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domingo, 10 de junho de 2012

Cientistas brasileiros enviam carta aberta à Dilma




Carta aberta


Por Husc no Blog do Ambientalismo

Mudanças climáticas: cientistas enviam carta aberta à Dilma


Um grupo de destacados cientistas brasileiros enviou uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff, alertando-a sobre os equívocos que marcam a orientação dos debates e a formulação de políticas públicas referentes aos assuntos climáticos. Intitulado “Mudanças climáticas: hora de se recobrar o bom senso”, o documento enfatiza a inexistência de evidências físicas da influência humana no clima em escala global, critica o alarmismo que tem prevalecido na apreciação do tema e afirma que a “descarbonização” da economia mundial, com o proposto abandono dos combustíveis fósseis, é uma pseudo-solução para um problema inexistente.

Kenitiro Suguio - Luiz Carlos Molion - Geraldo Luís Lino
Entre os 18 signatários da carta, encontram-se: o geólogo Kenitiro Suguio, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências; o climatologista Luiz Carlos Baldicero Molion, pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); o físico Fernando de Mello Gomide, professor titular aposentado do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA); o geólogo João Wagner Alencar Castro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional; e outros. O geólogo Geraldo Luís Lino, membro do conselho editorial deste boletim, também assinou o documento.

A propósito da inexistência de evidências do chamado aquecimento global antropogênico, a carta afirma, enfaticamente, que…

«…as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.»

Por isso, diz o texto, “a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à Ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da Humanidade”.

Os autores advertem, também, para os riscos da ênfase na possibilidade de aquecimento do planeta, quando várias evidências apontam para um resfriamento, nas próximas décadas:

«Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico-ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947 e 1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).»

Ao final, os signatários sugerem uma mudança de atitude e mentalidade:

«Pela primeira vez na História, a Humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.»

«Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.»

O documento, datado de 14 de maio, está circulando em todo o País e pode ser encontrado, entre outros lugares, nos sítios Alerta em Rede e da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário (Abequa), este, em formato PDF.
 

Movimento de Solidariedade Íbero-americana

 Créditos ➞ este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico MSIa INFORMA, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Vol. III, No 51, de 25 de maio de 2012.

MSIa INFORMA ➞ é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 – sala 202 – Rio de Janeiro (RJ) – CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.

Para saber mais sobre o tema ➞ visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/.



Fonte: Blog do Ambientalismo
Imagem: Google (colocada por este blog)

Um comentário:

Tibiriçá disse...

primeiro fomos masscrados pela mídia e pelas ONG´s ambientalistas a nos fazrem ter sentimento de culpa por existirmos, (melhor seria que só existissem amebas). E agora vejo os cientistas brasileiros a desmentir o tal aquecimento antropogênico, ainda bem, já não era sem tempo. Espero também que a carta aberta a Presidente Dilma tenha a devida repercussão na "mídia comum" e se faça a massa crítica necessária para fazer o devido contraditório a empulhação da RIO+20.

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