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domingo, 15 de dezembro de 2013

EUA avalia sanções contra Ucrânia




Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de impor sanções à Ucrânia diante da repressão contra a oposição pró-europeia, informou nesta quarta-feira o departamento de Estado.

"Não entrarei em detalhes, mas avaliamos certas opções políticas, incluindo sanções, e, evidentemente, nenhuma decisão foi tomada", declarou a porta-voz do departamento Jennifer Psaki.

Ao ser interrogada sobre o tipo de sanções – econômicas ou políticas -, a porta-voz se limitou a responder: "estamos abertos a um leque de opções, mas ainda não chegamos a esta etapa".

Os milhares de manifestantes pró-europeus seguem desafiando o regime ucraniano e permanecem no centro de Kiev, apesar da ação da polícia de choque.

O secretário americano de Estado, John Kerry, manifestou na terça-feira a "insatisfação" dos Estados Unidos pela repressão policial, e sua vice-secretária, Victoria Nuland, visitou a Praça da Independência, ponto de concentração dos manifestantes em Kiev.

Na madrugada de quarta-feira, a polícia de choque expulsou os manifestantes da Praça Independência, mas milhares de pessoas voltaram a ocupar o local e levantaram barricadas com neve e sacos de areia.

Ao menos 5 mil pessoas estavam reunidas na noite de quarta na Praça, agitando bandeiras ucranianas e europeias para rejeitar a decisão do presidente Viktor Yanukovich de negar um acordo com a União Europeia visando manter sua proximidade com Moscou.


Fonte: NavalBrasil

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(Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de impor sanções à Ucrânia diante da repressão contra a oposição pró-europeia)

Esta atitude do Império Americano contra a repressão a manifestações só é válida quando é com outros países, quando as manifestações são dentro do próprio país o governo imperialista é extremamente repressivo com os americanos. 



































Mas é claro que para o Xerife Obama vale a frase: 

"Façam o que eu mando, 
mas não façam o que eu faço!"




(Burgos Cãogrino)

Imagens: Google


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Argentinos marcham nas Malvinas Argentinas contra a Monsanto





Havia uma vez donas de casa, comerciantes e funcionários municipais de um tranquilo povoado no centro da Argentina. Até que chegou a Monsanto, a corporação norte-americana de biotecnologia. 

Por Fabiana Frayssinet*, no Terramérica

Inventora do herbicida glifosato e uma das principais fabricantes de sementes geneticamente modificadas do mundo, a Monsanto constrói uma de suas “maiores” unidades para acondicionar sementes de milho nas Malvinas Argentinas, município de 15 mil habitantes que fica 17 quilômetros a leste da capital da província de Córdoba.

A unidade começaria a funcionar e março de 2014, mas a obra foi paralisada em outubro em meio a protestos e demandas judiciais dos moradores, que desde 18 de setembro mantêm bloqueado o acesso ao recinto. No dia 30 de novembro de manhã, a guarda de infantaria chegou ao lugar, como mostra vídeo publicado no Facebook, e escoltou a saída de vários caminhões que haviam entrado à força no dia 28, quando membros do sindicato da construção irromperam no acampamento de moradores tentando vencer o bloqueio, o que deixou mais de 20 feridos.

Os moradores não gostam de serem definidos como ambientalistas nem que lhes atribuam bandeiras partidárias. Na maioria são mulheres. Nas Malvinas Argentinas todos conhecem alguém com problemas respiratórios ou alergias que coincidem com fumigações sobre os campos de Córdoba, uma das maiores produtoras de soja transgênica deste país. As denúncias de médicos também citam casos crescentes de câncer e malformações congênitas. Porém, tudo era suportado com estoicismo até que chegou a Monsanto.

“Participo por medo da doença e da morte”, explicou ao Terramérica María Torres. “Meu filho já está doente e se vier a Monsanto será pior”, acrescentou enquanto caminhava em meio a uma manifestação que esta jornalista acompanhou em meados de novembro. Seu filho, de 13 anos, ficou em casa com sinusite e hemorragia nasal. “Malvinas é um povoado com muita gente com os mesmos sintomas”, lamentou.

A maioria das fumigações é feita com Roundup, marca comercial do glifosato produzido pela Monsanto. Segundo a Rede Universitária de Meio Ambiente e Saúde – Médicos de Povoados Fumigados, a fumigação atinge quase 22 milhões de hectares plantados com soja, milho e outros cultivos transgênicos em 12 províncias argentinas em cujos povoados vivem cerca de 12 milhões de pessoas. Eli Leiria também participa do protesto. Ela sofre problemas como perda de peso. Os médicos encontraram glifosato em seu sangue. “Dizem que é como se um tornado tivesse passado pelo meu corpo”, contou.

O biólogo Raúl Montenegro, da Universidade Nacional de Córdoba e premiado em 2004 com o Right Livelihood Award (Prêmio Nobel Alternativo), disse ao Terramérica que não há monitoramentos oficiais de morbidade e mortalidade para comprovar se as crescentes enfermidades observadas pelos médicos são efeito dos praguicidas. Tampouco existe controle adequado da presença de praguicidas no sangue, e nem um monitoramento ambiental que detecte esses resíduos em caixas de água, por exemplo, acrescentou Montenegro, presidente da Fundação para a Defesa do Meio Ambiente.

Essas circunstâncias convertem a Argentina, e, “ao seu modo, também o Brasil”, em “paraíso” para empresas como a Monsanto, afirmou Montenegro. As entidades do Estado que autorizam o uso de praguicidas se apoiam “em sua maior parte em aspectos técnicos fornecidos pelas próprias empresas”, acrescentou.

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, criou em 2009 a Comissão Nacional de Investigação sobre Agroquímicos, para investigar, prevenir e tratar seus efeitos na saúde humana e ambiental. Mas o país também é um “paraíso” dos transgênicos, cuja autorização depende de “informação técnica fornecida principalmente pelas corporações biotecnológicas”, ressaltou Montenegro.

Uma unidade produtora de transgênico “não é uma fábrica de pão… fabrica veneno”, disse o professor Matías Marizza, da Assembleia Malvinas Luta pela Vida. Montenegro questiona o fato de a Secretaria de Meio Ambiente de Córdoba autorizar a construção sem ter contemplado a análise de uma comissão interdisciplinar independente. O processo dos transgênicos envolve “praguicidas externos”, como os que são fumigados, e praguicidas que “saem de dentro” das sementes, como a proteína a inseticida CrylIAb produzida pelo próprio milho MON 810, explicou o biólogo.

Cada grão desse milho tem entre 190 e 390 nanogramas desse componente, cujos impactos na saúde e na biodiversidade não estão claros. “No Canadá foram registradas mulheres grávidas e não grávidas que tinham proteína inseticida no sangue”, destacou Montenegro, o que contradiz a explicação da Monsanto: que essas proteínas são anuladas no aparelho digestivo.

Segundo um documento da Rede Universitária, as sementes da unidade de Malvinas Argentinas serão impregnadas de substâncias como propoxur, deltametrina, pirimfos, tryfloxistrobin, ipconazole, metalaxyl e, sobretudo, clotianidina, um inseticida proibido na União Europeia. Até agora, as instalações estão bloqueadas por cinco acampamentos, onde homens e mulheres – algumas com seus filhos – se alternam para impedir a entrada de caminhões.

Daniela Pérez, mãe de cinco filhos, contou ao Terramérica que este “era um povoado tranquilo”, onde as pessoas se queixavam apenas de problemas como falta de pavimentação. “Agora, o que está em jogo é a saúde das crianças. Nos dá uma impotência, não há ninguém que nos defenda”, afirmou.

Soledade Escobar tem quatro filhos que vão a uma escola localizada perto da plantação da unidade da Monsanto. “Me preocupam os silos e os produtos químicos que usam. Com a mudança de clima em Córdoba temos vento o ano todo e o colégio está ao lado, eu moro em frente”, afirmou. “Não é certo o que dizem a televisão e os jornais de que há partidos políticos entre nós… a maioria é de mães que têm medo por seus filhos”, acrescentou Beba Figueroa.

Elas asseguram que muitos moradores não participam por medo de perder seus empregos municipais e ajudas sociais. A manifestação que o Terramérica acompanhou desde a praça do povo até o acampamento tinha clima festivo, ao ritmo de refrões do carnaval rioplatense, muito diferente da tensão e da violência que aconteceriam dias depois. Como outros moradores deste bairro operário, Matías Mansilla, sua mulher e seu bebê saem à porta de uma casa humilde para ver “o carnaval pela vida”. Mansilla não participa, mas apoia a causa “pelas doenças que há em outros cantos”.

Uma pesquisa feita por duas universidades e pelo Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas revelou que 87% dos entrevistados do povoado querem uma consulta popular para decidir e 58% rechaçam a unidade da Monsanto. Nem o governo da província nem a empresa responderam ao pedido de entrevista do Terramérica.

Em vários textos publicados em seu portal, a Monsanto se diz comprometida com a “agricultura sustentável”. Um comunicado divulgado em setembro afirma que a obra conta com as “aprovações correspondentes” do Conselho Deliberante de Malvinas Argentinas, e que o Estudo de Impacto Ambiental está em análise no governo provincial. A Monsanto repudiou as “campanhas sujas que manipulam a informação técnica para criar medo” e “as mentiras, em nome do ambientalismo, que mascaram interesses espúrios”.

Em abril, o Tribunal Superior de Justiça provincial desqualificou um pedido de medida cautelar apresentado pelos moradores para suspender a obra. E nos dois últimos meses a repressão policial não faltou, e tampouco as ameaças. Malvinas Argentinas é parte de um movimento que cresce em diferentes lugares do mundo contra a Monsanto. Nesse povoado os protestos chegaram a reunir oito mil pessoas, segundo Marizza. Não é para menos, afirmou: “Temos o monstro em cima”. 

(Envolverde/Terramérica)


* A autora é correspondente da IPS. Publicado pela rede latino-americana de jornais Terramérica. 


Fonte: Vermelho

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Declarações de Nelson Mandela que a mídia não mostra




Sobre a guerra dos Estados Unidos com o Iraque

“Se há um país que cometeu atrocidades terríveis no mundo, foi os Estados Unidos da América. Eles não se importam com os seres humanos.”

Sobre Israel

“Israel deveria se retirar de todas as áreas que conquistou dos árabes em 1967 e, em particular, Israel deve retirar-se completamente das Colinas de Golã, do sul do Líbano e da Cisjordânia”

Sobre a Guerra dos EUA contra o Iraque

“Tudo o que ele [George W. Bush] quer é o petróleo iraquiano.”

Sobre a Revolução Cubana e Fidel Castro

“Desde o seu princípio, a Revolução Cubana também foi fonte de inspiração para todos os povos amantes da liberdade. Admiramos os sacrifícios do povo cubano na manutenção da sua independência e soberania frente à campanha brutal orquestrada pelo imperialismo para destruir a conquista impressionante da Revolução Cubana (...). Vida longa à Revolução Cubana. Vida longa ao camarada Fidel Castro.”

Sobre Muammar Kaddafi, ex-presidente da Líbia

“É o nosso dever dar apoio ao líder irmão (...), especialmente frente às sanções que não estão afetando apenas a ele, estão afetando as massas comuns da população (...), nossos irmãos e irmãs africanos.”

Sobre a preparação dos EUA para invadir o Iraque, em 2002

“Se você olhar para essas questões, chegará à conclusão de que a atitude dos Estados Unidos é uma ameaça à paz mundial.”

Sobre um Estado palestino

“A ONU tomou uma posição firme contra a apartheid; e ao longo dos anos, um consenso internacional foi construído, o que ajudou a finalizar este sistema de desigualdade. Mas nós sabemos muito bem que a nossa liberdade é incompleta sem a liberdade para os palestinos.”




Fonte: Vermelho
Imagem: Google

domingo, 8 de dezembro de 2013

Rolihlahla Dalibhunga Mandela e o Governo Branco da Africa do Sul








1918 - Nasce Rolihlahla Dalibhunga Mandela



1925 - Passa a frequentar a escola e recebe o nome "Nelson", dado pela professora, atendendo ao costume de dar nomes
ingleses a todas as crianças africanas que frequentavam a escola












Mandela votando, em 1993


Mandela eleito Presidente da Africa do Sul
















Fonte: Google
Imagens: Google










A incrível história do melhor amigo do papa






Por Marino Boeira


Na época da ditadura brasileira se dizia que a carreira dos militares tinha como posto mais alto a Presidência da República. Na Igreja Católica, a carreira eclesiástica termina com a chegada à condição de santo. Na última semana o Papa Francisco anunciou que em abril do próximo ano vai declarar santos dois dos seus antecessores: João XXIII e João Paulo II.

O primeiro já era considerado beato, um degrau menor na hierarquia celeste, enquanto o segundo vai bater um recorde na corrida para a santidade. Ele morreu em 2005 e será declarado santo mesmo sendo o autor reconhecido de apenas um milagre, quando as regras do Vaticano pedem no mínimo dois, graças a um “canetaço” do Papa Argentino, que dispensou o segundo milagre.

Na linguagem futebolística pode-se dizer que João Paulo II está ganhando a vaga no tapetão.

À Igreja Católica interessa sobremaneira a declaração de novos santos. Essa capilarização da santidade faz com que a sua imagem se propague pelo mundo inteiro sempre em busca de novos adeptos. A canonização de figuras expressivas como foi Karol Wojtyla, tanto do ponto de vista religioso, como político, vai se transformar numa festa tão grande como foi a coroação do Papa Francisco, com direito a generosos espaços na mídia do mundo inteiro.

Representantes das potências ocidentais certamente não faltarão a esta festa. Afinal, foi João Paulo II, quem no famoso discurso de junho de 1979, em Varsóvia, deu seu apoio a ação do Sindicato Solidariedade contra o Governo Polonês, iniciando o processo público de derrocada da unidade socialista no Leste Europeu.

Representantes das alas mais conservadoras da igreja também estarão presentes em Roma para agradecer o apoio que o Papa Polonês deu à luta que travaram contra suas alas mais progressistas, principalmente contra os bispos e padres adeptos da Teologia da Libertação, que João Paulo II combateu tenazmente pela suspeita de que o movimento, forte na América Latina, tivesse alguma proximidade com idéias marxistas.

A pergunta que fica é se o papa anterior, o renunciante Bento XVI, teria a mesma pressa em canonizar seu antecessor.

Antes de se tornar Papa, o Cardeal Joseph Ratizinger foi, durante muitos anos, o responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, a sucessora do temido Tribunal da Inquisição da Idade Média.

Todas as denúncias de pedofilia, principalmente dos padres americanos e irlandeses, que chegaram até ele, foram engavetadas, nos moldes do que se dizia, costumava fazer um ex-procurador da república no Brasil.

Um dos casos mais notórios foi o do reverendo Lawrence Murphy , de Milwaukee, Illinois, que teria molestado uma centenas de crianças de um orfanato para surdos. O caso mereceu destaque no New York Times, quando os advogados de John Doe, um dos garotos molestados, tentou entrar com uma ação criminal contra o Vaticano e o já Papa Bento XVI.

Parece que apenas um processo interessou particularmente ao cardeal Ratizinger, durante o período que comandou a Congregação para a Doutrina da Fé, o que envolvia o padre Marcial Maciel.

Nascido no México, Marcial Maciel Degollado, foi fundador dos Legionários de Cristo e do movimento Regnum Christi e teve durante sua existência, terminada em 2008, uma vida dupla. Foi criminalmente condenado nos Estados Unidos por pedofilia, era um consumidor de drogas e teve quatro filhos com várias mulheres, além de ter plagiado suas principais obras, inclusive o livro de cabeceira dos Legionários, o Saltério de Meus Dias. Mais do que isso: foi acusado também de envenenar seu tio-avô e protetor, o Bispo Guízar (Don Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz, México, 1878/1938), também declarado santo por Bento XVI em 2006.

A vida dupla de Marcial Maciel já era conhecida da igreja desde a década de 50, quando ele se tornou um protegido de Pio XII. Quando João Paulo II se tornou Papa, essa proteção ficou ainda maior, embora chegassem centenas de denúncias contra ele à mesa de trabalho do Papa. João Paulo II as desprezou. O padre Marcial Maciel era um de seus preferidos. Enchia praças e estádios de futebol nas viagens do líder católico pelo mundo, junto com outro movimento na moda, o Caminho Neocatecumenal, do espanhol Kiko Argüello.

Embora nascido no México, o padre Marcial Maciel criou seu “exército” de Legionários na Espanha, durante o governo franquista. Hoje, a sua principal base continua sendo a Espanha, onde a ordem conta com uma universidade, vários seminários e centenas de colégios entre outras propriedades.

Maciel não só teve aventuras amorosas, como em Madri vive uma filha sua, Norma Hilda, em um luxuoso apartamento da Calle de Los Madroños. Ela fez um pacto de silêncio com o Vaticano em troca de uma pensão vitalícia. Quem selou o acordo e cuidou de que a rocambolesca história acabasse aí, foi o então Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, durante uma visita à Espanha. O dinheiro não foi obstáculo. Há décadas, que em ambientes hostis do Vaticano, o grupo de Maciel é conhecido com ironia, não como Legionários,mas sim como os Milionários de Cristo.

Coincidentemente ou não, em outubro último, o Cardeal Bertoni foi afastado do seu cargo de número 2 da Igreja Católica pelo Papa Francisco e saiu atirando, ao dizer que era vítima de uma conspiração de corvos e víboras que vivem no Vaticano.

A amizade de Marcial Maciel com João Paulo II parece ter sido a razão que impedia o cardeal Ratizinger de agir contra o padre pedófilo. Ele tinha entrada franca no Vaticano e sua intimidade com o Papa foi documentada por centenas de fotos. Quando João Paulo II morreu, Ratizinger se sentiu livre para agir e rapidamente ordenou a suspensão das atividades religiosas de Marcial Maciel, que morreria em 2008, sem uma condenação formal e pública de sua ação.

Será que se Bento XVI continuasse Papa, a canonização de João Paulo II seria tão rápida? Ou, o novo Papa imagina que estas histórias serão rapidamente esquecidas? Afinal, estão falando em canonizar Pio XII, esquecidos das suspeitas de simpatia que o então Cardeal Eugenio Pacelli parece ter nutrido pelos nazistas durante a guerra.

Ter sido Papa não é uma garantia de canonização. Dos 264 Papas que por lá passaram, desde o primeiro, São Pedro, apenas 78 se tornaram santos.

Hoje, a Igreja Católica transformou a canonização de novos santos numa verdadeira indústria. João Paulo II, o próximo santo, quando Papa, canonizou 447 pessoas. Todos os outros 263 papas, somados, fizeram 302 canonizações.

Quem sabe um dia o Padre Marcial Maciel, o fundador dos Legionários de Cristo, por seus bons serviços prestados à Igreja Católica, não seja declarado santo também.

O Papa João Paulo II e seu melhor amigo, o Padre Marcial Maciel





*Marino Boeira é professor universitário.

Fonte: Sul21


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