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sexta-feira, 27 de abril de 2012

John Pilger: Agora todos vocês são suspeitos





Todos vocês são terroristas potenciais. Não importa que vivam na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos, na Austrália ou no Oriente Médio. A cidadania é efetivamente abolida. Ligue o seu computador e o Centro Nacional de Operações do Departamento de Segurança Interna dos EUA pode monitorar se está a teclar não simplesmente "Al-Qaeda", mas "exercício", "treino", "onda", "iniciativa" e "organização": todas palavras proscritas.

Por John Pilger


O anúncio do governo britânico de que pretende espionar todo email e chamada telefônica é notícia velha. O satélite aspirador conhecido como Echelon tem estado a fazer isso desde há anos. O que mudou é que o estado de guerra permanente foi lançado pelos Estados Unidos e um estado policial está a consumir a democracia ocidental.

O que você está fazendo sobre isto?

Na Grã-Bretanha, por instruções da CIA, tribunais secretos estão a tratar de "suspeitos de terrorismo". O Habeas Corpus está morrendo. O Tribunal Europeu de Direitos Humanos estabeleceu que cinco homens, incluindo três cidadãos britânicos, podem ser extraditados para os EUA muito embora apenas um tenha sido acusado de um crime.

Todos estiveram presos durante anos sob o Tratado de Extradição EUA/Reino Unido de 2003, o qual foi assinado um mês após a criminosa invasão do Iraque. O Tribunal Europeu condenou o tratado por provavelmente levar a "punição cruel e inabitual". A um dos homens, Babar Ahmad, foram concedidas 63 mil libras [71,5 mil euros] de compensação devido a 73 ferimentos que ele recebeu sob a custódia da Metropolitan Police. O abuso sexual, a assinatura do fascismo, estava em lugar alto na lista. Um outro homem é um esquizofrênico que sofreu um colapso mental completo e está no hospital de segurança de Boadmoor; um outro apresenta risco de suicídio. Eles vão para a Terra da Liberdade – juntamente com o jovem Richard O'Dwyer, que enfrenta 10 anos de grades e um fato laranja porque alegadamente infringiu na internet o copyright dos EUA.

Como a lei é politizada e americanizada, estas farsas não são atípicas. Confirmando a condenação de um estudante universitário londrino, Mohammed Gul, por disseminar "terrorismo" na internet, juízes do Tribunal de Apelo em Londres estabeleceram que "atos... contra as forças armadas de um Estado qualquer do mundo que procurem influenciar um governo e sejam efetuadas para objetivos políticos" agora eram crimes. Também podiam processar Thomas Paine , Aung San Suu Kyi , Nelson Mandela .

O que você está fazendo sobre isto?

O prognóstico agora é claro: o tumor a que Norman Mailer chamou de "pré-fascista" virou metástase. O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, defende o "direito" de o seu governo assassinar cidadãos americanos. A Israel, o protegido, permite-se apontar suas ogivas nucleares ao Irã que não as tem. Neste mundo espelhado, a mentira é panorâmica. O massacre de 17 civis afegãos em 11 de Março, incluindo pelo menos nove crianças e quatro mulheres, é atribuído a um "perigoso" soldado americano. A "autenticidade" disto é atestada pelo próprio presidente Obama, o qual "viu um vídeo" e considera-o como "prova conclusiva". Uma investigação parlamentar afegã produz testemunhas oculares que dão prova pormenorizada de como até 20 soldados, ajudados por um helicóptero, devastou suas aldeias, matando e violando: um padrão, ainda que marginalmente mais assassino nos "raides noturnos" das forças especiais dos EUA.

Tome a tecnologia videogame de matar – a contribuição da América para a modernidade – e o comportamento é tradicional. Mergulhada em desenhos animados com pretensão justiceira, fracamente ou brutalmente treinados, frequentemente racistas, obesos e dirigidos por uma classe de oficiais corrupta, as forças americanas transferem o homicídio de casa para lugares remotos cujas lutas empobrecidas não podem compreender. Uma nação fundamentada no genocídio da população nativa nunca abandona o hábito completamente. O Vietnã era um "país índio" e os seus "olhos oblíquos" e "sub-humanos" deviam ser "exterminados".

O extermínio de centenas de pessoas, principalmente mulheres e crianças, na aldeia vietnamita de My Lai em 1968 foi também um incidente "vil" e, desonestamente, tratado como uma "tragédia americana" (título de capa da Newsweek ). Só um dos 26 homens processados foi condenado e ele foi relaxado pelo presidente Richard Nixon. My Lai é na província Quang Ngai onde, como repórter, soube que cerca de 50 mil pessoas foram mortas pelas tropas americanas, principalmente no que eles chamavam de "zonas de fogo livre". Isto foi o modelo da guerra moderna, assassínio em escala industrial.

Tal como o Iraque e a Líbia, o Afeganistão é um parque de diversões para os beneficiários da nova guerra permanente da América: a Otan, as companhias de armamentos e alta tecnologia, a mídia e uma indústria de "segurança" cuja contaminação lucrativa é uma infecção na vida diária. A conquista ou "pacificação" de território não é importante. O que importa é a pacificação de você próprio, o cultivo da sua indiferença.

O que você está fazendo sobre isto?

A descida ao totalitarismo tem pontos de referência. Qualquer dia destes, o Tribunal Supremo em Londres decidirá se o editor da WikiLeaks , Julian Assange , deve ser extraditado para a Suécia. Se este recurso final fracassar, o facilitador da revelação da verdade numa escala geral, o qual não é acusado de qualquer crime, enfrentará prisão solitária e interrogatório sobre ridículas alegações sexuais. Graças a um acordo secreto entre os EUA e a Suécia, ele pode ser "entregue" a qualquer momento ao gulag americano . No seu próprio país, a Austrália, a primeira-ministra Julia Gillard conspirou com aqueles em Washington a que chama seus "amigos de verdade" para assegurar que os seus inocentes companheiros cidadãos estejam prontos para os seus fatos laranja caso voltem para casa. Em fevereiro, o seu governo redigiu uma "Emenda WikiLeaks" para o tratado de extradição entre a Austrália e os EUA que torna mais fácil para os seus "amigos" porem as mãos sobre ele. Ela deu-lhes mesmo o poder de aprovar investigações da Liberdade de Informação – de modo a poder mentir ao mundo externo, como é habitual.

O que você está fazendo sobre isto?




Fonte: Vermelho

Japão e EUA confirmam translado de marines de Okinawa


Japão e Estados Unidos confirmaram hoje que nove mil soldados desse último serão transferidos a Guam, Havaí e Austrália de Okinawa, onde a presença do Pentágono é amplamente recusada.
 


A decisão faz parte de um acordo sobre a reorganização dos mais de 40 mil soldados estadunidenses neste país.

Uma declaração conjunta divulgada aqui indica que ambas as partes mantêm o compromisso com respeito ao translado da base de Futenma de uma área urbana para uma região costeira, ambas em Okinawa.

Boa parte da população do território, onde se concentra a presença militar estadunidense, se opõe a esse plano e exige a retirada da referida instalação de solo japonês.

                                       

Sua posição está associada aos delitos de diversa índole cometidos por infantes de marinha, sobretudo sexuais, e a contaminação ambiental, entre outros fatores.

O projeto, estipulado em um acordo de 2006, estancou-se ante os protestos dos residentes locais, incluídas autoridades, que fazem questão de sua demanda. O tema causou fricções nos vínculos entre Tóquio e Washington.

Com este movimento de forças, o Pentágono incrementará sua presença na Austrália, como parte da estratégia para a região da Ásia-Pacífico, onde busca uma maior influência em frente à China. Guam e Havaí são territórios estadunidenses.

 
O anúncio deste passo precede a visita que o premiê Yoshihiko Noda realizará ao outro país a partir da próxima segunda-feira. Estima-se que o tema estará em suas conversas com o presidente Barack Obama.








Fonte: Prensa Latina

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Otan e seus jogos de guerra no Ártico



Sob um pretexto, tropas da Otan permaneceram durante vários dias em território do norte da Noruega e Suécia, para efetuar seus jogos de guerra, denominados Exercise Cold Response 2012 (Exercício Resposta Fria). Nessas manobras, levadas a cabo em meados de março, intervieram mais de 16 mil militares, navios de guerra e a aviação dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França e dos Países Baixos, entre outras nações, até chegar a 14 integrantes da Aliança Atlântica.

 

Por Pablo Osoria Ramírez*

Segundo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o objetivo dos ensaios militares era o treinamento das ações em condições de conflito e de possíveis atos terroristas.

Terroristas no ártico?


Analistas duvidam sobre as verdadeiras motivações, já que no Ártico não existe nenhuma das duas preconcepções justificadas pela entidade militares.


Para o especialista russo em temas de segurança Igor Korotchenko, esta atividade militar deve ser considerada, exclusivamente, através do prisma do reforço da presença militar da Otan no Ártico.

Por sua vez, sustenta que está condicionada à futura repartição das riquezas naturais da região.


O especialista afirmou que a Organização busca "exibir seus músculos", junto ao afã de consolidar seus esforços geopolíticos e diplomáticos com o apoio no poderio bélico.


Por sua vez, Vladimir Evseiev, especialista de relações internacionais da Academia de Ciências da Rússia, adverte que "as operações se levam a cabo no território da Noruega e da Suécia, ou seja, a dois passos das fronteiras daquele estado euroasiático", agregou.


Esses exercícios, comenta o observador, poderiam fazer-se em território do Canadá, mas, pelo lugar eleito, para muitos poderiam ser considerados como uma provocação, refletiu.


Postura da Rússia


Em tal sentido, Korotchenko afirma que Moscou segue atenciosamente as sequências da atividade militar da aliança atlântica no Círculo Polar.


Recordou que, na atualidade, estão sendo criadas duas novas brigadas árticas na Rússia, as quais estarão dispostas a atuar com mobilidade na região, principalmente onde o requeiram os interesses do país, acrescentou.


A proposta do estado euroasiático radica em resolver por meios pacíficos os possíveis litígios territoriais, mediante um diálogo apoiado na diplomacia e não na força bélica.


O Kremlin opõe-se à militarização do Ártico e propõe converter a área em uma das plataformas chaves da cooperação econômica e científica dos países pré-árticos: Rússia, Canadá, Estados Unidos, Noruega e Dinamarca.


No entanto, as autoridades russas não renunciam à renovação planificada de seu potencial defensivo em diversas regiões, incluídos os mares nórdicos.


O tesouro do Ártico


De acordo com meios de imprensa europeus, no Ártico não há terroristas, mas enormes reservas de gás, petróleo, ouro e diamantes.


Também possui um grande potencial para desenvolver rotas marítimas e aéreas.

Os cientistas prognosticam que o aquecimento global e o conseguinte derretimento dos gelos colocariam a descoberto o tesouro do Oceano Glacial do Norte.

Segundo uma análise do canal radiofônico
A voz da Rússia, essa perspectiva suscita já disputas entre os Estados que aspiram à plataforma continental do Ártico, inclusive entre nações membros da Otan.

O mais recente jogo de guerra da Aliança esteve encabeçado pelo porta-aviões britânico HMS Illustrious, base de oito helicópteros de combate e de uma tripulação de quase mil pessoas, incluídos os soldados das Forças Navais.


As manobras decorreram no meio de fortes ventos que baixavam a temperatura a menos 40 graus centígrados, condições que, segundo a própria Otan, chegaram a situar as operações em ponto morto em algumas oportunidades.


 


*Pablo Osoria Ramírez é Chefe da Redação Europa da Prensa Latina



Fonte: IraNews
Imagem: Google

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cineasta que criticou Washington é perseguida em aeroporto

 A americana Laura Poitras, autora do documentário The Oath, lançado em 2010 e candidato ao Oscar, é  perseguida em aeroportos por criticar Washington. Desde o 11 de setembro, leis de exceção dão carta branca para agentes bisbilhotarem bagagens e confiscarem bens.

 Após os atentados terroristas de setembro de 2001, o governo dos Estados Unidos criou uma serie de leis que autorizam a intromissão do Estado na vida privada dos cidadãos. Desde então, é cada vez maior o número de norte-americanos que viajam ao exterior e que ao retornar são detidos nos aeroportos, onde têm suas bagagens revistadas, e o conteúdo de computadores e celulares – e-mails, textos, vídeos e fotografias - é checado e copiado.

E não há a quem reclamar. As leis de exceção autorizam os funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) a fazer vistorias, mesmo sem autorização judicial, e o cidadão não tem qualquer possibilidade de pedir explicações. Ou seja, é como se desde o 11 de setembro a quarta emenda – que garante os direitos à intimidade e privacidade - tivesse desaparecido da Constituição norte-americana.

O documentário de Laura fala sobre os acusados pelos ataques de 11 de setembro e foi aclamado no Sundance Festival, além de ter sido indicado ao Oscar. Depois dele, Laura está entre dezenas de artistas perseguidos pela paranoia, soberba e preconceito americanos.

O documentário "The Oath" conta a história sobre 2 irmãos: Abu Jandal é um motorista de táxi em Sanaa, no Iémen, e seu irmão, Salim Hamdan, é um prisioneiro de Guantánamo e o primeiro homem a enfrentar o duvidoso tribunal militar que julgou centenas de pessoas pelo ataque as Torres Gêmeas. 

 

 

 

Fonte: Opera Mundi, Vermelho

Imagem: Google

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Turquia veta presença de Israel em cúpula da Otan




A Turquia vetou a participação de Israel em uma cúpula da Otan no mês que vem, em represália ao fato de o país não ter pedido desculpas por um incidente armado em 2010 que resultou na morte de ativistas turcos que tentavam chegar de barco à Faixa de Gaza, disse uma autoridade turca nesta segunda-feira. As relações entre as duas potências regionais tiveram uma notável piora desde a ação militar israelense contra o navio Mavi Marmara, que tentava furar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.

Em setembro do ano passado, a Turquia expulsou o embaixador israelense em Ancara e congelou a cooperação militar com Israel, que continuou sem pedir desculpas apesar das críticas que constavam em um relatório da ONU sobre o incidente.


"Não demos nosso consentimento a essa questão", disse uma autoridade turca à Reuters, ao ser questionada sobre o veto da Turquia à presença de Israel na reunião dos dias 20 e 21 de maio em Chicago. Essa fonte disse que a Turquia ainda espera um pedido de desculpas e o pagamento de indenização de Israel para as vítimas da ocupação do Mavi Marmara.






"A Otan é uma aliança, e, embora Israel não seja membro, seu comparecimento significa (...) um diálogo positivo com a Otan e com todos os seus membros, e sem resolver essa questão consideramos não ser apropriado que Israel esteja por perto", afirmou o funcionário, pedindo anonimato.

A imprensa turca noticiou que alguns países da Otan queriam a participação de Israel na cúpula como parte de um programa de parcerias da aliança com Estados que não são integrantes oficiais.
Israel participa do Diálogo do Mediterrâneo, um programa da Otan para estabelecer contatos com sete países da região.

O funcionário turco rejeitou o uso do termo "bloqueio", alegando que a participação israelense na cúpula nem será colocada em discussão, uma vez que os países do bloco sabem da resistência da Turquia.

O jornal turco Hurriyet disse que os EUA, a França e o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, criticaram veladamente a posição turca durante uma reunião ministerial na semana passada em Bruxelas.


"
Vocês estão falando em sermos parceiros e em valores de parceria. Mas parceiros, antes de mais nada, devem agir como parceiros, para podermos tratá-los de forma compatível", respondeu o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, segundo relato do jornal.










Fonte: DefesaNet
Imagem: Google

domingo, 22 de abril de 2012

A perversa política dos Estados Unidos contra o Irã




Por Anna Malm/direto de Estocolmo*

Grupos de ataque dos Estados Unidos podem estar carregando mais do que 430 mísses tipo Tomahawk nas proximidades do Irã, mísseis esses dos quais vimos muitos quando da guerra contra o Iraque.

Os Estados Unidos tem muitas explicações para os movimentos de sua armada, constituida de porta-aviões, submarinos, jets, drones e tudo o mais nas proximidades do Irã, ou seja nas águas do Golfo Pérsico. No entanto, nehuma me pareceu digna de uma consideração mais profunda porque a milhas de distância elas me cheiravam mais a fraude, mentiras e maquinações diabólicas do que qualquer outra coisa.

Antes de ter lido a respeito dos abomináveis mísseis Tomahawks nas águas do Golfo Pérsico, tinha lido um artigo de Stephen Gowans que me impressionou pela sua franqueza e perspicácia. [1]

A política econômica do Irã apresenta algumas restrições em relação à investimentos estrangeiros em áreas de interesse estratégico para o país, confiando, quanto a essas áreas, mais na capacidade do estado de manter um contrôle regulativo sobre indústrias chaves do país, do que nas indústrias das transnacionais, ou outras
industrias particulares, trabalhando no regime de maximização dos lucros para a própria companhia.

Stephen Gowans ressalta que isso é um pecado capital para as elites industriais financeiras dos Estados Unidos que dependem do livre acesso as fontes de oportunidade para maximização de seus lucros e proveitos econômicos, e isso numa escala realmente global. Considerando-se que a indústria petrolífera é de central
importância no Irã temos então o que Stephen Gowans argumenta a seguir:

- Uma vez que banqueiros, investidores, diretores, presidentes e advogados das grandes corporações ocupam postos chaves no governo americano, e uma vez que eles financiam assim como contribuem para a formulação da política que favorecerá essas mesmas elites, pode-se concluir tranquilamente que o ponto principal do programa será o de assegurar os lucros dos acima mencionados, assim como com os com eles colaborando.

Aqui a lista fica comprida por que ela inclue toda a ramificação da magnífica teia de aranha que compõe o sistema estrutural americano, donde não devemos esquecer de mencionar, neste contexto, o complexo industrial-militar servido por ou entrelaçado com a Casa Branca e o Pentágono. Infelizmente é pura verdade. Iraque e Líbia dão a consequêcia concreta do quadro aqui apresentado.

Stephen Gowans também aponta para o fato que esta simbióse, ou seja esta dependência mútua entre o complexo financeiro-industrial assim como com a sua ramificação militar, inclue outras consequências negativas.

Ressalta então entre elas a exigência de condições para trabalho de pagamento pobre, de trabalho infantil, de não subsídios para bens de consumo básico, de uma deslocação da distribuição dos bens favorecendo as elites, assim como a exigência de uma privatização dos serviços de saúde e de muitas outras coisas que sempre deverão garantir que o trabalhador se mantenha na pior. À República do Irã estão impondo sanções para que seu povo fique tão pobre, assim como venha a ter uma vida tão curta e incerta como é o caso para os trabalhadores no ocidente.

Os interesses financeiros envolvidos não tem intenção de deixar que a República Islâmica do Irã continue a constituir uma alternativa social-econômica viável as maquinações degeneradas de Washington no Oriente Médio. Eles não tem intenção de deixar que um sistema econômico baseado no sentido de justiça islâmico venha a por fim a seus lucros descabidos e indevido estrangulamento de toda a região.

Como se tentar dobrar uma população de 70.000.000 de habitantes via sanções cruéis não bastasse estão agora rodeando com um arsenal que melhor se descreveria como apocalíptico.

Nesse Arsenal de porta aviões, submarinos nucleares, jatos de ataque e toda essa infernália aida temos os 340 Tomahawks.

Para uma avaliação mais detalhada do ameaçador grupo bélico localizado no Golfo Pérsico veja em [2].



Referências e Notas

*Anna Malm é correspondente de Irã News na Europa

[1] Stephen Gowans, “What´s Left: The United State´s Barbarous Policy on Iran” em http://gowans.wordpress.com e em www.globalresearch.ca em 2012-04-15

[2] News- em www.strategic-culture.org - Strategic Culture Foundation. 2012-04-21




Fonte: IraNews

Imagem: Google

EUA concentram armas e munições em Israel



Segundo os dados do Congresso dos EUA, o exército norte-americano aumentou vertiginosamente o volume dos armamentos, munições e material bélico armazenados no território de Israel.

Um acordo sobre a criação duma reserva estratégica de armamentos, para uma situação de emergência, foi celebrado nos anos 80. E ultimamente o volume das reservas estratégicas estadunidenses aumentou 50%.

O material armazenado no território de Israel poderá ser utilizado pelo exército estadunidense em caso de guerra. Segundo o acordo, Israel também terá o direito de utilizar essas armas.





Fonte: Voz da Rússia

Pentágono colocou 430 mísseis na costa do Irã



"Diplomacia Tomahawk" Pentágono colocou 430 mísseis na costa do Irã

Um grupo de navios norte-americanos, que estão desdobrados perto da costa do Irã, tem atualmente 430 mísseis de cruzeiro Tomahawk de 1.600 km de alcance.

O Serviço de Informações da Marinha dos EUA anunciou que presentemente está deslocado no Golfo Pérsico um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões Enterprise, que pode ter pelo menos 130 mísseis de cruzeiro a bordo.

Mais um grupo de ataque, chefiado pelo porta-aviões Abraham Lincoln, fica no norte do Mar Arábico e tem o mesmo número de Tomahawk disponível.

Na mesma região está navegando o submarino nuclear Georgia com 154 mísseis de cruzeiro e um outro submarino nuclear com 12 Tomahawk a bordo.







Fonte:
Voz da Rússia, Naval
Imagem: Google


OEA, uma Cúpula morta




Da VI Cúpula das Américas da estafada Organização de Estados Americanos (OEA), realizada no fim-de-semana na Colômbia, o mínimo que se poderá dizer é que foi um fiasco. Efectivamente, talvez nunca como nestes dias em Cartagena das Índias tivesse sido tão evidente o anacronismo de uma organização desenhada como fiel instrumento da hegemonia imperialista dos EUA no continente.

Por Luís Carapinha*

Pautado por ausências, o conclave terminou sem uma declaração final, testemunhando o fosso hoje existente entre a posição convergente da esmagadora maioria dos países latino-americanos e caribenhos e os EUA e Canadá em relação a questões transcendentes como o bloqueio e exclusão de Cuba ou a soberania argentina sobre as ilhas Malvinas.

Um despacho da agência Reuters, insuspeita de qualquer simpatia com a causa da emancipação dos povos, sintetizava o revés de Obama em Cartagena: "A oposição sem precedentes latino-americana às sanções dos EUA contra Cuba comunista deixou o presidente Barack Obama isolado (c) ilustrando o decréscimo da influência de Washington na região" (15.04.12).


Obviamente não se esperaria que as grandes questões políticas e econômicas que fustigam o quotidiano da esmagadora maioria dos latino-americanos e continuam a comprometer o futuro da região – riquíssima em recursos mas detentora dos maiores índices de desigualdade social do planeta – pudessem ser trazidas com seriedade a um espaço com as características da OEA e a cimeiras desta natureza. De fato estiveram ausentes. Mas, sinal da dinâmica que molda o actual contexto latino-americano, o próprio presidente anfitrião juntou-se ao coro dos que expressaram não ser aceitável a realização de uma futura cimeira sem a participação de Cuba.


Ao mesmo tempo, Manuel Santos não perdeu o ensejo para anunciar a entrada em vigor, a 15 de Maio, do Tratado de Livre Comércio entre a Colômbia e os EUA. Santos prosseguiu no Palácio Narino a criminosa política do Governo Uribe de repressão e terrorismo de Estado que impede o caminho de uma solução política negociada para o conflito social armado colombiano. O poder do regime da oligarquia colombiana em Bogotá permanece na zona a base mais segura da manobra intervencionista dos EUA, contudo, Santos é criticado com virulência por Uribe pela melhoria das relações com a Venezuela e o Equador.


A realização desta Cúpula na Colômbia não pode deixar de remeter amargamente para a gritante imoralidade e hipocrisia que marcam o contexto de agravada crise capitalista no mundo. Só assim é possível entender a santa benevolência e o silêncio sepulcral dominantes perante o aviltante quadro de violações dos direitos humanos observado na Colômbia. Isto quando cínicas preocupações humanitárias e democráticas são a tempo inteiro invocadas pelo imperialismo para desencadear novas agressões e guerras genocidas.


O mais importante acólito de Washington na região é um campeão dos assassinatos políticos, das fossas comuns, dos refugiados internos, dos camponeses desapossados de terra, da pobreza de muitos milhões. Tudo dentro das marcas de uma "democracia homologável", termo usado pelo El País.com (15.04.12), o mesmo jornal que agora alimenta uma onda de histerismo revanchista contra a decisão soberana de Buenos Aires de nacionalizar o pacote maioritário da Repsol na petrolífera argentina, YPF.

Cartagena foi sobretudo a confirmação de que a OEA é hoje um esqueleto descarnado. O futuro dos povos latino-americanos passa cada vez mais pelo trilhar dos caminhos da emancipação e do desenvolvimento, partindo do quadro inalienável de exercício da soberania nacional. Apesar de todos os perigos e dificuldades, os processos progressistas e revolucionários que desafiam o domínio do imperialismo e (neo)colonialismo são um elemento incontornável da construção da nova correlação de forças, reflectindo-se na formação dos novos mecanismos de cooperação e integração, como são a ALBA, a UNASUR e a CELAC.



*Luís Carapinha é colunista.


Fonte: Vermelho

Privatização: você, como um contínuo fluxo de recursos


As privatizações estão se acumulando. Primeiro foi o gás. Depois as empresas de telefonia, de petróleo, de eletricidade, as moradias públicas, distribuição de água, as ferrovias e os aeroportos.

Por James Meek, na London Review of Books


Existem medidas para obliterar o conceito de moradia social; os hospitais do NHS [o SUS britânico] serão construídos e gerenciados privadamente; agora o David Cameron quer que empresas privadas e governos estrangeiros ‘invistam’ nas rodovias do Reino Unido. O que isso significa? O caráter episódico da privataria — um setor à venda, pausa, outro setor à venda — esconde a metaprivatização que já atravessou a barreira dos 50%. Os bens essencialmente públicos que Margareth Thatcher, Tony Blair e agora Cameron vendem não são as estações, os trens ou hospitais. É o público, em si. Somos nós.

O bem que torna a água, as estradas e os aeroportos valiosos para um investidor, estrangeiro ou não, é o povo que não tem escolha. Não temos escolha mas pagar o preço que nos é cobrado nos pedágios. Somos um fluxo de receitas; somos locatários de nossa própria terra, definidos pela coleção de taxas privadas que pagamos para existir nela. Se não é óbvio que somos vendidos aos investidores, é parcialmente pela forma como a ideia de privatização nos é vendida, hipnoticamente familiar. Primeiro vem a desqualificação do serviço existente, como se uma verdade universal estivesse se manifestando: as escolas/hospitais/rodovias estão caindo aos pedaços/desabando/são de segunda classe. Então, vem a rejeição da responsabilidade governamental: não temos dinheiro, os burocratas são incompetentes. Finalmente, a solução: investimento privado.


E o investimento vem e as coisas ficam melhores. Com certeza se o setor privado não pagasse para trocar os encanamentos, reformar as rodovias velhas e as usinas de energia, seríamos obrigados a pagar mais impostos? A verdade é que já pagamos impostos mais altos. Só que eles não são chamados de impostos. Nosso sistema de distribuição de água está sendo reformado por causa de um grande aumento no preço dos impostos. Mas não é o que se diz. É chamado de “conta d’água”. Como Chris Giles explicou recentemente no Financial Times, as contas de água subiram duas vezes mais que a inflação desde a privatização. Pagamos um imposto ferroviário: é chamado de aumento de tarifa. Pagamos um imposto de energia, na forma de tarifas mais altas e assim por diante.


Ao embrulhar os cidadãos britânicos e vendê-los, setor por setor, a investidores, o governo torna possível manter os impostos tradicionais baixos ou até os corta. Ao sair de um sistema em que os serviços públicos são mantidos por impostos para um sistema em que são mantidos pelas contas pagas pelos usuários, deixamos um sistema no qual os ricos são obrigados a ajudar os pobres para um sistema no qual os de baixo bancam os serviços, como uma rede de estradas, que os ricos recebem pelo que, para eles, é uma pechincha.


Haverá uma revolta? Houve uma nos anos 90 na ilha de Skye. Ostensivamente, o setor privado ia construir algo que os ilhéus não conseguiriam de outra forma: uma ponte para substituir a balsa. Mas os ilhéus entenderam o que estava acontecendo. Eles estavam sendo vendidos como fluxo humano de recursos. Em vez da ponte ser construída por uma pequena porção do orçamento do governo, foi construída por uma empresa privada com a garantia de que ela poderia cobrar altos pedágios. Menos impostos para todos os britânicos, um grande imposto privado para os ilhéus. Uma grande campanha de desobediência civil terminou em 2004, quando os ilhéus, remando contra a maré, conseguiram que a ponte fosse nacionalizada. A ilha de Skye é pequena. A Grã Bretanha é uma grande ilha. O plano é o mesmo. Vamos ver o que vai acontecer.








Fonte:
Viomundo , Vermelho
Imagem: Google

sábado, 21 de abril de 2012

Russos protestam contra base da Otan em cidade de natal de Lênin



Milhares de comunistas russos protestaram neste sábado (21) contra a presença da Otan em Ulianovsk, cidade natal de Lênin, que abrigará um centro de passagem de mercadorias para a retirada das tropas aliadas do Afeganistão.

"Consideramos o lugar da instalação da Otan no centro do país uma traição aos interesses nacionais", afirmou o líder comunista russo Gennady Ziuganov, durante um comício em Ulianovsk, que fica a cerca de 900 quilômetros a leste de Moscou.

Ziuganov falou para milhares de pessoas reunidas no centro da cidade, onde Vladimir Ilich Ulianov (depois Vladimir Ilitch Lenin) nasceu em 22 de abril de 1870 e que hoje possui diversos museus dedicados ao fundador do Estado soviético.

Os comunistas denunciam que o ponto de passagem da Otan é o primeiro passo para a construção de bases militares aliadas em território russo, e acreditam que as instalações poderiam servir para obter informação secreta e traficar drogas afegãs.

Também se juntaram ao protesto representantes de grupos esquerdistas de Moscou e de outras cidades da Rússia, como o radical Frente de Esquerda, e representantes da reserva do exército soviético.


Após o comício, milhares de pessoas que levaram cartazes com dizeres como "Não às botas da Otan em solo russo" ou "Otan, go home" (Otan, volte para casa) participaram de uma pacífica manifestação pela cidade.

"A Otan viola a soberania de nosso país. A Rússia sempre foi um Estado poderoso e respeitado. A nenhum dirigente russo tinha passado pela cabeça até agora, em mil anos de história, abrigar uma base militar inimiga", disse hoje Yevgueni Litiakov, um dos dirigentes comunistas na região de Ulianovsk.

"Ulianovsk é a pátria de Lênin. Não aceitaremos o plano. Se o permitirmos, nos convenceríamos de que seria o primeiro passo para a construção de bases militares na Rússia. As potências ocidentais nunca saem voluntariamente de lugar algum", acrescentou. Litiakov ressaltou que "há muita gente disposta a deitar em ruas e estradas para evitar a chegada de mercadorias" à cidade, que é a ponte de comunicação aérea e terrestre que une a parte europeia da Rússia com a Sibéria e a Ásia Central.

Recentemente, o presidente Vladimir Putin defendeu a abertura do centro de passagem da Otan. "É preciso ajudá-los a solucionar o problema da estabilização no Afeganistão ou nós é que teremos que fazê-lo. Nossos interesses nacionais consistem em manter a estabilidade do Afeganistão (...), por isso garantiremos o trânsito", afirmou. No entanto, Putin negou que o centro aliado encubra na realidade uma base militar. "Posso garantir aos senhores que lá não haverá nenhuma base. Isso é, como dizem os militares, um 'ponto de apoio' para o tráfego aéreo de cargas militares", afirmou.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse nesta semana que o aeroporto de Vostochni, um dos maiores do mundo e construído para receber até ônibus espaciais, começará a funcionar em breve, e negou planos sobre instalações militares da Otan em solo russo.










Fonte: Vermelho

EUA querem regime dócil a seus ditames na Síria




Por Vanessa Silva da Redação do Vermelho

Neste sábado (21), Socorro Gomes, presidente Conselho Mundial da Paz (CMP) e André Tokarski, presidente nacional da União da Juventude Democrática (UJS), iniciam na Síria uma missão de paz. O objetivo é prestar solidariedade à população, demonstrar o repúdio à interferência estrangeira no país e enfatizar o direito do povo sírio determinar o futuro de sua pátria. A iniciativa parte da Federação Mundial da Juventude Democrática e do Conselho Mundial da Paz (CMP).

A missão será realizada até 26 de abril e inclui representantes de movimentos ativistas da paz afiliados ao CMP em Chipre, Turquia, Índia, Nepal, Líbano, Palestina, Jordânia, Bélgica, África do Sul, Itália e Venezuela, além do Brasil.

Em conversa por telefone com o Vermelho, a presidente do CMP, Socorro Gomes, que se encontra em Damasco desde a quinta-feira (19), ressaltou que o objetivo da missão é "levar a solidariedade de entidades do movimento popular, democrático, progressista e pela paz à nação síria e seu povo num momento em que sofrem grave ameaça de agressão por parte das forças imperialistas, que alimentam propósitos intervencionistas em nome de interesses hegemônicos na região do Oriente Médio".

O presidente da UJS, André Tokarski, também conversou com o Vermelho, por e-mail. Ele esclareceu que o convite para a entidade participar das atividades na Síria foi feito pela União Geral dos Estudantes Árabes e pela União Nacional dos Estudantes da Síria. A expectativa com a visita, segundo esclareceu, é “levar à juventude e aos estudantes da Síria uma mensagem de solidariedade da juventude brasileira”.

Ele ressaltou a importância estratégica do país: “a Síria é extremamente importante, Damasco é uma das principais capitais do Oriente Médio, do ponto de vista político, econômico e cultural. Milhares de descendentes de Sírios vivem no nosso país. Espero poder transmitir o nosso desejo de que a soberania do povo sírio seja respeitada para que não haja mais uma grave agressão militar imperialista”.

Declarações ofensivas

Nesta quinta-feira (19), chanceleres do grupo autodenominado "Amigos da Síria", reunidos em Paris (França), elevaram o tom contra o governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad. Socorro Gomes criticou a reunião: para mim “os chanceleres reunidos em Paris minam os esforços de paz feitos no âmbito das Nações Unidas e põem lenha na fogueira ao brindar apoio aos chamados rebeldes e oposicionistas e excluir o governo sírio que tentam derrubar”.

A ativista pela paz criticou as declarações da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, para quem o presidente Bashar Assad, está diante de "sua última oportunidade" para encontrar uma solução pacífica para a crise instalada no país.

Para Socorro, o sentido das declarações da Sra. Clinton é claro. "Os Estados Unidos têm como única estratégia para a Síria a derrubada do governo de Assad. Isto faz parte dos seus planos de moldar regimes e governos reacionários com roupagem progressista na região, dóceis aos ditames de Washington".

Ela criticou também o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, que ameaçou o governo Assad com sanções da comunidade internacional, caso não cumpra o "cessar fogo".











Fonte: Vermelho

Paraíso ou Esquecimento


O que seria de uma sociedade em que não houvesse escassez, onde comida, vestuário, diversão, tecnologia fossem disponíveis para todos os habitantes, onde o dinheiro, o lucro e a economia não valessem nada. Pessoas continuariam a desempenhar trabalhos monótonos, desgastantes ou semi-escravos? Ou se dedicariam a algo que as motivassem, que as desenvolvessem na arte, ciência ou tecnologia? O que seria do planeta se tudo fosse feito da melhor forma para todos?
Se você acha que um mundo assim pode ser viável, esse documentário pode te inspirar um pouco.
Utopia pode algum dia se tornar realidade?







Fonte: DOCVERDADE

Base militar financiada pelos EUA causa preocupação no Chile

A instalação no Chile de uma base de treinamento militar, financiada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos tem gerado forte preocupação em organizações defensoras dos direitos humanos.


A polêmica base foi inaugurado em 5 de abril último no Forte Aguayo na localidade de Concón, na região de Valparaíso, a 130 quilômetros a noroeste da capital, Santiago, no contexto do exercício anual dos "capacetes azuis" da ONU.


O início do funcionamento da base foi considerado como uma nova expressão do intervencionismo de Washington na região.


Esta é a política intervencionista do governo estadunidense, que vem fazer a política da Escola das Américas, que é a metodologia que tem mantido na América Latina ao instalar bases militares, denunciou Alícia Lira, presidente da Associação de Familiares de Executados Políticos.

"Sabemos que onde os Estados Unidos intervêm com esta prática militarista, invasora, causa preocupação", enfatizou. Nesse sentido, Lira rememorou o golpe militar no Chile em 1973, o qual foi gestado e financiado pelos Estados Unidos.

Igualmente, o deputado do Partido Comunista Hugo Gutiérrez, integrante da comissão de Direitos Humanos da Câmara baixa, expressou sua preocupação pelo treinamento com técnicas militares das forças policiais chilenas, o que poderia conduzir a um aumento da repressão aos protestos sociais.

Depois da inauguração da base militar, construída com o aporte de mais de 500 milhões de dólares pagos pelo Comando Sul estadunidense, a Comissão Ética contra a Tortura no Chile chamou as Forças Armadas a preservarem como missão o resguardo da soberania nacional.

Constitui uma traição à Pátria sua subordinação aos ditames do Exército norte-americano, cujas ações devastadoras fizeram a humanidade sofrer ao longo da história e particularmente o Chile, depois do golpe de Estado, assinalou um comunicado dessa instituição.





Fonte: Prensa Latina, Cebrapaz

Imagem: Google


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Todos nós somos Argentinos



Por Mauro Santayana

O Brasil e a Argentina, sendo os dois maiores países da América do Sul, têm sido alvos preferenciais do domínio euro-americano em nosso continente. A Argentina, sob Cristina Kirchner, depois de anos desastrados de ditadura militar, e do governo caricato e neoliberal de Menen, se confronta com Madri, ao retomar o controle de suas jazidas de petróleo que estava com a Repsol. Quando um governo entrega, de forma aviltante, os bens nacionais ao estrangeiro, como também ocorreu no Brasil, procede como quem oferece seu corpo no mercado da prostituição. Assim, as medidas de Cristina buscam reparar a abjeção de Menem.

Será um equívoco discutir o conflito de Buenos Aires com Madri dentro dos estreitos limites das relações econômicas. A economia de qualquer país é um meio para assegurar sua soberania e dignidade — não um fim em si mesma.

As elites espanholas, depois da morte de Franco, foram seduzidas pela ideia de que poderiam recuperar sua presença na América Latina, perdida na guerra contra os Estados Unidos e durante a ditadura de quase 40 anos. Já durante o governo de Adolfo Suárez, imaginaram que poderiam, pouco a pouco, readquirir a confiança dos latino-americanos, ofendidos pela intervenção descarada dos Estados Unidos no continente. De certa forma, procediam com inteligência estratégica: a nossa América necessitava de aliados, mesmo frágeis, como era a Península Ibérica, na reconstrução de sua soberania, mutilada pelos governos militares alinhados a Washington.

Mas faltou aos governantes e homens de negócios espanhóis a habilidade diplomática, que se dissimula na modéstia, e lhes sobrou arrogância. Essa arrogância cresceu quando a Espanha foi admitida na União Europeia, e passou a receber fartos recursos dos países ricos do Norte, a fim de acertar o passo continental. A sua estratégia foi a de, com parte dos recursos disponíveis, “comprar” empresas e constituir outras em nossos países. Isso os levou a imaginar que poderiam ditar a nossa política externa, como serviçais que foram, e continuam a ser, dos Estados Unidos. A ideia era a de que, em espanhol, os ditados de Washington seriam mais bem ouvidos.

Saquearam tudo o que puderam, durante o período colonial, em ouro e prata

O paroxismo dessa paranoia ocorreu quando José Maria Aznar telefonou ao presidente Duhalde, da Argentina, determinando-lhe que aceitasse as imposições do FMI, sob a ameaça de represálias. E a insolência maior ocorreu, e sob o governo socialista de Zapatero, quando esse heroico matador de paquidermes indefesos, Juan Carlos, mandou que o presidente Chávez (eleito livremente pelo seu povo, sob a fiscalização de observadores internacionais, entre eles o ex-presidente Carter) se calasse, no encontro ibero-americano de Santiago. Um rei matador de elefantes indefesos e sogro de um acusado de peculato — o bem apessoado serviçal da Telefónica de Espanha, Iñaki Urdangarin, pago com lucros obtidos pela empresa na América Latina, principalmente no Brasil.

Os espanhóis parecem não se dar conta de que as suas antigas colônias se tornaram independentes, umas mais cedo — como é o caso da Argentina — e outras mais tarde, embora muitas passassem ao domínio ianque. Imaginaram que podiam fazer o que faziam antes disso no continente — e incluíram o Brasil na geografia de sua presunção.

O Brasil pode e deve ser solidário com a Argentina, no caso da recuperação, para seu povo, das jazidas petrolíferas da YPF. E manter a nossa posição histórica de reconhecimento da soberania de Buenos Aires sobre o arquipélago das Malvinas.

Que querem os espanhóis em sua gritaria por solidariedade contra a Argentina, pelo mundo afora? Eles saquearam tudo o que puderam, durante o período colonial, em ouro e prata. Usaram esses recursos imensos — assim como os portugueses fizeram com o nosso ouro — a fim de construir castelos e armar exércitos que só se revelaram eficazes na repressão contra o seu próprio povo — como ocorreu na guerra civil.

Um só ser humano, em sua dignidade, vale mais do que todos os poços de petróleo do mundo

Durante o seu período de arrogância subsidiada, trataram com desdém os mal chamados ibero-americanos, humilhando e ofendendo brasileiros e hispano-americanos, aviltando-os ao máximo. Um só ser humano, em sua dignidade, vale mais do que todos os poços de petróleo do mundo. Antes que Cristina Kirchner determinasse a recompra das ações da YPF em poder da Repsol, patrimônio muito maior dos argentinos e de todos os latino-americanos, sua dignidade, havia sido aviltada, de forma abjeta e continuada, pelas autoridades espanholas no aeroporto de Barajas e em seu território.

Que se queixem agora aos patrões, como seu chanceler, Garcia-Margallo fez, ao chorar nos ombros da senhora Clinton, e busquem a solidariedade de uma Europa em frangalhos. Ou que rearmem a sua Invencível Armada em Cádiz, e desembarquem no Rio da Prata. Isso, se antes, os milhões de jovens desempregados — a melhor parcela de um povo maravilhoso, como é o da Espanha — não resolvam destituir suas elites políticas, corruptas, incompetentes e opressoras, e seu rei tão ocioso quanto descartável.

E, ao final, vale lembrar a viagem histórica que Eva Perón fez à Europa, no auge de sua popularidade. Em Madri, diante da miséria em que se encontrava o povo, ofereceu a Franco, em nome do povo argentino, alguns navios cheios de trigo. O general respondeu que não era necessário, que os celeiros espanhóis estavam cheios de farinha. E Evita replicou, de pronto:

"¿Entonces, por qué no hacen pan?"





Fonte: Esquerdopata e Gilson Sampaio

Imagem: Esquerdopata



A decisão do governo argentino de nacionalizar 51% das ações da YPF, filial da Repsol, desencadeou uma crise e uma campanha patrioteira diante da "ofensa de que fomos vítimas". O PP saiu à frente insistindo que o "ataque à Repsol é um ataque à Espanha e ao seu governo".

Diante desses factos, temos a declarar o seguinte:

1. O conflito na Argentina com a Repsol não começou agora nem se limita ao governo argentino. A presença da Repsol na Argentina remonta a 1999, quando a YPF foi vendida pelo presidente Menem na orgia privatizadora dos anos 90 que terminou no "corralito". Todos esses anos foram marcados por constantes choques entre esta multinacional e os trabalhadores e setores populares argentinos, vítimas da entrega do setor petroleiro argentino à Repsol.

Milhares de despedimentos e prisões de trabalhadores por se negarem a ser condenados à fome foram a primeira fatura paga pelo povo argentino pela entrada da Repsol. Foi a pressão dos trabalhadores e do povo argentino que obrigou o governo da presidenta argentina Cristina de Kirchner a ir mais longe do que queria.

2. A YPF representa para a Repsol 50% de sua produção total de hidrocarbonetos, cerca de metade de suas reservas e um terço dos seus lucros. Nestes anos, enquanto a Repsol-YPF saqueava os depósitos argentinos e acumulava enormes lucros, a produção foi caindo. A produção petrolífera reduziu-se em 23% entre 2003 e 2011. O mesmo sucedeu com o gás, passando de 46 mil milhões de metros cúbicos em 2003 para 42 em 2011. Esta diminuição da produção obrigou a Argentina a desviar cada vez mais recursos para a importação de combustíveis e energia. "Do autoabastecimento conquistado em meados da década de 80 com a YPF estatal passou-se à importação com o modelo das multinacionais privadas" (Avanzada Socialista, jornal do PSTU da Argentina)

3. A gestão da multinacional Repsol, assim como os seus investimentos, não obedece a outro critério, como acontece com qualquer multinacional, que não seja o de produzir para ganhar, para otimizar os lucros. Entre 1999 e 2011, a Repsol-YPF investiu na Argentina 8 mil milhões de dólares, enquanto obteve de lucros líquidos 16,5 milhões de dólares, dos quais dividiu entre os seus acionistas 13 mil milhões. Estas são as contas do saque ao qual a Repsol submeteu a Argentina ao longo de todos estes anos. Durante este período, foi esvaziando as jazidas sem outra preocupação que não a de obter bons resultados para os seus acionistas.

4. O governo de Mariano Rajoy saiu em defesa da "empresa espanhola" quando, na realidade, os acionistas da Repsol são maioritariamente estrangeiros. Os acionistas espanhóis apenas totalizam 27%, entre os quais La Caixa (13%), o BBVA (4%) e a construtora SACYR (10%, comprados com o crédito de 46 bancos, entre os quais o Santander, a banca francesa, britânica e holandesa). O denominado "free float", o capital flutuante que cotiza em bolsa, representa 62,21% dos acionistas, boa parte de cujos títulos (42% do total) estão em mãos de fundos de investimentos norte-americanos e britânicos (JP Morgan Bank National Association (EUA), Chase Nominees Ltd. (Grã-Bretanha), State Street Bank and Trust (EUA)), aos quais devem ser adicionados 10% da mexicana PEMEX e 3,32% do banco francês BNP-Paribas.

5. Por mais que Rajoy bata no peito, o papel da Repsol na Argentina mostra o papel das multinacionais "espanholas" na América Latina. Assim como os outros imperialismos, o espanhol e as suas multinacionais (Repsol, Telefónica, Santander, BBVA, Inditex, Acciona…) são sinónimo de roubo das riquezas dos povos e exploração da classe trabalhadora. O exemplo da Repsol, apoiando ditaduras como a de Obiang, na Guiné Equatorial, a do Cazaquistão ou o governo do Peru, onde foi denunciada pela organização Survival International, é um exemplo de que não existe um imperialismo "humanitário e civilizado", o europeu, e outro, "militarista e ditatorial", o norte-americano. Quanto se qualifica as multinacionais espanholas como "piratas", a algumas delas, como a Repsol, a rigor dever-se-ia chamá-las "corsárias", porque roubam com um bandeira, mas entregam a maior parte do botim a outros.

6. A campanha patrioteira do governo mostra a "valentia" do covarde, pois, enquanto ameaça declarar uma guerra comercial à Argentina para defender os interesses dos bancos e empresas investidoras, converteu-se no capataz de Merkel e Sarkozy, no executor do espólio do país através do pagamento da ilegítima e imoral dívida pública.

O saque aos trabalhadores e ao povo, a redução dos salários e das reformas, os seis milhões de desempregados, as milhares de famílias despejadas e jogadas na rua como animais e a juventude sem presente nem futuro não merecem deste governo nem o menor gesto de resistência diante da voragem dos bancos alemães, franceses e espanhóis. Mas se a Argentina reclama o que é seu, os seus recursos petrolíferos, então organiza-se uma estridente campanha patrioteira. Estes "patriotas" carregam a bandeira em sua carteira. São patriotas da banca e das multinacionais, as quais defendem e para as quais governam, à custa do roubo dos trabalhadores e dos povos, sejam argentinos ou do Estado espanhol.

7. É vergonhoso ver, na "esquerda", atitudes como a de Rubalcaba, em nome do PSOE, a oferecer o seu apoio à Repsol e ao governo do PP. É vergonhoso ver o dirigente da UGT, Antonio Deusa, secretário-geral da Federação da Indústria, exigir do governo "uma resposta contundente" e advertir que, se não se atua assim, há o perigo de um "efeito contágio" para as restantes empresas espanholas que operam na Argentina. Os dirigentes da UGT, que não têm dúvida sobre a legitimidade do pagamento dos juros da dívida pública aos bancos, são "patriotas" para defender a Repsol.

8. O governo argentino, que diz "expropriar" a Repsol, na realidade o que está a fazer é converter-se em sócio do seu grupo industrial Petersen, proprietário de 25% da YPF, que mantém integralmente as suas participações. O objetivo real do governo argentino não é nacionalizar a YPF de conjunto, para pô-la ao serviço do povo trabalhador, mas sim obter a maioria das ações para explorar os recursos descobertos nas províncias de Neuquen e Mendoza, e não é de descartar a hipótese de que acabe substituindo a Repsol por outros exploradores capitalistas, chineses ou de qualquer outra nacionalidade.

9. Os trabalhadores/as, os jovens, os setores populares que estão a sofrer na carne as consequências dos cortes, do saque da dívida, de um governo que governa para as multinacionais e a banca, tem de repudiar a tentativa de associar a nacionalização da Repsol a um "ataque à Espanha".

O povo argentino tem o direito de recuperar os seus recursos e dispor deles, tem todo o direito de expulsar dali a Repsol e todas as multinacionais que foram e são parte do saque ao povo. Longe de repudiar essa ação legítima, tem de começar a exigir aqui o mesmo caminho, a suspensão do pagamento da dívida e a expropriação da banca e das indústrias-chaves sob o controlo dos trabalhadores/as, para pôr todos esses recursos ao serviço de um plano de resgate dos trabalhadores e do povo, que reorganize a economia e acabe com o desemprego.




Fonte: NavalBrasil

Imagem: Google



Parlamento europeu recomenda ações contra a Argentina




O Parlamento Europeu aprovou nesta sexta-feira (20) em Estrasburgo uma resolução que avalia a possibilidade de uma suspensão parcial da Argentina do Sistema Generalizado de Preferências (SGP), em reação à atuação soberana do país sul-americano.


A proposta do legislativo pan-europeu é uma resposta à decisão de Buenos Aires de nacionalizar 51 por cento das ações que a petroleira espanhola Repsol possuía na empresa YPF.

O documento do Parlamento Europeu recebeu o voto favorável de 458 deputados, com 71 contrários e 16 abstenções.

A resolução determinou que União Europeia (UE) analise a retirada dos benefícios do SGP para as exportações argentinas que entrarem no mercado comunitário.

O texto questionou o passo adotado por Buenos Aires "de proceder com a expropriação da maior parte das ações de uma companhia europeia, já que essa é uma decisão unilateral e arbitrária".

Os ministros de Relações Exteriores da UE discutirão o tema na próxima semana.

A posição argentina busca reativar a produção de energia no país, levando-se em conta que as importações de petróleo no ano passado chegaram a 9,3 bilhões de dólares.

As estimativas situam em 12 bilhões de dólares os gastos com a compra de óleo e derivados em 2012, o que tem um grande impacto nas finanças nacionais.

A atuação soberana da Argentina gerou críticas de entidades multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além das procedentes da União Europeia e dos Estados Unidos.

Diante disso, recebeu o respaldo de várias nações latino-americanas, entre elas Venezuela, Nicarágua e Cuba.

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Os socialistas espanhóis tomaram distância da decisão concreta de pedir a suspensão das SGP, apesar de se somarem aos demais na resolução de condenação à decisão da Argentina que assinaram praticamente todos os grupos.

A resolução "deplora a decisão tomada pelo Governo argentino, sem levar em conta uma solução negociada, de proceder à desapropriação da maior parte das ações de uma companhia europeia, já que representa uma decisão unilateral e arbitrária".

Considera que a nacionalização da YPF representa um "ataque ao exercício da livre empresa e ao princípio de certeza legal, deteriorando assim o clima empresarial para os negócios da UE nesse país".

A resolução do Parlamento Europeu constata que esta decisão "se refere a uma só empresa do setor e apenas a uma parte de seu conjunto de acionistas, o que poderia ser considerado discriminatório", em sua opinião.

Por sua vez, os eurodeputados advertiram no texto que as decisões como a tomada pelas autoridades argentinas podem "rarefazer o clima de cordialidade e entendimento necessários" para fechar as negociações em curso de acordo de associação UE-Mercosul.

"Para que essas negociações tenham êxito, as duas partes têm de conversar em um espírito de abertura e confiança mútua", apontam os eurodeputados.




Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google
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