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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Paraguaios se manifestam contra multinacional do Canadá



Paraguaios rechaçam instalação multinacional canadense no país

O Paraguai continua enfrentando as consequências do Golpe de Estado que tirou derrubou o presidente eleito, Fernando Lugo. Sem resposta do então governo golpista de Federico Franco, a população mais uma vez se manifesta. 


Dessa vez o motivo é a instalação da multinacional canadense Río Tinto Alcán que, segundo os movimentos organizados, pretende pagar um preço bem inferior ao que está estabelecido no mercado internacional pela energia produzida pelas usinas Itaipu e Yacyretá.


Há alguns meses, se lançou uma campanha para coletar 1.000 assinaturas contra a instalação da Rio Tinto Alcán. Em comunicado, se denunciava que as negociações e a intenção de abrir as portas para uma transnacional sem a devida consulta do povo feria a soberania do país, uma vez que se trata de recursos naturais, como a água e a energia elétrica.

"Desde o início da campanha ‘Não ao Golpe de Río Tinto Alcán’, denuncia a mencionada multinacional ligada à máfia local e ao narcotráfico com representação parlamentar, repudiando igualmente a quebra do processo democrático do país, sofrida no mês de junho”, afirmava o comunicado.


O trecho faz menção ao fato de o Canadá ter sido o terceiro país – depois do Vaticano e Alemanha – a reconhecer o governo ilegítimo, resultado do Golpe de Estado ocorrido em junho deste ano no país. Os movimentos apontam que a instalação da empresa hidrelétrica já seria de interesse do governo canadense.

De acordo com a Campanha, a Rio Tinto Alcán pretende pagar 38 dólares por megawatts da energia paraguaia, quando o custo real seria de 60 megawatts. A construção de duas turbinas – uma e Itaipú e outra em Yaciretá ficariam livres de impostos, os quais seriam pagos pelos cidadãos e cidadãs paraguaios.


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Relembrando 


Por Silvio Núñez 

Parece ter passado despercebido na imprensa internacional que um dos primeiros países, depois do Vaticano e da Alemanha, que reconheceu o novo governo instalado no Paraguai mediante um golpe parlamentar, foi o Canadá. O governo do Canadá, através de sua embaixada de Buenos Aires, vem realizando desde 2009 um intenso lobby a favor da indústria extrativa Río Tinto Alcán que quer se instalar nesse país sul-americano.



Mas, o quê representa a Río Tinto Alcán ?


A Río Tinto Alcán (RTA) é a segunda maior produtora de alumínio no mundo, se dedica também a extração de diversos minerais e tem presença nos cinco continentes.

As denúncias contra a RTA incluem acusações de genocídio e crimes de lesa humanidade.

Em Papua Nova Guiné, ilha de Bougainville, a empresa é acusada de ter instigado, em 1980, um levante armado que provocou o uso de forças militares e milhares de mortos. A seguir, depois que os trabalhadores começaram a sabotar a mina, em 1988, a Rio Tinto foi acusada de conspirar para impor um bloqueio que resultou na morte de cerca de 10 mil civis até 1997. O caso se encontra atualmente na Corte dos EUA, no caso "Sarei et al v. Rio Tinto Plc et al", 9ª Corte de Apelações, N° 02-56256.


O jornalista paraguaio Guido Rodríguez Alcalá faz uma breve mas contundente história da RTA no mundo: apoio ao regime racista da África do Sul; o governo da Noruega pôs a RTA na lista negra por atentar contra o meio ambiente e os direitos humanos; por razões similares, o movimento “Fora do Pódio” deseja eliminar a RTA como patrocinadora dos Jogos Olímpicos... E a lista continua.


O investimento no Paraguai: um enorme consumo de energia


Francisco Rivas
É importante esclarecer que o Paraguai é produtor de energia hidroelétrica, compartilhando centrais binacionais com seus vizinhos, Argentina e Brasil. Entretanto, 4/5 desta energia é exportada e só 1/5 utilizada no país. A RTA deseja consumir, a baixos preços, uma quantidade equivalente (1/5). O investimento da RTA dividia o governo paraguaio. Embora o Presidente da República houvesse se manifestado contrário a um subsidio ao preço da energia, o ministro de Indústria e Comércio, Francisco Rivas - confirmado como ministro pelo novo presidente Federico Franco - e o então vice-presidente Federico Franco haviam se manifestado favoráveis a cumprir as condições da RTA para sua vinda ao Paraguai. O vice-ministério de Energia havia afirmado, entretanto, que os subsídios à energia para a RTA equivalia a US$200 milhões/ano, crescentes. Igual opinião compartilhavam outros ministros não liberais.


Posição complacente e crítica do Governo

Depois de duas audiências públicas realizadas pelo mesmo governo, a batalha na opinião pública parecia dividida. Por ser um assunto sumamente popular e com um apoio majoritário, o investimento da Río Tinto Alcán começou a gerar opiniões críticas dos mais diversos setores.
As opiniões mostram sua máxima polarização quando o então vice-presidente critica publicamente a vice-ministra de Minas e Energia, segundo publicação do jornal Ultima Hora, de 30 de maio passado: “Então, eu disse ao presidente da República (Lugo): para que me enviou ao Canadá e nos pôs a estudar isto, se no final uma vice-ministra (Mercedes Canese) vai se opor. Eu tenho o direito de pensar que o que se pretende é continuar favorecendo a economia brasileira, porque não cabe na minha cabeça que, podendo vender energia muito mais cara que a que cedemos ao Brasil, gerando emprego, impostos e divisas, tenha gente que se oponha a este projeto”. Similares publicações podem ser vistas em outros meios.
A afirmação de Franco é um falso dilema, pois a venda de energia do Paraguai de Itaipú ao Brasil gera divisas para o desenvolvimento e o investimento e, além disso, o que a RTA se propõe é pagar preços inferiores - inicialmente 32 US$/Mwh e atualmente 42 US$/Mwh - aos que o Brasil paga e que, embora ao preço atual de 52,2 US$/Mwh, somente produzem um pequeno beneficio (8,4US$/Mwh) e cobrem ao mesmo tempo os custos de produção (43,8US$/Mwh).


A RTA pressiona o governo para iniciar negociações

Depois das declarações de Federico Franco, a empresa manifestou seu interesse em iniciar as negociações com o governo, pressionando sobre o cronograma de instalação da planta. Assim, no dia 13 de junho foi publicada nos meios de comunicação a visita dos representantes da RTA ao Chefe de Gabinete da Presidência da República. Na oportunidade, seu representante, o hispano-brasileiro Juan Pazos, afirmou: “Consideramos, depois de três anos e meio que estamos no Paraguai, que o governo já tem todas as informações que necessita”. "Evidentemente, um tema central é o preço da energia. Não se pode discutir o preço da energia, sem discutir o resto. Formam parte de um pacote”. A multinacional não informou o valor que considera "ideal" pela energia paraguaia.


O golpe em gestação


Dois dias depois, em 15 de junho, aconteceu a tragédia de Curuguaty. Uma juíza determinou uma ordem de busca e apreensão a pedido do empresário colorado Blas M. Riquelme, para resguardar sua suposta propriedade privada. A ação é coordenada pela promotoria e termina com a morte de 18 campesinos e policiais. No lugar, que depois a própria imprensa indicaria que eram terras públicas usurpadas por Blas M. Riquelme, havia menos de 50 pessoas no momento do massacre.
O resto é história. Nesse mesmo dia, Fernando Lugo substituiu Carlos Filizzola (da Frente Guasú) no Ministério do Interior pelo colorado, ex- Procurador Geral do Estado, Rubén Candia Amarilla, responsável por mais de 1000 denúncias de movimentos sociais e vinculado a Camilo Soares, ex- Secretário de Emergência Nacional, acusado por malversação e membro do primeiro círculo de Fernando Lugo. Na segunda-feira, 18 de junho, a Frente Guasú expressou seu desacordo com dita designação, junto com o Partido Liberal Radical Autêntico (partido de Federico Franco e Francisco Rivas) e, para mais desconcerto, a própria Associação Nacional Republicana, Partido Colorado, criticou sua nomeação.
Na quinta-feira, 21 de junho, a Câmara de Deputados aprovou a abertura de um processo político contra Fernando Lugo. No dia seguinte, 22 de junho, o Senado aprovou em tempo recorde o afastamento do presidente.


Golpe parlamentar

A notícia do jornal La Tercera, do Chile, reproduz a declaração do Secretário geral da OEA, José Miguel Insulza “...que, reconhecendo que o artigo 225 da Constituição do Paraguai confere faculdades à Câmara de Deputados para iniciar um juízo político e ao Senado para atuar como tribunal, "a comunidade internacional formulou dúvidas fundadas sobre o cumprimento das normas contidas nos artigos 17 e 18 da Constituição do Paraguai e nos tratados internacionais subscritos por esse país, que consagram os princípios universais do devido processo e do legítimo direito de todo processado de defender-se, usando todos os recursos processuais, contando para isso com prazos suficientes entre o inicio do juízo e sua conclusão"...”.
O presidente do Paraguai teve menos de 24 horas para preparar sua defesa e não foram apresentadas provas - exceto fotocópias e publicações da imprensa - para formalizar as acusações.


Transnacionais, entre elas a RTA, as primeiras beneficiadas com o golpe


Corretamente, analistas políticos atribuíram aos grandes oligopólios da produção de grãos como os principais beneficiados do golpe de Estado contra Fernando Lugo. Lugo foi submetido a um sumaríssimo juízo político pela matança de Curuguaty, que desnuda uma realidade que não pode ser ignorada: oito milhões de terras mal havidas que não foram recuperadas pela Justiça, e o Paraguai com a pior distribuição da terra na região. Apesar de a ordem de despejo ter sido ditada por uma juíza e o operativo policial dirigido por uma fiscal, o julgado foi Fernando Lugo.
Entretanto, se esqueceram de um ator chave: a RTA.
Em seu discurso de posse, Federico Franco se referiu longamente ao tema energético, “Também impulsionará o setor energético para utilizar a energia gerada nas hidroelétricas de Itaipú e Yacyretá e "que ninguém tenha que ir ao exterior procurar trabalho".”
O Canadá reconheceu imediatamente. Logo em seguida, o nome de Francisco Rivas foi confirmado como Ministro de Indústria e Comércio e lobista da RTA. Evidentemente, as razões são milhões.






Fonte: Carta Maior, Vermelho
Imagem: Google

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

EUA testaram armas químicas em pobres e negros durante a Guerra Fria, diz pesquisadora Nas décadas de 1950 e 1960, periferia da cidade de Saint Louis, no Missouri, serviu de cobaia em testes de compostos tóxicos





Lisa Martino-Taylor
Sob a alegação de que estavam testando um escudo contra ataques nucleares soviéticos na cidade de Saint Louis, militares norte-americanos pulverizaram sobre a população local compostos empregados na fabricação de armas químicas. É o que revela um estudo conduzido por Lisa Martino-Taylor, professora de sociologia da Faculdade Comunitária de Saint Louis que vasculhou documentos públicos e que verificou casos de envenenamento por sulfeto de cádmio e zinco durante as décadas de 1950 e 1960.


Leia a íntegra do estudo aqui (em inglês)

Segundo o estudo, as Forças Armadas dos EUA patrocinaram os testes especificamente em áreas socialmente segregadas, de elevada densidade populacional, onde a predominância era de cidadãos negros e de baixo poder aquisitivo. Em entrevista ao jornal local KSDK, ela se disse "muito chocada com o grau de falsidade e sigilo” das autoridades responsáveis pelas operações. “Eles claramente se esforçaram ao máximo para enganar as pessoas”, concluiu.

Os testes de armas químicas sobre humanos teriam sido produto do que Lisa chama de Coalizão Manhattan-Rochester, um programa de pesquisas do governo norte-americano que tentou mensurar no contexto da Guerra Fria o impacto de reações radioativas no organismo humano. Experimentos semelhantes também teriam ocorrido na cidade de Corpus Christi, estado do Texas.

A maior parte dos compostos tóxicos era despejada por meio de aviões durante voos rasantes sobre os alvos. No entanto, Lisa alega que pulverizadores também eram posicionados no alto de arranha-céus e torres meteorológicas da região. Em 1953, foram ao todo 16 testes – não menos que 35 disparos de sulfeto de zinco e cádmio em Saint Louis. A vizinhança mais afetada é descrita por Lisa como "uma favela densamente povoada”, onde residiam cerca de 10 mil cidadãos de renda baixa, em sua maioria crianças.


Imagem de aviões norte-americanos pulverizando agentes químicos no Vietnã.

Esclarecimentos

Surpresos com os resultados obtidos por Lisa, parlamentares estaduais pediram esclarecimentos às Forças Armadas nesta segunda-feira (22/10). "A idéia de que milhares de cidadãos do Missouri foram expostos a materiais tóxicos contra a própria vontade para determinar seus efeitos sobre a saúde é absolutamente chocante. Não deveria ser surpresa que estas pessoas e suas famílias estejam exigindo respostas dos oficiais do governo", disse à AP o senador estadual republicano Roy Blunt.

 A democrata Claire McCaskill, colega de Blunt, também pediu maiores esclarecimentos ao secretário do Exército, John McHugh.
"Tanto o Senado quanto a Câmara dos Comuns conduziram investigações ao longo dos anos 1990, mas nada nunca foi concluído, explica Lisa Martino-Taylor. Para ela, o pior erro foi "jamais ter procurado aqueles que realmente foram afetados".

Radiotividade

A pesquisa não foi capaz de concluir com precisão se realmente havia compostos radioativos em meio à mistura de sulfeto de cádmio e zinco. Em sua entrevista ao jornal KSDK, Lisa diz que “há várias evidências de que houve compostos radiológicos envolvidos no experimento”.

Sua hipótese principal é de que a esta mistura foram adicionadas partículas fluorescentes, utilizadas para “iluminar” os alvos e identificá-los para outros testes. Há suspeita de que uma companhia chamada US Radium esteve envolvida com esta parte do experimento."US radium já havia sido legalmente responsabilizada por produzir uma tinta radioativa que matou diversas pintoras de azulejos radioativos”, alega.

Questionada sobre os futuros passos de sua pesquisa, ela revela que o importante foi ter revelado "que tudo isso foi uma violação de toda a ética médica, de todos os códigos internacionais e até mesmo de todo o regimento militar da época”.


Fonte: Opera Mundi


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Se nas décadas de 1950 e 1960 o  Governo dos EUA pulverizava com  sulfeto de cádmio e zinco a própria população americana, então imaginemos o que será que os EUA já utilizaram  e continuam utilizando para pulverizar o restante da humanidade?


Os EUA deveriam ganhar o "PRÊMIO NOBEL de ATROCIDADES" cometidas contra a humanidade.


Alguém ainda tem dúvidas sobre  isto???


(Burgos Cãogrino)




sábado, 20 de outubro de 2012

Líbia - Não esqueço e não perdôo




Por Purificación González de la Blanca


Colectivo Internacional Ojos para la Paz, Plataforma Global contra las Guerras



Hoje (20/10/2011) faz um ano do brutal linchamento  e assassinato (e vilipêndio de seu cadáver) do Coronel Kadhafi, nas mãos dos mercenários da OTAN. Com este magnicídio foi também assassinada a Revolução Líbia, La Jamahiriya, que havia obtido êxitos tão significativos que um mês antes do famoso "corredor aéreo", o governo líbio havia sido homenageado pela ONU por suas importantes conquistas sociais.

Desde então, a Líbia está mergulhada no caos, desaparecida como estado, invadida por milhões de mercenários estrangeiros dedicados a uma terrível caça as bruxas, em que as torturas e assassinatos estão na ordem do dia, e onde até os membros do governo imposto tem a nacionalidade estaduniense.  Grande parte deles, inclusive, vivem nos EUA. Na Líbia onde a bandeira da Al Qaeda e o pseudo-governo estão implantando a Sharia. O próprio presidente do Parlamento líbio é norte-americano, o que parece ser um caso único na história. O país que foi rico, e com o maior índice de desenvolvimento humano de toda a África hoje é um monte de escombros, com seus bancos, seu petróleo e seus recursos hídricos saqueados; e seus hospitais, escolas, portos, redes de abastecimento de água, rebanhos, cultivos, etc..., destroçados pelos bombardeios da OTAN.

Enquanto estou a escrever, o Presidente do Conselho Tribal Líbio (a saber, o único representante legítimo desse país) está dirigindo-se a Ojos para la paz - o que com honrosas exceções são negados pela mídia ocidental - para poder informar do cerco a Bani walit, e o bombardeio com gás sarín, que estão padecendo - e provavelmente também com fósforo -, terminantemente proibidos pela Convenção de Genebra, mas empregados generosamente no extermínio da Tribo dos Warfalas. Conforme recomendado pelo general Enrique Ayala: "as tribos - que não se rendem- devem ser convencidas política...ou militarmente". Os hospitais estão repletos de enfermos e mortos sem que nada mova um dedo por esta cidade previamente marcada na lista negra  da autodenominada "Comunidade Internacional". As imagens são assustadoras.
Necessitam urgentemente de médicos e medicamentos. 

Kadhafi - como todos os governantes de países petrolíferos que não se dobraram as imposições do ocidente - teve uma campanha de mídia em curso contra ele. Até mesmo a CIA orquestrou um ataque que acusou a Líbia (outro Maine), a Lockerbie,segundo numerosas provas.



Assim jornalistas escoceses revelaram que o atentado de Lockerbie, em 1988, um avião da Pan American que explodiu sobre esta localidade escocesa, foi preparado nos EUA pela CIA. 

Depois de longas investigações se declarou culpado do atentado 0 líbio Abdelbaset Ali Mohamed al Megrahi, condenado na Escócia a prisão perpétua e libertado por padecer de uma enfermidade grave. Recentemente soube-se que durante o julgamento deste caso que as testemunhas contra o réu haviam sido subornados.

A jornalista escocesa Lucy Adams descobriu fatos chocantes que foram escondidos cuidadosamente:
"Acontece que o departamento de justiça dos EUA pagou  uma quantia enorme de dinheiro para as testemunhas chaves da acusação, Paul Gauci e Tony Gauci. O último é proprietário de uma loja em Malta, que disse que Megrahi comprou a roupa que posteriormente foi encontrada na maleta onde estava a bomba. Esta foi a declaração chave contra o líbio acusado.
E agora sabemos que  Anthony Gauci  antes do julgamento necessitava desesperadamente de dinheiro, pelo qual recebeu 2 bilhões de dólares do Departamento de Justiça norteamericano depois de fazer sua declaração em juizo", disse em um comunicado a jornalista.


"A realidade é que a Líbia sempre negou ser responsável pelo atentado, acreditando que estava sendo objeto de chantagem pelas potências ocidentais, mas concordou em pagar uma indenização às vítimas, de 2.700 milhões de dólares, em troca da suspensão das sanções econômicas que as potências tinham decretado contra ela. Kadhafi acreditou que, se resolvido a todo o custo as várias disputas entre os Estados Unidos e seu país, poderia começar a parar os preparativos de guerra da OTAN. A história acabou provando que seu cálculo estava errado, e também mostrou que a OTAN não tem falta de imaginação quando se trata de inventar novas desculpas para justificar as guerras que já tem pré-planejadas". 

Em um famoso documentário entitulado The Maltese Double Cross-Lockerbie, o jornalista Allan Francovich demonstra também que o famoso atentado foi perpetrado na realidade por um agente dos EUA.



Líbia era um centro de prosperidade, com a maior renda per capita e índice de desenvolvimento humano na África, de acordo com PNUD: crianças em idade escolar, aumento da expectativa de vida (78 anos), e partilha das rendas do petróleo, atendimento sanitário de alto nível, universal e gratuito, prestados sem interesse, rede de abastecimento de água que abarcava todo o país e conseguiu o plantio de milhões de árvores e a criação de extensas zonas de cultivo no deserto, habitação reconhecida como um direito constitucional, pleno emprego de mais de 2.5 milhões de postos de trabalho para imigrantes, etc...   O governo líbio havia fornecido realizações aos seus habitantes iguais  a maioria dos países europeus.

Hoje a Líbia é uma ruína, e chora por seus 75.000 mortos, onde os líbios perderam seu petróleo, suas reservas de ouro do Banco Central e os depósitos bancários, de 200.000.000.000 de dólares (o primeiro a roubar foi EUA), as pensões, os tratamentos médicos, as bolsas de estudo, os empregos... Tudo o que tinham. também implementaram o apartheid na população negra - imigrantes principalmente - são perseguidos e assassinados. 

Magnífica obra da autodenominada "Comunidade Internacional" (que tanto aplaude, por certo, a essas monarquias feudais que ainda mantém a escravidão). Ainda temos que dar os parabéns a Obama e a União Européia pela obtenção dos prêmios Nobel da Paz. Que irônico.


O que fizeram os líbios para merecerem isto???

Defender sua independência, tratar de implantar sua própria moeda, e ter umas importantes reservas de dinheiro, de ouro, de petróleo e gás, cobiçado por alguns países sem escrúpulos, que atuam como um bando dedicado ao terror e a pilhagem, com a OTAN a seu serviço. E a Espanha  (ou seja, não a ESPANHA mas um conglomerado de empresas que dizem ser espanholas) foram premiados com as obras do AVE La Meca-Medina, junta-se ao prêmio a matança dos líbios, obras que, como toda a Líbia, escorre sangue.

Cádiz, 20 de outubro de 2012





Fonte: LIBIA RESISTENCIA Y MARTIRIO
Imagem: Google (colocadas por este blog)
Vídeo: Youtube (colocado por este blog)



 










sexta-feira, 19 de outubro de 2012

GUERRA CONTRA A DEMOCRACIA (The War on Democracy)


"The War on Democracy" é um filme sensível, humano, inteligente e essencial.

O premiado jornalista John Pilger mostra a cruel realidade planejada pelos EUA para quase todos os países latino-americanos.

Golpes, assassinatos, grupos de extermínio, torturas, genocídios - financiados e treinados pela CIA, acompanhados por uma cobertura quase sempre desonesta da mídia local - transformaram esses países no que eles são hoje: Desigualdade, miséria, desinformação e fornecedor de produtos primários.
Certos documentos apresentados pelo filme revelam a realidade que a mídia esconde até os dias de hoje.


Mas o documentário não é só amargura e mostra numa mensagem de otimismo de que o povo pode sair às ruas e conseguir o que lhe é de direito. Isso é bem ilustrado em dois ótimos exemplos na América do Sul: Venezuela e Bolívia, que – ao contrário do que diz quase todos os nossos meios televisivos e impressos - se transformaram em símbolos da luta popular pela democracia.


Esse documentário é essencial para quem quer saber da recente história latino-americana e para se situar no tempo atual.
 








Fonte: DOCVERDADE

Apoio mundial ao Irã – Reações nos EUA




Por Anna Malm
Correspondente de Pátria Latina na Europa


Numa perspectiva global as posições de Bush e Obama em relação ao direito do Irã a um programa próprio para o desenvolvimento de um ciclo de combustão nuclear assim como para o enriquecimento do urânio em seu próprio território deixa os EUA fora da linha da demarcação mundial.[1]

Isso foi claramente demonstrado pela cúpula do Movimento dos Países não Alinhados, o que acarretou as reações americanas que iremos discutir abaixo. Os cento e vinte membros deste movimento representam 55% da população do planeta e quase 2/3 dos países membros da ONU. Nesse movimento o Egito, a Índia, a África do Sul, a China e a Yugoslávia tem papel de destaque, sendo que o Brasil vem acompanhando o movimento na qualidade de observador.
[2]

A cúpula do movimento, que foi realizada em Teerã do 26 ao 31 de agôsto desse ano, marcou explicitamente um grande repúdio mundial quanto as posições unilaterais tomadas pelos EUA em relação ao Irã. Observe-se entretanto que a atitude obtusa dos Estados Unidos estende-se também a grande maioria dos países ditos “Não-Ocidentais” ou seja “No- Western” que já assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear – TNP.
[1]

Como se sabe o TNP é um tratado de não proliferação nuclear que foi assinado em 1968 e que entrou em vigor em 1970. O tratado conta com a adesão de 189 países, cinco dos quais detentores de armas nucleares – EUA, Rússia, Reino Unido, França e China. Estes são os mesmíssimos países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O tratado da não proliferação foi revidado em 2010 e inclui agora uma total interdição de armas de destruição em massa, para o Oriente Médio.
[2]
Aqui encontra-se então Israel à “luz da ribalta” e perguntas lógicas e justas se acumulam.

O caso é que nos Estados Unidos o repúdio internacional demonstrado claramente através das tomadas de posição na cúpula do Movimento dos Países Não Alinhados causou uma reação imediata dos adeptos das posições de Bush e Obama.

Um desses adeptos que – ressalta-se, não é nenhum advogado ou estudante de Direito Internacional argumentou conjuntamente com associados que a declaração apresentada pelo Movimento dos Países Não Alinhados tinha interpretado erroneamente o Tratado de Não Proliferação Nuclear, o que teria então dado o apoio mundial ao Irã.
[3]

Este argumento foi imediata e vigorosamente refutado por Daniel Joyner e aqui temos que ressaltar que o Dr. Joyner é Professor de Faculdade de Direito, e um dos mais reconhecidos e respeitados estudiosos do Tratado de não Proliferação Nuclear. Ele é também autor de um livro, que em português poderia ter o título “Interpretando o Tratado de Não Proliferação”. Este é um dos seus livros, que em sua forma original, foi publicado pela “Oxford Press”. Por ser um trabalho científico este livro foi, antes de sua publicação, submetido ao devido control por dois outros doutores especializados na questão da proliferação nuclear.
Veja [1] e [4]

Centrando a atenção à argumentação pública entre o mencionado adepto e Daniel Joyner revela-se então muito do que se passa nos Estados Unidos em relação ao Irã. Sem causa ou razão de ser no caso da proliferação nuclear apresentam-se diversos atores como especialistas profissionais da questão. Simples opinião baseada em interesses políticos ou outros são depois divulgadas e celebradas como resultado de pesquisa profissional de peso.

Naturalmente que isto sendo levado ao seu extremo, como realmente é o caso nos Estados Unidos de hoje, tem como consequência uma grande deturpação dos fatos.
[1]

Depois há também o problema dos próprios profissionais que alinhados com a linha oficial fazem o que podem e o que não podem para apoiar a linha de intimidação do governo. Observe-se aqui que isso não é sómente em relação ao Irã, como também em relação a outros países em desenvolvimento que costumam ser intimidados tanto na questão da energia nuclear como também em muitas outras áreas.
[1] [4]

Temos então que os mencionados profissionais nos Estados Unidos estão tão ligados ao governo que não podem ser vistos como independentes ou neutrais em relação ao Irã. Ressalta-se agora o aspecto “provincial” da chamada “comunidade da não proliferação” uma vez que esta também na sua capacidade, dita internacional, por sua vez também tem seu núcleo centrado junto ao centro político de Washington.

Ressalta-se então que muito mais do que nos outros países os membros do agrupamento de profissionais envolvidos na questão da não proliferação nos Estados Unidos apresentam as seguintes características:
[1]
a) contratos anteriores com o governo
b) interesse em ser contratado pelo governo no futuroc) teriam sido ou gostariam de ser financiados pelo governod) gostariam de manter ou ter acesso aos favores de representantes oficiais, ou pela informação a poder ser obtida ou pelo simples prazer de ser convidado especial em diversas circunstâncias.

Ao dito junta-se a tendência dos envolvidos na questão de apresentarem-se bem com a mídia institucional. Sendo assim estes profissionais nunca apresentarão os fatos que contradigam as posições oficiais, preferindo evadir-se ou ressaltar o que possa pesar bem para a posição já estabelecida pelos dirigentes.
[1]

O Dr. Daniel Joyner
[4] frente a tudo o que se passa nos Estados Unidos, ressalta que é necessário que os argumentos apresentados pelo governo da República Islâmica do Irã sejam analisados rigorosa e independentemente pela comunidade internacional, como seria o caso com argumentos apresentados por outros governos em situação comparável. As razões desta necessidade são muitas, mas tem-se que ser ressaltada a urgência de impedir a continuação das desnaturadas, injustas e desnecessárias sanções impostas ao povo iraniano.

A lei assim como o Direito Internacional tem que prevalecer nas relações internacionais e o Irã tem todo o apoio conferido pela Lei, a Justiça e o Direito Internacional.

Os conselheiros legais dos governos ocidentais tramam e fazem suas maquinações com falsos argumentos legais para poder dar uma aparência de credibilidade as suas políticas de intimidação.

REFERÊNCIAS E NOTAS:
[1] Flynt Leverett e Hillary Mann Leverett, “On U.S. Efforts to Take Away Iran´s Rights by (Unilaterally) Rewriting the NPT: And the Complicity of America´s Iran “Experts” in the Charade - (Os esforços unilaterais dos EUA para tirar do Irã os seus Direitos: A cumplicidade dos “peritos” americanos ) Em www.raceforiran.com Postado em 2012-10-14

[2] Vikipedia: “Movimento dos Países Não Alinhados”; “Tratado de Não Proliferação Nuclear” em http://wikipedia.org

[3] David Albright do “Institute for Science and International Security”

[4] Daniel Joyner – Alabama ´s School of Law. Livro mencionado:- Oxford Press: “Interpreting the Nuclear Non-Proliferation Treaty” by Daniel H. Joyner.



Fonte: Pátria Latina, IrãNews

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Lula: Precisamos regulamentar imprensa no Brasil


Lula e Cristina Kirchner

Por Vanessa Silva


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Argentina, onde cumpre intensa agenda política: almoçou com a presidenta Cristina Kirchner, na quarta (17), e participa, nesta quinta (18), de um congresso empresarial. Em entrevista ao jornal La Nación, ecoando o amplo debate a respeito da entrada em vigor da Lei dos Meios naquele país, Lula foi taxativo ao avaliar a situação do Brasil: “aqui precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação”.


Lula também falou sobre o menor crescimento econômico do Brasil neste ano e destacou a necessidade de uma reformulação no FMI e nos organismos internacionais como a ONU. Com relação ao polêmico julgamento do “mensalão” e a possibilidade de ele também ser julgado, é categórico: “eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento”.

Relações internacionais

O fato de querermos fazer uma reforma nas instituições multilaterais não depende da crise. A crise apenas agravou este debate. O Brasil, há pelo menos 15 anos luta para que a ONU seja reformada, e que tenha uma representação do mundo geográfico correspondente a 2012 e ao século 21 e não que represente o mundo de 1948. Não há explicação para que apenas cinco países tenham o controle dos assuntos mais importantes do mundo, sem que haja um representante da América Latina, da África, sem um país de 1 bilhão de habitantes como a Índia ou mesmo a Alemanha. Queremos que a ONU e o Conselho de Segurança sejam representativos da realidade de hoje, e não do passado.

O FMI também tem que ser reformado para que possa funcionar como um banco que possa ajudar os países em crise e não como um banco para fazer pressão nas economias dos países pobres. Na crise atual dos Estados Unidos e Europa, o FMI não sabe o que fazer. Ninguém sequer quer escutar o FMI! É como se não servisse para nada! Dá a impressão de que foi criado para Argentina, Brasil, Bolívia ou México e não para a Alemanha nem Grécia. É por isso que nós queremos fazer um debate.

Irã

Vejamos o caso do Irã. Todos os dias vejo notícias que dizem que o Irã quer construir uma bomba atômica. Eu não acredito nisso. Eu desejo para o Irã o mesmo que desejo para o Brasil: utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. E com esta ideia eu fui ao Irã. Os membros do Conselho de Segurança nunca tinham conversado com [Mahmoud] Ahmadinejad. A política foi terceirizada, colocam assessores para conversar e os presidentes nunca conversam. E quando eu disse que ia conversar com Ahmadinejad para que ele se comprometesse a aceitar as regras que eram impostas pela AIEA, disseram que era ingênuo. Fomos ao Irã, estivemos dois dias juntos com a Turquia, e conseguimos que o Irã se comprometesse com o que os norte-americanos e a União Europeia queriam. Para a minha surpresa, quando Ahmadinejad aceitou e nós apresentamos um documento assinado, o que aconteceu? Sancionaram o Irã. Por que? Porque não era aceitável que um país do terceiro mundo tivesse conseguido o que eles não conseguiram.

Chávez

É necessário analisar a Venezuela não em comparação com o Brasil ou Argentina, nem com a Europa. Tem que analisar a Venezuela de Chávez em comparação com a Venezuela antes de Chávez. E melhorou muito a Venezuela. O povo pobre ganhou dignidade. A América do Sul ganhou muito com o Chávez. Porque antes até os vasos sanitários eram importados dos Estados Unidos. Hoje importa de outros países: Brasil, Argentina… Venezuela começou a olhar a América Latina e por isso defendi a entrada da Venezuela no Mercosul. Pela importância estratégica da Venezuela, é uma das maiores reservas de petróleo do mundo e de gás, tem um potencial energético extraordinário. Nós precisamos, enquanto Unasul, discutir como nos tornar sócios dessa riqueza que temos. Por isso penso que Chávez foi importante para a Venezuela. (…) Com a minha chegada ao poder, a de Kirchner, de Chávez, de Evo Morales, foi que as pessoas começaram a perceber que gostamos de nossos países, que começamos a ver nossos países a partir de nossa própria realidade. Isso mudou. Quando cheguei ao governo, a relação comercial entre Brasil e Argentina era de US$ 7 bilhões. No ano passado, foi US$ 40 bilhões.

Meios de comunicação

Eu penso que poucos líderes políticos do mundo foram e são tão criticados pela imprensa como eu. No entanto, não reclamo. Eu nunca tive a imprensa a meu favor, e não é por isso que deixei de ser presidente com a maior aprovação de meu país. Me parece que devemos acreditar na sabedoria dos leitores, dos ouvintes de rádio e dos telespectadores. Eles saberão julgar os valores do comportamento de um político, e também do comportamento da imprensa.

Acredito que no Brasil precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação. A última regulação é de 1962, não há nenhuma explicação para que no século 21 tenhamos a mesma regulação que em 1962, quando não havia telefones celulares, nem internet. A evolução que teve nas telecomunicações não está regulada. Essa briga existe na Argentina, na Venezuela, no México, onde Ricardo Salinas e Slim estão em guerra todo santo dia. E no Brasil preparamos uma conferência nacional – na qual participaram partidos, meios de comunicação, telefonia – e elaboramos uma proposta de regulação, que precisa ser discutida com a sociedade. Não há modelo definitivo, não há o modelo de O Globo, da Folha, de Lula ou de Dilma, isso não existe. Então vamos começar uma discussão com a sociedade para saber o que é o mais importante para que os meios de comunicação sejam cada vez mais retransmissores de conhecimento, de informação, cada vez mais livres e sem ingerência do governo.

Mercosul

Penso que o que fizemos na América do Sul já é muito. O problema é que éramos países com uma cultura colonizada, com uma mente colonizada. Fomos doutrinados para que nos víssemos como adversários, como inimigos e os amigos estavam no Norte. Quando na verdade, não tem que ter inimigos nem no Norte, nem aqui, temos que construir o que for bom para Argentina e Brasil. Lembro que há muito tempo realizamos reuniões onde muitos países diziam que o Mercosul já não interessava, que o Mercosul tinha acabado, e que havia que implementar a Alca. Hoje, nem o governo norte-americano fala da Alca. Sequer eles.

Mensalão

Não me manifesto sobre esse processo, primeiro porque naquela época eu era presidente da República e creio que um ex-presidente não pode opinar sobre a Suprema Corte. Principalmente quando o processo está em desenvolvimento. Vamos esperar que termine o processo e então com certeza poderei emitir minha opinião.

Eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento e não me preocupo com nada. Cada poder: Executivo, Legislativo ou Judiciário, tem suas próprias responsabilidades e cada um deve cumprir com a mesma.

Economia

Sejamos sinceros. Há uma desaceleração econômica promovida pelo próprio governo. Obviamente há problemas com a crise econômica, mas acontece que em 2010 nós crescemos muito, o consumo era exageradamente alto e era necessário diminuir um pouco esse ímpeto da economia. Essa redução do governo também foi afetada pela crise internacional. Houve uma diminuição das exportações. As exportações da Argentina caíram quase 20%, houve uma diminuição importante, e no nível mundial a diminuição foi somente 6%. Era necessário controlar a inflação. As informações que tenho da Presidência e do ministro da Fazenda é que a inflação está controlada e para o próximo ano, Brasil voltará a crescer mais ou menos 4,5%.

Volta à presidência

Um político não pode nunca descartar [esta hipótese]. O problema é que cada vez que fazem esta pergunta... se eu digo que não o descarto, a imprensa diz: “Lula admite que será candidato”. Se eu digo o contrário, dizem “Lula nunca mais será presidente”. Eu sou um político, e creio que já cumpri minha parte. Toda a minha vida tive vontade de provar que era capaz de fazer o que eu reivindicava, e creio que conseguimos fazer muito mais. Hoje, o principal legado que deixamos para a sociedade brasileira, além dos 40 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média, além do aumento do salário mínimo, dos 17 milhões de empregos formais criados, o principal legado é a relação entre o Estado e a sociedade. Realizamos 73 conferências nacionais. As principais políticas de meu governo foram decididas em plenários, onde havia debates no âmbito municipal, estadual e nacional. Eram políticas de todas as áreas, tudo foi discutido. Queria provar a mim mesmo que um governante nunca, em hipótese alguma, deve ter medo de conversar com a sociedade. Não podemos ver em cada pessoa que nos cerca na rua um inimigo. Porque muitas vezes temos que nos perguntar por que é inimigo agora se votou em mim.

Integração

Sonho com a integração da América Latina. A integração não é um discurso, deve transformar-se em um ato cotidiano de cada cidadão e de cada governante. E ainda nos resta muito por fazer.



Fonte: Vermelho

Imagem: Google

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