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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Yoani Sánchez: Blogueira ou Mercenária?



Por Altamiro Borges

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.




Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.


A falsa “jornalista independente”


Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.


Num deles, datado de 9 de abril de 2009, o chefe da Sina, Jonathan Farrar, escreveu ao Departamento de Estado: “Pensamos que a jovem geração de dissidentes não tradicionais, como Yoani Sánchez, pode desempenhar papel a longo prazo em Cuba pós-Castro”. Ele ainda aconselha o governo dos EUA a aumentar os subsídios financeiros à blogueira “independente”.


Subsídios e “prêmios” internacionais


Anualmente, o Departamento de Estado destina cerca de 20 milhões de dólares para incentivar a subversão contra o governo cubano. Nos últimos anos, boa parte deste “subsídio” é usada para apoiar “líderes” nas redes sociais. A própria blogueira já confessou que recebe ajuda. “Os Estados Unidos desejam uma mudança em Cuba, é o que eu desejo também”, tentou justificar numa entrevista ao jornalista francês Salim Lamrani.


Neste sentido, não dá para afirmar que Yoani Sánchez padece de enormes dificuldades na ilha – outra mentira difundida pela mídia colonizada. Pelo contrário, ela é uma privilegiada num país com tantas dificuldades econômicas. Além do subsídio do império, a blogueira também recebe fortunas de prêmios internacionais que lhe são concedidos por entidades internacionais declaradamente anticubanas. Nos últimos três anos, ela foi agraciada com US$ 200 mil dólares de instituições do exterior.


O falso prestígio da blogueira


Na maioria, os prêmios são concedidos com a justificativa de que Yoani é uma das blogueiras mais famosas do planeta, com milhões de acesso, e uma “intelectual” de prestígio. Outra bravata divulgada pela mídia colonizada. Uma rápida pesquisa no Alexa, que ranqueia a internet no mundo, confirma que seu blog não é tão influente assim, apesar da sua farta publicidade na mídia e dos enormes recursos técnicos de que dispõe – inclusive com a estranha tradução “voluntária” para 21 idiomas.


Quanto ao título de “intelectual” e principal dissidente de Cuba, a própria Sina realizou pesquisa que desmonta a tese usada para projetar a blogueira. Ela constatou que o opositor mais conhecido na ilha é o sanguinário terrorista Pousada Carriles. Yoani só é citada por 2% dos entrevistados – ela é uma desconhecida, uma falsa líder, abanada com propósitos sinistros.


O “ciberbestiário” de Yoani Sánchez


A “ilustre” blogueira, inclusive, é motivo de chacota pelas besteiras que publica e declara em entrevistas à mídia estrangeira. Vale citar algumas que já compõem o “ciberbestiário” de Yoani Sánchez:


- [Sobre a Lei de Ajuste Cubano, imposta pelos EUA para desestabilizar a economia cubana, ela afirmou que não prejudica o povo] porque nossas relações são fortes. Se joga o beisebol em Cuba como nos Estados Unidos;

- Privatizar, não gosto do termo porque tem uma conotação pejorativa, mas colocar em mãos privadas, sim.

- Não diria que [os chefões da máfia anticubana de Miami, sic] são inimigos da pátria;

- Estas pessoas que são favoráveis às sanções econômicas [dos EUA contra Cuba] não são anticubanas. Penso que defendem Cuba segundo seus próprios critérios;

- [A luta pela libertação dos cinco presos nos Estados Unidos] não é um tema que interessa à população. É propaganda política;

- [A ação terrorista de Posada Carriles contra Cuba] é um tema político que as pessoas não estão interessadas. É uma cortina de fumaça;

- [Mas os EUA já invadiram Cuba, pergunta o jornalista] Quando?;

- O regime [de Fulgencio Batista, que assassinou 20 mil cubanos] era uma ditadura, mas havia liberdade de imprensa plural e aberta;

- Cuba é uma ilha sui generis. Podemos criar um capitalismo sui generis.



Mentiras sobre censura e perseguição


Por último, vale rechaçar a mentira midiática de que Yoani Sánchez é censurada e perseguida em Cuba. Participei no final de novembro de um seminário internacional sobre “mídias alternativas e as redes sociais” em Havana e acessei facilmente o seu blog. Segundo o governo cubano, nunca houve qualquer tipo de bloqueio à página da “jornalista independente”.


Quanto às perseguições sofridas, Yoani Sánchez tem se mostrado uma mentirosa compulsiva e cínica. Em 6 de novembro de 2009, ela afirmou à imprensa internacional que havia sido presa e espancada pela polícia em Havana, “numa tarde de golpes, gritos e insultos”. Em 8 de novembro, ela recebeu jornalistas em sua casa para mostrar as marcas das agressões. “Mas ela não tinha hematomas, marcas ou cicatrizes”, afirmou, surpreso, o correspondente da BBC em Havana, Fernando Ravsberg.


O diário La República, da Espanha, publicou um vídeo com testemunhos dos médicos que atenderam Yoani um dia após a suposta agressão. Os três especialistas disseram que ela não tinha nenhuma marca de violência. Diante dos questionamentos, ela prometeu apresentar fotos e vídeos sobre os ataques. Mas até hoje não apresentou qualquer prova
.




Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com (Blog do Miro)

Fracassa campanha da mídia contra Cuba no Brasil




Fracassa campanha da mídia contra Cuba no Brasil

Iroel Sánchez - Blog La pupila insomne.- Apesar do interesse de alguns meios de comunicação para prejudicar a imagem de Cuba no Brasil, a propósito da visita que Dilma Rousseff a iIlha, importantes personalidades desse país tem desmentido essa campanha e reafirmando seu respeito pela Revolução Cubana.


O diário O Globo publicou declarações realizadas em Davos pelo chanceler brasileiro Antonio Patriota:

“…em Davos, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, deixou claro que não haverá manifestações públicas de crítica aos cubanos neste campo [direitos humanos], e deu uma espetada nos Estados Unidos, quando disse:

“— Não há uma situação que nos pareça de emergência em Cuba. Há outras situações muito preocupantes, incluindo a situação em Guantânamo – disse, referindo-se a prisão em que os EE.UU. mantém prisioneiros suspeitos de terrorismo.

(…)
“Há zonas muito interessantes em que trabalhar em conjunto com Cuba para melhorar a situação dos direitos humanos e a situação das populações vulneraveis, como os haitianos. Graças a ação dos médicos cubanos no Haití, a epidemia de cólera foi controlada.”

Por sua parte, o importante escritor Fernando Morais, durante o Foro Social Mundial em Porto Alegre declaro respeito a promoção que grandes meios de comunicação tem realizado ao redor da blogueira Yoani Sánchez: “Em nome de minhas convicções, não possodo apoiar uma mulher que tem dedicado sua vida a lutar contra a Revolução”

“Sou um defensor da liberdade de expressão. Em primeiro, eu defendo o direito de 11 milhões de cubanos que estão sendo pisoteados pelos estadunidenses “, disse Morais na sexta-feira 27, durante o debate sobre Los últimos soldados de la Guerra Fría – o livro que escreveu sobre a detenção e condenação dos Cinco cubanos presos políticos nos Estados Unidos. “Eu não vou mover um palito para que essa mulher venha ao Brasil”, disse, acrescentando: “Já perdi a inocência dos Estados Unidos. Na política externa, não há a menor diferença entre um democrata ou um republicano. "

Em troca o escritor disse que em Cuba não existe crianças pedindo esmolas nas ruas, tampouco analfabetismo, nem (caso único no hemisfério Sul) desnutrição infantil, e sua taxa de mortalidade infantil é a metade da dos Estados Unidos.

“Tudo isso foi conquistado apesar do bloqueio que dificulta o desenvolvimento de Cuba. O boicote começo nos años 60 e foi reforçado nos anos 90 pelo governo do ex-presidente Bill Clinton, que pertencia ao Partido Democrata, em teoría, mas a esquerda, dentro daquilo que pode ser considerado esquerda nos Estados Unidos”, disse o autor de livros muito populares no Brasil como Olga y añadió que o bloqueio econômico que os EE.UU. impõe a Cuba é muito mais prejudicial do que a gente sonha pensar: “É uma metralhadora apontando para a cabeça da economía cubana”.

Segundo Morais a administração Obama “não mudou absolutamente nada” na política exterior norteamericana, apesar das expectativas criadas. “Eu não creio que tenha nenhuma distinção na relação entre Cuba e os Estados Unidos sob a liderança do atual titular..”, disse. “Recordo um cartaz que foi colocado na entrada de La Habana, quando o Papa João Paulo II foi alí em 1998: Esta noite 200 milhões de crianças vão dormir na rua no mundo. Nenhuma delas é cubana”, lembrou o intelectual brasileiro.

Também um grupo de pessoas tem lançado através da Internet uma petição pública que ja se tem somado 87 empresas rechaçando que a Yoani Sánchez tenha permição de ingresar no Brasil, por “ser declaradamente uma mercenária”, com a alegação de colocar um linkcom a publicação no site Jornal de Brasil da entrevista fizeram do historiador francês Salim Lamrani.



Fonte: cubainformacion


Diplomata denuncia campanha da mídia contra Equador



A representante do Equador na Organização de Estados Americanos (OEA), Maria Isabel Salvador, denunciou nesta segunda-feira (30) a campanha midiática contra seu governo por respaldar as recomendações apresentadas à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Em entrevista telefônica de Washington com o jornal The Telegraph, publicada nesta segunda-feira, a diplomata referiu-se às sugestões aprovadas pelo Conselho Permanente do organismo para que todas as Relatorias recebam igual atenção e financiamento.

No último fim de semana, o presidente Rafael Correa afirmou a incongruência de que a Relatoria sobre liberdade de expressão mereça um relatório à parte do resto, seja financiada por um país que não a reconhece, e inclusive que tenha no comando uma representante estadunidense.

Salvador afirmou que seu governo é acusado sem justificativa de querer destruir essa Relatoria e em nenhum momento se impôs posições com uma tendência específica, mas tem respaldado as recomendações dos chanceleres para o melhor funcionamento deste organismo e o Equador tem proposto as suas próprias.

O relatório foi respaldado por todos os Estados membros, e no tema do financiamento a delegação equatoriana tem ressaltado a necessidade de que a organização funcione com recursos regulares da OEA sobre a base da universalidade, um princípio fundamental dos direitos humanos.

De acordo com a Representante do Equador, os temas tratados buscam que a CIDH se converta em promotora dos direitos humanos na América, e as recomendações não só vão dirigidas à Comissão, mas também aos Estados membros e à Secretaria Geral da organização.

Argumentou que os direitos humanos são universais e independentes, o que não significa que uns sejam mais importantes que outros, pelo qual todas as relatorias merecem ser atendidas da mesma maneira.

Das nove relatorias, sobre os direitos de liberdade de expressão, da mulher, das crianças, dos povos afrodescendentes, várias não funcionam em toda sua capacidade porque não contam com os recursos suficientes, afirmou.

Apontou que a OEA não pode financiar suas operações com seus recursos e vai aceitar contribuições extraordinárias, não só dos países membros, mas de outras fontes fora da organização, sejam ou não governamentais.

No caso da CIDH a situação ainda é mais grave, porque a OEA também não pode financiar e aceita contribuições de instituições dos Estados Unidos e da União Europeia, que não fazem parte do sistema e poderiam impor seus desígnios em troca.



Fonte: Prensa Latina
Imagem: Google (colocada por este blog)

Movimentos querem descolonizar os povos e enfrentar imperialismo


Durante o encerramento do Fórum Social Temático “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental” (FST), neste domingo (29) em Porto Alegre, a Assembleia de Movimentos Sociais lançou uma declaração reafirmando a luta contra todas as causas de uma crise sistêmica que hoje coloca em risco a sobrevivência da humanidade: "A descolonização dos povos oprimidos e o enfrentamento ao imperialismo é o principal desafio dos movimentos sociais dos vários continentes", diz o documento.

A secretária de movimentos sociais, Lúcia Stumpf, ressaltou que a Assembleia foi “mais uma vez o ponto alto do FST, tal como verificado nas últimas edições do Fórum”. A importância do evento se dá pelo fato de unificar a agenda e possibilitar a delimitação de pautas unitárias desses movimentos. Nesse sentido, foi escolhido o dia 5 de junho como Dia da Luta Contra o Capitalismo.

Lúcia ressaltou também que a reunião deu mais condições para os militantes participaram da Rio+20, oferecendo subsídios para que possam intervir na pauta governamental da Cúpula, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro. “Somente com soberania e desenvolvimento social se alcança justiça ambiental”, sentenciou.

Considerado uma preparação para a conferência Rio+20, o FST trouxe a discussão ambiental para o centro dos debates, como pode ser observado no documento, que em tom de denúncia observa: “a tentativa de esverdeamento do capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da ‘economia verde’, é um alerta para que os movimentos sociais reforcem a resistência e assumam o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise”.

Para os movimentos sociais, “o aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo” e reitera: “rejeitamos todas as ‘soluções’ para essas crises, como agrocombustíveis, transgênicos, geoengenharia e mercados de carbono, que são apenas novos disfarces do sistema”.


Acompanhe a íntegra do documento:

Nós, povos de todos os continentes, reunidos na Assembleia de Movimentos Sociais, realizada durante o Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, lutamos contra as causas de uma crise sistêmica, que se expressa na crise econômica, financeira, política, alimentar e ambiental, que se erradia por todas as dimensões, colocando em risco a própria sobrevivência da humanidade. A descolonização dos povos oprimidos e o enfrentamento ao imperialismo é o principal desafio dos movimentos sociais dos vários continentes.

Neste espaço, nos reunimos desde nossa diversidade para, juntos, construir agendas e ações comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo tipo de discriminação e exploração. Por isso reafirmamos nossos eixos comuns de luta, adotados em nossa assembleia de Dakar, em 2011:

Lutar contra as transacionais Luta pela justiça climática e pela soberania alimentar Luta para banir a violência contra a mulher Luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios

Os povos de todo o mundo sofrem hoje os efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, na qual seus agentes (bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos, instituições internacionais e governos servis) buscam potencializar seus lucros às custas de uma política intervencionista e neocolonialista. São guerras, ocupações militares, tratados neoliberais de livre comércio e “medidas de austeridade” expressas em pacotes econômicos que privatizam estatais, arrocham salários, reduzem direitos, multiplicam o desemprego e assaltam os recursos naturais. Tais políticas atingem agora com intensidade os países mais ricos do Norte global, que contraem dívidas ilegítimas e hipotecam seu futuro.

A lógica excludente deste modelo serve tão somente para enriquecer uma pequena elite, tanto nos países do Norte como nos do Sul global, em detrimento da grande maioria da população. A defesa da soberania e da autodeterminação dos povos e da justiça social, econômica, ambiental e de gênero são as chaves têm para o enfrentamento e a superação da crise, fortalecendo o protagonismo de um Estado livre das corporações e a serviço dos povos.

O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As transnacionais, as instituições financeiras, os governos e organismos internacionais a seu serviço, não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Agora, tentam nos impor a “economia verde” como solução para a crise ambiental e alimentar o que, além de agravar o problema, resulta na mercantilização, privatização e financeirização da vida. Rejeitamos todas as “soluções” para essas crises, como agrocombustíveis, transgênicos, geoengenharia e mercados de carbono, que são apenas novos disfarces do sistema.

Denunciamos a violência contra a mulher exercida regularmente como ferramenta de controle de suas vidas e de seus corpos, e o aumento da superexploração de seu trabalho, utilizado para amortecer os impactos da crise e manter a margem de lucros constantes das empresas. Lutamos contra o tráfico de mulheres e de crianças, as migrações forçadas e o preconceito racial. Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação de gênero e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.

As potências imperialistas utilizam bases militares estrangeiras para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais, e promover ditaduras em vários países. Denunciamos o falso discurso de defesa dos direitos humanos que muitas vezes justifica essas ocupações. Manifestamo-nos contra a persistente violação dos direitos humanos e democráticos em Honduras, especialmente em el Bajo Aguan, o assassinato de sindicalistas e lutadores sociais na Colômbia e o criminoso bloqueio a Cuba – que completa 50 anos. Lutamos pela libertação dos cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, a ocupação ilegal das Ilhas Malvinas pela Inglaterra, as torturas e a ocupação militar pelos Estados Unidos e pela OTAN na Líbia e no Afeganistão. Denunciamos o processo de neocolonização e militarização que vive o continente africano e a presença de Africom.


Intensifiquemos a solidariedade aos povos em luta e denunciemos a criminalização dos movimentos sociais. Nossa luta é dirigida também contra a OTAN e pela eliminação de todas as armas nucleares.

O capitalismo destrói a vida das pessoas. Porém, a cada dia, nascem múltiplas lutas pela justiça social para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo e para que todos e todas tenhamos qualidade de vida digna. Cada uma destas lutas implica uma batalha de ideias o que torna imprescindíveis ações pela democratização dos meios de comunicação, hoje controlados por grande conglomerados e contra o controle privado da propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, exige o desenvolvimento de uma comunicação independente, que acompanhe estrategicamente nossos processos.

Comprometidos com nossas lutas históricas, defendemos o trabalho decente e a reforma agrária como único caminho para dar impulso à agricultura familiar, camponesa e indígena e passo central para alcançar a soberania alimentar e a justiça ambiental.

A luta pelo fortalecimento da educação e da ciência e da tecnologia públicas e a serviço dos povos, assim como a defesa dos saberes tradicionais se tornam inadiáveis, uma vez que persistem sua mercantilização e privatização. Diante disso, manifestamos nossa solidariedade e apoio aos estudantes chilenos, colombianos, porto-riquenhos e de todo o mundo que continuam em marcha na defesa desses bens comuns.

Afirmamos que os povos não devem continuar a pagar por esta crise sistêmica e que hão há saída dentro do sistema capitalista!

Encontram-se na agenda grandes desafios, que exigem que articulemos nossas lutas e que mobilizemos massivamente.

A realização da Rio+20 e da Cúpula dos Povos, no mês de junho no Rio de Janeiro, passados 20 anos da ECO 92, reforça a centralidade da luta por justiça ambiental em oposição ao modelo de desenvolvimento capitalista. A tentativa de esverdeamento do capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da “economia verde”, é um alerta para que os movimentos sociais reforcem a resistência e assumam o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise.

Inspirados na história de nossas lutas e na força renovadora de movimentos como a Primavera Árabe, o Ocuppy Wall Street, os “indignados” e na luta dos estudantes chilenos, a Assembleia dos Movimentos Sociais convoca as forças e atores populares de todos os países a desenvolver ações de mobilização, coordenadas em nível mundial, para contribuir com a emancipação e a autodeterminação de nossos povos, reforçando a luta contra o capitalismo.

Convocamos a fortalecer o Encontro Internacional de Direitos Humanos em Solidariedade a Honduras e construir o Fórum Social Palestina Livre, reforçando o movimento global de boicote, desinvestimentos e sanções contra o Estado de Israel e sua política de apartheid contra o povo palestino.


E convocamos todos e todas a tomar as ruas no dia 5 de junho, numa grande jornada de mobilização global contra o capitalismo e em defesa da justiça ambiental e social.



Da Redação do Vermelho,
Vanessa Silva

Fonte: vermelho.org
Imagem: Google (colocadas por este blog)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Coreia do Norte denuncia manobras conjuntas Coreia do Sul-EUA

A República Popular Democrática da Coreia advertiu neste sábado (28) hoje que as manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul anunciadas para o próximo mês levarão a tensa situação da península à beira de uma guerra.


Um comentário da agência de notícias Kcna qualifica esses exercícios como uma grave e intolerável provocação que ameaça a soberania norte-coreana e um desafio à aspiração da comunidade internacional de alcançar a paz e a estabilidade no mencionado território.

De acordo com a fonte, o exercício Key Resolve, de 27 de fevereiro a 9 de março, piorará mais ainda as relações entre as duas Coreias, é considerado um ensaio de guerra nuclear contra este país e cujo objetivo é apoderar-se de toda a península com a força das armas.


Ao negar o caráter defensivo que Washington e Seul atribuem às manobras, a Coreia do Norte destaca que isso é só uma "artimanha absurda" para encobrir sua essência agressiva e provocadora.


Em Key Resolve participarão 200 mil soldados da Coreia do Sul e 2,1 mil estadunidenses. Desses últimos 800 procederão de outros territórios.


A essas operações, se somarão as do exercício Foal Eagle, de 1º de março até 30 de abril, para o qual o Pentágono mobilizará ao redor de 11 mil efetivos.


As tensões na Península Coreana incrementaram-se desde um incidente ocorrido no dia 23 de novembro de 2010, quando forças sul-coreanas dispararam desde a ilha Yonphyong contra as águas territoriais do norte, que respondeu a essa ação.


Pyongyang qualificou o sucedido de provocação instigada pelos Estados Unidos, e sua resposta como um ato de defesa.




Fonte: Prensa Latina

domingo, 29 de janeiro de 2012

Brasil e Venezuela reafirmam desejo de cooperação na Defesa


O ministro da Defesa, Celso Amorim, e seu colega da Venezuela, Henry Rangel Silva, reforçaram nesta quarta-feira a vontade de reforçar os laços bilaterais no âmbito da pasta que comandam. "Temos uma relação excelente, como se sabe, entre Brasil e Venezuela, mas talvez a dimensão de defesa não esteja suficientemente desenvolvida", declarou Amorim aos jornalistas depois de se reunir com Rangel e o alto comando militar venezuelano em Caracas.

Por sua parte, Rangel garantiu que após as reuniões com Amorim "começam a materializar-se uma série de necessidades que ambos países têm para poder coexistir nas Forças Armadas de uma maneira muito harmônica". "Vamos conseguir que nossas Forças Armadas se complementem para oferecer proteção interna ao bloco sul-americano, mas que também se transformem em um elemento dissuasivo contra os que querem vir de fora rumo ao bloco, que está a cada dia mais coeso", ressaltou Rangel.

O ministro brasileiro, que se reuniu na terça-feira pela noite com o presidente Hugo Chávez, voltará hoje mesmo ao Brasil. Amorim destacou que durante seu encontro com Chávez trataram de "vários aspectos", entre eles "a cooperação em matéria industrial e tecnológica". "Em defesa falou-se da troca de escolas militares, escolas tecnológicas, aperfeiçoamento de oficiais", acrescentou. Amorim disse que falou também da possibilidade de uma maior cooperação na fronteira entre Venezuela e Brasil.

A reunião com Chávez incluiu a possibilidade, segundo Amorim, de fazer um "posto conjunto" de defesa em certos lugares da fronteira, já que existe muita distância entre os grandes centros povoados dos dois países. O ministro destacou, por outra parte, que "a ênfase neste momento é na América do Sul, no Conselho de Defesa sul-americano", e assinalou que ao estreitar laços com os países da região "se eliminam dúvidas, rivalidades" e se avança na cooperação contra o crime organizado e o narcotráfico. "Temos que nos ajudar mutuamente", frisou Amorim, ressaltando que o Brasil quer fortalecer sua relação com todos os países da América do Sul.



Fonte: navalbrasil.com

Imagem: Google

Irã: O que está por detrás do embargo Europeu


Não são só as vastas reservas de energia e recursos naturais do Irã que atiçam a cobiça dos dirigentes dos países economicamente impotentes da União Europeia, assim como do líder deles todos, os Estados Unidos. Sabemos que foi sempre essa cobiça, de mãos dadas com a debilidade econômica, que esteve por trás das guerras ilegais dos últimos vinte anos, a mais recente das quais a da Líbia.

Por Anna Malm*


Agora temos que os caminhos que levam a Moscou e a Pequim passam por Teerã, capitais localizadas respectivamente na Rússia, China e Irã. O que se tem passado em relação às atitudes agressivas ocidentais dos últimos anos em relação à Síria e ao Irã insere-se também num quadro de considerações políticas geo-estratégicas mais amplas.

Considera-se que os caminhos que levam a Moscou e a Pequim passam por Teerã do mesmo modo que os caminhos que levam à Teerã passam por Damasco na Síria, Bagdá no Iraque e Beirute no Líbano.


Destaca-se que os Estados Unidos querem controlar o Irã por razões políticas e econômicas, bem como para satisfazer as suas próprias necessidades de energia. E querem também poder controlar a forma de pagamento das exportações do petróleo do país. Querem que o pagamento das exportações de petróleo do Irã seja feito em dólares.


E isso para que o uso global e permanente do dólar nas transações internacionais seja mantido e não posto em causa, como tem sido nos últimos tempos. Deve lembrar-se que o uso do dólar como moeda de pagamento internacional é uma das duas pernas em que o controle americano sobre o mundo se sustenta, apesar de tudo. Digo apesar de tudo porque o dólar não tem valor nenhum por si mesmo. Poderia e deveria ser trocado por sistemas de pagamento mais condizentes com a realidade de 2012 e não condizentes com a realidade de 1945, como é o caso. A outra perna em que se sustenta o poder americano sobre o mundo é a força militar.


Controlando o Irã através de um regime de fantoches posto no poder através de uma guerra dirigida pelos Estados Unidos e executada pelos seus aliados (como foi o caso na Líbia e como estão ameaçando fazer na Síria), Washington também estaria a pôr uma corda no pescoço da China.

Essa corda iria ser apertada ou afrouxada de acordo com os interesses norte americanos, dando-lhes o controle da segurança energética da China. Se a China não se comportasse de acordo com os interesses americanos lá estariam eles a asfixiá-la através do estrangulamento do fornecimento do petróleo. Estrangulamento esse que seria garantido pelos fantoches estabelecidos no Irã à custa do sangue de muitos milhares e milhares de inocentes no Irã e no Oriente Médio, assim como à custa de uma desestabilização econômica no mundo inteiro, se não de uma catástrofe global.

É um fato do conhecimento geral que a ameaça de guerra aberta hoje visível é uma continuação dos acontecimentos desencadeados por ações encobertas há já uns anos. Essas ações encobertas incluem serviços de informação específica, ataques e vírus cibernéticos, grupos militares secretos, espiões, assassinos, agentes de provocação e sabotadores agindo contra o Irã em favor dos interesses ocidentais.


O sequestro e assassínio de cientistas iranianos e de comandantes militares é do conhecimento público. Sabe-se de diplomatas iranianos sequestrados no Iraque e de iranianos visitando a Arábia Saudita e a Turquia que foram detidos e sequestrados. Sabe-se de oficiais sírios, assim como de vários palestinos e representantes do Hezbollah que também foram assassinados. Destaque-se que foram assassinados e não detidos e colocados perante um tribunal de justiça.


Pressupõe-se que Israel tenha atacado o Líbano não só para exterminar ou pelo menos enfraquecer o Hezbollah, mas também para atingir estrategicamente a Síria. Como já foi dito anteriormente, os caminhos que agridem a Síria passam através do Líbano. Os caminhos que estrategicamente atingem o Irão passam através da Síria. Os caminhos que agridem ou afetam estrategicamente a Rússia e a China passam através da Síria e do Irã.


A Síria é o apoio e o eixo do bloco da resistência contra os abusos ocidentais na região. Essa resistência é apoiada pelo Irã. Há já cinco ou seis anos que os Estados Unidos, acompanhados pelos seus "irmãos de armas" locais tentam desligar a Síria do Irã. Essa tentativa vinha sido feita através de esforços para seduzir a Síria. Uma vez que a Síria não se deixou seduzir pelas ofertas ocidentais, as tentativas de sedução transformaram-se em ameaças e em preparativos para a guerra.


Combater a Síria é combater o Irã. Esse é um ponto central a ser tido em conta no contexto atual. A balança do poder e da influência política hoje na região pende a favor do Irã, mas nada enfraqueceria mais o Irã do que a perda da Síria.


Há aqui cenários potencialmente devastadores. Iria o Irã manter-se passivo frente a um ataque à Síria, ataque esse liderado pelos interesses ocidentais? Podemos pressupor que não. Os Estados Unidos não desejam que esse potencial cenário se concretize. O que eles querem é atacar a Síria e depois atacar o Irã, não atacar os dois juntos. Seria demasiado até mesmo para os EUA-UE-OTAN. Isto já para não se mencionar a cadeia de acontecimentos imprevisíveis que uma tal ação desencadearia.


A marcha para uma guerra total e devastadora prossegue enquanto os Estados Unidos intensificam a guerra política e econômica, da qual a decisão de embargo da União Europeia é apenas um passo mais. É uma marcha fúnebre dirigida por loucos falidos e letalmente armados.



*De Estocolmo para o Irã News, em www.iranews.com.br


Fonte: vermelho.org
Imagem: Google

Malvinas ou Falklands?


Aula de geografia. A professora mostra o mapa da América do Sul para os alunos. Ao falar da Argentina, comenta que existe um arquipélago em disputa com o Reino Unido. Como deveríamos chamar: Malvinas ou Falkland? A resposta a essa questão indicará a preferência não apenas da professora, mas de todos que se manifestem sobre o tema.

Por Gilberto Rodrigues *

Em 2012, completam-se 30 anos da Guerra das Malvinas/Falkland. Uma guerra que a ditadura argentina perdeu para o governo conservador britânico de Margareth Tatcher, a Dama de Ferro. Para os argentinos, um capítulo triste e vergonhoso de sua história. Para os britânicos, ao som de “We are the champions” (Nós somos os vencedores), do Queen, um momento de afirmação de sua soberania sobre as ilhas e de seu poderio militar, em plena Guerra Fria.

Passadas três décadas, a Argentina segue reivindicando com barulho a soberania sobre as Ilhas Malvinas (“Las Malvinas son Argentinas”) e os britânicos continuam fleumáticos e impassíveis nas Ilhas Falkland. Porém, fatos novos entram em cena e estãoalterando o equilíbrio de forças políticas e diplomáticas nesse embate.

Os países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), sob a liderança do Brasil, não querem que nenhum país de fora da região faça exercícios militares no Atlântico Sul. O Reino Unido não apenas teima em manter suas naves bélicas como anunciou que irá explorar petróleo no território marítimo das ilhas. Em razão disso, a Unasul passou a declarar apoio à Argentina em seu pleito. Mais: Argentina e Uruguai proibiram qualquer empresa que explore petróleo nas Malvinas de utilizar os seus portos e de atuar no país.

Já os habitantes das ilhas preferem ficar com os britânicos e reagem indignados à política de Buenos Aires, mas a Casa Rosada afirma que todos nas Ilhas são manipulados pela Corte de St. James. Não há dúvida de que está em curso a maior estratégia de defesa coletiva contra a soberania britânica sobre as Malvinas/Falkland até hoje vista. Não à toa, o Chanceler William Hague veio ao Brasil em busca de apoio à posição britânica, preparando futura visita do Príncipe William. Por enquanto, Malvinas/Falkland permanece como a dupla expressão dos mapas isentos.

* Gilberto Rodrigues é professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade Santa Marcelina, foi professor visitante da Universidade de Notre Dame (EUA), doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP, mestre pela Universidad para La Paz (ONU/Costa Rica) e pós-graduado pela Universidade de Uppsala (Suécia).




Fonte: vermelho.org
Imagem: Google


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Presidente Dilma Rousseff no Forum Social Mundial

Imperialismo: Lua e Marte na mira dos EUA até 2020






RECEITA DA ARROGÂNCIA

Junte uma porção de vaidade
Com um pacote de orgulho

Ferva com ganância
e aspirações de poder
Adicione oportunidade
e uma platéia
Tempere com egocentrismo
e com indiferença
Deixe resfriar nos ares da superioridade
e decore com estupidez

Está pronta a arrogância!






Newt Gingrich promete 'colonizar' a Lua até 2020. Pré-candidato republicano também prometeu ampliar exploração de Marte. O norte-americano garante que o mercado espacial é "um grande negócio".

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Newt Gingrich afirmou esta semana que, caso seja eleito presidente, pretende instalar uma base norte-americana na Lua e colonizar o satélite até o ano 2020.

O projeto, segundo ele, seria uma estratégia para desenvolver um "robusto comércio" sobre o espaço, tal qual os avanços que, na década de 1930, geraram o boom da indústria de aviação civil dos EUA.

Ainda que o programa espacial norte-americano tenha sofrido cortes em seu orçamento, ele prometeu fortalecer inclusive as explorações do país em Marte. Frente a cerca de 700 pessoas reunidas na costa espacial do estado da Flórida, assegurou que, ao oferecer preços especiais, pode estimular o setor privado a financiar o projeto.

Mercado espacial

Esta não é a primeira vez que o pré-candidato manifesta seu interesse no “mercado espacial”. Em um debate republicano do dia 23 de janeiro, ele disse que adoraria mudar-se para a Lua permanentemente e viajar para Marte “o mais rápido possível, por meio da construção de estações espaciais"

Na ocasião, questionado sobre a forma como bancaria sua proposta, Gingrich declarou que não vê um incompatibilidade entre capital privado e público. “Eu gostaria de ver muito mais dinheiro gasto em estímulos sobre o setor privado dentro de uma experiência mais agressiva. Eu gostaria de uma NASA mais esbelta”, acrescentou.

“Há todos os motivos para se acreditar que existe gente nos EUA e pelo mundo que iria pagar valores incríveis e tornar a costa espacial, literalmente, um grande negócio”, concluiu.


Com tom crítico a países em crise, Dilma exalta força da América Latina



Presidente Dilma Rousseff reiterou defesa à criação do Estado da Palestina no Fórum Social Temático

Falando a centenas de ativistas sociais em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff, além de pregar a sustentabilidade ambiental, destacou o desenvolvimento dos países da região da América Latina.

Com um tom crítico a países ricos que estão em crise, a presidente exaltou os vizinhos: "Na América Latina foram sendo construídas respostas progressivas e democráticas aos desequilíbrios", afirmou. "Nossos países crescem enquanto outras partes do mundo vivem a estagnação, a recessão e, muitas vezes, um grande desemprego", emendou ela, que acrescentou: "Nossos países avançam fortalecendo a democracia".

Dilma afirmou que não se surpreende com esse cenário. "O crescimento do Brasil não é milagre econômico. É resultado de seu governo que soube optar por outro caminho. O Brasil hoje é um outro país. Ninguém, nenhum grupo, pode nos tirar isso. Nós somos hoje um país mais forte, desenvolvido e mais respeitado", discursou a presidente, bastante aplaudida.

O tom ufanista prosseguiu logo a seguir: "(O Brasil é) um país que convive harmonicamente com seus vizinhos da América do Sul, América Latina e Caribe. E quer construir com eles um polo de desenvolvimento e democracia no mundo", concluiu.


Dilma reitera apoio à criação do Estado da Palestina


Assim como fizera na Conferência Anual da ONU do ano passado, em Nova Iorque, Dilma declarou apoio a criação do Estado da Palestina: "Esperamos que possa se constituir brevemente um Estado livre, pacífico e democrático".



Fonte: correio do povo

imagem: google

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cristina Kirchner critica empresas de petróleo e Reino Unido




A presidente voltou ao trabalho depois de 21 dias de licença médica

Sorridente e exibindo uma longa cicatriz na garganta, a presidente argentina apareceu em público pela primeira vez nesta quarta-feira (25/01), após quase um mês de licença médica devido à cirurgia de remoção da tireóide à qual foi submetida no início deste mês. Em um discurso na Casa Rosada, Cristina Kirchner criticou as recentes declarações do primeiro ministro britânico, David Cameron, mas descartou um conflito bélico pelas Malvinas.

"Escutei que acusaram os argentinos de colonialistas”, disse, lembrando que o comitê de descolonização das Nações Unidas tem 16 causas em andamento, “das quais 10 são da Inglaterra e uma das mais emblemáticas são nossas Malvinas”. A presidente descartou um conflito bélico pelas ilhas, alegando que a Argentina “não faz parte das forças invasoras de nenhum país” e que suas Forças Armadas “só participam de missões de paz”.

Na última semana, Cameron, acusou a Argentina de "colonialismo" por sua insistência em reivindicar as ilhas desde 1833, após a decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso de navios com bandeira ilegal das Malvinas aos seus portos. "O que os argentinos estiveram dizendo recentemente é muito mais colonialismo porque os kelpers (como os britânicos chama os habitantes das ilhas) querem continuar sendo britânicos e os argentinos querem que eles façam outra coisa", afirmou.

Apesar de dizer que preferia não responder às acusações, feitas por quem “não tem razões, nem argumentos”, Cristina Kirchner afirmou que “ninguém quer que os habitantes das Malvinas deixem de ser ingleses”. Como de costume, a presidente pediu que o Reino Unido aceite dialogar, segundo as resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas). “A Argentina continuará atuando “com rigorosidade jurídica, diplomática e conseguindo apoios pela soberania das ilhas”, garantiu.

Comissão

Cristina Kirchner anunciou que pedirá criação de uma comissão para a abertura e conhecimento público do Informe Rattenbach, documento elaborado por ordem do ditador Reynaldo Bignone, em dezembro de 1982, que avaliava o desempenho das Forças Armadas argentinas durante a Guerra das Malvinas, que completa 30 anos em abril.

“A história demonstra claramente que a guerra não foi uma decisão do povo argentino”, afirmou a presidente, “mas sim de uma junta [da ditadura militar] desesperada para esconder a tragédia de 30 mil desaparecidos e uma economia em crise. E não tiveram idéia melhor do que mandar jovens, que não estavam preparados, a uma guerra suicida”, disse.

Nunca publicado oficialmente, o Informe Rattenbach recomendava penas graves para os oficiais responsáveis pelo que qualificou como uma "aventura militar" no Atlântico Sul, segundo versões vazadas na imprensa da época.



Fonte: OperaMundi

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Irã não será afetado por sanções

O Irã está disposto a iniciar negociações nucleares com as grandes potências, ao contrário do que indicam os países ocidentais, afirmou nesta quinta-feira (26) o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que minimizou o impacto das novas sanções econômicas adotadas contra Teerã.

"Eles afirmam que o Irã evita as negociações, mas isso não é verdade", disse Ahmadinejad durante uma viagem ao interior do país, referindo-se às declarações de vários líderes ocidentais, que pedem que o Irã retorne à mesa de negociações.

"Por que deveríamos fugir das negociações? Quem tem o direito ao seu lado não teme as negociações", disse Ahmadinejad, de acordo com o site da televisão estatal iraniana. O presidente também criticou os ocidentais ao afirmar que "adotam essas resoluções (de sanções) antes das negociações para perturbá-las".

Os principais líderes europeus e norte-americanos manifestaram nos últimos dias o desejo de ver o Irã de volta a negociações "sérias" com o grupo dos 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, além da Alemanha) e que o cabe agora aos iranianos tomar uma iniciativa.

A União Europeia reafirmou na segunda-feira (23) que "espera uma reação" do Irã a uma proposta de retomada das negociações, apresentada em outubro pela chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton. A União Europeia já adotou sanções contra as exportações de petróleo do Irã e contra seu Banco Central.

Em seu discurso desta quinta-feira, Ahmadinejad disse que o país "não será afetado" pela nova rodada de sanções petroleiras. "Em outra época, 90% de nosso comércio era feito com a Europa, mas agora está em apenas 10%", disse Ahmadinejad.

"Há 30 anos que os Estados Unidos não compram petróleo do Irã e não mantêm relações com o nosso Banco Central", acrescentou o presidente iraniano. "O povo do Irã não será afetado".



Fonte: AFP, vermelho.org
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SUPERPOPULAÇÃO É UM MITO - I e II

SUPERPOPULAÇÃO É UM MITO – I

7 bilhões podem viver num território do tamanho do Texas!

A elite quer que você não tenha filhos e leve uma vida cheia de privações porque sente que você é uma ameaça ao modo de vida dela.

A mitológica ideia inventada pelo vigário (isso não lembra do conto do vigário?) Thomas Malthus, em 1798, de que a população mundial atingiria um pico numérico que conduziria o planeta a um colapso devido à falta de alimentos, e que por este motivo os pobres deveriam ser exterminados para que não perecessem de fome e não ameaçassem a sobrevivência da espécie humana, está sendo retomada em nosso tempo por nomes da comunidade acadêmica como Paul Ehrlich e John P. Holdren, sendo que este último é o atual diretor de Ciência e Tecnologia da Casa Branca.

Assista a essa animação produzida pelo Instituto de Pesquisas de População

Por Andre o’Zaca

Esta ação atende aos anseios eugenistas da Elite Globalista a qual tem um plano de Extermínio Global que pretende varrer 95% dos seres humanos do planeta. A MídiaProstituta, é claro, foi incumbida de alardear hipnoticamente a “ameaça da Superpopulação” de forma que ela seja aceita por toda a sociedade sem questionamento, escondendo o fato de que a população atingirá um pico em 30 anos a partir do qual começará a decrescer e contribuindo com a construção de um mundo de abundância para poucos e de penúria e escassez para quase todos.

CAÇADORES DE MITO: 7 BILHÕES DE PESSOAS CABERIAM DENTRO DE UM TERRITÓRIO DO TAMANHO DO ESTADO DO TEXAS?

ATENÇÃO: Ninguém está propondo que devemos ir todos morar juntos no Texas. A hipótese de que 7 bilhões de pessoas podem viver num território do tamanho deste estado só foi levantada para provar que a superpopulação é um mito.

Resolvi fazer uma conta simples para verificar a alegação do produtor do vídeo acima, de que caberiam 7 bilhões de pessoas dentro de um território do tamanho do estado do Texas.

  1. Vamos considerar, conforme propõe o vídeo, que só morarão famílias de 4 pessoas nesse território, e que cada família terá uma casa individual com jardim;
  2. Cada casa individual ocuparia um terreno de 200 metros quadrados (10 metros de comprimento por 20 de largura);
  3. Agora vamos imaginar que seriam necessários outros 200 metros quadrados por família para fins de infra-estrutura urbana, como ruas e outras instalações;
  4. Temos então, dentro destas suposições, 400 metros quadrados por família (200 da casa mais 200 da infra-estrutura);
  5. Se considerarmos os 7 bilhões de pessoas divididos por 4 pessoas por família, teremos que ter 1 bilhão e 750 milhões de casas;
  6. Numa pesquisa rápida, descobri que o estado do Texas tem 696.200 quilômetros quadrados;
  7. 400 metros quadrados equivalem a 0,0004 quilômetros quadrados;
  8. 696.200 km2 divididos por 0,0004 km2 por casa é igual a 1.740.500.000 casas possíveis;
  9. O total de casas necessárias (1.750.000.000) subtraído do total de casas possíveis (1.740.500.000) resulta num déficit de 9.500.000 apenas, considerando-se um espaço de 400 metros quadrados por família;
  10. Conclusão: Dentro da grandeza destes números, nove milhões e meio de casas a dever é uma quantidade muito pequena, por isso pode-se considerar que a hipótese de que seria possível que os 7 bilhões de pessoas do mundo pudessem viver juntas dentro de um território do tamanho do Texas é válida. Isso sem contar a possibilidade de construir prédios que abriguem mais de uma família, o que reduz a extensão necessária de território.

SUPERPOPULAÇÃO É UM MITO – II

A África poderia alimentar o mundo todo sozinha!



E hoje há comida suficiente para que todos tenham uma alimentação saudável





Por André o’Zaca

QUAL A TESE DOS EUGENISTAS E DE QUEM QUER REDUZIR A POPULAÇÃO?

Essas pessoas acreditam na teoria malthusiana de que o número de pessoas no mundo atingiria um determinado pico a partir do qual não seria mais possível produzir alimentos e recursos naturais de forma suficiente, o que levaria a sociedade a um colapso. Por isso seria necessário exterminar as pessoas das camadas mais pobres da sociedade para que não perecessem de fome e não colocassem a humanidade em risco.

O QUE DIZEM AS ORGANIZAÇÕES MUNDIAIS DE ALIMENTAÇÃO?

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e o Programa Mundial de Alimentos, atualmente existe comida suficiente no planeta para que todos sejam bem alimentados e levem uma vida saudável e produtiva.

NÃO CONTAVAM COM A TECNOLOGIA: ESTAMOS PRODUZINDO O MESMO COM MENOS TERRA

Malthusianos e evolucionistas sempre ignoram o poder da tecnologia. A cada ano que passa, as tecnologias desenvolvidas para a agricultura nos permitem produzir a mesma quantidade de alimentos com uma menor extensão de terra do que era necessário no passado. Além disso, esta tecnologia também nos permite cultivar alimentos em terras nas quais seria impossível poucos anos atrás.

A ÁFRICA TEM CAPACIDADE, POR SI SÓ, DE ALIMENTAR O MUNDO TODO

Especialistas em agricultura acreditam até mesmo que a África, se cultivada através do uso de métodos modernos de lavoura, poderia, após um período, alimentar o mundo inteiro. Por si própria.

POR QUE A FOME EXISTE? A SUPERPOPULAÇÃO NÃO É UMA DAS CAUSAS PRINCIPAIS

O Programa Mundial de Alimentos lista as principais causas da fome:

  • Pobreza – impede que muitos comprem os alimentos que precisam;
  • Conflitos (Guerras) – destrói plantações e atrapalha os esforços de socorro;
  • Desastres Naturais – destrói plantações e a infra-estrutura;
  • Super-exploração do Meio Ambiente – empobrece a terra e deixa o ambiente sem condições para a prática da agricultura;
  • Infra-estrutura de Agricultura Precária – a indisponibilidade de tecnologias, equipamentos e insumos para a agricultura reduz a capacidade de produção. A falta de infra-estrutura de transporte faz com que não existam rotas seguras para transportar alimentos para áreas necessitadas.
REDUZIR A POPULAÇÃO RESOLVE ALGUMA COISA?

Reduzir o número de pessoas que passam fome através do controle populacional ou de extermínio não fará com que a população restante seja menos faminta. Pois aqueles que têm acesso aos alimentos continuarão a ter acesso a eles. E aqueles que não têm, continuarão a passar fome.

Reduzir a população não fará que os alimentos sejam magicamente distribuídos de forma igual. E colocar a culpa na superpopulação por tudo não faz mais nada do que nos distrair dos problemas verdadeiros que nós realmente temos.




Fonte: brasilindomavel.com.br, indicado pelo amigo P.P.P.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao lado

"O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade." (Fernando Pessoa)




Onde estão as ONGs Ambientalistas??? Ou será que os humanos de Pinheirinho não fazem parte do Meio-Ambiente??? Talvez os humanos de Pinheirinho devessem se transformar em peixes, tartarugas, baleias, árvores, pássaros, talvez assim teríam direito a manifestos de apoio por parte das ONGs que "protegem" o Meio-Ambiente.
A hipocrisia daqueles que se dizem "protetores do Meio-Ambiente" é descaradamente desumana quando se trata de apoiar as pessoas que estão em desigualdade social.

(Burgos Cãogrino)

Juiz ordena a Barack Obama que se apresente ao tribunal

Um juiz do estado da Geórgia ordenou que Barack Obama compareça a um tribunal para responder à acusação de não ser cidadão natural americano e, portanto, não estar em condições de exercer a Presidência do país.


Trata-se de uma das muitas demandas neste sentido de que o chefe de Estado americano tem sido alvo em todo o território, sob alegações de que teria nascido em território ultramar e não nos Estados Unidos, sendo assim não estaria habilitado a ser presidente.

A audiência foi marcada para esta semana, depois que o juiz principal adjunto, Michael Malihi, negou uma petição apresentada pela defesa do presidente para anular a ordem judicial que exigia a presença do chefe de Estado na corte.


Um assessor da campanha de Obama afirmou que as denúncias, segundo as quais o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos não está qualificado a ocupar o cargo "carecem de sentido".





Fonte: AFP
Imagem: Google

A INSANIDADE DOS CANDIDATOS A PRESIDENTE DO "IMPÉRIO" FALIDO AMERICANO

Debate nos EUA: Republicanos atacam Cuba e desejam morte de Fidel

Se os pré-candidatos republicanos à Presidência dos Estados Unidos divergem em muitos temas, o mesmo não se pode dizer em relação a Cuba. Ainda mais se o local do debate for o estado da Flórida, reduto da dissidência cubana. Em debate realizado na noite desta segunda-feira (23) em Tampa, dois dos quatro pré-candidatos que ainda seguem na disputa atacaram o governo de Raúl Castro e fizeram ameaças, mostrando o mesmo discurso raivoso contra a pequena ilha.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Newt Gingrich, afirmou que caso fosse eleito, em novembro, não permitiria “mais quatro anos de ditadura” em Cuba. Apesar de descartar o uso de tropas militares norte-americanas no país, o pré-candidato defendeu o uso de espionagem, "como (o ex-presidente Ronald) Reagan fez com os soviéticos”.

O ex-senador Rick Santorum apoiou a proposta de Gingrich de espionagem e classificou Cuba como uma “ameaça grave” para a segurança norte-americana. Tais declarações mostram a paranóia dos republicanos e sua incapacidade de lidar com aqueles que mantém posições firmes, autônomas, que não se curvam aos ditames de Washington.

A insanidade das palavras foram em um crescente. “As sanções devem continuar até que os irmãos Castro estejam mortos. Cuba, Venezuela e Nicarágua têm redes crescentes de gente que trabalha com jihadistas e iranianos, e estão dispostos a construir plataformas militares a 150 quilômetros da nossa costa”, acusou.

Entre os pré-candidatos, o ex-governador de Massachussets, Mitt Romney, foi mais ameno em suas críticas ao país. O republicano afirmou os EUA irão se manter “ao lado daqueles cubanos que querem liberdade”.

Romney ainda criticou as ações do atual presidente norte-americano, Barack Obama, que em seu governo tomou medidas que amenizaram (em pequena escala) a relação entre Washington e Havana. As mudanças incluem a possibilidade de viajar ao país caribenho para visitar familiares, além da permissão para o envio de remessas de dinheiro aos cubanos da ilha.

O único dos pré-candidatos que não fez críticas a Cuba foi o congressista Ron Paul. Segundo ele, os EUA precisam abandonar “a estratégia de não falar com as pessoas. A Guerra Fria acabou."

Houve tempo ainda para que Romney respondesse o que faria caso recebesse uma ligação anunciando a morte do ex-presidente cubano Fidel Castro. “Agradeceria ao céu a devolução do ex-líder cubano ao seu criador”, disse. Gingrich, entretanto, retrucou que Fidel não deverá “conhecer seu criador”, já que “irá para outro lugar”, claramente se referindo ao inferno.

Primárias

A política dos EUA em relação ao Cuba foi tema do debate por conta da grande comunidade de cubanos que vive na Flórida. O estado deverá receber no próximo dia 31 as próximas primárias do Partido Republicano.

As três primeiras disputas entre os pré-candidatos republicanos realizadas até agora mostraram equilíbrio. Santorum foi o vencedor em Iowa, Romney ficou à frente em New Hampshire e Gingrich venceu a prévia da Carolina do Sul, realizada no último sábado (21).

De acordo com a ilha, o embargo que os Estados Unidos impõem a Cuba causou perdas equivalentes a R$ 178 bilhões (US$ 104 bilhões) ao país durante os últimos 49 anos.


Fonte: Opera Mundi, vermelho.org

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"IMPÉRIO" FALIDO AMERICANO ENVIA 12 MIL SOLDADOS PARA "CONTROLAR" O PETRÓLEO DA LÍBIA

EUA iniciam a ocupação da Líbia

Os Estados Unidos enviaram 12 mil soldados para a Líbia na primeira fase de mobilizações para ocupação da nação do Norte da África. De acordo com o diário árabe Asharq Alawsat, as tropas chegarão a Brega, sob a suposta premissa de gerar "estabilidade" e "segurança".

No entanto, se espera que as tropas tomem o controle dos principais poços de petróleo e demais portos estratégicos, como resenhou a agência Press TV.

Brega, cidade portuária, está localizada no oriente da Líbia e conta com um dos cinco terminais de petróleo da região, além de ser uma importante refinaria.

A chegada da marinha estadunidense coincide com a explosão de uma bomba de "fabricação caseira" na sede do autoproclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), localizado na cidade de Benghazi, ao Noroeste, depois que pelo menos 200 pessoas protestaram diante de seus escritórios denunciando a falta de transparência no sistema judiciário.

Responsáveis do CNT asseguraram que "reforçaram as medidas de segurança" e que investigam quem foram os responsáveis pelo ataque.

Posicionamento estadunidense
No dia 20 de outubro, o então presidente líbio, Muammar Kadafi, foi capturado pelas forças da Organização do Atlântico Norte (OTAN) e entregue a mercenários rebeldes que o executaram. Dois dias antes, a Secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton havia feito uma visita a Trípoli para reunir-se com o CNT.

A OTAN vinha realizando um forte bombardeio ao país norte-africano, logo após a aprovação da Resolução 1.973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que só se referiam a criar uma zona de segurança aérea, o que ocasionou uma forte crítica ao redor do mundo, incluídas as potências Rússia e China, porque os mísseis ocasionaram a morte de mais de 50 mil pessoas, na maior parte deles, civis.

Além disso, organizações de direitos humanos denunciaram os crimes de guerra e violações contra civis líbios por parte das tropas da OTAN e seus mercenários. Dez dias depois da morte de Kadafi, o CNT designou Abdel-Rahim Al-Kib como primeiro-ministro líbio. Al-Kib lecionou em universidades estadunidenses. Algumas de suas pesquisas em engenharia elétrica foram financiadas pelo Departamento de Energia dos EUA, antes de unir-se ao CNT em meados de 2011.


Fonte: Agência Venezuelana de Notícias, Vermelho.org

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

“Genocídio e escravização consolidaram a riqueza dos EUA”



Em um painel sobre que debateu a pobreza, na Universidade George Washington, Michael Moore declarou que a rica classe empresarial dos Estados Unidos necessitam da probreza para sobreviver, especialmente dos negros”.

Por Christiane Marcondes*

“Suas botas estão sobre os pescoços dos negros, asfixiando-os desde os primórdios da nossa história”, disse Moore enquanto o auditório presente à palestra aplaudia. Continuou: “Esta é uma nação fundada sobre o genocídio e construída sobre as costas do escravos, assim demos início ao problema racial”.

"Este país nunca teria a riqueza que tem hoje se não mantivesse a escravatura por centenas de anos", analisou. Moore debateu essa e outras questões com os demais companheiros de mesa, como o professor de Princeton, Cornel West, que qualificou a pobreza nos EUA como "moralmente obscena", resumiu.


"Se se a pobreza atingisse apenas o negro, marrom ou roxo, essa gente estaria rodando em círculos no deserto da desatenção", disse West, "porque enquannto houver um rosto negro ou marrom na pobreza, nós o ignoramos (...) Mas se o rosto do miserável é o de uma branco de classe média então a conversa muda para ´oh não, temos um problema agora e temos que lidar com ele".


West avaliou que o movimento "Ocupar", inciado em Wall Street, mostrou que existe a possibilidade de insurgir-se contra e falar sobre pobreza e desigualdade econômica. Ainda durante o evento, West e Moore incitaram o grupo de ouvintes a promover a revolução social e política a partir de movimentos de oposição às empresas estadunidenses.

O painel de debate foi patrocinado pelo apresentador de TV Travis Smiley, da emissora PBS, e transmitido pela TV pública.



*com informações do Cubadebate, reproduzido originalmente de El Correo del Orinoco

Fonte: vermelho.org

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Em operação de guerra, 2000 policiais avançam para desocupar Pinheirinho.

Moradores resistem com paus e pedras. De acordo com a Prefeitura de São José, um homem foi baleado em confronto com a Guarda Civil.

O Bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, ocupado há oito anos por mais de 1600 famílias, acordou as seis horas da manhã deste domingo com uma operação da Polícia Militar que contou com 2 helicópteros, dezenas de carros e 2000 de polícias para cumprir a reintegração de posse da área.

Neste momento, os moradores resistem a força policial e enfrentam o efetivo com paus e pedras. De acordo com a Prefeitura de São José, um homem foi baleado em confronto com a Guarda Civil e está gravemente ferido. A polícia também avança em bairros vizinhos para que os moradores recuem. O clima é de tensão.






O terreno pertence ao especulador Naji Nahas preso em julho de 2008 pela Polícia Federal durante a operação denominada Satiagraha. Na ocasião, Nahas foi preso junto com o banqueiro Daniel Dantas por crimes financeiros e lavagem de dinheiro.












Na última, quarta-feira dia 18, a Justiça suspendeu por 15 dias a ordem de desocupação. A decisão foi em resposta ao pedido do senador Eduardo Suplicy, deputado federal Ivan Valente (PSOL) e os deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL). A própria massa falida da Selecta, que reivindica a área ocupada, concordou com a suspensão. No entanto, horas depois, outro juiz federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, substituto da 3ª Vara Federal, cassou a liminar que suspendia a reintegração de posse e a PM agiu rapidamente para cumprir a reintegração de posse.


Fonte: blog do professorjeovaneesquerdopata

É o sistema, amigos é o sistema




Isso que aconteceu ontem na comunidade Pinheirinho em São José dos Campos nada mais é do que o recado do sistema.

O sistema é bestial, mais bestial que a cobertura da mídia.

De nada adianta culpar a justiça.

Nem o governador ou o prefeito, e muito menos a presidente.

Eles nada mais são do que mensageiros do sistema.

A crueldade da ação da policia militar só tem um similar.

A ferocidade das tropas de Israel contra os palestinos.

Justiça e governos são filhotes do sistema.
Mas para não ser injusto, eximo a presidente Dilma porque ela, ao contrario do governador e do prefeito, não odeia o diferente e nem execra os desvalidos.

Porém a diferença não passa disso porque, como já disse o outro, ela não é poder, mas governo.

Para sair da mesmice precisa tomar atitudes que vão alem do conforto do gabinete, caso contrario corre o risco de terminar o seu mandato como apenas mais um que por ali passou e depois se acomodou.

Sei que isso é cruel, mas é a realidade.

É preciso fazer algo para quebrar as correntes.

Haverá coragem para isso?



Fonte: blog do bourdoukan, indicado pelo amigo P.P.P.

Diego Garcia é crucial para a guerra dos Estados Unidos e da Inglaterra




(infelizmente não consegui o vídeo traduzido em português)


Fonte Google

A Guerra Mundial Contra a Democracia


No início da década de 1960, o governo trabalhista de Harold Wilson aceitou secretamente uma exigência de Washington de que o arquipélago de Chagos, uma colônia britânica, fosse "varrido" e "higienizado" dos seus 2500 habitantes para que uma base militar pudesse ser construída na ilha principal, Diego Garcia. Lisette e a sua família e centenas de ilhéus foram empurrados para dentro de um vapor ferrugento com destino para a Maurícia, a uma distância de 2500 milhas

Por John Pilger*


Hoje, Diego Garcia é crucial para a guerra dos Estados Unidos e da Inglaterra contra a democracia.

Lisette Talate morreu outro dia. Lembro-me de uma mulher rija, tremendamente inteligente que mascarava a sua dor com uma determinação que marcava presença. Ela incorporava a resistência popular à guerra contra a democracia. Entrevi-a pela primeira vez nos anos 1950 num filme do departamento colonial sobre os ilhéus Chagos, uma nação crioula muito pequena localizada no Oceano Índico a meio caminho entre a África e a Ásia.


A câmera garimpou através de aldeias prósperas, uma igreja, uma escola, um hospital, no meio de um fenômeno de beleza natural e paz. Lisette lembra-se do produtor dizer a ela e às suas amigas adolescentes: "continuem a sorrir meninas!"


Sentada na sua cozinha na Maurícia muitos anos depois, disse: "não era preciso dizerem-me para sorrir. Era uma criança feliz porque as minhas raízes estavam no fundo das ilhas, o meu paraíso. A minha bisavó tinha nascido lá; fiz seis filhos lá. Por isso é que eles não podiam atirar-nos legalmente para fora das nossas próprias casas; tiveram de aterrorizar-nos para nos fazer partir ou arrancar-nos à força. Primeiro tentaram fazer-nos passar fome. Os barcos com comida deixaram de chegar [depois] eles espalharam rumores de que íamos ser bombardeados, depois começaram com os nossos cães".


No início dos anos 1960, o governo trabalhista de Harold Wilson aceitou secretamente uma exigência de Washington de que o arquipélago de Chagos, uma colônia britânica, fosse "varrido" e "higienizado" dos seus 2500 habitantes para que uma base militar pudesse ser construída na ilha principal, Diego Garcia. "Eles sabiam que éramos inseparáveis dos nossos animais de estimação", disse Lisette, e "quando os soldados americanos chegaram para construir a base, encostaram a traseira dos seus grandes caminhões contra o abrigo de tijolo onde preparávamos os cocos; centenas dos nossos cães tinham sido juntos e presos aí. Então gasearam-nos com os tubos de escape dos caminhões. Nós conseguíamos ouvi-los a ladrar".


Lisette e a sua família e centenas de ilhéus foram empurrados para dentro de um vapor ferrugento com destino para a Maurícia, a uma distância de 2500 milhas. Foram obrigados a dormir no porão sobre um carregamento de fertilizante: caca de pássaro. O tempo estava mau; toda gente estava doente; duas mulheres abortaram. Despejados nas docas de Port Louis, os filhos mais novos de Lisette, Jollice e Regis, morreram com um espaço de uma semana, um em relação ao outro. "Morreram de tristeza", disse ela. "Tinham ouvido toda a conversa e tinham visto o horror do que tinha acontecido aos cães. Sabiam que estavam a deixar a sua casa para sempre. O doutor na Maurícia disse que não conseguia tratar a tristeza".


Este ato de rapto em massa foi executado em alto segredo. No arquivo oficial, sob o título "Mantendo a ficção," o conselheiro legal do Ministério dos Negócios Estrangeiros exorta os seus colegas a encobrir as suas ações "reclassificando" a população como "flutuante" e a "fazer as regras à medida que avançarmos." O artigo 7 dos estatutos do Tribunal Penal Internacional diz que "a deportação ou a transferência forçada de população" é um crime contra a humanidade. Que a Inglaterra tenha cometido tal crime - em troca de um desconto de 14 milhões de dólares num submarino nuclear americano Polaris - não constava da agenda de um grupo de correspondentes britânicos "da defesa" enviados de avião para Chagos pelo Ministério da Defesa quando a base dos Estados Unidos ficou concluída. "Não há nada nos nossos arquivos", disse um funcionário do ministério, "sobre habitantes ou sobre uma evacuação."


Hoje, Diego Garcia é crucial para a guerra da América e da Inglaterra contra a democracia. O bombardeamento mais forte do Iraque e do Afeganistão foi desencadeado a partir das suas pistas vastas, para além das quais o cemitério e a igreja abandonados dos ilhéus se erguem como ruínas arqueológicas. O jardim com terraço onde Lisette riu para a câmera é agora uma fortaleza que aloja as bombas "rebenta-bunkers" transportadas pelo avião B-2 em forma de morcego em direção a objetivos em dois continentes; um ataque ao Irã começará aqui. Como para rematar este emblema de poder desenfreado, criminoso, a CIA acrescentou uma prisão ao estilo de Guantânamo para a “entrega” das suas vítimas e chamou-lhe Camp Justice [Campo da Justiça].


O que foi feito ao paraíso de Lisette tem um significado urgente e universal, já que representa a natureza violenta, cruel de todo um sistema por trás duma fachada democrática e a escala da nossa própria doutrinação aos seus pressupostos messiânicos, descritos por Harold Pinter como "um ato de hipnose brilhante, engenhoso mesmo, altamente bem sucedido". Mais longa e mais sangrenta do que qualquer guerra desde 1945, empreendida com armas demoníacas, um gangsterismo travestido de política econômica e por vezes conhecido como globalização, a guerra contra a democracia é mantida sem menção em círculos de elite Ocidentais. Tal como Pinter escreveu, "nunca aconteceu mesmo enquanto estava a acontecer". Em julho passado, o historiador americano William Blum publicou o seu "sumário atualizado da história da política externa dos Estados Unidos".

Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA têm:


1. Tentado derrubar mais de 50 governos, a maior parte deles democraticamente eleitos.


2. Tentado suprimir movimentos populistas ou nacionais em 20 países.


3. Interferido grosseiramente em eleições democráticas em pelo menos 30 países.


4. Largado bombas sobre povos de mais de 30 países.


5. Tentado assassinar mais de 50 líderes estrangeiros.


No total os Estados Unidos levaram a cabo uma ou várias dessas ações em 69 países. Em quase todos os casos a Inglaterra foi colaboradora. O "inimigo" muda de nome - de comunismo para islamismo - mas ele é acima de tudo a ascensão da democracia independente do poder ocidental ou uma sociedade que ocupa território estrategicamente útil, considerado dispensável, como as Ilhas Chagos.


A simples escala do sofrimento, sem falar na criminalidade, é pouco conhecida no Ocidente, apesar da presença das comunicações mais avançadas do mundo, do jornalismo nominalmente mais livre e do mundo acadêmico mais admirado. É inenarrável que as vítimas mais numerosas do terrorismo - o terrorismo ocidental - sejam muçulmanas, se isso for conhecido. Que quinhentas mil crianças iraquianas morressem nos anos 1990 em consequência do embargo imposto pela Inglaterra e pelos Estados Unidos não tem qualquer interesse. Que o jihadismo extremista, que levou ao 11 de setembro, foi alimentado como uma arma da política ocidental ("Operação Ciclone") é coisa conhecida de especialistas, mas de contrário suprimida.


Enquanto a cultura popular na Inglaterra e nos Estados Unidos imerge a Segunda Guerra Mundial num banho ético para os vencedores, o holocausto resultante da dominação anglo-americana sobre regiões ricas em recursos é entregue ao esquecimento. Sob o regime do tirano indonésio Suharto, ungido como "o nosso homem" por Thatcher, mais de um milhão de pessoas foram mortas. Descrito pela CIA como "o pior assassinato em massa da segunda metade do séc. 20", a estimativa não inclui um terço da população de Timor-Leste que foi morta de fome ou assassinada com a conivência ocidental por bombardeiros e metralhadoras britânicos.


Estas histórias verdadeiras são contadas em registos do Public Record Officei tornados públicos, contudo representam uma dimensão interna da política e do exercício do poder excluída da apreciação pública. Isto foi conseguido através de um regime não-coercivo de controle de informação, desde o mantra evangélico da publicidade para o consumidor até aos sound bites das notícias da BBC e, agora, das notícias de interesse passageiro dos meios de comunicação.


É como se os escritores enquanto jornalistas de denúncia estivessem extintos, ou servos de um zeitgeisti sociopata, convencidos de que são demasiado inteligentes para ser levados. Presenciem o estampido de bajuladores ansiosos por deificar Christopher Hitchens, um adorador da guerra que ansiava poder justificar os crimes dum poder ávido. "Quase pela primeira vez em dois séculos", escreveu Terry Eagleton, “que não há nenhum poeta britânico eminente, dramaturgo ou romancista preparado para interrogar os fundamentos do modo de vida ocidental". Nenhum Orwell avisa que não temos de viver numa sociedade totalitária para sermos corrompidos pelo totalitarismo. Nenhum Shelley fala em nome dos pobres; nenhum Blake profere uma visão; nenhum Wilde nos lembra que "a desobediência, aos olhos de alguém que leu a história, é a virtude original do homem". E, dolorosamente, nenhum Pinter se enfurece com a máquina de guerra, como em "Futebol Americano":


Hallelujah.


Praise the Lord for all good things ...

We blew their balls into shards of dust,
Into shards of fucking dust …

[Aleluia.
Louvem o Senhor por todas as coisas boas...

Rebentámos-lhes os tomates em estilhaços de pó,

Em estilhaços de pó dum raio...]


A estilhaços de pó dum raio vão foram parar todas as vidas atiradas por Barack Obama, o Hopey Changeyiii da violência ocidental. Sempre que um dos drones de Obama limpa uma família inteira numa região tribal distante do Paquistão, ou da Somália, ou do Iêmen, os controladores americanos à frente das suas telas tipo jogo de computador escrevem "Bugsplat"iv. Obama gosta de drones e gracejou sobre eles com jornalistas. Uma das suas primeiras ações como presidente foi ordenar uma vaga de ataques de drones Predator no Paquistão o qual matou 74 pessoas. Desde então matou milhares, na maior parte civis; os drones disparam mísseis Hellfire que sugam o ar dos pulmões das crianças e deixam partes de corpos a engrinaldar a vegetação rasteira.


Lembram-se dos títulos de notícias manchados de lágrimas quando o 'Marca' Obama foi eleito: "importantíssimo, de fazer arrepiar a espinha": The Guardian, Reino Unido. "O futuro americano," escreveu Simon Schama, "é todo ele visão, sublime, informe, espírito leve..." O colunista do jornal San Francisco Chronicle viu um espiritual "ser com luz interior e apaziguador [que pode ser] portador de um novo modo de estar no planeta." Além do disparate, como o grande whistleblowerv Daniel Ellsberg tinha predito, um golpe militar decorria em Washington e Obama foi o seu homem. Tendo seduzido o movimento anti-guerra para um silêncio virtual, tem dado poderes de Estado e de compromisso sem precedentes à classe de oficiais militares corruptos da América. O que inclui a perspetiva de guerras na África e oportunidades de provocações contra a China, o maior credor dos Estados Unidos e o novo "inimigo" na Ásia. Sob Obama, a velha fonte da paranoia oficial, a Rússia, foi cercada com mísseis balísticos e a oposição russa infiltrada. Equipes de assassinatos militares e da CIA foram enviadas em missão para 120 países; ataques há muito planejados na Síria e no Irã incitam a uma guerra mundial. Israel, o exemplar de violência e ilegalidade dos Estados Unidos por procuração, acaba de receber o seu dinheiro de bolso anual de 3 bilhões de dólares em conjunto com a permissão de Obama para roubar mais terra palestina.


O feito mais "histórico" de Obama é trazer a guerra contra a democracia para dentro de casa nos Estados Unidsos América. Na véspera do Ano Novo assinou a lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA , na sigla em inglês), uma lei que concede ao Pentágono o direito legal de raptar tanto estrangeiros como cidadãos dos EUA e de os deter indefinidamente, interrogar e torturar, ou até matar. Só precisam de se “associar" com os "beligerantes" em relação aos Estados Unidos. Não haverá nenhuma proteção da lei, nenhum julgamento, nenhuma representação legal. Isto é a primeira legislação explícita a abolir o habeas corpus (o direito ao devido processo da lei) e efetivamente revogar a Lei dos Direitos de 1789.


No dia 5 de Janeiro, num discurso extraordinário no Pentágono, Obama disse que os militares estariam não só prontos para "proteger território e populações" além mar, como para lutar "na sua terra" e fornecer "apoio às autoridades civis". Por outras palavras, as tropas dos Estados Unidos serão redistribuídas pelas ruas de cidades americanas quando o desassossego civil inevitável as tomar.


Os Estados Unidos são agora uma terra de pobreza epidêmica e prisões selvagens: a consequência de um extremismo "de mercado" que, sob Obama, incitou a transferência de 14 trilhões de dólares de dinheiro público a empresas criminosas em Wall Street. As vítimas são na maioria pessoas jovens desempregadas, sem abrigo, afro-americanos encarcerados, traídos pelo primeiro presidente negro.


Corolário histórico de um estado de guerra perpétuo, isto não é fascismo, ainda não, mas tão pouco é democracia sob qualquer forma reconhecível, apesar da política de placebo que consumirá as notícias até novembro. A campanha presidencial, diz The Washington Post, "apresentará um choque de filosofias enraizadas em visões distintamente diferentes da economia". Isto é evidentemente falso. A tarefa circunscrita do jornalismo dos dois lados do Atlântico é criar a pretensão duma escolha política onde não existe nenhuma.


A mesma sombra se estende pela Grã-Bretanha e muita da Europa, onde a democracia social, um artigo de fé duas gerações atrás, caiu em favor dos ditadores dos bancos centrais. Na "grande sociedade” de David Cameron, o roubo de 84 bilhões de libras em empregos e serviços até excede o montante do imposto "legalmente" evitado por grandes grupos econômicos piratas. A culpa não é da extrema direita, mas duma cultura política liberal covarde que permitiu que isto acontecesse, a qual, escreveu Hywel Williams no rastro dos ataques do 11 de setembro, "pode ser uma forma de fanatismo moralista”. Tony Blair é um desses fanáticos. Na sua indiferença gestionária para com as liberdades por que clama para ter grande carinho, a Inglaterra da Blairite burguesa criou um estado de vigilância com 3000 novas ofensas criminais e leis: mais do que para todo o século anterior. A polícia claramente acredita que tem impunidade para matar. Por exigência da CIA, casos como o de Binyam Mohamed, um residente britânico inocente torturado e depois mantido por cinco anos na baía de Guantânamo, serão tratados em tribunais secretos na Inglaterra "para proteger as agências de espionagem" - os torturadores.


Este estado invisível permitiu que o governo de Blair lutasse contra os ilhéus de Chagos à medida que se ergueram do seu desespero no exílio e exigiram justiça nas ruas de Port Louis e de Londres. "Só quando se vai para a ação direta, face a face, até quebrar leis, é que alguma vez nos faremos notar", disse Lisette. "E quanto menor se for, maior o seu exemplo para os outros." Uma resposta tão eloquente para aqueles que ainda perguntam "O que eu posso fazer?"

Vi pela última vez a figura muito pequena de Lisette de pé sob forte chuva ao lado dos seus camaradas fora do Parlamento. O que me impressionou foi a duradoura coragem da sua resistência. É esta recusa em desistir que o poder podre teme, acima de tudo, sabendo que ela é a semente debaixo da neve.


Artigo publicado originalmente em truthout, traduzido por Paula Sequeiros para esquerda.net

*Jornalista , escritor e diretor de cinema nascido na Austrália e residente em Londres.
Pelas suas reportagens sobre guerras, que vão do Vietnã e Camboja até o Oriente Médio, ganhou por duas vezes o maior prémio de jornalismo da Inglaterra. Pelos seus documentários ganhou um prémio da Academia Britânica e um Emmy americano. Em 2009 foi-lhe concedido o prêmio de direitos humanos da Austrália, o Prémio Sydney da Paz. O seu último filme é "Guerra contra a democracia".



Fonte: esquerda.net
Imagem google
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