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domingo, 31 de março de 2013

Imperialismo prepara opinião pública mundial para atacar Coreia do Norte







Por Glauber Ataide

A tensão crescente na península coreana, prenunciando o que alguns já chamam de “Segunda Guerra da Coreia”, já “ultrapassou a linha de perigo e entrou na fase de uma guerra real”, declarou o Comando Supremo do Exército do Povo Coreano na última terça.

Os grandes oligopólios de informação, a serviço do capital em sua campanha de (des)informação pública, constroem a imagem de que o governo coreano busca, irresponsavelmente e a qualquer custo, iniciar um conflito contra o país que é simplesmente a maior potência bélica do mundo.

Como parte dessa campanha pró-agressão à Coreia do Norte, o jornal estadunidense The Washington Post tentou vender a seus leitores na semana passada o velho golpe do “combate ao tráfico de drogas”, que estaria sendo organizado a mando do próprio governo coreano, mostrando assim a que ponto chegou o descaramento imperialista.

Em resposta a esta calúnia, a Central de Notícias da Coreia do Norte publicou nota informando que “isso não passa de uma sórdida e infundada campanha contra a Coreia do Norte”.

Diz ainda a nota:

“Os Estados Unidos estão abertamente preparando a atmosfera internacional [...], rotulando a Coreia do Norte como um ‘estado criminoso’ e ‘trapaceiro’, empregando todos os meios e métodos possíveis [...] O jornal busca atuar como uma brigada de choque executando a política hostil da administração dos EUA contra a Coreia do Norte e assim manchar a imagem do país e justificar tal política”.

“O uso ilegal, o tráfico e a produção de drogas, as quais reduzem o ser humano a aleijados mentais, não existe na Coreia do Norte.

“O país aderiu a convenções internacionais de controle de drogas e tem controlado com rigor sua entrada no país através de leis nacionais e internacionais.

“É ilógico que os EUA, um país com graves problemas sociais como o abuso de drogas, o contrabando e a produção ilegal, venha falar sobre um inexistente ‘tráfico de drogas’ na Coreia do Norte.”

Além de plantar falsas informações, é notória a omissão deliberada e criminosa por parte da grande mídia dos atos de provocação dos governos estadunidense e sul-coreano na fronteira com a Coreia do Norte.

Nesta semana a Coreia do Sul divulgou uma “lista de alvos” na Coreia do Norte, mirando principalmente monumentos dedicados a líderes norte-coreanos, símbolos da dignidade e da suprema liderança do país. Segundo os “gangsters militares” da Coreia do Sul, este plano de destruição resultaria num grande impacto psicológico sobre o povo norte-coreano.

Na última segunda-feira, segundo pronunciamento do Ministro do Exterior da Coreia do Norte, Pak Ui Chun, soldados estadunidenses sobrevoaram o céu da Coreia do Sul ensaiando um bombardeio nuclear surpresa sobre a Coreia do Norte, o que mostraria que o ato prova claramente que o plano dos EUA para iniciar uma guerra nuclear entrou numa fase incontrolável.

Ainda segundo o ministro, os EUA temem que a prosperidade econômica da Coreia do Norte prove o fracasso de sua política hostil contra o país.

Nos últimos dois meses os EUA já inventaram duas “resoluções sobre sanções” através do Conselho de Segurança da ONU, criando um círculo vicioso de tensão escalonada para criar um pretexto internacional para iniciar uma guerra nuclear sob o mote da “não-proliferação nuclear”. Os ministros da União Europeia concordaram em proibir o comércio de títulos do governo norte-coreano, bem como de ouro, metais preciosos e diamantes, além de proibir os bancos do país de abrir filiais na União Europeia. Bancos europeus também não podem se instalar no país. A ampliação das sanções também inclui mais empresas e indivíduos norte-coreanos numa “lista negra”, que impõe proibições de viagem e congela contas bancárias.

Mísseis estratégicos nucleares nos EUA já estão apontados para a Coreia do Norte, e submarinos com ogivas nucleares já estão saindo da região da Coreia do Sul em direção à região do Pacífico.

O secretário de defesa dos EUA, Ashston B. Carter, afirmou abertamente em sua visita à Coreia do Sul que o exército estadunidense considera top priority a “Segunda Guerra Coreana”, dando assim sinal verde para se iniciar uma guerra nuclear.




Fonte: averdade.org.br

Imagem: Google (colocada por este blog)

10 comentários:

Anônimo disse...

Sinceramente eu espero que esta querra não ocorra.Pois os verdadeiros massacrados serão o povo norte coreano.Esta querra poderá espalharse por todo mundo com consequencias imprevisíveis.

Aldo Luiz Fonseca disse...

Demonizar o "inimigo"...

“É ilógico que os EUA, um país com graves problemas sociais como o abuso de drogas, o contrabando e a produção ilegal, venha falar sobre um inexistente ‘tráfico de drogas’ na Coréia do Norte.”

As senzalas estão abarrotadas de "bocas inúteis" assistindo televisão. E isso é vida, democracia e liberdade? Livre? Enquanto dormimos eles continuam acordados tramando e conspirando contra nós. Aperfeiçoando nossa escravização. Pergunte ao Espártaco e sua mulher Varínea se eu estou inventando ou sou paranóico. Trabalham contra nós 24 por 24hs de todas as formas, as escancaradas e as "invisibilizadas".

Não creio que terão o êxito que tiveram contra o povo de kadafi, este tiro pode sair-lhes pela culatra e respingar muita desgraça para o planeta.

Sinto muito, sou grato.

BURGOS disse...

Anônimo

Eu assim como você também espero que isso não ocorra.

Abraços

BURGOS disse...

Aldo

"Demonizar o inimigo", quando na verdade o único inimigo atualmente no mundo é os EUA, avançando arrogantemente em outros países, levando guerras e matando inocentes, e como sempre se achando donos do mundo.


Um grande abraço meu amigo

Octopus disse...

Amigo Burgos,

Tecnicamente, as duas Correias sempre estiveram em estado de guerras, dado que a guerra de 1950-1953 acabou com uma anmistia e não um tratado de paz.

Não é a primeira vez que a Correia do Norte ameaça a Correia do Sul. Não existe qualquer movimentação de tropas a norte.

Penso que se trata de uma afirmação interna do jovem líder norte-coreano, por um lado, e uma demonstração de vigilância internacional perante os exercícios militares norte americanos nessa região do pacífico.

Não me parece que, neste momento, os Estados Unidos tenham qualquer interesse em atacar a Correia do Norte, mas sim testar as relações de força dos vários actores na região, em particular a China e a Russia.

Um abraço.

BURGOS disse...

Octopus

Espero sinceramente que você esteja com a razão.

Ou, os EUA estão somente querendo desviar a atenção da opinião pública em relação aos ataques que vem acontecendo na Síria.


Um grande abraço meu amigo

Octopus disse...

Burgos,

os Estados Unidos criam Estados papões para desviar os média.

Ao criarem o "eixo do mal" é uma maneira "infantil" para criar esses mesmos papões.

A Correio do Norte não tem qualquer interesse estratégico para os USA. São apenas um pião na sua estratégia geo-política na zona, para testar as reacções da China e da Rússia.

A Correi do Norte não tem qualquer interesse em termos de recursos, é um pião de controlo de forças muito mais poderosas no xadrez, dispensável.

Um abraço

BURGOS disse...

Octopus

Eu entendo, mas como explicas os exercícios militares dos EUA com a Coréia do Sul? Pois penso eu que isso é somente provocação contra a Coréia do Norte. E qual sería o interesse dos EUA em fazer provocações? Uma guerra entre as Coréias com certeza desestabilizaria a China.
E se não for esse o interesse dos EUA, então é somente para distrair a opinião pública, enquanto o Império opera suas garras em outro lugar.


Um grande abraço meu amigo

Octopus disse...

Meu grande amigo,

Existem zonas de tensão, na grande maioria religiosas, como é o caso da Índia com o Paquistão na zona do Cachemira. A Índia tem poder nuclear o Paquistão tem o poder dos Estados Unidos. É uma zona de tensão, uma zona em que os Estados Unidos estão presentes sem fazer disso qualquer alarido É só para manterem posições que de futuro poderão ser aproveitadas.

O são zonas estagnadas de influência como no caso das Correias. São zonas "mortas" de possível influência. Como dizes são zonas que servem para distrair a opinião política como nos filmes de cowboys entre os bons e os vilões. Nada mais.

Nesse contexto, o jogo de caça do gato e o rato só serve a opinião pública para justificar que os bons são os americanos que "lutam" para, mais uma vez, restabelecer a democracia ocidental, com todos os ses parâmetros contra os maus.

Isto todo é pura diversão de hollywoodiana. Os verdadeiros interesses estão noutras zonas, aquelas que verdadeiramente interessam: o lucro puro e duro.

Uma maneira de compreender parte do mundo que nos rodeias é visualizar as fontes de riqueza (petróleo, gás natural, minérios raros), as vias de encaminhamento e aí tudo se torna mais claro em relação aos vários conflitos, independentismo, "primaveras e árabes" e outros.

Neste caso particular, mais não se trata de um exercício de forças para "testar" a China e a Rússia, nada mais, as únicas duas nações que actualmente fazem frente à hegemonia do império americano.

Um abraço

Octopus disse...

E ainda,

A Correia do norte tem poucos recursos naturais, caso contrário hà muito que estaria nas mãos das grandes multinacionais.

Como tal, só representa um pião no xadrez mundial na luta contra os verdadeiros adversários da hegemonia americana. É uma peça descartável, mas que faz frente ao circulo que está a ser construído contra a grande ameaça americana: a China e a Índia.

A Correia do Norte não passa disso, de um espantalho como o foram o Iraque (que um lunático fez muito pelo seu povo antes de ser barbaramente assassinado pela NATO), a Líbia (que tinha dos mais altos valores de desenvolvimento africanos), e tantos outros que se opuseram ao sistema doentio instalado.

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