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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Golpe no Paraguai e a luta do SENAVE contra a Monsanto

          


 2012 - Senado do Paraguai destitui o presidente Fernando Lugo

O presidente do Paraguai Fernando Lugo acaba de ser destituído do cargo pelo Senado. Votaram a favor da destituição 39 senadores, enquanto outros quatro se declararam contra. Dois parlamentares estavam ausentes. O processo de impeachment do presidente paraguaio foi iniciado na última quinta (21).

Entre as razões apontadas pelos paralamentares que entraram com o pedido de impeachment estão a ligação de Lugo com movimentos sociais atuantes no campo e o conflito ocorrido há uma semana em uma fazenda no Nordeste do país, no qual morreram 17 pessoas. “Os acontecimentos trágicos não podem ser caractrizados como um mau desempenho do presidente”, declarou o advogado Adolfo Ferreiro, um dos que representaram Lugo em sua defesa no Senado.

Lugo é acusado de instigar a invasão de terras no país. Os deputados também o acusam de submeter as forças de segurança a ordens dos movimentos sociais. Com isso, os parlamentares dizem que o presidente é incapaz de conter uma onda de violência no país.



Fonte: jornaldamidia
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2010 - Relembrando

Em meados de agosto o Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes (Senave) do governo paraguaio iniciou uma série de ações de fiscalização e destruição de lavouras ilegais de milho transgênico no país.

A primeira ação se deu numa propriedade no estado de Alto Paraná, onde foram destruídos 44 hectares de milho transgênico de propriedade de um agricultor “brasiguaio”, a 90 km da capital Ciudad del Este. O milho, que estava em ponto de colheita, foi totalmente triturado por um rolo-faca, de modo a inviabilizar seu uso como semente. A variedade Bt+RR (tolerante a herbicida e também tóxico a lagartas) havia sido contrabandeada do Brasil.

As ações continuaram ao longo da semana, resultando na destruição de mais de 100 hectares de milho ilegal.


Miguel Lovera
 A reação veio a galope. Logo foram publicadas reportagens com manifestos indignados de representantes do agronegócio paraguaio, criticando as ações e chamando de retrógrado o presidente do órgão, Miguel Lovera.

Alfredo Jaeggli

No auge dos protestos, por iniciativa do senador liberal Alfredo Jaeggli, o Senado paraguaio aprovou uma declaração ao Poder Executivo instando-o “a paralisar as intervenções do Senave com relação ao milho transgênico até que se atualize a normativa atual, conforme o desenvolvimento científico do produto” (em outras palavras, “até que o governo libere definitivamente o milho transgênico”).

Do outro lado, organizações camponesas também se manifestaram, prestando apoio ao Senave, argumentando quanto aos riscos do consumo do produto e em defesa da semente nativa. Pediram ainda que se declare “emergência fitossanitária” pelo descumprimento da legislação que proíbe expressamente o milho transgênico.

Em 28 de agosto, em seguida à manifestação do Senado, Lovera foi a público declarar que o órgão prosseguiria com a fiscalização e a destruição do milho ilegal. A declaração foi feita numa coletiva de imprensa logo depois de Lovera ter-se reunido com o presidente Fernando Lugo. Segundo Lovera, o presidente apoia o trabalho realizado pelo Senave e recomendou que ele “siga cumprindo a lei”, como fez até o momento.

A legislação paraguaia permite o cultivo de algumas variedades de soja transgênica, mas não de milho. Recentemente, entretanto, o Ministério da Agricultura do país publicou uma resolução declarando ser de interesse estratégico a experimentação com sementes de milho transgênico em território paraguaio, o que aconteceria sob a supervisão do Instituto Paraguaio de Tecnologia Agrária.

Esta semana, a Aliança pela Biodiversidade na América Latina e a Rede por uma América Latina Livre de Transgênicos enviaram uma carta aberta ao ministro da agricultura paraguaio, Enzo Cardozo, expressando profunda preocupação com relação à decisão, uma vez que existe vasta informação científica demonstrando que, após a introdução destas variedades no campo, torna-se impossível deter a contaminação genética das variedades convencionais, crioulas e tradicionais de milho, uma vez que trata-se de uma espécie de polinização aberta.

Nós brasileiros conhecemos bem esta história da “criação do fato consumado” e podemos imaginar as pressões que o governo do Paraguai está sofrendo no sentido de atropelar as avaliações de biossegurança e autorizar “na marra” as variedades transgênicas de milho.


Fonte: Adital

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2010

ASSUNÇÃO, Paraguai - "Em qualquer país civilizado moderadamente se você pulverizar seus pesticidas sobre as pessoas, você basicamente irá para a cadeia", disse Miguel Lovera, chefe da agência do Paraguai aplicação agrícola. "Neste país que não era o caso. Ela ainda pode ser o caso em muitos lugares no país que podem ser de pulverização em lugares errados, nas pessoas erradas, nos animais errados - mas nós estamos lá fora, para pôr fim a esta situação ".

Lovera
está debaixo de fogo para a destruição da agência de 44 hectares de milho transgénico que estavam sendo cultivadas ilegalmente. Soja transgênica é atualmente a principal exportação do país, e vastas áreas da zona rural foram derrubadas pelos proprietários estrangeiros para abrir caminho para a cultura controversa, mas até agora a soja transgênica é o único permitido para a produção.

     
          
                                               
 Fonte: The esperanza project

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2011- MONSANTO

Com um território pouco maior que o estado do Mato Grosso do Sul e uma área agricultável de 850 mil hectares, o Paraguai é o maior cliente da Monsanto do Brasil e recebeu, apenas em 2011, mais de 177 mil sacas de milho em 41 processos de exportação. 

Pablo de La Fuente - Líder de Negócios da Monsanto no Paraguai
“O Paraguai se encaminha rapidamente em direção à biotecnologia e vai ficar atrativo não só para a Monsanto, mas para todas as companhias de milho. Aumentar nossa presença hoje, com a ajuda dos híbridos brasileiros, pode ser determinante para continuarmos crescendo e ganhando participação”, explica Pablo de La Fuente, líder de Negócios da Monsanto no Paraguai. O executivo lembra que o excelente volume exportado para o país se deu por conta da qualidade do portfólio brasileiro e à semelhança com clima e solo da região do Paraná.

 Com o apoio do resultado obtido com a comercialização dos produtos brasileiros, que chegam ao Paraguai por vias terrestres, o país inaugurou seu primeiro Centro de Distribuição. “Agora podemos receber as sementes em menos tempo, evitando o congestionamento do fim de ano nas alfândegas e garantindo a entrada mais rápida nas nossas lavouras”, cita de La Fuente.

Fonte: Monsanto 
     
Imagens: Google (colocadas por este blog)

Um comentário:

Tibiriçá disse...

Golpe dado, já não resta muito a dizer. Agora o futuro do Paraguai é incerto na integração latino-americano e é possível que seja o Paraguai uma grande base norte-americana no centro da América do Sul. Tudo que os gringos queriam já que a Argentina proibiu a sede (base) americana para ajuda humanitária no norte da Argentina na fronteira com o Paraguai. É isso o cerco está se fechando.

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