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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aproximação entre Argentina e Irã preocupa os EUA



A Argentina está discretamente se aproximando do Irã, o que preocupa os EUA e seus aliados, envolvidos num esforço para isolar o governo iraniano por causa do seu programa nuclear, disseram à Reuters diplomatas na ONU.

As relações da Argentina com o Irã estavam praticamente congeladas desde 2007, quando o país conseguiu que a Interpol (a polícia internacional) emitisse mandados de prisão de cinco iranianos e um libanês acusados de participação num atentado que matou 85 pessoas, em 1994, num centro judaico de Buenos Aires.

O Irã negou envolvimento no incidente, mas em julho se ofereceu para conversar com o governo argentino e “lançar luz” sobre o caso.

Dois anos antes do atentado a bomba na entidade judaica Amia, um grupo chamado Organização da Jihad Islâmica, supostamente ligado ao Irã e ao grupo xiita libanês Hezbollah, assumiu a autoria de um ataque que deixou 29 mortos na embaixada de Israel em Buenos Aires.

Durante mais de uma década, a Argentina pareceu ter pouco empenho na investigação. Isso mudou em 2003, quando Néstor Kirchner tomou posse como presidente e prometeu reabrir os processos, qualificando a negligência dos anos anteriores como uma “desgraça nacional”.

Anos depois, o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani estaria na lista de pessoas indiciadas por promotores argentinos e procuradas pela Interpol.

MUDANÇA DE DIREÇÃO

Mas agora há sinais de uma reaproximação. As exportações argentinas para o Irã, que haviam despencado durante o afastamento, cresceram 70% no ano passado, chegando a US$ 1,5 bilhão. O Irã é o maior comprador do trigo argentino, cultivo essencial para a economia do país sul-americano, que luta para aumentar seu superavit comercial.

“Enquanto o resto de nós trabalha para pressionar o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e parar de apoiar o terrorismo, o governo da Argentina tem considerado avançar na direção contrária”, disse um diplomata europeu, pedindo anonimato.

Em público, a posição argentina parece ter mudado pouco. Em maio, o procurador Alberto Nisman, chefe de uma unidade especial dedicada exclusivamente à investigação do atentado de 1994, conseguiu a renovação dos mandados de prisão da Interpol.

No mês passado, a Argentina votou com a maioria dos países participantes do comitê de direitos humanos da Assembleia Geral da ONU numa resolução que condenava a situação dos direitos humanos no Irã.

Por outro lado, a presidente Cristina Kirchner disse em setembro na Assembleia Geral que seu país está disposto a dialogar com o Irã, desde que a República Islâmica cumpra sua promessa de colaborar nas investigações do atentado. “Essa é uma oferta de diálogo que a Argentina não pode e não deve rejeitar”, disse a presidente em seu discurso.

Diplomatas ocidentais disseram que o embaixador argentino na ONU, Jorge Arguello, causou perplexidade entre seus colegas ao permanecer sentado durante o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Assembleia Geral.

Ahmadinejad é conhecido por fazer ataques a Israel, Europa e Estados Unidos nos seus discursos. Em anos anteriores, o representante argentino boicotou o discurso, a exemplo de diplomatas de outros países ocidentais.

MOTIVAÇÕES

O Irã tem todas as razões para querer se reaproximar da Argentina. Enfrentando sanções e um crescente isolamento devido ao seu programa nuclear, o país tem poucos aliados. A Argentina é um dos 35 países que compõem a direção da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão da ONU), onde o programa nuclear iraniano é exaustivamente discutido.

Diplomatas dizem que a motivação argentina é menos clara. Alguns afirmam que, além de ampliar o comércio, os argentinos querem adotar uma política externa mais afinada com a do Brasil, que enfatiza as relações com nações não alinhadas.

“Em geral, vemos um terceiro mundismo na política externa da Argentina afirmando a independência em relação às grandes potências, e buscando novas relações com países como o Irã”, disse uma autoridade israelense à Reuters, em Jerusalém.

Vários diplomatas europeus observaram que Cristina é aliada de líderes esquerdistas sul-americanos como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que mantêm estreitas relações com o Irã.

A chancelaria argentina não respondeu aos pedidos da Reuters para comentar o assunto.


Fonte: Plano Brasil

2 comentários:

voz a 0 db disse...

Burgos... esquece o Irão... eu agora sou fã é da Coreia do Norte... pelo que anda por aí a circular o bacanos estão a construir algo ainda "mais melhor bom" que bomba de destruição massiva... estão a construir um míssil EMP... os EUA já estão a sentir o cheiros das lareiras e o barulho das pedras a baterem umas nas outras para as atear!!! ihihih... Espero é que disparem uns quantos destes misseis rápido que é para a gente ter sossego.

Fada do bosque disse...

Este Voz é um espectáculo! Assim quando vou para comentar, perco a vontade e as ideias devido ao ataque de riso! :))
Em poucas palavras diz tudo e acabou a conversa! :ehehehehheh!!!

Veja o meu novo tasco "botequim", Burgos: http://marecinza.blogspot.com/

Abraço

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