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quarta-feira, 3 de julho de 2013

A mando do Império Americano, França, Espanha e Portugal colocam em risco a vida de Evo Morales





Governos europeus negam a Evo Morales sobrevoo de espaço aéreo


Depois de deixar a Rússia, o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, realizou nesta terça-feira (2) um pouso de emergência na Áustria, quando a França, a Espanha e Portugal negaram permissão para sobrevoar os respectivos espaços aéreos devido a rumores de que o ex-agente da Agência Central de Inteligência (CIA) Edward Snowden estava a bordo. Morales retornava do Foro de Países Exportadores de Gás.

Segundo a chancelaria da Bolivia, a decisão desses países se deveu à "soberana mentira" de que no avião presidencial encontrava-se o ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e da CIA.


Tal decisão pôs em risco a vida do presidente Morales, denunciaram as autoridades bolivianas.

Horas depois, França, Portugal e Itália anunciaram que autorizam o uso de seus espaços aéreos ao avião do presidente Morales. A Espanha ainda não tomou a mesma decisão.


David Choquehuanca
"Nos mobilizamos através de nossos embaixadores na Europa para que nos possam dar alguma explicação. Eles dizem que são questões técnicas. Mas depois de algumas comunicações com algumas autoridades nos informamos de que havia suspeitas infundadas de que o senhor Snowden estaria nesse avião. Não sabemos quem inventou esta soberana mentira", sublinhou em declarações à imprensa o chanceler boliviano, David Choquehuanca.

Rubén Saavedra
O ministro da Defesa da Bolívia, Rubén Saavedra, rechaçou que no avião presidencial esteja algum passageiro não registrado, referindo-se a Snowden.

Saavedra enfatizou que esses países "foram utilizados" pelos Estados Unidos para prejudicar a imagem do governo da Bolívia. "Queremos denunciar uma ação abusiva, uma ação imprudente que atentou contra a vida do presidente constitucional da Bolívia mediante um ato de intimidação propiciado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, para o qual utilizou alguns governos da Europa", disse.


Ricardo Patiño
Por sua parte, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, assegurou que em relação ao caso convocará uma reunião extraordinária da Unasul para estudar o incidente com o avião presidencial boliviano.



Durante sua visita oficial a Moscou o mandatário boliviano visitou os estúdios da Russia Today, onde concedeu uma entrevista durante a qual declarou que não tinha recebido solicitação de asilo de Edward Snowden, e que estaria disposto a “debater, analisar o tema”.

A situação de Julian Assange, criador do portal Wikileaks, e do ex-agente Edward Snowden foi qualificada por Morales de "preocupante", e agregou que os "impérios têm uma rede de espionagem contra os países que contam com muitos recursos naturais".
Reações

Presidentes latino-americanos comunicaram-se por telefone com seu colega boliviano para manifestar-lhe sua solidariedade depois de ficar bloquedo na Áustria pelo cancelamento da permissão de voo de seu avião.

Segundo informou Evo Morales a jornalistas no aeroporto de Viena, os mandatários da Argentina, Cristina Fernández, da Venezuela, Nicolás Maduro e do Equador, Rafael Correa, lhe telefonaram para expressar repúdio ao que ocorreu.

O governo de Cuba qualificou de ofensa à América Latina e Caribe o que ocorreu a Evo Morales na Europa, o que considerou também como "um ato inadmissível, infundado e arbitrário".


O secretário-geral da Unasul, Ali Rodríguez, qualificou de indignante e absurdo o cancelamento do voo pela "simples suspeita" de que Morales transportava o ex-agente da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos.



A Comunidade Andina de Nações considerou que "não há nada que justifique uma atitude dessa natureza, que não só atingiu os direitos de tráfego aéreo, mas também a segurança do presidente".

A Organização dos Estados Americanos expressou seu profundo mal-estar pelo ocorrido e pediu às nações europeias implicadas dar uma explicação de suas razões.


Ollanta Humala - José Mujica

O presidente do Peru, Ollanta Humala, também assegurou que pedirá uma reunião da Unasul para avaliar os fatos e o uruguaio José Mujica disse estar indignado depois de saber da noticia.






O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, disse que seu governo assumia como a si próprio a agressão contra Morales, que descreveu como um atentado.


Na Nicarágua, o governo considerou um "ato criminoso" a negativa da França, da Espanha e de Portugal de impedir o voo sobre seu território do mandatário, quando regressava da Rússia do Foro de Países Exportadores de Gás.

"Nosso presidente Daniel Ortega está expressando nossa condenação por esta ação criminosa que pôs em risco a vida de um chefe de Estado", afirmou a porta-voz presidencial, Rosário Murillo.


Mediante um comunicado especial, os países da Alba expressaram sua solidariedade com Morales e consideraram o fato uma ameaça à imunidade de um chefe de Estado a atitude destas nações europeias, que não permitiram o sobrevoo em seu espaço aéreo do avião que transportava desde Moscou o mandatário boliviano.





Fonte: Russia Today, Prensa Latina, Vermelho
Imagens: Vermelho, Google

terça-feira, 2 de julho de 2013

Documentário retrata Palestina como laboratório para indústria bélica de Israel





Documentário retrata territórios palestinos como laboratório para indústria bélica de Israel

"The Lab", do diretor Yotam Feldman, mostra como guerras ajudam no aumento das vendas de armamentos do país





O documentário The Lab (O Laboratório, em tradução livre), do diretor israelense Yotam Feldman, expõe a alta lucratividade dos "testes" realizados pelo Exército de Israel nos territórios palestinos, para a indústria militar do país.

De acordo com o filme, realizado com o apoio do canal 8 da TV israelense, a cada operação militar, novas armas são testadas, gerando um aumento direto das vendas no mercado internacional.
Yotam Feldman


Feldman, de 32 anos, trabalhou três anos e meio para produzir o filme, de 58 minutos, no qual entrevista figuras-chave da indústria bélica israelense.



Alguns dos personagens são militares da reserva e outros são exportadores e empresários. Todos falam abertamente sobre seu ramo de trabalho e expõem visões de mundo diversas.

"Quis fazer um filme sobre esse assunto, que é duro, mas sem cair nos clichês", disse Feldman a Opera Mundi. "Escolhi os personagens que me pareceram mais sinceros e que foram capazes de falar com mais desenvoltura sobre seus negócios.”

Segundo o diretor, durante a pesquisa para fazer o filme, ele se convenceu de que "a prosperidade da economia israelense não ocorre apesar das guerras, mas sim, em grande parte, em decorrência das guerras".

"Na minha pesquisa descobri que, do ponto de vista econômico, as guerras não são uma carga, mas uma fonte de lucro.”

Feldman explica que não há necessariamente uma relação de causalidade entre a motivação para as guerras e os lucros econômicos, ou seja, ele não afirma que Israel inicia guerras supostamente para obter benefícios financeiros.

"Apenas constato que, após cada guerra, na qual são testadas novas armas, as vendas dessas armas aumentam e os lucros são muito grandes", disse.

"Hipocrisia"

Yoav Galant 
Um dos personagens principais do documentário, o general Yoav Galant, aponta o que chama de "hipocrisia" da comunidade internacional.

"Eles denunciam as operações militares de Israel, mas depois todos vêm aqui comprar nossas armas", afirma Galant, que foi chefe do Comando Sul do Exército de Israel e um dos principais planejadores da chamada Operação Chumbo Fundido, que deixou cerca de 1.400 palestinos mortos na Faixa de Gaza e 13 mortos do lado israelense.

Depois dessa ofensiva, que começou em dezembro de 2008 e terminou em janeiro de 2009, as exportações de armas israelenses para dezenas de países aumentaram em 2 bilhões de dólares.

 Hoje em dia as vendas do setor bélico são calculadas em 7 bilhões de dólares, o que representa cerca de 20% do total das exportações israelenses.


Ehud Barak


De acordo com Ehud Barak, que foi ministro da Defesa de 2007 a 2013, cerca de 150.000 famílias em Israel (quase 1 milhão dos 8 milhões de habitantes) se sustentam da indústria militar.




"De certa forma, toda a sociedade israelense sai ganhando com a exportação militar, que, por sua vez, ganha credibilidade com os 'testes' realizados nas guerras", afirma Feldman, que também menciona o fato de muitos dos fundos de pensão no país investirem nas ações sólidas de empresas militares.

Binyamin Ben Eliezer
Em um dos trechos do filme, o ex-ministro da Defesa Binyamin Ben Eliezer afirma que outros países "gostam de comprar armas que já foram testadas, nossa experiência traz bilhões de dólares para Israel".



"Se algum dia tivermos paz e perdermos o 'laboratório' em Gaza e na Cisjordânia, com certeza esses lucros vão se reduzir significativamente", disse Feldman.



Segundo a revista britânica especializada em assuntos militares, a Jane's IHS, Israel é o sexto exportador de armas do mundo e, desde 2008, o volume de negócios do país nesse setor aumentou em 74%.





Filosofia militar


Shimon Naveh
Outro personagem do documentário é o filósofo militar Shimon Naveh. Naveh colabora no planejamento estratégico "filosófico" do Exército de Israel e foi um dos autores do que chamou de tática "fractal" na ocupação da Kasbah (centro histórico) da cidade palestina de Nablus, na Cisjordânia, em 2002.




Ariel Sharon
Em abril daquele ano, depois de uma onda de atentados suicidas nas grandes cidades israelenses, o governo, então chefiado pelo ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, resolveu reocupar todas as cidades palestinas que haviam sido entregues à Autoridade Palestina, comandada por Yasser Arafat.



O plano "fractal" do filósofo Naveh consistiu em ocupar o centro antigo de Nablus, com suas ruelas estreitas, por intermédio da invasão das casas palestinas, sendo que a passagem de uma casa a outra foi feita através de buracos detonados por explosivos nas paredes.

Segundo Naveh, com essa tática o Exército israelense conseguiu surpreender e derrotar os combatentes palestinos que haviam se preparado para uma invasão pelas ruas.

"Viramos o jogo", disse Naveh, "deixamos as ruas vazias e entramos pelas paredes".

De acordo com Naveh, esse e muitos outros métodos são ensinadas por treinadores israelenses a oficiais de muitos exércitos do mundo que vêm aprender em Israel.

Treinamento israelense para o BOPE

Um dos maiores importadores da indústria militar israelense é o Brasil. De acordo com Feldman, o Brasil compra aviões não tripulados, mísseis e programas de treinamentos especializados de empresas israelenses, tanto privadas como estatais.
Leo Gleser
Um dos principais exportadores para o Brasil é o israelense-argentino Leo Gleser, que esteve envolvido no treinamento do BOPE antes da pacificação das favelas do Rio de Janeiro.




"A semelhança física entre as Kasbas (centros históricos) das cidades palestinas e as favelas brasileiras é muito grande", disse Feldman. “Os campos de refugiados palestinos, com suas ruelas estreitas, também são muito parecidos com as favelas".

"Portanto, a experiência de Israel nos territórios palestinos é relevante para o BOPE".

Parte do filme se passa no Complexo do Alemão, onde Leo Gleser é visto sendo calorosamente recebido por oficiais brasileiros que confirmam ter sido treinados por empresas israelenses.

Em uma das cenas, o exportador toma uma caipirinha com Feldman em um bar no Rio de Janeiro. O diretor lhe pergunta se ele não sente alguma contradição entre seu duro ramo de negócios, "que mata muita gente", e seu caráter simpático, "como pai e avô carinhoso".

Leo Gleser:
"Eu não crio a merda, apenas trabalho para transformá-la em um pacote menor e menos fedorento"  

Gleser retruca com perguntas: "Você acha que a vida é uma caixa de bombons? Quando você era pequeno sua mãe não limpava seu cocô?".

"Eu não crio a merda, apenas trabalho para transformá-la em um pacote menor e menos fedorento", acrescentou.

Ironia

O documentário também tem uma dose sutil, porém significativa, de ironia. Em uma das cenas, um dos empresários se vangloria de que cada míssil que vende no mercado internacional "vale um apartamento em Tel Aviv" (os preços dos imóveis na cidade estão entre os mais altos do mundo).

Nesse momento, Feldman responde: "mas cada míssil desses também pode destruir um apartamento em Tel Aviv".

"Acho que a ironia, que faz parte de mim, de certa forma facilita olhar para essa realidade, cujos conteúdos são duros", disse Feldman.

De acordo com o diretor, todos os personagens do filme já tiveram a oportunidade de ver o resultado final e "nenhum deles se arrependeu de ter participado".

"Os personagens que entrevistei concordaram em abrir seu mundo perante a câmera, dando ao público uma oportunidade inédita de conhecer de perto uma realidade que geralmente fica apenas nos bastidores", concluiu.




Fonte: Opera Mundi

Imagens: Opera Mundi, Google
Vídeo: Youtube 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PROIBIÇÃO DE HIDROELÉTRICAS: UMA DESCULPA PARA IMPOR O FRACKING?





Seria a "inabilidade do governo com os indígenas" desculpa para impor o "fracking" enquanto não existe legislação ambiental a respeito desse processo de extração de gás altamente nocivo? 



Por Ivo Pugnaloni


No meio de tantos números, pouca gente se deu conta disso que você vai ler agora.


Segundo estudos divulgados pelo Banco Santander, será de R$ 2,731 a conta que todos os consumidores de energia elétrica terão que pagar pelas termoelétricas terem entrado todas em operação para evitar o apagão no mês de janeiro de 2013.


Isso apenas naquele mês. Mas essa despesa, com pouca variação, persistiu de lá para cá.


Dividindo por 30 dias, isso dá 91 milhões de reais por dia.


Ou ainda 63 mil reais por minuto.


Que equivalem a 1.053 reais, por segundo.


Enquanto para escapar do apagão, o Brasil é afogado nessa verdadeira enchente de óleo diesel e óleo combustível para gerar energia através de termoelétricas “devido á falta de hidroelétricas viáveis” as previsões da Agência Internacional de Energia mostram o mundo inteiro indo para o outro lado: as renováveis devem superar o gás natural em 2016 e dobrar o produzido pelo nuclear.


Mais uma vez, o Brasil, vai caminhando alegre e distraído na contramão da História. Exatamente como o ocorrido com a escravidão, vergonha nacional que fomos os últimos a extinguir em todo o mundo, graças ao conservadorismo dos que gostam de sozinhos decidirem todas as coisas, sejam elas princesas de sangue azul, - como a nossa “Redentora”, Isabel - ou simples mortais alçados à cargos máximos.


Não bastasse essa dependência indecente de combustíveis fósseis, que por sinal é absolutamente desnecessária, se a FUNAI cumprisse a Constituição e permitisse que as comunidades indígenas participassem do resultado da exploração dos potenciais hídricos e que nos tem custado em média 62 mil reais por minuto, ou 2,7 bilhões por mês, preparamo-nos agora para mais um desastre, desta vez ambiental, na contramão de tudo que acontece no mundo.


Refiro-me àquele que deve ser o maior movimento ambientalista já ocorrido no Brasil, quando a sociedade brasileira descobrir, a partir de novembro, com a realização dos leilões da ANP, que o governo prepara-se para a exploração do “shale gas” a apenas 5 metros da superfície, como em São Mateus do Sul , no Paraná.


Com a ANP estimulando o uso do “fracking”, quem precisa de mais adversários políticos?


Se as manifestações hoje já são intensas, reunindo num só dia, um milhão de pessoas em todo país, imagine o caro leitor o que ocorrerá quando os estudantes, professores universitários e do ensino médio e fundamental, jornalistas e principalmente os agricultores do sul e sudeste do Brasil e do nordeste também, descobrirem que, através dos leilões, estaremos criando direitos para os particulares que ganharem os leilões, para implantar essa forma terrível e desesperada de produzir gás de xisto e energia elétrica.



O processo de “fracking” é uma forma condenada em quase todos os países do mundo, e que só existe ainda nos EUA, porque lá as reservas estão a 1500 metros de profundidade e assim mesmo, torneiras de cozinha viram maçaricos flamejantes devido à contaminação do solo e das águas. E onde, como se sabe, não existem mais potenciais hidráulicos a aproveitar.



O “fracking” consiste em injetar nas jazidas de xisto betuminoso uma enorme quantidade de água sob grande pressão, com enorme gasto de energia, combinada com 209 produtos solventes diferentes, entre eles a benzina e com isso, retirar parte dele através do mesma perfuração. 






Mas é lógico que o gás e os detritos hidrocarbonetados não saem só pelo furo onde foi perfurado o solo, mas sim por todas as muitas fendas que existem no substrato rochoso, por onde escoa a água da superfície em direção ao lençol freático, que fica totalmente contaminada.



Existe hoje nos EUA, mas é convenientemente mantido fora do conhecimento no Brasil um movimento para que Obama revogue um decreto especial assinado por Bush, aproveitando a grave comoção causada pelos atentados de 2001 às torres gêmeas e pela crise econômica de 2008. 


Esse decreto, aprovado com a desculpa de que o gás seria produzido por preço 20% menor, pois dispensaria o uso de gasodutos, que simplesmente, deixa sem efeito, com relação ao “fracking”, qualquer parte da legislação que trate do controle da qualidade da água!


O uso dos gasodutos é dispensado porque, segundo os defensores desta verdadeira barbaridade, que é lógico, acham que o aquecimento global “é bobagem”, o gás é transportado na boca da mina, onde ele sair, por meio de carretas e vagões de trem e fica “muito mais barato”.

Refém de enormes quantidades de gás e petróleo devido às características do chamado “american way of life” a sociedade americana a princípio estranhou, mas terminou se acostumando à ideia. Afinal, “se é para baixar preços do gás e da gasolina, vale tudo”, diria um americano médio de uma grande cidade.


A consciência sobre o “fracking” se amplia.




Mas isso mudou e a consciência das famílias está acordando para a triste realidade que por enquanto só vinha sendo sentida pelos habitantes das pequenas cidades do interior próximas às regiões produtoras.


Se você tem algum amigo ou amiga ligado ao movimento ambientalista envie esse texto, com seus links, para ele.


Se ele for da região Sul ou do Vale do Paraíba em São Paulo e regiões do Nordeste onde poças de água se inflamam sozinhas no verão, faça isso agora, de forma urgente.




Veja nesse vídeo como a exploração dessa modalidade de extração de gás do xisto faz as torneiras de agua das casas explodirem em chamas e todo o lençol freático, rios e lagos da região se transformarem em verdadeiro lixo, com metano, gás sulfídrico e todo tipo de resíduo fóssil diluído em centenas de produtos químicos.




Por outro lado, se você tem um amigo jornalista econômico, envie esses números a seguir para ele agora mesmo.


“Diminuir a conta de luz dos consumidores” será desculpa para usar o fracking” no Brasil.


O Brasil onde as hidroelétricas são “proibidas pelos índios” porque a FUNAI assim deseja, queima mais de 60 mil reais por minuto com termoelétricas, conforme setor de análises econômicas do Banco Santander, que contabilizou em abril de 2013, despesa de 2,731 bilhões para essa despesa.


Entre os principais fatores estratégicos que motivam esta despesa estão decisões de alguns setores da FUNAI, que não admitem, de forma alguma, que as comunidades indígenas possam ser beneficiadas com a receita de empreendimentos hidroelétricos.


Isso contraria vários dispositivos legais, já que no Brasil essa participação está prevista na constituição federal, em decretos presidenciais, em decretos legislativos do congresso e na convenção 169 da OIT, que nosso governo firmou em 2002.


Para violar as leis, de forma inexplicável e ainda impune, estes setores recorrem a expedientes grosseiros, como o de usar, como desculpa para não agir, o parágrafo 6º, que trata sobre a ocupação ilegal de terras indígenas, e não o parágrafo 3º, que trata sobre empreendimentos hidroelétricos, ambos do artigo 231 da constituição federal.


Dinheiro gasto com térmicas dá para comprar um Mato Grosso do Sul por mês.


Várias de nossas hidroelétricas, de baixíssimo impacto, se já estivessem construídas e não boicotadas pela FUNAI, teriam ocupado percentuais ínfimos das terras indígenas e evitado um prejuízo aos consumidores brasileiros que, a valores de 28 reais por hectare, em apenas um mês dariam para comprar uma área equivalente a quase todo o estado de Mato Grosso do Sul, que tem 906 mil quilômetros quadrados.


Diga aos seus amigos ainda que essa despesa absolutamente desnecessária é equivalente a 50% do saldo da balança comercial dos últimos 12 meses, que foi de 5,4 bilhões em maio.


E o que é principal: diga a todos os seus amigos que isto está ocorrendo no Brasil devido ao incrível desrespeito de dirigentes nomeados para a FUNAI aos seguintes dispositivos legais:


a) Parágrafo 3º do Artigo 231 da Constituição Federal


b) Decreto Legislativo 143/02 do Congresso Nacional


c) Decreto Presidencial 5051/04, artigos 5º, 6º ,7º ,8º e 15º


d) Decreto Presidencial 7778/12, artigos 27º até o 32º


e) Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho


f) Lei Federal 9784 – Lei da Administração Pública, vários artigos, especialmente o 50º.


ANEEL: onde um “rito” vale mais que a lei e as resoluções vigentes.


Mas não é só na FUNAI que residem os entraves à construção de novas hidroelétricas, mesmo das bem pequenas, com reservatórios que na média são menores do que 14 campos de futebol.


Incrivelmente, mofando nas gavetas e prateleiras da ANEEL, graças a um “rito interno” que contraria leis, decretos e resoluções, esperam aprovação novos 7.000 MW de projetos de PCHs, ou pequenas centrais, alguns há mais de oito anos!


Isso é metade de uma nova Itaipu e os projetos empregaram mais quase seiscentos milhões de reais.


Segundo o rito interno, que entope a ANEEL a “agencia apenas analisa projetos com licença ambiental”, enquanto a lei e as resoluções internas escritas e vigentes dizem que a licença ambiental apenas pode ser exigida no momento final da outorga da autorização.


E quando existem dois interessados no mesmo potencial? É incrível o que eu vou afirmar agora mas é verdade: a ANEEL exige duas licenças ambientais, uma de cada empreendedor concorrente! E enquanto os dois não apresentam suas licenças, nenhum dos projetos segue adiante, mesmo que um dos interessados ou todos menos um, já tenham conseguido...


Com a FUNAI no meio campo impedindo o avanço das grandes e a ANEEL na retranca impedindo a penetração das pequenas centrais, o time hidroelétrico está em nítida desvantagem na Copa da Energia.


E o time das termoelétricas movidas a combustível importado prepara-se para dar uma surra histórica nos consumidores brasileiros. Mas eles serão apenas os aparentes beneficiários.


“Seu meio ambiente ou a sua vida confortável” é só uma teoria conspiratória?


Os verdadeiros beneficiários do bloqueio aos recursos hidráulicos brasileiros serão os extratores de gás de xisto que desembarcarão, a partir de novembro, habitados com essa tecnologia destruidora e que devem ser os únicos concorrentes com chance de vencer os leilões da ANP. Eles vem com prática adquirida não só nos EUA, mas no Afeganistão e no Iraque.


O problema é que não existe no Brasil qualquer legislação ambiental sobre essa modalidade de extração de gás de xisto, chamado eufemisticamente de “não-convencional”. E como os campos leiloados estarão em terra, a atribuição do licenciamento será dos Estados e não da União.


Feito o leilão no entanto, estaremos diante de um “fato consumado” , um “ato jurídico perfeito” e quem ganhar o leilão, em tese, “terá o direito”. Desse ponto para o atropelo e mesmo a imposição de “regras menos rígidas” será um pulo. E nossas jazidas a 5 metros da superfície começarão a ser exploradas. Por quem mesmo?


Enquanto isso, a FUNAI, continuará presa de disputas entre várias o.n.g.s., brincando de desrespeitar os direitos dos indígenas e conseguindo na prática, a “interdição” de novas hidroelétricas de forma a que, cada vez mais a sociedade brasileira esteja propensa a aceitar qualquer forma de extração de gás.Será que as pessoas que atuam no bloqueio das hidroelétricas no Brasil, sabem o que estão fazendo?


Será que existe uma conexão entre causa e efeito? Será que elas atuam de forma coordenada? Será que elas sabem que dificultando a interlocução de governo e empreendedores deste tipo de fonte com as comunidades indígenas elas preparam seu verdadeiro extermínio sob nunca vista antes forma de contaminação das águas e no Brasil, também dos solos por meio do “fracking”?


Será que essas pessoas entenderam o filme “Avatar”. Ou fazem parte do elenco? Impossível dizer.


É impossível dizer, mas bastará só começarem os reajustes das tarifas de energia que incorporarão esses aumentos e nós veremos o que serão as manifestações de rua e como reagirá a elas a classe média...


Basta só um apagão desses ocorrer durante uma dessas manifestações gigantescas, à noite, no centro do Rio ou de São Paulo, para assistirmos o que será vandalismo, com dezenas de mortes em tiroteios nos quais o culpado é claro, será o governo federal que não conseguiu construir hidroelétricas nem segurar o valor das tarifas de energia.


E será acusado de ter provocado o caos.


Alegadamente, tudo isso ocorrerá porque o governo “não soube negociar com as comunidades indígenas”, a sua participação, claramente razoável e prevista em Lei, nos aproveitamentos hidroelétricos de maior porte.


E também porque sequer terá permitido a análise dos projetos de pequenas centrais de baixíssimo impacto, que ficam parados na ANEEL, “devido à falta de licenciamento ambiental”, documento que a agência exige muito antes do momento estabelecido por lei para isso, usurpando atribuição dos órgãos ambientais e na prática, barrando a conclusão dos processos administrativos.


Imposição do “Fracking” no Brasil: só uma teoria conspiratória ou a quebra proposital de empresas federais de energia?


O governador do Paraná, quando há poucos dias teve que assinar os 14,1% do reajuste da COPEL, engoliu em seco e mandou segurar o aumento, postergando sua entrada em vigor no estado, pois não quer problema sério para o seu lado.


Já no governo federal, pelo visto, parece que tem gente especializada em arrumar problemas sérios para o governo Dilma resolver. Ou até mesmo para ela não conseguir resolver.


Enxerga-se perfeitamente agora a razão desta obstinação por “diminuir as tarifas por decreto”, mesmo “quebrando” as geradoras federais, afinal o aumento devido às térmicas, previsto para o fim desse ano, iria levar-nos do quarto ao primeiro lugar no campeonato dos países com a energia mais cara do mundo...


E poderia chamar a atenção para a verdadeira jogada, que está sendo ensaiada no vestiário, com a entrada no Brasil e na nossa matriz energética de um time reserva, oriundo do violento jogo de rúgbi.


Um time que vai jogar a partida com socos, pontapés e empurrões, munidos de ombreiras e capacetes e do lado do juiz, contra um Brasil que só pode usar passes elegantes de Neymar para Fred, de Fred para Neymar...http://www.youtube.com/watch?v=O4fyF409w34



Naomi Klein, pesquisadora americana, pesquisou exaustivamente a teoria do “choque”, uma doutrina econômica e política, concebida por Milton Friedmann e outros economistas da Universidade de Chicago, que foi conselheiro de Margareth Tatcher, Ronald Reagan e Augusto Pinochet.



Ela escreveu um livro sobre suas pesquisas, que mostra como as piores políticas e alternativas podem ser impostas a uma pessoa ou à população de um país após submetê-la a terríveis sofrimentos, carências, desordens, guerras, revoluções, atentados violentos ou aproveitando a ocorrência de desastres naturais. 




No “Avatar” a mensagem do comando da invasão do planeta Pandora aos indígenas foi clara, vinda do sargento “marine” que, transformado por meio de um processo de mutação biológica, arrependeu-se e virou interlocutor privilegiado dos líderes dos nativos: “Melhor que vocês rendam-se a nós, porque depois de nós, vem gente muito pior”.




Nós podemos parar a aplicação dessa “terapia” no Brasil, se estudarmos o que é o “fracking” e “terapia do choque” pela internet junto com nossas famílias, com nossos netos e filhos. E difundirmos tudo que aprendermos sobre ele aos nossos amigos e nas redes sociais. 


Mas se você é empresário, funcionário público ou privado, dirigente de empresa ou órgão estatal, parlamentar, sindicato, associação e principalmente, organização não-governamental dedicada à defesa do meio ambiente, sua responsabilidade quanto a barrar a entrada dos times do “hydraulic fracking” e da “shock therapy” é muito maior.







Fonte: Blog do Bertoni, Enercons
Imagens: Google, Enercons





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