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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Países membros da OTAN e do Conselho de Segurança do Golfo (CCG) estão preparando um golpe de Estado e um genocídio sectário na Siria




OTAN prepara golpe midiático na Síria


Por Thierry Meyssan

Países membros da OTAN e do Conselho de Segurança do Golfo (CCG) estão preparando um golpe de Estado e um genocídio sectário na Síria. Se você deseja opor-se a esses crimes, atue de imediato. Faça circular este artigo através da Internet e ponha-se em contato com seus representantes democráticamente eleitos.

Dentro de alguns dias, talvez a partir do meio-dia da sexta-feira 15 de junho, os sírios que assistem aos canais nacionais somente captarão em seus televisores outros canais criados pela CIA. Imagens filmadas em estudio mostrarão massacres imputados ao governo, manifestações populares, ministros e generais renunciando, presidente Al-Assad fugiu, os rebeldes reunindo-se no centro das grandes cidades assim como a chegada de um novo governo ao palácio presidencial.

O objetivo dessa operação, dirigida directamente desde Washington por Ben Rhodes, conselheiro adjunto de seguridade nacional dos Estados Unidos, é desmoralizar os sirios e permitir assim um golpe de Estado. A OTAN, após chocar-se com o veto duplo pela Rússia e pela China no Conselho de Seguridade da ONU, alcançaria assim conquistar a Siria sem ter que atacar ilegalmente. Seja qual for a opinião de cada um sobre o que está sucedendo na Siria, o certo á que um golpe de Estado colocaria fim a toda esperança de democratização.

De forma totalmente oficial, a Liga Árabe tem solicitado aos operadores dos satélites Arabsat e Nilesat que ponham fim a retransmissão dos medios sirios, tanto públicos como privados (Syria TV, Al-Ekbariya, Ad-Dounia, Cham TV, etc.). Ja existe um precedente dado que a Liga Árabe impostou anteriormente a censura contra a televisión Líbia para impedir que os dirigentes de la Yamahiria puderam comunicar-se com seu própio povo. No existe na Síria nenhuma rede hertziana em que os canais de televisão se captem exclusivamente vía satélite. Mas este corte no deixará as telas em branco.

Na realidade, esta decisão somente é a parte visível do iceberg. Segundo  nossas informações, várias reuniões internacionais tiveram  lugar esta semana para coordenar a operação de intoxicação. As duas primeiras reuniões, de natureza técnica, se aconteceu em Doha (Qatar). a terceira, de caráter político, teve lugar em Riad, (Arábia Saudita).

Na primeira reunião participaram os oficiais de guerra psicológica «incrustados» em várias televisões via satélites, como Al-Arabiya, Al-Jazeera, BBC, CNN, Fox, France24, Future TV e MTV – Já é sabido que desde 1998 oficiais da United States Army’s Psychological Operations Unit (PSYOP) tem sido incorporados na redação da CNN, prática que a OTAN extendeu depois a outras estações televisivas de importância estratégica. Estes oficiais elaboraram de antemão uma série de notícias falsas, em função de uma história falsa concebida pela equipe de Ben Rhodes, na Casa Branca. Se estabeleceu um procedimento de validação recíproca no que cada mídia deve citar nas mentiras dos demais para dar-lhes credibilidade aos olhos dos telespectadores. Os participantes decidiram a não limitar-se a requisição unicamente dos canais da CIA para Síria e o Líbano (Barada, Future TV, MTV, Orient News, Syria Chaab, Syria Alghad), mas também uns 40 canais religiosos wahabitas para desatar massacres e exortar a fé sob o lema «¡Los cristianos a Beirut, los alauitas a la tumba!»

Na segunda reunião participaram engenheiros e realizadores encarregados de planificar a fabricação de imagens de ficção, em que se mesclan sequências rodadas em estudios a céu aberto com imagens computadorizadas. Nestas últimas semanas se tem montado, na Arabia Saudita, vários estudios que imitan os dos palácios presidenciais sírios e as principais praças de Damasco, de Alepo e de Homs. Ja existia esse tipo de estudios en Doha, mas eram insuficientes, dada a escala da operação proposta.
 
Na terceira reunião participaram o general James B. Smith, embaixador dos Estados Unidos; um representante do Reino Unido e o príncipe saudita Bandar Bin Sultan, o mesmo a quem o presidente George Bush (pai) designava como seu filho adotivo, quando a imprensa americana começou a chamá-lo «Bandar Bush». O objetivo desta reunião foi coordenar a ação dos meios de comunicação com a ação do «Ejército Sirio Libre», essencialmente composto por mercenários a mando do príncipe Bandar.

A operação já vinha sendo planejada havia meses, mas o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos decidiu acelerar depois que o presidente russo Vladimir Putin notificou a Casa Branca de que a Russia iria se opor pela força a todo intento ilegal de intervenção da OTAN contra a Síria.

Esta operação compreende duas etapas simultâneas: por um lado, inundar os meios de comunicação com notícias falsas, e por outro, censurar e bloquear toda possibilidade de resposta.

O fato de proibir as televisões via satélites para desencadear e dirigir uma guerra não é nada novo. Sob a pressão de Israel, Estados Unidos e a União Européia tem proibido sucessivamente canais de televisão libaneses, palestinos, iraques, libios e até iranianos. Nenhum tipo de censura foi imposta em canais por satélite de outras regiões.

A difusão de noticias falsas tampouco é novidade. Quatro avanços significativos na arte de propaganda ter sido dada pela primeira vez durante a última década.

- Em 1994, uma estação de música pop, a Radio Libre de Mille Collines (RTML) deu o sinal que desencadeou o genocídio de Ruanda para encorajar a «¡Matar a las cucarachas!».

- Em 2001, a OTAN utilizou os meios de imprensa para impor uma interpretação dos atentados do 11 de setembro e justificar os ataques contra Afeganistão e Iraque. Já naquela época foi Ben Rhodes o encarregado de redatar, por ordem da administração Bush, Kean Hamilton o informe da Comissão sobre os atentados.

- Em 2002, a CIA utilizou 5 canais (Televen, Globovisión, Meridiano, ValeTV e CMT, para fazer crer que enormes manifestações haviam obrigado o presidente democraticamente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, a renunciar a seu cargo, quando na realidade estava sendo vítima de um golpe de Estado militar.

- Em 2011, France desempenhava de fato o papel de ministerio de Información de Consejo Nacional Libio, ao que estava vinculada por contrato. Durante a batalha de Trípoli, a OTAN fez filmar em estudios e difundir através da Al-Jazeera y de Al-Arabiya imagens que mostravam os rebeldes líbios entrando na praça principal da capital quando na realidade se encontravam longe da cidade, de maneira que os habitantes, convencidos de que a guerra estava perdida, cessaram toda resistência.

Os meios de imprensa já não se conformam com apoiar a guerra. Agora eles fazem  a guerra.

Este dispositivo viola os princípios básicos do direito internacional, começando com o artigo 19 da Declaração Universal de Direitos Humanos que estipula o direito a «receber informações e opiniões, e o de difundi-las, sem limitação de fronteiras, por qualquer meio de expressão». E o mais importante é que viola as resoluções da Assembéia Geral da ONU, adotadas ao término da Segunda Guerra Mundial para prevenir as guerras. As resoluções 110, 381 e 819 proíbem «os obstáculos ao livre intercâmbio de informações e idéias» (neste caso, o bloqueio dos canais sírios) e «a propaganda tendenciosa a provocar ou estimular qualquer tipo de ameaça contra a paz, de ruptura da paz ou ato de agressão ». Na luz do direito, a propaganda a favor da guerra é um crime contra a paz. É crime ainda mais grave porque torna possíveis crimes de guerra e genocídio.

 



Tradução: Google
Imagem: Google



Palestina: OLP condena ocupação israelense, que completa 45 anos



O fim da Guerra dos Seis Dias completa 45 anos neste domingo (10/06). O conflito armado entre Israel e diversos países árabes demonstrou o superior poderio militar dos israelenses e culminou na dominação de territórios como a Faixa de Gaza em 1967. Algumas ds áreas conquistadas permanecem em disputa até hoje. Na foto, uma criança palestina brinca em um campo de refugiados na Jordânia em 23 de junho de 1967.

Os israelenses utilizaram tanques para avançar sobre o terreno irregular das Colinas de Golã em 10 de junho de 1967. A região permanece sendo disputada por Israel, que obteve controle da área com a Guerra dos Seis Dias, e a Síria, então detentora do local.

Aviões cruzam o céu na fronteira entre Israel e Egito no primeiro dia da guerra, em 5 de junho de 1967. Os egípcios, derrotados, sofreram as maiores baixas na Guerra dos Seis Dias e perderam o controle da Faixa de Gaza e da Península do Sinai.
Soldados sírios admitem a derrota e se rendem ao avistarem tanques israelenses nas Colinas de Golã no final da Guerra dos Seis Dias.
Na Cisjordânia - que, assim como Jerusalém Oriental, era controlada pela Jordânia antes da guerra -, soldados árabes se rendem às forças israelenses.
Estima-se que menos de mil soldados israelenses morreram no ataque, enquanto as forças árabes reunidas perderam quase 20 mil combatentes. Na foto, palestinos se rendem aos israelenses no que marcaria o aumento definitivo no número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito. Muitos desses nunca consequiram retornar a seus antigos territórios e ainda hoje vivem em campos de refugiados.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) condenou "o fortalecimento de uma ocupação que ameaça ser irreversível", na véspera do 45º aniversário da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel conquistou Jerusalém Oriental, Gaza, Cisjordânia, as Colinas do Golã e o Sinai egípcio. Enquanto isso, a Faixa de Gaza vive o quarto dia consecutivo de bombardeios israelense.


"Quarenta e cinco anos depois do começo da ocupação, Israel continua violando deliberadamente a lei internacional através de políticas que minam e ameaçam anular as perspectivas de uma solução de dois Estados", disse nesta segunda-feira em comunicado Hanan Ashrawi, membro do Comitê Executivo da OLP.


 Na nota, a dirigente palestina pede ao mundo que "examine o legado da ocupação israelense: um legado de impunidade e atrozes violações da legislação internacional". Além disso, acusa Israel "como potência ocupante" de violar as obrigações estabelecidas na Convenção de Genebra e outros tratados internacionais.


 Ashrawi condena a expansão das colônias e do que classifica de "políticas extremistas adotadas pelo governo israelense e legisladas pela Knesset (Parlamento) que enviam uma mensagem sinistra: em vez de investir na paz, Israel investe em avançar a ocupação com a construção de assentamentos, a demolição de casas e o deslocamento de milhares de palestinos".


Bombardeio


 Aviões militares israelenses bombardearam  nesta segunda (4) pelo terceiro dia consecutivo, áreas civis de Gaza. Duas pessoas morreram e sete ficaram feridas. Uma leiteria situada na Cidade de Gaza foi destruída pelos projéteis lançados pelas forças militares.


De acordo com fontes médicas e o movimento de Resistência Islâmica (Hamas), outro ataque com projéteis de grosso calibre foi registrado em uma área descampada. A ação tem por objetivo vingar a morte de um soldado israelense em um tiroteio na região da fronteira.


Vários presos palestinos em cárceres israelenses ameaçaram retomar a greve de fome massiva devido ao não cumprimento por parte do governo de Benjamín Netanyahu do acordo que colocou fim à greve de cerca de mil reclusos, realizada em 17 de abril.

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45 anos se passaram... e o Povo Palestino continua sofrendo







Fonte: AFP - Prensa Latina - Vermelho
Imagem: Terra
Vídeo: Youtube

Há 20 anos na ECO-92 Fidel Castro mostrava o caminho para salvar o Planeta





Retirado do Solidários


Discurso de Fidel Castro na Conferência da ONU para Meio Ambiente - ECO-92

Sr. Presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello;
Sr. Secretário Geral das Nações Unidas, Butros Ghali;
Excelências:

Uma importante espécie biológica está em perigo de desaparecer devido à rápida, progressiva liquidação de suas condições naturais de vida: o homem. Agora estamos cientes deste problema, quando quase é tarde para impedi-lo.

É preciso salientar que as sociedades de consumo são as principais responsáveis pela atroz destruição do meio ambiente. Elas nasceram das antigas metrópoles coloniais e de políticas imperiais que, pela sua vez, engendraram o atraso e a pobreza que hoje açoitam a imensa maioria da humanidade. Com apenas 20% da população mundial, elas consomem as duas terceiras partes dos metais e as três quartas partes da energia que é produzida no mundo. Envenenaram mares e rios, contaminaram o ar, enfraqueceram e perfuraram a camada de ozônio, saturaram a atmosfera de gases que alteram as condições climáticas com efeitos catastróficos que já começamos a padecer.

As florestas desaparecem, os desertos estendem-se, bilhões de toneladas de terra fértil vão parar ao mar cada ano. Numerosas espécies se extinguem. A pressão populacional e a pobreza conduzem a esforços desesperados para ainda sobreviver à custa da natureza. É impossível culpar disto os países do Terceiro Mundo, colônias ontem, nações exploradas e saqueadas hoje, por uma ordem econômica mundial injusta.

A solução não pode ser impedir o desenvolvimento aos que mais o necessitam. O real é que todo o que contribua atualmente para o subdesenvolvimento e a pobreza constitui uma violação flagrante da ecologia. Dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças morrem todos os anos no Terceiro Mundo a conseqüência disto, mais do que em cada uma das duas guerras mundiais. O intercâmbio desigual, o protecionismo e a dívida externa agridem a ecologia e propiciam a destruição do meio ambiente.

Se quisermos salvar a humanidade dessa autodestruição, teremos que fazer uma melhor distribuição das riquezas e das tecnologias disponíveis no planeta. Menos luxo e menos esbanjamento nuns poucos países para que haja menos pobreza e menos fome em grande parte da Terra. Não mais transferências ao Terceiro Mundo de estilos de vida e de hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente. Faça-se mais racional a vida humana. Aplique-se uma ordem econômica internacional justa. Utilize-se toda a ciência necessária para um desenvolvimento sustentável sem contaminação. Pague-se a dívida ecológica e não a dívida externa. Desapareça a fome e não o homem.

Quando as supostas ameaças do comunismo têm desaparecido e já não há pretextos para guerras frias, corridas armamentistas e gastos
militares, o que é o que impede dedicar de imediato esses recursos na promoção do desenvolvimento do Terceiro Mundo e combater a ameaça de destruição ecológica do planeta?

Cessem os egoísmos, cessem as hegemonias, cessem a insensibilidade, a irresponsabilidade e o engano. Amanhã será tarde demais para fazer aquilo que devimos ter feito há muito tempo.

Obrigado, Fidel Castro.




Reportagem da TV cubana sobre a participação de Fidel Castro no Eco-92










Fonte: Solidários

domingo, 10 de junho de 2012

Declaração final da 3ª Assembleia Nacional do Cebrapaz






O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) aprovou na Assembleia Nacional encerrada sábado (9), uma Declaração em que renova as convicções dos ativistas brasileiros pela paz de que sua luta está ligada ao combate ao imperialismo estadunidense e seus aliados da Otan. Ao encerrar o evento, a presidenta do Cebrapaz, Socorro Gomes, declarou que a missão da entidade é denunciar os crimes do imperialismo e mobilizar o povo na luta pela paz. 

Leia a íntegra da declaração: 

Nós, militantes da paz, da solidariedade aos povos e da luta anti-imperialista, reunidos na 3ª Assembleia Nacional do Cebrapaz, realizada na cidade de São Paulo, nos dias 08 e 09 de julho de 2012, nos somamos às vozes que ao redor do mundo clamam pela paz, soberania e justiça.

Homenageamos nesta ocasião um dos grandes brasileiros, o humanista e pintor Candido Portinari, que com o seu pincel e cores expressou com contundência as dores da guerra, e a alegria dos povos de viver em paz. O exemplo deste grande brasileiro, como de tantos outros, nos inspira para tansformar nossa indignação em ação organizada e consciente.

O Cebrapaz é uma expressão organizada do sentimento da sociedade brasileira contra as guerras e em solidariedade aos povos em luta no mundo.

Esta assembleia realizou uma abrangente análise sobre as ameaças à paz, provocadas pelo imperialismo; debateu sobre como fortalecer a solidariedade aos povos agredidos, que lutam para defender sua soberania e o direito à autodeterminação.

Vivemos uma mudança de época. Estão em curso profundas mudanças e transformações no mundo.

A crise atual do capitalismo é estrutural e sistêmica. As políticas empregadas para enfrentar a crise atacam os direitos dos trabalhadores e dos povos e suas repercussões vão muito além dos aspectos econômicos.

De igual modo, está em curso um processo histórico de declínio relativo da hegemonia do imperialismo estadunidense. Paralelamente a isto emergem grandes nações que reafirmam seu direito de defesa da paz, à autodeterminação e ao desenvolvimento com justiça social.

Contudo os EUA ainda são a força predominante nas dimensões militar, cientifico-tecnológica e na esfera econômica em relação a outros países do mundo. Atuam de forma consciente para se manter no centro do sistema, utilizando para isto a militarização, a guerra e a instrumentalização das Nações Unidas.

Vivemos uma nova ofensiva imperialista que visa saquear os recursos naturais, tais como as fontes de energia, a biodiversidade, a água, os minérios, entre outros. O imperialismo recrudesce a sua agressividade contra os povos do mundo, fazendo-a acompanhar de uma sistemática e orquestrada campanha ideológica e de desinformação, destinada a “legitimar” e suavizar a barbárie causada por suas aventuras bélicas.

Novos e antigos argumentos são utilizados para ameaçar a soberania e a paz das nações. Neste sentido, surgem novos conceitos e justificativas, como “guerra preventiva” e “direito de proteger” para realizar os graves crimes contra a humanidade, como os ocorridos na Líbia no último período. Trata-se de uma época em que a violação do direito internacional e da carta das Nações Unidas, como também a instrumentalização da ONU são parte da estratégia do imperialismo.

É com este intuito que foi reformulada a estratégia de ação da Otan, com a expansão de sua área de atuação, tornando-se uma das principais inimigas da paz e dos povos do mundo.

A rede de bases militares estrangeiras e as esquadras navais dos EUA constituem na atualidade uma ampla rede de apoio às suas operações em todas as latitudes.

Neste sentido, regiões como Oriente Médio, África e a América Latina, abundantes em recurso naturais estratégicos, são alvo da cobiça do imperialismo. Prosseguem as guerras de ingerência, agressão e ocupação, com ações nos Bálcãs, no Oriente Médio, na Ásia Central e na África. Agora, a Otan volta a manifestar a sua intenção de ter presença militar no Atlântico Sul.

No Oriente Médio, Israel continua sendo a ponta de lança do imperialismo, com uma política de hostilidade e agressão aos povos da região, mantém ocupadas as colinas de Golan, da Síria, e as Fazendas de Sheeba, no Líbano.

Com respeito à Palestina, o sionismo israelense continua com a política de expansão das colônias, construção de postos de controle e do muro de separação, perpetrando crimes, como prisões arbitrárias e assassinatos seletivos. Reafirmamos a defesa da constituição do Estado da Palestina já. Não há como esperar mais tempo, as Nações Unidas têm esta responsabilidade perante o martirizado povo palestino.

Os sionistas e o imperialismo estadunidense fazem constantes ameaças e provocações contra o Irã, pretextando que este país pretende fabricar armas nucleares.

Na Ásia Central, os EUA tentam construir uma saída para sua desastrosa presença no Afeganistão, além de continuar violando a soberania do Paquistão, realizando os criminosos e covardes bombardeios com aviões não tripulados.

Na África, a partir da reativação do Comando Africano (Africom), o imperialismo estadunidense busca expandir sua presença. Comandou, com países da União Europeia e da Otan, a recente agressão contra a Líbia, com claros objetivos neocolonialistas.

No momento em que realizamos nossa assembleia, o alvo imediato do imperialismo e sua maquinaria de guerra e propaganda é a Síria. Isto dá um sentido de urgência à nossa ação de solidariedade com este país. A defesa da soberania nacional torna-se a principal expressão da defesa da paz e da oposição ao jugo imperialista. Querem derrubar o governo do presidente Bashar Al-Assad não pelos seus eventuais problemas, mas por suas qualidades, por não ser submisso aos interesses do imperialismo na região. Desde nossa assembleia, conclamamos todas as forças progressistas e defensoras da paz a se solidarizarem com a Síria e seu povo.

Na América Latina, o “Continente Rebelde”, vivemos uma nova realidade política, econômica e social, fruto de décadas de luta política e social dos nossos povos. Os governos da região têm privilegiado a construção da democracia, fazem esforços pelo progresso social, promovem a integração solidária, reforçam posições de defesa da soberania nacional e da paz. Por isso mesmo, o imperialismo estadunidense, em conluio com as classes dominantes retrógradas, fazem pressões e ameaças contra os governos anti-imperialistas, principalmente Cuba e Venezuela.

Prosseguem seus intentos de instalar novas bases militares estadunidenses na Colômbia e em outras localidades, além dos esforços de fazer com que a Otan atue nas águas do Atlântico Sul. A Quarta Frota continua ameaçadoramente singrando as águas do Atlântico e do Mar do Caribe.

Reiteramos que não é concebível que em pleno século 21 tenhamos que conviver com o flagelo do colonialismo. Em nossa região são 22 os enclaves coloniais de distintas formas, que servem em muitos casos como base para operações militares das grandes potências, como a ilha de Ascensão e as Ilhas Malvinas. Nesta oportunidade repudiamos uma vez mais o colonialismo britânico e afirmamos que as Malvinas são Argentinas.

Hoje, mais do que em qualquer outra época, torna-se necessário um movimento forte e organizado em defesa da paz. A denúncia dos crimes do imperialismo e seu combate é uma tarefa que está na ordem do dia.

Nosso desafio é ser a expressão organizada do sentimento de solidariedade aos povos em luta e na denúncia dos crimes do imperialismo. Fortalecer o Cebrapaz como uma organização de ação de massas e unidade, com núcleos atuantes nos diferentes Estados e amplas relações com outras entidades, buscando desenvolver ações unitárias, é um dos nossos principais desafios.

A tarefa principal do Cebrapaz é contribuir para a construção de uma ampla frente de luta contra o imperialismo e pela paz. Para realizá-la é necessário fortalecer sua estrutura e organização, ampliar alianças, construir frentes, atuar em conjunto com outros movimentos.

A exemplo de Portinari e de tantos outros homens e mulheres que no seu dia a dia lutam para construir um mundo de paz, justiça e solidariedade, estaremos nas ruas, locais de trabalho e estudo buscando fortalecer e construir este movimento, que é de defesa da própria humanidade.

Estamos certos de que o século que se inicia será o século dos povos, da paz e da solidariedade entre os homens e mulheres ao redor do mundo. A essência de nossa época é o anti-imperialismo.

Na ocasião em que realizamos nossa 3ª Assembleia Nacional, reafirmamos a convicção de que o imperialismo não é invencível. Com a força do povo, será derrotado.

Viva a luta dos povos!

Viva a paz e a solidariedade!


São Paulo, 9 de junho de 2012

A 3ª Assembleia Nacional do Cebrapaz





Fonte: Cebrapaz
Imagem: Google (colocadas por este blog)

Cientistas brasileiros enviam carta aberta à Dilma




Carta aberta


Por Husc no Blog do Ambientalismo

Mudanças climáticas: cientistas enviam carta aberta à Dilma


Um grupo de destacados cientistas brasileiros enviou uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff, alertando-a sobre os equívocos que marcam a orientação dos debates e a formulação de políticas públicas referentes aos assuntos climáticos. Intitulado “Mudanças climáticas: hora de se recobrar o bom senso”, o documento enfatiza a inexistência de evidências físicas da influência humana no clima em escala global, critica o alarmismo que tem prevalecido na apreciação do tema e afirma que a “descarbonização” da economia mundial, com o proposto abandono dos combustíveis fósseis, é uma pseudo-solução para um problema inexistente.

Kenitiro Suguio - Luiz Carlos Molion - Geraldo Luís Lino
Entre os 18 signatários da carta, encontram-se: o geólogo Kenitiro Suguio, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências; o climatologista Luiz Carlos Baldicero Molion, pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); o físico Fernando de Mello Gomide, professor titular aposentado do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA); o geólogo João Wagner Alencar Castro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional; e outros. O geólogo Geraldo Luís Lino, membro do conselho editorial deste boletim, também assinou o documento.

A propósito da inexistência de evidências do chamado aquecimento global antropogênico, a carta afirma, enfaticamente, que…

«…as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.»

Por isso, diz o texto, “a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à Ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da Humanidade”.

Os autores advertem, também, para os riscos da ênfase na possibilidade de aquecimento do planeta, quando várias evidências apontam para um resfriamento, nas próximas décadas:

«Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico-ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947 e 1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).»

Ao final, os signatários sugerem uma mudança de atitude e mentalidade:

«Pela primeira vez na História, a Humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.»

«Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.»

O documento, datado de 14 de maio, está circulando em todo o País e pode ser encontrado, entre outros lugares, nos sítios Alerta em Rede e da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário (Abequa), este, em formato PDF.
 

Movimento de Solidariedade Íbero-americana

 Créditos ➞ este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico MSIa INFORMA, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Vol. III, No 51, de 25 de maio de 2012.

MSIa INFORMA ➞ é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 – sala 202 – Rio de Janeiro (RJ) – CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.

Para saber mais sobre o tema ➞ visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/.



Fonte: Blog do Ambientalismo
Imagem: Google (colocada por este blog)

sábado, 9 de junho de 2012

José Mujica - Temos de escapar da escravidão que impõe a dependência material




O presidente uruguaio José Mujica recebe o barbeiro na chácara onde vive, como fazia antes de ser eleito

A presidente Cristina Kirchner anunciou esta semana a decisão de transferir para pesos um depósito bancário de US$ 3 milhões, na tentativa de convencer os argentinos a pouparem em moeda nacional. Com um patrimônio estimado em US$ 15 milhões, ela é uma das mulheres mais ricas do país e integra a lista de presidentes milionários da região, como o chileno Sebastián Piñera. 

Do outro lado do Rio da Prata, o uruguaio José “Pepe” Mujica, o chefe de Estado mais pobre do continente, vive em condições de austeridade e conserva o mesmo patrimônio que possuía quando chegou ao poder, em 2010: uma humilde chácara a 20 quilômetros de Montevidéu e um fusca modelo 1987, avaliado em US$ 1.925. Mujica doa 90% dos US$ 12.500 que recebe mensalmente a programas sociais.

Quando o Uruguai recuperou sua democracia, em 1985, Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro, saiu da prisão e disse que todos em seu país deviam aprender a “viver como pobres”. E foi o que ele fez. Junto com sua companheira, a senadora e também ex-tupamara LuciaTopolansky — que, ao contrário do presidente, pertencia a uma família de classe alta — mudou-se para a chácara e construiu uma vida simples.

 Na semana passada, Mujica, de 77 anos, foi notícia no Uruguai por ter saído sozinho para comprar uma tampa de privada. Na volta para casa, o presidente foi visto pelos jogadores do Huracán del Paso de la Arena, um time local, que o chamaram para comer um churrasco e conversar. E lá foi Mujica, com a tampa de privada debaixo do braço.
 
 — A simplicidade do presidente não é pose — contou o jornalista do “El País” Eduardo Delgado. — Participei de várias viagens presidenciais, e todos fomos com Mujica em aviões de companhias comerciais e em classe econômica.

Em entrevista ao semanário “Búsqueda”, realizada em 2009, o presidente explicou sua teoria. Para ele, viver como pobre é a única maneira de libertar-se das pressões da sociedade de consumo.

 “Temos de escapar da escravidão que impõe a dependência material, que é uma das coisas que mais roubam tempo na sociedade contemporânea”, filosofou então Mujica. “Se você se deixa arrastar pelas pressões da sociedade de consumo, não existe dinheiro que alcance, não tem fim, é infinito”.
 
 Além de doar seu salário, Mujica destina parte do dinheiro restante a pagar tratamentos de saúde para uma de suas irmãs, que sofre de esquizofrenia, segundo confirmaram pessoas que há muitos anos convivem com o presidente. Em sua chácara, a única mudança desde que se tornou presidente foi a construção de uma casinha para os seguranças. 

Com certa aversão ao protocolo, Mujica teve de aceitar, também, roupas novas. Mas sempre preservando seu estilo informal, que não inclui, até hoje, o uso de gravata.

 — Já jantei na casa do presidente, e até a comida é muito simples: é uma típica família de classe média baixa — contou um jornalista uruguaio, que pediu para não ser identificado.
 
O jeito Mujica de ser é bem visto por muitos uruguaios, mas questionado pelas classes mais altas, que têm certa dificuldade em aceitar um presidente que fala e vive como um homem do campo. Ainda com dois anos e meio de governo pela frente, Mujica tem 52% de aprovação popular, segundo pesquisa do instituto Data Medida. Já seu vice, Danilo Astori, um economista moderado e com um estilo bem mais sofisticado, obteve 60% de avaliação positiva.





Fonte: blogdopedrosa
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