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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012


Nesse ano que está chegando e Com Texto Livre quero desejar a todos os amigos: Gilson Sampaio, Jader Resende, Ramiro Lopes, Farplex, Tony, Ricardo e tantos outros, espero que encontrem um Professor Jeovane que nos ensine como eu Viomundo todos também poderão ver, e se preciso for que nos dê um Tijolaço para termos que nos tratar na clínica do Dr Octopus, e Libertar será um dever de todos inclusive do Esquerdopata.

Que cada mulher se sinta
Cidadã do Mundo e que se ainda existir alguma Guerra Silenciosa que todas as mulheres se tornem como Leonor em Líbia, Trilhando Caminhos para um amanhã melhor, e que sempre possamos nos encontrar no Blog do Saraiva para um Kafé Kultura com o Mário. e sempre que quisermos ainda teremos tempo de chamar um táxista com seu "Meriva" para fazermos uma viagem dentro de nós mesmos para rever nossos conceitos e descobrir que um Prezado Cara Pálida pode ser um poeta que se esconde dentro de cada um de nós.

Desejo que em 2012 a vida se torne melhor e que todos possamos também encontrar o grande filósofo "Léo" que vem sempre com uma
Informação Incorrecta para obtermos muita sabedoria, e que os humanos tenham consciência de que realmente existe uma Fada do Bosque para trazer luz aos nossos olhos e nos carregar pela mão até "Terra Âncora" onde encontraremos Maria e Ana para aprendermos um modo de vida mais saudável.

E que em 2012 para poder entrar no "botequim do Max" todos os "Anônimos" deveríam se identificar, e que a Voz chegue mais alta aos nossos corações
, pois O Tempo Chegou e sempre é hora de recomeçar.


Um abraço a todos.


Burgos Cãogrino

sábado, 24 de dezembro de 2011



A Verdade


Uma tarde, muito desconsolada e triste, a Verdade encontrou
a Parábola, que passeava alegremente, num traje
belo e muito colorido.
- Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!
- Que disparate! - riu a Parábola
- não é por isso que os homens te evitam.Toma, veste algumas das
minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passava era bem vinda.

- Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.


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Um Feliz Natal a todos e que 2012 chegue despido de disfarces e repleto de Verdades Nuas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A loucura monetária do Partido Republicano



Por Paul Krugman

Aparentemente a procura desesperada dos republicanos para encontrar alguém para ser seu candidato, que não se chame Willard M. Romney, continua. Novas pesquisas sugerem que, em Iowa, pelo menos, já ultrapassamos “o pico” Gingrich. O próximo: representante Ron Paul.

De certo modo, isso faz sentido. Romney não ganhou confiança, porque é visto como alguém que cinicamente assume quaisquer posições que ache que poderão levar sua carreira adiante uma acusação que pega porque é verdade. Paul, em contraste, tem sido altamente consistente. Aposto que você não encontrará nenhum vídeo seu de alguns anos atrás em que ele diga o oposto do que diz agora.

Infelizmente, Paul tem mantido essa consistência, ignorando a realidade, se prendendo à sua ideologia, muito embora os fatos tenham demonstrado o quanto essa ideologia está equivocada. E, ainda mais infelizmente, a ideologia de Paul agora domina um Partido Republicano que costumava ser mais sensato.

Não estou falando aqui das opiniões anti-bélicas de Paul, nem de suas bem conhecidas opiniões sobre direitos civis e reprodutivos, que horrorizariam os liberais que costumavam pensar nele como sendo um cara legal. Em vez disso, estou falando sobre suas opiniões sobre a economia.

Paul se identifica como alguém que crê na economia “austríaca” – uma doutrina que, desnecessário dizer, rejeita John Maynard Keynes, mas é quase igualmente veemente em rejeitar as ideias de Milton Friedman. Pois os austríacos veem a “moeda fiduciária”, dinheiro impresso sem ter o lastro de ouro, como raiz de todo mal econômico, o que significa que eles se opõem ferozmente ao tipo de expansão monetária que Friedman defende que poderia ter evitado a Grande Depressão – e que foi levada a cabo por Ben Bernanke desta vez.

Tudo bem, uma breve digressão: a Reserva Federal não imprime dinheiro, de fato (o Tesouro faz isso). Mas ela controla, sim, a “base monetária”, a soma das reservas bancárias e moeda em circulação. Então, quando as pessoas falam que Bernanke imprimiu dinheiro, elas querem dizer, na verdade, que a Reserva expandiu a base monetária.

E tem havido, realmente, uma enorme expansão da base monetária. Após a queda da Lehman Brothers, a Reserva começou a emprestar grandes somas aos bancos, além de comprar um amplo espectro de outros ativos, numa tentativa (de sucesso) de estabilizar os mercados financeiros, acrescentando grandes quantias às reservas bancárias no processo. No outono de 2011, a Reserva começou outra rodada de aquisições, numa tentativa de melhorar o crescimento econômico, que obteve menor sucesso. O efeito combinado dessas ações foi que a base monetária quase triplicou de tamanho.

Os austríacos, e também muitos economistas de tendência direitista, tinham certeza do que aconteceria como resultado: Haveria uma inflação devastadora. Um comentador austríaco popular que tem aconselhado Paul, Peter Schiff, até mesmo o advertiu (no programa de televisão de Glenn Beck) sobre a possibilidade de uma hiperinflação no futuro próximo, semelhante à do Zimbábue.

Então, aqui estamos, três anos depois. Como estamos indo? A inflação tem flutuado, mas, no final do dia, os preços para os consumidores subiram apenas 4.5%, significando uma taxa de inflação anual de apenas 1.5%. Quem poderia prever que imprimir tanto dinheiro causaria uma inflação tão pequena? Bem, eu poderia. E previ. E muitos outros também, que compreendiam a economia Keynesiana que Paul tanto maldiz. Mas os apoiadores de Paul continuam a alegar que, de algum modo, ele estava certo sobre tudo isso.

No entanto, enquanto os proponentes originais da doutrina jamais admitirão que estão errados – a minha experiência é que ninguém no mundo político jamais admite estar errado sobre qualquer coisa que seja – poderia-se pensar que estar tão completamente equivocado sobre algo tão central em seu sistema de crenças faria com que os austríacos perdessem popularidade, mesmo dentro do Partido Republicano. Afinal, tanto hoje quanto nos anos Bush, muitos republicanos eram a favor de se imprimir dinheiro quando a economia afundasse. “Uma política monetária agressiva pode reduzir a profundidade de uma recessão”, declarou o Relatório Econômico do Presidente de 2004.

Porém, o que aconteceu, em vez disso, é que a doutrina da moeda forte e a paranoia sobre a inflação tomaram conta do partido, por mais que a inflação prevista continue fracassando ao tentar se concretizar. Por exemplo, em fevereiro, o representante Paul Ryan, inexplicavelmente visto como o profundo pensador do partido sobre questões econômicas, continuou repetindo para Bernanke o quão terrível seria “aviltar” a moeda e apontando para uma alta no preço de commodities no fim de 2010 e começo de 2011 como prova de que a inflação estava finalmente a caminho. Os preços de commodities têm despencado desde então, mas não há sinal de que Ryan ou qualquer outro deles ande repensando suas posições.

Agora permanece ainda muito improvável que Ron Paul se torne presidente. Mas, como eu disse, sua doutrina econômica tem, com efeito, se tornado a linha oficial do Partido Republicano, apesar de ter sido provada ser completamente equivocada. E o que acontecerá se a doutrina acabar de fato sendo posta em ação? Grande Depressão, aí vamos nós.


Tradução: Adriano Scandolara

Fonte: Gazeta do Povo, enviado pelo amigo Tony

domingo, 18 de dezembro de 2011

VIAGEM - FÉRIAS - 2

Continuando a viagem...

Passamos pela Serra do Rio do Rastro, uma maravilhosa estrada com uma paisagem de tirar o fôlego, com muitas curvas lindíssima, após fomos para os campos de cima da serra no Rio Grande do Sul, paramos em uma pousada perto de Cambará do Sul no Aparados da Serra, um lugar espetacular, uma vida simples no campo com muito mato,cachoeiras, cascatas e piscinas naturais.

Pousada nos Campos de Cima da Serra

Dois caninos moradores da pousada que fiz amizade, Barão e Panda

Passeando pelas trilhas encontrei um bicho muito estranho, meus donos disseram que se chama "TATU", parecia um cão dinossauro, hehehehehe.
Bom pessoal! Por enquanto é isso, agora vamos para Porto Alegre.

Um abraço a todos, em breve mando mais notícias.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VIAGEM - FÉRIAS

Pessoal, estou em viagem de férias com meus donos, logo estarei de volta e retornarei com novos posts.

A viagem está ótima, passamos na Maria e fui recebido como um príncipe, adorei Terra Âncora e todos que lá moram, estou a caminho dos Pampas Gaúcho.

Volto em breve! Me aguardem!

Abraços a todos.

Fotos da viagem

No carro com meus donos

Zazá - Minha primeira amiga canina em Terra Âncora


No hotel em termas do Gravatal - Santa Catarina

Descansando depois da viagem



Burgos (Cãogrino)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

China se une a Rússia, e ordena ao exército para se preparar para a Terceira Guerra Mundial



Um Boletim preocupante do Ministério da Defesa da Rússia chegou ao Primeiro Ministro Vladimir Putin e ao Presidente Dmitry Medvedev no dia 8 assinalando que o Presidente da China Hu Jintao está "convencido em princípio" que a única forma de deter a agressão do Ocidente encabeçado pelos EUA é por meio de "Ação Militar Direta e Imediata" e que o Líder Chinês tem ordenado suas Forças Navais "preparar-se para a guerra".

O chamado de Hu Jintao para a guerra se une ao do Contra-Almirante chinês proeminente porta-voz militar Zhang Zhaozhong que, igualmente, advertiu a semana passada que "a China não hesitará em proteger o Irã mesmo que isso requeira uma Terceira Guerra Mundial", e o General russo Nikolai Makarov que fatídicamente declarou a semana passada "Não descarto que conflitos armados locais e regionais desemboquem em uma guerra de grande escala, incluindo o uso de armas nucleares".

Crescentes tensões globais entre Oriente e Ocidente explodiu na quinzena passada, quando o Embaixador Russo Vladimir Titorenko e dois de seus assistentes que regressavam da Síria foram brutalmente atacados e enviados ao hospital pelas forças de segurança do Qatar auxiliados por agentes da CIA e M16 Britânico que tentavam obter acesso as maletas diplomáticas que continham informações da inteligência Síria de que os EUA estavam inundando a Síria e o Irã com mercenários do al Qaeda com respaldo Estaduniense que derrubou o governo da Líbia.

Diz o boletim que há mais evidências nessas maletas diplomáticas, revela que os EUA está preparando uma "solução final" para a crise no Oriente Médio, para explodir uma guerra nuclear com a Síria, atacando mortalmente com agentes biológicos com a intenção de matar dezenas de milhões de cidadãos inocentes.

A descoberta do
agente biológico utilizado pelo Ocidente foi revelado há duas semanas pelo holandes virologista Ron Fouchier do Erasmus Medical Center, na Holanda, que lidera um grupo de cientistas que
descobriu cerca de cinco mutações do vírus da gripe aviária sãosuficientes para dispersar muito mais facilmente e fazer o assassino mais mortal que a humanidade jamais inventou.

Diz o boletim também que,
s
e os EUA iniciar um ataque usando o vírus mortal, o método mais provável de dispersão seria através do seu RQ-170 Dron Sentinela, que é operado pela CIA.

As aterradoras suposições de futuras ações dos EUA contra seus inimigos foram revelados neste boletim de notícias com base na análise feita pelos analistas da inteligência russa do avião Dron Sentinela UAV RQ-170 que foi abatido sobre o território iraniano na semana passada com o sistema eletrônico de bloqueio e inteligência com base em terra de Avtobaza, usado contra veículos aéreos não tripulados com danos mínimos e demonstrou estar equipado com um sistema sofisticado de dispersão de aerossóis.


É importante destacar que o primeiro uso que deram as potências ocidentais a um vírus da gripe mortal para destruir seus inimigos e pertubar a ordem mundial estabelecida foi a menos de um século em 1918, quando uma variante da gripe espanhola foi desencadeada no final da primeira Guerra Mundial e matou aproximadamente 50 milhões de pessoas que representavam 3% da população mundial.

Registros da KGB sobre a pandemia da gripe espanhola sempre disseram que este vírus mortal foi "bio-engenharia" dos cientistas U. S. do exército dos EUA que usou como "cobaias" os soldados americanos que foram as primeiras vítimas
registradas e
que estavam estacionados em Fort Riley, Kansas.


Para entender melhor as razões por trás para impulso dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais para a Guerra Mundial Total, o mais proeminente jornalista investigativo americano Greg Hunter, cujo chocante relatório intitulado "O mundo está saindo do controle?", recentemente revelou em detalhes todo o edifício do sistema econômico ocidental está desmoronando sob o peso da dívida que ninguém pode pagar de US$ 100 trilhões de dólares , avisou: "Nunca na história o mundo esteve tão perto do total caos financeiro e de uma guerra nuclear, ao mesmo tempo "

Infelizmente, mas como sempre, o povo americano não está se permitindo conhecer o terrível futuro que seus líderes estão planejando para eles, a situação se agravou na semana passada quando o Senado aprovou uma nova lei pelo voto de 93-7 que lhe dá o controle total de sua nação as Forças Militares.

Como observado em nosso relatório, vale a pena mencionar as palavras de um dos pais fundadores, Thomas Jefferson, que alertou os seus concidadãos mais de 200 anos atrás, sobre o que está acontecendo hoje para dizer:

"Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que inimigos. Se o povo americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, depois pela deflação, os bancos e corporações que crescem ao redor da cidade irá remover todas as suas propriedades até que os seus filhos acordem sem casa no continente que os seus pais conquistaram. "



Fonte:http://lahoradedespertar

EUA abrem "embaixada virtual" para conseguir entrar no Irã


Os Estados Unidos abriram nesta terça-feira uma "embaixada virtual" na internet para se aproximar dos iranianos apesar da ausência de relações oficiais, em uma tentativa de romper a "cortina eletrônica" imposta pelo regime islâmico.

As autoridades iranianas já expressaram sua ira por essa iniciativa, acusando os Estados Unidos de pretender interferir no país depois que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou o projeto em outubro passado.

A "embaixada virtual", que ficou online nesta terça-feira no endereço http://iran.usembassy.gov, fornece comunicados emitidos pelo governo americano em inglês e em persa, informação sobre vistos, notícias dos Estados Unidos e links para compartilhar pontos de vista.

Em uma mensagem de boas-vindas no site, Hillary expressa sua esperança de que a plataforma seja um veículo de comunicação entre iranianos e americanos "de forma aberta e sem temores".

"Pelo fato de os Estados Unidos e Irã não terem relações diplomáticas, perdemos algumas oportunidades importantes para dialogar com vocês, os cidadãos do Irã", afirmou em uma mensagem de vídeo. "Mas hoje podemos usar as novas tecnologias para diminuir essa brecha e promover uma maior compreensão entre nossos países, e entre os povos dos países, que é o motivo pelo qual criamos esta embaixada virtual", disse Hillary.


Fonte: DefesaNet


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Chávez brinca com anúncio em que ele "beija" Obama

Quase um mês após o lançamento da polêmica campanha da marca Benneton, que mostra líderes políticos e religiosos se beijando, o venezuelano Hugo Chávez descobriu ter "beijado" o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - na montagem, claro. Embora a propaganda tenha desagradado o Vaticano e a Casa Branca, ela recebeu comentários bem humorados do presidente da Venezuela na última terça-feira (6).


A imagem foi apresentada para Chávez por jornalistas. Antes de ver ele ironizou: "E como Obama aparece? Com os olhos fechados, parece inspirado?". Repórteres e ministros que estavam no local riram.
"Oh, é só um selinho", brincou Chávez, arrancando mais risadas. A estratégia da campanha publicitária e o dono da ideia foram elogiados pelo presidente. "Eu daria um reconhecimento ao idealizador, acho que é uma boa brincadeira", disse. "De verdade, não me importo. São coisas desse mundo, eu acho que é uma estratégia propagandista", acrescentou o governante.

A Benetton afirmou que criou a campanha mundial Unhate com o objetivo de se opor à cultura do ódio e alertar a população global em relação à proximidade entre os povos, crenças, culturas e a compreensão pacífica das razões dos outros.

O tema central é o beijo - o símbolo mais reconhecido do amor - entre líderes políticos e religiosos do mundo. Nas propagandas, se beijam personalidades como Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao; o Papa Bento XVI e Ahmed Mohamed el-Tayeb, imã da mesquita de AL-Azhar no Cairo (o mais importante centro de estudos islâmico sunita do mundo); o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu.


Fonte: vermelho .org

Já que não dá para promover o amor universal, a Benetton apresenta em sua nova campanha um protesto contra a “cultura do ódio”.

A “Unhate” mostra diversos líderes mundiais se beijando. Barack Obama já manda logo duas beijocas, com Hugo Chávez e o líder chinês Hu Jintao, mas tem também o presidente da Autoridade Nacional Palestina, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Nicolas Sarkozy, o papa Bento 16, entre outros.







Fonte: brainstorm9

Bashar al-Assad nega culpa na violência sobre sírios


Bashar al-Assad negou esta quarta-feira as alegações dos últimos meses que o acusam de ser o responsável – enquanto presidente do país e comandante supremo das forças armadas – pela violência contra manifestantes anti-governo que, desde Março, exigem o afastamento do presidente autocrático do poder.

Assad insistiu ainda que a maior parte das pessoas que morreram nos conflitos terão sido membros do exército e apoiantes do regime, e não o contrário.

A rejeição da culpa ficou clara na entrevista que o presidente deu à jornalista Barbara Walters do canal televisivo norte-americano ABC News – a primeira dada a um meio de comunicação americano desde o início dos protestos.

Na mesma entrevista, Assad adiantou que, ao contrário do que começava a ser avançado, não tencionava demitir-se e ainda desvalorizou as pesadas sanções impostas à Síria pelos seus antigos aliados árabes e pelo mundo ocidental.

O chefe de estado sírio mostrou-se bastante desafiador na entrevista que teve lugar em Damasco, onde a jornalista americana o confrontou com provas de que civis estavam a ser mortos e torturados pelas autoridades sírias, incluindo crianças – como foi detalhado num relatório da ONU.

Quando confrontado com o caso específico do corpo de um rapaz de 13 anos que apareceu queimado e castrado depois de ter sido detido pelas autoridades, imagens que invadiram a internet e inflamaram a opinião pública, Assad defendeu a ideia de que as atrocidades que pudessem estar a ser cometidas eram obra de grupos terroristas e não das tropas do regime.

Conduta das forças armadas

A admitir que alguns oficiais do exército possam ter «ido longe de mais», o presidente sírio disse que já estava «a punir os responsáveis», reforçando a ideia de que «qualquer acção violenta terá sido um acto individual», e, como tal, uma instituição como o exército não poderá ser culpabilizada.

«Mas o presidente tem de autorizar essas acções», contrapôs a jornalista, ao que Assad respondeu que as forças armadas sírias não «matavam» o seu povo. «Nenhum governo no mundo mata os seus cidadãos, a não ser que seja liderado por um louco», reforçou Assad.

Sendo ou não governado por um louco, a verdade é que a onda de protestos pró-democracia já fez mais de 4 mil mortos nos últimos nove meses – segundo dados das Nações Unidas – e já recebeu a designação de guerra civil. A ONU avançou mesmo com descrições pormenorizadas de 'crimes contra a humanidade' que incluem torturas a homens, mulheres e crianças.

Quando confrontado com estes dados, Assad limitou-se a terminar a entrevista com uma questão aberta:

«Quem disse que a ONU é uma instituição credível?»


Fonte: sol.sapo

"Brasil atrapalha a luta por democracia na Síria", diz opositor

Para líder que se reuniu com Hillary esta semana, Brasília "está desinformada" sobre a violência em seu país.

GENEBRA - A diplomacia brasileira está "desinformada" sobre a repressão na Síria e cria "sérios obstáculos" ao insistir na necessidade de manter um canal de diálogo com o presidente da Síria, Bashar Assad, diz Burhan Ghalioun, presidente do Conselho Nacional de Transição da Síria - grupo que tenta reunir a oposição ao regime e começa a ser considerado o principal interlocutor de governos como o dos EUA ou da França.

Nesta semana, Ghalioun esteve reunido com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em um encontro em Genebra. Acadêmico da Sorbonne, ele falou com exclusividade ao Estado após esse primeiro contato com Hillary e disse que a única solução que a oposição aceitaria seria agora a saída de Assad do poder. "Não aceitaremos nada menos que isso", declarou. Ghalioun ainda defendeu a decisão de armar a oposição e apontou para uma "longa guerra civil" que só teria fim quando Assad deixar o país. A seguir, trechos da entrevista.

Estado: O que sr. espera do apoio americano na luta contra Assad?
Burhan Ghalioun: Nos encontros que tivemos com Hillary nesta semana, trabalhamos principalmente a transição para democracia. Estamos mostrando o cenário desastroso que vive a Síria por causa da política sanguinária de Assad. Os americanos nos entendem. Apresentamos nossos pedidos para ativar a diplomacia e garantir a proteção da população, alvo da repressão.

Estado: O governo americano é a principal aposta hoje da oposição síria para conseguir mobilizar a comunidade internacional?
Burhan Ghalioun: Não. Os países árabes hoje lideram os esforços. Foram eles que abriram o caminho para que pudéssemos ser ouvidos. A realidade é que a comunidade internacional deve ser posta diante de suas responsabilidades. O que o povo sírio enfrenta é uma tragédia e o mundo deve reagir.

Estado: Qual é o principal obstáculo nessa mobilização internacional contra Assad?
Burhan Ghalioun: Acho que a chave está no Conselho de Segurança e na resistência de China, Rússia e outros. De outro lado, temos o apoio dos governos dos EUA, da Europa e de países árabes. Pouco a pouco, o Conselho Nacional Sírio começa a ganhar reconhecimento político, além da legitimidade da causa síria pela liberdade.

Estado: O sr. inclui o Brasil entre os que apoiam ou criam obstáculos?
Burhan Ghalioun: Por enquanto está criando sérios obstáculos. Acho que nós da oposição não fizemos o suficiente para informar a diplomacia brasileira sobre o que está ocorrendo na Síria. Sentimos que estão desinformados. A situação se deteriora e vamos buscar uma aproximação com o Brasil para explicar o que está ocorrendo e mostrar os crimes diários cometidos por Assad.

Estado: O Brasil insiste que uma porta ainda deve ser deixada aberta para dar espaço ao diálogo com Assad. Ainda há como dialogar com Assad?
Burhan Ghalioun: De nenhuma forma. Os brasileiros estão atrasados e ficando para trás. Hoje, nenhum país pede um diálogo entre a oposição e Assad. O presidente é considerado um assassino pela maioria do povo sírio e toda a negociação para a transição rumo a uma democracia deve passar pela saída de Assad do poder. Mesmo a Liga Árabe defende isso.

Estado: A ONU já considera a situação na Síria uma guerra civil, enquanto o governo russo acusa a oposição de estar sendo armada por forças estrangeiras. A luta armada é a nova etapa da resistência?
Burhan Ghalioun: Se o regime se perpetuar e continuar a ter a possibilidade de matar e reprimir a população, entraremos em uma longa e horrível guerra civil. Mas isso só pode ser parado agora com a saída de Assad do poder e a transformação do sistema político num sistema democrático. A guerra civil é uma criação e um produto do atual regime, e não algo espontâneo. Mas, para ser freada, só há agora uma solução, sua renúncia.

Estado: Para vocês, então, só a saída de Assad seria a solução?
Burhan Ghalioun: Não aceitaremos nada menos que isso.

Estado: Na Tunísia e Egito, grupos islamistas venceram as primeiras eleições. O sr. não teme que isso ocorra também na Síria e, em razão dessa perspectiva, Europa e americanos hesitam em apoiar mais sua causa?
Burhan Ghalioun: Temos movimentos islamistas, mas muitos trabalham no Conselho Nacional. Todos aceitaram o nosso projeto de sociedade democrática, secular e moderno. Esses grupos falam da importância da união nacional. Não podemos comparar o Egito à Síria. Somos mais seculares, com valores diferentes. Não acredito no risco de deriva islâmica radical na Síria.

Estado: Há acusações de que seu Conselho Nacional não reúne de fato toda a oposição nem está de fato unido. Como o sr. reage a esses comentários?
Burhan Ghalioun: Em nenhum país a oposição é unificada. Não podemos pensar numa oposição que esquece suas diferentes posições. Mas o que temos de fazer é unificar o programa da oposição para poder lutar juntos contra o regime e construir um Estado secular e democrático. Há uma semana estamos discutindo detalhadamente o projeto e, em alguns dias, o apresentaremos oficialmente à Liga Árabe.


Fonte: DefesaNet


Clima tenso entre Moscou e Ocidentais após eleições russas - Rússia acusa EUA


O primeiro-ministro russo Vladimir Putin declarou nesta quinta-feira que a oposição tem o direito de expressar suas opiniões, inclusive com manifestações, mas acusou o governo dos Estados Unidos de estimular os protestos e advertiu que não tolerará excessos fora da legalidade.

Em seu primeiro comentário em público sobre as manifestações quase diárias de protesto contra as eleições de domingo, por suposta fraude e imparcialidade, Putin disse que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, "deu o sinal" para os opositores do governo. "Ela deu o tom para alguns ativistas da oposição, deu o sinal a eles, eles ouviram esse sinal e iniciaram sua atividade", disse Putin.

Os Estados Unidos expressaram séria preocupação sobre o modo como se deu a eleição russa, que Hillary insinuou não ter sido livre nem justa.

O premiê russo afirmou que alguns dos manifestantes que vêm protestando diariamente contra fraude na eleição têm motivações políticas egoístas e que a maioria dos russos não quer uma reviravolta política. "Nós somos todos adultos e entendemos que alguns dos organizadores agem em consonância com um cenário bem-conhecido e seguindo os próprios interesses políticos mercenários, afirmou."

"Se as pessoas atuam dentro do respeito à lei, devemos conceder o direito de que expressem sua opinião", disse Putin. "Se alguém viola a lei, então as forças de segurança e o governo devem exigir o respeito da lei com todos os meios legítimos", completou.

Por outro lado, Putin se absteve de avaliar em profundidade o resultado das eleições parlamentares, que deram a vitória ao partido governista Rússia Unida (RU) e provocaram protestos maciços no país.

Putin fez as declarações ao abrir uma reunião da Frente Popular, movimento político criado pelo próprio chefe de governo russo para diluir a queda de popularidade da RU.

Anteriormente, o presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou que o pleito legislativo foi justo. "Posso expressar minha percepção: a Rússia Unida obteve exatamente o que tem, nem mais, nem menos, e neste sentido as eleições foram limpas, justas e democráticas", ressaltou o chefe do Kremlin logo após anunciar os resultados da votação.

Enquanto isso, ao redor de 25 mil usuários da rede social Facebook confirmaram a participação no sábado em uma grande manifestação na Praça da Revolução, próximo ao Kremlin, para protestar contra a suposta fraude eleitoral governista.


Fonte: DefesaNet


Londres protesta por abordagem argentina a barcos nas Malvinas


A Grã-Bretanha apresentou um protesto contra a Argentina pela interceptação de barcos pesqueiros em águas disputadas nos arredores das ilhas Malvinas, cenário de uma guerra entre os dois países em 1982. No ano passado, o governo argentino aprovou um decreto exigindo que embarcações fazendo percursos entre as ilhas Malvinas, Geórgias do Sul e Sandwich do Sul - todas elas possessões britânicas - deveriam solicitar uma autorização para atravessar as "águas territoriais" argentinas.

O governo das Malvinas (que os britânicos chamam de Falklands) emite licenças para barcos que desejem pescar numa distância de até 200 milhas das ilhas. Mike Summers, membro da assembleia legislativa das ilhas, disse que "em várias ocasiões nos últimos meses a guarda costeira e a Marinha argentinas desafiaram barcos que viajavam entre as ilhas Falklands e o porto de Montevidéu, no Uruguai".

"Eles abordam os barcos e pedem informações como o número do passaporte do capitão, possivelmente tentando alertá-los a sair", afirmou o parlamentar, acrescentando que isso não causa transtornos comerciais. Em nota, a chancelaria britânica declarou: "O Reino Unido já protestou contra a Argentina ... Consideramos que eles não estão cumprindo o direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar".

Em 1982, os dois países travaram uma guerra de dez semanas, depois que o regime militar argentino tentou tomar posse das ilhas. Apesar da vitória britânica, Buenos Aires continua insistindo que "as Malvinas são argentinas".


Fonte: DefesaNet


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Um diplomata europeu, pedindo anonimato disse essa semana:

“Enquanto o resto de nós trabalha para pressionar o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e parar de apoiar o terrorismo, o governo da Argentina tem considerado avançar na direção contrária”.

Vários diplomatas europeus observaram que Cristina é aliada de líderes esquerdistas sul-americanos como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que mantêm estreitas relações com o Irã.

Ver mais em: http://burgos4patas.blogspot.com/2011/12/aproximacao-entre-argentina-e-ira.html

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Em 1975 uma comissão parlamentar britânica visitava as ilhas Malvinas para levantar os meios necessários para retirar o arquipélago da estagnação econômica. O deputado e geólogo Colin Phipps fazia parte deste grupo levando em sua bagagem os estudos da Universidade de Birminghan a respeito do potencial petrolífero da área.

Phipps retornou a Londres convencido da existência de petróleo nas Malvinas e redigindo imediatamente um relatório encaminhado ao Ministério das Relações exteriores, informando a existência de um gigantesco campo. A respeito desta descoberta o pesquisador argentino Federico Bernal, em seu livro “Petróleo, Estado y Soberania”, destaca uma notícia do ‘Daily Telegraph’ de 1977 na qual o jornal londrino anunciava a existência de petróleo no nas Malvinas em quantidade superior à encontrada no Mar do Norte.

Curiosamente nestes nossos tempos de revelações do WikiLeaks o ‘Daily Telegraph’ apontava, 33 anos atrás, como fonte da informação um relatório da CIA – assim não será surpresa o surgimento, dentre os documentos em poder da ONG, a existência de telegramas tratando do assunto petróleo das Ilhas Malvinas revelando a face econômica do interesse inglês na região.

O controle imperialista do arquipélago inicia-se em 1833, reivindicando a Argentina, desde então, a retomada de seu controle e estabelecendo negociações diplomáticas que arrastaram-se durante anos – apresentando o seu momento mais dramático em 1982, quando os dois países entraram em guerra. Terminado o conflito armado os ingleses trataram de impor a sua vontade, buscando isolar a Argentina das Malvinas e impedindo o acesso ao potencial petrolífero – ampliando a faixa de exclusão de 200 para 350 milhas.

Em 1996, Colin Phipps retorna às Malvinas, desta vez comandando a sua própria empresa petrolífera, a Desire Petroleum, e participando da primeira licitação ao associar-se, dentre outros grupos, à Shell. No último dia 3 dezembro a empresa do ex-deputado inglês – que segundo jornais de seu país participou da reunião do gabinete de Margareth Thatcher quando foi declarada guerra à Argentina – experimentou um aumento fantástico no valor de suas ações quando Stephen Phipps – filho de Colin Phipps e atual presidente da Desire – anunciou a “descoberta” de um gigantesco campo de petróleo nas Ilhas Malvinas.

Moral da estória: A indústria do petróleo é constituída por oligopólios cuja prática consiste em controlar áreas com potencial petrolífero aguardando o momento adequado para sua exploração e obedecendo a política de segurança energética de seus países de origem.

O Brasil também experimentou – ou experimenta? – situações semelhantes e, desde as denúncias de Monteiro Lobato, a campanha do ‘Petróleo é Nosso’, instituição e quebra do monopólio, esta prática é evidente.

Fonte: consciencia.net

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Como podemos observar, agora estão se virando para a América do Sul!!!

Plantando mentiras e acusando vários países, para depois justificar intervenções "humanitárias".

Qual será o motivo???




Acusações de Israel buscam justificar agressão, diz Chávez


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta terça-feira que as acusações de terrorismo de Israel contra Caracas buscam justificar uma agressão, e afirmou que informações como essas fazem parte do que ele chamou de conspiração contra seu país e o Irã. "Tudo isso faz parte das tentativas de colocar a Venezuela na lista dos países chamados fugitivos por eles para depois justificar qualquer agressão contra nós", indicou Chávez em entrevista coletiva à imprensa internacional.

O presidente respondeu assim ao ser perguntado por recentes declarações do vice-primeiro-ministro israelense, Moshe Yaalon, que afirmou à Agência Efe em Montevidéu que o Irã está criando, com a conivência da Venezuela, uma "infraestrutura terrorista" na América Latina para atentar contra os Estados Unidos, Israel e seus aliados. Chávez disse que desconhecia essas declarações, mas lembrou que várias vezes houve acusações de fora do país sobre supostas células terroristas na Venezuela.

"Foi dito que a rota aérea que temos entre Caracas, Damasco e Teerã é para trazer e levar terroristas, urânio enriquecido, não sei quantas loucuras", afirmou o líder venezuelano. Segundo ele, até na Colômbia houve quem dissesse que, debaixo de um galpão de bicicletas na Venezuela, estavam sendo fabricadas bombas atômicas. "Daí surgiu o nome das bicicletas atômicas".

Ele afirmou que essas acusações fazem parte das conspirações contra o Irã e a Venezuela. Israel e Venezuela não têm relações diplomáticas desde janeiro de 2009, quando Caracas anunciou a ruptura diante do que chamou de "gravidade das atrocidades contra o povo palestino" pela ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza, quando mais de 1,4 mil palestinos morreram, em sua maioria civis.



Fonte: DefesaNet

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aproximação entre Argentina e Irã preocupa os EUA



A Argentina está discretamente se aproximando do Irã, o que preocupa os EUA e seus aliados, envolvidos num esforço para isolar o governo iraniano por causa do seu programa nuclear, disseram à Reuters diplomatas na ONU.

As relações da Argentina com o Irã estavam praticamente congeladas desde 2007, quando o país conseguiu que a Interpol (a polícia internacional) emitisse mandados de prisão de cinco iranianos e um libanês acusados de participação num atentado que matou 85 pessoas, em 1994, num centro judaico de Buenos Aires.

O Irã negou envolvimento no incidente, mas em julho se ofereceu para conversar com o governo argentino e “lançar luz” sobre o caso.

Dois anos antes do atentado a bomba na entidade judaica Amia, um grupo chamado Organização da Jihad Islâmica, supostamente ligado ao Irã e ao grupo xiita libanês Hezbollah, assumiu a autoria de um ataque que deixou 29 mortos na embaixada de Israel em Buenos Aires.

Durante mais de uma década, a Argentina pareceu ter pouco empenho na investigação. Isso mudou em 2003, quando Néstor Kirchner tomou posse como presidente e prometeu reabrir os processos, qualificando a negligência dos anos anteriores como uma “desgraça nacional”.

Anos depois, o ex-presidente iraniano Ali Rafsanjani estaria na lista de pessoas indiciadas por promotores argentinos e procuradas pela Interpol.

MUDANÇA DE DIREÇÃO

Mas agora há sinais de uma reaproximação. As exportações argentinas para o Irã, que haviam despencado durante o afastamento, cresceram 70% no ano passado, chegando a US$ 1,5 bilhão. O Irã é o maior comprador do trigo argentino, cultivo essencial para a economia do país sul-americano, que luta para aumentar seu superavit comercial.

“Enquanto o resto de nós trabalha para pressionar o Irã a acabar com seu programa de armas nucleares e parar de apoiar o terrorismo, o governo da Argentina tem considerado avançar na direção contrária”, disse um diplomata europeu, pedindo anonimato.

Em público, a posição argentina parece ter mudado pouco. Em maio, o procurador Alberto Nisman, chefe de uma unidade especial dedicada exclusivamente à investigação do atentado de 1994, conseguiu a renovação dos mandados de prisão da Interpol.

No mês passado, a Argentina votou com a maioria dos países participantes do comitê de direitos humanos da Assembleia Geral da ONU numa resolução que condenava a situação dos direitos humanos no Irã.

Por outro lado, a presidente Cristina Kirchner disse em setembro na Assembleia Geral que seu país está disposto a dialogar com o Irã, desde que a República Islâmica cumpra sua promessa de colaborar nas investigações do atentado. “Essa é uma oferta de diálogo que a Argentina não pode e não deve rejeitar”, disse a presidente em seu discurso.

Diplomatas ocidentais disseram que o embaixador argentino na ONU, Jorge Arguello, causou perplexidade entre seus colegas ao permanecer sentado durante o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na Assembleia Geral.

Ahmadinejad é conhecido por fazer ataques a Israel, Europa e Estados Unidos nos seus discursos. Em anos anteriores, o representante argentino boicotou o discurso, a exemplo de diplomatas de outros países ocidentais.

MOTIVAÇÕES

O Irã tem todas as razões para querer se reaproximar da Argentina. Enfrentando sanções e um crescente isolamento devido ao seu programa nuclear, o país tem poucos aliados. A Argentina é um dos 35 países que compõem a direção da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão da ONU), onde o programa nuclear iraniano é exaustivamente discutido.

Diplomatas dizem que a motivação argentina é menos clara. Alguns afirmam que, além de ampliar o comércio, os argentinos querem adotar uma política externa mais afinada com a do Brasil, que enfatiza as relações com nações não alinhadas.

“Em geral, vemos um terceiro mundismo na política externa da Argentina afirmando a independência em relação às grandes potências, e buscando novas relações com países como o Irã”, disse uma autoridade israelense à Reuters, em Jerusalém.

Vários diplomatas europeus observaram que Cristina é aliada de líderes esquerdistas sul-americanos como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que mantêm estreitas relações com o Irã.

A chancelaria argentina não respondeu aos pedidos da Reuters para comentar o assunto.


Fonte: Plano Brasil

Será que a Colombia receberá a "Ajuda Humanitária" da OTAN???




Colombianos tomam as ruas pelo fim da violência das Farc



Colombianos de dezenas de cidades no mundo marcharam pela libertação dos civis sequestrados; presidente também aderiu ao protesto

Foto: AP Ampliar

Mulher segura camiseta contra as Farc durante marcha contra os sequestros na cidade de Cali, Colômbia

Indignados com a execução de quatro reféns pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc), os colombianos tomaram nesta terça-feira as ruas de várias cidades do país e do mundo para pedir liberdade aos 11 civis sequestrados e exigir o fim da violência praticada pelos grupos armados ilegais.

Conforme o cofundador da Organização Colombia Soy Yo, Carlos Andrés Santiago, espera-se que a manifestação incentive dez milhões de colombianos a participar do movimento. “Além dos pontos oficiais de concentração nas principais cidades, chamamos os cidadãos de todos os municípios para que saiam às praças, que se concentrem nas ruas”, disse.

Colombianos preparam marcha contra as Farc

O representante da organização explicou que a iniciativa se consolidou “no dia em que as Farc assassinaram de maneira covarde quatro membros da polícia e foram seus familiares que se mobilizaram para organizar essas passeatas”.

Para Santiago, “a sociedade colombiana não pode deixar de cobrar os atos das Farc” do dia 26 de novembro, quando os policiais Edgar Yesid Duarte Valero, Elkin Hernández Rivas e Álvaro Moreno, assim como o sargento do Exército José Líbio Martínez, sequestrados a mais de dez anos, foram assassinados por seus sequestradores no meio de uma operação militar.

No site do grupo que organizou o megaprotesto, estão estabelecidos os pontos de encontro das cidades colombianas de Bogotá, Cartagena, Medellín, Barranquilla, Santa Marta, Valledupar, Bucaramanga, Cúcuta, Yopal, Tunja, Villavicencio, Cali, Ibagué, Florença, Pasto, Armenia, Pereira e Manizales.

Além disso, estão convocados os colombianos e demais simpatizantes com a mobilização que residam nas cidades americanas de Washington, Nova York, Miami e Boston, assim como nas capitais do México, Canadá, Panamá, Peru, Argentina, Irlanda e Espanha. “A mensagem dessas organizações está centrada na exigência da liberdade imediata e incondicional de policiais, militares e civis” em poder das Farc, declarou.

‘Há desejo de paz’

O presidente colombiano, Juán Manuel Santos, se juntou aos manifestantes na tarde desta terça-feira. Ele aderiu à passeata do município colombiano de Villeta, onde caminhou junto aos manifestantes para protestar contra o conflito armado de quase meio século vivido pelo país.

“Exigimos já a libertação desses 11 heróis da pátria que continuam sequestrados nas mãos das Farc. Essa (passeata) é uma forma de expressar nosso sentimento no dia de hoje, de dizer: ‘libertem-nos já’, incondicional, como uma demonstração de que realmente há desejo de paz”, disse o presidente.

Em resposta às especulações de que o Estado está interessado em estender essa guerra, Santos disse que nem o governo nem as Forças Armadas têm o desejo de manter esta dinâmica. “Quero dizer que todos unidos, como cidadãos colombianos, estamos comprometidos com a paz neste país. E queremos nos expressar a favor desta paz, contra o sequestro, para que libertem os reféns e possamos nos voltar para o futuro com mais otimismo e esperança”, concluiu o presidente.

O presidente enfrenta uma crescente pressão dos colombianos para dar fim ao conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas nas últimas décadas. Responsável por alguns dos mais duros golpes sofridos pelas Farc ao longo da sua história, incluindo a morte do dirigente Alfonso Cano no mês passado, Santos manifesta a disposição de negociar a paz caso os rebeldes marxistas entreguem suas armas e parem de cometer atentados e sequestros.

As Farc rejeitam a exigência, mas Cano sugeriu, antes de ser morto, que o diálogo era a única solução.

Helicópteros sobrevoaram Bogotá e houve um buzinaço nas ruas, enquanto colombianos vestidos de branco faziam uma passeata até a principal praça da cidade, segurando fotos dos homens assassinados e gritando: “Basta de guerra! Sim à vida, sim à paz.”

“Já toleramos bastante as Farc”, disse o engenheiro Ruben Castano, que tirou um dia de folga para participar do protesto. “Santos, é hora de acabar com isso.”


Fonte: planobrasil.com



Comandante americano visita o Brasil para amenizar polêmica sobre presença militar na região

Chefe do Comando Sul irá discutir acordos de cooperação com oficiais brasileiros

O oficial encarregado do Comando Sul (divisão do Departamento de Defesa dos EUA para operações na América do Sul, Central e Caribe), Douglas Fraser, chegou para uma visita ao Brasil neste domingo (4), em meio a polêmica sobre a reativação da missão marítima dos EUA na região. O comandante vai se reunir até a quinta-feira (8) com militares brasileiros para discutir acordos de cooperação entre os dois países.

Fraser também irá condecorar o general Juniti Saito, comandante da Força Aérea Brasileira, em Brasília, como reconhecimento ao papel do Brasil nos esforços internacionais após o terremoto que devastou o Haiti em 2010. Além disso, o general da Força Aérea americana também vai prestar homenagens, em Natal (RN), aos soldados brasileiros que participaram da 2ª Guerra Mundial. O ato marca o 70º aniversário do ataque japonês a base de Pearl Harbor, no Havaí, incidente que levou os EUA a entrarem no conflito.

A visita de Fraser desperta polêmica por causa da Quarta Frota – comando marítimo americano reativado num momento em que o Brasil se consolida como uma posição de liderança na região.

A frota marítima, desativada desde 1950, foi reacionada a partir de 2008 e gerou inquietação entre os governos sul-americanos. De acordo com o livro Dissenso de Washington, do ex-embaixador brasileiro nos EUA, Rubens Barbosa, o comando (sediado em Miami, no sul dos EUA) é responsável por “alimentar boatos de terrorismo na Tríplice Fronteira [Brasil, Argentina e Paraguai]” e “treinar militares paraguaios propondo cenários em que os ‘brasiguaios’ provocavam a partição do país vizinho”.

Sob o argumento de combater o narcotráfico na região, o Comando Sul já chegou a sugerir a “eliminação de restrições legais” para os soldados americanos na região, diz Barbosa no livro. Brasil e Argentina entraram com representações contra a reativação da Quarta Frota, enquanto o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou utilizar aviões militares para afundar navios que eventualmente invadissem as águas venezuelanas.

Reservas de pré-sal estimulam Brasil a defender suas fronteiras marítimas

Brasil e Estados Unidos têm se estranhado quanto a presença de navios americanos em parte da costa brasileira e do Atlântico Sul desde a descoberta de grandes reservas de petróleo nas regiões de pré-sal no litoral do sudeste. Recentemente, o Brasil conseguiu ampliar suas fronteiras marítimas com o apoio da ONU. O país também comprou cinco novos submarinos franceses, nove fragatas britânicas e, além disso, vem demonstrando interesse em acelerar o desenvolvimento de submarinos com tecnologia nuclear.

Em um discurso ao comando da Marinha em junho, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que esse desenvolvimento, incluindo a aquisição do primeiro submarino do país de propulsão nuclear, representa um importante “instrumento de dissuasão”.

Como parte da Estratégia de Defesa Nacional apresentada em 2008, a Marinha ficou encarregada de desenvolver uma força para proteger as enormes reservas de petróleo do pré-sal, a bacia do Rio Amazonas e seus 7.491 quilômetros de costa. Os campos de petróleo, localizados no sudeste da costa do país podem conter mais de 100 bilhões de barris de petróleo de alta qualidade, de acordo com estimativas oficiais.

No começo de novembro, o almirante Luiz Umberto de Mendonça afirmou que cerca de R$ 208 bilhões seriam necessários em 2030 para financiar o projeto, incluindo a aquisição de 20 submarinos convencionais, seis de energia nuclear e a criação de uma segunda frota que ficará em uma base no Nordeste.

Exceto pelo primeiro submarino nuclear, que deve estar pronto por volta de 2016, todos os demais estão sendo construídos, com transferência de tecnologia francesa, na base naval de Itaguaí e em um estaleiro próximo ao Rio.

O Brasil já tem a tecnologia de enriquecimento de urânio necessária para produzir combustíveis nucleares e quer usá-la para alimentar o submarino. Entretanto, o submarino nuclear de R$ 4,74 bilhões não deve ficar pronto antes de 2025.

No ano passado, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim causou surpresa ao descrever que qualquer presença expandida da Otan (aliança militar do Ocidente) no Atlântico Sul como inapropriada e alguns legisladores expressaram preocupação quando os Estados Unidos decidiram reativar sua Quarta Frota.




Fonte: naval.com.br

Imagem: Google

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A construção da paz passa pelo desmantelamento da Otan




Este final de semana (2 e 3 de dezembro) a cidade de São Paulo sediou o debate sobre quais são, na atualidade, os maiores entraves para a construção de um mundo de paz, onde os direitos e a soberania dos povos sejam respeitados. Representantes de dez países estiveram presentes no evento e puderam debater, sob um ponto de vista pacifista e propositivo, quais as expectativas para a construção de um mundo melhor.

O evento de dois dias abriu um leque de discussões que passou desde a questão das guerras comandadas pela Otan, que estão em curso no Oriente Médio e norte da África, até o desmantelamento da antiga Iugoslávia, intervenções na América Latina e a luta pelo reconhecimento do Estado Palestino.

Otan

A presidente do Conselho Mundial da Paz e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, Cebrapaz, Socorro Gomes, observa que a atual conjuntura internacional, de crise estrutural do capitalismo, revela os bastidores da militarização das potências. “O investimento em armamento aumenta da mesma forma como crescem as agressões baseadas em mentiras, falsas ações democráticas e falsas ações humanitárias que, na verdade, violam o direito à autodeterminação dos povos”. Dessa forma, observa ela, crimes contra a humanidade são apresentados como ações do “bem”.

Socorro esclarece que, é uma situação em que “o terrorista diz combater o terrorismo. O traficante diz combater as drogas. Em nome disso, os EUA fazem várias intervenções, inclusive na América Latina e no Brasil – com as ditaduras do continente das décadas de 1960-1980. O imperialismo segue sua rota com mais de 800 bases militares instaladas em todo o mundo”, aponta.

Nesse sentido, o representante do Fórum de Belgrado por um Mundo de Iguais, Zivadin Jovanovic, denunciou o desmonte da antiga Iugoslávia e o início das intervenções da Otan em todo o mundo. “Em 1999 a Otan realizou uma agressão à Iugoslávia. Foi o início da rede de intervenções desse organismo em todo o mundo, como as agressões e ocupações do Afeganistão, do Iraque, dos países do norte da África, além da constante ameaça de intervenções em outras partes do mundo. Na Iugoslávia, usou-se os direitos humanos para justificar essas ações. Hoje, a maior ameaça aos direitos humanos, à paz, à estabilidade e ao progresso mundial está representada pela Otan. Temos que lutar pelo seu desmantelamento”.

Por sua vez, a representante do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos da Argentina, Mopassol, Rina Bertaccini, defendeu que, “se fosse verdade que a Otan intervém em outro país para defender os direitos humanos, estaríamos em uma contradição impossível, porque a organização teria que intervir no principal violador dos direitos humanos no mundo, que são os Estados Unidos”.

Crise e agressão

A representante do Conselho Português para a Paz e Cooperação, Joana Ferreira, apontou que, na tentativa de impor uma nova ordem mundial, “a Otan, os EUA e as grandes potências mundiais usam o imperialismo como um instrumento de guerra, impondo um sistema que destrói o planeta e desrespeita a soberania dos povos. Com o sistema capitalista em crise, a Otan ameaça a segurança e a paz. Nesse contexto, a União Europeia se soma à Otan nas guerras de agressão e ocupação da Síria e Irã, por exemplo”.

O caso da Grécia foi abordado por Tassos Stravos, do Comitê Grego pela Paz e Distensão Internacional. Ele ressaltou que o país participa de duas organizações imperialistas, a Otan e a União Europeia, que comandam uma ofensiva contra o povo grego com cortes nos gastos com educação, saúde, salários. Dessa forma, ressaltou, “o direito do povo grego é violado dentro de seu próprio território e é obrigado a pagar pela crise do capitalismo”.

Tadaaki Kawata, integrante do Conselho da Paz do Japão, denunciou que em visita à Austrália, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou que a presença militar dos EUA é prioridade na região asiática. Com a 7ª Frota, o país quer reforçar a presença nas Filipinas e na Austrália. “Apesar da crise financeira, os Estados Unidos não vão cortar as despesas na Ásia, em uma tentativa de utilizar o crescimento da região para amenizar a crise que vivem”, pontuou.

Agressões à América Latina e Caribe

A representante do Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos, Mopassol, Rina Bertaccini, ressaltou que na América Latina e no Caribe as intervenções do imperialismo estadunidense não mudaram na essência ao longo dos anos e a presença dos EUA se dá na forma de alianças com o Comando do Sul dos Estados Unidos – organização militar do Departamento de Defesa dos EUA para a América do Sul, Central e Caribe –, além da “penetração nas universidades estatais dos nossos países”.

Mesmo no Brasil há riscos à soberania nacional. O vereador Jamil Mourad (PCdoB) denunciou que, antes da descoberta do pré-sal brasileiro, os Estados Unidos reativaram a 4ª Frota para circular neste mar em um nítido risco à soberania nacional.

Palestina Já

A questão palestina não só foi lembrada, como foi tratado como prioridade o reconhecimento do Estado da Palestina, para o real estabelecimento de um processo de paz no Oriente Médio. O representante do Centro Palestino para a Paz e a Democracia, Akel Taqaz, evidenciou que “o que ocorre hoje na Palestina é um exemplo de violação dos direitos humanos e ameaças à paz mundial com a ocupação, por parte de Israel, de territórios palestinos e a manutenção de palestinos em prisões em Israel”. Ele ressalta que “o mundo entende que o processo de paz deve se dar com o reconhecimento do território palestino dentro das fronteiras de 1967, resolvendo a questão dos refugiados palestinos. Acreditamos que os povos da região precisam de solidariedade e apoio”, concluiu.

Para o representante do Conselho Nacional Palestino e da Associação Europeia de Cooperação com a Palestina, Jehad Suleiman Rashid, o povo está cansado da “impunidade com a qual Israel é tratado e da inoperância europeia, especialmente o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, que deveria ser julgado pelo Tribunal de Haia. Nós sabemos o quão humilhado está Obama, que é incapaz de manifestar seu compromisso político com o povo palestino. Obama se encontra hipotecado, vendido a um sistema falido e perigoso à paz mundial. Há uma corrente nefasta, agressiva, formada pelo governo norte-americano, pelas instituições financeiras, que é a mesma que protege Israel e provoca a guerra em países como Iraque e Afeganistão e que se chama Otan”.

Ele ressaltou também que para os palestinos não restou outra escolha a não ser o clamor à comunidade internacional para o reconhecimento do seu território. “Esse será um novo amanhecer para todo o mundo árabe e os palestinos contribuirão com a paz e os direitos humanos”.

Um mundo de paz

Como forma de resistência e fortalecimento da soberania dos povos da região, diversos palestrantes defenderam a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, Celac, como instrumento de integração e como forma de resistir ao processo de imposição da cultura de dominação dos Estados Unidos.

A argentina Rina Bertaccini ressaltou que os “movimentos de paz têm que abordar formas novas para projetos velhos“ e destacou a importância do evento realizado pelo Cebrapaz, porque “é preciso dar continuidade e incentivar a mobilização de vários setores para ajudar na batalha de ideias”.

“Nesse contexto tão dificil, a humanidade resiste. Estão sendo criadas forças para um futuro melhor. Por isso, somos contra as bases militares, rejeitamos as forças militares e defendemos uma politica externa independente de solidariedade com os povos, e a luta dos povos em defesa de sua soberania, compromissos sem os quais é impossivel construir mundo justo igualitario e de paz”, como observou a portuguesa Joana Ferreira.

A presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, ressaltou a esperança de um mundo melhor: “Vemos crescer uma corrente para a criação de um novo mundo de respeito aos povos. Essa luta exige uma postura ética para se ocontrapor ao imperialismo. (...) Vemos heroicos atos de resistência. Ações de governos anti-imperialistas e o levante dos movimentos sociais que exigem direitos humanos para todos”.


Fonte:Da redação do Vermelho,
Vanessa Silva, com informações de Érika Ceconi



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