaBr:


Sobre este item, um leitor do Miami Herald fez há alguns dias algumas observações que traduzi e coloco aqui.

O Nicholas 1980 é um holandês ligado nas mudanças de nosso mundo. Ele diz tudo sobre o Brasil e EUA, para nós todos refletirmos bastante, brasileiro e americanos.

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"Primeiro de tudo, eu sou holandês, ateu político (paradigma, pois esquerda vs direita é para pessoas que gostam de ver palhaços brincando de joguinhos) e vivo em Miami, Flórida.

Segundo. O Brasil tem sua própria política externa. Bom para eles e é seu direito. Leia-se que eles fazem o que está em seu melhor interesse, no longo prazo.

Não é uma opinião, mas um fato, pode-se ouvir isso nos comentários tendenciosos e antiquados dos Estados Unidos e ver que, em seu comportamento para com o Brasil, eles não podem suportar uma outra grande nação no continente americano, que a sua influência esteja crescendo no continente americano e no exterior. A política do "quem não escuta, não será bem tratado" é insensata e vai prejudicar seus negócios e sua reputação.

Terceiro e último. A economia do Brasil já é a sexta do mundo, está crescendo mais rápido para se tornar a quarta e tem capacidade de subir ainda mais alto nessa lista. Seu futuro está em suas próprias mãos e eles têm o direito de falar (fazer negócios ou ajudar a resolver um problema), com quem quiserem. Não importa se eles concordem ou discordem em alguns pontos, mas falar e fazer negócios com não importa quem é direito do Brasil.

Os EUA não têm que respeitar o que eu digitei, mas é e seria insensatez deles. Ao não fazer isso, eles mesmos estão atirando em ambos os pés, será mal para os seus negócios. Não admira que estejam perdendo posição no sul do hemisfério ocidental. Os velhos tempos acabaram, eles precisam crescer e ficar mais espertos de que o mundo está mudando … um mundo multipolar. Não há mais uma única potência. Gostem ou não, esses são os fatos."
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Os políticos americanos parecem sobre o Brasil aquele tipo de adolescente de filme, com um enredo em que uma garota “poderosa” tinha uma colega de classe feiosa e tímida, a qual dominava e humilhava frente aos demais no primeiro ano da faculdade, por muito prazer e por um certo temor secreto do futuro.

Alguns anos depois, perto da formatura, a tal colega deixou de ser feiosa e alguns falavam pelos cantos que ela ficara mais bonita até que a sua antiga dominadora. Ela tinha desabrochado física e mentalmente.

A timidez ainda a marcava, embora com bem menos intensidade. Contudo, essa ex-feiosa já sabia o que queria da vida e perderia logo a timidez. Seu caminho era seguro, fazia bons e novos amigos e rumava firmemente para o sucesso.

E ela tinha pena, muita pena da insegurança que passou a despertar na outrora poderosa e agora apenas uma “desencaminhada” na vida, já em uma evidente decadência reconhecida pelos demais.

Essa pena da outra ela preferia manter em segredo, até porque respeitava as duras lições que a fizeram mudar e crescer na vida.

Novos tempos estão chegando. Adeus passado. Viva o futuro, o do Brasil!






Fonte: DefesaBr
Imagem: Google (colocadas por este blog)

Obama é esperado com três temas incômodos em Cartagena: drogas, Cuba e Malvinas


O presidente Barack Obama, que chega nesta sexta-feira a Cartagena para se reunir com os líderes latino-americanos e do Caribe em uma cúpula convocada para debater a integração para a prosperidade, é esperado por seus pares com três temas incômodos, fora de agenda: drogas, Cuba e Malvinas.

As três questões dominaram na quinta-feira os debates dos chanceleres da região, que querem buscar alternativas à guerra contra as drogas impulsionada pelos Estados Unidos, que nas últimas décadas provocou milhares de mortes na América Latina, incluir Cuba nas cúpulas das Américas e apoiar a reivindicação argentina sobre as Malvinas.

O impulsionador do debate sobre as drogas, o presidente da Guatemala Otto Pérez, que chegou na noite de quinta-feira a Cartagena, disse antes de deixar seu país que deseja que a cúpula forme ao menos um grupo de especialistas para estudar o ocorrido em países que despenalizaram o consumo.

Pérez, que para abrir este debate conta com o apoio dos presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Costa Rica, Laura Chinchilla, poderá abordar finalmente sua proposta sobre as drogas no próximo sábado com seus vizinhos da América Central, uma região convertida na mais violenta do mundo, segundo a ONU, pelos cartéis do narcotráfico.

Os presidentes de Honduras, Porfirio Lobo, da Nicarágua, Daniel Ortega, e de El Salvador, Mauricio Funes, boicotaram no último momento no dia 24 de março uma cúpula centro-americana convocada por Pérez para debater o tema.

Os Estados Unidos, que se opõem terminantemente a considerar qualquer outra estratégia contra as drogas que não seja a guerra que impulsionou na Colômbia e no México e que atualmente propõe na América Central, foram acusados pelo presidente Pérez de ter incentivado o boicote ao encontro na Guatemala.

Santos e o presidente do México, Felipe Calderón, que lançou em seu país a guerra contra os cartéis, que deixou mais de 50 mil mortos em cinco anos, participarão da reunião dos centroamericanos, que será preparada nesta sexta-feira pelos chanceleres.

Vários países latino-americanos, liderados por Brasil, Argentina e Venezuela, incentivam a posição de que esta deve ser a última cúpula das Américas na qual Cuba não participa. Por este motivo, o presidente do Equador, Rafael Correa, boicotou o encontro em Cartagena e deve ser o único presidente ausente, se o venezuelano Hugo Chávez chegar, como está anunciado.

Estados Unidos e Canadá não aceitaram convidar Cuba a esta cúpula até que o país seja uma democracia e se integre à OEA.

Os países latino-americanos apoiam a Argentina em sua pretensão de incluir a disputa com a Grã-Bretanha sobre as ilhas Malvinas na declaração final da cúpula, o que também conta com a oposição de Estados Unidos e Canadá.

Referindo-se a estes dois países, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, advertiu que "ou escutam e retificam a tempo ou estas cúpulas acabam, não há mais cúpulas deste tipo".

"Dos 34 países, 32 estão de acordo em uma posição de respeito a Cuba (...) e de acompanhar a (Argentina) pelas Malvinas", disse Maduro, o que foi confirmado por seu homólogo argentino Héctor Timerman.

Durante uma reunião na noite de quinta-feira com seus pares para negociar a declaração final da cúpula, a chanceler colombiana, María Angeles Holguín, os convidou "a construir consensos".

"Podemos tomar o caminho da convergência de interesses e de ações conjuntas que beneficiem nossas populações ou podemos tomar o caminho do distanciamento e dos profundos silêncios que mantivemos durante décadas no Hemisfério", disse Holguín.

No entanto, classificou como positivo para a reunião que sejam tratados temas como "o problema mundial das drogas, a participação de Cuba em processos de Cúpulas e das ilhas Malvinas". "Tudo isso é positivo, assim teremos posições diversas entre nós", enfatizou.

A secretária de Estado Hillary Clinton é esperada ao meio-dia desta sexta-feira e encerrará, junto com Santos e com o presidente da Bolívia, Evo Morales, um Fórum Social que reuniu na quinta-feira representantes do movimento sindical, comunidades indígenas e organizações da sociedade civil.

Vários presidentes latino-americanos e o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, participarão durante toda a sexta-feira de um Fórum Empresarial, que contará com a presença de três centenas de importantes empresários do continente.

A cúpula propriamente dita acontecerá no sábado e no domingo.





Fonte: DefesaNet

Hillary Clinton diz que discutirá Irã e Síria em visita ao Brasil


A situação na Síria e no Irã estarão na agenda da visita que a secretária de
Estado americana, Hillary Clinton, fará ao Brasil na próxima semana.

Durante um evento nesta quinta-feira na Casa Branca, Hillary Clinton disse sua viagem a Brasília tratará de "temas globais".

"Quando eu for ao Brasil na semana que vem, minhas conversas serão sobre os grandes desafios da atualidade, da Síria e o Irã ao crescimento e desenvolvimento", afirmou.

A abertura de Hillary Clinton para falar do assunto contrasta com o silêncio sobre essas questões mantido durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington nesta semana.

Brasil e EUA se opõem nos dois temas, sendo que em ambos Brasília rejeita medidas de sanções defendidas por Washington.

Em relação à Síria, o governo brasileiro chegou a votar na ONU a favor de uma declaração pedindo a renúncia do presidente Bashar Al-Assad, no fim de fevereiro. No entanto, o Brasil não adota sanções, como fazem EUA e União Europeia.

Já a posição brasileira em relação ao Irã – acusado pelos EUA e a UE de usar seu programa nuclear para fins militares – é a de que as sanções aplicadas sobre o petróleo iraniano são "extremamente perigosas", como disse a presidente Dilma Rousseff no mês passado.

Existe, entre os diplomatas brasileiros, um ressentimento com o tratamento recebido da maior potência mundial quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu chanceler, Celso Amorim, negociaram junto com a Turquia um acordo com o Irã para troca de combustível nuclear, em 2010.

Hillary Clinton supostamente soube do acordo em primeira mão. Mas nas horas seguintes ao anúncio, a secretária de Estado desestimou a ação brasileira e turca e pressionou por uma nova rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU.

Defendendo em ambos os casos o que Dilma Rousseff chamou em Washington de "diplomacia determinada", ou seja, disposta a encontrar soluções negociadas, os diplomatas brasileiros dão a entender que as tratativas levadas adiante pelas potências mundiais não têm o objetivo real de chegar a um acordo.

Ator global

Do ponto de vista brasileiro, o envolvimento em questões relativas ao Oriente Médio diz respeito ao reconhecimento do papel global do país.

Embora reconheça e inclusive coopere com o Brasil em várias questões globais – por exemplo, em biocombustíveis e agricultura na África – o governo americano nunca expressou apoio firme a um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

Nesta semana, Dilma fez uma visita considerada de baixo perfil a Washington e a Boston. Em conversa com jornalistas, a presidente disse que o Irã não foi assunto do encontro entre ela e Barack Obama.

Não comentado oficialmente, analistas notaram que o Brasil não recebeu o status de visita de Estado conferido pelos EUA à China e à Índia.

Entretanto, os dois países insistem que possuem um diálogo global, expressado pela agenda de Hillary Clinton no Brasil.

Na próxima segunda-feira, em Brasília, ela encabeçará a delegação americana no Diálogo de Parceria Global Brasil-Estados Unidos, um fórum bilateral que discute temas que vão desde desenvolvimento e educação, a política global e a situação econômica.

Na terça-feira, a secretária americana participará do primeiro encontro anual de alto nível da Parceria Governo Aberto, uma iniciativa para promover a transparência e a prestação de contas entre 54 governos, um quarto deles latino-americanos.

Hillary Clinton também deve se reunir com representantes do setor privado.

Antes da viagem ao Brasil, ela e o presidente americano, Barack Obama, estarão entre as autoridades que farão parte da 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena, no fim de semana.





Fonte: DefesaNet
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