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quinta-feira, 7 de março de 2013

El Comandante deixou o prédio [1]




6/3/2013, Pepe Escobar, Asia Times Online



Parece filme, a história de um homem do povo que cresce, contra todas as probabilidades até se tornar o Elvis político da América Latina. Muito maior que Elvis, na verdade, presidente que venceu 13 de 14 eleições nacionais democráticas. Chance zero de alguém ver esse filme premiado com algum Óscar – nem, jamais, de ser produzido em Hollywood. A menos, é claro, que Oliver Stone convença a HBO a fazer um especial para a televisão a cabo e DVD.

José Mujica
Que inspirador, que iluminador assistir às reações dos líderes mundiais à morte de El Comandante Hugo Chávez da Venezuela. O presidente do Uruguai Jose Mujica – homem que rejeita 90% do salário, porque insiste que precisa de muito menos para atender às suas necessidades básicas – mais uma vez lembrou que, para ele, Chávez sempre foi “o líder mais generoso que jamais conheci”; e elogiou a “fortaleza da democracia” da qual Chávez foi grande construtor. 

Compare-se isso com o presidente dos EUA Barack Obama – no que parece ser requentamento, tipo corta-cola, de circular interna da Casa Branca – reafirmando o apoio dos EUA “ao povo venezuelano”.



Estaria apoiando o mesmo “povo venezuelano” que elegeu e reelegeu Chávez, sem interrupção, desde o final dos anos 1990s? Ou é apoio só ao “povo venezuelano” que vive a entornar Martinis em Miami, enquanto demoniza Chávez como perigoso comunista do mal?

 
El Comandante pode até já ter deixado o prédio – o corpo derrotado pelo câncer –, mas a demonização post mortem prosseguirá para sempre. Uma das razões disso salta aos olhos. A Venezuela é dona da maior reserva de petróleo do mundo. Washington e aquela cidadela kafkiana, em ruínas, também conhecida como União Europeia vivem a cantar All You Need is Love, sem parar, aos pés daqueles fantasmagóricos, espectrais, feudais petromonarcas do Golfo Persa (nunca, claro, para “o povo”), em troca do petróleo deles. Mas, diferente disso, na Venezuela, El Comandante Chávez apareceu lá com a ideia subversiva de usar a riqueza do petróleo para, pelo menos, minorar o sofrimento dos venezuelanos. O turbocapitalismo ocidental, como é bem sabido, não faz redistribuição de riqueza nem dá força e poder a valores comunitários. 

Odeio você, cabron

Segundo o Ministro de Relações Externas, o vice-presidente Nicolas Maduro – e não o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, íntimo dos chefes militares – assumirá a presidência até as próximas eleições, a serem realizadas dentro de 30 dias. Tudo autoriza a prever que Maduro será eleito. A oposição política na Venezuela é uma piada em formato de colcha de retalhos. Pode-se começar a pensar em chavismo sem Chávez – para imenso desgosto e ira infinita da vasta indústria pan-americana e pan-europeia de odiadores de Chávez.

Não aconteceu por acaso, que El Comandante tenha-se tornado imensamente popular entre “o povo”, não só em vastas regiões da América Latina mas, também, em todo o Sul Global. Esse “o povo” – e não é o mesmo “o povo” de que Barack Obama fala – viu claramente a correlação direta que há entre o neoliberalismo e a expansão da miséria (hoje, milhões de europeus estão duramente conhecendo o mesmo gosto amargo). Especialmente na América do Sul, foi a reação popular contra o neoliberalismo que desencadeou – mediante eleições democráticas – uma onda de governos de esquerda na última década, da Venezuela à Bolívia, Equador e Uruguai.

O governo Bush detestou tudo isso – para dizer o mínimo. Nada pôde fazer contra Lula no Brasil – operador inteligente que vestiu terno neoliberal (Wall Street o adorava), mas manteve o coração progressista. Washington – incapaz de pensar fora da caixa dos vícios dos golpes e mais golpes dos anos 1960s e 1970s – supôs que Chávez seria o elo fraco. Assim aconteceu, em abril de 2002, o golpe chefiado por uma facção de militares, que pôs no poder (digamos!) um rico empresário venezuelano. O golpe, apoiado pelos EUA, durou menos de 48 horas; Chávez foi devidamente reimpossado, apoiado pelo “o povo” (o verdadeiro) e grande parte do Exército.

Exatamente por isso, nada há de surpreendente em Maduro ter anunciado, algumas horas antes da morte de El Comandante, que dois empregados da embaixada dos EUA estavam sendo expulsos do país: o adido David Delmonaco e o adido-assistente Devlin Costal. Delmonaco foi acusado de fomentar – e o que mais essa gente “fomenta”?! – um golpe, com alguns grupos de militares venezuelanos. Esses gringos não aprendem!

Há entre os chavistas imensíssima suspeita de que El Comandante tenha sido envenenado – e bem se pode prever algum tipo de replay talvez um pouco mais complexo do que aconteceu a Yasser Arafat em 2004. Pode ter sido envenenado por Polônio-210 radiativo, como no caso de Arafat. A CIA, menina dos olhos de Hollywood, talvez tenha também algumas ideias sobre mais esse assassinato.

Estou todo mexido... [2]

Está aberto o veredicto sobre que exato tipo de revolucionário foi Chávez. Sempre elogiou todos, de Mao a Che, no Pantheon revolucionário. Sem dúvida foi líder popular muito habilidoso, com fino olhar geopolítico para identificar os padrões centenários de subjugação da América Latina. Daí suas repetidas referência à tradição revolucionária hispânica, de Bolívar a Martí.

O mantra de Chávez era que a única saída para melhor futuro na América Latina teria de ser a integração; daí os muitos e muitos mecanismos que criou e impulsionou, da ALBA (Aliança Bolivariana) a Petrocaribe, do Banco do Sul à UNASUL (União dos países latino-americanos).

Quanto ao seu “socialismo do século 21”, que escapava de todas as camisas-de-força ideológicas, fez mais para explorar o verdadeiro espírito dos valores comuns e partilhados – como um antídoto contra a putrefação do capitalismo financeiros super turbinado – que toneladas de análises acadêmicas neomarxistas.



Não surpreende que, para a gangue e asseclas de Goldman Sachs, Chávez pareça mais perigoso que a Peste Negra. A Venezuela comprou jatos Sukhoi de combate; criou e aprofundou laços estratégicos com dois grandes BRICS, Rússia e China – além de outros atores em todo o Sul Global; mantém mais de 30 mil médicos cubanos em treinamento de medicina preventiva, vivendo em comunidades pobres –, o que gerou uma explosão de jovens venezuelanos estudando medicina. 

Números impressionantes contam grande parte da história que tem de ser conhecida. O déficit público na Venezuela não passa de meros 7,4% do PIB. A dívida pública alcança apenas 51,3% do PIB – muito abaixo da média da União Europeia. O setor público – ao contrário do que pretendem as apocalípticas acusações de “comunismo!” – equivale a apenas 18,4% da economia, menos que a estatizada França e que toda a Escandinávia. Em termos de geopolítica do petróleo, as quotas são estabelecidas pela OPEC; assim, o fato de que a Venezuela esteja exportando menos para os EUA implica que está diversificando seu portfólio de clientes (e exportando mais e mais para a China, parceira estratégica).

E eis o grande trunfo: a pobreza desgraçava 71% dos cidadãos venezuelanos em 1996. Em 2010, a porcentagem já fora reduzida para 21%. Para análise séria da economia venezuelana na era Chávez,

vide http://venezuelanalysis.com/analysis/7513.

Anos atrás, foi preciso que aparecesse um romancista soberbo, como Garcia Marquez, para ver e explicar que o segredo de El Comandante estava em ele ser o grande Comunicador; era um deles (do seu “povo”, não no sentido de Barack Obama); da aparência física às atitudes e maneirismos, à cordialidade, ao palavreado (o mesmo se aplicava a Lula, em relação a muitos brasileiros).

Assim sendo, enquanto Oliver Stone sonda o mercado cinematográfico, temos de esperar por algum Garcia Marquez, que eleve Chávez ao Walhalla literário. Uma coisa é certa: em termos da narrativa do Sul Global, a história recordará que El Comandante, sim, deixou o prédio. Mas, depois dele, o prédio nunca mais foi o mesmo.







[1] A expressão tradicional, já idiomática, é Elvis has just left the building [Elvis deixou o prédio], expressão que se usava, ao final dos concertos de Elvis Presley, para que a multidão se dispersasse. Frank Zappa usou a expressão como título da trilha de abertura do álbum “Broadway the Hard Way” (ouve-se em http://www.youtube.com/watch?v=mvNV5IxxB4A) [NTs]. 
[2] Orig. All shook up, rock and roll que Elvis Presley gravou em 1957, que se ouve em http://letras.mus.br/elvis-presley/31545/ (mais sobre a canção em http://en.wikipedia.org/wiki/All_Shook_Up ) [NTs].



da Vila Vudu


Fonte: Grupo Beatrice
Imagens: Google (colocadas por este blog)


terça-feira, 5 de março de 2013

Hugo Chávez - Comandante da Revolução Bolivariana





O VALOR DA CORAGEM ESTÁ EM ENFRENTAR OS PROBLEMAS, SEM MEDO
SEGUIR EM FRENTE, DE CABEÇA ERGUIDA
SENTIR, QUE HÁ ALGO DE BOM NA VIDA...


HUGO CHÁVEZ LUTOU POR ISSO...
HUGO CHÁVEZ DERRUBOU TODOS OS OBSTÁCULOS
EMPURROU BARREIRAS...
FEZ DA VIDA UMA COMPETIÇÃO
EM QUE TODOS OS DIAS, O POVO VENEZUELANO FORAM OS VENCEDORES!


O VALOR DA CORAGEM DE HUGO CHÁVEZ ESTAVA EM NÃO DESISTIR NUNCA!


O VALOR DA CORAGEM DE HUGO CHÁVEZ, ESTAVA EM SUPERAR OS MEDOS
SUPERAR OS MOMENTOS DE DESILUSÃO DO POVO VENEZUELANO
SE ARMOU DA FORÇA E DA CORAGEM
SEGUIU EM FRENTE
E NÃO SE AMEDRONTOU COM OS PERIGOS...


OS OBSTÁCULOS QUE FORAM POSTOS NO SEU CAMINHO
FORAM POR ELE ULTRAPASSADOS...
FEZ DISSO, SEU LEMA
E NADA TEMEU!


ARMOU-SE DE CORAGEM
PARA ULTRAPASSAR, TUDO QUE A VIDA LHE PROPÔS
DURANTE ANOS A FIO


TEVE CORAGEM PARA ULTRAPASSAR 
AS BARREIRAS E PEDRAS NO SEU CAMINHO...
CONTINUOU CORAJOSO


GUERREIRO, VALENTE


LUTOU PELO POVO VENEZUELANO,
LUTOU CONTRA O IMPERIALISMO
LUTOU PELA VIDA!



CORAGEM,


ESSE É O TEU NOME COMANDANTE


HUGO CORAGEM CHÁVEZ!!!









Fonte: Google (adaptado por este blog)

domingo, 3 de março de 2013

Quanto algumas ONGs ganham com a miséria?




(Para quem ainda não assistiu)



"Quanto vale ou é por quilo?" é um filme dirigido por Sérgio Bianchi. ONGs e entidades desonestas são acusadas de lucrarem com a miséria, usando dinheiro público. E ainda mostra como a miséria tem cor e endereço certos. É negra e favelada.

Infelizmente o filme não vai chegar ao grande público. Mas é bastante didático e coloca o dedo na ferida da "indústria da solidariedade". Deveria ser visto em escolas, cursinhos populares, associações comunitárias. Mas sempre seguido de debates. Até para que ONGs e entidades sérias possam se defender.

O filme começa com a história de uma escrava que conseguiu comprar sua liberdade, no final do século 18. Trabalhando e poupando, ela conseguiu ter uma pequena propriedade e alguns escravos. Mas, eis que aparecem alguns capitães-do-mato em seu rancho. São caçadores de escravos fugitivos. Eles prendem um de seus cativos. Ela protesta, mas não adianta.

Seguindo os caçadores, ela vê que eles entregam o negro na casa de um senhor branco. A negra bate à porta do dito cujo. Mostra os papéis que provam ser ela a proprietária do escravo. O senhor branco fecha a porta na cara dela. Revoltada, ela grita: "lugar de ladrão é na cadeia". Resultado: é processada e condenada por perturbação da ordem pública. Trata-se de um caso verdadeiro. Ao longo do filme, eles se repetirão, com os devidos registros e datas.

Esta cena mostra que ser proprietário no Brasil não basta. É preciso ser branco também. Mesmo hoje, ter um automóvel novo e ser negro é motivo suficiente para ser vítima de batidas policiais ou coisa pior. Mas o caso revela outra coisa, também. É o mecanismo de repasse da dominação. A negra liberta também tem seus escravos. É natural, diz o narrador do filme. É assim que funcionava o sistema na época. Só que esse mecanismo continua a funcionar, diz o filme.

Para ilustrar isso há uma cena nos tempos de hoje. Uma Kombi chega na madrugada para ajudar mendigos. Distribuir cobertas, sopa e café. Logo em seguida, um outro grupo chega em outra perua. É expulso pela líder do primeiro veículo. Ela quase diz "esses mendigos são meus. Caiam fora". É a remediada ajudando os esfarrapados, para continuar recolhendo donativos e fazendo seu pé-de-meia.

Voltando ao passado escravista, o filme conta a história de uma escrava idosa que tenta juntar o dinheiro suficiente para se libertar. Conhece uma senhora branca que não é rica, mas é esperta. Paga a liberdade da velha escrava em troca do trabalho dela por mais um ano, pago com juros. O investimento dá resultado. A velhinha acaba tendo que trabalhar por mais 3 anos antes de se ver livre de sua "benfeitora".

O paralelo é claro. Tanto no tempo da escravidão, como na época atual, há um espaço para fazer jogadas. Num caso, são os brancos pobres explorando negros cativos. No outro, são empreendedores espertos da solidariedade transformando a miséria em fonte de riqueza. De um lado, continuam sendo quase todos brancos. De outro, quase todos são negros.

Multiplicar o número de criminosos e crianças pobres para criar empregos

Os paralelos vão se multiplicando. Mais um caso antigo aparece. Fala sobre os capitães-do-mato da época da escravidão. A maioria era formada por negros. Viviam de caçar escravos fugidos. É o caso de um deles, que captura uma negra fugida. Ela está grávida e aborta no momento em que é entregue a seu dono. A negra sangra ao lado dos dois, enquanto o narrador explica que o dinheiro ganho pelo caçador servirá para que o filho tenha uma vida melhor que a dele.

De volta ao mundo atual, um desempregado é pressionado pela mulher grávida e pela tia a trazer dinheiro para casa. Desesperado, ele vira matador-de-aluguel. Suas vítimas são negras e pobres como ele. Não seria mais do que um capitão-do-mato moderno, e também procura um futuro melhor para seu filho. Apesar disso, a tia do matador explica que serviços como o que ele faz conta com gente muito mais profissional e treinada. Enquanto ela fala, aparece a cena mais corajosa do filme. Um camburão invade o calçadão da Praça da Sé no meio da madrugada. Os policiais arrancam crianças-de-rua de seu sono, ao pé de uma árvore. Jogam-nas dentro do compartimento dos presos. Tudo indica que o destino delas será o extermínio.

Continuam os casos registrados. Na época do império, um negro é alugado para fazer a contabilidade de uma empresa. Acusado de roubo, foge. É preso e violentamente espancado. Seu proprietário processa o dono da empresa que o alugou. Prova que o escravo não roubara nada. Exige indenização, dizendo que seu patrimônio foi danificado. Ganha a causa e recupera com lucros o investimento perdido na recuperação do escravo.

É desse jeito que nasceu o capitalismo. Seres humanos eram mercadorias. Depois no capitalismo maduro, tornaram-se menos do que isso. Apenas objetos de exploração. Mas hoje, também há os que nem isso são mais. São os desempregados, mendigos, presidiários, crianças abandonadas.

Nem por isso deixam de ser fonte de lucros, acusa o filme de Bianchi. Mas também sobram ataques aos governos. Há, por exemplo, uma propaganda governamental que conta as maravilhas envolvidas com a criação de empregos através da construção de presídios. Um outro comercial cita o dinamismo da ação solidária. Um entusiasmado locutor diz que cada criança desamparada gera 5 empregos. A lógica é óbvia. Multiplicar o número de criminosos e crianças pobres para criar empregos!

Mas tudo isso tem uma galinha dos ovos de ouro. É o acesso aos fundos públicos. Seminários e cursos ensinam como agarrar essa galinha sem ficar só com as penas nas mãos. O caminho passa por conhecer a pessoa certa na hora certa e no lugar adequado. A taxa de acesso varia entre 15% e 20%, claro.

Uma conta muito didática é exposta. Diz o filme que são cerca de 10 mil crianças de rua no Brasil. As verbas públicas reservadas para dar conta do problema seriam de, mais ou menos, 1 milhão de reais. Este milhão dividido pelas 10 mil crianças seria suficiente para lhes pagar escola particular do primário até a faculdade, por exemplo. Mas esse dinheiro precisa passar por ONGs, entidades assistenciais e empresas "solidárias". Tal como no caso da senhora escrava e da branca esperta a liberdade tem intermediários prontos a lucrar com isso.

Entidades "pilantrópicas" seqüestram o dinheiro público usando os pobres como reféns

O que parece ser uma alternativa a tudo isso surge com o personagem do presidiário negro. Numa cela superlotada ele olha para a câmera e explica "Quando éramos escravos, éramos máquinas. Investimentos de capital. Tínhamos que ser mantidos alimentados e saudáveis. Agora, somos escravos sem senhor". E conclui: "Na democracia, só existe liberdade para quem pode consumir".

Esse mesmo personagem foge da cadeia. Pagou para isso e, agora, quer recuperar o investimento. Seqüestra um dos sócios de uma ONG. Consegue receber o resgate, depois de enviar uma orelha e outros pedaços do refém à sua esposa. Chama a isso de redistribuição de renda.

Enquanto isso, a negra Arminda descobre o superfaturamento na compra dos computadores feita por uma ONG para sua comunidade. Consegue provas da maracutaia. Exige que a entidade use o dinheiro que desviou para comprar computadores decentes. Sem conseguir ser atendida, ela invade uma festa da entidade e grita: "Lugar de ladrão é na cadeia".

Diante disso, os pilantras e seus amigos políticos decidem resolver o problema. O matador-de-aluguel é convocado. Vai atrás de Arminda, tal como o capitão-do-mato fizera com a escrava fugida. Arminda morre com um tiro. O filme acaba. A sensação é de que não há saída. Mas, há um final alternativo.

Depois de iniciados os letreiros finais, a cena se repete. Dessa vez, Arminda convence o matador a poupar sua vida. Propõe formar um grupo para seqüestrar todos "os filhos da puta que roubam dinheiro do Estado". Agora sim, o filme acaba.

O problema é que o final alternativo também não aponta soluções. Claro que a vontade é concordar com Arminda e sair fazendo justiça com as próprias mãos. Mas, justiça será feita mesmo é coletivamente. A partir da organização dos de baixo para exigir políticas públicas reais. ONGs desonestas e entidades "pilantrópicas" devem ser condenadas. Elas seqüestram o dinheiro público usando os pobres como reféns. Mas, seqüestrar os seqüestradores não resolve. Eles só existem porque se beneficiam do esquema maior do poder. Da terrível distribuição de renda e da secular dominação racista.

Além disso, há o risco de valorizar demais as relações de dominação e exploração entre pobres e menos pobres. O principal é fazer mira nos poderosos, nos governos ou fora deles. O resto é conseqüência. De qualquer maneira, é um filme corajoso.







terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Porque o filme "Argo" ganhou o Oscar?


Michele Obama direct White House: 
And the Oscar goes to... Argo

Abaixo o excelente artigo de Renato Costa, escrito  em 04/02/2013, portanto, 20 dias antes da entrega do "Oscar".




Por que “Argo” deve ganhar o Oscar?



*Por Renatho Costa 


A resposta para esta questão é muito simples: porque o cinema continua sendo a maneira mais simples de mostrar para o mundo quem é bom e quem é mau. Porque não adianta atuar em organismos internacionais e praticar ações que salvem milhões de pessoas se essas ações não se tornarem públicas – e mais, não adianta se tornarem públicas se não vierem embaladas em belas imagens, muita ação e uma trilha sonora que direcione a narrativa no intuito de perdermos a noção de quem é quem e aceitarmos apenas o que está sendo mostrado.

Por isso Argo vai ganhar o Oscar: porque retoma a antiga fórmula do cinema como produto de propaganda política para veicular um evento que poderia ser altamente questionável sob muitos aspectos, inclusive o diplomático. O que é mostrado como heroísmo e no final deixa o espectador tenso, nada mais é do que uma grande violação do Direito Internacional. Mas nada disso é apresentado desta forma, porque desde o início do filme já sabemos quem são os mocinhos e quem são os vilões.

Para alguém descuidado, ou que pouco conhece a história do Irã, poderia dizer que o filme não é unilateral, pois no início menciona que os EUA e a Grã-Bretanha tiveram responsabilidade na derrubada do primeiro-ministro iraniano Mossadegh, em 1953 (mas não dizem nada sobre a violação da soberania iraniana ocasionada pela Operação Ajax, chefiada pela CIA). Também disseram que o xá praticava tortura e tinha a Savak, tudo mostrado somente através de fotografias. Estas informações são expostas no início de um filme, num momento em que grande parte do público sequer está familiarizada com a problemática que será abordada. Ok, o Irã tinha um xá e agora tem um aiatolá! Títulos interessantes, mas tão exóticos para o espectador quanto um sultão de histórias de “Ali Babá e os 40 ladrões”…

E, depois de uma apresentação que mais parece “as mil e uma noites”, ficamos sabendo que o aiatolá Khomeini liderou uma revolução e logo vemos uma imensa quantidade de pessoas pelas ruas, gritando, numa língua que pouca gente conhece e não há legenda em inglês, tampouco em português, para sabermos sobre o que falam, exceto, mais adiante, quando será importante mostrar como os revolucionários iranianos são “idiotizados” ou “infantilizados”.


Tentemos entender o que se passava no Irã e o filme prefere omitir. Primeiramente, com a revolução em andamento, os EUA ainda pretendiam depor o governo islâmico e, na embaixada estadunidense (mesmo queimando e destruindo muitos documentos, foram encontradas provas de que os EUA planejavam outra ação como a Ajax, que depôs Mossadegh) não havia apenas diplomatas, como é dito: muitos eram espiões e pessoas que sempre trabalharam em sintonia com o governo do xá. Desse modo, a neutralidade do espaço diplomático da embaixada, em muito havia sido violada pela intenção dos EUA de conspirarem contra o governo instituído. Também, a generosidade do presidente estadunidense, Jimmy Carter, em receber o xá Reza Pahlevi não se deu porque ele estava com câncer, mas sim porque era um aliado dos EUA e o peso de um aliado sendo capturado pelos revolucionários, julgado e condenado faria (levando em conta a lógica de um mundo bipolar EUA x URSS) com que os demais aliados também colocassem em dúvida a segurança frente ao alinhamento – e devolvê-lo estava fora de cogitação. Sem contar que o xá detinha muitas informações sobre os EUA que não seriam interessantes serem difundidas.

Nada disso aparece no filme, apenas ficamos sabendo que ele tinha câncer e que, em uma entrevista, o xá diz que não sabia de torturas. Mesmo que em duas frases soltas alguns agentes da CIA questionem a necessidade de receber o xá no pais, não há ênfase nas aberrações que o xá provocou no Irã, exceto uma imagem de uma homem torturado no prólogo do filme – uma foto – e a informação de que a população empobreceu – ilustrada com a foto de uma criança. O xá de Argo não gera qualquer repulsa, porque não há necessidade de que o público entenda que a Revolução que ocorreu no Irã em 1979 não congregava apenas religiosos, mas que quase todos os segmentos sociais participaram da derrubado do governo do xá. Porém, isso não é interessante saber, melhor mostrar homens barbados e mulheres usando chador, ambos portando armas pelas ruas. Esse tipo de imagem constrói quem é bom e mau.

Evidentemente que, se formos aprofundar na análise da situação política que o Irã foi catapultado logo após a revolução, encontraremos muitos embates entre grupos que compartilhavam da proposta de derrubada do xá, mas não necessariamente pretendiam o estabelecimento de um regime islâmico. Pode-se dizer que houve perseguição de alguns grupos e muitas pessoas acabaram morrendo ou deixando o país. Mas não era com isso que os EUA estavam preocupados, nunca houve a preocupação com diretos humanos no Irã e o apoio ao governo do xá era um exemplo disso. Não havia instrumento de repressão mais violento que a Savak. Os EUA estavam preocupados com o risco de perderem o controle geopolítico da região além de não poderem mais contar com o petróleo produzido no Irã. E nada disso não é dito em momento algum.

Mas há muito mais, pois as câmeras de Affleck produzem imagens emblemáticas quando mostram as pessoas enforcadas e penduradas por guindastes ou mesmo quando uma “refém” estadunidense vê uma pessoa sendo executada na rua. Tudo isso é uma aberração para a população ocidental, que logo relaciona essas atitudes aos “bárbaros de barba” ou aos “senhores de roupa preta”. O exotismo faz com que eles sejam construídos como seres que não estão no mesmo nível de desenvolvimento dos ocidentais. E a cena no aeroporto serve para reforçar isso. Os soldados ficam “encantados” com os storyboards como crianças que leem gibis, ou mais ainda, pois os soldados ainda fazem gestos imbecis e agem como estúpidos frente à falsa equipe de produção do filme.



Contudo, o problema não reside no fato de enganar os soldados, pois isso poderia ser feito e ocorre em inúmeras situações e é um recurso dramatúrgico de muitos filmes. O problema é que, na cena final do aeroporto, os iranianos são bárbaros/bestializados, pois falam uma língua que só é expressa aos berros, esquecendo que também é a língua de poetas como Ferdowsi, um dos responsáveis pela preservação/difusão do farsi e reconhecido mundialmente pela qualidade artística de sua obra. Mas farsi é língua dos bárbaros e somente assimilada pelos dominadores para imporem sua vontade, haja vista um dos “reféns” utilizar seu conhecimento para enganar o idiotizado/infantilizado soldado iraniano.

Outra questão é emblemática no filme Argo, a partir do momento em que os “reféns” estão na embaixada canadense, toda a construção da narrativa é feita no sentido de que o espectador torça para que eles saiam da situação de perigo. Ninguém questiona o que os EUA estavam fazendo ali, se era legítima sua ação, apenas deve-se salvar os bons estadunidenses. Não se discute a atuação dos EUA no Irã, como se tivessem sido pegos de surpresa por um grupo de pessoas insanas que pensam apenas em matar!

É esperado que o filme aponte para a ilegitimidade de os iranianos invadirem uma embaixada – mas, por outro lado, não trata de modo análogo o ato de um espião falsificar documentos, entrar e sair do país ilegalmente e mesmo contar com o apoio de outro Estado para esconder fugitivos. O grande problema é que, para salvar os mocinhos é possível utilizar todos os recursos possíveis e imaginários, e mais ainda, não fazer qualquer questionamento acerca dos métodos, haja vista os fins serem nobres. Inclusive a funcionária iraniana da embaixada canadense mente para preservar os falsos diplomatas. Não que isso fosse impossível de ocorrer, mas neste caso tenta-se desconstruir os valores islâmicos da mulher, uma vez que ela fala e age em nome de Deus, mas mente para salvar os mocinhos. Então, por conseguinte, Deus está do lado dos mocinhos e não dos iranianos… se é que é possível dizer Deus esteja de algum lado!

Mas o filme vai além quando quer tratar de heroísmo, pois um agente é condecorado por ser um espião e violar leis de outro país. Mas esta construção do herói não para por aí, uma vez que no início do filme, antes de o agente da CIA praticar a ação, está com o casamento abalado, distante do filho etc – ou seja, com uma família desestruturada. Assim que consegue concluir sua missão e resgatar os “reféns”, volta para casa, é recebido pela esposa com um abraço carinhoso (e a bandeira dos EUA tremulando no segundo plano da cena) e isso leva à conclusão de que o bem venceu o mal. Aos heróis cabem todas as glórias, a condecoração e a família de volta. Ele fez o certo – não há como ter outra conclusão, se tudo deu certo no final.

Enfim, com tanto heroísmo, os soldados iranianos não poderiam aparecer pela última vez senão como um bando de idiotas correndo atrás de um avião para impedir sua decolagem. E, depois disso, já dentro da aeronave, temos o cumprimento do herói, pois um dos “reféns” (aquele que nunca acreditou que a ação daria certo) sai de seu assento e vai até o agente da CIA para cumprimentá-lo. Também ficamos sabendo que já saíram do espaço aéreo iraniano, pois já podem beber. Uma crítica sutil, mas eficaz, pois apresenta a “liberdade” vinculada ao consumo de álcool, uma vez que os islâmicos são proibidos de ingerir bebidas alcoólicas. Os fabricantes de destilados e cervejas agradecem pela propaganda, sem contar o cigarro, que está presente no filme inteiro… E o herói sempre fuma.


Por fim, conclui-se que: nada mais justo que o cinema estadunidense ter sido utilizado nessa ação de invasão/resgate, uma vez que historicamente ele já invadiu/alcançou o mundo inteiro no intuíto de difundir o american way of life e o soft power de Joseph Nye. A própria capacidade de reconstruir a história possibilita ao diretor/produtor/roteirista a habilidade de mostrar apenas o que é interessante. Assim, apesar de no final do filme ouvirmos as declarações do ex-presidente Jimmy Carter, não é mencionado em momento algum que ele programou outra ação militar para salvar os reféns na embaixada e foi um grande fracasso, que ele viu-se tão mal que não conseguiu reeleger-se, abrindo caminho para a Era Reagan. Também não é dito que os EUA ajudaram a desencadear a guerra Irã-Iraque (1980-88) e iniciaram a política de boicotes aos iranianos. Nada disso é dito nas informações finais – apenas vemos heróis e condecorações. Heróis de tão alta estirpe que aceitam o ocultamento de seus atos como algo necessário para a nação.

Frente a todos estas questões, a conclusão é simples: como um projeto de propaganda, Argo é incrível – como documento, porém, é espúrio. Mas, num momento em que o Irã necessita ter sua imagem ainda mais destruída, nada melhor do que assistirmos a um filme com bárbaros pulando muros, gritando numa língua incompreensível e vestindo-se de modo exótico: assim, saberemos muito bem quem é o bom e o mau. Se um povo como o iraniano quase cometeu uma atrocidade com seis “diplomatas” estadunidenses, o que poderá fazer com uma bomba nuclear em mãos? Essa é a outra função do cinema, nos mostrar quem são os mocinhos e os bandidos, pois mesmo nos westerns eles podem ser difíceis de identificar e é necessário que alguém nos guie para não “aprendermos errado”. Com isso, só nos resta aguardamos até o dia 24 de fevereiro para ouvirmos: “And the Oscar goes to… Argo!”



Renatho Costa é bacharel em Relações Internacionais, Mestre e Doutorando em História Social (FFLCH-USP), professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e especialista em Oriente Médio.




Fonte: Sul21, renatho costa acadêmico



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O OSCAR e a CASA BRANCA


Direto da Casa Branca
Michelle Obama anuncia vitória de Argo: Oscar vira propaganda política









Fonte: Opera Mundi, Google, Youtube
Imagens: Latuff, Google




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Os Médicos, a Máfia Branca e o Tráfico de órgãos




Médicos são condenados por tráfico de órgãos em Minas Gerais
A Justiça mineira condenou quatro médicos por tráfico ilegal de órgãos e tecidos humanos. O juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, afirmou que os acusados cometeram ao menos um homicídio para a retirada de rins, fígado e córneas. Ele também constatou que houve outras mortes suspeitas relacionadas ao grupo.

Médica é presa acusada de cometer eutanásia

A Chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Virginia Soares de Souza, foi detida provisoriamente por 30 dias nesta terça-feira. Ela é suspeita de cometer eutanásia, antecipando a morte de pacientes em estado terminal.



 
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Diante destas duas notícias deixo abaixo uma entrevista esclarecedora e estarrecedora da Drª Ghislaine Lanctot autora do livro "A Máfia Médica". 
Leiam, é um relato impressionante, principalmente para aqueles que desconhecem a outra face da medicina atualmente no mundo.
 
(Burgos Cãogrino)

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 Máfia Médica


 Entrevista realizada por Laura Jimeno Muñoz


“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denuncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complô formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.

O livro expõe, por um lado, a erronea concepção da saúde e da enfermidade, que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.

Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele. O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:


MEDICINA SIGNIFICA NEGÓCIO

A autora de A Máfia Médica acabou os seus estudos de Medicina em 1967, numa época em que -como ela mesma confessa – estava convencida de que a Medicina era extraordinária e, de que antes do final do séc. XX se teria o necessário para curar qualquer enfermidade. Só que essa primeira ilusão foi-se apagando até extinguir-se.


 Laura - Porquê essa decepção?
 
Ghislaine Lanctot - Porque comecei a ver muitas coisas que me fizeram reflectir. Por exemplo, que nem todas as pessoas respondiam aos maravilhosos tratamentos da medicina oficial.

Para além disso, naquela época entrei em contacto com várias terapias suaves – ou seja, praticantes de terapias não agressivas (em francês Médecine Douce) – que não tiveram problema algum em me abrir as suas consultas e em deixar-me ver o que faziam. Rapidamente concluí que as medicinas não agressivas são mais eficazes, mais baratas e, ainda por cima, têm menores efeitos secundários.



 Laura - E suponho que começou a perguntar-se por que é que na Faculdade ninguém lhe havia falado dessas terapias alternativas não agressivas?


Ghislaine Lanctot - Assim foi. Logo a minha mente foi mais além e comecei a questionar-me como era possível que se chamassem charlatães a pessoas a quem eu própria tinha visto curar e porque eram perseguidas como se fossem bruxos ou delinquentes. Por outro lado, como médico tinha participado em muitos congressos internacionais -em alguns como ponente – e dei-me conta de que todas as apresentações e depoimentos que aparecem em tais eventos estão controladas e requerem, obrigatoriamente, ser primeiro aceites pelo comité científico organizador do congresso.



 Laura - E quem designa esse comité científico?


 Ghislaine Lanctot - Pois geralmente quem financia o evento: a indústria farmacêutica. Sim, hoje são as multinacionais quem decide, até o que se ensina aos futuros médicos nas faculdades e o que se publica e expõe nos congressos de medicina! O controle é absoluto.


 Laura - E isso foi clarificador para si…?

 
Ghislaine Lanctot - E muito! Dar-me conta do controle e da manipulação a que estão sujeitos os médicos – e os futuros médicos, ou sejam os estudantes – fez-me entender claramente que a Medicina é, antes de tudo, um negócio. A Medicina está hoje controlada pelos seguros-públicos ou privados, o que dá na mesma, porque enquanto alguém tem um seguro perde o controle sobre o tipo de medicina a que acede. Já não pode escolher. E há mais, os seguros determinam inclusivamente o preço de cada tratamento e as terapias que se vão praticar. E se olharmos para trás das companhias de seguros ou da segurança social… encontramos o mesmo.



Laura - O poder económico?


Ghislaine Lanctot - Exato, é o dinheiro quem controla totalmente a Medicina. E a única coisa que de verdade interessa a quem maneja este negócio é ganhar dinheiro. E como ganhar mais? Claro, tornando as pessoas doentes…. porque as pessoas sãs, não geram ingressos. A estratégia consiste em suma, em ter enfermos crônicos que tenham que consumir o tipo de produtos paliativos, ou seja, para tratar só sintomas, medicamentos para aliviar a dor, baixar a febre, diminuir a inflamação. Mas, nunca fármacos que possam resolver uma doença. Isso não é rentável, não interessa. A medicina atual está concebida para que a gente permaneça doente o maior tempo possível e compre fármacos; se possível, toda a vida.



UM SISTEMA DE ENFERMIDADE

 


Laura - Deduzo que essa é a razão pela qual no seu livro se refere ao sistema sanitário como “sistema de enfermidade”

 
 
Ghislaine Lanctot - Efetivamente. O chamado sistema sanitário é na realidade um sistema de enfermidade. Pratica-se uma medicina da enfermidade e não da saúde. Uma medicina que só reconhece a existência do corpo físico e não tem em conta nem o espírito, nem a mente, nem as emoções. E que para além disso, trata apenas o sintoma e não a causa do problema. Trata-se de um sistema que mantém o paciente na ignorância e na dependência, e a quem se estimula para que consuma fármacos de todo o tipo.



 Laura - Supõe-se que o sistema sanitário está ao serviço das pessoas!


 Ghislaine Lanctot - Está ao serviço de quem dele tira proveito: a indústria farmacêutica. De uma forma oficial – puramente ilusória – o sistema está ao serviço do paciente, mas oficiosamente, na realidade, o sistema está às ordens da indústria que é quem move os fios e mantém o sistema de enfermidade em seu próprio benefício. Em suma, trata-se de uma autêntica máfia médica, de um sistema que cria enfermidades e mata por dinheiro e por poder.


 Laura - E que papel desempenha o médico nessa máfia?

 
Ghislaine Lanctot - O médico é – muitas vezes de uma forma inconsciente, é verdade – a correia de transmissão da grande indústria. Durante os 5 a 10 anos que passa na Faculdade de Medicina o sistema encarrega-se de lhe inculcar uns determinados conhecimentos e de lhe fechar os olhos para outras possibilidades. Posteriormente, nos hospitais e congressos médicos, é-lhe reforçada a ideia de que a função do médico é curar e salvar vidas, de que a enfermidade e a morte são fracassos que deve evitar a todo o custo e de que o ensinamento recebido é o único válido. E mais, ensina-se-lhes que o médico não deve implicar-se emocionalmente e que é um «deus» da saúde. Daí resulta que exista caça às bruxas entre os próprios profissionais da medicina. A medicina oficial, a científica, não pode permitir que existam outras formas de curar que não sejam servis ao sistema.



Laura - O sistema, de fato, pretende fazer crer que a única medicina válida é a chamada medicina científica, a que você aprendeu e que renegou. Precisamente no mesmo número da revista em que vai aparecer a sua entrevista, publicamos um artigo a respeito.

 
Ghislaine Lanctot - A medicina científica está enormemente limitada porque se baseia na física materialista de Newton: tal efeito obedece a tal causa. E, assim, tal sintoma precede a tal enfermidade e requer tal tratamento. Trata-se de uma medicina que ademais só reconhece o que se vê, se toca, ou se mede e nega toda a conexão entre as emoções, o pensamento, a consciência e o estado de saúde do físico. E quando a importunamos com algum problema desse tipo cola a etiqueta de enfermidade psicossomática ao paciente e envia-o para casa, receitando-lhe comprimidos para os nervos.



 Laura - É dizer, que no que lhe toca, a medicina convencional só se ocupa em fazer desaparecer os sintomas.


 Ghislaine Lanctot - Salvo no que se refere a cirurgia, os antibióticos e algumas poucas coisas mais, como os modernos meios de diagnóstico, sim. Dá a impressão de curar mas não cura. Simplesmente elimina a manifestação do problema no corpo físico mas este, cedo ou tarde, ressurge.


 Laura - Pensa que, dão melhor resultado as chamadas medicinas suaves ou não agressivas

  
Ghislaine Lanctot - São uma melhor opção porque tratam o paciente de uma forma holística e ajudam-no a curar… mas tão pouco curam. Olhe, qualquer das chamadas medicinas alternativas constituem uma boa ajuda mas apenas isso: complementos! Porque o verdadeiro médico é o próprio. Quando está consciente da sua soberania sobre a saúde, deixa de necessitar de terapeutas. O enfermo é o único que pode curar-se. Nada pode fazê-lo em seu lugar. A autocura é a única medicina que cura. A questão é que o sistema trabalha para que esqueçamos a nossa condição de seres soberanos e nos convertamos em seres submissos e dependentes. Nas nossas mãos está pois, romper essa escravidão.


 Laura - E, na sua opinião, por que é que as autoridades políticas, médicas, midiáticas e econômicas o permitem? Porque os governos não acabam com este sistema de enfermidade, que por outro lado, é caríssimo?


Ghislaine Lanctot - Acerca disso, tenho três hipóteses. A primeira é que talvez não saibam que tudo isto se passa… mas é difícil de aceitar porque a informação está ao seu alcance há muitos anos e nos últimos vinte anos foram já várias as publicações que denunciaram a corrupção do sistema e a conspiração existente. A segunda hipótese é que não podem acabar com ele… mas também resulta como difícil de acreditar porque os governos têm poder.
 
Laura - E a terceira, suponho, é que não querem acabar com o sistema.


 Ghislaine Lanctot - Pois o certo é que, eliminadas as outras duas hipóteses, essa parece a mais plausível. E se um Governo se nega a acabar com um sistema que arruína e mata os seus cidadãos é porque faz parte dele, porque faz parte da máfia.
 

A MÁFIA MÉDICA

 
 

Laura - Quem, na sua opinião, integra a “máfia médica”?


Ghislaine Lanctot - Em diferentes escalas e com distintas implicações, com certeza, a industria farmacêutica, as autoridades políticas, os grandes laboratórios, os hospitais, as companhias seguradoras, as Agencias dos Medicamentos, as Ordens dos Médicos, os próprios médicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) – o Ministério da Saúde da ONU- e, com certeza, o governo mundial na sombra do dinheiro.


Laura - Entendemos que para si, a Organização Mundial da Saúde é “a máfia das máfias”?

 
Ghislaine Lanctot - Assim é. Essa organização está completamente controlada pelo dinheiro. A OMS é a organização que estabelece, em nome da saúde, a “política de enfermidade” em todos os países. Todo o mundo tem que obedecer cegamente às diretrizes da OMS. Não há escapatória. De fato, desde 1977, com a Declaração de Alma Ata, nada pode escapar ao seu controle.



 Laura - Em que consiste essa declaração?


 Ghislaine Lanctot - Trata-se de uma declaração que dá à OMS os meios para estabelecer os critérios e normas internacionais da prática médica. Assim, foi retirada aos países a sua soberania em matéria de saúde para transferi-la para um governo mundial não eleito, cujo “ministério da saúde” é a OMS. Desde então, “direito à saúde” significa “direito à medicação”. Foi assim que, impuseram as vacinas e os medicamentos, a toda a população do globo.


 Laura - Uma ação que não se questiona

 
Ghislaine Lanctot - Claro, porque, “quem vai ousar duvidar das boas intenções da Organização Mundial de Saúde?” Com certeza, há que perguntar quem controla, por sua vez essa organização através da ONU? O poder econômico!



 Laura - Crê que, nem sequer as organizações humanitárias escapam a esse controle?

 
Ghislaine Lanctot - Com certeza que não. As organizações humanitárias também dependem da ONU, ou seja, do dinheiro das subvenções. E portanto, as suas atividades estão igualmente controladas. Organizações como Médicos Sem Fronteiras acreditam que servem altruisticamente as pessoas, mas na realidade servem ao dinheiro.



 Laura - Uma máfia sumamente poderosa!


 Ghislaine Lanctot - Onipotente, diria eu. Eliminou toda a competência. Hoje em dia, “orientam-se “ os investigadores. Os dissidentes são encarcerados, manietados e reduzidos ao silêncio. Aos médicos “alternativos” intitulam-nos de loucos, retiram-lhes a licença, ou encarceram-nos, também. Os produtos alternativos rentáveis caíram igualmente nas mãos das multinacionais graças às normativas da OMS e às patentes da Organização Mundial do Comércio. As autoridades e os seus meios de comunicação social ocupam-se a alimentarem, entre a população, o medo da enfermidade, da velhice e da morte. De facto, a obsessão por viver mais ou, simplesmente, por sobreviver, fez prosperar inclusivamente o tráfico internacional de órgãos, sangue e embriões humanos. E em muitas clínicas de fertilização, na realidade “fabricam-se” uma multitude de embriões, que logo se armazenam para serem utilizados em cosmética, em tratamentos rejuvenescedores, etc. Isso sem contar com o que se irradiam os alimentos, se modificam os genes, a água está contaminada, o ar envenenado. E mais, as crianças recebem, absurdamente, até 35 vacinas antes de irem para a escola. E assim, cada membro da família tem já o seu comprimido: o pai, o Viagra; a mãe, o Prozac; o filho, o Ritalin. E tudo isto para quê? Porque o resultado é conhecido: os custos sanitários sobem e sobem, mas as pessoas continuam adoecendo e morrendo da mesma forma.


AS AUTORIDADES MENTEM
 
 

Laura - O que explica do sistema sanitário imperante é uma realidade que cada vez mais gente começa a conhecer, mas surpreenderam-nos alguns das suas afirmações a respeito do que define como ´”as três grandes mentiras das autoridades políticas e sanitárias”.

 
Ghislaine Lanctot - Pois reitero-o: as autoridades mentem quando dizem que as vacinas nos protegem, mentem quando dizem que a AIDS é contagiosa e mentem quando dizem que o câncer é um mistério.



 Laura - Bem, falaremos disso ainda que, já lhe adianto, na revista não compartilhamos alguns dos seus pontos de vista. Se lhe parece bem, podemos começar por falar das vacinas. Na nossa opinião, a sua afirmação de que nenhuma vacina é útil, não se sustém. Uma coisa com que concordamos, é que algumas são ineficazes e outras inúteis; às vezes, até perigosas.

 
Ghislaine Lanctot - Pois eu mantenho todas as minhas afirmações. A única imunidade autêntica é a natural e essa desenvolve-a 90% da população, antes dos 15 anos. E mais, as vacinas artificiais curto-circuitam por completo o desenvolvimento das primeiras defesas do organismo. E que as vacinas têm riscos, é algo muito evidente; apesar de se ocultar.

Por exemplo, uma vacina pode provocar a mesma enfermidade para que se destina. Porque não se adverte? Também se oculta que a pessoa vacinada pode transmitir a enfermidade ainda que não esteja enferma. Assim mesmo, não se diz que a vacina pode sensibilizar a pessoa perante a enfermidade. Ainda que o mais grave seja que se oculte a inutilidade, constatada, de certas vacinas.



 Laura - A quais se refere?

 
Ghislaine Lanctot - Às das enfermidades como a tuberculose e o tétano, vacinas que não conferem nenhuma imunidade; a rubéola, de que 90% das mulheres estão protegidas de modo natural; a difteria, que durante as maiores epidemias só alcançava a 7% das crianças apesar disso, hoje, vacina todos; a gripe, a hepatite B, cujos vírus se fazem rapidamente resistentes aos anti-corpos das vacinas.



 Laura - E até que ponto podem ser também perigosas?

 
Ghislaine Lanctot - As inumeráveis complicações que causam as vacinas – desde transtornos menores até à morte – estão suficientemente documentadas; por exemplo, a morte súbita do lactante. Por isso há já numerosos protestos de especialistas na matéria e são inúmeras as demandas judiciais que foram interpostas contra os fabricantes. Por outra parte, quando se examinam as consequências dos programas de vacinações massivas extraem-se conclusões esclarecedoras.



 Laura - Agradeceria que mencionasse algumas

 
Ghislaine Lanctot - Olhe, em primeiro lugar as vacinas são caras e constituem para o Estado um gasto de mil milhões de euros ao ano. Portanto, o único benefício evidente e seguro das vacinas… é o que obtém a industria. Além disso, a vacinação estimula o sistema imunitário, mas repetida a vacinação o sistema esgota-se. Portanto, a vacina repetida pode fazer, por exemplo, estalar a “AIDS silenciosa” e garantir um “mercado da enfermidade”, perpetuamente florescente. Mais dados: a vacinação incita à dependência médica e reforça a crença de que o nosso sistema imune é ineficaz. Ainda o mais horrível é que a vacinação facilita os genocídios seletivos pois permite liquidar pessoas de certa raça, de certo grupo, de certa região… Serve como experimentação para testar novos produtos sobre um amplo mostruário da população e uma arma biológica potentíssima ao serviço da guerra biológica porque permite interferir no patrimônio genético hereditário de quem se queira.



Laura - Bom, é evidente que há muitas coisas das quais se pode fazer um bom ou mau uso mas isso depende da vontade e intenção de quem as utiliza. Bem, falemos se lhe parece, da segunda grande mentira das autoridades: você afirma que a AIDS não é contagiosa. Perdoe-me, mas assim como o resto das suas afirmações nos pareceram pensadas e razoáveis, neste âmbito não temos visto que argumente essa afirmação.

 
Ghislaine Lanctot - Eu afirmo que a teoria de que o único causador da AIDS é o HIV o Vírus da Imunodeficiência Adquirida é falsa. Essa é a grande mentira. A verdade é que ter o HIV não implica necessariamente desenvolver AIDS. Porque a AIDS não é senão uma etiqueta que se “coloca” num estado de saúde a que dão lugar numerosas patologias quando o sistema imunitário está em baixo. E nego que ter sida equivalha a morte segura. Mas, claro, essa verdade não interessa. As autoridades impõem-nos à força a ideia de que a Sida é una enfermidade causada por um só vírus apesar de o próprio Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, co-descobridor oficial do HIV em 1983, ter reconhecido já em 1990, que o HIV não é suficiente por si só para causar a AIDS. Outra evidência é o fato de que há numerosos casos de AIDS, sem vírus HIV e numerosos casos de vírus HIV, sem AIDS (soropositivos). Por outro lado, ainda não se conseguiu demonstrar que o vírus HIV cause a AIDS, e a demonstração é uma regra científica elementar para estabelecer uma relação causa-efeito, entre dois factores. O que se sabe, sem dúvida, é que o HIV é um retrovirus inofensivo que só se ativa quando o sistema imunitário está debilitado.



Laura - Você afirma no seu livro que o HIV foi criado artificialmente num laboratório.


 
Ghislaine Lanctot - Sim. Investigações de eminentes médicos indicam que o HIV foi criado enquanto se faziam ensaios de vacinação contra a hepatite B em grupos de homossexuais. E tudo indica que o continente africano foi contaminado do mesmo modo durante campanhas de vacinação contra a varíola. Claro que outros investigadores vão mais longe ainda e afirmam que o vírus da sida foi cultivado como arma biológica e depois deliberadamente propagado mediante a vacinação de grupos de população que se queriam exterminar.



Laura - Também observamos que ataca duramente a utilização do AZT para tratar a AIDS


 
Ghislaine Lanctot - Já no Congresso sobre AIDS celebrado em Copenhague em Maio de 1992 os superviventes da sida afirmaram que a solução então proposta pela medicina científica para combater o HIV, o AZT, era absolutamente ineficaz. Hoje isso está fora de qualquer dúvida. Pois bem, eu afirmo que se pode sobreviver à AIDS… mas não ao AZT. Este medicamento é mais mortal que a AIDS. O simples senso comum permite entender que não é com fármacos imuno-depressores que se reforça o sistema imunitário. Olhe, a sida converteu-se noutro grande negócio. Por isso, promociona-se amplamente combatê-lo, porque ele dá muito dinheiro à industria farmacêutica. É tão simples quanto isto.



 Laura - Falemos da “terceira grande mentira” das autoridades: a de que o câncer é um mistério

 
Ghislaine Lanctot - O chamado câncer, ou seja, a massiva proliferação anômala de células, é algo tão habitual que todos o padecemos varias vezes ao longo da nossa vida. Só que quando isso sucede, o sistema imunitário actua e destrói as células cancerígenas. O problema surge quando o nosso sistema imunitário está débil e não pode eliminá-las. Então o conjunto de células cancerosas acaba crescendo e formando um tumor.



 Laura - E é nesse momento quando se entra na engrenagem do “sistema de enfermidade”

 
Ghislaine Lanctot - Assim é. Porque quando se descobre um tumor se oferece de imediato ao paciente, com o pretexto de ajudá-lo, que escolha entre estas três possibilidades ou “formas de tortura”: amputá-lo (cirurgia), queimá-lo (radioterapia) ou envenena-lo (quimioterapia). Escondendo-se-lhe, que existem remédios alternativos eficazes, inócuos e baratos. E depois de quatro décadas de “luta intensiva”contra o câncer, qual é a situação nos próprios países industrializados? Que a taxa de mortalidade, por câncer, aumentou. Esse simples facto põe em evidência o fracasso da sua prevenção e do seu tratamento. Desperdiçaram-se milhares de milhões de euros e tanto o número de doentes, como o de mortos, contínua crescendo. Hoje sabemos a quem beneficia esta situação. Como sabemos quem a criou e quem a sustem. No caso da guerra, todos sabemos que esta beneficia sobretudo aos fabricantes e traficantes de armas. Bom, pois em medicina quem se beneficia são os fabricantes e traficantes do “armamento contra o câncer” ou seja, quem está detrás da quimioterapia, da radioterapia, da cirurgia e de toda a industria hospitalar.



A MAFIA, UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA
 
 

Laura - No entanto, apesar de tudo, mantém que a máfia médica é uma necessidade evolutiva da humanidade. Que quer dizer com essa afirmação?

 
Ghislaine Lanctot - Verá, pense num peixe comodamente instalado no seu aquário. Enquanto tem agua e comida, tudo está bem mas se lhe começa a faltar o alimento e o nível da agua desce perigosamente o peixe decidirá saltar para fora do aquário buscando uma forma de se salvar. Bom, pois eu entendo que a máfia médica nos pode empurrar a dar esse salto individualmente. Isso, se houver muita gente que prefira morrer a saltar.



 Laura - Mas para dar esse salto é preciso um nível de consciência determinado

 
Ghislaine Lanctot - Sim. E eu creio que se está elevando muito e muito rapidamente. A informação que antes se ocultava agora é pública: que a medicina mata pessoas, que os medicamentos nos envenenam, etc. Ademais, o médico alemão Ryke Geerd Hamer demonstrou que todas as enfermidades são psicossomáticas e as medicinas não agressivas ganham popularidade. A máfia médica desmoronar-se-á como um castelo de cartas quando 5% da população perder a sua confiança nela. Basta que essa percentagem da população mundial seja consciente e conectado com a sua própria divindade. Então decidirá escapar à escravatura a que tem sido submetida pela máfia e o sistema actual derrubará. Tão simples como isto.



 Laura - E em que ponto crê que estamos?

 
Ghislaine Lanctot - Não sei quantificá-lo, mas penso que provavelmente em menos de 5 anos todo o mundo se dará conta de que quando vai ao médico vai a um especialista da enfermidade e não a um especialista da saúde. Deixar de lado a chamada “medicina científica” e a segurança que oferece, para ir a um terapeuta é já um passo importante. Também o é perder o respeito e a obediência cega ao médico. O grande passo é dizer não à autoridade exterior e dizer sim à nossa autoridade interior.


 
Laura - E o que é que nos impede de romper com a autoridade exterior?


 
Ghislaine Lanctot - O medo. Temos medo de não chamar o médico. Mas é o medo, por si próprio, quem nos pode enfermar e matar. Nós morremos de medo. Esquecermo-nos que a natureza humana é divina, o que quer dizer, concebida para nos comportarmos como deuses. E desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente da de um deus pomo-nos enfermos. Essa é a realidade.



 Laura - E o que podem fazer os meios de comunicação para contribuir para a elevação da consciência nesta matéria?


 Ghislaine Lanctot - Informar sem tentar convencer. Dizer o que sabeis e deixar às pessoas fazer o que queiram com a informação. Porque intentar convencê-las será impor outra verdade e de novo estaríamos noutra guerra. Necessita-se apenas dar referencia. Basta dizer as coisas. Logo, as pessoas as escutarão, se ressoarem nelas. E, se o seu medo for maior do que o seu amor por si mesmos, dirão: “Isso é impossível”. Se pelo contrário têm aberto o coração, escutarão e questionarão as suas convicções. É então, nesse momento, quando quiserem saber mais, que se lhes poderá dar mais informação.





Fonte: Sul21, CP, jodoas.wordpress
Imagens: Google (colocadas por este blog)


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