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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vida longa aos ‘nossos’ bastardos do Golfo


 Pepe Escobar, Asia Times Online


A vida é presente de ouro que você ganha de Deus, se for membro de carteirinha do Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), codinome Conselho de Cooperação do Golfo: Bahrain, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos podem torturar, matar, reprimir e demonizar os próprios cidadãos – em plena confiança de que escaparão, porque o máster jamais os atrapalhará.

 No mesmo momento em que a dinastia sunita al-Khalifa no poder no Bahrain declara publicamente que continuará a prender, espancar, gás-lacrimogenear, invadir casas, confiscar empregos e bens e direitos e a obrigar os cidadãos pró-democracia do Bahrain a viver em estado non-stop de medo, o príncipe coroado do mesmo Bahrain, Salman bin Hamad al-Khalifa, é hóspede festejado, em Washington, do governo de Barack Obama.

 
O príncipe Salman – que a propaganda bahraini vende como “moderado” – apareceu lado a lado, com a secretária de Estado Hillary “Fomos, vimos, ele morreu” Clinton. Os que “morrem” são ditadores do mal, do tipo Muammar Gaddafi. “Nossos” bastardos são festejados em DC, depois de recebidos com tapete vermelho.

 Há alguma repressão relacionada a alguma Primavera Árabe e matança no Bahrain? Claro que não. Segundo Clinton, palavras dela, são só “questões internas”.

 Na prática, significa que Clinton subscreve a narrativa oficial segundo a qual a sectarização de tudo que está acontecendo no Bahrain é culpa dos manifestantes – não dos al-Khalifas, os quais, já faz um ano, estão destruindo mesquitas xiitas e investindo na total demonização dos xiitas (a culpa é do Irã ‘do mal’).

 Os al-Khalifas têm sido muito mais cordatos que o presidente Bashar al-Assad na Síria: mataram só quantidade aceitável de gente. Mas por que o Bahrain é substancialmente “diferente” da Síria? Porque “abriga a V Frota da Marinha dos EUA, ajudando os EUA a projetarem sua força no Golfo e a conter o Irã” – e não é fala de algum neoconservador, mas do diretor da ONG Human Rights Watch, Tom Malinowski.

Um bando de covardes

Eis a conquistadora Clinton da Líbia:

O Bahrain é valioso aliado dos EUA. Somos parceiros em várias questões importantes de interesse mútuo para ambas nossas nações e também de interesse regional e global. Espero ansiosa a chance de conversar com Sua Alteza Real sobre várias dessas questões internas e externas com que o Bahrain está tendo de lidar e alcançar melhor compreensão dos esforços que estão sendo empreendidos pelo governo do Bahrain. Por tudo isso, Sua Alteza Real, bem-vindo aos EUA.


 E aqui um porta-voz do governo do Bahrain, falando das coisas como as coisas são, à agência Reuters, apenas um dia antes do trololó Clinton-Príncipe Coroado:


 Estamos de olho nos perpetradores e gente que usa a imprensa, o rádio e as mídias sociais para encorajar protestos ilegais e violência por todo o país. Se aplicar a lei significa resposta dura, assim será.


Tradução: a chacina prosseguirá, porque os senhores, em Washington, nos dão cobertura.

 

Nem uma palavra do governo Obama sobre a prisão do mais conhecido ativista bahraini defensor de direitos humanos Nabeel Rajab, que a Anistia Internacional declarou “prisioneiro de consciência” ao exigir que fosse imediatamente libertado. Quanto ao ativista Abdulhadi Alkhawaja, permanece há três meses em greve de fome, em protesto contra a sentença que recebeu, de prisão perpétua, condenado pelo regime al-Khalifa.

R2P, “responsabilidade de proteger”? Ora... a adorável doutrina esposada pelas Três Graças – Clinton; a Embaixadora dos EUA à ONU Susan Rice; e Samantha Power, Assessora Especial de Obama – não se aplica a manifestantes civis que protestam, a maioria dos quais são xiitas, no Bahrain. Gritam por direitos humanos básicos – dos quais jamais conheceram muitos –, já há mais de um ano.

 O primeiro-ministro do Bahrain, Khalifa bin Salman al Khalifa – cujos métodos medievais fariam corar de inveja o egípcio Omar “Sheikh al-Tortura” Suleiman, para nem falar do príncipe Nayef da Casa de Saud – está no poder há 40 anos.

 E o rei do Bahrain, rei Hamad, sempre, oh, tão generoso: depois de tudo, pediu um relatório detalhado da repressão. Desnecessário dizer que as medidas recomendadas naquele relatório, embora altamente saneado, jamais foram implementadas.

 O que torna tudo ainda mais trágico, é que nada são além de um bando de covardes. Bastaria uma palavra de Clinton ou Obama, para que os al-Khalifas suspendessem imediatamente a repressão acertada entre eles todos, e que usa a polícia linha mais dura dos sunitas recrutados no Paquistão, Síria e Iêmen: libertem os milhares de prisioneiros, recontratem os milhares de trabalhadores demitidos porque seriam “subversivos”. São covardes. 

 Há rumores na Grã-Bretanha segundo os quais Nasser Bin Hamad, filho do rei do Bahrain, pode ser impedido de assistir aos Jogos Olímpicos de Verão, em Londres, dentro de alguns meses. E por boas razões: ele pessoalmente ameaçou muitos atletas, além de ser acusado de tortura. E o que fez, quando a coisa esquentou? Rapidamente deletou todos os tuítes ameaçadores. Podem contar: em julho, Nasser será visto nas principais festas em Mayfair.




Fonte: IrãNews
Tradução: Vila Vudu

Kodak escondia reator nuclear e urânio enriquecido em sua sede

 Foto: Nuclear Regulatory Commission

Autoridades se disseram "surpresas", já que empresas privadas não deveriam ter acesso a esse tipo de material.



Ainda em meio ao impasse com o programa nuclear do Irã, o governo dos Estados Unidos teve de lidar com uma incômoda "surpresa" nesta semana. Um reator atômico foi descoberto em uma das sedes da empresa de produtos fotográficos Kodak, onde estaria escondido há pelo menos 30 anos. O aparelho, de acordo com a imprensa norte-americana, foi adquirido nos anos 1970 com o objetivo de servir ao estudo de novas técnicas de revelação.

O reator tem o tamanho de um refrigerador popular e ficou guardado em uma área secreta e segurança máxima no subsolo da sede da Kodak até 2007. De acordo com as informações veiculadas, o cientista envolvido declarou que não havia riscos e que na área externa nunca foi registrada radiação em níveis perigosos.

Foi encontrado também, na sede da Kodak, um quilo de urânio enriquecido, material utilizado na construção de bombas atômicas e que tem sido o centro de todas as discussões sobre o programa nuclear iraniano.

O Centro de Não Proliferação de Armas Nucleares disse que a "descoberta" revela algo estranho, pois empresas privadas não deveriam ter acesso a esse tipo de material.




Fonte: NavalBrasil

terça-feira, 15 de maio de 2012

Noam Chomsky: fracasso das guerras contra o narcotráfico é intencional

O intelectual estadunidense, Noam Chomsky, descreveu como "intencionais" os fracassos das guerras contra o narcotráfico aplicadas na América Latina e promovidas pelos Estados Unidos.



Durante sua intervenção no 45º aniversário da revista Nacla (North American Congress on Latin America), em Nova York, o filósofo afirmou: "o problema das drogas na América Latina está aqui nos Estados Unidos. Nós suprimos a demanda, as armas e eles (latinos) sofrem", como descreveu o jornal La Jornada.


"É certo que durante 40 anos a guerra contra as drogas fracassou em seus objetivos declarados. Todos sabem que a prevenção e o tratamento é a forma mais eficiente de abordar o problema das drogas, e que operações no estrangeiro é a maneira mais ineficiente".

 Mencionou o caso colombiano, onde as campanhas de fumigação apenas favorecem os grandes empresários do negócio agrário e acabam com a produção de camponeses que, além disso, são obrigados a abandonar suas terras, vítimas das políticas contra o narcotráfico, financiadas pelos Estados Unidos.
 "Alguém tem que perguntar o que está na mente dos idealizadores diante de tanta evidência de que não funciona o que dizem que estão tentando conseguir. Quais são as intenções prováveis? As consequências previsíveis são bons indicadores de efeito", declarou.

 Apesar destas políticas falidas, Chomsky ressaltou que os "Estados Unidos já não manda na América Latina" e acrescentou: "é preciso reconhecer que algo notável aconteceu na América Latina: os dias em que os Estados Unidos impunham sua vontade no hemisfério já estão no passado".

 Um recente caso desta mudança no panorama da região foi a Cúpula das Américas, celebrada em Cartagena; evento finalizado sem a declaração política após o hemisfério se opor a Washington e Ottawa pelo bloqueio que os Estados Unidos mantêm contra Cuba.

 


Fonte: AVN
Tradução: Redação do Vermelho

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Crise do sionismo; mudança de rota em Israel




O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, da direita israelense mais virulenta, enfrenta desafio sem precedentes na história recente de Israel. Como primeiro-ministro que mais tempo permanece no poder, posto que ocupa há mais de três anos, Netanyahu parecia inamovível.

 

Por Patrick Seale, em Gulf News




Mas figuras das mais destacadas do establishment de segurança em Israel, assim como judeus norte-americanos de grande prestígio moral, já começam a contestar abertamente duas das principais políticas de Netanyahu: a ideia de que o programa nuclear iraniano seria "ameaça existencial" para Israel, com risco de Holocausto iminente; e a obcecada expansão das colônias exclusivas para judeus nos Territórios Palestinos Ocupados, com vistas, como muitos suspeitam, a criar um "Grande Israel".

A oposição a Netanyahu pode ter consequências de longo alcance. Por um lado, parece já ter afastado qualquer possibilidade de ataque preventivo dos israelenses ao Irã, como Netanyahu ameaça, e ameaça que trombeteia já há mais de um ano; por outro lado, fez reviver a possibilidade de uma solução de dois Estados para o conflito Israel-palestinos, que muitos consideravam moribunda, se não morta.


As críticas mais fortes contra Netanyahu têm vindo de alguns dos chefes militares e de inteligência mais condecorados e prestigiados no país. Por exemplo, Yuval Diskin, recentemente aposentado na função de chefe do Shin Bet, o serviço de segurança interna de Israel, disse numa reunião, no final de abril, que “não confia nos atuais líderes políticos de Israel, que podem arrastar o Estado a uma guerra contra o Irã ou a uma guerra regional.” Acusou Netanyahu e o ministro da Defesa Ehud Barak de tomar decisões movidos por "sentimentos messiânicos. (...) Conheço os dois bem de perto e não são Messias. Não são pessoas em cujas mãos gostaria de entregar o volante". Muito diferente de por fim a algum programa nuclear iraniano, Diskin previu que um ataque israelense resultaria em “aceleração dramática do programa nuclear do Irã”.

O comandante geral do Exército de Israel, tenente-general Benny Gantz, é outro alto oficial que abertamente contestou a retórica apocalíptica de Netanyahu. "Entendo que os líderes iranianos são homens muito racionais", disse ele ao jornal Haaretz em abril, acrescentando que o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, ainda "preferirá andar muito", antes de construir armas atômicas. 

O atual chefe do Mossad, Tamir Pardo, também contradisse Netanyahu. Para ele, o Irã não representa qualquer tipo de "ameaça existencial" ao estado judeu. 



E Meir Dagan, celebrado ex-chefe do Mossad, ridicularizou o discurso ‘guerreiro’ de Netanyahu: para ele, a ideia de atacar o Irã foi "a ideia mais estúpida que ouvi em toda a minha vida"; disse também que qualquer ataque preventivo de Israel ao Irã seria "temerário e irresponsável".
Em entrevista a Ben Caspit de Ma’ariv dia 27 de abril, atacou também a coalizão de pequenos partidos que apoia Netanyahu; os pequenos partidos, cada um deles com sua respectiva agenda estreita, tira do primeiro-ministro qualquer real liberdade para agir: para manter a coalizão, Netanyahu tem de render-se às imposições dos partidos.

Dagan criticou sobretudo os Haredim, judeus ultraortodoxos e conservadores, que não prestam serviço militar, são beneficiados por isenção de impostos e promovem a segregação sexual em Israel – como também em New York! Para Dagan, o 'espírito da lei' exige "distribuição igualitária da carga para todos os cidadãos". Os Haredim devem ser obrigados a prestar serviço militar (como também os cidadãos árabes-israelenses, que devem cumprir serviço obrigatório, se não no exército, pelo menos na polícia, na brigada de bombeiros, ou no Magen David Adom, o equivalente israelense da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho). Ephraim Halevy, outro ex-chefe do Mossad, também declarou publicamente que "a radicalização ultraortodoxa é ameaça maior que Ahmadinejad"; e o Irã não traz qualquer perigo existencial a Israel.

A solução dois Estados


Shaul Mofaz, ex-comandante geral do Exército e ex-ministro da Defesa de Israel, e novo líder do Kadima, partido centrista, disse recentemente pela televisão, que qualquer ataque ao Irã seria "desastroso". Netanyahu, disse ele em tom indignado, "quer criar para ele mesmo a imagem de protetor de Israel". 
Acusou o primeiro-ministro de usar o Irã como ferramenta para distrair as atenções dos protestos de setembro último, quando 450 mil israelenses tomaram as ruas de Telaviv exigindo justiça social.

Essas declarações, vindas de anteriores e atuais altos chefes da segurança israelense, mostram o quão abertamente as ideias de Netanyahu estão sendo contestadas e que há muitos israelenses que clamam impacientemente por mudanças.

Quanto à questão palestina, dois artigos chamam a atenção, no International Herald Tribune dia 25 de abril (reproduzidos do New York Times), e também apontam para uma onda de pensamento novo entre judeus de prestígio. Um deles, Ami Ayalon, ex-comandante da Marinha de Israel e ex-chefe do Shin Bet, prega "outra abordagem unilateral radicalmente nova" do problema palestino, que crie "as condições para concessões territoriais, baseadas no princípio dos dois Estados para dois povos, que é essencial para o futuro de Israel como Estado judeu e como Estado democrático".

Para divulgar suas ideias e arregimentar apoiadores, Ayalon criou uma organização chamada "Blue White Future" [Futuro Azul e Branco]. Diz ele que Israel não precisa esperar por acordo definitivo com os palestinos. Em vez disso, Israel deve renunciar aos territórios a leste do muro da Cisjordânia e encerrar para sempre a construção de colônias naquela região, como também na Jerusalém Leste Ocupada, e planejar a realocação em Israel dos 100 mil colonos judeus que vivem do lado hoje israelense do muro. Israel, diz ele, deve "providenciar compensação voluntária e uma lei de integração para os colonos que vivem a leste do muro". Se nenhum acordo for possível com os palestinos, Ayalon prega que Israel crie, em campo, uma realidade de dois Estados.


Na mesma página do International Herald Tribune, Stephen Robert, proeminente filantropo judeu, ex-dono de banco de investimentos e hoje presidente da Source of Hope Foundation [Fundação Fonte de Esperança], prega um "reset" no pensamento dos judeus. Para ele, Israel já não é "um pequeno Estado vulnerável"; tornou-se "a mais poderosa força militar no Oriente Médio"; a única ameaça existencial que pesa contra Israel é o fato de "ter ocupado o território de 4 milhões de palestinos por mais de 40 anos. Virtualmente aprisionados, os palestinos não têm liberdade para movimentar-se nem gozam de direitos civis ou políticos. Vivem como prisioneiros, sem terem praticado qualquer crime. Vivem sem água e sem empregos, considerados cidadãos de lugar nenhum..."

Num apelo apaixonado, acrescenta: "Os israelenses têm de entender que, ao dar liberdade aos palestinos, também se libertarão eles mesmos. Estado que discrimina, persegue e renega os vizinhos de modo tão similar ao modo como os judeus fomos tratados por nossos perseguidores não pode ser aceitável".

Peter Beinart, em seu livro recentemente publicado, The Crisis of Zionism [A crise do sionismo] (Times Books, 2012), dá outro sinal claro de o quanto os judeus começam a entender que Israel optou pelo caminho errado e exigem mudança de rumo. Beinart prega declaradamente o boicote de produtos das colônias israelenses ilegais nos Territórios Palestinos Ocupados – medida já adotada por uma cadeia de supermercados, Co-Operative Group, a quinta maior empresa varejista de alimentos do Reino Unido.

Quando Israel celebra seus 64 anos de existência, começam a soprar ventos de mudança na mente de seus mais respeitados militares e oficiais de segurança e de alguns de seus mais apaixonados apoiadores no ocidente. Espera-se que palestinos e todo o mundo árabe respondam positivamente, o mais rapidamente possível, a essa muito bem-vinda evolução.








Fonte: Vermelho
Imagem: Google


Dilma lança plano para tirar famílias da pobreza extrema




A presidente Dilma Rousseff anunciou na noite deste domingo (13), em seu pronunciamento do Dia das Mães em cadeia nacional de TV e rádio, o lançamento da Ação Brasil Carinhoso. Segundo a mandatária, o programa vai tirar da miséria absoluta todas as famílias brasileiras que tenham crianças com até 6 anos de idade.



"O Brasil Carinhoso faz parte do grande Programa Brasil Sem Miséria, que estamos desenvolvendo com sucesso em todo o território nacional. Será a mais importante ação de combate à pobreza absoluta na primeira infância já lançada no nosso país", disse.

O primeiro eixo do programa, que deve beneficiar cerca de 4 milhões de famílias, vai garantir uma renda mínima de R$ 70 a cada membro das famílias extremamente pobres que tenham pelo menos uma criança nessa faixa etária, sendo um reforço ao Bolsa Família. Os outros dois eixos são o aumento dos acessos dessas crianças à creche e a ampliação da cobertura dos programas de saúde para elas.

Dilma ressaltou que a principal bandeira do seu governo é acabar com a miséria absoluta no país e que, historicamente, a faixa de idade na qual o país tem mais dificuldade em reduzir a pobreza é a de crianças de até seis anos. Além de estar concentrada entre os jovens, a presidente observou que a pobreza absoluta atinge principalmente as regiões Norte e Nordeste, onde vivem 78% dessas crianças.

"Por essas razões, o Brasil Carinhoso, mesmo sendo uma ação nacional, vai olhar com a máxima atenção para as crianças dessas duas regiões mais pobres do país", destacou Dilma, explicando que, assim como outros programas do Brasil Sem Miséria, será uma parceria do governo federal com os governos estaduais e municipais.

Em relação ao terceiro eixo do programa Brasil Carinhoso, Dilma disse que, além de ampliar a cobertura dos atuais programas de saúde, será lançado um amplo programa de controle da anemia e deficiência de vitamina A e disponibilizado gratuitamente, em unidades de farmácia popular, remédios contra a asma.

Antes de anunciar o novo programa, Dilma disse que devia ser a primeira vez que um presidente fazia um pronunciamento no Dia das Mãe e, no caso, uma presidenta, "que é uma mulher, que é filha, mãe e avó". Ela deixou um abraço a todas as mães brasileiras, "em especial às que mais sofrem".





Fonte: Agência Brasil, Vermelho
Imagem: Google

domingo, 13 de maio de 2012

O Secretário Panetta e Um Possível Grande Bolo Binacional Assando



Por Roberto Silva, Blog DefesaBR
 
O secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta , proferiu uma palestra na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro, no dia 25 de abril de 2012.

Destaquei nessa palestra apenas 21 trechos, e gostaria de observar, conjecturar e até perguntar de um em um sobre o que me parece ser um grande bolo binacional assando no forno
neste exato momento:


1) Esta palestra aparentemente buscava ser uma janela para o grande público onde se transmitiria a mensagem americana de dias melhores e relações mais igualitárias entre os EUA e
o Brasil.
 

>> Palestras na ESG jamais chegam ao grande público, a não ser que fosse proferida pelo Obama em pessoa. Mas um preparativo dirigido às elites pensantes pode ser bem válido aqui.
 

2) Ele falou que os dois países se encontram num ponto crítico da história em comum.

>> Estamos em uma época de grandes mudanças: a Europa cairá em crise profunda e deverá arrastar países como os EUA e a China, a grande exportadora que ficará sem mercado. Os EUA estão bastante endividados e são uma potência econômica decadente. Já o Brasil tem sido bem mais fechado a tudo e é uma potência econômica ascendente. Mas todos sofrerão a crise.


3) Está na hora de forçarmos o nascimento de um novo acordo, simultaneamente forte e inovador, baseado nos interesses mútuos dos dois países, enquanto potências ocidentais.
 

>> Já que ele fala pela área de Defesa dos EUA, e em nome do governo Obama, fica óbvio que os dois governos estão costurando uma grande aliança na área, ou ele não perderia tempo falando sobre isso no Brasil, como não perderia tempo falando a respeito no Chipre ou na Nova Guiné. Essa aliança será forte e inovadora, mas ainda falta explicarem aos dois povos como ela será de fato, se é que haverá alguma .

>> Suspeito que a coisa esteja bastante quente . Evidências como a recente e intensa ponte aérea de autoridades do primeiro escalão entre as duas capitais não podem ser negadas. O FX-2 seria mero detalhe, porém, seria ainda uma peça fundamental na receita do grande bolo.


4) O Brasil se encontra prestes a tomar o seu justo lugar na comunidade das nações.


>> Na hora certa, poderá ser anunciado pelo presidente Obama o apoio explícito ao Brasil pelo sonhado assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Esta será a cereja do bolo. Provavelmente, haverá um grande anúncio com Obama e Dilma juntos em rede (bi) nacional. Mas não será um presente sem custos elevados para o Brasil.
 

5) Partimos agora para novos desafios como o extremismo violento, países desestabilizadores como Irã e Coréia do Norte, potencias ascendentes no Pacífico.
 

>> A grande preocupação dos dois países passa a ser a atitude aventureira da China, que já se entende como a grande potência mundial e futura dona do planeta. É inevitável por sua demografia e sua tendência política, que ela tenderá a fazer conquistas territoriais a ponto de dominar a Ásia , como primeiro passo.

>> Em futuro não distante , procurará tomar toda a África, colonizando-a a ferro e fogo, e vindo para este hemisfério quando tiver consolidado esses dois lados . Este será um mundo chinês se nada for feito.


6) Todas estas ameaças são maiores do que as capacidades de qualquer país, atuando individualmente . E se referiu ao grande déficit econômico que seu país vem acumulando nos últimos anos.


>> A crise europeia se juntará ao problema do endividamento americano , causado pelos enormes déficits anuais , e ainda sem qualquer enfrentamento de fato, dado que 2012 é ano de eleições.


>> Os irresponsáveis republicanos e democratas lavaram as mãos por causa própria , acima mesmo da causa de seu país, que irá pagar caro por esse erro mais à frente. Sendo assim, os EUA precisarão de novos aliados e se esforçará por ajudar a fortalecer seus músculos.


7) Ele elencou a estratégia americana para o futuro. Uma nova visão baseada em forças armadas norte americanas mais 'magras', mais flexíveis, mais ágeis e mais rápidas e mobilizáveis globalmente com uma clara vantagem tecnológica sobre seus oponentes.


>> Qual será essa vantagem tecnológica e o que será que o Brasil tem a ver com isso, até mesmo como novo parceiro? A mobilidade é a solução que o Brasil também persegue. Já os EUA precisam eliminar e realocar muitas de suas centenas de bases distribuídas pelo planeta. Quando fizer isso, estará começando a resolver seus problemas e voltando a ser forte.


8) Os EUA estão se redirecionando para a região da Ásia-Pacífico. Panetta prega uma "retomada" dos acordos de segurança entre os EUA e seus parceiros, e a construção de novas alianças ao redor do mundo.


>> O Brasil se insere nessa construção de novas alianças e assim o Atlântico Sul deverá ser sua área exclusiva de segurança para que os EUA possam se concentrar mais na região da Ásia-Pacífico.


9) Apontou como "tecnologias do futuro": o espaço, os UAVs, os sistemas de coleta e a coleta e o processamento de inteligência assim como a mobilização rápida dos meios militares.


>> Podemos ligar o tema mobilização rápida com o tema espaço? Será essa grande vantagem tecnológica referente ao espaço? Algum esforço binacional estará inserido neste contexto?


10) Complementando a declarada incapacidade das FFAA americanas de fazer tudo sozinhas, o secretário disse que mais nações precisariampassar a realizar uma contribuição crescente para manter a segurança global. Novas parcerias como a que queremos ter com o Brasil são umexemplo disso.


>> Ele deve estar falando, no caso do Brasil, sobre a segurança do Atlântico Sul e uma forte evolução em mobilização rápida de grande monta. Tem havido um maior envolvimentoentre Forças Especiais dos dois países. Não duvido que multipliquemos esses efetivos logo.


11) Um novo diálogo, dirigido por ambos os presidentes, transformará a relação entre Brasil e Estados Unidos na área da "Defesa".

>> Se isso não é um pré-anúncio de algo grande vindo a caminho, não entendo mais nada. Um novo diálogo transformando a relação de Defesa? O que será isso na prática? Podemos passar horas conjecturando a respeito.

 
12) O Brasil é hoje um líder global e chegou nesta condição por merecimento. Estamos felizes com o crescimento do Brasil e gostaríamos de ver um maior envolvimento do Brasil nas questões militares internacionais.


>> É o que deve estar sendo costurado, ou assado no forno, pois nada é oferecido de graça, tudo tem um preço. O Brasil não receberá um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU sem ter que se envolver diretamente nessas questões.


>> Pagará um preço que também protegerá sua soberania. Precisará ter meios de combate muito acima do que dispõe hoje. Isso explicaria a transformação da relação de Defesa. Pode haver aí uma aliança na base industrial de Defesa. Embraer e Boeing já estariam à frente do tempo neste processo.


13) A cooperação mais próxima já começou na resposta ao terrível terremoto de janeiro de 2010 no Haiti nossas forças armadas trabalharam lado a lado. Recentemente assinamos dois acordos de cooperação, uma para permitir a troca de informação sensível e outro parta dinamizar o treinamento conjunto. Na resposta aos desastres naturais, Brasil e EUA podem se aproximar mais um do outro para cooperar e para aprender como responder de uma forma conjunta.


>> O termo “respostas conjuntas” parece ser uma das chaves da receita desse grande bolo. Estamos desvendando o enigma?


14) Novos convites foram feitos para envio de brasileiros para cursar as escolas militares nos EUA e para americanos cursarem escolas no Brasil como o CIGS [Centro de Instrução de Guerra na Selva em Manaus].


>> Já existe essa rotina há décadas, mas há agora uma intensificação que pode ser uma aproximação de um novo patamar sem precedentes. Aí retorna o termo "conjunto".


15) Além disso estamos convidando a Marinha do Brasil para participar de exercícios desde a costa do Rio até a da África. A Força Aérea dos Estados Unidos já participou pela primeira vez do último Exercício Cruzex e no ano que vem a FAB aceitou participar novamente do exercício Red Flag [em Nevada].


>> Cruzex e Red Flag são interessantes aprendizados e nos trazem evoluções. Já uma operação da MB na costa da África é um outro departamento que demandará novos e grandes meios navais. A ajuda inicial americana será fundamental nesse processo.


16) Nossa relação atualmente é mais forte que já foi desde 1945.


>> Será isso mais uma pista de toda essa intensificação ou será uma mera palavra política?


17) A partir de agora desenvolveremos uma profunda cooperação científica entre os Estados Unidos e o Brasil, aproximando as instituições de pesquisa militar para a realização de projetos em comum.


>> Por que usar a palavra “profunda” se não for algo realmente inovador e conjunto? Já existemalguns projetos em comum da USAF no Brasil, tanto no emprego do laser como no advento do voo hipersônico. Que tipo de projeto ligará as duas agências espaciais?


18) No plano geográfico, apontou o continente africano como sendo um foco possível para a cooperação dos dois países uma vez que ambos compartilham interesses estratégicos por lá. "A realização de exercícios conjuntos naquela área é um bom caminho adiante".


>> Novamente, a preocupação com a África, de onde ambas as nações trazem raízes que moldam responsabilidades comuns. Haverá a construção de bases no continente para a defesa desses interesseses tratégicos, inclusive uma brasileira? Poderão ser conjuntas também?


>> Nossos interesses comuns lá estão concentrados na defesa da costa oeste, que possui uma extensa província petrolífera de norte a sul, como a do Pré-Sal no Brasil.

19) O Brasil é uma 'Potencia Econômica' e a cooperação em alta tecnologia binacional que precisa fluir em ambas as direções parece estar sendo limitada pelos controles de exportação existentes atualmente. Respondendo a isto, tomamos a decisão de liberar 4.000 licenças de exportação diferentes para o Brasil, um patamar semelhante ao que temos com nossos melhores parceiros globais.


>> Isso não tem sido divulgado, mas o Brasil vem processando uma mudança política no câmbio para poder voltar a ser um exportador e enfrentar essa parceria da melhor forma. A exploração do petróleo do Pré-Sal está em jogo e poderá se dar de forma conjunta, principalmente no difícil processo de sua agregação de valor. De que modo se dará essa cooperação em alta tecnologia binacional?


20) Sobre as chances do caça F-18 Super Hornet no F-X2, ele "garantiu" o pleno apoio tanto do executivo quanto do legislativo americanos a esta exportação para o Brasil. Ligado a esta venda existe o potencial de se transformar a relação entre as indústrias de defesa dos dois países radicalmente.


>> Segue destacado "o FX-2 e a transformação da relação entre as indústrias de defesa dos dois países". Até que ponto?


21) No fundo, Brasil e EUA são dois países que têm muitos interesses e valores em comum e esta oportunidade de trabalharmos juntos agora é finalmente algo tangível.


>> Afinal, o que será que já existe de tangível? O secretário Leon Panetta não viria ao Brasil fazer uma palestra desse nível apenas para reforçar os esforços de venda da Boeing.


>> Em suma, existe mesmo esse grande bolo binacional assando no forno ou apenas um apelo político pelo Super Hornet? Tal palestra parace ser rica e detalhada demais para ser somente uma fantasia de um secretário da defesa dos EUA, que tem mais o que fazer.
 


 

Fonte: DEFESABR



Minha homenagem a todas essas Mães


sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Paranóia dos EUA e os "Terroristas"


11/05/2012


Criança é obrigada a sair de avião por estar em 'lista de terroristas' nos EUA



Uma criança de 18 meses e seus pais foram obrigados a deixar um voo no aeroporto de Fort Lauderdale/Hollywood, na Flórida, com destino a Nova Jersey, porque a menina estava em uma lista de pessoas proibidas de viajar de avião nos EUA, segundo a emissora de TV "WSVN".


O casal disse ter ficado chocado, pois sua filha foi acusada de ser terrorista.

O casal contou que eles foram orientados a sair do avião. Após a mulher questionar a comissária de bordo, ele teria dito: "Bem, não é você ou seu marido, mas sua filha".

"É um absurdo", disse o pai da criança. "Não faz sentido. Por que uma criança de 18 meses de idade está nessa família", questionou.

"A situação toda foi bizarra. Não faz absolutamente nenhum sentido", disse a mãe da menina Riyanna.

O casal destacou que cerca de meia hora depois foi informado de que poderia embarcar, mas não recebeu nenhum pedido de desculpas.




29/04/2012 


Menina de quatro anos é confundida com terrorista e revistada em aeroporto


Uma menina de apenas quatro anos ficou aterrorizada no aeroporto de Wichita, no estado do Kansas, nos Estados Unidos, ao ser confundida com um terrorista pelos Agentes de Administração de Segurança nos Transportes (TSA), que teriam suspeitado da garota porque ela correu para abraçar sua avó, segundo informou a emissora "WBTV".

O fato virou publico após a mãe da menina, Michelle Brademeyer, ter relatado na rede social mais popular do mundo, o Facebook, que a sua filha tinha sido confundido com um terrorista durante a viagem ao Kansas para acompanhar o casamento do seu irmão.

"Quando a minha filha de quatro anos de idade percebeu sua avó, ela animadamente correu para lhe dar um abraço, como as crianças costumam fazer. Foi um contato breve, que durou alguns segundos", disse Michelle.

Porém, Michelle disse que os agentes da TSA que presenciaram a cena começaram a repreender a garotinha e dizer que ela teria que passar por uma revista corporal. Assustada com a situação, a criança de quatro anos acabou correndo dos agentes. Um dos agentes, que pediu para a filha de Michelle, insistia ao afirmar que já tinha visto uma "arma em um ursinho de pelúcia" e parecia convencido de que a garota estava escondendo algo."A suspeita não está cooperando", disse um dos agentes.

Irritada, Michelle desacreditou que a cena estava acontecendo. "A suspeita, é claro, era criança assustada. Eles trataram minha filha como se ela fosse um terrorista", afirmou a mãe da criança.




27/06/2010


Menina de seis anos integra lista de terroristas impedidos de voar


Apesar dos esforços da família, o nome da criança continua na lista do governo.


Uma menina de seis anos, do estado do Ohio, está a ser mantida «debaixo de olho» pelo governo federal. A família descobriu recentemente que Alyssa Thomas integra uma lista do departamento de Segurança de passageiros que «não podem voar», informa a «Fox».

«Ficámos chocados. Ela tem apenas seis anos e isto não é uma situação habitual», contou o pai, Santhosh Thomas.


O casal soube da lista durante uma viagem de Cleveland para Minneapolis, onde foram notificados por um elemento do aeroporto. A família quis saber o que poderiam fazer para remover a criança da lista e foram aconselhados a contactar o departamento de Segurança.

Alyssa recebeu uma carta do governo a dizer que a situação se mantém, no entanto, não confirmam nem desmentem qualquer informação que tenham sobre ela ou alguém com o mesmo nome.

«Ela faz viagens de avião desde que tem dois meses. Em Fevereiro, fomos ao México e não houve problemas», referiu o pai.

O programa de segurança em voos só está a decorrer desde Junho, sendo esse o motivo pelo qual a menina nunca teve problemas anteriormente. Um porta-voz da administração referiu que a «lista é uma medida importante de segurança para impedir indivíduos suspeitos de terrorismo de voar».




Abaixo imagem dos "Terroristas" 



 














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