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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O olhar de uma estudante brasileira sobre Cuba





Uma estudante brasileira conta a Cuba que viu


Por Raquel Moysés, jornalista / Iela UFSC

 Ao chegar a Cuba o que chamou a atenção de Luiza Oliveira de Liz foi a calorosa hospitalidade e o interesse demonstrado pelos cubanos em  conhecer os brasileiros, chilenos, uruguaios e argentinos que faziam parte do grupo de que ela participava. Cursando a oitava fase do curso de licenciatura em Educação Física na Universidade Federal de Santa Catarina, a estudante participou da 19ª Brigada Sul-Americana de Solidariedade a Cuba, realizada pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e organizada no Brasil através da Associação Cultural José Martí.

 Luiza, de 23 anos, participa do projeto Vitral Latino-Americano de Educação Física, Saúde e Esporte, fazendo um trabalho de pesquisa sobre a infância na América Latina. Também é bolsista do projeto "Corpo em Movimento", no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI/UFSC). Nesta viagem pensa ter dado os primeiros passos para entender o processo político, social e educacional vivido pelo povo cubano. Após a conclusão das Brigadas, permaneceu mais cinco dias no país do Caribe, para visitar escolas e a  Universidad de Ciencias de  la   Cultura Física y el  Desportos Manuel Farjado, de Havana.

 Luiza afirma ter partido para Cuba com o espírito aberto. "Lá, vivi com eles, comi a mesma comida de que o povo se nutre. Descobri como os cubanos sofrem com o bloqueio, com a falta de infraestrutura e produtos, até de remédios. Tudo isso relatado por eles mesmos."

 Os brigadistas  se alojaram no Campamento Internacional Julio Antonio Mella, na cidade de Caimito, província de Artemisa. Ali, assistiram a conferências, a filmes cubanos e apresentações artísticas, além de visitarem museus e escolas. "Participamos também de uma experiência de trabalho voluntário agrícola, introduzido pelo Che, que os cubanos fazem questão de compartilhar como conceito, pois não se baseia em uma lógica de mercado, mas tem a proposta de formar uma consciência coletiva que sustente o ideal socialista", diz a estudante. 



Assim, além de conhecer cooperativas agrícolas, os participantes das Brigadas de Solidariedade trabalharam em um campo de feijão e uma plantação de manga. "Visitamos também a ilha da Juventude, onde ficamos quatro dias, e uma cooperativa de artesãs que trabalham com argila. Foi bonito ver que elas mesmas determinam as horas de atividade, pois se trata de um trabalho artístico, que não depende de regras mecânicas de produção."

 Na ilha, como observou a estudante, há uma boa produção de frutas e outros produtos agrícolas, mas o modo de produção ainda não está mecanizado como no Brasil, embora o processo de irrigação tenha lhe parecido bem eficiente. "As vacas são destinadas à produção de leite, por isso, em Cuba, come-se principalmente carne suína. A alimentação para a população é barata e de boa qualidade. Cada família recebe de acordo com o que necessita. Se há mais crianças em casa, recebe mais leite. Se há mais adultos, uma quantidade maior de  mantimentos."  O transporte também é praticamente gratuito,  paga-se simbolicamente. "E se a pessoa não tiver dinheiro, não há problema, ela pode embarcar no ônibus do mesmo jeito. Isso é para todos."

Cerco à ilha



Luiza também se surpreendeu com a reação do povo diante do bloqueio que a economista Nidia Alfonso Cuevas, do Instituto Superior de Relações Internacionais, define como uma barbárie. "O país perdeu parceiros comerciais. No contexto mundial, o princípio da extraterritorialidade imposto pelos Estados Unidos impede qualquer empresa norte-americana que se encontre em outro país a ter relações com Cuba", comenta a estudante.

 A estudante viu as consequências  geradas por este cerco absurdo  à ilha  ao visitar hospitais e escolas. A falta de estrutura causada pelo bloqueio provoca, por exemplo, racionamento, falta de energia, limitação de medicamentos e falta de materiais escolares. "O acesso à internet (que é via satélite e muito caro), está disponível principalmente em universidades, centros de pesquisa, setores do governo e em hotéis."

 Mas, mesmo com toda a dificuldade do dia a dia, as pessoas manifestam alegria e espontaneidade. "As crianças se divertem, parecem felizes e protegidas nos pátios das escolas, nas ruas. Isto foi o que vi em Havana, um grande centro, que é a capital, quando visitei algumas escolas. Não posso generalizar, mas as pessoas que eu conheci estão sintonizadas com a revolução, defendem o governo e sabem o que acontece fora de Cuba".

 Luiza comenta que os cubanos demonstram conhecer muito bem a realidade do mundo. "Pensei que por causa do bloqueio eles não soubessem dos acontecimentos, mas os documentários na TV aberta informam muito bem sobre a situação mundial. Alunos bem pequenos sabiam, por exemplo, muitos fatos relacionados ao Brasil,  e queriam conhecer mais."
 Em relação á educação Luiza constatou que "é realmente para todos, e totalmente gratuita, desde o Círculo Infantil até a Universidade." Na saúde o acesso também é universal. "Fui atendida no posto de saúde, pois me faltou um remédio, e paguei um preço simbólico. Se não tivesse dinheiro, seria de graça. Também não percebi nos médicos uma postura arrogante de quem diz ‘eu sou o doutor’."

 Lá, existe o médico de família  e há, em cada quadra da cidade,  núcleos de atendimento à família, com profissionais da psicologia, serviço social, entre outros. "É visível a humanidade no atendimento à saúde, mas também no geral, com as pessoas com quem relacionei. Ouvi relatos de quem tinha doença grave e recebe todo auxílio. Conversei com uma senhora diabética, que teve que amputar as pernas, e ela me disse que recebe todo o  atendimento de que necessita."

Teoria na prática

 O acesso dos cubanos ao mundo da arte, da cultura, da literatura também  impressiona.  "A vida cultural é riquíssima, com muitas atividades de acesso gratuito para a população. Há numerosas feiras de livros, que  realmente são bem baratos. Lá se nota que há a prática da teoria deles. Eles entendem o conhecimento como algo integral. E se você conhece, tem a obrigação de compartilhar com o outro." Uma das paixões nacionais é a novela brasileira. "Mas os cubanos  não se enganam com a ficção, têm consciência de que é fantasia, que a realidade social brasileira não é como mostram as novelas".

 Várias conferências que Luiza assistiu despertaram seu interesse, uma delas, da Federación de Mujeres Cubanas.  Há muitos núcleos desta federação no país, que atuam na prevenção, esclarecimento e proteção das mulheres acerca da sexualidade e violência, por exemplo. Em Cuba, conta a estudante, as grávidas condenadas por algum delito têm direito a  acompanhamento médico idêntico ao de uma mulher em liberdade, pois o bebê é um cidadão cubano como todos os demais, e não vai para a prisão com a mãe. Após o nascimento, ela e o bebê recebem atendimento até o fim da amamentação, quando então a mulher volta a cumprir a pena.  A licença maternidade em Cuba, vale dizer, tem a duração de  um ano. "‘Los hijos de la pátria’ (os filhos da pátria), crianças e adolescentes que perderam os pais,  são acolhidos pela sociedade, com todo atendimento de educação, saúde, até a universidade."

 A vida política na nação caribenha é intensa, como notou Luiza.  Os deputados não recebem salário de político, somente a  remuneração da profissão em que atuam enquanto também cumprem o mandato. "Os políticos entendem que trabalhar no governo é uma extensão de seu papel social, um dever. Eles têm que prestar contas do trabalho à sociedade, de modo rigoroso."
 Ao final das brigadas, nos cinco dias em que ainda ficou na ilha, Luiza teve contato com alguns jovens que reclamaram por não poder viajar, "Eles disseram que é difícil passear no próprio país, pela falta de dinheiro, pois recebem em peso cubano. Falaram também que são poucos os que conseguem viajar para fora,  pois isso só acontece se for para realizar uma  pesquisa, uma palestra ou para fazer um curso."

Educação para todos



Ao visitar a  Universidad de la   Cultura Física y el Desporto Manuel Farjado, acompanhada pelo professor Pedro Martinez, diretor da Radio Havana Club,  Luiza pôde conversar com  o reitor Antonio Becalli Garrido, "Ele me explicou que em Cuba o conhecimento é parte da sociedade, sendo assim fácil de adquiri-lo. Todos que querem frequentar a universidade podem ter acesso a ela, pois ali se investe em educação para todos. Em outros países, muitas vezes,  pode-se ter talento mas,  se não há dinheiro,  não é possível estudar ou praticar esportes."

 Em Cuba há 14 escolas de Educação Física e todas são de graduação e pós,  e os estudantes incentivados a prosseguir estudos. O curso é fundamentado por três eixos: regular diurno, regular para atletas de alto rendimento e o de universalização. "Entende-se que a vida do atleta é diferenciada, com rotina de treinos e preparação para competição. Por isso é necessária uma adaptação à estrutura do currículo, para que siga sua vida acadêmica, com uma boa formação e uma profissão, pois a vida do atleta é relativamente curta por fatores como o intenso desgaste físico."      

 O curso de universalização foi implantado por Fidel para levar a universidade em todos os cantos do interior, dando oportunidade de estudos para todos os cubanos. São 500 os professores que ensinam  nesta área, sendo 68% mulheres. Na ilha há 23 mil estudantes de educação física e a universidade que Luiza conheceu conta com 2200 alunos. Os mestrados mais importantes são em  treinamento desportivo e cultura física  terapêutica, formação professores de educação física, atividade física na comunidade e esporte de combate.

 Luiza cita que o reitor Antonio Garrido, durante a entrevista, afirmou: "A essência do desporte cubano parte da universidade. Quando falamos das nossas medalhas olímpicas – e poucos países podem falar disso como nós – essas fundamentalmente surgem dos professores da universidade, porque a ciência assume um papel muito importante no desporte; pois estamos falando de biologia, fisiologia e metodologia do desporte. Tratamos o alto rendimento em forma de sistema, temos que ter uma equipe muito disciplinada para trabalhar com o atleta, sendo assim a universidade tem um papel de protagonista."

Inspiração para lutar

 Luiza também teve contato com a Federação dos Estudantes Universitários, entidade estudantil que trabalha com uma atuação política organizada. "Alguns estudantes disseram que a classe estudantil tem o privilégio de manter uma boa relação com as reitorias, pois o entendimento em Cuba é de que a universidade é dos estudantes."

 Para Luiza, a viagem foi uma oportunidade de conhecer "a realidade de um país que apresenta um sentido avançado de humanidade, mas vive  boicotado por uma grande potência,  que não lança um olhar humano sobre este povo." Mas os cubanos, como ela diz ter percebido,  não têm raiva dos americanos. "Falam deles como irmãos.  Nunca queimaram uma bandeira dos EUA em Cuba, tanto que muitos turistas estadunidenses  vão conhecer a ilha, onde são bem acolhidos."

 A estudante, que veio de Lages para estudar na capital, mora em uma república com quatro outras estudantes.  Ela perdeu o pai em 2009, tem dois irmãos e para estudar  conta com o apoio da mãe, que trabalha como auxiliar de  contabilidade em uma empresa.  Para continuar seu trabalho de pesquisa, ela agora espera poder viajar para o Chile e, se tudo correr como sonha, pretende aprofundar  as pesquisas sobre infância e educação física na  Venezuela, Equador e   Argentina.  Esta primeira viagem de estudos contou com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, e ela frisa que não teria se  concretizado sem a atenção e orientação do professor Paulo Capela, do curso de Educação Física da UFSC.

 Luiza de Liz pensa que a o início de  sua caminhada pela América Latina foi emblemático.  "Cuba é um exemplo de que muitos tiveram que morrer para que houvesse a mudança. É uma inspiração para grandes lutas. Mas penso que apenas espelhar-se  no modelo cubano seria um engano, pois cada país tem que encontrar seu próprio modo de fazer a sua revolução transformadora." 




Fonte: Blog Solidários
 


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mídia alternativa será discutida na Bahia no 3º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas



Com transmissão exclusiva pelo site da TVT, ativistas digitais de todo o país se encontram para discutir a "Liberdade de Expressão na Blogosfera" e a "Luta Pela Democratização da Comunicação".


Confira as entrevistas com Altamiro Borges e Paulo Henrique Amorim.





Fonte: TVT, Youtube

O rapaz pobre, "estuprador", e o jornalismo de esgoto, branco e rico






Por Raphael Tsavkko Garcia 



Escrevi recentemente um artigo para o Global Voices sobre o rapaz Paulo Sérgio, negro e pobre, humilhado em um programa da Bandeirantes da Bahia por uma jornalista branca e obviamente privilegiada, mas acredito que eu precise expressar minha opinião de forma ainda mais clara. E o faço a seguir.
 

No vídeo, Paulo Sérgio chora, se desespera, enquanto é chamado de estuprador - o que ele nega - mas, no fim, pouco importa. O desrespeito da repórter - e do programa, da Bandeirantes e da falta de regulação da mídia que o governo nega à sociedade - não é só ao rapaz, mas também à suposta vítima de estupro, pois se tivesse efetivamente sido estuprada estaria vendo o crime ser tratado como galhofa na TV.

Mesmo que um ladrão - e confesso, mesmo que sem julgamento - Paulo Sérgio não merecia ser tratado da forma que foi. aos criminosos a lei, a prisão, e não a humilhação pública sob a tese de que estaria "pagando" pelo que fez. Ser humilhado e ter a vida destruída em público não é "pagamento", é tortura.

 A jornalista, branca, bonita, com educação (em tese), não faz ideia, por exemplo, de onde vem Paulo Sérgio, do que passou. Não que isto, em si, desculpe atos criminosos, mas ao menos nos permite compreender parte do problema. E a própria jornalista não é a única culpada, mas sim um produto do jornalismo brasileiro atual, com felizes exceções, que busca apenas o entretenimento e que é capaz de transformar até o estupro (suposto) em uma forma de fazer rir.
 

Processo

 O ministério Público da Bahia irá processar a jornalista... Mas só ela? Ela é culpada, claro, mas não é a única. Não saiu só de sua cabeça a ideia de humilhar o rapaz, mas este é o mote do programa da qual faz parte, assim como de vários outros, e de sua rede de TV. Não partiu dela unicamente a iniciativa  de humilhar o rapaz, ou qualquer pessoa em situação semelhante, mas é a regra deste tipo de programa, incentivado por seus diretores e donos de TV.


 Não faltam jornais que pingam sangue, com closes grotescos de vítimas - inocentes ou não - que tratam o ser humano como lixo sem respeito por sua dignidade e pelos direitos humanos. Na TV a mesma coisa.


 Não adianta punir (apenas) a jornalista, reclamar do programa e dar um tapinha na cabeça da Band a título de "não façam mais isso, ok?". É preciso ir atrás da concessão da rede, realmente causar algum dano, ameaçar de forma que haja uma mudança. Da forma como tudo acontece hoje, a rede finge que reconehceu o erro e o repete na semana seguinte. E é isto mesmo que acontecerá, já que a Band ameaça demitir a jornalista, mas não comenta sobre o nojo que é seu programa e dificilmente mudará alguma coisa.


 E não podemos nos esquecer da conivência de agentes do Estado - policiais - e do governo da Bahia por permitir que um canal de TV entre da forma como fazem em delegacias para humilhar presos, que estão sob a tutela e responsabilidade do Estado.


Comédia versus jornalismo

 
 Será que teremos no futuro repórteres fazendo piadas de desastres aéreos? Já temos o CQC, cujos comediantes se auto-declaram "jornalistas", mas são repudiados por muitos dos verdadeiros trabalhadores de jornais, rádios e TV's, pois não exercem a profissão com ética e dignidade, mas transformando tudo numa grande piada. E, infelizmente, os policialescos que pipocam pela TV fazem um serviço semelhante, mas adicionando a degradação social no hall da comédia.


 Trata-se de um jornalismo feito pela elite e para as elites, para que estas possam rir da desgraça alheia, de onde não querem se aproximar. Estereotipam a periferia, aplaudem a violência contra o pobre, contra o negro, criminalizam as lutas e tem medo, pavor, de que haja uma reação capaz de subverter essa realidade. É o serviço oficial da elite para manter seus privilégios e manipular mesmo - ou especialmente - aqueles "do andar de baixo" para que aceitem sua posição. 


 Oras, riam de sua desgraça e da de seus semelhantes. Mas façam isso em casa.


 A Confecom aconteceu há anos, o Ministério das Comunicações não se moveu desde então e a farra continua.


Manipulação é a regra

 
 Um jornalismo emancipatório, crítico, faria com que houvesse ação, revolta, talvez até mudanças. Uma regulação da mídia, impondo a ética e punindo coisas grotescas como programas policialescos onde as vítimas são ridicularizadas tanto quanto os que as vitimam em um show de horrores em busca de ibope, apavora os donos do poder, que perderiam seu principal instrumento de doutrinamento e controle.


 É interessante que na mesma semana em que surge este caso - apesar do vídeo não ser exatamente novo - tenhamos (com seus respectivos limites de comparação e tamanho, claro) por exemplo um jornalista da Globo chamando de 'babaca" um jogador que se recusou a participar de um quadro do principal dominical da rede. Ao fazer 3 gols, Herrera, do botafogo, teria "direito" a pedir uma música no programa. E se recusou, dando a entender que achava uma tolice.


 E é de fato uma tolice. Em seu direito de se recusar a participar involuntariamente de um programa de TV, Herrera despertou a ira daqueles que tomam o jornalismo (seja o policial, o esportivo ou qualquer outro) como simples entretenimento, até mesmo humor. Me recordo de quando um jogador de futebol americano ao fazer 3 touchdowns pediu uma música de uma banda de metal extremo em outro programa da mesma Globo, mas editaram o vídeo fazendo aprecer que ele pedira o de uma cantora qualquer, porque o metal, talvez, fosse demais para os ouvidos do pobre telespectador e, afinal, a cantora era parte do cast era da gravadora da... Globo!


 A manipulação é clara, a falta de ética mais clara ainda.


 É um exemplo que parece não ter relação, mas mostra como é fácil e comum a manipulação da mídia, a falta de ética e como tudo fica impune, apesar do governo ter noção do que acontece. Mas nada faz.


 Em São Paulo, estamos no meio de uma greve do Metrô e trens e em todos os jornais não ouvimos a voz ou não lemos a opinião de nenhum metroviário, apenas do governador e de seus imediatos. Não há espaço para as reivindicações dos trabalhadores, apenas para a criminalização da greve através de frases como "São paulo está um caos" e afins. Esta é a regra. A voz dos patrões frente o resto.


 A mídia faz o que quer, como quer e nada a impede.


 Não se trata, porém, apenas de regular a mídia, de impor limties éticos, mas de se investir em educação, em cultura. Há quem consuma este lixo, há uma retroalimentação. Esta que só pode mudar com conscientização, com longo trabalho de ensinar direitos humanos, com educação de qualidade e emancipatória e a intenção de mudar a sociedade. 

Raphael Tsavkko Garcia


Fonte: Retirado do Blog Contexto Livre

Catastroika

Enviado pelo amigo Fernando Franco do Blog Farol do Buscador



O novo documentário da equipe responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás.


Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em setores como os transportes, a água ou a energia.


Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy. 


De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável.


Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.


As consequências mais devastadoras registram-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate».


Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia.


O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos.
Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.


Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemônico omnipresente nas mídias convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.







Fonte: email recebido do amigo Fernando Franco
Agradecimentos: Ao amigo Fernando Franco do Blog Farol do Buscador

Informações de possível ataque a representações de Israel em São Paulo deixam cônsul em alerta



 Ilan Sztulman concedeu entrevista a Zero Hora e disse que ameaça é verdadeira


 Informações de possível ataque a representações de Israel em São Paulo deixam cônsul em alerta

Informações de Israel, de que terroristas orientados pelo Irã teriam como alvo representações diplomáticas em São Paulo, deixaram em alerta máximo os funcionários do país que mantém uma relação conflituosa com Teerã. Em entrevista a ZH, o cônsul Ilan Sztulman, com jurisdição para atuar na região sul do Brasil, diz estar com medo.

Zero Hora — Desde os ataques na Argentina (à embaixada de Israel em 1992 e à associação judaica em Buenos Aires, em 1994), há um cuidado constante. Há um alerta mais grave agora?

Cônsul Ilan Sztulman — Infelizmente os alertas da comunidade judaica são comuns, mas nos últimos 20 dias, recebemos dos setores de inteligência um alerta grave. O foco é sobre os diplomatas israelenses que reabriram o consulado em São Paulo há um ano e meio. Mas infelizmente, a experiência e a história provam que as tentativas do Irã de estender as ações terroristas deixam toda a comunidade exposta a esse tipo de terror. Os grupos terroristas têm uma abertura muito grande na América Latina. Há pontos onde eles podem entrar e agir de forma livre. Fomos avisados de que há uma decisão estratégica de fazer um atentado. Estamos muito preocupados por nós e pela comunidade brasileira em geral.

ZH — Quem faria o atentado?

Sztulman — O Irã fomenta atividades terroristas em todo o mundo e estabelece uma base de operações na América Latina. Um dos ápices foram os atentados na Argentina. Agora, sabemos que existe, pontualmente, uma intenção de atuar na América Latina. Estamos com medo porque eles já provaram em muitos países que são capazes de atuar e fazer ataques terroristas sem respeito às fronteiras soberanas de um país, como fizeram há pouco na Índia (em fevereiro, um carro-bomba feriu quatro funcionários da embaixada de Israel em Nova Déli). Estamos preocupados e tomamos medidas necessárias pelo menos para a segurança da nossa equipe diplomática. São medidas de cautela. Também avisamos as autoridades brasileiras. Vimos nos últimos dois ou três anos inúmeros exemplos de atividades que o Irã fez em todo o mundo e nós temos medo. Sabemos que estão olhando para cá e tentando achar uma possibilidade.

ZH — Que tipo de evidências os senhores têm da movimentação?

Sztulman — Não sou um membro da inteligência. Não pergunto por que me dizem que a minha vida está em perigo, mas sei que quando dizem isso, tenho de ter cuidado. Nesse caso, há algumas semanas que todos os diplomatas israelenses no Brasil estão muito preocupados.

ZH — Há alguma informação específica de ataque ao Brasil?

Sztulman — Sim. A abertura do consulado chamou a atenção do governo do Irã e desperta a vontade de fazer alguma coisa conosco.

ZH — A atuação internacional do Brasil pode influenciar?

Sztulman — O Brasil cada vez mais toma um papel de liderança na diplomacia internacional. Faz toda a lógica mandar uma mensagem de que esse tipo de atuação tem também um preço. Eu espero que sejam só ameaças, mas a história prova que, quando tem um alerta de alguma fonte de inteligência, precisamos tomar ele a sério e nos preparar. Mas não vamos ser intimidados.

ZH — Foram feitos alertas à comunidade judaica em geral?

Sztulman — Não que tenhamos dito para a comunidade judaica 'entrem em um bunker', mas fizemos pedidos para estarem mais atentos às ameaças reais. Esse pessoal não diferencia entre o que são cidadãos israelenses e cidadãos brasileiros de origem judaica. Assim, como eles miram a nós como diplomatas, podem miram as comunidades judaicas. Hoje, temos uma ameaça na representação diplomática, mas para essas pessoas que estão orientando terroristas, não há diferença. Para eles, é mais uma questão de religião do que de Estado. O nosso medo principal são as representações diplomáticas, mas também há risco para a comunidade judaica.

ZH — Que ação se espera do governo do Brasil?

Sztulman — O governo brasileiro já foi informado dessa ameaça e esperamos que se mova não como o governo argentino naquele tempo. Espero que o governo brasileiro acredite que essa ameaça é verdadeira e não deixe isso passar de uma forma mundana.




Fonte: Zero Hora


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Filme revela estratégias dos EUA para garantir dominação mundial

Dirigido por Diogo Gomes do Santos, o filme A paz é o caminho expõe as estratégias dos Estados Unidos para a dominação da América Latina, Oriente Médio e África. Realizado pelo Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), o filme é uma ferramenta a serviço da luta por uma cultura de paz diante de um mundo militarizado. O média-metragem vem participando de mostras e festivais de cinema e vídeo, além de ser exibido pelo circuito alternativo.








Fonte: Vermelho

Mais uma "Repórter" tentando humilhar o entrevistado


Como podemos ver no vídeo abaixo, é costume no Brasil certos "Jornalistas" humilharem os entrevistados. 






Fonte: Youtube.com

Franceses qualificam como criminoso o bloqueio contra Cuba

 

Membros da Associação francesa Realidades e Relações Internacionais (ARRI) qualificaram de criminoso o bloqueio mantido por Estados Unidos contra Cuba desde há mais de cinco décadas.


Integrantes desse grupo, que em março passado realizaram um percurso por várias províncias de Cuba, mantiveram um encontro com o embaixador cubano na França, Orlando Requeijo, em Paris.

Na reunião, o diplomata cubano recordou que o cerco econômico, comercial e financeiro de Washington contra seu país já foi condenado em 20 ocasiões pela Assembléia Geral da ONU.


Até dezembro de 2010, o dano econômico direto ocasionado por essa injusta política, a preços correntes e calculados de forma muito conservadora, supera os US$ 104 bilhões de dólares.


O bloqueio também afeta a outros países por seu efeito extraterritorial, recordou Requeijo e acrescentou que há muitas empresas que se vêem imposibilitadas de vender seus produtos a Cuba.


O embaixador referiu-se também à negativa da Corte Suprema dos Estados Unidos para que a companhia Cubaexport tivesse a possibilidade de defender seu direito de renovar o registro de Havana Club ante o Escritório de Marcas e Patentes.


No encontro os membros da Associação Realidades e Relações Internacionais reconheceram os avanços de Cuba em diversos setores, apesar desta política injusta.


A ARRI é uma associação independente, integrada por antigos diplomatas, funcionarios e ex-dirigentes de grupos empresariais e de outros setores, interessados em conhecer a situação internacional.


 



Fonte: Prensa Latina
Imagem: Opera Mundi

Jornalistas repudiam atitude da "Repórter" Mirella Cunha em carta aberta







Por Fernanda Fahel



Um grupo de jornalistas divulgou uma carta se posicionando contra o jornalismo policial sensacionalista na Bahia. A iniciativa se deu após repercussão nacional da entrevista sobre um acusado de estupro, feita pela repórter Mirella Cunha, da Band Bahia (veja vídeo acima), há duas semanas. O caso indignou tanto profissionais do meio quanto telespectadores e internautas, que começaram a protestar a partir desta terça-feira (22) nas redes sociais. Acusado de roubo e estupro, o rapaz, só identificado como Paulo Sérgio pela matéria, assume que houve assalto, mas garante, chegando até a chorar, que nunca violentou mulher alguma em sua vida. Apática às lágrimas de Paulo, a repórter insiste em dizer que, se não houve estupro, houve vontade. “Você não estuprou, mas queria estuprar”, afirmou Mirella, que por diversas vezes debochou do entrevistado e mostrou-se contrária à versão relatada pelo acusado.

A jornalista sofreu uma série de retaliações de pessoas indignadas com sua abordagem nas redes sociais. Dentre outras designações, Mirella foi chamada de “otária, “racista”, “antiética”, “proto-loira”, “ridícula”, “nojenta”, “sensacionalista” e “tosca”. “Essa Mirella Cunha é uma vergonha para o Jornalismo Baiano“, chegou a postar um usuário do Twitter. No microblog, a hashtag “#SensacionalismoForaDoAr” tem começado a ganhar força. Às 11h desta quarta-feira (23), um grupo promete realizar um "tuitaço" para levar o assunto ao Trending Topics.

Confira na íntegra a carta pública de um grupo de jornalistas e leitores destinada ao governador Jaques Wagner, a órgãos competentes e à toda sociedade baiana.

"Carta aberta de jornalistas sobre abusos de programas policialescos na Bahia

'O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.'
(Gregório de Mattos e Guerra)

Ao governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner.
À Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia.
Ao Ministério Público do Estado da Bahia.
À Defensoria Pública do Estado da Bahia.
À Sociedade Baiana.

A reportagem "Chororô na delegacia: acusado de estupro alega inocência", produzida pelo programa "Brasil Urgente Bahia" e reprisada nacionalmente na emissora Band, provoca a indignação dos jornalistas abaixo-assinados e motiva questionamentos sobre a conivência do Estado com repórteres antiéticos, que têm livre acesso a delegacias para violentar os direitos individuais dos presos, quando não transmitem (com truculência e sensacionalismo) as ações policiais em bairros populares da região metropolitana de Salvador.

A reportagem de Mirella Cunha, no interior da 12ª Delegacia de Itapoã, e os comentários do apresentador Uziel Bueno, no estúdio da Band, afrontam o artigo 5º da Constituição Federal: "É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral". E não faz mal reafirmar que a República Federativa do Brasil tem entre seus fundamentos "a dignidade da pessoa humana". Apesar do clima de barbárie num conjunto apodrecido de programas policialescos, na Bahia e no Brasil, os direitos constitucionais são aplicáveis, inclusive aos suspeitos de crimes tipificados pelo Código Penal.

Sob a custódia do Estado, acusados de crimes são jogados à sanha de jornalistas ou pseudojornalistas de microfone à mão, em escandalosa parceria com agentes policiais, que permitem interrogatórios ilegais e autoritários, como o de que foi vítima o acusado de estupro Paulo Sérgio, escarnecido por não saber o que é um exame de próstata, o que deveria envergonhar mais profundamente o Estado e a própria mídia, as peças essenciais para a educação do povo brasileiro.

Deve-se lembrar também que pelo artigo 6º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, "é dever do jornalista: opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos". O direito à liberdade de expressão não se sobrepõe ao direito que qualquer cidadão tem de não ser execrado na TV, ainda que seja suspeito de ter cometido um crime.

O jornalista não pode submeter o entrevistado à humilhação pública, sob a justificativa de que o público aprecia esse tipo de espetáculo ou de que o crime supostamente cometido pelo preso o faça merecedor de enxovalhos. O preso tem direito também de querer falar com jornalistas, se esta for sua vontade. Cabe apenas ao jornalista inquirir. Não cabem pré-julgamentos, chacotas e ostentação lamentável de um suposto saber superior, nem acusações feitas aos gritos.

É importante ressaltar que a responsabilidade dos abusos não é apenas dos repórteres, mas também dos produtores do programa, da direção da emissora e de seus anunciantes - e nesta última categoria se encontra o governo do Estado que, desta maneira, se torna patrocinador das arbitrariedades praticadas nestes programas. O governo do Estado precisa se manifestar para pôr fim às arbitrariedades; e punir seus agentes que não respeitam a integridade dos presos.

Pedimos ainda uma ação do Ministério Público da Bahia, que fez diversos Termos de Ajustamento de Conduta para diminuir as arbitrariedades dos programas popularescos, mas, hoje, silencia sobre os constantes abusos cometidos contra presos e moradores das periferias da capital baiana.

Há uma evidente vinculação entre esses programas e o campo político, com muitos dos apresentadores buscando, posteriormente, uma carreira pública, sendo portanto uma ferramenta de exploração popular com claros fins político-eleitorais.

Cabe, por fim, à Defensoria Pública, acompanhar de perto o caso de Paulo Sérgio, previamente julgado por parcela da mídia como 'estuprador', e certificar-se da sua integridade física. A integridade moral já está arranhada.



Salvador, 22 de maio de 2012."



Fonte: bahianoticias.com

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mais um "Jornalista" da TV Bandeirantes sem ética




Fonte: Retirado do Blog Gilson Sampaio

Mirella Cunha a "Jornalista" da Rede Bandeirantes, debochadamente humilha e julga rapaz antes da Justiça


Retirado do Blog do Saraiva
 
21 de maio de 2012 às 17:18 260 Comentários
 

O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeira, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.
Assista ao vídeo e veja se este blogueiro está exagerando.
Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.
É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.
É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.
Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.
Assistam ao vídeo, vocês vão entender minha indignação.
A dica do vídeo me foi dado pelo Fabrício Ramos pelo Facebook.
Atualizando (00:30 da terça-feira): O nome da repórter é Mirella Cunha, como já registrado em muitos comentários. O apresentador do programa para o qual ela trabalha é Uziel Bueno. Mas, em última medida, a Band é a responsável final por essa bárbarie jornalística.
Quanto ao fato de eu ter registrado o loirismo da repórter e a negritude do acusado, pareceu-me importante lembrar que somos um país com enormes desigualdades sociais e raciais. E que o fato de esse garoto ser preto e pobre é o que permite tal atendando aos seus direitos mais elementares. Dúvido que um loiro rico seria tratado dessa mesma forma pela “corajosa” jornalista.
 



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=F6VCbJHtzdc#!
http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/05/21/a-reporter-loira-o-suposto-negro-estuprador-e-uma-sequencia-nojenta/
Do e-mail enviado por Beatrice.Lista.

Fonte: retirado do Blog do Saraiva

Venezuela é exemplo de democracia para o mundo, afirma especialista





Caracas, 22 mai (Prensa Latina)

O presidente Hugo Chávez é um líder universal e colocou a Venezuela como um exemplo de democracia perante todo o mundo, afirmou hoje aqui Juan Carlos Monedero, professor da Universidade Complutense de Madri.

"Aqui está sendo defendendida a democracia, não a da Venezuela e da América Latina, senão a de todo o mundo", enfatizou o jornalista espanhol.

Assinalou que quando o presidente Chávez ganhou as últimas eleições, "a direita mundial começou a atacar este processo", porque essas agressões usualmente ocorrem quando "surge um país que pode ser referência da alternativa unida ao socialismo".

Monedero detalhou que enquanto a Venezuela facilita para seu povo moradias públicas, trabalho, previdência e educação, na Europa estão sendo cortados os direitos fundamentais da sociedade, e o sistema capitalista está colapsando.

Assegurou que ali estão se perdendo direitos fundamentais, e que enquanto a América Latina vai adiante, a Europa retrocede.

Em entrevista matutina para o programa Toda Venezuela, considerou que o chefe de Estado é uma referência de um novo processo que está sendo visto com esperança em todo mundo.

Na sua opinião, o processo de governo criado pelo Chefe de Estado já está em marcha e "ainda perante uma possível retirada de Chávez das eleições eleitorais do próximo 7 de outubro, o candidato que ele apontar ganharia", disse.

"Se ele de repente disser quero descansar um pouco mas vou seguir acompanhando este processo através do partido, de onde seja, também será excelente e esse líder ou candidato que ele indique seguramente ganhará", afirmou.

Nesse sentido, ressaltou que o povo venezuelano adquiriu consciência graças aos mais de 10 anos de administração do presidente Chávez.

No entanto, sugeriu também à população venezuelana reflexionar e assumir a responsabilidade que à cada um lhe corresponde, para que não seja Chávez quem se encarregue de todas as tarefas.




Fonte: Prensa Latina

Israelenses disparando contra palestinos

 

Um vídeo divulgado por um grupo de direitos humanos israelense mostra um confronto entre palestinos e israelenses na Cisjordânia em que um jovem palestino parece ser atingido por um tiro na cabeça. As imagens, gravadas por moradores palestinos no sábado (19), mostram três soldados israelenses que, no entanto, não tomam nenhuma medida efetiva para parar o conflito.

O grupo B’tselem afirma que colonos de Yitzhar foram ao vilarejo de Asira al-Qibliya durante o fim de semana, onde atiraram pedras contra casas palestinas. Jovens do local os confrontaram, dando início a ataques de ambos os lados.  

De acordo com o grupo de direitos humanos, os colonos judeus abriram fogo, atingindo na cabeça Fathi Asayira, um palestino de 24 anos que está hospitalizado e em condição estável.

Três soldados aparecem na filmagem, mas aparentemente não impedem os colonos judeus de jogar pedras ou atirar, afirma o B’tselem. Para o grupo, a gravação "levanta graves suspeitas" de que os soldados não agiram para evitar que os tiros fossem disparados.

O Exército israelense disse estar investigando o incidente, mas que "parece que o vídeo em questão não reflete o incidente em sua totalidade".

Um porta-voz dos colonos disse que o episódio teve início porque palestinos atearam fogo pela terceira semana seguida em áreas perto de Yitzhar. No vídeo, é possível ver o campo em chamas. O porta-voz do grupo, Avraham Binyamin, disse que o esquadrão de segurança e controle de incêndios dos colonos foi atacado por dezenas de palestinos que atiravam pedras.

"Quando a vida de uma pessoa é ameaçada, é seu direito se defender", afirmou Binyamin. Ele disse ainda que um soldado que estava no comando não tomou a frente da situação e acalmou a situação e fugiu após ser atingido por uma pedra.

Ahmed Abdul Hadi, chefe do conselho da vila palestina, disse que os colonos frequentemente atacam a comunidade, onde moram três mil pessoas.

"Dessa vez, eles claramente queriam matar alguém. Eles não atiram normalmente, mas, infelizmente, dessa vez o Exército estava lá e assistindo. Esperamos que o governo israelense evite que os colonos nos ataquem, que não os apoiem", disse Hadi.

 

 

Fonte: Vermelho

domingo, 20 de maio de 2012

Plano EUA-Arábia Saudita para destruição da Síria: Relatório



O relatório da Press TV apresentado foi publicado pela Strategic Culture Foundation em www.strategic-culture.org 

Tradução Anna Malm para Pátria Latina e Irã News

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita maquinaram um novo plano para destruir a Síria depois de não terem conseguido seus fins por intermédio das agitações a decorrer a mais de um ano, informou a agência Press TV.

Este novo plano tem então dois objectivos: 1) Mostrar que nenhuma paz se estabelecerá na Síria sem o consentimento dos EUA. 2) Cansar os apoiantes do governo para que eles dele se desligem. 

Os EUA e a Arábia Saudita devem ter que ter concluido que o exército sírio não se presta a divisões e que o presidente Bashar Assad tem o controle total sobre os militares. Eles também devem ter que ter compreendido que as forças de segurança tem um bom controle sobre todo o país, mesmo em áreas sob a influência dos rebeldes. No relatório apontou-se além disso para o facto de que  apesar da economia da Síria ter se enfraquecido ela agora está em rápido restabelecimento.

Os Estados Unidos organizaram diversos comités para implementar a nova trama de intrigas e conspirações, o que inclui então comités tanto políticos como militares assim como de segurança.

O Comité Político tem Hillary Clinton como supervisora, Derek Chollet como gerente executivo, Robert Ford o ex-embaixador para a Síria assim como Fredrick Hoff como membros. Jeffrey Feltman é então o coordenador.

Jeffrey Feltman controla ainda um outro grupo político que entre seus membros tem os Ministros do Exterior da Arábia Saudita e de Qatar, respectivamente Prince al-Faisal e Sheikh Hamad bin Jassim.

Jeffrey Feltman também supervisiona uma agência estacionária em Doha para coordenações especiais de segurança na Síria. Seus membros incluem agências de inteligência de países como EUA, Arábia Saudita, Qatar, Turquia e Líbia. As agências de inteligência da OTAN também aqui estão incluidas.

O ex-embaixador da Arábia Saudita para os Estados Unidos Bandar bin Sultan compartilha suas experiências da Síria com o grupo onde Jeffrey Feltman  passa  em revista o total das informações  recolhidas. 
  
O Comité Militar inclui o presidente do “Conjunto de Chefes do Estado-Maior”-  “Joint Chiefs of Staff” dos Estados Unidos, General Martin Dempsey. General Dempsey é supervisor do grupo do qual participam também o General-Major Charles Cleveland o General Frank Gibb.

Este grupo trabalha com outros grupos mas tem a última palavra em questões de ajuda logística para os rebeldes,  assim como sobre a quantidade e o tipo de inteligência a serem providas aos mesmos.

O Comité da Segurança inclui representantes de 7-10 agências americanas de inteligência, assim como o Conselheiro para a  Segurança Nacional (“National Security”) dos Estados Unidos Tom Donilon, o Diretor da  Inteligência Nacional (“National Intelligence”)  James Clapper e o Diretor da Agência Central de Inteligência – Central Intelligence Agency (CIA) – o General David Petraeus.

Há diversos ramos do comité de segurança com a missão de planejar projetos de segurança assim como de relatar para o presidente do comité a respeito da situação. Estes diversos ramos do comité também preparam relatórios a respeito da estratégia americana en relação a situação na Síria.

Dois dos maiores objetivos do acima mencionado são o de forçar a Síria a submeter-se aos interesses dos Estados Unidos e o de impedir a Rússia de afirmar uma presença no país.

Outros objetivos incluem:- o neutralisar a aliança Irã-Síria fazendo que o governo sírio alinhe-se com os Estados Unidos em vez de alinhar-se com o Irã e a Rússia; intensificar a guerra psicológica dos Estados Unidos assim como de seus aliados na região; implementar um sistema democrático [à americana] na Síria sem ter que confrontar-se com o país ou arriscar a segurança de Israel;  cortar as conexões do Irã com a Síria e Hezbollah.

O plano geral deverá ser implementado através de operações militares de batalhões voluntários nas fronteiras da Síria com seus vizinhos incluindo Líbano, Turquia, Jordânia, Golan, o Curdistão Iraquiano, assim como as regiões nomades do Iraque.

Também deverão ser aqui incluidos ataques de guerrilhas, assim como ataques com bombas contra  as áreas controladas pelo governo, atividades populares combinadas com operações paramilitares, guerra psicológica contra os militares sírios e as forças de inteligência assim também contra a população.  Estes pontos em conjunto formam os estágios da fase executiva do plano de acordo com o relatório aqui exposto.

O relatório também apontou para o facto que os serviços de inteligência saudita entraram num acordo com companhias de segurança dos Estados Unidos e Israel baseadas em Geneva.  O acordo então estipularia um aumento do conflito armado na Síria sem empenhar outros países. De acordo com o relatório os conflitos deveriam ser dirigidos por militares e pessoal de inteligência já em aposentadoria. Estes deveriam então teoréticamente estar em acordo com al-Qaeda.

No meio tempo os americanos deveriam criar pequenas áreas protegidas no Líbano e usá-las como campos de treinamento militar. Outros campos deveriam  também ser estabelecidos pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, Qatar e Turquia para serem usados pela al-Qaeda e os rebeldes da Síria. Alguns lugares do Iraque, especialmente na província de Anbar e da região curda, que é dirigida por Massoud Barzani, foram os escolhidos para este objectivo porque Massoud Barzani já então teria trabalhado com a agência de inteligência de Israel, Mossad.

Neste esquema a  Arábia Saudita deveria  trabalhar com as tribos nomades as quais na sua maioria encontram-se nos arredores de Deir ez-Zor e no Deserto da Síria,  que se extende até Homs.

Também foi dito que o governo libanês está abaixo de pressão exercida pela assistente de Feltman para soltar 238 militantes Wahhabi que eram membros de grupos como Fathul Islam e Jund al-Sham.

A Síria tem enfrentado conflitos [armados] desde março 2011. Mais de 6.000 polícias, soldados e forças da segurança pro-governamentais da Síria foram mortos [no conflito com os rebeldes pesadamente armados].
 
Entretanto Gennady Gatilov, o Ministro-delegado das Relações Exteriores da Rússia declarou para a imprensa que não havia razões para otimismo quanto aos contactos entre as autoridades e a oposição na Síria, mas que não havia também alternativas para o plano de Kofi Annan.  O diplomata ressaltou ainda que a única maneira de resolver a situação era através de negociações  e que era então necessário implementar o plano de Kofi Annan em sua totalidade e força. 

Notícia da ITAR-TASS como publicada pela Strategic Culture Foundation em www.strategic-culture.org  em 2012-05-15



Fonte: IrãNews

sábado, 19 de maio de 2012

Brasileiros preparam caravana de solidariedade a Palestina

 

 No último dia 15 de maio, terça-feira, completou-se 64 anos da criação do Estado sionista de Israel. Para os palestinos, esse Dia é conhecido como Nakba que, em árabe, quer dizer A Catástrofe. Isso porque nesse mesmo dia, os exércitos armados dos judeus sionistas, que atuavam na Palestina ocupada pelos ingleses desde a década de 1930, tomaram boa parte das terras palestinas.


Os números que os historiadores apresentam são impressionantes. Em 1948 a Palestina histórica tinha por volta de 1,3 mil aldeias e vilas, onde moravam 1,4 milhão de palestinos. A partir desse fatídico dia, 15 de maio, 800 mil palestinos foram expulsos de suas casas, refugiando-se em países vizinhos. Os sionistas destruíram, com farta documentação a provar, 531 aldeias e vilas, perpetraram 70 grandes massacres, onde foram assassinados 15 mil palestinos, em especial velhos, mulheres e crianças.

Mesmo que a ONU tenha “dado” 48% da Palestina aos palestinos para que estes formassem seu Estado – o que nunca ocorreu – a partir de 15 de maio as coisas foram ficando cada dia piores. Hoje, a estimativa é que os palestinos detém no máximo 15% de suas terras históricas e possuem mais de cinco milhões de pessoas vivendo ou em acamamentos precários ou em países da região do Oriente Médio e espalhados pelo mundo.

Uma solidariedade necessária


É certo que o sentimento e a consciência da solidariedade internacional, aos povos que lutam em todo o mundo tem estado em baixa nos últimos tempos. O neoliberalismo impôs-se em boa parte do mundo, o socialismo vive em poucos países, os sindicatos se enfraqueceram, os meios de comunicação de massa alienam cada dia mais as grandes massas. Tudo isso faz com que se reduza a consciência dos trabalhadores, lideranças sindicais, em solidariedade a tantas lutas que ocorrem no mundo neste momento.

E sabemos quantas são essas lutas justas. Sempre fomos e continuaremos sendo solidários com a Cuba Socialista, de Fidel e de Che Guevara, que ainda hoje, vive um odioso boicote imposto pelo imperialismo norte-americano que o presidente Obama insiste em ainda manter. Somos solidários ao Vietnã, que fez uma das mais heroicas resistências a um exército imperialista entre 1962 e 1975.

No entanto, há uma resistência e luta heroica de um povo que é preciso que prestemos uma solidariedade ativa. Trata-se da luta do povo palestino. Nestes dias li e estudei de forma anotado, alguns dados do Escritório Central Palestino de Estatísticas. Muitos números me impressionaram, mas o de prisões é fenomenal. O que só prova o quanto antidemocrático é o Estado de Israel, pintado e propagado pela mídia como a “única democracia do Oriente Médio” (sic). Desde a Guerra dos Seis Dias de 1967, as estatísticas documentadas mostram que até o final de 2011, 800 mil palestinos haviam sido presos pelo menos uma vez, nas masmorras israelenses. Ora, se cinco milhões de palestinos moram no que lhes restou de terras, isso quer dizer que um em cada cinco cidadãos palestinos já foram presos pela potência ocupante pelo menos uma vez em suas vidas.

As condições de vida, de saúde, são as mais precárias. O desemprego é elevadíssimo, ainda que os palestinos consigam ter a mais alta taxa de escolaridade de todo o Oriente Médio.

Por isso, no Brasil e no mundo, prosperam comitês de solidariedade ao povo palestino. No Brasil, as primeiras experiências datam de 1982, portanto há trinta anos. Não temos um comitê brasileiro, unificado, nacional, unitário, amplo, permanente, que preste sua ativa solidariedade ao povo palestino. O que temos, ainda assim em apenas alguns estados, comitês que agem isoladamente, com mais ou menos representatividade, que englobam mais ou menos entidades da sociedade civil.

O Comitê Pelo Estado da Palestina Já

Um conjunto de entidades nacionais em SP, resolveram fundar um Comitê para apoiar a campanha pela criação do Estado da palestina. Na prática, foi um Comitê que tinha por finalidade fazer uma campanha entre os brasileiros para dar suporte ao pedido feito na ONU em 23 de setembro de 2011, pela Autoridade Palestina, para que fossem admitidos na Organização como seu 194º estado-membro.

Fizemos uma passeata em SP no Dia 20 de setembro com duas mil pessoas. Organizamos 23 reuniões com dezenas e dezenas de entidades. As mais expressivas são as centrais sindicais CUT, CTB, CGTB e Força Sindical. Temos todas as entidades mulheres, como a FDIM, UBM, MMM, CMB, todas as entidades de negros, como a Unegro, CNAB, MNU e a CNEN. Os movimentos comunitários integram o Comitê, como a Conam, a CMP e a Facesp. A juventude e os estudantes participam, como a UNE, UBES, ANPG, OCLAE, UJS. Por fim, o Comitê abriga os partidos PT, PCdoB, PSB e o PPL. As entidades representativa de árabes e palestinos, como a FEARB e a FEPAL, mais as entidades culturais como a Biblioteca Árabe, o Instituto Jerusalém e o Portal Arabesq também compõe o Comitê.

Desde as primeiras reuniões de 2012, as entidades integrantes vem propondo a realização de uma caravana de Solidariedade ao Povo Palestino. Houve duas tentativas, em fevereiro e maio, mas agora surgiu uma proposta concreta, antes das eleições, cujas campanhas começam em julho.

Em tratativas com a própria embaixada Palestina no Brasil, com o apoio da União Geral dos Trabalhadores Palestinos (GUPW), uma proposta de viagem foi apresentada por um dos integrantes do próprio Comitê, da Revista árabe chamada Sawtak. O companheiro Khaled Mahassan, também ele um empresário do turismo, especializado em Oriente Médio.

Furar o bloqueio da Mídia

Chegamos a conclusão que a melhor forma de ajudarmos a causa palestina nesta momento é enviarmos o maior número de pessoas representativa da sociedade brasileira, cidadãos, jornalistas, que pudessem conhecer de perto o sofrimento daquele povo oprimido pelo 4º exército mais poderosos e bem armado do planeta.

Ao voltar da palestina, essas pessoas podem escrever artigos, conceder entrevistas, fazer reuniões e palestras, enfim, tentar furar o cerco midiático que se armou em favor de Israel e de suas brutalidades e contra os interesses dos palestinos.

A data sugerido para o evento é o período de 10 a 20 de junho, viajando na empresa aérea Turkish Airlines (http://www.flyturkish.com.br/portal/ ), saindo de Cumbica em um domingo à noite e chegando a Amã, na Jordânia na segunda à noite. Fica-se seis horas e Istambul para a conexão, de forma que se pode dar um pulo de táxi até o centro da cidade (a nossa moeda vale um lira turca, um para um e as coisas são bem baratas por lá).

Vejam a seguir a proposta de roteiro, ainda a ser confirmado alguns detalhes, mas temos a ideia de visitar a sede da Autoridade palestina, travar contatos com o ministro do trabalho, membros da OLP, da esquerda palestina, visitar uma aldeia milenar palestina, o túmulo de Iasser Arafat e as cidades consideradas sagradas para algumas religiões, como Belém e Jerusalém.

Estamos incentivando que sindicalistas integrem essa comitiva, em especial professores, área da saúde, profissionais liberais e mesmo pequenos empresários e jornalistas. Vamos passar uns Dias em Amã ainda, travando contato com a esquerda jordaniana e procurando entender e debater a chamada Revolução Árabe em curso.

Na proposta de programação abaixo deixamos os contatos com o companheiro que organiza a viagem, Khaled Mahassan. É preciso pegar visto no consulado da Jordânia em SP, mas ele cuida de tudo isso. Nossa meta é atingir uma delegação de 15 pessoas, mas iremos na primeira experiência dessa natureza nos tempos mais recentes, com qualquer número de confirmações.

Veja abaixo a programação da primeira Missão de Solidariedade com o Povo Palestino


Comitê pelo Estado da Palestina Já – Brasil

1º Dia: 10/6/12 – Domingo – São Paulo /Amã – Apresentação no aeroporto as 19h30 para o embarque com destino a Amã com conexão em Istambul, voando Turkish no voo TK 016 com saída 23h15. A companhia aérea poderá ser substituída por outro

2º Dia: 11/6/12 – Segunda – Chegada à Amã – Chegada no aeroporto de Istambul as 17h40, e embarque para Amã as 19h50 com chegada às 22h, recepção e traslado ao Hotel Ramada ou Similar 4*. Noite livre

3º Dia: 12/6/12 – Terça-feira – Amã / Ramallah – Café da manhã no hotel. Saída para a ponte Allenby; recepção por nossos operadores palestinos e continuação a Ramallah. Hospedagem no hotel Best Western ou similar. Noite livre.

4º Dia: 13/6/12 – Quarta-feira – Ramallah – Café da manhã no hotel visita à cidade e ao tumulo de Iasser Arafat, retorno ao hotel, noite livre. (serviço oferecido pelos irmãos palestinos).

5º Dia: 14/6/12 – Quinta-feira – Ramallah – Café da manhã no hotel, e encontro com o ministro do trabalho e com um membro do comitê executivo da OLP e encontro com GUPW (União Geral dos Trabalhadores Palestinos). Retorno ao hotel, noite livre. (serviço oferecido pelos irmãos palestinos).

6º Dia: 15/6/12 – Sexta-feira – Ramallah – Café da manhã no hotel e saída para a visita à aldeia de An Nabih Saléh e participação de manifestação contra a ocupação. Esta atividade será organizada pelos irmãos palestinos da GUPW.

7º Dia: 16/6/12 – Sábado – Ramallah / Amã – Café da manhã no hotel e visita a cidade de Jerusalém e Belém. Retorno ao hotel, noite livre

8º Dia: 17/6/12 – Domingo – Ramallah / Amã – Café da manhã no hotel. Logo traslado a fronteira da Palestina com Jordânia, Tramites e recepção por nossos operadores Jordanianos, traslado ao hotel. Encontros com a esquerda jordaniana.

9º Dia: 18/6/12 – Segunda-feira – Amã – Café da manhã no hotel. Programa turístico de vista acidade de Amã e Jerash. Noite livre.

10º Dia: 19/6/12 – Terça-feira – Amã – Café da manhã no hotel. Dia livre.

11º Dia: 20/6/12 – Quarta-feira – Amã / São Paulo – Café da manhã no hotel, e na hora marcada saída ao aeroporto para o embarque com destino a São Paulo, com conexão em Istambul, chegada e fim dos nossos serviços

Parte aérea e Terrestre: 1 + 9 vezes de US382,00 (dólares norte-americanos). Total parcelado: US3,820.00 (três mil, oitocentos e vinte dólares). Pagamento à vista: desconto de 10% ou US3,438.00. O preço Inclui: Passagem aérea São Paulo e taxas de embarque / Amã /São Paulo; Traslado aeroporto / hotel / aeroporto em Amã; Traslado Amã / Ramallah / Amã; quatro noites de hotel 4* em Amã com café da manhã; cinco noites de hotel 4* em Ramallah com café da manhã; Seguro viagem e Bolsa de viagem Lynden.

Não está incluso: Despesas com documentação de viagem, vistos de entrada e saída com o consulado da Jordânia, despesas de ordem pessoal tais como telefonemas, fax, lavanderia, bebidas de qualquer natureza e tudo que não consta como incluso no roteiro. As condições gerais encontram se a disposição na nossa sede. Preços parte terrestre e aérea calculados em dólar americano, por pessoa conforme acomodação escolhida, sujeitos a mudança sem prévio aviso.

Para mais informações, entrar em contato com Kháled Fayez Mahassen, na Lynden Operadora de Turismo (Av. Ipiranga nº 1.147 – 6º andar, conjunto 61 CEP: 01039-000 – República – São Paulo – SP – Fones: +55-11-5589-8724 Celular: +55-11-9551-5321), com e-mail: khaled@lynden.com.br ou por meio do site www.lynden.com.br






 




Fonte: www.sawtak-brasil.blogspot.com
Retirado do Vermelho
Imagem: Google (Colocada por este blog)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dilma instala Comissão da Verdade, com Lula presente, se emociona e chora, sendo aplaudida de pé ( Não deixem de ver o vídeo )



Do Blog do Saraiva
 
A presidenta Dilma deu posse aos integrantes da Comissão da Verdade, que terá prazo de dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas no período entre 1946 e 1988.

 Todos os ex-presidentes foram convidados e compareceram. O presidente Lula também compareceu, já que foi ele quem idealizou e encaminhou ao Congresso. A presidenta, em seu discurso, lembrou também dos passos que cada ex-presidente deu para a redemocratização, abertura de arquivos, e apuração da história.


 No discurso, a presidenta Dilma deu o tom do que será o trabalho da Comissão, refutando o revanchismo e o ódio, com que alguns setores tratam este trabalho:


"O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia. É como se disséssemos que, se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la.
(...)
Ao instalar a Comissão da Verdade não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu, mas nos move a necessidade imperiosa de conhecê-la em sua plenitude, sem ocultamentos, sem camuflagens, sem vetos e sem proibições".



O vídeo com a íntegra do discurso histórico está abaixo:







Fonte:
Retirado do Blog do Saraiva 
Por: Zé Augusto 
do Blog Os Amigos do Presidente Lula





quarta-feira, 16 de maio de 2012

Irã convoca protesto contra união Arábia Saudita- Bahrein



As autoridades iranianas convocaram manifestações na próxima sexta-feira em todo o país contra o projeto previsto de união entre Arábia Saudita e Bahrein, chamando os regimes dos dois países de "lacaios" dos Estados Unidos.

O Conselho de Coordenação da Propaganda Islâmica, que organiza as manifestações oficiais, convocou em um comunicado os iranianos a protestar depois da oração de sexta-feira "contra o plano americano de anexação do Bahrein pela Arábia Saudita e para expressar sua revolta contra os regimes lacaios de Al-Khalifa e de Al-Saud".


Na segunda-feira, ao fim de uma reunião de cúpula em Riad, os dirigentes das seis monarquias árabes do Golfo decidiram prosseguir com a análise de um projeto de união, para reagrupar em um primeiro momento Arábia Saudita e Bahrein, país afetado por distúrbios entre a oposição xiita e o poder sunita.


A ideia de uma união do CCG acontece em um contexto de crise nas relações com o Irã, acusado pelos vizinhos árabes de interferência nos assuntos internos. Teerã criticou o projeto de união e advertiu que poderia agravar a crise no Bahrein. Riad e Manama pediram que o Irã não interfira em seus assuntos .



O Irã apoia a oposição xiita no Bahrein, que não aceita o projeto de união e criticou violentamente a intervenção militar saudita no Bahrein em março de 2011 para ajudar o país a reprimir as manifestações.


"Este complô perigoso é o resultado do triângulo funesto americano-britânico-sionista para impedir a ampliação das revoltas populares e para controlar a crise no Bahrein, que o regime de Al-Khalifa é incapaz de solucionar", acrescenta o Conselho iraniano.






Fonte: DefesaNet

Vida longa aos ‘nossos’ bastardos do Golfo


 Pepe Escobar, Asia Times Online


A vida é presente de ouro que você ganha de Deus, se for membro de carteirinha do Clube Contrarrevolucionário do Golfo (CCG), codinome Conselho de Cooperação do Golfo: Bahrain, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos podem torturar, matar, reprimir e demonizar os próprios cidadãos – em plena confiança de que escaparão, porque o máster jamais os atrapalhará.

 No mesmo momento em que a dinastia sunita al-Khalifa no poder no Bahrain declara publicamente que continuará a prender, espancar, gás-lacrimogenear, invadir casas, confiscar empregos e bens e direitos e a obrigar os cidadãos pró-democracia do Bahrain a viver em estado non-stop de medo, o príncipe coroado do mesmo Bahrain, Salman bin Hamad al-Khalifa, é hóspede festejado, em Washington, do governo de Barack Obama.

 
O príncipe Salman – que a propaganda bahraini vende como “moderado” – apareceu lado a lado, com a secretária de Estado Hillary “Fomos, vimos, ele morreu” Clinton. Os que “morrem” são ditadores do mal, do tipo Muammar Gaddafi. “Nossos” bastardos são festejados em DC, depois de recebidos com tapete vermelho.

 Há alguma repressão relacionada a alguma Primavera Árabe e matança no Bahrain? Claro que não. Segundo Clinton, palavras dela, são só “questões internas”.

 Na prática, significa que Clinton subscreve a narrativa oficial segundo a qual a sectarização de tudo que está acontecendo no Bahrain é culpa dos manifestantes – não dos al-Khalifas, os quais, já faz um ano, estão destruindo mesquitas xiitas e investindo na total demonização dos xiitas (a culpa é do Irã ‘do mal’).

 Os al-Khalifas têm sido muito mais cordatos que o presidente Bashar al-Assad na Síria: mataram só quantidade aceitável de gente. Mas por que o Bahrain é substancialmente “diferente” da Síria? Porque “abriga a V Frota da Marinha dos EUA, ajudando os EUA a projetarem sua força no Golfo e a conter o Irã” – e não é fala de algum neoconservador, mas do diretor da ONG Human Rights Watch, Tom Malinowski.

Um bando de covardes

Eis a conquistadora Clinton da Líbia:

O Bahrain é valioso aliado dos EUA. Somos parceiros em várias questões importantes de interesse mútuo para ambas nossas nações e também de interesse regional e global. Espero ansiosa a chance de conversar com Sua Alteza Real sobre várias dessas questões internas e externas com que o Bahrain está tendo de lidar e alcançar melhor compreensão dos esforços que estão sendo empreendidos pelo governo do Bahrain. Por tudo isso, Sua Alteza Real, bem-vindo aos EUA.


 E aqui um porta-voz do governo do Bahrain, falando das coisas como as coisas são, à agência Reuters, apenas um dia antes do trololó Clinton-Príncipe Coroado:


 Estamos de olho nos perpetradores e gente que usa a imprensa, o rádio e as mídias sociais para encorajar protestos ilegais e violência por todo o país. Se aplicar a lei significa resposta dura, assim será.


Tradução: a chacina prosseguirá, porque os senhores, em Washington, nos dão cobertura.

 

Nem uma palavra do governo Obama sobre a prisão do mais conhecido ativista bahraini defensor de direitos humanos Nabeel Rajab, que a Anistia Internacional declarou “prisioneiro de consciência” ao exigir que fosse imediatamente libertado. Quanto ao ativista Abdulhadi Alkhawaja, permanece há três meses em greve de fome, em protesto contra a sentença que recebeu, de prisão perpétua, condenado pelo regime al-Khalifa.

R2P, “responsabilidade de proteger”? Ora... a adorável doutrina esposada pelas Três Graças – Clinton; a Embaixadora dos EUA à ONU Susan Rice; e Samantha Power, Assessora Especial de Obama – não se aplica a manifestantes civis que protestam, a maioria dos quais são xiitas, no Bahrain. Gritam por direitos humanos básicos – dos quais jamais conheceram muitos –, já há mais de um ano.

 O primeiro-ministro do Bahrain, Khalifa bin Salman al Khalifa – cujos métodos medievais fariam corar de inveja o egípcio Omar “Sheikh al-Tortura” Suleiman, para nem falar do príncipe Nayef da Casa de Saud – está no poder há 40 anos.

 E o rei do Bahrain, rei Hamad, sempre, oh, tão generoso: depois de tudo, pediu um relatório detalhado da repressão. Desnecessário dizer que as medidas recomendadas naquele relatório, embora altamente saneado, jamais foram implementadas.

 O que torna tudo ainda mais trágico, é que nada são além de um bando de covardes. Bastaria uma palavra de Clinton ou Obama, para que os al-Khalifas suspendessem imediatamente a repressão acertada entre eles todos, e que usa a polícia linha mais dura dos sunitas recrutados no Paquistão, Síria e Iêmen: libertem os milhares de prisioneiros, recontratem os milhares de trabalhadores demitidos porque seriam “subversivos”. São covardes. 

 Há rumores na Grã-Bretanha segundo os quais Nasser Bin Hamad, filho do rei do Bahrain, pode ser impedido de assistir aos Jogos Olímpicos de Verão, em Londres, dentro de alguns meses. E por boas razões: ele pessoalmente ameaçou muitos atletas, além de ser acusado de tortura. E o que fez, quando a coisa esquentou? Rapidamente deletou todos os tuítes ameaçadores. Podem contar: em julho, Nasser será visto nas principais festas em Mayfair.




Fonte: IrãNews
Tradução: Vila Vudu

Kodak escondia reator nuclear e urânio enriquecido em sua sede

 Foto: Nuclear Regulatory Commission

Autoridades se disseram "surpresas", já que empresas privadas não deveriam ter acesso a esse tipo de material.



Ainda em meio ao impasse com o programa nuclear do Irã, o governo dos Estados Unidos teve de lidar com uma incômoda "surpresa" nesta semana. Um reator atômico foi descoberto em uma das sedes da empresa de produtos fotográficos Kodak, onde estaria escondido há pelo menos 30 anos. O aparelho, de acordo com a imprensa norte-americana, foi adquirido nos anos 1970 com o objetivo de servir ao estudo de novas técnicas de revelação.

O reator tem o tamanho de um refrigerador popular e ficou guardado em uma área secreta e segurança máxima no subsolo da sede da Kodak até 2007. De acordo com as informações veiculadas, o cientista envolvido declarou que não havia riscos e que na área externa nunca foi registrada radiação em níveis perigosos.

Foi encontrado também, na sede da Kodak, um quilo de urânio enriquecido, material utilizado na construção de bombas atômicas e que tem sido o centro de todas as discussões sobre o programa nuclear iraniano.

O Centro de Não Proliferação de Armas Nucleares disse que a "descoberta" revela algo estranho, pois empresas privadas não deveriam ter acesso a esse tipo de material.




Fonte: NavalBrasil
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