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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Secretário da ONU é recebido a pedradas e sapatadas em Gaza


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e seu comboio foram recebidos a pedradas e sapatadas na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira. A recusa do diplomata em se reunir com familiares de presos palestinos e em visitar casas destruídas por bombardeios israelenses irritaram a população, que o acusou de assumir uma postura parcial em relação a Israel.

Cerca de 40 parentes de presos palestinos detidos em Israel se reuniram na Passagem de Erez para protestar contra Ban. Além de pedras e sapatos, manifestantes traziam cartazes com as frases "Ban Ki-moon, muito parcial com Israel" e "Gaza vive na escuridão". A manifestação acabou por ofuscar o motivo central da visita de Ban a Gaza, cujo objetivo era mostrar os problemas humanitários sofridos pelos palestinos no local.

Irritados com a recusa do secretário em se reunir com familiares de presos palestinos, três homens jogaram sapatos no carro do diplomata - um ato de insulto para os árabes. Parentes formaram uma corrente humana em torno do comboio.
" Viemos aqui em uma mensagem simbólica ao senhor Ban Ki-moon. Palestinos de Gaza querem ter o direito de visitar suas crianças e entes queridos em prisões israelenses", disse Jamal Farwana, porta-voz das famílias dos prisioneiros.

Atualmente, 7 mil prisioneiros palestinos estão detidos em Israel. Desde 2006, parentes de presos de Gaza são impedidos de visitar seus entes queridos por causa das restrições impostas por Israel depois que o grupo extremista Hamas assumiu o poder do território árabe.

Em entrevista a repórteres, Ban tentou abafar a manifestação e agradeceu as "boas-vindas calorosas" do povo de Gaza. Durante sua passagem no território palestino, o secretário-geral da ONU não quis se encontrar com o Hamas. Ao invés, ele se reuniu com organizações de ajuda humanitária e direitos humanos.



Fonte: vermelho.org

Um comentário:

Tibiriça disse...

Mais um disparate, isso é coisa que se faça? No mínimo é um insulto à inteligência dos palestinos e pode ser um escárnio de um "marketing" muito mal elaborado.

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