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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Câncer é a nova arma do Império Americano?




Chávez diz que câncer reapareceu e admite que pode ter de se afastar da Presidência da Venezuela


Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil


 O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou que terá de se afastar do país para ser submetido a mais uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno. Chávez pediu a unidade da população em favor da Revolução Bolivariana, defendida por ele, e indicou o vice-presidente e ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, como seu sucessor, se algo lhe ocorrer. Na Venezuela, o vice-presidente é designado diretamente pelo presidente.

"Se, como diz a Constituição, ocorrer algo que me inabilite para continuar no comando da Presidência, seja para terminar os poucos dias restantes e, especialmente, para levar o novo período, (...) Nicolás Maduro deve concluir o período [presidencial]", disse Chávez ao discursar ontem (8) à noite em cadeia nacional de rádio e televisão. "Minha opinião firme, plena como a lua cheia, irrevogável absoluta, total, é que neste cenário que obrigaria a convocação de eleições presidenciais vocês o elejam como presidente", acrescentou. Reeleito em outubro, Chávez deve assumir o novo mandato em 10 de janeiro. Se ele não conseguir tomar posse, o país terá que realizar novas eleições. Neste caso, o presidente recomenda que a população apoie Maduro.

É a primeira vez que Chávez admite a gravidade de seu estado de saúde e a possibilidade de se afastar da Presidência da República. Desde o ano passado, o venezuelano luta contra um câncer na região pélvica. A Assembleia Nacional (o Parlamento da Venezuela) vota hoje (9) o pedido de afastamento de Chávez do país. O presidente será submetido a mais uma cirurgia em Cuba.

Na tentativa de evitar contratempos, o presidente se poupou, seguindo minuciosamente as orientações médicas e definindo planos pouco otimistas, caso não consiga concluir mais um mandato. Ao discursar, ele acrescentou ainda que foi orientado pelos médicos, em Cuba, a fazer uma cirurgia de urgência.

Pelos dados da Presidência da Venezuela, o câncer de Chávez reapareceu pela terceira vez no mesmo local e a cirurgia é considerada imprescindível. Na campanha eleitoral, o presidente disse que estava curado. Porém, sua ausência pública logo após a reeleição chamou a atenção para uma possível piora em seu estado de saúde.

"É um dia triste para nós, é mais uma lição", disse o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, aliado de Chávez. "Tenho esperança e fé de que ele vai sair dessa situação."

 Nos últimos dias, aumentou a desconfiança sobre a gravidade do estado de saúde de Chávez. O venezuelano era esperado na sexta-feira ( 7) em Brasília para a Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, mas não compareceu e enviou o terceiro na hierarquia política da Venezuela: o ministro de Minas e Energia, Rafael Ramírez.


*Com informações da BBC Brasil, da agência pública de notícias de Venezuela, AVN, e da emissora multiestatal de televisão, Telesur

Fonte: Agência Brasil
Imagem: Google



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Não se trata de ser conspiracionista paranóico, mas sabemos perfeitamente do que o Império Americano é capaz de fazer para derrubar governos na América Latina e em outros países do mundo, e com isso continuar a subjugar os povos.
Basta olhar para o passado (não muito distante) quando os EUA patrocinaram diversos golpes, a CIA assassinou vários líderes, e quase todos aqueles que se opuseram à política externa norte-americana.


(Burgos Cãogrino)


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Relembrando a notícia de janeiro de 2012


CIA infecta com câncer os políticos da América do Sul?




Durante o último ano e meio a liderança progressista da América do Sul e os seus concidadãos ficaram chocados com o diagnóstico fornecido pelos médicos — o câncer. Fernando Lugo, Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, e, recentemente, Cristina Fernández de Kirchner. Os presidentes do Paraguai, Brasil, Venezuela e Argentina simultaneamente de forma suspeita foram colocados à beira da sobrevivência .

 Chávez imediatamente alertou que a doença pudesse ser uma nova "tecnologia desenvolvida pelos Estados Unidos" para eliminar os líderes indesejáveis.


Talvez, mas por incrível que pareça, o resultado foi o oposto. Todos os políticos não só pararam a sua vida política nem afastaram-se das responsabilidades, mas ao contrário, aumentaram drasticamente seu ranking e se reuniram ao redor dos apoiantes.

Primeiro, em agosto de 2010, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, de 60 anos, foi diagnosticado com um tumor do sistema linfático. Depois de seis sessões de quimioterapia em São Paulo e Assunção, os médicos informaram que o tumor havia desaparecido. Lugo foi eleito em 2008 com um mandato de cinco anos. Renunciou a seu posto eclesiástico e virou o segundo presidente de esquerda na história do país.

 O presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, de 66 anos, foi diagnosticado com câncer de laringe em outubro de 2011, nove meses após a transferência de poder a Dilma Rousseff. Os médicos descartaram uma cirurgia, dizendo que como resultado poderia perder a sua voz — uma ferramenta extremamente importante para a política e comunicação. Argumentam que depois de várias sessões de quimioterapia o tumor do ex-presidente a ter uma firme intenção de voltar à política, foi reduzido até 75 por cento. Lula, no poder entre 2003 e 2010, reduziu a pobreza no país em 50,6%, avançou rumo a uma integração regional e fez do Brasil uma das maiores economias do mundo. 

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, de 57 anos, começou o tratamento para o câncer no final de junho de 2011. Ainda não há dados oficiais sobre o tipo de câncer dele. Foi operado em Havana em 20 de julho. Depois de quatro rodadas de quimioterapia uma série de exames médicos confirmou uma tendência positiva. Chávez está no poder desde 1999 e em outubro de 2012 vai concorrer a terceiro mandato.

Finalmente, no início de janeiro, a mídia informou que presidenta argentina, Cristina Kirchner, de 58 anos, havia sido submetida a uma cirurgia para o câncer da glândula tireóide e o prognóstico para recuperação é bastante favorável. Kirchner foi reeleita para o segundo mandato em dezembro de 2011 e mantem com EUA relações diplomáticas tensas, apoiando as iniciativas de integração política e econômica regional.

Hugo Chávez foi o primeiro a suspeitar algo. "Estou longe de delírios de perseguição, mas o fato é. Assassinato como uma forma de remover os políticos indesejáveis ​​tem sido sempre praticado pelo Império (EUA), não tenho nenhuma prova, e ainda assim é óbvio que acontece algo estranho com políticos progressistas na América Latina ", disse Chávez.

Chávez tem razão, o escritor venezuelano Luís Brito Garcia contou mais de 900 tentativas de assassinato do líder cubano Fidel Castro organizadas pela CIA.
No entanto, hoje a América Latina é unida não apenas contra os EUA, mas também contra Israel, pois, quase todos os países reconheceram a independência da Palestina. Então, na verdade pode-se procurar vestígios não só da CIA, mas também da Mossad. Também é estranho que a doença de Chávez e o tipo de câncer (de próstata) tenha sido primeiramente revelada por uma "fonte da CIA", através do jornal pago pelo Departamento de Estado dos EUA — Nuevo Herald.

É mesmo o câncer um efeito colateral de novas armas usadas pela CIA? Ou é apenas uma coincidência que inscreve-se com sucesso no "modus vivendis" do agonizante gigante norte-americano? Há vários pré-requisitos para a teoria de conspiração. Primeiro, existe um óbvio objetivo -impedir o desenvolvimento do socialismo sul-americano. Em segundo lugar, os métodos de operação têm sido desenvolvidos, e os mais "mal sucedidos" foram discutidos por todo o mundo. Terceiro, há uma base científica sólida para inventar novos tipos de armas químicas, biológicas e eletrônicas testadas em guerras locais.




Note-se que a doença pegou apenas aqueles políticos que contradizem a posição dominante dos Estados Unidos. Agora, lembremo-nos das "falhas". Primeiro de tudo, a estranha morte do ex-presidente da Palestina (OLP) Yasser Arafat que sofria de leucemia em 2004. Na conclusão de especialistas franceses, ele morreu "de uma hemorragia cerebral causada por um distúrbio do suprimento de sangue provocado, por sua vez, por uma infecção não especificada". No paciente a contagem de plaquetas estava baixa e conteúdo de células brancas do sangue — elevado. Sintomas semelhantes podem ser sinais de várias doenças, incluindo câncer, inflamação dos pulmões e algumas doenças do sangue.




Alexander Litvinenko
Viktor Yushchenko
Em seguida, o misterioso assassinato de Alexander Litvinenko, que morreu em Londres em 2006 no resultado de um envenenamento químico com polônio-210. Serviços especiais a terem feito isso ficaram desconhecidos, mas Litvinenko morreu subitamente de uma forma progressiva de câncer que havia atingido órgãos vitais. Outro caso típico é o envenenamento do ex-presidente ucraniano, Viktor Yushchenko com dioxina de alta pureza, que foi produzida no laboratório fora da Rússia. Aliás, este veneno provoca o cancro do trato nasal e respiratório.


Observe-se também que durante a invasão no Iraque e no Afeganistão, os EUA testaram uma série de novas armas. Por exemplo, armas de microondas que operam de acordo com o princípio de forno de microondas convencional, mas suas ondas são direcionadas de forma de um feixe estreito, e o raio de ação é muito mais amplo. Além de efeitos cancerígenos têm um outro, não menos terrível. Eles aquecem a água contida nas células da pele e do espaço intercelular. Este efeito não mata seres humanos, mas causa grande dor, semelhante a de queimaduras. Os sintomas são muito semelhantes aos sintomas de um ataque cardíaco do qual o presidente Néstor Kirchner morreu repentinamente na véspera da nomeação à presidência.


Recordemo-nos também da WikiLeaks a informar que em 2008 a CIA pediu a sua embaixada no Paraguai (Fernando Lugo!) para ela coletar todos os dados biométricos, incluindo o DNA de todos os quatro candidatos à presidência. Conhecendo o código do DNA, é fácil desenvolver um oncogene para cada indivíduo. Assumido esses dados serem obtidos na véspera das eleições no Brasil, o câncer de Dilma Rousseff em 2009 bem se encaixa nessa teoria conspirativa.


Tendo parcialmente perdido a sua influência na América Latina, os EUA podem ter encontrado uma maneira muito mais fácil e mais barata para se livrar dos indesejados "parceiros". Por algum tempo a radiação alfa, ondas eletromagnéticas ou produtos químicos podem causar o câncer. Usando a experiência adquirida, a CIA testou novas armas entre os líderes progressistas e revolucionários da América Latina.

A economia dos EUA está passando por um acidente não diferente do que o da Grécia, e mantém-se à tona apenas por poderem ligar a máquina de imprimir dinheiro. No entanto, o Departamento de Estado já não pode dominar em todos os lugares pela força militar requerendo grandes quantidades de dinheiro a mantê-la. Portanto, é lógico supor que eles encontraram novos métodos rápidos e baratos para a destruição eficaz de inimigos. A vantagem mais importante destes métodos é que não deixam vestígios, disfarçado de oncologia ou um ataque cardíaco e eliminam a possibilidade de exposição direta e responsabilidade jurídica.

Lyuba Lulko

Pravda.Ru


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"O acaso não existe, todas as coincidências são significativas."


(Serge Hutin, no livro Governantes Invisíveis)





sábado, 8 de dezembro de 2012

Clinton: EUA impedirão reconstituição da URSS



As declarações da secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton sobre intenções de Washington de impedir os processos de integração no espaço pós-soviético podem apenas provocar uma piedade, declarou o chefe do Comitê da Duma sobre assuntos da CEI, Leonid Slutski.
Hillary Clinton afirmou que os EUA iria impedir os processos de integração no espaço pós-soviético, que ela considerou como uma tentativa de reconstituir a URSS, escreveu o Financial Times.

A integração euroasiática está ganhando força no espaço pós-soviético, e a União Euroasiática tem um potencial de se tornar num dos maiores jogadores políticos no mundo, o que é evidentemente inacessível para Washington, disse o deputado russo.


Fonte: Voz da Russia

Imagem: Google


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A arrogância e a prepotência dos americanos é impressionante, a taxa de desemprego no país cada vez mais alta, um país falido economicamente, um país parasita, que precisa invadir outros países, financiar golpes, derrubar governos, sempre com a desculpa de levar a maldita "democracia", o que na verdade é para poder saquear as riquezas e continuarem a manter seu status de "1° mundo".
Estamos atualmente assistindo o desmoronamento progressivo do "Império" Americano e mesmo assim eles continuam se achando donos do mundo.

A conscientização está crescendo cada dia mais, e chegará o dia em que os EUA e Israel serão julgados por todos os crimes que cometeram contra a humanidade.
E por fim, isolados totalmente da comunidade internacional.

Haverá de chegar esse dia!


(Burgos Cãogrino)



É uma vergonha ainda haver pobreza na América Latina, diz Rafael Correa




Depois de passar a noite viajando, o presidente do Equador, Rafael Correa, montou na sexta-feira (7) uma agenda repleta de compromissos antes e depois das reuniões da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Inquieto, Correa liga um tema ao outro na conversa com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “É uma vergonha que a América Latina ainda tenha pobreza”, disse ele, definindo a erradicação da pobreza como prioridade da região.


Disputando a reeleição em fevereiro e aparecendo com vantagem nas pesquisas de intenção de voto, ele negou sentir-se vitorioso: “É um erro o excesso de confiança”. Correa condenou a ação de alguns setores da imprensa e da oposição, negou que vá conceder asilo político ao presidente da Síria, Bashar Al Assad, e defendeu as negociações de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ele falou também sobre as vantagens e desafios para o Equador ingressar no Mercosul. Bem-humorado, Correa explicou que sempre usa camisas bordadas, tipicamente equatorianas, para evitar a gravata.

A seguir, os principais trechos da entrevista de Correa à EBC:

Os críticos dizem que o senhor não se furta ao embate. Como se define: combativo ou pacífico?

Rafael CorreaSou uma pessoa coerente e de convicções. Tenho posições de coerência, de convicções e de pontualidade. Uma vez Cristina [Kirchner, presidenta da Argentina] disse que é a primeira vez que a América Latina está tendo uma convergência, com governos muito parecidos. Não quero ser herói, nem mártir.

Para o senhor, qual deve ser a prioridade do Mercosul e da América Latina, como um todo?

Rafael CorreaÉ uma vergonha que a América Latina ainda tenha pobreza. É imperativo moral erradicar, acabar, com a pobreza. Claro, tratamos também de outros temas importantes, como o desenvolvimento sustentável. Mas não é possível pensar em preservar a natureza, sem pensar em erradicar a pobreza. Se uma família pobre mora perto de um bosque, como podemos convencê-la a preservar o meio ambiente, se ela passa por dificuldades? A luta pela pobreza é o mais importante, porque o ser humano é o mais importante.

Quais são as vantagens, para o Equador, de ingressar no Mercosul e para o bloco, de ter o país como membro?

Rafael Correa Temos muito interesse em ingressar no Mercosul. Para o Mercosul, também há vantagens. Haverá [a partir da adesão do Equador ao bloco] uma saída do Mercosul para o [Oceano] Pacífico. Há muitas vantagens para todos, há coincidências jurídicas e políticas. Quando só o Equador negocia, por exemplo, com a União Europeia, há uma relação de forças. Quando o Equador e o Brasil, pelo Mercosul, negociam com a União Europeia, a relação de forças é completamente distinta. O diálogo político é outro.

Mas a expectativa dos especialistas é que o processo de entrada do país no Mercosul demore. Por quê?

Rafael Correa Há uma série de definições que devem ser feitas, como a da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, que atinge diretamente pelo menos 6,5 mil produtos equatorianos. São produtos que devem ter as tarifas submetidas a uma revisão. É preciso discutir sobre acordos e tarifas. O Equador pode ter perdas. Não falamos em tempo, estamos vivendo uma revolução no Equador.

Ao citar as vantagens de ingresso no Mercosul, o senhor inclui o fim do mal-estar com as empresas brasileiras, como ocorreu em 2008 com a construtora Norberto Odebrecht, acusada pelo governo equatoriano de descumprir contratos?

Rafael Correa [Com um sorriso] Foi apenas um impasse. Nós tínhamos toda razão. Foi feito um acordo, e a Odebrecht ganhou totalmente o direito de continuar no Equador. Foi um problema que já está totalmente superado.

Que áreas, no Brasil, interessam ao Equador?

Rafael Correa As contrutoras brasileiras são reconhecidas [por sua competência]. Temos alguns projetos, como o de refinarias. O Equador é um país em desenvolvimento e a terceira economia da América Latina. Temos de desenvolver vários setores, como a televisão digital. Queremos [atrair] as empresas brasileiras com financiamentos no Equador.

O que há em comum, na política, entre o Equador, o Brasil, a Venezuela, a Argentina, o Uruguai e a Bolívia?

Rafael Correa São todos governos de esquerda, que [se baseiam nos princípios do] socialismo, buscando a justiça social com mais integração. A América Latina é a única região que está reduzindo a desigualdade social e pobreza. Para diminuir a pobreza, temos que necessariamente reduzir a desigualdade social. Isso é fundamental. Nisso nós todos concordamos e compartilhamos políticas. A diferença em relação ao socialismo clássico é que não podemos repetir erros, como fixar um manual, e que cada país busca a justiça social [com respeito] à supremacia.


É em nome da busca pela justiça social que o senhor diz que é ameaçado por setores da oposição, até com ameaça de golpe?
 
Rafael Correa Os governos que querem mudar as coisas provocam reações. Estamos mudando o sistema: são mais de 200 anos de pobreza, de falta de inclusão, de desigualdade e de injustiça, um desastre. O que não há é uma oposição democrática. Todos os dias eles [da oposição] matam um presidente. Isso não é democracia. Não podemos nos enganar. Necessitamos de oposições democráticas.

O senhor está com uma grande diferença do segundo colocado nas pesquisas de opinião para as eleições de 17 de fevereiro de 2013. Já se considera reeleito?

Rafael Correa O pior erro é o excesso de confiança.

Representantes da imprensa dizem que o senhor é uma ameaça à liberdade de expressão. O senhor defende o controle sobre a imprensa?

Rafael Correa Ao ouvir isso, fico orgulhoso. São os donos dos meios de comunicação que dizem isso. Por que tenho de acreditar no que dizem os empresários? Temos que confrontar com a má-fé e a falta de verdade.

O Equador, assim como a Colômbia, sofre com a ação das guerrilhas. O senhor apoia as negociações conduzidas pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, com as Farc?

Rafael Correa Confio de todo coração que Juan Manuel conseguirá ter êxito nas negociações, e estou ajudando nesse acordo histórico, que vai encerrar mais de 50 anos de uma luta fratricida, que atinge demasiadamente colombianos e equatorianos. Isso não pode continuar.

O senhor concedeu asilo político a Julian Assange [australiano fundador do WikiLeaks]. Existem negociações para fazer o mesmo com o presidente da Síria, Bashar Al Assad?

Rafael Correa Se existem essas conversas, eu não conheço. [Mas] não, não existem.

O senhor vê alguma saída para Julian Assange que está abrigado na Embaixada do Equador no Reino Unido há mais de cinco meses à espera de autorização dos britânicos para deixar o país?

Rafael Correa Sim, pode ser amanhã. Depende da Grã-Bretanha, da Suécia e da União Europeia. Nós esperamos que esse impasse acabe o mais rápido o possível e que tudo fique bem.

O que é o Bônus de Desenvolvimento Humano, uma espécie de imposto sobre pobreza, que o senhor criou?

Rafael Correa Não [sorrisos]. Esse imposto já existia. A proposta é melhorar a qualidade de vida no país e combater a pobreza. É uma compensação para as famílias, por exemplo.






Fonte: Agência Brasil, Vermelho

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Leah Rabin: “Netanyahu é um mentiroso corrupto que está destruindo tudo que nossa sociedade tem de bom”


Para conhecer outro Israel: o que luta pela paz

Crescem em Israel e na Diáspora Judaica movimentos que defendem direitos e independência palestinos


O Brasil teve o privilégio de abrigar, na semana passada, o FSMPL (Fórum Social Mundial pela Palestina Livre), na cidade-berço dessa invenção que está na raiz do pensamento de uma nova cultura política. Lá se vão quase 13 anos desde que criamos este campo de novas possibilidades: “um outro mundo é possível”, conforme o dístico criado em sua fundação. Para alcançar o sentido da importância deste Fórum pela Palestina é importante lembrar a origem do FSM, nascido em 2001 por iniciativa de um grupo de brasileiros, bem conhecidos na nossa sociedade civil, desde a resistência à ditadura militar.

A este Fórum pela Palestina reagiram, apreensivos com possíveis impactos de protestos e manifestações, setores hegemônicos da comunidade judaica brasileira, manifestando pela mídia críticas aos governos federal, estadual e municipal de Porto Alegre, por apoiarem esse evento que, numa visão cartesiana, aparenta desafinação em relação ao discurso de equidistância dos polos do conflito: Israel e Palestina.

É, pois, oportuno registrar a existência de uma outra visão judaica. É bem antiga, remontando aos valores já expressos no Pentateuco, que trouxe em sua legislação o reconhecimento do outro, dos seus direitos, e da responsabilidade de cada indivíduo com todos os demais, de seu povo ou estrangeiros. “V’ahavta l’reacha kamocha” (amai ao próximo como a ti mesmo) está nos ensinamentos da Torá, conforme o Rabi Akiva, ícone da ética judaica. Não há nada a temer. Rancor contra Israel haverá, podendo por vezes resvalar para chamamentos à destruição do país e para o antissemitismo rasteiro, como derivação de ignorância que existe de forma recíproca também da parte dos que apoiam incondicionalmente Israel.


Todos conhecemos muito pouco de nossas matrizes e histórias, tanto das nossas quanto as dos outros povos. Aos que criticam o FSMPL e os governos que o acolhem, é bom estudarem um pouco. E aqui vão algumas informações úteis para os que estarão no FSMPL, para os que o acompanham com simpatia, e também para os que a ele se opõem precipitadamente.

As comunidades judaicas em todo o mundo enfrentam fissuras na pretensa unidade que lideranças institucionais procuram aparentar, tentando cobrir o sol com a peneira. Em Israel, o debate livre pela imprensa é a maior evidência.

Há um abismo, separando ao menos metade da sociedade israelense (que, segundo as pesquisas, apoiam a solução de Dois Estados) dos seguidores da coalizão de direita que está no governo há três anos. É bom lembrar que, em mandato anterior (1996-1999), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia atentado contra os acordos celebrados em Oslo (1993), com o palestino Yasser Arafat, por seus adversários israelenses, Itzhak Rabin e Shimon Peres (atual presidente do país, de oposição). As seguidas procrastinações de Netanyahu, e as provocações feitas por ele, ao ampliar os assentamentos de colonos judeus em territórios palestinos ocupados, fizeram vencer, à época, o prazo de cinco anos fixado em Oslo para um acordo de paz permanente. Surgiu, em consequência, uma insatisfação crescente entre as massas palestinas, que explodiu, já de forma incontrolável, na segunda Intifada, no ano 2000. O primeiro-ministro é um personagem de convicções inabaláveis e perseverante, que não hesita em abusar da memória de tragédias históricas sofridas pelos judeus para justificar uma estratégia míope, baseada tão somente na força militar.

Leah Rabin
A extensão do abismo que existe em Israel, e não é novo, pode ser apreciada por este trecho de uma carta de Leah Rabin (viúva de Itzhak Rabin, assassinado por um extremista judeu em 1995), na época do primeiro mandato do atual chefe de governo: “Netanyahu é um mentiroso corrupto que está destruindo tudo que nossa sociedade tem de bom”. (…) Netanyahu e seu governo não representam uma unidade dos judeus israelenses, nem tampouco dos judeus na maior comunidade da Diáspora, a norte-americana”.

Há um olhar judaico em Israel que busca – e encontra – o parceiro palestino.
Amos Oz  e Sari Nusseibeh
Ao contrário da propaganda desse governo manipulador do medo e da insegurança, que martela a ideia de que não existem parceiros para a paz, há inúmeros exemplos de parcerias.

  Edward Said e Daniel Baremboim 
O escritor e jornalista israelense Amos Oz colabora com o filósofo palestino Sari Nusseibeh, reitor da universidade Al Quds. O músico Daniel Baremboim teve como parceiro o maior intelectual palestino, Edward Said, para a formação da sua orquestra de jovens israelenses e árabes, hoje mantida pelo governo da Andaluzia, na Espanha.
Mira Awad e Noa 
A cantora israelense Noa canta com sua amiga palestina Mira Awad. Há ex-soldados israelenses e ex-militantes palestinos da luta armada que se encontram no Combatants for Peace. O líder de direitos humanos Edward Kaufman (que levamos no dia 20/11 ao Itamaraty) leciona com um parceiro palestino sobre direitos humanos e resolução de conflitos (seu amigo Manuel Hassassian é embaixador da Autoridade Palestina na Inglaterra).

Nada mais falso do que a mistificação de que não há parceiros para a paz. Há 130 ONGs em que atuam ombro a ombro israelenses e palestinos na defesa dos direitos violentados pelas políticas dos governos israelenses, desde a detenção de prisioneiros sem culpa formada por tempo indeterminado, até a desobediência civil de mulheres israelenses que regularmente contrabandeiam mulheres palestinas para tomarem banho de mar em Tel Aviv ou Haifa.




Fonte: Opera Mundi

Imagem: Opera Mundi e google

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

EUA aplicam velhos métodos de subversão contra Bolívia




 
Na medida em que se aproximam as eleições gerais na Bolívia, previstas para 2014, os Estados Unidos acirram velhos e frustrados métodos de subversão, muito conhecidos em vários países da América Latina, e que têm sido ensaiados contra Cuba desde os primeiros anos de sua Revolução, na década de 60 do século passado.

Por Patricio Montesinos

Realmente, Wahington demonstrou que carece de iniciativas no seu atuar beligerante contra os processos revolucionários, algo visto facilmente se indagamos um pouco na historia de suas aventuras perversas e ilegais para colapsar governos na América Latina, aos quais considera "adversários".

Entre as principais medidas incluídas nos planos de subversão dos regimes norte-americanos e seus serviços secretos, como a Agência Central de Inteligência (CIA), destacam-se denegrir continuamente os máximos lideres dos processos revolucionários, criar falsas contradições entre seus principais dirigentes, alentar e exacerbar conflitos locais e com nações vizinhas, e fabricar "opositores", financiados pelo Pentágono sem nenhum escrúpulo.

A Bolívia é hoje alvo desse velho e fracassado acionar dos Estados Unidos, que considera Evo Morales um "inimigo" a destruir nesta região, devido ao processo de mudanças que protagoniza em seu país, a favor dos mais necessitados, além de sua posição antiimperialista e integracionista.

Uma campanha da mídia contra Evo Morales vinculada a seu suposto patrimônio pessoal foi intensificada, nas ultimas semanas, com a cumplicidade de "porta-vozes" conservadores, sem prestígio, e de meios de imprensa em poder da desacreditada direita tradicional boliviana.

Paralelamente, do exterior e internamente, se pretende fazer ver, sem fundamento, que existem "profundas divergências" entre o presidente da Bolívia e o vice-presidente Álvaro García Linera, utilizando elementos racistas e de caráter étnico, devido ao fato de o presidente ser indígena, e o vice-presidente, branco.

Inclusive, foi publicado por um meio desconhecido de um pais sul-americano, que Linera esteve envolvido num suposto atentado contra Evo, o que constitui um verdadeiro embuste, criado evidentemente para conseguir o velho preceito do "divide e vencerás".

Vale lembrar que Washington aplicou, e ainda põe em prática, idênticas campanhas contra Cuba para fazer crer que entre o líder da Revolução, Fidel Castro e o atual presidente, Raúl Castro, existem contradições de fundo.

Coisa similar faz contra a ilha caribenha, e atualmente o materializa na Bolívia e em outras nações latino-americanas como a Venezuela, Equador, Nicarágua, fabricando "opositores pacíficos", personagens que não deixam de repetir falácias como papagaios, e criticam sem argumentos qualquer determinação dos executivos progressistas da região, sob instruções de Washington.

As autoridades e o povo bolivianos devem estar preparados para esses ataques de Washington, muito bem coordenados com os setores da direita nacionais, que se intensificarão a partir de agora, por causa das eleições de 2014.

Inclusive também se espera que as campanhas contra Evo incluam rumores sobre seu estado de saúde, como se tem feito em repetidas ocasiões com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e outras tantas, com Fidel Castro.

Os métodos e objetivo final da Casa Branca e seus serviços especiais são muito bem conhecidos, mas não por isso podem ser menosprezados, embora também seja certo que nos últimos anos fracassaram pelos ventos revolucionários e de unidade que sopram com força na América Latina.



Fonte: Vermelho
Imagem: Google

ONU pede a Israel para abrir instalações nucleares e aderir ao TNP



Assembleia Geral aprovou resolução por 174 votos a favor e 6 contra. Israel se recusa a confirmar a posse de armas nucleares


A Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou, por 174 votos a favor, seis contra e seis abstenções, uma resolução que apela a Israel para abrir seu programa nuclear a inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e a aderir “o mais rápido possível” ao TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear).

A resolução não obriga Israel a cumpri-la, mas reflete a opinião da comunidade internacional e tem peso político.

Israel se recusa a confirmar ou negar a posse de armas nucleares, embora haja consenso internacional de que o país as tenha. Por isso, recusa-se a assinar o TNP, ao lado de outros três países que produzem esses artefatos: Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Israel justifica a não assinatura do tratado dizendo que seria necessário um tratado de paz geral no Oriente Médio antes de se estabelecer uma zona livre de armas nucleares.

Os EUA votaram contra a resolução, mas apoiaram dois parágrafos: o apoio à aderência universal do TNP e a convocação aos países que não aderiram ainda ao tratado para “fazê-lo o mais rápido possível”.

Além de ocorrer depois da condenação internacional pela decisão israelense em construir novos assentamentos nos território palestinos, o voto também ocorre após o cancelamento de uma conferência de alto nível cujo objetivo é banir armas nucleares do Oriente Médio. Agendada para meados de dezembro em Helsingue, na Finlândia, ela contaria com a participação das nações árabes e do Irã.

No entanto, no último dia 23, os Estados Unidos afirmaram que ela não iria mais ocorrer, justificando momento de instabilidade da região e a "resistência do Irã" contra a não-proliferação. Já os iranianos e alguns de seus aliados afirmam que a real razão do cancelamento foi a recusa de Israel em comparecer ao evento.

Os principais patrocinadores da conferência eram os Estados Unidos, Rússia e Reino Unido. O ministro britânico do escritório de Relações Exteriores, Alistair Burt, disse que a conferência foi adiada, não cancelada.



Fonte: Opera Mundi

Imagem: Google

domingo, 2 de dezembro de 2012

Superada crise em Gaza, Irã deve ser novo foco da diplomacia



Agora que a crise em torno do bombardeio israelense da faixa de Gaza foi desativada com o cessar-fogo mediado por Egito e Estados Unidos, em breve será hora de o mundo voltar-se a outro problema espinhoso do Oriente Médio: o programa nuclear do Irã.

Barack Obama resistiu corretamente à pressão de Israel por ação militar contra o Irã e deu sinais de que existe a possibilidade de conversações bilaterais com Teerã, pela primeira vez desde 1979.

Sua reeleição e o chamado que fez para que o país avance "para além deste tempo de guerra" abriram espaço para uma solução diplomática que restrinja o programa de enriquecimento de urânio no Irã a níveis não suficientes para uso em armas nucleares.

Dois anos atrás, a Turquia e o Brasil mediaram um acordo como esse. Hoje, isso poderia ser feito pela Índia, que tem histórico de relações cordiais com o Irã e de lá importa muito de seu petróleo.

O momento atual é o certo para uma iniciativa diplomática, por três razões.

Primeiro, o cessar-fogo em Gaza e a reeleição de Obama, que tornam improvável um ataque militar, produziram alívio considerável no Irã.

Em segundo lugar, até mesmo os falcões de linha mais dura nos EUA e em Israel já se conscientizaram da utilidade limitada e dos riscos extremamente altos que teria um ataque ao Irã.

Eles argumentam que "a destruição completa do programa nuclear iraniano seria improvável, e o Irã ainda conservaria a capacidade e experiência científica necessárias para reiniciá-lo".

Além disso, um ataque ao Irã, que tem mísseis capazes de atingir Israel, produziria uma conflagração no Oriente Médio. Representaria ainda um presente político enorme à linha dura iraniana e reforçaria o apoio à plataforma ultranacionalista.

De acordo com fontes militares e de inteligência dos EUA e de Israel, o Irã ainda não tomou a decisão de dotar-se ou não de bombas nucleares. Essa indecisão em pouco tempo daria lugar a um consenso pró-nuclear.

Em terceiro lugar, a campanha para as eleições nacionais no Irã, previstas para 2013, em pouco tempo fechará a janela de oportunidade para conversações.

A diplomacia pode ser realizada num "canal reservado" bilateral EUA-Irã e nas negociações agora iminentes entre o Irã e o P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha).


Agora que diminuiu o esforço para maximizar a "ameaça existencial" a Israel representada pelo Irã (ao mesmo tempo ignorando o fato de Israel, que já atacou outros países, ser o único Estado do Oriente Médio dotado de armas nucleares), o P5+1 pode adotar uma posição razoável nas negociações.


PRAFUL BIDWAI



Post Original: The Guardian

Fonte: Naval Brasil

Saudação Palestina



Vídeo indicado pelo amigo Rogério do Blog Conversa Avinagrada


Portugal - Declaração conjunta da Frente Popular de Libertação da Palestina, Partido do Povo Palestino, Frente Democrática de Libertação da Palestina, Almada, XIX Congresso do PCP





O que está em jogo no julgamento de Bradley Manning?



Quando o julgamento do soldado Bradley Manning, de 23 anos, tiver começado, em 4 de fevereiro de 2013, ele terá passado 983 dias na prisão, sendo nove meses em uma cela solitária, sem ter sido condenado por nenhum crime.


Por Michael Ratner, em Counter Punch


Essa semana, durante audiências anteriores ao julgamento, uma corte militar está analisando evidências de que as condições às quais ele foi submetido constituem tortura. Essas condições incluem o período de nove meses em que ele ficou por 23 horas por dia em um cubículo, onde lhe foi negado o direito de se deitar ou de até se apoiar em uma parede para dormir – isso quando era autorizado a dormir à noite, pois carcereiros o acordavam a cada cinco minutos – e onde foi submetido a revistas íntimas e nudez forçada. Um relatório da ONU sobre tortura já classificou essa situação como tratamento cruel e desumano, e possivelmente tortura.

Por quase três anos, Manning tem enfrentado pressão física e emocional, criadas para forçá-lo a envolver o Wikileaks e seu criador Julian Assange em uma suposta conspiração para espionagem. É também uma mensagem para todos os informantes em potencial: o governo dos EUA não será bondoso.

“[Se] você visse coisas incríveis, coisas horríveis…coisas que pertencessem ao domínio público, e não em um servidor qualquer em uma sala escura de Washington, D.C....o que você faria? É importante que isso seja conhecido…pode mudar as coisas de fato...com sorte discussões, debates e reformas ao redor do mundo…”

Supostamente, essas são frases de Manning*, e falam sobre a mudança que muitos de nós gostaríamos de acreditar: se você entrega ao povo a verdade sobre as atividades ilegais de seus governos, e a liberdade para discuti-las, elas irão questionar esses líderes.

Mas uma coisa é falar sobre transparência, a força vital da democracia, e até fazer campanha por ela – em 2008, o então candidato Obama disse, “delatores de governos fazem parte de uma democracia saudável e devem ser protegidos de represálias” –, porém, outra coisa é colocá-la em prática. Em um nível básico, Manning está sendo punido, sem ter sido condenado, pelo crime de ter tido a coragem de agir na crença de que, sem um público informado, nossa república está seriamente comprometida. Ou, como ele é citado, por querer “que as pessoas vissem a verdade...independente de quem fosse...porque sem informação, o público não consegue tomar decisões embasadas.”

O governo norte-americano quer criar a imagem de que Manning é um traidor que patrocinou e instigou a Al Qaeda ao vazar informações secretas ao domínio público. Mas a verdade é que os documentos foram enviados de forma anônima para o Wikileaks, que os publicou em parceria com o The New York Times, The Guardian e outros veículos em benefício do público em geral, assim como os Papéis do Pentágono (Pentagon Papers) foram publicado há uma geração atrás.

Os e-mails que a Promotoria está usando para tentar provar que Manning era a fonte dos vazamentos também demonstram o lado da história que eles querem esconder, a de um jovem soldado, lutando com o dilema de ser um informante, que sabe que está correndo grande risco ao expor os crimes e abusos patrocinados pelo Estado, testemunhados por ele, os “quase criminosos acordos políticos a portas fechadas...a versão não RP dos eventos e crises do mundo”, conforme ele é citado ao descrevê-los a um confidente, que no fim o traiu.

“Desistirei oficialmente da sociedade que temos caso nada aconteça”. Impossível não refletir sobre o que Manning está pensando agora, depois de tanto tempo submetido a condições de confinamento tão brutais. Ele imaginava que o governo iria puni-lo de forma tão desproporcional e ilegal?

O tratamento abusivo recebido por Manning antes do julgamento é uma clara violação da Quinta, Sexta e Oitava Emendas da Constituição dos Estados Unidos, da Convenção da ONU Contra Torturas e até da lei marcial norte-americana. De fato, o advogado de Manning, David Coombs, argumenta nessas audiências anteriores ao julgamento, essa semana, que frente ao flagrante desrespeito aos direitos mais fundamentais de seu cliente, todas as denúncias deveriam ser revogadas.

O governo alega que essa manobra pretende prevenir Manning de cometer suicídio, apesar de que qualquer observador racional poderia assinalar que essas condições têm mais chances de levar alguém a se matar do que a evitar o suicídio. A explicação mais provável é também a mais óbvia: o governo quer machucar Manning o suficiente para forçá-lo a envolver o Wikileaks e Assange e, posteriormente, transformar isso em um show, com a intenção de desestimular futuros informantes. O que está em jogo é a base da nossa democracia, uma robusta imprensa livre e o destino de um real herói norte-americano.

Observação: Bradley Manning não foi condenado em nenhuma das denúncias, ou admitiu nenhuma das acusações apontadas contra ele. Da mesma maneira, ele não confirmou a autenticidade dos registros de chat apontados como sendo dele.




* Michael Ratner é presidente-emérito do Center for Constitutional Rights, que representa o Wikileaks e Julian Assange, assim como outros jornalistas e organizações de mídia que lidam com os documentos do julgamento de Manning. 


Artigo originalmente publicado no CounterPunch.org



Fonte: Vermelho
Imagem: Google

Ó Fortuna








Fonte: Youtube

Mais de 5 mil pessoas deram as mãos pela liberdade do estado palestino



Delegações de 36 países dão as mãos pela liberdade da Palestina 

Rachel Duarte

Um ato internacional em solidariedade à Palestina. Assim os organizadores do Fórum Social Mundial Palestina Livre resumiram o evento promovido em Porto Alegre nos últimos três dias. As conversas entre 300 entidades de 36 países sobre o futuro dos palestinos encerraram neste sábado (1º), e resultaram em um documento de 15 itens. O texto é o original escrito antes da realização do fórum e sintetiza os principais objetivos da comunidade internacional e palestina.

As atividades autogestionárias realizadas pelos movimentos sociais internacionais de forma paralela às principais conferências do Fórum acrescentaram visões e ideias para levar adiante a luta de apoio ao estado palestino. As próximas atividades dos grupos reunidos na capital gaúcha desde o dia 29 de novembro ainda serão sintetizadas em um cronograma. Na assembleia geral de encerramento, foi anunciada uma missão internacional à Palestina para março ou abril de 2013. Foi proposta também a criação de um Comitê Internacional em Solidariedade à Palestina que reúna as organizações participantes do fórum.

Está sendo estudada ainda a criação de um Dia Comum de Ação Global pela liberdade dos palestinos na ocupação israelense. Os dias avaliados são 30 de março, Dia da Terra Palestina e 17 de abril, Dia em Homenagem aos Prisioneiros Palestinos. “Ainda estamos reunindo as ideias que foram dadas aqui. Não tem nada decidido. A única coisa que está acordada e para a qual já estamos desenhando um plano de ação global é a campanha de Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS) a Israel”, explicou uma das coordenadoras do fórum, Alessandra Ceregatti.



O boicote comercial aos produtos israelenses foi o principal pano de fundo dos movimentos sociais que organizaram o fórum. Na plenária final, todos bradaram em um mesmo sentido e deverão voltar para os seus países com a mesma missão: pressionar os governos e empresas a cortar relações com Israel.


O ex-prisioneiro palestino em Israel e membro do movimento Stop The Wall, Jamal Juma citou um dos principais inimigos dos direitos humanos para o povo palestino como exemplo das barreiras econômicas que precisam ser rompidas para o fim da luta armada de Israel com Palestina. “A companhia britânico-holandesa G4S mantém o colonialismo palestino. Estamos nos tornando um movimento global aqui neste fórum que pode contribuir para termos mais agilidade em pressionar pelo corte de relações dos países com este tipo de companhia”, alertou.Para ele, o Fórum Mundial Palestina Livre contribuirá para aumentar as ações da campanha BDS ao redor do mundo. “Esta rede de solidariedade pode funcionar como no caso da África do Sul. Esta é a hora da Palestina. Precisamos agir e boicotar Israel para acabar com o colonialismo e o apartheid em que vivem os palestinos”, pediu.

Governo brasileiro assume compromisso com entidades para tratar da questão palestina

Presente ao evento, a ministra Maria do Rosário teceu palavras de apoio do governo brasileiro ao povo palestino. A União apoiou a realização do fórum desde o começo, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) acordou que o Brasil sediaria o Fórum, durante o Fórum Social Mundial de Dakar. Nos próximos dias, a CUT e o governo federal terão reunião para tratar das relações internacionais que o Brasil estabelece com Israel.


O Fórum Social Mundial Palestina Livre aconteceu no Brasil à luz do histórico reconhecimento da Autoridade Palestina como estado não-membro pelas Nações Unidas e do recente ataque de Israel à Faixa de Gaza. Os dois fatos estiveram presentes nas discussões e nortearam as resoluções propostas na assembleia final. “Porto Alegre instalou um fórum pela liberdade palestina com mais de 5 mil participantes e marchou pela autodeterminação deste povo no mesmo dia em que fomos reconhecidos pela ONU. Foram dois passos importantíssimos para pressionar Israel a cessar a luta armada. Eles que decidirão se vão escolher este caminho ou lutar contra o mundo inteiro, pois o mundo inteiro é a favor do direito do estado palestino”, avaliou o representante da Federação Palestina no Brasil, Emir Murad.


Para ele, “a força imperial por armas e massacres não resolverá mais o problema entre israelenses e palestinos. Tem que haver uma mesa de negociação e discussão entre dois estados reconhecidos pela ONU”.


A preocupação com as ações combinadas por meio do documento de referência do evento revela uma luta de 65 anos do povo palestino pela garantia dos direitos essenciais, como a vida e a dignidade humana. A importância do encaminhamento do texto às delegações participantes do fórum foi tanta que lideranças árabes sem direito à voz na assembleia final se exaltaram. Um impasse na hora das falas dos inscritos, após a leitura do documento, foi solucionado quando todos entenderam que estava querendo dizer a mesma coisa: Palestina Livre.


Fonte: Sul 21

Imagens: Michel Cortez / Sul21

Embaixador da Palestina no Brasil critica EUA e elogia atuação brasileira



Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben


Renata Girardi, da Agência Brasil

Durante uma manifestação em favor da Palestina em Porto Alegre (RS), o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, disse à Agência Brasil que é “uma vitória da verdade e da justiça” a concessão do status de Estado observador na Organização das Nações Unidas (ONU), aprovada há dois dias na Assembleia Geral.

Diante das ameaças de retaliações dos norte-americanos, Alzeben indaga: “O que os Estados Unidos ganham em complicar ainda mais a vida dos palestinos adotando sanções?”. O embaixador elogiou a atuação do Brasil e disse confiar no apoio brasileiro para a criação do Estado independente da Palestina. A seguir, os principais trechos da entrevista do diplomata à Agência Brasil.

Agência Brasil: Na prática o que representa o status de Estado observador na ONU?


Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben: É uma vitória da verdade e da justiça. É o anúncio de uma nova Palestina e de um novo Israel. Estamos satisfeitos com a posição da grande maioria da comunidade internacional [138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções], demonstrando que é possível o convívio positivo que defendemos. Ocorreu o que nós sempre acreditamos e defendemos.

ABr: O Brasil foi um dos países que mais fez campanha para os palestinos, o senhor acredita que é possível ampliar a contribuição brasileira?


Alzeben: Agora, com a resolução [sobre a concessão do status de Estado observador], o terreno está preparado e é mais favorável para outras negociações. É uma satisfação para nós ter o Brasil a nosso favor. O Brasil pode participar de maneira mais intensa na comunidade internacional e em favor do direito internacional.

ABr: Com essa decisão na ONU, há ambiente para retomar as articulações em busca de um acordo de paz com os israelenses?


Alzeben: Do nosso lado, estamos preparados para retomar as negociações e em plena disposição para negociar. Queremos voltar para a mesa de negociações e aguardamos isso. O nosso desejo é a existência de dois Estados, o da Palestina e o de Israel, em plena convivência.

ABr: Mas há ameaças, por exemplo, dos norte-americanos de adotarem medidas proibindo o comércio e repasses para a região da Faixa de Gaza. O senhor não teme isso?


Alzeben: O mundo não se limita aos Estados Unidos. O mundo é representado pela comunidade internacional, que nos apoia na sua maioria na ONU e, dessa forma, deve ser feita uma leitura positiva sobre a resolução aprovada. O que os Estados Unidos ganham em complicar ainda mais a vida dos palestinos adotando sanções?

ABr: O senhor calcula que esteja próxima a criação de um Estado independente?


Alzeben: A aprovação da resolução foi um passo fundamental. Nós tentamos isso no passado [há dois anos], sem sucesso, pois lamentavelmente a intransigência venceu. Fazemos um chamado ao governo dos Estados Unidos para que se alie à maioria da comunidade internacional em favor do direito internacional [e pela] criação do Estado independente da Palestina.




Fonte: Agência Brasil
Imagem: Google
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