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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Emad Burnat - 5 Câmeras Quebradas







5 Câmeras Quebradas mostra como a convivência entre Israel e Palestina é impossível – e, ao mesmo tempo, fala de esperança, justiça e perseverança. Emad Burnat, um pequeno proprietário de terras em Bilin, ganhou uma filmadora meia-boca em 2005, quando nasceu seu quarto filho, Gibreel. No mesmo ano, colonos israelenses começaram a construir assentamentos na área, construindo uma cerca. Os invasores começam a tentar expulsar os habitantes. Destroem suas oliveiras, seu ganha-pão. Protestos passam a ocorrer semanalmente.

Gibreel

Emad registrou tudo: as bombas de gás lacrimogêneo, tiros de balas de borracha, prisões, atrocidades. No meio tempo, filmou o crescimento de Gibreel e suas reações diante daquele mundo.

Em 2007, uma corte israelense determinou a derrubada da cerca – o que só iria ocorrer quatro anos depois. Emad juntara centenas de horas de imagens. Seu amigo israelense Guy Davidi, cineasta, ativista e co-diretor do documentário, deu um fio condutor, escreveu a narração em off e sugeriu a abordagem: contar a história dos confrontos do ponto de vista de Emad, dividida em capítulos, cada um deles ilustrado pelo que as câmeras do palestino capturaram antes de ser destruídas.
O resultado é assombrosamente lindo e emocionante.

Jornalismo cru, sem análise ou proselitismo, apenas a crônica de uma terra disputada por dois vizinhos – um armado de paus e pedras, outro de canhões, jipes, fuzis e granadas.

Emad Burnat

Emad Burnat nunca teve aulas de cinema. Não precisou. Além de uma habilidade inata e da intuição, ele foi para a linha de frente, desafiando a autoridade com sua filmadora e seu discurso de que era “jornalista” e tinha “autorização para trabalhar”. Não perde a convicção quando o exército passa a entrar na aldeia à noite e a prender crianças. Permanece ao lado dos dois amigos, o fanfarrão Adeeb e o grandalhão El-Phil, quando eles são detidos e, mais tarde, quando o pior acontece. Não recua na hora em que a mulher, Soraya, pede que ele largue tudo porque ela não aguenta mais viver com medo. (Soraya foi criada no Brasil e, a certa altura, fala em português com o marido. O próprio Emad passou um tempo no Brasil).

Soraya


A visão filosófica do conflito faz com que Emad não perca a cabeça. Ele é posto em prisão domiciliar – e leva a câmera. Ele vê seu pai e sua mãe desesperados diante da detenção de seu irmão, tentando parar um jipe com o corpo. Ele testemunha um tiro à queima-roupa na perna de um manifestante que já estava dominado. É como se a câmera se o protegesse, ele diz (o que, naturalmente, não é verdade e tem suas consequências).

Numa situação tão sem saída, Emad não procura a aliança com terroristas ou faz um curso para virar homem bomba. Ao invés disso, a cada câmera destruída, ele adquire outra. É o que dá sentido à sua vida. É a sua maneira de proteger sua vila e sua família.

 5 Câmeras Quebradas ganhou vários prêmios e está indicado para o Oscar de documentário. Com simplicidade e poucos recursos, com talento, urgência e coragem, eles realizaram um épico.

“Se você for ferido, vai sempre se lembrar da sua ferida, mesmo depois de ela se curar. Se você se machucar de novo e de novo… você esquece as suas cicatrizes”. “Mas a câmera se recorda, e então eu filmo para me curar”.

(Emad Burnat)






Fonte: Café Brasil, Youtube
Imagens: Google (colocadas por este blog) 

Obama será condecorado durante visita a Israel


"O presidente Obama trouxe uma contribuição única e significativa para fortalecer o Estado de Israel e a segurança de seu povo", anunciou Israel em comunicado




Barack Obama: a medalha presidencial é dada a indivíduos ou organizações que contribuíram para a sociedade israelense e à imagem de Israel no mundo.


Shimon Peres
Jerusalém - Barack Obama será o primeiro presidente americano em atividade a receber a "medalha presidencial" israelense das mãos do chefe de Estado, Shimon Peres, durante sua visita, no próximo mês, a Israel, anunciou nesta segunda-feira o gabinete do presidente.

"O presidente Obama trouxe uma contribuição única e significativa para fortalecer o Estado de Israel e a segurança de seu povo", segundo um comunicado.

"Barack Obama é um verdadeiro amigo de Israel e sempre o foi desde o início de sua vida pública. Como presidente dos Estados Unidos esteve ao lado de Israel em tempo de crise", acrescentou.

Esta medalha presidencial é dada a indivíduos ou organizações que contribuíram para a sociedade israelense e à imagem de Israel no mundo.

A data oficial da visita de Obama, a primeira como presidente, ainda não foi anunciada oficialmente, mas a imprensa israelense e líderes palestinos falam de uma estadia entre 20 e 22 de março em Jerusalém e Ramallah (Cisjordânia).

Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou que as discussões irão focar no programa nuclear iraniano, o conflito na Síria e as negociações de paz com os palestinos, que estão paralisadas desde setembro de 2010.


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(Estas são as verdadeiras imagens de Israel no mundo)

Cratera em prédio atingido por ataque que deixou 11 mortos em Gaza (Foto: Marco Longari/AFP Photo)
Israel atacou cerca de 100 alvos na Faixa de Gaza durante a noite em 21/11/2012. (Foto: Eyad Baba/AP)
Exército israelense em direção a Gaza


















Fonte: NavalBrasil
Imagem: Google (colocadas por este blog)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Foto de soldado israelense mirando em criança palestina causa polêmica na Internet


Foto postada no Instagram mostra uma suposta criança palestina como alvo de um atirador israelense


A foto de um garoto visto através do alvo de um rifle tem provocado polêmica na Internet. O motivo: a imagem teria sido tirada por Mor Ostrovski, atirador do Exército israelense, ao apontar a arma a um jovem palestino.

"Isso é como funciona a ocupação. Isso é como parece o controle militar sobre a população civil", escreveu um membro da organização Breaking the Silence, que publica testemunhos de veteranos israelenses que desejam conscientizar as pessoas sobre a vida na Cisjordânia ocupada. Outros relatórios da organização mostram declarações de soldados que chegaram a atirar em crianças.

O Exército de Israel disse que os comandantes do soldado estão investigando o incidente, que "não está de acordo com o espírito ou valores das Forças Armadas", afirmou um porta-voz.

Já Ostrovki, de 20 anos, fechou sua conta no Instagram, onde a imagem foi postada, e disse ao Exército que não foi o autor da foto, mas teria achado-a na Internet. Não existem outras fotos que confirmem se o garoto foi atingido.

A foto foi originalmente postada no site focado em questões palestinas Electronic Intifada, que a considerou "de mau gosto e desumana". A mesma publicação postou fotos de outro soldado israelense.


O conceito de "war sporno" (uma mistura de esporte, pornografia e guerra) é mencionado em outro artigo do site como o que faz outros soldados israelenses em suas contas do Instagram. Imagens de semi-nudez, portando armas ou equipamentos de uso militar, erotizam o trabalho de combatentes.

Nisim Asis

Esse tipo é frequente nas fotos de Nisim Asis, por exemplo. O soldado tinha seu perfil na rede social descrito como "Nisim asis 22 anos de idade. Jerusalem-Israel.. Eu gosto de palestinos mortos :-)" e publicou fotos de si mesmo lambendo uma faca com algo que se parece com ketchup e a legenda "Fodam-se todos os árabes seu sangue é gostoso".

Em setembro de 2012, as Forças Armadas israelenses anunciaram a conta israeldefenseforces no Instagram, com fotos de campo dos soldados. Assim, o Electronic Intifada pergunta: "Dado o esforço do Exército de Israel em policiar o uso de redes sociais por soldados, como devemos interpretar posts de soldados regulares que erotizam sua imagem militar?", em que "a sexualidade é usada como propaganda oficial das operações israelenses".

Além do caso de Ostrovski, o Exército israelense também está a cargo de analisar a foto postada no Facebook de um soldado da infantaria em Hebron, em que ele aparece ao lado de quatro palestinos detidos, algemados, curvados e vendados. O comandante da brigada, que descobriu o incidente, considera que o caso deve ser considerado questão disciplinar, não objeto de investigação criminal. Um inquérito da Polícia Militar, aberto logo após a divulgação da foto, foi fechado quando o soldado já havia sido julgado por seus superiores.

O soldado fotografado foi sentenciado a 14 dias de detenção e instruído a remover a foto das redes sociais e de seu celular. O soldado que tirou a foto não sofreu punições.





Fonte: Opera Mundi, Dasilvakaolho



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Yoani, a mercenária, é recebida com protesto no Recife



O solo do Brasil está um pouco mais sujo desde esta madrugada. Chegou a mercenária mor, Yoani Sanchéz.


Porém, para ela não pensar que no Brasil se desconhece sua ação imperialista, em nome da CIA e do governo estadunidense, dezenas de solidários e solidárias fizeram uma bela manifestação de repúdio a sua vinda.

 Sua cara de pau é tanta, que a primeira coisa que disse no Brasil já foi uma mentira. Afirmou que "Foi um banho de democracia e pluralidade, estou muito feliz e queria que em meu país pudéssemos expressar opiniões e propostas diferentes com esta liberdade". 

Mentirosa, muitas postagens feitas aqui no Solidários demonstram que os mercenários cubanos podem se manifestar. O que ela não disse é que quando eles fazem isto, é o próprio povo cubano que os rechaçam.


Ela também tem afirmado que há um sabor agridoce na sua viagem, por que outros "amigos" dela não conseguiram o passaporte.

Nós sabemos a razão do sabor. Como o texto publicado ontem aqui no Solidários deixou claro. Não há mais desculpas para deixar Cuba, mas se sairem perdem todo o financiamento imperialista.


Seja muito mal vinda, mercenária. Os solidários e solidárias brasileiros não deixaram passar em branco a tua passagem.



Fonte: Solidários

Brasil: Aviso aos navegantes! Chegou a mercenária!






por Osmar Gomes da Silva

A blogueira e mercenária cubana Yoani Sánchez desembarcou, e foi recebida com protesto no aeroporto internacional de Recife já madrugada desta segunda-feira.Durante sua estadia a honorável visitante mereceu recepção a altura de sua cara de pau.


A mercenária desembarcou ás 0h30 no portão norte do aeroporto e foi seguida pelo grupo de puxa-sacos até o portão sul. No caminho,recebeu a recepção de manifestantes, que, leram uma carta aberta denúncia sobre o blog "geração Y” meio de desinformação e de campanha anti-Cuba. Eles também jogaram dólares falsos na direção da sinistra blogueira.

Em janeiro, as autoridades cubanas outorgaram a Sánchez o passaporte que ela solicitou após a nova reforma migratória que flexibiliza as viagens ao exterior e eliminou embaraçosos e custosos trâmites como a permissão de saída para fora do país.




Fonte: KAOS en la RED

sábado, 9 de fevereiro de 2013

ATÉ QUANDO?




do Blog do Bourdoukan



Eduardo Galeano (*)

Um país bombardeia dois países. A impunidade poderia ser assombrosa, se não fosse costumeira. Alguns tímidos protestos dizem que houve erros. Até quanto os horrores continuarão sendo chamados de erros?

Esta carnificina de civis começou a partir do seqüestro de um soldado. Até quando o seqüestro de um soldado israelense poderá justificar o seqüestro da soberania palestina?

Até quando o seqüestro de dois soldados israelenses poderá justificar o seqüestro de todo o Líbano?

E os 700 soldados libaneses que, desde que Israel foi expulso do Líbano em 2000, foram levados prisioneiros para Israel? Porque Israel nunca aceitou trocar prisioneiros de guerra?

A caça aos judeus foi, durante séculos, o esporte preferido dos europeus. Em Auschwitz desembocou um antigo rio de espantos, que havia atravessado toda a Europa. Até quando palestinos e outros árabes continuarão pagando por crimes que não cometeram?

O Hezbollah não existia quando Israel arrasou o Líbano em suas invasões anteriores. Até quando continuaremos acreditando no conto do agressor agredido, que pratica o terrorismo profissional de Estado porque tem direito de se defender do "terrorismo" civil amador?

Iraque, Afeganistão, Palestina, Líbano...

Até quando se poderá continuar exterminando países impunemente?

As torturas de Abu Ghraib, que despertaram certo mal-estar universal, nada têm de novo para nós, os latino-americanos. Nossos militares aprenderam essas técnicas de interrogatório na Escola das Américas, que agora perdeu o nome, mas não as manhas.

Até quando continuaremos aceitando que a tortura continue legitimando, como fez o Supremo Tribunal de Israel, em nome da legítima defesa da pátria?

Israel deixou de ouvir 46 recomendações da Assembléia Geral e de outros organismos das Nações Unidas.

Até quando o governo israelense continuará exercendo o privilégio de ser surdo?

As Nações Unidas recomendam, mas não decidem. Quando decidem, a Casa Branca impede que decidam, porque tem direito de veto. A Casa Branca vetou, no Conselho de Segurança, 40 resoluções que condenavam Israel.

Até quando as Nações Unidas continuarão atuando como se fossem outro nome dos Estados Unidos?

Desde que os palestinos foram desalojados de suas casas e despojados de suas terras, muito sangue correu.

Até quando continuará correndo sangue para que a força justifique o que o direito nega?

A história se repete, dia após dia, ano após ano, e um israelense morre para cada 10 árabes que morrem.

Até quando a vida de cada israelense continuará valendo 10 vezes mais?

Em proporção à população, os 50 mil civis, em sua maioria mulheres e crianças, mortos no Iraque equivalem a 800 mil norte-americanos.

Até quando continuaremos aceitando, como se fosse costume, a matança de iraquianos, em uma guerra cega que esqueceu seus pretextos?

Até quando continuará sendo normal que os vivos e os mortos sejam de primeira, segunda, terceira ou quarta categoria?

O Irã está desenvolvendo a energia nuclear? Bem, se está, é um direito seu, como de qualquer país que deseje acesso à modernidade científica. Argentina, Brasil, México e mais 60 países, no mínimo, estão tentando isso - sob boicote da meia dúzia de potências que não aceitam perder esse monopólio.

O Irã está também tentando desenvolver energia nuclear para uso militar, como fizeram há mais de meio século os EUA, Inglaterra, França, Rússia, China, Índia, Paquistão e Israel? Ninguém sabe ao certo, pairam no ar somente acusações veiculadas pelos EUA, nenhuma prova, ao menos até agora.

Mas até quando continuaremos acreditando que isso basta para provar que um país é um perigo para a humanidade? Pois a chamada comunidade internacional não se angustia em nada com o fato, reconhecido unanimente por todos os institutos ocidentais de estratégia militar, de que Israel já produziu e tem estocadas 250 bombas atômicas, embora seja um país que vive à beira de um ataque de nervos.

Quem maneja o perigosímetro universal? Terá sido o Irã o país que lançou as bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki?

Na era da globalização, o direito de pressão pode mais do que o direito de expressão.

Para justificar a ocupação ilegal de terras palestinas, a guerra se chama paz. Os israelenses são patriotas e os palestinos são terroristas, e os terroristas semeiam o alarme universal.

Até quando os meios de comunicação continuarão sendo medos de comunicação?

Esta matança de agora, que não é a primeira nem será - temo - a última, ocorre em silêncio? O mundo está mudo, está surdo?

Até quando seguirão soando em sinos de madeira as vozes da indignação?

Até quanto nos conformaremos com essa linguagem infame da grande mídia que, simulando "objetividade" jornalística, nos informa sobre um combate nesta linguagem: tantos "terroristas" do Hisbollah foram aniquilados pelas forças "de defesa" de Israel.

Teremos todos nós nos transformados em estúpidos, a ponto de não percebermos que a forma da linguagem determina o conteúdo da "notícia”?

Estes bombardeios matam crianças: mais de um terço das vítimas, não menos da metade. Os que se atrevem a denunciar isto são acusados de anti-semitismo.

Até quando continuarão sendo anti-semitas os críticos dos crimes do terrorismo de Estado?

Até quando aceitaremos esta extorsão?

São anti-semitas os judeus horrorizados pelo que se faz em seu nome?

São anti-semitas os árabes, tão semitas como os judeus? Por acaso não há vozes árabes que defendem a pátria palestina e repudiam o manicômio fundamentalista?

Todos agem em nome de Deus, seja o Deus cristão, o Alá muçulmano ou o vingativo e momentaneamente triunfante Jeová judeu.

Como radical humanista que sou, nada quero com qualquer desses deuses nacionalistas e odiosos. O que não me impede de discernir que, em cada momento há um "deus" dos oprimidos e outro dos opressores.

Somos a única espécie animal especializada no extermínio mútuo. Destinamos US$ 2,5 bilhões, a cada dia, para os gastos militares, uma atividade econômica extremamente lucrativa aos capitalistas que a ela se dedicam.

A miséria e a guerra são filhas do mesmo pai: como todos os deuses cruéis, come os vivos e os mortos.

Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível?

Até quando prolongaremos nossa postura cínica de "neutralidade", de não "tomar partido" ?

É o oprimido, malgrado seja um idiota fundamentalista religioso, igual ao fundamentalista opressor? São moralmente o mesmo? Que se matem entre si, é isso? Não temos mesmo de tomar partido?




(*) Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, autor de As veias abertas da América Latina e Memórias do Fogo e outros mais que merecem uma lida.




Fonte: Blog do Bourdoukan

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Barack Obama, John Brennan e os DRONES



Manifestantes contra uso de drones americanos interrompem sessão no Senado

Manifestantes denunciando os ataques de aviões não tripulados (os chamados drones) interromperam a uma audiência no Senado americano, nesta quinta-feira, sobre a nomeação para o próximo diretor da CIA, forçando a polícia a escoltar os manifestantes para fora da sala.


"Ergam-se contra os drones", gritava um manifestante, enquanto John Brennan, indicado pelo presidente Barack Obama para dirigir a agência de inteligência americana, era interrompido inúmeras vezes ao tentar pronunciar seu discurso de abertura para a Comissão de Inteligência do Senado.
Barack Obama e John Brennan


Dianne Feinstein
Após cinco momentos em que os manifestantes insistiram em perturbar a audiência, a presidente do painel, Dianne Feinstein, ordenou que a polícia retirasse os manifestantes da salão e impedisse o retorno dos ativistas do grupo pacifista "Code Pink".




John Brennan
John Brennan é amplamente visto como o arquiteto da campanha para o uso em grande escala dos drones na guerra contra a Al-Qaeda, tema que Obama e seus assessores se recusam a discutir abertamente.

Um ativista exibia uma faixa com os dizeres "Brennan = massacres com drones". Um outro gritava ao senador Feinstein: "Seus filhos são mais importantes que os filhos de paquistaneses?".

Os casos de "ataques cirúrgicos" contra militantes suspeitos da Al-Qaeda no Paquistão, no Iêmen, na Somália e em outros países foram condenados por grupos de defesa dos direitos humanos por empreenderem uma guerra clandestina e ilegal.



Fonte: EM

Imagens: Google


A crise do capitalismo e o efeito-borboleta






*Por Immanuel Wallenstein
Tradução de Antonio Martins


Fazer previsões de curto prazo (o próximo ano ou o seguinte) é um jogo de tolos. Há muitas mudanças imprevisíveis e sobressaltos no mundo real político, econômico e cultural. Mas podemos tentar fazer afirmações para o médio prazo (uma década ou mais), baseadas numa estrutura teórica adequada, combinada com uma sólida análise empírica das tendências e obstáculos.

Que sabemos sobre o sistema-mundo em que vivemos? Primeiro, que é uma economia-mundo capitalista, cujo princípio básico é a acumulação incessante de capital. Além disso, sabemos que é um sistema histórico, que, como todos, (do Universo como um todo aos mais minúsculos nano-sistemas) tem uma vida. Nasce, vive sua existência “normal” de acordo com regras e estruturas que cria, e então, em um certo ponto, move-se muito além do equilíbrio e entra em uma crise estrutural. Em terceiro lugar, sabemos que nosso sistema-mundo atual é polarizante, produzindo um abismo crescente entre os Estados e o interior dos mesmos.

Estamos nesta crise estrutural exatamente agora, e há cerca de quarenta anos. Vamos continuar nela por mais vinte a quarenta anos. É a duração média das crises estruturais dos sistemas históricos. O que acontece nestes momentos é que o sistema bifurca-se. Significa, essencialmente, que emergem duas formas alternativas de encerrar a crise estrutural – por meio da “escolha” coletiva de uma das saídas.

A principal característica de uma crise estrutural é uma série de flutuações caóticas e selvagens de tudo – os mercados, as alianças geopolíticas, a estabilidade das fronteiras estatais, do emprego, dívidas, impostos. A incerteza, mesmo no curto prazo, torna-se crônica. E as incertezas tendem a congelar a tomada de decisões econômicas – o que, é claro, torna as coisas piores…

Eis algumas das coisas que podemos esperar no médio prazo. A maior parte dos Estados enfrenta, e continuará a enfrentar, uma pressão provocada por arrecadação em queda e gastos em alta. A maioria deles tem tentado reduzir os gastos de duas maneiras. Primeiro, cortar (ou mesmo eliminar) boa parte das redes de segurança que foram construídas no passado, para ajudar as pessoas comuns a enfrentar as contingências com que se deparam. Mas há uma segunda maneira. A maior parte dos Estados está cortando as transferências de recursos para entidades estatais subordinadas – unidades federadas (se o país é uma federação) e governos locais. Isso apenas transfere, para estas unidades federadas, a necessidade de elevar impostos. Se não são capazes, podem quebrar, o que elimina outras partes das redes de segurança (em especial, aposentadorias).

Isso provoca um impacto imediato sobre os Estados. De um lado, enfraquece-os, já que cada vez mais unidades federadas procuram separar-se, quando veem este passo como economicamente vantajoso. Mas por outro lado, os Estados são mais importantes que nunca, já que as populações buscam refúgio em políticas estatais protecionistas (“garanta meu emprego, não os deles”). As fronteiras estatais sempre mudaram. Mas é provável que mudem ainda mais frequentemente agora. Ao mesmo tempo, novas estruturas regionais, ligando Estados existentes (ou suas sub-unidades) – como a União Europeia (UE) e a União de Nações da América do Sul (Unasul) –, continuarão a florescer e jogar um papel geopolítico crescente.

Os malabarismos entre os múltiplos espaços [loci] de poder geopolítico irão tornar-se ainda mais instáveis, numa situação em que nenhum destes espaços estará em posição de ditar as regras inter-estatais. Os Estados Unidos são um poder geopolítico de outrora, com pés de barro, mas ainda suficientemente poderosos para se vingar de danos sofridos. A China parece ter o economia emergente mais poderosa, porém é menos forte que ela própria (e outros) pensam. O grau em que a Europa Ocidental e a Rússia irão se aproximar é ainda uma questão aberta, muito presente na agenda de ambas partes. Como a Índia usará suas cartas é algo sobre o que ela está muito indecisa. O que isso significa, no momento, para guerras civis como a da Síria, é que as intervenções externas anulam-se umas às outras e os conflitos internos tornam-se ainda mais organizados em torno de grupos identitários fratricidas.

Reitero uma posição que mantenho há muito. Ao final de uma década, veremos grandes realinhamentos. Um é a criação de uma estrutura confederada, ligando o Japão, a China reunificada e a Coreia reunificada. O segundo é uma aliança geopolítica entre esta estrutura confederada e os Estados Unidos. Um terceiro é uma aliança de facto entre a União Europeia e a Rússia. Um quarto é a proliferação nuclear em escala significativa. Um quinto é o protecionismo generalizado. O sexto é uma deflação mundial, que pode assumir duas formas – ou uma redução nominal dos preços, ou inflações descontroladas -, que teriam a mesma consequência.

Obviamente, não são perspectivas felizes para a maior parte das pessoas. O desemprego global vai crescer, em vez de cair. E as pessoas comuns sentirão muito severamente o aperto. Elas já demonstraram que estão prontas para lutar de diferentes maneiras – e esta resistência popular crescerá. Vamos caminhar para o meio de um vasta batalha política para determinar o futuro do planeta.

Os que detêm riqueza e privilégio não ficarão de braços cruzados. No entanto, ficará cada vez mais claro para eles que não podem garantir seu futuro por meio do sistema capitalista existente. Tentarão implementar um sistema baseado não mais no papel central do mercado – mas numa combinação de força bruta e dissuasão. Seu objetivo central será assegurar que o futuro sistema garanta a preservação de três aspectos centrais do atual – hierarquia, exploração e polarização.

Do outro lado, haverá forças populares que buscarão, em todo o mundo, criar uma nova forma de sistema histórico – que nunca existiu ainda. Uma forma baseada em relativa democracia e relativa igualdade. É quase impossível prever o que isso significa em termos das instituições que poderão ser criadas. Compreenderemos durante a construção deste sistema, nas próximas décadas.

Quem vencerá esta batalha? Ninguém pode prever. O resultado será determinado por uma infinidade de nano-ações, adotadas por uma infinidade de nano-atores, em uma infinidade de nano-momentos. Em algum ponto, a tensão entre as duas soluções alternativas vai pender definitivamente em favor de uma ou outra. É o que nos dá esperança. O que cada um de nós fizer a cada momento, sobre cada assunto imediato, importa. Algumas pessoas chamam a isso “efeito borboleta”. O bater de asas de uma borboleta afeta o clima do outro lado do mundo. Neste sentido, somos todos borboletas, hoje.

*Immanuel Wallenstein é sociólogo e cientista social norte-americano




Fonte: Sul21
Imagem: Google


sábado, 2 de fevereiro de 2013

A angústia que liberta



Por Tibiriçá, do Blog Prezado Cara Pálida


Foi pela angústia de não me conformar pelo modo pelo qual temos que viver, dentro de um Sistema cercado por todos os lados com “grades” culturais, morais e sistemáticas e que não permitem que sejamos a nossa própria essência, seja pela ignorância travestida de educação, de cultura, sejam por todas as ideologias enganadoras que buscam tutelar as nossas consciências e o nosso livre arbítrio para que sejamos uma massa obediente, submissa, insegura e dividida, ou seja, “escravos psicológicos” sem sequer darmo-nos conta disso, fazendo-nos crer estarmos vivendo no melhor dos mundos e sempre acreditando que o amanhã será melhor do que o hoje, vivendo de esperanças, pois é isso que nos inculcam, que nos fazem acreditar.

Muitos poderão dizer que isto é um absurdo, que todos somos livres, e que vivemos num sistema democrático onde há liberdade de pensamento e de expressão e que podemos ter as nossas livres escolhas. Entretanto, temos a ideologia do individualismo e a competição como algo absolutamente normal, onde a meritocracia na busca do sucesso justifica toda sorte de atitudes, mas parem um pouco para pensar, que liberdade é esta de escolha, se só tens aquilo que querem que saibas, se só tens todos os dias da “vida” o direito de ir e vir desde que seja para o mesmo lugar, se só podes pensar o que eles querem que tu penses, se o Estado de Direito não distribui nem conforto nem Justiça, mas pelo contrário só fomenta a luta de classes através dos sindicatos da miséria, das associações e conluios, ou seja através do senso comum construído pelas filosofias, pensamentos diversos ditos democráticos, onde cada qual diz ter o monopólio da felicidade, pela mídia venal e mal intencionada, pelas "sacrossantas religiões" e que ao longo de muitas eras passaram a chamar isto de tradição.

De qualquer forma tive a necessidade de divulgar aquilo que pude aprender e de me informar, já que não sou adepto do conformismo, como o do gado que vai para o matadouro, e por conseguinte, longe de trazer idéias messiânicas, sobre um Líder, um Salvador que assuma os nossos pecados, as nossas mazelas, acredito isto sim que é a responsabilidade individual de cada um realizar o conhecimento ou que tenha pelo menos a boa vontade e comprometimento para buscar uma informação alternativa e tendo acesso a este conhecimento possa depois separar o joio do trigo e se for também da sua vontade, buscar informar as demais pessoas. Não quero que sintas a obrigação de absorver os conceitos e as informações que divulgo e compartilho, não é o meu objetivo ferir ou destruir as idiossincrasias pessoais que as pessoas têm, pelo contrário, isto é só um convite à reflexão. Os assuntos abordados basicamente se referem às questões existenciais e dizem respeito a todos nós, de fato, são informações que não se encontram na Grande Mídia mesmo porque não é do interesse dela. Eu entendo que não compartilhar estas informações, da minha parte seria muito egoísmo. Todos nós durante as nossas vidas temos buscado em menor ou maior grau as explicações para tanta injustiça, tanto infortúnio e muitas vezes até nos culpamos e nos sentimos frustrados e impotentes quando vemos uma sociedade tão doentia, e desta forma sempre acreditamos que a responsabilidade é dos outros e ficamos esperando que os outros façam a sua parte, (O Governo, os Políticos a Imprensa) ou mesmo ficamos buscando culpados, mas sequer nos damos conta que quando temos estas atitudes, sempre estaremos delegando aos outros que SOLUCIONEM os nossos PROBLEMAS e desta forma ao transferir a nossa responsabilidade, também transferimos a nossa LIBERDADE e tudo isto faz com que vivamos enganados pela pseudo-democracia representativa, que nada mais é do que passar uma procuração pelo voto obrigatório para um bando de patifes agirem em nosso nome e fazerem o que bem entendem.

E pior, quando vamos em busca também de saber da nossa Origem Divina e o porquê estamos no mundo, e o que viemos nele fazer? Outro bando de calhordas se arvora no direito de serem os mediadores, os representantes do Divino aqui na Terra e ninguém nos oferece explicações convincentes, verdadeiras, apenas dogmas que não raramente nos fazem andar em círculos. Certamente eu não possuo as respostas, pois cada um que procure as suas e seria muita pretensão da minha parte neste texto querer fazê-lo, mas sinto e intuo que “vivemos” como apenas seres que nascem, estudam, trabalham, casam, consomem e seguem os rituais de conduta ditados pela Sociedade, de modo que, sem nenhuma outra perspectiva do que estas nos são oferecidas pelo “Status Quo” que são representados pelos Poderes Constituídos, pelas igrejas e seitas das mais diversas tendências, pela Mídia e pela Ciência.

O grande trabalho a ser feito é desconstruir os tabus, as mentiras convenientes de uma sociedade construída pela falácia de um sistema monetário virtual, os pensamentos viciados pela propaganda de um consumismo que faz com que as pessoas sempre queiram mais e mais (como faz o esperto carroceiro que pendura uma cenoura numa vara e põe a frente do cavalo para fazer com que ele ande sem jamais alcançá-la). Assim como este simplório exemplo podemos ter tantos outros, afinal eles têm a astúcia enquanto nós somos crédulos. Então podes pensar será que não estou tentando influenciar no teu juízo de valores? E eu pergunto que valores? Se tudo o que está acontecendo, e já acontece desde muito tempo, guerras em nome da Liberdade e da democracia, acordos que não se cumprem, violência fratricida, tudo isto está certo? Se está certo, então alguma coisa deve estar errada. Quero com isto mais uma vez pedir para que não te escandalizes com isto, mas deixe fluir o benefício da dúvida na forma da mais pura percepção e intuição e verás que muitos paradigmas serão quebrados, talvez até uma sensação de solidão se apodere de ti, mas é uma solidão reconfortante que permitirá ergueres a cabeça acima do “rebanho” e sentir um pouco de Liberdade, mas se preferires não dessacralizar os conceitos e padrões que escravizam os seres Humanos desde os mais longínquos tempos, e se preferes ficar numa zona de conforto e se és Feliz assim, tens o Livre Arbítrio que te permites ter.



Tibiriçá




Fonte: Prezado...Cara Pálida

Mais sorte que juízo






O problema com a sorte é que ela não é infalível

Ao dizer que os frequentadores de casas noturnas no Brasil têm “mais sorte que juízo”, o subcomandante do 4º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, major Gérson da Rosa Pereira, acabou cunhando a frase que sintetiza o tipo de comportamento que causou, direta ou indiretamente, o desastre do último domingo. Mais do que isso: major Gérson expressou, inadvertidamente, uma verdade íntima nacional – um sentimento que todo brasileiro, em maior ou menor intensidade, já terá sentido alguma vez na vida, ou irá sentir.

Trata-se de uma espécie de modus operandi da nação. “Mais sorte que juízo” poderia substituir o “Ordem e Progresso” na bandeira e em todos os símbolos nacionais. Podia estar estampado nas notas de real, na entrada de hospitais e escolas, nos tribunais, em outdoors nas estradas, na letra do hino: “Onde te falta o tento/ O lábaro ostentas estrelado”.

Sorte é o que não nos falta mesmo. Não precisamos nos preocupar com terremotos, o que nos livra da chateação de planejar prédios que resistem a tremores de terra. No auge do inverno, o frio jamais é acompanhado daquelas inconvenientes tempestades de neve que dão trabalho e exigem organização. Temos sorte porque ondas terríveis não arrebentam as nossas praias e porque o sol brilha quase o ano todo. Países solares costumam ser povoados por gente que não se deprime por qualquer coisa e que se acredita abençoada por morar em um lugar onde tudo o que se planta cresce e floresce.
O problema com a sorte é que ela não é infalível. Ninguém se responsabiliza pelo seu fornecimento regular e não temos de quem cobrar quando ela nos falta. É por isso que muitos países não tão afortunados quanto o nosso aprenderam a contar menos com a sorte do que com o juízo – que nada mais é do que tudo aquilo que podemos providenciar para não dependermos unicamente dos humores do acaso. O juízo, porém, não vem apenas de cima para baixo, na forma de leis muito boas, mas que ninguém respeita. Se o juízo não é prezado por todos, acaba valendo tanto quanto um trevo de quatro folhas na mão de quem não tem sorte.

Talvez por isso não foi apenas comoção o que se viu no Brasil nos últimos dias: foi pânico. O incêndio em Santa Maria assustou o país porque todos sabem que a irresponsabilidade dos donos daquela boate e daquelas autoridades que deveriam fiscalizá-la não é uma exceção, mas a regra – e não apenas em casas noturnas. Vivemos em um país em que não podemos confiar em edifícios aparentemente sólidos, em parques de diversão aparentemente seguros, em hospitais aparentemente bem equipados, em creches com piscina, em motoristas – e em quem deveria nos proteger. Somos como um personagem de videogame desviando de arapucas em série: pisos que desaparecem, pontes que pegam fogo, tetos que desabam. Às vezes, temos sorte, mas nem sempre.

E, enquanto apenas a sorte nos parecer o bastante, o som de celulares tocando sobre o corpo de meninos e meninas que podiam ser nossos filhos – que eram nossos filhos – vai continuar nos assombrando. Como um lamento dilacerante, mas também como um pedido de explicações.




Fonte: Zero Hora
Imagem: Google
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